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LARINGITES E CA DE LARINGE 
Adaptação por Alexandre Baldissera e Carolina N. Pegoraro ATM20/129 
A) INTRODUÇÃO 
Anatomia em corte: o ar é 
1)respirado pela fossa nasal, aquecido, filtrado e umidificado 
2) passa pelo faringe, entra no laringe, que fica dentro do (sei o que tipo arcabouço) cartilaginoso da tireoide, da cricoide e 
do osso hioide. 
A parte mais estreita da via aérea é a glote, onde ficam as duas pregas vocais como mostra na imagem. É justamente o local 
mais propenso a sofrer agressões de tudo que é partícula que passa pelo ar e venha a se depositar ali, especialmente cigarro, 
por ex. 
Visão de frente das duas pregas vocais, imagem abaixo, quando a pessoa fala “iiiii”, aduz as pregas vocais; e quando 
respiramos, abrem-se as pregas vocais para respirar. 
 
B) FUNÇÕES DO LARINGE 
3 funções principais do laringe: 
1. Respiração (quando houver obstrução haverá sinais de dispneia ou de asfixia – laringoespasmo) 
2. Fonação (ar que sai dos pulmões, ao fechar a glote e o músculo vocal, este vibra, modulando a pressão de ar que vai sair 
pela glote, isso faz a fonação, o canto, etc.; obstruções ou problemas na glote levam a rouquidão ou afonia) 
3. Defesa (epiglote tapa o laringe e impede que entre alimento na via aérea, caso contrário, dá tosse, espasmo) 
 
Quando enchemos o pulmão de ar, ocorre a hematose, e falamos através do ar expirado, o músculo vocal (que aparece na 
imagem compridinha ao lado) vai vibrando e modulando os fonemas. Esse músculo tem 0,5cm de espessura, 1,5 a 2cm de 
comprimento, ou seja, é uma pelanquinha. E essa pelanquinha faz tudo que entendemos por “voz, canto, etc.” 
 
C) AVALIAÇÃO EM ENFERMIDADES LARÍNGEAS 
 Anamnese  essencial! 
 Laringoscopia indireta 
 Videolaringoscopia 
 Microlaringoscopia para biópsia (sob anestesia geral, pois para mexer na glote o pct deve estar anestesiado e intubado) 
 CT e IRM: estadiamento de neoplasias 
C.1) Laringoscopia indireta 
 Na laringoscopia indireta, a imagem do laringe é refletida no espelho no orofaringe; a técnica permite uma visão indireta das 
pregas vocais. A glote é visualizada, ela se localiza certa de 5cm abaixo da úvula. E na imagem real se vê a superfície da prega. 
 
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C.2) Videolaringoscopia 
Na videolaringoscopia a imagem é bem mais detalhada, se 
avalia fonação (quando pct aduz as pregas vocais), se avalia 
superfície da prega vocal, se há lesões, o fechamento da 
glote, etc. 
 
C.3) Exames de imagem – Estadiamento de neoplasias 
Aqui temos um corte anatômico, e aqui a RNM correspondente, que permite uma visão bem detalhada das estruturas do 
laringe, especialmente para avaliar extensão e estadiamento de neoplasias. 
 
 
D) ENFERMIDADES LARÍNGEAS 
Das enfermidades laríngeas que abordaremos, temos a laringite aguda, a crônica, psicogênica, espástica e neoplasia de laringe. 
D.1) Laringite Aguda 
 Inflamação laríngea mais comum 
 Início súbito e auto-limitada 
 Etiologia 
 Infecção viral (as vezes bacteriana) 
 Abuso vocal 
 Exposição a agentes tóxicos 
 ROUQUIDÃO 
 Ocorre quando vamos a festa ou jogo de futebol, que gritamos muito e começamos a ficar disfônicos. 
 É inflamação laríngea mais comum, tem início súbito e é autolimitada (7 a 10 dias). 
D.1.1) Etiologia 
 Infecção (frequentemente IVARS) 
 Rinovirus 
 Parainfluenza virus 
 Vírus Respiratorio sincicial 
 Adenoviruses 
 Influenza virus 
 Bordetella pertussis 
 Varicela-zoster virus 
 Agentes químicos (poluição) 
 Abuso vocal (trauma) 
 Uso de inaladores para tratamento de asma 
 Doença do Refluxo Gastresofágico 
Quanto a etiologia, nesses casos é por abuso vocal, pois forçou demais a voz, mas pode ser por infecção bacteriana ou viral 
(principalmente), assim como exposição a agentes tóxicos, produtos químicos, fumaça de cigarro. O sintoma chave é a 
ROUQUIDÃO. Mas lembrar que é autolimitada, logo o chazinho da vovó basta. Mas é claro que se fizer repouso de voz e usar 
um anti-inflamatório, a recuperação é mais veloz. 
As infecções mais prevalentes são pelos vírus: Rinovirus; Parainfluenza vírus; Vírus Respiratorio sincicial; Adenoviruses; 
Influenza vírus; Varicela-zoster vírus. E bacteriana:Bordetella pertussis. 
No entanto lembrar de agentes químicos (poluição); abuso vocal (trauma); uso de inaladores para tratamento de asma; 
Doença do Refluxo Gastresofágico. 
 
