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8 Resposta forçada de sistemas com 1 GDL. Desbalanceamento rotativo Introdução Modelo matemático Respostas no tempo e em freqüência Whirling de eixos rotativos Questionário Problemas Teoria: Rao 3.7; 9.5 (até 9.5.3) Problemas: Rao 3.51 a 3.61; 9.15 a 9.21 8.1 Introdução O desbalanceamento de máquinas rotativas é uma das principais causas de vibração. Consideraremos, nesta apostila, a situação mais simples de um sistema que pode mover-se somente em uma só direção, ficando assim assegurada a condição de apenas 1 GDL. Também trataremos de um fenômeno que ocorre quando massas rotativas desbalanceadas giram em eixos, provocando a sua flexão. 8.2 Modelo matemático Consideremos o sistema da fig. 8.1, no qual duas massas desbalanceadas giram em sentidos opostos. Cada uma das massas desbalanceadas vale m/2 e M é a massa total do sistema, incluídas as massas desbalanceadas, as quais se encontram a uma distância e do centro de rotação, denominada excentricidade. O produto massa desbalanceada x excentricidade é denominado desbalanceamento. Devido à não coincidência dos centros de massa com os eixos de rotação, duas forças centrífugas surgirão, sendo que as suas componentes horizontais anular-se-ão, enquanto que as suas componentes verticais somar-se-ão. Fig. 8.1 Desbalanceamento rotativo. A fig. 8.2 mostra o diagrama de corpo livre: Fig. 8.2 Diagrama de corpo livre. 8 Resposta ao desbalanceamento rotativo. Whirling de eixos rotativos. 8-2 Aplicando a 2a Lei de Newton, chegamos ao modelo matemático (8.1) Comparando a eq. (8.1) com a equação diferencial obtida para a excitação harmônica atuando diretamente sobre a massa, repetida abaixo (8.2) concluímos que podemos aproveitar a solução já obtida, fazendo as seguintes adaptações: 8.3 Respostas no tempo e em freqüência Realizando as substituições acima nas equações da resposta à excitação harmônica atuando diretamente sobre a massa, obtemos as equações seguintes: (8.3) Amplitude: (8.4) Ângulo de Fase: (8.5) Formas adimensionais: Fator de amplificação (8.6) onde agora temos no numerador o fator r2. O significado físico, entretanto, continua o mesmo: a relação entre o efeito dinâmico da aplicação da força harmônica F(t)= meω2senωt e o efeito estático da aplicação da amplitude dessa mesma força. Já a expressão do ângulo de fase é a mesma obtida anteriormente. A fig. 8.3 ilustra o gráfico do fator de amplificação: Fig. 8.3 Resposta em freqüência do fator de amplificação. 222 2 )2()1( rr r me MX FA ς+− == tsenmekxxcxM 2 ... ωω=++ tcosF)t(Fkxxcxm 0 ... ω==++ tsentcos meF Mm 2 0 ωω ω ← ← ← )t(Xsen)t(x p φω −= ( ) ( )222 0 cmk F X ωω +− = − = 2 r1 r2 arctg ς φ ( ) ( )222 2 cMk me X ωω ω +− = − = 2 r1 r2 arctg ς φ 8 Resposta ao desbalanceamento rotativo. Whirling de eixos rotativos. 8-3 Examinando o gráfico acima, podemos extrair algumas observações interessantes. Essas curvas mostram que o fator de amortecimento tem uma grande influência na amplitude, principalmente na zona de freqüências próxima à ressonância, logo nessa região devemos usar grandes fatores de amortecimento para minimizar os efeitos da ressonância. Já para r ≥ 3 o uso de amortecimento é praticamente desnecessário, pois todas as curvas tendem a coincidir nessa faixa de freqüências. Na ressonância, ou seja, quando r = 1, podemos substituir esse valor nas equações da amplitude e do ângulo de fase obtendo: (8.7) (8.8) Verificamos, também, que o máximo valor do FA (e, em conseqüência, da amplitude), ocorre um pouco à direita da ressonância. Para determinarmos o valor da relação de freqüências em que ocorre