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30/11/2020 Lei de Drogas
https://www.remnote.io/document/TYBSTiBmeknCejcFG?locationAnchor=3xXKdm83xTqkCXPCJ 1/17
Legislação Penal Extravagante
Lei de Drogas
 ›
Conceito de droga :::
as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou 
relacionados em listasatualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União.
Logo, deve estar previsto em lei ou em ato administrativo.
Atualmente o assunto droga é regulado pela Lei 11.343/06, que revogou expressamente as Leis nº 
6368/76 e 10409/021. Quando comparada com a antiga lei de drogas (lei 6368/76), percebe-se que a 
lei 11343/06 conferiu um tratamento mais rigoroso ao traficante e mais brando ao usuário de drogas, 
bem como inovou ao abolir a pena privativa de liberdade ao usuário de drogas (art. 28, caput, da Lei 
11343/06)
As drogas são taxadas por norma penal do tipo:: em branco, heterogêneas, em sentido estrigo ou 
heterólogas, pois são previstas em lista do Ministério da Saúde, cujo complemento advém de ato 
confeccionado por forma diversa (Portaria da AVISA)
STJ: não precisa de exame pericial para verificar que a droga causa dependência, mas apenas para 
determinar a natureza e a quantidade da substância apreendida, nos termos da Lei. Basta verificar 
se a droga está na lista da SVS/MS para ela ser considerada como droga que cause dependência, 
gozando de presunção absoluta neste sentido.
Se uma substância for excluída do rol de drogas da Portaria 344/98, ainda haverá delito?:: NÃO! 
Haverá abolitio criminis.
Ressalvas à proibição das drogas :::
Uso estritamente religioso é necessário que:: haja autorização legal ou regulamentar. O 
dispositivo faz menção à Convenção de Viena das Nações Unidas sobre Substâncias Psicotrópicas.
Fins Medicinais ou Científicos:: é necessária a autorização legal ou regulamentar, devendo 
haver local próprio e prazo determinado, mediante fiscalização.
Marcha pela Maconha é um movimento que foi considerado constitucional pelo STF, pois prevaleceu 
a liberdade de pensamento, expressão, informação e comunicação. 
Art. 26 da Lei 11343/06: O usuário e o dependente de drogas que, em razão da prática de infração 
penal, estiverem cumprindo pena privativa de liberdade ou submetidos a medida de segurança, têm 
garantidos os serviços de atenção à sua saúde, definidos pelo respectivo sistema penitenciário.
Consumo pessoal - artigo 28 da LD:: Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou 
trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação 
legal ou regulamentar.
Com relação à última lei de drogas, houve novatio legis in mellius, pois despenalizou o crime, 
aplicando medidas diversas da prisão.
O STJ já falou que o porte de drogas para consumo pessoal é crime, havendo apenas sua 
despenalização.
A condenação pelo crime do artigo 28 da LD não pode gerar reincidência, pois se nas 
contravenções, onde há punição com prisão simples, não gera reincidência para crime, seria 
desproporcional utilizar o art. 28 da LD para fins de reincidência, pois as penas são :::
advertência;
prestação de serviços à comunidade;
medida educativa;
?
30/11/2020 Lei de Drogas
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Está pendente no STF julgamento sobre a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal.
O consumo próprio é elemento do tipo, consubstanciado em especial fim de agir. 
É um crime de perigo abstrato (perigo presumido) , punindo o agente em razão do risco gerado à 
saúde pública, sendo desnecessária a demonstração, no caso concreto, do efetivo perigo causado ao 
bem jurídico tutelado pela norma penal incriminadora.
Qual crime comete o militar que é surpreendido trazendo droga no interior da Organização 
Militar?:: Crime previsto no art. 290 do CPM, aplicando-se o princípio da especialidade afasta-se o 
artigo 28 da LD.
Cultivo para uso pessoal também é crime do artigo 28?:: Sim! Há uma figura equiparada no §1° do 
art. 28.
Por qual delito responde o agente que cultiva pequena quantidade de planta com o objetivo de 
preparar droga para ser consumida de modo compartilhado?:: Art. 33, §3° - oferecer droga sem 
objetivo de lucro para alguém de seu relacionamento para, juntos, consumirem.
Há duas correntes acerca da natureza jurídica do crime de porte de drogas para consumo 
próprio :::
Não é uma infração penal, pois não há cominação de pena privativa da liberdade igual determina 
a Lei de Introdução ao Código Penal.
É uma infração penal, só houve despenalização (STJ).
Crime de tipos mistos alternativos, de ação múltipla ou conteúdo variado.
Não está tipificado o uso pretérito da droga. Se você acabou de fumar um baseado e um exame de 
sangue constate isso, é indiferente penal. A lei pune apenas o perigo social representado pela 
detenção atual da substância, que deixa de existir quando consumida. 
A quem compete provar que a droga encontrada em poder do agente não era destinada ao 
consumo pessoal, a fim de configurar tráfico de drogas em vez de posse/porte de drogas?:: 
Cabe ao Ministério Público.
Quais são os sistemas para diferenciar o usuário do traficante? :::
Sistema da quantificação legal:: há estipulação em lei de um quantum diário para o consumo 
pessoal.
Sistema da quantificação judicial:: cabe ao Juiz analisar as circunstâncias fáticas do caso 
concreto para decidir pelo porte de drogas para o consumo pessoal. - ADOTADO NO BRASIL!
Se o agente adquire para consumo pessoal, e depois vende uma parte, qual é o crime?:: Somente 
o tráfico de drogas, ante a ausência do fim especial de agir, que é o consumo próprio.
Para determinar se a droga se destinava a consumo pessoal ou ao tráfico, o juiz atenderá à :::
natureza da droga
quantidade da substância apreendida
local
condições em que se desenvolveu a ação
circunstâncias sociais e pessoais
conduta do agente
antecedentes do agente
Se o juiz ficar com dúvida entre o porte/posse e tráfico de drogas, deverá condenar pelo crime::
menos grave - in dubio pro reo - STJ.
STF e STJ: A grande quantidade de substância entorpecente apreendida é circunstância judicial 
que :::
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justifica o aumento da pena-base acima do mínimo legal.
Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 
do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a 
conduta social do agente.
Quanto à consumação e tentativa, é crime:: formal, de consumação antecipada. Não precisa 
ocorrência de lesão ao bem, basta realização das condutas do tipo.
Aplica-se o princípio da insignificância ao art. 28 da LD???:: Há divergência no STF e no STJ!
STJ:: não se aplica, pois é crime de perigo abstrato, contra a saúde pública, sendo irrelevante a 
pequena quantidade de droga apreendida.
STF:: aplica-se. Deve ficar demonstrado que a conduta lesione o bem jurídico. A intervenção é 
desproporcional.
Cabe habeas corpus em relação ao delito do art. 28 da LD?:: NÃO! Não há possibilidade de prisão, 
sendo incabível HC, cuja finaliade constitucional é a tutela jurisdicional da liberdade de locomoção do 
ser humano. Súmula 693 do STF: Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de 
multa, ou relativa a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única 
cominada.