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D.1.2) Patofisiologia 
Essencialmente se tem uma IVAS, associada ou não a 
febre, rinite ou tosse, aquilo leva a uma hiperemia difusa da 
mucosa da prega vocal, faz um edema submucoso, isso leva 
a um espessamento da prega vocal. 
Logo quando essa prega vocal vibra, gera uma voz mais 
grave (grossa) e mais rouca (difônica). 
 
 
 
 
D.1.3) Evolução 
Pode apresentar: 
- Dor de garganta 
- Rinorréia posterior 
- Dispnéia 
- Astenia 
 Autolimitado 7-10 diasd (laringite aguda catarral ou gripal) 
 
D.1.4) Classificação: 
Há algumas formas peculiares em termos de classificação: 
 
LARINGITE AGUDA CATARRAL 
É causada por vírus; pct tem dor; rouquidão; tosse produtiva; hiperemia difusa e variações de temperatura. É uma forma rara, 
porém é importantíssima para que não percam o diagnóstico. 
EPIGLOTITE 
 Urgência; Hem. Influenza 
 Odinofagia severa; sem rouquidão (visto que as pregas vocais não são acometidas); estridor; dispnéia; febre alta 
 Epiglote com edema e hiperemia severa 
 Amox+clavulanato; corticóides 
o manter a via aérea aberta. Ao exame (oroscopia) se enxerga atrás da base da língua uma bola vermelha, aquilo 
é a epiglote inflamada, que habitualmente não se vê. Conta um caso de morte! 
Pode haver estridor e dispneia (pelo fato de a epiglote estar muito inchada); febre alta (quadro séptico importante), trata-se de 
uma infecção bacteriana (urgência) causada por Hem. Influenza, requer diagnóstico urgente. 
 LARINGITES AGUDAS NA INFÂNCIA 
a) ESTRIDULOSA: início súbito a noite; criança acorda com asfixia intensa, mas momentânea, parece que vai obstruir; tosse; 
choro rouco; inspiração difícil e estridulosa com tiragem supraesternal; sudorese; palidez. Relaxa a musculatura, quando faz 
hipercapnia a crinça volta a respirar. Chama muito a atenção, mas não costuma ser grave, pois melhora em minutos, apesar de a 
tosse persistir por dias. 
b) GRIPAL: vírus (influenza, parainfluenza, RSC); tosse rouca (de cachorro); edema subglótico; autolimitado. 
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c) DIFTÉRICA: evolução da amigdalite diftérica com pseudomembranas; tosse; rouquidão; dispneia; cianose; estridor e asfixia. 
Pseudomembranas se estendem das amígdalas para o laringe do pct, causando obstrução respiratória. Era chama de crupe 
(Corynebacterium diphteriae). Hoje em dia é rara devido à vacina. 
 Tto de urgência; requer ATB e soro: amoxi + soro antidiftérico 30-50mil U; observação da via aérea e, eventualmente, 
traqueostomia. 
 
