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Manual Caseiro 
 
Direito Administrativo – De 
na Súmula!!! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEI DE DROGAS 
Lei nº 11.343/2006 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Ed. 2020 
 
 
 
 
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Direito Administrativo – De 
na Súmula!!! 
 
 
Manual Caseiro 
Instagram: @manualcaseiro 
E-mail: manualcaseir@outlook.com 
Site: www.meumanualcaseiro.com.br 
Lei de Drogas – Lei n º. 11.343/2006 
 
LEI DE DROGAS 
Lei nº 11.343/2006 
 
 
 
Prezado aluno, passaremos nesse momento ao estudo da Lei de Drogas, uma das leis penais especiais 
mais recorrentes em provas de concursos. Assim, merece a nossa total atenção! 
O presente material tem por objetivo reunir todas as informações que o candidato precisa para resolver 
questões dos certames públicos. Dessa forma, nosso material trouxe uma abordagem doutrinária sobre o tema 
objeto de estudo, a legislação (lei seca), questões que já foram cobradas pela Banca CESPE, questões já 
cobradas em concurso público pelas diversas bancas, alterações promovidas pelo PAC, súmulas, e, por fim, 
os informativos. 
Feita as devidas considerações iniciais, vamos ao conteúdo! 
Bons estudos, #TmJuntos! 
 
1. Contextualização da regulamentação legal do tráfico de Drogas no Ordenamento Jurídico 
Brasileiro 
Atualmente, encontra-se vigente no Ordenamento Jurídico Brasileiro regulamentando o tráfico de 
drogas, bem como, o tratamento para o usuário, a Lei n.º 11.343/2006. A Lei é do final de 2006 e revogou 
expressamente a lei de drogas antiga (Lei n. 6.368/1976 e 10.409/2002). 
 
 
 
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Para tratar do tema de Drogas, antes da edição da Lei nº 11.343 de 2006, tínhamos duas legislações 
distintas, uma que tratava do regramento quanto aos crimes (tipificação das condutas) e outra sobre o 
procedimento (lei penal e lei procedimental). No atual cenário, toda a matéria envolvendo drogas, seja a parte 
penal ou a parte investigatória, bem como, procedimental estão previstas na Lei nº 11.343/2006. 
 Em resumo: 
• A legislação que trata sobre o regramento das drogas é a Lei nº 11.343/2006. 
• Atualmente, todo tratamento da matéria encontra-se prevista na Lei nº 11.343/2006, a qual 
revogou expressamente as Leis nº 6.368/76 e 10.409/2002. 
 
- Aspectos da “Nova” Lei de Drogas 
 
• Criação do SISNAD – Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas. 
• Substituição da expressão substâncias entorpecentes por drogas. 
• Tratamento mais rigoroso ao traficante e mais “benéfico” ao usuário. 
A nova lei confere um tratamento mais rigoroso ao traficante e um tratamento mais brando ao usuário, 
isto porque a Lei de drogas antiga permitia a prisão do usuário, o qual tinha pena prevista de até 03 anos. 
Em sentido oposto, com a atual lei de drogas, o usuário não pode mais ser preso. A descarcerização 
do usuário é um grande benefício trazido pela nova Lei (Art. 28, Lei nº 11.343/2006). 
à Não há para o usuário pena privativa de liberdade! 
E quais são as penas aplicadas ao usuário? Nos termos do art. 28, temos as seguintes: 
Penas para o Usuário (Art. 28, Lei nº 11.343/2006) 
I - advertência sobre os efeitos das drogas; 
II - prestação de serviços à comunidade; 
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. 
 
Leis sobre 
Drogas: Lei n. 6.368/1976 
Lei n. 
10.409/2002
Lei n. 
11.343/2006
 
 
 
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Em caso de descumprimento dessas penas, o juiz aplicará medidas sancionatórias, e quais são elas? 
Admoestação verbal e multa. 
Art. 28. § 6º Para garantia do cumprimento das medidas educativas a que se refere o caput, nos incisos 
I, II e III, a que injustificadamente se recuse o agente, poderá o juiz submetê-lo, sucessivamente a: I - 
admoestação verbal; II - multa. 
Vejamos: 
 
Destaca-se ainda que, não cabe a prisão cautelar para o usuário, isso porque não permite sequer 
de modo definitivo ao término da demanda processual. 
àNão cabe Prisão em Flagrante (2ª fase do flagrante). 
Por outro lado, para o traficante, todavia, o tratamento foi recrudescido – a pena mínima, por exemplo, 
foi aumentada. O tratamento dado ao traficante na nova Lei de Drogas era tão rigoroso que o Supremo 
Tribunal Federal reconheceu a inconstitucionalidade de algumas afirmações, as quais tinham por base a 
vedação em abstrato de determinados benefícios. 
Corroborando ao exposto, preleciona Roque; Távora e Alencar1: 
Dentre inúmeros pontos marcantes que podem ser apontados, no que se refere às distinções entre 
a atual Lei de Drogas e a legislação revogada, devemos enaltecer a substancial distinção levada 
a efeito, no que pertine ao tratamento conferido a usuários e traficantes. Na Lei nº 6.368/76, 
o crime de tráfico estava previsto no art. 12, e previa uma pena de “reclusão, de 3 (três) a 15 
(quinze) anos, e pagamento de 50 (cinqüenta) a 360 (trezentos e sessenta) dias-multa”. Por sua 
vez, a conduta do usuário estava contida no art. 16, cuja pena era de “detenção, de 6 (seis) meses 
a 2 (dois) anos, e pagamento de (vinte) a 50 (cinqüenta) dias-multa”. Na atual legislação, o crime 
do traficante está previsto no art. 33, cuja pena prevista é de “reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) 
anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa”. Por sua vez, o 
crime do usuário tem previsão no art. 28, e não há previsão para pena privativa de liberdade. De 
fato, para o usuário, a Lei nº 11.343/06 previu as seguintes penas: a) advertência sobre os efeitos 
 
1 Legislação Criminal para Concursos. 5ª edição, revista, atualizada e ampliada. Editora Juspodivm. 2020. 
Descumprimento AdmoestaçãoVerbal Multa
 
 
 
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das drogas; b) prestação de serviços à comunidade; c) medida educativa de comparecimento a 
programa ou curso educativo. 
 
 
 
2. Noções introdutórias 
A Lei de Drogas continua sendo muito alterada ao longo dos anos pelo fato de conter crimes comuns 
na sociedade, gerando bastante demanda processual e muita jurisprudência, proporcionando diversas 
alterações legislativas com novas conceituações em nosso Ordenamento Jurídico. 
O objeto material do crime é a pessoa ou coisa sobre a qual recai a conduta criminosa. Nesse sentido, 
o objeto material nos crimes da lei de drogas é a droga. Nessa perspectiva, proclama o art. 1º, parágrafo 
único da Lei nº 11.343/2006. 
Nesse sentido, iniciamos a nossa contextualização da legislação questionando: se o objeto material 
da lei de drogas é a drogas, qual a compreensão legal do termo drogas? 
- Candidato, o que se entende por droga? 
A Lei de Drogas não trouxe o conceito de seu tipo penal “Droga”, tornando-se, portanto, uma norma 
penal em branco, aquela que o preceito primário vem incompleto, precisando de uma complementação. 
Nessa esteira, a Lei n. 11.343/06 traz apenas em seu artigo 1º parágrafo único: 
 
Parágrafo único. Para fins desta Lei, consideram-se como drogas as substâncias ou os produtos 
capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas 
atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União. 
 
E então, como saberemos o que é droga para fins de tipificação dos crimes previstos na Lei n. 
11.343/2006? Para suprir essa ausência a definição de drogas para fins penais, a Portaria 344/98 da Secretária 
de Vigilância Sanitária – ANVISA, do Ministério da Saúde dispôs: 
 
Art. 1º Para os efeitos deste Regulamento Técnico e para a sua adequada aplicação, são 
adotadas as seguintes definições: 
 Droga - Substância ou matéria-primaque tenha finalidade medicamentosa ou sanitária. 
 
 Nessa portaria são trazidos ainda em seu anexo, mais de 400 substâncias consideradas como 
substância entorpecente. Atente para o fato do termo droga não se referir apenas a maconha, cocaína, heroína, 
etc. 
 
 
 
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 Corroborando ao exposto, Roque; Távora e Alencar 2: 
Atualmente, o rol de substâncias prescritas encontra-se na portaria SVS/MS nº 344, de 12 de 
maio de 1998, que “aprova o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos 
a controle especial”. A propósito, o art. 66 da Lei de Drogas, em comento, estabelece que: “para 
fins do disposto no parágrafo único do art. 1º desta Lei, até que seja atualizada a terminologia da 
lista mencionada no preceito, denominam-se drogas substâncias entorpecentes, psicotrópicas, 
precursoras e outras sob controle especial, da Portaria SVS/MS no 344, de 12 de maio de 1998”. 
 
Uma vez identificado que se trata de uma norma penal em branco, aproveitamos para reforçarmos a 
sua definição. Vejamos! 
 
Relembrando! Normal penal em branco subdivide-se em: 
 
Norma penal em branco homogênea: a sanção vincula-se a um tipo que precisa ser complementado por 
uma mesma lei ou por uma outra lei – originadas da mesma instância legislativas. 
 
Complementação está contida na mesma lei (homovitelinas); remissão interna: remetem a outros 
dispositivos contidos na mesma lei. Código Penal com Código Penal. 
 
Complementação está contido em outra lei, mas de mesma instância legislativa (heterovitelinas) – 
remissão externa. Remetem a outra lei formal, mas de mesma instância legislativa. Lei que remete a outra 
Lei, Portaria que remete a outra Portaria, Decreto que remete a outro Decreto. 
 
Norma penal em branco heterogênea: Há fonte formal heteróloga, pois remetem a individualização 
(especificação) do preceito a regras cujo autor é um órgão distinto do poder legislativo, o qual realiza o 
preenchimento do branco por meio de sua individualização, p. exemplo, via ato administrativo. 
Exemplo: Lei 11.343/2006 que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas – 
SISNAD. 
Art. 66. Para fins do disposto no parágrafo único do art. 1o desta Lei, até que seja atualizada a terminologia 
da lista mencionada no preceito, denominam-se drogas substâncias entorpecentes, psicotrópicas, precursoras 
 
2 Legislação Criminal para Concursos. 5ª edição, revista, atualizada e ampliada. Editora Juspodivm. 2020. 
 
 
 
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e outras sob controle especial, da Portaria SVS/MS no 344, de 12 de maio de 1998. (Fixa as substâncias 
entorpecentes ou que determinam dependência física ou psíquica). 
 
 Candidato, os crimes da Lei de Drogas estão previstos em qual espécie de norma penal em branco? 
Excelência, os crimes da Lei de Drogas conforme se pode extrair da redação do parágrafo único do art. 1º da 
Lei nº 11.343/2006, tanto podem vim a serem complementados por uma Lei (e nesse caso, seria classificado 
nessa hipótese como uma norma penal em branco homogênea) como também por Ato Administrativo (e 
nesse caso a norma penal em branco é heterogênea), inobstante essa dupla possibilidade, atualmente em 
nosso ordenamento jurídico os crimes previstos na lei de drogas estão contidos em norma penal em branco 
heterogênea pois a norma que complementa a legislação vem descrita em ato administrativo da União. 
Assim, contemplamos que quem define conduta criminosa é a Lei, mas o complemento é dado pela Portaria 
da Anvisa (vai definir qual substância é droga) – a ANVISA é uma agência do Poder Executivo da União. 
 Dessa forma, por ser a fonte de complemento uma portaria, fala-se que a lei é uma norma penal em 
branco heterogênea. 
 Na Lei de Drogas, a norma penal em branco é heterogênea, isto porque o complemento é dado por 
ato infralegal – Portaria da ANVISA. 
 Vamos ESQUEMATIZAR? 
Normal Penal em Branco 
Heterogênea Homogênea 
Quando o complemento estiver definido em ato 
infralegal. 
Quando o complemento estiver definido em lei. 
(Divide-se em homóloga – mesma lei - ou heteróloga 
– lei distinta). 
 
 
O art. 2º da Lei 11.3434/06 segue afirmando: 
 
Art. 2º Ficam proibidas, em todo o território nacional, as drogas, bem como o plantio, a cultura, 
a colheita e a exploração de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas 
drogas, ressalvada a hipótese de autorização legal ou regulamentar, bem como o que 
estabelece a Convenção de Viena, das Nações Unidas, sobre Substâncias Psicotrópicas, de 
1971, a respeito de plantas de uso estritamente ritualístico-religioso. 
 
 Uma primeira ressalva a proibição, fica a cargo do caput deste artigo, fazendo menção a Convenção 
de Viena que trata da utilização de substrato de drogas para fins religiosos. (caso em que será necessário 
autorização judicial). 
 Vejamos: 
 
 
 
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Parágrafo único. Pode a União autorizar o plantio, a cultura e a colheita dos vegetais referidos 
no caput deste artigo, exclusivamente para fins medicinais ou científicos, em local e prazo 
predeterminados, mediante fiscalização, respeitadas as ressalvas supramencionadas. 
 Mais duas ressalvas são feitas em casos de autorização para fins medicinais ou científicos, como trata 
o parágrafo único acima. Portanto, a proibição, exploração, plantio ou cultivo de drogas possuem três 
exceções: A religiosa, a científica e medicinal. 
 Vejamos as ressalvas: 
 
3. Sujeitos do Crime: ativo e passivo 
Em regra geral, os crimes da lei de drogas são crimes comuns ou gerais, que significa que podem ser 
praticados por quaisquer pessoas, não exigem qualidade especial do agente. Contudo, temos uma exceção 
prevista ao teor do art. 38 da Lei nº 11.343/2006, que é classificado como crime próprio ou especial (exige 
qualidade especial do agente), trata-se do crime de prescrição ou ministração culposa de drogas. Vejamos: 
 
 
Prescrição ou Ministração Culposa de Drogas 
Art. 38. Prescrever ou ministrar, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente, ou 
fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e pagamento de 50 (cinqüenta) a 200 
(duzentos) dias-multa. 
Parágrafo único. O juiz comunicará a condenação ao Conselho Federal da categoria 
profissional a que pertença o agente. 
 
 
 No tocante ao verbo do tipo “prescrever”, entendimento já consolidado afirma ser crime próprio, pois 
se exige a qualidade especial do agente de “médico, dentista, farmacêutico ou profissional de enfermagem”. 
Apenas profissional da saúde é quem pode prescrever. 
Fins 
religiosos
Fins 
medicinais
Fins 
cientifícos
 
 
 
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No tocante ao sujeito passivo, é a coletividade. Os crimes da lei de drogas são classificados como 
crimes vagos. Entende-se por crime vago aquele que tem como sujeito passivo um ente destituído de 
personalidade jurídica. 
 
4. Crimes de perigo abstrato 
Os crimes previstos na lei de drogas são crimes de perigo abstrato. A prática da conduta prevista em 
lei acarreta a presunção absoluta de perigo ao bem jurídico, não cabendo prova em contrário. Não obstante 
a regra, temos uma exceção. Trata-se do tipo penal do art. 39 da lei em comento. No crime do art. 39 da 
Lei de Drogas, há um crime de perigo concreto: não basta conduzir a embarcação sob o efeito da droga, é 
necessário que haja efetivamente a exposição da incolumidade de outrem a um perigo concreto, real, 
efetivo. 
 Os crimes de perigo abstrato são aqueles em que não são exigidos a colocação dobem jurídico em 
risco real e concreto tampouco a lesão do mesmo. Apenas retratam uma conduta que em si, sem apontar 
resultado específico como elemento expresso do injusto. Então para ser configurado tipo penal incriminador 
basta comportamento comissivo ou omissivo previsto no tipo penal3. 
5. Dos crimes e das penas 
 
5.1 Porte de drogas para o consumo pessoal 
Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para 
consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou 
regulamentar será submetido às seguintes penas: 
O sujeito ativo do delito do art. 28 é qualquer pessoa, o que significa que se trata de crime comum 
(aquele que pode ser praticado por qualquer pessoa, não exige qualidade especial do agente). Conforme já 
destacamos acima, os crimes da lei de drogas, em regra, são crimes comuns. Contudo, no delito de tráfico 
(art. 33), na modalidade prescrever e ministrar, o delito é classificado como crime próprio (porque exige 
qualidade especial do agente). 
 
3 https://jus.com.br/artigos/73188/crime-de-perigo-abstrato 
 
 
 
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No tocante ao sujeito passivo, o direto/imediato ou eventual é a coletividade, já o indireto/mediato ou 
constante é o Estado. 
O bem jurídico que se pretende tutelar, in casu, é a saúde pública. Trata-se de crime contra a saúde 
pública. O objeto material, por sua vez, é a pessoa ou coisa sobre qual a pessoa ou coisa. No delito do art. 
28, da Lei 11.343, o objeto material é a droga. 
Quais são as condutas criminalizadas pelo art. 28? Trata-se de tipo penal misto alternativo4, 
contemplando cinco verbos, se consumando com a realização de qualquer dos verbos. 
• Adquirir; 
• Guardar; 
• Trazer Consigo; 
• Ter em depósito; 
• Transportar. 
 
Vamos ESQUEMATIZAR? 
ADQUIRIR GUARDAR TER EM 
DEPÓSITO 
TRANSPORTAR TER EM 
DEPÓSITO 
“Adquirir”: traduz a 
ideia de obter, 
conseguir. Trata-se da 
obtenção da posse ou 
propriedade da droga, 
seja a título oneroso 
ou gratuito. Nesta 
modalidade de 
conduta, o crime é 
instantâneo, isto é, 
ocorre a consumação 
de forma imediata, 
com a simples 
aquisição da droga. 
 
“Guardar”: traduz a 
ideia de acondicionar, 
conservar, ocultar, 
proteger, tomar conta, 
ter sob vigilância, em 
geral de forma 
clandestina. Nesta 
modalidade de 
conduta, o crime é 
permanente, isto é, a 
ação do agente se 
protrai no tempo. 
 
“Ter” (em depósito): 
traduz a ideia de 
manter armazenado, 
conservar em 
determinado local. No 
geral, também há a 
ideia de 
clandestinidade, 
ocultação, muito 
embora não seja 
imprescindível, pois o 
depósito pode, em 
certos casos, ser 
exposto ao público. 
Nesta modalidade de 
conduta, o crime é 
permanente. 
“Transportar”: traduz a 
ideia de deslocar a 
droga, levando-a de um 
local para outro. Para a 
caracterização do 
crime, pouco importa 
qual é a forma de 
transporte da droga. 
Contudo, em geral, 
diferencia-se da quinta 
conduta (“trazer 
consigo”) pelo fato de 
que, nessa última, a 
droga é conduzida junto 
ao corpo do agente, ao 
passo que, no 
transporte, ela está, por 
exemplo, 
acondicionada no 
veículo automotor. 
Nesta modalidade de 
conduta, o crime é 
permanente. 
“Trazer” consigo: 
traduz a ideia de 
transportar a droga 
junto ao corpo, ou em 
compartimento que é 
carregado pelo próprio 
agente (ex.: bolsa, 
mochila, etc.). Nesta 
modalidade de 
conduta, o crime é 
permanente. 
 
 Os conceitos acima foram extraídos da obra Legislação Criminal para Concursos (2020). Editora Juspodivm. 
 
4 Nas lições do prof. Márcio Cavalcante (Dizer o Direito), o tipo penal misto alternativo é aquele em que o legislador descreveu 
duas ou mais condutas (verbos). Se o sujeito praticar mais de um verbo, no mesmo contexto fático e contra o mesmo objeto 
material, responderá por um único crime, não havendo concurso de crimes nesse caso. 
 
 
 
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Candidato, é possível pensar em tentativa em relação a esses crimes? É muito difícil falar em tentativa 
nesses casos; em tese, é admissível, mas é difícil pensar em uma situação prática de tentativa. A doutrina 
ressalta que é possível tentar adquirir a droga. A dificuldade da tentativa decorre do fato de que mesmo que 
praticado na forma tentada, é provável que já seja consumada em um dos outros verbos do tipo. 
A Lei não menciona o verbo usar, mas menciona verbos que teoricamente incidem na prévia prática 
do consumo. 
Corroborando ao exposto, Roque; Távora e Alencar 5: 
O art. 28 da Lei de Drogas trata das condutas a serem praticadas pelo usuário. A primeira 
anotação que devemos fazer é, justamente, no sentido de que a Lei não criminaliza o consumo 
em si, mas sim condutas relacionadas à pretensão de consumir a droga. Basta perceber que dentre 
os núcleos do tipo não se encontra o verbo “consumir”. De todo modo, inconcebível que o 
usuário consiga fazer uso da droga sem que realize pelo menos um dos núcleos do tipo – 
“adquirir”, “guardar”, “ter” (em depósito), “transportar” ou “trazer” consigo. 
Candidato, porque a conduta descrita no art. 28 é considerada crime, tendo em vista que somos 
regidos pelo princípio da alteridade? 
O princípio da alteridade basicamente significa dizer que aquele indivíduo que causa lesão a si 
próprio, esta lesão não será punida. No entanto, o sujeito passivo da Lei de drogas é a saúde pública, desta 
forma, não interessa apenas o usuário de drogas, o interesse principal é de que a saúde pública seja 
preservada, caso contrário, a coletividade é diretamente prejudicada com situações de marginalidade, 
problemas de overdose, problemas com a sobrecarga do sistema de saúde. 
 
5.1.1 Figura Equiparada 
Art. 28 § 1º Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva 
ou colher plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto 
capaz de causar dependência física ou psíquica. 
 Este parágrafo traz as condutas equiparadas ao crime do caput, semear cultivar ou colher. E quais são 
as condutas? 
• Semeia; 
 
5 Legislação Criminal para Concursos. 5ª edição, revista, atualizada e ampliada. Editora Juspodivm. 2020. 
 
 
 
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• Cultiva; 
• Colhe. 
... plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar 
dependência física ou psíquica. 
 
O dispositivo refere-se ao local em que o agente planta uma pequena quantidade de substância ou 
produto capaz de causar dependência física ou psíquica para seu consumo pessoal (Exemplo: plantar um pé 
de maconha em um vaso na varanda do apartamento). 
 
Obs.1: A plantação deve ser com a finalidade específica de consumo pessoal; 
Obs.2: A prática de alguma das condutas já caracteriza o delito, pois trata-se de tipo penal misto 
alternativo. 
Obs.3: Deve ser planta destinada a pequena quantidade. A lei expressamente tratou “pequena 
quantidade”. 
 
 
5.1.2 Punições 
 
Na atual lei de drogas, o usuário não pode mais ser preso. A descarcerização do usuário é um grande 
benefício trazido pela nova Lei (Art. 28, Lei nº 11.343/2006). Não há mais incidência para o usuário pena 
privativa de liberdade! 
E quais são as penas aplicadas ao usuário? Com relação a punição o Art. 28 ainda disciplina em seus 
incisos que: 
 
I - advertência sobre os efeitos das drogas; 
II - prestação de serviços à comunidade; 
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. 
 
 
 O STF se manifestou acerca da tese da “descriminalização” deste artigo, e para a Corte há uma 
despenalização, o legislador manteve a natureza da infração, continua sendo uma infração penal. Tornando-
se um crime de ínfimo menor potencial ofensivo. 
 PenasNÃO privativas de liberdade: advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de serviço 
à comunidade e medida educativa de comparecimento à programa ou curso educativo, preferencialmente 
 
 
 
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sobre questões de drogas. Quanto ao prazo, este será de 5 meses se for primário e 10 meses se for reincidente, 
no caso da reincidência o STJ se pronunciou no RESP 1.771.304-ES, e entendeu que se tratava de uma 
reincidência especifica no uso de drogas. 
 Vale ressaltar que de acordo com o Art. 27, é possível aplicar cumulativamente duas ou três penas: 
Art. 27. As penas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, 
bem como substituídas a qualquer tempo, ouvidos o Ministério Público e o defensor. 
 Candidato, condução coercitiva após o descumprimento de um Termo Circunstanciado, para 
comparecimento ao juiz e aplicação de uma advertência por exemplo, é permitida no porte de drogas 
para consumo pessoal? Sim. No entanto vale lembrar que na lei de abuso de autoridade e em julgados do 
STF, o entendimento é de que não se pode conduzir o réu coercitivamente para presença do juiz com fins de 
interrogatório, baseado no princípio da presunção de inocência, e não o princípio de não fazer prova contra 
si mesmo. No caso do portador de drogas para uso pessoal, não há o princípio da presunção de inocência 
tendo em vista que já está condenado a uma pena de advertência. Portanto de acordo com o Enunciado do 
FONAJE (Fórum Nacional dos Juizados Especiais), em caso de ausência injustificada do usuário de drogas 
à audiência de aplicação de pena de advertência, ele poderá ser conduzido coercitivamente. 
A prestação de serviços preferencialmente será na prevenção do consumo ou recuperação de 
usuários e dependentes de drogas, possuindo duas características: A não substitutividade e não 
conversibilidade. Essa pena é autônoma, não substitui nenhuma outra pena, como a pena restritiva de direito 
substitui a pena restritiva de liberdade, bem como uma vez descumprida a pena imposta, esta não será 
convertida em prisão. Sendo assim essas as principais diferenças com as penas restritivas de direitos, a não 
substitutividade e a não conversibilidade. 
Em caso de descumprimento, o juiz aplicará medidas sancionatórias, e quais são elas? Admoestação 
verbal e multa. Destaca-se ainda que, não cabe a prisão cautelar para o usuário, isso porque não permite 
sequer de modo definitivo ao término da demanda processual. Não cabe Prisão em Flagrante (2ª fase do 
flagrante). 
Cuidado, muita atenção aqui, a admoestação verbal e a multa não são penas do Art. 28! Isso é efeito 
extrapenal, com intuito de coagir as devidas penas: advertência, prestação de serviço à comunidade e 
frequência em curso educativo. 
Candidato, pode-se de imediato aplicar a multa em caso de descumprimento de prestação de 
serviço ou frequência em curso educativo? Não. O entendimento pacifico é de que essas medidas 
 
 
 
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coercitivas (admoestação verbal, multa) para garantia do cumprimento das penas do art. 28 são sucessivas. 
Primeiro deve-se admoestar e depois aplicar a multa, não pode ser simultaneamente. 
Candidato, imagine que o usuário foi admoestado, posteriormente aplicado a multa coercitiva 
e mesmo assim não surte efeito no tocante ao cumprimento da pena, chegando ao falecimento deste 
indivíduo, a multa anteriormente arbitrada pode ser cobrada corrigida dos herdeiros? Sim. Não se 
utiliza aqui o princípio da intranscendência da pena, tendo em vista que tanto a admoestação verbal como 
essa multa NÃO SÃO PENAS, são efeitos extrapenais para efeito de coerção ao cumprimento das penas. 
Portanto, os herdeiros responderão na medida do espólio deixado pelo de cujus todas as multas que foram 
arbitradas (a Lei não define até quantas podem ser aplicadas). 
Observação. O Art. 28 gerava reincidência para outros crimes, contudo houve uma mudança de 
entendimento do STJ tendo em vista que, se na lei de contravenções penais que possui uma pena de prisão 
simples não gera reincidência, não tem lógica um crime como o do art. 28 que tem uma pena apenas de 
“advertência”, “prestação de serviços” e “medida educativa” gerar reincidência. Lembrando que a lei de 
contravenções penais informa que se houver uma contravenção penal e a prática de um crime posterior essa 
contravenção não gera reincidência, apenas caso seja uma contravenção e outra contravenção, neste caso 
gera reincidência, bem como na prática de um crime e uma contravenção posterior irá gerar reincidência. 
Nesse sentido, vejamos: 
A condenação pelo art. 28 da Lei 11.343/2006 (porte de droga para uso próprio) NÃO configura 
reincidência: O porte de droga para consumo próprio, previsto no art. 28 da Lei nº 11.343/2006, possui 
natureza jurídica de crime. O porte de droga para consumo próprio foi somente despenalizado pela Lei nº 
11.343/2006, mas não descriminalizado. Obs: despenalizar é a medida que tem por objetivo afastar a pena 
como tradicionalmente conhecemos, em especial a privativa de liberdade. Descriminalizar significa deixar de 
considerar uma conduta como crime. Mesmo sendo crime, o STJ entende que a condenação anterior pelo art. 
28 da Lei nº 11.343/2006 (porte de droga para uso próprio) NÃO configura reincidência. Argumento principal: 
se a contravenção penal, que é punível com pena de prisão simples, não configura reincidência, mostra-se 
desproporcional utilizar o art. 28 da LD para fins de reincidência, considerando que este delito é punido apenas 
com “advertência”, “prestação de serviços à comunidade” e “medida educativa”, ou, seja, sanções menos 
graves e nas quais não há qualquer possibilidade de conversão em pena privativa de liberdade pelo 
descumprimento. Há de se considerar, ainda, que a própria constitucionalidade do art. 28 da LD está sendo 
fortemente questionada. STJ. 5ª Turma. HC 453437/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 
04/10/2018. STJ. 5ª Turma. AgRg-AREsp 1.366.654/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 13/12/2018. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1672654/SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 21/08/2018 (Info 
632). 
 
 
 
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Sobre o delito do art. 28 e a reincidência, vale a pena conferirmos o teor do Info 662 do STJ: 
A reincidência de que trata o § 4º do art. 28 da Lei nº 11.343/2006 é a específica: O art. 28 da Lei nº 
11.343/2006 prevê o crime de porte de drogas para consumo pessoal. Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver 
em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo 
com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I - advertência sobre os efeitos 
das drogas; II - prestação de serviços à comunidade; III - medida educativa de comparecimento a programa ou 
curso educativo. Em regra, as penas dos incisos II e III só podem ser aplicadas pelo prazo máximo de 5 meses. 
O § 4º prevê que: “em caso de reincidência, as penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão 
aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses.” A reincidência de que trata o § 4º é a reincidência específica. 
Assim, se um indivíduo já condenado definitivamente por roubo, pratica o crime do art. 28, ele não se enquadra 
no § 4º. Isso porque se trata de reincidente genérico. O § 4º ao falar de reincidente, está se referindo ao crime 
do caput do art. 28. STJ. 6ª Turma. REsp 1771304-ES, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 10/12/2019 (Info 
662). 
 
5.1.3 Competência 
Como já citado anteriormente, o crime previsto no Art. 28 da Lei 11.343/06 é um crime de ínfimo 
potencial ofensivo, portanto a competência para julgar é do Juizado EspecialCriminal, na Justiça Estadual. 
O processo e julgamento do crime do art. 28 segue o procedimento sumaríssimo. É crime de 
competência do Juizado Especial Criminal. 
Assim, temos que o art. 28 da Lei de Drogas é infração de menor potencial ofensivo. Seu processo e 
julgamento seguem o rito sumaríssimo (arts. 60 e seguintes da Lei 9.099/1995). 
Corroborando ao exposto, Victor Eduardo Rios Gonçalves e José Paulo Baltazar Junior (2016):6 
O procedimento em relação a qualquer das condutas previstas no art. 28, salvo se houver 
concurso com crime mais grave, é aquele descrito nos arts. 60 e seguintes da Lei n. 9.099/95, 
sendo, assim, de competência do Juizado Especial Criminal. Dessa forma, a quem for flagrado 
na prática de infração penal dessa natureza não se imporá prisão em flagrante, devendo o autor 
do fato ser imediatamente encaminhado ao juizado competente, ou, na falta deste, assumir o 
compromisso de a ele comparecer, lavrando-se termo circunstanciado e providenciando a 
autoridade policial as requisições dos exames e perícias necessários. Concluída a lavratura do 
 
6 Gonçalves, Victor Eduardo Rios. Legislação penal especial / Victor Eduardo Rios Gonçalves, José Paulo Baltazar Junior; 
coordenador Pedro Lenza. – 2. ed. – São Paulo : Saraiva, 2016. – (Coleção esquematizado®) 1. Direito penal - Legislação - Brasil 
I. Baltazar Junior, José Paulo. II. Título. III. Série. CDU-343.3/.7(81)(094.56). 
 
 
 
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termo circunstanciado, o agente será submetido a exame de corpo de delito se o requerer, ou se 
a autoridade policial entender conveniente, e, em seguida, será liberado. 
 
5.1.4 Princípio da Insignificância 
É majoritário o posicionamento de que o princípio da insignificância não é aplicado ao Art. 28, 
tendo em vista que já é em sua essência um crime de ínfimo potencial ofensivo, baixa ofensividade, possui 
um teor de insignificância. Muito embora exista jurisprudência permitindo sua aplicação. 
Nesse sentido, vejamos o Informativo do STJ. 
INFORMATIVO 541, STJ. 
LEI DE DROGAS: Não se aplica o princípio da insignificância para a 
posse/porte de droga. 
Não se aplica o princípio da insignificância para o crime de posse/porte de 
droga para consumo pessoal (art. 28 da Lei nº 11.343/2006). Para a 
jurisprudência, não é possível afastar a tipicidade material do porte de substância 
entorpecente para consumo próprio com base no princípio da insignificância, 
ainda que ínfima a quantidade de droga apreendida. STJ. 6ª Turma. RHC 35.920-
DF, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 20/5/2014 (Info 541). 
 
Atenção! Porte de Droga para Consumo Pessoal x Princípio da Insignificância! 
Se a pessoa for encontrada com alguns poucos gramas de droga para consumo próprio, é possível 
aplicar o princípio da insignificância? 
àSTJ: não é possível aplicar o princípio da insignificância 
A jurisprudência de ambas as turmas do STJ firmou entendimento de que o crime de posse de drogas 
para consumo pessoal (art. 28 da Lei n° 11-343/06) é de perigo presumido ou abstrato e a pequena 
quantidade de droga faz parte da própria essência do delito em questão, não lhe sendo aplicável o 
princípio da insignificância (STJ. 6• Turma. RHC 35-920-DF, Rei. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 
2o/5f2014.lnfo 541) . 
àSTF: possui um precedente isolado, da 1ª Turma, aplicando o princípio: HC 110475, Rei. Min. 
Dias Toffoli,julgado em 14/02/2012. 
 