Como as penas do art. 28 da LD são aplicadas? :::
Por transação penal: não gera reincidência, proposta pelo MP, e não pelo juiz.
Por sentença: gera reincidência específica - só para o caso do art. 28, e aí a próxima pena será 
diferente em caso de reincidência de uso, sendo admoestação verbal e multa.
Penas do art. 28 da LD :::
advertência: Enunciado 84 FONAJE: em caso de ausência injustificada do usuário de drogas à 
audiência de aplicação da pena de advertência, cabe sua condução coercitiva;
prestação de serviços à comunidade: será cumpridaem programas comunitários, entidades 
educacionais ou assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, públicos ou privados sem 
fins lucrativos, que se ocupem, preferencialmente, da prevenção do consumo ou da recuperação 
de usuários e dependentes de drogas (art. 28, § 5º). Será aplicada pelo prazo de 5 meses, se 
primário; 10 meses, se reincidente ESPECÍFICO (STJ) (cf. §§ 3º e 4º do art. 28).
medida educativa de comparecimento a programa ou a curso: será aplicada pelo prazo 
máximo de 5 (cinco) meses (art. 28, § 3º), salvo se o condenado for reincidente ESPECÍFICO (STJ), 
hipótese em que o prazo máximo se eleva para 10 (dez) meses (art. 28, § 4º). Por sua vez, “a 
periodicidade do comparecimento deve guardar correspondência com a estrutura estabelecida 
pelo curso
Nos casos de II - prestação de serviços à comunidade; III - medida educativa de comparecimento 
a programa ou curso educativo, as penas só podem ser aplicadas pelo prazo máximo de 5 meses. 
O § 4º prevê que: “em caso de reincidência, as penas previstas nos incisos II e III do caput deste 
artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses.” A reincidência de que trata o § 4º é 
a reincidência específica. Assim, se um indivíduo já condenado definitivamente por roubo, pratica 
o crime do art. 28, ele não se enquadra no § 4º. Isso porque se trata de reincidente genérico. O § 
4º ao falar de reincidente, está se referindo ao crime do caput do art. 28. STJ. 6ª Turma. REsp 
1771304-ES, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 10/12/2019 (Info 662).
As penas podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente , podendo ser substituídas a qualquer 
tempo uma pelas outras, ouvidos o MP e o defensor. 
O art. 28 da LD gera reincidência?:: O STJ entende que a condenação anterior pelo art. 28 da Lei nº 
11.343/2006 (porte de droga para uso próprio) NÃO configura reincidência. Argumento principal: se 
a contravenção penal, que é punível com pena de prisão simples, não configura reincidência, mostra-
se desproporcional utilizar o art. 28 da LD para fins de reincidência, considerando que este delito é 
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punido apenas com “advertência”, “prestação de serviços à comunidade” e “medida educativa”, ou, 
seja, sanções menos graves e nas quais não há qualquer possibilidade de conversão em pena privativa 
de liberdade pelo descumprimento. Há de se considerar, ainda, que a própria constitucionalidade do 
art. 28 da LD está sendo fortemente questionada. STJ. 5ª Turma. HC 453437/SP, Rel. Min. Reynaldo 
Soares da Fonseca, julgado em 04/10/2018. STJ. 5ª Turma. AgRg-AREsp 1.366.654/SP, Rel. Min. Ribeiro 
Dantas, julgado em 13/12/2018. STJ. 6ª Turma. REsp 1672654/SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis 
Moura, julgado em 21/08/2018 (Info 632).
O art. 28 da LD revoga o sursis da Lei n. 9.099/95? :::
O processamento do réu pela prática da conduta descrita no art. 28 da Lei de Drogas no curso do 
período de prova deve ser considerado como causa de revogação FACULTATIVA da suspensão 
condicional do processo. A contravenção penal tem efeitos primários mais deletérios que o crime 
do art. 28 da Lei de Drogas. Assim, mostra-se desproporcional que o mero processamento do réu 
pela prática do crime previsto no art. 28 da Lei nº 11.343/2006 torne obrigatória a revogação da 
suspensão condicional do processo, enquanto o processamento por contravenção penal ocasione 
a revogação facultativa. STJ. 5ª Turma. REsp 1795962-SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 
10/03/2020 (Info 668).
A suspensão será obrigatoriamente revogada se, no curso do prazo o beneficiário vier a ser 
processado por outro crime (art. 89, § 3º da Lei nº 9.099/95). Trata-se de causa de revogação 
obrigatória.
Por outro lado, a suspensão poderá ser revogada pelo juiz se o acusado vier a ser processado, no 
curso do prazo, por contravenção (art. 89, § 4º). Trata-se de causa de revogação facultativa.
É possível substituir ou converter as penas do art. 28 da LD em prisão?:: NÃO! Não há previsão de 
pena privativa da liberdade, então não pode haver conversão, ainda que haja o descumprimento. O 
que acontece é são as medidas de apoio ou coercitivas, quais sejam: admoestação verbal e multa, 
sendo aplicadas sucessivamente. Só se aplica multa se a admoestação não funcionar.
Para onde vai a multa do art. 28 da LD?:: FUNAD!
O juiz pode determinar internação em razão de uso de drogas?:: Não, mas pode determinar ao 
Poder Público que coloque à disposição do infrator, gratuitamente, estabelecimento de saúde, 
preferencialmente ambulatorial, para tratamento especializado.
Adolescente que pratica um ato infracional análogo ao delito de porte de entorpecente (art. 28, 
caput, da Lei 11343/06) pode ser privado da liberdade com aplicação das medidas 
socioeducativa de internação ou semiliberdade?:: NÃO! O art. 28 da Lei de Drogas não prevê pena 
privativa de liberdade. Logo, não faz sentido punir de forma mais grave na seara da persecução 
socioeducativa
Em quanto tempo prescreve a pena do art. 28 da LD?:: segundo o artigo 30 da LD, em dois anos!
Onde se processa o crime do art. 28 da LD?:: Nos juizados especiais estaduais, pois são crimes de 
menor potencial ofensivo. Há disposição expressa neste sentido na lei de drogas.
Há hipótese de cabimento de processar o art. 28 da LD na Justiça Federal?:: SIM! Se for praticado 
à bordo de navio e aeronave em contexto de transnacionalidade.
Há prisão em flagrante para quem estiver praticando o delito do art. 28 da LD?:: NÃO! o autor 
será encaminhado imediatamente ao juízo competente ou, na falta deste, assumir compromisso de 
comparecimento, lavrando-se o TCO e providenciando a autoridade policial os exames periciais 
necessários.
Importar pequenas quantidades de sementes de maconha tipifica o art. 28 da LD?:: Não! O STJ 
tem reconhecido a atipicidade da conduta, quando restar demonstrado que a importação de 
pequena quantidade de sementes de entorpecente se destinava ao consumo pessoal. Isso porque a 
quantidade pequena foi destinada para uso próprio, e não há tipificação de importação para uso 
próprio. MAS, se for grande quantidade, é tráfico na modalidade equiparada, §1°, inciso I do 33.