LARINGITES ASSOCIADAS A OUTRAS ENFERMIDADES: 
Sarampo, varicela, febre reumática, erisipela, herpes labial, rinolaringite descendente(secreção que sai do nariz, bate na 
garganta e acorda em cima da prega vocal do pct), laringite posterior ácida (refluxo gastresofágico). 
D.1.5) Tratamento Geral da Laringite Aguda 
Para todas as formas de laringite aguda, há instruções gerais em termos de tratamento: 
● Repouso de voz é o principal (pois cada vez que a pessoa fala, atrita uma corda vocal na outra); 
● Evitar irritantes como fumo, álcool, pó e voláteis pois aumentam a irritação local; 
● Vaporizações/nebulizações tendem a fluidificar eventuais secreções; se houver infecção bacteriana associada (ou seja, se 
ele pigarreia e sai uma placa de secreção amarelada), 
● Usamos antibióticos: Amoxicilina 875mg BID 10d(eventualmente amox + clav. se suspeitarem de produção de beta-
lactamase). Se o pct tiver obstrução, usar corticoide: Prednisona 20mg qD 14dc/redução gradual ou IV se for mais severo. 
 
D.2) LARINGITE POSTERIOR ÁCIDA 
 Anmnese 
 Videolaringoscopia – pHmetria 24h 
 Medidas gerais: hábitos alimentares (evitar cafeína, chocolates, gorduras e condimentos); elevar cabeceira 
 Teste terapêutico: 
 Antihistamínicos anti-H2 (Ranitidina 300 mg qN 2m) 
 Inibidores da bomba de prótons (Omeprazol 20 mg bid) 
 
É uma particularidade no tto, pois está associada à DRGE, o diagnóstico é essencialmente clínico, ele tem pigarro ou rouquidão 
crônica, refere refluxo importante que acorda pela manhã com “uma coisa colada” na garganta, rouquidão é pior pela manhã, 
ou seja, passou a noite deitado, o ácido banhado ali em cima, pct acorda e começa a pigarrear, e a voz sai muito pior; à medida 
que o dia passa, a voz tende a melhorar. É exatamente o oposto do abuso vocal, que o pct acorda com a voz boa, mas vai 
gastando durante o dia, no final do dia está bem rouco. 
Na videolaringoscopia pode-se ver uma hiperemia difusa 
dessa região posterior das cordas vocais, entre as 
cartilagens aritenoides. 
 
O teste definitivo é a pHmetria de 24h. Todas as MEV da DRGE são também adotadas aqui: hábitos alimentares (evitar cafeína, 
chocolates, gorduras e condimentos); elevar cabeceira. 
Mantemos o omeprazol desses pcts e acrescentamos ranitidina 300mg à noite por 2 meses como teste terapêutico, para ver se 
desaparecem os sintomas de laringe, a hiperemia, as queixas do pct quando à rouquidão matinal. 
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS: Laringite crônica; Disfonia psicogênica; Disfonia espasmódica; Neoplasia. 
D.3) LARINGITE CRÔNICA 
 Rouquidão > 3 semanas com intensidade variável; pigarro matinal 
 Etiologias: 
 Abuso vocal 
 Agentes tóxicos (fumo, álcool, inaladores, poluição) 
 Refluxo gastro-esofágico (laringite ácida) 
 Descartar neoplasias 
Na verdade é igual a aguda, porém persiste por > 3 semanas; a rouquidão tem intensidade variável; pigarro matinal. As 
etiologias são as mesmas também, todavia permanecendo por mais tempo. Nunca deixar passar um quadro de neoplasia, logo 
quando há um quadro compatível com laringite crônica, excluir neoplasia. 
Professores, gritões, “entusiasmados com a vida”, pessoas que falam muito, atritam demasiadamente as cordas vocais, no 
ponto de atrito, começa a se formar um nódulo na corda vocal, “um calo”, ele causa alterações na voz, mesmo que seja de 
1mm. 
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Nódulos 
Granuloma Cisto 
Ambas as pregas são inervadas pelo n. laríngeo recorrente, o esquerdo passa dentro do mediastino, por baixo da aorta, vem de 
volta e vai inervar a prega vocal. 
Quando há lesão de mediastino (tumor, cirurgia, aneurisma, etc.) que faça uma fibrose e prenda o nervo, quando o pct falar o 
“iiiii”, observa-se que o pct fica com uma voz rouca e soprosa, pois um lado das pregas vocais está paralisado, isso é um tipo de 
laringite crônica por paralisia. 
 
O músculo vocal tem 5mm de largura x 2cm de comprimento, ele tende a atrofiar com o passar do tempo, assim como todos os 
músculos. Então o tom de voz muda, a voz vai ficando fraca e menos potente (pensar em grandes cantores líricos que atingem 
ápice nos 40,50 anos). No caso do laringe, isso recebe o nome de presbilaringe, é a voz dos nossos avós, bisavós. 
 