esse valor máximo, assim como esse último, aplicamos a teoria de máximos e mínimos, ou seja, derivamos a eq. (8.6) em relação a r e a igualamos a zero, chegando, respectivamente, a: (8.9) (8.10) Analisando a expressão de rmax, concluímos que quanto maior o valor de ζ maior o valor de rmax, ou seja, mais para a direita se localiza o valor máximo da resposta em freqüência, o que é confirmado pelo gráfico. Ex. 8.1) (Rao Ex. 3.5) - Turbina Francis - Determinar o diâmetro do eixo da turbina Francis da fig. 8.4, de tal modo que sempre exista uma folga radial de 5 mm entre rotor e estator para toda a faixa de operação. Dados: Massa do rotor = 250 kg Desbalanceamento = 5 kg.mm Faixa de operação da turbina: 600 a 6000 rpm Amortecimento desprezível Solução Fig. 8.4 Turbina Francis. Solução para simplifica (8.4) eq. a logo 0, nto,amortecime há não Como =c A favor da segurança, devemos trabalhar na pior situação, ou seja a de menor ω ω ω menor⇒ n logo, 0 res 90=φ M me X res ς2 = 1 21 1 2 > − = ς máxr 2 max 12 1 )( ςς − = = máxme MX FA ( ) ( ) 2 2 222 2 ω ω ωω ω Mk me X cMk me X − =⇒ +− = 8 Resposta ao desbalanceamento rotativo. Whirling de eixos rotativos. 8-4 ω = 600 rpm = 20 π rad/s. Então: Por outro lado, a rigidez é dada por mm 127 m 127,0 )1007,2)(3( )2)(61,990906)(64( 3 6464 3 3 4 11 33 4 3 4 3 == × =⇒=⇒== ππ π d E kl d l d E l EI k Ex. 8.2 (Rao 3.51) – Um compressor de ar monocilíndrico de massa 100 kg está montado sobre almofadas de borracha, as quais têm rigidez 106 N/m e coeficiente de amortecimento 2000 N.s/m. de acordo com a fig. 8.5. O desbalanceamento do compressor equivale a uma massa de 0,1 kg localizada na extremidade da manivela (ponto A). Sendo r = 10 cm e l = 40 cm, determinar a resposta permanente do compressor quando ele opera a 3000 rpm. Fig. 8.5 Compressor de ar monocilíndrico. Solução Resposta no tempo: xp(t) = Xsen(ωt - φ) (a) onde onde π π ω ω === 100 10 100 6n r e 1,0 )100)(10(2 2000 2 6 === kM c ζ logo Substituindo na eq. (a): xp(t) = Xsen(ωt - φ) = 1,11 x 10 -4 sen (100πt + 0,0707) N/m 61,990906 )20)(250( )20(105 105 2 23 3 =⇒ − × =× − − k k π π ( ) ( ) [ ] [ ] m 1011,1 )100)(2000()100)(100(10 )100)(01,0( 4 2226 2 222 2 −×= +− = +− = ππ π ωω ω cMk me X − = 2 r1 r2 arctg ς φ rad 0707,0 1 ))(1,0)(2( 2 −= − = π π φ arctg 8 Resposta ao desbalanceamento rotativo. Whirling de eixos rotativos. 8-5 Ex. 8.3 (Rao 3.58) – Um motor elétrico desbalanceado, de velocidade variável, é montado sobre um isolador de vibrações. Conforme aumenta a velocidade, observa-se que a amplitude da vibração do motor é de 0,55 in na ressonância e 0,15 in muito além da ressonância. Determinar o fator de amortecimento do isolador. Solução in 15,0 in 55,01 =⇒∞→ =⇒= ∞Xr Xr res 8.4 Whirling de eixos rotativos Um dos grandes problemas de vibrações que acontecem em máquinas rotativas refere-se à vibração transversal de eixos rotativos nos quais está montado um disco girante. Os eixos rotativos apresentam a tendência a curvar quando atingem certas velocidades e a girar de um modo complicado. A vibração transversal de eixos rotativos é sintetizada através do termo inglês "Whirling", o qual já se encontra consagrado também em português. Whirling, pois, é definido como a rotação do plano formado pelo eixo curvado e pela reta que passa pelos centros dos mancais, em torno dessa última, conforme fig. 8.6: Fig. 8.6 Whirling de eixos rotativos. As causas do whirling são várias, tais como o desbalanceamento da massa rotativa, a existência de forças giroscópicas, o atrito fluido nos mancais, etc. A seguir, apresentaremos o conceito de velocidade crítica e logo após desenvolveremos o modelo matemático para o fenômeno do whirling síncrono,que é aquele no qual a velocidade de rotação do plano formado pelo eixo curvado e pela reta que passa pelos centros dos mancais é igual à velocidade de rotação do eixo. Por fim, deduziremos uma expressão para a deformação transversal do eixo, de grande importância em aplicações práticas. 