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PROF: RAIMUNDA MAMEDE Fundamentos da educação especial A inclusão de portadores de deficiência é um dos mais complexos temas atualmente discutidos no cenário atual. Entretanto, o avanço é gradativo, e com isso cresce o desafio de garantir uma educação de qualidade a todos sem distinção, pois incluir alunos considerados “diferentes” no sistema comum de ensino requer não apenas a aceitação das diferenças humanas, mas implica transformação de atitudes, posturas, e principalmente em relação a prática pedagógica, sendo necessário a modificação do sistema de ensino e a organização das escolas para que se ajustem às especificidades de todos os alunos. A concepção da escola inclusiva deve reconhecer as diferenças humanas como normais e a aprendizagem centrada nas potencialidades do sujeito, ao invés de impor aos alunos rituais pedagógicos prestabelecidos. É nesse contexto que a legislação brasileira garante indistintamente a todos os direitos a escola, em qualquer nível de ensino, e prevê, além disso, o atendimento especializado à crianças com necessidades educacionais especiais. Assim, a viabilidade da inclusão dos alunos com necessidades especiais no sistema regular de ensino requer o provimento de condições básicas como reformulação de programas educacionais e formação permanente dos profissionais envolvidos. De acordo com a Declaração Internacional sobre Inclusão de 5 de julho de 2001, representantes de várias partes do mundo, reunidos em Montreal, no Canadá, conclamam governos, empregadores, trabalhadores e comunidade a se comprometerem com o desenho inclusivo e aplicá-lo em todos ambientes, produtos e serviços para benefício de todos. Este fato propõe a inserção dessas pessoas junto à sociedade, no que diz respeito ao acesso à escola e ao sobretudo ao trabalho. Atualmente busca-se transformar determinadas posturas observadas através da história das sociedades, a partir de uma educação inclusiva. Nessa perspectiva, a idéia central da inclusão é uma mudança na forma de entender a pessoa portadora de necessidades especiais, propiciando uma “sociedade para todos”. (Sassaki, 1999). Assim, com base na nova Lei de Diretrizes e Bases (9394/96), e o apoio a PPNEE (Pessoa Portadora de Necessidades Educativas Especiais) o ensino regular e sua inserção na sociedade, visa uma revolução de valores que exigem mudanças e adaptações na estrutura da sociedade e na educação. Para tanto, a escola Inclusiva busca seu espaço na Constituição Federal, de 1988, no Estatuto da Criança e do Adolescente, de 13 de julho de 1990, na Lei de Diretrizes e Bases, Lei n.o 9.394/96, na Declaração Mundial de Educação para Todos e Declaração de Salamanca, além de outras leis, decretos e portarias, que garantam a todos direito à educação, colocando da importância das instituições adequarem seus espaços, currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específica para atender às necessidades individuais dos alunos. Por isso, as transformações e exigências do mundo atual requerem mudanças da escola, para que a mesma possa oferecer aos seus alunos qualidade de ensino a que têm direito. Assim, para que cada escola possa melhorar seu trabalho em direção a um ensino de qualidade e inclusivo, é preciso repensar e ressignificar a escola dentro do novo contexto social. Dessa forma, a educação inclusiva torna-se um instrumento para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, o que faz urgente identificar as causas que estão favorecendo a exclusão de grande contingente populacional sabendo-se que o princípio da equidade reconhece a diferença e a necessidade de haver condições diferenciadas para o processo educacional, tendo em vista a garantia de uma formação de qualidade para todos. Sassaki (1999) menciona que a inclusão é um processo que contribui para a construção de um novo tipo de sociedade através de transformações nos ambientes físicos, espaços internos e externos, utilização e adaptação de equipamentos, meios de transporte e transformação da mentalidade da sociedade. Este autor ainda evidencia como em diferentes sociedades as práticas educacionais e sociais, voltadas aos deficientes, seguiram caminhos parecidos, incluindo: a exclusão, a segregação institucional, a integração social e inclusão social. Estas fases não seguem uma evolução linear, pois hoje se observa ainda, práticas