Pólipos na prega vocal, edema de Reinke (laringite tabágica, voz rouca constante), cistos dentro da prega vocal, eventualmente 
uma intubação traumática pode gerar granuloma (que leva a rouquidão e dispneia). 
 
 
Na papilomatose juvenil, o vírus do papiloma (papiloma vírus )se deposita ao longo das pregas vocais, podendo causar 
obstrução importante, o tto pode ser cirúrgico, removendo com laser, mas há alto índice de recorrência. No diagnóstico 
diferencial, entra também a disfonia psicogênica e espasmódica. 
D.4) DISFONIA PSICOGÊNICA 
 Rouquidão sem alterações anatômicas na prega vocal; associada a estresse ou ansiedade; histeria de conversão. 
Também chamada de FUNCIONAL. É uma rouquidão sem alterações anatômicas na prega vocal; associada a estresse ou 
ansiedade; histeria de conversão. Quando pct tosse, ele mexe a mesma musculatura que faz a fonação, quando está aduzindo 
ao tossir, significa que a musculatura está funcionando bem, logo é uma forma de testarmos o pct. Ou maneira é fingir que 
“desfaz nó na corda vocal”, o tto “mágico” com abaixador de língua. 
 
D.5) DISFONIA ESPASMÓDICA/ESPÁSTICA 
O estímulo para a fala vem sequenciado, nessa doença (uma neuropatia), o estímulo que vem do córtex, em vez de sair de forma 
harmônica, ele vem como se fossem “erupções”, gerando cansaço e dificuldade de comunicação. 
 Voz entrecortada com adução exagerada das pregas vocais; espasmos da musculatura; grande esforço para a fonação. É mais 
rara. É possível aplicar botox para relaxar a musculatura e o pct não faz tanta tensão; tratamento foniátricos também são feitos, 
mas são bem limitados, há poucas alternativas.Os tipos são: (professor nem citou) 
● ADUTORA: fecha pregas firmemente 
● ABDUCTORA: espasmos c/ pregas abertas 
● MISTA 
 
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NEOPLASIA DE LARINGE 
É bem mais comum, há uma lesão que começa a se desenvolver na glote, por exemplo. Lembram daquele nódulo de 1mm que já 
alterava a voz? Imaginem nesse caso. Diagnóstico precoce é fundamental, pois é altamente curativo naqueles casos precoces, 
opostamente aos que já tem estruturas adjacentes comprometidas. Pct quem vem com rouquidão permanente progressiva, 
por mais de 3 meses – sem períodos de normalização – e fumantes, ainda por cima, devemos presumir que seja uma neoplasia 
de laringe, até que se exclua. História de Júlio de Castilhos que era um fumante pesado, que ia ser operado na cozinha, então 
médico diz:“Coragem governador”; “Coragem eu tenho, o que me falta é ar!”. Morreu durante o procedimento. 
A maioria das neoplasias de laringe são carcinomas epidermoides, a receita para fazer isso é com fumo e álcool, é raro 
encontrar alguém com ca de laringe que não fosse fumante ou etilista. Diagnóstico precoce = ROUQUIDÃO (quando a lesão é na 
corda vocal), ela é constante, sem períodos de normalização há mais de 3 semanas. Mas quando avaliamos um pct que já está 
com linfonodos cervicais pétreos e com obstrução ventilatória (dispneia), isso já é diagnóstico tardio. Suspeita de ca de laringe 
 BIOPSIAR!!! Mas bem na lesão, não adianta ser nas proximidades. 
 
TUMORES DE LARINGE 
 
TUMORES DE LARINGE - FATORES DE RISCO 
 Tabaco 
 Cigarros de enrolar 
 Marijuana 
 Álcool 
 Refluxo GE 
 HPV 
 
Fatores de risco: cigarro e álcool – como já citado. Nos cigarros, inclui-se os enroladinhos e os de cannabis. A associação do 
tabaco com álcool potencializa os danos. Refluxo gastroesofágico é outro fator de risco, quando houver esôfago de Barret. 
Papiloma vírus também tem relação com esse câncer. Agentes químicos e poluição também. Genética não parece ser muito 
importante, visto que o câncer é adquirido conforme hábitos do pct. 
 
