Prévia do material em texto
PROCESSOS DE NEGÓCIO Professor Dr. Nelson Nunes Tenório Junior Professor Me. José Valderlei da Silva GRADUAÇÃO Unicesumar C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; SILVA, José Valderlei da; JUNIOR, Nelson Nunes Tenó- rio Processos de Negócio. Nelson Nunes Tenório Junior; José Val- derlei da Silva. Maringá - PR, 2017. 172 p. “Graduação - EaD”. 1. Processo de Negócios 2. Tecnologia da Informação 3. Tomadas de Decisão 4. EaD. I. Título. ISBN 978-85-459-0102-0 CDD - 22 ed. 658 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de EAD Willian Victor Kendrick de Matos Silva Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi NEAD - Núcleo de Educação a Distância Direção Operacional de Ensino Kátia Coelho Direção de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha Direção de Operações Chrystiano Mincoff Direção de Mercado Hilton Pereira Direção de Polos Próprios James Prestes Direção de Desenvolvimento Dayane Almeida Direção de Relacionamento Alessandra Baron Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Encinas de Encarnação Pinelli Gerência de Produção de Conteúdos Gabriel Araújo Supervisão do Núcleo de Produção de Materiais Nádila de Almeida Toledo Supervisão de Projetos Especiais Daniel F. Hey Coordenador de Conteúdo Danillo Xavier Saes Design Educacional Camila Zaguini Silva Iconografia Amanda Peçanha dos Santos Ana Carolina Martins Prado Projeto Gráfico Jaime de Marchi Junior José Jhonny Coelho Arte Capa Arthur Cantareli Silva Editoração Rafael Szpaki Sangueza Revisão Textual Ana Caroline de Abreu Ilustração André Luís Onishi Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828 Impresso por: Em um mundo global e dinâmico, nós trabalhamos com princípios éticos e profissionalismo, não so- mente para oferecer uma educação de qualidade, mas, acima de tudo, para gerar uma conversão in- tegral das pessoas ao conhecimento. Baseamo-nos em 4 pilares: intelectual, profissional, emocional e espiritual. Iniciamos a Unicesumar em 1990, com dois cursos de graduação e 180 alunos. Hoje, temos mais de 100 mil estudantes espalhados em todo o Brasil: nos quatro campi presenciais (Maringá, Curitiba, Ponta Grossa e Londrina) e em mais de 300 polos EAD no país, com dezenas de cursos de graduação e pós-graduação. Produzimos e revisamos 500 livros e distribuímos mais de 500 mil exemplares por ano. Somos reconhecidos pelo MEC como uma instituição de excelência, com IGC 4 em 7 anos consecutivos. Estamos entre os 10 maiores grupos educacionais do Brasil. A rapidez do mundo moderno exige dos educa- dores soluções inteligentes para as necessidades de todos. Para continuar relevante, a instituição de educação precisa ter pelo menos três virtudes: inovação, coragem e compromisso com a quali- dade. Por isso, desenvolvemos, para os cursos de Engenharia, metodologias ativas, as quais visam reunir o melhor do ensino presencial e a distância. Tudo isso para honrarmos a nossa missão que é promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento, formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade justa e solidária. Vamos juntos! Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está iniciando um processo de transformação, pois quando investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou profissional, nos transformamos e, consequentemente, transformamos também a sociedade na qual estamos inseridos. De que forma o fazemos? Criando oportu- nidades e/ou estabelecendo mudanças capazes de alcançar um nível de desenvolvimento compatível com os desafios que surgem no mundo contemporâneo. O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens se educam juntos, na transformação do mundo”. Os materiais produzidos oferecem linguagem dialógica e encontram-se integrados à proposta pedagógica, con- tribuindo no processo educacional, complementando sua formação profissional, desenvolvendo competên- cias e habilidades, e aplicando conceitos teóricos em situação de realidade, de maneira a inseri-lo no mercado de trabalho. Ou seja, estes materiais têm como principal objetivo “provocar uma aproximação entre você e o conteúdo”, desta forma possibilita o desenvolvimento da autonomia em busca dos conhecimentos necessá- rios para a sua formação pessoal e profissional. Portanto, nossa distância nesse processo de cresci- mento e construção do conhecimento deve ser apenas geográfica. Utilize os diversos recursos pedagógicos que o Centro Universitário Cesumar lhe possibilita. Ou seja, acesse regularmente o Studeo, que é o seu Ambiente Virtual de Aprendizagem, interaja nos fóruns e enquetes, assista às aulas ao vivo e participe das dis- cussões. Além disso, lembre-se que existe uma equipe de professores e tutores que se encontra disponível para sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de aprendizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranqui- lidade e segurança sua trajetória acadêmica. Professor Dr. Nelson Nunes Tenório Junior Doutor em Ciência da Computação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS (2010) É Mestre em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2002). Especialista em Análise e Programação Orientada a Objetos pela Universidade de Cuiabá - UNIC (1999). É graduado em Tecnologia em Processamento de Dados pelo CESUMAR (1998) Professor Me. José Valderlei da Silva Mestrado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual de Maringá (2009). A U TO RE S SEJA BEM-VINDO(A)! Prezado(a) aluno(a), bem-vindo(a) à nossa disciplina de Processos de Negócio! Aqui você aprenderá sobre a importância dos sistemas de informação na vida das em- presas, conforme apresentaremos na unidade I. Outro tema importante para o entendi- mento de Processos de Negócio, apresentado na unidade II, é a Governança de TI, esse tema apresenta os processos necessários para se controlar todos os ativos e serviços de TI dentro de uma empresa, por meio dos modelos COBIT e ITIL V3, com o intuito de melhorar constantemente os processos que envolvem a TI. Seguindo nossos estudos, na unidade III, passaremos pelo BPM, quando serão apresen- tados efetivamente todos os conceitos de Processos de Negócio, bem como os benefí- cios e impactos da sua utilização em uma empresa. Serão apresentadas para você tam- bém as tecnologias que envolvem o BPM, como BPMS e BPEL. Na unidade IV, após você conhecer os conceitos de BPM, é a hora de colocar a “mão na massa” e aprender a modelagem dos processos. Essa é uma etapa importantíssimado de seu estudo, porque norteará a análise, escrita e, consequentemente, a melhoria dos processos empresariais, por meio de uma notação atual e moderna, a BPMN. Além disso, é por meio da modelagem que você conseguirá implantar processos que poderão ser automatizados e monitorados constantemente. Na última unidade, discutiremos com você a modelagem de alguns casos e apresentare- mos passo a passo como chegar a modelos de processos consistentes, por meio de uma discussão prática e objetiva. Esses conteúdos são essenciais para o seu aprendizado e entendimento dos Processos de Negócio, que hoje são uma tendência das empresas. Organizar o processo é uma eta- pa que antecede a definição e aquisição de ferramentas. Adquirir ferramentas sem pen- sar em processo pode trazer prejuízos à empresa e tornar o atual processo ineficiente. Faça um bom proveito deste material! Desejamos a você um bom estudo! APRESENTAÇÃO PROCESSOS DE NEGÓCIO SUMÁRIO 09 UNIDADE I OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES 15 Introdução 16 Conhecendo as Empresas 20 Os Sistemas de Informação 22 Classificação dos Sistemas de Informação 27 Tipos dos Sistemas de Informação 34 A Infraestruturapara os Sistemas de Informação 40 Técnicas para a Tomada de Decisão 43 Gestão do Conhecimento 44 Considerações Finais UNIDADE II A GOVERNANÇA DE TI 51 Introdução 52 A Governança de TI nas Empresas 61 O Cobit 65 A ITIL 68 Ferramenta para Governança de TI 70 Considerações Finais SUMÁRIO UNIDADE III O BPM: BUSINESS PROCESS MANAGEMENT 77 Introdução 77 O que é BPM 81 Os Benefícios do BPM para as Empresas 82 Iniciando o BPM nas Empresas 86 O BPMs e a BPEL 90 As Notações para BPM 91 Ferramentas BPMs 93 Considerações Finais UNIDADE IV NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN 101 Introdução 101 Negócio, Processo, Modelagem e Notação BPMN 105 Elementos da BPMN 108 Elementos Básicos da Notação BPMN 115 Mais estudos dos Elementos Básicos 123 Considerações Finais SUMÁRIO 11 UNIDADE V A MODELAGEM BPMN 131 Introdução 131 Exemplos Simples para Introdução de Conceitos-Chave 144 Gerenciamento de Incidentes 157 Considerações Finais 163 Conclusão 165 Referências 167 Gabarito U N ID A D E I Professor Dr. Nelson Nunes Tenório Junior Professor Me. José Valderlei da Silva OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Objetivos de Aprendizagem ■ Conhecer os princípios básicos de uma empresa. ■ Entender os níveis e as funções existentes em uma empresa. ■ Conceituar Sistemas de Informação. ■ Entender os benefícios dos Sistemas de Informação para uma empresa. ■ Conhecer a infraestrutura necessária para se ter um Sistema de Informação. ■ Conhecer os principais tipos de Sistemas de Informação possíveis em uma empresa. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Conhecendo as Empresas ■ Os Sistemas de Informação ■ Classificação dos Sistemas de Informação ■ Tipos de Sistemas de Informação ■ A Infraestrutura para os Sistemas de Informação ■ Técnicas para a Tomada de Decisão ■ Gestão do Conhecimento INTRODUÇÃO Nesta unidade, você aprenderá os conceitos de empresas e sistemas de informação. As empresas são organizações privadas ou públicas que envolvem basicamente clientes, fornecedores, funcionários e processos para oferecer produtos e serviços. Possuem níveis e hierarquias para a tomada de decisão. Com o intuito de agili- zar a tomada de decisão, as empresas sistematizam seus processos e necessitam dos Sistemas de Informação. Nesta unidade, primeiramente, serão apresenta- dos os conceitos de empresa e de organização. Veremos aqui que uma empresa sempre produzirá um bem ou serviço. Estudaremos como as empresas se organizam e quais são os seus principais pro- cessos. Para facilitar o processo de ensino-aprendizagem, serão apresentadas figuras ilustrativas e comentadas sobre os temas aqui apresentados. O conceito de Sistemas de Informação é um dos nossos objetos de estudo. Os Sistemas de Informação trazem muitos benefícios para as empresas, den- tre eles, a organização da informação, a agilidade e a precisão das informações para a tomada e decisão em diferentes níveis, a rapidez para que os funcioná- rios executem suas tarefas, a busca de padrões e perfis de clientes, dentre outros. Aqui você também verá a classificação e os tipos existentes de Sistemas de Informação, bem como a quais níveis organizacionais eles atendem em uma empresa. Na sequência, você aprenderá o que é e qual a importância da tomada de decisão nas empresas. Por fim, apresentar-se-á o que é e qual a importância da Gestão do Conhecimento para as empresas nos dias de hoje. Todo esse conhe- cimento poderá ser utilizado no auxílio aos diferentes níveis empresariais para a tomada de decisões referentes à Tecnologia da Informação! Vamos começar? Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 15 OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E16 CONHECENDO AS EMPRESAS As empresas estão no nosso dia a dia, tanto para a aquisição de bens quanto para a prestação de serviços. De um modo geral, as empresas movimentam a econo- mia. Você sabe o conceito de empresa? Segundo Rezende (2011), uma empresa pode ser definida como a junção de diversos recursos (humanos, materiais, finan- ceiros, tecnológicos) utilizados na produção de bens a serem comercializados para satisfazer a necessidade das pessoas. Uma empresa também pode ser defi- nida como uma organização social que possui pessoas e valores, trabalhando em conjunto, para atingir um objetivo em comum, atuando sobre um nicho de negócio por meio da gestão. As empresas devem ter bem definidos os seus objetivos de curto, médio e longo prazos. De uma forma geral, os objetivos de curto prazo são aqueles a serem realizados de imediato, executados por seus setores operacionais (Gerência Operacional). O curto prazo costuma ser de seis meses a um ano. Os objetivos de médio prazo são aqueles determinados pelas gerências médias, geralmente com uma janela de um a três anos para a execução. Os objetivos de longo prazo são estabelecidos pelos executivos da empresa, também chamados de gerência sênior ou nível estratégico e, em geral, possuem um prazo de execução acima de cinco anos. A Figura 1 apresenta a pirâmide funcional com os níveis empre- sariais e os tipos de tomadas de decisões pertinentes a cada nível dela. Nível Estratégico: decisões a longo prazo Gerência sênior Gerência média Cientistas e trabalhadores do conhecimento Gerência operacional Trabalhadores dos serviços e da produção Trabalhadores de dados Nível Tático: decisões a médio prazo Nível Operacional: decisões a curto prazo Conhecendo as Empresas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 17 Figura 01: Pirâmide de níveis empresariais Fonte: adaptada de Laudon (2010, p. 40). Os cientistas ou trabalhadores do conhecimento são um tipo de mão de obra especializada para uma empresa. Por exemplo, imaginemos que a empresa desenvolva o seu próprio software de gestão empresarial; nesse cenário, os tra- balhadores do conhecimento serão os analistas de sistemas que conhecem as ferramentas especializadas para o desenvolvimento do software como o ambiente integrado Eclipse. Qualquer empresa, independentemente de seu tamanho, desempenha qua- tro funções empresariais básicas, assim como ilustra a Figura 2. A manufatura e a produção são o setor da concepção do produto e/ou serviço que a empresa O empreendedor sempre busca a mudança, reage a ela e a explora como uma oportunidade. Fonte: Peter Drucker. Produto ou serviço Manufatura e produção Vendas e marketing Recursos humanos Finanças e contabilidade OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E18 oferece. O marketing desse produto ou serviço é importante para estimular as vendas e divulgar a marca. As finanças e a contabilidade são importantes para aumentar a visibilidade do resultado financeiro do negócio e atender a legis- lação vigente do país onde funciona a empresa. Por fim, gerenciar os recursos humanos, tais como contratação e retenção de funcionários, é importante para a sua sobrevivência. Figura 02: Funções empresariais básicas Fonte: Laudon (2010, p. 37). O ambiente empresarial inclui alguns grupos específicos com os quais a empresa precisa lidar constantemente, quais sejam: clientes, fornecedores, acionistas, concorrentes e também grupos gerais que influenciam a empresa por meio de tendências socioeconômicas, condições políticas, inovações tecnológicas e even- tos globais. Tais grupos orbitam a empresa exercendo uma forte influência nas tomadas de decisão nos diferentes níveis organizacionais. Organi- zação EconomiaCiência e tecnologiaMudanças internacionais Política Clientes Concor- rentes Órgãos reguladores Acionis- tas Fornece- dores Conhecendo as Empresas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 19 Figura 03: Ambiente de negócios empresariais Fonte: adaptada de Laudon (2010, p. 41). Os ambientes de negócio estão em constante transformação porque sempre surgem novas tecnologias, novas preferências de consumo, novas políticas de regulamentação, dentre outros fatos que desafiam as empresas a todo instante. Os processos de negócios devem ser versáteis o bastante para acompanhar as mudanças do mercado de bens e serviços. Entende-se por processos de negócios as tarefas executadas que descrevem o trabalho sistematizado e organizado em uma empresa. Alguns exemplos de processos de negócios em uma empresa são: OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E20 ■ Verificar a qualidade de um produto; ■ Montagem de um produto; ■ Identificação de clientes potenciais; ■ Criação de relatórios financeiros; ■ Contratação de funcionários; e ■ Avaliação de desempenho de funcionários. Para o seu bom funcionamento, as empresas necessitam dos Sistemas de Informação. São diversos os sistemas que podem estar em execução de forma a conduzir as informações aos respectivos níveis empresariais para o suporte à tomada de decisão. Na operação desses sistemas, são necessárias pessoas devi- damente preparadas, independente de sua área de formação. As empresas de hoje precisam de profissionais mais do que preparados, apenas para a opera- cionalização de seus sistemas, mas preparados para pensar e repensar em seus processos de negócio. A próxima seção faz uma discussão acerca do papel dos Sistemas de Informação no ambiente empresarial. OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Segundo Laudon (2010), um SI é um conjunto de componentes inter-relacio- nados que trabalham a informação para apoiar a tomada de decisões de uma organização, auxiliando os grupos dirigentes a analisar problemas, visualizar assuntos complexos e até criar novos produtos. Nos SI’s são observadas três atividades básicas: a entrada, o processamento e a saída. A entrada é a captação de dados brutos da organização e de seu ambiente. O processamento converte os dados brutos em informações mais significativas. A saída transfere as informações processadas aos seus respectivos responsáveis. Os SI’s requerem o feedback − uma resposta à ação, adotada por membros da organização, no auxílio da avaliação ou correção dos dados de entrada. Acionistas Feedback Processar Classi�car Organizar Calcular Entrada Saída Fornecedores Clientes AMBIENTE ORGANIZAÇÃO SISTEMA DE INFORMAÇÃO ConcorrentesAgências reguladoras Os Sistemas de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 21 Os SI’s empresariais interagem com alguns elementos para a captação das entradas, em seguida, a realização do processamento, gerando, finalmente, a saída apropriada, tal como demonstra a figura seguinte. Figura 04: Interação do Sistema de Informação Fonte: Laudon (2010, p. 13). Hoje em dia, é comum encontrar nas empresas o Departamento de Sistemas de Informação (DSI) − uma unidade formalmente estabelecida e responsável por todo e qualquer assunto relativo à Tecnologia da Informação dentro do ambiente empresarial. No DSI, é possível encontrar especialistas, como: programadores, analis- tas de sistemas e os gerentes de sistemas de informação. Os programadores são responsáveis por gerar programas no computador para atender as deman- das de usuários. Os analistas de sistemas funcionam como um elo entre o DSI e os usuários da empresa. Os gerentes de sistemas de informação são líderes de OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E22 equipe (team leaders) que podem assumir papéis que vão desde a gerência de uma equipe de programadores, ou administradores de redes, ou banco de dados, até a gestão de projetos específicos do DSI. Em empresas maiores, o departamento é liderado pelo CIO, que é o mne- mônico de Chief Information Officer. O CIO é um cargo de gerência sênior no qual o profissional deve ter sólida experiência em processos de negócios, siste- mas de informação, tecnologia e liderança. CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Os SI’s são importantes para uma empresa porque agilizam a tomada de deci- são nos diferentes níveis organizacionais, já apresentados na Figura 1 desta unidade. Para atender cada nível, são necessários sistemas com características específicas, por isso, os SI’s recebem diferentes classificações conforme o nível da pirâmide que atendem. A base de toda a operação de uma empresa corresponde aos Sistemas de Processamento de Transações (SPT), também conhecidos como Sistemas de Informação Transacional (SIT). Esses sistemas servem como “porta de entrada de dados” para a empresa e são utilizados pelos funcionários operacionais, ou seja, aqueles pertencentes à base da pirâmide ou gerentes operacionais. Em geral, esses trabalhadores executam as tarefas do dia a dia da empresa, como: vendas, operação de caixa, expedição, linha de produção, dentre outras. Para atender aos usuários do nível médio da pirâmide, existem três tipos de sistemas com características peculiares, formando uma tríade, conhecida como SIG, SAD e STC. Os Sistemas de Informação Gerenciais (SIG) são voltados à tomada de deci- são resultante das sumarizações ou dados consolidados dos SPT’s. Os SIG’s são compostos por relatórios estáticos que apoiam os gerentes médios na tomada de decisão. Poderemos notar, na figura a seguir, um exemplo de relatório pro- duzido por um SIG, com as informações sumarizadas por produto e região. D ES CR IÇ ÃO D O P O D U TO TO TA L Li m pa do r de c ar pe te N or de st e 44 69 Su l Ce nt ro -O es te O es te 4. 06 6. 70 0 3. 77 8. 11 2 4. 86 7. 00 1 4. 00 3. 44 0 4. 80 0. 00 0 3. 75 0. 00 0 4. 60 0. 00 0 4. 40 0. 00 0 16 .7 15 .2 53 17 .5 50 .0 00 0. 95 0. 85 1. 01 1. 06 0. 91 TO TA L D es od or iz ad or de a m bi en te s N or de st e 56 74 Su l Ce nt ro -O es te O es te 3. 67 6. 70 0 5. 60 8. 11 2 4. 71 1. 00 1 4. 56 3. 44 0 3. 90 0. 00 0 4. 70 0. 00 0 4. 20 0. 00 0 4. 90 0. 00 0 18 .5 59 .2 53 17 .7 00 .0 00 1. 05 0. 94 1. 19 1. 12 0. 93 RE G Ià O D E VE N D A S VE N D A S RE A IS PL A N EJ A D A S CÓ D IG O D O PO D U TO RE A L/ PL A N EJ A D O Classificação dos Sistemas De Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 23 Fi gu ra 0 5: R el at ór io p ro du zi do p or u m S IG Fo nt e: L au do n (2 01 0, p . 4 4) . Sistemas de processamento de transações Arquivo de pedidos Arquivo mestre de produção Arquivos de contabilidade Relatórios Gerentes Dados de vendas Dados de custo unitário de produtos Sistema de processamento de pedidos Sistema de planejamento de recursos materiais Sistema de livro-razão SIG ARQUIVOS DO SIG Dados de modi�cação de produtos Dados de despesas Sistemas de informações gerenciais OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E24 Agora veremos a representação de uma possível arquitetura para a composi- ção de um SIG. Pode-se notar que os dados do SIG advêm dos diferentes SPT’s, como pedidos, produção e contabilidade. O SIG centraliza esses dados, de forma sumarizada, para a emissão de relatórios aos gerentes. Figura06: Arquitetura de um SIG Fonte: Laudon (2010, p. 44). Os Sistemas de Apoio à Decisão (SAD), diferentemente dos SIG’s, funcionam dinamicamente. A informação fica disponível para que o gestor a manipule por meio de ferramentas OLAP (On-Line Analytical Processing) que serão explica- das mais adiante, na seção Infraestrutura para os Sistemas de Informação. Os SAD’s auxiliam na inteligência empresarial, ou Business Intelligence (BI), na qual é comum a aplicação de técnicas de mineração de dados e de Inteligência Artificial (IA) para o auxílio de tomada de decisão dos gerentes médios. Dados do SPT Dados externos Dados do SIG SAD (dados e modelo) Gerentes Médios Classificação dos Sistemas De Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 25 Figura 07: Arquitetura de um SAD Fonte: o autor. Os Sistemas de Trabalhadores do Conhecimento (STC), que também atendem o nível médio da pirâmide empresarial, como o próprio nome sugere, são sistemas voltados a atender as necessidades do dia a dia de trabalhadores especializados, como designer de produtos, analistas de sistemas, administradores de bancos de dados, engenheiros, entre outros. Esses sistemas podem se interligar captando dados dos SPT, SIG e SAD, ou então enviar dados para tais sistemas, apoiando também a tomada de decisão. O nível mais alto da pirâmide, o estratégico das empresas, é apoiado pelo Sistema de Apoio ao Executivo (SAE), caracterizado por reunir dados de diversos outros sistemas, como financeiros, agências de notícias, relatórios de empresas de consultorias, além daqueles já apresentados anteriormente. A interface do SAE, em geral, é composta de um dashboard (painel de controle), que deve con- ter as informações dos diversos sistemas integrados, elevando o custo destes, e, por isso, são muito caros de serem implementados. Estação de trabalho SAE/Portal Estação de trabalho SAE/Portal Menus Grá�cos Comunicações Processamento local Menus Grá�cos Comunicações Processamento local . . . . . . . . . . . . Menus Grá�cos Comunicações Processamento local Estação de trabalho SAE/Portal . . . . . . . Dados internos Dados SIT/SIG Dados �nanceiros Sistemas de automação de escritório Modelagem/análise Dow Jones Notícias da Internet Standard & Poor’s Dados externos OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E26 Figura 08: Arquitetura de um SAE Fonte: Laudon (2010, p. 46). Os SI’s apresentados se inter-relacionam de forma a levar os dados para os dife- rentes níveis de tomada de decisão, como exposto na Figura 09. Note que todos os dados são provenientes do SPT. Os SIG e STC podem trocar dados entre si e os dados do SAD são provenientes do SIG, finalmente, todos eles enviam os dados para o SAE. É importante observar que, conforme a informação avança nos níveis superiores da pirâmide, o seu detalhamento é perdido. Assim, quanto maior o nível da pirâmide, menor é o detalhe da informação e, inversamente, quanto menor o nível da pirâmide, maior será o detalhamento da informação. SAE SPT STCSIG SAD Tático Estratégico Operacional Tipos dos Sistemas de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 27 Figura 09: Inter-relacionamentos dos SI’s Fonte: o autor. TIPOS DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO A integração da empresa é fundamental para o seu bom funcionamento e deve se dar de forma vertical e horizontal. Na integração vertical, a informação é com- partilhada entre os diferentes níveis empresariais, em maior e menor detalhe, como já foi discutido anteriormente. A integração horizontal ocorre de forma Clientes. distribuidores Fornecedores. parceiros de negócio Processos Processos Sistemas degerenciamento de relacionamento com o cliente Sistemas de gerenciamento da cadeia de suprimentos Processos Sistemas integrados Sistemas de gestão do conhecimento ÁREAS FUNCIONAIS Recursos humanos Vendas e marketing Manufatura e produção Finanças e contabilidade OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E28 interdepartamental, ou seja, os departamentos compartilham as informações e trabalham de forma colaborativa e não mais isolada. Vejamos a Figura 10, que apresenta essas duas integrações. Figura 10: Integração empresarial vertical e horizontal Fonte: Laudon (2010, p. 49). ERP Os sistemas de planejamento de recursos empresariais, ERP (Enterprise Resource Planning), possibilitam a integração dos diferentes níveis da empresa porque Tipos dos Sistemas de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 29 oferecem módulos para a integração interdepartamental, como os sistemas de SCM (Supply Chain Management) − sistemas para gerenciamento da cadeia de suprimentos − e CRM (Customer Relationship Management) − sistemas para o gerenciamento do relacionamento com os clientes. Basicamente, um ERP possibilita o gerenciamento das quatro áreas empre- sariais apresentadas anteriormente na Figura 2. Os ERP’s são característicos por possuírem as melhores práticas de mercado em termos de processos orga- nizacionais. Isso quer dizer que os processos de negócios estão alinhados com diversas empresas do mundo todo. Assim, uma empresa do Brasil que utiliza um ERP para a integração de suas áreas está, em tese, executando os processos da mesma forma que uma empresa dos Estados Unidos que utiliza esse mesmo ERP. Uma das fases mais importantes para uma empresa é a fase de implantação do ERP. Nessa fase, o consultor faz o levantamento dos processos de negócios atuais e sugere as adequações, ou no software ou no próprio processo. Em geral, a maioria das empresas adere boa parte dos processos já incluídos no software ERP. Algumas das vantagens em se utilizar os ERP’s são: o aumento da eficiência operacional; as amplas informações para apoio à tomada de decisão; a viabi- lidade de respostas rápidas às solicitações de informação ou produtos, feitas por clientes; e o uso de ferramentas analíticas para avaliar o desempenho geral da organização (LAUDON, 2010). Em contrapartida, as aplicações integradas possuem: alto custo de aquisição e implantação; sensibilidade às mudanças tec- nológicas; mudanças sensíveis nos processos de negócio da empresa; mudanças na gestão empresarial; custos de mudança; dependência dos fornecedores; e padronização de dados. SCM O SCM é um sistema para o controle da cadeia de suprimentos. Entende-se por cadeia de suprimentos a rede de organizações e processos de negócios, envolvi- dos na seleção e transformação de matérias-primas, em produtos intermediários ou acabados, bem como a entrega dos produtos acabados aos consumidores finais (LAUDON, 2010). Fa br ic an te D is tr ib ui do r Va re jis ta Co ns um id or U ps tr ea m D ow ns tr ea m OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E30 A cadeia de suprimentos é subdividida em duas partes, conhecidas como downstream e upstream. O upstream são os fornecedores e os fornecedores de fornecedores da indústria e o downstream são os clientes da indústria. Fi gu ra 1 1: U ps tr ea m e d ow ns tr ea m d a SC M Fo nt e: a da pt ad a de L au do n (2 01 0, p . 