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1 CONCURSO IFPE AULA 05 • 11 Atuação Profissional: Código de Ética Profissional do Nutricionista e regulamentação profissional do nutricionista. • 13 O papel do Nutricionista na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. • 14 Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações. • 15 Lei nº 13.666, de 16 de maio de 2018. • 16 Prevenção e promoção da saúde na escola Nutrição para Concursos -NPC 2 SUMÁRIO – Questões comentadas 4 - Questões comentadas na aula 41 - Gabarito 48 Nutrição para Concursos -NPC 3 Bem-vindos, Os assuntos abordados nessa aulas NÃO vem caindo nas últimas provas do IFPE e nem de outras bancas! O custo benefício do estudo aprofundado dessa aula é baixo. Logo, usaremos as poucas questões disponíveis e alguns textos para auxílio no estudo. OBS: Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) - Decreto 7234/2010 JÁ VIMOS NA AULA PASSADA! Equipe NPC. Nutrição para Concursos -NPC 4 Atuação Profissional: Código de Ética Profissional do Nutricionista e regulamentação profissional do nutricionista. 1.(IFPE/2013)O Código de Ética Profissional do Nutricionista pressupõe que a prática do exercício profissional seja conduzida sob a égide dos valores humanos vigentes na sociedade. Nesse contexto são tratadas algumas condutas, em relação às responsabilidades profissionais do nutricionista, sendo CORRETO afirmar que a) a realização de consultas e diagnósticos nutricionais, bem como prescrição dietética, através da internet ou qualquer outro meio de comunicação que configure atendimento não presencial é vedada ao nutricionista. b) o nutricionista não deve assumir a responsabilidade de qualquer ato profissional que tenha praticado ou delegado pois outros profissionais não nutricionistas ou leigos podem interferir em suas atividades e decisões. c) convicções políticas, filosóficas, morais ou religiosas devem ser promovidas por meio da utilização da profissão de nutricionista. d) as instituições públicas podem ser utilizadas para executar serviços provenientes de consultório ou instituição privada, como forma de obter vantagens pessoais. e) a divulgação, doação ou fornecimento de produtos de fornecedores que não atendam às exigências técnicas e sanitárias cabíveis é essencial no exercício da profissão de nutricionista. RESOLUÇÃO: Essa questão utilizou o antigo código. a) a realização de consultas e diagnósticos nutricionais, bem como prescrição dietética, através da internet ou qualquer outro meio de comunicação que configure atendimento não presencial é vedada ao nutricionista. CORRETO Código de ética 2004: CAPÍTULO IV -DA RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL Art. 7°. No contexto das responsabilidades profissionais do nutricionista são-lhe vedadas as seguintes condutas: XVII - realizar consultas e diagnósticos nutricionais, bem como prescrição dietética, através da Internet ou qualquer outro meio de comunicação que configure atendimento não presencial. Parágrafo único. Para os fins do inciso XVII deste artigo, compreende-se: a) por consulta, a assistência em ambulatório, consultório e em domicílio; b) por diagnóstico nutricional, o diagnóstico elaborado a partir de dados clínicos, bioquímicos, antropométricos e dietéticos; e c) prescrição dietética, a prescrição elaborada com base nas diretrizes estabelecidas no diagnóstico nutricional. Código de ética 2018: Capítulo III- Condutas e práticas profissionais Nutrição para Concursos -NPC 5 Art. 36 É dever do nutricionista realizar em consulta presencial a avaliação e o diagnóstico nutricional de indivíduos sob sua responsabilidade profissional. Parágrafo único. Orientação nutricional e acompanhamento podem ser realizados de forma não presencial. b) o nutricionista não deve assumir a responsabilidade de qualquer ato profissional que tenha praticado ou delegado pois outros profissionais não nutricionistas ou leigos podem interferir em suas atividades e decisões. ERRADO Código de ética 2004: CAPÍTULO IV -DA RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL Art. 6°. No contexto das responsabilidades profissionais do nutricionista constituem seus deveres: III - assumir a responsabilidade de qualquer ato profissional que tenha praticado ou delegado, mesmo que tenha sido solicitado ou consentido pelo indivíduo ou pelo respectivo responsável legal; Código de ética 2018: Capítulo I- Responsabilidades profissionais Art. 16 É dever do nutricionista assumir responsabilidade por suas ações, ainda que estas tenham sido solicitadas por terceiros. Parágrafo único. Em caso de imposição legal ou judicial, o nutricionista deve comunicar oficialmente a situação à chefia imediata da instituição e ao Conselho Regional de Nutricionistas de sua jurisdição. c) convicções políticas, filosóficas, morais ou religiosas devem ser promovidas por meio da utilização da profissão de nutricionista.ERRADO Código de ética 2004: CAPÍTULO IV -DA RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL Art. 7°. No contexto das responsabilidades profissionais do nutricionista são-lhe vedadas as seguintes condutas: I - utilizar-se da profissão para promover convicções políticas, filosóficas, morais ou religiosas; Código de ética 2018: PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Art. 3º O nutricionista deve desempenhar suas atribuições respeitando a vida, a singularidade e pluralidade, as dimensões culturais e religiosas, de gênero, de classe social, raça e etnia, a liberdade e diversidade das práticas alimentares, de forma dialógica, sem discriminação de qualquer natureza em suas relações profissionais. d) as instituições públicas podem ser utilizadas para executar serviços provenientes de consultório ou instituição privada, como forma de obter vantagens pessoais. ERRADO Código de ética 2004: CAPÍTULO IV -DA RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL Art. 7°. No contexto das responsabilidades profissionais do nutricionista são lhe vedadas as seguintes condutas: Nutrição para Concursos -NPC 6 XI - utilizar-se de instituições públicas para executar serviços provenientes de consultório ou instituição privada, como forma de obter vantagens pessoais; Código de ética 2018: Capítulo III- Condutas e práticas profissionais Art. 47 É vedado ao nutricionista utilizar-se de instituição ou bem público para executar serviços provenientes de demandas de instituição ou de interesse privado, sem autorização, como forma de obter vantagens pessoais ou para terceiros. e) a divulgação, doação ou fornecimento de produtos de fornecedores que não atendam às exigências técnicas e sanitárias cabíveis é essencial no exercício da profissão de nutricionista.ERRADO Código de ética 2004: CAPÍTULO IV -DA RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL Art. 7°. No contexto das responsabilidades profissionais do nutricionista são lhe vedadas as seguintes condutas: IX - divulgar, dar, fornecer ou indicar produtos de fornecedores que não atendam às exigências técnicas e sanitárias cabíveis; GABARITO: A 2.(CESPE/HUB/2018)Acerca do novo Código de Ética do Nutricionista (Resolução CFN n.º 599/2018), julgue os itens a seguir. Quanto à conduta e prática profissional, é dever do nutricionista realizar o atendimento nutricional e assistir o paciente em relação a alimentação, atividade física e lazer. CERTO ERRADO RESOLUÇÃO: Capítulo III Condutas e Práticas Profissionais As atividades e ações desenvolvidas pelo nutricionista no exercício de suas atribuições obedecerão ao que segue: Art. 31 É direito do nutricionista realizar suas atribuições profissionais sem interferências de pessoas não habilitadas para tais práticas.Art. 32 É direito do nutricionista ter acesso a informações referentes a indivíduos e coletividades sob sua responsabilidade profissional que sejam essenciais para subsidiar sua conduta técnica. Art. 33 É direito do nutricionista assistir indivíduos e coletividades sob sua responsabilidade profissional em instituição da qual não faça parte do quadro funcional, desde que respeite as normas técnico-administrativas da instituição e informe ao profissional responsável. Art. 34 É direito do nutricionista alterar a conduta profissional determinada por outro nutricionista caso tal medida seja necessária para benefício de indivíduos, coletividades ou serviços, registrando as alterações e justificativas de acordo com Nutrição para Concursos -NPC 7 as normas da instituição, e sempre que possível informar ao responsável pela conduta. Art. 35 É dever do nutricionista, ao exercer suas atividades profissionais, cumprir as atribuições obrigatórias definidas por resoluções do CFN e legislações vigentes, em tempo compatível para a execução de tais atividades, de forma adequada, digna e justa. Art. 36 É dever do nutricionista realizar em consulta presencial a avaliação e o diagnóstico nutricional de in- divíduos sob sua responsabilidade profissional. Parágrafo único. Orientação nutricional e acompanhamento podem ser realizados de forma não presencial. Art. 37 É dever do nutricionista considerar as condições alimentares, nutricionais, de saúde e de vida dos indivíduos ou coletividades na tomada de decisões das condutas profissionais. Art. 38 É dever do nutricionista adequar condutas e práticas profissionais às necessidades dos indivíduos, coletividades e serviços visando à promoção da saúde, não cedendo a apelos de modismos, a pressões mercadológicas ou midiáticas e a interesses financeiros para si ou terceiros. Art. 39 É dever do nutricionista analisar criticamente questões técnico-científicas e metodológicas de práticas, pesquisas e protocolos divulgados na literatura ou adotados por instituições e serviços, bem como a própria conduta profissional. Art. 40 É dever do nutricionista respeitar os limites do seu campo de atuação, sem exercer atividades privativas de outros profissionais. Art. 41 É dever do nutricionista encaminhar a outros profissionais habilitados os indivíduos ou coletividades sob sua responsabilidade profissional quando identificar que as atividades demandadas desviam-se de suas competências. Art. 42 É dever do nutricionista fornecer informações e disponibilizar ferramentas necessárias para a continuidade das ações pela equipe ou por outro nutricionista, em caso de afastamento de suas atividades profissionais. Art. 43 É dever do nutricionista colaborar com as autoridades sanitárias e de fiscalização profissional, pres-tando as informações requeridas. Art. 44 É vedado ao nutricionista atribuir a nutrientes, alimentos, produtos alimentícios, suplementos nutricionais e fitoterápicos propriedades ou benefícios à saúde que não possuam. Art. 45 É vedado ao nutricionista aproveitar-se de situações decorrentes da sua relação com indivíduos ou coletividades sob sua assistência para obter qualquer tipo de vantagem ou benefício pessoal ou financeiro. Art. 46 É vedado ao nutricionista induzir indivíduos ou coletividades assistidos por um profissional, serviço ou instituição a migrarem para outro local, da mesma natureza ou não, com o qual tenha qualquer tipo de vínculo, com vistas a obter vantagens pessoal ou financeira. Nutrição para Concursos -NPC 8 Parágrafo único. O nutricionista pode informar aos indivíduos ou coletividades, em caso de saída ou mudança de um serviço ou instituição para outro local, da mesma natureza ou não. Art. 47 É vedado ao nutricionista utilizar-se de instituição ou bem público para executar serviços provenientes de demandas de instituição ou de interesse privado, sem autorização, como forma de obter vantagens pessoais ou para terceiros. Art. 48 É vedado ao nutricionista pleitear de forma desleal, para si ou para outrem, emprego, cargo ou função que esteja sendo exercida por nutricionista ou por profissional de outra formação. Art. 49 É vedado ao nutricionista, no exercício das atribuições profissionais, receber comissão, remuneração, gratificação ou benefício que não corresponda a serviços prestados. Art. 50 É vedado ao nutricionista cobrar ou receber honorários e benefícios de indivíduos e de coletividades assistidos em instituições que se destinam à prestação de serviços públicos, em qualquer área de atuação. Art. 51 É vedado ao nutricionista cobrar ou receber honorários de indivíduos ou de coletividades por procedimentos com remuneração já prevista no contrato do plano de saúde pelo qual está sendo atendido. Art. 52 É vedado ao nutricionista delegar suas funções e responsabilidades privativas a pessoas não habilitadas. GABARITO: ERRADO 3.(CESPE/HUB/2018)Acerca do novo Código de Ética do Nutricionista (Resolução CFN n.º 599/2018), julgue os itens a seguir. No que tange aos meios de comunicação e informação, é dever do nutricionista informar ao seu público em sítios, blogues e mídias sociais suas atividades profissionais mediante a divulgação de imagens, produtos e técnicas. CERTO ERRADO RESOLUÇÃO: CAPÍTULO IV MEIOS DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO O uso de estratégias para comunicação e informação ao público e para divulgação das atividades profissionais do nutricionista, utilizando quaisquer meios, tais como televisão, rádio, jornais, revistas, panfletos virtuais ou impressos, embalagens, mídias e redes sociais, aplicativos, palestras, eventos, dentre outros para os mesmos fins, obedecerá ao que segue: Art. 53.