ANATOMIA SUBDIVISÃO 
A laringe pode ser dividida em 3 zonas: 
1. Supraglote (da prega vocal falsa até a epiglote) 
2. Glote (só a região das pregas vocais verdadeiras, 
parte mais estreita da via aérea) 
3. Subglote 
 
 
EPIDEMIOLOGIA 
 Ca mais comum de cabeça e pescoço (excluindo pele) 
 Homens = 4 : 1 
 > 90% carcinoma epidermóide 
 Variações de prevalência ao redor do mundo 
 
A maior parte das lesões que vamos ver surgem na glote, 
nessa porção mais estreita. Carcinoma glótico em 60% dos 
casos, supraglótico 40%, subglótico em 1%. 
É o tumor mais prevalente de cabeça e pescoço, excetuando os de pele. A prevalência é maior no sexo masculino (álcool e 
fumo), mas pode vir a mudar. 90% são ca epidermoides, isso varia ao redor do mundo, conforme a exposição ao tabaco. 
 
 
 
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Cancer supraglótico 
 Predominância de lesões em epiglote, falsas 
pregas vocais e prega ariepiglótica 
 Extensão para valéculas, base da lingua, seio 
piriformee tireóide 
 “silencioso”; dor de garganta, disfagia, otalgia 
reflexa, tu no pescoço 
 Quando o pct deglute, a massa do tumor se 
movimenta e gera dor no hipofaringe, como a 
inervação sensitiva que vai para o ouvido passa 
nessa região “aqui”, o pct vai referir dor reflexa no 
ouvido! Apesar de o tímpano estar perfeito. 
 
 
Cancer glótico 
 Mais comum: 59-65% 
 ROUQUIDÃO, estridor ou dispnéia 
 
Cancer subglótico 
 Raro (1%) 
 Estridor, dispnéia 
 
QUADRO CLÍNICO 
 ROUQUIDÃO, disfagia, hemoptíase, dispnéia, aspiração 
 Dor de garganta 
 Otalgia reflexa (ramo do N. Vago = sugere estágio avançado) 
 CA Glótico = ROUQUIDÃO = diagnóstico precoce 
 CA Supraglótico = diagnóstico tardio 
 Tu volumosos ao diagnóstico 
 Provável comprometimento de linfonódios regionais 
 Emagrecimento 
 Exame físico 
 Exame completo de cabeça e pescoço 
 Palpação de linfonódios; restrição do crepitar laringeo 
 Qualidade da voz 
 Soprosa = paralisia de prega vocal 
 Abafada (voz de batata) = lesão supraglótica 
 Laringoscopia 
 Indireta com espelho de laringe 
 Videolaringoscopia 
 Notar: bordos, cor, vibração, mobilidade da prega vocal, e lesões. 
 
Logo, o diagnóstico deve ser feito enquanto o pct refere apenas disfonia, mas ainda não tem linfonodopatia, pois aí já é tardia. É 
raro o CA supraglótico, o diagnóstico é quando o pct tem estridor ou dispneia. Laringoscopia é a parte mais importante, assim 
como realizar a biópsia no local lesionado. 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
 Laringite crônica 
 Doenças granulomatosas (TB, sarcoidose) 
 Papilomatose juvenil 
 Linfoma 
Rotina: videoendoscopia, imagem (TC e RNM), biopsia com diagnóstico histológico. 
 
As outras formas de tumores que são bem mais raras (compõem os 10% restantes) são as de glândulas salivares, carcinoma 
adenocístico, mucoepidermoide, sarcomas, linfomas, etc. 
Laringoscopia indireta 
 A imagem do laringe é refletida no espelho no orofaringe; a técnica permite uma visão indireta das pregas vocais. 
Videolaringoscopia 
 Rouquidão permanente sem períodos de normalização ! 
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CT ou MRI 
o Avaliar estruturas adjacentes: espaço pré-epiglótico ou paraepiglótico 
o Erosão da cartilagem tireoidea 
 Deixar de crepitar quando mobiliza a cartilagem tireoide indica mau sinal pois podemos supor que a 
neoplasia já pegou na cartilagem. 
o Linfonódos cervicais comprometidos. 
 