2 58 ). Modelo Push Fornecimento de acordo com a previsão Produção baseada em previsões Estoque baseado em previsões Estoque baseado em previsões Compra o que está nas prateleiras Fornecedor Fabricante Distribuidor Varejista Cliente Modelo Pull Fornecimentode acordo com o pedido Produção de acordo com o pedido Automaticamente reabastece o armazém Automaticamente reabastece o estoque Pedidos do cliente Fornecedor Fabricante Distribuidor Varejista Cliente Tipos dos Sistemas de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 31 A cadeia de suprimentos pode funcionar segundo alguns modelos. O modelo push “empurra” o estoque aos distribuidores, varejistas e consumidores finais, tal como mostra a Figura 12. Um exemplo de utilização desse modelo é a indús- tria de bens e serviços: uma fábrica de fraldas descartáveis as produz com base em relatórios do sistema das avaliações de demandas de consumo, assim, ela tem uma programação de produção periódica a ser executada. Figura 12: Modelo push do SCM Fonte: adaptada de Laudon (2010, p. 265). Outro modelo é o pull, o qual é orientado pela demanda, ou seja, com base nos pedidos dos clientes que disparam as etapas da cadeia de suprimentos. Em geral, são fábricas que trabalham com consumo de bens customizados ou extrema- mente caros, como a produção de computadores, aviões, guindastes, dentre outros. A vantagem desse tipo de cadeia é o fato de o estoque ser o mínimo pos- sível e, assim, o valor do estoque parado é menor. Sabe-se que estoque parado é dinheiro parado, por isso, girar o estoque constantemente é importante. Figura 13: Modelo pull do SCM Fonte: adaptada de Laudon (2010, p. 265). OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E32 As cadeias de suprimento também podem ser sequenciais, ou seja, as informações, a matéria-prima e os produtos semiacabados ou acabados fluem sequencial- mente de uma empresa a outra. A cadeia também pode ser concorrente, quando a informação, a matéria-prima e os produtos semiacabados ou acabados fluem simultaneamente em muitas direções, dividindo-se entre os membros da rede da cadeia de suprimentos. Existem dois tipos de software para atender ao SCM, o software do planeja- mento de SCM e o de execução da cadeia. O software de planejamento possibilita ao usuário: modelar a cadeia de suprimentos existente; planejar as demandas adequadamente; otimizar as aquisições da manufatura; análises para estabele- cer os níveis de estoque; e identificar os modos de transportes necessários. O software de execução da cadeia permite gerenciar o fluxo de produtos por meio dos centros de distribuição e armazéns. A gestão eficaz da cadeia de suprimentos agrega valores à empresa por- que é capaz de sintonizar a oferta e a demanda; reduzir os níveis de estoque (lembre-se, estoque parado é dinheiro parado); melhorar o serviço de entrega; diminuir o tempo de chegada do produto ao mercado (time to market); usar os ativos industriais de maneira mais eficiente (pessoas, maquinários e materiais são exemplos de ativos); reduzir os custos totais da SCM e, consequentemente, aumentar a lucratividade; e possibilitar o aumento das vendas. CRM O CRM é o sistema para a gestão do relacionamento com o cliente. Viabiliza um lugar único para a consolidação e análise de dados no que diz respeito aos clien- tes, como clientes mais lucrativos, fiéis, satisfeitos, inadimplentes, dentre outros. Os clientes interagem com o sistema CRM quando ligam para uma central de atendimento solicitando auxílio, por exemplo. No entanto, muito além disso, o sistema captura e integra os dados do cliente, permitindo, além das análises desse cliente, a distribuição dos resultados para os vários sistemas e pontos de contato com ele que podem estar espalhados. Isso faz com que haja uma visão única dos clientes por toda a empresa. Cliente Vendas Marketing Atendimento ao cliente Vendas por telefone Vendas pela Web Vendas no varejo Vendas em campo Dados de campanha Conteúdo Análise de dados Central de atendimento Dados de autoatendimento pela Web Dados por equipamentos sem �o . . . . . . . . . . Tipos dos Sistemas de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 33 Figura 14: Funções dos sistemas CRM Fonte: Laudon (2010, p. 267). O CRM possui duas extensões, a primeira delas é a gestão do relacionamento com o parceiro (PRM – Partner Relationship Management), a qual integra a determinação de preços, promoções, configurações de pedido e disponibilidade de produtos. Essa extensão também avalia o desempenho de parceiros de negó- cios. A segunda extensão é a gestão do relacionamento com o funcionário (ERM – Employee Relationship Management), a qual estabelece os objetivos empresa- riais, realiza a gestão de desempenho do funcionário e possibilita a remuneração baseada no desempenho e treinamento. Assim como visto no SCM, também existem dois tipos de software para aten- der o CRM. O CRM operacional contém as aplicações voltadas ao cliente, tais como: ferramentas para automação da força de vendas, apoio ao atendimento e ao call center e automação do marketing. Já o CRM analítico é responsável OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E34 por consolidar e analisar os dados do cliente, advindos das aplicações de CRM operacionais. O CRM agrega valor à empresa porque identifica a satisfação do cliente; diminui os custos de marketing direto; realiza o marketing de forma mais efi- ciente; diminui os custos de conquista e retenção do cliente; aumenta a receita de vendas; e permite o acompanhamento da taxa de cancelamento (número de clientes que param de usar ou adquirir os produtos ou serviços da empresa, e acompanhamento do indicador do crescimento ou declínio da carteira de clien- tes da empresa). A INFRAESTRUTURA PARA OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO A infraestrutura de TI é um conjunto de instalações necessárias para o funciona- mento dos computadores em um determinado local. Basicamente, a infraestrutura de TI de uma empresa é composta por hardware, software, tecnologia de gestão de dados, tecnologia de rede e serviços. Você deve saber que o hardware é a parte física do computador e que existe uma gama de tecnologias de hardware. Nos próximos parágrafos, discutiremos alguns tipos de hardware utilizados na composição da infraestrutura para os Sistemas de Informação. Os servidores são tipos de computador de médio porte que suportam redes de computadores e compartilhamento de arquivos e recursos (impressoras, aplicativos, internet, dentre outros). Uma das aplicabilidades dos servidores é oferecer uma plataforma de hardware para o comércio eletrônico, portais de internet, firewalls. Atualmente, os servidores são os mais utilizados pelas empresas e seu custo caiu consideravelmente. Um exemplo de servidores pode ser visto na Figura 15. A Infraestrutura para os Sistemas de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 35 Figura 15: Servidores em hack Os mainframes, grandes computadores de maior capacidade e de alto desem- penho que conseguem processar rapidamente grandes volumes de dados, são utilizados em empresas que necessitam de um amplo processamento. Em geral, bancos e instituições financeiras utilizam mainframes. Para operar esses tipos de computadores, são necessários cursos específicos e sua mão de obra é cara, assim como o seu custo de aquisição. Um exemplo de mainframe é apresen- tado na Figura 16. Figura 16: Foto de um mainframe Figura 16: Foto de um mainframe OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E36 Os supercomputadores mais sofisticados são usados para executar tarefas que requerem cálculoscomplexos e extremamente rápidos, envolvendo milha- res de variáveis e milhões de medidas. Esses computadores são utilizados em experimentos científicos, projetos aeroespaciais, projetos de engenharia nuclear, em trabalhos militares, pesquisa de armas de uso restrito e previsão do tempo. Figura 17: Supercomputadores da NASA Fonte: Wikipédia (online). A computação em grade (grid computing) é a conexão de vários computadores geograficamente distantes em uma única rede, criando, assim, um “supercom- putador virtual”. Baseia-se nas pesquisas realizadas em processamento paralelo e sistemas distribuídos que preocupam-se com os aspectos ligados à comunica- ção, heterogeneidade de hardware e software e compartilhamento de recursos computacionais. A computação cliente/servidor é uma forma de computação distribuída, porém o processamento é dividido entre os “clientes” e “servidores”. Os clientes Vendas Produção Contabilidade RH Dados Cliente Servidor da WebInternet Servidor de aplicativo A Infraestrutura para os Sistemas de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 37 são os pontos de entrada de dados do usuário e os servidores são responsáveis por armazenar e processar os dados compartilhados, bem como executar as funções de gerenciamento da rede de computadores mantida pela arquitetura. Tal arqui- tetura pode ser dividida em duas camadas, utilizando dois tipos de máquina, ou multicamadas, onde a carga da rede é distribuída em diferentes níveis de servi- dores. A Figura 18 apresenta a arquitetura cliente/servidor multicamada. Figura 18: Arquitetura cliente/servidor multicamada Fonte: Laudon (2010, p. 108). Dentro do conceito do hardware, também existem aqueles voltados ao arma- zenamento de informações, é o caso dos já conhecidos discos rígidos (HD), unidades USB, fitas magnéticas, mídias, como CD’s, DVD’s e Blu-rays. Além desse hardware tradicional, ainda existem os storages e a rede de armazenagem − denominada de SAN (Storage Area Network). As SAN’s armazenam dados em diferentes dispositivos conectados em rede, provendo, assim, os dados à empresa. A SAN provê a comunicação entre o ser- vidor e a unidade de armazenamento, bem como entre os diferentes dispositivos de armazenamento da rede (LAUDON, 2010). Em geral, os datacenters − locais seguros que oferecem serviços de infraes- trutura para as empresas colocarem seus dados provendo o gerenciamento de redes −, como a hospedagem de sites, por exemplo, possuem os servidores que acabamos de ver conectados em uma SAN. A figura seguinte demonstra uma infraestrutura de hardware utilizando uma SAN. Usuário Usuário Usuário RAID RAID RAID Biblioteca de �tas Usuário Usuário SAN OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E38 Figura 19: Arquitetura cliente/servidor multicamada Fonte: Laudon (2010, p. 110). É importante você entender que, para suportar os SI’s empresariais, é essencial uma infraestrutura de software. Existem dois grupos de software necessários em uma empresa: os software de sistemas e os software aplicativos. Os software de sistemas são os sistemas operacionais (windows, linux), tradutores de lingua- gem (transformam linguagem de alto nível em nível de máquina) e programas utilitários (firewalls, serviços de e-mail, bancos de dados, dentre outros). Os sof- tware aplicativos, por sua vez, são aqueles utilizados pelos usuários finais no seu dia a dia, para o desempenho de suas funções, por exemplo, o Word, o Excel, Powerpoint, bem como os ambientes para desenvolvimento de software, como o Eclipse e o NetBeans. Para se definir e administrar corretamente a infraestrutura de TI, tanto de hardware como de software, é preciso realizar um bom planejamento de capaci- dade e isso implica em prever quando um sistema de hardware de computador A Internet das Coisas (Internet of Things - IoT) é um conceito que permite inserir em objetos a capacidade de transferência de dados por meio de uma rede e sem a necessidade de interação humana. Essa tecnologia está in- fluenciando a forma como os novos ERPs funcionam, já existem disponíveis dispositivos que podem ser anexados a ferramentas e até a veículos para alimentar dados em aplicativos hospedados na nuvem. Informações como localização, uso e desempenho podem facilmente ser acessadas, permitin- do às organizações identificar problemas de localização precisa dos ativos inutilizados ou se algum tipo de manutenção é necessária. O Big Data, por exemplo, está hoje ligado à internet das coisas. Isso porque ela conecta ferramentas e os funcionários à internet. Esses funcionários são geradores de dados para a empresa. Tais dados crescem exponencialmente. Com isso, faz-se necessário o emprego de ferramentas analíticas para que as organizações possam começar a utilizar de forma eficiente tais dados para fazer previsões mais precisas e inteligentes à estratégia de negócios. Fonte: Matthews (2014). A Infraestrutura para os Sistemas de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 39 ficará saturado, assegurar que a empresa tenha recursos suficientes para suas necessidades atuais e futuras. Para determinar essa capacidade, é possível fazer o levantamento do número máximo de usuários suportados pelos servidores e pelas aplicações, realizar um estudo de impacto das aplicações de software exis- tentes ou futuras e medir o desempenho. Para isso, deve-se ter claro o conceito de escalabilidade, que, segundo Laudon (2010), é a capacidade que um compu- tador ou sistema tem de se expandir para proporcionar serviços a um número cada vez maior de usuários, sem sofrer pane. Para o planejamento de custos, faz-se necessário calcular o Custo Total de Propriedade (Total Cost of Ownership − TCO). O TCO serve para realizar as análises dos custos diretos e indiretos. Dessa forma, a empresa consegue um pano- rama do real custo de implantação de tecnologias específicas. Os Custos Diretos são considerados os custos de aquisição de hardware e software. Já os Custos OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E40 Indiretos são aqueles contínuos, de administração, atualizações, manutenção, suporte técnico, treinamento, instalações e aluguéis. Por fim, devemos consi- derar ainda os Custos Ocultos, ou seja, aqueles referentes a pessoal de suporte, downtime e gestão adicional da rede. É possível reduzir o TCO aumentando a centralização e padronizando os recursos de hardware e software da empresa. TÉCNICAS PARA A TOMADA DE DECISÃO Até agora você pôde ver a importância dos SI’s para uma empresa, bem como a infraestrutura necessária para mantê-los funcionando, mas a função principal dos SI’s é apoiar a tomada de decisão para as pessoas que atuam nos diferentes níveis organizacionais. As tomadas de decisão podem dar-se de forma estrutu- rada, semiestruturada e não estruturada. A tomada de decisão estruturada é realizada no nível operacional da empresa pelos funcionários e gerentes operacionais e, ainda, caracterizada por ser repe- titiva, rotineira e de curto prazo (imediata). Também envolve procedimentos bem definidos, que devem ser obedecidos. Para tomar uma decisão estrutu- rada, os funcionários e gerentes operacionais se baseiam nos relatórios dos SI’s, nas normas e procedimentos da empresa. Exemplos desse tipo de decisão são: a compra de uma peça que está em falta no estoque ou a justificativa da contra- tação de um novo funcionário. A tomada de decisão semiestruturada é realizada no nível da gerência média e caracterizada por ser de médio prazo. Para tomar esse tipo de decisão, o gerente se baseia tanto em procedimentos bemdefinidos e relatórios do sistema quanto na sua experiência, bom senso e vivências anteriores. Exemplos de decisão semies- truturada são: a formulação de um novo plano de marketing ou a definição de metas para o aumento da produtividade. A tomada de decisão não estruturada é realizada no nível da gerência sênior, ou executivo, e caracterizada por ser de longo prazo. Nesta, o executivo se baseia apenas em sua experiência, bom senso ou o que chamamos de feeling, adquirido Inteligência Concepção Seleção Implementação Técnicas para a Tomada de Decisão Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 41 pela vivência nas empresas. Exemplos dessa decisão são: criação e lançamento de um novo produto ou a decisão de entrada ou saída de um determinado mercado. Segundo Laudon (2010), para se tomar uma decisão, é necessário utilizar quatro etapas. A inteligência é a primeira delas, visto que possibilita a desco- berta, identificação e entendimento de um problema; as perguntas-chave a serem feitas nessa etapa são: “por que existe o problema?”, “onde ele está e qual o seu impacto?”. A segunda etapa é a concepção, que é a identificação e a investiga- ção das possíveis soluções para o problema. A terceira etapa é a seleção, a qual sugere a escolha de uma das alternativas para a solução do problema. Por fim, a quarta e última etapa é a implementação, que sugere executar a solução esco- lhida, sempre monitorando e verificando se ela está surtindo o efeito desejado para a empresa. Sempre que se encontrar alguma dificuldade na etapa em que nos encontramos, devemos retornar à etapa anterior, assim como demonstra a Figura 20. Figura 20: Etapas do processo de tomada de decisão Fonte: adaptada de Laudon (2010, p. 326). OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E42 Para se obter qualidade na tomada de decisão, alguns pontos devem ser consi- derados, não necessariamente nesta ordem: ■ Precisão: devemos entender a precisão como uma decisão que reflete a realidade. Esse tipo de decisão é tomada com base em fatos acontecidos, por exemplo, para se decidir se a empresa vai investir em um imóvel pró- prio, o executivo deve ter em mãos o faturamento mensal até aquela data, o valor do imóvel, os valores pagos com aluguel, uma projeção de quando o imóvel será quitado e por qual valor, dentre outras informações. Enfim, não se pode comprar um imóvel sem o faturamento suficiente e com ris- cos de não conseguir pagar por ele. ■ Abrangência: a decisão deve refletir uma consideração completa dos fatos e das circunstâncias, por exemplo, o impacto de se implantar um processo em um dos departamentos da empresa. Caso estivermos à frente dessa decisão, é necessário se perguntar: “Qual o impacto disso para as demais áreas?”, “Será que isso não deixará nossa empresa mais lenta?”. O conhe- cimento de outros departamentos da empresa é essencial para conseguir avaliar a abrangência e analisar se ela é ou não satisfatória. ■ Imparcialidade: neste caso, a decisão deve refletir fielmente as preocupa- ções e os interesses das partes envolvidas. Não se deve tomar partido por um grupo em que tenhamos maior afinidade ou ceder à pressão de algum outro grupo. Se você analisou a realidade e a abrangência, de certa forma conseguirá ter argumentos para seguir imparcial e, mais ainda, convencer os grupos resistentes a mudanças e abraçar a causa da equipe. ■ Velocidade: é a medida da eficiência do trabalho. A tomada de decisão é eficiente quando ela é tomada de forma rápida o suficiente para, se não evitar, mitigar (suavizar) o problema. É preciso levar em consideração o tempo e recursos disponíveis, incluindo os das partes afetadas, tais como os clientes, por exemplo. ■ Coerência: é o processo racional no qual se deve colocar em palavras e explicar aos outros as ideias ou relatar os fatos. A coerência muitas vezes é necessária para justificar uma tomada de decisão, por exemplo, em uma decisão a respeito de comprar um novo imóvel para a empresa, mas não pretender mudar a empresa para o local e continuar pagando o aluguel. Como essa decisão é incoerente, precisa-se justificar e dizer o porquê dela. Gestão do Conhecimento Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 43 ■ Obediência: é importante liderar e não se impor. A imposição pode aumen- tar a tensão entre as pessoas e aumentar o conflito. Quando a decisão é tomada e um grupo participa dela, temos grandes chances de ter a obedi- ência desse grupo, caso contrário, as chances são maiores para a resistência. Com resistência, os descontentes podem recorrer a uma autoridade de nível maior que o nosso. Se isso ocorrer, poderemos utilizar a coerente tentativa de convencer o nosso superior. GESTÃO DO CONHECIMENTO O conhecimento é um ativo intangível da empresa. Podemos entender por ati- vos intangíveis aqueles que não podem ser vistos ou manipulados fisicamente, como a cultura, a marca, o capital intelectual, a participação em mercados, a imagem, a qualidade nos relacionamentos com diferentes grupos, os impactos ambientais, dentre outros. O conhecimento é também a fonte de valor das empresas, trazendo gran- des vantagens competitivas. Para tanto, a empresa necessita de um sistema para essa gestão, o qual é denominado Sistema de Gestão de Conhecimento (SGC). Esses sistemas ajudam a captar, armazenar, distribuir e aplicar conhecimento de modo que ele venha a trazer benefícios estratégicos para a empresa. Os SGC’s são responsáveis por gerenciar e distribuir documentos, gráficos e outros objetos digi- tais do conhecimento, além disso, podem criar diretórios de conhecimento com informações sobre empregados especializados e sua especialidade (expertise). Existem três tipos de conhecimento. O primeiro é o conhecimento estruturado, composto por documentos textuais estruturados, como: relatórios, apresenta- ções, planilhas, site organizacional, dentre outros. O segundo é o conhecimento semiestruturado, composto por e-mails, mensagens de voz, troca de ideias em salas de bate-papo, vídeos, fotos digitais, folhetos e mensagens em murais. Por fim, o conhecimento não estruturado ou tácito, que está na mente das pessoas e não é documentado. São os sistemas de gestão integrada do conhecimento que lidam com esses três tipos de conhecimento, abrangendo toda a empresa, por OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E44 meio da coleta, armazenagem, distribuição e aplicação do conteúdo e conheci- mentos digitais. As empresas podem formar uma rede de conhecimento com a finalidade de retê-lo para ser utilizado posteriormente e disseminado internamente. Basicamente, uma rede de conhecimento possui um banco de dados montado por especialistas em diversas áreas da empresa, contendo as soluções para os pro- blemas conhecidos. O sistema promove a comunicação entre funcionários que tenham informações e pessoas que possam solucionar os problemas existentes. As soluções geradas nessa interação são, posteriormente, adicionadas ao banco de dados de soluções, boas práticas na forma de perguntas frequentes (FAQs) ou outros documentos. Nesta unidade, você viu os conceitos relacionados à empresa e aos sistemas de informação. Nós conduzimos você a ver/rever esses conceitos, porque eles se fazem essenciais para o entendimento dos processos de negócio. Sem tais con- ceitos básicos se torna difícil entender o propósito dos processos empresariais e as suas relações com a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Sendo assim, apresentamos a pirâmide empresarial, seus níveis e as suas relações com os tipos de dados e sistemas de informaçãodentro da empresa. Vimos também os tipos de sistemas de informação, como: ERP, CRM e SCM; suas classificações, como: SIG, SAD, SAE; e ainda as suas funcionalidades, níveis atendidos, bem como os tipos de usuários atendidos. Por fim, vimos a Gestão do Conhecimento e qual a sua importância para uma empresa se manter no mercado de forma inovadora e competitiva. CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta unidade, você viu a forma de uma empresa se organizar em termos de sis- temas. Apresentamos a organização de uma empresa, as classificações e os tipos de sistemas de informação, bem como a infraestrutura necessária para o seu Considerações Finais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 45 funcionamento. Sistemas como os ERP’s, os CRM’s e os SCM’s são muito signi- ficativos para uma boa gestão empresarial. A tecnologia evoluiu muito nesses últimos 10 anos com o surgimento da “nuvem” e dos aplicativos que a utilizam. Mesmo assim, as classificações de siste- mas são essas utilizadas até hoje. Por exemplo, os ERP’s possuem bases de dados em servidores dentro de uma empresa, contudo hoje já é possível que esses ser- vidores estejam “rodando em nuvem” (Cloud Computing) ou “espelhados em nuvem”. Essa tendência é real, por mais que diversas empresas, principalmente no Brasil, não confiem em colocar os seus dados em um servidor fora de seus domínios geográficos. Guiamos você a conhecer as técnicas de tomada de decisões e gestão do conhecimento empresarial. É essencial conhecer a forma de gestão, mesmo que você tenha a tendência em ser um profissional mais técnico (desenvolvedor). Um profissional de TIC deve ser ético e responsável e, ainda, procurar sempre dei- xar as “portas abertas” pelas empresas que passar. Afinal, nunca se sabe o dia de amanhã, não é mesmo? Sendo assim, criar, organizar, registrar, codificar, armaze- nar e compartilhar o conhecimento é um fator importante nos dias de hoje para que uma empresa seja competitiva e inovadora no mercado. Quanto a Gestão do Conhecimento, hoje ela é fundamental para todos os tipos de profissionais, para o direcionamento sobre uma gestão orientada por processos de negócio. Na próxima unidade, você será apresentado(a) à Governança de TI. Tal tema é essencial para o entendimento de processos que levam à Gestão do Conhecimento e a uma forma organizada e sistematizada de gerenciar a TIC de uma empresa. Vamos em frente com nossos estudos! 