 
 
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Obs.: se esse tema for cobrado em prova, você deverá responder que NÃO é possível a aplicação do 
princípio, uma vez que o referido precedente da 1ª Turma do STF não formou jurisprudência. 
Assim: 
STF STJ 
Em regra, não admite. Admitiu de forma 
excepcional. 
Não admite. 
STF: “Ao aplicar o princípio da insignificância, a 1ª 
Turma concedeu habeas corpus para trancar 
procedimento penal instaurado contra o réu e 
invalidar todos os atos processuais, desde a 
denúncia até a condenação, por ausência de 
tipicidade material da conduta imputada. No caso, o 
paciente fora condenado, com fulcro no art. 28, 
caput, da Lei 11.343/2006, à pena de 3 meses e 15 
dias de prestação de serviços à comunidade por 
portar 0,6 g de maconha” (HC 110.475/SC, rel. Min. 
Dias Toffoli, 1ª Turma, j. 14.02.2012, noticiado no 
Informativo 655). 
STJ: “Não é possível afastar a tipicidade material do 
porte de substância entorpecente para consumo 
próprio com base no princípio da insignificância, 
ainda que ínfima a quantidade de droga apreendida” 
(RHC 35.920/DF, rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, 
6ª Turma, j. 20.05.2014, noticiado no Informativo 
541). 
 
 
5.1.5 Habeas Corpus 
Não é possível a impetração de habeas corpus em face da conduta delitiva do art. 28, posto que esse 
crime não oferece nenhum risco ou ameaça à liberdade de locomoção, tendo em vista que a pena não é 
privativa de liberdade. 
5.1.6 Critérios para determinação do consumo 
Na continuidade do artigo, temos parágrafo 2º: 
Art. 28 § 2º Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à 
natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se 
desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos 
antecedentes do agente. 
 O juiz, portanto, irá verificar a quantidade de droga, as circunstâncias de forma geral, a condição 
financeira do usuário e seus antecedentes por exemplo. 
5.1.7 Prescrição penal 
 
 
 
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Art. 30. Prescrevem em 2 (dois) anos a imposição e a execução das penas, observado, no 
tocante à interrupção do prazo, o disposto nos arts. 107 e seguintes do Código Penal. 
 
Dispõe o art. 30, da Lei 11.343 que prescrevem em 2 (dois) anos a imposição e a execução das penas, 
observado, no tocante à interrupção do prazo, o disposto nos arts. 107 e seguintes do Código Penal. 
Para o delito do art. 28, da Lei nº 11.343/2006 a prescrição é de 2 anos. Esse prazo é aplicável tanto 
à prescrição da pretensão punitiva como também à prescrição da pretensão executória. 
O presente dispositivo (art. 30) foi objeto de cobrança na prova de Delegado do Estado do Pará. 
Prescrevem, portanto, a prescrição a pretensão punitiva, bem como a prescrição da pretensão 
executória. Uma das menores prescrições existentes no nosso ordenamento jurídico. Todas as regras dos arts. 
107 e seguintes serão aplicadas ao crime do art. 28. Exemplo: Um indivíduo de 19 anos foi preso usando 
drogas, a prescrição desse crime será de 1 ano, vide art. 115. CP; 
Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo 
do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
 
5.2 Tráfico de drogas 
Na lei de drogas o termo tráfico de drogas do crime é dado pela doutrina, não existe na legislação 
propriamente o crime de “tráfico de drogas”. 
 Observação. Cumpre destacar de imediato, que os crimes previstos nos Arts. 33 caput e §1º, 
Art. 34, Art. 36 e Art. 37 são o chamado TRÁFICO DE DROGAS. 
Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à 
venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, 
entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar: 
Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil 
e quinhentos) dias-multa. 
 O art. 33, caput, contempla 18 núcleos. Trata-se de tipo misto alternativo, também denominado de 
crime de ação múltipla ou de conteúdo variado. Se o agente praticar duas ou mais condutas contra o mesmo 
 
 
 
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Direito Administrativo – De 
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objeto material (mesma droga), ele responderá por um único crime. Contudo, se as condutas forem 
praticadas contra drogas diversas, estará caracterizado o concurso de crimes. 
 E quais são as condutas criminalizadas? 
• Importar; 
• Exportar; 
• Remeter; 
• Preparar; 
• Produzir; 
• Fabricar; 
• Adquirir; 
• Vender; 
• Expor à venda; 
• Oferecer; 
• Ter em depósito; 
• Transportar; 
• Trazer consigo; 
• Guardar; 
• Prescrever; 
• Ministrar; 
• Entregar a consumo ou 
• Fornecer drogas 
 Sobre a definição de cada conduta, descreve Victor Eduardo Rios Gonçalves e José Paulo Baltazar 
Junior (2016):7 
Importar consiste em fazer entrar o entorpecente no País, por via aérea, marítima ou por terra. 
O crime pode ser praticado até pelo correio. O delito consuma-se no momento em que a droga 
entra no território nacional. Pelo princípio da especialidade, aplica-se a Lei de Drogas, e não o 
art. 334 do Código Penal (contrabando ou descaminho), delito que, dessa forma, só pune a 
importação de outros produtos proibidos. 
Exportar é enviar o entorpecente para outro país por qualquer dos meios mencionados. 
Remeter é deslocar a droga de um local para outro do território nacional. 
Preparar consiste em combinar substâncias não entorpecentes, formando uma tóxica pronta 
para o uso. 
 
7 Gonçalves, Victor Eduardo Rios. Legislação penal especial / Victor Eduardo Rios Gonçalves, José Paulo Baltazar Junior; 
coordenador Pedro Lenza. – 2. ed. – São Paulo : Saraiva, 2016. – (Coleção esquematizado®) 1. Direito penal - Legislação - Brasil 
I. Baltazar Junior, José Paulo. II. Título. III. Série. CDU-343.3/.7(81)(094.56). 
 
 
 
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Produzir é criar. É a preparação com capacidade criativa, ou seja, que não consista apenas em 
misturar outras substâncias. 
Fabricação é a produção por meio industrial. 
Adquirir é comprar, obter a propriedade, a título oneroso ou gratuito. Só configura o crime de 
tráfico se a pessoa adquire com intenção de, posteriormente, entregar a consumo de outrem. 
Quem compra droga para uso próprio incide na conduta prevista no art. 28 — porte de droga 
para consumo próprio, que possui pena muito mais branda. 
Vender é alienar mediante contraprestação em dinheiro ou outro valor econômico. 
Expor à venda consiste em exibir a mercadoria aos interessados na aquisição. 
Oferecer significa abordar eventuais compradores e fazê-los saber que possui a droga para 
venda. 
O significado das condutas “guardar” e “ter em depósito” é objeto de controvérsia na doutrina. 
Com efeito, Nélson Hungria entende que “ter em depósito” é reter a droga que lhe pertence, 
enquanto “guardar” é reter a droga pertencente a terceiro. É esse também o entendimento de 
Fernando Capez. Para Vicente Greco Filho, ambas as condutas implicam retenção da substância 
entorpecente, mas a figura “ter em depósito” sugere provisoriedade e possibilidade de 
deslocamento rápido da droga de um local para outro, enquanto “guardar” tem um sentido, pura 
e simplesmente, de ocultação. 
Transportar significa conduzir de um local para outro em um meio de transporte e, assim, difere 
da conduta “remeter” porque, nesta, não há utilização de meio de transporte viário. Enviar droga 
por correio, portanto, constitui “remessa”, exceto se for entre dois países, quando consistirá em 
“importação” ou “exportação”. Por outro lado, o motorista de um caminhão que leva a droga de 
Campo Grande para São Paulo está “transportando” a mercadoria entorpecente. 
Trazer consigo é conduzir pessoalmente a droga. É, provavelmente, a conduta mais comum, 
porque se configura quando o agente, por exemplo, traz o entorpecente em seu bolso ou bolsa. 
Prescrever, evidentemente, é sinônimo de receitar. Por essa razão, a doutrina costuma 
mencionar que se trata de crime próprio, pois só médicos e dentistas podem receitar 
medicamentos. Lembre-se de que há substâncias entorpecentes que podem ser vendidas em 
farmácias, desde que haja prescrição médica. Porém, se o médico, intencionalmente, prescreve 
o entorpecente, apenas para facilitar o acesso à droga, responde por tráfico. O crime consuma-se 
no momento em que a receita é entregue ao destinatário. Se alguém, que não é médico ou 
dentista, falsifica uma receita e consegue comprar a droga, responde por tráfico na modalidade 
“adquirir” com intuito de venda posterior. A prescrição culposa de entorpecente (em dose maior 
que a necessária ou em hipótese em que não é recomendável o seu emprego) caracteriza crime 
específico, previsto no art. 38 da Lei de Drogas. 
 
 
 
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Ministrar é aplicar, inocular, introduzir a substância entorpecente no organismo da vítima — 
quer via oral, quer injetável. Exemplo: um farmacêutico injeta drogas em determinada pessoa 
sem existir prescrição médica para tanto. 
Fornecer é sinônimo de proporcionar. O fornecimento pressupõe intenção de entrega continuada 
do tóxico ao comprador e, por tal razão, difere das condutas “vender” ou simplesmente 
“entregar”. O fornecimento e a entrega, ainda que gratuitos, tipificam o crime. 
Se o indivíduo pratica alguma dessas condutas descritas pelos verbos supracitados, mesmo que 
gratuitamente incorre neste crime, ou seja, não é necessário para a configuração do delito que tenha relação 
financeira. 
No tocante aos sujeitos do crime, trata-se de crime comum ou geral: pode ser praticado por qualquer 
pessoa. A maior parte das condutas previstas no tipo penal do art. 33 da Lei de Drogas são caracterizadas 
como crime comum, ou seja, não exigem qualidade especial do agente. Todavia, no tocante as condutas 
prescrever e ministrar é crime próprio. É considerada crime próprio porque só quem pode prescrever é 
profissional da área de saúde. Por outro lado, referente a conduta ministrar (aplicar a droga) existe 
divergência, pois parte dos defensores argumentam que a aplicação (ministrar) pode ser feita por qualquer 
pessoa. 
O tipo penal do art. 33 da Lei de Drogas possui um elemento normativo que merece a nossa atenção, 
qual seja, “sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. Desse modo, para 
a configuração do delito em comento é necessário que a conduta seja praticada sem autorização ou ainda em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar. O tráfico só restará configurado se a conduta for 
praticada sem autorização legal. 
Candidato, é possível o comércio lícito de drogas? É possível sim excelência, pois só existe o crime 
se a conduta é realizada “sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. 
Exemplo: venda de remédio com receita controlada, pois contém o princípio ativo de alguma droga. 
 O parágrafo 1º traz mais verbos com todas as condutas equiparadas: 
 § 1º Nas mesmas penas incorre quem: 
I - importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, 
tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem autorização 
ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, matéria-prima, insumo ou produto 
químico destinado à preparação de drogas; 
 
 
 
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 Essa substância é qualquer que seja extraída de entorpecente de droga, não precisa ser o tóxico, desde 
que seja idônea a preparação do dispositivo. A observação deste inciso vai para a importação de semente de 
maconha, esta não configura crime de tráfico. No julgado de 11 de setembro de 2018, Gilmar Mendes afirma 
que: “...a matéria-prima ou insumo devem ter condições e qualidades químicas para, mediante transformação 
ou adição, por exemplo, produzirem a droga ilícita, o que nãoé o caso das sementes da planta Cannabis 
sativa, que não possuem a substância psicoativa (THC) ”. STF, 2º turma HC 144161 SP, Rel. Min. Gilmar 
Mendes (info 915). Em resumo quando não tiver THC, não haverá crime de tráfico. 
 Outro ponto em destaque é acerca da importação de pequenas quantidades de sementes de 
maconha. A 5º turma do STJ entende que SIM, a importação clandestina de sementes de Cannabis sativa 
configura o tipo penal descrito no art. 33, §1º, I, da Lei 11.343/2006, não sendo possível aplicar o princípio 
da insignificância (REsp 1723739/SP). Enquanto que a 6º turma entende que NÃO, tratando-se de 
pequena quantidade de sementes e inexistindo expressa previsão normativa que criminaliza entre as condutas 
do art. 28 da lei de Drogas, a importação de pequena quantidade de matéria prima ou insumo destinado à 
preparação de droga para consumo pessoal, forçoso reconhecer a atipicidade do fato (REsp 1616707/CE). 
Em suma esse é o entendimento majoritário tanto o STF quanto a 6º turma do STJ entendem não 
configurar crime de tráfico a importação da semente da Cannabis sativa. 
II - semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação legal 
ou regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas; 
 Para caracterização desse crime, pouco importa o princípio ativo, diferente da semente abordada no 
inciso anterior, na medida em que a Lei de Drogas só exige que elas sejam destinadas a preparação da droga. 
Portanto, a planta não precisa do princípio ativo. Enquanto a semente, o STF entende que necessita do 
princípio ativo. 
III - utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administração, 
guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, sem 
autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de 
drogas. 
 Essa propriedade não necessariamente precisa ter noção de posse, pode apenas ser sob administração 
ou vigilância. Terá também de ser a propriedade cedida para fins de tráfico e não de consumo pessoal. 
Ressalta-se que sendo o imóvel para fins de associação, sem as figuras do tráfico não á crime tipificado neste 
inciso, ou seja, se o imóvel é usado para reuniões de traficantes, mas lá dentro não existe nenhuma das 
condutas do tráfico, este crime não existirá. 
 
 
 
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Assim, no caso do inc. III, o agente empresta o carro, a casa para o tráfico de drogas. Esse local pode 
ser imóvel (terreno, casa, apartamento) ou móvel (carro, avião). O crime é doloso, ou seja, somente estará 
caracterizado quando o proprietário/possuidor do local conhece a natureza da substância. 
Na sequência, temos uma novidade acrescida pelo Pacote Anticrime. 
IV - vende ou entrega drogas ou matéria-prima, insumo ou produto químico destinado à 
preparação de drogas, sem autorização ou em desacordo com a determinação legal ou 
regulamentar, a agente policial disfarçado, quando presentes elementos probatórios razoáveis 
de conduta criminal preexistente. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019). 
 Trata-se de novidade trazido pelo Pacote Anticrime (PAC): agente disfarçado. Até o advento do PAC, 
a conduta do agente se disfarçar para poder comprar a droga não poderia acontecer porque configuraria um 
crime impossível, agora quem vender ou entregar ainda que por agente disfarçado a droga, vai responder por 
crime de tráfico. Lembrando que não pode faltar elementos probatórios razoáveis de conduta criminal 
preexistentes, uma câmera que a polícia civil já tinha filmando e então o policial disfarçado vai e comprova 
por exemplo. 
Observação¹. Presente o elemento da conduta criminal preexistente, a venda ou a entrega ao agente policial 
disfarçado ensejará o flagrante nos termos do art. 33, §1º, IV da Lei 11.343/06. 
Observação². Ausente o elemento de conduta criminal preexistente, mas o criminoso prontamente entrega a 
droga pedida pelo policial disfarçado, só será viável o flagrante nas modalidades de “ter em depósito, 
transportar, trazer consigo ou guardar e a tipificação ficará no art. 33 caput, da Lei 11.343/06. 
Observação³. Ausente o elemento da conduta criminal preexistente, e o agente policial disfarçado solicita a 
droga ao traficante e este vai buscá-la em outra localidade, a prisão em flagrante será considerada, 
inevitavelmente, ilegal, nos termos da Súmula 145 do STF. Tendo em vista que não trazia consigo, não 
guardava, etc. o policial provoca ele a ir a outro lugar. 
Súmula 145 STF. Não há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível 
a sua consumação. 
 
Nessa linha, corroborando ao exposto, William Garcez e Davi André Costa e Silva 8(2020): 
 
8 https://meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br/2020/04/08/figura-policial-disfarcado-e-mitigacao-flagrante-preparado/ 
 
 
 
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Diante desse novo cenário jurídico, entendemos que, em outras palavras, a lei deixa claro que a 
venda e entrega de droga a agente policial disfarçado não configuram o flagrante preparado, 
desde que presentes elementos probatórios razoáveis de conduta criminal preexistente. 
Repare-se que a lei traz um elemento normativo condicionador, o qual funciona como um 
requisito para a configuração típica. O flagrante só será válido quando presentes elementos 
probatórios razoáveis de conduta criminal preexistente. Se, diversamente, não houver prova de 
conduta criminal preexistente e o policial disfarçado receber a droga do traficante, a prisão em 
flagrante se dará com base no art. 33, caput, da Lei 11.343/06, e somente nos verbos 
configuradores de crime permanente (ter em depósito, transportar, trazer consigo ou guardar) se 
presentes no cenário fático. 
Assim, três situações podem ocorrer: a) Presente o elemento da conduta criminal preexistente, a 
venda ou a entrega ao agente policial disfarçado ensejará o flagrante nos termos do art. 33, §1°, 
IV, da Lei 11.343/06; b) Ausente o elemento de conduta criminal preexistente, mas o criminoso 
prontamente entrega a droga pedida pelo policial disfarçado, só será viável o flagrante nas 
modalidades de ter em depósito, transportar, trazer consigo ou guardar e a tipificação ficará no 
art. 33, caput, da Lei 11.343/06; c) Ausente o elemento de conduta criminal preexistente, o agente 
policial disfarçado solicita droga ao traficante e este vai buscá-la em outra localidade, a prisão 
em flagrante será considerada, inevitavelmente, ilegal, nos termos da Súmula 145 do STF. 
 
Observação 4. 
a) Agente disfarçado: não precisa de autorização judicial. Art. 33 §1º, IV. Situação em que o policial se 
passa por comprador ou mero adquirente. (Presente na lei de drogas e no estatuto do desarmamento). 
b) Agente provocador: aquele que instiga alguém a pratica de delito sem que a pessoa tenha esse propósito. 
Caracteriza a figura do Crime impossível. (Teoria da armadilha). 
c) Agente infiltrado: previsto na Lei 12.850/13 (organização criminosa) necessita de autorização judicial. 
 
5.2.1 Classificação 
É crime próprio no verbo prescrever (médico, odontólogo, etc.) e crime comum nos demais verbos, 
sendo um crime formal doloso (consciência e vontade), comissivo (cuja conduta é uma ação), de perigo 
abstrato (sujeito passivo é a coletividade), tipo misto alternativo (se praticada mais condutas no mesmo 
contexto fático será punido por apenas um crime), não cabendo princípio da insignificância. 
5.2.2 Modalidades permanentes 
 
 
 
 
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• Expor a venda: Enquanto estiver exposto está acontecendo o crime; 
• Ter em depósito: Enquanto mantiver em depósito está acontecendo o crime; 
• Transportar:Enquanto estiver transportando está acontecendo o crime 
• Trazer consigo: Enquanto estiver trazendo consigo está acontecendo o crime; 
• Guardar: Enquanto estiver guardando está acontecendo o crime. 
Possibilitando, portanto, a prisão em flagrante, pois é necessária a condição do crime estar 
acontecendo. 
Candidato, quando que é autorizada a quebra da inviolabilidade domiciliar para fins de 
flagrante de leis de drogas? A principal situação é que deverá se saber a probable cause, que seriam as 
circunstâncias que permitam uma pessoa razoável (homem médio) acreditar, ou ao menos suspeitar, COM 
ELEMENTOS CONCRETOS, que um crime está sendo cometido no interior da residência. 
Conforme entendimento do STJ (entendimento válido para os certames), a mera intuição de que 
está havendo tráfico de drogas na casa não autoriza o ingresso sem mandado judicial ou consentimento do 
morador. Exemplo. A polícia percebe uma aglomeração de pessoas em local conhecido pelo tráfico, um 
indivíduo nota a presença policial e corre para sua casa, a autoridade portando o segue e adentra sua 
residência, encontrando drogas, dinheiro e balança de precisão, este fato NÃO configuraria justa causa, tendo 
em vista que a mera intuição da fuga não autoriza a entrada na residência. 
Nesse sentido, vejamos o Informativo do STJ. 
O ingresso regular da polícia no domicílio, sem autorização judicial, em caso de flagrante 
delito, para que seja válido, necessita que haja fundadas razões (justa causa) que sinalizem 
a ocorrência de crime no interior da residência. 
A mera intuição acerca de eventual traficância praticada pelo agente, embora pudesse 
autorizar abordagem policial, em via pública, para averiguação, não configura, por si só, 
justa causa a autorizar o ingresso em seu domicílio, sem o seu consentimento e sem 
determinação judicial. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1574681-RS, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 20/4/2017 
(Info 606). 
 
 
 
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Cuidado. O encontro fortuito de prova é aplicável para lei de drogas. Exemplo. Um mandado que 
autoriza a entrada na residência para busca de arma de fogo, adentrando o local é encontrado drogas, mesmo 
o mandado não mencionando drogas, como a autoridade policial estava autorizada a adentrar e encontra as 
drogas, esta foi encontrada de forma fortuita. No entanto, se um mandado autoriza a entrada no domicílio 
para apreensão de uma ave que está no quintal, a autoridade policial entra e sai vasculhando todas as áreas 
atrás de outras coisas para incriminar o indivíduo e ache drogas, neste caso não haverá encontro fortuito, 
tendo em vista que foi além do que permitia o mandado. 
Observação¹. A propriedade da droga é irrelevante (para consumar-se, não é necessário que a droga 
seja do agente). Logo o agente que guarda em sua residência em nome de terceiro, pratica o delito de tráfico. 
Até porque ter em depósito e guardar são condutas englobadas também pelo tipo penal. 
Observação². Adquirir mesmo que para outra pessoa, configura o delito de tráfico. 
Observação³. A conduta de negociar a aquisição de droga por telefone é o suficiente para a 
configuração do delito de tráfico, consumado na modalidade adquirir, mesmo que haja intervenção policial 
e a consequente apreensão da droga, fazendo com que ela não chegue até o agente. (STF HC 71.853 RJ). 
Vejamos: 
Consumação do crime de tráfico de drogas na modalidade adquirir pelo simples fato de a 
droga ter sido negociada por telefone 
A conduta consistente em negociar por telefone a aquisição de droga e também disponibilizar o 
veículo que seria utilizado para o transporte do entorpecente configura o crime de tráfico de 
drogas em sua forma consumada (e não tentada), ainda que a polícia, com base em indícios 
obtidos por interceptações telefônicas, tenha efetivado a apreensão do material entorpecente 
antes que o investigado efetivamente o recebesse. Para que configure a conduta de "adquirir", 
prevista no art. 33 da Lei nº 11.343/2006, não é necessária a tradição do entorpecente e o 
pagamento do preço, bastando que tenha havido o ajuste. Assim, não é indispensável que a 
droga tenha sido entregue ao comprador e o dinheiro pago ao vendedor, bastando que tenha 
havido a combinação da venda. STJ. 6ª Turma. HC 212.528-SC, Rel. Min. Nefi Cordeiro, 
julgado em 1º/9/2015 (Info 569). 
 
5.2.3 Equiparação ao crime hediondo 
 
 
 
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O tráfico de drogas não é crime hediondo, mas sim equiparado a este. Tal equiparação foi feita pela 
Constituição Federal (Art. 5º, XLIII) e também pela própria Lei dos crimes hediondos (Lei 8.07290, art. 2º, 
caput). 
5.2.4 Regime de cumprimento de pena 
 
Inicialmente, cumpre recordarmos que o tráfico de drogas é um crime equiparado ao hediondo. 
Assim, todo o regramento aplicável aos crimes hediondo, também se aplicará ao tráfico, todas os 
consectários. 
Nessa esteira, a lei de crimes hediondos no art. 2º, § 1º, em sua redação original previa o regime 
integralmente fechado. Ocorre que após a Lei posterior fazer a modificação para regime inicialmente 
fechado, o STF determinou que ambos os termos eram inconstitucionais, afirmando que a pena poderia ser 
fixada em regime semiaberto ou regime aberto aos condenados por crimes hediondos ou equiparados, 
inclusive o tráfico. 
5.2.5 Progressão de regime 
Antes da Lei 11.464/2007 era utilizado o cumprimento de 1/6 da pena privativa de liberdade para 
obtenção de progressão no regime. Após essa Lei, passou a vigorar o cumprimento de 2/5 da pena se o réu 
for primário, e cumprimento de 3/5 da pena se reincidente (reincidência genérica). Súmula 471 STJ. 
Os condenados por crimes hediondos ou assemelhados cometidos antes da vigência da Lei 
n. 11.464/2007 sujeitam-se ao disposto no art. 112 da Lei n. 7.210/1984 (Lei de Execução 
Penal) para a progressão de regime prisional. 
 Atualmente houve mais uma alteração no regramento do tempo de cumprimento da pena para fins 
de progressão de regime. A mudança encontra amparo normativo no art. 122 da LEP e foi alterado pelo 
advento do PAC – Pacote Anticrime. Desse modo, temos uma nova realidade quanto aos parâmetros 
objetivos dos requisitos para fins de progressão de regime. 
 Vejamos: 
 
% de cumprimento 
 
Crimes hediondos OU EQUIPARADOS 
40% Crime hediondo ou equiparado (primário) 
 
 
 
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50% Crime hediondo ou equiparado, com resultado 
MORTE (primário). 
60% Reincidente na prática de crime hediondo ou 
equiparado. 
70% Reincidente em crime hediondo ou equiparado 
com resultado MORTE. 
 
Observação. Como no crime de tráfico não tem resultado morte em seu tipo penal, atente-se as 
porcentagens de 40%, 60% e no caso 50% se o indivíduo comete o tráfico em comando, individual ou 
coletivo de organização criminosa estruturada para prática de crime hediondo ou equiparado. 
5.2.6 Substituição de pena privativa de liberdade por restritiva de direito 
Após o julgamento da ordem de HC n° 82.959/SP pelo STF, a jurisprudência passou a admitir a 
substituição de pena privativa de liberdade por pena restritiva de direito nos crimes hediondos e 
equiparados, uma vez que o único óbice que existia (regime integralmente fechado) não existe mais, em 
razão de sua declaração de inconstitucionalidade. Portanto, é plenamente possível a substituição da pena 
privativa de liberdade por uma pena restritiva de direitos caso preenchido os devidos requisitos, mesmo no 
tráfico que é um crime equiparado a hediondo. 
5.3 Indução, instigação ou auxílio ao uso 
 Inicialmente cumpre destacar que o Art. 33 § 2º da Lei 11.343/2006 NÃO É EQUIPARADO A 
CRIME HEDIONDO POR NÃO SER TRÁFICO! 
§ 2º Induzir, instigar ou auxiliar alguémao uso indevido de droga: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa. 
 Induzir significa criar na vítima a ideia de usar a droga. Diferentemente de Instigar que significa 
alimentar/reforçar essa ideia. Enquanto que Auxiliar consiste na prestação de qualquer ajuda material 
prestada à vítima para que ela use a droga. 
 Cuidado. Trata-se de um crime material tendo em vista que se consumará apenas com o efetivo uso 
da droga por terceiro, e não com a simples conduta de induzir, instigar ou auxiliar. 
 
 
 
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Candidato, se induzir, instigar ou auxiliar é crime previsto no § 2º do art. 33, a marcha da 
maconha se enquadra neste artigo? Não. O STF na ADI 4274 se pronunciou afirmando que “as 
manifestações públicas realizadas, nas quais se pleiteia a liberação do uso de drogas, NÃO configura esse 
delito, em razão da garantia constitucional do direito de manifestação do pensamento, do direito de 
expressão, do direito de acesso À informação e do direito de reunião”. 
Os Ministérios Públicos locais argumentavam que a marcha da maconha estaria induzindo ou 
instigando ao uso da maconha. A questão chegou ao Supremo Tribunal Federal – o STF decidiu de forma 
emblemática, por 11 a 0, que a marcha da maconha não é crime de induzimento ou instigação ao uso da 
maconha. ADI n. 4.274. O STF diz que pode ser que na marcha da maconha existam pessoas praticando o 
crime do §2o do art. 33, mas a marcha da maconha em si não constitui esse crime. O objetivo da marcha da 
maconha é questionar a criminalização do usuário, defendendo a legalização da maconha. Não há o objetivo 
de induzir e instigar as pessoas a usar a droga. A democracia pressupõe que os cidadãos possam questionar 
as leis, o que não os desobriga de obedecer as leis. A marcha da maconha consiste no exercício democrático 
da liberdade de expressão. 
5.4 Uso compartilhado 
§ 3º Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, 
para juntos a consumirem: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil 
e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28. 
Atente para o fato de que no § 2º tínhamos dois sujeitos necessários, quem induz, instiga ou auxilia e 
quem usa, enquanto que o primeiro não necessariamente precisa usar. Neste § 3º é fundamental que os dois 
juntos consumam. Esse verbo oferecer e a expressão sem objetivo de lucro, se diferem também do crime de 
tráfico no tocante a esta expressão final do § 3º “PARA JUNTOS COMUMIREM”, ficando claro, portanto 
a principal diferença do art. 33, caput e do art. 33 § 2º. 
Corroborando, Victor Eduardo Rios Gonçalves e José Paulo Baltazar Junior (2016):9 
O presente dispositivo tem por finalidade punir quem tem uma pequena porção de droga e a 
oferece, por exemplo, a um amigo ou à namorada, para consumo conjunto. 
 
9 Gonçalves, Victor Eduardo Rios. Legislação penal especial / Victor Eduardo Rios Gonçalves, José Paulo Baltazar Junior; 
coordenador Pedro Lenza. – 2. ed. – São Paulo : Saraiva, 2016. – (Coleção esquematizado®) 1. Direito penal - Legislação - Brasil 
I. Baltazar Junior, José Paulo. II. Título. III. Série. CDU-343.3/.7(81)(094.56). 
 
 
 
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Para a configuração dessa figura mais brandamente apenada, são exigidos os seguintes 
requisitos: 
a) que a oferta da droga seja eventual; 
b) que seja gratuita; 
c) que o destinatário seja pessoa do relacionamento de quem a oferece; d) que a droga seja 
para consumo conjunto. 
 
 
Candidato, se o indivíduo oferece droga a pessoa de seu relacionamento para juntos 
consumirem, sem objetivo de lucro, mas essa pessoa tem a capacidade mental reduzida, desprovida da 
capacidade de se entender a situação do uso de drogas se enquadraria em qual tipo penal? A doutrina 
entende neste caso que o indivíduo seria enquadrado no crime de tráfico Art. 33, caput. Tendo em vista que 
neste caso especifico, como a pessoa não tem a capacidade de entender o uso de drogas, o especial fim de 
agir é muito mais abrasivo, a questão de juntos consumirem vira praticamente uma imposição. 
5.5 Causa de diminuição de pena (Tráfico privilegiado) 
§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de 
um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos , desde que o agente 
seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre 
organização criminosa. (Vide Resolução nº 5, de 2012). 
 Essa vedação a conversão em penas restritivas de direito já foi considerada inconstitucional, o STF 
entende que é possível a conversão da pena restritiva de liberdade por pena restritiva de direitos mesmo em 
caso de crimes hediondos ou equiparados. 
 Note que este artigo traz a possibilidade de redução de 1/6 a 2/3 pelo fato do agente ser primário e 
não se dedicar a atividades criminosas, e não integrar organização criminosa, a doutrina e jurisprudência 
denominam a presente situação como tráfico privilegiado. 
 No tocante ao tráfico privilegiado, importante destacarmos o entendimento do STF sobre essa 
modalidade não ser equiparada a crime hediondo. Vejamos: 
Tráfico privilegiado não é hediondo (cancelamento da Súmula 512-STJ) 10 
 
10 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Tráfico privilegiado não é hediondo (cancelamento da Súmula 512-STJ). Buscador 
Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
 
 
 
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O chamado "tráfico privilegiado", previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de 
Drogas), não deve ser considerado crime equiparado a hediondo. STF. Plenário. HC 118533/MS, 
Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 23/6/2016 (Info 831). O tráfico ilícito de drogas na sua 
forma privilegiada (art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006) não é crime equiparado a hediondo e, 
por conseguinte, deve ser cancelado o Enunciado 512 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. 
STJ. 3ª Seção. Pet 11796-DF, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 23/11/2016 
(recurso repetitivo) (Info 595). O que dizia a Súmula 512-STJ: "A aplicação da causa de 
diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 não afasta a hediondez do 
crime de tráfico de drogas." Pacote anticrime Em 2019, foi editada a Lei nº 13.964/2019, que 
acrescentou o § 5º ao art. 112 da LEP positivando o entendimento acima exposto: Art. 112 (...) 
§ 5º Não se considera hediondo ou equiparado, para os fins deste artigo, o crime de tráfico de 
drogas previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006. 
 Lembre-se que a aplicação desse tráfico privilegiado (a redução de 1/ a 2/3) só é aplicável por 
entendimento majoritário aos delitos do art.33, caput e § 1º. 
 5.5.1 Requisitos CUMULATIVOS para tráfico privilegiado 
 a) Primariedade do agente: Não pode ter sentença condenatória transitado em julgado, respondido 
por outros crimes. 
 b) Bons antecedentes: Passagens e demais condições que devem contar para o réu. 
 c) Não se dedicar a pratica de atividades criminosas: Não ter a sua vida voltada para crimes. 
 d) Não integrar organização criminosa: Se esse infrator responder pela Lei 12.850/13 ele 
automaticamente estará excluído do tráfico privilegiado. 
 Candidato, se o indivíduo responde no art. 33 e não na Lei 12.850, mas no art. 35 (associação 
para o tráfico), o requisito de não participar de organização criminosa seria ainda considerado e faria 
jus ao tráfico privilegiado? Sim. Embora até pouco tempo a doutrina e a jurisprudência era pacifica no 
sentido de que se respondeu na Lei 12.850 ou no art. 35 da Lei de drogas, o tráfico privilegiadoseria afastado. 
Mas o STF entendeu que: “ a previsão da redução de uma pena contida no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 
tem como fundamento distinguir o traficante costumaz e profissional daquele iniciante na vida criminosa, 
bem como do que se aventura na vida da traficância por motivos que, por vezes, confundem-se com a sua 
própria sobrevivência e/ou de sua família. Assim, para legitimar a não aplicação do redutor, é essencial a 
 
<https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/72cad9e1f9ae79872b8d6ac34fc2851c>. Acesso em: 
21/06/2020. 
 