É direito do nutricionista utilizar os meios de comunicação e informação, pautado nos princípios fundamentais, nos valores essenciais e nos artigos Nutrição para Concursos -NPC 9 previstos neste Código, assumindo integral responsabilidade pelas informações emitidas. Art. 54.É direito do nutricionista divulgar sua qualificação profissional, técnicas, métodos, protocolos, diretrizes, benefícios de uma alimentação para indivíduos ou coletividades saudáveis ou em situações de agravos à saúde, bem como dados de pesquisa fruto do seu trabalho, desde que autorizado por escrito pelos pesquisados, respeitando o pudor, a privacidade e a intimidade própria e de terceiros. Art. 55.É dever do nutricionista, ao compartilhar informações sobre alimentação e nutrição nos diversos meios de comunicação e informação, ter como objetivo principal a promoção da saúde e a educação alimentar e nutricional, de forma crítica e contextualizada e com respaldo técnico-científico. Parágrafo único.Ao divulgar orientações e procedimentos específicos para determinados indivíduos ou coletividades, o nutricionista deve informar que os resultados podem não ocorrer da mesma forma para todos. Art. 56.É vedado ao nutricionista, na divulgação de informações ao público, utilizar estratégias que possam gerar concorrência desleal ou prejuízos à população, tais como promover suas atividades profissionais com mensagens enganosas ou sensacionalistas e alegar exclusividade ou garantia dos resultados de produtos, serviços ou métodos terapêuticos. Art. 57.É vedado ao nutricionista utilizar o valor de seus honorários, promoções e sorteios de procedimentos ou serviços como forma de publicidade e propaganda para si ou para seu local de trabalho. Art. 58.É vedado ao nutricionista, mesmo com autorização concedida por escrito, divulgar imagem corporal de si ou de terceiros, atribuindo resultados a produtos, equipamentos, técnicas, protocolos, pois podem não apresentar o mesmo resultado para todos e oferecer risco à saúde. § 1ºA divulgação em eventos científicos ou em publicações técnico-científicas é permitida,desde que autorizada previamente pelos indivíduos ou coletividades. § 2ºNo caso de divulgação de pesquisa científica o disposto no artigo 58 não se aplica. GABARITO: ERRADO 4.(CESPE/HUB/2018)Acerca do novo Código de Ética do Nutricionista (Resolução CFN n.º 599/2018), julgue os itens a seguir. É vedado ao nutricionista exercer suas atividades em locais onde a atividade fim seja a comercialização de alimentos ou equipamentos ligados à área de alimentação e nutrição. CERTO ERRADO RESOLUÇÃO:CAPÍTULO V ASSOCIAÇÃO A PRODUTOS, MARCAS DE PRODUTOS, SERVIÇOS, EMPRESAS OU INDÚSTRIAS Nutrição para Concursos -NPC 10 As ações realizadas pelo nutricionista relativas à associação, divulgação, indicação ou venda de produtos, de marcas de produtos, de serviços, de empresas ou de indústrias específicas obedecerão ao que segue: Art. 59.É direito do nutricionista fazer uso de embalagens para fins de atividades de orientação, educação alimentar e nutricional e em atividades de formação profissional, desde que utilize mais de uma marca, empresa ou indústria do mesmo tipo de alimento, produto alimentício, suplemento nutricional e fitoterápico e que não configure conflito de interesses. Art. 60.É vedado ao nutricionista prescrever, indicar, manifestar preferência ou associar sua imagem intencionalmente para divulgar marcas de produtos alimentícios, suplementos nutricionais, fitoterápicos, utensílios, equipamentos, serviços, laboratórios, farmácias, empresas ou indústrias ligadas às atividades de alimentação e nutrição de modo a não direcionar escolhas, visando preservar a autonomia dos indivíduos e coletividades e a idoneidade dos serviços. I.Inclui-se como formas de divulgação a utilização de vestimentas, adereços, materiais e instrumentos de trabalho com a marca de produtos ou empresas ligadas à área de alimentação e nutrição. Excetuam-se profissionais contratados por empresa ou indústria durante o desempenho de atividade profissional por esta contratante. II.Caso o nutricionista seja contratado pela empresa ou indústria para desempenhar a função de divulgação de serviços ou produtos de uma única marca, empresa ou indústria, esta deve ser voltada apenas a profissionais que prescrevam ou comercializem os produtos e vedada aos demais públicos. III.Quando da pre escrição dietética, orientação para consumo ou compra institucional, havendo necessidade de mencionar aos indivíduos e coletividades as marcas de produtos, empresas ou indústrias, o nutricionista deverá apresentar mais de uma opção, quando disponível. Não havendo outra opção que tenha a mesma composição ou que atenda a mesma finalidade, é permitido indicar o único existente. Art. 61.É vedado ao nutricionista exercer ou associar atividades de consulta nutricional e prescrição dietética em locais cuja atividade-fim seja a comercialização de alimentos, produtos alimentícios, suplementos nutricionais, fitoterápicos, utensílios ou equipamentos ligados à área de alimentação e nutrição. Parágrafo único.O nutricionista pode exercer atividade de consulta nutricional e prescrição dietética em locais cuja atividade-fim seja a comercialização de alimentos ou produto alimentício de fabricação e marca próprias de nutricionista, desde que respeitado o inciso III do Art. 60. Art. 62.É vedado ao nutricionista condicionar, subordinar ou sujeitar sua atividade profissional à venda casada de produtos alimentícios, suplementos Nutrição para Concursos -NPC 11 nutricionais, fitoterápicos, utensílios ou equipamentos ligados à área de alimentação e nutrição. Art. 63.É vedado ao nutricionista fazer publicidade ou propaganda em meios de comunicação com fins comerciais, de marcas de produtos alimentícios, suplementos nutricionais, fitoterápicos, utensílios, equipamentos, serviços ou nomes de empresas ou indústrias ligadas às atividades de alimentação e nutrição. Art. 64.É vedado ao nutricionista receber patrocínio ou vantagens financeiras de empresas ou indústrias ligadas à área de alimentação e nutrição quando configurar conflito de interesses. Parágrafo único.Excetua-se o caso de o nutricionista ser contratado pela empresa ou indústria que concedeu tal patrocínio ou vantagem financeira. Art. 65.É vedado ao nutricionista promover, organizar ou realizar eventos técnicos ou científicos com patrocínio, apoio ou remuneração de indústrias ou empresas ligadas à área de alimentação e nutrição que não atendam aos critérios vigentes estabelecidos por entidade técnico-científica da categoria e quando configurar conflito de interesses. Parágrafo único.Excetua-se o caso de o nutricionista participar em comissão científica ou organizadora de eventos multiprofissionais. GABARITO: CORRETO 5.(CESPE/HUB/2018)Considerando as políticas, as diretrizes e as normas que orientam a prática profissional do nutricionista, julgue os itens seguintes. Configura infração ético-disciplinar a divulgação, com consentimento apenas verbal do paciente, de fotos de antes e depois do tratamento nutricional por ele realizado, por expressa vedação contida no Código de Ética do Nutricionista. CERTO ERRADO RESOLUÇÃO: Art. 58.É vedado ao nutricionista, mesmo com autorização concedida por escrito, divulgar imagem corporal de si ou de terceiros, atribuindo resultados a produtos, equipamentos, técnicas, protocolos, pois podem não apresentar o mesmo resultado para todos e oferecer risco à saúde. § 1ºA divulgação em eventos científicos ou em publicações técnico-científicas é permitida, desde que autorizada previamente pelos indivíduos ou coletividades. § 2ºNo caso de divulgação de pesquisa científica o disposto no artigo 58 não se aplica. GABARITO: CORRETO Nutrição para Concursos -NPC 12 Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações. (IFPE/2014)De acordo com a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, responda às próximas três questões. 6. Qual alternativa não é correta? a) Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 05% das vagas oferecidas no concurso. b) Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual. c) Os servidores públicos de que trata o art. 243, da Lei nº 8.11290, não amparados pelo art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, poderão, no interesse da Administração e conforme critérios estabelecidos em regulamento, ser exonerados mediante indenização de um mês de remuneração por ano de efetivo exercício no serviço público federal. d) Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão. e) As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos da Lei nº 8.11290. RESOLUÇÃO: a) Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 05% das vagas oferecidas no concurso. ERRADO Art. 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público: I - a nacionalidade brasileira; II - o gozo dos direitos políticos; III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais; IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; V - a idade mínima de dezoitoanos; VI - aptidão física e mental. § 1o As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei. § 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam Nutrição para Concursos -NPC 13 compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso. § 3o As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.515, de 20.11.97) b) Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual.CORRETO Art. 16. O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor. Parágrafo único. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual. c) Os servidores públicos de que trata o art. 243, da Lei nº 8.11290, não amparados pelo art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, poderão, no interesse da Administração e conforme critérios estabelecidos em regulamento, ser exonerados mediante indenização de um mês de remuneração por ano de efetivo exercício no serviço público federal.CORRETO Art. 243. Ficam submetidos ao regime jurídico instituído por esta Lei, na qualidade de servidores públicos, os servidores dos Poderes da União, dos ex- Territórios, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das fundações públicas, regidos pela Lei nº 1.711, de 28 de outubro de 1952 - Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, ou pela Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1 o de maio de 1943, exceto os contratados por prazo determinado, cujos contratos não poderão ser prorrogados após o vencimento do prazo de prorrogação. § 1o Os empregos ocupados pelos servidores incluídos no regime instituído por esta Lei ficam transformados em cargos, na data de sua publicação. § 2o As funções de confiança exercidas por pessoas não integrantes de tabela permanente do órgão ou entidade onde têm exercício ficam transformadas em cargos em comissão, e mantidas enquanto não for implantado o plano de cargos dos órgãos ou entidades na forma da lei. § 3o As Funções de Assessoramento Superior - FAS, exercidas por servidor integrante de quadro ou tabela de pessoal, ficam extintas na data da vigência desta Lei. § 4o (VETADO). Nutrição para Concursos -NPC http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9515.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9515.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep898-90.pdf https://legislacao.planalto.gov.br/LEGISLA/Legislacao.nsf/viwTodos/3da255db3dc7fe2c032569fa00636354?OpenDocument&Highlight=1,&AutoFramed https://legislacao.planalto.gov.br/LEGISLA/Legislacao.nsf/viwTodos/3da255db3dc7fe2c032569fa00636354?OpenDocument&Highlight=1,&AutoFramed https://legislacao.planalto.gov.br/LEGISLA/Legislacao.nsf/viwTodos/3da255db3dc7fe2c032569fa00636354?OpenDocument&Highlight=1,&AutoFramed https://legislacao.planalto.gov.br/LEGISLA/Legislacao.nsf/viwTodos/050e41451820241a032569fa00707b31?OpenDocument&Highlight=1,&AutoFramed 14 § 5o O regime jurídico desta Lei é extensivo aos serventuários da Justiça, remunerados com recursos da União, no que couber. § 6o Os empregos dos servidores estrangeiros com estabilidade no serviço público, enquanto não adquirirem a nacionalidade brasileira, passarão a integrar tabela em extinção, do respectivo órgão ou entidade, sem prejuízo dos direitos inerentes aos planos de carreira aos quais se encontrem vinculados os empregos. § 7o Os servidores públicos de que trata o caput deste artigo, não amparados pelo art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, poderão, no interesse da Administração e conforme critérios estabelecidos em regulamento, ser exonerados mediante indenização de um mês de remuneração por ano de efetivo exercício no serviço público federal. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) § 8o Para fins de incidência do imposto de renda na fonte e na declaração de rendimentos, serão considerados como indenizações isentas os pagamentos efetuados a título de indenização prevista no parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) § 9o Os cargos vagos em decorrência da aplicação do disposto no § 7o poderão ser extintos pelo Poder Executivo quando considerados desnecessários. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) d) Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão.CORRETO Art. 1o Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das fundações públicas federais. Art. 2o Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. Art. 3o Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. Parágrafo único. Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão. Art. 4o É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei. Nutrição para Concursos -NPC http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#adctart19 15 e) As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos da Lei nº 8.11290. CORRETO Art. 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público: I - a nacionalidade brasileira; II - o gozo dos direitos políticos; III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais; IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; V - a idade mínima de dezoito anos; VI - aptidão física e mental. § 1o As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei. § 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso. § 3o As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.515, de 20.11.97) GABARITO: A 7. Qual alternativa corresponde corretamente ao que se afirma nos seguintes itens: I – O vencimento, a remuneração e o provento poder, por decisão do juiz, ser objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. II – O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. III – À família do servidorque falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de seis meses, contado do óbito. a) Estão corretos os itens I, II e III. b) Apenas o item II está correto. c) Apenas o item III está correto. d) Apenas os item I e II estão corretos. e) Apenas o item I está correto. RESOLUÇÃO: I – O vencimento, a remuneração e o provento poder, por decisão do juiz, ser objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. ERRADO Nutrição para Concursos -NPC http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9515.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9515.htm#art1 16 Art. 48. O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, seqüestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. II – O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. CORRETO Art. 31. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. Parágrafo único. Na hipótese prevista no § 3o do art. 37, o servidor posto em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal - SIPEC, até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade. III – À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de seis meses, contado do óbito. ERRADO Art. 53.A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que, no interesse do serviço, passar a ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente, vedado o duplo pagamento de indenização, a qualquer tempo, no caso de o cônjuge ou companheiro que detenha também a condição de servidor, vier a ter exercício na mesma sede. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) § 1o Correm por conta da administração as despesas de transporte do servidor e de sua família, compreendendo passagem, bagagem e bens pessoais. § 2o À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de 1 (um) ano, contado do óbito. § 3o Não será concedida ajuda de custo nas hipóteses de remoção previstas nos incisos II e III do parágrafo único do art. 36. GABARITO: B 8. Assinale a alternativa que completa corretamente o texto: Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. É de _____________ dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da data da posse. a) trinta b) sessenta c) quinze d) dez e) quarenta e cinco RESOLUÇÃO: Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.(Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) Nutrição para Concursos -NPC http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 17 § 1o É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da data da posse. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) § 2o O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função de confiança, se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo, observado o disposto no art. 18. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) § 3o À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for nomeado ou designado o servidor compete dar-lhe exercício. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) § 4o O início do exercício de função de confiança coincidirá com a data de publicação do ato de designação, salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por qualquer outro motivo legal, hipótese em que recairá no primeiro dia útil após o término do impedimento, que não poderá exceder a trinta dias da publicação. (Incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) GABARITO: C 9.(IDECAN/IFPB/2019)Com base nas disposições da Lei nº 8.112/90, assinale abaixo o que se entende por inassiduidade habitual: A) É a falta ao serviço, sem causa justificada, por trinta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses. B) É a falta ao serviço, com ou sem causa justificada, por noventa dias durante o período de doze meses. C) É a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de vinte e quatro meses. D) É a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses. E) É a falta ao serviço, com ou sem causa justificada, por sessenta dias durante o período de doze meses. RESOLUÇÃO: A) É a falta ao serviço, sem causa justificada, por trinta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses. ERRADO B) É a falta ao serviço, com ou sem causa justificada, por noventa dias durante o período de doze meses.ERRADO C) É a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de vinte e quatro meses.ERRADO D) É a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses.CORRETO Nutrição para Concursos -NPC http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9527.htm#art1 18 Art. 139. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses. E) É a falta ao serviço, com ou sem causa justificada, por sessenta dias durante o período de doze meses. ERRADO GABARITO: D 10.(IDECAN/IFPB/2019)De acordo com a Lei nº 8.112/90, as penalidades disciplinares serão aplicadas: I. Pelo Presidente da República, pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República, quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder, órgão, ou entidade. II. Pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos, nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias. III. Pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de destituição de cargo em comissão. Assinale A) se somente a afirmativa I estiver correta. B) se somente a afirmativa II estiver correta. C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. E) se todas as afirmativas estiverem corretas RESOLUÇÃO: Art. 141. As penalidades disciplinares serão aplicadas: I - pelo Presidente da República, pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República, quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder, órgão, ou entidade; II - pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias; III - pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos, nos casos de advertênciaou de suspensão de até 30 (trinta) dias; IV - pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de destituição de cargo em comissão. Nutrição para Concursos -NPC 19 GABARITO: E Nutrição para Concursos -NPC 20 Lei nº 13.666, de 16 de maio de 2018. No edital só consta a cobrança dessa lei. No entanto, estamos colocando algumas questões sobre educação nutricional. Obs: questões que não abordem essa lei específica podem ser alvos de recurso! LEI Nº 13.666, DE 16 DE MAIO DE 2018 Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), para incluir o tema transversal da educação alimentar e nutricional no currículo escolar. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º O art. 26 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), passa a vigorar acrescido do seguinte § 9º-A: “Art. 26................................................................................................................... ............................................................................................................................... § 9º-A. A educação alimentar e nutricional será incluída entre os temas transversais de que trata o caput.” (NR) Art. 2º Esta Lei entra em vigor após decorridos 180 (cento e oitenta) dias de sua publicação oficial. Brasília, 16 de maio de 2018; 197º da Independência e 130º da República. 11.(IFAL/2009)A avaliação do comportamento alimentar é imprescindível para tornar eficaz o processo de Educação Alimentar. Dessa forma, alguns modelos podem ser aplicados à Educação Alimentar de adolescentes, como o modelo transteórico de mudança do comportamento alimentar. Esse modelo prediz cinco estágios de mudança do comportamento alimentar das pessoas para orientar na melhor conduta ou intervenção nutricional, de acordo com cada estágio. Esses estágios compreendem: a) contemplação, preparação, ação, manutenção e recuperação. b) pré-contemplação, contemplação, preparação, ação e manutenção . c) pré-contemplação, contemplação, manutenção, ação e recuperação. d) contemplação, preparação, manutenção, ação e recuperação. e) pré-contemplação, contemplação, preparação, ação e recuperação. RESOLUÇÃO: São cinco os estágios experimentados pelos indivíduos durante a mudança comportamental, a saber: a) Pré-contemplação: estágio no qual a pessoa não possui consciência de um determinado problema ou não lhe dá importância suficiente para que seja iniciada uma tentativa de mudança de atitude. Pessoas do seu convívio podem enxergar a necessidade de mudança, mas ela mesma não se dispõe a mudar e normalmente não quer lidar com o problema; Nutrição para Concursos -NPC http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm 21 b) Contemplação: neste estágio a pessoa identifica o problema e inicia uma discussão (interna e/ou externa) a respeito da necessidade de mudar. A pessoa sabe a direção que necessita tomar, porém ainda não se vê apta para enfrentar a mudança. Caracterizado por uma indecisão entre os prós e os contras de manter o comportamento atual; c) Preparação: momento em que existe uma determinação de iniciar o processo de mudança em um futuro próximo. Têm-se clara consciência da necessidade de mudança e que é o caminho mais vantajoso para si. Inicia a definição de estratégias e de como irá conseguir mudar o seu comportamento; d) Ação: normalmente, este é o estágio em que a decisão de mudança de comportamento é exteriorizada em forma de atitudes concretas e pode ser observado por outras pessoas. Apesar de ser considerado um estágio de grande desafio, é este o momento em que se pode encontrar reconhecimento por parte de outras pessoas do esforço que se está realizando. Neste estágio existem duas possibilidades: recair para o comportamento antigo ou manter com sucesso o novo comportamento; e) Manutenção: estágio onde se busca não perder o que foi conquistado no estágio anterior. É a manutenção do desejo de mudança. Momento que exige o maior esforço e atenção para prevenir lapsos e relapsos que levem ao comportamento antigo indesejado. GABARITO: B 12.(AOCP/HU-UFPA/2016) No cenário brasileiro, o interesse pela Educação Alimentar e Nutricional (EAN) surgiu na década de 1940, época em que era visto como uma coluna em programas governamentais de proteção ao trabalhador. Até a década de 1970, a EAN vivenciou momentos de rejeição em diversos contextos. A partir daí, o tema pouco evoluiu por duas décadas até ser retomado nos anos de 1990 com as evidências de que hábitos alimentares são determinantes para a saúde. Em relação à EAN, assinale a alternativa correta. (A) A promoção de hábitos alimentares saudáveis pautada no trabalho de educação em saúde exige que o nutricionista tenha papel atuante de educador, porém não necessariamente sendo agente e propiciador de mudanças. (B) Uma abordagem que apenas instrui sobre como proceder será sempre eficaz, uma vez que leva o educando a proceder mecanicamente segundo o pensar do educador, destituindo o seu comer dos significados a ele inerentes. (C) A EAN pode se tornar efetivamente útil para os indivíduos quando possibilita o despertar da consciência crítica e da autonomia para agir e criar conceitos em relação às práticas alimentares. (D) A EAN se dá pelo seu conteúdo e pela sua abordagem de ensino, não sendo necessária a capacidade técnico-científica do profissional e sua habilidade em lidar com pessoas. (E) As ações de EAN devem buscar o direito humano à alimentação adequada, o qual é apresentado como direito fundamental e dispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal. RESOLUÇÃO: (A) A promoção de hábitos alimentares saudáveis pautada no trabalho de educação em saúde exige que o nutricionista tenha papel atuante de educador, porém não necessariamente sendo agente e propiciador de mudanças. ERRADO O nutricionista tem que ser agente e propiciador de mudanças! Nutrição para Concursos -NPC 22 (B) Uma abordagem que apenas instrui sobre como proceder será sempre eficaz, uma vez que leva o educando a proceder mecanicamente segundo o pensar do educador, destituindo o seu comer dos significados a ele inerentes.ERRADO (C) A EAN pode se tornar efetivamente útil para os indivíduos quando possibilita o despertar da consciência crítica e da autonomia para agir e criar conceitos em relação às práticas alimentares. CORRETO (D) A EAN se dá pelo seu conteúdo e pela sua abordagem de ensino, não sendo necessária a capacidade técnico-científica do profissional e sua habilidade em lidar com pessoas.ERRADO (E) As ações de EAN devem buscar o direito humano à alimentação adequada, o qual é apresentado como direito fundamental e dispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal.ERRADO GABARITO: C 13.