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Organização do Transporte no Brasil_MODULO 1

Material do curso autoinstrucional "Organização do Transporte no Brasil" (50 h): 12 unidades em 4 módulos sobre conceitos de transporte, modos (rodoviário, ferroviário, aquaviário, aéreo, dutoviário), veículos, logística, intermodalidade, com atividades por unidade e avaliação final.

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Prévia do material em texto

Organização do 
Transporte no 
Brasil
MÓDULO 1
2
Sumário
Apresentação 4
Unidade 1 | Transporte: Conceitos e Definições 6
1 Introdução 7
2 Transporte: Conceitos e Definições 7
3 Importância Social, Econômica e Cultural do Transporte 8
4 Modalidades de Transporte 9
Atividades 11
Referências 12
Unidade 2 | Modos de Transporte: Rodoviário e Ferroviário 14
1 Introdução 15
2 Modal Rodoviário 15
3 Modal Ferroviário 17
Atividades 22
Referências 23
Unidade 3 | Modos de Transporte: Aquaviário, Aéreo e Dutoviário 25
1 Introdução 26
2 Modal Aquaviário 26
3 Modal Aeroviário 29
4 Modal Dutoviário 29
Atividades 32
Referências 33
Unidade 4 | Veículos do Transporte Rodoviário e Ferroviário 35
1 Introdução 36
2 Veículos de Transporte Rodoviário 36
3
2.1 Veículos de Transporte Rodoviário de Cargas 37
2.1.1 Classificação das Silhuetas dos Veículos ou Combinações de Veículos de Carga 38
2.2 Veículos de Transporte Rodoviário de Passageiros 41
3 Veículos de Transporte Ferroviário 45
3.1 Veículos de Transporte Ferroviário de Cargas 45
3.2 Veículos de Transporte Ferroviário de Passageiros 46
Atividades 48
Referências 49
Unidade 5 | Veículos do Transporte Aquaviário e Aéreo 51
1 Introdução 52
2 Transporte Aquaviário 52
2.1 Veículos de Transporte Marítimo de Cargas 52
2.2 Veículos de Transporte Marítimo de Passageiros 53
2.3 Veículos de Transporte Hidroviário de Passageiros 54
3 Transporte Aéreo 54
Atividades 56
Referências 57
Gabarito 59
4
Apresentação
Prezado(a) aluno(a),
Seja bem-vindo(a) ao curso Organização do Transporte no Brasil!
Neste curso, você encontrará conceitos, situações extraídas do cotidiano e, ao final de 
cada unidade, atividades para a fixação do conteúdo. No decorrer dos seus estudos, 
você verá ícones que têm a finalidade de orientar seus estudos, estruturar o texto e 
ajudar na compreensão do conteúdo.
Este curso possui carga horária total de 50 horas e foi organizado em 12 unidades, 
divididas em 4 módulos, conforme a tabela a seguir.
Módulos Unidades Carga Horária
Módulo 1
Unidade 1 | Transporte: Conceitos e Definições 3h
Unidade 2 | Modos de Transporte: Rodoviário e 
Ferroviário
4h
Unidade 3 | Modos de Transporte: Aquaviário, 
Aéreo e Dutoviário
4h
Unidade 4 | Veículos do Transporte Rodoviário e 
Ferroviário
6h
Unidade 5 | Veículos do Transporte Aquaviário e 
Aéreo
3h
Módulo 2
Unidade 6 | Organização Geral e Mercados de 
Transporte Rodoviário
4h
Unidade 7 | Mercados de Transporte Ferroviário, 
Aquaviário e Aéreo
4h
Módulo 3
Unidade 8 | Definição e Importância da Logística 2h
Unidade 9 | Objetivos da Logística e Nível de 
Serviço
7h
Unidade 10 | Cadeias Logísticas 5h
Módulo 4
Unidade 11 | Intermodalidade e 
Multimodalidade
3h
Unidade 12 | Logística Internacional 5h
5
Fique atento! Para concluir o curso, você precisa:
a) navegar por todos os conteúdos e realizar todas as atividades previstas nas 
“Aulas Interativas”;
b) responder à “Avaliação final” e obter nota mínima igual ou superior a 60;
c) responder à “Avaliação de Reação”; e
d) acessar o “Ambiente do Aluno” e emitir o seu certificado.
Este curso é autoinstrucional, ou seja, sem acompanhamento de tutor. Em caso de 
dúvidas, entre em contato através do e-mail suporteead@sestsenat.org.br.
Bons estudos!
6
UNIDADE 1 | TRANSPORTE: 
CONCEITOS E DEFINIÇÕES
7
Unidade 1 | Transporte: Conceitos e Definições
1 Introdução
Os sistemas de transporte exercem um papel de extrema importância para o 
desenvolvimento de uma sociedade. Eles são responsáveis diretos pelo grau de 
desenvolvimento da nação, ou seja, quanto mais eficiente são os sistemas de transporte 
de um país, maior é o seu grau de desenvolvimento.
2 Transporte: Conceitos e Definições
As definições acerca do termo transporte evoluíram de sua ideia inicial, que considerava 
apenas o movimento, para conceitos que consideram um deslocamento produzido, 
intencional, não sendo, portanto, considerado transporte o deslocamento casual de 
pessoas, produtos ou quaisquer objetos. Por exemplo, um lápis que cai no chão se 
movimentou (mudou de local e de posição), mas não podemos dizer que tenha ocorrido 
transporte.
De maneira geral, podemos dizer que o transporte refere-se ao 
deslocamento de pessoas e bens de um lugar para outro. Muitos 
autores se referem ao transporte como o ato de movimentar ou 
deslocar pessoas e produtos, ou, em outras palavras, pessoas e 
mercadorias (FERRAZ; TORRES, 2004; RODRIGUES, 2003).
8
Sandroni (2005) apresenta o transporte como “um 
meio ou serviço” pelo qual se deslocam pessoas 
ou mercadorias. Assim, o autor acrescenta ao 
termo ‘transporte’ uma característica comercial, 
promovendo a atividade de transporte à categoria 
de serviços.
Segundo Lopes (2009), no campo das ciências 
econômicas, considera-se que o transporte é 
detentor de valor e é transacionado no mercado de 
forma similar às transações de mercadorias comuns. 
Segundo essa autora, o transporte é capaz de encadear efeitos na economia, os quais 
podem ser positivos para alguns e negativos para outros.
3 Importância Social, Econômica e Cultural do Transporte
O crescimento dos setores de agropecuária, da indústria e dos serviços depende 
diretamente das facilidades de acesso ao mercado de consumo e às fontes fornecedoras 
de matérias-primas para a produção. Portanto, um bom sistema de transporte é aquele 
que garante o fornecimento de matérias-primas e permite a ampliação do mercado 
consumidor dos produtos.
Além disso, o transporte é que permite o acesso das pessoas ao trabalho, ao lazer, à 
saúde, à educação, à cultura e à informação. Utilizando o transporte, as pessoas podem, 
então, locomover-se dos seus locais de moradia para os locais de trabalho, lazer etc.; os 
insumos e bens acabados, por sua vez, podem ser transportados até os consumidores.
A atividade de transportes é, portanto, fundamental para o desenvolvimento do 
País, pois engloba toda a movimentação de bens e pessoas em território nacional e 
possibilita seu escoamento para outros países. Para entendermos a importância do 
setor, no Brasil as atividades de transporte representam de 4% a 6% do Produto 
Interno Bruto Brasileiro (PIB) (LIMA, 2005; WANKE, 2010).
Para compreender melhor o setor de transportes, podemos subdividir sua estrutura 
em três grandes categorias.
9
A primeira diz respeito à infraestrutura (estradas, estradas de ferro, aeroportos, 
portos, estações, terminais etc.), que estudaremos nas unidades 2 e 3 do curso. A 
segunda está relacionada à tecnologia e aos modos de transporte, ou seja, os veículos, 
que estudaremos nas unidades 4 e 5. Por fim, a terceira categoria engloba os agentes 
que atuam no setor (empresas, usuários e poder público) e que são os responsáveis 
pela organização dos mercados de transporte, que estudaremos nas unidades 6 e 7.
4 Modalidades de Transporte
O setor de transporte no Brasil é formado por cinco modalidades básicas:
• Rodoviária;
• Ferroviária;
• Aquaviária;
• Dutoviária;
• Aeroviária (ou aérea).
Também existe a possibilidade de se combinarem vários modais de transporte para 
transportar passageiros ou cargas de um local a outro.
Uma combinação possível para usuários 
de transporte coletivo em diversas 
cidades brasileiras é o uso do ônibus 
integrado ao metrô. Nesse caso, 
usam-se dois modais de transporte, o 
rodoviário e o ferroviário, para realizar o 
deslocamento.
Da mesma forma, há diversas combinações possíveis entre os vários modais para 
deslocar uma mercadoria de um lugar a outro. A combinação rodovia-ferrovia-aerovia 
é um dos exemplos de integração que pode ser utilizado. A integração de dois ou 
mais modais de transporte para o deslocamento é tecnicamente conhecida como 
intermodalidade.
10
Antes de aprofundarmos nossos conhecimentos acerca das cinco modalidades de 
transporte disponíveis no Brasil, primeiramente precisamos compreender a diferença 
entre modal de transporte e meio de transporte.e
A modalidade de transporte diz respeito à infraestrutura, aos 
veículos, aos operadores e ao poder público, este, geralmente, o 
fiscalizador do serviço. Já o meio de transporte diz respeito 
unicamente ao veículo utilizado para movimentar pessoas e 
produtos.
No modal rodoviário, o meio de transporte de passageiros é, em geral, o ônibus, e o de 
transporte de cargas é o caminhão. Lembre-se que o ônibus pode transportar também 
cargas no bagageiro, mas o veículo é tipicamente usado para o transporte de pessoas.
Alguns outros meios de transporte existentes nas demais modalidades de transporte 
são os seguintes:
• trem, metrô ou bonde para o modal ferroviário;
• avião, helicóptero para o modal aeroviário;
• navio, barcas e lanchas para o modal aquaviário;
• dutos (são uma espécie de tubos) para o modal dutoviário.
Cada uma das modalidades de transporte exige uma infraestrutura específica. 
Normalmente, ela é constituída de vias (rodovias, estradas de ferro, dutos etc.) e de 
terminais ou pontos de integração (portos, aeroportos, estações ferroviárias, terminais, 
armazéns etc.).
Resumindo 
 
