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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO DISCIPLINA: CCE1440 ARTES, ARQUITETURA E URBANISMO: IDADE MODERNA 2020/2 Prof.: Gisele Freixo Aluno(a): Aline Delerue Lima RESENHA CRÍTICA – OSCAR NIEMEYER A VIDA É UM SOPRO Oscar Niemeyer – A vida é um sopro é um filme que, sem pretender ser inovador ou genial como o personagem que lhe serve de tema, procura se pautar na clareza de suas linhas e na poética de suas formas, para (re)construir a história do maior ícone da Arquitetura Moderna Brasileira. Uma história ligada às transformações do país neste último século. No documentário, de 90 minutos, o arquiteto conta de forma descontraída como concebeu seus principais projetos. Mostra como revolucionou a Arquitetura Moderna, com a introdução da linha curva e a exploração de novas possibilidades de utilização do concreto armado. Fala também sobre sua vida, seu ideal de uma sociedade mais justa e de questões metafísicas como a insignificância do Homem diante do Universo. “A vida é um sopro. Nasceu, morreu fodeu-se”, foi através dessa fala do arquiteto Oscar Niemeyer que surgiu o título do documentário: “Oscar Niemeyer – A vida é um sopro”. A vida é um sopro foi produzido pela Santa Clara Comunicações em 2007 e com roteiro escrito por Fabiano Maciel. O documentário é montado por imagens de arquivo inéditas e raras, e por depoimentos de personalidades que admiram e conhecem o trabalho do mais famoso arquiteto brasileiro. Ao assistirmos o documentário vemos parte das maravilhosas obras de arquitetura de Niemeyer, um pouco de sua história pessoal, política e profissional. Muito mais que sua simplicidade e crítica em relação à política e a sociedade, observamos também a sua particular relação com a sua profissão e o seu trabalho e a forma nova de fazer arquitetura. Niemeyer demonstra os valores de um grande ser humano, fazendo questão de manifestar em seus trabalhos a relação com a natureza, e com os seres humanos, quando diz que “uma obra arquitetônica é pra ser bela como uma obra de arte, mas em harmonia com a natureza e apreciada por todos sem distinção: pobres, negros ricos e brancos”.