 
 
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fundamentação corroborada em elementos capazes de afastar um dos requisitos legais, sob a pena de 
desrespeito ao princípio da individualização da pena e de fundamentação das decisões judiciais. Desse modo, 
a habitualidade e o pertencimento a organizações criminosas deverão ser comprovados, não valendo a 
simples presunção. Não havendo prova nesse sentido, o condenado fará jus à redução da pena. ” 
Em resumo, deve-se analisar o fato concreto. Exemplo. Caso em que o indivíduo traficante costumaz 
conhecido pela polícia vende suas drogas todos os dias, mas para embalar fazia com que sua esposa o 
ajudasse. Observe que tem uma estabilidade e permanência, os dois sendo enquadrados no art. 33 e no art. 
35 (associação de duas ou mais pessoas). Acontece que a defesa da esposa invocou a aplicação do § 4º do 
art. 33, afirmando que era réu primária, com bons antecedentes e não fazia parte de organização criminosa, 
o juiz de 1ºgrau não aceitou e assim por diante, até chegar no STF que se pronunciou afirmando que pode 
acontecer de haver uma associação a uma pessoa, mas não ao tráfico, nesse caso ela era submetida as 
vontades do seu esposo, e então foi aplicada a causa de diminuição de pena do art. 33§ 4º. STF 2º TURMA. 
HC 154694. AgR/SP, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Gilmar Mendes, julgado em 
4/02/2020 (Info 965). 
Candidato, a “mula” (pessoa paga apenas para o transporte) integra a associação criminosa? 
Não. Embora sempre tenha se entendido que a mula integrava toda a cadeia de traficância, sendo essencial 
para os fins do tráfico, portanto, enquadrada na associação, hoje o STF e STJ entendem que a pessoa que 
transporta drogas ilícitas, conhecida como mula, nem sempre integra a organização criminosa. De acordo 
com recente decisão da 5º Turma do Superior Tribunal de Justiça. Por unanimidade, o colegiado mudou o 
entendimento de que prevalecia entre os seus integrantes, para entender que é possível reconhecer o tráfico 
privilegiado ao agente que transporta as drogas. É possível sim reconhecer o tráfico privilegiado para a mula, 
principalmente pela permanecia de integrar a organização, tendo em vista que por vezes são pessoas 
aleatórias, que praticam o crime esporadicamente, ocasional. 
Observação. Inquéritos policiais e/ou ações penais em curso podem ser utilizados para afastar a 
aplicação do privilégio. De acordo com o STJ, a existência de inquéritos policiais e/ou ações penais em curso 
denotam que o réu se dedica às atividades criminosas, servindo de fundamento para afastar a aplicação ao 
privilégio. 
STJ e STF divergem. Vejamos: 
 
 
 
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É possível que o juiz negue o benefício do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas pelo simples fato de o acusado 
ser investigado em inquérito policial ou réu em outra ação penal que ainda não transitou em julgado?11 
É possível que o juiz negue o benefício do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas com base no fato de o acusado ser 
investigado em inquérito policial ou ser réu em outra ação penal que ainda não transitou em julgado? • STJ: 
SIM. É possível a utilização de inquéritos policiais e/ou ações penais em curso para formação da convicção de 
que o réu se dedica a atividades criminosas, de modo a afastar o benefício legal previsto no art. 33, § 4º, da Lei 
n.º 11.343/2006. STJ. 3ª Seção. EREsp 1.431.091-SP, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 14/12/2016 (Info 
596). STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 539.666/RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 05/03/2020. • STF: NÃO. 
Não se pode negar a aplicação da causa de diminuição pelo tráfico privilegiado, prevista no art. 33, § 4º, da Lei 
nº 11.343/2006, com fundamento no fato de o réu responder a inquéritos policiais ou processos criminais em 
andamento, mesmo que estejam em fase recursal, sob pena de violação ao art. 5º, LIV (princípio da presunção 
de não culpabilidade). Não cabe afastar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 
(Lei de Drogas) com base em condenações não alcançadas pela preclusão maior (coisa julgada). STF. 1ª Turma. 
HC 173806/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 18/2/2020 (Info 967). STF. 1ª Turma. HC 166385/MG, 
Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 14/4/2020 (Info 973). STF. 2ª Turma. HC 144309 AgR, Rel. Min. Ricardo 
Lewandowski, julgado em 19/11/2018. 
5.6 Tráfico de objeto/maquinário para produção 
 
Conforme leciona, Victor Eduardo Rios Gonçalves e José Paulo Baltazar Junior (2016):12 as condutas 
típicas (do art. 34) são semelhantes às do art. 33, caput: Fabricar, adquirir, utilizar, transportar, oferecer, 
vender, distribuir, entregar a qualquer título, possuir, guardar ou fornecer, ainda que gratuitamente. 
Entretanto, são elas relacionadas a máquinas ou objetos em geral destinados à fabricação, preparação, 
produção ou transformação de substância entorpecente. Vejamos: 
Art. 34. Fabricar, adquirir, utilizar, transportar, oferecer, vender, distribuir, entregar a qualquer 
título, possuir, guardar ou fornecer, ainda que gratuitamente, maquinário, aparelho, 
instrumento ou qualquer objeto destinado à fabricação, preparação, produção ou transformação 
de drogas, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: 
 
11 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É possível que o juiz negue o benefício do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas pelo simples 
fato de o acusado ser investigado em inquérito policial ou réu em outra ação penal que ainda não transitou em julgado?. Buscador 
Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
<https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5301c4d888f5204274439e6dcf5fdb54>. Acesso em: 
21/06/2020. 
12 Gonçalves, Victor Eduardo Rios. Legislação penal especial / Victor Eduardo Rios Gonçalves, José Paulo Baltazar Junior; 
coordenador Pedro Lenza. – 2. ed. – São Paulo : Saraiva, 2016. – (Coleção esquematizado®) 1. Direito penal - Legislação - Brasil 
I. Baltazar Junior, José Paulo. II. Título. III. Série. CDU-343.3/.7(81)(094.56). 
 
 
 
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Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 1.200 (mil e duzentos) a 2.000 
(dois mil) dias-multa. 
 Para que o crime seja caracterizado, deve haver uma prova da destinação ilícita, pois tais objetos 
podem ser utilizados em condutas lícitas. É necessário, portanto, provar que este objeto é usado no processo 
criativo de drogas. A consumação está no momento em que realizada a conduta independentemente da 
possível fabricação da droga e admite-se tentativa. 
Ressalta-se ainda que se o instrumento for para consumo, como laminas que separam cocaína, ou 
papel para embalar a maconha não será enquadrado neste artigo, mas sim no Art. 28 da Lei de Drogas. 
5.7 Associação para o tráfico 
Art. 35. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, 
qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º, e 34 desta Lei: 
Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.200 (mil e 
duzentos) dias-multa. 
Parágrafo único. Nas mesmas penas do caput deste artigo incorre quem se associa para a prática 
reiteradado crime definido no art. 36 desta Lei. 
 É um crime plurissubjetivo ou de concurso necessário (legislador exige no mínimo duas pessoas para 
prática do delito, nesse número computa-se os inimputáveis), e tem como requisitos a: permanência (não 
existe associação para tráfico eventual): a estabilidade (exige-se um animus associativo, continuo, se a 
associação se formar para a prática de um ou outro ato isolado de tráfico tem-se apenas uma coautoria no 
delito de tráfico de drogas). 
O STJ reafirma o entendimento de ser imprescindível o dolo de se associar, não cabendo que seja 
ocasional, tendo que ter estabilidade e permanência não admitindo tentativa. Trata-se de um crime formal, 
onde sua consumação independe da prática dos delitos para quais o agente se associaram, embora caso sejam 
praticados tais delitos os agentes responderão por associação e pelo crime de tráfico praticado em concurso 
material. 
 Relembrando! 
 
Associação para o 
tráfico 
Organização criminosa Associação criminosa 
 
 
 
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Duas ou mais pessoas 
 
Quatro ou mais pessoas 
 
Três ou mais pessoas 
 
 Candidato, a participação de menor pode ser considerada para configurar o crime de 
associação para o tráfico (art. 35) e, ao mesmo tempo, para agravar a pena como causa de aumento do 
art. 40, VI, da Lei 11.343/06? Sim, a aplicação da causa de aumento de pena da Lei de drogas ao crime de 
associação para o tráfico de drogas é cabível em caso de crianças e adolescentes, segundo o STJ, 6º Turma, 
HC 250.455-RJ, Rel. Min. Nefi. Cordeiro, julgado em 17/02/2015 (Info 576). 
5.8 Financiamento ao tráfico 
Art. 36. Financiar ou custear a prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 
1º, e 34 desta Lei: 
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos, e pagamento de 1.500 (mil e quinhentos) a 4.000 
(quatro mil) dias-multa. 
 Esta conduta abrange qualquer espécie de ajuda financeira, ressalta-se que o financiador terá de ser 
habitual segundo entendimento majoritário. A tentativa não é admitida. 
 Atente que o autofinanciamento, o indivíduo que além de praticar, financia sua própria traficância 
através de uma empresa por exemplo, a maioria da doutrina entende que é um Post Factum Impunível, ou 
seja, um crime posterior que não será punido. Portanto não responderia pelo art. 33, mas sim pelo art. 36. 
 Por outro lado, a jurisprudência entende que o indivíduo irá responder pelo crime de tráfico art. 33, 
com causa de aumento de pena do art. 40 VIII segundo o STJ. 
5.9 Informante colaborador 
Art. 37. Colaborar, como informante, com grupo, organização ou associação destinados à 
prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 desta Lei: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e pagamento de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) 
dias-multa. 
 
 
 
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 Não basta a colaboração para o tráfico, a Lei exige que o informante colaborador trabalhe com um 
grupo, organização ou associação voltada para o tráfico. O informante não pode integrar o grupo, porque 
senão ele entrará para dentro da organização, grupo ou associação. 
 O famoso caso do “pipa” ou “aviãozinho”, acontece muito em favelas, de pessoas que sequer 
trabalham para o tráfico avisarem a presença da polícia na comunidade. Lembrando que este não fala para 
apenas um traficante, terá de ser para no mínimo duas pessoas envolvidas na traficância, para caracterizar o 
grupo, associação ou organização. Cuidado, se o indivíduo trabalha para a traficância com a função de avisar, 
este não será enquadrado no art.37, tendo em vista que já integra o grupo, associação ou organização. 
5.10 Prescrever ministrar, culposamente, drogas 
 
Art. 38. Prescrever ou ministrar, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente, ou 
fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: 
 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e pagamento de 50 (cinqüenta) a 200 
(duzentos) dias-multa. 
 
Parágrafo único. O juiz comunicará a condenação ao Conselho Federal da categoria 
profissional a que pertença o agente. 
 Único crime culposo da Lei de drogas. Cuidado que prescrever também é conduta descrita no ar. 33. 
Cumpre destacar que temos três condutas diferentes; 
a) Prescrever ou ministrar droga sem que dela necessite: Exemplo. Quer emagrecer e prescreve 
anfetamina. 
b) Prescrever ou ministrar droga em doses excessiva: Exemplo. Quer emagrecer e prescreve anfetamina 
superdosada. 
c) Prescrever ou ministrar droga necessária, mas em desacordo com determinação legal: Exemplo. Quer 
emagrecer e prescreve maconha. 
 
5.11 Condução de embarcação ou Aeronave: Após o consumo de drogas 
 
Art. 39. Conduzir embarcação ou aeronave após o consumo de drogas, expondo a dano 
potencial a incolumidade de outrem: 
 
 
 
 
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Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, além da apreensão do veículo, cassação da 
habilitação respectiva ou proibição de obtê-la, pelo mesmo prazo da pena privativa de liberdade 
aplicada, e pagamento de 200 (duzentos) a 400 (quatrocentos) dias-multa. 
 
Parágrafo único. As penas de prisão e multa, aplicadas cumulativamente com as demais, serão 
de 4 (quatro) a 6 (seis) anos e de 400 (quatrocentos) a 600 (seiscentos) dias-multa, se o veículo 
referido no caput deste artigo for de transporte coletivo de passageiros. 
 
 Trata-se de um crime de perigo concreto, “expondo a dano potencial a incolumidade de outrem”. É 
necessário que em razão do consumo de droga, o agente conduza a aeronave ou embarcação de forma 
anormal. Vale destacar que se tratando de veículo automotor a conduta se enquadra no art. 306 da Lei 
9.503/97 CTB (não precisa demonstrar o dano potencial, perigo abstrato). 
No que tange ao delito em estudo, explica Victor Eduardo Rios Gonçalves e José Paulo Baltazar 
Junior (2016):13 
O presente tipo penal, que tutela a segurança no espaço aéreo e aquático, pune a condução 
perigosa de aeronave ou embarcação decorrente da utilização de substância entorpecente. 
Para a configuração do delito, é necessário que, em razão do consumo da droga, o agente conduza 
a aeronave ou embarcação de forma anormal, expondo a perigo a incolumidade de outrem. Não 
é necessário, entretanto, que se prove que pessoa determinada foi exposta a uma situação de 
risco, bastando a prova de que houve condução irregular da aeronave ou embarcação. Estas, 
aliás, podem ser de qualquer categoria ou tamanho (exemplos: avião a jato, monomotor, 
turboélice, lancha, jet-ski, veleiro, navio). 
Tratando-se de condução de veículo automotor em via pública (automóvel, motocicleta, 
caminhão etc.), sob o efeito de entorpecente, a conduta se enquadra no crime do art. 306 da Lei 
n. 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro — CTB), cujas penas são as mesmas. 
 
5.12 Causas de aumento de pena 
 
Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços, 
se: 
 
I - a natureza, a procedência da substância ou do produto apreendido e as circunstâncias do fato 
evidenciarem a transnacionalidade do delito; 
 
13 Gonçalves, Victor Eduardo Rios. Legislação penal especial / Victor Eduardo Rios Gonçalves, José Paulo Baltazar Junior; 
coordenador Pedro Lenza. – 2. ed. – São Paulo : Saraiva, 2016. – (Coleção esquematizado®) 1. Direito penal - Legislação - Brasil 
I. Baltazar Junior, José Paulo. II. Título. III. Série. CDU-343.3/.7(81)(094.56). 
 
 
 
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 Aqui fala-se acerca da internacionalidade, em que haja uma comprovação que transpôs as fronteirasdo Brasil, sendo necessário que a droga também seja proibida no outro país (dupla ilicitude), embora que não 
seja necessário que transponha de fato as fronteiras, caso esteja em um aeroporto por exemplo já configura 
o dolo internacional. Exemplo de dupla ilicitude, o lança perfume na argentina não é substância ilícita, se 
adentrar o Brasil não se aplica o art. 40, I, no entanto se aplica o tráfico, não gera atipicidade do tipo. 
Súmula 607-STJ: A majorante do tráfico transnacional de drogas (art. 40, I, da Lei nº 
11.343/2006) configura-se com a prova da destinação internacional das drogas, ainda que não 
consumada a transposição de fronteiras. 
 Destaca-se ainda a situação do tráfico interestadual (entre estados), no qual a Súmula 587 do STJ 
determina que para incidência da causa de aumento de pena NÃO se exige que a droga efetivamente 
transponha a fronteira entre os Estados da Federação ou entre o Estado e o DF. Basta que haja prova do dolo 
do agente de praticar tráfico interestadual. O STF na súmula 522, traz ainda que a competência para processo 
e julgamento nesses casos é da Justiça Estadual. 
II - o agente praticar o crime prevalecendo-se de função pública ou no desempenho de missão 
de educação, poder familiar, guarda ou vigilância; 
 Entenda que não é ser funcionário público, para que incida a causa de aumento é necessário o agente 
prevalecer-se da função. 
III - a infração tiver sido cometida nas dependências ou imediações de estabelecimentos 
prisionais, de ensino ou hospitalares, de sedes de entidades estudantis, sociais, culturais, 
recreativas, esportivas, ou beneficentes, de locais de trabalho coletivo, de recintos onde se 
realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza, de serviços de tratamento de 
dependentes de drogas ou de reinserção social, de unidades militares ou policiais ou em 
transportes públicos; 
 Aqui qualquer das condutas do art. 33 se for realizado próximo a estes locais será causa de aumento 
de pena. Se o traficante no caso do transporte público não estiver praticando a traficância, ou seja, tiver 
apenas, portanto não será aplicado este aumento de pena, assim entende o STJ. 
IV - o crime tiver sido praticado com violência, grave ameaça, emprego de arma de fogo, ou 
qualquer processo de intimidação difusa ou coletiva; 
V - caracterizado o tráfico entre Estados da Federação ou entre estes e o Distrito Federal; 
VI - sua prática envolver ou visar a atingir criança ou adolescente ou a quem tenha, por 
qualquer motivo, diminuída ou suprimida a capacidade de entendimento e determinação; 
 
 
 
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 Exemplo. Corrupção de menores. 
VII - o agente financiar ou custear a prática do crime. 
 Caso do autofinanciamento tratado anteriormente. 
6. Colaboração premiada 
Art. 41. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o 
processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na 
recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida 
de um terço a dois terços. 
 Presentes em vários crimes, este instrumento também se encontra na Lei de drogas. Neste caso terá 
que identificar o coautor, partícipe “e” (ou seja, requisito cumulativo) a recuperação total ou parcial do 
produto do crime. Lembrando que acusado ou indiciado pode fazer a colaboração. 
7. Vedação dos institutos 
Art. 44. Os crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e 
insuscetíveis de sursis (inconstitucional), graça, indulto, anistia e liberdade provisória, vedada 
a conversão de suas penas em restritivas de direitos (inconstitucional). 
Parágrafo único. Nos crimes previstos no caput deste artigo, dar-se-á o livramento condicional 
após o cumprimento de dois terços da pena, vedada sua concessão ao reincidente específico. 
 A fiança é vedada pela CF/88, CP e Lei de crimes hediondos 8.072/90, bem como Lei 11.343/06 que 
também prevê a impossibilidade de arbitramento de fiança nos crimes de tráfico de drogas. A vedação 
apriorística e genérica da concessão do instituto da suspenção condicional da execução da pena (sursis da 
pena) no delito do tráfico de drogas, viola o princípio constitucional da individualização da pena, uma vez 
que a sua concessão depende de cada caso concreto, sendo também inconstitucional. Portanto é cabível a 
concessão da sursis da pena ao condenado por tráfico de drogas. 
 Embora o indulto seja insuscetível, a um julgado que concedeu um indulto humanitário (aquele 
concedido pelo Presidente em caso de miserabilidade, o indivíduo que está em estado terminal) a um 
condenado por tráfico de drogas. 
8. Apreensão de drogas Art. 50 
 
 
 
 
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a) Plantações ilícitas: Serão imediatamente destruídas pelo Delegado de Polícia, sem 
necessidade de autorização judicial e sem necessidade de conter presença do MP. (Antes de 
fazer a destruição o Delegado deverá recolher parte da plantação para ser submetida a perícia, que 
irá confirmar ou não de que trata de plantio ilícito. 
 
b) Drogas com flagrante: Haverá a apreensão de drogas e a prisão em flagrante das pessoas 
responsáveis, a substância encontrada deverá ser submetida a perícia para confirmação por meio 
de laudo de constatação realizado por perito oficial ou na ausência dele, por pessoa idônea. De 
posse do laudo e dos depoimentos, das testemunhas e do flagranteado, a autoridade policial 
comunicará a prisão ao juiz competente remetendo-lhe cópia do auto lavrado. Após receber o auto 
de prisão em flagrante o juiz deverá, no prazo de 10 dias, verificar se o laudo de constatação está 
de forma regular e em caso positivo, determinará a destruição das drogas, guardando ainda 
amostra necessária para laudo definitivo. Por fim a destruição da droga será feita pelo delegado 
de polícia no prazo de 15 dias na presença do MP e da autoridade sanitária. 
 
c) Drogas sem flagrante: A substância encontrada, em uma situação não flagrancial, deverá ser 
submetida à perícia elaborando-se laudo de constatação provisório. A droga deverá ser destruída, 
por incineração, no prazo máximo de 30 dias, contados da data de apreensão, guardando-se 
amostra necessária à realização do laudo definitivo. Lembrando que essa destruição deverá ser 
feita pelo Delegado de polícia, sem que haja necessidade de autorização judicial, na presença 
do ministério Público e da autoridade sanitária. 
 
9. Inquérito Policial (Art. 51 e seguintes). 
O prazo para conclusão de inquérito policial no caso do tráfico com indiciado preso é de 30 dias, 
enquanto que solto, 90 dias. Havendo possibilidade de duplicação do prazo em caso de pedido justificado do 
Delegado. Esta duplicação será cabível mesmo em se tratando do investigado preso. 
Outro ponto importante é quanto ao Relatório Final, findo o prazo para termino do IP, o Delegado 
elaborará relatório final, com todas as circunstâncias do fato, à classificação do delito, quantidade e natureza 
da substância ou do produto apreendido, o local e as condições em que se desenvolveu a ação criminosa, as 
circunstâncias da prisão, a conduta, a qualificação e os antecedentes do agente. 
Destaca-se que a infiltração do agente de polícia com o fim de verificar o funcionamento da 
atividade de tráfico de drogas, com objetivo de obter o maior número de elementos e informações possíveis 
 
 
 
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que possam servir de base para a investigação policial. Na infiltração necessita-se de autorização judicial. 
Vale ressaltar que o agente precisa concordar com a infiltração e terá de ser um meio extraordinário para 
obtenção de provas. O prazo para essa infiltração de agentes é umaanalogia do art. 10 da Lei 12.850/13 será 
de 6 meses e prorrogável, por até 720 dias. Quanto as infiltrações virtuais do artigo 190-A ECA estabelece 
90 dias, renováveis por até 720 dias. Cuidado com Ligth Cover (infiltração que dura até 6 meses) e Deep 
Cover (infiltração que dura mais de 6 meses). 
A ação controlada conhecida como flagrante retardado, a autoridade policial deixa de efetuar a 
intervenção policial no momento em que o autor do delito já está em flagrante da prática, para intervir no 
momento mais eficaz do ponto de vista de formação de provas e fornecimento de informações, com 
finalidade de identificar e responsabilizar o maior número de integrantes de operações de tráfico e 
distribuição. Também será necessária autorização judicial. 
Dentro da ação controlada temos a modalidade de entrega vigiada suja, aquela que o objeto ilícito 
está presente em toda a situação de vigilância. Enquanto que a entrega vigiada limpa é aquela que, em um 
caso hipotético a polícia consegue substituir o objeto ilícito por outro lícito, o objeto foi limpo antes da 
possível entrega. 
No tocante a parte processual, após a denúncia o juiz irá conceder a oportunidade de uma Defesa 
preliminar do réu, sendo uma característica da lei de drogas, a partir disso o juiz irá receber ou não a 
denúncia, recebendo irá citar o réu para apresentar sua resposta a acusação, onde irá se defender de fato a 
uma acusação formal. Posteriormente será intimado para uma audiência de instrução e ouvido. 
Observação. O interrogatório na Lei de drogas é o primeiro ato de instrução na audiência de instrução 
e julgamento. Já o art. 400 do Código de Processo Penal diz que o interrogatório é o último ato de instrução 
processual. Ocorre que o STF e o STJ pacificaram-se no sentido de que deve ser dada preferência ao critério 
mais benéfico ao réu, aplicando assim, o artigo 400 do CP, de forma que, mesmo que a Lei de drogas seja 
lei especial e preveja procedimento especifico, o interrogatório deve ser o último ato da instrução processual. 
O Laudo definitivo confirmando que a substância era droga deve estar nos autos até o momento 
imediatamente anterior ao da sentença, ou seja, até a audiência de instrução e julgamento. A sua ausência 
deve implicar absolvição do réu por falta de provas! 
10. De Olho na Súmula 
 
 
 
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Súmula 607-STJ: A majorante do tráfico transnacional de drogas (art. 40, I, da Lei nº 11.343/2006) 
configura-se com a prova da destinação internacional das drogas, ainda que não consumada a transposição 
de fronteiras. 
Súmula 587-STJ: Para a incidência da majorante prevista no artigo 40, V, da Lei 11.343/06, é desnecessária 
a efetiva transposição de fronteiras entre estados da federação, sendo suficiente a demonstração inequívoca 
da intenção de realizar o tráfico interestadual. 
Súmula 501-STJ: É cabível a aplicação retroativa da Lei 11.343/06, desde que o resultado da incidência das 
suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei 6.368/76, sendo 
vedada a combinação de leis. 
Súmula 512-STJ: A aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 
não afasta a hediondez do crime de tráfico de drogas. CANCELADA. 
Obs.: Pacote anticrime – em 2019, foi editada a Lei nº 13.964/2019, que acrescentou o § 5º ao art. 112 da 
LEP positivando o entendimento acima exposto: Art. 112 (...) § 5º Não se considera hediondo ou equiparado, 
para os fins deste artigo, o crime de tráfico de drogas previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de 
agosto de 2006. 
11. Já Caiu CESPE 
JÁ CAIU CESPE: (2017. TJ PR. Juiz Substituto). Considerando a jurisprudência do STJ a respeito 
dos crimes hediondos, do tráfico de entorpecentes, do Estatuto do Desarmamento e do ECA, assinale a opção 
correta. 
a) A arma de fogo desmuniciada e desmontada não serve para configurar o delito de porte ilegal de arma de 
fogo. 
ERRADO, conforme posição atual tanto do STF quando do STJ, a posse ou porte de arma de fogo 
CONFIGURA CRIME mesmo que ela esteja desmuniciada. Nesse sentido, o Info 699, STF. 
 
b) Não se configura o crime de corrupção de menor em relação àquele já afeito à prática de atos infracionais. 
ERRADO. O crime de corrupção de menores é considerado crime formal e restará consumado 
independentemente daquele sujeito já ser afeito à prática de outros atos infracionais. Vejamos o teor da 
Súmula do STJ. 
 
 
 
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Acessar: http://www.dizerodireito.com.br/2017/02/agente-que-pratica-delitos-da-lei-de.html 
A defesa de João pediu a sua absolvição quanto ao delito do art. 244-B do ECA, argumentando que o tipo 
penal fala em “corromper” menor de 18 anos. No entanto, no caso concreto, o adolescente já estaria 
“corrompido”, considerando que tinha participado de outros atos infracionais equiparados a crime (era 
infrator contumaz). Logo, disse o advogado, não foi o réu (João) quem corrompeu o menor. A tese defensiva 
é aceita pela jurisprudência? 
NÃO. A configuração do crime previsto no artigo 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente independe 
da prova da efetiva corrupção do menor, por se tratar de delito formal (Súmula 500 do STJ). Assim, pouco 
importa se houve ou não a corrupção efetiva do menor. 
c) Por ser crime acessório, a associação para o tráfico de drogas não pode existir sem a prova da materialidade 
do crime principal. 
ERRADO. O crime de associação para o tráfico não é considerado crime acessório, mas autônomo. 
d) Não é hediondo o crime de tráfico de entorpecentes praticado por agente primário, de bons 
antecedentes e que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. 
CORRETO. A questão tratou na alteração da posição da Jurisprudência quanto a natureza não hedionda do 
chamado tráfico privilegiado, que resultou no cancelamento da redação da Súmula 512 do STJ. Nesse 
sentido, vejamos o teor do Informativo 831, em total consonância com o disposto na assertiva. Vejamos: 
 
 
Acessar: https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2016/07/info-831-stf1.pdf 
 
 
 
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JÁ CAIU CESPE: (2017. DPC GO. Delegado de Polícia Civil). Considerando o disposto na Lei n.º 
11.343/2006 e o posicionamento jurisprudencial e doutrinário dominantes sobre a matéria regida por essa 
lei, assinale a opção correta. 
a) Em processo de tráfico internacional de drogas, basta a primariedade para a aplicação da redução da pena. 
ERRADO. O §4º, do art. 33 da Lei 11.343/2006 ao tratar sobre o chamado “tráfico privilegiado”, que confere 
ao agente causa de redução de pena consagra outros requisitos além da primariedade. Assim, é equivocado 
apontar como único requisito a primariedade. Vejamos: 
Art. 33. § 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um 
sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de 
bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. 
Diante do exposto, temos que são requisito CUMULATIVOS para a redução de pena: 
a. ser o agente primário; 
b. ter bons antecedentes; 
c. não se dedicar às atividades criminosas; 
d. não integrar organização criminosa. 
b) Dado o instituto da delação premiada previsto nessa lei, ao acusado que colaborar voluntariamente com a 
investigação policial podem ser concedidos os benefícios da redução de pena, do perdão judicial ou da 
aplicação de regime penitenciário mais brando. 
ERRADO. O benefício conferido nesse caso será a redução de pena apenas. Vejamos. 
Art. 41. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigaçãopolicial e o processo 
criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do 
produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um terço a dois terços. 
c) É vedada à autoridade policial a destruição de plantações ilícitas de substâncias entorpecentes antes da 
realização de laudo pericial definitivo, por perito oficial, no local do plantio. 
ERRADO. Pelo contrário, a lei determina que essa destruição de plantas ilícitas será de atribuição do 
Delegado de Polícia. Vejamos: 
Art. 32. As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelo delegado de polícia na forma do art. 50-
A, que recolherá quantidade suficiente para exame pericial, de tudo lavrando auto de levantamento das 
condições encontradas, com a delimitação do local, asseguradas as medidas necessárias para a preservação 
da prova. 
d) Para a configuração da transnacionalidade do delito de tráfico ilícito de drogas, não se exige a efetiva 
transposição de fronteiras nem efetiva coautoria ou participação de agentes de estados diversos. 
CORRETO. Trata-se de entendimento dos Tribunais. Nesse sentido, vejamos o Info do 808 do STF - Para 
que incida essa causa de aumento não se exige a efetiva transposição da fronteira interestadual pelo agente, 
sendo suficiente a comprovação de que a substância tinha como destino localidade em outro Estado da 
Federação. 
 
 
 
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Acessar: https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2015/12/info-808-stf.pdf 
e) O crime de associação para o tráfico se consuma com a mera união dos envolvidos, ainda que de forma 
individual e ocasional. 
ERRADO. O dispositivo legal fala de forma reiterada ou não. 
Art. 35. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos 
crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º, e 34 desta Lei: 
JÁ CAIU CESPE: (2017. DPC GO. Delegado de Polícia Civil). Delegado de Polícia. Vantuir e Lúcio 
cometeram, em momentos distintos e sem associação, crimes previstos na Lei de Drogas (Lei n.º 
11.343/2006). No momento da ação, Vantuir, em razão de dependência química e de estar sob influência de 
entorpecentes, era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato. Lúcio, ao agir, estava sob efeito 
de droga, proveniente de caso fortuito, sendo também incapaz de entender o caráter ilícito do fato. 
Nessas situações hipotéticas, qualquer que tenha sido a infração penal praticada, 
a) Vantuir terá direito à redução de pena de um a dois terços e Lúcio será isento de pena. 
b) somente Vantuir será isento de pena. 
c) Lúcio e Vantuir serão isentos de pena. 
CORRETO. No caso em tela, ambos serão isentos por incidência do disposto no art. 45 caput da Lei 
11.343/2006, isso porque: 
Valpir em decorrência da sua dependência química e de estar sob influência de entorpecentes, era 
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato. Já o Lúcio, estava sob o efeito da droga decorrente 
de caso fortuito. Nessa esteira, vejamos o que dispõe a legislação. 
Art. 45. É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito 
ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha sido a infração penal 
 
 
 
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praticada, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. 
d) somente Lúcio terá direito à redução de pena de um a dois terços. 
e) Lúcio e Vantuir terão direito à redução de pena de um a dois terços. 
JÁ CAIU CESPE: (2016. DPC PE. Delegado de Polícia Civil). Na análise das classificações e dos 
momentos de consumação, busca-se, por meio da doutrina e da jurisprudência pátria, enquadrar consumação 
e tentativa nos diversos tipos penais. A esse respeito, assinale a opção correta. 
a) Conforme orientação atual do STJ, é imprescindível para a consumação do crime de furto com a posse de 
fato da res furtiva, ainda que por breve espaço de tempo, a posse mansa, pacífica e desvigiada da coisa, caso 
em que se deve aplicar a teoria da ablatio. 
ERRADO. Não se exige a posse mansa, pacífica e desvigiada da coisa. Nesse sentido, analisemos o teor da 
Súmula 582 do STJ, editada em 2016. 
Súmula 582-STJ: Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante emprego de 
violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à perseguição imediata ao agente e 
recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. 
 