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REPRESSÃO 
Art. 31. É indispensável a licença prévia da autoridade competente para produzir, extrair, fabricar, 
transformar, preparar, possuir, manter em depósito, importar, exportar, reexportar, remeter, 
transportar, expor, oferecer, vender, comprar, trocar, ceder ou adquirir, para qualquer fim, drogas 
ou matéria-prima destinada à sua preparação, observadas as demais exigências legais.
Art. 32. As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelo delegado de polícia na 
forma do art. 50-A, que recolherá quantidade suficiente para exame pericial, de tudo lavrando 
auto de levantamento das condições encontradas, com a delimitação do local, asseguradas as 
medidas necessárias para a preservação da prova :::
§ 3º Em caso de ser utilizada a queimada para destruir a plantação, observar-se-á, além das 
cautelas necessárias à proteção ao meio ambiente, o disposto no 
no que couber, dispensada a autorização prévia do órgão próprio do Sistema 
Nacional do Meio Ambiente - Sisnama.
Decreto nº 2.661, de 8 de 
julho de 1998, 
§ 4º As glebas cultivadas com plantações ilícitas serão expropriadas, conforme o disposto no 
de acordo com a legislação em vigor.art. 243 da Constituição Federal, 
A expropriação recai sobre somente a área da plantação?:: Não! Sobre TODA a gleba.
A expropriação atinge bem de família??:: SIM! A própria Lei 8009/90 possui exceção, onde 
consta que produto de crime ou para a execução de sentença penal condenatória a ressarcimento 
ou perdimento de bens. Se há exceção legal para o imóvel adquirido por produto de crime, 
também há no caso de cultura de plantas psicotrópicas.
É possível afastar a sanção do art. 243da CF por culpa?:: NÃO! A expropriação prevista no art. 
243, da Constituição Federal, pode ser afastada desde que o proprietário comprove que não 
incorreu em culpa, ainda que in vigilando ou in elegendo. Não pode haver culpa. Deve ficar 
demonstrado o dever de fiscalização.
As propriedades rurais e urbanas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas 
ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo na forma da lei serão 
expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem qualquer 
indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei, observado, no que 
couber, o disposto no art. 5º.
Art. 50-A. a destruição de drogas apreendidas sem a ocorrência de prisão em flagrante em 
flagrante será realizada por incineração, no prazo máximo de 30 dias a contar da data da 
apreensão, mantendo a amostra necessária à realização do laudo definitivo. Não há mais 
exigência de que a autoridade policial fiscalize e acompanhe a incineração da droga apreendida.
 
Artigo 33 da LD - Tráfico de drogas propriamente dito:: Importar, exportar, remeter, preparar, 
produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer 
consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que 
gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar.
É considerado crime hediondo o art. 33 da LD? :::
SIM, por equiparação, nas modalidades do tráfico propriamente dito, por equiparação (§1), 
maquinário para fabricação (34), financiamento para o tráfico e informante colaborador.
NÃO: associação para o tráfico, pois não está previsto expressamente na lei de crimes 
hediondos.
NÃO: tráfico privilegiado. Vale destacar o teor do art. 112, §5º, da LEP, com redação pela Lei nº 
13.964/19, que assevera o tráfico privilegiado de drogas (art. 33, §4º, da Lei nº 11,343/06) 
como crime não hediondo para os fins de progressão de regime ?
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2661.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art243
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É necessária a tradição para que configure a conduta adquirir?:: NÃO! Basta o ajuste. Não é 
indispensável que a droga tenha sido entregue ao comprador e o dinheiro pago ao vendedor, 
bastando a combinação da venda. Ex: negociar por telefone a aquisição da droga.
Quando se dá a consumação do tráfico?:: Depende do tipo. Alguns são instantâneos, outros 
permanentes.
É possível tentativa?:: Sim, mas dificilmente ocorrerá. Dá para imaginar a hipótese de um 
médico que antes de terminar a prescrição legal é preso em flagrante, ou a pessoa que entra 
em contato com fornecedores via internet mas, por questão de preço, não consegue adquirir.
É possível tentativa?:: Sim, mas dificilmente ocorrerá. Dá para imaginar a hipótese de um médico 
que antes de terminar a prescrição legal é preso em flagrante, ou a pessoa que entra em contato 
com fornecedores via internet mas, por questão de preço, não consegue adquirir.
Se o agente pratica o delito de tráfico de drogas prevalecendo-se de função pública ou no 
desempenho de função de educação, poder familiar, guarda ou vigilância, a pena será 
aumentada de um sexto a dois terços (art. 40, II, da Lei 11343/06).
Quais são as peculiaridades dos crimes permanentes no tráfico de drogas? :::
Prisão em flagrante:: a qualquer tempo, enquanto houver a permanência.
Prescrição:: termo inicial quando cessar a permanência.
Ingresso na residência:: dispensa o mandado de busca e apreensão quando houver fortes 
indícios de traficância, uma vez que se trata de flagrante | o STJ exige lastro probatório mínimo 
da existência de crime no interior da casa.
É possível o agente policial, disfarçado, prender em flagrante bandido que tenta lhe vender 
droga?:: Pode configurar flagrante preparado, entretanto, houve inovação legislativa, incluindo na 
modalidade equiparada o seguinte inciso: IV - vende ou entrega drogas ou matéria-prima, insumo 
ou produto químico destinado à preparação de drogas, sem autorização ou em desacordo com a 
determinação legal ou regulamentar, a agente policial disfarçado, quando presentes elementos 
probatórios razoáveis de conduta criminal preexistente.
O tráfico de drogas possui procedimento especial?:: SIM! Artigos 54 a 59. Até 
mesmo na investigação a pontos diferentes (art. 50 a 53)
Done Editing Move Move + Done
 
Não é possível a aplicação de lex tertia no ordenamento, ou seja:: a combinação de elementos 
de cada lei para aplicar uma lei mais benigna ao sujeito. Aplica-se a teoria da ponderação unitária, 
de modo que no conflito de leis no tempo, deve utilizar apenas uma Lei (STF). Neste contexto é a 
Súmula 501 do STF: É cabível a aplicação retroativa da Lei n. 11.343/2006, desde que o resultado da 
incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da 
aplicação da Lei n. 6.368/76, sendo vedada a combinação de leis.
Aplica-se o princípio da insignificância no tráfico de drogas?:: não se aplica aos crimes 
relacionados a entorpecentes, seja qual for a qualidade do condenado. Há grande periculosidade 
social, há periculosidade elevada.
Súmula 630 do STJ: A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito 
de entorpecentes exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, não bastando a mera 
admissão da posse ou propriedade para uso próprio.
Quais são os casos de competência da Justiça Federal no tráfico de drogas? :::
STJ: os elementos devem ser sólidos no sentido da transnacionalidade, não bastando a origem 
estrangeira da droga.
Competência no de exportação e importação de drogas. Onde é o juízo competente? :::
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Exportação:: a consumação ocorre no momento do envio da droga, sendo o juízo do local da 
remessa o competente, independentemente do local da apreensão. Isso prestigia a produção 
probatória.
