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do valor atribuído à contribui-
ção para as despesas condominiais, conforme a gravidade das faltas e a 
reiteração, independentemente das perdas e danos que se apurem.
DIREITO DE PROPRIEDADE
FGV DIREITO RIO 183
2) Do condomínio edilício, assinale a assertiva correta (Ieses. TJRN. Titu-
lar de serviços de notas e de registros. 2012):
a) Para ser oponível contra terceiros, a convenção do condomínio não ne-
cessita ser registrada no Cartório de Registro de Imóveis, necessitando apenas 
estar disponível aos proprietários de suas unidades imobiliárias.
b) Qualquer unidade imobiliária pode ser privada do acesso ao logradouro 
público.
c) A convenção de condomínio aprovada, ainda que sem registro, é eficaz 
para regular as relações entre os condôminos.
d) O terraço de cobertura é parte comum, devendo sempre constar na 
escritura de constituição do condomínio tal fato.
Gabarito: Letra C
Fundamentação: Súmula 260 do STJ: “A convenção de condomínio apro-
vada, ainda que sem registro, é eficaz para regular as relações entre os condô-
minos”.
DIREITO DE PROPRIEDADE
FGV DIREITO RIO 184
ANEXO II: INFORMATIVOS DO STJ SOBRE DIREITO DA 
PROPRIEDADE.
Seguem abaixo os julgamentos mais importantes acerca do direito da pro-
priedade proferidos pelo Superior Tribunal de Justiça.
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA
Informativo 467: 21 a 25 de março de 2011
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. BUSCA. APREENSÃO. NOTIFICA-
ÇÃO EXTRAJUDICIAL.
A Turma, ao prosseguir o julgamento, entendeu ser válida a notificação 
extrajudicial efetivada por via postal no endereço do devedor por cartório 
de títulos e documentos de comarca diversa daquela em que ele é domici-
liado. In casu, trata-se da notificação necessária à comprovação da mora do 
recorrido para que o banco recorrente proponha a ação de busca e apreensão 
pelo inadimplemento do contrato de financiamento de automóvel garantido 
por alienação fiduciária. Inicialmente, ressaltou o Min. Relator ser inaplicável 
ao caso dos autos o precedente da Terceira Turma deste Superior Tribunal que 
consignou não ser válido o ato do tabelião praticado fora do município para 
o qual recebeu delegação, conforme estabelecido pelos arts. 8º, 9º e 12 da 
Lei n. 8.935/1994, por entender que esses dispositivos referem-se apenas aos 
tabelionatos de notas e aos registros de imóveis e civis das pessoas naturais. 
Afirmou, portanto, não haver norma federal que limite territorialmente a 
prática dos atos registrais dos ofícios de títulos e documentos, não cabendo 
ao STJ conferir interpretação mais ampla àquele diploma legal — até porque, 
na notificação extrajudicial por via postal, não há necessidade de desloca-
mento do oficial do cartório. Asseverou, ademais, que o art. 130 da Lei n. 
6.015/1973 — o qual prevê o princípio da territorialidade — não alcança a 
notificação extrajudicial por não se tratar de ato tendente a dar conhecimento 
a terceiros e por ela não estar incluída no rol do art. 129 do mesmo diplo-
ma legal, dispositivo que enumera os atos sujeitos a registro no domicílio 
dos contratantes. Precedentes citados: AgRg no REsp 1.041.543-RS, DJe 
28/5/2008; REsp 692.237-MG, DJ 11/4/2005, e REsp 810.717-RS, DJ 
4/9/2006. REsp 1.237.699-SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado 
em 22/3/2011.
DIREITO DE PROPRIEDADE
FGV DIREITO RIO 185
RESPONSABILIDADE. FIADOR. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. 
VENDA EXTRAJUDICIAL. BEM.
In casu, a administradora de consórcio recorrida ajuizou, na origem, ação 
de cobrança em desfavor do consorciado inadimplente e do seu fiador sob a 
alegação de que, após terem sido promovidas a busca e apreensão do veículo 
e, em seguida, sua venda, ainda remanescia uma parcela do débito. Nesse 
contexto, a Turma, na parte conhecida, deu provimento ao recurso espe-
cial para afirmar que, após a alienação extrajudicial do bem, fica afastada a 
responsabilidade do fiador na hipótese em que ele não é cientificado dessa 
venda, sendo do devedor principal a obrigação de pagar o saldo restante. Pre-
cedentes citados: REsp 533.733-RS, DJ 28/10/2003; EREsp 49.086-MG, 
DJ 10/11/1997; REsp 140.894-PR, DJ 19/3/2001; REsp 178.255-PR, DJ 
28/8/2000, e REsp 254.408-MG, DJ 4/6/2001. REsp 749.199-SP, Rel. 
Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 22/3/2011.
Informativo 509: 5 de dezembro de 2012
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. 
AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. DISCUSSÃO DA ILEGALIDADE 
DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS NO ÂMBITO DA DEFESA.
É possível a discussão sobre a legalidade de cláusulas contratuais como 
matéria de defesa na ação de busca e apreensão decorrente de alienação 
fiduciária. Consolidou-se o entendimento no STJ de que é admitida a ampla 
defesa do devedor no âmbito da ação de busca e apreensão decorrente de alie-
nação fiduciária, sendo possível discutir em contestação eventual abusividade 
contratual, uma vez que essa matéria tem relação direta com a mora, pois 
justificaria ou não a busca e apreensão do bem. Precedentes citados: REsp 
267.758-MG, DJ 22/6/2005; AgRg no REsp 923.699-RS, DJe 10/5/2011, 
e AgRg no REsp 1.176.675-RJ, DJe 10/9/2010. REsp 1.296.788-SP, Rel. 
Min. Antonio Carlos Ferreira, julgado em 13/11/2012.
DIREITO DE PROPRIEDADE
FGV DIREITO RIO 186
CONDOMÍNIO
Informativo 475: 30 de maio a 3 de junho de 2011
RESPONSABILIDADE. DESPESAS CONDOMINIAIS. PROMES-
SA. COMPRA E VENDA.
A Turma deu provimento ao recurso especial a fim de reconhecer a ilegi-
timidade passiva da recorrente para figurar na ação de cobrança de despesas 
condominiais (relativas a meses de 2004 e 2005) proposta, na origem, pelo 
condomínio no qual é proprietária de uma sala. Na espécie, ela havia vendi-
do o imóvel em 1999 por meio de contrato de promessa de compra e venda, 
tendo o promissário comprador se imitido na posse precária do bem. De 
acordo com o Min. Relator, a responsabilidade pelos encargos condominiais, 
quando há contrato de promessa de compra e venda, pode recair tanto sobre 
o promissário comprador quanto sobre o promitente vendedor. Entretanto, 
salientou que não cabe ao autor da ação escolher um dos dois aleatoriamente, 
sendo necessário aferir com quem a relação jurídica material foi estabelecida 
no caso concreto. Assim, asseverou que, nessas hipóteses, o promissário com-
prador que se imitiu na posse do imóvel, ainda que em caráter precário, e de 
cuja imissão o condomínio teve conhecimento, deve responder pelas despesas 
condominiais no período em que exerceu essa posse, mostrando-se irrelevan-
te o fato de o contrato ter sido ou não registrado. Precedentes citados: EREsp 
136.389-MG, DJ 13/9/1999; REsp 470.487-SP, DJ 30/6/2003; REsp 
200.914-SP, DJ 13/12/1999; AgRg no REsp 573.801-SP, DJe 27/10/2010; 
REsp 579.943-RS, DJ 16/11/2004; REsp 813.161-SP, DJ 8/5/2006, e REsp 
172.859-PR, DJ 1º/10/2001. REsp 1.079.177-MG, Rel. Min. Massami 
Uyeda, julgado em 2/6/2011.
Informativo 481: 15 a 26 de agosto de 2011
PRESCRIÇÃO. QUOTAS CONDOMINIAIS. CC/2002.
A Turma deu parcial provimento ao REsp por entender que, na vigência 
do CC/1916, o crédito condominial prescrevia em 20 anos nos termos do seu 
art. 177. Entretanto, com a entrada em vigor do novo Código Civil, o prazo 
prescricional aplicável à pretensão de cobrança das quotas condominiais pas-
sou a ser de cinco anos nos termos do art. 206, § 5º, I, do CC/2002, observa-
da a regra de transição do art. 2.028 do mesmo codex. REsp 1.139.030-RJ, 
Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 18/8/2011.
DIREITO DE PROPRIEDADE
FGV DIREITO RIO 187
Informativo 506: 4 a 17 de outubro de 2012
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. LEGITIMIDADE PASSI-
VA DO LOCADOR. DESCUMPRIMENTO DOS DEVERES CONDO-
MINIAIS PELO LOCATÁRIO.
O proprietário possui legitimidade passiva ad causam para responder 
por eventuais danos relativos ao uso de sua propriedade decorrentes do 
descumprimento dos deveres condominiais pelo locatário. Ao firmar um 
contrato de locação de

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