1364,0 :(b) e (a) Resolvendo (b) curvas)(ver 1 )15,0( (a) 2 1)55,0( 1 )2()1( 222 2 = ⇒=⇒∞→ =⇒= +− == ζ ζ ς me M r me M r rr r me MX FA 8 Resposta ao desbalanceamento rotativo. Whirling de eixos rotativos. 8-6 Velocidade crítica No caso do sistema da fig. 8.6, é fácil depreender que, se a velocidade de rotação do sistema aumentar, aumentará também a amplitude do whirling. Por amplitude de whirling entendemos a deformação transversal que sofre o eixo na posição de montagem do disco, também conhecida como "flecha", ou seja, a distância entre as posições estática (eixo parado) e dinâmica (eixo em movimento). Podemos considerar o sistema da figura acima como um sistema massa-mola-amortecedor, no qual a massa é representada pela massa do disco, a mola pelo eixo que trabalha como viga bi-apoiada à flexão e o amortecimento pelo atrito viscoso. Se a velocidade de rotação do eixo igualar a freqüência angular natural do sistema, ocorrerá o fenômeno da ressonância e grandes amplitudes de whirling podem ser esperadas. Quando isso acontece, ou seja, quando a velocidade de rotação ω iguala a freqüência angular natural ωn do sistema, dizemos que o eixo está trabalhando na sua velocidade crítica: ω = ωn ⇒ ω = ωcrít (8.11) Modelo matemático Vamos aqui tratar apenas o caso mais simples de whirling, o da rotação síncrona, em que a velocidade de rotação do eixo é igual à de whirling, causado por desbalanceamento. Vamos considerar que o disco de massa m esteja montado a meia distância entre os mancais, conforme fig. 8.7: Fig. 8.7 Modelagem matemática do whirling síncrono. Na parte esquerda da fig. 8.7 o centro de gravidade do disco, G, está situado a uma distância e (excentricidade) do centro geométrico S, o qual, por sua vez, dista OS do centro de rotação O, durante o movimento de rotação com velocidade constante ω. No caso de whirling síncrono, os pontos O, S e G permanecem fixos, uns em relação aos outros. A parte direita da mesma figura nos dá uma vista frontal do disco. Em geral, os pontos O, S e G formam um triângulo, de modo que podemos definir o ângulo formado pelo prolongamento da reta OS e a reta SG como o ângulo de fase φ. Vamos adotar o sistema de referência Oxy, em relação ao qual as coordenadas do centro de gravidade G são dadas por x = xS + e cos ωt (8.12) y = yS + e sen ωt (8.13) onde xS e yS são as coordenadas do ponto S. Num instante qualquer, o disco está submetido às forças da mola e do amortecedor, de modo que podemos escrever a 2a Lei de Newton nas direções x e y, respectivamente: ( ).. ... cos texmxckxxmF SSSx ω+=−−⇒= (8.14) ( ).. ... sen teymyckyymF SSSy ω+=−−⇒= (8.15) Ordenando: 8 Resposta ao desbalanceamento rotativo. Whirling de eixos rotativos. 8-7 tmekxxcxm SSS ωω cos 2 ... =++ (8.16) tmekyycym SSS ωω sen 2 ... =++ (8.17) que constituem o modelo matemático para tal sistema. Flecha e ângulo de fase Examinando as eqs. (8.16) e (8.17), vemos que são as mesmas equações do desbalanceamento rotativo, motivo pelo qual podemos aproveitar os resultados já obtidos anteriormente e escrever ( ) ( ) )cos()( 222 2 φω ωω ω − +− = t cmk me txS (8.18) ( ) ( ) )(sen)( 222 2 φω ωω ω − +− = t cmk me tyS (8.19) onde φ é o ângulo de fase, dado por 2 arctg ω ω φ mk c − = (8.20) Em geral, estamos mais interessados na flecha