O crescimento das atividades de comércio e dos serviços depende 
diretamente das facilidades de se chegar aos mercados consumidores e às 
fontes fornecedoras de matérias-primas para a produção. Para que os 
deslocamentos ocorram de maneira satisfatória, é preciso planejar, 
organizar e fiscalizar os sistemas de transporte, de modo a garantir o 
acesso e a qualidade dos serviços oferecidos ao usuário.
11
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. O progresso das atividades de 
comércio e dos serviços está diretamente ligado às facilidades 
de se chegar aos mercados consumidores e às fontes 
fornecedoras de matérias-primas para a produção. Dessa 
maneira, para que os deslocamentos aconteçam 
satisfatoriamente, é imprescindível planejar, organizar e 
fiscalizar os sistemas de transporte, assegurando o acesso e 
a qualidade dos serviços oferecidos ao usuário. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. O transporte refere-se ao 
deslocamento de pessoas e bens de um lugar para outro. 
Muitos autores se referem ao transporte como o ato de 
movimentar ou deslocar pessoas e produtos, ou, em outras 
palavras, pessoas e mercadorias. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
12
Referências
ABRATI – Associação Brasileira das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal, 
Interestadual e Internacional de Passageiros. Revista da Abrati, nº 37, jun. 2004.
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada: suprimento e distribuição física. 
São Paulo: Pioneira, 1994.
AZAMBUJA, A. M. V. Análise de Eficiência na Gestão do Transporte Público por 
Ônibus em Municípios Brasileiros. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de 
Produção. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2002.
BALLOU, R. R. Logística Empresarial: Transportes, Administração de Materiais e 
Distribuição Física. São Paulo: Atlas, 1993.
EBTU – Empresa Brasileira de Transportes Urbanos. Planejamento da Operação. 
Módulo de Treinamento, STPP Gerência do Sistema de Transporte Público de 
Passageiros. Brasília: EBTU, 1988.
FERRAZ, A. C. P.; TORRES, I. G. E. Transporte Público Urbano. 2. Ed. São Carlos: RiMa, 
2004.
FLEURY, P. C. Logística integrada. In: Fleury, P. C., Wanke, P.; Figueiredo, K. F. (orgs.). 
Logística empresarial: a perspectiva brasileira. São Paulo: Atlas, 2000.
FRADERA, V. M. J.; LHEMEN, A. Transporte Multimodal. Rio Grande do Sul: Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul, 2003.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Portal da internet, 2017. Disponível 
em: <http://www.ibge.gov.br/>. Acesso em: 10 jul. 2017.
NUNES, R. S.; NANCASSa, B. P.; SEEFELD, R.; NIEDZIELUK FILHO, P.; FREITAS, B. C. O 
transporte marítimo de cabotagem e suas perspectivas no Brasil. Congresso 
Internacional de Administração, 2008.
MCIDADES – Ministério das Cidades. Mobilidade e desenvolvimento urbano/
Ministério das Cidades, Secretaria de Transporte e da Mobilidade Urbana. Brasília: 
MCidades, 2006.
13
PAROLIN, F. Princípios para a atuação do poder público em mobilidade urbana. In: 
ABAR – Associação Brasileira de Agências de Regulação. IV Congresso Brasileiro de 
Regulação da ABAR. Manaus: ABAR, 2005.
PASSAGLIA, E.; VALENTE, A. M.; NOVAES A. G. Gerenciamento de Transporte e Frotas. 
Florianópolis: Pioneira Thomson Learning, 2001.
RODRIGUES, P. R. A. Introdução aos sistemas de Transporte no Brasil e à Logística 
Internacional. 3. Ed. São Paulo: Aduaneiras, 2005.
WANKE, P. F. Logística e transporte de cargas no Brasil: produtividade e eficiência no 
século XXI. São Paulo: Atlas, 2010.
14
UNIDADE 2 | MODOS DE 
TRANSPORTE: RODOVIÁRIO E 
FERROVIÁRIO
15
Unidade 2 | Modos de Transporte: Rodoviário e 
Ferroviário
1 Introdução
Na matriz de transporte de cargas e de passageiros no 
Brasil, as duas modalidades com maior participação são 
a rodoviária e a ferroviária. A seguir, vamos detalhar a 
infraestrutura básica presente em cada uma delas.
2 Modal Rodoviário
No modal rodoviário podemos encontrar tanto o transporte de passageiros como o 
transporte de cargas utilizando infraestrutura semelhante.
 e
São as vias urbanas e as rodovias que compõem a infraestrutura 
mínima necessária ao deslocamento de veículos. Além das vias, 
existem os terminais (rodoviárias, estações, pontos de parada 
etc.) para o transporte de passageiros, e os armazéns (depósitos, 
garagens etc.) para o transporte de cargas.
Um conjunto de outros equipamentos (semáforos, centrais de monitoramento, postos 
de pesagem, centros de fiscalização, postos de contagem e postos da polícia rodoviária, 
entre outros) apoia a infraestrutura básica para viabilizar a operação de transporte.
A infraestrutura viária pode ser classificada em vias urbanas e rurais, embora algumas 
delas tenham parte de seu trajeto nos centros urbanos.
16
• Vias Urbanas: conjunto de ruas, 
avenidas e logradouros, que 
permitem a viabilização dos 
deslocamentos nos centros 
urbanos.
• Rodovias e estradas: conjunto de 
vias com e sem pavimentação, 
que ligam entre si os centros 
urbanos, um estado a outro, 
uma região urbana a uma rural. 
Alguns de seus trechos podem 
passar por áreas urbanas.
No Brasil, as rodovias são classificadas da seguinte maneira:
• Rodovias Federais: Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de 
Transportes (DNIT), a nomenclatura das rodovias federais é definida pela sigla 
BR, que significa que a rodovia está sob a responsabilidade da esfera federal, 
seguida por três algarismos. O primeiro algarismo indica a categoria da 
rodovia, e os dois outros algarismos definem a posição a partir da orientação 
geral da rodovia, relativamente à Capital Federal e aos limites do País (Norte, 
Sul, Leste e Oeste). Assim, as rodovias federais podem ser classificadas em: 
radiais, longitudinais, transversais, diagonais e rodovias de ligação.
 e
Você conhece a BR–101? É uma das rodovias federais mais 
conhecidas. Ela atravessa o Brasil de Norte a Sul, margeando o 
litoral. A BR–101 é um exemplo de rodovia federal longitudinal.
• Rodovias Estaduais: São precedidas da sigla dos estados. Por exemplo: SP–270 
é uma rodovia que liga os diversos municípios no interior do estado de São 
Paulo.
• Rodovias Municipais: São vias que têm seu percurso dentro da área de um 
município.
17
As vias rurais brasileiras (rodovias e estradas) são também classificadas de acordo com 
o acabamento dado ao solo, podendo ser consideradas pavimentadas (rodovias) e não 
pavimentadas (estradas). As vias pavimentadas são aquelas que possuem algum tipo 
de revestimento: asfalto, paralelepípedo, calçamento etc. As vias não pavimentadas 
são as estradas que não possuem qualquer tipo de revestimento, apresentando base 
de terra (CTB, 2008).
Segundo o DNIT, o Brasil conta com quase 2 milhões de quilômetros de rodovias e 
estradas. Este total abrange as rodovias federais, estaduais e municipais pavimentadase as estradas não pavimentadas.
3 Modal Ferroviário
No modal ferroviário também podem ser transportados passageiros e mercadorias. 
Estão incluídos neste modal todo e qualquer tipo de transporte que se faça sobre 
trilhos: metrô, bonde etc.
A infraestrutura do modal ferroviário é composta basicamente pelas estradas de ferro, 
os trilhos e os equipamentos que os acompanham, e pelas estações ou terminais e 
centros de controle e monitoramento das viagens. No Brasil, o transporte de passageiros 
pelo modal ferroviário é quase todo realizado nos grandes centros urbanos e nas suas 
imediações.
Como exemplos, podem ser citados os sistemas de metrô e de trens urbanos disponíveis 
nas grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília. Há pouca 
oferta de transporte de passageiros por trem fora das áreas urbanas, sendo ele 
utilizado quase que apenas para trajetos turísticos, e não pa ra o transporte cotidiano 
de pessoas.
O transporte ferroviário de passageiros por longas distâncias está praticamente 
desativado, tendo sido substituído pelos ônibus. A movimentação por trilhos existente 
hoje se deve ao transporte em áreas urbano-metropolitanas.
18
O transporte metroviário (cujo veículo é o metrô) nas grandes cidades, por sua vez, tem 
mantido uma participação razoavelmente estável. Para médias e longas distâncias, as 
ferrovias são mais utilizadas para o transporte de cargas que de passageiros. Mesmo 
assim, comparecem na matriz de transporte ainda de maneira bem pequena se 
comparadas ao transporte rodoviário.
 g
Você pode aprofundar seus conhecimentos no endereço 
eletrônico da Agência Nacional de Transportes Terrestres 
(ANTT). Faça buscas e pesquisas nesse site que é rico em 
informações sobre o transporte ferroviário brasileiro. Confira! 
 