(AOCP/HU-UFJF/2015) A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) se configura como um campo de conhecimento e prática contínua e permanente, intersetorial e multiprofissional, que utiliza diferentes abordagens educacionais. Em relação aos princípios para as ações de EAN, assinale a alternativa INCORRETA. (A) O caráter não permanente indica que a EAN precisa estar presente apenas na formação dos hábitos alimentares na primeira infância. (B) A EAN deve considerar a legitimidade dos saberes oriundos da cultura, religião e ciência. (C) A promoção do autocuidado tem como foco principal apoiar as pessoas para que se tornem agentes produtores sociais de sua saúde. (D) As abordagens educativas e pedagógicas adotadas em EAN devem privilegiar os processos ativos. (E) As estratégias e os conteúdos de EAN devem ser desenvolvidos de maneira coordenada e utilizarabordagens que se complementem de forma harmônica e sistêmica. RESOLUÇÃO: (A) O caráter não permanente indica que a EAN precisa estar presente apenas na formação dos hábitos alimentares na primeira infância.ERRADO Caráter permanente e presente em todas as fases da vida! (B) A EAN deve considerar a legitimidade dos saberes oriundos da cultura, religião e ciência. CORRETO (C) A promoção do autocuidado tem como foco principal apoiar as pessoas para que se tornem agentes produtores sociais de sua saúde. CORRETO (D) As abordagens educativas e pedagógicas adotadas em EAN devem privilegiar os processos ativos. CORRETO (E) As estratégias e os conteúdos de EAN devem ser desenvolvidos de maneira coordenada e utilizar abordagens que se complementem de forma harmônica e sistêmica. CORRETO GABARITO: A 14.(AOCP/HE-UFSCAR/2015) Existem diferenças importantes entre o aprendizado de crianças e adultos durante o processo de educação nutricional. Sobre essas diferenças, assinale a alternativa correta. Nutrição para Concursos -NPC 23 (A) O adulto não precisa saber por que precisa aprender algo, antes de submeter-se ao aprendizado. (B) O adulto é menos motivado a aprender se vê um propósito ou necessidade. (C) É importante abordar um cliente adulto com atitude negativa, mostrando que se ele não aprender terá um impacto negativo em seu bem-estar. (D) O adulto não gosta de saber se progressos foram ou não alcançados. (E) No aprendizado do adulto, os melhores métodos de avaliação são os que não intimidam, que permitem a determinação do que foi aprendido. RESOLUÇÃO: (A) O adulto não precisa saber por que precisa aprender algo, antes de submeter-se ao aprendizado. ERRADO (B) O adulto é menos motivado a aprender se vê um propósito ou necessidade. ERRADO (C) É importante abordar um cliente adulto com atitude negativa, mostrando que se ele não aprender terá um impacto negativo em seu bem-estar.ERRADO (D) O adulto não gosta de saber se progressos foram ou não alcançados.ERRADO (E) No aprendizado do adulto, os melhores métodos de avaliação são os que não intimidam, que permitem a determinação do que foi aprendido.CORRETO GABARITO: E 15.(AOCP/HUJM-UFMT/2013) Com relação às Responsabilidades Educativas do Nutricionista, assinale a alternativa INCORRETA. (A) O nutricionista é um profissional com fundamentação técnica no campo da nutrição, capaz de traduzir a ciência da nutrição para a linguagem de seu público, orientando o comportamento alimentar dos indivíduos. (B) A curto prazo, há que se discutir com a comunidade, problemas como desnutrição, desmame, água, desidratação, utilização integral dos alimentos para que não se percam nutrientes (ovos com casca, hortaliças com talos etc.). (C) A médio e longo prazo, torna-se indispensável o fortalecimento da participação do nutricionista na equipe multiprofissional em todos os níveis de sistemas de saúde (local, regional e central), no estabelecimento de políticas de alimentação e nutrição, priorizando o aspecto social. (D) Onde quer que o nutricionista atue, deverá ser sempre um educador. Suas ações em seu meio de trabalho serão sempre como agente de mudança. (E) Devem ser evitadas pelos nutricionistas questões polêmicas como a reforma sanitária e o acesso e disponibilidade de alimentos. Nutrição para Concursos -NPC 24 RESOLUÇÃO: (A) O nutricionista é um profissional com fundamentação técnica no campo da nutrição, capaz de traduzir a ciência da nutrição para a linguagem de seu público, orientando o comportamento alimentar dos indivíduos.CORRETO (B) A curto prazo, há que se discutir com a comunidade, problemas como desnutrição, desmame, água, desidratação, utilização integral dos alimentos para que não se percam nutrientes (ovos com casca, hortaliças com talos etc.). CORRETO (C) A médio e longo prazo, torna-se indispensável o fortalecimento da participação do nutricionista na equipe multiprofissional em todos os níveis de sistemas de saúde (local, regional e central), no estabelecimento de políticas de alimentação e nutrição, priorizando o aspecto social. CORRETO (D) Onde quer que o nutricionista atue, deverá ser sempre um educador. Suas ações em seu meio de trabalho serão sempre como agente de mudança. CORRETO (E) Devem ser evitadas pelos nutricionistas questões polêmicas como a reforma sanitária e o acesso e disponibilidade de alimentos.ERRADO GABARITO: E 16.(AOCP/HUJM-UFMT/2013) Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma das maneiras de ajudar o paciente a alcançar seus objetivos. (A) Deve haver declaração racional e clara da mudança mental proposta. (B) Usar recursos de pesquisas recentes que explicam os conceitos. (C) Reforçar os benefícios das metas alcançadas. (D) Explicitar os reforços e os recursos necessários para o alcance do objetivo. (E) Incentivar o paciente dizendo “isso é importante” ou “é bom pra você”. RESOLUÇÃO: (A) Deve haver declaração racional e clara da mudança mental proposta. CORRETO (B) Usar recursos de pesquisas recentes que explicam os conceitos. CORRETO (C) Reforçar os benefícios das metas alcançadas. CORRETO (D) Explicitar os reforços e os recursos necessários para o alcance do objetivo. CORRETO (E) Incentivar o paciente dizendo “isso é importante” ou “é bom pra você”.ERRADO GABARITO: E 17.(AOCP/HU-UFS/2013) Em relação à Educação Nutricional, assinale a alternativa INCORRETA. (A) A Educação Nutricional deve apresentar soluções a curto prazo para minimizar a fome e controlar os índices carenciais que existem aqui e agora. (B) A Educação Nutricional visa à subordinação dos indivíduos e dos vários grupos de uma sociedade em relação aos profissionais capacitados para lidar com os problemas nutricionais fundamentais, dentro do contexto atual de uma sociedade em rápida mudança. (C) É evidente que a Educação Nutricional torna-se parte essencial da educação para saúde, visto que a saúde física e mental depende do estado de nutrição do indivíduo. Nutrição para Concursos -NPC 25 (D) A Educação Nutricional visa a difundir os conhecimentos práticos da ciência da Nutrição para as pessoas, independentemente de serem pobres, “remediadas” ou ricas, afim de que elas conheçam o valor nutricional das diversas partes dos alimentos e a técnica de utilizá-los em preparações, para cobrir suas necessidades orgânicas. (E) É preciso ensinar a comer dentro do poder aquisitivo e do estado de saúde de cada um, para evitar problemas nutricionais provenientes tanto de carência como de excessos alimentares. RESOLUÇÃO: (A) A Educação Nutricional deve apresentar soluções a curto prazo para minimizar a fome e controlar os índices carenciais que existem aqui e agora. CORRETO (B) A Educação Nutricional visa à subordinação dos indivíduos e dos vários grupos de uma sociedade em relação aos profissionais capacitados para lidar com os problemas nutricionais fundamentais, dentro do contexto atual de uma sociedade em rápida mudança. ERRADO (C) É evidente que a Educação Nutricional torna-se parte essencial da educação para saúde, visto que a saúde física e mental depende do estado de nutrição do indivíduo. CORRETO (D) A Educação Nutricional visa a difundir os conhecimentos práticos da ciência da Nutrição para as pessoas, independentemente de serem pobres, “remediadas” ou ricas, afim de que elas conheçam o valor nutricional das diversas partes dos alimentos e a técnica de utilizá-los em preparações, para cobrir suas necessidades orgânicas. CORRETO (E) É preciso ensinar a comer dentro do poder aquisitivo e do estado de saúde de cada um, para evitar problemas nutricionais provenientes tanto de carência como de excessos alimentares. CORRETO GABARITO: B 18.(AOCP/HUWC-UFC/2014) Sobre as diferenças entre educação e orientação nutricional, relacione as colunas e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 1.Educação Nutricional. 2. Orientação Nutricional. A. Ênfase na mudança imediatadas práticas alimentares e nos resultados obtidos. B. Ênfase no processo de modificar e melhorar o hábito alimentar a médio e longo prazo. C. Preocupação com as representações sobre o comer e a comida, com o conhecimento, as atitudes e a valoração da alimentação para a saúde, além da mudança de práticas alimentares. D. A preocupação precípua é a mudança de práticas e o seguimento da dieta. E. O objetivo do processo é estabelecido em função de metas definidas pelo profissional, para controle dos processos patológicos. F. O objetivo do processo é estabelecido em função das necessidades detectadas que são discutidas com o paciente e das perspectivas e esperanças do cliente ou paciente. G. As mudanças necessárias ao controle das doenças, entre elas as relativas à alimentação, devem ser buscadas em uma perspectiva de integração e de harmonização nos diversos níveis: físico, emocional e intelectual. H. As mudanças relativas à alimentação devem ser obtidas mediante o seguimento da dieta. Nutrição para Concursos -NPC 26 (A) 1C – 1E – 1F – 1H – 2A – 2B – 2D – 2G. (B) 1A – 1B – 1G – 1H – 2C – 2D – 2E – 2F. (C) 1A – 1B – 1F – 1G – 2C – 2D – 2E – 2H. (D) 1B – 1C – 1F – 1G – 2A – 2D – 2E – 2H. (E) 1B – 1C – 1D – 1E – 2A – 2F – 2G – 2H. RESOLUÇÃO: Educação Nutricional: B. Ênfase no processo de modificar e melhorar o hábito alimentar a médio e longo prazo. C. Preocupação com as representações sobre o comer e a comida, com o conhecimento, as atitudes e a valoração da alimentação para a saúde, além da mudança de práticas alimentares. F. O objetivo do processo é estabelecido em função das necessidades detectadas que são discutidas com o paciente e das perspectivas e esperanças do cliente ou paciente. G. As mudanças necessárias ao controle das doenças, entre elas as relativas à alimentação, devem ser buscadas em uma perspectiva de integração e de harmonização nos diversos níveis: físico, emocional e intelectual. Orientação Nutricional. Ênfase na mudança imediata das práticas alimentares e nos resultados obtidos. D. A preocupação precípua é a mudança de práticas e o seguimento da dieta. E. O objetivo do processo é estabelecido em função de metas definidas pelo profissional, para controle dos processos patológicos. GABARITO: D 19.(IBFC/HUUFMA/2013) O maior desafio do educador nutricional é selecionar e adaptar as informações para os diferentes indivíduo. No aconselhamento de indivíduos com baixo nível de alfabetismo, é recomendado: a)Enfatizar somente as restrições alimentares, não abordando os alimentos que o indivíduo pode consumir, visando resumir e direcionar as orientações. b)Realizar longas sessões de aconselhamento para que haja tempo suficiente de serem discutidos os detalhes de cada uma das diversas orientações. c)Conectar as informações coma experiência do indivíduo, limitando-se às informações relevantes. d)Evitar avaliação dos esforços do indivíduo e o reconhecimento de suas realizações, par que não haja inibição do mesmo. Nutrição para Concursos -NPC 27 e)Que familiares e amigos não participem das sessões de aconselhamento, visando estimular a responsabilidade do indivíduo sobre o seu tratamento. RESOLUÇÃO: a)Enfatizar somente as restrições alimentares, não abordando os alimentos que o indivíduo pode consumir, visando resumir e direcionar as orientações.ERRADO b)Realizar longas sessões de aconselhamento para que haja tempo suficiente de serem discutidos os detalhes de cada uma das diversas orientações.ERRADO c)Conectar as informações coma experiência do indivíduo, limitando-se às informações relevantes.CORRETO d)Evitar avaliação dos esforços do indivíduo e o reconhecimento de suas realizações, para que não haja inibição do mesmo.ERRADO e)Que familiares e amigos não participem das sessões de aconselhamento, visando estimular a responsabilidade do indivíduo sobre o seu tratamento.ERRADO GABARITO: C 20.