Importação: local da apreensão. Súmula 528 do STJ.
Competência para tráfico de droga interno na via postal, onde é?:: local da remessa, pois lá se 
deu a consumação e é mais fácil para produção de provas.
Prisão preventiva em razão da gravidade abstrata do delito, cabe no tráfico?:: Não. tem que 
preencher os requisitos do 312 do CPP.
Como se dá a materialidade do tráfico? :::
Art. 50. Não se admite a prisão em flagrante e o recebimento da denúncia sem que seja 
demonstrada, ao menos em juízo inicial, a materialidade da conduta por meio de laudo de 
constatação preliminar da substância entorpecente , que configura condição de 
procedibilidade para a apuração do delito, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por 
pessoa idônea. Não confundir este artigo com o do CPP, que exige perito oficial ou 2 pessoas 
com nível superior, preferencialmente na área.
O laudo de constatação é peça meramente informativa, porém, o STJ entendeu que o laudo 
preliminar que tenha condições técnicas de atestar a natureza da droga apreendida supre a 
ausência de laudo definitivo . 
A juntada tardia do laudo definitivo não induz a qualquer nulidade processual, até mesmo se 
anexado após as alegações finais, desde que oportunizado às partes manifestar sobre a prova.
A ausência de apreensão da droga não torna a conduta atípica se existirem outros elementos 
de prova aptos a comprovarem o crime de tráfico. STJ. 6ª Turma. HC 131455-MT, Rel. Min. 
Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 2/8/2012. A materialidade do crime de tráfico de 
entorpecentes pode ser atestada por outros meios idôneos existentes nos autos quando não 
houve apreensão da droga e não foi possível realizar o exame pericial, especialmente se 
encontrado entorpecentes com outros corréus ou integrantes da organização criminosa. STJ. 
5ª Turma. AgRg no AREsp1116262/GO, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 06/11/2018.
Pena de multa no tráfico :::
Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 
59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade 
e a conduta social do agente.
Art. 43. Na fixação da multa a que se referem os arts. 33 a 39 desta Lei, o juiz, atendendo ao 
que dispõe o art. 42 desta Lei, determinará o número de dias-multa, atribuindo a cada um, 
segundo as condições econômicas dos acusados, valor não inferior a um trinta avos nem 
superior a 5 (cinco) vezes o maior salário-mínimo.
Parágrafo único. As multas, que em caso de concurso de crimes serão impostas sempre 
cumulativamente, podem ser aumentadas até o décuplo se, em virtude da situação econômica 
do acusado, considerá-las o juiz ineficazes, ainda que aplicadas no máximo.
Regime de cumprimento do tráfico de drogas e progressão de regime :::
O regime integral fechado foi considerado inconstitucional, violando individualização da pena, 
dignidade da pessoa humana, isonomia e proporcionalidade.
Veio uma lei e colocou inicialmente fechado. Mais uma vez o STF declarou inconstitucional, por 
violar a individualização da pena. Só pode ser inicialmente fechado para as penas não 
superiores a 8 anos quando as circunstâncias do caso concreto recomendarem o regime mais 
gravoso, fundamentadamente.
Súmula 718 do STF: A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não 
constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido 
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segundo a pena aplicada.
Súmula 719 do STF: A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena 
aplicada permitir exige motivação idônea.
Em resumo, os Tribunais Superiores autorizam a fixação de regime inicial semiaberto e aberto 
aos condenados por crimes hediondos ou equiparados (tráfico de drogas, terrorismo e 
tortura), desde que preenchidos os requisitos legais (art. 33, §§2º e 3º, do Código Penal).
Súmula vinculante 26: Para efeito de progressão de regime no cumprimento da pena por 
crime hediondo, ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 
2º da Lei nº 8072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, 
ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de 
modo fundamentado, a realização de exame criminológico.
Progressão de grávida, mãe ou responsável por deficiente: não ter cometido crime com 
violência ou grave ameaça a pessoa; b) não ter cometido o crime contra seu filho ou 
dependente; c) ter cumprido ao menos 1/8 da pena no regime anterior; d) ser primária e ter 
bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento prisional; e) 
não ter integrado organização criminosa 
Livramento condicional: só depois de cumprir 2/3, vedado sua concessão se houver 
reincidência específica em tráfico de drogas. A lei de Crimes Hediondos também veda 
livramento se houver reincidência específica em hediondo, bem como se for reincidente em 
hediondo com resultado morte.
Súmula 630-STJ: A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito 
de entorpecentes exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, não bastando a mera 
admissão da posse ou propriedade para uso próprio. STJ. 3ª Seção. Aprovada em 24/04/2019, 
DJe 29/04/2019.
Cabe substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos?:: SIM! Depois da 
inconstitucionalidade do regime inicial fechado não há qualquer empecilho para a substituição da 
pena privativa da liberdade em hediondos e equiparados.
Sursis, graça, indulto, anistia, fiança, liberdade provisória, cabem no tráfico :::
NÃO! Há vedação na constituição e na lei de drogas.
Art. 44. Os crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e 
insuscetíveis de sursis, graça, indulto, anistia e liberdade provisória, vedada a conversão de suas 
penas em restritivas de direitos (esta parte é INCONSTITUCIONAL).
ATENÇÃO: Liberdade provisória cabe! Isso porque não pode existir prisão por força de lei, 
bem como a lei de crimes hediondos foi revogada neste ponto, sendo proibido somente a 
concessão de fiança. Assim, cabe liberdade provisória, mas somente SEM FIANÇA. 
Em resumo: os acusados por crimes hediondos, terrorismo, tortura e tráfico ilícito de drogas 
podem ser agraciados com a liberdade provisória sem fiança, bem como ter a sua prisão 
relaxada por excesso de prazo para a formação de culpa ou outro motivo legal (vício no auto 
de prisão em flagrante delito, etc.).
 
Tráfico de Drogas por Equiparação – Art. 33, §1 :::
I – importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, tem 
em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem autorização ou 
em desacordo com determinação legal ou regulamentar, matéria-prima, insumo ou produto 
químico destinado à preparação de drogas;
A conduta de transportar folhas de coca melhor se amolda, em tese e para a definição de 
competência, ao tipo descrito no § 1º, I, do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, que criminaliza o 
transporte de matéria-prima destinada à preparação de drogas. Caso concreto: o agente foi 
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preso com 4,4 kg de folhas de coca, adquiridas na Bolívia, tendo a substância sido encontrada 
no estepe do veículo. As folhas seriam transportadas até Uberlândia/MG para rituais de 
mascar, fazer infusão de chá e até mesmo bolo, rituais esses associados à prática religiosa 
indígena de Instituto ao qual pertenceria o acusado. A folha de coca não é considerada droga; 
porém pode ser classificada como matéria-prima ou insumo para sua fabricação. STJ. 3ª Seção. 
CC 172464-MS, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 10/06/2020 (Info 673).
II - semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou 
regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas;
Não exige a presença do princípio ativo proibido, como é o caso das sementes de maconha 
que não possuem THC. Basta que seja destinada à preparação de droga.
III - utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administração, 
guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, sem 
autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de 
drogas. 
O traficante que se utiliza do local para traficar não responde por este delito, mas sim por 
tráfico propriamente dito. Este inciso é só para aquele que tem o local e o destina ao tráfico 
para terceiro, sem exercer a traficância.
IV - vende ou entrega drogas ou matéria-prima, insumo ou produto químico destinado à 
preparação de drogas, sem autorização ou em desacordo com a determinação legal ou 
regulamentar, a agente policial disfarçado, quando presentes elementos probatórios razoáveis 
de conduta criminal preexistente.
Nova técnica especial de investigação e meio de obtenção de prova.
Não induz ninguém a praticar crime (agente provocador - crime impossível) e não necessita 
cativar a confiança (infiltrado). 
Apresenta-se como cidadão comum ao criminoso e, em virtude dessa situação, consegue 
dados de conduta criminosa preexistente do agente.
TEM que colher dados probatórios aptos a revelar que o agente cometeu antes a conduta 
criminosa, fato proporcionado pelo disfarce.
Só se aplica em comércio ilegal de arma de fogo, tráfico internacional de arma de fogo e 
tráfico de drogas.
Não fica caracterizado o crime do inc. IV do § 1º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, incluído pela 
Lei Anticrime, quando o policial disfarçado provoca, induz, estimula ou incita alguém a vender 
ou a entregardrogas ou matéria-prima, insumo ou produto químico destinado à sua 
preparação (flagrante preparado), sob pena de violação do art. 17 do Código Penal e da 
Súmula 145 do Supremo Tribunal Federal.
Induzimento, instigação ou auxílio ao uso de drogas - 33, §2° 
Quem utiliza o local ou consentia na sua utilização para o uso de drogas responde por qual 
delito?:: auxílio, pois fornecer local é auxiliar o uso de droga.
STF: fica excluída qualquer interpretação que proíba manifestações e debates públicos acerca da 
descriminalização ou legalização do uso de drogas, ou de qualquer substância que leve o ser 
humano ao entorpecimento episódico, ou então viciado, das suas faculdades psicofísicas. Marcha 
da maconha não é induzir ou instigar, conforme já mencionado acima.
Não é crime hediondo.
Admite suspensão condicional do processo.
Cessão gratuita de drogas para consumo compartilhado - 33, §3°
Não é crime hediondo.
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Oferta eventual, gratuita, pessoa de relacionamento, e a pessoa consuma em conjunto.
Causa especial de diminuição: § 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as 
penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, desde que o agente seja primário, de 
bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização 
criminosa.
Não é hediondo.
É causa de diminuição de pena. O privilegiado deveria estabelecer mínimos e máximos de pena.
Requisitos :::
Primariedade
Bons antecedentes
Não se dedicar à atividades criminosas:: é possível usar IPL e ações em andamento para 
afastar este requisito?? STJ: SIM. É possível a utilização de inquéritos policiais e/ou ações 
penais em curso para formação da convicção de que o réu se dedica a atividades criminosas, 
de modo a afastar o benefício legal previsto no art. 33, § 4º, da Lei n.º 11.343/2006. STJ. 3ª 
Seção. EREsp 1.431.091-SP, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 14/12/2016 (Info 596). STJ. 6ª 
Turma. AgRg no HC 539.666/RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 05/03/2020. • STF: NÃO. 
Não se pode negar a aplicação da causa de diminuição pelo tráfico privilegiado, prevista no 
art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, com fundamento no fato de o réu responder a inquéritos 
policiais ou processos criminais em andamento, mesmo que estejam em fase recursal, sob 
pena de violação ao art. 5º, LIV (princípio da presunção de não culpabilidade). Não cabe 
afastar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) 
com base em condenações não alcançadas pela preclusão maior (coisa julgada). STF. 1ª 
Turma. HC 173806/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 18/2/2020 (Info 967). STF. 1ª 
Turma. HC 166385/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 14/4/2020 (Info 973). STF. 2ª 
Turma. HC 144309 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 19/11/2018.
Mula do tráfico:: não necessariamente ela integra organização criminosa, sendo 
imprescindível prova inequívoca do seu envolvimento, estável e permanente, com o grupo 
criminoso.
Associação para o tráfico e o §4º não são compatíveis, pois há o dolo de se associar com 
estabilidade e permanência para realizar tráfico de drogas.
Não integrar ORCRIM.
Trata-se de direito subjetivo do réu.
STF suspendeu a parte que dizia que era vedada a conversão em penas restritivas de direito, 
em razão da inconstitucionalidade.
A previsão da redução de pena contida no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 tem como 
fundamento distinguir o traficante contumaz e profissional daquele iniciante na vida 
criminosa, bem como do que se aventura na vida da traficância por motivos que, por vezes, 
confundem-se com a sua própria sobrevivência e/ou de sua família. Assim, para legitimar a 
não aplicação do redutor é essencial a fundamentação corroborada em elementos capazes de 
afastar um dos requisitos legais, sob pena de desrespeito ao princípio da individualização da 
pena e de fundamentação das decisões judiciais. Desse modo, a habitualidade e o 
pertencimento a organizações criminosas deverão ser comprovados, não valendo a simples 
presunção. Não havendo prova nesse sentido, o condenado fará jus à redução de pena. Em 
outras palavras, militará em favor do réu a presunção de que é primário e de bons 
antecedentes e de que não se dedica a atividades criminosas nem integra organização 
criminosa. O ônus de provar o contrário é do Ministério Público. Assim, o STF considerou 
preenchidas as condições da aplicação da redução de pena, por se estar diante de ré primária, 
com bons antecedentes e sem indicação de pertencimento a organização criminosa. STF. 2ª 
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Turma. HC 154694 AgR/SP, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Gilmar Mendes, 
julgado em 4/2/2020 (Info 965).
A Lei de Drogas prevê, em seu art. 33, § 4º, a figura do “traficante privilegiado”, também 
chamada de “traficância menor” ou “traficância eventual”: § 4º Nos delitos definidos no caput e 
no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a 
conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons 
antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. A 
habitualidade no crime e o pertencimento a organizações criminosas deverão ser 
comprovados pela acusação, não sendo possível que o benefício seja afastado por simples 
presunção. Assim, se não houver prova nesse sentido, o condenado fará jus à redução da 
pena. A quantidade e a natureza são circunstâncias que, apesar de configurarem elementos 
determinantes na definição do quanto haverá de diminuição, não são elementos que, por si 
sós, possam indicar o envolvimento com o crime organizado ou a dedicação a atividades 
criminosas. Vale ressaltar, por fim, que é possível a aplicação deste benefício mesmo para 
condenados por tráfico transnacional de drogas. STF. 2ª Turma. HC 152001 AgR/MT, rel. orig. 
Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o ac. Min. Gilmar Mendes, julgado em 29/10/2019 (Info 
958).
Grande quantidade de droga afasta a causa de diminuição?:: divergência nas turmas do STF.
