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janeiro e março deste ano, 225 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave foram registrados em decorrência dos vírus Influenza, a maior parte deles em São Paulo. Destes, 34 resultaram no óbito dos pacientes, sendo a grande maioria causada pelo vírus do tipo A (H1N1). Ainda segundo o relatório, a grande maioria dos indivíduos que foram a óbito apresentavam algum fator de risco para complicações, dentre eles idade acima de 60 anos, obesidade ou alguma outra doença, como diabetes e cardiopatias. Mas qual seria a explicação para a chegada precoce da doença em nosso país? Segundo especialistas, as viagens ao exterior seriam as grandes culpadas. Uma grande quantidade de brasileiros tem viajado a países do hemisfério norte, especialmente aos Estados Unidos e Europa, onde o clima está frio e propício à transmissão de doenças virais. Orlando, na Florida, por exemplo, também está passando por um surto da doença.
Influenza, gripe A e H1N1
Muitas pessoas confundem os termos relacionados ao surto viral pelo qual nosso país está passando. Então, qual a diferença entre influenza, gripe A e H1N1?
Os vírus influenza pertencem à família de ortomixovírus e são os grandes responsáveis pela transmissão das mais diversas gripes. Estes podem ser classificados em influenza A, B ou C. O tipo C causa infecções respiratórias brandas, aquela gripe comum, sem grandes impactos na saúde pública. Já os vírus A e B causam epidemias sazonais, sendo as gripes causadas pelo influenza.  As mais, mais graves, podendo resultar também em pandemias – epidemias em grandes regiões geográficas como, por exemplo, um continente.
A influenza A é classificada em subtipos, de acordo com os subtipos de proteínas (hemaglutinina e neuraminidase) encontrados na superfície de cada tipo viral. O vírus H1N1 é caracterizado, portanto, por ser uma influenza do tipo A, possuindo ambas as proteínas hemaglutinina (H) e neuraminidase (N) do tipo 1. Em 1918, este vírus causou a chamada gripe espanhola, levando centenas de milhares de pessoas à morte. Mais recentemente, em 2009, o mesmo vírus causou a gripe conhecida como gripe suína, e, atualmente, a gripe A. Como estamos enfrentando o início de uma nova epidemia da doença, a principal indicação frente ao aparecimento dos sintomas mais comuns (febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios, tosse e dor de garganta), é que o paciente procure um médico o quanto antes, especialmente caso o paciente pertença a algum dos grupos de riscos já mencionados. Para evitar a disseminação da doença, permanecem as dicas de sempre! Lave bem as mãos, cubra a face ao espirrar ou tossir e evite encostar as mãos na boca, nariz ou nos olhos, especialmente se estiver em locais públicos e com baixa circulação de ar, como em transportes coletivos.
Técnica molecular elimina o HIV de células infectadas 
Apesar das mudanças e melhora na vida de pacientes HIV positivos, o vírus da AIDS permanece no ranking das doenças humanas mais desafiadoras. Atualmente, cerca de 35 milhões de pessoas estão contaminadas com o vírus em todo o mundo, e estes números crescem cada vez mais, com dois milhões de pessoas contaminadas a cada ano. Com o avanço das pesquisas e o desenvolvimento de terapias antiretrovirais, tem avançado também a estimativa de vida de pacientes HIV positivos, que hoje em dia conseguem não apenas sobreviver ao vírus, mas também viver uma vida saudável e sem grandes dificuldades. Porém, ainda que os medicamentos minimizem os efeitos virais e restaurem as células imunes dos pacientes, nenhum deles consegue, por enquanto, eliminar totalmente o vírus. Isto porque, durante o tratamento antiretroviral, o vírus permanece em um estado dormente nas células, sendo reativado pouco tempo após a interrupção no uso de medicamentos.