(IBFC/CHC-UFPR/2015) No planejamento de progamas educativos na área de alimentação e nutrição devem-se considerar diversos aspectos, sendo correto afirmar que: a) A primeira fase do processo de planejamento de um programa educativo, consiste na produção de materiais de apoio e no treinamento de agentes de execução. b) As mensagens do material de apoio a serem usadas nos programas educativos devem ser complexas e evitar o suso de slogan ou palavras de ordem. c) Os objetivos de um programa educativo devem expressar as mudanças pretendidas nos indíviduos, mediante um conjunto de experiências que lhes serão proporcionadas. d) Somente nas etapas mais avançadas do planejamento de um programa educativo é que se deve focar no estudo dos problemas alimentares e nutricionais da comunidade na qual irá atuar. e) Não é recomendada a avaliação do resultados do programa educativo realizado, a fim de não expor a críticas, os promotores da intervenção e depreservar a privacidade da população importante. RESOLUÇÃO: a) A primeira fase do processo de planejamento de um programa educativo, consiste na produção de materiais de apoio e no treinamento de agentes de execução.ERRADO A primeira fase do processo de planejamento consiste no estudo e análise dos problemas alimentares e nutricionais da comunidade na qual se pretende atuar, identificando os fatores causais que serão considerados pela intervenção. b) As mensagens do material de apoio a serem usadas nos programas educativos devem ser complexas e evitar o suso de slogan ou palavras de ordem.ERRADO c) Os objetivos de um programa educativo devem expressar as mudanças pretendidas nos indíviduos, mediante um conjunto de experiências que lhes serão proporcionadas.CORRETO d) Somente nas etapas mais avançadas do planejamento de um programa educativo é que se deve focar no estudo dos problemas alimentares e nutricionais da comunidade na qual irá atuar.ERRADO Nutrição para Concursos -NPC 28 e) Não é recomendada a avaliação do resultados do programa educativo realizado, a fim de não expor a críticas, os promotores da intervenção e depreservar a privacidade da população importante.ERRADO GABARITO: C Nutrição para Concursos -NPC 29 O papel do Nutricionista na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. RESOLUÇÃO CFN Nº 600, DE 25 DE FEVEREIRO DE 2018 Texto retificado em 23 de maio de 2018 Dispõe sobre a definição das áreas de atuação do nutricionista e suas atribuições, indica parâmetros numéricos mínimos de referência, por área de atuação, para a efetividade dos serviços prestados à sociedade e dá outras providências.1 A.2. Segmento – Alimentação e Nutrição no Ambiente Escolar: A.2.1. Subsegmento – Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE): A.2.1.1. Para realizar as atribuições de Nutrição do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), no âmbito da alimentação coletiva, o nutricionista deverá realizar as atividades descritas na Resolução CFN específica vigente. A.2.2. Subsegmento – Alimentação e Nutrição no Ambiente Escolar – Rede Privada de Ensino: A.2.2.1. Para realizar as atribuições de Nutrição em Alimentação Coletiva, subárea Gestão em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN), no âmbito de Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) Institucional/Alimentação e Nutrição no ambiente escolar – Rede Privada de Ensino, o nutricionista deverá desenvolver as seguintes atividades obrigatórias de UAN, em interação com a área de Nutrição em Saúde Coletiva: A.2.2.1.1. Realizar a avaliação, diagnóstico e monitoramento nutricional do escolar, com base nas recomendações e necessidades nutricionais específicas. A.2.2.1.2. Identificar escolares ou estudantes com doenças e deficiências associadas à nutrição, para atendimento por meio de Nutrição para Concursos -NPC http://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/resolucoes/DOU_600ret.pdf 30 cardápio específico e encaminhamento para assistêncianutricional adequada. A.2.2.1.3. Elaborar os cardápios de acordo com as necessidades nutricionais, com base no diagnóstico de nutrição da clientela, adequando-os à faixa etária e respeitando os hábitos alimentares regionais, culturais e étnicos. A.2.2.1.4. Planejar e supervisionar as atividades de seleção de fornecedores e procedência dos alimentos. A.2.2.1.5. Elaborar e implantar o Manual de Boas Práticas, mantendo-o atualizado. A.2.2.1.6. Implantar e supervisionar Procedimentos Operacionais Padronizados (POP) e métodos de controle de qualidade de alimentos, em conformidade com a legislação vigente. A.2.2.1.7. Desenvolver projetos de educação alimentar e nutricional para a comunidade escolar, inclusive promovendo a consciência social, ecológica e ambiental. A.2.2.1.8. Elaborar e implantar fichas técnicas das preparações, mantendo-as atualizadas. A.2.2.1.9. Implantar e supervisionar as atividades de pré-preparo, preparo, distribuição e transporte de refeições e/ou preparações. A.2.2.1.10. Realizar teste de aceitabilidade de preparações/refeições. A.2.2.1.11. Elaborar informação nutricional do cardápio e/ou preparações, contendo valor energético, ingredientes, nutrientes e aditivos que possam causar alergia ou intolerância alimentar. A.2.2.1.12. Elaborar relatórios técnicos de não conformidades, impeditivas da boa prática profissional e que coloquem em risco a saúde humana, encaminhando-os ao superior hierárquico e às autoridades competentes, quando couber. A.2.2.2. Para realizar as atribuições de Nutrição em Alimentação Coletiva, subárea Gestão em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN), no âmbito de Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) Institucional/Alimentação e Nutrição no ambiente escolar – Rede Privada de Ensino, ficam definidas como atividades complementares do nutricionista: A.2.2.2.1. Participar do planejamento e da supervisão das atividades de compras, recebimento e armazenamento de alimentos, material de higiene, descartáveis e outros. A.2.2.2.2. Participar do planejamento e da supervisão da implantação ou adequação de instalações físicas, equipamentos e utensílios da Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN). Nutrição para Concursos -NPC 31 A.2.2.2.3. Participar da definição do perfil, dimensionamento, recrutamento, seleção e avaliação de desempenho dos colaboradores da Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN). A.2.2.2.4. Participar de equipes multidisciplinares destinadas à realização de atividades voltadas para a promoção da saúde. A.2.2.2.5. Realizar e divulgar estudos e pesquisas relacionados à sua área de atuação, promovendo o intercâmbio técnico-científico. A.2.2.2.6. Participar do planejamento e supervisão de estágio para estudantes de graduação em nutrição e de curso técnico em nutrição e dietética. A.2.2.2.7. Realizar testes de degustação das preparações prévios ao consumo. A.2.2.2.8. Promover ações de incentivo ao desenvolvimento sustentável. A.2.2.2.9. Realizar visitas periódicas aos fornecedores, avaliando o local e registrando os dado Nesse link, há um texto bem específico! Vale a pena a leitura: https://portal.ifsuldeminas.edu.br/images/PDFs/proex/pnae/Manual_de_Gestao_do_P NAE_para_os_IFs_-_Rog%C3%A9rio_Socorro_e_Luizinho.pdf Nutrição para Concursos -NPC 32 Prevenção e promoção da saúde na escola Programa Saúde nas Escolas O Programa Saúde na Escola (PSE) visa à integração e articulação permanente da educação e da saúde, proporcionando melhoria da qualidade de vida da população brasileira. Como consolidar essa atitude dentro das escolas? Essa é a questão que nos guiou para elaboração da metodologia das Agendas de Educação e Saúde, a serem executadas como projetos didáticos nas Escolas. O PSE tem como objetivo contribuir para a formação integral dos estudantes por meio de ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, com vistas ao enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens da rede pública de ensino. O público beneficiário do PSE são os estudantes da Educação Básica, gestores e profissionais de educação e saúde, comunidade escolar e, de forma mais amplificada, estudantes da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). As atividades de educação e saúde do PSE ocorrerão nos Territórios definidos segundo a área de abrangência da Estratégia Saúde da Família (Ministério da Saúde), tornando possível o exercício de criação de núcleos e ligações entre os equipamentos públicos da saúde e da educação (escolas, centros de saúde, áreas de lazer como praças e ginásios esportivos, etc). No PSE a criação dos Territórios locais é elaborada a partir das estratégias firmadas entre a escola, a partir de seu projeto político-pedagógico e a unidade básica de saúde. O planejamento destas ações do PSE considera: o contexto escolar e social, o diagnóstico local em saúde do escolar e a capacidade operativa em saúde do escolar. A Escola é a área institucional privilegiada deste encontro da educação e da saúde: espaço para a convivência social e para o estabelecimento de relações favoráveis à promoção da saúde pelo viés de uma Educação Integral. Para o alcance dos objetivos e sucesso do PSE é de fundamental importância compreender a Educação Integral como um conceito que compreende a proteção, a atenção e o pleno desenvolvimento da comunidade escolar. Na esfera da saúde, as práticas das equipes de Saúde da Família, incluem prevenção, promoção, recuperação e manutenção da saúde dos indivíduos e coletivos humanos. Nutrição para Concursos -NPC http://sistemas.aids.gov.br/saudenaescola2010/index.php?q=node/67 33 Para alcançar estes propósitos o PSE foi constituído por cinco componentes: a) Avaliação das Condições de Saúde das crianças, adolescentes e jovens que estão na escola pública; b) Promoção da Saúde e de atividades de Prevenção; c) Educação Permanente e Capacitação dos Profissionais da Educação e da Saúde e de Jovens; d) Monitoramento e Avaliação da Saúde dos Estudantes; e) Monitoramento e Avaliação do Programa. Mais do que uma estratégia de integração das políticas setoriais, o PSE se propõe a ser um novo desenho da política de educação e saúde já que: (1) trata a saúde e educação integrais como parte de uma formação ampla para a cidadania e o usufruto pleno dos direitos humanos; (2) permite a progressiva ampliação das ações executadas pelos sistemas de saúde e educação com vistas à atenção integral à saúde de crianças e adolescentes; e (3) promove a articulação de saberes, a participação de estudantes, pais, comunidade escolar e sociedade em geral na construção e controle social da política pública. Nos quadros a seguir, estão expostos os tópicos principais do Projeto Municipal, elaborado no processo de adesão ao PSE pelo Grupo de Trabalho Intersetorial (GTI) e, na seqüência, a proposta da Agenda de Educação e Saúde, como estratégia de implementação nos territórios da escola. O que é o Projeto Municipal? O Projeto Municipal é um dos requisitos do processo de adesão, como “leitura técnica” da situação municipal, elaborada para iniciar o processo de construção coletiva para a ação, visando a implementação do PSE. Documento desenvolvido a partir da articulação de informações de diversas fontes, acessíveis nas bases de dados dos órgãos federais, estaduais e municipais. O Projeto identifica as prioridades e aspectos que precisam ser redimensionados e/ou qualificados no âmbito das ações de educação e saúde no território municipal. Nutrição para Concursos -NPC 34 Em uma espécie de “recorte” da área de atuação, o Projeto Municipal delimita os territórios de responsabilidade, definidos segundo a área de abrangência das equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) e define o conjunto de escolas integrantes de cada território,apresentando informações sobre: • O diagnóstico situacional com as questões referentes a determinantes sociais, cenário epidemiológico e modalidades de ensino das escolas vinculadas às equipes da ESF e que atuarão no PSE; • O mapeamento da Rede SUS de AB/SF e das Redes de Ensino - estadual e municipal, criando espaços comuns, os territórios de responsabilidade; • As atribuições das equipes da ESF e das escolas em cada um dos territórios de responsabilidade, quantificando o número de escolas, de estudantes de cada estabelecimento e as questões prioritárias do perfil desses alunos. Definição dos responsáveis das áreas da saúde e da educação pelo projeto dentro de cada território; • A identificação das instituições de ensino atendidas pelo Programa Saúde na Escola. Definição do professor responsável pela articulação das ações de prevenção e promoção da saúde na escola. O que é a Agenda de Educação e Saúde? A Agenda de Educação e Saúde é uma estratégia fundamental de implementação das ações compartilhadas nos territórios municipais. São escolhidos “recortes” do território integrando escolas e unidades de saúde, a fim de gerar uma articulação das práticas. A Agenda definirá as propostas comunitárias para estes microterritórios onde as escolas estão inseridas, refletindo as expectativas comunitárias em relação à interface educação e saúde. No âmbito da escola as atividades de planejamento e gestão do coletivo, formulação dos inventários detalhados e da condução de processos participativos integrados aos estudos e ao Projeto Político Pedagógico representam uma oportunidade impar para os exercícios de cidadania. Por meio do diálogo entre comunidade escolar e equipe da Estratégia Saúde da Família, a Agenda de Educação e Saúde envolve interlocuções entre diferentes