Prévia do material em texto
Abordagem Nutricional no Transplante de Medula Óssea Dietoterapia nas DCNT Objetivo da Aula: Adquirir conhecimento para auxiliar os pacientes nos efeitos colaterais relacionados à nutrição, no pré e pós TMO, tratando e prevenindo a perda de peso • Conhecimento: Identificar os aspectos clínicos e dietoterápicos em pacientes candidatos a TMO • Habilidade: Elaborar plano dietoterápico para pacientes no pré ou pós TMO. • Atitude: Compreensão, senso crítico DEFINIÇÃO - Infusão de células do tecido hematopoiético - O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como as leucemias e os linfomas. Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. Dúvidas = http://www.abto.org.br/abtov03/default.aspx?c=933 TIPOS DE TRANSPLANTES ● Autólogo ou Autogênico ● Alogênico ● Singênico STEM CELL ● Células-tronco periféricas ● Mobilizadas do compartimento medular para o sangue periférico (estimuladas com medicamentos) FASE DO CONDICIONAMENTO Definição Administração de altas doses de quimioterápicos que podem ou não estar associados á radioterapia. FASE DO CONDICIONAMENTO Objetivos ● erradicação da medula doente ● erradicação do sistema imune ● proporcionar espaço para a nova medula NUTRIÇÃO E TMO • desnutrição x TMO: ↑ morbimortalidade (Ruiz MA,Med Press Revista Médica Virtual, 2005) • pacientes com %PI inferior a 95%, apresentam pior resposta ao tratamento (Bergerson SL, Bone Marrow Transplantation, 2008) • o restabelecimento da medula está relacionada com o estado nutricional do paciente (Papadopoulou A, Eur. J.Clin. Nutr., 1998) ↓ ingestão VO ↑ metabolismo - mucosite - enterites - náuseas/vômitos - xerostomia - alteração de paladar - febre - infecção - GVHD - QT e/ou RXT DESNUTRIÇÃO NUTRIÇÃO E TMO Medidas Antropométricas Parâmetros Bioquímicos - Podem ser afetados por variáveis não nutricionais - albumina, transferrina e pré-albumina: mesmo com nutrição adequada podem ser alterados AVALIAÇÃO NUTRICIONAL Necessidades • ↑ necessidades CHO • 30 a 50% do VCT Proteínas • ↑ necessidades (1,8 a 3,0g/kg/dia) (Bergerson SL. Bone Marrow Transplantation,2006) RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS Vitaminas e Minerais K, B12, E, tiamina, ác. Fólico, Zn, e Se * hepatotoxicidade (doença venoclusiva - DOV) * nefrotoxicidade RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS CUIDADO NUTRICIONAL ♦ Fase de Condicionamento (pré-TMO) • dieta para neutropênico • adequação da dieta • cuidados de higiene • **sem alimentos com corantes vermelhos • ** ↑ ingestão de picolé CUIDADO NUTRICIONAL Fase pós-TMO imediato • dieta para neutropênico • adaptação da consistência • cuidados de higiene • suporte parenteral CUIDADO NUTRICIONAL ♦ Fase pós-TMO (alta) • dieta geral • cuidados de higiene • recuperação do estado nutricional TERAPIA ENTERAL • pouco indicada • distúrbios gastrointestinais (mucosite, náusea, vômito) • plaquetopenia • risco de aspiração e pneumonia (ABIB WL, Bone Marrow Transplantation, 2003) •manutenção do TGI (DeSwarte-Wallace J et al, Journal of Pediatric Oncology Nursing, vol18, n5 (september-october, 217-23,2001) • manutenção do estado nutricional (Mathew P et al, Journal of Pediatric Hematology Oncology 18(1):81-85,2006) TERAPIA ENTERAL • indicada em 70% • estimular a ingestão VO (Abib SRR. Bol.Soc.Hematol 18:89-93,2006) TERAPIA PARENTERAL • Aparentemente “menos agressiva” • melhor aceitação • maior tempo de internação • custo • febre • problemas relacionados com catéter • riscos de contaminação TERAPIA PARENTERAL TERAPIA PARENTERAL • efeitos colaterais QT/RXT (Pencharz PB. International Journal of Cancer, suppl 11, 73-5, 2008) • atrofia da mucosa intestinal (Barber MD et al, Europe Journal of Cancer 34 (3): 279-85, 1998) • O tecido transplantado reconhece o hospedeiro como invasor • Aguda: primeiros dias até 2 meses após o transplante • Crônica: 100 dias após o transplante Complicações: GVHD – Graft-versus-host disease Doença do Enxerto contra Hospedeiro Órgãos mais acometidos: • Pele • Fígado • Olhos • Intestino • Boca GVHD - mucosite, diarreia, náuseas, vômitos, dor abdominal, íleo paralítico, destruição das vilosidades intestinais, perda de peso, disfagia e odinofagia. CUIDADO NUTRICIONAL Plano Dietoterápico para GVHD SOS (Síndrome de Obstrução Sinusoidal) • Conhecida como doença veno-oclusiva hepática • Complicação precoce do transplante (quimioterápicos) • Células epiteliais do fígado são danificadas causando obstrução do sangue • Caracterizada por: hepatomegalia dolorosa, retenção de líquidos, ascite, icterícia • Uso de NPT (limitação de fluídos, restrição de sódio, manganês, uso ajustado de fórmulas lipídicas) Formem pequenos grupos e analisem o caso abaixo: Paciente do gênero masculino, 30 anos, diagnóstico de linfoma de Hodgkin, candidato a transplante autólogo nas próximas semanas. Apresenta perda de apetite seguida de perda de 5 kg nos últimos meses (PA = 51kg, A = 1,70m). Internou para realizar quimioterapia. Recebe dieta VO, leve para neutropênico. a) Pesquise e explique o que é Linfoma de Hodgkin. b) Analise o estado nutricional (IMC e % perda de peso) c) Calcule a NET, segundo Harris-Benedict. d) Determine a necessidade dos macronutrientes. e) Elabore cardápio. qualitativos, seguindo a dieta prescrita (6 refeições/dia). Estudo de Caso Ampliando os conhecimentos... • Por que é recomendado excluir os alimentos crús em pacientes em tratamento de TMO? • O que é GVHD e qual a relação com a nutrição? • Qual a dieta indicada na Síndrome de Obstrução Sinusoidal?