Durante o tratamento, o HIV mantém-se na forma de provírus – estado latente do RNA, incorporado ao DNA da célula hospedeira – sendo reativado com a ativação das células T – glóbulos brancos responsáveis pela defesa do organismo. Por isso, uma das metodologias pesquisadas em busca da eliminação total do vírus é a sua eliminação durante o período de dormência, ainda sob a forma de provírus.
Pensando nisso, pesquisadores da Escola de Medicina da Temple University, nos Estados Unidos, desenvolveram uma metodologia que se utiliza da técnica molecular CRISPR/Cas9 (Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas) para que esta identifique sequências do DNA viral, eliminando-o das células infectadas. O CRISPR/Cas9 é uma técnica molecular que permite o direcionamento e a modificação de qualquer sequência genômica. O complexo, formado por uma nuclease guiada por RNAs, consegue clivar uma sequência genômica com grande especificidade e eficácia, tendo se tornado uma das mais valiosas ferramentas da biologia molecular moderna. De acordo com os pesquisadores envolvidos, os resultados deste estudo pioneiro mostraram-se bastante promissores, potencialmente abrindo portas para uma futura nova técnica terapêutica contra o vírus da AIDS. Além de eliminar o vírus do DNA das células infectadas, a nova técnica de edição genética também conseguiu introduzir mutações no genoma viral, impedindo que este conseguisse replicar-se nas células e protegendo-as de uma nova infecção. Além disso, a metodologia não gerou nenhum efeito tóxico ao DNA das células hospedeiras, mostrando-se potencialmente segura para testes novos e mais avançados. Segundo os pesquisadores, novos experimentos devem ser realizados em breve, e cada nova conquista permitida pela técnica nos permitirá avançar em direção aos testes pré-clínicos e clínicos. Porém, estes resultados foram obtidos apenas em testes com culturas de células. Resta-nos esperar e torcer para que os próximos testes continuem apresentando resultados promissores!
O HIV venceu novamente: Técnica com método CRISPR/Cas9 não funciona!
Recentemente, divulgamos aqui no blog sobre uma nova e promissora técnica molecular para eliminação do vírus HIV de células T. Quase dois meses após a publicação do artigo na prestigiada revista Nature, porém, os pesquisadores se retrataram e afirmaram que, após um curto período de tempo, o HIV consegue derrotar a técnica e volta a dominar a célula infectada. O CRISPR/Cas9 é uma técnica molecular que permite o direcionamento e a modificação de qualquer sequência genômica. O complexo, formado por uma nuclease guiada por RNAs, consegue clivar uma sequência genômica com grande especificidade e eficácia, tendo se tornado uma das mais valiosas ferramentas da biologia molecular moderna. A técnica havia sido utilizada para a eliminação do HIV em estado de dormência – provírus – através de culturas de linfócitos T – responsáveis pela defesa do organismo – infectados. Para a infelicidade dos pesquisadores, porém, cerca de duas semanas após a elaboração da técnica e possível eliminação do vírus, os linfócitos T passaram a bombear cópias das partículas virais que haviam escapado da eliminação molecular. O sequenciamento das partículas que haviam sido liberadas pelas células permitiu que os pesquisadores observassem alterações genéticas no vírus, indicando que este havia sofrido mutações em locais muito próximos aos atacados pela técnica de CRISPR/Cas9. O vírus HIV já demonstrou seu alto poder de resistência durante o desenvolvimento de demais técnicas, especialmente após o uso constante de drogas anti-retrovirais. Este é, justamente, um dos maiores desafios enfrentados por virologistas e pesquisadores da área. Os pesquisadores não desanimaram e já formularam algumas ideias para tentar contornar o novo problema. Durante os próximos meses, eles pretendem reforçar a técnica, utilizando-a em combinação com o uso de medicamentos anti-HIV. Outra ideia seria utilizar a técnica CRISPR/Cas9 para a inativação de diversos genes virais de uma só vez, tornando, assim, mais difícil para o vírus reforçar-se. Outros pesquisadores também têm desenvolvido técnicas diferenciadas no combate ao HIV. Uma das abordagens em andamento seria a utilização de técnicas de edição gênica