de exclusão e segregação direcionadas a grupos sociais, bem como propostas de inclusão sendo realizadas em diversas regiões. A inclusão escolar, segundo Sá (1999), desloca a centralidade do processo para a escola, tendo por princípio o direito incondicional à escolarização de todos os alunos nos mesmos espaços educativos, que produz uma inversão de perspectiva no sentido de transformar a escola para receber todos os educandos com suas diferenças e características individuais. Nesse sentido, a escola precisa oferecer orientações para facilitar o trabalho em sala de aula como: falar com voz clara, usando articulação e intensidade normais, entonações ricas e muita expressão facial, falar de frente para a criança sem andar pela sala, usar sentenças simples, repetir se for necessário, utilizar recursos visuais, colocar o aluno em local adequado e bem iluminado. Adaptar os conteúdos, tornando-os mais acessíveis, explicitando os vocabulários e linguagem técnica, fornecer dicionários, utilizar sinônimos e antônimos, comparações e ilustrações, reformular conceitos, proporcionar momentos de leitura e interpretação de texto e situações de observação, realizar aulas práticas, utilizar esquemas e ilustrações dramatizar e realizar teatros, realizar avaliação diferenciada, com exercícios práticos e objetivos, oferecer maior tempo para a realização da avaliação e adotar processos contínuos para avaliar o aluno. Considerando-se que a inclusão é um processo e que estão sendo superadas algumas etapas, como a falta de conscientização dos professores, observa-se que os alunos estão sendo melhor preparados para a vida adulta e compreendem que são diferentes, mas não inferiores. Com o trabalho do setor pedagógico, cria-se um elo entre escola regular e escola especial, onde as orientações, esclarecimentos e estratégias, vem favorecendo todos os professores, alunos e comunidade em geral. Portanto, a inclusão é um fato e sua proposição é fruto de um objetivo maior que é o ensino de qualidade para todos, independente de suas potencialidades e limitaçoes. A educação tem hoje como grande desafio ressignificar suas prátocas, com foco no ser humano no propósito de humanizar. REFERÊNCIAS CARDOSO. Jarbas José. Planejamento e avaliação educacional/Jarbas José Cardoso, Antônio Elísio Pazeto. – 2.ed. –Florianópolis: UDESC/CEAD, 2003. 98p.: il. (Caderno Pedagógico: I) CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE EDUCAÇÃO DE ADULTOS. (v: 1997: Hamburgo, Alemanha). Declaração de Hamburgo: agenda para o futuro. Brasília: SESI/UNESCO, 1999. 67p. FARIA. Wendell Fiori de. Educação de Jovens e Adultos: pedagogia/Wendell Fiori de faria. – São Paulo. Pearson Education do Brasil, 2009. 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Observamos um aluno surdo matriculado em uma escola regular de ensino no município de Naviraí- MS, aplicamos questionários com perguntas abertas à equipe gestora dessa escola e aos professores do estudante para analisar sua inclusão na escola. Durante a pesquisa, não encontramos muitos recursos disponíveis na sala de aula do aluno, o que sugere que o mesmo não tem acesso a todos os recursos necessários a seu pleno desenvolvimento, observamos também que o professor continua a desenvolver suas funções para o restante da turma, enquanto cabe ao intérprete auxiliar o aluno com deficiência auditiva, então não ocorreu a adequação da escola para receber o aluno surdo. PALAVRAS CHAVE: Deficiência auditiva, Inclusão escolar, Naviraí-MS. INTRODUÇÃO Atualmente, muito tem se discutido sobre a acessibilidade, que é a inclusão de todas as pessoas com deficiências ou capacidades reduzidas, na rede regular de ensino com adequação física,social e cognitiva para acesso e permanência do aluno com qualidade na escola. Mas percebemos que em muitos casos não são disponibilizados todos os recursos necessários para garantir o pleno desenvolvimento do aluno surdo. Para conhecer essa realidade foram realizadas pesquisas bibliográficas e estudo de caso em uma escola de Naviraí-MS, para entender como ocorre a inclusão do aluno surdo. A Educação Inclusiva entende que todos os alunos, independentemente de sua condição orgânica, afetiva, socioeconômica ou cultural, devem ser inseridos na escola regular, com o mínimo possível de distorção idade-série, e com condições físicas e pedagógicas adequadas às suas limitações. A escola