Acessar: https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2016/11/sc3bamula-582-stj.pdf 
b) A extorsão é considerada pelo STJ como crime material, pois se consuma no momento da obtenção da 
vantagem indevida. 
ERRADO. O crime de extorsão é considerado crime formal, e consuma-se independentemente da obtenção 
da vantagem indevida. 
A extorsão é crime formal, de consumação antecipada ou de resultado cortado. É o que se extrai da Súmula 
96 do Superior Tribunal de Justiça: “O crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da 
vantagem indevida”. Assim, o crime estará consumado com a prática da conduta ainda que não se obtenha a 
vantagem econômica pretendida. O crime de consuma com o constrangimento ilegal. Fonte: @manualcaseiro 
de Direito Penal Parte Especial. 
c) O crime de exercício ilegal da medicina, previsto no CP, por ser crime plurissubsistente, admite tentativa, 
desde que, iniciados os atos executórios, o agente não consiga consumá-lo por circunstâncias alheias a sua 
vontade. 
ERRADO. O crime em comento é crime habitual, e assim sendo não admite tentativa. 
d) Por ser crime material, o crime de corrupção de menores consuma-se no momento em que há a efetiva 
prova da prática do delito e a efetiva participação do inimputável na empreitada criminosa. Assim, se o 
adolescente possuir condenações transitadas em julgado na vara da infância e da juventude, em decorrência 
da prática de atos infracionais, o crime de corrupção de menores será impossível, dada a condição de 
inimputável do corrompido. 
ERRADO. O crime de corrupção de menores é crime FORMAL. Nesse sentido, a súmula 500 do STJ. 
Vejamos: 
 
 
 
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e) Segundo o STJ, configura crime consumado de tráfico de drogas a conduta consistente em negociar, por 
telefone, a aquisição de entorpecente e disponibilizar veículo para o seu transporte, ainda que o agente não 
receba a mercadoria, em decorrência de apreensão do material pela polícia, com o auxílio de interceptação 
telefônica. 
CORRETO. Trata-se do entendimento firmado pelo STJ exarado ao teor do Informativo 569. Vejamos: 
 
 
 
 
Acessar: https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2015/11/info-569-stj.pdf 
JÁ CAIU CESPE: (2016. DPC PE. Delegado de Polícia Civil). O ordenamento penal brasileiro 
adotou a sistemática bipartida de infração penal — crimes e contravenções penais —, cominando suas 
respectivas penas, por força do princípio da legalidade. Acerca das infrações penais e suas respectivas 
reprimendas, assinale a opção correta. 
a) O crime de homicídio doloso praticado contra mulher é hediondo e, por conseguinte, o cumprimento da 
pena privativa de liberdade iniciar-se-á em regime fechado, em decorrência de expressa determinação legal. 
ERRADO. Inicialmente, cumpre destacarmos que nem todo homicídio praticado contra a mulher será 
considerado hediondo por constituir-se em feminicídio, mas somente aquele que tiver como causa 
motivadora (circunstância subjetiva) por questões de gênero. 
Vamos Recordar! A Lei nº 13.104 de 2015 inseriu o inciso VI para incluir no art. 121 o feminícidio, entendido 
como a morte de mulher em razão da condição de sexo feminino,leia-se, violência de gênero quanto ao sexo. 
Entrou em vigor em 10 de Março de 2015. Em se tratando de uma lei que agrava a situação do réu, consagra 
uma nova hipótese qualificadora, não pode ser aplicada a conduta praticada antes da referida data. 
Trata-se de homicídio cometido por razões de gênero do sexo feminino (preconceito, descriminação, 
desprezo pela condição de mulher). Fonte: @manualcaseiro de Penal Parte Especial. 
 
 
 
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Além disso, embora considerássemos que fosse o caso de crime feminicídio e respectivamente, crime 
hediondo, não mais se impõe o cumprimento de pena obrigatoriamente em regime fechado, sendo essa 
determinação legal declarada inconstitucional pelo STF diante da violação ao princípio da individualização 
da pena. 
Vejamos: 
O STF declarou inconstitucional o regime inicial fechado obrigatório, por violar o princípio da 
individualização da pena, devendo analisar o caso concreto e fundamentar sua decisão. 
Na fixação do regime inicial, o juiz deve observar as Súmulas 718 e 719 do STF. 
Súmula 718 STF: “A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação 
idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada.” Não pode fixar 
regime c/ base a gravidade em abstrato apenas. 
Súmula 719 STF: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir 
exige motivação idônea”. Fonte: @manualcaseiro de Legislação Penal Especial. 
 
b) No crime de tráfico de entorpecente, é cabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva 
de direitos, bem como a fixação de regime aberto, quando preenchidos os requisitos legais. 
CORRETO. Trata-se do atual entendimento do STF. Nesse sentido o Info 821, vejamos: 
Se o réu, não reincidente, for condenado, por tráfico de drogas, a pena de até 4 anos, e se as circunstâncias 
judiciais do art. 59 do CP forem positivas (favoráveis), o juiz deverá fixar o regime aberto e deverá conceder 
a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, preenchidos os requisitos do art. 44 do 
CP. 
A gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para justificar a fixação do regime mais 
gravoso. STF. 1ª Turma. HC 130411/SP, rel. orig. Min. Rosa Weber, red. p/ o acórdão Min. Edson Fachin, 
julgado em 12/4/2016 (Info 821). 
c) Constitui crime de dano, previsto no CP, pichar edificação urbana. Nesse caso, a pena privativa de 
liberdade consiste em detenção de um a seis meses, que pode ser convertida em prestação de serviços à 
comunidade. 
ERRADO. Trata-se de conduta tipificada ao teor da Lei nº 9.605, e não no código penal, sendo figura 
especial. Vejamos: 
Lei 9.605/98 
Art. 65. Pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. 
§ 1º Se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada em virtude do seu valor artístico, arqueológico 
ou histórico, a pena é de 6 (seis) meses a 1 (um) ano de detenção e multa. 
d) O STJ autoriza a imposição de penas substitutivas como condição especial do regime aberto. 
ERRADO. A afirmativa da questão é contrária ao entendimento do STJ firmado na Súmula 493. Vejamos. 
 
 
 
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Súmula 493, STJ. É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao 
regime aberto. 
e) O condenado por contravenção penal, com pena de prisão simples não superior a quinze dias, poderá 
cumpri-la, a depender de reincidência ou não, em regime fechado, semiaberto ou aberto, estando, em 
quaisquer dessas modalidades, obrigado a trabalhar. 
ERRADO. Nos termos do Art. 6º, §2º da Lei de Contravenções, o trabalho é FACULTATIVO, se a pena 
aplicada, não excede a quinze dias. 
JÁ CAIU CESPE: (2016. DPC PE. Delegado de Polícia Civil). Se determinada pessoa, maior e 
capaz, estiver portando certa quantidade de droga para consumo pessoal e for abordada por um agente de 
polícia, ela 
a) estará sujeita à pena privativa de liberdade, se for reincidente por este mesmo fato. 
ERRADO. O porte de droga para consumo pessoal não admite entre as penas aplicadas a pena privativa de 
liberdade, sendo essa umas das alterações ocasionadas pela “nova” lei de Drogas, deixou de se aplicar pena 
privativa de liberdade ao usuário. 
Vamos Recordar! 
Para o usuário não se aplica a pena privativa de liberdade (pena de reclusão e detenção), e ainda, não se 
aplica também pena de prisão simples. Fonte: @manualcaseiro de Legislação Penal Especial. 
E quais penas se aplica? Nesse sentido, dispõe a legislação: 
Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, 
drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às 
seguintes penas: 
 
I - advertência sobre os efeitos das drogas; 
II - prestação de serviços à comunidade; 
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. 
 
Não se pune mais o porte de drogas com pena privativa de liberdade, é possível falarmos que a conduta ainda 
é crime? O professor Gabriel Habib explica, o que ocorreu com o delito de porte de drogas para uso foi 
justamente o fenômeno da despenalização, tendo em vista que o legislador o manteve com natureza de 
infração penal, porém com uma sanção mais leve, mais branda, consistente em advertência sobre os efeitos 
das drogas, prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programa ou 
curso educativo. Leis Penais Especiais. Volume único. 9ª ed. 2017. Editora Juspodivm. 
b) estará sujeita à pena privativa de liberdade, se for condenada a prestar serviços à comunidade e, 
injustificadamente, recusar a cumprir a referida medida educativa. 
ERRADO. Mesmo em caso de descumprimento, não se imporá a pena privativa de liberdade. Ademais, 
conforme dispõe a legislação, em caso descumprimento injustificado, poderá ser submetido à admoestação 
verbal ou multa. Vejamos: 
 
 
 
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Art. 28. § 6º Para garantia do cumprimento das medidas educativas a que se refere o caput, nos incisos I, II 
e III, a que injustificadamente se recuse o agente, poderá o juiz submetê-lo, sucessivamente a: 
I - admoestação verbal; 
II - multa. 
c) estará sujeita à pena, imprescritível, de comparecimento a programa ou curso educativo. 
ERRADO. As penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo (art. 28) serão aplicadas pelo prazo 
máximo de 5 (cinco) meses, e na hipótese de ser reincidente, pelo prazo máximo de 10 meses. 
d) poderá ser submetida à pena de advertência sobre os efeitos da droga, de prestação de serviço à 
comunidade ou de medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. 
CORRETO. A alternativa encontra-se em total consonância com o Art. 28, I, II e III da Lei nº 11.343/2006. 
Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, 
drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às 
seguintes penas: 
I - advertência sobre os efeitos das drogas; 
II - prestação de serviços à comunidade; 
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. 
e) deverá ser presa em flagrante pela autoridade policial. 
ERRADO. Não se impõe prisão em flagrante (2ª fase) ao usuário de droga. Nessa linha, o art. 48, §2º da Lei 
11.343/2006 disciplina que “tratando-se da conduta prevista no art. 28 desta Lei, não se imporá prisão em 
flagrante, devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou, na falta deste, 
assumir o compromisso de a ele comparecer, lavrando-se termo circunstanciadoe providenciando-se as 
requisições dos exames e perícias necessários. 
JÁ CAIU CESPE: (2016. TJ DF. Magistratura). A respeito do processo e do julgamento previsto na 
Lei Antidrogas, assinale a opção correta. 
a) O magistrado, durante a persecução penal em juízo, poderá, independentemente da oitiva do MP, autorizar 
a infiltração de investigador em meio a traficantes, para o fim de esclarecer a verdade real, ou poderá, ainda, 
autorizar que não atue diante de eventual flagrante, com a finalidade de identificar e responsabilizar o maior 
número de integrantes de operações de tráfico e distribuição. 
ERRADO. O procedimento da infiltração de investigador é possível, contudo depende da oitiva do Ministério 
Público. Nesse sentido, o teor do art. 53, I da Lei nº 11.343/06. 
Art. 53. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei, são permitidos, 
além dos previstos em lei, mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público, os seguintes 
procedimentos investigatórios: I - a infiltração por agentes de polícia, em tarefas de investigação, constituída 
pelos órgãos especializados pertinentes. 
b) O MP e a defesa poderão arrolar até oito testemunhas na denúncia e na defesa preliminar, respectivamente. 
ERRADO. Poderão arrolar até 5 (CINCO) testemunhas. Nesse sentido, a legislação: 
 
 
 
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Art. 54. Recebidos em juízo os autos do inquérito policial, de Comissão Parlamentar de Inquérito ou peças 
de informação, dar-se-á vista ao Ministério Público para, no prazo de 10 (dez) dias, adotar uma das 
seguintes providências: I - requerer o arquivamento; II - requisitar as diligências que entender necessárias; 
III - oferecer denúncia, arrolar até 5 (cinco) testemunhas e requerer as demais provas que entender 
pertinentes. 
Art. 55. Oferecida a denúncia, o juiz ordenará a notificação do acusado para oferecer defesa prévia, por 
escrito, no prazo de 10 (dez) dias. 
§ 1o Na resposta, consistente em defesa preliminar e exceções, o acusado poderá argüir preliminares e 
invocar todas as razões de defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas que pretende 
produzir e, até o número de 5 (cinco), arrolar testemunhas. 
c) O agente que praticar crime de porte de drogas para consumo pessoal será processado e julgado perante 
uma das Varas de Entorpecentes do DF, sob o rito processual previsto na Lei Antidrogas, tendo em vista que 
a lei especial prevalece sobre a lei geral. 
 d) O autor do crime de porte de drogas para uso pessoal será processado e julgado perante o Juizado Especial 
Criminal, sob o rito da Lei n.º 9.099/1995. 
CORRETO. Conforme disciplina o art. 48, §1º da Lei 11.343/2006, aquele que responder pela conduta de 
portar drogas para consumo pessoal será processado e julgado pelo procedimento da Lei dos Juizados 
Especiais Criminais. Nessa esteira, vejamos ao que proclama o texto legal: 
Art. 48. § 1o O agente de qualquer das condutas previstas no art. 28 desta Lei, salvo se houver concurso com 
os crimes previstos nos arts. 33 a 37 desta Lei, será processado e julgado na forma dos arts. 60 e seguintes 
da Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais. 
JURISPRUDÊNCIA: 
(...) POSSE DE DROGA PARA CONSUMO PRÓPRIO. CONDUTA QUE SE AMOLDA À POSSE DE 
DROGAS PARA USO PRÓPRIO. DELITO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO. COMPETÊNCIA 
DO JUIZADO ESPECIAL. 1. O crime de uso de entorpecente para consumo próprio, previsto no art. 28 da 
Lei 11.343/06, é de menor potencial ofensivo, o que determina a competência do Juizado Especial estadual, 
já que ele não está previsto em tratado internacional e o art. 70 da Lei n.11.343/2006 não o inclui dentre 
os que devem ser julgados pela Justiça Federal. (...) (CC 144.910/MS, Rel. Min. Reynaldo Soares da 
Fonseca, julgado em 13/04/2016). 
e) A lavratura do auto de prisão em flagrante e o estabelecimento da materialidade do delito exigem a 
elaboração do laudo definitivo em substância, cuja falta obriga o juiz a relaxar imediatamente a prisão, que 
será considerada ilegal. 
ERRADO. Não é necessário o laudo definitivo para a lavratura do APF, conforme disciplina a legislação, é 
suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial ou, na falta 
deste, por pessoa idônea. Vejamos: 
Art. 50. § 1º Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do 
delito, é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial ou, 
na falta deste, por pessoa idônea. 
 
 
 
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JÁ CAIU CESPE: (2016. TJ DFT. Analista). No que se refere aos crimes previstos na legislação de 
trânsito e na legislação antidrogas, julgue o próximo item. 
Em observância ao princípio da individualização da pena, segundo o entendimento pacificado do STF, em 
se tratando do delito de tráfico ilícito de entorpecentes, a pena privativa de liberdade pode ser substituída por 
pena restritiva de direitos, preenchidos os requisitos previstos no Código Penal. 
CORRETO. Nesse sentido, a SEGUNDA TURMA: Tráfico de entorpecentes: fixação do regime e 
substituição da pena: 
Não sendo o paciente reincidente, nem tendo contra si circunstâncias judiciais desfavoráveis (CP, art. 59), a 
gravidade em abstrato do crime do art. 33, ―caputǁ, da Lei 11.343/2006, não constitui motivação idônea 
para justificar a fixação do regime mais gravoso. Com esse entendimento, a Segunda Turma, após superar o 
óbice do Enunciado 691 da Súmula do STF, concedeu ―habeas corpusǁ de ofício para garantir ao paciente, 
condenado à pena de um ano e oito meses de reclusão pela prática do delito de tráfico de drogas, a substituição 
da reprimenda por duas penas restritivas de direitos, a serem estabelecidas pelo juízo das execuções 
criminais, bem assim a fixação do regime inicial aberto. O Colegiado entendeu que o paciente atende aos 
requisitos do art. 44 do CP, razão pela qual o juízo deve considerá-los ao estabelecer a reprimenda, de acordo 
com o princípio constitucional da individualização da pena. (STF, HC 133028/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 
12.4.2016). 
JÁ CAIU CESPE: (2015. TJ DFT. Magistratura. Assinale a opção correta à luz da Lei n.º 
11.343/2006 (Lei de Drogas), do CP e da jurisprudência do STF. 
a) O crime de associação para o tráfico, caracterizado pela associação de duas ou mais pessoas para a prática 
de alguns dos crimes previstos na Lei de Drogas, é delito equiparado a crime hediondo. 
ERRADO. O crime de associação para o tráfico previsto ao teor do art. 35, da Lei nº 11.343/06 não é 
considerado figurada equiparada a crime hediondo. 
Art. 35. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar*, reiteradamente ou não, qualquer dos 
crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º, e 34 desta Lei. 
b) O crime de porte de entorpecentes para consumo pessoal, sem autorização ou em desacordo com 
determinação legal ou regulamentar, está sujeito aos prazos prescricionais do CP. 
ERRADO. Encontra-se sujeito ao prazo prescricional específico disposto ao teor da Lei nº 11.343/06. 
Vejamos: 
Art. 30. Prescrevem em 2 (dois) anos a imposição e a execução das penas, observado, no tocante à 
interrupção do prazo, o disposto nos arts. 107 e seguintes do Código Penal. 
c) instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga, poderá ser aplicada causa de redução de pena se o 
agente for primário, tiver bons antecedentes e não se dedicar a atividades criminosas ou integrar organização 
criminosa. 
ERRADO. A causa de diminuição prevista no enunciado da questão aplica-se somente as hipóteses do §1º 
do art. 33, e no caso em tela (instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga) a conduta vem descrita 
ao teor do §2º do art. 33. Vejamos: 
 
 
 
53Manual Caseiro 
 
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Previsão da causa de diminuição de pena: 
Art. 33. § 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um 
sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de 
bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. 
Art. 33. §2º Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga. 
d) Quanto aos crimes previstos na Lei de Drogas, será isento de pena o agente que, por ser dependente de 
drogas, for, ao tempo do fato, totalmente incapaz de entender o caráter ilícito da ação praticada. 
CORRETO. A assertiva encontra-se em consonância com o art. 45, Lei 11.343/2006. 
Art. 45. É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito 
ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha sido a infração penal 
praticada, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento. 
Parágrafo único. Quando absolver o agente, reconhecendo, por força pericial, que este apresentava, à época 
do fato previsto neste artigo, as condições referidas no caput deste artigo, poderá determinar o juiz, na 
sentença, o seu encaminhamento para tratamento médico adequado. 
e) Os crimes previstos na Lei de Drogas são insuscetíveis de anistia, graça e indulto, sendo impossível, 
àqueles que os praticarem, a concessão de liberdade provisória. 
ERRADO. O STF declarou a inconstitucionalidade da vedação da concessão da liberdade. Nesse sentido, 
vejamos a posição da Jurisprudência. 
Ementa: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. LEI 
11.343/06, ART. 44, CAPUT. VEDAÇÃO À LIBERDADE PROVISÓRIA. 
INCONSTITUCIONALIDADE (HC 104.339/SP, PLENÁRIO, MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 
06.12.2012). PRISÃO PREVENTIVA. GRAVIDADE ABSTRATA DO DELITO. FUNDAMENTO 
INSUBSISTENTE. PRECEDENTES. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no HC 104.339/SP (Min. 
Gilmar Mendes, DJe de 06.12.2012), em evolução jurisprudencial, declarou a inconstitucionalidade da 
vedação à liberdade provisória prevista no art. 44, caput, da Lei 11.343/06. Entendeu-se que (a) a mera 
inafiançabilidade do delito (CF, art. 5º, XLIII) não impede a concessão da liberdade provisória; (b) sua 
vedação apriorística é incompatível com os princípios constitucionais da presunção de inocência e do devido 
processo legal, bem assim com o mandamento constitucional que exige a fundamentação para todo e qualquer 
tipo de prisão. 2. Ademais, a gravidade abstrata do delito de tráfico de entorpecentes não constitui 
fundamentação idônea para a decretação da custódia cautelar. Precedentes. 3. Ordem concedida. (STF - HC: 
110359 RJ , Relator: Min. TEORI ZAVASCKI, Data de Julgamento: 19/03/2013, Segunda Turma, Data de 
Publicação: DJe-061 DIVULG 03-04-2013 PUBLIC 04-04-2013. 
Fonte: @manualcaseiro de Legislação Penal Especial. 
JÁ CAIU CESPE: (2015. TRF. Juiz Federal). Com base na Lei Antidrogas (Lei n.º 11.343/2006) e 
no entendimento sumulado pelo STJ, assinale a opção correta. 
 
 
 
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a) Caso um juiz considere condenar um réu que colaborou, como informante, com uma organização voltada 
para o tráfico, como consequência lógica, ele deverá condenar esse réu também pela prática de associação 
para o tráfico. 
ERRADO. Tratam-se de condutas autônomas. Nessa esteira, o professor Gabriel Habib explica “o tipo penal 
do art. 37 trata do delito de colaboração com o tráfico. Colaborar como informante significa ajudar, 
cooperar, contribuir com grupo, organização ou qualquer associação destinada à prática do tráfico de 
drogas”. 
O colaborador também pode ser punido pela associação criminosa? 
Veja-se que o art. 35 trata de associação para a prática dos crimes previstos nos artigos 33, caput e §1º, e 34 
da Lei de Drogas. Logo, o colaborador não pode ser condenado pela associação criminosa. 
b) Um réu condenado por associação para o tráfico não pode ser reconhecido como agente de tráfico 
privilegiado no mesmo feito, haja vista a incompatibilidade de ordem objetiva preconizada pela Lei 
Antidrogas. 
c) No que diz respeito a crime de tráfico internacional de drogas e conforme entendimento sumulado de 
tribunal superior, o juiz, ao reconhecer, em sua sentença, que a conduta do réu caracteriza tráfico privilegiado, 
não poderá impor a esse réu pena abaixo do mínimo legal. 
d) O juiz pode aplicar causa majorante de pena de um sexto a dois terços quando o crime de tráfico de drogas 
tiver sido perpetrado com emprego ostensivo de arma de fogo para a intimidação difusa ou coletiva. Se a 
arma tiver sido utilizada em contexto diverso do de crime de tráfico, tratar-se-á de concurso material de 
crimes. 
CORRETO. Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois 
terços, se: 
I - a natureza, a procedência da substância ou do produto apreendido e as circunstâncias do fato evidenciarem 
a transnacionalidade do delito; 
II - o agente praticar o crime prevalecendo-se de função pública ou no desempenho de missão de educação, 
poder familiar, guarda ou vigilância; 
III - a infração tiver sido cometida nas dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais, de ensino 
ou hospitalares, de sedes de entidades estudantis, sociais, culturais, recreativas, esportivas, ou beneficentes, 
de locais de trabalho coletivo, de recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza, 
de serviços de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção social, de unidades militares ou policiais 
ou em transportes públicos; 
IV - o crime tiver sido praticado com violência, grave ameaça, emprego de arma de fogo, ou qualquer 
processo de intimidação difusa ou coletiva; 
V - caracterizado o tráfico entre Estados da Federação ou entre estes e o Distrito Federal; 
VI - sua prática envolver ou visar a atingir criança ou adolescente ou a quem tenha, por qualquer motivo, 
diminuída ou suprimida a capacidade de entendimento e determinação; 
VII - o agente financiar ou custear a prática do crime. 
 
 
 
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e) O ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas cometido por adolescente, por si só, conduz 
obrigatoriamente à imposição de medida socioeducativa de internação do jovem, salvo na modalidade de 
tráfico privilegiado. 
ERRADO. Nesse sentido, a Súmula 492, STJ. O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não 
conduz obrigatoriamente à imposição de medida socioeducativa de internação do adolescente. 
JÁ CAIU CESPE: (2015. Defensor Público Federal). Considerando que Carlos, maior e capaz, 
compartilhe com Carla, sua parceira eventual, substância entorpecente que traga consigo para uso pessoal, 
julgue o item que se segue. 
A conduta de Carlos configura crime de menor potencial ofensivo. 
CERTO. Trata-se da figura esculpida ao teor do art. 33, §3º da Lei 11.343/2006, cuja pena máxima é de um 
ano, não ultrapassando, consequentemente dois anos, o previsto para enquadrar-se no conceito de “crime de 
menor potencial ofensivo”. 
Art. 33 § 3º Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para 
juntos a consumirem: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 
1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28. 
Vamos Recordar?! 
Art. 61. Consideram-se infrações de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções 
penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa. 
 Desse modo, contemplamos que infração de menor potencial ofensivo são ascontravenções penais e crimes 
com pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa, sujeitos ou não a procedimento 
especial, ressalvadas as hipóteses envolvendo violência doméstica e familiar contra mulher (art. 11.340 de 
2006, art. 41). 
JÁ CAIU CESPE: (2014. TJ SE. Com base no que dispõe a Lei Antidrogas (Lei n. o 11.343/2006), 
assinale a opção correta. 
a) Um agente pode ser processado e condenado por tráfico privilegiado, em concurso material com 
associação para o tráfico, por serem autônomos os crimes. 
ERRADO. Não é possível posto que a participação na associação para o tráfico prejudica um dos requisitos 
necessários para a concessão da benesse da causa de diminuição de pena. Nesse sentido, o Info do STJ. 
 
Nessa linha, corroborando ao exposto, preleciona o Professor Gabriel Habib “não se aplica essa causa e 
diminuição (art. 33, §4º, Lei 11.343/06) ao réu condenado também por associação para o tráfico. Caso o 
réu seja condenado por tráfico de drogas e, também, por associação para o tráfico, essa condenação denota 
que ele se dedica à atividade criminosa, ficando excluído o terceiro requisito legal para a incidência do §4º. 
 
 
 
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b) Se uma substância psicotrópica for retirada da lista de uso proscrito da autoridade sanitária competente, o 
princípio da aplicação da retroatividade da lei penal mais benéfica levaria atipiciadade da conduta no caso 
de crime de porte e tráfico de drogas cometido antes da exclusão da substância da lista mencionada. 
ERRADO. Na hipótese de ser retirada, a situação que refere-se a abolitio criminis levaria a causa extintiva 
da punibilidade, mas não atipicidade antes da exclusão. 
c) Considere que um traficante de drogas tenha sido preso em flagrante delito e posteriormente tenha 
confessado espontaneamente seu crime. Suponha ainda que ele tenha sido condenado e recebido a pena base 
no mínimo legal. Nesse caso, a possibilidade de aplicação da atenuante de confissão espontânea está afastada. 
CORRETO. Nesse sentido, a Súmula 231, do STJ. A incidência da circunstância atenuante NÃO pode 
conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal 
d) Em relação ao crime de tráfico de drogas, é necessária a efetiva transposição da fronteira estadual para a 
incidência da causa de aumento de pena. 
ERRADO. O entendimento do STF é no sentido de que não se exige, nesse sentido o Info 808, STF. Vejamos: 
 
 
Acessar: https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2015/12/info-808-stf.pdf 
e) O porte de entorpecente é crime de perigo real, e sua tipificação visa tutelar a integridade da ordem social 
no que diz respeito à preservação da saúde pública, razão por que não há que se falar em ausência de 
periculosidade social da ação. 
ERRADO. São crimes de perigo abstrato. Nesse sentido, preleciona o professor Gabriel Habib “os delitos 
previstos na presente lei constituem, em regra, crimes de perigo abstrato, razão pela qual para a configuração 
deles, basta a prática da conduta pelo agente, que ela, por si só, já gera uma situação de perigo ao bem jurídico 
saúde pública, não sendo necessária a produção de prova do perigo. Porém, há uma exceção: o art. 39 da lei 
é um crime de perigo concreto”. 
 
 
 
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JÁ CAIU CESPE: (2014. TJ SE. Analista Judiciário). Julgue os itens a seguir, tendo como referência 
as disposições da Lei n.º 11.343/2006 (Lei Antidrogas), da Lei n.º 10.826/2003 e suas alterações (Estatuto 
do Desarmamento), e da Lei n.º 8.069/1990 (ECA). 
Ainda que presentes os requisitos subjetivos e objetivos previstos no Código Penal, é vedado ao juiz substituir 
a pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos na hipótese de condenação por tráfico ilícito de 
drogas. 
ERRADO. Conforme explica o Professor Gabriel Habib, o STF declarou inconstitucional essa vedação por 
entender que a vedação genérica e abstrata viola o princípio da individualização da pena. A partir declaração 
de inconstitucionalidade, o STF e o STJ passaram a permitir a substituição. Note-se que a declaração de 
inconstitucionalidade deu-se tanto em relação ao §4o, do art. 33, quanto ao art. 44. 
Art. 33. § 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um 
sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de 
bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. 
O tipo penal encontra-se destacado ante a declaração de inconstitucionalidade da presente vedação. 
JÁ CAIU CESPE: (2014. Câmara dos Deputados. Analista Judiciário). Julgue os próximos itens, 
referentes às penas e aos crimes de abuso de autoridade e de tráfico ilícito de entorpecentes. 
O delito de associação para o tráfico é considerado crime hediondo na legislação penal brasileira. 
ERRADO. O delito de Associação para o Tráfico (art. 35, Lei nº 11.343/06) não é considerado crime 
hediondo. 
JÁ CAIU CESPE: Paulo e Pedro, ambos com bons antecedentes e sem condenação anterior 
transitada em julgado, associaram-se a outros quatro indivíduos com o intuito de praticar reiteradamente a 
venda de substâncias entorpecentes. Nessa situação, Paulo e Pedro cometeram delito de associação para o 
tráfico e, em razão de seus antecedentes pessoais, devem ser beneficiados com diminuição de pena prevista 
na Lei de Entorpecentes. 
ERRADO. O enunciado é contrário ao texto legal que disciplina como um dos requisitos para a concessão 
da benesse da causa de diminuição de pena o agente não se dedicar as atividades criminosas e nem integrar 
organização criminosa. No caso, os agentes fazem parte de uma associação criminosa para a prática do 
tráfico, ou seja, há uma dedicação a atividade criminosa, inviabilizando o preenchimento do referido 
requisito. 
 
12. Informativos 
• Para fins do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, milita em favor do réu a presunção de que ele é 
primário, possui bons antecedentes e não se dedica a atividades criminosas nem integra 
organização criminosa; o ônus de provar o contrário é do Ministério Público 
 
 
 
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A previsão da redução de pena contida no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 tem como fundamento 
distinguir o traficante contumaz e profissional daquele iniciante na vida criminosa, bem como do que se 
aventura na vida da traficância por motivos que, por vezes, confundem-se com a sua própria sobrevivência 
e/ou de sua família. 
Assim, para legitimar a não aplicação do redutor é essencial a fundamentação corroborada em elementos 
capazes de afastar um dos requisitos legais, sob pena de desrespeito ao princípio da individualização da pena 
e de fundamentação das decisões judiciais. Desse modo, a habitualidade e o pertencimento a organizações 
criminosas deverão ser comprovados, não valendo a simples presunção. Não havendo prova nesse sentido, o 
condenado fará jus à redução de pena. 
Em outras palavras, militará em favor do réu a presunção de que é primário e de bons antecedentes e de que 
não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. O ônus de provar o contrário é do 
Ministério Público. 
Assim, o STF considerou preenchidas as condições da aplicação da redução de pena, por se estar diante de 
ré primária, com bons antecedentes e sem indicação de pertencimento a organização criminosa. STF. 2ª 
Turma. HC 154694 AgR/SP, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Gilmar Mendes, julgado em 
4/2/2020 (Info 965). 
• É possível que o juiz negue o benefício do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas pelo simples fato de 
o acusado ser investigado em inquérito policial ou réu em outra ação penal que ainda não 
transitou emjulgado? 
É possível que o juiz negue o benefício do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas com base no fato de o acusado 
ser investigado em inquérito policial ou ser réu em outra ação penal que ainda não transitou em julgado? 
• STJ: SIM. É possível a utilização de inquéritos policiais e/ou ações penais em curso para formação da 
convicção de que o réu se dedica a atividades criminosas, de modo a afastar o benefício legal previsto no art. 
33, § 4º, da Lei n.º 11.343/2006. STJ. 3ª Seção. EREsp 1.431.091-SP, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 
14/12/2016 (Info 596). STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 539.666/RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 
05/03/2020. 
• STF: NÃO. Não se pode negar a aplicação da causa de diminuição pelo tráfico privilegiado, prevista no art. 
33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, com fundamento no fato de o réu responder a inquéritos policiais ou 
processos criminais em andamento, mesmo que estejam em fase recursal, sob pena de violação ao art. 5º, 
LIV (princípio da presunção de não culpabilidade). STF. 1ª Turma. HC 173806/MG, Rel. Min. Marco 
Aurélio, julgado em 18/2/2020 (Info 967). STF. 2ª Turma. HC 144309 AgR, Rel. Min. Ricardo 
Lewandowski, julgado em 19/11/2018. 
 
 
 
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• A reincidência de que trata o § 4º do art. 28 da Lei nº 11.343/2006 é a específica 
O art. 28 da Lei nº 11.343/2006 prevê o crime de porte de drogas para consumo pessoal. Art. 28. Quem 
adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem 
autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: 
I - advertência sobre os efeitos das drogas; 
II - prestação de serviços à comunidade; 
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. Em regra, as penas dos incisos II 
e III só podem ser aplicadas pelo prazo máximo de 5 meses. 
O § 4º prevê que: “em caso de reincidência, as penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão 
aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses.” 
A reincidência de que trata o § 4º é a reincidência específica. Assim, se um indivíduo já condenado 
definitivamente por roubo, pratica o crime do art. 28, ele não se enquadra no § 4º. Isso porque se trata de 
reincidente genérico. O § 4º ao falar de reincidente, está se referindo ao crime do caput do art. 28. STJ. 6ª 
Turma. REsp 1.771.304-ES, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 10/12/2019 (Info 662). 
• A habitualidade no crime e o pertencimento a organizações criminosas deverão ser 
comprovados pela acusação, não sendo possível que o benefício do tráfico privilegiado (art. 33, 
§ 4º) seja afastado por simples presunção. 
A Lei de Drogas prevê, em seu art. 33, § 4º, a figura do “traficante privilegiado”, também chamada de 
“traficância menor” ou “traficância eventual”: 
§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois 
terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons 
antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. 
A habitualidade no crime e o pertencimento a organizações criminosas deverão ser comprovados pela 
acusação, não sendo possível que o benefício seja afastado por simples presunção. Assim, se não houver 
prova nesse sentido, o condenado fará jus à redução da pena. A quantidade e a natureza são circunstâncias 
que, apesar de configurarem elementos determinantes na definição do quanto haverá de diminuição, não são 
elementos que, por si sós, possam indicar o envolvimento com o crime organizado ou a dedicação a 
atividades criminosas. Vale ressaltar, por fim, que é possível a aplicação deste benefício mesmo para 
condenados por tráfico transnacional de drogas. STF. 2ª Turma. HC 152001 AgR/MT, rel. orig. Min. Ricardo 
Lewandowski, red. p/ o ac. Min. Gilmar Mendes, julgado em 29/10/2019 (Info 958). 
 