Biópsia e histologia 
 Microlaringoscopia direta com biópsia 
 CARCINOMA EPIDERMÓIDE (>90%) 
 Histo normal  hiperplasia  displasia  ca in situ  ca invasivo 
 Tabaco + alcool 
 Outros tumores: 
 Glândula salivares 
 Carcinoma adenocístico 
 Carcinoma mucoepidermóide 
 Sarcomas (condrosarcoma) 
 Diversos: linfoma, metastases 
Estadiamento 
 Se encontrarmos um pct com linfonodomegalia, com consistência pétrea, indolor, isso é linfonodo metastático! Pode 
ser de laringe, de pulmão, etc. Pois o linfonodo inflamatório é muito doloroso. 
 Linfonodo pétreo – vira N; modifica as alteranativas de tto; 
 
 
 
 
TRATAMENTO 
 Cirurgia 
 Microlaringocirurgia - para corda vocal 
 Hemilaringectomia fronto-lateral (vertical) 
 Hemilaringectomia supraglótica (horizontal) 
 Laringectomia total 
 Radiaterapia 
 Quimioterapia 
A considerar 
1) Local e tipo do tumor 
2) Invasão adjacente 
3) Metástases 
 
 
Alexandre Baldissera
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Estágios I/II (sem linfonodo) 
 Alternativas possíveis: 
 Microcirurgia com laser (transoral) 
 Hemilaringectomias 
 Radioterapia 
 Resultados similares entre cirurgia x radioterapia 
 Recomendação atual: radioterapia inicial e cirurgia reservada para recorrências locais (??) 
 5-anos sobrevida: 
 Estágio I = 90% 
 Estágio II= 70% 
 
Cirurgia, RT ou QT, varia conforme localização no corpo,se há invasão de estruturas adjacentes e se há metástases a distância. 
Quando a lesão é pequena, estádios 1 e 2, deve-se fazer a remoção cirúrgica com laser por via transoral ou pode-se fazer 
hemilaringectomia. Pode-se fazer RT, mas em alguns protocolos, o resultado é semelhante à cirurgia. Acompanhamento 
periódico. Sobrevida em 5 anos, estágio 1: 90%; estágio 2: 70%. 
 
RT não é isenta de paraefeitos, queima o tumor, mas queima também as adjacências, causando mucosites, diminuição da 
produção de saliva, dermatites, etc. 
Casos mais severos – estágios 3 e 4 – podem necessitar de QT, RT local ou laringectomia total (passa a respirar por traqueo). A 
sobrevida em 5 anos desses estágios (3 e 4), fazendo o tto (QT e RT), é de 36% (livre de doença) e 54% (média de todos os pcts). 
Depois de remover a laringe, usa-se a eletrolaringe – fala esofageana. Ao mexer a língua, a vibração é modulada e se transforma 
em voz – parece de robô. 
 
Estágios III/IV 
1) Quimioterapia 
2) Radioterapia x Laringectomia total 
3) Laringectomia total ou Radioterapia posop 
 
Complicações da radioterapia (transitórias em sua maioria) 
 Disgeusia (=dor de garganta) 
 Mucosite 
 Dermatites 
 Xerostomia 
 Fibrose superficial 
 Fistulas 
 Hipotireoidismo 
 
REABILITAÇÃO POS OPERATÓRIO 
Métodos: 
A) Escrita 
B) Fala esofageana 
C) Eletrolaringe 
D) Valvula traqueo-esofágica 
 
CASINHOS... 
Caso clínico 1 
Menina, 7 anos, com dor de garganta severa há 2 dias, febre (39.5ºC), coriza e congestão nasal; ausência de rouquidão, mas com 
dispneia progressiva.Orofaringe com hiperemia intensa (base da língua), mas sem exsudatos amigdalianos. 
Qual é o diagnóstico provável? Epiglotite 
 
Caso clínico 2 
Professora, 52 anos (24 lecionando), queixa-se de rouquidão progressiva há cerca de 8 meses; melhora quando em férias; 
pigarro irritativo de pequena intensidade; não-fumante. Oroscopia com discreta hiperemia.A laringoscopia indireta apresenta 
imagem ao lado. Qual é o diagnóstico? Laringite crônica por NÓDULOS DE PREGA VOCAL secundário a abuso de voz 
 
Caso clínico 3 
Homem 57 anos, com rouquidão constante progressiva há 3 anos, com dispneia nos últimos meses.Fumante pesado (>40 cig/dia 
e cachimbo).Oroscopia com hiperemia severa da faringe. O diagnóstico provável é? CARCINOMA EPIDERMÓIDE DE LARINGE 
 
Alexandre Baldissera
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