1. A empresa Plus+, fabricante de computadores, se associou a um grande distri- buidor de produtos pela internet chamado DistComp. A DistComp deve cumprir os prazos com os clientes e manter seus níveis de estoque baixos para evitar produtos parados por longos períodos de tempo. Além disso, a DistComp deve controlar a integração entre seus departamentos financeiro, venda, logística e diretorias. Igualmente, é necessário que a empresa tenha um controle dos atendimentos e garantias dadas aos produtos e, mensalmente, tire um relató- rio administrativo que é encaminhado para a diretoria, com uma pesquisa de satisfação para o cliente. Com base nesse cenário, identifique quais sistemas são característicos para o controle da relação com fornecedores e clientes que a dis- tribuidora deve utilizar, respectivamente. Justifique. 2. O conselho diretor da DistComp exigiu da Plus+ que os pedidos fossem entre- gues em até 30 dias. O não cumprimento do prazo prevê uma multa. Sabendo disso, o movimento da Plus+ é estudar a aquisição de um software ERP para um controle integrado de suas operações. Com base nessa informação, responda: 3. Explique aos diretores da Plus+ o funcionamento e características de um sof- tware ERP e como eles poderiam auxiliar a empresa no controle integrado com a DistComp e com os fornecedores para o cumprimento dos prazos estipulados. 4. Quais tecnologias, em termos de equipamentos necessários de comunicação, estão envolvidas para a implantação de um ambiente integrado na Plus+? 5. Faça uma reflexão acerca de como as tendências tecnológicas influenciarão os futuros ERPs. Para tanto, baseie-se em cinco tendências, quais sejam: Internet das Coisas, Tecnologias Vestíveis, Big Data, Era do Contexto e Negócios Inova- dores. 47 Como leitura complementar, preparamos para você um aprofundamento sobre a Tecno- logia da Informação na Gestão do Conhecimento. Dentro da perspectiva do desenvolvimento, Nonaka e Takeuchi (2008, p. 39) destacam que, “em uma economia onde a única certeza é a incerteza, a fonte certa de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento”. Nesse sentido, quando os mercados se mo- dificam e novas tecnologias da informação surgem, a competição torna-se acirrada, os concorrentes multiplicam-se e os produtos ou serviços tornam obsoletos muito rapida- mente, assim, as empresas que pretendem se manter no mercado devem criar consis- tentemente novos conhecimentos e disseminar amplamente por toda a organização, além de incorporarem rapidamente novas tecnologias da informação e produtos. O conhecimento faz do ser humano um ser distinto dos demais. Historicamente, seu significado e sua função sempre foram discutidos e tomados sob óticas diferentes pelos filósofos e estudiosos. Assim, dentre as inúmeras questões das quais os primeiros filó- sofos se ocupavam, o conhecimento já permeava o centro das discussões, embora não da forma como é concebido hoje. Nesse sentido, o conhecimento tem possibilitado ao homem, ao longo dos anos, escrever sua história e transmitir, de geração em geração, capacidades, habilidades e competências que nos permitem evoluir em fluxo contínuo, individual e coletivamente. A fim de se compreender o processo de criação do conhecimento, é necessário, primei- ro, fazer a distinção dos termos: dado, informação e conhecimento. O conceito desses termos ajuda no entendimento do processo de criação do conhecimento e facilita a identificação das necessidades de uma organização, com relação a esses conceitos. A nova sociedade da informação ainda carrega consigo importantes traços da econo- mia, como produtividade, relações trabalhistas e qualidade, portanto ela consegue es- tabelecer novos meios e novas estratégias para a obtenção dos resultados apoiadas em uma gestão diferenciada onde se valoriza a informação e a aplicação do conhecimento. O dado, se pensado dentro de uma hierarquia do conhecimento, ele seria o menor e o mais simplório elemento dentre os três, portanto em momento algum menos importan- te em relação aos demais, todos são importantes e dependem um do outro para se gerar uma gestão da informação. Todas as organizações necessitam de dados, com maior ou menor grau, é onde tudo se inicia. A informação é um conjunto de dados dentro de um contexto, isso indica que a informação depende de um conjunto de dados. As infor- mações são dados tratados, ou seja, oriundos do resultado de um processamento, seja por meio manual, mecânico ou eletrônico. O conhecimento, em linhas gerais, podemos dizer que é o resultado do processamento das informações, de maneira complexa e sub- jetiva, com o resultado final focado numa melhor tomada de decisão. A implantação de ferramentas ou aplicativos baseados na tecnologia da informação é de suma importância para a sobrevivência e inovação das novas e antigas organizações. A velocidade e eficácia apresentadas nos processos das empresas que utilizam recursos da tecnologia da informação são muito superiores as organizações que são usuárias de processos e rotinas antigas, essa enorme vantagem competitiva focada e alicerçada em tecnologia tende a enfraquecer cada vez mais as empresas que possuam moldes tradi- cionais em seus processos internos, buscar soluções com o intuito de agregar a Tecnolo- gia da Informação na empresa é a melhor tática para se sobressair em relação aos seus concorrentes e atacar de maneira definitiva o mercado. A Tecnologia da Informação (TI) é uma ferramenta importantepara uma gestão do co- nhecimento voltada a excelência. A TI é uma aplicação que envolve todos os atores de um ecossistema organizacional. Os objetivos desses sistemas são de formatar e levar as informações necessárias para onde elas são efetivamente úteis. A mensuração dos resultados que proporciona a Tecnologia da Informação associada a gestão do conhe- cimento é algo muito difícil, porém deve ser buscada sempre. Portanto, as vantagens em se ter um setor de Tecnologia da Informação em uma organização são várias, dentre elas, destacam-se: o acesso rápido às informações armazenadas em servidores, rapidez nos processos internos da empresa e, principalmente, a possibilidade de se criar um histórico de clientes e de consumo por meio de ferramentas de ERP (Enterprise Resource Planning), Sistema Integrado de Informação e CRM (Customer Relationship Management) e BI (Business Intelligence), possibilitando a criação também de uma gestão de relaciona- mento com o cliente, essencial a tomada de decisões. Fonte: AZEVEDO, F. et al. Tecnologia da Informação na Gestão do Conhecimento. In: DAHER, R. et al. Pensando o Conhecimento - Uma Abordagem Teórica à Gestão do Conhecimento. Maringá: Editora Vivens, 2015. p. 93-109. NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Gestão do Conhecimento. Porto Alegre: Bookman, 2008. Sistemas de Informação: Planejamento e Alinhamento Estratégico nas Organizações Jorge Luis Nicolas Audy e Angela Freitag Brodbeck Fulano Ciclano da Silva Editora: Bookman Sinopse: Nesta obra, você poderá rever conceitos e consolidar os conhecimentos adquiridos e ainda terá contato com novos conceitos, como o de planejamento estratégico e do processo decisório. Ressaltamos ainda que neste livro foram compilados os resultados de pesquisas desenvolvidas em empresas brasileiras e norte-americanas, conforme poderá ser notado no decorrer de sua leitura e nos estudos de casos apresentados. U N ID A D E II Professor Dr. Nelson Nunes Tenório Jr. A GOVERNANÇA DE TI Objetivos de Aprendizagem ■ Conhecer os princípios básicos de Governança de TI ■ Conhecer o conceito e o funcionamento da ITIL ■ Conhecer o conceito e o funcionamento do CobiT ■ Conhecer o CMMI ■ Conhecer os modelos de qualidade ISO para a TI Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ A Governança de TI nas Empresas ■ O COBIT ■ A ITIL ■ Ferramentas para Governança de TI INTRODUÇÃO Nesta unidade, você aprenderá os conceitos de Governança de TI (GTI) e a sua importância para as empresas. A GTI estabelece os padrões de TI alinhados aos objetivos estratégicos das empresas, sendo essencial para as operações, bem como no processo de tomada de decisão. Assim, a GTI é fundamental para a definição, manutenção e suporte aos usuários dos SI’s utilizados pelas empresas. Nesta unidade, primeiramente serão apresentados os conceitos de empresa de GTI. Aqui você descobrirá quais são as responsabilidades da GTI e como alinhá- -la aos objetivos estratégicos da empresa, além de compreender acerca do ciclo de vida da GTI em uma empresa. Após a consolidação desses conceitos, você verá os modelos de GTI e os processos necessários para a sua implantação e gestão. Com o intuito de facilitar o processo de ensino-aprendizagem, serão apre- sentadas figuras ilustrativas e comentadas sobre a GTI; seu conceito é um dos nossos objetos de estudo. A GTI é executada pelo setor de TI das empresas e traz consigo vários benefí- cios, dentre eles, o alinhamento da TI aos objetivos organizacionais para garantir a continuidade dos negócios e padronizar as tecnologias utilizadas. Veremos ainda, nesta unidade, duas formas de gerenciar a TI, quais sejam: os modelos COBIT e ITIL. O primeiro é um modelo utilizado para gerenciar toda a TI da empresa. O segundo está voltado à parte de serviços prestados. Os dois modelos são baseados em boas práticas utilizadas por empresas de todo o mundo e são muito bem aceitos por empresas maduras no mercado. Na sequência, compreenderemos o que é e qual a importância da GTI para as empresas. Por fim, serão apresentados e discutidos dois modelos de GTI. Todo esse conhecimento você poderá utilizar no auxílio para a tomada de decisões referentes à Tecnologia da Informação! Vamos começar? Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 51 A GOVERNANÇA DE TI Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E52 A GOVERNANÇA DE TI NAS EMPRESAS Vamos iniciar com o conceito de Governança de Tecnologia da Informação, o qual passaremos a chamar de GTI. A GTI é responsável por organizar o setor de TI de uma empresa. Segundo Fernandes (2008), ela é movida por fatores que consideram: ■ A TI como prestadora de serviço: os clientes da TI não são apenas externos à empresa, eles também podem ser internos. Imagine que uma empresa tenha o seu setor de TI, logo, os funcionários do setor de TI (que também são funcionários da empresa) possuem como clientes todos os demais funcionários e clientes da empresa. ■ A Integração Tecnológica: como já vimos na unidade I, os ERP’s são os grandes responsáveis por integrar a empresa, tanto verticalmente quanto horizontalmente, por meio do SCM e CRM, e da Gestão do Conhecimento. Com isso, as ilhas de sistemas, sistemas isolados, devem acabar, pois desa- celeram a tomada de decisão, prejudicando, assim, a gestão empresarial. ■ A segurança da informação: com o advento da internet, a infraestrutura de TI está exposta a constantes ataques visando o roubo de informação, interrupção de serviços e a injeção de vírus e códigos maliciosos. ■ Os negócios dependentes da TI: naturalmente, os computadores foram fazendo parte do dia a dia das empresas, que se tornaram mais depen- dentes de hardware, sistemas e pessoas. Quanto mais dependentes da tecnologia, maior o impacto da falta dela para os negócios. Você já deve ter ido a um banco fazer uma operação e não ter conseguido devido ao “sistema fora do ar”. Assim, na atualidade, boa parte das empresas não consegue vender mercadorias caso fiquem sem seus sistemas, por exem- plo, uma “.com”, que é extremamente dependente da internet. ■ Os marcos regulatórios (compliance): são regras para a restrição do negócio e seguidos pelas empresas de capital aberto para atrair mais investidores, aumentando, assim, a lucratividade. A Sarbanes-Oxley Act, popularmente conhecida como SOX, determina que as empresas tenham transparência na sua contabilidade e corresponsabiliza diretores e funcionários da área de finanças por atos lesivos a investidores e mercado. Assim, a área de TI deve garantir que os SPT’s da empresa (visto na unidade I), que geram TI Prestadora de Serviço Negócios Dependentes da TI Ambientes de Negócios Integração tecnológica Marcos de Regulatórios (compilance) Segurança Governança de TI A Governança de TI nas Empresas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 53 os fatos financeiros e contábeis, emitam relatórios de resultados, armaze- nem os dados com segurança, possibilitem a auditoria contábil-financeira e tenham os seus riscos, como os de infraestrutura (incêndio, injeção de vírus etc.), devidamente conhecidos e gerenciados. ■ O ambiente de negócios: se caracteriza por uma intensa competição de mercado por causa de novos produtos e concorrentes que praticam um custo mais baixo. Hoje em dia, os produtos em geral possuem um ciclo de vida bem mais curto que no passado, isso não só estimula a concorrência e o consumo desenfreado, como também aumenta a competitividade, a exigência dos clientes e a pressão dos investidores. Um ambiente de negó- cio hostil exige da TI um maior dinamismo em termos tecnológicos, o que envolve aprendizado e aquisições de novas tecnologias paraque a empresa se torne mais competitiva. A Figura 21 apresenta a relação existente entre a governança de TI e os fatores que a movem. Figura 21: Fatores que movem a GTI Fonte: adaptada de Fernandes (2008, p. 9). Medição de Desempenho Estrutura, Processos, Operações e Gestão Decisão, Compromisso, Priorização e Alocação de Recursos Alinhamento Estratégico e Compliance A GOVERNANÇA DE TI Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E54 Foi apresentado até agora o que move a GTI em uma empresa. De acordo com a IT Governance Institute – ITGI (2005 apud Fernandes, 2008, p. 13), a GTI é “[...] de responsabilidade da alta administração (incluindo diretores e executi- vos), na liderança das estruturas organizacionais e nos processos que garantem que a TI da empresa sustente e estenda as estratégias e objetivos da organização”. A ITGI foi criada em 1998 devido à crescente demanda de TI nas empre- sas que, para ter sucesso, dependiam dos serviços de TI para alcançarem seus objetivos. A ITGI auxilia as empresas a garantir que a TI suporte os objetivos de negócio, maximizando o investimento das empresas nessa área e gerenciando adequadamente os riscos e oportunidades de negócio que envolvem a TI. Segundo Fernandes (2008), são deveres da GTI: ■ Realizar o alinhamento da TI aos negócios empresariais com relação à infraestrutura e sistemas; ■ Garantir a continuidade do negócio, que, nesse caso, é evitar interrup- ções e falhas da TI; e ■ Garantir o alinhamento com os marcos regulatórios e outras normas ou resoluções, como SOX, Basileia II, ISO, dentre outras. Ainda de acordo com Fernandes (2008), é proposto um “Ciclo de Governança de TI”, tal como observaremos na figura seguinte. Figura 22: Etapas do Ciclo de GTI Fonte: o autor. A Governança de TI nas Empresas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 55 Na primeira fase − Alinhamento Estratégico e Compliance − é realizado o pla- nejamento estratégico de TI. Esse planejamento deve levar em consideração as estratégias empresariais para o seu nicho de mercado, bem como os requisitos de compliance externos. A segunda fase − Decisão, Compromisso, Priorização e Alocação de Recursos − rege as responsabilidades da TI no que tange aos ser- viços de infraestrutura, investimentos necessários, sistemas, dentre outros. Na terceira fase − Estrutura, Processos, Operações e Gestão − são definidas as ope- rações de sistema, infraestrutura, suporte técnico, dentre outros. Portanto, você deve levar em consideração a estrutura organizacional e funcional de TI, bem como os processos de gestão e operação dos produtos e serviços já existentes ou novos. Por fim, a fase de Medição de Desempenho é responsável por deter- minar, coletar e gerar indicadores de desempenho dos processos, produtos e serviços para o acompanhamento de quanto a TI está alinhada aos objetivos e estratégias empresariais. É importante você saber que a GTI alinha a TI aos requisitos dos negócios empresariais como forma de garantir o atendimento às estratégias e à conti- nuidade dos negócios, bem como o cumprimento de marcos regulatórios. Para tanto, a priorização das iniciativas de TI gera um portfólio que realiza a ligação entre a estratégia traçada e as ações do dia a dia. Anteriormente, vimos o ciclo da GTI. A Figura 23 apresenta um mapa men- tal com os domínios e componentes da GTI, a partir de agora, conheceremos cada um deles. A lin ha m en to E st ra té gi co Pr in cí pi os d e TI N ec es si da de s de A pl ic aç õe s A rq ui te tu ra e In fr ae st ru tu ra d e TI O bj et iv os d e D es em pe nh o Ca pa ci da de d e A te nd im en to O ut so ur ci ng Se gu ra nç a da In fo rm aç ão Co m pe tê nc ia s Pr oc es so s e O rg an iz aç ão Pl an o de T I M ec an is m os d e D ec is ão Po rt fó lio d e TI D ec is ão , C om pr om is so , Pr io riz aç ão e A lo ca çã o de R ec ur so s Es tr ut ur a, P ro ce ss os , O pe ra çõ es e G es tã o M ed iç ão e D es em pe nh o O pe ra çõ es d e Se vi ço s D om ín io s e Co m po ne nt es da G TI Re la ci on am en to s co m U su ár io s co m F or ne ce do re s G es tã o de D es em pe nh o A lin ha m en to Es tr at ég ic o e Co m pl ia nc e 1 2 3 4 A GOVERNANÇA DE TI Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E56 Fi gu ra 2 3: D om ín io s e co m po ne nt es d a G TI Fo nt e: o au to r. A Governança de TI nas Empresas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 57 A etapa de Alinhamento Estratégico é executada em conformidade com o plano de TI e determina como a TI deve se alinhar, em termos de arquitetura e infra- estrutura, aplicações, processos e organização, com as necessidades presentes e futuras ao negócio da empresa. Os Princípios de TI são as regras que regem, no âmbito empresarial, a tomada de decisão no que tange à arquitetura e infraestrutura de TI, à aquisição e desen- volvimento de aplicações, à utilização de padrões, dentre outros. As Necessidades de Aplicações fornecem um panorama das aplicações de TI necessárias para atender as estratégias e continuidade do negócio. Sendo assim, são determinadas quais aplicações deverão ser mantidas e quais aquelas que deverão ser melhoradas, substituídas e implantadas. Os SPT’s, SIG’s, apli- cações de inteligência empresarial, tecnologias de reconhecimento biométrico, dentre outros, são exemplos de aplicações definidas pela TI, com base plano de TI, e utilizadas nas empresas. A Arquitetura e Infraestrutura de TI estão intimamente relacionadas. A arqui- tetura de TI define a organização lógica para os dados, aplicações e infraestrutura, por meio do alinhamento com o planejamento estratégico empresarial. Dessa forma, são levadas em consideração as políticas organizacionais e as tecnologias essenciais para a padronização da TI e para a sua integração com os negócios. Já a infraestrutura de TI é a capacidade tecnológica e humana disponível para a empresa em forma de serviços compartilhados e com alto grau de confiança. A infraestrutura é o elo da empresa com os parceiros, fornecedores e clientes. De um modo geral, a infraestrutura é a implementação da arquitetura definida. Os Objetivos de Desempenho direcionam a TI para atender as metas esta- belecidas na prestação de serviços, em conformidade com os níveis de serviços estabelecidos com os clientes da empresa. A Capacidade de Atendimento diz respeito à quantidade de recursos, tanto humanos quanto tecnológicos, e de infraestrutura, disponíveis para atender às demandas por sistemas e serviços. Essa capacidade serve como indicador para mostrar se a infraestrutura atual atende ou não a demanda atual da empresa. O Outsourcing, em português, significa terceirização, ou seja, ocorre quando uma empresa contrata um serviço de outra empresa ou pessoa, quando estes se tornam fornecedores de serviço. Essa prática é bastante utilizada pela TI, A GOVERNANÇA DE TI Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E58 principalmente para a montagem da infraestrutura, como: montagem de racks, montagem de servidores, passagem de cabos, montagem de canaletas, certifica- ção de redes, dentre outros. Para alguns serviços, a TI deve realizar um estudo para saber se compensa contratar ou fazer como o conhecimento existente na equipe; tempo e valores são essenciais para determinar esse custo. As Políticas de Segurança da Informação dizem respeito às regras que os usu- ários da empresa devem seguir para o acesso às aplicações, servidores,dados e informações de clientes e fornecedores, dentre outros. Em geral, essas regras são regidas pelas políticas da empresa e explicitadas no plano de TI. Para o cumpri- mento dessas regras, é importante que a TI tenha o apoio do executivo da empresa. As Competências estão relacionadas às habilidades e conhecimento da equipe de TI para prover, manter e dar suporte à estrutura necessária para que a empresa atinja os seus objetivos de negócios traçados no planejamento estratégico. Os Processos e Organização definem e documentam as tarefas e os respon- sáveis por executá-las, para que os serviços e produtos desenvolvidos pela TI sejam entregues aos seus clientes e usuários. No Plano de TI, é realizado o alinhamento estratégico da TI com a empresa. Segundo Fernandes (2008), o plano de TI deve incorporar os elementos que permitem comunicar com clareza os objetivos, os serviços e os produtos de TI para toda a empresa. Sendo assim, um plano de TI deve conter, no mínimo, os seguintes itens: ■ Princípios, infraestrutura e arquitetura de TI; ■ Necessidades de aplicações; ■ Objetivos de desempenho e níveis de serviço; ■ Capacidade de atendimento; ■ Processos das operações executadas com suas devidas atribuições; ■ Estratégia para outsourcing; ■ Competências necessárias; ■ Políticas de segurança; A Governança de TI nas Empresas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 59 ■ Investimentos necessários e custos. A etapa de Decisão, Compromisso, Priorização e Alocação de Recursos pode incorporar as boas práticas de gerenciamento de projetos (vide o PMBOK®), no que tange à definição das tarefas, as prioridades e alocação de recursos. Por meio dos Mecanismos de Decisão, é possível definir quais pessoas têm autoridade para tomar decisão e que tipo de decisão elas podem tomar nos ter- mos existentes no plano de TI. Caso você seja um gerente de TI, é importante saber que delegar tarefas mostra a confiança no trabalho da equipe e o permite um enfoque em tarefas essenciais, como a melhoria contínua do plano ou as negociações com os clientes. O portfólio de TI é um instrumento no qual ficam documentadas as priori- zações para os investimentos da TI. Ele se baseia no retorno sobre o investimento (Return of Investment - ROI) de projetos da TI alinhados com os objetivos estratégicos. A etapa de Estrutura, Processos, Operações e Gestão refere-se à operacio- nalização do dia a dia da empresa. O processo de Operações de Serviços tem como finalidade atender a demanda diária da TI para com os usuários e clien- tes. As operações mais comuns são: ■ Operações de sistemas: envolve desenvolvimento e manutenção de sistemas. ■ Operações de suporte técnico e infraestrutura: realiza o atendimento a usuários, no que tange à utilização dos software e serviços de infraestrutura de TI, gestão de ativos de software. ■ Operações de segurança da informação: é realizado o planejamento da segurança da informação e o monitoramento diário de riscos ao ambiente computacional e os dados organizacionais. ■ Operações de suporte ao CIO: é onde são estabelecidas as atividades de planeja- mento de TI, o orçamento da TI, o gerenciamento de contratos, dentre outros. ■ Operações de processos: são elaborados os projetos, as melhorias e a implanta- ção de processos de negócios. ■ Outras operações possíveis: garantia de qualidade dos serviços, gerenciamento de configuração, grupos para a discussão de novas tecnologias inerentes à TI, dentre outros. A GOVERNANÇA DE TI Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E60 O relacionamento com clientes e fornecedores abrange a interação com estes que, no caso dos clientes, podem ser tanto internos quanto externos. Os processos básicos podem ser estabelecidos em como um cliente ou um fornecedor deve proceder para solicitar um serviço, quem pode solicitar o serviço, como um for- necedor deve responder a uma solicitação, como são estabelecidos os acordos de níveis de serviço, como a qualidade do serviço é avaliada para ser melhorada etc. Assim, as regras ficam claras e o atendimento a clientes e fornecedores devi- damente estabelecido e organizado. A medição de desempenho é essencial para o acompanhamento da equipe e dos serviços que são executados. A Gestão de Desempenho da TI é quem rea- liza o acompanhamento do desempenho das operações de serviços em termos de aplicações, suporte técnico, entrega, segurança da informação, acordos de níveis de serviços, dentre outros. Para a GTI, é necessário que você se familiarize com alguns conceitos bási- cos, são eles: ■ Evento: é uma notificação, criada por um serviço de monitoração, causada pelo desvio de desempenho da infraestrutura ou de entrega do serviço, por exemplo, a internet de uma filial indisponível. ■ Alerta: é um aviso sobre uma meta, mudança ou falha que ocorreu, por exemplo, o uso de disco do servidor de e-mail ultrapassou 80% da sua capacidade. ■ Requisição de Serviço: é um pedido para uma mudança ou para um acesso a um serviço de TI, por exemplo, trocar um tonner da impressora, rede- finir uma senha, informações e dúvidas sobre sistemas, dentre outros. ■ Incidente: é uma interrupção inesperada ou a qualidade reduzida de um serviço, por exemplo, quando o usuário abre um chamado informando que a sua máquina está lenta para o trabalho. ■ Problema: é a causa de um ou mais incidentes; sua causa-raiz deve ser investigada, por exemplo, toda vez que o usuário clica com o botão direito do mouse o Explorer do Windows trava. Deve-se, obrigatoriamente, investigar a causa do problema para solucioná-lo e manter a solução nas lições aprendidas. O Cobit Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 61 ■ Solução de Contorno (Workaround): é uma solução paliativa para pro- blema, por exemplo, quando o Explorer do usuário trava pela utilização do botão direito do mouse, deve-se matar o processo e reiniciá-lo. ■ Erro Conhecido (Known Error): é o registro de um problema que tem a causa-raiz conhecida. O COBIT O COBIT, criado pelo ISACA (Information Systems Audit and Control Association), por meio do IT Governance Institute (<www.itgi.org>), é acrô- nimo de Control Objectives for Information and Related Technology e tem como missão a pesquisa, o desenvolvimento, a publicação e promoção de um conjunto de padrões internacionais de boas práticas para o uso corporativo da TI pelos gerentes e auditores de tecnologia. O COBIT estabelece padrões e métodos documentados para nortear a área de tecnologia das empresas, incluindo itens, como: a qualidade de software, os níveis de maturidade e a segurança da informação. O COBIT define a GTI como uma estrutura de relacionamentos entre processos que direcionam e controlam uma empresa para que se atinjam os objetivos empresariais por meio da agrega- ção de valor e controle do risco pelo uso da TI e de seus processos. Por mais que a TI seja uma área “meio” e não “fim”, na maioria das empresas, a governança de tecnologia considera a área de TI mais que suporte da organi- zação, pois ela é vista como fundamental para manter a gestão administrativa e estratégica da empresa. O cerne da GTI é manter os processos e as práticas relacionadas à infraes- trutura de sistemas, à comunicação e aos dispositivos utilizados. Analisando esses processos, você pode orientar a empresa no que tange ao início de novos projetos e à utilização da TI neles, sem desconsiderar os sistemas existentes, a integração com seus fornecedores, o atendimento aos clientes internos e exter- nos, a evolução da tecnologia, custo da tecnologia e retorno do investimento. Assim, é possível visualizar a necessidade de integração de sistemas e a evolução tecnológica fundamentadas nos processos oferecidospelo COBIT e criando-se métricas para auditoria e medição da evolução das atividades dos processos. A GOVERNANÇA DE TI Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E62 O COBIT atualmente está na versão 4.1, com previsão de lançamento da ver- são 5, e é organizado em quatro domínios que refletem um modelo dos processos de TI, e 34 processos a serem executados. Os domínios podem ser caracterizados pelos seus processos e pelas atividades executadas em cada fase de implantação da Governança. Sendo assim, seus domínios são: ■ Planejar e Organizar (PO): aqui são definidas as questões estratégicas ligadas ao uso da TI na empresa. O PO trata de vários processos, como: a definição da estratégia de TI, a arquitetura da informação, o direcio- namento tecnológico, o investimento, riscos, a gerência de projetos e da qualidade. ■ Adquirir e Implementar (AI): este domínio trata das questões de imple- mentação da TI em conformidade com as diretrizes estratégicas e de projetos pré-definidos no Plano de TI da empresa, que também é cha- mado de PDI (Plano Diretor de Informática). Alguns dos processos desse domínio são: a identificação de soluções automatizadas a serem aplica- das ou reutilizadas na corporação, o desenvolvimento e mapeamento de processos nos sistemas, a instalação e o gerenciamento de mudanças e a aquisição e manutenção de sistemas e de infraestrutura. ■ Entregar e Suportar (DS): neste domínio, são definidas as questões ope- racionais relacionadas ao uso da TI para o atendimento aos clientes, bem como a manutenção e garantias desses serviços. Esse domínio passa a exis- tir após a ativação de um serviço e sua entrega ao cliente, podendo operar ou utilizar serviços terceirizados. Os processos desse domínio tratam da definição dos níveis de aceitação de serviços, também conhecidos como SLA (Service Level Agreement); da gerência de fornecedores integrados às atividades; das garantias de desempenho, continuidade e segurança de sistemas; dos treinamentos de usuários; da gerência de dados, problemas e incidentes; dentre outros. ■ Monitorar e Avaliar (ME): nesta área de domínio, são apresentadas as ques- tões de auditoria e acompanhamento dos serviços de TI para a validação da eficiência dos processos e sua evolução em termos de desempenho e automação. Nesse domínio, são tratados processos como: a supervisão das atividades dos outros processos; as adequações realizadas na empresa para garantia de procedimentos operacionais; a coleta e análise de dados operacionais e estratégicos para auditoria e para controle da organização. COBIT DS1 De�nir e Gerenciar Níveis de Serviços DS2 Gerenciar Serviços de Terceiros DS3 Gerenciar Capacidade e Desempenho DS4 Assegurar Continuidade de Serviços DS5 Assegurar a Segurança dos Serviços DS6 Identi�car e Alocar Custos DS7 Educar e Treinar os Usuários DS8 Gerenciar a Central de Serviço e os Incidentes DS9 Gerenciar a Con�guração DS10 Gerenciar os Problemas DS11 Gerenciar os Dados DS12 Gerenciar o Ambiente Físico DS13 Gerenciar as Operações ME1 Monitorar e Avaliar o Desempenho ME2 Monitorar e Avaliar os Controles Internos ME3 Assegurar a Conformidade com Requisitos Externos ME4 Prover a Governança de TI PO1 De�nir um Plano Estratégico de TI PO2 De�nir a Arquitetura da Informação PO3 Determinar o Direcionamento Tecnológico PO4 De�nir os Processos, Organização e os Relacionamentos de TI PO5 Gerenciar o Investimento de TI PO6 Comunicar as Diretrizes e Expectativas da Diretoria PO7 Gerenciar os Recursos Humanos de TI PO8 Gerenciar a Qualidade PO9 Avaliar e Gerenciar os Riscos de TI PO10 Gerenciar Projetos AI1 Identi�car Solução Automatizada AI2 Adquirir e Manter Software Aplicativo AI3 Adquirir e Manter Infraestrutura de Tecnologia AI4 Habilitar Operação e Uso AI5 Adquirir Recursos de TI AI6 Gerenciar Mudanças AI7 Instalar e Homologar Soluções e Mudanças Aplicativos Informações Infraestrutura Pessoas Efetividade E�ciência Con�dencialidade Integridade Disponibilidade Conformidade Con�abilidade . . . . . . . . . . . Objetivos de Negócio Objetivos de Governança CRITÉRIOS DE INFORMAÇÃO PLANEJAR E ORGANIZAR ADQUIRIR E IMPLEMENTAR ENTREGAR E SUPORTAR RECURSOS DE TI MONITORAR E AVALIAR O Cobit Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 63 Figura 24: Visão geral das áreas de domínio e dos processos 34 do COBIT Fonte: Isaca (2007, p. 28). A alta direção das empresas é cada vez mais exigida para considerar a boa ges- tão da área de TI, já que a informação é vista como um ativo organizacional. Por isso, além dos quatro domínios principais que guiam o uso eficiente da TI nas empresas, existe ainda a questão de auditoria que permite verificar, por meio de relatórios avaliativos, o nível de maturidade dos processos executados da GTI. Esse modelo de maturidade é baseado em um método que permite avaliar a empresa, pontuando níveis de maturidade de 0 (inexistente) a 5 (otimizado). Esse enfoque é derivado do modelo de maturidade CMMI do Software Engineering Institute (SEI), definido para o desenvolvimento de software (ISACA, 2007). No COBIT, o grau de Governança Tecnológica em dada empresa é de 1 até 5. O primeiro passo é levantar os domínios e o grau de utilização das ativida- des dos processos na organização de forma satisfatória, para identificar qual o A GOVERNANÇA DE TI Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E64 grau alcançado pela empresa. Esse levantamento é realizado por meio de ques- tionários. Dessa forma, precisamos saber que o COBIT independe de novas tecnologias e é realizado em paralelo à implementação dos sistemas de geren- ciamento e administração da empresa. A avaliação de maturidade do COBIT visa resultar em um perfil em que as condições relevantes para diversos níveis de maturidade serão atingidas. Assim, diferentemente do CMMI, não há intenção de medir os níveis de maneira precisa ou de tentar certificar quando um nível é atingido. Genericamente, os modelos de maturidades possuem os seguintes níveis (ISACA, 2007): 0 - Inexistente: falta de um processo reconhecido. Significa que o processo de gerenciamento não foi implantado. 1 - Inicial: existem evidências de que a empresa reconhece que há ques- tões a serem trabalhadas. O processo é realizado de modo desorganizado e não planejado. 2 - Repetível: os processos evoluíram para um estágio em que os procedi- mentos similares são seguidos por diferentes pessoas fazendo a mesma tarefa. Por isso, o processo é repetido de modo intuitivo. 3 - Processo Definido: os procedimentos são padronizados, documentados e comunicados pelos treinamentos dados. É obrigatório que esses processos sejam seguidos, no entanto possivelmente desvios não serão detectados. 4 - Gerenciado e Mensurável: a gerência monitora e mede a aderência aos procedimentos adotando ações nas quais os processos parecem não estar fun- cionando corretamente. São acompanhadas as métricas de desempenho das atividades e o processo é monitorado e avaliado constantemente. 5 - Otimizado: neste nível, os processos foram devidamente refinados em nível de boas práticas, baseados no resultado de melhoria contínua e de mode- lagem da maturidade, a qual é baseada nas boas práticas de outras empresas. A TI é utilizada como um caminho integrado para automatizar o fluxo de traba- lho, ao prover ferramentas para aprimorar a qualidade e efetividade, tornando a empresa adaptável aos processos rapidamente. A ITIL Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 65 O resultado da auditoria do COBIT para a avaliação do nível de maturidade, ou seja, o grau dos processos da empresa, ajuda a área de TI a identificar a matu- ridadeatual e definir as diretrizes necessárias para evoluir e melhorar seus processos continuamente. Assim, o modelo de maturidade mede quão maduros os processos de geren- ciamento da TI estão e o quanto devem ser desenvolvidos ou capacitados. Existem processos e sistemas críticos que precisam de um gerenciamento da segurança maior e mais restrito do que outros que são menos críticos. Por outro lado, o grau de sofisticação dos controles que precisam ser aplicados em um processo é mais direcionado pelos riscos existentes. A escala do modelo de maturidade ajudará os profissionais a explicar aos gerentes onde estão as deficiências no gerencia- mento da TI e redefinir metas de onde querem chegar, em termos de maturidade gerencial (ISACA, 2007). A ITIL A Information Technology Infrastructure Library (ITIL) é uma biblioteca de boas práticas composta de cinco livros principais e dois adicionais. Foi desenvolvida pelo governo britânico na década de 80 e possui uma estrutura que pode ser ado- tada por várias empresas de gerenciamento de serviços. Em meados da década de 90, a ITIL ficou conhecida mundialmente como um padrão para gerencia- mento de serviços. A principal contribuição da ITIL é para a prestação de serviços, no que tange “Se a administração não tiver uma boa governança de tecnologia da in- formação terá seu funcionamento comprometido, gerando poucos ou ne- nhum benefício para a sociedade”. Fonte: Cavalcanti (2007). A GOVERNANÇA DE TI Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E66 a operação e a gestão da infraestrutura de TI nas empresas, incluindo os assuntos relativos ao fornecimento dos serviços de TI, a monitoração dos fornecedores e os acordos realizados. Assim, a ITIL considera que um serviço de TI é a descri- ção de um conjunto de recursos tecnológicos. Os serviços suportados pela ITIL auxiliam no atendimento das necessidades dos clientes, apoiando os seus obje- tivos de negócios e alinhados ao planejamento estratégico empresarial. O princípio básico da ITIL é o gerenciamento de tecnologias e eventos pertinentes à infraestrutura de TI. Esta apresenta um descritivo dos proces- sos importantes para suportar a utilização e a gerência da infraestrutura de TI. Igualmente, a ITIL fornece serviços com a qualidade esperada pelos clientes de TI e com custo-benefício justificável, agregando valor estratégico aos produtos e serviços disponibilizados pela empresa. O cerne da ITIL é a padronização de processos para a boa gestão do ambiente de TI. A figura 25 apresenta o ciclo de vida da ITIL v3. O ciclo de vida é composto das seguintes fases: ■ Service Strategy (Estratégia do Serviço): esta fase prevê e define um con- junto de serviços para auxiliar o negócio a alcançar seus objetivos. É aqui que são tomadas as decisões estratégicas relacionadas aos serviços que vão ser desenvolvidos. ■ Design Service (Desenho do Serviço): nesta fase, são desenhados (projeta- dos) os serviços tendo em mente os objetivos de utilidade e de garantias dele. ■ Service Transation (Transição de Serviço): é aqui que serviços desenhados são colocados em produção para serem executados. Nesta fase, os servi- ços são desenvolvidos, testados e liberados de forma controlada. ■ Service Operation (Operação de Serviço): aqui os serviços são gerenciados e monitorados em produção como forma de assegurar que seus objetivos relacionados à garantia e à utilidade sejam alcançados. ■ Continual Service Improvement (Melhoria de Serviço Continuada): esta é uma fase muito importante que visa à melhoria continuada dos servi- ços prestados. Aqui são avaliados os serviços e identificadas maneiras de melhoraria como forma de atingir mais precisamente os objetivos do negócio. ITIL Service Design Service Strategy Service Operation S er vi ce Tr an sit io n A ITIL Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 67 Figura 25: Ciclo de vida da ITIL v3 Fonte: ITIL (2007, p. 11). Se uma empresa atingir um ou mais dos objetivos organizacionais, como: excelência operacional, novos produtos, novos serviços, novos modelos de negócio, relacionamentos estreitos com clientes e fornecedores e melho- ria na tomada de decisão, provavelmente essa empresa já alcançou alguma vantagem competitiva. Se tal empresa executar os seus processos melhor que seus concorrentes (gastando pouco para obter produtos superiores e respondendo a clientes e fornecedores em tempo real), aumentarão as ven- das e os lucros substancialmente, até um nível que seus concorrentes não conseguirão alcançar. Fonte: Laudon e Laudon (2010, p. 11). A GOVERNANÇA DE TI Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E68 FERRAMENTA PARA GOVERNANÇA DE TI O OTRS (Open-source Ticket Request System) é uma ferramenta para a abertura de chamados, voltada ao gerenciamento de incidentes. Ela pode ser implantada em uma empresa para gerenciar reclamações, pedidos de suporte, relatórios de defeitos e outras comunicações pertinentes à GTI. Nesta, podem ser implemen- tados os processos do COBIT e ITIL por meio de customizações ou de pacotes que são instalados à parte. A ferramenta OTRS é um sistema multiusuário, isso significa que vários usuários podem utilizá-la simultaneamente lendo as mensagens recebidas e res- pondendo-as. O OTRS é escalável, capaz de lidar com milhares de pedidos por dia e com um número quase que ilimitado de usuários trabalhando simultaneamente. A Figura 26 apresenta uma tela da ferramenta OTRS1. 1 Você pode baixar a ferramenta acessando o link disponível em: <www.otrs.org>. Acesso em: 07 ago. 2015. Ferramenta para Governança de TI Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 69 Figura 26: Tela da OTRS Assim, você deve ter em mente que a GTI pode ser realizada em qualquer tipo de empresa, de pequeno a grande porte, contudo o essencial é que a empresa esteja madura o suficiente para aderir aos modelos de governança. A ferramenta OTRS permite a execução e gerência dos processos existentes na ITIL. Devemos considerar que uma ferramenta não é a solução para os problemas da gestão, ao contrário do que se pensa, ela é uma facilitadora e é o último fator a ser consi- derado e implantado. Mais importante que isso são os processos devidamente definidos, desenhados e executados. Nesta unidade, você foi apresentado aos conceitos de Governança de Tecnologia da Informação (GTI). Nós o(a) conduzimos a ver (ou rever) esses conceitos porque eles se fazem essenciais para o entendimento de que a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) deve ser organizada e devidamente sis- tematizada para que uma empresa seja cada vez mais competitiva em termos de informação. Sabemos agora que apenas “ter” e “utilizar” sistemas não são A GOVERNANÇA DE TI Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E70 suficientes. A gestão dessa infraestrutura tecnológica da empresa e a participa- ção do setor de TIC na tomada de decisão são fundamentais para o sucesso da utilização da informação pelos diferentes níveis de usuários. Sendo assim, apresentamos a você o modelo COBIT para governança de TIC e a ITIL − uma biblioteca voltada para as boas práticas de gestão de servi- ços. Discutimos que modelos como o PMBOK, o CMMI e a biblioteca da ITIL podem ser utilizados dentro do COBIT, que é um grande guarda-chuva desses outros modelos de boas práticas. Por fim, vimos uma ferramenta de software livre, o OTRS, que implementa alguns processos de governança de TIC e auxilia na coleta de métricas, funda- mentais para entender e melhorar tais processos. CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta unidade, você viu a Governança de Tecnologia da Informação (GTI). Elaé essencial para que as empresas tenham transparência nos investimentos e nas priorizações de demandas de TIC. A GTI deve estar totalmente alinhada ao planejamento estratégico da organização. Isso garante a transparência da infor- mação da empresa, principalmente naquelas de capital aberto e que operam na bolsa de outros países, pois uma das principais funções da GTI é realizar o ali- nhamento da empresa a legislações e normas vigentes. O ISACA é uma associação global que rege os modelos de Governança de TI no mundo. Ela não possui fins lucrativos e conta com mais de 140.000 profissionais associados de 180 países. A ISACA também avança e valida as habilidades e conhecimentos críticos para o negócio por meio das mundial- mente respeitadas certificações (CISA®), Certified Information Systems Audi- tor®, (CISM®), Certified Information Security Manager®, (CGEIT®), Certified in the Governance of Enterprise IT® e (CRISC™), Certified in Risk and Information Systems Control. Considerações Finais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 71 O modelo COBIT é um modelo para a GTI amplamente utilizado no mundo. Ele contribui para o crescimento da empresa, por meio da gestão profissional dos ativos e serviços de TI, se tornando, assim, fundamental para o negócio a partir do alinhamento dos objetivos estratégicos empresariais com o setor de TI, con- tribuindo para que a empresa alcance seus objetivos empresariais e melhorando a sua competitividade no mercado. Vimos também que o ITIL é uma biblioteca com as melhores práticas para a gestão de serviços. Com essa biblioteca, é possível implementar, implantar, acom- panhar e melhorar os serviços oferecidos pela TIC. Para tanto, vimos que a ITIL possui quatro fases em seu ciclo de vida, sendo: Estratégia de serviço, Desenho de serviços, Transição de serviços e Operação de serviços. Por fim, apresentamos uma ferramenta que automatiza processos de GTI − o OTRS, uma ferramenta open source que permite o gerenciamento e o acom- panhamento, por meio de relatórios, das demandas de TIC de uma empresa. A ferramenta é bastante utilizada em empresas que precisam controlar, principal- mente, atendimento de chamados da TIC. Ela é leve e flexível, executa tanto em ambiente Linux quanto em ambiente Windows e a sua interface é toda via browser. Na próxima unidade, você será apresentado(a) à BPM, responsável pela ges- tão dos processos de negócios da empresa. Portanto, vamos em frente! 1. Observe a figura que apresenta os motivadores da Governança de TI propostos por Fernandes (2008). a. Explique como a TI, entendida como prestadora de serviços, motiva uma governança de TI. b. Explique como os ambientes de negócio motivam a governança de TI. c. Dê exemplos de integração tecnológica para uma empresa. 2. Conforme vimos em aula, explique a relação existente entre COBIT e ITIL. 3. Uma das essências da governança de TI é o alinhamento da TI ao planejamento estratégico organizacional (FERNANDES, 2008). Sabendo disso: a. Explique a importância do alinhamento estratégico da TI com o PE orga- nizacional. b. Explique o que são os princípios de TI. 73 Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a Governança Corpo- rativa é: ...o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incen- tivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, Conselho de Administração, Diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios em recomendações ob- jetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para sua longevidade. O Information Technology Governance Institute (ITGI) define Governança de TI como sen- do “(...) de responsabilidade dos executivos e da alta direção, consistindo em aspectos de liderança, estrutura organizacional e processos que garantam que a área de TI da or- ganização suporte e aprimore os objetivos e as estratégias da organização” (ITGI, 2015). A Governança de TI tem o enfoque no direcionamento e monitoramento das práticas de gestão e uso da TI de uma organização, tendo como o principal beneficiário a alta administração da instituição. Um exemplo de governança de TI é o de um processo transparente de tomada de decisão que priorizam as demandas de TI. Esse processo alinha a TI com os objetivos organizacionais e o responsável por esse alinhamento é o Planejamento Estratégico (TCU, 2007). Gerenciar os serviços de TI facilita a governança de TI que, por sua vez, facilita a go- vernança corporativa. Assim, uma organização que demanda constantemente serviços de TI não necessariamente possui uma boa governança corporativa sem possuir uma governança de TI efetiva. Igualmente, a organização não pode afirmar possuir uma boa governança de TI sem um bom gerenciamento de serviços de TI. Fonte: TCU - Tribunal de Contas da União. Disponível em: <http://portal.tcu.gov.br/comunida- des/governanca-de-ti/entendendo-a-governanca-de-ti/>. Acesso em: 14 jul. 2015. Governança dos Novos Serviços de TI na Copa Ricardo Mansur Editora: Ciência Moderna Sinopse: “Governança dos Novos Serviços de TI na Copa” discute a copa do mundo de 2014 como um evento de grandes negócios relacionados e afetados pelos jogos. Considera a Governança de TI como um dos elementos fundamentais para todos os negócios que serão habilitados no evento. A leitura deste livro ajudará a entender como a Governança de TI pode atuar em eventos como esse. http://portal.tcu.gov.br/comunidades/governanca-de-ti/entendendo-a-governanca-de-ti/ http://portal.tcu.gov.br/comunidades/governanca-de-ti/entendendo-a-governanca-de-ti/ U N ID A D E III Professor Dr. Nelson Nunes Tenório Jr. O BPM: BUSINESS PROCESS MANAGEMENT Objetivos de Aprendizagem ■ Conhecer os conceitos de BPM. ■ Conhecer o benefício do BPM para a empresa. ■ Conhecer os impactos do BPM para as empresas. ■ Conhecer BPMS e a BPEL. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ O que é BPM ■ Os benefícios do BPM para as empresas ■ Iniciando o BPM nas empresas ■ O BPMS e a BPEL ■ As notações para BPM ■ Ferramentas BPMS INTRODUÇÃO Nesta unidade, você aprenderá os conceitos de BPM (Business Process Management – Gerenciamento de Processos de Negócio) e a sua importância para as empre- sas. O BPM estabelece, além da gestão, o desenho e análise dos atuais processos empresariais, sendo essencial para a definição e o monitoramento das opera- ções de negócios. Assim, o BPM é fundamental no auxílio à tomada de decisão nas empresas. Primeiramente, serão apresentados os conceitos de BPM. Aqui descobriremos o que o BPM pode oferecer em termos de organização e ganhos para as empre- sas que o utilizam. Além disso, demonstraremos os benefícios adquiridos pelas empresas por meio da utilização da gestão dos processos. Na sequência, discu- tiremos o planejamento do BPM e seus impactos positivos e negativos quando implantado nas empresas. Com o intuito de facilitar o processo de ensino-aprendizagem, serão expostas figuras ilustrativas e comentadas sobre o BPM, sendo o seu conceito um dos nos- sos objetos de estudo. Todo esse conhecimento auxiliará você, caro(a) aluno(a), a conhecer os conceitos e as tecnologias inerentes ao BPM! Vamos começar? O QUE É BPM Em nosso dia a dia, sempre estamos cercados de vários processos, ou como atores principais ou como coadjuvantes. Para que você entenda, toda vez que compramos um produto ou adquirimos um serviço, estamos inseridos em um processo. Dessa forma, somos corresponsáveis dos processos que nos rodeiam. Alguns exemplos de processos dos quais participamos são: a. Atendimento médico; b. Produção de alimentos; c. Planejamentos; Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en ale L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 77 O BPM: BUSINESS PROCESS MANAGEMENT Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E78 d. Manutenção da casa; e. Criação deste livro; dentre outros. Segundo um dos grandes gurus da administração e responsável pela qualidade total, o norte-americano Edwards Deming: “Se você não é capaz de descrever o que faz como um processo, você não sabe o que está fazendo” (CAPOTE, 2012, p. 34). Sem o controle dos processos, o ser humano teria uma rotina ainda mais desorganizada. Sendo assim, os processos estruturam, organizam e sistemati- zam a nossa vida. Para uma empresa, a organização dos processos é ainda mais crítica, haja vista a alta complexidade das operações existentes no ambiente empresarial. Então, o BPM (Business Process Management) − Gerenciamento de Processos de Negócio − é uma iniciativa em que a empresa reconhece que seus processos são a chave para um planejamento sólido e consistente, visando o alcance de resultados cada vez melhores. O BPM é uma evolução dos sistemas de workflow, criados no final da década de 80. Ele integra a gestão de processos aos sistemas empresariais e possui um conjunto de software que inclui métricas para o gerenciamento do desempenho dos processos da empresa. Embora o BPM seja derivado dos sistemas de work- flow, ele é complementar às outras soluções de TI e não substituta delas. Uma solução BPM deve “entregar” as tarefas aos usuários do sistema em cai- xas de entrada, semelhantes às do correio eletrônico. Essas tarefas contêm “o quê” o usuário deve fazer, bem como os links para os documentos, caso seja neces- sária a consulta. Essa última funcionalidade elimina a necessidade de o usuário buscar documentos em arquivos físicos. Uma das funcionalidades mais interessantes do BPM é a possibilidade da representação gráfica dos fluxos, ou seja, a modelagem deles (Unidade IV). A padronização da forma de representar esses fluxos, bem como o amadurecimento e o entendimento de uma notação única, chamada BPMN, foi inicialmente pro- movida pela Workflow Management Coalition (WfMC) e, hoje, mantidos pela OMG (Object Management Group), um consórcio criado em 1989 para discutir e definir os padrões da indústria computacional. Assim, um processo de negócio precisa ser planejado para receber os insumos (entradas) e ser executado (pro- cessamento), gerando os resultados finais (saídas). Execução ResultadosInsumos doProcesso O que é BPM Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 79 Figura 27: Execução de um processo de negócio planejado Fonte: o autor. Na execução dos processos é realizado um conjunto de atividades com a finalidade de se obter os resultados desejados. Tais atividades são definidas no planejamento do processo. A Tabela 1 apresenta alguns processos executados na perspectiva funcional dos departamentos de uma empresa: DEPARTAMENTO PROCESSOS SAÍDAS Vendas e Marketing - Previsão das Vendas - Planejamento de campanhas de marketing - Recebimentos de pedidos - Previsões de vendas - Planos de marketing - Pedidos confirmados Tecnologia da Informação - Atendimento ao cliente - Processo de Desenvolvimento de Software - Suporte técnico - Desenvolvimento de sistemas Financeiro - Orçamentação - Faturamento - Orçamentos - Faturas Recursos Humanos - Recrutamento - Capacitação - Novas contratações - Funcionários capacitados Tabela 1: Perspectivas funcionais dos processos Fonte: o autor. Uma abordagem por processos horizontaliza e integra toda a organização, assim como mostra a Figura 28. Note que, em uma visão funcional, em que são consi- derados apenas os processos executados por um departamento, a empresa não trabalha de forma integrada e não consegue o seu ponto ótimo em termos de execução de processos. As empresas atuais estão mudando a forma de trabalhar e partindo para uma visão de processos. Visão Funcional Visão de Processo O BPM: BUSINESS PROCESS MANAGEMENT Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E80 Figura 28: Visão Funcional versus Visão de Processo Fonte: Campos Paiva (2008). Harrington (1997 apud BALDAM, 2009) descreve um processo como sendo uma série de atividades logicamente inter-relacionadas que, quando executadas, produzem resultados esperados. O processo é a maneira pela qual as empresas transformam insumos em resultados que visam atender as necessidades e expec- tativas dos clientes. Um processo tem Objetivo, Evento, Ator ou Participante, Dono do Processo e Stakeholder. A Tabela 2 exibe a definição de cada um desses elementos. Os Benefícios do BPM para as Empresas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 81 ELEMENTO DEFINIÇÃO Objetivo O objetivo do processo deve ser devidamente declarado e nele há a razão para a realização do trabalho. Evento É um acontecimento real que pode iniciar a execução de um processo, mudar seu caminho de execução e concluir o processo. Pode ser de três tipos: Início, Intermediário e Fim. Ator ou Participante É o encarregado por realizar as atividades discriminadas no processo. Dono do Processo É um grupo ou pessoa da empresa que tem responsabilidade direta pelo resultado do processo. Stakeholder São os envolvidos em um processo e/ou interessados nos seus resultados. Tabela 2: Definição dos elementos de um processo Fonte: O autor. OS BENEFÍCIOS DO BPM PARA AS EMPRESAS Os ERP’s, apresentados na unidade I, são software baseados em processos empre- sariais e nas melhores práticas de mercado. Uma das dificuldades encontradas pelas empresas com esse tipo de software é a sua inflexibilidade para a adequação a determinados processos, o que os torna altamente dependentes de conheci- mentos em TI para que seja realizada neles qualquer alteração. O BPM é uma forte tendência por ter o enfoque em processos empresa- riais. Assim, a necessidade da melhoria contínua e a facilidade na modificação de um processo, muitas vezes por causa das constantes pressões dos mercados e dos consumidores, catalizaram a difusão desse tipo de solução nas empresas. O impulso para a utilização do BPM veio após a globalização, quando empre- sas grandes se expandiram pelo mundo por meio da compra de diversas empresas menores. As empresas adquiridas possuíam sistemas e processos compatíveis com seus países de origem e isso dificultava a gestão integrada. Uma solução BPM permite essa integração e flexibiliza a alteração em processos existentes. O BPM: BUSINESS PROCESS MANAGEMENT Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E82 Segundo Pavani (2011), alguns dos benefícios da utilização das técnicas de BPM são: ■ Melhoria dos serviços ao cliente; ■ Eliminação dos esforços duplicados; ■ Eliminação ou redução das tarefas manuais; ■ Melhoria da vantagem competitiva da empresa; ■ Satisfação dos níveis de serviço acordados com os clientes; ■ Segurança de que regras do negócio estão sendo praticadas; ■ Integração de sistemas empresariais com os processos em execução; ■ Trilha de auditoria do início ao fim dos processos realizados na empresa; ■ Direcionamento e acompanhamento de problemas pelos responsáveis dos processos. INICIANDO O BPM NAS EMPRESAS Para dar início ao BPM nas empresas é importante que haja a contratação de uma pessoa responsável pelos processos e que tenha conhecimento tanto nos requisitos dos negócios quanto das soluções técnicas. Também é necessário reu- nir adeptos na organização e selecionar um projeto inicial para aprimorar um ou mais processos deficitários que cause(m) impacto direto no cliente, oferecendo um alto retorno sobre o investimento, além de escolher a soluçãomais adequada de gerenciamento de processos de negócio. Os desafios encontrados para se iniciar o BPM nas empresas são: ■ O estabelecimento de metas de curto e longo prazo para serem alcança- das pelo uso do BPM; Iniciando o BPM nas Empresas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 83 ■ O apoio ao suporte de todos os executivos da organização para alcançar os objetivos definidos; ■ A necessidade de comunicação eficaz entre departamentos e dentro deles; ■ A presença de um analista de negócios ou arquiteto de processos; ■ Certificar-se de que o sistema de gestão de processos escolhido funcione com os sistemas existentes e seja capaz de suportar as práticas de negó- cios atuais; ■ O primeiro projeto de BPM será o mais difícil por causa da falta de fami- liaridade e de experiência com o método. Assim, as três engrenagens deverão se encaixar perfeitamente para a implemen- tação de um BPM, quais sejam: ■ Infraestrutura existente: aproveitamento da infraestrutura atual para a definição dos processos atuais e novos processos; ■ Envolvimento das pessoas: envolver as pessoas para diminuir a resistên- cia às mudanças e melhorias nos processos atuais; ■ Definição dos processos: definir novos processos e remodelar aqueles mais importantes para a organização. ■ Para tanto, também é necessário definir o ciclo de vida do BPM, o qual norteia a implantação e a manutenção dos processos de negócio. Pl an ej ar o B PM Se le çã o de p ro ce ss os c rít ic os Pr io riz aç ão d e at iv id ad es Fo rm aç ão d e eq ui pe s Co nt ro le d as a tiv id ad es se le ci on ad as D es en vo lv im en to s Im pl an ta çã o de n ov os p ro c. Tr an sf er ên ci a de te cn ol og ia M on ito ra m en to e c on tr ol e de in st ân ci a de p ro ce ss o Es ta tís tic as Co nt ro le d e co nj un to s de in st ân ci as d e pr oc es so s Au di to ria A po ia r o c on tr ol e e an ál is e do s pr oc es so s A po ia r a im pl an ta çã o pr oc es so s Re al im en ta çã o M on ito ra m en to Re al im en ta çã o Re al im en ta çã o M od el ag em A s Is e T o Be A ná lis e do p ro ce ss o Si m ul aç ão M el ho ria d o pr oc es so M od el ar e o tim iz ar pr oc es so s Melhores práticas Benchmarking D ire tr iz es e Es pe ci �c aç õe s Co n� gu ra çã o, C us to m iz aç ão e Es pe ci �c aç ão Re la tó rio s ge re nc ia is D ad os p ar a Es tr at ég ia D ad os p ar a ou tr os u so s A m bi en te e xt er no Pl an ej am en to e st ra té gi co M ar co s re gu la tó rio s Re sp on sa bi lid ad e so ci al A m ea ça s O po rt un id ad es Et c. O BPM: BUSINESS PROCESS MANAGEMENT Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E84 Fi gu ra 2 9: C ic lo d e vi da d o BP M Fo nt e: B al da m (2 00 9, p . 5 6) . Iniciando o BPM nas Empresas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 85 A fase de Planejar o BPM tem o objetivo de definir as atividades de BPM que contribuem para o alcance das metas organizacionais previstas no planejamento estratégico. Sendo assim, nessa fase, deve-se: ■ Entender o ambiente externo e interno e a estratégia organizacional; ■ Estabelecer estratégia, objetivos e abordagem para promover mudanças; ■ Coordenar a atualização do Manual de processos; ■ Preparar, no todo ou em parte, a visão global de processos; ■ Definir os planos de ação para implantação; ■ Selecionar e priorizar processos; ■ Otimização do processo; ■ Formar equipes de trabalho para processos específicos; ■ Planejar e controlar as atividades necessárias à implantação dos diversos projetos de processo na organização. A fase de Modelar e otimizar processos engloba atividades que permitem gerar informações sobre o processo atual (As Is) e/ou a proposta de processo futuro (To Be). O tratamento conjunto dado às duas fases (As Is e To Be) está funda- mentado no fato de que os autores geralmente promovem certa mistura dessas fases. Isso indica que, mesmo ao se executar simplesmente um As Is, cria-se uma oportunidade de “pensar sobre o processo”, que pode levar de imediato a melho- rias possíveis a respeito do processo em questão. Sendo assim, nessa fase, deve-se: ■ Modelar os processos na situação atual; ■ Quando necessário e possível, comparar o modelo com melhores práti- cas e benchmarking; ■ Definir e priorizar soluções para os problemas atuais. ■ Modelar os processos na situação futura, que inclui: ■ Gerar especificações para a implantação (caso o processo ainda não esteja em uso), para execução e para controle; ■ Realimentar o planejamento do BPM. O BPM: BUSINESS PROCESS MANAGEMENT Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E86 A fase de Apoiar a implantação dos processos envolve as atividades que podem garantir a implantação e a execução dos processos, como: ■ Implantar novo processo (quando necessário); ■ Coordenar/apoiar o ajuste de equipamentos e software, se necessário; ■ Coordenar/apoiar os testes e/ou piloto da solução; ■ Transferir a monitoria e controle da execução de instâncias do processo implantado aos executores dele; ■ Realizar/apoiar mudanças ou ajustes de curto prazo; ■ Estabelecer/apoiar critérios de fornecimento de dados para controle e análise dos processos. A fase de apoiar o controle e análise de processos envolve as atividades relacio- nadas ao controle geral do processo por indicadores de desempenho, gerando informações que, posteriormente, podem realimentar as atividades de otimiza- ção e planejamento, como: ■ Registrar e apoiar o desempenho dos processos ao longo do tempo; ■ Fornecer e apoiar dados de realimentação ao Planejamento e à Modelagem e otimização de processo, além de fornecer dados para outros propósitos; ■ Realizar benchmarking com referenciais externos e internos; ■ Realizar análise da maturidade da Organização e/ou da Unidade de negócios; ■ Realizar auditorias do processo em uso. O BPMS E A BPEL Business Process Management Suite ou System - BPMS − é um sistema voltado à automatização da BPM. Por meio do BPMS, é possível realizar a modelagem, O BPMs e a BPEL Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 87 execução, controle e monitoração dos processos de negócio. Um BPMS típico inclui o mapeamento dos processos de negócio desde a sua concepção até o final, por meio do desenho dos fluxos e formulários ele- trônicos, da definição de workflow, das regras de negócio, da monitoração das atividades e dos alertas. A suíte é uma ferramenta de gestão corporativa de pro- cessos, bastante complexa e poderosa, que visa garantir que os processos sejam executados tais como são modelados. As suítes utilizadas para o gerenciamento de processos de negócio são facilitado- ras da gestão do conhecimento referente ao processo, sendo consideradas mais fáceis para a obtenção, a distribuição e a análise dos dados. Há algumas funcio- nalidades que podem ser disponibilizadas via software, inclusive nos software BPMS, para aumentar a capacidade dos gestores com o processo, a fim de esta- belecer uma troca de ideias nos ambientes de negócio. A solução BPMS não significa a substituição de sistemas utilizados pelas empresas, como os ERPs, CRMs e SCMs. Ao invés disso, a BPMS considera a As novas tendências tecnológicas não param. Para o BPM não é diferente. A nova geração de BPMS é o iBPMS, que implementa os recentes avanços tecnológicospara atingir um grau de capacidade de resposta operacional muito maior e que não era possível com o BPMS. Atualmente, as empresas de diversas áreas querem melhorar a sua visão sobre suas operações. Essa crescente demanda por informações operacionais deu origem a uma nova variedade e “mais inteligentes” de suítes de gerenciamento de processos de negócios. Uma suíte iBPMS fornece a funcionalidade necessária para apoiar as opera- ções de negócios mais inteligentes, incluindo análise em tempo real, exten- sivo processamento de eventos complexos e Business Activity Monitorin- g(BAM) e, ainda, fortemente baseadas em tecnologias móveis explorando mais as redes sociais e suas capacidades colaborativas. Fonte: Shapiro e Khoshafian (2013). O BPM: BUSINESS PROCESS MANAGEMENT Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E88 característica de o processo de negócio ser distribuído e segmentado, oferece um ambiente de integração de sistemas de informação que permite definir: fluxo de execução, regras, eventos e outras especificações para a operação e gerenciamento do processo. Assim, torna o processo de negócio extremamente dinâmico, de forma a possibilitar uma rápida e simples substituição de um software por outro. Em geral, o BPMS utiliza o que chamamos de Web Services e XML, que facilitam a proliferação de processos comerciais automatizados e distribuídos. Assim, houve um aumento das funções de modelagem e do desenvolvimento de uma camada de programa para a camada de informação (documento) e de transporte (mensagens). Geralmente, as empresas utilizam os web services para aumentar a satisfação do cliente, ao mesmo tempo em que realizam a melhoria dos seus processos de retirada, bem como a comercialização dos produtos. A solução por web services é utilizada para integrar diferentes sistemas. Com essa tecnologia, é possível que novas aplicações interajam com aquelas já existentes e os sistemas que rodam em diferentes plataformas sejam compatíveis. Assim, os web services são com- ponentes que permitem às aplicações enviar e receber dados em formato XML. O formato XML é uma linguagem universal para a comunicação de aplicações. Para as empresas, os web services agilizam os processos e a eficiência na comu- nicação entre cadeias de produtivas e de logística. Logo, a comunicação entre sistemas passa a ser dinâmica e segura, pois não há a necessidade de interven- ção humana. Basicamente, o web service faz com que os recursos da aplicação do software se tornem disponíveis sobre a internet de forma normalizada, assim como os navegadores da internet, por exemplo. Utilizando a tecnologia web service, uma aplicação pode invocar outra para efetuar tarefas simples ou complexas, mesmo que as duas aplicações estejam escritas em linguagens diferentes, em diferentes sistemas. Os web services são identificados por um URI (Uniform Resource Identifier), descritos e definidos usando XML (Extensible Markup Language). Um dos fato- res motivadores para o uso de web services é o fato de eles serem baseados em tecnologias padrão (XML e HTTP), utilizados para disponibilizar serviços inte- rativos na internet e podendo ser acessados por outras aplicações utilizando o protocolo SOAP (Simple Object Access Protocol), por exemplo. http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia http://pt.wikipedia.org/wiki/Plataforma http://pt.wikipedia.org/wiki/XML http://pt.wikipedia.org/wiki/Log%C3%ADstica http://pt.wikipedia.org/wiki/SOAP O BPMs e a BPEL Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 89 O objetivo dos web services é a comunicação de aplicações por meio da inter- net, realizada com o intuito de facilitar a EAI (Enterprise Application Integration), ou seja, a integração das aplicações de uma empresa que favorecem a interope- rabilidade da informação que orbita suas diferentes aplicações, por exemplo, o e-commerce com os seus clientes e seus fornecedores. A EAI permite definir um workflow entre as aplicações e pode constituir uma alternativa aos ERP’s, pois possibilita a otimização e o controle de proces- sos e tarefas da empresa. O Business Process Execution Language (BPEL) é uma linguagem padrão para a execução de ações de processos de negócios dentro da web services. Essa inte- ração entre web services pode ser descrita de duas formas: 1. O processo de negócio executável, que possui o atual comportamento de um participante em uma interação de negócios; 2. Os processos de negócio abstrato, que são especificações parciais dos pro- cessos que não se destinam a serem executados. O BPEL fornece uma linguagem para a especificação de processos de negócios executáveis e processos de negócio abstrato. Ao fazê-lo, ele estende o modelo de interação Web Services e permite que este suporte a transações de negócios. Por fim, o BPEL define um modelo de integração interoperável, que deveria facilitar a expansão da integração de processos automatizados dentro e entre empresas. “Não é o suficiente fazer o seu melhor, você deve saber o que fazer, e então fazer o seu melhor.” Fonte: Capote (2012). http://pt.wikipedia.org/wiki/EAI http://pt.wikipedia.org/wiki/ERP http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_service O BPM: BUSINESS PROCESS MANAGEMENT Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E90 AS NOTAÇÕES PARA BPM Existem várias notações para a modelagem de processos de negócios. O essen- cial é você saber quais são as informações relevantes para a compreensão do processo como um todo (TESSARI, 2008). Algumas das notações existentes são: ■ UML 2.0 Activity Diagram ou Diagrama de Atividades (AD): foi proje- tado para modelar processos de negócio e fluxos em sistemas de software. Tem a sua origem baseada no desenvolvimento de software. ■ Business Process Definition Metamodel (BPDM): foi desenvolvida pelo Object Management Group (OMG) e fornece um metamodelo genérico para processos de negócio. Ela não provê uma notação gráfica própria, pois o intuito é definir um metamodelo genérico para apoio do mapea- mento de diferentes ferramentas. ■ Business Process Modeling Notation (BPMN): foi criada especificamente para projetar e modelar processos de negócio, bem como as suas trans- formações na linguagem de execução, denominada Process Modeling Language (BPML). ■ Event Driven Process Chain (EPC): foi desenvolvido para a modelagem de processos de negócio, para o fácil entendimento pelo pessoal de negó- cios. Possui basicamente funções e eventos. ■ Integrated DEFinition Method 3 (IDEF3): foi projetado para modelar processos de negócio e sequências de sistemas sob duas perspectivas: o esquema do processo e o esquema dos objetos. ■ Petri Net ou Redes de Petri: foi projetada para a modelagem, a análise e a simulação de sistemas dinâmicos. Elas são muito utilizadas para mode- lar workflows, que foi o precursor do BPM. Ferramentas BPMs Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 91 FERRAMENTAS BPMS Diversos BPMS podem ser utilizados para a implantação de um BPM na empresa, quais sejam: IBM Websphere Figura 30: IBM Websphere Fonte: IBM (online). O BPM: BUSINESS PROCESS MANAGEMENT Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E92 Bizagi Studio Figura 31: Bizagi Studio Fonte: Bizagi (online). Considerações Finais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 93 Oracle BPM Studio Figura 32: Oracle BPM Fonte: ORACLE (online). CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta unidade, apresentamos a você o conceito de processos. Vimos que os pro- cessos fazem parte do nosso dia a dia. A nossa vida é cercada de processos! Temossempre um objetivo nos processos que executamos do dia a dia. Por exemplo, tomar o café da manhã antes de sair para o trabalho tem um objetivo, você sabe qual é? Sim! Não sentirmos fome e termos energia para as primeiras horas da manhã. Preparar esse maravilhoso café da manhã é um processo! O BPM é a gestão de processos. Ele evoluiu dos antigos sistemas de work- flow, só que dessa vez com o intuito de direcionar a empresa para uma gestão de O BPM: BUSINESS PROCESS MANAGEMENT Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E94 processos de negócios. Esses processos possuem um ou mais objetivos a serem alcançados. O BPM é fundamental para que uma empresa sobreviva em um mercado cada dia mais competitivo e inovador. Com o BPM, é possível analisar os processos empresariais atuais e modelá-los conforme a evolução do negócio. Igualmente é possível monitorá-los visando a contínua melhoria empresarial por meio de suas análises de desempenho da execução dos processos definidos. Para que o BPM seja adotado, a empresa enfrentará alguns desafios, como: estabelecer metas de curto prazo e longo prazo para serem alcançadas pelo BPM; obter o apoio de todos os executivos da empresa; comunicação eficaz entre os departamentos; presença de um analista de negócios; familiaridade com proje- tos de BPM pelos funcionários. Quando vencidos os desafios, o BPM passa a ser uma poderosa forma de manter a empresa em um ambiente competitivo, porque, por meio dele, pode- -se melhorar os atendimentos aos clientes, a qualidade dos serviços prestados, analisar negócios perdidos, otimizar os processos, visando aumentar a lucrati- vidade e reduzir custos, dentre outros. Na próxima unidade, compreenderemos como modelar esses processos e abordaremos uma notação moderna, atual e específica para a representação dos processos organizacionais. Sendo assim, continuemos nossos estudos! 95 1. Segundo os conceitos apresentados nesta unidade, defina BPM e as razões pelas quais uma organização deve utilizá-lo. 2. Vimos o conceito de BPM e BPMS. Sabendo desses conceitos apresentados, di- ferencie-os. 3. Conforme vimos nesta unidade, explique as funções do BPEL e do XML para um BPMS. O trecho do texto a seguir é um aprofundamento acerca do assunto “mensuração do processo”. A mensuração é uma das principais contribuições da BPM para uma empresa. Boa leitura! Por que mensurar o desempenho dos processos? “Porque, se você não o fizer, todo o seu esforço de análise e gestão de processos será uma perda de tempo; você não tem o controle total das coisas que realmente são im- portantes e prejudica a qualidade da tomada de decisão”. A única razão para fazermos análise, melhoria e gestão de processos é aprimorar o desempenho organizacional de maneira significativa. Nenhuma organização tem o problema chamado “nós não temos modelos de processos suficientes”. Sem mensurar, não sabemos se existe espaço para melhorias; não sabemos o que é significativo. Processos de negócios são a maneira pela qual as empresas entregam valor a seus clien- tes. Tendo apenas isso como base, o argumento para mensurar o desempenho dos pro- cessos é facilmente criado: “Estamos entregando valor aos clientes de uma maneira que os impressione e seja sustentável para nós?”. O excesso de medidas internas – monito- ramento de orçamento, conformidade com políticas, conclusão de projetos, gestão de pessoas etc. – diz pouco, ou nada, sobre entrega de valor. Desempenho de processos diz tudo. Grandes resultados podem ser alcançados a partir de uma gestão orientada por processos, mas toda organização tem o direito, na verdade, a obrigação, de solicitar que os envolvidos demonstrem continuamente que os benefícios prometidos se con- cretizaram. O processo da gestão por processos também precisa ser melhorado continuamente. Para que isso seja possível, deve haver uma avaliação regular da eficácia das mudanças realizadas. Os profissionais de processos não estão trabalhando apenas para fazer reco- mendações; o propósito deles é fazer mudanças positivas – e provar que eles fizeram isso. Uma organização governamental em fase de implementação de um novo serviço deu muita ênfase ao planejamento, criou muitos modelos de processo e participou de mui- tas reuniões com várias partes interessadas. Luzes verdes em todos os lugares, para que o serviço fosse lançado com toda a pompa devida. Dois dias depois, todos ficaram aliviados com o sucesso do lançamento; duas semanas depois começaram a surgir alguns murmurinhos de queixas; dois meses depois, a pres- tação de serviços era um impasse virtual e as queixas se intensificaram. Um mês depois disso, descobriu-se que um processo chave para realizar a entrega do serviço não estava sendo cumprido, gerando um retrabalho significativo e longos atrasos excessivos. Uma análise mais aprofundada encontrou uma maneira de reduzir esses atrasos em 95%. Após resolver o atraso, a prestação de serviços foi retomada, mas as lembranças do fiasco nunca serão apagadas das mentes dos clientes e funcionários. 97 Não precisava ser assim. Uma análise cuidadosa das expectativas de desempenho do processo antes do lançamento e a medição adequada do desempenho do processo a partir do lançamento teriam evitado o problema, ou detectado anteriormente a situa- ção, permitindo sua resolução antes que se tornasse um grande problema. (...) Fonte: TREGEAR, R. Mensurando Processos. Revista BPM em Foco, ano 1, p. 15, ed. 03. Disponível em: <http://www.bpmglobaltrends.com.br/wp-content/themes/BPM/revis- tas/BPMemFoco-edicao3.pdf>. Acesso em: 14 jul. 2015. Delivering BPM Excellence – Business Process Management in Practice Layana Fischer Editora: Future Strategies Inc. Sinopse: este livro é uma publicação sobre o case de sucesso da Unimed Porto Alegre. O trabalho garantiu o Ouro no Global Awards 2010 for Excellence in BPM & Workflow e pode ser conferido no livro Delivering BPM Excellence – Business Process Management in Practice, publicado pela Future Strategies Inc. http://www.bpmglobaltrends.com.br/wp-content/themes/BPM/revistas/BPMemFoco-edicao3.pdf http://www.bpmglobaltrends.com.br/wp-content/themes/BPM/revistas/BPMemFoco-edicao3.pdf U N ID A D E IV Professor Dr. Nelson Nunes Tenório Jr. Professor Me. José Valderlei da Silva NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Objetivos de Aprendizagem ■ Conceituar notação para modelagem. ■ Definir BPMN. ■ Descrever os principais elementos da notação BMPN. ■ Aplicar uma semântica que melhor descreva os elementos básicos da BPMN. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Negócio, Processo, Modelagem e Notação BPMN ■ Elementos da BPMN ■ Elementos Básicos da Notação BPMN ■ Mais nos Estudos dos Elementos Básicos INTRODUÇÃO Nesta unidade, a sua meta é aprender sobre a Notação para Mapeamento de Processos de Trabalho – BPMN – como uma linguagem simbólica para repre- sentação de um processo. Você compreenderá os conceitos da notação BPMN (Business Process Management Notation) e a sua importância para a modelagem e documenta- ção do processo de negócio de uma empresa. A BPMN estabelece padrões para o desenho e a análise dos processos empresariais, auxiliando na organização de seus processos. Primeiramente, serão apresentados os conceitos de negócio, processo, mode- lagem e notação. Após dominar esses conceitos, discutiremos as definições de BPMN e os elementos gráficos da notação, como eventos, gateways, atividades e tarefas. Além do mais, veremos os tipos de tarefas existentes e qual a sua fun- ção dentro de um processo de negócio. Por fim, mostraremos a utilização da BPMN por meio de um exemplo prático com os passos a serem seguidos para se passar em uma disciplina. Daremos início aos estudos identificando alguns conceitos importantes: negócio, processo, modelo e notação. Ao final desta unidade, saberemos comomodelar um processo de negócio utilizando uma notação. Chegou o momento! Vamos estudar? NEGÓCIO, PROCESSO, MODELAGEM E NOTAÇÃO BPMN Conforme já salientamos, antes de começarmos a estudar a notação BPMN, é interessante assimilar alguns conceitos importantes, como: modelo, processo, negócio e notação. Leia atentamente cada um deles e siga seus estudos. Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 101 NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E102 NEGÓCIO Entendemos como negócio aquilo que se faz para atingir a necessidade de uma pessoa. Assim, podemos pensar que, nesse momento, o seu objetivo de negócio é obter a aprovação nesta disciplina. Estendendo essa definição para as empre- sas, percebemos que elas têm o objetivo de satisfazer as necessidades do cliente, assim como você tem em obter a aprovação por meio do aprendizado. Então, isso resume-se em: Negócio é a satisfação das necessidades de um indivíduo ou de uma organização. Agora que sabemos o que significa negócio, vamos à próxima etapa para entender como atingir a satisfação da necessidade, pois, para fazê-lo, precisamos executar algumas atividades que estão relacionadas e encadeadas. PROCESSO Campos (2013, p. 2) define processo como “[...] uma sequência de atividades com um objetivo específico, isso quer dizer que, ao realizar todos os passos de um deter- minado processo, teremos um resultado”. Discutiremos um pouco mais sobre processo. Neste, podemos recorrer ao conceito de tarefa, que consiste em pessoas realizando “algo”− esse “algo” pode- ria ser a aprovação na disciplina de Processos de Negócio. Portanto, para isso, você deverá estudar, fazer as avaliações e verificar sua nota final. Figura 33: Processo de verificação de nota Fonte: o autor. Veja que os verbos utilizados estão no infinitivo – estudar, fazer, verificar – assim, podemos entender uma ação sobre um objeto. A utilização des- sa notação da ação do verbo no infinitivo, que é a forma natural do verbo, ajuda a equipe a entender melhor a especificação do processo. Conforme especificado no processo anterior, você tem três ações importantes: Negócio, Processo, Modelagem e Notação BPMN Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 103 ■ Estudar: conteúdos propostos (livros, vídeos, aulas, resumos, esquemas etc.). ■ Fazer: avaliações. ■ Verificar: nota. Com isso, podemos entender que processo corresponde às etapas necessárias para a satisfação das necessidades. A resultante da união Processo + Negócio é igual ao Processo de Negócio. Então você já deve ter entendido que, para a realização de um negócio, faz-se necessário um processo. Estamos prontos para a próxima etapa − enxergar a modelagem como uma ferramenta que irá auxiliar a entender, evoluir ou melhorar o processo de negócio. MODELAGEM Fomos buscar no dicionário Aurélio, edição eletrônica, a definição de modelo e trouxemos três que nos ajudarão a formalizar o conceito de modelagem. Modelo é a “representação de algo a ser produzido” ou a “representação, em pequena escala, de algo que se pretende produzir em grande” ou é um “protótipo de um objeto” (FERREIRA, 2004). Definimos modelagem como a criação de uma representação para simplifi- car a visualização de um processo de negócio. NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E104 Na definição, já conseguimos unir negócio + processo + modelagem, no entanto você percebeu que falta uma forma de representar o seu modelo? Então, vamos em frente para entender o que é uma notação e como ela poderá ajudar na criação do modelo. NOTAÇÃO No dicionário Aurélio, edição eletrônica, encontramos que notação é um “Sistema de representação ou designação convencional” ou “Conjunto de sinais com que se faz essa representação ou designação” (FERREIRA, 2004). Com os conceitos já assimilados, você deve perceber que uma notação é uti- lizada para modelar um processo e em nossos estudos esse processo se refere a um negócio que, normalmente, possui uma complexidade razoável. Na próxima etapa, você terá contato com a BPMN, conforme já percebido pelo título, a qual se trata de uma Notação para Modelagem de Processo de Negócio. Definimos notação como um conjunto de símbolos (linguagem) que são usados para abstrair um modelo. Veremos, então, a Notação para Modelagem de Processo de Negócio. BPMN A notação BPMN – Business Process Modeling Notation – que, em português, significa Notação para Modelagem de Processo de Negócio, tem como objeti- vos prover uma notação gráfica padronizada para a modelagem de processos de negócio ser de fácil entendimento e permitir que uma única notação possa ser compreendida por todos os envolvidos, quais sejam os analistas de negócio e programadores de uma equipe de TI. A BPMN é uma notação gráfica que des- creve a lógica de passos de um processo de negócios. Essa notação foi proposta para coordenar a sequência de processos e mensagens que fluem entre os parti- cipantes e suas diferentes atividades; ela é aberta e isso significa que poderá ser evoluída e utilizada por qualquer pessoa ou empresa, toda e qualquer organização Elementos da BPMN Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 105 pode acessar a especificação da notação para desenvolver ferramentas baseadas nela, sem custos. A OMG (Object Management Group) é responsável, desde 2006, pela manu- tenção e evolução da notação BPMN. De acordo com Campos (2013), a realização de uma pesquisa, pelo governo brasileiro, com as diversas linguagens de notação para modelagem de processos levou a recomendar a notação BPMN em proje- tos governamentais. ELEMENTOS DA BPMN Os elementos visuais utilizados na BPMN representam as etapas do processo e as decisões de negócio. Devemos salientar que o desafio no desenvolvimento da BPMN foi o de criar um mecanismo simples e compreensível para a mode- lagem de um processo de negócio, mas ao mesmo tempo deveria ser capaz de lidar com a complexidade que faz parte do processo. Sendo assim, a abordagem foi concebida para lidar com esses dois requisitos conflitantes, organizando os aspectos gráficos da notação em categorias específicas. Isso fornece um pequeno conjunto de categorias de notação, que possibilite que, ao visualizar um diagrama BPMN, possamos facilmente reconhecer os tipos básicos de elementos e entender o processo expresso no diagrama. As cinco categorias básicas de elementos são: ■ Objetos de fluxo. ■ Dados. ■ Conectores de Objetos. ■ Swimlanes. ■ Artefatos. A BPMN é mantida pela OMG (Object Management Group). A OMG é res- ponsável por uma série de padrões para desenvolvimento de software e, desde 2006, é responsável pela manutenção e evolução da notação BPMN. Você pode baixar gratuitamente os manuais de BPMN em inglês, no link dis- ponível em: <www.bpmn.org>, mantido pela OMG. Na documentação, você encontrará exemplos de modelagens básicas e avançadas. Há um guia on-line, chamado de Quick Guide, que apresenta a definição dos elementos da BPMN e exemplos de sua utilização. Não perca tempo! Vá até a página da BPMN e aprofunde os seus estudos! Fonte: o autor. NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E106 OBJETOS DE FLUXO Objetos de fluxo são elementos gráficos que definem o modelo de um processo de negócio. Basicamente, existem três tipos de objetos de fluxo: ■ Eventos. ■ Atividades. ■ Gateways.Evento: Consideramos um evento algo que acontece durante o curso de um processo. Os eventos afetam o fluxo do modelo e, geralmente, têm uma causa (gatilho) ou um impacto (resultado). Os eventos são círculos com centros abertos que disparam fluxos que funcionam como Triggers. Existem três tipos de even- tos, com base em quando eles afetam o fluxo, sendo: Início, Intermediário e Final. Atividade: Definimos atividade como um termo genérico para um traba- lho que é realizado em um processo. Uma atividade pode ser atômica ou não atômica (composto). Os tipos de atividades que fazem parte de um modelo de processo são subprocessos e tarefas. Gateways: Servem para realizar divisões ou junções de fluxo, pois uma ati- vidade pode sofrer um desvio de fluxo. Oferecem flexibilidade ao fluxo das http://www.bpmn.org Elementos da BPMN Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 107 atividades, possibilitando a tomada de um caminho diferente. DADOS Os dados são representados com os quatro elementos: ■ Objetos de dados. ■ Entradas de dados. ■ Saídas de dados. ■ Dados Armazenados. CONECTANDO OBJETOS Há quatro maneiras de conectar o fluxo de objetos uns aos outros ou a outras informações, quais sejam: ■ Fluxos de Sequência. ■ Os fluxos de mensagens. ■ Associações. ■ Associações de dados. ORGANIZADORES Temos duas maneiras de agrupar os elementos primários de modelagem por meio dos organizadores: ■ Pools. ■ Lanes. NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E108 ARTEFATOS Artefatos são usados para fornecer informações adicionais sobre o processo. Há dois artefatos padronizados, porém modeladores ou ferramentas de modelagem são livres para adicionar tantos artefatos quanto o necessário. Podem existir esfor- ços adicionais BPMN a fim de padronizar um conjunto maior de artefatos para uso geral ou para os mercados verticais. O atual conjunto de artefatos inclui: ■ Grupo. ■ Anotação de texto. ELEMENTOS BÁSICOS DA NOTAÇÃO BPMN Veremos agora os sete elementos básicos necessários para representar uma grande quantidade de negócios, de acordo com Campos (2013), os quais são os seguin- tes: Atividade, Fluxo, Gateway, Evento, Artefato, Pool e Lane. Embora pareçam poucos elementos, quando combinados, podem modelar um enorme volume de negócios. Campos (2013) faz uma analogia com o alfabeto brasileiro que, com 26 letras, podemos escrever desde uma frase a livros inteiros e também com as 7 notas musicais, visto que, por meio delas, podemos compor uma diversidade gigantesca de músicas. Assim, vamos iniciar essa fase apresentando os elementos básicos, denomina- dos de Core Elements Set, descrevendo cada um deles. Em seguida, levaremos você a pensar na aplicação dos elementos. Elementos Básicos da Notação BPMN Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 109 Perceberemos que os dois primeiros elementos básicos, presentes a seguir, são imprescindíveis para a representação de um processo de negócio. O próximo elemento faz a ligação das atividades, um encadeamento dos ele- mentos, ou seja, o fluxo. Com base nesses elementos, você já é capaz de representar um fluxo de atividade de um processo. Vale salientar que um processo é uma sequência de atividades com um objetivo específico. Todo processo necessita de entradas (insumos), fará a transformação dos insumos, que chamamos de processamento, em seguida, apresentará as saídas que são um ou mais resultados do processamento. Na Figura 34, apresentamos a base de um processo de negócio em que os elementos apre- sentados estão relacionados. Figura 34: Conceito básico de um processo de negócio Fonte: o autor. Entendendo um pouco mais sobre essa figura, podemos dizer que os insumos entram e os resultados saem, após passarem pela transformação (processa- mento). O processamento (transformação) é o que acontece com os insumos. As atividades são responsáveis pelas transformações que ocorrem ao longo do processo, lembrando que as atividades podem ser decompostas em outras ati- vidades ou subatividades. Podemos citar um exemplo: pense que exista uma sequência das ativida- des de um processo, a qual é uma sequência de passos necessários para atingir NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E110 o objetivo do processo, qual seja obter a aprovação em uma disciplina cursada. Para tanto, você teria que executar basicamente quatro passos, sendo eles: 1. Matricular-se em uma disciplina. 2. Estudar a disciplina. 3. Avaliar os resultados dos estudos. 4. Comemorar o resultado positivo na avaliação. Esse conjunto de passos necessários para passar na disciplina de estudos poderá ser representado com elementos que você já aprendeu, vamos lá? Figura 35: Sequência de atividades para “passar em uma disciplina” Fonte: os autores. Chegou o momento de avançarmos um pouco mais, vamos a mais um elemento que possibilitará a você uma alteração no caminho. Tal elemento, representado a seguir, recebe o nome de gateway ou, em português, passagem. Nem sempre as atividades serão realizadas sem uma exceção, muitas vezes temos que tomar diferentes caminhos em um processo. É exatamente nesse ponto que a utilização de gateways nos ajuda. Tomar uma decisão é a ocorrência de um desvio no fluxo da atividade. Elementos Básicos da Notação BPMN Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 111 Figura 36: Especificando um desvio de fluxo Fonte: os autores. Note que a representação de um gateway (losango) está associada a uma decisão e a partir dela podemos desviar o fluxo da atividade. O fluxo do processo mos- tra que quando você verificar o seu resultado e ele for o suficiente para passar na disciplina (fluxo “sim”), você irá comemorar. No entanto se esse resultado não for suficiente para a aprovação (fluxo “não”), você terá que fazer a sua matrícula e recomeçar todo o fluxo. Agora veremos os elementos denominados de eventos. São representados por círculos e permitem a você especificar o início ou o fim de um fluxo de pro- cessos. Podem apresentar eventos intermediários, ou seja, aqueles que ocorrem no meio do processo. Os eventos que não possuem figuras dentro do círculo são denominados de “eventos não identificados”. Os eventos são importantes porque disparam ações dentro do processo. Um exemplo de evento poderia ser “Aguardar 30 minu- tos” para seguir o fluxo, ou então “Aguardar Chegada da Mercadoria”, ou ainda “Aguardar Resposta”. NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E112 Observe agora que incluímos os elementos “eventos” no processo. É obrigatório todo processo ter pelo menos um evento de início e pelo menos um evento de final. Essa é uma informação muito importante, porque os processos sem eventos de início e final não ficam corretos, pois parte-se do princípio que os proces- sos podem ter mais atividades antes da primeira ou depois da última sem essas marcações de início e final. Já os eventos intermediários dependem da regra de negócio que está sendo modelada. Figura 37: Exemplo da utilização de eventos de início, final e intermediário Fonte: os autores. Neste momento, vale a pena ressaltar que os eventos não são atividades e são acontecimentos que podem alterar sensivelmente o fluxo das atividades durante o processo. Nesse caso, a comemoração só irá ocorrer após a saída do resultado e, ainda, se o resultado for “sim”. Perceba que o evento intermediário“trava” o fluxo até que seja divulgada a nota, após isso, é verificado se ela foi suficiente. Apesar de o modelo já parecer bem explicativo, a BPMN nos possibilita colocar mais alguns elementos que ajudarão a melhorar mais a sua leitura e entendimento. Para esse caso, um artefato “Resumo” pode ser produzido como o resultado de um estudo, que sua saída é representada pela situação de [escrito]. Na tarefa de avaliação, esse resumo será “consumido”, pois é um dos itens de entrada para se fazer uma boa prova (você deve tê-lo usado para estudar, não Elementos Básicos da Notação BPMN Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 113 é?). Um artefato produzido pela tarefa “Avaliar” é a Avaliação [respondida]. Esse objeto de dado irá para um professor corrigir. Como não modelamos a tarefa de correção do professor, o objeto em questão não será destinado a nenhuma tarefa; em alguns casos, como esse, isso pode acontecer. Caso houvesse uma tarefa “Corrigir Avaliação”, você poderia ligar o artefato como uma entrada da atividade “Corrigir Avaliação”. Apresentaremos um processo no qual incorporamos os dados gerados e consu- midos pelas tarefas explicadas anteriormente. Figura 38: Representação de objeto de dados de um processo Fonte: os autores. Para finalizar os elementos básicos, é hora de você conhecer as Pools e Lanes, que o(a) ajudarão na divisão de responsabilidades. Veja a notação a seguir e tam- bém como ela será aplicada no exemplo de estudo em que estamos trabalhando. NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E114 Com todos os elementos apresentados, podemos compreender o processo e agora vamos colocar as Pools para enriquecer ainda mais o entendimento acerca deste. As Pools representam os “Participantes” do processo. Entende-se por par- ticipantes empresas, clientes, fornecedores, parceiros, enfim, entidades externas ao negócio, mas que têm uma relação com ele. Por exemplo, um entregador ter- ceirizado para uma pizzaria pode ser um participante, ou seja, estar externo às funções da empresa. Uma Lane, por sua vez, é uma “Função de Negócio” que pode ser entendida como um setor, um cargo, um papel na empresa ou um departamento. No mesmo exemplo do entregador da pizzaria, suponhamos que a pizzaria contrate entregadores com carteira assinada. Nesse caso, a pizzaria tem um departamento de entregas, o que configura uma função de negócio por ser um departamento interno da empresa. Retornemos então no caso da disciplina que você tem que se matricular e estudar para passar. Quem são os participantes (Pools) do negócio? Apenas a universidade, porque realiza a matrícula na secretaria para cursar a disciplina e realizar a avaliação. Assim, você é um acadêmico(a) e os professores já são da universidade. Quais são as Funções de Negócio (Lanes)? A secretaria, onde é realizada a matrícula; o acadêmico e o professor da disciplina. Sabendo disso, veja como ficará o nosso modelo do processo. Mais estudos dos Elementos Básicos Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 115 Figura 39: Representação de um processo com suas Pools e Lanes Fonte: os autores. MAIS ESTUDOS DOS ELEMENTOS BÁSICOS Na BPMN, os elementos básicos melhoram a semântica do processo colocando mais significados nos elementos. Agora, nos aprofundaremos em alguns tipos de gateways. Na Figura 36, utilizamos o gateway em sua forma mais básica, contudo podem haver situações que exigem outros tipos de interpretações dos desvios de fluxos, como as junções dos fluxos − uma boa prática que indica o “fechamento” do fluxo. Esse fechamento melhora significativamente o seu entendimento. Os quadros seguintes apresentam algumas situações de “tipagem” dos gateways. NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E116 Veja agora mais alguns elementos essenciais para a melhoraria do entendimento dos fluxos de processo. Mais estudos dos Elementos Básicos Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 117 Observe a já conhecida Figura 36. A atividade “Matricular” pode ser represen- tada como um subprocesso chamado “Realizar Matrícula”, conforme apresenta a Figura 40. Dentro desse subprocesso, poderia se ter as seguintes tarefas: “Cadastrar Estudante”, “Gerar Ficha”, “Gerar RA” e “Emitir Comprovante”. A Figura 41 apre- senta o detalhamento do subprocesso “Realizar Matrícula”. NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E118 Fi gu ra 4 0: R ep re se nt aç ão d e um su bp ro ce ss o Fo nt e: o s a ut or es . Mais estudos dos Elementos Básicos Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 119 Nem sempre será necessário detalhar um subprocesso. Esse conceito é conhe- cido como “caixa preta”. Isso quer dizer que o detalhamento do subprocesso é irrelevante para o contexto de aplicação. Então, quem nos diz se devemos ou não detalhar um subprocesso? Bem, isso vai do requisito levantado com o usuário. Além disso, vai da prática de cada um no entendimento dos requisitos. Quanto mais se pratica a modelagem de processo, mais você desenvolve o “feeling” para a resolução de fluxos de processos. É como montar um quebra-cabeça! NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E120 Fi gu ra 4 1: D et al ha m en to d e um su bp ro ce ss o Fo nt e: o s a ut or es . Mais estudos dos Elementos Básicos Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 121 Nós vimos anteriormente os eventos não identificados e agora abordaremos os eventos chamados de “identificados”. Toda vez que identificamos algum evento na modelagem real podemos verificar na BPMN se existe algum símbolo de evento que possa representá-lo. Por exemplo, se um processo começa às 8 horas da manhã, podemos representá-lo por um evento de início que possui um reló- gio desenhado, chamado de “Evento de Início de Tempo”. O evento de início de tempo pode ser intermediário também, por exemplo, se o processo necessita, em um dado instante, aguardar meia hora. Logo, podemos utilizar um evento intermediário de tempo dando o nome de “Aguardar 30 minutos”. É importante observar que os eventos de tempo só podem ser representados no início e no intermédio dos processos, nunca no final, até porque não faz sentido terminar o processo “aguardando” um tempo, não é mesmo? Reflita sobre isso. Outro tipo de evento identificado é o de mensagem. Sempre que o processo inicia por meio de um recebimento de e-mail, por exemplo, ele pode ser representado por um elemento da BPMN chamado de Evento de Início de Mensagem. Como ocorre nos eventos de tempo, os eventos de mensagem também podem ter o intermediário. Isso quer dizer que no intermédio do fluxo pode ser disparada uma mensagem para uma determinada atividade. Diferentemente do evento de tempo, as mensagens possibilitam finalizar o fluxo com envio de mensagens, o que faz todo o sentido. Imaginemos uma pessoa que quer terminar um processo de inscrição de vestibular enviando um email de confirmação para todos os ins- critos. Isso poderia ser bem representado por um evento final de mensagem. NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTODE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E122 Note que os eventos de mensagem podem ser do tipo Throw ou Catch. Isso significa que todos aqueles eventos que estiverem preenchidos internamente são eventos que enviam alguma informação, neste caso, mensagem. Esse é um típico exemplo do Evento Final de Mensagem e o Evento Intermediário de Mensagem (Throwing). Logo, um fluxo de processo com um Evento Final de Mensagem ter- mina enviando uma mensagem para alguém que, consequentemente, irá recebê-la, talvez, por meio de um Evento Intermediário de Mensagem (Catch). Assim, os eventos de Catch são eventos de captura de informações e não possuem o seu símbolo interno preenchido, como podemos observar no Evento Intermediário de Mensagem (Catch). Por fim, existem eventos que possuem ambos, Throwing e Catch, e eventos que não os possuem. Para identificar isso, é necessário con- sultar o guia da BPMN 2.0 1. Com esses elementos básicos, você está preparado(a) para progredir em nossos estudos. Conforme novos elementos forem aparecendo, nós os apresentaremos a você. Na próxima unidade, modelaremos casos reais para que você possa se aprofundar nessa deliciosa área de gestão de processos. Bons estudos e siga em frente sempre! 1 Disponível em: <http://www.bpmn.org/>. Acesso em: 07 ago. 2015. Considerações Finais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 123 CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta unidade, você aprendeu na prática o que é a notação BPMN e seus princi- pais elementos. Essa notação é fundamental para a representação dos processos de negócios empresariais. Por meio da representação, é possível ir para a fase de implantação de uma gestão de processos de negócio (BPM). É importante você estar ciente dos conceitos aqui discutidos, como: tarefa, atividade, processo e subprocesso, conceitos essenciais para a modelagem de processos. É igualmente importante você fixar os elementos essenciais da BPMN, como: gateways ou passagens, fluxo, mensagens, pools ou participantes, lanes ou função de negócio e, por fim, os eventos identificados e não identificados bem como os seus respectivos tipos, sendo eles: início, intermediário e final. Se você entender a essência desses elementos e a forma de sua utilização, será só questão de tempo e prática para que avance ainda mais nas modelagens. Temos que lembrar que a modelagem BPMN não se limita a esses elementos, existem outros ainda mais avançados que você vai aprender com o tempo e com a necessidade de utilização. O segredo da modelagem é a sua prática, portanto, pratique com simples e pequenos processos, por exemplo, uma modelagem de um processo para se preparar para o trabalho. Identifique as tarefas que você executa antes de sair para o trabalho e faça uma modelagem, depois, procure outros processos em seu trabalho ou ainda em sua própria casa. Como já disse- mos antes, a vida é feita de inúmeros processos! É importante modelar processos utilizando a BPMN porque ela é um padrão internacional para modelagem de processos de negócios e amplamente aceita pela comunidade, independente de qualquer metodologia de mo- delagem de processos. A notação diminui a distância entre os processos de negócio modelados e sua implementação. Por fim, a BPMN permite modelar o processo de uma maneira unificada e padronizada independente de for- necedor de ferramenta de BPM. Fonte: o autor. NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E124 Assim sendo, seguiremos nossos estudos apresentando alguns casos práti- cos de aplicação. Você será capaz de fixar as lições aprendidas nesta unidade. Recomendamos que, se você ficou com alguma dúvida sobre os elementos bási- cos da BPMN, faça uma nova leitura desta unidade antes de prosseguir para a próxima. Então, vamos em frente! 125 1. Faça uma releitura das definições de: Negócio, Processo, Modelagem e Notação, e descreva o que é a modelagem de processo de negócio e qual a sua importân- cia para uma empresa. 