 
 
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• Não é possível a fixação de regime de cumprimento de pena fechado ou semiaberto para crime 
de tráfico privilegiado de drogas sem a devida justificação 
Não é possível a fixação de regime de cumprimento de pena fechado ou semiaberto para crime de tráfico 
privilegiado de drogas sem a devida justificação. 
Não se admite a fixação automática do regime fechado ou semiaberto pelo simples fato de ser tráfico de 
drogas. 
Não se admite, portanto, que o regime semiaberto tenha sido fixado utilizando-se como único fundamento o 
fato de ser crime de tráfico, não obstante se tratar de tráfico privilegiado e ser o réu primário, com bons 
antecedentes. 
A gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para justificar a fixação do regime mais 
gravoso. STF. 1ª Turma. HC 163231/SP, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de 
Moraes, julgado em 25/6/2019 (Info 945). 
• Não é necessário que a droga passe por dentro do presídio para que incida a majorante prevista 
no art. 40, III, da Lei 11.343/2006 
João, de dentro da unidade prisional onde cumpre pena, liderava uma organização criminosa. Com o uso de 
telefone celular, ele organizava a dinâmica do grupo e comandava o tráfico de drogas, dando ordens para 
seus comparsas que, de fora do presídio, executavam a comercialização do entorpecente. João foi condenado 
por tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/2006). Neste caso, ele deverá ter a sua pena aumentada com 
base no art. 40, III? SIM. Se o agente comanda o tráfico de drogas de dentro do presídio, deverá incidir a 
causa de aumento de pena do art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006, mesmo que os efeitos destes atos tenham se 
manifestado a quilômetros de distância. Não é necessário que a droga passe por dentro do presídio para que 
incida a majorante prevista no art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006. Esse dispositivo não faz a exigência de que 
as drogas efetivamente passem por dentro dos locais que se busca dar maior proteção, mas apenas que o 
cometimento dos crimes tenha ocorrido em seu interior. STJ. 5ª Turma. HC 440.888-MS, Rel. Min. Joel Ilan 
Paciornik, julgado em 15/10/2019 (Info 659). 
• O porte de droga para consumo próprio, previsto no art. 28 da Lei nº 11.343/2006, possui 
natureza jurídica de crime 
O porte de droga para consumo próprio foi somente despenalizado pela Lei nº 11.343/2006, mas não 
descriminalizado. 
Obs: despenalizar é a medida que tem por objetivo afastar a pena como tradicionalmente conhecemos, em 
especial a privativa de liberdade. Descriminalizar significa deixar de considerar uma conduta como crime. 
 
 
 
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Mesmo sendo crime, o STJ entende que a condenação anterior pelo art. 28 da Lei nº 11.343/2006 (porte de 
droga para uso próprio) NÃO configura reincidência. 
Argumento principal: se a contravenção penal, que é punível com pena de prisão simples, não configura 
reincidência, mostra-se desproporcional utilizar o art. 28 da LD para fins de reincidência, considerando que 
este delito é punido apenas com “advertência”, “prestação de serviços à comunidade” e “medida educativa”, 
ou, seja, sanções menos graves e nas quais não há qualquer possibilidade de conversão em pena privativa de 
liberdade pelo descumprimento. 
Há de se considerar, ainda, que a própria constitucionalidade do art. 28 da LD está sendo fortemente 
questionada. STJ. 5ª Turma. HC 453.437/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 04/10/2018. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1672654/SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 21/08/2018 (Info 
632). 
• Atipicidade da importação de pequena quantidade de sementes de maconha 
Não configura crime a importação de pequena quantidade de sementesde maconha. STF. 2ª Turma. HC 
144161/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 11/9/2018 (Info 915). 
• Não incide a causa de aumento de pena do art. 40, III, da LD se o crime foi praticado em dia e 
horário no qual a escola estava fechada e não havia pessoas lá 
A prática do delito de tráfico de drogas nas proximidades de estabelecimentos de ensino (art0. 40, III, da Lei 
11.343/06) enseja a aplicação da majorante, sendo desnecessária a prova de que o ilícito visava atingir os 
frequentadores desse local. Para a incidência da majorante prevista no art. 40, inciso III, da Lei nº 
11.343/2006 é desnecessária a efetiva comprovação de que a mercancia tinha por objetivo atingir os 
estudantes, sendo suficiente que a prática ilícita tenha ocorrido em locais próximos, ou seja, nas imediações 
de tais estabelecimentos, diante da exposição de pessoas ao risco inerente à atividade criminosa da 
narcotraficância. STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1558551/MG, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 
12/09/2017. STJ. 6ª Turma. HC 359.088/SP. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 04/10/2016. 
Não incide a causa de aumento de pena prevista no art. 40, inciso III, da Lei nº 11.343/2006, se a prática de 
narcotraficância ocorrer em dia e horário em que não facilite a prática criminosa e a disseminação de drogas 
em área de maior aglomeração de pessoas. Ex: se o tráfico de drogas é praticado no domingo de madrugada, 
dia e horário em que o estabelecimento de ensino não estava funcionando, não deve incidir a majorante. STJ. 
6ª Turma. REsp 1.719.792-MG, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 13/03/2018 (Info 622). 
• Decisão que reconhece detração penal analógica virtual não serve para fins de reincidência 
 
 
 
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É inviável o reconhecimento de reincidência com base em único processo anterior em desfavor do réu, no 
qual - após desclassificar o delito de tráfico para porte de substância entorpecente para consumo próprio - o 
juízo extinguiu a punibilidade por considerar que o tempo da prisão provisória seria mais que suficiente para 
compensar eventual condenação. Situação concreta: João foi preso em flagrante por tráfico de drogas (art. 
33 da LD). Após 6 meses preso cautelarmente, ele foi julgado. O juiz proferiu sentença desclassificando o 
delito de tráfico para o art. 28 da LD. Na própria sentença, o magistrado declarou a extinção da punibilidade 
do réu alegando que o art. 28 não prevê pena privativa de liberdade e que o condenado já ficou 6 meses preso. 
Logo, na visão do juiz, deve ser aplicada a detração penal analógica virtual, pois qualquer pena que seria 
aplicável ao caso em tela estaria fatalmente cumprida, nem havendo justa causa ou interesse processual para 
o prosseguimento do feito. Essa sentença não vale para fins de reincidência. Isso significa que, se João 
cometer um segundo delito, esse primeiro processo não poderá ser considerado para caracterização de 
reincidência. STJ. 6ª Turma. HC 390.038-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 06/02/2018 (Info 
619). 
• O interrogatório, na Lei de Drogas, é o último ato da instrução 
O art. 400 do CPP prevê que o interrogatório deverá ser realizado como último ato da instrução criminal. 
Essa regra deve ser aplicada: 
• nos processos penais militares; 
• nos processos penais eleitorais e 
• em todos os procedimentos penais regidos por legislação especial (ex: lei de drogas). 
Essa tese acima exposta (interrogatório como último ato da instrução em todos os procedimentos penais) só 
se tornou obrigatória a partir da data de publicação da ata de julgamento do HC 127900/AM pelo STF, ou 
seja, do dia 11/03/2016 em diante. Os interrogatórios realizados nos processos penais militares, eleitorais e 
da lei de drogas até o dia 10/03/2016 são válidos mesmo que tenham sido efetivados como o primeiro ato da 
instrução. STF. Plenário. HC 127900/AM, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 3/3/2016 (Info 816). STJ. 6ª 
Turma. HC 397382-SC, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 3/8/2017 (Info 609). 
• Mera intuição de que está havendo tráfico de drogas na casa não autoriza o ingresso sem 
mandado judicial ou consentimento do morador 
O ingresso regular da polícia no domicílio, sem autorização judicial, em caso de flagrante delito, para que 
seja válido, necessita que haja fundadas razões (justa causa) que sinalizem a ocorrência de crime no interior 
da residência. A mera intuição acerca de eventual traficância praticada pelo agente, embora pudesse autorizar 
abordagem policial em via pública para averiguação, não configura, por si só, justa causa a autorizar o 
 
 
 
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ingresso em seu domicílio, sem o seu consentimento e sem determinação judicial. STJ. 6ª Turma. REsp 
1.574.681-RS, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 20/4/2017 (Info 606). 
• É possível aplicar o § 4º do art. 33 da LD às “mulas” 
É possível aplicar o § 4º do art. 33 da LD às “mulas”. 
O fato de o agente transportar droga, por si só, não é suficiente para afirmar que ele integre a organização 
criminosa. A simples condição de “mula” não induz automaticamente à conclusão de que o agente integre 
organização criminosa, sendo imprescindível, para tanto, prova inequívoca do seu envolvimento estável e 
permanente com o grupo criminoso. Portanto, a exclusão da causa de diminuição de pena prevista no § 4º do 
art. 33 da Lei nº 11.343/2006 somente se justifica quando indicados expressamente os fatos concretos que 
comprovem que a “mula” integra a organização criminosa. STF. 1ª Turma. HC 124107, Rel. Min. Dias 
Toffoli, julgado em 04/11/2014. STF. 2ª Turma. HC 131795, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 
03/05/2016. STJ. 5ª Turma. HC 387.077-SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 6/4/2017 (Info 602). 
 
12.1 A grande quantidade de droga, isoladamente, não constitui fundamento idôneo para afastar a 
causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º da LD 
Se o réu é primário e possui bons antecedentes, o juiz pode, mesmo assim, negar o benefício doart. 33, § 4º 
da LD argumentando que a quantidade de drogas encontrada com ele foi muito elevada? 
O tema é polêmico. 
1ª Turma do STF: encontramos precedentes afirmando que a grande quantidade de droga 
pode ser utilizada como circunstância para afastar o benefício. Nesse sentido: não é crível queo réu, 
surpreendido com mais de 500 kg de maconha, não esteja integrado, de alguma forma,a organização 
criminosa, circunstância que justifica o afastamento da causa de diminuiçãoprevista no art. 33, §4º, da Lei 
de Drogas (HC 130981/MS, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em18/10/2016. Info 844). 
2ª Turma do STF: a quantidade de drogas encontrada não constitui, isoladamente, fundamentoidôneo para 
negar o benefício da redução da pena previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006(RHC 138715/MS, Rel. 
Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 23/5/2017. Info 866). 
STF. 2ª Turma. RHC 138715/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 23/5/2017 (Info 866). 
Obs: o tema acima não deveria ser cobrado em uma prova objetiva, mas caso seja perguntado, pensoque a 2ª 
corrente é majoritária. 
 
 
 
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• O confisco de bens apreendidos em decorrência do tráfico pode ocorrer ainda que o bem não 
fosse utilizado de forma habitual e mesmo que ele não tenha sido alterado 
É possível o confisco de todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico de 
drogas, sem a necessidade de se perquirir a habitualidade, reiteração do uso do bem para tal finalidade, a sua 
modificação para dificultar a descoberta do local do acondicionamento da droga ou qualquer outro requisito 
além daqueles previstos expressamente no art. 243,parágrafo único, da Constituição Federal. STF. Plenário. 
RE 638491/PR, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 17/5/2017 (repercussão geral) (Info 865). 
• Se o réu, não reincidente, for condenado a pena superior a 4 anos e que não exceda a 8 anos, e 
se as circunstâncias judiciais forem favoráveis, o juiz deverá fixar o regime semiaberto 
O condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 anos e não exceda a 8 anos, tem o direito de cumprir 
a pena corporal em regime semiaberto (art. 33, § 2°, b, do CP), caso as circunstâncias judiciais do art. 59 lhe 
forem favoráveis. Obs: não importa que a condenação tenha sido por tráfico de drogas. A imposição de 
regime de cumprimento de pena mais gravoso deve ser fundamentada, atendendo à culpabilidade, aos 
antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do 
crime, bem como ao comportamento da vítima (art. 33, § 3°, do CP) A gravidade em abstrato do crime não 
constitui motivação idônea para justificar a fixação do regime mais gravoso. STF. 2ª Turma. HC 140441/MG, 
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 28/3/2017 (Info 859). 
• Ocorrendo o tráfico de drogas nas imediações de presídio, incidirá a causa de aumento do art. 
40, III, da LD, não importando quem seja o comprador 
Se o agente vende a droga nas imediações de um presídio, mas o comprador não era um dos detentos nem 
qualquer pessoa que estava frequentando o presídio, ainda assim deverá incidir a causa de aumento do art. 
40, III, da Lei nº 11.343/2006? SIM. A aplicação da causa de aumento prevista no art. 40, III, da Lei nº 
11.343/2006 se justifica quando constatada a comercialização de drogas nas dependências ou imediações de 
estabelecimentos prisionais, sendo irrelevante se o agente infrator visa ou não aos frequentadores daquele 
local. Assim, se o tráfico de drogas ocorrer nas imediações de um estabelecimento prisional, incidirá a causa 
de aumento, não importando quem seja o comprador do entorpecente. STF. 2ª Turma. HC 138944/SC, Rel. 
Min. Dias Toffoli, julgado em 21/3/2017 (Info 858). 
• É possível aplicar o § 4º do art. 33 da lei de drogas às “mulas” 
Segundo o entendimento que prevalece no STF é possível aplicar o § 4º do art. 33 da LD às “mulas”. STF. 
1ª Turma. RHC 118008/SP, rel. Min. Rosa Weber, julgado em 24/9/2013 (Info 721). STF. 1ª Turma. HC 
124107/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 4/11/2014 (Info 766). STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 
606.431/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 01/06/2017. 
 
 
 
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• A grande quantidade de droga, isoladamente, não constitui fundamento idôneo para afastar a 
causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º da LD 
Se o réu é primário e possui bons antecedentes, o juiz pode, mesmo assim, negar o benefício do art. 33, § 4º 
da LD argumentando que a quantidade de drogas encontrada com ele foi muito elevada? O tema é polêmico. 
1ª Turma do STF: encontramos precedentes afirmando que a grande quantidade de droga pode ser utilizada 
como circunstância para afastar o benefício. Nesse sentido: não é crível que o réu, surpreendido com mais 
de 500 kg de maconha, não esteja integrado, de alguma forma, a organização criminosa, circunstância que 
justifica o afastamento da causa de diminuição prevista no art. 33, §4º, da Lei de Drogas (HC 130981/MS, 
Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 18/10/2016. Info 844). 2ª Turma do STF: a quantidade de drogas 
encontrada não constitui, isoladamente, fundamento idôneo para negar o benefício da redução da pena 
previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 (HC 138138/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado 
em 29/11/2016. Info 849). STF. 2ª Turma. HC 138138/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 
29/11/2016 (Info 849). 
• Regime inicial para condenado não reincidente a pena de até 4 anos com circunstâncias 
judiciais favoráveis 
 
Se o réu, não reincidente, for condenado, por tráfico de drogas, a pena de até 4 anos, e se as circunstâncias 
judiciais do art. 59 do CP forem positivas (favoráveis), o juiz deverá fixar o regime aberto e deverá conceder 
a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, preenchidos os requisitos do art. 44 do 
CP. A gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para justificar a fixação do regime 
mais gravoso. STF. 1ª Turma. HC 129714/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 11/10/2016 (Info 843). 
STF. 1ª Turma. HC 130411/SP, red. p/ o acórdão Min. Edson Fachin, julgado em 12/4/2016 (Info 821). STF. 
2ª Turma. HC 133028/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 12/4/2016 (Info 821). 
• Tráfico privilegiado não é hediondo (cancelamento da Súmula 512-STJ) 
O chamado "tráfico privilegiado", previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), não 
deve ser considerado crime equiparado a hediondo. STF. Plenário. HC 118533/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
julgado em 23/6/2016 (Info 831). O tráfico ilícito de drogas na sua forma privilegiada (art. 33, § 4º, da Lei 
nº 11.343/2006) não é crime equiparado a hediondo e, por conseguinte, deve ser cancelado o Enunciado 512 
da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. STJ. 3ª Seção. Pet 11.796-DF, Rel. Min. Maria Thereza de Assis 
Moura, julgado em 23/11/2016 (recurso repetitivo) (Info 595). O que dizia a Súmula 512-STJ: "A aplicação 
da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 não afasta a hediondez do 
crime de tráfico de drogas." 
 
 
 
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• Tráfico privilegiado (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006) não é crime equiparado a hediondo 
O chamado "tráfico privilegiado", previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), não 
deve ser considerado crime equiparado a hediondo. STF. Plenário. HC 118533, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
julgado em 23/06/2016 (Info 831). 
• Regime inicial para condenado não reincidente a pena de até 4 anos com circunstâncias 
judiciais favoráveis 
Se o réu, não reincidente, for condenado, por tráfico de drogas, a pena de até 4 anos, e se as circunstâncias 
judiciais do art. 59 do CP forem positivas (favoráveis), o juiz deverá fixar o regime aberto e deverá conceder 
a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, preenchidos os requisitos do art. 44 do 
CP. A gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para justificar a fixação do regime 
mais gravoso. STF. 1ª Turma. HC 130411/SP, rel. orig. Min. Rosa Weber, red. p/ o acórdão Min. Edson 
Fachin, julgado em 12/4/2016 (Info 821). 
 
• Regime inicial para condenado não reincidente a pena de até 4 anos com circunstâncias 
judiciais negativas (influência da natureza e quantidade da droga) 
É legítima a fixação de regime inicial semiaberto, tendo em conta a quantidade e a natureza do entorpecente, 
na hipótese em que ao condenado por tráfico de entorpecentes tenha sido aplicada pena inferior a 4 anos de 
reclusão. A valoração negativa da quantidade e da natureza da droga representa fator suficiente para a fixação 
de regime inicial mais gravoso. STF. 2ª Turma. HC 133308/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 
29/3/2016 (Info 819). 
• Pureza da droga é irrelevante na dosimetria da pena 
O grau de pureza da droga é irrelevante para fins de dosimetria da pena. De acordo com a Lei nº 11.343/2006, 
preponderam apenas a natureza e a quantidade da droga apreendida para o cálculo da dosimetria da pena. 
STF. 2ª Turma. HC 132909/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 15/3/2016 (Info 818). 
• Inquéritos policiais e ações penais em cursos podem ser utilizados para afastar o benefício do 
tráfico privilegiado 
É possível a utilização de inquéritos policiais e/ou ações penais em curso para formação da convicção de que 
o réu se dedica a atividades criminosas, de modo a afastar obenefício legal previsto no art. 33, § 4º, da Lei 
n.º 11.343/2006. STJ. 3ª Seção. EREsp 1.431.091-SP, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 14/12/2016 (Info 
596). 
 
 
 
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• Agente que pratica delitos da Lei de Drogas envolvendo criança ou adolescente responde 
também por corrupção de menores? 
• Caso o delito praticado pelo agente e pelo menor de 18 anos não esteja previsto nos arts. 33 a 37 da Lei de 
Drogas, o réu responderá pelo crime da Lei de Drogas e também pelo delito do art. 244-B do ECA (corrupção 
de menores). • Caso o delito praticado pelo agente e pelo menor de 18 anos seja o art. 33, 34, 35, 36 ou 37 
da Lei nº 11.343/2006: ele responderá apenas pelo crime da Lei de Drogas com a causa de aumento de pena 
do art. 40, VI. Não será punido pelo art. 244-B do ECA para evitar bis in idem. Na hipótese de o delito 
praticado pelo agente e pelo menor de 18 anos não estar previsto nos arts. 33 a 37 da Lei de Drogas, o réu 
poderá ser condenado pelo crime de corrupção de menores, porém, se a conduta estiver tipificada em um 
desses artigos (33 a 37), não será possível a condenação por aquele delito, mas apenas a majoração da sua 
pena com base no art. 40, VI, da Lei nº 11.343/2006. STJ. 6ª Turma. REsp 1.622.781-MT, Rel. Min. 
Sebastião Reis Júnior, julgado em 22/11/2016 (Info 595). 
 
• Só poderá incidir a interestadualidade se ficar demonstrado que a intenção do agente era 
pulverizar a droga em mais de um Estado-membro 
Se o agente importa a droga com objetivo de vendê-la em determinado Estado da Federação, mas, para chegar 
até o seu destino, ele tem que passar por outros Estados, incidirá, neste caso, apenas a causa de aumento da 
transnacionalidade (art. 40, I), não devendo ser aplicada a majorante da interestadualidade (art. 40, V) se a 
intenção do agente não era a de comercializar o entorpecente em mais de um Estado da Federação. As causas 
especiais de aumento da pena relativas à transnacionalidade e à interestadualidade do delito, previstas, 
respectivamente, nos incisos I e V do art. 40 da Lei de Drogas, até podem ser aplicadas simultaneamente, 
desde que demonstrada que a intenção do acusado que importou a substância era a de pulverizar a droga em 
mais de um Estado do território nacional. Se isso não ficar provado, incide apenas a transnacionalidade. 
Assim, é inadmissível a aplicação simultânea das causas de aumento da transnacionalidade (art. 40, I) e da 
interestadualidade (art. 40, V) quando não ficar comprovada a intenção do importador da droga de difundi-
la em mais de um Estado-membro. O fato de o agente, por motivos de ordem geográfica, ter que passar por 
mais de um Estado para chegar ao seu destino final não é suficiente para caracterizar a interestadualidade. 
STJ. 6ª Turma. HC 214.942-MT, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 16/6/2016 (Info 586). 
• Tráfico cometido nas dependências de estabelecimento prisional e bis in idem 
A circunstância de o crime ter sido cometido nas dependências de estabelecimento prisional não pode ser 
utilizada como fator negativo para fundamentar uma pequena redução da pena na aplicação da minorante 
prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 e, ao mesmo tempo, ser empregada para aumentar a pena 
 
 
 
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como majorante do inciso III do art. 40. Utilizar duas vezes essa circunstância configura indevido bis in 
idem. Desse modo, neste caso, esta circunstância deverá ser utilizada apenas como causa de aumento do art. 
40, III, não sendo valorada negativamente na análise do § 4º do art. 33. STJ. 5ª Turma. HC 313.677-RS, Rel. 
Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 21/6/2016 (Info 586). 
• O fato de o réu ter ocupação lícita não significa que terá direito, necessariamente, à minorante 
do § 4º do art. 33 da LD 
Ainda que o réu comprove o exercício de atividade profissional lícita, se, de forma concomitante, ele se 
dedicava a atividades criminosas, não terá direito à causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, 
§ 4º, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). O tráfico de drogas praticado por intermédio de adolescente 
que, em troca da mercancia, recebia comissão, evidencia (demonstra) que o acusado se dedicava a atividades 
criminosas, circunstância apta a afastar a incidência da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 
33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. STJ. 6ª Turma. REsp 1.380.741-MG, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, 
julgado em 12/4/2016 (Info 582). 
• Presença de canabinoides na substância é suficiente para ser classificada como maconha, ainda 
que não haja THC 
Classifica-se como "droga", para fins da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), a substância apreendida que 
possua "canabinoides" (característica da espécie vegetal Cannabis sativa), ainda que naquela não haja 
tetrahidrocanabinol (THC). STJ. 6ª Turma. REsp 1.444.537-RS,Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 
12/4/2016 (Info 582). 
• Causa de aumento do inciso V do art. 40 não exige a efetiva transposição da fronteira 
O art. 40, V, da Lei de Drogas prevê que a pena do tráfico e de outros delitos deverá ser aumentada se ficar 
"caracterizado o tráfico entre Estados da Federação ou entre estes e o Distrito Federal". Para que incida essa 
causa de aumento não se exige a efetiva transposição da fronteira interestadual pelo agente, sendo suficiente 
a comprovação de que a substância tinha como destino localidade em outro Estado da Federação. Ex: João 
pegou um ônibus em Campo Grande (MS) com destino a São Paulo (SP); algumas horas depois, antes que o 
ônibus cruzasse a fronteira entre os dois Estados, houve uma blitz da polícia no interior do coletivo, tendo 
sido encontrados 10kg de cocaína na mochila de João, que confessou que iria levá-la para um traficante de 
São Paulo. STF. 1ª Turma. HC 122791/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 17/11/2015 (Info 808). 
• Aplicação da causa de aumento de pena do art. 40, VI a mais de um crime e em patamar acima 
do mínimo 
Pedro convidou Lucas (15 anos) para auxiliá-lo, de forma estável e permanente, na prática do tráfico de 
drogas. Como contrapartida, prometeu "pagar" pelo serviço dando 100g de cocaína por semana para que ele 
 
 
 
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consumisse. Foram presos quando estavam vendendo droga. Pedro foi denunciado por tráfico de drogas (art. 
33) e associação para o tráfico (art. 35), com a causa de aumento do art. 40, VI. Em uma situação assemelhada 
a esta, o STJ concluiu que: I — A causa de aumento de pena do art. 40, VI, da Lei nº 11.343/2006 pode ser 
aplicada tanto para agravar o crime de tráfico de drogas (art. 33) quanto para agravar o de associação para o 
tráfico (art. 35) praticados no mesmo contexto. Não há bis in idem porque são delitos diversos e totalmente 
autônomos, com motivação e finalidades distintas. II — O fato de o agente ter envolvido um menor na prática 
do tráfico e, ainda, tê-lo retribuído com drogas, para incentivá-lo à traficância ou ao consumo e dependência, 
justifica a aplicação, em patamar superior ao mínimo, da causa de aumento de pena do art. 40, VI, da Lei nº 
11.343/2006, ainda que haja fixação de pena-base no mínimo legal. A aplicação da causa de aumento em 
patamar acima do mínimo é plenamente válida, desde que fundamentada na gravidade concreta do delito. 
STJ. 6ª Turma. HC 250.455-RJ, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 17/12/2015 (Info 576). 
 
• Aplicação de causa de aumento de pena do inciso VI ao crime de associação para o tráfico de 
drogas com criança ou adolescente 
A participação do menor pode ser considerada para configurar o crime de associação para o tráfico (art. 35) 
e, ao mesmo tempo, para agravar a pena como causa de aumento doart. 40, VI, da Lei nº 11.343/2006. Art. 
35. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes 
previstos nos arts. 33, caput e § 1º, e 34 desta Lei: Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são 
aumentadas de um sexto a dois terços, se: VI — sua prática envolver ou visar a atingir criança ou adolescente 
ou a quem tenha, por qualquer motivo, diminuída ou suprimida a capacidade de entendimento e 
determinação. STJ. 6ª Turma. HC 250.455-RJ, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 17/12/2015 (Info 576). 
• Hipótese de inocorrência de ação controlada 
Ação controlada é uma técnica especial de investigação por meio da qual a autoridade policial ou 
administrativa (ex: Receita Federal, corregedorias), mesmo percebendo que existem indícios da prática de 
um ato ilícito em curso, retarda (atrasa, adia, posterga) a intervenção neste crime para um momento posterior, 
com o objetivo de conseguir coletar mais provas, descobrir coautores e partícipes da empreitada criminosa, 
recuperar o produto ou proveito da infração ou resgatar, com segurança, eventuais vítimas. Imagine que a 
Polícia recebeu informações de que determinado indivíduo estaria praticando tráfico de drogas. A partir daí, 
passou a vigiá-lo, seguindo seu carro, tirando fotografias e verificando onde ele morava. Em uma dessas 
oportunidades, houve certeza de que ele estava praticando crime e foi realizada a sua prisão em flagrante. A 
defesa do réu alegou que a Polícia realizou "ação controlada" e que, pelo fato de não ter havido autorização 
judicial prévia, ela teria sido ilegal, o que contaminaria toda prova colhida. A tese da defesa foi aceita pelo 
STJ? NÃO. A investigação policial que tem como única finalidade obter informações mais concretas acerca 
 
 
 
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de conduta e de paradeiro de determinado traficante, sem pretensão de identificar outros suspeitos, não 
configura a ação controlada do art. 53, II, da Lei nº 11.343/2006, sendo dispensável a autorização judicial 
para a sua realização. STJ. 6ª Turma. RHC 60.251-SC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 17/9/2015 
(Info 570). 
• Consumação do crime de tráfico de drogas na modalidade adquirir pelo simples fato de a droga 
ter sido negociada por telefone 
A conduta consistente em negociar por telefone a aquisição de droga e também disponibilizar o veículo que 
seria utilizado para o transporte do entorpecente configura o crime de tráfico de drogas em sua forma 
consumada (e não tentada), ainda que a polícia, com base em indícios obtidos por interceptações telefônicas, 
tenha efetivado a apreensão do material entorpecente antes que o investigado efetivamente o recebesse. Para 
que configure a conduta de "adquirir", prevista no art. 33 da Lei nº 11.343/2006, não é necessária a tradição 
do entorpecente e o pagamento do preço, bastando que tenha havido o ajuste. Assim, não é indispensável 
que a droga tenha sido entregue ao comprador e o dinheiro pago ao vendedor, bastando que tenha havido a 
combinação da venda. STJ. 6ª Turma. HC 212.528-SC, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 1º/9/2015 (Info 
569). 
• Livramento condicional no caso de associação para o tráfico (art. 35) 
O art. 83 do CP prevê que o condenado por crime hediondo ou equiparado que não for reincidente específico 
poderá obter livramento condicional após cumprir 2/3 da pena. Os condenados por crimes não hediondos ou 
equiparados terão direito ao benefício se cumprirem mais de 1/3 da pena (não sendo reincidentes em crimes 
dolosos) ou se cumprirem mais de 1/2 da pena (se forem reincidentes em crimes dolosos). O crime de 
associação para o tráfico de drogas, previsto no art. 35 da Lei 11.343/2006, não é hediondo nem equiparado. 
No entanto, mesmo assim, o prazo para se obter o livramento condicional é de 2/3 porque este requisito é 
exigido pelo parágrafo único do art. 44 da Lei de Drogas. Dessa forma, aplica-se ao crime do art. 35 da LD 
o requisito objetivo de 2/3 não por força do art. 83, V, do CP, mas sim em razão do art. 44, parágrafo único, 
da LD. Vale ressaltar que, no caso do crime de associação para o tráfico, o art. 44, parágrafo único, da LD 
prevalece em detrimento da regra do art. 83, V, do CP em virtude de ser dispositivo específico para os crimes 
relacionados com drogas (critério da especialidade), além de ser norma posterior (critério cronológico). Uma 
última observação: se o réu estiver cumprindo pena pela prática do crime de associação para o tráfico (art. 
35), o requisito objetivo para que ele possa obter progressão de regime será de 1/6 da pena (quantidade de 
tempo exigida para os "crimes comuns"). Os condenados por crimes hediondos ou equiparados só têm direito 
de progredir depois de cumpridos 2/5 (se primário) ou 3/5 (se reincidente). STJ. 5ª Turma. HC 311.656-RJ, 
Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 25/8/2015 (Info 568). 
 
 
 
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• Utilização da natureza e quantidade da droga na dosimetria na pena 
A natureza e a quantidade da droga NÃO podem ser utilizadas para aumentar a pena-base do réu e também 
para afastar o tráfico privilegiado (art. 33, § 4º) ou para, reconhecendo-se o direito ao benefício, conceder ao 
réu uma menor redução de pena. Haveria, nesse caso, bis in idem. As circunstâncias da natureza e da 
quantidade da droga apreendida devem ser levadas em consideração apenas em uma das fases do cálculo da 
pena, sob pena de bis in idem. STJ. 5ª Turma. HC 329.744/MS, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 
19/11/2015. STF. Plenário. ARE 666334 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 03/04/2014 (repercussão 
geral). 
• Quantidade e natureza da droga e parâmetros para o tráfico privilegiado 
 
A quantidade e a natureza da droga podem fundamentar o indeferimento do benefício previsto no art. 33, § 
4º, da Lei nº 11.343/2006, desde que não implique bis in idem. STJ. 6ª Turma. AgRg no AREsp 580.590/RJ, 
Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 05/03/2015. 
• Droga transportada em transporte público e causa de aumento do art. 40 da Lei 11.343/2006 
O art. 40, III, da Lei de Drogas prevê como causa de aumento de pena o fato de a infração ser cometida em 
transportes públicos. Se o agente leva a droga em transporte público, mas não a comercializa dentro do meio 
de transporte, incidirá essa majorante? NÃO. A majorante do art. 40, II, da Lei 11.343/2006 somente deve 
ser aplicada nos casos em que ficar demonstrada a comercialização efetiva da droga em seu interior. É a 
posição majoritária no STF e STJ. STF. 1ª Turma. HC 122258-MS, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 
19/08/2014. STF. 2ª Turma. HC 120624/MS, Red. p/ o acórdão, Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 
3/6/2014 (Info 749). STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1.295.786-MS, Rel. Min. Regina Helena Costa, julgado 
em 18/6/2014 (Info 543). STJ. 6ª Turma. REsp 1443214-MS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 
22/09/2014. 
• Condenação pelo art. 28 da LD gera reincidência 
A condenação por porte de drogas para consumo próprio (art. 28 da Lei 11.343/2006) transitada em julgado 
gera reincidência. Isso porque a referida conduta foi apenas despenalizada pela nova Lei de Drogas, mas não 
descriminalizada (abolitio criminis). STJ. 6ª Turma. HC 275.126-SP, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 
18/9/2014 (Info 549). 
• Diminuição no caso de semi-imputabilidade 
O art. 46 da Lei de Drogas prevê hipótese de semi-imputabilidade do réu. Assim, a pena aplicada pode ser 
reduzida de 1/3 a 2/3 se o agente não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de 
 
 
 
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entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Se o juizfor aplicar 
a causa de diminuição em seu grau mínimo (1/3), ele deverá fundamentar a decisão, expondo algum dado, 
em concreto, que justifique a adoção dessa fração. STJ. 5ª Turma. HC 167.376-SP, Rel. Min. Gurgel de Faria, 
julgado em 23/9/2014 (Info 547). 
 
• Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos 
O fato de o tráfico de drogas ser praticado com o intuito de introduzir substâncias ilícitas em estabelecimento 
prisional não impede, por si só, a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, 
devendo essa circunstância ser ponderada com os requisitos necessários para a concessão do benefício. STJ. 
6ª Turma. AgRg no REsp 1.359.941-DF, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 4/2/2014 (Info 536). 
 
