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Direito Civil III - Elementos Constitutivos do Contrato de Compra e venda

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Elementos Constitutivos do Contrato de Compra e venda
a) Coisa
Deve ser lícita, determinada ou determinável.
Deve estar disponível dentro do mercado.
Se for futura, deve existir posteriormente. Como uma colheita que dará frutos daqui a quatro meses. Se a coisa futuro não existir, o contrato fica sem efeito, salvo se as partes assumiram o risco.
Art. 483. A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou futura. Neste caso, ficará sem efeito o contrato se esta não vier a existir, salvo se a intenção das partes era de concluir contrato aleatório.
b) Preço
Remuneração do contrato.
Ajustado pelas partes.
Deve ser certo e determinado em moeda nacional, pelo valor nominal.
Nada impede que seja pago por outras coisas representativas (que não seja outra coisa), como títulos de crédito.
Poderá ser determinado por terceiro (nos casos em que depende de conhecimentos técnicos). Se esse terceiro não aceita, o contrato perde efeito, salvo quando indicarem outra pessoa.
Art. 485. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os contratantes logo designarem ou prometerem designar. Se o terceiro não aceitar a incumbência, ficará sem efeito o contrato, salvo quando acordarem os contratantes designar outra pessoa.
Art. 486. Também se poderá deixar a fixação do preço à taxa de mercado ou de bolsa, em certo e determinado dia e lugar.
Nesse caso, havendo variação de preço, será feita a média da oscilação daquele dia.
Art. 487. É lícito às partes fixar o preço em função de índices ou parâmetros, desde que suscetíveis de objetiva determinação.
Art. 488. Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua determinação, se não houver tabelamento oficial, entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor.
Deve de analisar se o vendedor fornece habitualmente aquele bem.
Parágrafo único. Na falta de acordo, por ter havido diversidade de preço, prevalecerá o termo médio.
Art. 489. Nulo é o contrato de compra e venda, quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das partes a fixação do preço.
c) Consentimento:
As partes, sendo capazes, devem declarar seu consentimento sobre o preço, a coisa e demais condições do negócio.
Se o contrato versar sobre imóvel que suplante o teto de 30 salários mínimos, considera-se indispensável a lavratura do ato em escritura pública, sob pena de nulidade absoluta.
Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no país.