www.antt.gov.br
De acordo com a ANTT, o sistema ferroviário brasileiro totaliza aproximadamente 30 
mil quilômetros de vias, concentrando-se nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, 
atendendo a parte do Centro-Oeste e Norte do país.
A malha ferroviária brasileira tem a maior 
parte de suas linhas fazendo ligações entre 
o interior e o litoral (direção leste-oeste), 
no intuito de levar as cargas em direção 
aos portos.
A malha ferroviária da Região Sudeste 
é composta por linhas, ramais (unem 
as estradas de ferro principais com os 
terminais e estações públicas ou privadas) e variantes que formam duas rotas básicas 
de transporte ferroviário:
• Rota Belo Horizonte-Rio-São Paulo-Santos: é uma das principais rotas 
ferroviárias brasileiras. Sua área de influência abrange os Estados de Minas 
Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Essa rota ferroviária permite o acesso direto 
dos trens aos portos do Rio de Janeiro, Sepetiba e Santos.
• Rota Noroeste SP-São Paulo: tem como área de influência o Estado de São 
Paulo e, através de conexões com a modalidade rodoviária, também os Estados 
de Mato Grosso, Goiás e a região do Triângulo Mineiro. Essa rota tem uma 
extensão total de 1620 quilômetros.
19
Você sabe a diferença entre linhas e rotas? 
 
Linha: estrada de ferro que une um ponto de origem a um ponto 
de destino. No exemplo acima, a linha é Belo Horizonte-Santos. 
 
Rota: é o itinerário ou percurso percorrido numa linha. A rota 
agrega todos os pontos de conexão sobre uma linha. No exemplo 
acima, a rota é Belo Horizonte-São Paulo-Santos. Você 
compreendeu a diferença?
A malha ferroviária Oeste-Leste é formada por linhas que ligam a Região Centro-Oeste 
à Sudeste, em particular as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Salvador e 
Rio de Janeiro, o porto de Vitória e o porto de Angra dos Reis. Sua área de influência 
abrange os estados de Goiás, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e 
Rio de Janeiro. Essa malha tem uma extensão de mais de seis mil quilômetros e as 
principais linhas são:
• Linha Belo Horizonte-Vitória;
• Linha Belo Horizonte-Brasília;
• Linha Ibiá-Uberaba;
• Linha General Carneiro-Esperança; e
• Linha Esperança-Eng. Lafaiete Bandeira.
A malha ferroviária Oeste-Santos é composta por linhas ferroviárias que ligam a 
região Centro-Oeste ao porto de Santos. Sua área de influência abrange Goiás, Distrito 
Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Triângulo Mineiro e São Paulo. Essa malha 
tem uma extensão total de 3663 km. As principais rotas são:
• Rota Araguari-Ribeirão Preto-Mairinque-Santos
• Rota Corumbá-Campo Grande-Bauru-Mairinque-São Paulo
20
A malha ferroviária Sul tem sua área de atuação nos estados do Paraná, Santa Catarina 
e Rio Grande do Sul. Essa malha tem uma extensão de 6.671 km. Suas principais rotas 
são:
• Rota Paranaguá: interliga as regiões de produção Agrícola do Paraná e do 
oeste de São Paulo e Mato Grosso do Sul ao porto de Paranaguá;
• Rota Rio Grande: interliga as regiões agrícolas do norte e oeste do Rio Grande 
do Sul ao porto de Rio Grande; e
• Rota Mercosul: forma o principal elo das Regiões Sul e Sudeste com os países 
do Mercosul.
A malha ferroviária Nordeste tem área de atuação nos estados do Maranhão, Piauí, 
Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Sua malha 
tem linhas que interligam as capitais desses estados do Nordeste e fazem a ligação das 
regiões do sertão e interior desses estados com o litoral, perfazendo uma extensão 
total de mais de cinco mil quilômetros.
A malha ferroviária Carajás é formada pela linha que faz a ligação entre as minas 
localizadas na Serra dos Carajás e o terminal portuário de Ponta da Madeira, em São 
Luís no Maranhão, com uma distância de quase mil quilômetros.
Além dessa linha, a malha Carajás conta também com um trecho da Ferrovia Norte-Sul, 
que se inicia em Açailândia e estende-se até Imperatriz/MA com uma extensão total de 
quase 100 km.
O modal ferroviário tem capacidade para transportar grandes volumes, com elevada 
eficiência energética (gasta pouca energia em comparação com outros modais), 
principalmente em casos de deslocamentos a médias e grandes distâncias. Este 
modal tem ainda outra vantagem: proporciona maior segurança em relação ao modal 
rodoviário, pois apresenta menor índice de acidentes e menor incidência de furtos e 
roubos.
21
Contêiner é uma caixa de aço que serve 
para transportar as mercadorias com 
boa proteção. Ele é muito utilizado no 
transporte marítimo, no ferroviário, 
no aéreo e no rodoviário. Essas caixas 
permitem, portanto, uma integração 
mais fácil entre os modais. Por exemplo, 
em determinado trecho a carga 
conteinerizada é transportada por 
caminhão, em seguida é embarcada num trem, que a levará até um porto e será por 
fim colocada num navio e enviada ao exterior.
Resumindo 
 