• Financiamento do tráfico e assemelhados (art. 36) 
O réu não tem o dever de demonstrar que a droga encontrada consigo seria utilizada apenas para consumo 
próprio. Cabe à acusação comprovar os elementos do tipo penal, ou seja, que a droga apreendida era destinada 
ao tráfico. Ao Estado-acusador incumbe demonstrar a configuração do tráfico, que não ocorre pelo simples 
fato dos réus terem comprado e estarem na posse de entorpecente. Em suma, se a pessoa é encontrada com 
drogas, cabe ao Ministério Público comprovar que o entorpecente era destinado ao tráfico. Não fazendo esta 
prova, prevalece a versão do réu de que a droga era para consumo próprio. STF. 1ª Turma. HC 107448/MG, 
red. p/ o acórdão Min. Marco Aurélio, 18.6.2013 (Info 711). 
• Financiamento do tráfico e assemelhados (art. 36) 
Se o agente financia ou custeia o tráfico, mas não pratica nenhum verbo do art. 33: responderá apenas pelo 
art. 36 da Lei de Drogas. Se o agente, além de financiar ou custear o tráfico, também pratica algum verbo do 
art. 33: responderá apenas pelo art. 33 c/c o art. 40, VII da Lei de Drogas (não será condenado pelo art. 36). 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.290.296-PR, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 17/12/2013 (Info 
534). 
• Houve abolitio criminis quanto ao art. 18, III, primeira parte, da Lei 6.368/76 
Com o advento da Lei nº 11.343/2006, que revogou expressamente a Lei n.º 6.368/1976, não foi mantida a 
previsão de majorante pelo concurso eventual para a prática dos delitos da Lei de Tóxicos, devendo ser 
reconhecida a abolitio criminis no tocante ao inciso III do art. 18 da vetusta Lei nº 6.368/76. STJ. 6ª Turma. 
HC 202.760-SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 26/11/2013 (Info 532). 
• Tráfico de maquinário (art. 34) 
 
 
 
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Em dois precedentes de 2013, o STJ discutiu se o art. 34 da Lei de Drogas era ou não absorvido pelo art. 33. 
Foram expostas duas conclusões: I — A prática do crime previsto no art. 33, caput, da Lei de Drogas absorve 
o delito capitulado no art. 34 da mesma lei, desde que não fique caracterizada a existência de contextos 
autônomos e coexistentes aptos a vulnerar o bem jurídico tutelado de forma distinta. Assim, responderá 
apenas pelo crime do art. 33 (sem concurso com o art. 34), o agente que, além de preparar para venda certa 
quantidade de drogas ilícitas em sua residência, mantiver, no mesmo local, uma balança de precisão e um 
alicate de unha utilizados na preparação das substâncias. Isso porque, na situação em análise, não há 
autonomia necessária a embasar a condenação em ambos os tipos penais simultaneamente, sob pena de “bis 
in idem”. STJ. 5ª Turma. REsp 1.196.334-PR, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 19/9/2013 (Info 
531). II — Responderá pelo crime de tráfico de drogas (art. 33) em concurso com o art. 34 o agente que, 
além de ter em depósito certa quantidade de drogas ilícitas em sua residência para fins de mercancia, possuir, 
no mesmo local e em grande escala, objetos, maquinário e utensílios que constituam laboratório utilizado 
para a produção, preparo, fabricação e transformação de drogas ilícitas em grandes quantidades. Não se pode 
aplicar o princípio da consunção porque nesse caso existe autonomia de condutas e os objetos encontrados 
não seriam meios necessários nem constituíam fase normal de execução daquele delito de tráfico de drogas, 
possuindo lesividade autônoma para violar o bem jurídico. STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 303.213-SP, 
Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 8/10/2013 (Info 531). 
• A conduta prevista no art. 12, § 2º, II da Lei 6.368/76 continua sendo crime na atual Lei de 
Drogas 
A conduta prevista no inciso III do § 2º do art. 12 da Lei nº 6.368/1976 continua sendo típica na vigência da 
Lei nº 11.343/2006, estando ela espalhada em mais de um artigo da nova lei. Desse modo, não houve abolitio 
criminis quanto à conduta do art. 12, § 2º, III, da Lei nº 6.368/76. STJ. 6ª Turma. HC 163.545-RJ, Rel. Min. 
Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 25/6/2013 (Info 527). 
• Informante do tráfico (art. 37) 
É possível que alguém seja condenado pelo art. 35 e, ao mesmo tempo, pelo art. 37, da Lei de Drogas em 
concurso material, sob o argumento de que o réu era associado ao grupo criminoso e que, além disso, atuava 
também como “olheiro”? NÃO. Segundo decidiu o STJ, nesse caso, ele deverá responder apenas pelo crime 
do art. 35 (sem concurso material com o art. 37). Considerar que o informante possa ser punido duplamente 
(pela associação e pela colaboração com a própria associação da qual faça parte), contraria o princípio da 
subsidiariedade e revela indevido bis in idem, punindo-se, de forma extremamente severa, aquele que exerce 
função que não pode ser entendida como a mais relevante na divisão de tarefas do mundo do tráfico. STJ. 5ª 
Turma. HC 224.849-RJ, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 11/6/2013 (Info 527). 
 
 
 
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• O juiz pode negar a aplicação do § 4º usando como argumento o fato de o réu, além do delito 
de tráfico (art. 33), ter praticado também o crime de associação para o tráfico (art. 35) 
É inaplicável a causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 na 
hipótese em que o réu tenha sido condenado, na mesma ocasião, por tráfico e pela associação de que trata o 
art. 35 do mesmo diploma legal. A aplicação da referida causa de diminuição de pena pressupõe que o agente 
não se dedique às atividades criminosas. Desse modo, verifica-se que a redução é logicamente incompatível 
com a habitualidade e permanência exigidas para a configuração do delito de associação (art. 35), cujo 
reconhecimento evidencia a conduta do agente voltada para o crime e envolvimento permanente com o 
tráfico. STJ. 6ª Turma. REsp 1.199.671-MG, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 26/2/2013 
(Info 517). 
 
13. Já Caiu. Vamos Treinar? 
1. (Ano: 2018. Banca: UEG. Órgão: PC-GO. Prova: Delegado de Polícia). Dispõe a Lei n. 11.343/2006, 
em seu art. 28, que quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para 
consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, 
será submetido às seguintes penas: I - advertência sobre os efeitos das drogas; II - prestação de serviços 
à comunidade; III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. Referida 
lei dispõe ainda que as penas previstas nos incisos II e III do caput do referido artigo serão aplicadas 
pelo prazo máximo de 
 
a) quatro meses e, em caso de reincidência, serão aplicadas pelo prazo máximo de oito meses. 
b) cinco meses e, em caso de reincidência, serão aplicadas pelo prazo máximo de dez meses. 
c) três meses e, em caso de reincidência, serão aplicadas pelo prazo máximo de seis meses. 
d) dois meses e, em caso de reincidência, serão aplicadas pelo prazo máximo de quatro meses. 
e) um mês e, em caso de reincidência, serão aplicadas pelo prazo máximo dedois meses. 
 
 
 
2. (Ano: 2018. Banca: UEG. Órgão: PC-GO. Prova: Delegado de Polícia). O juiz, na fixação das penas 
previstas na Lei n. 11.343/2006, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código 
Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e 
 
a) os motivos do agente. 
b) a culpabilidade do agente. 
c) os antecedentes do agente. 
d) a conduta social do agente. 
e) a condição financeira do agente. 
 
3. (Ano: 2018. Banca: FUMARC. Órgão: PC-MG. Prova: Delegado de Polícia Substituto). 
Considerando exclusivamente o disposto na Lei nº 11.343/06 acerca do procedimento de destruição de 
drogas apreendidas no curso de investigações, é CORRETO afirmar: 
 
 
 
 
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a) Nos termos da Lei nº 11.343/06, a destruição de drogas apreendidas sem a ocorrência de prisão em 
flagrante será feita por incineração, no prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data da determinação 
judicial. 
b) Na hipótese de ocorrência de prisão em flagrante, a Lei nº 11.343/06 estabelece que a destruição das 
drogas apreendidas será executada pelo delegado de polícia competente, no prazo de 15 (quinze) dias, na 
presença do Ministério Público e da autoridade sanitária, levando em consideração a necessária determinação 
judicial para a destruição. 
c) Na hipótese de ocorrência de prisão em flagrante, a Lei nº 11.343/06 estabelece que a destruição das drogas 
será executada pelo delegado de polícia competente, no prazo de 15 (quinze) dias, sem necessidade de 
presença do Ministério Público e da autoridade sanitária, guardando-se amostra necessária à realização do 
laudo definitivo. 
d) A destruição de drogas apreendidas sem a ocorrência de prisão em flagrante será feita por incineração, no 
prazo máximo de 15 (quinze) dias, contados da data da apreensão, guardando-se amostra necessária à 
realização do laudo definitivo. 
 
4. (Ano: 2018. Banca: FUNDATEC. Órgão: PC-RS. Prova: Delegado de Polícia - Bloco II). Sobre a 
Lei de Drogas e a jurisprudência dos Tribunais Superiores, analise as assertivas abaixo: 
 
I. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos na Lei de Drogas, é permitida, 
independente de autorização judicial, a não-atuação policial sobre os portadores de drogas, seus precursores 
químicos ou outros produtos utilizados em sua produção, que se encontrem no território brasileiro, com a 
finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição, 
sem prejuízo da ação penal cabível. 
II. Conforme orientação do Supremo Tribunal Federal, a entrada forçada em domicílio sem mandado judicial 
só é lícita, mesmo em período noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas a 
posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre situação de flagrante delito, sob pena de responsabilidade 
disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade dos atos praticados. 
III. Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito de 
tráfico de drogas, é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito 
oficial ou, na falta deste, por dois peritos nomeados. 
IV. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 
(noventa) dias, quando solto, quando se tratar de investigação baseada na Lei de Drogas. 
V. A destruição de drogas apreendidas sem a ocorrência de prisão em flagrante será feita por incineração, no 
prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data da apreensão, guardando-se amostra necessária à 
realização do laudo definitivo, aplicando-se, no que couber, o procedimento dos §§ 3º a 5º do Art. 50. 
 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I, II e III. 
b) Apenas I, II e IV. 
c) Apenas II, III e V. 
d) Apenas II, IV e V. 
e) Apenas III, IV e V. 
 
 
5. (Ano: 2018. Banca: FUNDATEC. Órgão: PC-RS. Prova: Delegado de Polícia - Bloco II). Analise as 
assertivas a seguir, de acordo com o disposto na Lei nº 11.343/2006, Lei de Drogas, e em cotejo com o 
entendimento dos Tribunais Superiores: 
 
I. Para a incidência da majorante de pena, prevista no artigo 40, inciso V da referida Lei, ao crime de tráfico 
de drogas interestadual, de acordo com entendimento do Superior Tribunal de Justiça, basta que esteja 
 
 
 
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demonstrado, de forma inequívoca, que o traficante tinha intenção de extrapolar as fronteiras de um Estado, 
mesmo que assim não consiga. 
 
II. A partir de entendimento recente do Supremo Tribunal Federal, pode-se dizer que nem todo o crime de 
tráfico de drogas pode ser considerado crime equiparado a hediondo. 
 
III. Aquele que oferece droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, à pessoa de seu relacionamento, para 
juntos a consumirem, pratica crime de menor potencial ofensivo. 
 
IV. Aquele que pratica conduta de tráfico de drogas, descrita no caput do artigo 33 da referida Lei, pode ter 
sua pena reduzida nos mesmos patamares propostos no Código Penal para a minorante da tentativa, desde 
que seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização 
criminosa. 
 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas III e IV. 
d) Apenas I, II e III. 
e) I, II, III e IV. 
 
6. (Ano: 2017. Banca: CESPE. Órgão: PJC-MT. Prova: Delegado de Polícia Substituto). Com 
referência aos parâmetros legais da dosimetria da pena para os crimes elencados na Lei n.°11.343/2006 
— Lei Antidrogas — e ao entendimento dos tribunais superiores sobre essa matéria, assinale a opção 
correta. 
 
a) A personalidade e a conduta social do agente não preponderam sobre outras circunstâncias judiciais da 
parte geral do CP quando da dosimetria da pena. 
b) A natureza e a quantidade da droga são circunstâncias judiciais previstas na parte geral do CP. 
c) A natureza e a quantidade da droga não preponderam sobre outras circunstâncias judiciais da parte geral 
do CP quando da dosimetria da pena. 
d) A natureza e a quantidade da droga apreendida não podem ser utilizadas, concomitantemente, na primeira 
e na terceira fase da dosimetria da pena, sob pena de bis in idem. 
e) As circunstâncias judiciais previstas na parte geral do CP podem ser utilizadas para aumentar a pena base, 
mas a natureza e a quantidade da droga não podem ser utilizadas na primeira fase da dosimetria da pena. 
 
7. (Ano: 2017. Banca: FCC. Órgão: PC-AP. Prova: Delegado de Polícia). Com relação ao sistema 
nacional de políticas públicas sobre drogas e, ainda, com base na Lei n° 11.343/2006, considere: 
 
I. A lei descriminalizou a conduta de quem adquire, guarda, tem em depósito, transporta ou traz consigo, 
para consumo pessoal, drogas em autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. 
Dessa forma, o usuário de drogas é isento de pena, submetendo-se, apenas, a tratamento para recuperação. 
II. Constitui causa de aumento de pena no crime de tráfico de drogas o emprego de arma de fogo. 
III. Equipara-se ao usuário de drogas, aquele que, eventualmente e sem objetivo de obter lucro, oferece droga 
a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem ou, ainda, quem induz, instiga ou auxilia alguém 
ao uso indevido. 
IV. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal 
na identificação dos demais coautores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do 
crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um terço a dois terços. 
 
Está correto o que se afirma APENAS em 
 
 
 
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a) I, III e IV. 
b) I e III. 
c) II e III. 
d) II e IV. 
e) I e II. 
 
8. (Ano: 2017. Banca: FAPEMS. Órgão: PC-MS.Prova: Delegado de Polícia). Analise o caso a seguir. 
Cumprindo mandados judiciais, o Delegado Alcimor efetuou a prisão de Alceu, conhecido como 
"Nariz" e considerado o líder de uma associação criminosa voltada à prática de tráfico de drogas na 
região sul do país, e a apreensão de seu primo Daniel, de dezessete anos, em quarto de hotel em que se 
hospedavam. Ambos, aliás, velhos conhecidos da polícia pela prática de infrações pretéritas. No local, 
a equipe tática encontrou drogas, dinheiro e celulares. Com autorização judicial, o Delegado Alcimor 
acessou o conteúdo de conversas, via WhatsApp, alcançando mais nomes e os pontos da prática 
comercial ilícita. No total, seis pessoas foram presas. 
 
Com respaldo no caso e considerando o entendimento do Superior Tribunal de Justiça quanto ao crime 
do artigo 35 da Lei n° 11.343/2006, assinale a alternativa correta. 
 
a) Por vedação expressa na Lei de Drogas, para o presente crime não se admite a incidência de penas 
alternativas à prisão, não obstante preenchidos os requisitos legais. 
b) A associação para fins de tráfico de drogas é considerada crime hediondo. 
c) A prática criminosa pretendida não precisa ser reiterada, mas a associação não pode ser eventual. 
d) O envolvimento de um menor é indiferente para fins de tipificação delitiva e não influencia no tocante à 
dosimetria da pena do crime de associação criminosa. 
e) Para a configuração do crime; exige-se efetivamente a prática do tráfico de drogas. 
 
 
9. (Ano: 2017. Banca: IBADE. Órgão: PC-AC. Prova: Delegado de Polícia Civil). Quanto à natureza 
jurídica do art. 28, que trata do porte de drogas para consumo pessoal, prevalece no Supremo Tribunal 
Federal o entendimento de que: 
 
a) houve uma descriminalização formal e transformação em infração suigeneris. 
b) houve uma descriminalização substancial e transformação em infração do Direito judicial sancionador. 
c) houve uma descriminalização substancial e transformação em infração sui generis. 
d) houve uma despenalização e descriminalização formal e substancial. 
e) houve uma despenalização e manutenção do status de crime. 
 
 
10. (Ano: 2017. Banca: IBADE. Órgão: PC-AC. Prova: Delegado de Polícia Civil). No que tange aos 
crimes previstos na Lei de Drogas e a Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a 
alternativa correta. 
 
a) Compete à justiça dos Estados o processo e o julgamento dos crimes relativos a entorpecentes ocorridos 
com o exterior. 
b) O exercício da função de 'mula', indispensável para o tráfico internacional, traduz, por si só, adesão, em 
caráter estável e permanente, à estrutura de organização criminosa. 
c) Faz-se necessária a aferição do grau de pureza da droga para realização da dosimetria da pena. 
d) Para a configuração da majorante da transnacionalidade prevista no art. 40 ,I, da Lei n° 11.343/2006, basta 
que existam elementos concretos aptos a demonstrar que o agente pretendia disseminar a droga no exterior, 
sendo indispensável ultrapassar as fronteiras que dividem as nações. 
 
 
 
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e) A condenação por tráfico de drogas e por associação para o tráfico de drogas prescinde da efetiva 
apreensão de entorpecentes na posse de um acusado específico, cuja responsabilidade pode ser definida 
racionalmente, a despeito de apreendida a droga na posse de terceiro, com base no contexto probatório, a 
autorizar o provimento condenatório. 
 
11. (Ano: 2017. Banca: CESPE. Órgão: PC-GO. Prova: Delegado de Polícia Substituto). Considerando 
o disposto na Lei n.º 11.343/2006 e o posicionamento jurisprudencial e doutrinário dominantes sobre 
a matéria regida por essa lei, assinale a opção correta. 
 
a) Em processo de tráfico internacional de drogas, basta a primariedade para a aplicação da redução da pena. 
b) Dado o instituto da delação premiada previsto nessa lei, ao acusado que colaborar voluntariamente com a 
investigação policial podem ser concedidos os benefícios da redução de pena, do perdão judicial ou da 
aplicação de regime penitenciário mais brando. 
c) É vedada à autoridade policial a destruição de plantações ilícitas de substâncias entorpecentes antes da 
realização de laudo pericial definitivo, por perito oficial, no local do plantio. 
d) Para a configuração da transnacionalidade do delito de tráfico ilícito de drogas, não se exige a efetiva 
transposição de fronteiras nem efetiva coautoria ou participação de agentes de estados diversos. 
e) O crime de associação para o tráfico se consuma com a mera união dos envolvidos, ainda que de forma 
individual e ocasional. 
 
12. (Ano: 2016. Banca: FUNCAB. Órgão: PC-PA. Prova: Delegado de Polícia Civil). Sobre a Lei de 
Drogas (Lei n° 11.343/2006) e as normas que a complementam, assinale a resposta correta. 
 
a) O crime previsto no art. 28 da lei especial tem prazo prescricional fixado em dois anos. 
b) A destruição de plantações ilícitas não pode se dar de forma imediata pelo Delegado de Polícia, exigindo-
se autorização judicial para tal. 
c) Não pode o poder público autorizar o uso de plantas psicotrópicas para exclusiva finalidade ritualística-
religiosa. 
d) Não há a previsão de condutas culposas na Lei n° 11.343, de 2006. 
e) O analgésico morfina foi retirado das listas anexas à Portaria n° 344/ANVISA, de 1998, de modo que não 
mais pode ser considerado uma droga para fins de aplicação da Lei n° 11.343. 
 
 
13. (Ano: 2016. Banca: CESPE. Órgão: PC-PE. Prova: Delegado de Polícia). O ordenamento penal 
brasileiro adotou a sistemática bipartida de infração penal — crimes e contravenções penais —, 
cominando suas respectivas penas, por força do princípio da legalidade. Acerca das infrações penais e 
suas respectivas reprimendas, assinale a opção correta. 
 
a) O crime de homicídio doloso praticado contra mulher é hediondo e, por conseguinte, o cumprimento da 
pena privativa de liberdade iniciar-se-á em regime fechado, em decorrência de expressa determinação legal. 
b) No crime de tráfico de entorpecente, é cabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva 
de direitos, bem como a fixação de regime aberto, quando preenchidos os requisitos legais. 
c) Constitui crime de dano, previsto no CP, pichar edificação urbana. Nesse caso, a pena privativa de 
liberdade consiste em detenção de um a seis meses, que pode ser convertida em prestação de serviços à 
comunidade. 
d) O STJ autoriza a imposição de penas substitutivas como condição especial do regime aberto. 
e) O condenado por contravenção penal, com pena de prisão simples não superior a quinze dias, poderá 
cumpri-la, a depender de reincidência ou não, em regime fechado, semiaberto ou aberto, estando, em 
quaisquer dessas modalidades, obrigado a trabalhar. 
 
 
 
 
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14. (Ano: 2016. Banca: CESPE. Órgão: PC-PE. Prova: Delegado de Polícia). Se determinada pessoa, 
maior e capaz, estiver portando certa quantidade de droga para consumo pessoal e for abordada por 
um agente de polícia, ela 
 
a) estará sujeita à pena privativa de liberdade, se for reincidente por este mesmo fato. 
b) estará sujeita à pena privativa de liberdade, se for condenada a prestar serviços à comunidade e, 
injustificadamente, recusar a cumprir a referida medida educativa. 
c) estará sujeita à pena, imprescritível, de comparecimento a programa ou curso educativo. 
d) poderá ser submetida à pena de advertência sobre os efeitos da droga, de prestação de serviço à 
comunidade ou de medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. 
e) deverá ser presa em flagrante pela autoridade policial. 
 
15. (Ano: 2015. Banca: FUNIVERSA. Órgão: PC-DF. Prova: Delegado de Polícia). A respeito do 
tráfico ilícito de drogas e do uso indevido de substância entorpecente, assinale a alternativa correta à 
luz da lei que rege a matéria. 
 
a) A lavratura do auto de prisão em flagrantedo autor de crime de tráfico e o estabelecimento da materialidade 
do delito prescindem de laudo de constatação da natureza e da quantidade da droga. 
b) É cabível a prisão em flagrante do usuário de substância entorpecente, havendo, ou não, concurso de crime 
com o delito de tráfico ilícito de entorpecentes. 
c) É vedado à autoridade policial, ao encerrar inquérito relativo a crime de tráfico, indicar a quantidade e a 
natureza da substância ou do produto apreendido. 
d) O inquérito policial relativo ao crime de tráfico de substância entorpecente será concluído no prazo de 
trinta dias se o indiciado estiver preso e, no de noventa dias, se estiver solto. 
e) A destruição das drogas apreendidas somente poderá ser executada pelo juiz de direito ou pela pessoa 
indicada pelo respectivo tribunal, vedando-se tal conduta ao delegado de polícia. 
 
16. (Ano: 2014. Banca: ACAFE. Órgão: PC-SC. Prova: Delegado de Polícia). Com relação à repressão 
à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas, assinale a alternativa correta. 
 
a) As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelo delegado de polícia, que recolherá quantidade 
suficiente para exame pericial, de tudo lavrando auto de levantamento das condições encontradas, com a 
delimitação do local, asseguradas as medidas necessárias para a preservação da prova. 
b) Em caso de ser utilizada a queimada para destruir plantação ilícita, observar-se-á, além das cautelas 
necessárias à proteção ao meio ambiente, a indispensável e prévia autorização do órgão próprio do Sistema 
Nacional do Meio Ambiente - Sisnama. 
c) Feita apreensão em operação de combate às atividades previstas na Lei 11.343/06, que instituiu o Sisnad, 
e tendo recaído sobre dinheiro ou cheques emitidos como ordem de pagamento, a autoridade de polícia 
judiciária que presidir o inquérito deverá, de imediato, requerer ao juízo competente a citação do Ministério 
Público. 
d) Os veículos, embarcações, aeronaves, e quaisquer outros meios de transporte, os maquinários, as armas 
de fogo, utensílios, instrumentos e objetos de qualquer natureza, utilizados para a prática dos crimes definidos 
na Lei 11.343/06, que instituiu o Sisnad, após a sua regular apreensão, ficarão sob custódia da autoridade de 
polícia judiciária. 
e) A destruição de drogas apreendidas será executada imediatamente pelo delegado de polícia competente, 
na presença do Ministério Público e da autoridade sanitária. 
 
17. (Ano: 2014. Banca: FUNCAB. Órgão: PC-RO. Prova: Delegado de Polícia Civil). Em relação à Lei 
n° 11.343/2006 (Lei Antidrogas), no crime de tráfico de drogas, são causas que aumentam a pena do 
referido delito de um sexto a dois terços, EXCETO: 
 
 
 
 
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a) o agente praticar o crime prevalecendo-se de função pública ou no desempenho de missão de educação, 
poder familiar, guarda ou vigilância. 
b) quando caracterizado o tráfico entre Estados da Federação ou entre estes e o Distrito Federal. 
c) o agente oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, à pessoa de seu relacionamento, para 
juntos a consumirem. 
d) o crime tiver sido praticado com violência, grave ameaça, emprego de arma de fogo, ou qualquer processo 
de intimidação difusa ou coletiva. 
e) a natureza, a procedência da substância ou do produto apreendido e as circunstâncias do fato evidenciarem 
a transnacionalidade do delito. 
 
18. (Ano: 2013. Banca: CESPE. Órgão: DPF. Prova: Delegado). Julgue o item seguinte com base na 
Lei n.º 11.343/2006. 
É legal a manutenção da custódia cautelar sob o único fundamento da vedação da liberdade provisória a 
acusados de delito de tráfico de drogas, consoante a jurisprudência STF. 
 
19. (Ano: 2013. Banca: CESPE. Órgão: DPF. Prova: Delegado). Julgue o item seguinte com base na 
Lei n.º 11.343/2006. 
 
Na Lei de Drogas, é prevista como crime a conduta do agente que oferte drogas, eventualmente e sem 
objetivo de lucro, a pessoa do seu relacionamento, para juntos a consumirem, não sendo estabelecida 
distinção entre a oferta dirigida a pessoa imputável ou inimputável. 
 
20. (Ano: 2017. Banca: FMP. Concursos. Órgão: MPE-RO. Prova: Promotor de Justiça Substituto). 
No que se refere aos crimes previstos na Lei n. 11.343/2006, assinale a alternativa CORRETA. 
 
a) O Supremo Tribunal Federal entende que o crime de tráfico “privilegiado” é hediondo. 
b) O porte de drogas ilícitas para uso próprio, segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, foi 
descriminalizado. 
c) Em relação ao porte de cannabis sativa (maconha) para uso próprio, o Supremo Tribunal Federal decidiu 
que tal figura é atípica, configurando autolesão impunível. 
d) O sujeito que oferece droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para 
juntos a consumirem, pratica infração penal de médio potencial ofensivo, o que impede a proposta de 
transação penal prevista no artigo 76 da Lei n. 9.099/95, mas não a suspensão condicional do processo, nos 
termos do artigo 89 do referido diploma legal. 
e) É cabível, em tese, a concessão de indulto natalino no caso do tráfico “privilegiado”. 
 
 
GABARITO 
 
1 – B; 2 – D; 3 – B; 4 – D; 5 – D; 6 – D; 7 – D; 8 – C; 9 – E; 10 – E; 11 – D; 12 – A; 13 – B; 14 – D; 15 – 
D; 16 – A; 17 – C; 18 – E; 19 – C; 20 – E. 
 
Sugerimos a leitura dos dispositivos abaixo da Lei de Drogas pois foram fundamento de respostas das 
questões já cobradas no concurso de Delegado. 
 
Ver art. 28, § 3 § 4 da Lei 11.343/2006; 
Ver art. 42 da Lei 11.343/2006; 
Ver art. 50 § 4 da Lei 11.343/2006; 
Ver art. 50 § 1 da Lei 11.343/2006; 
Ver art. 51 da Lei 11.343/2006; 
Ver art. 53, II da Lei 11.343/2006; 
 
 
 
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Ver art. 40, IV da Lei 11.343/2006; 
Ver súmula 522 do STF; 
Ver súmula 607 do STJ; 
Ver art. 33 § 4 da Lei 11.343/2006; 
Ver art. 41 da Lei 11.343/2006; 
Ver art. 32 da Lei 11.343/2006; 
Ver art. 30 da Lei 11.343/2006; 
Ver art. 38 da Lei 11.343/2006; 
Ver art. 28 da Lei 11.343/2006; 
Ver art. 51 da Lei 11.343/2006 – prazo para conclusão do IP no âmbito da Lei de Drogas. 
Ver art. 40, I ao VII da Lei 11.343/2006 – causas de aumento do tráfico. 
Ver art. 33, § 3 da Lei 11.343/2006. 
 
Ver Súmula 607-STJ: A majorante do tráfico transnacional de drogas (art. 40, I, da Lei nº 11.343/2006) 
configura-se com a prova da destinação internacional das drogas, ainda que não consumada a transposição 
de fronteiras. 
 
Ver Súmula 501-STJ: É cabível a aplicação retroativa da Lei 11.343/06, desde que o resultado da incidência 
das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei 6.368/76, 
sendo vedada a combinação de leis. 
14. Legislação 
TÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
Art. 1º Esta Lei institui o Sistema Nacional de Políticas 
Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para 
prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de 
usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para 
repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de 
drogas e define crimes. 
Parágrafo único. Para fins desta Lei, consideram-se como 
drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar 
dependência, assim especificados em lei ou relacionados em 
listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da 
União. 
 
Art. 2º Ficam proibidas, em todo o território nacional, as 
drogas, bem como o plantio, a cultura, a colheita e a 
exploração de vegetais e substratos dos quais possam ser 
extraídas ou produzidas drogas, ressalvada a hipótese de 
autorização legal ou regulamentar, bem como o que 
estabelece a Convenção de Viena, das Nações Unidas, sobre 
Substâncias Psicotrópicas, de 1971, a respeito de plantas de 
uso estritamente ritualístico-religioso. 
Parágrafo único. Pode a União autorizar o plantio, a cultura 
e a colheita dos vegetais referidos no caput deste artigo, 
exclusivamente parafins medicinais ou científicos, em local 
e prazo predeterminados, mediante fiscalização, respeitadas 
as ressalvas supramencionadas. 
TÍTULO II 
DO SIS TEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS 
SOBRE DROGAS 
Art. 3º O Sisnad tem a finalidade de articular, integrar, 
organizar e coordenar as atividades relacionadas com: 
I - a prevenção do uso indevido, a atenção e a reinserção 
social de usuários e dependentes de drogas; 
II - a repressão da produção não autorizada e do tráfico 
ilícito de drogas. 
§ 1º Entende-se por Sisnad o conjunto ordenado de 
princípios, regras, critérios e recursos materiais e humanos 
que envolvem as políticas, planos, programas, ações e 
projetos sobre drogas, incluindo-se nele, por adesão, os 
Sistemas de Políticas Públicas sobre Drogas dos Estados, 
Distrito Federal e Municípios. (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
§ 2º O Sisnad atuará em articulação com o Sistema Único 
de Saúde - SUS, e com o Sistema Único de Assistência 
Social - SUAS. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
CAPÍTULO I 
DOS PRINCÍPIOS E DOS OBJETIVOS DO SIS TEMA 
NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE 
DROGAS 
Art. 4º São princípios do Sisnad: 
I - o respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, 
especialmente quanto à sua autonomia e à sua liberdade; 
II - o respeito à diversidade e às especificidades 
populacionais existentes; 
III - a promoção dos valores éticos, culturais e de cidadania 
do povo brasileiro, reconhecendo-os como fatores de 
proteção para o uso indevido de drogas e outros 
comportamentos correlacionados; 
IV - a promoção de consensos nacionais, de ampla 
participação social, para o estabelecimento dos 
fundamentos e estratégias do Sisnad; 
V - a promoção da responsabilidade compartilhada entre 
Estado e Sociedade, reconhecendo a importância da 
participação social nas atividades do Sisnad; 
 
 
 
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VI - o reconhecimento da intersetorialidade dos fatores 
correlacionados com o uso indevido de drogas, com a sua 
produção não autorizada e o seu tráfico ilícito; 
VII - a integração das estratégias nacionais e internacionais 
de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social 
de usuários e dependentes de drogas e de repressão à sua 
produção não autorizada e ao seu tráfico ilícito; 
VIII - a articulação com os órgãos do Ministério Público e 
dos Poderes Legislativo e Judiciário visando à cooperação 
mútua nas atividades do Sisnad; 
IX - a adoção de abordagem multidisciplinar que reconheça 
a interdependência e a natureza complementar das 
atividades de prevenção do uso indevido, atenção e 
reinserção social de usuários e dependentes de drogas, 
repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de 
drogas; 
X - a observância do equilíbrio entre as atividades de 
prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de 
usuários e dependentes de drogas e de repressão à sua 
produção não autorizada e ao seu tráfico ilícito, visando a 
garantir a estabilidade e o bem-estar social; 
XI - a observância às orientações e normas emanadas do 
Conselho Nacional Antidrogas - Conad. 
Art. 5º O Sisnad tem os seguintes objetivos: 
I - contribuir para a inclusão social do cidadão, visando a 
torná-lo menos vulnerável a assumir comportamentos de 
risco para o uso indevido de drogas, seu tráfico ilícito e 
outros comportamentos correlacionados; 
II - promover a construção e a socialização do conhecimento 
sobre drogas no país; 
III - promover a integração entre as políticas de prevenção 
do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e 
dependentes de drogas e de repressão à sua produção não 
autorizada e ao tráfico ilícito e as políticas públicas setoriais 
dos órgãos do Poder Executivo da União, Distrito Federal, 
Estados e Municípios; 
IV - assegurar as condições para a coordenação, a 
integração e a articulação das atividades de que trata o art. 
3º desta Lei. 
CAPÍTULO II 
(Redação dada pela Lei nº 13.840, de 2019) 
DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS 
SOBRE DROGAS 
Seção I 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Da Composição do Sistema Nacional de Políticas 
Públicas sobre Drogas 
Art. 6º (VETADO) 
Art. 7º A organização do Sisnad assegura a orientação 
central e a execução descentralizada das atividades 
realizadas em seu âmbito, nas esferas federal, distrital, 
estadual e municipal e se constitui matéria definida no 
regulamento desta Lei. 
Art. 7º-A. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
Art. 8º (VETADO) 
Seção II 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Das Competências 
Art. 8º-A. Compete à União: (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
I - formular e coordenar a execução da Política Nacional 
sobre Drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
II - elaborar o Plano Nacional de Políticas sobre Drogas, em 
parceria com Estados, Distrito Federal, Municípios e a 
sociedade; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
III - coordenar o Sisnad; (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
IV - estabelecer diretrizes sobre a organização e 
funcionamento do Sisnad e suas normas de 
referência; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
V - elaborar objetivos, ações estratégicas, metas, 
prioridades, indicadores e definir formas de financiamento 
e gestão das políticas sobre drogas; (Incluído pela Lei 
nº 13.840, de 2019) 
VI – (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
VII – (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
VIII - promover a integração das políticas sobre drogas com 
os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
IX - financiar, com Estados, Distrito Federal e Municípios, 
a execução das políticas sobre drogas, observadas as 
obrigações dos integrantes do Sisnad; (Incluído pela 
Lei nº 13.840, de 2019) 
X - estabelecer formas de colaboração com Estados, Distrito 
Federal e Municípios para a execução das políticas sobre 
drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
XI - garantir publicidade de dados e informações sobre 
repasses de recursos para financiamento das políticas sobre 
drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
XII - sistematizar e divulgar os dados estatísticos nacionais 
de prevenção, tratamento, acolhimento, reinserção social e 
econômica e repressão ao tráfico ilícito de 
drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
XIII - adotar medidas de enfretamento aos crimes 
transfronteiriços; e (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
XIV - estabelecer uma política nacional de controle de 
fronteiras, visando a coibir o ingresso de drogas no 
País. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Art. 8º-B . (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
Art. 8º-C. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
CAPÍTULO II-A 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
DA FORMULAÇÃO DAS POLÍTICAS SOBRE 
DROGAS 
Seção I 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Do Plano Nacional de Políticas sobre Drogas 
Art. 8º-D. São objetivos do Plano Nacional de Políticas 
sobre Drogas, dentre outros: (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
I - promover a interdisciplinaridade e integração dos 
programas, ações, atividades e projetos dos órgãos e 
entidades públicas e privadas nas áreas de saúde, educação, 
trabalho, assistência social, previdência social, habitação, 
cultura, desporto e lazer, visando à prevenção do uso de 
drogas, atenção e reinserção social dos usuários ou 
 
