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1 Circulação e Migração de Leucócitos para os Tecidos

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do receptor de quimiocina chamado de CCR-7 que é induzido por 
próprios estímulos da célula ou por captura de algum microrganismo. E a migração dos linfócitos T efetoras para os 
tecidos se dá por receptores CXCR-3, CXCR-3B, CXCR-7 e CXCR-4. 
Interessantemente, possuímos 2 receptores presentes em células, o CCR-5 e o CXCR-4 que são correceptores do HIV, 
além de usar o CD4 como receptor de entrada 
 
Ações Biológicas das Quimiocinas 
 
• As quimiocinas são essenciais para o recrutamento de leucócitos circulantes dos vasos sanguíneos para os locais 
extravasculares 
• Adesão aumentada dos leucócitos ao endotélio 
• Migração dos leucócitos para locais de infecção ou tecido danificado 
• As quimiocinas estão envolvidas no desenvolvimento dos órgãos linfoides e regulam o tráfego dos linfócitos e outros 
leucócitos através das diferentes regiões dos tecidos linfoides periféricos 
• As quimiocinas são necessárias para a migração das células dendríticas dos locais de infecção para a drenagem dos linfonodos 
 
 
 
Os macrófagos iniciarão o processo de 
migração e posteriormente quimiocinas, 
selectinas e integrinas trabalharão em 
conjunto para a migração regulada e 
controlada, evitando hiper inflamações. 
O processo iniciará através da captura 
de microrganismos pelos macrófagos, 
que, a partir dessa interação, produzem 
citosinas pró-inflamatórias. Essas citocinas ativarão o mecanismo de reação inflamatória, fazendo com que as células de 
endotélios comecem a expressar selectinas. Além disso, os macrófagos irão liberar uma grande quantidade de quimiocinas 
que estimularão o recrutamento de determinadas células do sistema imune. Os receptores presentes nas células 
reconhecerão as quimiocinas e farão com que aconteça inicialmente uma baixa afinidade entre as selectinas e os ligantes 
de selectinas. Essa baixa afinidade fará com que estruturas se liguem, mas logo se dissociem (força do fluxo sanguíneo), 
iniciando o processo de rolagem e diminuindo a velocidade dessas células, aumentando a afinidade através de interação 
entre integrinas e seus ligantes. Esse processo fará com que a interação entre a célula do sistema imune e as células do 
endotélio se intensifiquem, gerando uma adesão estável do leucócito, permitindo a migração por meio de espaços 
intracelulares. Finalmente ocorre a passagem da célula do sangue para os tecidos mediante ligações de integrina e por 
rompimentos de junções aderentes entre as células epiteliais dos vasos. Dentro dos tecidos, os leucócitos também serão 
produtores de quimiocina, estimulando mais migrações, e também produzirão fibrinas e fibronectinas para fazer matriz 
extracelular, auxiliando no controle da infecção e do microrganismo. 
Alguns indivíduos possuem mutações de sinalização dos receptores de quimiocina, principalmente de integrinas, levando 
um prejuízo muito grande para a migração celular. Esses indivíduos serão mais susceptíveis a infecções de pele e 
infecções bacterianas. 
Resumo da ação 
A migração de células para o tecido é importante, mas também é necessário 
a capacidade de migrar as células dendríticas para os vasos sanguíneos. As 
células dendríticas dos tecidos afetados capturam substancias infecciosas e 
tecidos inflamados e precisam migrar através dos vasos linfáticos para 
chegarem nos linfonodos. Nos vasos linfáticos também serão expressas 
integrinas e nas células dendríticas ligantes, permitindo uma interação e a 
passagem das células para dentro dos vasos linfáticos, possibilitando o 
processo de apresentação dos antígenos para células T naive, presentes 
nos linfonodos. Os linfócitos T saem pelo vaso linfático eferente e entram 
no sistema circulatório através do ducto torácico, passagem para a veia cava 
 
 
No intestino, quando a vitamina A proveniente da 
alimentação passa pela barreira de proteção das células 
epiteliais e na camada mais interna será capturada pelas 
células dendríticas. Essas células, ao migrarem para a Placa 
de Peyer (linfonodos mesentéricos), converterão a 
vitamina em ácido retinóico pela enzima hidrolase 
presente na célula e apresentam as Células T antígenos 
próprios. Essas células também são estimuladas pelo ácido 
retinóico e expressam integrinas e alguns receptores em 
sua membrana, se encaminhando para o sangue, 
interagindo com MadCAM e entra na lâmina própria da 
barreira intestinal e se torna uma célula T efetora de 
presença efetora. Esse roaming é importante para o controle de microrganismos na região do intestino. 
Também é presente na pele pela vitamina D 
 
 
 
 
 
 
Roaming de leucócitos