O transporte tem participação fundamental na vida cotidiana das pessoas 
e é um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento da sociedade, por 
permitir o deslocamento de bens e pessoas. No Brasil, cabe destacar o 
importante papel desempenhado pelo modo rodoviário, responsável por 
movimentar a maior parte dos produtos que circulam no país.
CARGAS TÍPICAS DO MODAL FERROVIÁRIO
Produtos siderúrgicos Derivados de petróleo
Grãos Calcário
Minério de ferro Carvão mineral
Cimento e cal Contêineres
Adubos e fertilizantes
22
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. O modal rodoviário possui 
capacidade para transportar grandes volumes. Além disso, 
gasta pouca energia em comparação com outros modais, 
excepcionalmente em casos de deslocamentos a médias e 
grandes distâncias. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. Existe uma diferença entre 
linha e rota. Rota é a estrada de ferro que une um ponto de 
origem a um ponto de destino e linha é o itinerário ou 
percurso percorrido numa linha. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
23
Referências
ABRATI – Associação Brasileira das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal, 
Interestadual e Internacional de Passageiros. Revista da Abrati, nº 37, jun. 2004.
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logísticaaplicada: suprimento e distribuição física. 
São Paulo: Pioneira, 1994.
AZAMBUJA, A. M. V. Análise de Eficiência na Gestão do Transporte Público por 
Ônibus em Municípios Brasileiros. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de 
Produção. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2002.
BALLOU, R. R. Logística Empresarial: Transportes, Administração de Materiais e 
Distribuição Física. São Paulo: Atlas, 1993.
EBTU – Empresa Brasileira de Transportes Urbanos. Planejamento da Operação. 
Módulo de Treinamento, STPP Gerência do Sistema de Transporte Público de 
Passageiros. Brasília: EBTU, 1988.
FERRAZ, A. C. P.; TORRES, I. G. E. Transporte Público Urbano. 2. Ed. São Carlos: RiMa, 
2004.
FLEURY, P. C. Logística integrada. In: Fleury, P. C., Wanke, P.; Figueiredo, K. F. (orgs.). 
Logística empresarial: a perspectiva brasileira. São Paulo: Atlas, 2000.
FRADERA, V. M. J.; LHEMEN, A. Transporte Multimodal. Rio Grande do Sul: Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul, 2003.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Portal da internet, 2017. Disponível 
em: <http://www.ibge.gov.br/>. Acesso em: 10 jul. 2017.
NUNES, R. S.; NANCASSa, B. P.; SEEFELD, R.; NIEDZIELUK FILHO, P.; FREITAS, B. C. O 
transporte marítimo de cabotagem e suas perspectivas no Brasil. Congresso 
Internacional de Administração, 2008.
MCIDADES – Ministério das Cidades. Mobilidade e desenvolvimento urbano/
Ministério das Cidades, Secretaria de Transporte e da Mobilidade Urbana. Brasília: 
MCidades, 2006.
24
PAROLIN, F. Princípios para a atuação do poder público em mobilidade urbana. In: 
ABAR – Associação Brasileira de Agências de Regulação. IV Congresso Brasileiro de 
Regulação da ABAR. Manaus: ABAR, 2005.
PASSAGLIA, E.; VALENTE, A. M.; NOVAES A. G. Gerenciamento de Transporte e Frotas. 
Florianópolis: Pioneira Thomson Learning, 2001.
RODRIGUES, P. R. A. Introdução aos sistemas de Transporte no Brasil e à Logística 
Internacional. 3. Ed. São Paulo: Aduaneiras, 2005.
WANKE, P. F. Logística e transporte de cargas no Brasil: produtividade e eficiência no 
século XXI. São Paulo: Atlas, 2010.
25
UNIDADE 3 | MODOS DE 
TRANSPORTE: AQUAVIÁRIO, 
AÉREO E DUTOVIÁRIO
26
Unidade 3 | Modos de Transporte: Aquaviário, 
Aéreo e Dutoviário
1 Introdução
Os modos aquaviário e aeroviário (ou aéreo) também podem ser utilizados tanto para 
o transporte de passageiros quanto para o transporte de cargas. Apenas o modo 
dutoviário é de uso exclusivo para o transporte de cargas.
2 Modal Aquaviário
O uso do transporte aquaviário para o deslocamento de pessoas e de mercadorias 
no Brasil é praticamente nulo, representando um volume muito pequeno em relação 
aos modais rodoviário, ferroviário e aéreo. No entanto, ele pode ser considerado de 
importância estratégica na região amazônica e em algumas travessias importantes, 
como a de Rio-Niterói, a de Santos-Guarujá e a de Salvador-Itaparica.
É importante dizer que o Brasil dispõe de uma rede hidroviária potencialmente 
navegável com 40.000 km de vias interiores, além da extensão de 7.500 km da costa 
nacional para navegação de cabotagem (transporte entre os portos ao longo da costa 
brasileira) e de longo curso (transporte marítimo internacional).
Dos 40.000 km da rede hidroviária navegável, apenas 26.000 km de hidrovias são 
efetivamente utilizados. Entre os diversos motivos que levam à baixa utilização das 
hidrovias no Brasil, podem ser destacados:
• A localização dos rios navegáveis, que, muitas vezes, são distantes das áreas de 
produção agrícola e industrial;
• Inadequação dos portos: ausência ou insuficiência de equipamentos e estrutura 
que facilitem os serviços intermodais (integração entre dois modais);
27
• Sazonalidade climática, resultando na pouca profundidade dos rios em 
períodos de estiagem (seca);
• Ausência de manutenção permanente, com dragagem e sinalização 
inadequadas;
• Falta de prioridade do governo na alocação de recursos de investimentos 
até passado recente, em relação a outras modalidades de transporte, pela 
ausência de política setorial;
• Restrições causadas pela interpretação da legislação ambiental atual;
• Dificuldades nas interfaces com reservas indígenas.
O transporte aquaviário abrange os rios, lagoas e mares. Pode ser classificado em 
transporte hidroviário e transporte marítimo.
No transporte hidroviário, as vias são 
os rios e lagoas apoiados pelos portos 
e terminais fluviais, que são os pontos 
de carga e descarga de mercadorias 
e de acesso de passageiros. Existe, 
também, em algumas cidades brasileiras, 
o transporte aquaviário urbano de 
passageiros, efetuado por lanchas, 
barcas e balsas. No Rio de Janeiro há, por 
exemplo, a Barca Rio-Niterói, que faz o 
transporte de passageiros entre essas 
duas cidades.
 g
No site da Agência Nacional de Transportes Aquaviários 
(ANTAQ), há informações sobre a malha hidroviária brasileira, 
discriminada por regiões e bacias. Confira! 
 
www.antaq.gov.br
28
No transporte marítimo, as vias são os oceanos e mares. No Brasil, o transporte 
marítimo de passageiros é realizado em grande parte por navios de cruzeiro, que 
transportam passageiros ao longo de nossa costa ou em viagens internacionais. Os 
portos marítimos são os pontos de apoio para esse modal de transporte.
Para o transporte de cargas pelo modal marítimo há duas categorias de navegação: a 
navegação de cabotagem e a navegação de longo curso.
• A navegação de cabotagem corresponde à movimentação de cargas realizada 
por navios entre dois portos do território brasileiro. Lembre, portanto, que a 
navegação de cabotagem também se dá entre portos fluviais, no interior do 
país.
• A navegação de longo curso corresponde ao transporte internacional de 
mercadorias por via marítima. Compreende a chegada de mercadorias nos 
portos brasileiros, originárias de outros países (importação), e a expedição 
de cargas pelos portos brasileiros com destino aos portos dos países com 
quem o Brasil realiza comércio de mercadorias (exportação) utilizando o 
transporte marítimo.
Os granéis, e em particular os granéis sólidos (minérios, grãos), são os produtos que 
mais utilizam o transporte hidroviário, confirmando a própria vocação desse transporte. 
Conforme informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, 
a Bacia Amazônica é a maior bacia de navegação interior do Brasil, entretanto, 
movimenta apenas 18% de todo o transporte fluvial. As hidrovias do Madeira e do 
Tapajós apresentam os maiores potenciais para aumentar a navegação nessa bacia.
 g
O endereço do Departamento Nacional de Infraestrutura de 
Transportes (DNIT) traz um resumo das principais hidrovias 
brasileiras. Nele, você descobrirá informações muito importantes 
sobre o transporte hidroviário brasileiro, além de identificar no 
mapa os locais por onde passam os rios brasileiros navegáveis. 
Confira! 
 
www.dnit.gov.br
29
3 Modal Aeroviário
No modal aeroviário, são os aviões e os aeroportos que dominam a paisagem, 
transportando passageiros e cargas. As rotas aéreas constituem-se de vias pelas quais 
as aeronaves trafegam. Os aeroportos são os terminais de decolagem e aterrissagem 
dos aviões.
As rotas são também classificadas em domésticas ou internacionais. Domésticas são as 
linhas aéreas de tráfego no interior do país e internacionais são aquelas praticadas 
entre o Brasil e outros países.
No interior do Brasil, as rotas podem 
ser classificadas como nacionais e 
regionais. As rotas nacionais são as 
de maior movimentação, e realizadas 
normalmente entre capitais de estados e 
entre cidades grandes. As regionais são 
rotas de menor expressão que, na maior 
parte das vezes, ligam cidades próximas 
para atender ao tráfego regional.
Não é somente o avião que executa o transporte aéreo. O helicóptero também é muito 
utilizado. Segundo o Departamento de Aviação Civil (DAC), os terminais aeroportuários 
podem ser classificados em aeródromos e helipontos. Nosprimeiros operam os 
aviões comerciais e particulares que transportam passageiros e mercadorias, além 
das aeronaves militares das Forças Armadas Brasileiras (FAB). Já os helipontos são 
destinados ao pouso e decolagem de helicópteros que podem transportar tanto cargas 
como passageiros.
4 Modal Dutoviário
O modal dutoviário é o único dos modais existentes que transporta exclusivamente 
cargas. Ele é composto por dutos (uma espécie de tubulação), que são as vias por onde 
são movimentadas as cargas.
30
De acordo com a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), o transporte 
dutoviário pode ser classificado em:
• Oleodutos: neste sistema, os produtos transportados são, em sua grande 
maioria, petróleo, óleo combustível, gasolina, diesel, álcool, GLP, querosene e 
nafta.
• Minerodutos: os produtos transportados são sal-gema, minério de ferro e 
concentrado fosfático.
• Gasodutos: nos gasodutos 
transporta-se o gás natural. Cabe 
destacar aqui o Gasoduto Brasil-
Bolívia, que é um dos maiores em 
atividade no mundo.
A malha dutoviária brasileira atingiu 
22 mil quilômetros de dutos, após a 
inauguração do trecho de gasoduto Rio 
de Janeiro-Belo Horizonte, conforme o 
Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, de 2009, da 
Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Em determinadas situações, o transporte por dutos pode ser a escolha mais 
econômica. Esta modalidade de transporte vem se revelando como uma das formas 
mais econômicas de transporte para grandes volumes, principalmente de óleo, de gás 
natural e de derivados, e quando comparada com os modais rodoviário e ferroviário.
31
Resumindo 
 