 
 
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dependentes de drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
II - viabilizar a ampla participação social na formulação, 
implementação e avaliação das políticas sobre 
drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
III - priorizar programas, ações, atividades e projetosarticulados com os estabelecimentos de ensino, com a 
sociedade e com a família para a prevenção do uso de 
drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
IV - ampliar as alternativas de inserção social e econômica 
do usuário ou dependente de drogas, promovendo 
programas que priorizem a melhoria de sua escolarização e 
a qualificação profissional; (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
V - promover o acesso do usuário ou dependente de drogas 
a todos os serviços públicos; (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
VI - estabelecer diretrizes para garantir a efetividade dos 
programas, ações e projetos das políticas sobre 
drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
VII - fomentar a criação de serviço de atendimento 
telefônico com orientações e informações para apoio aos 
usuários ou dependentes de drogas; (Incluído pela Lei 
nº 13.840, de 2019) 
VIII - articular programas, ações e projetos de incentivo ao 
emprego, renda e capacitação para o trabalho, com objetivo 
de promover a inserção profissional da pessoa que haja 
cumprido o plano individual de atendimento nas fases de 
tratamento ou acolhimento; (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
IX - promover formas coletivas de organização para o 
trabalho, redes de economia solidária e o cooperativismo, 
como forma de promover autonomia ao usuário ou 
dependente de drogas egresso de tratamento ou 
acolhimento, observando-se as especificidades 
regionais; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
X - propor a formulação de políticas públicas que conduzam 
à efetivação das diretrizes e princípios previstos no art. 
22; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
XI - articular as instâncias de saúde, assistência social e de 
justiça no enfrentamento ao abuso de drogas; 
e (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
XII - promover estudos e avaliação dos resultados das 
políticas sobre drogas. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
§ 1º O plano de que trata o caput terá duração de 5 (cinco) 
anos a contar de sua aprovação. 
§ 2º O poder público deverá dar a mais ampla divulgação 
ao conteúdo do Plano Nacional de Políticas sobre Drogas. 
Seção II 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Dos Conselhos de Políticas sobre Drogas 
Art. 8º-E. Os conselhos de políticas sobre drogas, 
constituídos por Estados, Distrito Federal e Municípios, 
terão os seguintes objetivos: (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
I - auxiliar na elaboração de políticas sobre 
drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
II - colaborar com os órgãos governamentais no 
planejamento e na execução das políticas sobre drogas, 
visando à efetividade das políticas sobre 
drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
III - propor a celebração de instrumentos de cooperação, 
visando à elaboração de programas, ações, atividades e 
projetos voltados à prevenção, tratamento, acolhimento, 
reinserção social e econômica e repressão ao tráfico ilícito 
de drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
IV - promover a realização de estudos, com o objetivo de 
subsidiar o planejamento das políticas sobre 
drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
V - propor políticas públicas que permitam a integração e a 
participação do usuário ou dependente de drogas no 
processo social, econômico, político e cultural no respectivo 
ente federado; e (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
VI - desenvolver outras atividades relacionadas às políticas 
sobre drogas em consonância com o Sisnad e com os 
respectivos planos. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
Seção III 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Dos Membros dos Conselhos de Políticas sobre Drogas 
Art. 8º-F. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
CAPÍTULO III 
(VETADO) 
Art. 9º (VETADO) 
Art. 10. (VETADO) 
Art. 11. (VETADO) 
Art. 12. (VETADO) 
Art. 13. (VETADO) 
Art. 14. (VETADO) 
CAPÍTULO IV 
(Redação dada pela Lei nº 13.840, de 2019) 
DO ACOMPANHAMENTO E DA AVALIAÇÃO DAS 
POLÍTICAS SOBRE DROGAS 
Art. 15. (VETADO) 
Art. 16. As instituições com atuação nas áreas da atenção à 
saúde e da assistência social que atendam usuários ou 
dependentes de drogas devem comunicar ao órgão 
competente do respectivo sistema municipal de saúde os 
casos atendidos e os óbitos ocorridos, preservando a 
identidade das pessoas, conforme orientações emanadas da 
União. 
Art. 17. Os dados estatísticos nacionais de repressão ao 
tráfico ilícito de drogas integrarão sistema de informações 
do Poder Executivo. 
TÍTULO III 
DAS ATIVIDADES DE PREVENÇÃO DO USO 
INDEVIDO, ATENÇÃO E REINSERÇÃO SOCIAL DE 
USUÁRIOS E DEPENDENTES DE DROGAS 
CAPÍTULO I 
DA PREVENÇÃO 
Seção I 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Das Diretrizes 
Art. 18. Constituem atividades de prevenção do uso 
indevido de drogas, para efeito desta Lei, aquelas 
direcionadas para a redução dos fatores de vulnerabilidade 
e risco e para a promoção e o fortalecimento dos fatores de 
proteção. 
 
 
 
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Art. 19. As atividades de prevenção do uso indevido de 
drogas devem observar os seguintes princípios e diretrizes: 
I - o reconhecimento do uso indevido de drogas como fator 
de interferência na qualidade de vida do indivíduo e na sua 
relação com a comunidade à qual pertence; 
II - a adoção de conceitos objetivos e de fundamentação 
científica como forma de orientar as ações dos serviços 
públicos comunitários e privados e de evitar preconceitos e 
estigmatização das pessoas e dos serviços que as atendam; 
III - o fortalecimento da autonomia e da responsabilidade 
individual em relação ao uso indevido de drogas; 
IV - o compartilhamento de responsabilidades e a 
colaboração mútua com as instituições do setor privado e 
com os diversos segmentos sociais, incluindo usuários e 
dependentes de drogas e respectivos familiares, por meio do 
estabelecimento de parcerias; 
V - a adoção de estratégias preventivas diferenciadas e 
adequadas às especificidades socioculturais das diversas 
populações, bem como das diferentes drogas utilizadas; 
VI - o reconhecimento do “não-uso”, do “retardamento do 
uso” e da redução de riscos como resultados desejáveis das 
atividades de natureza preventiva, quando da definição dos 
objetivos a serem alcançados; 
VII - o tratamento especial dirigido às parcelas mais 
vulneráveis da população, levando em consideração as suas 
necessidades específicas; 
VIII - a articulação entre os serviços e organizações que 
atuam em atividades de prevenção do uso indevido de 
drogas e a rede de atenção a usuários e dependentes de 
drogas e respectivos familiares; 
IX - o investimento em alternativas esportivas, culturais, 
artísticas, profissionais, entre outras, como forma de 
inclusão social e de melhoria da qualidade de vida; 
X - o estabelecimento de políticas de formação continuada 
na área da prevenção do uso indevido de drogas para 
profissionais de educação nos 3 (três) níveis de ensino; 
XI - a implantação de projetos pedagógicos de prevenção do 
uso indevido de drogas, nas instituições de ensino público e 
privado, alinhados às Diretrizes Curriculares Nacionais e 
aos conhecimentos relacionados a drogas; 
XII - a observância das orientações e normas emanadas do 
Conad; 
XIII - o alinhamento às diretrizes dos órgãos de controle 
social de políticas setoriais específicas. 
Parágrafo único. As atividades de prevenção do uso 
indevido de drogas dirigidas à criança e ao adolescente 
deverão estar em consonância com as diretrizes emanadas 
pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do 
Adolescente - Conanda. 
Seção II 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Da Semana Nacional de Políticas Sobre Drogas 
Art. 19-A. Fica instituída a Semana Nacional de Políticas 
sobre Drogas, comemorada anualmente, na quarta semana 
de junho. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 1º No períodode que trata o caput , serão intensificadas 
as ações de: (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
I - difusão de informações sobre os problemas decorrentes 
do uso de drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
II - promoção de eventos para o debate público sobre as 
políticas sobre drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
III - difusão de boas práticas de prevenção, tratamento, 
acolhimento e reinserção social e econômica de usuários de 
drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
IV - divulgação de iniciativas, ações e campanhas de 
prevenção do uso indevido de drogas; (Incluído pela 
Lei nº 13.840, de 2019) 
V - mobilização da comunidade para a participação nas 
ações de prevenção e enfrentamento às 
drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
VI - mobilização dos sistemas de ensino previstos na Lei nº 
9.394, de 20 de dezembro de 1996 - Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Nacional , na realização de atividades 
de prevenção ao uso de drogas. (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
CAPÍTULO II 
DAS ATIVIDADES DE ATENÇÃO E DE 
REINSERÇÃO SOCIAL DE USUÁRIOS O U 
DEPENDENTES DE DROGAS 
CAPÍTULO II 
(Redação dada pela Lei nº 13.840, de 2019) 
DAS ATIVIDADES DE PREVENÇÃO, 
TRATAMENTO, ACOLHIMENTO E DE REINSERÇÃO 
SOCIAL E ECONÔMICA DE USUÁRIOS OU 
DEPENDENTES DE DROGAS 
Seção I 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Disposições Gerais 
Art. 20. Constituem atividades de atenção ao usuário e 
dependente de drogas e respectivos familiares, para efeito 
desta Lei, aquelas que visem à melhoria da qualidade de 
vida e à redução dos riscos e dos danos associados ao uso 
de drogas. 
Art. 21. Constituem atividades de reinserção social do 
usuário ou do dependente de drogas e respectivos 
familiares, para efeito desta Lei, aquelas direcionadas para 
sua integração ou reintegração em redes sociais. 
Art. 22. As atividades de atenção e as de reinserção social 
do usuário e do dependente de drogas e respectivos 
familiares devem observar os seguintes princípios e 
diretrizes: 
I - respeito ao usuário e ao dependente de drogas, 
independentemente de quaisquer condições, observados os 
direitos fundamentais da pessoa humana, os princípios e 
diretrizes do Sistema Único de Saúde e da Política Nacional 
de Assistência Social; 
II - a adoção de estratégias diferenciadas de atenção e 
reinserção social do usuário e do dependente de drogas e 
respectivos familiares que considerem as suas 
peculiaridades socioculturais; 
III - definição de projeto terapêutico individualizado, 
orientado para a inclusão social e para a redução de riscos e 
de danos sociais e à saúde; 
IV - atenção ao usuário ou dependente de drogas e aos 
respectivos familiares, sempre que possível, de forma 
multidisciplinar e por equipes multiprofissionais; 
V - observância das orientações e normas emanadas do 
Conad; 
 
 
 
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Manual Caseiro 
 
Direito Administrativo – De 
na Súmula!!! 
 
 
VI - o alinhamento às diretrizes dos órgãos de controle 
social de políticas setoriais específicas. 
VII - estímulo à capacitação técnica e 
profissional; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
VIII - efetivação de políticas de reinserção social voltadas à 
educação continuada e ao trabalho; (Incluído pela Lei 
nº 13.840, de 2019) 
IX - observância do plano individual de atendimento na 
forma do art. 23-B desta Lei; (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
X - orientação adequada ao usuário ou dependente de drogas 
quanto às consequências lesivas do uso de drogas, ainda que 
ocasional. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Seção II 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Da Educação na Reinserção Social e Econômica 
Art. 22-A. As pessoas atendidas por órgãos integrantes do 
Sisnad terão atendimento nos programas de educação 
profissional e tecnológica, educação de jovens e adultos e 
alfabetização. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Seção III 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Do Trabalho na Reinserção Social e Econômica 
Art. 22-B. (VETADO). 
Seção IV 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Do Tratamento do Usuário ou Dependente de Drogas 
Art. 23. As redes dos serviços de saúde da União, dos 
Estados, do Distrito Federal, dos Municípios desenvolverão 
programas de atenção ao usuário e ao dependente de drogas, 
respeitadas as diretrizes do Ministério da Saúde e os 
princípios explicitados no art. 22 desta Lei, obrigatória a 
previsão orçamentária adequada. 
Art. 23-A. O tratamento do usuário ou dependente de 
drogas deverá ser ordenado em uma rede de atenção à saúde, 
com prioridade para as modalidades de tratamento 
ambulatorial, incluindo excepcionalmente formas de 
internação em unidades de saúde e hospitais gerais nos 
termos de normas dispostas pela União e articuladas com os 
serviços de assistência social e em etapas que 
permitam: (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
I - articular a atenção com ações preventivas que atinjam 
toda a população; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
II - orientar-se por protocolos técnicos predefinidos, 
baseados em evidências científicas, oferecendo atendimento 
individualizado ao usuário ou dependente de drogas com 
abordagem preventiva e, sempre que indicado, 
ambulatorial; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
III - preparar para a reinserção social e econômica, 
respeitando as habilidades e projetos individuais por meio 
de programas que articulem educação, capacitação para o 
trabalho, esporte, cultura e acompanhamento 
individualizado; e (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
IV - acompanhar os resultados pelo SUS, Suas e Sisnad, de 
forma articulada. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
§ 1º Caberá à União dispor sobre os protocolos técnicos de 
tratamento, em âmbito nacional. (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
§ 2º A internação de dependentes de drogas somente será 
realizada em unidades de saúde ou hospitais gerais, dotados 
de equipes multidisciplinares e deverá ser obrigatoriamente 
autorizada por médico devidamente registrado no Conselho 
Regional de Medicina - CRM do Estado onde se localize o 
estabelecimento no qual se dará a internação. (Incluído 
pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 3º São considerados 2 (dois) tipos de 
internação: (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
I - internação voluntária: aquela que se dá com o 
consentimento do dependente de drogas; (Incluído 
pela Lei nº 13.840, de 2019) 
II - internação involuntária: aquela que se dá, sem o 
consentimento do dependente, a pedido de familiar ou do 
responsável legal ou, na absoluta falta deste, de servidor 
público da área de saúde, da assistência social ou dos órgãos 
públicos integrantes do Sisnad, com exceção de servidores 
da área de segurança pública, que constate a existência de 
motivos que justifiquem a medida. (Incluído pela Lei 
nº 13.840, de 2019) 
§ 4º A internação voluntária: (Incluído pela Lei 
nº 13.840, de 2019) 
I - deverá ser precedida de declaração escrita da pessoa 
solicitante de que optou por este regime de 
tratamento; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
II - seu término dar-se-á por determinação do médico 
responsável ou por solicitação escrita da pessoa que deseja 
interromper o tratamento. (Incluído pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
§ 5º A internação involuntária: (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
I - deve ser realizada após a formalização da decisão por 
médico responsável; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
II - será indicada depois da avaliação sobre o tipo de droga 
utilizada, o padrão de uso e na hipótese comprovada da 
impossibilidade de utilização de outras alternativas 
terapêuticas previstas na rede de atenção à 
saúde; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
III - perdurará apenas pelo tempo necessário à 
desintoxicação, no prazo máximo de90 (noventa) dias, 
tendo seu término determinado pelo médico 
responsável; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
IV - a família ou o representante legal poderá, a qualquer 
tempo, requerer ao médico a interrupção do 
tratamento. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 6º A internação, em qualquer de suas modalidades, só 
será indicada quando os recursos extra-hospitalares se 
mostrarem insuficientes. (Incluído pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
§ 7º Todas as internações e altas de que trata esta Lei 
deverão ser informadas, em, no máximo, de 72 (setenta e 
duas) horas, ao Ministério Público, à Defensoria Pública e a 
outros órgãos de fiscalização, por meio de sistema 
informatizado único, na forma do regulamento desta 
Lei. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 8º É garantido o sigilo das informações disponíveis no 
sistema referido no § 7º e o acesso será permitido apenas às 
pessoas autorizadas a conhecê-las, sob pena de 
responsabilidade. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
 
 
 
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Manual Caseiro 
 
Direito Administrativo – De 
na Súmula!!! 
 
 
§ 9º É vedada a realização de qualquer modalidade de 
internação nas comunidades terapêuticas 
acolhedoras. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 10. O planejamento e a execução do projeto terapêutico 
individual deverão observar, no que couber, o previsto 
na Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001 , que dispõe sobre a 
proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos 
mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde 
mental. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Seção V 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Do Plano Individual de Atendimento 
Art. 23-B . O atendimento ao usuário ou dependente de 
drogas na rede de atenção à saúde dependerá 
de: (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
I - avaliação prévia por equipe técnica multidisciplinar e 
multissetorial; e (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
II - elaboração de um Plano Individual de Atendimento - 
PIA. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 1º A avaliação prévia da equipe técnica subsidiará a 
elaboração e execução do projeto terapêutico individual a 
ser adotado, levantando no mínimo: (Incluído pela Lei 
nº 13.840, de 2019) 
I - o tipo de droga e o padrão de seu uso; e (Incluído 
pela Lei nº 13.840, de 2019) 
II - o risco à saúde física e mental do usuário ou dependente 
de drogas ou das pessoas com as quais 
convive. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 2º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
§ 3º O PIA deverá contemplar a participação dos familiares 
ou responsáveis, os quais têm o dever de contribuir com o 
processo, sendo esses, no caso de crianças e adolescentes, 
passíveis de responsabilização civil, administrativa e 
criminal, nos termos da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 
- Estatuto da Criança e do Adolescente . (Incluído pela 
Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 4º O PIA será inicialmente elaborado sob a 
responsabilidade da equipe técnica do primeiro projeto 
terapêutico que atender o usuário ou dependente de drogas 
e será atualizado ao longo das diversas fases do 
atendimento. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 5º Constarão do plano individual, no 
mínimo: (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
I - os resultados da avaliação 
multidisciplinar; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
II - os objetivos declarados pelo atendido; (Incluído 
pela Lei nº 13.840, de 2019) 
III - a previsão de suas atividades de integração social ou 
capacitação profissional; (Incluído pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
IV - atividades de integração e apoio à 
família; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
V - formas de participação da família para efetivo 
cumprimento do plano individual; (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
VI - designação do projeto terapêutico mais adequado para 
o cumprimento do previsto no plano; e (Incluído pela 
Lei nº 13.840, de 2019) 
VII - as medidas específicas de atenção à saúde do 
atendido. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 6º O PIA será elaborado no prazo de até 30 (trinta) dias 
da data do ingresso no atendimento. (Incluído pela Lei 
nº 13.840, de 2019) 
§ 7º As informações produzidas na avaliação e as 
registradas no plano individual de atendimento são 
consideradas sigilosas. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
Art. 24. A União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios poderão conceder benefícios às instituições 
privadas que desenvolverem programas de reinserção no 
mercado de trabalho, do usuário e do dependente de drogas 
encaminhados por órgão oficial. 
Art. 25. As instituições da sociedade civil, sem fins 
lucrativos, com atuação nas áreas da atenção à saúde e da 
assistência social, que atendam usuários ou dependentes de 
drogas poderão receber recursos do Funad, condicionados à 
sua disponibilidade orçamentária e financeira. 
Art. 26. O usuário e o dependente de drogas que, em razão 
da prática de infração penal, estiverem cumprindo pena 
privativa de liberdade ou submetidos a medida de 
segurança, têm garantidos os serviços de atenção à sua 
saúde, definidos pelo respectivo sistema penitenciário. 
Seção VI 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Do Acolhimento em Comunidade Terapêutica 
Acolhedora 
Art. 26-A. O acolhimento do usuário ou dependente de 
drogas na comunidade terapêutica acolhedora caracteriza-se 
por: (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
I - oferta de projetos terapêuticos ao usuário ou dependente 
de drogas que visam à abstinência; (Incluído pela Lei 
nº 13.840, de 2019) 
II - adesão e permanência voluntária, formalizadas por 
escrito, entendida como uma etapa transitória para a 
reinserção social e econômica do usuário ou dependente de 
drogas; (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
III - ambiente residencial, propício à formação de vínculos, 
com a convivência entre os pares, atividades práticas de 
valor educativo e a promoção do desenvolvimento pessoal, 
vocacionada para acolhimento ao usuário ou dependente de 
drogas em vulnerabilidade social; (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
IV - avaliação médica prévia; (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
V - elaboração de plano individual de atendimento na forma 
do art. 23-B desta Lei; e (Incluído pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
VI - vedação de isolamento físico do usuário ou dependente 
de drogas. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 1º Não são elegíveis para o acolhimento as pessoas com 
comprometimentos biológicos e psicológicos de natureza 
grave que mereçam atenção médico-hospitalar contínua ou 
de emergência, caso em que deverão ser encaminhadas à 
rede de saúde. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 2º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
§ 3º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
§ 4º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
 
 
 
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Manual Caseiro 
 
Direito Administrativo – De 
na Súmula!!! 
 
 
§ 5º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
CAPÍTULO III 
DOS CRIMES E DAS PENAS 
Art. 27. As penas previstas neste Capítulo poderão ser 
aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como 
substituídas a qualquer tempo, ouvidos o Ministério Público 
e o defensor. 
Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, 
transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, 
drogas sem autorização ou em desacordo com determinação 
legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: 
I - advertência sobre os efeitos das drogas; 
II - prestação de serviços à comunidade; 
III - medida educativa de comparecimento a programa ou 
curso educativo. 
§ 1º Às mesmas medidas submete-se quem, para seu 
consumo pessoal, semeia, cultiva ou colheplantas 
destinadas à preparação de pequena quantidade de 
substância ou produto capaz de causar dependência física 
ou psíquica. 
§ 2º Para determinar se a droga destinava-se a consumo 
pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da 
substância apreendida, ao local e às condições em que se 
desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, 
bem como à conduta e aos antecedentes do agente. 
§ 3º As penas previstas nos incisos II e III do caput deste 
artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) 
meses. 
§ 4º Em caso de reincidência, as penas previstas nos incisos 
II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo 
máximo de 10 (dez) meses. 
§ 5º A prestação de serviços à comunidade será cumprida 
em programas comunitários, entidades educacionais ou 
assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, 
públicos ou privados sem fins lucrativos, que se ocupem, 
preferencialmente, da prevenção do consumo ou da 
recuperação de usuários e dependentes de drogas. 
§ 6º Para garantia do cumprimento das medidas educativas 
a que se refere o caput, nos incisos I, II e III, a que 
injustificadamente se recuse o agente, poderá o juiz 
submetê-lo, sucessivamente a: 
I - admoestação verbal; 
II - multa. 
§ 7º O juiz determinará ao Poder Público que coloque à 
disposição do infrator, gratuitamente, estabelecimento de 
saúde, preferencialmente ambulatorial, para tratamento 
especializado. 
Art. 29. Na imposição da medida educativa a que se refere 
o inciso II do § 6º do art. 28, o juiz, atendendo à 
reprovabilidade da conduta, fixará o número de dias-multa, 
em quantidade nunca inferior a 40 (quarenta) nem superior 
a 100 (cem), atribuindo depois a cada um, segundo a 
capacidade econômica do agente, o valor de um trinta avos 
até 3 (três) vezes o valor do maior salário mínimo. 
Parágrafo único. Os valores decorrentes da imposição da 
multa a que se refere o § 6º do art. 28 serão creditados à 
conta do Fundo Nacional Antidrogas. 
Art. 30. Prescrevem em 2 (dois) anos a imposição e a 
execução das penas, observado, no tocante à interrupção do 
prazo, o disposto nos arts. 107 e seguintes do Código Penal. 
TÍTULO IV 
DA REPRESSÃO À PRODUÇÃO NÃO AUTORIZADA 
E AO TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 31. É indispensável a licença prévia da autoridade 
competente para produzir, extrair, fabricar, transformar, 
preparar, possuir, manter em depósito, importar, exportar, 
reexportar, remeter, transportar, expor, oferecer, vender, 
comprar, trocar, ceder ou adquirir, para qualquer fim, 
drogas ou matéria-prima destinada à sua preparação, 
observadas as demais exigências legais. 
Art. 32. As plantações ilícitas serão imediatamente 
destruídas pelo delegado de polícia na forma do art. 50-A, 
que recolherá quantidade suficiente para exame pericial, de 
tudo lavrando auto de levantamento das condições 
encontradas, com a delimitação do local, asseguradas as 
medidas necessárias para a preservação da 
prova. (Redação dada pela Lei nº 12.961, de 2014) 
§ 1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 12.961, 
de 2014) 
§ 2º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 12.961, 
de 2014) 
§ 3º Em caso de ser utilizada a queimada para destruir a 
plantação, observar-se-á, além das cautelas necessárias à 
proteção ao meio ambiente, o disposto no Decreto nº 2.661, 
de 8 de julho de 1998, no que couber, dispensada a 
autorização prévia do órgão próprio do Sistema Nacional do 
Meio Ambiente - Sisnama. 
§ 4º As glebas cultivadas com plantações ilícitas serão 
expropriadas, conforme o disposto no art. 243 da 
Constituição Federal, de acordo com a legislação em vigor. 
CAPÍTULO II 
DOS CRIMES 
Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, 
fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em 
depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, 
ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que 
gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com 
determinação legal ou regulamentar: 
Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento 
de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa. 
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem: 
I - importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, 
expõe à venda, oferece, fornece, tem em depósito, 
transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, 
sem autorização ou em desacordo com determinação legal 
ou regulamentar, matéria-prima, insumo ou produto 
químico destinado à preparação de drogas; 
II - semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar, de 
plantas que se constituam em matéria-prima para a 
preparação de drogas; 
III - utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a 
propriedade, posse, administração, guarda ou vigilância, ou 
consente que outrem dele se utilize, ainda que 
gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com 
determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de 
drogas. 
IV - vende ou entrega drogas ou matéria-prima, insumo ou 
produto químico destinado à preparação de drogas, sem 
 
 
 
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Manual Caseiro 
 
Direito Administrativo – De 
na Súmula!!! 
 
 
autorização ou em desacordo com a determinação legal ou 
regulamentar, a agente policial disfarçado, quando 
presentes elementos probatórios razoáveis de conduta 
criminal preexistente. (Incluído pela Lei nº 13.964, de 
2019) 
§ 2º Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de 
droga: (Vide ADI nº 4.274) 
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa de 100 
(cem) a 300 (trezentos) dias-multa. 
§ 3º Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, 
a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e 
pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) 
dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28. 
§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as 
penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois 
terços, desde que o agente seja primário, de bons 
antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem 
integre organização criminosa. (Vide Resolução nº 5, 
de 2012) 
Art. 34. Fabricar, adquirir, utilizar, transportar, oferecer, 
vender, distribuir, entregar a qualquer título, possuir, 
guardar ou fornecer, ainda que gratuitamente, maquinário, 
aparelho, instrumento ou qualquer objeto destinado à 
fabricação, preparação, produção ou transformação de 
drogas, sem autorização ou em desacordo com 
determinação legal ou regulamentar: 
Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 
1.200 (mil e duzentos) a 2.000 (dois mil) dias-multa. 
Art. 35. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de 
praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes 
previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 desta Lei: 
Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 
700 (setecentos) a 1.200 (mil e duzentos) dias-multa. 
Parágrafo único. Nas mesmas penas do caput deste artigo 
incorre quem se associa para a prática reiterada do crime 
definido no art. 36 desta Lei. 
Art. 36. Financiar ou custear a prática de qualquer dos 
crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 desta Lei: 
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos, e pagamento 
de 1.500 (mil e quinhentos) a 4.000 (quatro mil) dias-multa. 
Art. 37. Colaborar, como informante, com grupo, 
organização ou associação destinados à prática de qualquer 
dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 desta 
Lei: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e pagamento de 
300 (trezentos) a 700 (setecentos) dias-multa. 
Art. 38. Prescrever ou ministrar, culposamente, drogas, sem 
que delas necessite o paciente, ou fazê-lo em doses 
excessivas ou em desacordo com determinação legal ou 
regulamentar: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e 
pagamento de 50 (cinqüenta) a 200 (duzentos) dias-multa. 
Parágrafo único. O juiz comunicará a condenação aoConselho Federal da categoria profissional a que pertença o 
agente. 
Art. 39. Conduzir embarcação ou aeronave após o consumo 
de drogas, expondo a dano potencial a incolumidade de 
outrem: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, além da 
apreensão do veículo, cassação da habilitação respectiva ou 
proibição de obtê-la, pelo mesmo prazo da pena privativa de 
liberdade aplicada, e pagamento de 200 (duzentos) a 400 
(quatrocentos) dias-multa. 
Parágrafo único. As penas de prisão e multa, aplicadas 
cumulativamente com as demais, serão de 4 (quatro) a 6 
(seis) anos e de 400 (quatrocentos) a 600 (seiscentos) dias-
multa, se o veículo referido no caput deste artigo for de 
transporte coletivo de passageiros. 
Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são 
aumentadas de um sexto a dois terços, se: 
I - a natureza, a procedência da substância ou do produto 
apreendido e as circunstâncias do fato evidenciarem a 
transnacionalidade do delito; 
II - o agente praticar o crime prevalecendo-se de função 
pública ou no desempenho de missão de educação, poder 
familiar, guarda ou vigilância; 
III - a infração tiver sido cometida nas dependências ou 
imediações de estabelecimentos prisionais, de ensino ou 
hospitalares, de sedes de entidades estudantis, sociais, 
culturais, recreativas, esportivas, ou beneficentes, de locais 
de trabalho coletivo, de recintos onde se realizem 
espetáculos ou diversões de qualquer natureza, de serviços 
de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção 
social, de unidades militares ou policiais ou em transportes 
públicos; 
IV - o crime tiver sido praticado com violência, grave 
ameaça, emprego de arma de fogo, ou qualquer processo de 
intimidação difusa ou coletiva; 
V - caracterizado o tráfico entre Estados da Federação ou 
entre estes e o Distrito Federal; 
VI - sua prática envolver ou visar a atingir criança ou 
adolescente ou a quem tenha, por qualquer motivo, 
diminuída ou suprimida a capacidade de entendimento e 
determinação; 
VII - o agente financiar ou custear a prática do crime. 
Art. 41. O indiciado ou acusado que colaborar 
voluntariamente com a investigação policial e o processo 
criminal na identificação dos demais co-autores ou 
partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do 
produto do crime, no caso de condenação, terá pena 
reduzida de um terço a dois terços. 
Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com 
preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, 
a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a 
personalidade e a conduta social do agente. 
Art. 43. Na fixação da multa a que se referem os arts. 33 a 
39 desta Lei, o juiz, atendendo ao que dispõe o art. 42 desta 
Lei, determinará o número de dias-multa, atribuindo a cada 
um, segundo as condições econômicas dos acusados, valor 
não inferior a um trinta avos nem superior a 5 (cinco) vezes 
o maior salário-mínimo. 
Parágrafo único. As multas, que em caso de concurso de 
crimes serão impostas sempre cumulativamente, podem ser 
aumentadas até o décuplo se, em virtude da situação 
econômica do acusado, considerá-las o juiz ineficazes, 
ainda que aplicadas no máximo. 
Art. 44. Os crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 
a 37 desta Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis, 
graça, indulto, anistia e liberdade provisória, vedada a 
conversão de suas penas em restritivas de direitos. 
 