tem a responsabilidade de promover a inclusão. Para tanto, deve se adequar para receber alunos com deficiências, para garantir o direito à igualdade presente na Constituição Federal (BRASIL, 1988), existem leis específicas como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB 9394/96 (BRASIL, 1996), o Decreto lei nº 5296/2004 (BRASIL, 2004), como forma de se fazer cumprir a igualdade e garantir a inclusão de todos. Acessibilidade não se reporta só a deficiência motora, mas visual, auditiva, entre outras. Não basta construir rampas de acesso, placas e pisos táteis, mas é necessário equipar as escolas com materiais e profissionais habilitados para dar condições de realmente promover a inclusão com qualidade nas escolas. Mediante os resultados das pesquisas bibliográficas e de estudo de caso, este realizado com o objetivo precípuo de saber quais as dificuldades encontradas por esse aluno no dia -a -dia escolar, busca-se compreender como ocorre a interação desse aluno com os professores e demais colegas na sala de aula comum, visando à caracterização das formas de atendimento pedagógico que a ele têm sido disponibilizadas. O estudo se justifica na medida em que se torna necessário conhecer quais as metodologias já utilizadas para o ensino de pessoas nessa condição ontogenética. Desse modo, será possível avançar na compreensão dos atuais processos e práticas educacionais considerados inclusivos. NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS E ACESSIBILIDADE Deficiência é toda dificuldade ou anormalidade no desempenho de uma função seja motora, cognitiva ou intelectual ou, segundo o Decreto Federal nº 3.956 de 2001: Entende-se que o termo “deficiência”significa uma restrição física, mental ou sensorial, de natureza permanente ou transitória, que limita a capacidade de exercer uma ou mais atividades essenciais da vida diária, causada ou agravada pelo ambiente econômico e social.(BRASIL, 2001, P.2) Portanto a audição reduzida é uma deficiência física, que não atrapalha o desenvolvimento cognitivo, com as metodologias adequadas o aluno surdo pode ter as mesmas oportunidades de um aluno que ouve bem. Cada indivíduo é único e, assim, apresenta níveis de dificuldades diferentes em relação à aprendizagem isso é uma questão individual de aprendizagem e de oportunidades de vivências, experiências significativas que auxiliem na aquisição do conhecimento. Se o professor souber compreender o progresso alcançado por cada um dos seus alunos estará contribuindo para solucionar e desmistificar os problemas de aprendizagem, eliminando ou minimizando a repetência e a evasão e as dificuldades de aprendizagem. Essas mudanças requerem novas atitudes em relação à compreensão de como se dá a aprendizagem dos alunos. Exigem o entendimento de que a aprendizagem não é um produto escolar, mas sim objeto cultural, resultado do esforço coletivo da humanidade e não uma utilização de técnicas e métodos que um sujeito reproduz. As causas para a ocorrência da deficiência já foram muitas vezes atribuídas à responsabilidade divina, sendo o deficiente caracterizado como aquele que merece castigo de Deus e ao mesmo tempo necessita da caridade daqueles que acreditavam nos preceitos religiosos, determinados pela salvação através do amor aos semelhantes. Na Antiguidade Clássica havia muita segregação e abandono de pessoas com deficiência. Na Grécia e em Roma, pessoas com deficiência eram mortas, abandonadas à sorte e expostas publicamente; outras vezes, as crianças eram eliminadas após o parto por seus próprios pais, havendo uma lei que dava o direito ao pai para realização desse ato (MORAES, 2007 p 12). As formas como as instituições sociais e as famílias veem as pessoas com deficiências têm se modificado ao longo do tempo, mas ainda percebemos uma exclusão em relação à inserção dessas crianças na rede regular de ensino, receber essas crianças na escola não garante a inclusão.