No Brasil, o transporte aquaviário ainda é pouco explorado apesar da 
extensa malha de vias navegáveis disponíveis. O uso do transporte 
dutoviário é aqui relativamente recente, com operação comercial a partir 
de 1968. Sua participação em transporte de mercadorias no país ainda é 
pequena e está estabilizada em torno de 3%, mas, apresenta grande 
potencial de crescimento (ILOS,2013). 
 
Por outro lado, nas últimas décadas, cresceu a participação do modal aéreo 
impulsionado pela demanda de transporte aéreo doméstico. No entanto, o 
setor ainda precisa de investimentos e melhorias para oferecer aos 
passageiros e aos usuários do transporte de mercadorias melhor qualidade 
nos serviços.
32
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. Os modos aquaviário, aeroviário 
e dutoviário podem ser utilizados tanto para o transporte de 
passageiros quanto para o transporte de cargas. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. A navegação de longo curso 
corresponde à movimentação de cargas realizada por navios 
entre dois portos do território brasileiro. Ela também se dá 
entre portos fluviais, no interior do país. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
33
Referências
ABRATI – Associação Brasileira das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal, 
Interestadual e Internacional de Passageiros. Revista da Abrati, nº 37, jun. 2004.
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada: suprimento e distribuição física. 
São Paulo: Pioneira, 1994.
AZAMBUJA, A. M. V. Análise de Eficiência na Gestão do Transporte Público por 
Ônibus em Municípios Brasileiros. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de 
Produção. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2002.
BALLOU, R. R. Logística Empresarial: Transportes, Administração de Materiais e 
Distribuição Física. São Paulo: Atlas, 1993.
EBTU – Empresa Brasileira de Transportes Urbanos. Planejamento da Operação. 
Módulo de Treinamento, STPP Gerência do Sistema de Transporte Público de 
Passageiros. Brasília: EBTU, 1988.
FERRAZ, A. C. P.; TORRES, I. G. E. Transporte Público Urbano. 2. Ed. São Carlos: RiMa, 
2004.
FLEURY, P. C. Logística integrada. In: Fleury, P. C., Wanke, P.; Figueiredo, K. F. (orgs.). 
Logística empresarial: a perspectiva brasileira. São Paulo: Atlas, 2000.
FRADERA, V. M. J.; LHEMEN, A. Transporte Multimodal. Rio Grande do Sul: Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul, 2003.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Portal da internet, 2017. Disponível 
em: <http://www.ibge.gov.br/>. Acesso em: 10 jul. 2017.
NUNES, R. S.; NANCASSa, B. P.; SEEFELD, R.; NIEDZIELUK FILHO, P.; FREITAS, B. C. O 
transporte marítimo de cabotagem e suas perspectivas no Brasil. Congresso 
Internacional de Administração, 2008.
MCIDADES – Ministério das Cidades. Mobilidade e desenvolvimento urbano/
Ministério das Cidades, Secretaria de Transporte e da Mobilidade Urbana. Brasília: 
MCidades, 2006.
34
PAROLIN, F. Princípios para a atuação do poder público em mobilidade urbana. In: 
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Regulação da ABAR. Manaus: ABAR, 2005.
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Florianópolis: Pioneira Thomson Learning, 2001.
RODRIGUES, P. R. A. Introdução aos sistemas de Transporte no Brasil e à Logística 
Internacional. 3. Ed. São Paulo: Aduaneiras, 2005.
WANKE, P. F. Logística e transporte de cargas no Brasil: produtividade e eficiência no 
século XXI. São Paulo: Atlas, 2010.
35
UNIDADE 4 | VEÍCULOS DO 
TRANSPORTE RODOVIÁRIO E 
FERROVIÁRIO
36
Unidade 4 | Veículos do Transporte Rodoviário e 
Ferroviário
1 Introdução
Você sabia que o transporte a pé é um meio de transporte? Pois bem, o transporte a pé 
é a mais simples das tecnologias usadas pelo homem. Ele se baseia na capacidade dos 
indivíduos de se locomoverem e de transportarem pequenas cargas. Outras tecnologias 
foram criadas para aumentar a velocidade dos deslocamentos e a capacidade de 
transporte, e para melhorar o conforto e a segurança nos deslocamentos. A seguir, 
vamos conhecer as tecnologias e os modos de transporte rodoviário e ferroviário de 
passageiros e de cargas.
2 Veículos de Transporte Rodoviário
Neste modal de transporte, os veículos 
mais utilizados são os automóveis, os 
caminhões, os ônibus, as motocicletas 
e as bicicletas. Alguns são mais usados 
no transporte de cargas, enquanto 
outros são típicos do transporte de 
pessoas. Vamos aprofundar o estudo dos 
caminhões e ônibus, que são os veículos 
mais utilizados no transporte rodoviário.
37
2.1 Veículos de Transporte Rodoviário de Cargas
Existem diversos modelos de caminhões 
e cada um é utilizado para determinado 
serviço de transporte específico. Dessa 
forma, existem diferentes maneiras para 
classificar os caminhões de transporte 
de mercadorias. A primeira consiste 
em dividi-los entre veículos rígidos e 
articulados.
Mas, o que são veículos rígidos?
São aqueles que trazem o motor e a unidade de transporte em um só veículo. São os 
caminhões ditos “tocos ou trucks”, que têm a carroceria fixa à cabine.
Como são os caminhões articulados?
Os caminhões articulados têm a cabine com o motor separada do reboque. Em geral, 
são veículos formados por um cavalo mecânico e uma carreta. Este tipo de veículo é 
mais utilizado nas rodovias.
Para fins didáticos, uma forma de reconhecimento rápido da silhueta de veículos ou 
Combinações de Veículos de Carga (CVC) é mostrada na figura a seguir.
38
Onde:
C = Caminhão
S = Semirreboque (semi-trailler)
Os números à esquerda das letras C ou S indicam o número de eixos da unidade 
tratora. Os números à direita das letras C ou S indicam o número de eixos da unidade 
tracionada.
2.1.1 Classificação das Silhuetas dos Veículos ou Combinações 
de Veículos de Carga
Fonte: Adaptado de DNIT, 2012.
CLASSIFICAÇÃO DOS VEÍCULOS DE CARGA
2C
3C
4C
4C
2S1
2S2
3S1
3S2
2S3 3S3
2C2 3C2
2C3 3C3
Caminhão
Semirreboque
Caminhão com reboque
39
A Portaria do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) nº 63/09 homologa os 
veículos e as combinações de veículos de transporte de carga e de passageiros, com 
seus respectivos limites de comprimento, Peso Bruto Total (PBT) e Peso Bruto Total 
Combinado (PBTC) para circulaçãonas vias públicas. Veja, a seguir, um exemplo para a 
combinação homologada de caminhão trator + semirreboque.
Fonte: Denatran, 2009.
Os caminhões podem apresentar diferentes tipos de carroceria, sendo que cada 
modelo existente serve para cargas específicas.
Veja na tabela a seguir uma classificação dos caminhões em função do tipo de carroceria 
acoplada:
1-9
1-10
1-11
1-12
1-13
1-14
1-15
1-16
1-17
1-18
1-19
1-20
1-21
1-22
1-23
1-24
1-25
6+10+10=26
Caminhão Trator + Semi-reboque
Peso máximo
por eixo ou
conjunto
de eixos (t) Inferior ou
igual a 14,0
Superior ou
igual a 16,0
Superior
 a 18,8
Superior ou
igual a 17,6
Superior ou
igual a 26,0
Comprimento
máximo (m)Comprimento total (m)
PBT e PBTC (t)
Inferior a
16,0
Inferior
a 17,6
COMPOSIÇÕES HOMOLOGADAS PARA O TRANSPORTE DE CARGA
6+10+17=33
6+10+10+10=36
6+10+25,5=41,5
6+10+10+17=43
6+10+10+10+10=46
6+17+10=33
6+17+10+10=43
6+13,5+10+10=39,5
6+17+25,5=48,5
6+13,5+25,5=45
6+17+10+17=50
6+13,5+10+17=46,5
6+17+10+10+10=53
6+13,5+10+10+10=49,5
6+13,5+10=29,5
6+13,5+17=36,5
26
33
36
41,5
43
46
33
43
39,5 18,60
48,5
45
50
46,5
53
49,5
29,5
36,5
26
33
36
41,5
43
45
33
43
39,5
45
45
45
45
45
45
29,5
36,5
40
Ilustração Tipo de carroceria
Definição e tipos de cargas 
transportadas
Caminhões abertos
Usados para mercadorias que não 
estragam nem perdem a qualidade 
quando transportadas ao ar livre. Em 
caso de chuva, são usadas lonas para 
proteger a carga.
Caminhões cobertos
Em geral apresentam o formato de 
um vagão para proteger as cargas 
das condições climáticas adversas.
 
