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UNIVERSIDADE POTIGUAR – UNP
GRADUAÇÃO EM DIREITO
ANNYE EMMANUELLE CONFESSOR CASTRO LUZ - 202013598
FRANCISCA MADALENA DE SOUZA MATRÍCULA - 201703281
LUCIANO JOSÉ CARNEIRO LEÃO JR - 202014778
NATA VINYCIO MOURA DE BARROS - 202002164
NARA LIGIA ANDRADE COSTA DE SA - 202016129
RESUMO SOBRE A ARBITRAGEM
NATAL-RN
2020
RESUMO SOBRE A ARBITRAGEM
Trabalho apresentado no Curso de Graduação em Direito, como requisito da disciplina Meios Adequados de Resolução de Conflitos. 
Professora: Islamara da Costa
NATAL/RN
2020
Faça um resumo sobre a Arbitragem, estabelecendo o conceito, a evolução histórica, sua finalidade e seus efeitos na efetivação do Acesso à Justiça.
Resposta: 
Nas situações de crise, os chamados conflitos, fazem parte da vida do ser humano. As situações que são divergentes e que há a necessidade de escolha é o suficiente, ou melhor, o ponto de partida para surgir um conflito. Assim, todas essas situações que envolvem atribulações e perturbações dificultam o agir e a tomada de decisão por parte das pessoas ou de grupos.
Dessa forma, para combater e solucionar todas essas situações, existem os meios adequados de resolução de conflitos, para levar as partes a um consenso pacífico do litígio, evitando ou terminando a causa judicial. No ordenamento jurídico brasileiro, existem métodos alternativos que possibilita mais eficiência e eficácia no processo, aliviando assim as partes. São eles: negociação, mediação, arbitragem e conciliação.
Nesse contexto, o presente trabalho tem a oportunidade de focar e apresentar o método da arbitragem. A arbitragem é um método de resolução de conflitos, no qual, as partes definem que uma pessoa ou uma entidade privada irá solucionar a controvérsia apresentada pelas partes, sem a participação do Poder Judiciário. Caracterizada pela informalidade, embora com um procedimento escrito e com regras definidas por órgãos arbitrais e/ou pelas partes, a arbitragem costuma oferecer decisões especializadas e mais rápidas que as judiciais.
As partes escolhem uma pessoa de confiança o “árbitro” para direcionar a discussão. Assim, ele analisa os argumentos e toma a decisão, chamada de sentença arbitral.
A lei prevê dois instrumentos utilizados para resolver uma pendencia no âmbito da arbitragem. Segundo a lei 9.307/96, em seu art 3°, “as partes que tiverem interesse em dirimir seus conflitos perante uma Câmara Arbitral, deverão faze-lo mediante convenção de arbitragem, assim entendida como cláusula compromissória (estipulada em contrato) e compromisso arbitral (documento em que as partes estipularão como será feito o procedimento para solução do litigio).”
Essa técnica é a mais utilizada na solução de litígios fora da esfera do judiciário pois permite o diálogo entre as partes envolvidas em uma situação. É um mecanismo menos formal e mais ágil, contribuindo assim, para minimizar e desafogar o poder judiciário. Ela deve ser apresentada as partes, e nunca imposta à qualquer cidadão, podendo ser utilizada em qualquer pendência e também na esfera civil, como acidentes de transito, desentendimentos com vizinhos, dívidas comerciais e trabalhistas.
 A sua análise da evolução histórica no ordenamento jurídico brasileiro, permite uma compreensão desde o seu surgimento até os dias atuais, para entendermos sua importância e origem nas sociedades. Antigamente, quando não existia o Estado, as pessoas ou grupos, resolviam as questões de acordo com seus costumes e práticas. Existem indícios e estudos que por volta de 3.000 a.c no Egito, Babilônia, Assíria, buscavam alternativas que não fossem complexas para resolver os problemas.
A doutrina brasileira identifica a presença da arbitragem em nosso sistema jurídico desde a época em que o País estava submetido à colonização portuguesa. Em ambiente puramente brasileiro, a arbitragem surgiu pela primeira vez, na Constituição do Império.
A arbitragem foi, pela primeira vez, introduzida no Brasil no ano de 1831 e em seguida, em 1837, para solucionar litígios relativos à locação de serviços, em caráter impositivo ou obrigatório; informa, a seguir, que ela foi regulada em 1850, pelo Decreto nº 737, de 25 de novembro, para ser aplicada em conflitos
existentes entre comerciantes, para ser consagrada no Código Comercial. 
A CF de 24 de fevereiro de 1895, a primeira Carta Republicana, não cuidou de homenagear a arbitragem entre pessoas privadas. É certo que não deixou de incentivar a sua prática como forma útil para pacificar conflito com outros Estados soberanos.
A Carta de 16 de julho de 1934 voltou a aceitar a arbitragem, assegurando à União, competência para legislar sobre as regras disciplinadoras do referido instituto.
A Constituição de 1937 não valorizou essa entidade jurídica. A Carta Magna de 1946, de 18 de julho, também não fez qualquer referência à arbitragem privada, tendo o mesmo comportamento a Lei Maior de 1967.
A arbitragem foi regulada no Código de Processo Civil de 1939, com reprodução no atual Código de 1973. Tomou uma nova feição com a Lei nº 9.307/96, a denominada Lei.
Por fim, o objetivo da arbitragem consiste em resolver os litígios fora da esfera judicial, aliviando assim, todo um sistema. O Judiciário por sua vez, atingiu uma complexidade, devido a alta demanda e longos prazos para solucionar os conflitos e foi deixando de exercer a sua função, e com isso, dando uma grande importância aos meios alternativos, com a arbitragem, que tem sido efetivamente mais ágil e tendo força de coisa julgada, como na justiça comum.

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