É necessário à escola se adequar e se estruturar para receber com qualidade, pois, caso contrário, corre-se o risco de aumentar os problemas decorrentes da exclusão. Portanto, a escola deve promover a acessibilidade e a eliminação de todas as barreiras à aprendizagem e participação social. A acessibilidade é a promoção de condições para que os alunos com deficiências possam circular nos espaços públicos de forma mais autônoma e cômoda. Garantir essas condições favorece a inclusão social e melhora a qualidade de vida dessas pessoas. O Decreto 5.296, de 2 de dezembro de 2004, define acessibilidade como […] condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. (BRASIL, 2004, p. 45-46). Portanto, a acessibilidade não se refere só ao espaço físico, mas também aos mobiliários e equipamentos necessários para que a inclusão aconteça, e com qualidade, que a criança com deficiência seja inserida na escola de forma plena, com todos os direitos garantidos, e não simplesmente colocada na sala regular porque a legislação assim determina. Segundo conceitos provenientes do Ministério da Educação/ Secretaria da Educação Especial (BRASIL, 2006), é importante evidenciar que a deficiênciadeve ser considerada como uma diferença que faz parte da diversidade e não pode ser negada, porque “ela interfere na forma de ser, agir e sentir das pessoas”. Segundo a Declaração de Salamanca, para promover uma Educação Inclusiva, os sistemas educacionais devem assumir que “as diferenças humanas são normais e que a aprendizagem deve se adaptar às necessidades das crianças ao invés de se adaptar a criança a assunções preconcebidas a respeito do ritmo e da natureza do processo de aprendizagem” (BRASIL, 1994, p 15). O ambiente físico não garante o acesso e a inclusão aos alunos com deficiência, pois suas necessidades não se limitam à locomoção, mas ao acesso a todos os recursos tecnológicos ou não, que garantam melhores condições de vida. No caso das pessoas com deficiência auditiva, necessitam de materiais diversificados em Língua Brasileira de Sinais (Libras), um intérprete, além de material adequado à sua deficiência, somando-se a isso a necessidade de professores habilitados e capacitados para trabalhar essas diversidades. Para fins de reflexão a respeito do tema inclusão, é importante salientar sua extensão em relação à acessibilidade em escolas e edifícios públicos, ressaltando-se a importância de se estabelecer o acesso não somente no interior dessas edificações concretas, mas também a relevância de se adaptar as condições das vias, estacionamentos e passagens e eliminar o máximo de barreiras que impeçam e dificultam a circulação das pessoas. É preciso criar possibilidades para que um deficiente se insira na sociedade e possa exercer sua cidadania. (MORAES 2007, p.36). Portanto, além de garantir a livre circulação devemos garantir direitos básicos para que o aluno exerça sua cidadania, contribuindo para a construção de um ambiente mais igualitário e dinâmico. A preocupação com a acessibilidade nas escolas vem sendo ainda que timidamente demonstrada em várias pesquisas e reportagens, mas efetivamente ainda se mostra pouco desenvolvida no interior das escolas. Fisicamente, muitas escolas brasileiras não estão preparadas para receber alunos com deficiências. Apesar das políticas públicas voltadas para a acessibilidade na escola, esta ainda não é realidade em muitos municípios brasileiros, uma vez que depende muito dos governos estaduais e municipais, e esses não têm cumprido seus compromissos com o governo federal para adequar as escolas, tanto nos aspectos físicos como nos equipamentos, o que dificulta a acessibilidade nas escolas. Outro problema enfrentado pelas pessoas com deficiência é o despreparo dos profissionais em educação para receber esses alunos. Realmente, é necessário que os cursos de formação de professores comecem a mudar a cultura de exclusão, não só de alunos com deficiência, mas de todos os alunos que supostamente não se enquadram nos parâmetros esperados pelos professores. A mudança de postura dos professores já melhoraria muito o processo de inclusão, pois o professor por si só já é formador de opinião, daí a grande importância do trabalho do professor em promover a inclusão social do aluno com deficiência. Quanto à deficiência auditiva, as dificuldades de inclusão são as mesmas, porquanto: A tentativa do movimento de direito dos surdos é afastar a velha sensação de que o deficiente auditivo é estrangeiro dentro de seu País de origem, tendo em vista a dificuldade de comunicação quando vai ao banco, ao médico ou registrar boletim de ocorrência. “Além do preconceito linguístico e cultural, os surdos sofrem com dificuldade do acesso às novas tecnologias”, destaca a especialista em Educação Bilíngue e Interpretação e Ensino de Libras, Neiva Aquino. Aqueles que