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Este guia buscar lembrar os conceitos básicos sobre um tema específico GUIAS DE APROFUNDAMENTO: ACOMODAÇÃO Anyella Malburg O.D; Masternada Avanços em Terapia Visual; AOAM; ALOCM; FIACLE; Esp. Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. Sumário 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 2 2. HABILIDADES ACOMODATIVAS ................................................................................ 3 2.1 Definição ............................................................................................................ 3 2.2 Generalidades .................................................................................................... 3 2.3 Velocidade de acomodação ............................................................................... 4 2.4 Fisiologia do sistema acomodativo .................................................................... 4 2.4.1 Neurofisiologia do mecanismo acomodativo .................................................. 4 2.5 Modificações do olho durante a acomodação .................................................. 8 2.5.1 Tipos de acomodação ................................................................................. 9 2.6 Teorias da acomodação ................................................................................... 10 2.6.1 Teoria de Young-Helmholtz ...................................................................... 10 2.6.2 Teoria íridia da acomodação .................................................................... 10 2.6.3 Teoria de Tscherning ................................................................................ 10 2.6.4 Teoria de Gullstrand ................................................................................. 10 2.6.5 Teoria Hidráulica ....................................................................................... 11 2.6.6 Teoria De Von Pflugk ................................................................................ 11 2.6.7 Teoria de J. Sinclair ................................................................................... 11 2.6.8 Teoria de Fincham .................................................................................... 11 2.6.9 Teoria de Henderson ................................................................................ 11 2.7 Avaliação clínica do mecanismo acomodativo ................................................ 12 2.7.1 Acuidade visual ......................................................................................... 12 2.7.2 Reflexos pupilares ..................................................................................... 14 2.7.3 Amplitude da acomodação ....................................................................... 15 2.7.4 Flexibilidade e facilidade de acomodação ................................................ 16 2.7.5 Retardo acomodativo ............................................................................... 16 2.7.6 Acomodações relativas ............................................................................. 17 2.7.7 Determinação da acomodação por convergência acomodativa (AC/A) .. 18 2.8 Classificação das anomalias acomodativas ...................................................... 19 2.8.1 Insuficiência acomodativa ........................................................................ 20 2.8.2 Acomodação mal sustentada ................................................................... 20 2.8.3 Excesso acomodativo ............................................................................... 21 2.8.4 Inflexibilidade acomodativa ..................................................................... 21 2.8.5 Paralisia de acomodação .......................................................................... 21 3. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE AS ALTERAÇÕES DA ACOMODAÇÃO ............. 23 Atividade de pesquisa para a avaliação somatória de P2: ............................................. 24 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................................... 25 Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. 1. INTRODUÇÃO Com o avanço da tecnologia, o homem apurou várias técnicas de trabalho e de lazer mais rápidas e eficientes, sendo a principal ferramenta nessa utilização o vídeo terminal, iphone, ipad, videogames etc., cuja utilização vem crescendo diariamente nos últimos anos. No entanto, o uso exagerado destas ferramentas pode acarretar alguns sintomas desconfortáveis ao ser humano, incluindo o cansaço da visão, e assim sendo os olhos apresentam conjuntos de sintomas causados pelo uso de vídeo terminal mesmo corrigidas opticamente com auxilio de óculos. A acomodação consiste na mudança de forma do cristalino para produzir um incremento ou diminuição do poder dióptrico do olho, sendo responsável pela formação de uma imagem nítida sobre a retina, nos limites da função de transferência da modulação, para qualquer distância a que se encontre o objeto. (HUGONNIER, HUGONNIER, 1977). A função acomodativa tem ganhado importância à medida que a evolução do homem tem modificado seus costumes e hábitos de vida. No último milênio, os trabalhos e passatempos têm requerido mais do que nunca uma visão próxima nítida, cômoda e eficaz. Em conseqüência, os problemas acomodativos representam atualmente, uma causa de astenopia ocular. Não se têm estudos suficientes que demonstrem a prevalência dos problemas acomodativos em uma população geral. Hokoda (apud SHEIMAN; WICK,1996) fez um estudo sobre uma população de 119 sujeitos apresentando cefaléia, ardência e cansaço visual e encontrou como problemas visuais mais freqüentes aqueles relacionados à acomodação mencionados na pesquisa feita por Hokoda. Entre as 119 pessoas pesquisadas, 25 apresentavam problemas acomodativos. Após a pesquisa foi realizada uma análise da eficiência da terapia optométrica na correção de problemas acomodativos não estrábicos, Hoffman (apud SHEIMAN; WICK, 1996) e colaboradores realizaram esse estudo sobre a eficiência da terapia visual em problemas visuais não estrábicos. Dentre os 129 sujeitos participantes, 62% apresentavam problemas acomodativos. Por sua parte, Hoffman e colaboradores constataram em um estudo entre a população estudantil da escola universitária de óptica e optometria de Terrasa a incidência de 23,5% de problemas acomodativos entre 120 sujeitos. O sistema acomodativo está desenhado para suportar mudanças constantes da fixação. Na leitura ou escrita, tem-se pouca ou nenhuma resposta acomodativa em conseqüência do esforço visual em visão de perto e depois de prolongados tempos em atividades de esforço visual a acomodação pode sofrer alterações que em muitos casos podem ser geradas por patologias sistêmicas gerais associadas. Hokoda realizó um estudo sobre uma população de 119 sujeitos sintomáticos e encontró que o problema visual mais frequente era de índole acomodativo, 25 dos 119 sujeitos apresentavam problemas acomodativos ou de binocularidade e o 80% dos 25 apresentavam problemas acomodativos. Hoffman e colaboradores realizaram um estudo sobre a eficacia da terapia visual em problemas visuais não estrábicos onde encontrarom que o 62% dos sujeitos participantes apresentava problemas acomodativos. Por sua parte Borras e colaboradores constataron uma incidência do 23.5% entre a população estudiantil da escola Universitaria de Óptica de Terrassa. Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. 2. HABILIDADES ACOMODATIVAS O processo acomodativo depende de vários mecanismos e de seu sincronismo. Paraque a acomodação seja gerada, precisa-se de uma lente (cristalino) plástica, de um sistema muscular (músculo ciliar), de uma via aferente é de um sistema de resposta (sistema autônomo parassimpático) (GARCIA, 2000). 2.1 Definição A acomodação e a propriedade de enfoque do olho por modificação da forma do cristalino, o mecanismo se realiza pela variação da longitude axial em tanto que o olho nessa magnitude permanece invariável. Esta capacidade de enfoque pode aplicar á todas às distâncias compreendidas entre o ponto próximo e o ponto remoto. A acomodação e uma função automática reflexa. Uma pessoa com visão normal pode ver não somente os objetos distantes mais também, os que estão próximos. Se um objeto está situado próximo ao olho a uma distância comum de leitura (cerca de 30 cm) a divergência dos raios que ele emite não deve ser esquecida. Como o poder de convergência dos meios refringentes do olho emétrope é somente suficiente para fazer os raios paralelos virem a foco na retina, é obvio que os raios divergentes caindo na córnea, não terão que vir a foco. O aumento necessário em sua convergência é produzido incrementando-se o poder de refração do cristalino que ocorre pelo aumento na curvatura de suas superfícies no ato da acomodação. 2.2 Generalidades Ao efetuar a mudança de visão de longe para visão de perto são necessários dois reajustes do aparelho visual: A capacidade de poder ver com nitidez ao mesmo tempo dois objetos localizados a distâncias diferentes se chama: Profundidade de foco. Convergência dos eixos visuais sobre o objeto mirado, com o fim de que os campos ópticos de ambos os olhos sejam suficientemente compatíveis para permitir a função binocular da imagem. Reajuste do aparelho visual em seu aumento do poder dióptrico do olho para que a imagem nítida dos objetos siga transformando-se na retina. DUANE’S, 2008 Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. A profundidade de foco diminui com a acomodação e a profundidade de foco e compensada com a miose. 2.3 Velocidade de acomodação Necessita-se certo espaço de tempo para passar da visão de longe a visão próxima: Visão longe a visão próxima: 0,39-0,82 seg Visão próxima à visão longe: 0,50-1,16 seg. Inércia de acomodação: é um transtorno consistente na redução da velocidade acomodativa, ou seja, que a acomodação se realiza em um tempo superior ao normal. 2.4 Fisiologia do sistema acomodativo O cristalino não pode simplesmente ser considerado como duas superfícies esféricas envolvendo uma superfície uniforme e as suas propriedades de refração são complicadas pelo fato de que não é uma estrutura homogênea, ao contrário, é composto de diversas camadas, entre elas a nuclear central, que tem um índice de refração superior ao das camadas corticais periféricas. A curvatura das camadas externas é menor do que as das camadas internas, de forma que o núcleo central comparando a parte externa do córtex é aproximadamente esférico. Por conseguinte, cada camada sucessiva, com sua maior densidade óptica e maior curvatura, atua como uma lente poderosa. As curvaturas das superfícies do cristalino são desiguais, a anterior é mais plana do que a posterior. O raio de curvatura da superfície anterior é de aproximadamente de 10 mm, enquanto que o da posterior é de aproximadamente 6 mm.O índice de refração da substância do cristalino próxima da periferia é de 1,386 n, ao passo que o do núcleo é de aproximadamente 1,41n sendo o valor médio de aproximadamente de 1,39. Devido a complexidade de sua arquitetura, entretanto, todo o cristalino possui um poder de refração superior aos valores indicados,e correspondem a um índice de refração superior aos valores indicados,e correspondem a um índice de refração de refração uniforme de 1,42 se o cristalino for homogêneo.A sua potência total é por tanto igual a de um lente de 16 a 20 dioptrias. A força de refração comparativamente maior do núcleo do cristalino tem outras importâncias biológicas, além da capacidade de convergir os raios de modo eficiente sobre a retina. A sua estrutura diminui os erros ópticos das aberrações esféricas e cromáticas e reduzem a quantidade de luz dispersa no interior do globo ocular e, visto que o poder de variar a refração (ou seja, a acomodação) depende da refringência do cristalino, a estrutura peculiar deste tecido o capacita a exercer aproximadamente o dobro da faixa que de outro modo cobriria. 2.4.1 Neurofisiologia do mecanismo acomodativo O mecanismo acomodativo precisa de duas vias: uma aferente e a outra eferente. A via aferente e a via retino-geniculo-cortical, que é gerada no trajeto da via óptica aonde a imagem chega ao córtex visual e seu embasamento iniciam a via eferente que e a resposta gerada por o Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. sistema nervoso central especificamente no núcleo visceral parassimpático de Edinger e Westphal localizado no oculomotor no nível do mesencéfalo superior, ele enviará a resposta junto com a via somática do III par entrando pelo anel de Zinn na órbita e chegando ate o gânglio ciliar onde fará uma sinapse para depois enviar informação ao músculo ciliar (para a acomodação) e o músculo esfíncter (para a miose pupilar) por tríade da inervação se fará convergência. Fonte: (GLANCE, 2012). O músculo ciliar se contrai. A contração do esfíncter provoca uma contração redução do diâmetro do músculo ciliar e a conseqüente redução na tensão das 70 fibras da zônula de Zinn que mantêm em equilíbrio a lente. Este efeito leva a um aumento de curvatura do cristalino e do poder dióptrico dele, permitindo enfocar nitidamente os objetos próximos. A mudança de acomodação de longe e perto se chama acomodação positiva e de perto para longe acomodação negativa. A acomodação é a propriedade que possui o olho de modificar seu poder dióptrico, de modo a manter nítida a imagem retiniana de um objeto quando à distância entre este e o observador varia. O mecanismo básico da acomodação é a contração do músculo ciliar e conseqüentemente o relaxamento da zônula, permitindo a lente aumentar sua convexidade. Secundariamente, a coróide sofre um tracionamento para frente. O aumento do poder dióptrico da lente não se faz de maneira simples; ao contrario, as modificações que ocorrem na morfologia da lente são complexas e podem ser resumidos da seguinte forma: (1) o pólo anterior da lente move-se para frente, provocando uma discreta diminuição na profundidade da câmara anterior. O pólo posterior permanece imóvel; (2) há um aumento na espessura e diminuição no diâmetro da lente; (3) a lente desloca-se ligeiramente no sentido da gravidade (cerca de 0,2 mm); (4) o raio de curvatura da face anterior diminui (aumentando a convexidade) de 4 mm e o da posterior de 0,5 mm e (5) a modificação da face anterior não é uniforme, mais sim do tipo conóide, em virtude de a porção central torna-se mais convexa que a periférica. Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. Segundo Schachar, 1994. O mecanismo da acomodação funciona da seguinte maneira: (1) o equador da lente está mais perto da esclera durante a acomodação; é assim, quando o músculo ciliar se contrai, há um aumento da tensão zonular com um aumento no diâmetro equatorial da lente. (2) o movimento do equador da lente envolve pequeno deslocamento menor que 100 mícrons e o equador da lente não se move anteriormente ou posteriormente. (3) estes fatos se demonstrados pela biomicroscopia ultra-sônica estão contra a teoria de Helmholtz, que diz que a contração do músculo ciliar relaxa as fibras zonulares. Estaredução da tensão zonular permite que a cápsula elástica da lente se contraia, causando um aumento no diâmetro equatorial da lente, uma diminuição nos seus raios de curvatura das superfícies anterior e posterior e um aumento na sua espessura axial. Fonte: (BORISH’S, 2008). Segundo Gil Del Rio, 1984. Na atualidade parece estar completamente demonstrado que na inervação do músculo ciliar intervêm os dois sistemas antagônicos: ortossimpático e parassimpático. Um sistema para a acomodação de perto proximal, a qual se produziria pela Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. contração do músculo de Rouget-Muller (fibras circulares do músculo ciliar) controlado pelo III par cranial do parassimpático, e um sistema de acomodação para a visão distante, produzida pela contração do músculo de Brucke (fibras meridionais ou radiais do músculo ciliar) baixo a influenza do simpático. Na atualidade existe a opinião quase unânime de que o núcleo celular pertencente ao III par cranial governa a pupila e o músculo ciliar e é conhecido como núcleo de Edinger – Westphal. Esta localização foi já sustentada a princípios de século por Hernheimer (1903) e por Levinshon (1909) e posteriormente por um grande numero de pesquisadores. O núcleo de Edinger – Westphal é par e simétrico, sendo sua parte caudal a que reagiria na acomodação, enquanto que sua porção anterior governaria a contração pupilar. Segundo Gil Del Rio, 1984. O centro ortossimpático e as vias que governam o mecanismo da acomodação, não tem sido totalmente esclarecida até a data. A acomodação normalmente se deve a um reflexo denominado reflexo acomodador. Este tem ponto de partida na retina a qual seria excitada pelos círculos de difusão que apresenta a imagem na retina distorcida. As vias centrípetas do reflexo acomodador seriam duas: (1) vias centrípetas curtas e (2) vias centrípetas longas. As vias centrípetas curtas passam pelo tubérculo quadrigêmeo inferior. As vias centrípetas longas alcançam o córtex occipital por intermédio do centro oval. Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. 2.5 Modificações do olho durante a acomodação Segundo Adler’s, 2015. As modificações que se produzem do aparelho visual durante a acomodação são as seguintes: (1) constrição pupilar, esta não desempenha um papel ativo na acomodação, pero sim exerce um papel fundamental na visão de perto já que a atuar de diafragma diminui os círculos de difusão suprimindo as aberrações esféricas da zona periférica. (2) avance da borda pupilar da íris com a diminuição da profundidade da câmara anterior pelo centro. (3) aumento periférico da profundidade da câmara anterior, (4) manifestações observadas no cristalino em sua face anterior que avança até adiante em seu pólo anterior, o raio de curvatura da face anterior do cristalino diminuem durante a acomodação, a face posterior se desloca até atrás e pode chegar até 0,3 mm; o diâmetro frontal diminui de 0,4 a 0,5 mm e o índice de refração sofre mudanças aumentando o índice total o que Gullstrand, denomino mecanismo intracapsular da acomodação; modificações do dentado do equador e tremulação do cristalino; (5) modificações observadas na zônula e processos ciliares, estes avançam durante a acomodação mais nunca ficam em contato com a lente; (6) modificações do músculo ciliar que se contrai pelo estimulo retínico através a inervação do III par em sua porção visceral controlada pelo núcleo de Edinger-Westphal; (7) modificações no corpo vítreo que exerce uma pressão ligeira, mais neta sobre as partes periféricas do cristalino; (8) as mudanças entre a tensão entre as câmaras anterior e posterior parecem ser insignificantes; (9) modificação dos músculos faciais já que quando o olho se aproxima a sua máxima acomodação a porção frontal do músculo occipitofrontal, orbicular das pálpebras e superciliar se contraem, dando ao sujeito uma expressão característica no rosto, pelo qual estes músculo foram denominados auxiliares da acomodação. Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. 2.5.1 Tipos de acomodação Segundo os diferentes autores a acomodação pode ser de vários tipos: Acomodação tônica: é aquela acomodação presente mais com ausência de estímulo acomodativo. Está diretamente relacionada com a miopia noturna ou a miopia de campo escuro. Representa o estado de repouso da acomodação e é conseqüência do tono do músculo ciliar. Acomodação por convergência: É a quantidade de acomodação estimulada ou relaxada por efeito de uma mudança na convergência. Depende em cada individuo da relação AC/C. Esta relação representa a quantidade de acomodação estimulada por dioptrias prismáticas que se aumenta no estímulo da convergência. Determina-se provocando, mediante prismas, uma variação na convergência e comprovando por retinoscopia dinâmica como se afeta a acomodação. Acomodação proximal: é a provocada pela sensação de proximidade. Produz-se geralmente ao utilizar instrumentos como o microscópio. Enquanto a imagem do teste seja enfocada no infinito óptico, o fato psicológico de saber que na realidade o objeto esta próxima provoca uma resposta acomodativa reflexa que varia de um a outro individuo. Acomodação reflexa: e a resposta involuntária automática da acomodação e do embasamento. Representa a maior parte da acomodação que se modifica segundo as características do estimulo. Acomodação voluntária: e independente de qualquer estimulo. A maioria das pessoas não possui a capacidade de modificar a resposta acomodativa de forma voluntária sem treinamento prévio. Enquanto é facilmente treinável, para alguns autores crêem que se trata, mas bem da manifestação da tríade inervacional. Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. 2.6 Teorias da acomodação Vários autores em vários anos vêm tentando desvendar e explicar o funcionamento do cristalino e como ele se comporta quando o indivíduo precisa focalizar um objeto próximo na retina, ou melhor, quando ele precisa e necessita de sua acomodação, eles tentaram explicar desde o funcionamento do cristalino pra obter a acomodação até outras estruturas anatômicas do globo ocular como íris, zônula, músculos ciliares entre outras que poderia ajudar ou mesmo fazer com que o sistema acomodativo funcionasse. Atualmente existem oito teorias do funcionamento acomodativo, que serão relacionas com seus autores e explicadas abaixo. 