setores da sociedade e dos programas/políticas já em desenvolvimento na escola e com parceiros locais. Nutrição para Concursos -NPC 35 ARTIGO DE REVISÃO O ambiente escolar e as ações de promoção da saúde Analie Nunes Couto,1 William Vinicius Kleinpaul,1 Letícia Borfe,1 Sheila Cristina Vargas,1 Hildegard Hedwig Pohl,1 Suzane Beatriz Frantz Krug¹ 1 Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil. Recebido em: 19/08/2016 / Aceito em: 27/09/2016 / Publicado em: 18/10/2016 INTRODUÇÃO Historicamente, as escolas de ensino representam espaços importantes utilizados para vivências e práticas em saúde. O espaço escolar tem sido utilizado para problematização e análise dos fatores determinantes das condições de saúde e doença, fundamentalmente quanto ao controle e prevenção do adoecimento, de situações de risco e agravos à saúde, através da vigilância epidemiológica e sanitária e assistência clínico-terapêutica, perdurando uma lógica higienista e preventivista. As ações de saúde escolar (ou higiene escolar) ganharam notoriedade a partir do ano de 1889, com ações sanitaristas, dadas as precárias condições de vida da sociedade, associadas à ausência de um sistema de saúde pública e a presença de epidemias. Estas foram desenvolvidas com a finalidade da diminuição da incidência de enfermidades. Somente a partir da década de 1950, os programas foram direcionados à saúde na escola com as ações voltadas às questões biológicas das problemáticas relacionadas à educação. Nesse período, havia expressa preocupação com a desnutrição, por ser relacionada como principal causa do fracasso escolar. Do mesmo modo, para justificar o baixo rendimento escolar, na década de 60, os aspectos psicológicos, psiquiátricos, neurológicos e de saúde mental tiveram ênfase. A partir da década de oitenta, o ambiente escolar passou a ser reconhecido como apropriado para a promoção da saúde, através de várias iniciativas de Escolas Promotoras da Saúde. A Organização Mundial da Saúde define a promoção da saúde como um processo social e político, não limitado a abraçar ações direcionadas a fortalecerem as habilidades e capacidades dos indivíduos, mas envolvendo, também, ações dirigidas a mudar as condições sociais, ambientais e econômicas, de forma a amenizar o seu impacto na saúde pública e individual. A promoção parte de uma concepção positiva de saúde, ao estar mais preocupada com o bem-estar geral de pessoas e comunidades, possibilitando o desenvolvimento de uma reflexão crítica por parte dos diferentes atores sociais, uma vez que não adiantam políticas bem intencionadas se são inviabilizadas pela falta de vontade política e pela distribuição desigual de poder.4 A promoção da saúde traz, como um dos seus eixos, fortalecer a ideia de autonomia dos sujeitos e dos grupos sociais, e ao mesmo tempo, perspectivas progressistas, ressaltando a elaboração de políticas públicas intersetoriais, voltadas à melhoria da qualidade de vida das populações.5 Preconiza como necessário que os indivíduos ou coletividades sejam capazes de identificar e realizar aspirações, satisfazer necessidades, transformar e desenvolver mecanismos de adaptação ao meio ambiente para que tenha saúde, como um recurso para a vida cotidiana. Tem como objetivo desenvolver habilidades pessoais para viver a vida através do empowerment, e como estratégias a constituição de políticas públicas saudáveis, a criação de ambientes sustentáveis, a reorientação dos serviços de saúde, o fortalecimento de ações comunitárias e o desenvolvimento da capacidade individual.6 Na Conferência de Adelaide em 1988, a Carta de Compromisso com a Promoção da Saúde identifica cinco campos de ação para a promoção da saúde: construção de políticas públicas saudáveis, criação de ambientes favoráveis à saúde, desenvolvimento de habilidades, reforço da ação comunitária e reorientação dos serviços de saúde. Nutrição para Concursos -NPC 36 Ainda, a temática da alimentação e nutrição foi citada como prioridade para a promoção de saúde, preconizando a criação de políticas públicas saudáveis pelos setores governamentais, garantindo ao consumidor acesso rápido a uma comida mais saudável (incluindo os estoques de alimentos em e para hospitais, escolas, abrigos e locais de trabalho). Através da mudança da concepção de saúde, houve uma modificação também do processo ensino-aprendizagem, levando em consideração suas interfaces, e a possibilidade da construção de uma nova perspectiva de educação e saúde. Foram desenvolvidos programas de saúde escolar, considerando as diferentes representações de concepções sobre saúde e sobre educação, o que contribuiu para refletir em práticas de saúde na escola.8 Para o alcance da promoção da saúde e o avanço da consolidação do SUS se fez necessária articulação das ações de saúde com as da educação, modificando a ideia de que a educação está associada apenas à escola, e a saúde somente aos serviços de saúde, superando as práticas isoladas, através de um trabalho integrado. O Ministério da Saúde (MS), por meio da Politica Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), com o objetivo de integrar as ações de saúde ao currículo escolar, considerando os questionamentos da educação acerca da efetividade dessas ações e as mudanças conceituais e metodológicas no campo da saúde, recomenda a criação de espaços e ambientes saudáveis nas escolas. Articulado a isso, foram desenvolvidos programas e projetos indutores de políticas públicas, como os Programas Saúde na Escola e Saúde e Prevenção nas Escolas, a fim de ampliar a prevalência de fatores de proteção para a saúde do escolar.10 O objetivo deste estudo é descrever as ações de promoção da saúde no ambiente escolar e as dificuldades que permeiam estas ações. MÉTODO Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter descritivo em publicações através do conhecimento disponíveis na literatura científica sobre o tema, sem restrição de data, por meio de pesquisa em sistemas de busca na internet,como o a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com fontes primárias indexadas nas bases de dados SciELO, LILACS, PubMed. Adotou-se, para consulta às bases de dados, os seguintes descritores: Escolas Promotoras de Saúde, Saúde escolar, Promoção à saúde, em português e Health Promoting Schools, School health, Health promotion em inglês. Inicialmente, os artigos foram selecionados por meio de seus títulos e resumos, posteriormente os artigos foram lidos na íntegra e incluídos os que possuíam informações sobre o tema. Após, foram elaboradas categorias temáticas para a discussão dos dados encontrados, articulando-os com referenciais teóricos. Contextualização das ações de promoção da saúde no ambiente escolar Em 1995, com o compromisso de incentivar os países-membros da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) houve o lançamento da Iniciativa Regional de Escolas Promotoras de Saúde, a fim de que fossem desenvolvidos programas e ações para favorecer a formação das futuras gerações de jovens. Estas tinham o objetivo de prover competências, destreza e conhecimento necessários à promoção e manutenção da saúde aos jovens, a partir de ações extensivas para a família e comunidade, com características transgeracional e construção de uma cultura de ambientes saudáveis na perspectiva da promoção da saúde. O tema promoção da saúde, como inclusão formal pela educação no Brasil, ocorreu no ano de 1996, a partir da aprovação da nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação Nacional, com a definição do planejamento e disposição da grade curricular e Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) com questões referentes à saúde, ao meio ambiente, à orientação sexual, à ética, à pluralidade cultural, ao trabalho e consumo, e a outros temas importantes. Para que a escola seja denominada como Escola Promotora da Saúde deve propiciar um ambiente saudável, com relações harmônicas e construtivas, capazes de despertar aptidões e atitudes para a saúde nos participantes, promovendo a criatividade, a participação e a autonomia dos alunos e da comunidade Nutrição para Concursos -NPC 37 escolar. As estratégias de saúde escolar devem criar espaços para o planejamento integrado da educação e da saúde, instigando a flexibilização dos currículos escolares com enfoque integral e participativo. A operacionalização de programas que promovam a melhoria da qualidade de vida pode ser incluída em discussões sobre a promoção e educação em saúde nas escolas, a fim de fortalecer a capacidade individual e social ao enfrentamento dos condicionantes da saúde e promover a participação, a autonomia e a criatividade de alunos, funcionários e professores nas discussões sobre a escola e o ambiente escolar. Para tanto, a concretização de ações de promoção da saúde no contexto escolar está apoiada nos professores. Com um papel de multiplicador de ideias, devem estar capacitados para abordar o conceito de saúde, através do domínio de informações e de estratégias educativas necessárias para a construção integrada do conhecimento preconizado nas Conferências Internacionais, Nacionais e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). Torna-se necessário que o professor estimule a discussão de temas atuais, o reforço de habilidades que incentivem a criatividade, autonomia, a curiosidade o desejo de aprender nos alunos, através de metodologias pedagógicas como chave para o aprendizado. Neste processo, inclui-se a participação da comunidade escolar na seleção dos temas a serem trabalhados em sala de aula, através de discussão crítica das relações existentes entre as condições sociodemográficas do entorno, os comportamentos individuais e os riscos para a saúde. Quando os conteúdos escolares estão a serviço da vida e do bem viver ocorre o sentido do aprendizado e consequentemente a valorização dos processos afetivos e intelectuais.12,13 A OPAS, como estratégia de mobilizar a implantação desse modelo, procurou identificar experiências exitosas nas Américas e Europa, em realizações de concursos, premiou a experiência brasileira da escola municipal do Rio de Janeiro por incluir no projeto político pedagógico questões de saúde.14 O Brasil apreciou as experiências regionais e locais, no Rio de Janeiro/ RJ, Embú/SP, Maceió/AL, Curitiba/PR e Palmas/TO, por valorizarem os contextos locais, interesses e desejos das comunidades e territórios, relevantes para a produção de conhecimento sobre saúde na escola. Entretanto, não chegou a instituir política de saúde na escola com base na EPS.1 Posteriormente, o Programa Nacional de Saúde na Escola (PSE), foi instituído por decreto presidencial em 2007, criando cenário favorável ao debate sobre a perspectiva de uma política nacional de saúde na escola como resultado do trabalho integrado entre Ministério da Saúde e Ministério da Educação.14 Este programa se propõe articular e integrar os dois setores com ações que buscam melhorar a qualidade de vida dos alunos de escolas de educação básica, tendo por base ações de prevenção, promoção e atenção à saúde, em articulação com a Estratégia Saúde da Família.2 Diferentemente do proposto pelas escolas promotoras de saúde que tinham ações de promoção da saúde apoiada nos professores, o PSE busca promover a comunicação entre escolas e unidades de saúde, assegurando a troca de informações sobre as condições de saúde dos estudantes. Procura, ainda, articular as ações da rede pública de saúde com as ações da rede pública de Educação Básica; promover a saúde e a cultura de paz, reforçando a prevenção de agravos à saúde; contribuir para a constituição de condições para a formação integral de educandos e para a construção de sistema de atenção social, com foco na promoção da cidadania e nos direitos humanos; fortalecer o enfrentamento das vulnerabilidades, no campo da saúde, que possam comprometer o pleno desenvolvimento escolar e fortalecer a participação comunitária nas políticas de Educação Básica e saúde, nos três níveis de governo.15 A adesão dos municípios ao programa acontece a partir da assinatura do Termo de Compromisso entre as Secretarias Municipais de Saúde e de Educação, para então serem determinadas as responsabilidades intersetoriais do PSE, pelos gestores com um conjunto de metas anuais que vinculam as ESF às escolas do território de responsabilidade. Estas metas são de responsabilidade do Grupo de Trabalho Intersetorial Municipal (GTI – M), e monitoradas por intermédio do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (SIMEC). As ações do PSE são desenvolvidas realizadas pelas Equipes da ESF nos territórios, segundo a área de abrangência, o que possibilita o vínculo da educação com os equipamentos públicos da saúde.16 Neste Nutrição para Concursos -NPC 38 programa, as equipes de Saúde da Família constituem, junto com a Educação Básica, uma estratégia para a integração e a articulação permanente entre as políticas e ações de educação e de saúde, com a participação da comunidade escolar. Possui ações com base em cinco componentes: a avaliação das condições de saúde das crianças, adolescentes e jovens das escolas públicas; promoção da saúde e ações de prevenção de doenças e de agravos à saúde; educação continuada e capacitação dos profissionais da educação e da saúde e de jovens; monitoramento