defendem a inclusão entendem que as escolas especializadas não oferecem ambiente adequado para o aprendizado pleno. (AMARO, 2006, p. 23). Portanto, podemos ver que as escolas regulares de ensino tanto as públicas como as privadas não oferecem plenamente as condições de acesso aos deficientes, sejam elas quais forem. É necessário que os órgãos competentes se organizem, unam forças no intuito de fazer cumprir a legislação e oferecer um ambiente acessível para todos os deficientes, incluindo não só a adequação física, mas a disponibilidade de material e capacitação de profissionais. Só as adequações físicas das escolas não garantem a inclusão, e não são sinônimos de escola acessível. Além do espaço físico, é necessário que haja a disponibilidade de material e equipamentos necessários para que os deficientes possam ser atendidos, e também a inserção social do aluno é importante, só a presença dele nas unidades regulares não garante a inclusão social, em muitos casos pode até favorecer a exclusão. Quando a escola não faz a ponte entre todos os envolvidos no processo educacional, favorecendo a interação, as dificuldades de inserção podem ser bem mais negativas sobre o aluno, são necessários esforços conjuntos de toda a comunidade escolar, órgãos administrativos, entidades não governamentais, no intuito de promover a acessibilidade e a inclusão do aluno com deficiência no sistema regular de ensino, mas com qualidade, com condições para que esse aluno seja inserido no contexto social e se desenvolva tendo qualidade de vida e um convívio social que garantam seu desenvolvimento social e cognitivo. DEFICIÊNCIA AUDITIVA/SURDEZ: BREVE REVISÃO CONCEITUAL A deficiência auditiva é a incapacidade de ouvir, e ela pode se apresentar em graus diferentes, leve, moderada e surdez, que é a inexistência da audição. A deficiência auditiva, em alguns casos, pode ser resolvida com aparelhos ou intervenções cirúrgicas, mas nos casos congênitos e irreversíveis o indivíduo deve buscar outros meios de se comunicar. Nesse caso, foi criado a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). LIBRAS, “é uma língua de modalidade gestual-visual, reconhecida como língua natural dos surdos e constitui o “símbolo da surdez”. Hoje consideramos que a Língua de Sinais é o único meio efetivo de comunicação entre os surdos, possibilitando-lhes se desenvolver linguístico-cognitivamente. (BRITO, 1993, p. 28). Para promover a inclusão na escola, no caso da deficiência auditiva, a primeira atitude é solicitar um intérprete de LIBRAS, e materiais necessários para que o surdo possa desenvolver habilidades de leitura e escrita, pois qualquer escola que tiver alunos com deficiência auditiva nas classes regulares tem o direito a um intérprete de LIBRAS. Como já foi citada anteriormente, a deficiência auditiva não incapacita o indivíduo de aprender; o que dificulta é a falta de estrutura apresentada pelos sistemas de ensino. Assim, são os gestores municipais e as escolas os responsáveis por solicitar aos órgãos competentes intérpretes e materiais para que o aluno surdo tenha condições iguais e necessárias para aprender e se desenvolver garantindo sua inclusão social, e não ampliando a desigualdade. Segundo Rinaldi (1994), deficiência auditiva pode ser definida como: “a diminuição da capacidade de percepção normal dos sons, sendo considerado surdo aquele cuja audição não é funcional com ou sem prótese auditiva”. CONSIDERAÇÕES FINAIS A legislação é bem clara: é dever do Estado, da família e da sociedade organizada favorecer condições de acesso e permanência para todos os cidadãos nos sistemas públicos de ensino. Como diz a Constituição brasileira em seu artigo 205: A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (BRASIL, 1988, p.105) Portanto, cabe ao poder público promover em parceiras as condições necessárias para que a inclusão de qualidade aconteça, e não só matricular nas salas de aula regulare de ensino os alunos, sem dar condições para que essa inclusão aconteça de verdade, pois assim corremos o risco de que esse aluno permaneça na sala, mas sem perspectiva de inclusão,aumentando as desigualdades. REFERÊNCIAS AMARAL, L. A. Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação. In: Aquino, J. G. Diferenças e preconceito na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus. 1998. 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