2. Na notação BPMN, um de seus elementos prevê o desvio dos fluxos de processo. Escreva o nome desse elemento e como ele é classificado. Em seguida, dê um exemplo para o uso em cada uma das classificações. 3. Explique a diferença entre uma tarefa, uma atividade e um subprocesso. OS 10 PRINCÍPIOS DA BPM Existem diversos desafios para implantação da BPM, contudo a sua implantação pode falhar por uma série de fatores, dentre eles, um mal entendimento do BPM por parte dos envolvidos. Para aumentar o entendimento da BPM, Jan vom Brocke propõe um conjunto de orientações que consolidam o conhecimento acadêmico e prático. Esses princípios têm o objetivo de orientar consultores, profissionais, executivos, especialistas, pesquisadores e professores que trabalham com BPM. Vamos a eles então. O primeiro é o Princípio da Sensibilidade ao Contexto, que enfatiza o emprego de BPM e requer a consideração de uma configuração organizacional vigente. A Sensibilidade ao Contexto envolve uma preocupação com fatores que distinguem contextos de organi- zações distintas, dentro da mesma organização. O segundo é o Princípio da Continuidade, no qual o BPM deve ser entendido como uma jornada e não um simples projeto, pois ele requer um esforço contínuo de aprendizado e aplicação apropriada, que é mais do que um esforço isolado. O terceiro é o Princípio da Capacitação. Nele, as pessoas são capacitadas para que façam algo positivo com os processos da organização. O quarto é o Princípio do Holismo, em que a BPM deve considerar o panorama geral e derivar iniciativas conectadas com esse cenário. O quinto é o Princípio da Institucionalização, no qual a BPM deve ser fixada nas respon- sabilidades da organização. As iniciativas de BPM em geral começam como desenvolvi- mento de modelos, métodos, ferramentas ou outros tipos de solução e, somente depois, tenta-se vendê-las para a organização. O sexto é o Princípio do Envolvimento, neste, a BPM precisa envolver as pessoas certas para orientar iniciativas, incluindo não somente pessoas formalmente designadas para um projeto ou programa, mas também pessoas, quaisquer pessoas que sejam relevan- tes para o sucesso da gestão, mesmo não formalmente envolvidas. O sétimo princípio é o do Entendimento Comum, no qual a BPM deve criar um signifi- cado compartilhado e um entendimento comum que perpassa e une todas as partes interessadas nos processos. O oitavo Princípio é o do Propósito, quando a BPM precisa criar valor. Iniciativas de BPM não alinhados com os objetivos estratégicos da organização provavelmente vão ter pro- blemas de adesão na organização, o que geralmente causa o seu fracasso. O nono Princípio é o da Simplicidade, neste, a BPM deve equilibrar insumos e produtos para encontrar a forma mais simples e produtiva de alcançar os objetivos organizacio- nais. As iniciativas de BPM podem consumir uma quantidade enorme de recursos, então 127 o princípio da simplicidade sugere que a quantidade de recursos investidos na BPM seja monitorada para garantir que os seus projetos são econômicos. O décimo e último Princípio é o da Apropriação Tecnológica, no qual a BPM precisa fazer o uso oportuno de tecnologia em geral, particularmente da TI. As soluções de TI podem ajudar a aumentar a eficiência e a eficácia de processos de negócio. Fonte: BROCKE; JAN VOM. Dez Princípios de BPM. BPM Global Trends, ano 2. ed. 9. 2015. Disponível em: <http://issuu.com/bpmglobaltrends/docs/globaltrends_9>. Acesso em: 14.ago. 2015. MATERIAL COMPLEMENTAR Bizagi Process Modeler Marcos Rigotti Editora: Bookess Sinopse: Este livro é um manual que apresenta a solução BizAgi para gerenciamento de processos, tendo como foco principal o BizAgi Process Modeler, lançadoem 24 de dezembro de 2012. Neste manual é apresentado o software, explicando o que é e para que serve cada uma das suas funções, passo a passo e com exemplos. U N ID A D E V Professor Dr. Nelson Nunes Tenório Junior A MODELAGEM BPMN Objetivos de Aprendizagem ■ Representar negócio em modelo. ■ Aplicar a notação BPMN. ■ Especificar a modelagem de negócio simples e avançada. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Exemplos simples para introdução de conceitos-chave ■ Gerenciamento de incidentes INTRODUÇÃO Nesta unidade, você entrará em contato com a prática de processos por meio de “cases” de modelagem utilizando a notação BPMN, os quais auxiliarão no enten- dimento e fixação da BPMN. Os casos apresentados no decorrer da unidade vão desde modelos simples e de fácil compreensão até os modelos mais elaborados para que possamos compreender um pouco sobre a aplicação da notação vista na unidade anterior, em exemplos práticos. Embora alguns exemplos sejam claros e fáceis de entender, recomendamos que faça uma leitura atenta dos casos apresentados para depois ler e entender a modelagem. Uma boa prática é você encontrar os elementos textuais na mode- lagem e vice-versa. A atividade de modelar dependerá da prática, quanto mais você praticar com casos reais, mais fixará a notação e desenvolverá o raciocínio sistêmico para con- ceber um processo e, ainda, dominará a ferramenta. Então, chegou o momento de modelarmos os “cases” fazendo uso da notação BPMN. Vamos iniciar dando os primeiros passos na representação de um pro- cesso de negócio na prática. Para tanto, utilizaremos a ferramenta Bizagi Modeler. EXEMPLOS SIMPLES PARA INTRODUÇÃO DE CONCEITOS-CHAVE Daremos início aos estudos desta unidade apresentando os principais conceitos de modelagem de processos utilizando a notação BPMN. Para melhor compreen- são, sugerimos que, caso tenha alguma dúvida, volte à unidade anterior e reveja os principais elementos da notação, visto que não vamos explicar cada um dos elementos que você irá encontrar nos diagramas, mas sim mostrar como utili- zar a notação BPMN na modelagem do processo. Nos primeiros exemplos, apresentamos como utilizar o Pool e o controle de fluxos de mensagens para modelar explicitamente a colaboração entre os Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 131 A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E132 participantes do processo e, ainda, como compor um modelo de processo que em sua execução apareçam os subprocessos. Os exemplos não contêm modelos de processos executáveis , mas representam modelos de processos com foco em aspectos organizacionais do processo de negócio. Então, vamos lá! Observe com atenção o diagrama e leia o texto que explica cada um dos diagramas. CASO 1: LOJA DE DISTRIBUIÇÃO DE HARDWARE A Figura 42 mostra o processo relacionado à distribuição de eletrodoméstico de uma empresa. Conforme já esclarecemos, procure ler o modelo apresentado, em seguida, leia o texto explicativo que aparece após cada figura. Repita isso para todos os casos. O processo está presente em toda iniciativa de melhoria das organizações. Contudo, nem sempre é visto e sentido com a merecida dimensão. Ocorre que estamos habituados a pensar em gestão a partir dos departamentos ou setores. Esse pensamento nos leva a alguns inconvenientes, como: duplica- ção de esforços em tarefas executadas; incertezas sobre tempo e custo total de um processo; perda de informações na execução do processo; compro- metimento da produtividade; dentre outros. Assim, os software e serviços de Business Process Management (BPM) me- lhoram a visibilidade e o controle dos processos de negócios e ajudam as empresas a garantir que suas operações de negócios ofereçam a diferencia- ção frente ao mercado competitivo atendendo a demanda de seus clientes. Fonte: o autor. Exemplos Simples para Introdução de Conceitos-Chave Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 133 Figura 42: Processo de distribuição de eletrodomésticos Fonte: o autor. A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E134 Na Figura 42, podemos observar todas as etapas no processo de distribuição de produtos eletrodomésticos que uma empresa precisa cumprir antes das merca- dorias encomendadas serem enviadas ao cliente. Nesse exemplo, fizemos o uso de apenas um Pool e três Lanes diferentes para dividir as responsabilidades dos envolvidos no processo, isso significa que não existe comunicação direta entre as pessoas. Somente supomos que as pessoas envolvidas estão se comunicando umas com as outras de alguma forma. Se tivéssemos um mecanismo automatizado para condução do processo, esse mecanismo deveria atribuir a tarefa ao usuário e, portanto, seria o responsável pela comunicação entre as pessoas envolvidas. Se não temos tal mecanismo que controla o processo, mas desejamos modelar a comunicação entre as pessoas envolvidas explicitamente, devemos utilizar um diagrama de colaboração, o qual será visto mais adiante. Iniciamos o processo com “Mercadorias para enviar”, um simples evento que indica que a preparação para o envio do eletrodoméstico deve ser feita. Logo após a instanciação do processo, existem duas coisas que podem ser feitas em paralelo, com o elemento de controle de fluxo, gateway, indicando paralelismo. Enquanto o funcionário responsável toma a decisão acerca de saber se esta é uma posta- gem normal ou um carregamento especial (note que não são definidos critérios de como decidir isso dentro do modelo de processo apresentado), o armazenista já pode começar a embalar as mercadorias. Essa tarefa do funcionário é seguida pelo “tipo de transporte” no qual usamos um gateway exclusivo, que fica como um bom exemplo para esclarecer o uso recomendado de um gateway. O gateway não é o responsável pela decisão de que o transporte será especial ou por meio de uma remessa postal normal, já que essa decisão é feita na ativi- dade anterior e o gateway apenas redireciona de acordo com a decisão tomada. Dessa forma, o gateway funciona somente como um roteador, que é baseado no resultado da tarefa anterior e fornece caminhos alternativos. Lembramos que uma tarefa representa uma unidade de trabalho real, enquanto uma porta de entrada única é o encaminhamento do fluxo de sequ- ência. O portal, chamado de gateway, conforme já visto na unidade anterior, nesse caso, é denominado de “exclusivo”, porque apenas um dos dois caminhos poderá ser seguido. Se precisarmos de um transporte especial, o funcionário terá que escolher a transportadora que fará a entrega. Assim sendo, o responsável Exemplos Simples para Introdução de Conceitos-Chave Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 135 irá fazer a escolha de uma transportadora e atribuir a ela a responsabilidade da entrega do produto. Na sequência, será preparada toda a documentação necessá- ria para que o transporte aconteça, contudo se a encomenda que será despachada via postagem normal for frágil, o funcionário precisará verificar se é necessário fazer um seguro extra. Caso o seguro extra seja necessário, a gerência de logís- tica terá que fazer esse seguro. Em qualquer um dos casos, o funcionário deverá preencher os dados necessários para o envio. Para este cenário, o gateway “inclu- sivo”, mostrado no processo, será útil, porque com ele podemos mostrar que um caminho será tomado, enquanto que o outro caminho será tomado apenas se o seguro extra for necessário, porém, se for tomado o caminho, isso pode acon- tecerem paralelo. Devido a esse paralelismo, temos a porta de entrada − (gateway) “inclusivo” de sincronização − antes de “Preencher os dados de envio” e “Fazer um seguro extra”. Nesse cenário, o gateway “inclusivo” sempre irá esperar o “Preencher o endereço de envio” para ser concluído, porque isso sempre será feito. Se um seguro extra for necessário, o gateway “inclusivo” também irá esperar a tarefa de “Fazer um seguro extra” para ser concluído. Além disso, precisamos também do gateway paralelo, para a sincronização antes da última tarefa, porque quere- mos ter certeza de que tudo foi cumprido antes de a última tarefa ser executada. Neste primeiro exemplo, em que consideramos a distribuição de produtos eletrodomésticos por uma empresa, você teve contato com um processo no qual o despacho de uma mercadoria foi feito em sua totalidade. Salientamos aqui o uso do gateway como um elemento visual que nos permite modelar o controle de fluxo. CASO 2: PEDIDO DE LANCHE - COLABORATIVA O exemplo apresentado na Figura 43 se refere a uma interação colaborativa Business-to-Business (B2B). Neste modelo de processo apresentado, pretende- mos abordar a maneira de modelar explicitamente a interação entre um cliente que está com fome e deseja comer um lanche e o vendedor de lanche. Dessa vez, cada um dos participantes do processo foi colocado em um Pool. É importante A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E136 ressaltar que não existe uma semântica padrão nesse tipo de modelagem, o que significa que é possível modelar diagramas de colaboração para mostrar a intera- ção entre parceiros de negócios, mas também aumentar a visualização dentro de uma mesma empresa, modelando a interação entre os diferentes departamentos, equipes, ou pessoas que trabalham sozinhas, ou, então, até mesmo de sistemas de software utilizando os diagramas de colaboração. Cabe à pessoa responsável pela modelagem ou pelo padrão adotado pela empresa a decisão de como fazer a modelagem colaborativa, se ela utiliza um diagrama de colaboração com dife- rentes Pool ou, então, se deve manter apenas um Pool com vários Lanes, como o mostrado no exemplo anterior. Exemplos Simples para Introdução de Conceitos-Chave Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 137 Figura 43: Pedido de Lanche (Fornecedor e Cliente) Fonte: o autor. A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E138 Vamos iniciar uma descrição do nosso diagrama, começando pelo topo. O cliente que deseja vai pedir um lanche, pois notou que seu estômago está “roncando de fome”. O cliente escolhe um dos lanches e, em seguida, faz o pedido para o fornecedor (Lanchonete). Após o pedido feito, o cliente aguarda o lanche ser entregue no endereço indicado. O gateway − baseado em eventos após a tarefa “pedir um lanche” − indica que o cliente deverá esperar pelo acontecimento de dois eventos diferentes que podem acontecer: ou o lanche é entregue conforme indicado com o evento men- sagem, ou não haverá a entrega em 60 minutos, isso quer dizer que o cliente, após esperar por uma hora, irá chamar a pizzaria novamente para verificar o atraso. Imaginemos que foi prometido, durante a ligação, que o lanche seria entre- gue rapidamente, então o cliente irá aguardar novamente a entrega do lanche; após passar 60 minutos, novamente, ele irá ligar verificando o atraso e assim por diante. Vamos analisar o processo de fornecedor agora. O início do processo é provocado pelo pedido feito pelo cliente, como mostrado pelo evento inicial da mensagem, e o fluxo de mensagens vindo de “pedir um lanche”; tal aconteci- mento desencadeia o processo na lanchonete. Depois do preparo do lanche, o entregador irá levá-lo até o cliente e receber o pagamento, isso implica que, após a entrega e o recebimento, o entregador deverá dar um recibo para o cliente refe- rente ao lanche adquirido. Nesse exemplo, usamos objetos da mensagem não só para aqueles informacio- nais, como o pedido do lanche, mas também para objetos físicos, como o lanche ou então o dinheiro. Podemos fazer isso, porque esses objetos físicos realmente atuam como objetos informacionais inerentemente ao processo. Quando o lan- che chega à porta do cliente, ele irá reconhecer a chegada do lanche, portanto, saber que o alimento chegou, que é exatamente o objetivo do evento mensagem esperada no Pool do cliente. Devemos nos lembrar de que só podemos usar o modelo dessa forma porque esse exemplo não é feito para ser executado por um mecanismo de processo. Exemplos Simples para Introdução de Conceitos-Chave Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 139 CASO 3: ATENDIMENTO DE PEDIDO DE UM ITEM Fi gu ra 4 4: A te nd im en to d e pe di do d e um it em Fo nt e: o au to r. A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E140 O processo de atendimento de pedidos, mostrado na Figura 44, tem seu início após o recebimento de uma mensagem com um pedido de um determi- nado item pelo cliente e, em seguida, é feita a verificação a respeito de saber se o item solicitado está disponível ou não no estoque. Se o item estiver disponível, será enviado para o cliente, seguido de um pagamento (liquidação financeira), que é mostrado como um subprocesso no diagrama. No caso em que um item não esteja disponível, fizemos uma ligação para o subprocesso de adquirir item. Apresentamos, nesse caso, o subprocesso “adquirir”, o qual é chamado para a aqui- sição do item solicitado pelo cliente que, por consequência, pode retornar, que o item pode atrasar ou então que o pedido não poderá ser atendido em tempo hábil. Uma característica desse subprocesso “adquirir” corresponde aos dois even- tos anexados. Ao utilizar eventos anexados, é possível tratar eventos que podem ocorrer espontaneamente durante a execução de uma tarefa ou subprocesso. Assim, quando temos um evento anexado, ele pode decidir entre interromper e não interromper o evento anexo. Os eventos anexados podem manipular a sequ- ência de eventos que irão ocorrer, mas o somente do tipo não interruptivo (aqui é o evento de escalonamento “atraso na entrega”) não faz abortar a atividade que está conectada. Quando o tipo de evento é interruptivo, provoca a interrupção e, assim, a execução da atividade corrente para imediatamente. CASO 4: MANUTENÇÃO DE ESTOQUE DE UM ITEM Figura 45: Manutenção de estoque mínimo Fonte: o autor. Exemplos Simples para Introdução de Conceitos-Chave Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 141 O processo para a manutenção de estoque, apresentado na Figura 45, é dispa- rado por evento de início condicional. Isso significa que o processo é instanciado quando a condição é verdadeira. Nesse exemplo, quando o nível de estoque está abaixo de um determinado valor, considerado valor mínimo de estoque acei- tável, ocorre a execução do processo. Com o objetivo de aumentar o nível de estoque, o item que está em falta deverá ser adquirido. Assim, nesse processo, utilizamos o mesmo conceito de subprocesso de aquisição, como no atendi- mento de pedidos, chamado de “Adquirir Item” e indicado por um sinal de “+”, no centro inferior da figura. Tal processo, semelhante ao processo de atendimento de pedidos, lida com a exceção de erro ao remover o item do catálogo. Nesse processo de manuten- ção de estoque, parece não haver nenhuma necessidade para o tratamento da questão relacionada ao “atraso na entrega”, e, por essa razão, esses processos são deixados de fora e não são tratados na forma do modeloapresentado. Se o subprocesso de aquisição terminar normalmente, o nível de estoque estará acima do mínimo e o processo de manutenção de estoque terminará com o final do evento “item adquirido”. CASO 5: SUBPROCESSO ADQUIRIR ITENS PARA MANUTENÇÃO DE ESTOQUE MÍNIMO A Figura 46 mostra com detalhes a atividade de adquirir, que é subprocesso do processo de manutenção de estoque, apresentado na Figura 45. Esse subprocesso foi usado para manter o estoque em níveis desejáveis. Como esse é um subpro- cesso de um processo global, o evento terá um início normal, o que indica que esse subprocesso não é desencadeado por qualquer evento externo, mas a refe- rência é de cima para baixo. A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E142 Fi gu ra 4 6: S ub pr oc es so A dq ui rir It em Fo nt e: o au to r. Exemplos Simples para Introdução de Conceitos-Chave Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 143 A primeira etapa, nesse subprocesso, é de verificar se os itens que serão adqui- ridos estão disponíveis junto ao fornecedor. Caso não, o subprocesso irá lançar uma exceção “não entrega”, que será enviada para o atendimento de pedidos e manutenção de estoques, como já discutido. No caso em que a entrega para o processo de aquisição durar mais de dois dias, um evento de escalonamento é acionado pelo subprocesso, apresentando a referência, ou seja, o processo global que a entrega irá atrasar. Similar ao caso de erro, o evento de escalonamento tem também um código de escalonamento neces- sário para fazer a ligação entre lançar e capturar os eventos de escalonamento. Ao contrário do evento de lançamento de um erro, os tópicos ativos no momento não são nem terminados, nem afetados pelo lançamento do evento de escalonamento intermediário. Além disso, o processo de aquisição continua sua execução pela espera da entrega. No entanto o evento lançado será tratado pela atividade pai mais próxima com um evento de escalonamento intermediário em anexo, que tem o código de escalonamento igual ao evento de escalona- mento lançado. No processo de cumprimento do pedido, o “atraso na entrega”, evento escalonado e anexado ao subprocesso de aquisição, lança o evento cap- turado “atraso na entrega”. Agora, o evento é um evento não interruptivo. Com este, o caminho é seguido para a manipulação de escalonamento e desencadeia uma nova tarefa que é informar o cliente de que os itens encomendados serão enviados mais tarde. Quando o subprocesso de compras termina, o processo de atendimento de pedidos continua com o envio do item e da liquidação financeira. O modelo do processo é uma forma simplificada para representar o que se pretende implantar em termos de processos empresariais. Ele apresenta os atores e evidencia as suas diferentes visões, isso porque geralmente cada ator só conhece a sua parte do processo. Fonte: o autor. A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E144 GERENCIAMENTO DE INCIDENTES Nesta próxima etapa de seus estudos, queremos mostrar as diferentes perspecti- vas que você pode tomar no mesmo processo de negócio, utilizando BPMN. Na primeira etapa, vamos mostrar um diagrama bastante simples, fácil de ler, que mostra um processo de incidente a partir de um nível alto de visão. Em seguida, apresentaremos outros casos que fornecerão uma visão ainda mais sólida da aplicação da notação BPMN. O principal objetivo desta, nessa fase de estudo, é demonstrar como você pode usar o BPMN para criar diagramas simples e com uma boa abstração, mas que também possua uma visão detalhada sobre cola- boração de pessoa e, finalmente, para as especificações técnicas para a execução do processo. Convidamos você, novamente, a manter o foco no processo pro- posto como casos e na leitura explicativa que segue. Gerenciamento de Incidentes Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 145 CASO 6: PEDIDO DE SUPORTE DE INFRAESTRUTURA DE REDES – NÍVEL ALTO DE ABSTRAÇÃO Figura 47: Pedido de ajuda ao suporte de redes A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E146 Fonte: o autor. A Figura 47 mostra o processo de gerenciamento de um pedido de suporte para uma empresa que presta serviço de infraestrutura quando um cliente aciona o suporte solicitando a ajuda do gerente de atendimento, em razão de algum pro- blema em sua infraestrutura mantida e gerenciada pela empresa. Primeiramente, o gerente de atendimento deverá tentar tratar a solicitação de suporte localmente, caso seja possível esse tratamento, prover uma solução e explicar a solução do problema para o cliente. No entanto se não for possível a resolução do problema pelo gerente de atendimento, ele irá passar o assunto a um agente de apoio de nível 1, que, caso não consiga resolver o problema, irá entregar ao suporte de nível 2. Já o agente de suporte nível 2 poderá resolver o problema do cliente por conta própria, mas caso o agente não tenha certeza sobre a solução apresentada como ideal para resolução do problema, poderá pedir aos analistas de suporte uma opinião. Em qualquer um dos casos, no final, o gerente de atendimento irá explicar a solução para o cliente a solução recomendada pela empresa. O esquema mostrado na Figura 47 é muito simples e de certa forma leva a um “caminho feliz”, porque partimos do princípio de que vamos sempre encon- trar uma solução que poderá ser explicada ao cliente pelo gerente de atendimento. Esse modelo não possui todos os detalhes da colaboração entre os funcionários envolvidos, e as tarefas abstratas indicam que não temos qualquer informação a respeito de o processo ou partes serem automatizadas ou até mesmo como as tare- fas são executadas. Esse tipo de diagrama será útil quando você quiser entender o âmbito do processo, obtendo uma compreensão básica do fluxo de atividades, e entendendo os principais passos no processo, mas não é útil quando você qui- ser se aprofundar nos detalhes para uma discussão de melhorias para o processo. Gerenciamento de Incidentes Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 147 CASO 7: PEDIDO DE SUPORTE DE INFRAESTRUTURA DE REDES – DETALHAMENTO DA COLABORAÇÃO Figura 48: Pedido de suporte de infraestrutura de redes – detalhamento Fonte: o autor. A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E148 Na Figura 48 podemos visualizar a troca de informações que existe entre o gerente de atendimento, os dois níveis agentes de suporte e também a equipe de analis- tas de suporte e implementação, passando de um modelo de único Pool (Figura 47) para um diagrama de colaboração, contendo mais de um Pool, como mos- trado na Figura 48. Agora podemos visualizar, com um pouco mais de detalhes, os processos particulares que cada participante cumpre. Veja, por exemplo: o diálogo entre o gerente de contas e o cliente, com a finalidade de entender melhor o problema detectado por ele em sua infraestrutura de rede, ou então o fato de que o agente de suporte nível 2 irá inserir um pedido de ajuste no suporte da equipe de ana- listas e implantação, buscando uma solução para um problema mais complexo que exija mudanças drásticas na infraestrutura do cliente. Também foi especifi- cado, nesse diagrama, que cada tarefa será manual, o que significa que podemos supor que os processos são completamente direcionados por pessoas sem a auto- matização do processo ou de tarefas. Já o próximo passo poderia ser o de definir se queremos dirigir a colaboração completapor um mecanismo automático no processo ou apenas em partes dele. Gerenciamento de Incidentes Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 149 CASO 8: SOLICITAÇÃO DE CRÉDITO Figura 49: Solicitação de empréstimo em uma agência de crédito Fonte: o autor. A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E150 Na Figura 49, modelamos um processo que, embora simples, exige o uso de Lanes ou então poderia ser feito de forma colaborativa. Optamos por fazer utilizando Lane e em razão de uma solicitação de crédito acontecer dentro da instituição de crédito e ter poucas interações entre as partes interessadas. O modelo tem início com um cliente fazendo uma solicitação de crédito e esse pedido gera um documento de solicitação (proposta) que, entregue ao gerente de crédito para a sua análise, leva o cliente a aguardar a análise e ao recebê-la das mãos do gerente de crédito, esta poderá conter duas respostas, uma