 
 
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Parágrafo único. Nos crimes previstos no caput deste artigo, 
dar-se-á o livramento condicional após o cumprimento de 
dois terços da pena, vedada sua concessão ao reincidente 
específico. 
Art. 45. É isento de pena o agente que, em razão da 
dependência, ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito 
ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da 
omissão, qualquer que tenha sido a infração penal praticada, 
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou 
de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
Parágrafo único. Quando absolver o agente, reconhecendo, 
por força pericial, que este apresentava, à época do fato 
previsto neste artigo, as condições referidas no caput deste 
artigo, poderá determinar o juiz, na sentença, o seu 
encaminhamento para tratamento médico adequado. 
Art. 46. As penas podem ser reduzidas de um terço a dois 
terços se, por força das circunstâncias previstas no art. 45 
desta Lei, o agente não possuía, ao tempo da ação ou da 
omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do 
fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
Art. 47. Na sentença condenatória, o juiz, com base em 
avaliação que ateste a necessidade de encaminhamento do 
agente para tratamento, realizada por profissional de saúde 
com competência específica na forma da lei, determinará 
que a tal se proceda, observado o disposto no art. 26 desta 
Lei. 
CAPÍTULO III 
DO PROCEDIMENTO PENAL 
Art. 48. O procedimento relativo aos processos por crimes 
definidos neste Título rege-se pelo disposto neste Capítulo, 
aplicando-se, subsidiariamente, as disposições do Código 
de Processo Penal e da Lei de Execução Penal. 
§ 1º O agente de qualquer das condutas previstas no art. 28 
desta Lei, salvo se houver concurso com os crimes previstos 
nos arts. 33 a 37 desta Lei, será processado e julgado na 
forma dos arts. 60 e seguintes da Lei nº 9.099, de 26 de 
setembro de 1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais 
Criminais. 
§ 2º Tratando-se da conduta prevista no art. 28 desta Lei, 
não se imporá prisão em flagrante, devendo o autor do fato 
ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou, na 
falta deste, assumir o compromisso de a ele comparecer, 
lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as 
requisições dos exames e perícias necessários. 
§ 3º Se ausente a autoridade judicial, as providências 
previstas no § 2º deste artigo serão tomadas de imediato pela 
autoridade policial, no local em que se encontrar, vedada a 
detenção do agente. 
§ 4º Concluídos os procedimentos de que trata o § 2º deste 
artigo, o agente será submetido a exame de corpo de delito, 
se o requerer ou se a autoridade de polícia judiciária 
entender conveniente, e em seguida liberado. 
§ 5º Para os fins do disposto no art. 76 da Lei nº 9.099, de 
1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais, o 
Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de 
pena prevista no art. 28 desta Lei, a ser especificada na 
proposta. 
Art. 49. Tratando-se de condutas tipificadas nos arts. 33, 
caput e § 1º , e 34 a 37 desta Lei, o juiz, sempre que as 
circunstâncias o recomendem, empregará os instrumentos 
protetivos de colaboradores e testemunhas previstos na Lei 
nº 9.807, de 13 de julho de 1999. 
Seção I 
Da Investigação 
Art. 50. Ocorrendo prisão em flagrante, a autoridade de 
polícia judiciária fará, imediatamente, comunicação ao juiz 
competente, remetendo-lhe cópia do auto lavrado, do qual 
será dada vista ao órgão do Ministério Público, em 24 (vinte 
e quatro) horas. 
§ 1º Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante 
e estabelecimento da materialidade do delito, é suficiente o 
laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, 
firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa 
idônea. 
§ 2º O perito que subscrever o laudo a que se refere o § 1º 
deste artigo não ficará impedido de participar da elaboração 
do laudo definitivo. 
§ 3º Recebida cópia do auto de prisão em flagrante, o juiz, 
no prazo de 10 (dez) dias, certificará a regularidade formal 
do laudo de constatação e determinará a destruição das 
drogas apreendidas, guardando-se amostra necessária à 
realização do laudo definitivo. (Incluído pela Lei nº 
12.961, de 2014) 
§ 4º A destruição das drogas será executada pelo delegado 
de polícia competente no prazo de 15 (quinze) dias na 
presença do Ministério Público e da autoridade 
sanitária. (Incluído pela Lei nº 12.961, de 2014) 
§ 5º O local serávistoriado antes e depois de efetivada a 
destruição das drogas referida no § 3º , sendo lavrado auto 
circunstanciado pelo delegado de polícia, certificando-se 
neste a destruição total delas. (Incluído pela Lei nº 
12.961, de 2014) 
Art. 50-A. A destruição das drogas apreendidas sem a 
ocorrência de prisão em flagrante será feita por incineração, 
no prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data da 
apreensão, guardando-se amostra necessária à realização do 
laudo definitivo. (Redação dada pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
Art. 51. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 
(trinta) dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 (noventa) 
dias, quando solto. 
Parágrafo único. Os prazos a que se refere este artigo podem 
ser duplicados pelo juiz, ouvido o Ministério Público, 
mediante pedido justificado da autoridade de polícia 
judiciária. 
Art. 52. Findos os prazos a que se refere o art. 51 desta Lei, 
a autoridade de polícia judiciária, remetendo os autos do 
inquérito ao juízo: 
I - relatará sumariamente as circunstâncias do fato, 
justificando as razões que a levaram à classificação do 
delito, indicando a quantidade e natureza da substância ou 
do produto apreendido, o local e as condições em que se 
desenvolveu a ação criminosa, as circunstâncias da prisão, 
a conduta, a qualificação e os antecedentes do agente; ou 
II - requererá sua devolução para a realização de diligências 
necessárias. 
Parágrafo único. A remessa dos autos far-se-á sem prejuízo 
de diligências complementares: 
I - necessárias ou úteis à plena elucidação do fato, cujo 
resultado deverá ser encaminhado ao juízo competente até 
3 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento; 
 
 
 
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II - necessárias ou úteis à indicação dos bens, direitos e 
valores de que seja titular o agente, ou que figurem em seu 
nome, cujo resultado deverá ser encaminhado ao juízo 
competente até 3 (três) dias antes da audiência de instrução 
e julgamento. 
Art. 53. Em qualquer fase da persecução criminal relativa 
aos crimes previstos nesta Lei, são permitidos, além dos 
previstos em lei, mediante autorização judicial e ouvido o 
Ministério Público, os seguintes procedimentos 
investigatórios: 
I - a infiltração por agentes de polícia, em tarefas de 
investigação, constituída pelos órgãos especializados 
pertinentes; 
II - a não-atuação policial sobre os portadores de drogas, 
seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em 
sua produção, que se encontrem no território brasileiro, com 
a finalidade de identificar e responsabilizar maior número 
de integrantes de operações de tráfico e distribuição, sem 
prejuízo da ação penal cabível. 
Parágrafo único. Na hipótese do inciso II deste artigo, a 
autorização será concedida desde que sejam conhecidos o 
itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou 
de colaboradores. 
Seção II 
Da Instrução Criminal 
Art. 54. Recebidos em juízo os autos do inquérito policial, 
de Comissão Parlamentar de Inquérito ou peças de 
informação, dar-se-á vista ao Ministério Público para, no 
prazo de 10 (dez) dias, adotar uma das seguintes 
providências: 
I - requerer o arquivamento; 
II - requisitar as diligências que entender necessárias; 
III - oferecer denúncia, arrolar até 5 (cinco) testemunhas e 
requerer as demais provas que entender pertinentes. 
Art. 55. Oferecida a denúncia, o juiz ordenará a notificação 
do acusado para oferecer defesa prévia, por escrito, no prazo 
de 10 (dez) dias. 
§ 1º Na resposta, consistente em defesa preliminar e 
exceções, o acusado poderá argüir preliminares e invocar 
todas as razões de defesa, oferecer documentos e 
justificações, especificar as provas que pretende produzir e, 
até o número de 5 (cinco), arrolar testemunhas. 
§ 2º As exceções serão processadas em apartado, nos termos 
dos arts. 95 a 113 do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro 
de 1941 - Código de Processo Penal. 
§ 3º Se a resposta não for apresentada no prazo, o juiz 
nomeará defensor para oferecê-la em 10 (dez) dias, 
concedendo-lhe vista dos autos no ato de nomeação. 
§ 4º Apresentada a defesa, o juiz decidirá em 5 (cinco) dias. 
§ 5º Se entender imprescindível, o juiz, no prazo máximo de 
10 (dez) dias, determinará a apresentação do preso, 
realização de diligências, exames e perícias. 
Art. 56. Recebida a denúncia, o juiz designará dia e hora 
para a audiência de instrução e julgamento, ordenará a 
citação pessoal do acusado, a intimação do Ministério 
Público, do assistente, se for o caso, e requisitará os laudos 
periciais. 
§ 1º Tratando-se de condutas tipificadas como infração do 
disposto nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 a 37 desta Lei, o 
juiz, ao receber a denúncia, poderá decretar o afastamento 
cautelar do denunciado de suas atividades, se for 
funcionário público, comunicando ao órgão respectivo. 
§ 2º A audiência a que se refere o caput deste artigo será 
realizada dentro dos 30 (trinta) dias seguintes ao 
recebimento da denúncia, salvo se determinada a realização 
de avaliação para atestar dependência de drogas, quando se 
realizará em 90 (noventa) dias. 
Art. 57. Na audiência de instrução e julgamento, após o 
interrogatório do acusado e a inquirição das testemunhas, 
será dada a palavra, sucessivamente, ao representante do 
Ministério Público e ao defensor do acusado, para 
sustentação oral, pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada 
um, prorrogável por mais 10 (dez), a critério do juiz. 
Parágrafo único. Após proceder ao interrogatório, o juiz 
indagará das partes se restou algum fato para ser 
esclarecido, formulando as perguntas correspondentes se o 
entender pertinente e relevante. 
Art. 58. Encerrados os debates, proferirá o juiz sentença de 
imediato, ou o fará em 10 (dez) dias, ordenando que os autos 
para isso lhe sejam conclusos. 
§ 1º (Revogado pela Lei nº 12.961, de 2014) 
§ 2º (Revogado pela Lei nº 12.961, de 2014) 
Art. 59. Nos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 
a 37 desta Lei, o réu não poderá apelar sem recolher-se à 
prisão, salvo se for primário e de bons antecedentes, assim 
reconhecido na sentença condenatória. 
CAPÍTULO IV 
DA APREENSÃO, ARRECADAÇÃO E DESTINAÇÃO 
DE BENS DO ACUSADO 
Art. 60. O juiz, a requerimento do Ministério Público ou do 
assistente de acusação, ou mediante representação da 
autoridade de polícia judiciária, poderá decretar, no curso 
do inquérito ou da ação penal, a apreensão e outras medidas 
assecuratórias nos casos em que haja suspeita de que os 
bens, direitos ou valores sejam produto do crime ou 
constituam proveito dos crimes previstos nesta Lei, 
procedendo-se na forma dos arts. 125 e seguintes do 
Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de 
Processo Penal . (Redação dada pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
§ 1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
§ 2º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
§ 3º Na hipótese do art. 366 do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 
de outubro de 1941 - Código de Processo Penal , o juiz 
poderá determinar a prática de atos necessários à 
conservação dos bens, direitos ou valores. (Redação 
dada pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 4º A ordem de apreensão ou sequestro de bens, direitos 
ou valores poderá ser suspensa pelo juiz, ouvido o 
Ministério Público, quando a sua execução imediata puder 
comprometer as investigações. (Redação dada pela Lei 
nº 13.840, de 2019) 
Art. 60-A. Se as medidas assecuratórias de que trata o art. 
60 desta Lei recaírem sobre moeda estrangeira, títulos, 
valores mobiliários ou cheques emitidos como ordem de 
pagamento, será determinada, imediatamente, a sua 
conversão em moeda nacional. (Incluído pela Lei nº 
13.886, de 2019) 
 
 
 
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§ 1º A moeda estrangeira apreendida emespécie deve ser 
encaminhada a instituição financeira, ou equiparada, para 
alienação na forma prevista pelo Conselho Monetário 
Nacional. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 2º Na hipótese de impossibilidade da alienação a que se 
refere o § 1º deste artigo, a moeda estrangeira será 
custodiada pela instituição financeira até decisão sobre o 
seu destino. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 3º Após a decisão sobre o destino da moeda estrangeira a 
que se refere o § 2º deste artigo, caso seja verificada a 
inexistência de valor de mercado, seus espécimes poderão 
ser destruídos ou doados à representação diplomática do 
país de origem. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 4º Os valores relativos às apreensões feitas antes da data 
de entrada em vigor da Medida Provisória nº 885, de 17 de 
junho de 2019, e que estejam custodiados nas dependências 
do Banco Central do Brasil devem ser transferidos à Caixa 
Econômica Federal, no prazo de 360 (trezentos e sessenta) 
dias, para que se proceda à alienação ou custódia, de acordo 
com o previsto nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 
13.886, de 2019) 
Art. 61. A apreensão de veículos, embarcações, aeronaves 
e quaisquer outros meios de transporte e dos maquinários, 
utensílios, instrumentos e objetos de qualquer natureza 
utilizados para a prática dos crimes definidos nesta Lei será 
imediatamente comunicada pela autoridade de polícia 
judiciária responsável pela investigação ao juízo 
competente. (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
§ 1º O juiz, no prazo de 30 (trinta) dias contado da 
comunicação de que trata o caput , determinará a alienação 
dos bens apreendidos, excetuadas as armas, que serão 
recolhidas na forma da legislação específica. (Incluído 
pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 2º A alienação será realizada em autos apartados, dos 
quais constará a exposição sucinta do nexo de 
instrumentalidade entre o delito e os bens apreendidos, a 
descrição e especificação dos objetos, as informações sobre 
quem os tiver sob custódia e o local em que se 
encontrem. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 3º O juiz determinará a avaliação dos bens apreendidos, 
que será realizada por oficial de justiça, no prazo de 5 
(cinco) dias a contar da autuação, ou, caso sejam necessários 
conhecimentos especializados, por avaliador nomeado pelo 
juiz, em prazo não superior a 10 (dez) dias. (Incluído 
pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 4º Feita a avaliação, o juiz intimará o órgão gestor do 
Funad, o Ministério Público e o interessado para se 
manifestarem no prazo de 5 (cinco) dias e, dirimidas 
eventuais divergências, homologará o valor atribuído aos 
bens. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 5º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
§ 6º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.886, de 
2019) 
§ 7º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.886, 
de 2019) 
§ 8º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.886, 
de 2019) 
§ 9º O Ministério Público deve fiscalizar o cumprimento da 
regra estipulada no § 1º deste artigo. (Incluído pela 
Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 10. Aplica-se a todos os tipos de bens confiscados a regra 
estabelecida no § 1º deste artigo. (Incluído pela Lei 
nº 13.886, de 2019) 
§ 11. Os bens móveis e imóveis devem ser vendidos por 
meio de hasta pública, preferencialmente por meio 
eletrônico, assegurada a venda pelo maior lance, por preço 
não inferior a 50% (cinquenta por cento) do valor da 
avaliação judicial. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 
2019) 
§ 12. O juiz ordenará às secretarias de fazenda e aos órgãos 
de registro e controle que efetuem as averbações 
necessárias, tão logo tenha conhecimento da 
apreensão. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 13. Na alienação de veículos, embarcações ou aeronaves, 
a autoridade de trânsito ou o órgão congênere competente 
para o registro, bem como as secretarias de fazenda, devem 
proceder à regularização dos bens no prazo de 30 (trinta) 
dias, ficando o arrematante isento do pagamento de multas, 
encargos e tributos anteriores, sem prejuízo de execução 
fiscal em relação ao antigo proprietário. (Incluído 
pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 14. Eventuais multas, encargos ou tributos pendentes de 
pagamento não podem ser cobrados do arrematante ou do 
órgão público alienante como condição para regularização 
dos bens. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 15. Na hipótese de que trata o § 13 deste artigo, a 
autoridade de trânsito ou o órgão congênere competente 
para o registro poderá emitir novos identificadores dos 
bens. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
Art. 62. Comprovado o interesse público na utilização de 
quaisquer dos bens de que trata o art. 61, os órgãos de 
polícia judiciária, militar e rodoviária poderão deles fazer 
uso, sob sua responsabilidade e com o objetivo de sua 
conservação, mediante autorização judicial, ouvido o 
Ministério Público e garantida a prévia avaliação dos 
respectivos bens. (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
§ 1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.886, 
de 2019) 
§ 1º-A. O juízo deve cientificar o órgão gestor do Funad 
para que, em 10 (dez) dias, avalie a existência do interesse 
público mencionado no caput deste artigo e indique o órgão 
que deve receber o bem. (Incluído pela Lei nº 13.886, 
de 2019) 
§ 1º-B. Têm prioridade, para os fins do § 1º-A deste artigo, 
os órgãos de segurança pública que participaram das ações 
de investigação ou repressão ao crime que deu causa à 
medida. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 2º A autorização judicial de uso de bens deverá conter a 
descrição do bem e a respectiva avaliação e indicar o órgão 
responsável por sua utilização. (Redação dada pela 
Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 3º O órgão responsável pela utilização do bem deverá 
enviar ao juiz periodicamente, ou a qualquer momento 
quando por este solicitado, informações sobre seu estado de 
conservação. (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
 
 
 
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§ 4º Quando a autorização judicial recair sobre veículos, 
embarcações ou aeronaves, o juiz ordenará à autoridade ou 
ao órgão de registro e controle a expedição de certificado 
provisório de registro e licenciamento em favor do órgão ao 
qual tenha deferido o uso ou custódia, ficando este livre do 
pagamento de multas, encargos e tributos anteriores à 
decisão de utilização do bem até o trânsito em julgado da 
decisão que decretar o seu perdimento em favor da 
União. (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
§ 5º Na hipótese de levantamento, se houver indicação de 
que os bens utilizados na forma deste artigo sofreram 
depreciação superior àquela esperada em razão do 
transcurso do tempo e do uso, poderá o interessado requerer 
nova avaliação judicial. (Redação dada pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
§ 6º Constatada a depreciação de que trata o § 5º, o ente 
federado ou a entidade que utilizou o bem indenizará o 
detentor ou proprietário dos bens. (Redação dada 
pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 7º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
§ 8º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
§ 9º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.840, 
de 2019) 
§ 10. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
§ 11. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
 Art. 62-A. O depósito, em dinheiro, de valores referentes 
ao produto da alienação ou a numerários apreendidos ou que 
tenham sido convertidos deve ser efetuado na Caixa 
Econômica Federal, por meio de documento de arrecadação 
destinado a essa finalidade. (Incluídopela Lei nº 
13.886, de 2019) 
§ 1º Os depósitos a que se refere o caput deste artigo devem 
ser transferidos, pela Caixa Econômica Federal, para a conta 
única do Tesouro Nacional, independentemente de qualquer 
formalidade, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, contado 
do momento da realização do depósito, onde ficarão à 
disposição do Funad. (Incluído pela Lei nº 13.886, 
de 2019) 
§ 2º Na hipótese de absolvição do acusado em decisão 
judicial, o valor do depósito será devolvido a ele pela Caixa 
Econômica Federal no prazo de até 3 (três) dias úteis, 
acrescido de juros, na forma estabelecida pelo § 4º do art. 
39 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 
1995. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 3º Na hipótese de decretação do seu perdimento em favor 
da União, o valor do depósito será transformado em 
pagamento definitivo, respeitados os direitos de eventuais 
lesados e de terceiros de boa-fé. (Incluído pela Lei 
nº 13.886, de 2019) 
§ 4º Os valores devolvidos pela Caixa Econômica Federal, 
por decisão judicial, devem ser efetuados como anulação de 
receita do Funad no exercício em que ocorrer a 
devolução. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 5º A Caixa Econômica Federal deve manter o controle dos 
valores depositados ou devolvidos. (Incluído pela 
Lei nº 13.886, de 2019) 
Art. 63. Ao proferir a sentença, o juiz decidirá 
sobre: (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 2019) 
I - o perdimento do produto, bem, direito ou valor 
apreendido ou objeto de medidas assecuratórias; 
e (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
II - o levantamento dos valores depositados em conta 
remunerada e a liberação dos bens utilizados nos termos do 
art. 62. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 1º Os bens, direitos ou valores apreendidos em 
decorrência dos crimes tipificados nesta Lei ou objeto de 
medidas assecuratórias, após decretado seu perdimento em 
favor da União, serão revertidos diretamente ao 
Funad. (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 2019) 
§ 2º O juiz remeterá ao órgão gestor do Funad relação dos 
bens, direitos e valores declarados perdidos, indicando o 
local em que se encontram e a entidade ou o órgão em cujo 
poder estejam, para os fins de sua destinação nos termos da 
legislação vigente. (Redação dada pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
§ 3º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 
13.886, de 2019) 
§ 4º Transitada em julgado a sentença condenatória, o juiz 
do processo, de ofício ou a requerimento do Ministério 
Público, remeterá à Senad relação dos bens, direitos e 
valores declarados perdidos em favor da União, indicando, 
quanto aos bens, o local em que se encontram e a entidade 
ou o órgão em cujo poder estejam, para os fins de sua 
destinação nos termos da legislação vigente. 
§ 4º-A. Antes de encaminhar os bens ao órgão gestor do 
Funad, o juíz deve: (Incluído pela Lei nº 13.886, 
de 2019) 
I – ordenar às secretarias de fazenda e aos órgãos de registro 
e controle que efetuem as averbações necessárias, caso não 
tenham sido realizadas quando da apreensão; 
e (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
II – determinar, no caso de imóveis, o registro de 
propriedade em favor da União no cartório de registro de 
imóveis competente, nos termos do caput e do parágrafo 
único do art. 243 da Constituição Federal, afastada a 
responsabilidade de terceiros prevista no inciso VI 
do caput do art. 134 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 
1966 (Código Tributário Nacional), bem como determinar à 
Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da 
União a incorporação e entrega do imóvel, tornando-o livre 
e desembaraçado de quaisquer ônus para sua 
destinação. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 5º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
§ 6º Na hipótese do inciso II do caput , decorridos 360 
(trezentos e sessenta) dias do trânsito em julgado e do 
conhecimento da sentença pelo interessado, os bens 
apreendidos, os que tenham sido objeto de medidas 
assecuratórias ou os valores depositados que não forem 
reclamados serão revertidos ao Funad. (Incluído 
pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Art. 63-A. Nenhum pedido de restituição será conhecido 
sem o comparecimento pessoal do acusado, podendo o juiz 
determinar a prática de atos necessários à conservação de 
bens, direitos ou valores. (Incluído pela Lei nº 
13.840, de 2019) 
 
 
 
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Art. 63-B. O juiz determinará a liberação total ou parcial 
dos bens, direitos e objeto de medidas assecuratórias 
quando comprovada a licitude de sua origem, mantendo-se 
a constrição dos bens, direitos e valores necessários e 
suficientes à reparação dos danos e ao pagamento de 
prestações pecuniárias, multas e custas decorrentes da 
infração penal. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
Art. 63-C. Compete à Senad, do Ministério da Justiça e 
Segurança Pública, proceder à destinação dos bens 
apreendidos e não leiloados em caráter cautelar, cujo 
perdimento seja decretado em favor da União, por meio das 
seguintes modalidades: (Incluído pela Lei nº 
13.886, de 2019) 
I – alienação, mediante: (Incluído pela Lei nº 13.886, 
de 2019) 
a) licitação; (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
b) doação com encargo a entidades ou órgãos públicos, bem 
como a comunidades terapêuticas acolhedoras que 
contribuam para o alcance das finalidades do Funad; 
ou (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
c) venda direta, observado o disposto no inciso II 
do caput do art. 24 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 
1993; (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
II – incorporação ao patrimônio de órgão da administração 
pública, observadas as finalidades do 
Funad; (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
III – destruição; ou (Incluído pela Lei nº 13.886, de 
2019) 
IV – inutilização. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 
2019) 
§ 1º A alienação por meio de licitação deve ser realizada na 
modalidade leilão, para bens móveis e imóveis, 
independentemente do valor de avaliação, isolado ou 
global, de bem ou de lotes, assegurada a venda pelo maior 
lance, por preço não inferior a 50% (cinquenta por cento) do 
valor da avaliação. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 
2019) 
§ 2º O edital do leilão a que se refere o § 1º deste artigo será 
amplamente divulgado em jornais de grande circulação e 
em sítios eletrônicos oficiais, principalmente no Município 
em que será realizado, dispensada a publicação em diário 
oficial. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 3º Nas alienações realizadas por meio de sistema 
eletrônico da administração pública, a publicidade dada 
pelo sistema substituirá a publicação em diário oficial e em 
jornais de grande circulação. (Incluído pela Lei nº 
13.886, de 2019) 
§ 4º Na alienação de imóveis, o arrematante fica livre do 
pagamento de encargos e tributos anteriores, sem prejuízo 
de execução fiscal em relação ao antigo 
proprietário. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 5º Na alienação de veículos, embarcações ou aeronaves 
deverão ser observadas as disposições dos §§ 13 e 15 do art. 
61 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 
2019) 
§ 6º Aplica-se às alienações de que trata este artigo a 
proibição relativa à cobrança de multas, encargos ou 
tributos prevista no § 14 do art. 61 desta 
Lei. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 7º A Senad, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, 
pode celebrar convênios ou instrumentos congêneres com 
órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito 
Federal ou dos Municípios, bem como com comunidades 
terapêuticas acolhedoras, a fim de dar imediato 
cumprimentoao estabelecido neste artigo. (Incluído 
pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 8º Observados os procedimentos licitatórios previstos em 
lei, fica autorizada a contratação da iniciativa privada para 
a execução das ações de avaliação, de administração e de 
alienação dos bens a que se refere esta 
Lei. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
Art. 63-D. Compete ao Ministério da Justiça e Segurança 
Pública regulamentar os procedimentos relativos à 
administração, à preservação e à destinação dos recursos 
provenientes de delitos e atos ilícitos e estabelecer os 
valores abaixo dos quais se deve proceder à sua destruição 
ou inutilização. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 
2019) 
Art. 63-E. O produto da alienação dos bens apreendidos ou 
confiscados será revertido integralmente ao Funad, nos 
termos do parágrafo único do art. 243 da Constituição 
Federal, vedada a sub-rogação sobre o valor da arrematação 
para saldar eventuais multas, encargos ou tributos pendentes 
de pagamento. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 
2019) 
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo não 
prejudica o ajuizamento de execução fiscal em relação aos 
antigos devedores. (Incluído pela Lei nº 13.886, 
de 2019) 
Art. 63-F. Na hipótese de condenação por infrações às quais 
esta Lei comine pena máxima superior a 6 (seis) anos de 
reclusão, poderá ser decretada a perda, como produto ou 
proveito do crime, dos bens correspondentes à diferença 
entre o valor do patrimônio do condenado e aquele 
compatível com o seu rendimento lícito. (Incluído 
pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 1º A decretação da perda prevista no caput deste artigo 
fica condicionada à existência de elementos probatórios que 
indiquem conduta criminosa habitual, reiterada ou 
profissional do condenado ou sua vinculação a organização 
criminosa. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 2º Para efeito da perda prevista no caput deste artigo, 
entende-se por patrimônio do condenado todos os 
bens: (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
I – de sua titularidade, ou sobre os quais tenha domínio e 
benefício direto ou indireto, na data da infração penal, ou 
recebidos posteriormente; e (Incluído pela Lei nº 
13.886, de 2019) 
II – transferidos a terceiros a título gratuito ou mediante 
contraprestação irrisória, a partir do início da atividade 
criminal. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
§ 3º O condenado poderá demonstrar a inexistência da 
incompatibilidade ou a procedência lícita do 
patrimônio. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019) 
Art. 64. A União, por intermédio da Senad, poderá firmar 
convênio com os Estados, com o Distrito Federal e com 
organismos orientados para a prevenção do uso indevido de 
drogas, a atenção e a reinserção social de usuários ou 
dependentes e a atuação na repressão à produção não 
autorizada e ao tráfico ilícito de drogas, com vistas na 
 
 
 
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Direito Administrativo – De 
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liberação de equipamentos e de recursos por ela 
arrecadados, para a implantação e execução de programas 
relacionados à questão das drogas. 
TÍTULO V 
DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL 
Art. 65. De conformidade com os princípios da não-
intervenção em assuntos internos, da igualdade jurídica e do 
respeito à integridade territorial dos Estados e às leis e aos 
regulamentos nacionais em vigor, e observado o espírito das 
Convenções das Nações Unidas e outros instrumentos 
jurídicos internacionais relacionados à questão das drogas, 
de que o Brasil é parte, o governo brasileiro prestará, 
quando solicitado, cooperação a outros países e organismos 
internacionais e, quando necessário, deles solicitará a 
colaboração, nas áreas de: 
I - intercâmbio de informações sobre legislações, 
experiências, projetos e programas voltados para atividades 
de prevenção do uso indevido, de atenção e de reinserção 
social de usuários e dependentes de drogas; 
II - intercâmbio de inteligência policial sobre produção e 
tráfico de drogas e delitos conexos, em especial o tráfico de 
armas, a lavagem de dinheiro e o desvio de precursores 
químicos; 
III - intercâmbio de informações policiais e judiciais sobre 
produtores e traficantes de drogas e seus precursores 
químicos. 
TÍTULO V-A 
(Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
DO FINANCIAMENTO DAS POLÍTICAS SOBRE 
DROGAS 
 Art. 65-A . (VETADO). (Incluído pela Lei 
nº 13.840, de 2019) 
TÍTULO VI 
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
Art. 66. Para fins do disposto no parágrafo único do art. 1º 
desta Lei, até que seja atualizada a terminologia da lista 
mencionada no preceito, denominam-se drogas substâncias 
entorpecentes, psicotrópicas, precursoras e outras sob 
controle especial, da Portaria SVS/MS nº 344, de 12 de maio 
de 1998. 
Art. 67. A liberação dos recursos previstos na Lei nº 7.560, 
de 19 de dezembro de 1986, em favor de Estados e do 
Distrito Federal, dependerá de sua adesão e respeito às 
diretrizes básicas contidas nos convênios firmados e do 
fornecimento de dados necessários à atualização do sistema 
previsto no art. 17 desta Lei, pelas respectivas polícias 
judiciárias. 
Art. 67-A. Os gestores e entidades que recebam recursos 
públicos para execução das políticas sobre drogas deverão 
garantir o acesso às suas instalações, à documentação e a 
todos os elementos necessários à efetiva fiscalização pelos 
órgãos competentes. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
Art. 68. A União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios poderão criar estímulos fiscais e outros, 
destinados às pessoas físicas e jurídicas que colaborem na 
prevenção do uso indevido de drogas, atenção e reinserção 
social de usuários e dependentes e na repressão da produção 
não autorizada e do tráfico ilícito de drogas. 
Art. 69. No caso de falência ou liquidação extrajudicial de 
empresas ou estabelecimentos hospitalares, de pesquisa, de 
ensino, ou congêneres, assim como nos serviços de saúde 
que produzirem, venderem, adquirirem, consumirem, 
prescreverem ou fornecerem drogas ou de qualquer outro 
em que existam essas substâncias ou produtos, incumbe ao 
juízo perante o qual tramite o feito: 
I - determinar, imediatamente à ciência da falência ou 
liquidação, sejam lacradas suas instalações; 
II - ordenar à autoridade sanitária competente a urgente 
adoção das medidas necessárias ao recebimento e guarda, 
em depósito, das drogas arrecadadas; 
III - dar ciência ao órgão do Ministério Público, para 
acompanhar o feito. 
§ 1º Da licitação para alienação de substâncias ou produtos 
não proscritos referidos no inciso II do caput deste artigo, 
só podem participar pessoas jurídicas regularmente 
habilitadas na área de saúde ou de pesquisa científica que 
comprovem a destinação lícita a ser dada ao produto a ser 
arrematado. 
§ 2º Ressalvada a hipótese de que trata o § 3º deste artigo, o 
produto não arrematado será, ato contínuo à hasta pública, 
destruído pela autoridade sanitária, na presença dos 
Conselhos Estaduais sobre Drogas e do Ministério Público. 
§ 3º Figurando entre o praceado e não arrematadas 
especialidades farmacêuticas em condições de emprego 
terapêutico, ficarão elas depositadas sob a guarda do 
Ministério da Saúde, que as destinará à rede pública de 
saúde. 
Art. 70. O processo e o julgamento dos crimes previstos nos 
arts. 33 a 37 desta Lei, se caracterizado ilícito transnacional, 
são da competência da Justiça Federal. 
Parágrafo único. Os crimes praticados nos Municípios que 
não sejam sede de vara federal serão processados e julgados 
na vara federal da circunscrição respectiva. 
Art. 71. (VETADO) 
Art. 72. Encerrado o processo criminal ou arquivado o 
inquérito policial, o juiz, de ofício, mediante representação 
da autoridade de polícia judiciária, ou a requerimento do 
Ministério Público, determinará a destruição das amostras 
guardadas para contraprova,certificando nos 
autos. (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Art. 73. A União poderá estabelecer convênios com os 
Estados e o com o Distrito Federal, visando à prevenção e 
repressão do tráfico ilícito e do uso indevido de drogas, e 
com os Municípios, com o objetivo de prevenir o uso 
indevido delas e de possibilitar a atenção e reinserção social 
de usuários e dependentes de drogas. (Redação dada 
pela Lei nº 12.219, de 2010) 
Art. 74. Esta Lei entra em vigor 45 (quarenta e cinco) dias 
após a sua publicação. 
Art. 75. Revogam-se a Lei nº 6.368, de 21 de outubro de 
1976, e a Lei nº 10.409, de 11 de janeiro de 2002. 
 
 
 
 
 
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Manual Caseiro 
 
Direito Administrativo – De 
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15. Referências Bibliográficas 
Os informativos mencionados neste material foram extraídos do site do Dizer o Direito. Disponível em 
<www.dizerodireito.com.br>Acesso em 16.06.2020. 
As questões incluídas neste material foram retiradas da plataforma do Qconcursos. Disponível em 
<www.qconcursos.com.br>Acesso em 19.06.2020. 
Informativos. Disponível em < 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/listar?categoria=18&subcategoria=184&assunto
=633>. Acesso em 22.05.2020. 
Crimes de perigo abstrato. Disponível em <https://jus.com.br/artigos/73188/crime-de-perigo-abstrato> 
Acesso em 18.06.2020. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O crime de estupro é tipo misto alternativo. Buscador Dizer o 
Direito, Manaus. Disponível em: < 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/411ae1bf081d1674ca6091f8c59a266f >. 
Acesso em: 19/06/2020. 
Lei n. 11.343/2006 disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-
2006/2006/lei/l11343.htm >. Acesso em: 19/06/2020. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Mera intuição de que está havendo tráfico de drogas na casa não 
autoriza o ingresso sem mandado judicial ou consentimento do morador. Buscador Dizer o Direito, Manaus. 
Disponível em: < 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/037a595e6f4f0576a9efe43154d71c18 >. 
Acesso em: 19/06/2020. 
Gonçalves, Victor Eduardo Rios. Legislação penal especial / Victor Eduardo Rios Gonçalves, José Paulo 
Baltazar Junior; coordenador Pedro Lenza. – 2. ed. – São Paulo : Saraiva, 2016. – (Coleção esquematizado®) 
1. Direito penal - Legislação - Brasil I. Baltazar Junior, José Paulo. II. Título. III. Série. CDU-
343.3/.7(81)(094.56). 
Disponível em <https://meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br/2020/04/08/figura-policial-disfarcado-e-
mitigacao-flagrante-preparado/> Acesso em: 21/06/2020. 
Fábio Roque Araújo, Nestor Távora e Rosmar Rodrigues Alencar. Legislação Criminal para Concursos. 5ª 
edição, revista, atualizada e ampliada. Editora Juspodivm. 2020.

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