2.6.1 Teoria de Young-Helmholtz Esta teoria supõe que o cristalino está sustentado pela zônula, a qual seria um estado permanente de tensão, esta é a tensão da zônula que ao atuar contra as faces do cristalino, produz um aplanamento da lente. Quando o músculo ciliar se contrai produz o relaxamento da zônula, que eleva consigo uma diminuição da tensão sobre o cristalino, a qual não estar submetido às forças combinadas zonulares toma a elasticidade própria, sua forma normal esférica que aumenta sua potencia dióptrica, esta forma do cristalino na visão próxima (RÍO, 1987). 2.6.2 Teoria íridia da acomodação Kramer, em 1853 emitiu a teoria de que a acomodação se produzia mediante a contração dos músculos da íris, os quais se contraiam durante aquela exercendo a íris uma pressão sobre a zônula marginal da face anterior do cristalino. A coróide se deslocaria para adiante pela ação do músculo ciliar provocando uma pressão do corpo vítreo sobre o cristalino ao nível da abertura pupilar (RÍO, 1987). 2.6.3 Teoria de Tscherning Esta teoria é antagônica relacionada com as anteriores descritas,e supõe que a superfície anterior da lente cristalina assume uma ação durante a acomodação, sendo essa uma forma hiperbólica e não esférica. Este lenticono sugere a Tscherning um conceito contrario a Helmholtz, ou seja, que o músculo ciliar se contrairia durante a acomodação, tirando a coróide para adiante, pondo tenso o ligamento suspensor e comprimindo de esta maneira o vítreo contra o cristalino (Gil Del Rio, 1984). 2.6.4 Teoria de Gullstrand Gullstrand expõe sua teoria em 1911 em uma obra que foi premiada com o Nobel do ano. Põem em jogo dois novos elementos até então não considerados. Estes um o extracapsular e outro intracapsular. O primeiro compreenderia um deslocamento para adiante e relaxamento Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. da zônula e o segundo a deformação do cristalino. Ele deduziu que o mecanismo intracapsular esta equilibrado pela elasticidade da cápsula por uma parte e o ligamento suspensório por outra (RÍO, 1987). 2.6.5 Teoria Hidráulica Foi emitida por Hill em 1920 e por Noizewski em 1925. Segundo esta teoria o principal fator no mecanismo acomodativo é o movimento do humor aquoso (Rio, 1984). 2.6.6 Teoria De Von Pflugk Essa teoria foi enunciada em 1906. Seu autor considera que a zônula e nos olhos está formada por fibras sólidas, estas fibras são muito mais extensíveis que as de a cápsula, e sua fragilidade só permitirá desempenhar um papel suspensor elástico. A força que produzirá as deformações da lente provém do corpo vítreo (RÍO, 1987). 2.6.7 Teoria de J. Sinclair As modificações da forma do cristalino exigem uma força elástica; o músculo ciliar e muito pequeno em relação ao firme e dificilmente deformável que é o núcleo do cristalino. J. Sinclair pesquisando os fatores que podiam explicar isto crê na existência de uma camada mais liquida entre o núcleo e o córtex. O componente hidrostático atuaria de uma maneira uniforme em todas as direções, pero o maior efeito em determinados pontos dependeria da espessura da parede e o raio de curvatura (RÍO, 1987). 2.6.8 Teoria de Fincham Esta teoria é a mais atual e satisfatória desde o ano de 1924, segundo ela o cristalino não é elástico e sim plástico, portanto sem forma própria. A forma dele seria imposta pela elasticidade da cápsula e na deformação do cristalino é máxima onde ela é mais delgada. Conclui-se que durante a acomodação a cápsula não está inativa como pensavam os clássicos sinais, pelo contrário seria a cápsula que mudaria a face anterior do cristalino dando sua forma característica ao exercer-se uma forte pressão nas regiões equatoriais em todos aqueles pontos onde aquela é mais espessa. Contrariamente é o afinamento das cristalóides na zona polar permitindo que as capas periféricas se inchem na face adiante e produzam uma deformação coróide. 2.6.9 Teoria de Henderson Esta teoria está baseada na anatomia do músculo ciliar e na fisiologia nervosa sobre as ações antagonistas e sobre o tono postural. Segundo o desempenho, estes grupos de fibras se classificam em: longitudinais que atuam como suporte para extremidade distal da zônula; radiais suportam um arco zônular e atuam como tensor da zônula; circulares atuam como um esfíncter. Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. A zônula é mantida e tencionada pelas fibras longitudinais e radiais. A tração que exerce a elasticidade das cristalóides sobre a zônula é equilibrada por um tono do músculo ciliar. 2.7 Avaliação clínica do mecanismo acomodativo O objetivo destes exames é determinar a capacidade para manter a imagem nítida dos objetos nas diferentes distâncias e a habilidade para realizar mudanças bruscas de enfoque no sistema visual. Para uma correta avaliação da função acomodativa se requer o exame da amplitude de acomodação, a flexibilidade e facilidade acomodativa, retraso da acomodação, acomodação relativa positiva e negativa, retinoscopia dinâmica e acomodação por convergência acomodativa (AC/A). 2.7.1 Acuidade visual A acuidade visual do paciente é, naturalmente, função não apenas do aparelho dióptrico do olho como também da retina, das vias nervosas e do mecanismo nervoso central. A acuidade visual é determinada pela menor imagem retiniana cuja forma pode ser percebida e é medida pelo menor objeto que pode ser claramente visto a certa distância. A fim de descriminar a forma de um objeto, as suas diversas partes devem ser diferenciadas; e se dois pontos separados devem ser distinguidos pela retina, provavelmente será necessário que dois cones individuais sejam estimulados enquanto que um entre eles não seja estimulado. Medidas histológicas demonstraram que o diâmetro médio de um cone na região macular é de 0,004mm; isto por tanto representa a menor distância entre dois cones. Parece que um olho normal seja capaz de avaliar uma imagem deste tamanho, embora o padrão varie muito entre os indivíduos. Quanto mais afastado o objeto do olho menor será a imagem formada na retina, sendo uma relação não só do tamanho do objeto como da distância também. Associando esses dois fatores com o tamanho do ângulo visual, ou, seja, o tamanho do ângulo formado por duas linhas traçadas das extremidades do objeto através do ponto nodal do olho. Verifica-se que para se produzir uma imagem do tamanho mínimo de 0,004mm, o objeto deve subentender um ângulo visual de um minuto. Isto então é tomado como padrão da acuidade visual normal. Estes princípios foram incorporados nos optotipos do teste de Snellen, que hoje são usados que universalmente na aferição da acuidade visual. Os optotipos compreendem uma série de letras de tamanhos decrescente. Cada letra é de uma forma tal que possa ser envolvida em um quadrado cujo tamanho seja cinco vezes a espessura das linhas que compõem a letra. Os resultados dos testes são expressos em forma de fração, cujo numerador é à distância na qual o paciente encontra-se do optotipo e o denominador a linha que vê nesta distância. A acuidade visual variará no olho não corrigido. A eficiência do olho sem correção pode ser denominada de acuidade visual sem correção. Em contrapartida, o ideal teórico de um padrão comparável é alcançado determinando-se a acuidade quando a acomodação se encontra relaxada e quando o erro de refração é corrigido por uma lente situada no ponto focal do olho (15,7mm na frente da córnea); esta é a acuidade visual absoluta. Visto que, as lentes não são empregadas habitualmente a essa distância, a acuidade visual relativa é em geral a mais frequentemente determinada, ou seja, a acuidade visual do olho com a refração plenamente corrigida por lentes, usada na posição habitual a isto considera-se como acuidade visual. Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. Acuidade visual, por definição, é o inverso do ângulo visual limiar em minutos de arco (α). Limiar é um termo usado em vários campos do conhecimento, muito comum em estudos psicofísicos, para denotar a menor quantidade de estímulo capaz de gerar uma resposta. No caso da acuidade visual, o limiar é o menor ângulo que permite a discriminação de dois pontos como separados. Arbitrariamente, o ângulo visual de 1' (lê-se um minuto de arco) foi determinado como acuidade visual padrão. Todavia, apesar desse ângulo visual aproximar-se mediado limiar de pessoas saudáveis com aproximadamente 60 anos de idade, ele não é o menor ângulo de resolução do olho humano, que é estimado teoricamente em 0,75' para pupila de 4 mm de diâmetro. Notações de acuidade visual Sem entrar no mérito de qual notação é a mais apropriada para designar acuidade visual no Brasil, assuntojá discutido apaixonadamente, sempre que se inverte qualquer valor de acuidade visual obtém-se o ângulo visual. As principais notações utilizadas atualmente são: a decimal, a fração de Snellen, a frequência espacial e o logaritmo do ângulo visual. A notação decimal é obtida tomando-se o inverso do ângulo visual. Por exemplo, quando acuidade visual é igual a 0,2, o α é igual a 1/0,2 = 5'. A fração de Snellen exprime a mesma relação da notação decimal por meio de uma fração cujos termos podem estar em pés (principal unidade de medida de comprimento nos Estados Unidos) ou em metros (unidade de medida de comprimento do sistema internacional). Originalmente, o numerador da fração representava a distância entre o paciente e o quadro de medidas e o denominador a distância em que o teste resultaria em ângulo de 1 minuto de arco. Todavia, essas frações são usadas para qualquer distância de medida, ou seja, a acuidade visual notada como 20/70 é muitas vezes medida a quatro metros de distância (o que não corresponde a 20 pés ≈ 6 metros). Vale ressaltar que a Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. notação não está totalmente errada, pois denota o ângulo visual correto, mas foi usada inapropriadamente. A notação ciclos/grau (C/º) é usada preferencialmente para designar a acuidade visual medida com redes quadradas. Nesse caso, em uma rede de barras pretas e brancas alternadas, um ciclo é composto por duas barras, e 1 grau é composto por 60 minutos de arco. Assim, para a acuidade de 1 C/º temos um ângulo visual de 30 minutos de arco. Transformando para as outras notações: acuidade visual = 0,03 ou 20/600 ou 6/180, e acuidade visual de 30 C/º seria o equivalente ao ângulo de 1', 1,0 decimal, ou 20/20, ou 6/6. Finalmente, chegamos ao logaritmo do ângulo visual. O logaritmo de um determinado valor é o expoente que, elevado a uma base, resulta nesse valor. Por exemplo, na base 10 o log1 = 0 visto que 10º = 1. Outros exemplos: log10 = 1 e o log 100 = 2, pois 101 = 10 e 102 = 100. A tabela 1 relaciona a correspondência entre os diferentes sistemas de notação de acuidade visual. Notar que é absolutamente irrelevante optar-se pela notação a ou b. O importante é o instrumento de medida, ou seja, as tabelas de acuidade visual. Antes de se discutir como as tabelas são construídas, é preciso uma breve noção sobre o conceito de escala. 2.7.2 Reflexos pupilares A via do reflexo para perto é responsável pela contrição da pupila quando ocorre a fixação de um objeto próximo. Ele é menos bem definido do que a via do reflexo luminoso. A via comum final é medida pelo nervo oculomotor com uma sinapse. No gânglio ciliar. Suas fibras centrais se localizam mais ventralmente no mesencéfalo do que as fibras da via do reflexo fotomotor, que é inteiramente subcortical, a via do reflexo para perto envia fibras para o córtex cerebral de Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. modo bilateral. Um exame pupilar começa com uma observação geral das pupilas. Os reflexos são testados através dos testes de reflexo pupilar à iluminação direta e a iluminação alternada rápida (para avaliar os reflexos pupilares fotomotor direto e consensual, respectivamente) e do teste do reflexo pupilar para perto (para avaliar a resposta pupilar à visão de perto). 2.7.3 Amplitude da acomodação Determina a capacidade máxima de acomodação para manter uma imagem nítida do objeto. Avalia-se de forma monocular, já que binocularmente se manifesta a convergência. As provas mais utilizadas na clínica são as provas de Sheard, Donders e Jackson e a técnica modificada de retinoscopia dinâmica. Os materiais para a realização dos testes são as Tabelas para visão de perto, oclusor, caixa de prova, armação de provas, gabinete optométrico. O procedimento é o método de Donders ou de aproximação consiste em aproximar ao paciente uma tabela de optotipo, monocularmente com sua melhor correção óptica para visão de perto, peça ao paciente olhar uma linha acima de sua melhor acuidade visual de perto. Aproxima-se a tabela de optotipo até que o paciente indique olhar borradas as letras da tabela. A distância que separa a tabela do plano dos óculos ou do plano corneal, convertendo a dioptrias e o valor da amplitude da acomodação. No método de Sheard ou de lentes negativas, monocularmente se adicionam lentes negativas em passos de 0.50D, o paciente deve estar corrigido para visão de perto e olhado uma linha acima de sua melhor acuidade visual a uma distância de 33 a 40 cm. Pede-se ao paciente que indique quando olhe as letras borradas e quando não consiga ler-las mais. O valor da amplitude de acomodação será o valor a lente negativa mais o valor da compensação da distância acomodada (SHEIMAN; WICK, 1996). O método de Jackson é igual ao de Sheard só que em visão de longe e não é muito utilizado na pratica clínica (SHEIMAN; WICK, 2015). Qualquer método se realiza com a correção de visão de longe para assegurar que o erro refrativo, não está mascarando os resultados e pode determinar de forma precisa toda a A técnica modificada da retinoscopia dinâmica é a única prova clinicamente objetiva que existe para valorar a amplitude da acomodação. Consiste em aproximar uma tabela de optotipo de letras ao paciente enquanto o examinador observa o reflexo retinoscópico. Quando o reflexo retinoscópico varia de forma brusca, o reflexo parece o de uma ametropia elevada por relaxar-se completamente a acomodação e isso indica a amplitude de acomodação. À distância do retinoscópio ao plano dos óculos ou ao plano corneal do paciente, transformada em dioptrias, indica a amplitude de acomodação. Não existem tabelas de normalidade para a amplitude de acomodação determinada pela retinoscopia dinâmica. Estudos realizados a respeito sugerem que os valores determinados dependem da subjetividade do observador ao interpretar o momento da mudança do reflexo retinoscopico. Sheiman e Wick, 2020. Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. capacidade de acomodação do paciente. No caso em que o individuo seja presbíope deve-se restar da amplitude de acomodação o valor da adição (VANDER; GAULT, 2001). 2.7.4 Flexibilidade e facilidade de acomodação Têm o propósito de medir a habilidade do paciente de ativar ou relaxar a acomodação de forma rápida e eficaz em condições mono e binoculares. Este teste faz parte da analise optométrica funcional e seus resultados ajudam na detecção de anomalias acomodativas primárias (SHEIMAN; WICK, 2014). Os equipamentos necessários são as lentes de +/- 2,00 em forma de flipper, tabela de perto, oclusor tipo pirata, óculos polarizados, fonte de iluminação, transparência com barras polarizadas, relógio ou cronômetro. No procedimento do teste o paciente deve estar usando sua correção de longe; o paciente ou o examinador mantém a tabela de perto na distância de 40 cm bem iluminada; colocar os óculos polarizados sobre a correção habitual durante a fase binocular do teste; posicionar a transparência com barras polarizadas sobre a tabela de perto durante a parte binocular do teste (SHEIMAN; WICK, 1996). Este teste não é realizado com refrator e sim com caixa de prova e lentes soltas e no procedimento se colocam as lentes de + 2,00 nos olhos do paciente e perguntar quando pode ver nítida a tabela, assim que ele veja nítido, trocar as lentes pelas negativas de -2,00 dioptrias; repetir os passos 1 e 2 anotando os ciclos completos que o paciente pode fazer em um minuto. Durante toda a prova deve-se perguntar ao paciente se ele pode ver as letras da tabela de perto através das barras polarizadas,caso o paciente realize 8 ou mais ciclos por minuto deve ser anotado o numero de ciclos completos, em caso de que o paciente não alcance os 8 ciclos em um minuto, deve ser feito o próximo passo, retirar os óculos polarizados e a transparência com barras polarizadas, ocluir o olho esquerdo (OE) com o oclusor tipo pirata e repetir os passos 1 e 2 no olho direito (OD). Anotar o numero de ciclos completos realizados em um minuto, logo depois oclui-se o OD e faz-se o mesmo com os passos de 1 a 3 no olho esquerdo. Anotar o número de ciclos completos em um minuto. A anotação com o número de ciclos completos em um minuto de forma binocular (AO) e se for possível, de forma monocular também. Tem-se como exemplo de anotação de facilidade acomodativa, AO 4 c/m, OD 12/ c/m, OE 11 c/s. E o padrão em ambos os olhos é de oito ou mais ciclos em um minuto OD e OE, 11 ou mais ciclos em um minuto. Existem diferentes critérios sobre o valor dióptrico utilizado na realização do exame e do número de que se considera normal. Não obstante esta amplamente aceitada que em visão próxima com lentes de +2,00/-2,00 se realizem 12 com monocularmente e oito com binocularmente. 2.7.5 Retardo acomodativo Define-se como a diferença entre o estimulo acomodativo e a resposta acomodativa. Principalmente e devido à miose induzida ao enfocar em visão de perto que permite uma maior profundidade de foco. Manifesta o grau de liberdade que existe entre a convergência e a acomodação em visão próxima. Tem-se comprovado que a resposta acomodativa e menor que Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. o estimulo, da ordem de 0,50D a 0,75D, em pacientes não presbíopes. Ou seja, quando se observa um objeto (texto) em visão próxima que induza a um determinado estimulo acomodativo, nosso sistema visual responde com uma quantidade menor de acomodação, indicando uma condição relaxada e normal da acomodação. Clinicamente indica o comportamento acomodativo do sistema visual de perto e permite determinar a aceitação de lentes positivas por parte do paciente (BORISH, 2008). Para sua determinação existem métodos objetivos e subjetivos. Os métodos objetivos se baseiam na retinoscopia dinâmica, os mais amplamente utilizados é a técnica de MEM, a retinoscopia de Nott e a retinoscopia de Cross. Todos eles se baseiam na observação do reflexo retinoscopico de um paciente que fixa sua atenção em um texto ou letras que se encontram a 40 cm. Se com o retinoscopio também localizado a 40 cm e utilizando o espelho plano, se observa movimento direto, este indica que a resposta acomodativa é inferior a 2,50D (presença de retardo). Se ao contrário se observa um movimento inverso, este indica que existe uma hiper- acomodação do sistema visual, característico nos excessos de acomodação. Quando se observa ponto neutro, se detecta uma resposta acomodativa igual ao estimulo, resposta não desejada e demonstra uma excessiva rigidez do sistema visual. A quantificação do retardo acomodativo esta em função do método que se utilize (BORISH, 2008). Os equipamentos necessários serão, a caixa de provas, armação de prova, retinoscopio, tabelas para retinoscopia, método de estimação monocular (MEM) é um dos métodos objetivos mais utilizados. Consiste em valorar e interpretar o reflexo retinoscopico que se observa e antepor lentes esféricas, positivas ou negativas, rapidamente para neutralizar o reflexo. Com a Retinoscopia de Nott, quantifica o retardo determinando a distância entre o optotipo que fixa o paciente a 40 cm, e no plano da resposta acomodativa, mediante a apreciação do ponto neutro de neutralização com o retinoscopio. Permite valorar o retraso acomodativo quando se observa movimento direto com o espelho plano, não assim quando existe um hiper- acomodação que se detecta por um movimento inverso. Na retinoscopia de Cross o paciente olha um teste em visão de perto se observa o reflexo retinoscopico e se antepõem lentes esféricas em cada olho alternativamente, em passos de 0,25D, ate conseguir o ponto neutro. Esta técnica permite determinar a aceitação das lentes positivas ao modificar o estado acomodativo através das lentes. Subjetivo em visão de perto também permite determinar o retardo acomodativo e a aceitação de positivos de perto. Utiliza-se o teste da cruz de cinco barras, os cilindros cruzados fixos com o eixo negativo a 90º, prismas verticais para dissociar e baixa iluminação. O paciente deve indicar que a linha mais escura da cruz, verticais ou horizontais e tentam igualar antepondo lentes esféricas em passos de 0,25D. Pode-se utilizar monocular e binocularmente. Para sua interpretação: Olha as linhas verticais mais escuras se antepõem lentes negativas até igualar-las com as horizontais. Existe uma hiper-acomodação, olha as horizontais lentes positivas até igualar-las com as verticais (BORISH, 2008). 