OS : 22 SS YXOS += (8.21) Levando em conta as expressões de xS e yS: ( ) ( )222 2 ωω ω cmk me OS +− = (8.22) Semelhantemente ao que tem sido feito, podemos reescrever as expressões para o ângulo de fase e para a flecha em termos adimensionais: 21 2 arctg r r − = ς φ (8.23) ( ) ( )222 2 21 rr r e OS ς+− = (8.24) onde r é a já conhecida relação de freqüências. Ex. 8.4 (Rao 9.15) - Um volante desbalanceado, de peso 100 lbf e excentricidade 0,5 in, está montado no centro de um eixo de aço de diâmetro 1 in. Sendo o comprimento do eixo entre mancais de 30 in e a velocidade de rotação do volante de 1200 rpm, determinar: (a) velocidade crítica; (b) flecha; (c) força transmitida a cada mancal. Solução 8 Resposta ao desbalanceamento rotativo. Whirling de eixos rotativos. 8-8 (a) rad/s 578,100 4,386 100 2618 lbf/in 2618 30 64 1 )1030)(48( 48 crít 3 4 6 3 ==== = × × == m k l EI k nωω π in 39,1 0)25,11( )25,1)(5,0( )2()1( 25,1 578,100 40 / 40 60 2 1200 rpm 1200 (b) 22 2 222 2 = +− = +− = === =×== rr er OS r srad n ζ π ω ω π π ω (c) lbf 5,1819 2 )39,1)(2618( 2 === OS kF Questionário 1. Conceitue excentricidade e desbalanceamento de uma máquina rotativa desbalanceada. Quais são suas unidades SI? 2. Existe diferença entre as expressões do fator de amplificação para o caso em que a excitação harmônica externa se dá diretamente na massa e o caso em que existe desbalanceamento rotativo? Qual é? E quanto ao ângulo de defasagem? 3. Qual o significado físico do fator de amplificação? 4. Em qual região da resposta em freqüência devemos usar grandes fatores de amortecimento? Por quê? 5. Há necessidade de usar fortes amortecimentos para r ≥ 3? Por quê? 8 Resposta ao desbalanceamento rotativo. Whirling de eixos rotativos. 8-9 6. Examinando os gráficos da resposta em freqüência do FA dos 2 casos estudados (excitação atuando diretamente na massa e desbalanceamento rotativo), cite diferenças entre eles que nos possibilitam identificá-los. 7. Descreva o fenômeno do whirling de eixos rotativos. Cite algumas causas. 8. Conceitue velocidade crítica e flecha no fenômeno do whirling. 9. O que caracteriza o whirling síncrono? Problemas 8.1 – Para que valor de m o sistema da figura entrará em ressonância? Resp.: 120 kg 8.2 (Steidel 7.7) - A figura mostra o registro da vibração livre (obtido experimentalmente) de uma estrutura que suporta um motor a jato. Estimar: (a) fator de amplificação MX/me, na ressonância; (b) fator de amplificação MX/me, quando o motor girar a 2200 rpm. Resp.: (a) 10,5; (b) 1,23. 8.3 (Rao 9.17) – Um eixo de aço de diâmetro 25 mm e comprimento 1 m apóia-se sobre dois mancais. No centro do eixo está montado um disco de turbina de massa 20 kg e excentricidade 5 mm que opera a 6000 rpm. O amortecimento do sistema equivale a um amortecimento viscoso com ζ = 0,01. Determinar a amplitude do whirling: a) na velocidade de operação; b) na velocidade crítica; c) na velocidade de 1,5 vezes a velocidade crítica. Resp.: (a) 5,124 mm; (b) 60,74 mm; (c) 8,457 mm. 8 Resposta ao desbalanceamento rotativo. Whirling de eixos rotativos. 8-10 8.4 (Steidel 7.2) - Um motor elétrico de massa 25 kg está montado na extremidade livre de uma viga horizontal em balanço. Dando um deslocamento inicial vertical de 16 mm no motor, observamos que a amplitude da vibração livre cai para 1 mm em 4 ciclos. Estimar o valor do fator de amplificação MX/me na ressonância. Resp.: 4,56 8.5 (Steidel 7.5) - O gráfico mostra a resposta em freqüência de uma máquina rotativa desbalanceada. Estimar o fator de amortecimento do sistema. Resp.: 0,0577 8.6 - Um compressor de ar é acionado por um motorelétrico, tendo