Tráfico de maquinários para fabricação de drogas - art. 34
Tráfico de maquinários para fabricar drogas:: instrumento ou qualquer objeto destinado à 
fabricação, preparação, produção ou transformação de drogas, sem autorização.
É um crime obstáculo:: há uma antecipação na aplicação do direito penal para abarcar situação 
que ainda seria insuficiente para caracterizar o tráfico de drogas. Para que o direito puna a 
tentativa, é necessário o início da execução, meros atos preparatórios não são crimes, salvo 
quando tipificado. Esta tipificação se chama crime obstáculo.
É equiparado à hediondo.
O elemento especial do tipo exige a destinação do instrumento ao tráfico.
No momento de sentenciar haverá a perda desses bens - art. 63.
É subsidiário em relação ao art. 33, pois, se tiver o 33, não haverá o 34.
Associação para o tráfico de drogas - art. 35
Tipo:: associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, 
qualquer dos crimes previstos no art. 33 e 34.
Não é equiparado ao hediondo.
O prazo para a obtenção do livramento condicional é de 2/3, caso não seja reincidente específico. 
Se for reincidente específico há vedação. Isso porque está previsto no artigo 44 da LD.
Crime de concurso necessário, plurissubjetivo, podendo ser considerado os inimputáveis.
A participação de menores pode servir para:: configurar associação ao tráfico e, ao mesmo 
tempo, agravar a pena como causa de aumento do art. 40, VI.
Requisitos :::
Associação:: união estável e duradoura.
Pluralidade de agentes:: no mínimo 2 pessoas, computando inimputáveis e desconhecidos. A 
associação para o tráfico é delito especial à associação criminosa.
Intenção de cometer os delitos descritos nos artigos:: 33, caput, §1°e 34 da LD.
Materialiade:: desnecessária comprovação quanto ao delito de tráfico, sendo prescindível 
apreensão de droga ou de laudo toxicológico. Basta, tão somente: i) comprovação de 
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associação estável e permanente; duas ou mais pessoas com intenção de praticar 
narcotraficância.
Associação para o financiamento do tráfico:: previsto no parágrafo único do art. 35. É o mesmo 
caso da associação, mas aqui a intenção é se associar para financiar o tráfico.
Financiamento ou custeio ao tráfico de drogas - art. 36
Tipo:: financiar ou custear 33 caput, §1º e 34.
É uma exceção pluralística à teoria monista, pois a regra é que o agente financiador responda pelo 
mesmo crime, mas havendo tipo legal, aplica-se crime especial.
 
Informante colaborador - art. 37 
Tipo:: colaborar como informante, com grupo, organização ou associação destinados à prática de 
qualquer dos crimes do 33, caput, §1º e 34.
Exceção pluralística à teoria monista.
Tipo subsidiário. Só pode ser considerado informante o agente que não integrar o grupo, a 
organização ou a associação. Se fizer parte, aí é outras figuras penais, como o tráfico ou a 
associação. Se praticar crime mais grave, não será este delito.
Prescrição ou ministração culposa de drogas - art. 38 
Tipo:: prescrever ou ministrar, culposamente, drogas sem que deles necessite, ou em doses 
excessivas ou em desacordo com a determinação legal ou regulamentar.
O juiz comunicará a condenação ao Conselho Federal da categoria profissional do agente.
Tem que estar presente a culpa. Se for doloso será crime de tráfico propriamente dito - art. 33.
É crime próprio, somente cometido por médico, dentista, farmacêutico ou enfermeiro.
Menor potencial ofensivo, cabendo transação penal e suspensão condicional do processo.
Se resultar morte, há concurso formal do 38 com homicídio.
Condução de embarcação ou aeronave após o consumo de drogas - art. 39 
Tipo:: conduzir embarcação ou aeronave após o consumo de drogas, expondo a dano potencial a 
incolumidade de outrem.
Não é hediondo.
Necessita da prova da droga.
Crime de perigo concreto:: , pois o tipo exige que exponha a dano potencial a incolumidade 
de outrem .
É de menor potencial ofensivo, salvo na modalidade qualificada.
Forma qualificada:: se houver destinação à transporte de passageiros.
Causas de aumento de 1/6 a 2/3 - art. 40
Transnacionalidade do delito :::
Competência da Justiça Federal.
Tráfico transnacional é aquele que o agente vislumbra a transferência da droga envolvendo 
mais de um país, embora não seja necessária a transposição das fronteiras, bastando a 
existência de prova indicativa de que ultrapassaria as fronteiras.
Súmula 607 do STJ: a majorante do tráfico transnacional configura-se com prova da 
destinação internacional de drogas, ainda que não consumada a transposição de 
fronteiras.
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Súmula 522 do STF: salvo a ocorrência de tráfico para o exterior, quando então a 
competência será da Justiça Federal, compete à Justiça Estadual dos Estados o processo e 
o julgamento dos crimes relativos a entorpecentes.
Competência na importação:: local da apreensão (Súmula 528 STJ)
Não há tráfico internacional de droga se a substância entorpecente apreendida no brasil 
não for ilícita no país de origem. Então, a competência será da justiça estadual.
Bis in idem:: não há bis in idem na aplicação da majorante do art. 40, inciso I, com as 
condutas importar e exportar. Isso porque a simples circunstância do agente trazer 
consigo a droga já caracteriza a tipicidade formal do tráfico.
Função pública, missão de educação, poder familiar, guarda ou vigilância 
Dependências ou imediações de estabelecimentos prosionais de ensino ou hospitalares, 
sedes de entidades estudantis, sociais, culturais, recreativas, esportivas ou beneficentes, de 
locais de trabalho coletivo, de recintos onde se realize espetáculos ou diversões de qualquer 
natureza, serviços de tratamento de dependentes ou de reinserção social, de unidades 
militares ou policiais ou em transportes públicos :::
rol taxativo. 
No transporte público a venda deve se dar lá dentro, e não apenas transportar a droga 
consigo.
Em estabelecimento penal abrange qualquer pessoa que estiver lá dentro, e para qualquer 
regime prisional.
O tráfico de drogas cometido em local próximo a igrejas não foi contemplado pelo legislador 
no rol das majorantes previstas no inciso III do art. 40 da Lei nº 11.343/2006, não podendo, 
portanto, ser utilizado com esse fim tendo em vista que no Direito Penal incriminador não se 
admite a analogia in malam partem. Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são 
aumentadas de um sexto a dois terços, se: III - a infração tiver sido cometida nas 
dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais, de ensino ou hospitalares, de 
sedes de entidades estudantis, sociais, culturais, recreativas, esportivas, ou beneficentes, de 
locais de trabalho coletivo, de recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer 
natureza, de serviços de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção social, de 
unidades militares ou policiais ou em transportes públicos; STJ. 6ª Turma. HC 528851-SP, Rel. 
Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 05/05/2020
João, de dentro da unidade prisional onde cumpre pena, liderava uma organização criminosa. 