Caminhões 
refrigerados
A carroceria possui um refrigerador 
para conservar a temperatura 
interior. Utilizados no transporte 
de carne, derivados do leite, dentre 
outros.
 Caminhões-tanques
A carroceria tem o formato de um 
tanque. Utilizados para o transporte 
de produtos líquidos, como gasolina, 
etanol, leite, água.
 
Caminhões de 
plataforma ou estrado
Usados para transportar contêineres, 
engradados amarrados com cordas 
ou correntes, entre outros produtos.
Caminhões-
cegonheiros
São utilizados para o transporte de 
veículos (carros).
 
Caminhões de 
caçamba
São caminhões basculantes, 
utilizados no transporte de entulhos, 
terra, cascalho.
 
Caminhões para 
transporte de botijões 
de gás
Usados no transporte de botijões de 
gás.
Caminhões 
canavieiros
Usados para o transporte de cana-de-
açúcar.
 
Caminhões para 
transporte de animais 
vivos
Usados para o transporte de bovinos, 
equinos e outros animais.
Caminhões para 
transporte de bebidas
Usados para o transporte de bebidas, 
geralmente acondicionadas em 
engradados.
41
2.2 Veículos de Transporte Rodoviário de 
Passageiros
O s veículos de transporte rodoviário de passageiros de que 
vamos tratar são aqueles com capacidade acima de nove 
pessoas, usados no transporte coletivo e público. Estão 
excluídos, portanto, veículos do tipo táxi e os particulares.
Por que “maior do que nove pessoas”?
Pois bem, esse valor vem do Código de Trânsito Brasileiro 
(CTB), que classifica “automóvel” como um veículo automotor destinado ao transporte 
de passageiros, com capacidade para até oito pessoas, exclusive o “condutor”. Veículos 
para transporte coletivo com capacidade acima desse valor são classificados como 
“micro-ônibus” ou “ônibus”.
42
Vamos aprofundar o estudo sobre os ônibus, o mais usado meio de transporte coletivo. 
Para isto, iremos separá-los segundo as características de sua operação, ou seja, para 
uso urbano ou operação em rodovias.
• Ônibus do tipo convencional e 
padrão (ou Padron): O ônibus 
convencional é o veículo de 
transporte coletivo cujo projeto 
nasceu da adaptação de carrocerias 
para transporte de pessoas 
sobre chassis originariamente de 
caminhão. Atualmente, o mercado 
já produz ônibus modernos que 
podem ser denominados convencionais. O Ônibus Padron é resultado de 
um projeto desenvolvido em 1979 pela Empresa Brasileira de Planejamento 
(GEIPOT) e pela Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU). A 
proposta previa a criação de um ônibus com maior capacidade de transporte 
(110 passageiros, na época) e conforto, dotado de piso rebaixado, suspensão 
pneumática, câmbio automático e três portas.
Veículo Característica
Micro-ônibus
Veículo de transporte coletivo com capacidade para até vinte 
passageiros, construído com a finalidade exclusiva de transporte 
de pessoas, cuja carroceria apresenta características de um 
ônibus pequeno, dotado de corredor central para a circulação de 
pessoas.
Ônibus
O Código de Trânsito Brasileiro define “ônibus” como o veículo 
automotor de transporte coletivo com capacidade para mais 
de vinte passageiros. São muito significativas as variações de 
tipos de ônibus. Nenhum deles é o mais adequado, cada um tem 
vantagens e desvantagens.
Trólebus
Podem ser chamados de “bondes sobre pneus” ou “ônibus 
elétricos”. O trólebus surgiu como uma evolução natural dos 
bondes elétricos, pois proporcionava grande economia em sua 
implantação por não necessitar de trilhos e ser um veículo mais 
leve e mais ágil, com características de desempenho semelhantes 
à do bonde.
43
 e
Tanto o ônibus convencional quanto o Padron já foram fabricados 
por algumas montadoras com chassis alongados, para permitir, 
a baixo custo adicional, a ampliação da capacidade de transporte 
da carroceria.
• Ônibus articulados e biarticulados: O ônibus articulado é um ônibus duplo, 
interligado por uma estrutura móvel de articulação com revestimento 
sanfonado. Tem comprimento maior que o ônibus convencional e capacidade 
para quase 200 passageiros. O ônibus biarticulado tem funcionamento similar 
ao articulado, mas compõe-se de três partes, com duas articulações. Seu 
comprimento é ainda maior e sua capacidade é superior ao do veículo 
articulado.
• Ônibus rodoviários (utilizados nas 
estradas e rodovias): O ônibus 
rodoviário é um veículo mais 
robusto que aqueles usados 
em ambiente urbano, sendo 
utilizado preferencialmente em 
rodovias, ligando cidades, em 
que não é permitido o transporte 
de passageiros em pé. Podemos 
definir ônibus rodoviário como 
aquele que transita por estradas municipais, estaduais ou federais, sem catraca 
ou outro dispositivo de controle de tarifação, e que permite o transporte 
de bagagem em compartimento específico. Outra característica desse tipo 
de veículo é a presença de bagageiro, ou seja, um compartimento fechado, 
em separado, com acesso pela parte externa do veículo para o transporte 
das bagagens dos passageiros. Este compartimento deve ser devidamente 
dimensionado para tal fim.
 e
De acordo com as características de conforto, esses veículos são 
normalmente classificados em: ônibus rodoviário convencional, 
ônibus executivo, ônibus leito, e ônibus de dois andares (Double-
Deck).
44
Uma característica de fácil diferenciação, diretamente relacionada com o atributo 
conforto, são as dimensões/reclinação das poltronas desses ônibus rodoviários e, por 
consequência, a capacidade de transporte.
Nesse sentido, duas normas antigas, mas que ainda hoje são referências nesse assunto, 
Norma Complementar nº 147/85 e Norma Complementar nº 255/89, do extinto 
Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), especificam o seguinte a 
respeito das poltronas:
Ônibus Poltronas
Ônibus utilizados 
no serviço 
convencional
Capacidade mínima de 26 poltronas para passageiros.
A largura do assento da poltrona deverá ser de, no mínimo, 
0,4m.
O encosto da poltrona, com altura compreendida entre 
0,7m e 0,75m quando na posição normal, deverá ter, no 
mínimo, 2 (dois) estágios de reclinação, o último dos quais 
de ângulo igual ou superior a 35º (trinta e cinco graus).
Ônibus utilizados 
no serviço 
executivo
Capacidade mínima de 26 poltronas para passageiros.
A largura do assento da poltrona deverá ser de, no mínimo, 
0,4m.
O encostoda poltrona, com altura compreendida entre 
0,7m e 0,75m quando na posição normal, deverá ter, no 
mínimo, 3 (três) estágios de reclinação, o último dos quais 
de ângulo igual ou superior a 45º (quarenta e cinco graus).
Ônibus utilizados 
no serviço leito
Capacidade mínima de 16 poltronas para passageiros.
A largura do assento da poltrona deverá ser de, no mínimo, 
0,45m.
O encosto da poltrona, com altura compreendida entre 
0,7m e 0,75m quando na posição normal, deverá ter, no 
mínimo, 3 (três) estágios de reclinação, o último dos quais 
de ângulo igual ou superior a 55º (cinquenta e cinco graus).
45
3 Veículos de Transporte Ferroviário
Os veículos ferroviários são chamados genericamente de trens por serem constituídos 
de vários veículos unitários acoplados (a locomotiva e os vários vagões que são 
interligados, formando um trem).
No Brasil, os trens transportam tanto pessoas como mercadorias. O transporte de 
pessoas por esta modalidade está concentrado nas grandes aglomerações urbanas. Já 
o transporte de mercadorias é realizado em diversas malhas (conjunto de vias férreas), 
localizadas nas regiões sul e sudeste.
Você sabia que na Europa, na América do Norte e em alguns países da Ásia o transporte 
por trens (cargas e passageiros) é muito utilizado?
3.1 Veículos de Transporte Ferroviário de Cargas
No transporte ferroviário de cargas os trens são compostos de locomotiva e vagões. 
Existem diversos tipos de locomotiva, com potências e design (desenho) diferenciados. 
Eles são, na verdade, os veículos propulsores da composição (locomotiva + vagões), 
assim como os caminhões têm o cavalo-mecânico para puxar as carretas e as carrocerias 
carregadas de mercadorias.
46
O que diferencia realmente um trem de carga de outro são os vagões. Há diversos tipos 
de vagões, cada um servindo para transportar determinada categoria de produto. Veja 
alguns exemplos:
• Vagões-tanque
• Vagões de carga/descarga lateral
• Vagões refrigerados
• Vagões inclináveis
• Vagões de plataforma plana: ideal para o transporte do contêiner
 g
No site do DNIT há um glossário dos termos usados no transporte 
ferroviário. Confira! 
 