o conjunto uma massa de 27 kg. Quando o conjunto é montado sobre isoladores de borracha de fator de amortecimento 0,2 os mesmos sofrem uma deflexão estática de 5 mm. O motor gira com velocidade constante de 1750 rpm. O pistão do compressor tem um curso de 50 mm. O pistão e as demais peças móveis têm massa 0,5 kg. Considerando o movimento do pistão do compressor como harmônico simples, determinar a amplitude da vibração. Resp.: 0,49 mm 8.7 – A armadura de um motor elétrico pesa 88,96 N e seu centro de massa está deslocado de 0,254 mm em relação ao eixo de rotação. O motor, de peso total 266,88 N, apóia-se sobre 4 molas de rigidez 26,3 x 103 N/m cada. Achar a velocidade crítica do motor e a amplitude vertical da sua vibração quando girando a uma velocidade igual ao triplo da sua velocidade crítica. Resp.: 594 rpm; 0,0953 mm. 8.8 - Uma máquina rotativa de massa 65 kg tem um desbalanceamento de 0,15 kg.m. Ela opera na freqüência 125 Hz e está montada sobre uma fundação de rigidez 2x106 N/m e fator de amortecimento 0,12. Calcular a amplitude da resposta permanente. Resp.: 2,43 mm. 8.9 (Steidel 7.14) - A figura mostra a resposta em freqüência de um sistema mecânico. Considerando o valor máximo igual ao valor na ressonância, pedem-se: (a) freqüência natural do sistema, em rpm; (b) fator de amortecimento. Resp.: (a) 600 rpm; 0,0727. 8 Resposta ao desbalanceamento rotativo. Whirling de eixos rotativos. 8-11 8.10 - Uma máquina desbalanceada está montada sobre uma suspensão composta de molas e amortecedores. O sistema apresenta um fator de amortecimento de 0,02. Durante a operação da máquina, o sistema entrou em ressonância na freqüência 9 Hz. Como conseqüência, a amplitude da vibração tornou-se inaceitavelmente grande. A fim de aliviar o problema, as seguintes soluções de projeto foram propostas: (a) Dobrar o fator de amortecimento do sistema; (b) Aumentar em 40% a massa do sistema; (c) Aumentar em 40% a rigidez da suspensão do sistema. Qual dessas estratégias produzirá a maior redução na amplitude da vibração? Justifique através de cálculos. Resp.: a melhor alternativa é a (c), pois é a que resulta no menor fator de amplificação. 8.11 - A massa do volante de uma máquina é de 40 kg, sendo que o mesmo apresenta uma excentricidade de 12 mm. Ele deve ser montado no centro de um eixo de aço (módulo de Young = 207 x 109 Pa) de comprimento 1 m e que trabalha bi- apoiado sobre mancais rígidos. Considerando um fator de amortecimento de 0,05, calcular o diâmetro do eixo de tal modo que a amplitude do whirling fique limitada a 1,2 mm em todas as velocidades de rotação entre 1000 e 2000 rpm. Resp.: 79,3 mm 8.12 - Um eixo de aço (E = 207 x 109 Pa) de diâmetro 2,5 cm e comprimento 1 m está bi-apoiado sobre mancais e opera a 6000 rpm. Exatamente a meia distância entre os mancais está montado um disco de uma turbina, de massa 20 kg e excentricidade 5 mm. Considerando um fator de amortecimento 0,01 determinar a flecha na (a) velocidade de operação; (b) velocidade crítica; (c) velocidade 50% acima da velocidade crítica. Resp.: (a) 5,124 mm; (b) 60,74 mm; (c) 8,457 mm. 8.13 - Um eixo de alumínio (E = 83 x 109 Pa) de diâmetro 2,5 cm e comprimento 1 m está bi-apoiado sobre mancais e opera a 6000 rpm. Exatamente a meia distância entre os mancais está montado um disco de uma turbina, de massa 20 kg e excentricidade 5 mm. Considerando um fator de amortecimento 0,01 determinar as máximas tensões devidas à flexão na (a) velocidade de operação; (b) velocidade crítica; (c) velocidade 50% acima da velocidade crítica. Resp.: (a) 0,5497 x 108 Pa; (b) 6,4698 x 108 Pa; (c) 0,9012 x 108 Pa.