Com o uso de telefone celular, ele organizava a dinâmica do grupo e comandava o tráfico de 
drogas, dando ordens para seus comparsas que, de fora do presídio, executavam a 
comercialização do entorpecente.João foi condenado por tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 
11.343/2006). Neste caso, ele deverá ter a sua pena aumentada com base no art. 40, III? SIM. 
Se o agente comanda o tráfico de drogas de dentro do presídio, deverá incidir a causa de 
aumento de pena do art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006, mesmo que os efeitos destes atos 
tenham se manifestado a quilômetros de distância. Não é necessário que a droga passe por 
dentro do presídio para que incida a majorante prevista no art. 40, III, da Lei nº 11.343/2006. 
Esse dispositivo não faz aexigência de que as drogasefetivamente passem pordentro dos 
locais que se busca dar maior proteção, mas apenas queo cometimento dos crimes tenha 
ocorrido em seu interior. STJ. 5ª Turma. HC 440888-MS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado 
em 15/10/2019 (Info 659).w
A prática do delito de tráfico de drogas nas proximidades de estabelecimentos de ensino (art. 
40, III, da Lei 11.343/06) enseja a aplicação da majorante, sendo desnecessária a prova de que 
o ilícito visava atingir os frequentadores desse local. Para a incidência da majorante prevista no 
art. 40, inciso III, da Lei nº 11.343/2006 é desnecessária a efetiva comprovação de que a 
mercancia tinha por objetivo atingir os estudantes, sendo suficiente que a prática ilícita tenha 
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ocorrido em locais próximos, ou seja, nas imediações de tais estabelecimentos, diante da 
exposição de pessoas ao risco inerente à atividade criminosa da narcotraficância. STJ. 6ª 
Turma. AgRg no REsp 1558551/MG, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 12/09/2017. STJ. 6ª 
Turma. HC 359088/SP. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 04/10/2016. Não incide a 
causa de aumento de pena prevista no art. 40, inciso III, da Lei nº 11.343/2006, se a prática de 
narcotraficância ocorrer em dia e horário em que não facilite a prática criminosa e a 
disseminação de drogas em área de maior aglomeração de pessoas. Ex: se o tráfico de drogas 
é praticado no domingo de madrugada, dia e horário em que o estabelecimento de ensino 
não estava funcionando, não deve incidir a majorante. STJ. 6ª Turma. REsp 1719792-MG, Rel. 
Min. Maria Thereza de Assis Moura,julgado em 13/03/2018
Violência, grave ameaça, emprego de arma de fogo, qualquer processo de intimidação difusa ou 
coletiva
Interestadual :::
Súmula 587-STJ: Para a incidência da majorante prevista no artigo 40, V, da Lei 11.343/06, é 
desnecessária a efetiva transposição de fronteiras entre estados da federação, sendo suficiente 
a demonstração inequívoca da intenção de realizar o tráfico interestadual. Aprovada em 
13/09/2017, DJe 18/09/2017. Importante.
No tráfico ilícito de entorpecentes, é inadmissível a aplicação simultânea das causas especiais 
de aumento de pena relativas à transnacionalidade e à interestadualidade do delito (art. 40, I e 
V, da Lei n. 11.343/2006), quando não comprovada a intenção do importador da droga de 
difundi-la em mais de um estado do território nacional, ainda que, para chegar ao destino 
final pretendido, imperativos de ordem geográfica façam com que o importador transporte a 
substância através de estados do país
Atingir criança ou adolescente, ou a quem tenha discernimento reduzido, suprimido :::
Para a aplicação do art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, é necessária a prova de que a criança 
ou adolescente atua ou é utilizada, de qualquer forma, para a prática do crime, ou figura como 
vítima, não sendo a mera presença da criança ou adolescente no contexto delitivo causa 
suficiente para a incidência da majorante.
É crime especial em relação à corrupção de menores, 244-B ECA, quando o crime cometido 
pelo menor esteja tipificados nos artigos 33 a 37 da LD. Se não estiver, aí será 244-B do ECA
Financear ou custear a prática do crime :::
Somente se for ocasional. Se for reiterado é o artigo 36.
Colaboração premiada - art. 41
Art. 41. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o 
processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na recuperação 
total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um terço a 
dois terços.
Natureza:: causa de diminuição de pena.
Requisitos :::
Voluntariedade:
Identificaçao dos demais coautores ou partícipes
Recuperação total ou parcial do produto do crime
Momento:: durante a persecução penal (extrajudicial ou judicial)
Questões sobre a aplicação de pena - 42, 43 e 44 :::
Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 
do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a 
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conduta social do agente.
Art. 43. Na fixação da multa a que se referem os arts. 33 a 39 desta Lei, o juiz, atendendo ao que 
dispõe o art. 42 desta Lei, determinará o número de dias-multa, atribuindo a cada um, segundo as 
condições econômicas dos acusados, valor não inferior a um trinta avos nem superior a 5 (cinco) 
vezes o maior salário-mínimo.
Parágrafo único. As multas, que em caso de concurso de crimes serão impostas sempre 
cumulativamente, podem ser aumentadas até o décuplo se, em virtude da situação econômica do 
acusado, considerá-las o juiz ineficazes, ainda que aplicadas no máximo.
Parágrafo único. Nos crimes previstos no caput deste artigo, dar-se-á o livramento condicional 
após o cumprimento de dois terços da pena , vedada sua concessão ao reincidente específico
.


Inimputabilidade e semimputablidade - art. 45 :::
Art. 45. É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente 
de caso fortuito ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que 
tenha sido a infração penal praticada, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou 
de determinar-se de acordo com esse entendimento.
Art. 46. As penas podem ser reduzidas de um terço a dois terços se, por força das circunstâncias 
previstas no art. 45 desta Lei, o agente não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena 
capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse 
entendimento.
Art. 47. Na sentença condenatória, o juiz, com base em avaliação que ateste a necessidade de 
encaminhamento do agente para tratamento, realizada por profissional de saúde com 
competência específica na forma da lei, determinará que a tal se proceda, observado o disposto 
no art. 26 desta Lei.
Lembre-se que foi adotado o sistema biopsicológico , ou seja, além da causa , é necessário 
que o agente não tenha capacidade de autodeterminação (capacidade de entender o caráter 
ilícito do fato e de determinar - se de acordo com esse entendimento). A inimputabilidade é 
aferida por meio de perícia.
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Procedimento penal
Há previsão expressa do art. 28 ser processado pelo JEF, bem como a não imposição de prisão em 
flagrante, devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou, na 
falta deste, assumir o compromisso de a ele comparecer, lavrando-se termo circunstanciado e 
providenciando-se as requisições e perícias necessários.
Ausente a autoridade judicial, as providências serão tomadas de imediato pela autoridade policial.
O agente será submetido a exame de corpo de delito se requerer ou se a autoridade 
policial achar conveniente. 
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O MP poderá propor transação penal para aplicação imediata das penas do art. 28. Aí nem 
anotações poderá ter, conforme Lei do JEF.
O art. 33, §3 - consumo em conjunto - também é do juizado.
A prescrição culposa também é do juizado, salvo se for dolosa, e aí será tráfico.