http://www.dnit.gov.br/modais-2/ferrovias 
 
Outro endereço que merece ser visitado é o da Associação 
Brasileira da Indústria Ferroviária. Confira! 
 
www.abifer.org.br
3.2 Veículos de Transporte Ferroviário de Passageiros
Os trens para transportar passageiros no Brasil são, em geral, usados nas grandes 
aglomerações metropolitanas próximas das grandes capitais dos estados. Eles 
transportam pessoas entre a capital e as cidades vizinhas.
A característica que distingue o trem para o transporte de passageiros dos ônibus é, 
sobretudo, a capacidade. Enquanto um ônibus articulado de grande porte carrega 
até 180 passageiros por viagem, o trem de subúrbio (ou trem metropolitano) pode 
transportar entre 1.000 e 3.000 pessoas por viagem. Isso faz com que os sistemas de 
transporte baseados nos trens de subúrbio possam transportar até 60.000 passageiros 
47
por hora, desde que as condições de circulação e de operação estejam favoráveis. Assim, 
há possibilidades de se projetar um sistema em que o número de trens circulando por 
hora numa linha atinja 20 comboios de locomotiva e vagões.
Os metrôs são um tipo de trem utilizado para transportar 
passageiros em larga escala nos grandes centros urbanos do 
Brasil e do mundo. Normalmente, trafegam em túneis 
subterrâneos nas cidades ou em estruturas de vias elevadas, 
para não gerar interferências com o trânsito urbano das cidades.
O metrô é, assim, caracterizado como um transporte de massa, trafegando com rapidez 
e segurança numa faixa restrita chamada Área de Domínio da Metrovia. É esta área 
isolada que faz com que não haja interferência com o tráfego rodoviário e o trânsito 
urbano, uma vez que ele é construído para trafegar em vias exclusivas.
Você sabia que as ferrovias caracterizam-se por percorrerem longas distâncias? Já os 
metrôs operam nos centros de grande densidade urbana, com curtas distâncias entre 
suas estações e com um tempo curto de viagem entre a origem e o destino.
Resumindo 
 
São vários os tipos de veículos utilizados no transporte rodoviário e 
ferroviário de cargas e de passageiros, os quais possuem, ainda, diferentes 
tipos de carrocerias. É importante conhecer essas diferenças, uma vez que 
elas vão influenciar diretamente na classe de produtos a serem 
transportados, nas condições de transporte das pessoas e, certamente, nos 
custos e na produtividade do sistema.
 g
Nestes sites, você pode pesquisar mais sobre os tipos de ônibus 
com os opcionais que cada serviço oferece. Confira! 
 
www.ntu.org.br 
 
www.abrati.org.br
48
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. A locomoção a pé não é um 
meio de transporte, já que existem outras tecnologias para 
aumentar a velocidade dos deslocamentos e a capacidade de 
transporte, e para melhorar o conforto e a segurança nos 
deslocamentos. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. Os caminhões rígidos têm a 
cabine com o motor separada do reboque. Em geral, são 
veículos formados por um cavalo mecânico e uma carreta. 
Este tipo de veículo é mais utilizado nas rodovias. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
49
Referências
ABRATI – Associação Brasileira das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal, 
Interestadual e Internacional de Passageiros. Revista da Abrati, nº 37, jun. 2004.
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada: suprimento e distribuição física. 
São Paulo: Pioneira, 1994.
AZAMBUJA, A. M. V. Análise de Eficiência na Gestão do Transporte Público por 
Ônibus em Municípios Brasileiros. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de 
Produção. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2002.
BALLOU, R. R. Logística Empresarial: Transportes, Administração de Materiais e 
Distribuição Física. São Paulo: Atlas, 1993.
EBTU – Empresa Brasileira de Transportes Urbanos. Planejamento da Operação. 
Módulo de Treinamento, STPP Gerência do Sistema de Transporte Público de 
Passageiros. Brasília: EBTU, 1988.
FERRAZ, A. C. P.; TORRES, I. G. E. Transporte Público Urbano. 2. Ed. São Carlos: RiMa, 
2004.
FLEURY, P. C. Logística integrada. In: Fleury, P. C., Wanke, P.; Figueiredo, K. F. (orgs.). 
Logística empresarial: a perspectiva brasileira. São Paulo: Atlas, 2000.
FRADERA, V. M. J.; LHEMEN, A. Transporte Multimodal. Rio Grande do Sul: Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul, 2003.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Portal da internet, 2017. Disponível 
em: <http://www.ibge.gov.br/>. Acesso em: 10 jul. 2017.
NUNES, R. S.; NANCASSa, B. P.; SEEFELD, R.; NIEDZIELUK FILHO, P.; FREITAS, B. C. O 
transporte marítimo de cabotagem e suas perspectivas no Brasil. Congresso 
Internacional de Administração, 2008.
MCIDADES – Ministério das Cidades. Mobilidade e desenvolvimento urbano/
Ministério das Cidades, Secretaria de Transporte e da Mobilidade Urbana. Brasília: 
MCidades, 2006.
50
PAROLIN, F. Princípios para a atuação do poder público em mobilidade urbana. In: 
ABAR – Associação Brasileira de Agências de Regulação. IV Congresso Brasileiro de 
Regulação da ABAR. Manaus: ABAR, 2005.
PASSAGLIA, E.; VALENTE, A. M.; NOVAES A. G. Gerenciamento de Transporte e Frotas. 
Florianópolis: Pioneira Thomson Learning, 2001.
RODRIGUES, P. R. A. Introdução aos sistemas de Transporte no Brasil e à Logística 
Internacional. 3. Ed. São Paulo: Aduaneiras, 2005.
WANKE, P. F. Logística e transporte de cargas no Brasil: produtividade e eficiência no 
século XXI. São Paulo: Atlas, 2010.
51
UNIDADE 5 | VEÍCULOS DO 
TRANSPORTE AQUAVIÁRIO E 
AÉREO
52
Unidade 5 | Veículos do Transporte Aquaviário e 
Aéreo
1 Introdução
Apesar de ser pouco expressivo na matriz 
de transportes brasileira, o transporte 
aquaviário conta com uma grande 
diversidade de veículos, tanto para o 
transporte de mercadorias, quanto para o 
transporte de pessoas. O mesmopodemos 
falar dos veículos de transporte aéreo.
2 Transporte Aquaviário
Vamos dividir os veículos de transporte aquaviário naqueles que trafegam no transporte 
marítimo e nos que operam no transporte hidroviário.
2.1 Veículos de Transporte Marítimo de Cargas
Para apresentar os diversos tipos de navios cargueiros (que transportam mercadorias), 
vamos dividi-los em três categorias, em função da natureza e características das cargas 
transportadas, a saber:
a) Navios de carga geral;
b) Navios de carga a granel (graneleiros); e
53
c) Navios refrigerados.
a) Navios de carga geral: Transportam 
uma grande variedade de cargas, que 
vão desde automóveis até alimentos 
embalados. São esses os navios 
que trabalham com os contêineres, 
conforme exemplificado na figura 
a seguir. Quando transportam 
exclusivamente carga conteinerizada, 
são então chamados de navios porta-
contêineres.
b) Navios graneleiros: Transportam produtos a granel, sem embalagem, como, 
por exemplo, grãos, cimento, minérios, petróleo e gás natural, além de uma 
infinidade de outras mercadorias líquidas e sólidas.
c) Navios refrigerados: Têm a função de transportar alimentos, tais como frutas 
e legumes, carnes, produtos marinhos e lácteos e uma grande variedade de 
artigos perecíveis não comestíveis (flores, arbustos, bulbos e sementes). As 
instalações (câmaras refrigeradas ou frigoríficas) são mantidas na temperatura 
necessária para a conservação da qualidade dos produtos.
2.2 Veículos de Transporte Marítimo de Passageiros
No transporte marítimo de passageiros, podemos encontrar os navios de passageiros 
que realizam cruzeiros interoceânicos com destino à Europa, à América do Norte, à 
Ásia e à Oceania e praticam a cabotagem (você já conhece o termo, caso contrário 
visite o glossário) entre portos brasileiros. Há empresas brasileiras e estrangeiras que 
oferecem esse tipo de transporte de passageiros.
Os navios utilizados são verdadeiras “cidades ambulantes” que se deslocam pelos 
oceanos mundo afora. Há diversos tipos de navios, com capacidades e ofertas de 
serviços bastante variáveis.
54
2.3 Veículos de Transporte Hidroviário de Passageiros
Nas cidades e rios brasileiros também há transporte de passageiros em barcos, navios 
e lanchas. Neste caso, dizemos que o transporte é hidroviário, ou seja, realizado em 
hidrovias (e não no mar/oceano).
Assim, os deslocamentos que ocorrem dentro do país, nos diversos rios e lagos, 
utilizam embarcações de menor porte que no transporte marítimo. Um exemplo é o 
transporte feito por barcas entre as cidades do Rio de Janeiro e de Niterói. Podem ser 
usadas, ainda, balsas. Elas são muito comuns na região amazônica e servem para fazer 
travessias de curtas e médias distâncias.
3 Transporte Aéreo
O veículo mais utilizado para o deslocamento 
de pessoas e mercadorias no transporte 
aéreo é o avião. Nós já sabemos, também, 
que o helicóptero é outro meio de 
transporte. Este veículo vem sendo cada vez 
mais utilizado nos grandes centros para o 
deslocamento de pessoas que tentam fugir 
de situações caóticas de trânsito. Também 
podemos destacar o uso de helicópteros até 
as plataformas de petróleo marítimas.
 e
Um dado interessante referente ao trânsito de helicópteros no 
transporte de passageiros: a cidade de São Paulo está entre as 
três cidades do mundo que têm maior número de helicópteros 
transportando pessoas (normalmente os passageiros são 
empresários e executivos de grandes corporações).
55
Há diversas formas de classificação dos aviões:
• De acordo com o uso: transporte de passageiros, de carga ou mistos.
• De acordo com a quantidade e o tipo da unidade motriz (motor): turborreação, 
turbopropulsão e pistão.
• De acordo com o alcance de voos: curto, médio e longo alcance.
 g
Atualmente, a maior quantidade e variedade de aviões 
construídos tem motorização do tipo turborreação. As aeronaves 
comerciais (para carga e para passageiros) mais vendidas no 
mundo são fabricadas pela Companhia Boeing e pelo Consórcio 
Europeu Airbus. Nestes links, você pode encontrar mais 
informações sobre essas empresas, que são os maiores 
construtores de aviões de mundo. Confira! 
 