aprovada e a outra não aprovada. Caso a proposta tenha sido aprovada, o cliente receberá um contrato para assinar e assim que o fizer, deixará a agência; caso a resposta tenha sido negativa, ele somente deixará a agência. Quando a solicitação de empréstimo chega ao gerente de crédito, ele irá fazer a análise dentro de seu limite para empréstimo, bem como da capacidade de pagamento do cliente; se a capacidade de pagamento do cliente for boa e o limite estiver dentro de sua alçada, o empréstimo será aprovado, um contrato será gerado e o gerente irá informar o cliente da aprovação do crédito. Caso o gerente de crédito não possa aprovar, ele passará a proposta para o gerente geral que irá avaliar a solicitação do empréstimo e dar uma resposta ao gerente de crédito, terminando, assim, a sua participação no processo que terá que gerar o contrato, caso seja aprovada, e informar o cliente de sua aprovação. Se a proposta não tiver sido aprovada, o gerente também irá informar o cliente. Gerenciamento de Incidentes Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 151 CASO 9: AQUISIÇÃO DE PASSAGEM DE ÔNIBUS PARA VIAGEM Fi gu ra 5 0: C om pr a de p as sa ge m p ar a vi ag em Fo nt e: o au to r. A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E152 O modelo apresentado na Figura 50, para o processo da compra de uma passa- gem, já deverá ser familiar para você, pois nele apenas modelamos o processo da forma como aprendemos até agora. Vamos à sua descrição. O processo todo se baseia em relações humanas, conforme podemos notar nas atividades enca- deadas. Ele tem início com o cliente que faz a solicitação de uma passagem ao atendente da agência, em seguida, escolhe sua poltrona, aguarda a emissão do bilhete e embarca no ônibus para a viagem, finalizando, assim, o processo. Quando o atendente recebe a solicitação de compra de uma passagem de um determinado cliente, ele verifica se tem ônibus para o destino desejado, em seguida, quais os horários disponíveis. Se o horário não for o pretendido, ele verifica outros horá- rios e, quando ambos concordam com o horário, ele solicita que o cliente escolha sua poltrona para que o atendente emita o bilhete de passagem que aqui repre- sentamos por um artefato. Gerenciamento de Incidentes Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 153 CASO 10: EFETUAR ROTINA DE BACKUP Fi gu ra 5 1: P ro ce ss o de ro tin a de b ac ku p Fo nt e: o au to r. A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E154 Para o diagrama apresentado na Figura 51, mostramos um processo automa- tizado de backup que tem início à 00h, todos os dias. No entanto, ao iniciar o processo de backup, é verificado se o servidor de backup apresenta algum pro- blema, nesse caso, a verificação poderá retornar que tudo está funcionando. Dessa forma, a rotina que efetua o backup é iniciada e durante cada atividade é realizado o monitoramento para a verificação da ocorrência de algum problema. Caso não seja detectada nenhuma irregularidade ao término da rotina, os pro- gramas serão encerrados e o processo terá o seu fim. No entanto, no início do processo, a verificação do servidor pode retornar que existe algum problema e isso desencadeia uma solicitação de suporte humano para que o problema seja resolvido e o backup seja feito manualmente. Essa solicitação é feita via mensa- gem com um pedido de colaboração. As verificações que são feitas durante a tarefa “efetuar backup” também podem encontrar algum problema e isso também irá acionar o suporte para a resolução do problema. Quando o suporte é acionado, este executa o backup e termina um subprocesso. Note que, para este modelo, fizemos uma abstração do processo “realizar backup manual” para que ele fosse detalhado a seguir, apre- sentando a você um segundo exemplo de subprocesso. CASO 11: SUBPROCESSO – REALIZAR BACKUP MANUAL Figura 52: Realização de Backup Manual Fonte: o autor. Na Figura 52, apresentamos um diagrama simples no qual podemos destacar as atividades que fazem parte do subprocesso “efetuar backup manualmente” e, quando esse diagrama tem início, percebemos que ele é feito com a intervenção Gerenciamento de Incidentes Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 155 humana para verificar o problema, em seguida, procurar uma solução para sanar o problema, executando posteriormente a execução das rotinas também de forma manual, finalizando, assim, o processo de backup. Vale ressaltar que, ao término do processo manual, não existe uma comunicação com o processo anterior que o backup foi feito. CASO 12: REALIZAÇÃO DE EVENTO GENÉRICO Figura 53: Realização de Evento Fonte: o autor. A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E156 Para finalizar nossos estudos nesta unidade, vamos apresentar a você um modelo de realização de evento, no qual temos os organizadores e os participantes do evento. A Figura 53 mostra o processo, o qual tem início com a atividade “orga- nizar o evento” em que um gateway de paralelismo é adicionado para divulgar, receber inscrições, arrumar local e acertar os palestrantes do evento, assim sendo, quando a divulgação acontecer, ela também se dará de maneira independente por meio de redes sociais e de convites, e isso chegará ao participante do evento. Note que tanto a divulgação quanto o recebimento de inscrições estão condicio- nados a um período de vigência, sendo assim, eles cessarão quando esse limite de tempo terminar. A realização do evento se dará na data estipulada e de acordo com o término das atividades que foram iniciadas. Quanto ao participante, ele receberá um convite pela rede social ou de outra forma não especificada e avaliará seu interesse em participar do evento. Caso o participante julgue que a sua participação seja importante, fará sua inscrição e, se estiver no prazo e for realizada com sucesso, ele participará do evento, encer- rando assim o processo. Nesta unidade, mostramos a você alguns casos práticos de modelagem de pro- cessos. Começamos com casos mais simples e fomos aumentando o nível de dificuldade, inserindo elementos mais avançados de modelagem. Com o conteúdo visto nesta unidade, você tem plenas condições de mode- lar processos com o BPMN, independente de uma ferramenta. Existem diversas A modelagem é apenas um dos passos da BPM. A BPM envolve muito mais que apenas modelar. Antes da modelagemé necessário o levantamento do requisito do processo, onde se discute tudo sobre o processo. Um bom le- vantamento reflete em uma boa modelagem. O ideal é a participação dos interessados no processo em todas as suas fases, principalmente no levan- tamento de requisitos do processo. Considerações Finais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 157 ferramentas que você pode utilizar para realizar a modelagem. Além disso, téc- nicas de engenharia de software também podem ser utilizadas para realizar o levantamento dos requisitos para os processos a serem modelados. Por fim, você pode se aprofundar buscando na internet e fazendo o download de uma ferramenta BPMS para modelar e colocar os seus processos em execu- ção, isso lhe possibilita coletar métricas do processo e analisar a sua otimização. CONSIDERAÇÕES FINAIS Apresentamos, nesta unidade, diversos casos para que você enxergasse de maneira diferente as formas de aplicação da notação BPMN. Esses casos tinham o objetivo de ajudá-lo(a) a entender formas diversas para modelar utilizando essa notação. Esperamos que, com os casos apresentados, você tenha amplificado a sua visão sobre a modelagem dos processos empresariais e conhecido uma ferramenta importante para esse contato inicial com a gestão de processos. É um equívoco comum pensar que a gestão de processos (BPM) se resume somente à fase de modelagem. A modelagem é apenas uma parte de represen- tação dos processos para que sejam devidamente implementados na empresa. Depois da modelagem, vem a fase de implementação do processo e implanta- ção. Por fim, a fase de análise permite que os processos sejam melhorados, nessa fase é realizada a otimização dos processos. A TI é um elemento essencial para a BPM. Ela é a interface entre o processo modelado, até então abstrato, e a sua automação. A TI concretiza o processo, que passa a ser executado por meio de um BPMS, por isso ela é tão importante. Existem diversas ferramentas para facilitar o uso da BPM: uma ferramenta de modelagem serve para formalizar o processo; um BPMS provê a execução do processo; um BAM monitora o processo em execução e permite que sejam rea- lizadas as melhorias do processo. Para finalizar, prezado(a) estudante, aconselhamos você a realizar um apren- dizado contínuo sobre a BPMN e a modelagem de processos de negócio. Reveja A MODELAGEM BPMN Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E158 os casos e aprofunde os seus estudos. Com os casos vistos nesta unidade, você poderá atuar de forma eficiente em uma empresa, com o intuito de diagnosticar e melhorar os seus processos. Além disso, você poderá sugerir a implantação de novos processos, já que torna mais simples a sua modelagem e a sua represen- tação para os interessados no processo. 159 Para as modelagens solicitadas posteriormente, sugerimos que baixe a ferramenta Bizagi 1. 1. Analise o processo de negócio a seguir e descreva o seu requisito. 2. Analise o requisito seguinte. Processo: Confecção de Roupas Código: REQPN-0001 Data: 17 abr. 2015 Versão: 1.0 Proprietário: João Neto Setor Responsável: TI Descrição Uma indústria recebe o pedido de seus clientes por e-mail. O setor de produção agenda a quantidade de peças que serão confeccionadas. Após o agendamento, um funcionário da costura opera as máquinas de corte e, em seguida, envia as peças para serem costuradas no próprio setor. Após costuradas, as peças são en- viadas para o setor de acabamento. Se houver algum problema no acabamento da peça, ela retorna para a costura e o setor de produção é informado por e-mail. Esse ciclo se repete até que as peças com problemas estejam dentro do padrão de qualidade. Ao final, um e-mail é enviado ao cliente, avisando que as peças estão prontas e a caminho. 1 Disponível em: <http://www.bizagi.com>. Acesso em: 07 ago. 2015. Com base nesse requisito, responda as seguintes questões: a. Qual é o evento que inicia o processo? b. Quando o processo termina? c. Quem são os participantes? d. Quais são as funções de negócios envolvidas? e. Quais são as principais atividades e tarefas? f. Quais são as restrições? 3. Com base no requisito do exercício 2, faça a modelagem do processo utilizando a notação BPMN. Gestão de Processos de Negócio Roberto de Assis Nogueira e Milena Santos Prúcoli Editora: CYMO Sinopse: Este livro é um manual prático que discute o posicionamento da empresa no mercado por meio do alinhamento dos processos da empresa à sua estratégia. Discute também que uma reestruturação de processos bem feita pode melhorar a qualidade de produtos e serviços, aumentando, inclusive, a produtividade e reduzindo custos. 161 Uma ferramenta completa de BPM é conhecida como BPMS, Business Processs Mana- gement Suite. O BPMS é utilizado para automatizar os processos de negócio modelado no BizAgi Modeler, uma das ferramentas de diagramação de processos em BPMN mais conhecidas do mercado. O Bizagi Studio pode executar um processo de negócio mo- delado. Isso porque o analista de negócios com a ajuda da TI, programam os processos dentro da suite de BPM. São geradas telas, bases de dados, regras, acessos e outros para que o processo possa ser executado. O BPMS permite que o usuário tenha acesso a dados do processo e possa, então, analisar esses dados para tomar decisões de melhorias. O Bizagi Studio é composto dos seguintes módulos: Model Process: realiza a importação de diagramas criados no Bizagi Process Modeler e cria processos novos, bem como efetua manutenção nos processos existentes. Model Data: é o responsável pela estruturação do modelo de dados do processo. Define Forms: é a interface de criação de formulário (telas) para interação homem-com- putador. Business Rules: define as regras de negócio dos processos. Performers: realiza a distribuição de recursos do processo, ou seja, quem tem as devidas permissões de execução de determinadas fases do processo. Integrate: realiza a integração do processo com aplicações externas existentes. Execute: realiza a execução do processo em tempo de desenvolvimento. CONCLUSÃO 163 Caro(a) aluno(a), neste livro, vimos os principais pontos da nossa disciplina de Pro- cessos de Negócio. Por intermédio dele, você obteve conhecimento sobre os siste- mas de informação empresariais e sua importância para que uma empresa se man- tenha competitiva no mercado. Foi apresentada também a Governança de TI, que sugere processos para o controle dos ativos e serviços da TI de uma empresa. Percebemos que, por meio da gover- nança, é possível uma gestão profissional da TI que melhora substancialmente a competitividade da empresa no mercado. Na sequência, você foi apresentado ao BPM, quando efetivamente aprendeu os conceitos de Processos de Negócio, os benefícios e os impactos da sua utilização nas empresas. Seguimos pelas tecnologias do BPM, mostramos, em seguida, a nota- ção BPMN, a qual é essencial para a modelagem dos processos empresariais, com o intuito de entendê-los e melhorá-los continuamente. Por fim, apresentamos alguns casos de modelagem com um passo a passo de como modelar alguns tipos de pro- cessos com uma discussão clara, prática e objetiva. Esses conteúdos foram importantes para o seu entendimento dos Processos de Ne- gócio. Um analista de processos hoje é essencial para que a empresa se mantenha no mercado, que se faz cada vez mais competitivo. Tenha em mente que ainda existem muitos detalhes para se aprender, a fim de que você se torne um exímio analista de processos, uma profissão em ascendência e totalmente ligada a TI. Esperamos ter despertado o seu interesse por essa área to- talmente promissora nos dias de hoje. Desejamos a você todo o sucesso em sua carreira, seja em qual área desejar seguir! CONCLUSÃO REFERÊNCIAS 165 AZEVEDO, F. et al. Tecnologia da Informaçãona Gestão do Conhecimento. In: DAHER, R. et al. Pensando o Conhecimento - Uma Abordagem Teórica à Gestão do Conhecimento. Maringá: Editora Vivens, 2015. p. 93-109. BALDAM, R. de L. Gerenciamento de Processos de Negócio: BPM – Business Pro- cess Management. 2. ed. São Paulo: Érica, 2009. 240p. BIZAGI. Disponível em: <http://www.bizagi.com/>. Acesso em: 17 ago. 2015. BROCKE; JAN VOM. Dez Princípios de BPM. BPM Global Trends, ano 2. ed. 9. 2015. Disponível em: <http://issuu.com/bpmglobaltrends/docs/globaltrends_9 >. Acesso em: 14 jul. 2015. CAMPOS, A. L. N. A modelagem de processos com BPMN. Rio de Janeiro: Brasport, 2013. CAMPOS PAIVA, J. Mapeamento de Processos: Uma Estratégia Vencedora. São Paulo, 2008. CAPOTE, G. BPM Para Todos: Uma Visão Geral Abrangente, Objetiva e Esclarecedora sobre Gerenciamento de Processos de Negócio. Rio de Janeiro: Bookess, 2012. CAVALCANTI, A. S. Governança de TI. TCU, Tribunal de Contas da União, jun. 2007. Disponível em: <http://portal.tcu.gov.br/comunidades/governanca-de-ti/enten- dendo-a-governanca-de-ti/>. Acesso em: 13 ago. 2015. FERNANDES, A. A.; ABREU, V. F. de. Implantando a Governança de TI: da estratégia à gestão dos processos e serviços. 2. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2008. FERREIRA, A. B. de H. Miniaurélio eletrônico versão 5.13. Curitiba- PR: Editora Po- sitivo Ltda., 2004. ISACA. Guia de Referência COBIT 4.1. IT Governance Institute™, 2007. IBM - Brasil. Disponível em: <http://www.ibm.com/br/pt/>. Acesso em: 17 ago. 2015. ITIL. The Official Introduction to the ITIL Service Lifecycle. TSO, 2007. LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. São Paulo: Pear- son Prentice Hall, 2010. MATTHEWS, D. Futuro do ERP será definido por cinco tendências de tecnologia. 04 ago. 2014. Disponível em: <http://computerworld.com.br/gestao/2014/08/04/ futuro-do-erp-sera-definido-por-cinco-tendencias-de-tecnologia>. Acesso em: 31 jul. 2015. NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Gestão do Conhecimento. Porto Alegre: Bookman, 2008. PAVANI JÚNIOR, O.; SCUCUGLIA, R. Mapeamento e gestão por processos – BPM. Gestão Orientada à entrega por meio de objetos. Metodologia GAUSS. São Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda., 2011. REFERÊNCIAS http://www.bizagi.com/ http://portal.tcu.gov.br/comunidades/governanca-de-ti/entendendo-a-governanca-de-ti/ http://portal.tcu.gov.br/comunidades/governanca-de-ti/entendendo-a-governanca-de-ti/ http://www.ibm.com/br/pt/ http://computerworld.com.br/gestao/2014/08/04/futuro-do-erp-sera-definido-por-cinco-tendencias-de-tecnologia http://computerworld.com.br/gestao/2014/08/04/futuro-do-erp-sera-definido-por-cinco-tendencias-de-tecnologia REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. de. Tecnologia da informação: aplicada a sistemas de informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas de informação nas empresas. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2011. SHAPIRO, R.; KHOSHAFIAN, S. iBPMS - Intelligent BPM Systems. Canada: Future Strategies Inc., 2013. TCU - Tribunal de Contas da União. Disponível em: <http://portal.tcu.gov.br/co- munidades/governanca-de-ti/entendendo-a-governanca-de-ti/>. Acesso em: 14 jul. 2015. TESSARI, R. Gestão de Processos de Negócio: Um Estudo de Caso da BPMN em uma Empresa do Setor Moveleiro. 2008. Dissertação (Mestrado apresentada ao Pro- grama de Pós-Graduação em Administração) – PPGA da Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, 2008. TREGEAR, R. Mensurando Processos. Revista BPM em Foco, ano 1, p. 15, ed. 03. Disponível em: <http://www.bpmglobaltrends.com.br/wp-content/themes/BPM/ revistas/BPMemFoco-edicao3.pdf>. Acesso em: 14 jul. 2015. VALENTIM, A Gestão do conhecimento determina sobrevivência, diz indiano. Re- vista EXAME.com, VOCÊ RH. São Paulo, 26 jun. 2014. Disponível em: <http://exame. abril.com.br/revista-voce-rh/edicoes/32/noticias/sabedoria-indiana>. Acesso em: 14 jul. 2015. WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Supercomputador. Disponível em: <http://pt.wiki- pedia.org/wiki/Supercomputador>. Acesso em: 03 ago. 2015. REFERÊNCIAS http://portal.tcu.gov.br/comunidades/governanca-de-ti/entendendo-a-governanca-de-ti/ http://portal.tcu.gov.br/comunidades/governanca-de-ti/entendendo-a-governanca-de-ti/ http://www.bpmglobaltrends.com.br/wp-content/themes/BPM/revistas/BPMemFoco-edicao3.pdf http://www.bpmglobaltrends.com.br/wp-content/themes/BPM/revistas/BPMemFoco-edicao3.pdf http://exame.abril.com.br/revista-voce-rh/edicoes/32/noticias/sabedoria-indiana http://exame.abril.com.br/revista-voce-rh/edicoes/32/noticias/sabedoria-indiana http://pt.wikipedia.org/wiki/Supercomputador http://pt.wikipedia.org/wiki/Supercomputador 167 GABARITO UNIDADE I 1) Para cumprir os prazos dos clientes, a DistComp deve ter um CRM (Custom Rela- tionship Management). Para manter estoques baixos, a empresa deve possuir um SCM (Supply Chain Management). Para o controle de departamentos financeiros, vendas, logística e diretorias, será necessário um ERP (Enterprise Resource Planning). 2) a) o ERP é uma ferramenta com foco na automação e integração dos diferentes níveis e processos empresariais. Esse tipo de solução estrutura as informações de uma organização por meio de diferentes sistemas que atendem todos os níveis em- presariais. Tais sistemas são os SPTS, utilizados para o processamento de transação, SIG e SAD, utilizados para o apoio à decisão em nível de gerência média e, por fim, os SAES, para apoiar o executivo nas decisões estratégicas da empresa. Assim, por meio do ERP, a Plus+ poderá programar e acompanhar com mais preci- são o recebimento de peças de seus fornecedores, as quais são necessárias para a montagem dos equipamentos. Igualmente, terá um controle mais efetivo de seus níveis de estoque, mantendo o mínimo possível de peças paradas, isso porque o módulo SCM do ERP possibilita esse controle à empresa. Por meio do módulo de PRM (Partner Relationship Management), será possível controlar o relacionamen- to com o parceiro, que, neste caso, é a DistComp, assim, a Plus+ saberá em quais pontos deverá melhorar a relação com o parceiro e quais pontos estão sendo aten- didos dentro dos níveis de exigência aceitáveis, conforme o contrato estabelecido. O ERP poderá ajudar a Plus+ para uma tomada de decisão mais rápida e precisa e, consequentemente, melhorar os seus processos organizacionais, possibilitando, assim, aumentar a carteira de clientes e organizar as relações entre fornecedores e parceiros. b) Para fazer com que o ERP funcione adequadamente, dentro da Plus+, serão ne- cessários equipamentos, como: servidores de banco de dados, servidores de aplica- ções, hubs, switches inteligentes, roteadores para acesso à internet, servidores de internet e segurança. 3) Os ERPS deverão estar preparados para receber e analisar dados advindos de roupas e acessórios digitais que estarão disponíveis na internet. Esses dispositivos gerarão um volume enorme de dados sobre diferentes contextos. Os ERPS deverão analisar isso e disponibilizar, também por meio de nuvem, para os seus usuários. Isso tudo proporcionará negócios inovadores para as empresas. REFERÊNCIASGABARITO 168 UNIDADE II 1) A tecnológica está relacionada à integração de redes de distribuição, tanto em termos de aplicativos como da infraestrutura de comunicação de dados e voz. 2) O COBIT relaciona-se com a ITIL por meio do domínio entrega e suporte, o qual trata sobre o gerenciamento e monitoração de serviços. Sendo assim, a ITIL poderia ser utilizada nesse domínio, por isso o COBIT é visto como um guarda-chuvas para a área de TI, proporcionando a governança em nível mais alto. 3) a) O alinhamento estratégico da TI com o PE organizacional faz com que o setor de TI trabalhe em sinergia com os objetivos organizacionais. Isso faz com que os investimentos em TI sejam realizados com mais foco nas pretenções futuras da em- presa. b) Os princípios de TI são as regras que regem, no âmbito empresarial, a tomada de decisão, no que tange à arquitetura e infraestrutura de TI, à aquisição e desenvolvi- mento deaplicações, à utilização de padrões, dentre outros. UNIDADE III 1) O BPM (Business Process Management) é uma iniciativa em que a empresa reco- nhece que seus processos são a chave para um planejamento sólido e consistente, visando ao alcance de resultados cada vez melhores. Uma empresa deve utilizá-lo porque, além da gestão, o BPM estabelece o desenho e análise dos atuais processos empresariais e o monitoramento das operações de negócios, sendo essencial para a melhoria dos processos organizacionais. 2) O BPM (Business Process Management) é uma iniciativa em que a empresa reco- nhece que seus processos são a chave para um planejamento sólido e consistente, visando ao alcance de resultados cada vez melhores. O BPMS é um sistema ou uma suíte de software que abarca fases do BPM e permite a automatização dos processos de negócios empresariais. 3) O Business Process Execution Language (BPEL) é uma linguagem padrão para a execução de ações de processos de negócios dentro de web services. Essa interação entre web services pode ser descrita de duas formas. Na primeira delas, o processo de negócio executável, que possui o atual comportamento de um participante em uma interação de negócios; na segunda, os processos de negócio abstrato, que são especificações parciais dos processos que não se destinam a serem executados. O XML é o formato de como os web services recebem e enviam informações, tal for- mato é uma linguagem universal para a comunicação de aplicações. UNIDADE IV 1) É a modelagem como a criação de uma representação para simplificar a visuali- zação de um processo de negócio. Esta é importante para uma empresa porque cria uma representação concreta do processo e o documenta. Além disso, permite que ferramentas automatizem os processos modelados. 2) O elemento para o desvio de fluxo de processos é o chamado gateway ou passa- gem. Existem três tipos de passagens, são eles: 1. Passagem paralela: nela todas as tarefas sempre devem ser executadas para seguir o fluxo. 2. Passagem or: nesta passagem, o fluxo é desviado para um dos lados ou para ambos os lados. 3. Passagem xor: nesta passagem, o desvio do fluxo ocorre apenas para um dos lados. 3) Uma atividade é um termo genérico para processo e tarefa. Uma tarefa é atômica e indivisível, é o nível mínimo de uma ação. O processo é o conjunto de tarefas/ativi- dades com uma disposição lógica para cumprir um objetivo do negócio. UNIDADE V 1) Uma empresa necessita autorizar os pagamentos de suas vendas. Para tanto, o processo inicia na empresa 1, com o processamento da transação. Após isso, é soli- citada a autorização do pagamento para um autorizador, o qual executa um subpro- cesso de processamento da autorização. Uma mensagem é recebida pela empresa 1, a entrega será realizada e o processo finaliza-se. REFERÊNCIASGABARITO 169 REFERÊNCIASGABARITO 170 2) a) Quando um cliente envia um e-mail para a indústria. b) Quando um e-mail é enviado ao cliente. c) Cliente e indústria. d) Na indústria: Produção, Costura, Acabamento. No cliente: nenhuma. e) Na Produção: Agendar Peças. Na Costura: Cortar Peças, Costurar Peças, Enviar Peças Acabamento. No Acabamento: Receber Peças, Verificar Costura Peças, Enviar Peças Costura, Infor- mar Produção via E-mail, Enviar Peças Cliente. f) Não se aplica. em ail Pedido Cliente Envio Acabam ento em ail para Cliente Cortar Peças Costurar Peças Enviar para Acabam ento Enviar Peça para Costura Recebim ento Acabam ento Enviar em ail Produção Peças O K? Sim Não Receber Peças Enviar Peças Cliente Agendar Peças em ail do Envio Pedido 3) REFERÊNCIASGABARITO 171 _GoBack _GoBack _GoBack UNIDADE I OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS ORGANIZAÇÕES Introdução Conhecendo as Empresas Os Sistemas de Informação Classificação dos Sistemas De Informação Tipos dos Sistemas de Informação A Infraestrutura para os Sistemas de Informação Técnicas para a Tomada de Decisão Gestão do Conhecimento Considerações Finais UNIDADE II A GOVERNANÇA DE TI Introdução A Governança de TI nas Empresas O Cobit A ITIL Ferramenta para Governança de TI Considerações Finais UNIDADE III O BPM: BUSINESS PROCESS MANAGEMENT Introdução O que é BPM Os Benefícios do BPM para as Empresas Iniciando o BPM nas Empresas O BPMs e a BPEL As Notações para BPM Ferramentas BPMs Considerações Finais UNIDADE IV NOTAÇÃO PARA MAPEAMENTO DE PROCESSOS DE TRABALHO – BPMN Introdução Negócio, Processo, Modelagem e Notação BPMN Elementos da BPMN Elementos Básicos da Notação BPMN Mais estudos dos Elementos Básicos Considerações Finais UNIDADE V A MODELAGEM BPMN Introdução Exemplos Simples para Introdução de Conceitos-Chave Gerenciamento de Incidentes Considerações Finais Conclusão Referências Gabarito