Art. 49. Tratando-se de condutas tipificadas nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 a 37 desta Lei, o juiz, 
sempre que as circunstâncias o recomendem, empregará os instrumentos protetivos de 
colaboradores e testemunhas previstos na Lei nº 9.807, de 13 de julho de 1999.
Do flagrante :::
§ 1º Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da 
materialidade do delito, é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da 
droga , firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa idônea .  
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30/11/2020 Lei de Drogas
https://www.remnote.io/document/TYBSTiBmeknCejcFG?locationAnchor=3xXKdm83xTqkCXPCJ 16/17
Condição de procedibilidade da ação penal, demonstrando provisoriamente a materialiade 
delitiva.
STJ: é possível sentenciar mesmo sem o laudo definitivo, desde que o laudo preliminar 
ofereça um grau de certeza idêntico ao laudo definitivo, e que tenha sido confeccionado 
por perito oficial.
Recebida cópia do auto de prisão em flagrante, o juiz, no prazo de 10 (dez) dias, certificará a 
regularidade formal do laudo de constatação e determinará a destruição das drogas 
apreendidas, guardando-se amostra necessária à realização do laudo definitivo.
§ 4º A destruição das drogas será executada pelo delegado de polícia competente no prazo de 
15 NO CASO DE PRISÃO EM FLAGRANTE (quinze) dias na presença do Ministério Público e da 
autoridade sanitária.
§ 5º O local será vistoriado antes e depois de efetivada a destruição das drogas referida no § 
3º , sendo lavrado auto circunstanciado pelo delegado de polícia, certificando-se neste a 
destruição total delas.
Art. 50-A. A destruição das drogas apreendidas sem a ocorrência de prisão em flagrante 
será feita por incineração, no prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data da 
apreensão, guardando-se amostra necessária à realização do laudo definitivo.
Art. 32. As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelo delegado de polícia na 
forma do art. 50-A, que recolherá quantidade suficiente para exame pericial, de tudo lavrando 
auto de levantamento das condições encontradas, com a delimitação do local, asseguradas as 
medidas necessárias para a preservação da prova.
Prazo de conclusão do IPL:: 30 preso + 90 solto, podendo ser duplicado pelo juiz, ouvido MP 
e com pedido justificado da polícia.
Art. 53. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei, 
são permitidos, além dos previstosem lei, mediante autorização judicial e ouvido o 
Ministério Público, os seguintes procedimentos investigatórios:
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I - a infiltração por agentes de polícia, em tarefas de investigação, constituída pelos 
órgãos especializados pertinentes;
II - a não-atuação policial sobre os portadores de drogas, seus precursores químicos ou 
outros produtos utilizados em sua produção, que se encontrem no território brasileiro, 
com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de 
operações de tráfico e distribuição, sem prejuízo da ação penal cabível.
Flagrante esperado: ainda não há delito.
Ação controlada: já há o delito, mas se espera para recolher maiores informações.
Parágrafo único. Na hipótese do inciso II deste artigo, a autorização será concedida desde 
que sejam conhecidos o itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de 
colaboradores.
Do processo judicial :::
10 dias para o MP:: denunciar, pedir arquivamento, pedir diligências, declinar da competência, 
suscitar conflito de competência, independentemente de PRESO ou SOLTO.
Há previsão de defesa prévia antes da denúncia.
O interrogatório sempre é último ato processual, conforme determino o STF, em todos os 
procedimentos especiais.
O laudo definitivo pode ser juntado aos autos a qualquer momento, inclusive após alegações 
finais.
Apreensão, arrecadação e destinação de bens do acusado :::
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30/11/2020 Lei de Drogas
https://www.remnote.io/document/TYBSTiBmeknCejcFG?locationAnchor=3xXKdm83xTqkCXPCJ 17/17
Art. 60. O juiz, a requerimento do Ministério Público ou do assistente de acusação, ou mediante 
representação da autoridade de polícia judiciária, poderá decretar, no curso do inquérito ou da 
ação penal, a apreensão e outras medidas assecuratórias nos casos em que haja suspeita de que 
os bens, direitos ou valores sejam produto do crime ou constituam proveito dos crimes previstos 
nesta Lei, procedendo-se na forma do art. 125 do CPP.
Havendo citação por edital, o juiz poderá determinar prática de atos necessários à conservação de 
bens, direitos ou valores. 
§ 4º A ordem de apreensão ou sequestro de bens, direitos ou valores poderá ser suspensa pelo 
juiz, ouvido o Ministério Público, quando a sua execução imediata puder comprometer as 
investigações.
Art. 61. A apreensão de veículos, embarcações, aeronaves e quaisquer outros meios de transporte 
e dos maquinários, utensílios, instrumentos e objetos de qualquer natureza utilizados para a 
prática dos crimes definidos nesta Lei será imediatamente comunicada pela autoridade de polícia 
judiciária responsável pela investigação ao juízo competente.
O juiz, no prazo de 30 (trinta) dias contado da comunicação de que trata o caput , 
determinará a alienação dos bens apreendidos, excetuadas as armas, que serão recolhidas na 
forma da legislação específica. Alienação antecipada de bens.
Art. 62. Comprovado o interesse público na utilização de quaisquer dos bens de que trata o art. 
61, os órgãos de polícia judiciária, militar e rodoviária poderão deles fazer uso, sob sua 
responsabilidade e com o objetivo de sua conservação, mediante autorização judicial, ouvido o 
Ministério Público e garantida a prévia avaliação dos respectivos bens.
Art. 63. Ao proferir a sentença, o juiz decidirá sobre: 
 
(Redação dada pela Lei nº 13.840, de 
2019)
I - o perdimento do produto, bem, direito ou valor apreendido ou objeto de medidas 
assecuratórias; e (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019)
II - o levantamento dos valores depositados em conta remunerada e a liberação dos bens 
utilizados nos termos do art. 62.
§ 1º Os bens, direitos ou valores apreendidos em decorrência dos crimes tipificados nesta Lei ou 
objeto de medidas assecuratórias, após decretado seu perdimento em favor da União, serão 
revertidos diretamente ao Funad. (Redação dada pela Lei nº 13.840, de 2019)
Art. 63-A. Nenhum pedido de restituição será conhecido sem o comparecimento pessoal do acusado, 
podendo o juiz determinar a prática de atos necessários à conservação de bens, direitos ou valores. 
 (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019)
Art. 63-B. O juiz determinará a liberação total ou parcial dos bens, direitos e objeto de medidas 
assecuratórias quando comprovada a licitude de sua origem, mantendo-se a constrição dos bens, 
direitos e valores necessários e suficientes à reparação dos danos e ao pagamento de prestações 
pecuniárias, multas e custas decorrentes da infração penal.
Art. 63-F. Na hipótese de condenação por infrações às quais esta Lei comine pena máxima superior a 
6 (seis) anos de reclusão, poderá ser decretada a perda, como produto ou proveito do crime, dos bens 
correspondentes à diferença entre o valor do patrimônio do condenado e aquele compatível com o 
seu rendimento lícito. (Incluído pela Lei nº 13.886, de 2019)
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art6

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