e avaliação da saúde dos estudantes; monitoramento e avaliação do programa. As ações são constituídas a partir da avaliação clínica, promoção da alimentação saudável, avaliação da saúde e higiene bucal, atualização e controle do calendário vacinal dos alunos entre outras.1,17 O Ministério da Saúde compreende que as ações educativas na fase escolar são mais produtivas, uma vez que os escolares são mais receptivos, sendo fundamental se trabalhar saúde na perspectiva da promoção. Nesta fase de vida, o ser humano requer maioratenção pelo processo de crescimento e desenvolvimento físico e psicológico, muitas vezes marcados pela vulnerabilidade. Para isso, se faz necessário desenvolver trabalhos, envolvendo uma equipe multiprofissional, através da interação e troca de conhecimentos, para juntos realizarem estratégias que proporcionem a identificação de problemas aprendizagem e de saúde, assim como ao processo saúde-doença.9 Quanto ao desenvolvimento das ações dos profissionais da saúde e de educação no PSE, espera-se que propiciem uma atitude permanente de empoderamento nos estudantes, professores e funcionários das escolas, princípio básico da promoção da saúde. Para isso, se faz necessário desenvolver, em cada um, a capacidade de atuar de modo a incorporar atitudes e/ou comportamentos adequados para a melhoria da qualidade de vida, a partir da interpretação do cotidiano, tendo como ponto de partida “o que eles sabem” e “o que eles podem fazer”, desenvolvendo a autonomia e as competências para o exercício pleno da cidadania.15 Entretanto, em alguns municípios, a implementação de políticas sociais com propostas inovadoras e com programas de desenho intersetorial contam com falhas e deficiências e, muitas vezes, não se adequam às prioridades concretas de cada escola. A resistência a mudanças quanto aos modelos de serviço e as burocracias contribuem para o insucesso dessas experiências, devido à predileção pela reprodução de modelos já estabelecidos, sendo a intersetorialidade um objetivo ainda a ser alcançado. Torna-se indispensável à elaboração de planos de estudo que sejam convergentes com as necessidades que apresentam as escolas. Nesse contexto, a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), a Política Nacional de Promoção da Saúde e o PSE, têm contribuído para a criação de um cenário favorável ao debate acerca de uma política nacional de saúde na escola.2,14 Dificuldades que permeiam a promoção da saúde no âmbito escolar A proposta de Escolas Promotoras de Saúde (EPS), desenvolvida na década de 1990 com o conceito baseado na Carta de Ottawa, foi tida como um dos desdobramentos do movimento da promoção da saúde, aspirando uma educação voltada para a saúde integral, através da mudança do paradigma tradicional da saúde escolar. Baseada no estímulo a estilos de vida saudáveis em toda a comunidade escolar, como também o desenvolvimento de um ambiente saudável através de ações de serviços e educação em saúde.2 Entretanto, a efetividade da promoção da saúde é um desafio metodológico e político que possibilita gerar conhecimento de programas adaptados à realidade de cada contexto, com vistas à aplicação de metodologia adequada. Segundo alguns autores, espera-se que os atores que constituem a comunidade educativa possam identificar, controlar ou modificar os fatores que condicionam ou determinam a saúde individual e coletiva, assim como a mudança na percepção da situação de saúde, como resultados de efetividade, após a implantação do programa.11,18 Nessa perspectiva, a partir das novas compreensões sobre a temática Promoção da saúde foram sendo arquitetados programas de saúde escolar ao longo das décadas. Porém, as ações que têm se destacado são as ações curativas e assistenciais e as ações de promoção têm sido confundidas com as de prevenção, por mais que o conceito de saúde tenha sido ampliado, não conseguindo se desvencilhar das influências do antigo conceito.2 Nutrição para Concursos -NPC 39 Estes problemas específicos são pautados também na necessidade de superação dos modelos tradicionais de ensino, que dão prioridade para a transmissão de conteúdos de forma acrítica, sem evidenciar as contradições ou dúvidas que colaboram para o avanço do conhecimento.19 As principais barreiras apontadas ao desenvolvimento das escolas promotoras de saúde foram a infraestrutura inadequada ou insuficiente; a escassez de recurso humano e financeiro; a dificuldade em trabalhar intersetorialmente; a precariedade do apoio político como elemento central nos programas públicos.11 Hernandez,20 ao realizar estudo sobre o desenvolvimento das Escolas Promotoras de Saúde colombianas identificou que das 32 escolas estudadas, duas não apresentaram nenhum resultado em relação ao aspecto organizacional da estratégia proposta. Apontou como dificuldades a não facilitação por parte de alguns componentes na organização e no funcionamento da equipe gestora, assim como, mudanças de local de trabalho ou retiro laboral do corpo docente e gestor, durante a execução do projeto. Ainda, Gutierrez e Gomez21 apontaram como fatores limitantes do programa de intervenção a falta de recursos na execução dos processos e a falta de compromisso da Secretaria de Educação, assim como o desinteresse de alguns pais na participação das atividades propostas, reforçando a importância da união social nos processos de transformação. No tocante à política de saúde escolar, o PSE apesar de propor uma atuação que rompe com o caráter puramente assistencialista das ações, através de propostas com trabalho direcionado à promoção da saúde, e a intersetorialidade como mecanismo central dessas ações, apresenta também importantes entraves. São apontadas como uma das problemáticas, inconsistências entre a concepção de promoção à saúde adotada na construção do PSE por parte dos profissionais, que desenvolvem ações com uma visão muito limitada, resumindo-a ao desenvolvimento de hábitos alimentares e de higiene. A compreensão quanto ao conceito de promoção da saúde pelos profissionais é apontada como um grave problema que compromete seu alcance.22-24 As fragilidades no PSE, segundo Cavalcanti, Lucena e Lucena,2 partem já de inconsistências entre a concepção de promoção à saúde adotada na construção do PSE e a concepção da Organização Mundial da Saúde (OMS). Estes autores referem que, tanto nas análises do Decreto nº6.286 de 5 de dezembro de 2007, que cria o PSE, como no Caderno de Atenção Básica Saúde na Escola de 2009, quando estes documentos se reportam à Promoção da Saúde/PS, não assumem claramente a base conceitual da OMS. Os documentos apresentam interpretações reducionistas da abordagem assumida na Carta de Ottawa, em 1986, pela OMS, em que a promoção da saúde é o “processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria da sua qualidade de vida e saúde, incluindo maior participação no controle desse processo”. O Caderno de Atenção Básica Saúde na Escola traz, como desafios mais importantes, as ações de promoção da saúde na escola, a identificação e a vigilância de práticas de risco; a integração com ensino de competência para a vida em todos os níveis escolares; a instrumentalização técnica dos professores e funcionários das escolas e dos profissionais da Estratégia de Saúde da Família, para apoiar e fortalecer as iniciativas; o monitoramento e a avaliação da efetividade das iniciativas, para melhorar o compromisso das escolas com a promoção da saúde de seus alunos, professores e outros membros da comunidade escolar.15 Nestes documentos são mencionadas ações profissionais, projetadas através de campanhas sazonais como caminhada e exercícios de alongamento; palestras educativas e oficinas com adolescentes; grupo de ajuda mútua; escovação supervisionada com aplicação tópica de flúor e triagem de risco; palestras educativas; trocas de receitas e encaminhamentos; atividades esportivas; aferição de peso e altura, entre outras.2 Estas ações são trazidas como se fora a tradução material do processo mais complexo da Promoção à Saúde sinalizada pela OMS, ratificados por aspectos com responsabilização do setor público, com a participação popular e redução das iniquidades, sem os quais se torna inexequível promover saúde. Os fatores a serem enfrentados pelo PSE não consideram o reconhecimento de que as escolas públicas e seus entornos apresentam demandas paraalém do que está disposto no componente, sendo tratados apenas como educação em saúde. Essa ambígua compreensão é prejudicial na implementação de programas sociais.2 Ferreira et al.16 2012, em seu estudo, revelou que a participação da Educação e da Saúde Escola não é equânime, apontando maior participação da Saúde em áreas de coordenação da Nutrição para Concursos -NPC 40 Comissão Intersetorial de Educação e Saúde na Escola, assim como no financiamento das ações e centralização no processo de adesão, revelando precariedade das articulações e fragilidade do diálogo intersetorial. O arcabouço conceitual da promoção da saúde traz novo referencial em que iniciativas mais reflexivas e dialógicas são centrais, a partir da experiência prática dos atores. Observou-se que ainda há a ênfase em fatores comportamentais em detrimento dos fatores de ordem contextual como inferem as proposições da Nova Promoção da Saúde, ou seja, não se constitui como elemento central do Programa. Propostas impostas de cima para baixo e muito centradas acabam sendo entraves na necessária troca de saberes e experiência entre os dois setores e, ainda, tendem a provocar resistência dos profissionais.1,2 CONSIDERAÇÕES FINAIS Observou-se que para as ações no ambiente escolar se concretizarem de forma eficaz e permanente, é necessário que haja comprometimento de todos os envolvidos, propondo o empoderamento dos escolares, professores, funcionários e comunidade escolar. A efetividade da promoção da saúde no ambiente escolar ainda é um desafio, considerando a possibilidade de gerar ações adaptadas às realidades e demandas de cada contexto. Neste aspecto, evidenciam-se como dificuldades limitantes destas ações a resistência ao trabalho intersetorial, baixa adesão à interdisciplinaridade, falta de recursos na execução dos processos e desinteresse dos integrantes da equipe. Ressalta-se, portanto, que as ações de promoção da saúde a serem desenvolvidas devem ser cultivadas de forma contínua e diversificada, propondo interações e mudanças no contexto escolar. Nutrição para Concursos -NPC 41 QUESTÕES COMENTADAS NA AULA 1.(IFPE/2013)O Código de Ética Profissional do Nutricionista pressupõe que a prática do exercício profissional seja conduzida sob a égide dos valores humanos vigentes na sociedade. Nesse contexto são tratadas algumas condutas, em relação às responsabilidades profissionais do nutricionista, sendo CORRETO afirmar que a) a realização de consultas e diagnósticos nutricionais, bem como prescrição dietética, através da internet ou qualquer outro meio de comunicação que configure atendimento não presencial é vedada ao nutricionista. b) o nutricionista não deve assumir a responsabilidade de qualquer ato profissional que tenha praticado ou delegado pois outros profissionais não nutricionistas ou leigos podem interferir em suas atividades e decisões. c) convicções políticas, filosóficas, morais ou religiosas devem ser promovidas por meio da utilização da profissão de nutricionista. d) as instituições públicas podem ser utilizadas para executar serviços provenientes de consultório ou instituição privada, como forma de obter vantagens pessoais. e) a divulgação, doação ou fornecimento de produtos de fornecedores que não atendam às exigências técnicas e sanitárias cabíveis é essencial no exercício da profissão de nutricionista. 2.(CESPE/HUB/2018)Acerca do novo Código de Ética do Nutricionista (Resolução CFN n.º 599/2018), julgue os itens a seguir. Quanto à conduta e prática profissional, é dever do nutricionista realizar o atendimento nutricional e assistir o paciente em relação a alimentação, atividade física e lazer. CERTO ERRADO 3.(CESPE/HUB/2018)Acerca do novo Código de Ética do Nutricionista (Resolução CFN n.º 599/2018), julgue os itens a seguir. No que tange aos meios de comunicação e informação, é dever do nutricionista informar ao seu público em sítios, blogues e mídias sociais suas atividades profissionais mediante a divulgação de imagens, produtos e técnicas. 4.(CESPE/HUB/2018)Acerca do novo Código de Ética do Nutricionista (Resolução CFN n.º 599/2018), julgue os itens a seguir. É vedado ao nutricionista exercer suas atividades em locais onde a atividade fim seja a comercialização de alimentos ou equipamentos ligados à área de alimentação e nutrição. CERTO ERRADO 5.(CESPE/HUB/2018)Considerando as políticas, as diretrizes e as normas que orientam a prática profissional do nutricionista, julgue os itens seguintes. Configura infração ético-disciplinar a divulgação, com consentimento apenas verbal do paciente, de fotos de antes e depois do tratamento nutricional por ele realizado, por expressa vedação contida no Código de Ética do Nutricionista. CERTO Nutrição para Concursos -NPC 42 ERRADO (IFPE/2014)De acordo com a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, responda às próximas três questões. 