2.7.6 Acomodações relativas Estes exames determinam o grau de liberdade entre a convergência e acomodação que permite manter a binocularidade. Quantificam-se calculando a máxima variação que pode realizar a acomodação mantendo a convergência constante (SHEIMAN; WICK, 1996). Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. Quando se estimula a acomodação com lentes negativas até que o paciente olhe borrado, se determina a acomodação relativa positiva. Quando se relaxa a acomodação com lentes positivas ate que a examinada enxerga borrado, se determina a acomodação relativa negativa. Realiza-se de forma binocular e unicamente em visão de perto. Não são verdadeiros exames diagnósticos por estar influenciado pelas vergências fusionais, para ratificar os valores obtidos nos outros exames da acomodação e convergência. Consideram-se valores estatisticamente normais de ARN: +2,00 D +- 0,50 D e de ARP: - 2,37 D +- 0,50 D. 2.7.7 Determinação da acomodação por convergência acomodativa (AC/A) A relação existente entre o estimulo acomodativo e a convergência será denominada na clinica relação A⁄CA acomodação por convergência acomodativa e se expressa em dioptrias de acomodação por dioptrias (D) prismáticas de convergência distância pupilar (D.P). O estimulo pode ser um objeto real que se aproxima ao observador, ou variações ópticas introduzidas ao interpor lentes negativas, como o recomenda Sloan e Sears. Desta forma a relação A⁄CA e a mudança oculomotora induzida pela mudança de estimulo acomodativo. Assim a aproximação do objeto induzirá um incremento na convergência ao aumentar o esforço acomodativo, em tanto que ao afastar-se o objeto de fixação se induzirá uma relação desta (SHEIMAN; WICK, 1996). Igualmente ao interpor lentes negativas entre o objeto de fixação e os olhos do observador, se induzirá um aumento no esforço acomodativo, que naturalmente se acompanhará de um incremento no estimulo da convergência. Em este método artificial as forças de fusão têm que compensar o esforço da convergência seu relaxamento para evitar a diplopia mantendo os olhos imóveis a pesar do estimulo da convergência ou divergência desperto pela variação óptica. Se considerarmos um individuo emétrope com uma distância interpupilar de 6 cm, e este encontra-se olhando um objeto localizado no infinito podemos falar que sua acomodação se encontra em repouso absoluto e que pelo tanto não existem estímulos para a convergência. Os eixos oculares situam-se paralelos. Se considerarmos que o sujeito olha um objeto localizado a um metro tenderá que incrementar sua acomodação em uma dioptria, mudança na qual responderá a convergência com um aumento proporcional e lineal: com uma unidade de convergência denominada: ângulo métrico. Para converter esta unidade em dioptrias prismáticas (DP) basta com multiplicará peladistância interpupilar (DIP) expressada em cm. Se um observador tem uma DIP de 6 cm. Obteremos uma convergência acomodativa de 6 DP, para uma distância de fixação de 1 metro. Se o individuo fixa um objeto localizado a 50 cm, tenderá que duplicar sua acomodação e exercer 2 DP, para olhar nítido a essa distância, os eixos oculares convergiram 2 ângulos métricos, o que ao multiplicar por 6 cm da DIP nos dará 12 DP de convergência. Relação A/CA: são vários os métodos utilizados para a quantificação: Método da heteroforia: mede-se primeiro o desvio no infinito óptico, previa correção total da ametropia se existe. Este nos permite supor que não se esta exercendo nenhum grau de acomodação. Logo se mede o desvio a 33 cm, com o qual supomos que esta exercendo a máxima acomodação. A relação A/CA se obtém pela seguinte fórmula: Fórmula pra relação A/CA (RODRIGUES,1992, p.109). Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. A/CA= PD + ∆n-∆o D PD: distância pupilar ∆n: desvio para perto ∆o: desvio para longe D: distância de fixação para perto em dioptrias. Convencionalmente se consideram positivas (+) nos endodesvios e negativas (–) nos exodesvios. Quando na comparação do desvio para longe e para perto, sendo essas duas medidas iguais, a relação A/CA é normal. Se para perto o desvio e maior que para longe pelo menos em 10 DP, a relação A/CA e anormalmente alta e exige um cuidadoso seguimento. Método do gradiente: Neste a mudança do estimulo acomodativo consegue-se interpondo lentes, não com variações da distância de olhar. Para uma distância determinada a lente negativa incrementa o requerimento acomodativo e as positiva o relaxam, supostamente em relação 1 a 1, por tanto a convergência acomodativa conseguida e dentro de certas margens, lineal. A relação A/CA se obtém com a seguinte fórmula: Fórmula para relação A/CA. A/CA= ∆i - ∆o D ∆o: desvio original ∆i: desvio induzido com a lente D: poder da lente. O cálculo realizado pelo método da heteroforia é usualmente maior que o obtido pelo gradiente a causa da convergência proximal. Pode-se falar então que o único método que da um estimativo real da A/CA é o de gradiente. O método da disparidade de fixação obtém-se diretamente da relação A/CA determinando-a em uma série de dados obtidos forçando a convergência com primas e em outra série alterando o estimulo acomodativo com lentes. Destas séries se determina o estimulo da convergência e de acomodação que dão a disparidade de fixação. Sua complexidade e tira aplicação clínica pratica (RODRIGUES, 1992). Os métodos aploscópicos são obtidos quando os valores normais da relação AC/A se encontram entre 3 e 5.Sendo esse valor superior a 5 denota excesso de acomodação e a inferior a 3 de insuficiência acomodativa. 2.8 Classificação das anomalias acomodativas Os diferentes autores têm feito varias classificações dos problemas acomodativos. Todas estas classificações constituem variações sobre a classificação feita por Duane em 1915. A classificação mais atual é a feita por (SHEIMAN EWICK, 2014). Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. 2.8.1 Insuficiência acomodativa É a condição na qual o individuo apresenta dificuldade para estimular a acomodação. Uma das principais características da insuficiência acomodativa é a amplitude de acomodação se for 2,00D menor que o valor esperado para a idade do paciente é considerado anormal. A insuficiência acomodativa também pode estar relacionada a problemas da visão binocular, como a endoforia ou uma exoforia (SHEIMAN; WICK, 1996). É importante observar que a presbiopia por definição é diferente da insuficiência acomodativa vai diminuindo até um ponto em que não se alcança uma visão clara e confortável em um ponto próximo. Os sinais são as medidas diretas da estimulação acomodativa; amplitude de acomodação reduzida; dificuldade para visualizar com -2,00D na flexibilidade acomodativa monocular e binocular; valor de MEM alto; valor em cilíndrico cruzado fusionado alto; medidas indiretas da estimulação acomodativa; ARP reduzido; Baixo valor da borrosidade em base externa para perto. A insuficiência acomodativa é uma disfunção em que o paciente apresenta dificuldade em qualquer prova optométrica que requer a estimulação da acomodação. A Insuficiência acomodativa pode estar relacionada com problemas de binocularidade. Alguns sintomas com queixas mais freqüentes incluem borrosidade, cefaléia, tensão ocular, visão dupla, problemas de leitura, dificuldade do enfoque de distancia para outra, sensibilidade a luz, dificuldade de concentração. Todos esses sintomas então relacionados com a leitura e trabalho para perto. No diagnóstico a insuficiência acomodativa não tem conseqüências graves e é fácil de diferenciar de outras disfunções acomodativas. Sendo a única condição associada com a amplitude de acomodação reduzida. A insuficiência acomodativa tem normalmente uma etiologia funcional, podendo aparecer associada com enfermidades oculares primárias, disfunções sistêmicas gerais, disfunções neurológicas e outras. Fármacos também podem alterar a insuficiência de acomodação. A maioria dos casos o diagnóstico não é difícil. Se na terapia optométrica não se produz melhora nos sintomas, é por que deve ser insuficiência acomodativa funcional, é prudente reconsiderar a etiologia de acomodativa e a condição. 