www.boeing.com 
 
www.airbus.com
Resumindo 
 
Até aqui você já agregou conhecimentos importantes para olhar o setor de 
transportes como um sistema. Agora você conhece as características dos 
diferentes meios de transporte (veículos), e também a infraestrutura básica 
para cada modal operar, tanto no que diz respeito ao transporte de 
passageiros quanto com relação à movimentação de cargas.
56
 a
1) Julgue verdadeiro ou falso. Os navios de carga geral 
transportam uma grande variedade de cargas, que vão desde 
automóveis até alimentos embalados. São esses os navios 
que trabalham com os contêineres. Quando transportam 
exclusivamente carga conteinerizada, são então chamados 
de navios porta-contêineres. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( ) 
 
2) Julgue verdadeiro ou falso. Nas cidades e rios brasileiros 
também há transporte de passageiros em barcos, navios e 
lanchas. Neste caso, dizemos que o transporte é marítimo. 
 
Verdadeiro ( ) Falso ( )
Atividades
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Referências
ABRATI – Associação Brasileira das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal, 
Interestadual e Internacional de Passageiros. Revista da Abrati, nº 37, jun. 2004.
ALVARENGA, A.; NOVAES, A. G. Logística aplicada: suprimento e distribuição física. 
São Paulo: Pioneira, 1994.
AZAMBUJA, A. M. V. Análise de Eficiência na Gestão do Transporte Público por 
Ônibus em Municípios Brasileiros. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de 
Produção. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2002.
BALLOU, R. R. Logística Empresarial: Transportes, Administração de Materiais e 
Distribuição Física. São Paulo: Atlas, 1993.
EBTU – Empresa Brasileira de Transportes Urbanos. Planejamento da Operação. 
Módulo de Treinamento, STPP Gerência do Sistema de Transporte Público de 
Passageiros. Brasília: EBTU, 1988.
FERRAZ, A. C. P.; TORRES, I. G. E. Transporte Público Urbano. 2. Ed. São Carlos: RiMa, 
2004.
FLEURY, P. C. Logística integrada. In: Fleury, P. C., Wanke, P.; Figueiredo, K. F. (orgs.). 
Logística empresarial: a perspectiva brasileira. São Paulo: Atlas, 2000.
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Federal do Rio Grande do Sul, 2003.
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em: <http://www.ibge.gov.br/>. Acesso em: 10 jul. 2017.
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Internacional de Administração, 2008.
MCIDADES – Ministério das Cidades. Mobilidade e desenvolvimento urbano/
Ministério das Cidades, Secretaria de Transporte e da Mobilidade Urbana. Brasília: 
MCidades, 2006.
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PAROLIN, F. Princípios para a atuação do poder público em mobilidade urbana. In: 
ABAR – Associação Brasileira de Agências de Regulação. IV Congresso Brasileiro de 
Regulação da ABAR. Manaus: ABAR, 2005.
PASSAGLIA, E.; VALENTE, A. M.; NOVAES A. G. Gerenciamento de Transporte e Frotas. 
Florianópolis: Pioneira Thomson Learning, 2001.
RODRIGUES, P. R. A. Introdução aos sistemas de Transporte no Brasil e à Logística 
Internacional. 3. Ed. São Paulo: Aduaneiras, 2005.
WANKE, P. F. Logística e transporte de cargas no Brasil: produtividade e eficiência no 
século XXI. São Paulo: Atlas, 2010.
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Gabarito
Questão 1 Questão 2
Unidade 1 V V
Unidade 2 F F
Unidade 3 F F
Unidade 4 F F
Unidade 5 V F
	Apresentação
	Unidade 1 | Transporte: Conceitos e Definições
	1 Introdução
	2 Transporte: Conceitos e Definições
	3 Importância Social, Econômica e Cultural do Transporte
	4 Modalidades de Transporte
	Atividades
	Referências
	Unidade 2 | Modos de Transporte: Rodoviário e Ferroviário
	1 Introdução
	2 Modal Rodoviário
	3 Modal Ferroviário
	Atividades
	ReferênciasUnidade 3 | Modos de Transporte: Aquaviário, Aéreo e Dutoviário
	1 Introdução
	2 Modal Aquaviário
	3 Modal Aeroviário
	4 Modal Dutoviário
	Atividades
	Referências
	Unidade 4 | Veículos do Transporte Rodoviário e Ferroviário
	1 Introdução
	2 Veículos de Transporte Rodoviário
	2.1 Veículos de Transporte Rodoviário de Cargas
	2.1.1 Classificação das Silhuetas dos Veículos ou Combinações de Veículos de Carga
	2.2 Veículos de Transporte Rodoviário de Passageiros
	3 Veículos de Transporte Ferroviário
	3.1 Veículos de Transporte Ferroviário de Cargas
	3.2 Veículos de Transporte Ferroviário de Passageiros
	Atividades
	Referências
	Unidade 5 | Veículos do Transporte Aquaviário e Aéreo
	1 Introdução
	2 Transporte Aquaviário
	2.1 Veículos de Transporte Marítimo de Cargas
	2.2 Veículos de Transporte Marítimo de Passageiros
	2.3 Veículos de Transporte Hidroviário de Passageiros
	3 Transporte Aéreo
	Atividades
	Referências
	Gabarito

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