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UNIDADE II - AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES MUSCULARES Testes musculares face e olhos; coluna cervical, escápula, tronco; ombro, cotovelo, punho e dedos. Testes musculares do quadril, joelho, tornozelo e pé. Perimetria de membros superiores e inferiores. TESTES MUSCULARES FACE E OLHOS 1. OSSOS DA CABEÇA E FACE 2. MÚSCULOS: Orbicular da boca, bucinador, elevador do lábio superior, depressor do lábio inferior, elevador do lábio superior e da asa do nariz, mentoniano, risório, elevador do ângulo da boca, depressor do ângulo da boca e zigomáticos maior e menor. a. FUNÇÃO Os músculos da face são muito diferentes de outros músculos esqueléticos, uma vez que eles não movem articulações, mas sim a pele. • Os músculos da boca são responsáveis principalmente pela elevação e depressão do ângulo da boca, dos lábios superior e inferior, e pela abertura e fechamento da boca. • Adicionalmente, o levantador do lábio superior e da asa do nariz puxa as narinas para cima e abre o nariz. • O risório e os zigomáticos maior e menor são os mais importantes músculos da risada. • Os músculos do nariz enrugam o nariz e estreitam as narinas. • A contração do orbicular do olho fecha as pálpebras, permite “apertar” os olhos e auxilia no fluxo do fluido lacrimal. • Os outros dois músculos da pálpebra deprimem a sobrancelha e permitem o enrugamento da fronte. • Em contraste, o músculo epicrânio eleva as sobrancelhas e a orelha. • O platisma puxa o canto da boca lateralmente e inferiormente, e estica a pele. • Os músculos auriculares são muito variáveis, motivo pelo qual somente algumas pessoas são capazes de mover voluntariamente as suas orelhas. b. INERVAÇÂO Todos os músculos faciais derivam do segundo arco faríngeo e, portanto, são inervados pelo nervo facial. Originalmente eles formaram uma única placa muscular, mas durante o curso do desenvolvimento embriológico eles se separaram. c. OBSERVAÇÂO A inabilidade de mover músculos faciais é um clássico sintoma de paralisia do nervo facial. Pode-se diferenciar clinicamente entre lesões periféricas e lesões centrais. • Nas lesões faciais periféricas os músculos da mímica ficam completamente paralisados no lado afetado. Quando se tenta fechar as pálpebras o olho roda para cima, expondo a esclera (fenômeno de Bell). • Nas lesões faciais centrais, os pacientes ainda conseguem enrugar a fronte em ambos os lados. Em ambos os tipos de paralisia do nervo facial, a fala, a mastigação e a expressão facial são severamente limitadas. Dependendo da localização da lesão, os pacientes afetados sofrem de distúrbios adicionais de secreção de lágrima e saliva, da audição e do paladar. Existe variedade de causas para a paralisia do nervo facial, incluindo inflamação (ex.: infecção por herpes zoster), acidente vascular cerebral, fratura do osso petroso e tumores (ex.: schwannoma vestibular), mas na maioria dos casos uma causa definitiva não pode ser encontrada (paralisia idiopática do nervo facial, também conhecida como paralisia de Bell). Estudos atuais sugerem que infecções relacionadas ao vírus Herpes simplex tipo 1 e outros vírus menos agressivos estejam por trás da paralisia de Bell. 3. ESCALA DE OXFORD: Objetiva graduar a força muscular em uma escala de seis pontos (0 a 5), sendo que 0 significa ausência de contração, 1 esboço de contração, 2 contração fraca, 3 moderada, 4 boa e 5 forte. Prf Dr Fisio CERQUEIRA