2.8.2 Acomodação mal sustentada A acomodação mal sustentada pode ser considerada como uma etapa inicial da insuficiência acomodativa, também é considerada uma fadiga de acomodação, o que impossibilita manter a visão de perto confortável a não ser por um período curto. A amplitude de acomodação não se encontra alterada. O poder de acomodação enfraquece o ponto próximo gradualmente retrocede e a visão de perto se torna embaçada. Freqüentemente é o estágio inicial da insuficiência de acomodação. As causas são as mesmas da insuficiência acomodativa e o tratamento é o mesmo. Alguns dos sinais: é a amplitude acomodativa normal, quando a amplitude acomodativa é reduzida somente uma vez não pode ser parâmetro, o teste tem que ser repetido de 5 à 10 Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. vezes; ARP baixa; falha na flexibilidade acomodativa binocular com lentes negativas; endoforia de perto; retinoscopia de MEM e cilindros cruzados altos. Alguns dos sintomas são visões borradas de perto, desconforto e tensão associados para perto, fadiga no esforço para perto. Dificuldade para concentração (SHEIMAN; WICK, 1996). 2.8.3 Excesso acomodativo Quando se depara com respostas acomodativas que excedem todos os limites de normalidades do estímulo nos testes acomodativo. O paciente com excesso acomodativo enfrenta dificuldades em todas as tarefas que exigem relaxamento da acomodação. Esta é uma condição que ocorre com menor freqüência comparada com outras. Os sinais que são apresentados: acuidade visual alterada, retinoscopia estática e refração subjetiva variáveis, retinoscopia de MEM e cilindro cruzado fusionados baixo, ARN baixo, endoforia de perto sendo possível também para longe, falha na flexibilidade acomodativa monocular e binocular com lentes negativas. Com essas alterações apresenta-se astenopia cefálica relacionada a tarefas para perto, visão de longe borrada de forma intermitente. O paciente com excesso acomodativo terá falha nos testes que valorizam a capacidade de relaxar a acomodação, pode ter uma forma não tão comum de excesso acomodativo de forma orgânica. 2.8.4 Inflexibilidade acomodativa A dificuldade de mudarde focalização de uma distância a outra a amplitude de acomodação pode estar normal, mas o paciente tem dificuldades para se beneficiar desta amplitude em trocas rápidas de foco e também para sustentar a mesma por longos períodos (DUKE ELDER, 1997). As lentes dos testes apresentam falha na flexibilidade acomodativa monocular e binocular com lentes positivas e negativas, ARP e ARN baixos. Com isso o paciente apresenta dificuldades nas trocas de perto para longe e viceversa, astenopia associadas com tarefas de perto, dificuldades de concentração ao ler, borrosidade para tarefas de perto. É uma condição benigna, deve ser diferenciada das outras disfunções acomodativas. O resultado mais importante no diagnóstico é quando tem uma má resposta na flexibilidade acomodativa monocular. O diagnóstico depende muito da natureza e sintomas do paciente. Os pacientes com a inflexibilidade acomodativa apresentam queixas duradouras e crônicas de história de saúde. 2.8.5 Paralisia de acomodação A paralisia da acomodação é um sintoma de doença geral, que artificialmente pode ser produzido por drogas, tais como atropina, ou pode ser resultado de uma enfermidade. A paralisia do músculo ciliar pode estar ligada a outras lesões paralíticas do olho. É comum na paralisia da acomodação pupilas midriáticas, a causa pode ser de origem nervosa, tóxica, Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. doenças do sistema nervoso central, diabetes, traumas oculares e etc. A paralisia pode ser unilateral ou bilateral, repentinamente ou insidiosa, não sendo comum e esta associada a distintas causas orgânicas. Na paralisia da acomodação o ponto próximo retrocede e se aproxima do ponto remoto, de modo que os objetos próximos parecem borrados, a visão de longe não é afetada (necessariamente), também se produz um grau desconfortável de brilho. Os objetos parecem menores do que realmente são devido a uma ilusão de óptica da distância induzida pela anomalia da acomodação. O tratamento resume-se no tratamento da causa. Na encefalite letárgica a condição pode ser transitória ou persistir, nas tóxicas o prognóstico é favorável. Nos traumáticos a condição pode ser permanente e o prognóstico deve ser reservado. E nos casos de prognóstico ruim os óculos multifocais devem ser prescritos para pacientes ler e trabalhar confortavelmente. Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. 3. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE AS ALTERAÇÕES DA ACOMODAÇÃO Disfunções da acomodação Sinais e sintomas Exame diagnóstico Tratamento Hipofunção Insuficiência Fadiga Paralise Visão borrada Cefaléia Evita-se a atividade em visão próxima Midriase (paralise) AA, retardo AA, flexibilidade AA, retardo, anamnese. Adição de lentes positivos e pleóptica. Medico e lentes positivos. Hiperfunção Excesso Espasmo Visão borrada Cefaléia Fotofobia Miose Retardo Pleóptica. Inflexibilidade Inflexibilidade Visão flutuante Cefaleia; Astenopia Hiperemia. Flexibilidade de acomodação. Pleóptica. Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. Atividade de pesquisa para a avaliação somatória de P2: Guia 1: 1. Complete o quadro com as possíveis modificaçãoes que podem dar-se com estes exercícios para trabalhar as habilidades acomodativas: Exercício Nome do exercício: Procedimento: 2. Descreva os procedimentos passo a passo para avaliar a: AA, FLEXIBILIDADE, FACILIDADE, A/CA. 3. Descreva os históricos clínicos realizados em sala de aula com o protocolo de tratamento. Data de envio: até o 13 de julho de 2020 em pdf pela plataforma. Guia 2a – Acomodação por Anyella Malburg O.D. Apostila baseada nas referências bibliográficas descritas e na nossa experiência clínica e como docentes. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. AHUJA, L. HANDBOOK OF SQUINT AND ORTHOPTICS FOR PARAMEDICAL STUDENTS. 2010. 2. ANNE BAXTER. VISION AND SENSORY INTEGRATION. BEHAVIORAL ASPECTS OF VISION CARE. 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