6. Qual alternativa não é correta? a) Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 05% das vagas oferecidas no concurso. b) Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual. c) Os servidores públicos de que trata o art. 243, da Lei nº 8.11290, não amparados pelo art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, poderão, no interesse da Administração e conforme critérios estabelecidos em regulamento, ser exonerados mediante indenização de um mês de remuneração por ano de efetivo exercício no serviço público federal. d) Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão. e) As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos da Lei nº 8.11290. 7. Qual alternativa corresponde corretamente ao que se afirma nos seguintes itens: I – O vencimento, a remuneração e o provento poder, por decisão do juiz, ser objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. II – O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. III – À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, dentro do prazo de seis meses, contado do óbito. a) Estão corretos os itens I, II e III. b) Apenas o item II está correto. c) Apenas o item III está correto. d) Apenas os item I e II estão corretos. e) Apenas o item I está correto. 8. Assinale a alternativa que completa corretamente o texto: Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. É de _____________ dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da data da posse. a) trinta b) sessenta c) quinze d) dez e) quarenta e cinco 9.(IDECAN/IFPB/2019)Com base nas disposições da Lei nº 8.112/90, assinale abaixo o que se entende por inassiduidade habitual: A) É a falta ao serviço, sem causa justificada, por trinta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses. Nutrição para Concursos -NPC 43 B) É a falta ao serviço, com ou sem causa justificada, por noventa dias durante o período de doze meses. C) É a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente,durante o período de vinte e quatro meses. D) É a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses. E) É a falta ao serviço, com ou sem causa justificada, por sessenta dias durante o período de doze meses. 10.(IDECAN/IFPB/2019)De acordo com a Lei nº 8.112/90, as penalidades disciplinares serão aplicadas: I. Pelo Presidente da República, pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República, quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder, órgão, ou entidade. II. Pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos, nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias. III. Pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de destituição de cargo em comissão. Assinale A) se somente a afirmativa I estiver correta. B) se somente a afirmativa II estiver correta. C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. E) se todas as afirmativas estiverem corretas 11.(IFAL/2009)A avaliação do comportamento alimentar é imprescindível para tornar eficaz o processo de Educação Alimentar. Dessa forma, alguns modelos podem ser aplicados à Educação Alimentar de adolescentes, como o modelo transteórico de mudança do comportamento alimentar. Esse modelo prediz cinco estágios de mudança do comportamento alimentar das pessoas para orientar na melhor conduta ou intervenção nutricional, de acordo com cada estágio. Esses estágios compreendem: a) contemplação, preparação, ação, manutenção e recuperação. b) pré-contemplação, contemplação, preparação, ação e manutenção . c) pré-contemplação, contemplação, manutenção, ação e recuperação. d) contemplação, preparação, manutenção, ação e recuperação. e) pré-contemplação, contemplação, preparação, ação e recuperação. 12.(AOCP/HU-UFPA/2016) No cenário brasileiro, o interesse pela Educação Alimentar e Nutricional (EAN) surgiu na década de 1940, época em que era visto como uma coluna em programas governamentais de proteção ao trabalhador. Até a década de 1970, a EAN vivenciou momentos de rejeição em diversos contextos. A partir daí, o tema pouco evoluiu por duas décadas até ser retomado Nutrição para Concursos -NPC 44 nos anos de 1990 com as evidências de que hábitos alimentares são determinantes para a saúde. Em relação à EAN, assinale a alternativa correta. (A) A promoção de hábitos alimentares saudáveis pautada no trabalho de educação em saúde exige que o nutricionista tenha papel atuante de educador, porém não necessariamente sendo agente e propiciador de mudanças. (B) Uma abordagem que apenas instrui sobre como proceder será sempre eficaz, uma vez que leva o educando a proceder mecanicamente segundo o pensar do educador, destituindo o seu comer dos significados a ele inerentes. (C) A EAN pode se tornar efetivamente útil para os indivíduos quando possibilita o despertar da consciência crítica e da autonomia para agir e criar conceitos em relação às práticas alimentares. (D) A EAN se dá pelo seu conteúdo e pela sua abordagem de ensino, não sendo necessária a capacidade técnico-científica do profissional e sua habilidade em lidar com pessoas. (E) As ações de EAN devem buscar o direito humano à alimentação adequada, o qual é apresentado como direito fundamental e dispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal. 13.(AOCP/HU-UFJF/2015) A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) se configura como um campo de conhecimento e prática contínua e permanente, intersetorial e multiprofissional, que utiliza diferentes abordagens educacionais. Em relação aos princípios para as ações de EAN, assinale a alternativa INCORRETA. (A) O caráter não permanente indica que a EAN precisa estar presente apenas na formação dos hábitos alimentares na primeira infância. (B) A EAN deve considerar a legitimidade dos saberes oriundos da cultura, religião e ciência. (C) A promoção do autocuidado tem como foco principal apoiar as pessoas para que se tornem agentes produtores sociais de sua saúde. (D) As abordagens educativas e pedagógicas adotadas em EAN devem privilegiar os processos ativos. (E) As estratégias e os conteúdos de EAN devem ser desenvolvidos de maneira coordenada e utilizar abordagens que se complementem de forma harmônica e sistêmica. 14.(AOCP/HE-UFSCAR/2015) Existem diferenças importantes entre o aprendizado de crianças e adultos durante o processo de educação nutricional. Sobre essas diferenças, assinale a alternativa correta. (A) O adulto não precisa saber por que precisa aprender algo, antes de submeter-se ao aprendizado. (B) O adulto é menos motivado a aprender se vê um propósito ou necessidade. (C) É importante abordar um cliente adulto com atitude negativa, mostrando que se ele não aprender terá um impacto negativo em seu bem-estar. (D) O adulto não gosta de saber se progressos foram ou não alcançados. (E) No aprendizado do adulto, os melhores métodos de avaliação são os que não intimidam, que permitem a determinação do que foi aprendido. 15.(AOCP/HUJM-UFMT/2013) Com relação às Responsabilidades Educativas do Nutricionista, assinale a alternativa INCORRETA. Nutrição para Concursos -NPC 45 (A) O nutricionista é um profissional com fundamentação técnica no campo da nutrição, capaz de traduzir a ciência da nutrição para a linguagem de seu público, orientando o comportamento alimentar dos indivíduos. (B) A curto prazo, há que se discutir com a comunidade, problemas como desnutrição, desmame, água, desidratação, utilização integral dos alimentos para que não se percam nutrientes (ovos com casca, hortaliças com talos etc.). (C) A médio e longo prazo, torna-se indispensável o fortalecimento da participação do nutricionista na equipe multiprofissional em todos os níveis de sistemas de saúde (local, regional e central), no estabelecimento de políticas de alimentação e nutrição, priorizando o aspecto social. (D) Onde quer que o nutricionista atue, deverá ser sempre um educador. Suas ações em seu meio de trabalho serão sempre como agente de mudança. (E) Devem ser evitadas pelos nutricionistas questões polêmicas como a reforma sanitária e o acesso e disponibilidade de alimentos. 16.(AOCP/HUJM-UFMT/2013) Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma das maneiras de ajudar o paciente a alcançar seus objetivos. (A) Deve haver declaração racional e clara da mudança mental proposta. (B) Usar recursos de pesquisas recentes que explicam os conceitos. (C) Reforçar os benefícios das metas alcançadas. (D) Explicitar os reforços e os recursos necessários para o alcance do objetivo. (E) Incentivar o paciente dizendo “isso é importante” ou “é bom pra você”. 17.(AOCP/HU-UFS/2013) Em relação à Educação Nutricional, assinale a alternativa INCORRETA. (A) A Educação Nutricional deve apresentar soluções a curto prazo para minimizar a fome e controlar os índices carenciais que existem aqui e agora. (B) A Educação Nutricional visa à subordinação dos indivíduos e dos vários grupos de uma sociedade em relação aos profissionais capacitados para lidar com os problemas nutricionais fundamentais, dentro do contexto atual de uma sociedade em rápida mudança. (C) É evidente que a Educação Nutricional torna-se parte essencial da educação para saúde, visto que a saúde física e mental depende do estado de nutrição do indivíduo. (D) A Educação Nutricional visa a difundir os conhecimentos práticos da ciência da Nutrição para as pessoas, independentemente de serem pobres, “remediadas” ou ricas, afim de que elas conheçam o valor nutricional das diversas partes dos alimentos e a técnica de utilizá-los em preparações,para cobrir suas necessidades orgânicas. (E) É preciso ensinar a comer dentro do poder aquisitivo e do estado de saúde de cada um, para evitar problemas nutricionais provenientes tanto de carência como de excessos alimentares. 18.(AOCP/HUWC-UFC/2014) Sobre as diferenças entre educação e orientação nutricional, relacione as colunas e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 1.Educação Nutricional. 2. Orientação Nutricional. Nutrição para Concursos -NPC 46 A. Ênfase na mudança imediata das práticas alimentares e nos resultados obtidos. B. Ênfase no processo de modificar e melhorar o hábito alimentar a médio e longo prazo. C. Preocupação com as representações sobre o comer e a comida, com o conhecimento, as atitudes e a valoração da alimentação para a saúde, além da mudança de práticas alimentares. D. A preocupação precípua é a mudança de práticas e o seguimento da dieta. E. O objetivo do processo é estabelecido em função de metas definidas pelo profissional, para controle dos processos patológicos. F. O objetivo do processo é estabelecido em função das necessidades detectadas que são discutidas com o paciente e das perspectivas e esperanças do cliente ou paciente. G. As mudanças necessárias ao controle das doenças, entre elas as relativas à alimentação, devem ser buscadas em uma perspectiva de integração e de harmonização nos diversos níveis: físico, emocional e intelectual. H. As mudanças relativas à alimentação devem ser obtidas mediante o seguimento da dieta. (A) 1C – 1E – 1F – 1H – 2A – 2B – 2D – 2G. (B) 1A – 1B – 1G – 1H – 2C – 2D – 2E – 2F. (C) 1A – 1B – 1F – 1G – 2C – 2D – 2E – 2H. (D) 1B – 1C – 1F – 1G – 2A – 2D – 2E – 2H. (E) 1B – 1C – 1D – 1E – 2A – 2F – 2G – 2H. 19.(IBFC/HUUFMA/2013) O maior desafio do educador nutricional é selecionar e adaptar as informações para os diferentes indivíduo. No aconselhamento de indivíduos com baixo nível de alfabetismo, é recomendado: f)Enfatizar somente as restrições alimentares, não abordando os alimentos que o indivíduo pode consumir, visando resumir e direcionar as orientações. g)Realizar longas sessões de aconselhamento para que haja tempo suficiente de serem discutidos os detalhes de cada uma das diversas orientações. h)Conectar as informações coma experiência do indivíduo, limitando-se às informações relevantes. i)Evitar avaliação dos esforços do indivíduo e o reconhecimento de suas realizações, par que não haja inibição do mesmo. j)Que familiares e amigos não participem das sessões de aconselhamento, visando estimular a responsabilidade do indivíduo sobre o seu tratamento. 20.(IBFC/CHC-UFPR/2015) No planejamento de progamas educativos na área de alimentação e nutrição devem-se considerar diversos aspectos, sendo correto afirmar que: k)a) A primeira fase do processo de planejamento de um programa educativo, consiste na produção de materiais de apoio e no treinamento de agentes de execução. Nutrição para Concursos -NPC 47 l)b) As mensagens do material de apoio a serem usadas nos programas educativos devem ser complexas e evitar o suso de slogan ou palavras de ordem. m)c) Os objetivos de um programa educativo devem expressar as mudanças pretendidas nos indíviduos, mediante um conjunto de experiências que lhes serão proporcionadas. n)d) Somente nas etapas mais avançadas do planejamento de um programa educativo é que se deve focar no estudo dos problemas alimentares e nutricionais da comunidade na qual irá atuar. e) Não é recomendada a avaliação do resultados do programa educativo realizado, a fim de não expor a críticas, os promotores da intervenção e de preservar a privacidade da população importante. Nutrição para Concursos -NPC 48 GABARITO 1. A 2. ERRADO 3. ERRADO 4. CORRETO 5. CORRETO 6. A 7. B 8. C 9. D 10. E 11. B 12. C 13. A 14. E 15. E 16. E 17. B 18. D 19. C 20. C Nutrição para Concursos -NPC Programa Saúde nas Escolas