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Livro Eletrônico Aula 00 Política Nacional de Atenção às Urgências p/ EBSERH (Enfermeiro) Professor: Regina Barros 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 AULA 00: POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS SUMÁRIO PÁGINA 1. Apresentação do Curso 1 2. Cronograma 3 3. A Política Nacional de Atenção às Urgências. (Portaria nº 4 1.863/GM em 29 de setembro de 2003) 4. Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde. 11 (Portaria nº 1.600/GM, de 7 de julho de 2011) 5. Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência 19 e Emergência. (Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002) 7. Lista de exercícios 59 8. Gabarito 78 9. Referências 79 APRESENTAÇÃO DO CURSO Olá pessoal! Sejam bem-vindos a disciplina de Emergência aula de Política Nacional de Atenção às Urgências! Preparados para mais uma etapa de estudos? Parabéns pelo foco e aumente seu desempenho com organização e concentração! O curso abordará os principais pontos da Legislação, lembre-se o seu estudo leva ao alcance de uma grande oportunidade para o ingresso em uma carreira brilhante. Dito isso, vamos trabalhar os principais pontos dessa disciplina muito abrangente nos últimos concursos de enfermagem. Meu nome é Regina de Souza Barros, sou especialista em Enfermagem Clínica, na modalidade residência, pós-graduada em Docência Superior. Iniciei minha vida de concurseira em 2005, tendo êxito em cinco concursos nos quais fui nomeada, empossada em quatro deles e posso garantir a melhor sensação não é a posse, e sim o poder de escolha, que espero que você também alcance. Atualmente, ocupando o cargo de Enfermeira na Secretaria de Saúde do Distrito Federal com 20hs destinadas à função de Docente na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). A Enfermagem é uma das profissões de maior destaque no campo da saúde. A introdução do enfermeiro no mercado de trabalho é abrangente, Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 podendo atuar em todas as especialidades nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Meus queridos alunos e futuros colegas de trabalho: organização do estudo é essencial para esse caminho tão glorioso que é a aprovação em concurso público, vão algumas dicas de estudo que foram o diferencial para a minha preparação: • Analise se o tempo de estudo está realmente produtivo. Seja sincero com você mesmo!! Estou aprendendo ou esperando o tempo passar! Estudar para concurso público é uma verdadeira operação de guerra, se não estiver preparado morre no combate! • Planeja o que vai estudar durante a semana, faça uma planilha de modo que você visualize o tempo que tem disponível; • Reserve um tempo adequado para descanso, lembre-se de que sua missão é passar no seu concurso. PRESTE ATENÇÃO, TEMPO ADEQUADO PARA DESCANSAR A MENTE E CORPO NÃO É PARA MOCEGAR POR AÍ!!!, SÃO PEQUENAS PARADAS DE ESTUDOS AMIGUINHOS, NÃO PERCA SEU FOCO E SUA CONCENTRAÇÃO!!! • No processo de aprendizagem entender é a chave mestra para aprender e aplicar que foi aprendido. No nosso curso vamos trabalhar com técnicas de mapas mentais, resumos, exercícios resolvidos, pois a simples leitura de anotações de aulas, estudos em livro específicos não são o suficiente para efetivar o aprendizado, na maioria das vezes o tempo de estudo é perdido porque os alunos entenderam incorretamente a informação. • No nosso processo de ensino aprendizagem é o fazer- pensar, isto é, estuda-se primeiramente e depois pensar, booo!!!! É claro que é Regina!!!! Não fiquem zangados!!! Quero que vocês desenvolvam suas percepções, pois o conteúdo de Urgência e Emergência é extremamente prático, verifiquem sempre as análises práticas!!!! Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Amiguinhos! Vocês já perceberam que no dia da prova parecemos uma boiada! É essa sensação que tenho! SEJA O DIFERENCIAL, AQUELAS CABECINHAS VÃO PARA O ABATE, MAS VOCÊ NÃO, INFELIZMENTE NÃO HÁ MAIS ESPAÇO PARA SORTE, ESSA DÁDIVA SÓ AJUDA QUEM ESTUDOU E FEZ BASTANTE CADEIRA-TERAPIA!!! SUCESSO E BONS ESTUDOS. No nosso curso, além da teoria abordando os vários tópicos, também trarei várias questões atuais comentadas de diferentes bancas para você praticar. Utilizarei uma linguagem mais informal, com ênfase naquilo que realmente é cobrado nas provas. Observação importante: Este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei n.º 9.610/1998, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos honestamente através do site Estratégia Concursos. =) Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 1-Conceitos Básicos em Urgência e Emergência O conteúdo do curso de urgências e emergências é extenso e envolve temas distintos que talvez você já tenha visto na sua graduação, dessa maneira, para assegurar uma boa compreensão é fundamental que você saiba alguns conceitos primordiais, que integram a assistência ao paciente grave. Quando prestamos assistência ao um paciente independente do local em que ele se encontra, seja extra-hospitalar ou intra-hospitalar, você pode se deparar com uma situação de urgência ou emergência. À vista, os dois conceitos podem propor situações parecidas, porém são diferentes e de extrema importância para a decisão de prioridades de atendimento em serviços. O Conselho Federal de Medicina, em sua Resolução CFM n° 1451, de 10/03/1995, define o conceito de Urgência como a ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata. Segundo o dicionário da língua portuguesa Urgência vem do latim urgentia, que significa qualidade ou caráter de urgente (do latim urgente: que urge); que é necessário ser feito com rapidez; indispensável; imprescindível; iminente, impendente; Urgir, do latim urgere, significa ser necessário sem demora; ser urgente; não permitir demora; perseguir de perto; apertar o cerco de; tornar imediatamente necessário; exigir, reclamar, clamar; obrigar, impelir. Mas, o que isto quer dizer? Isto, nada mais é que: urgência a ocorrência de danos à saúde de forma aguda (imprevista, não premeditada, não crônica) em que não há risco de morte, mas que por sua gravidade, desconforto ou dor, requerem de atendimento médico o mais breve possível (mediato). É de prioridade moderada de atendimento, o tempo para resolução pode variar de algumas horas até um máximo de 24 horas. São exemplos de urgências: dores de cabeça súbitas de forte intensidade, não habituais e que não cedem aos medicamentos rotineiros; dor torácica sem complicações respiratórias; alguns tipos de queimaduras; sangramentos e ferimentos leves e moderados, fraturas sem sinais de choque; Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 dor lombarsúbita muito intensa acompanhada de náuseas, vômitos e alterações urinárias; febre elevada em crianças de causa não esclarecida não refratárias a antitérmicos entre outros. São situações que podem ser controladas, e que necessitam de um apoio mediato a saúde. Já a Emergência vem do latim emergentia, que significa ação de emergir; situação crítica, acontecimento perigoso ou fortuito, incidente. Emergir, do latim emergere, significa sair de onde estava mergulhado; manifestar-se, mostrar-se, patentear-se; elevar-se como se saísse das ondas (Part: emergido e emerso; Antôn: imergir); Emerso, do latim emersu, que surgiu. Significado retirado do dicionário da língua portuguesa. Segundo o Conselho Federal de Medicina, em sua Resolução CFM n° 1451, de 10/03/1995, Emergência é a constatação médica de condições de agravo à saúde que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo, portanto, tratamento médico imediato. São situações de danos à saúde alta prioridade de atendimento, constatadas pelo médico, que implicam em risco de morte com tempo para resolução extremamente curto, normalmente quantificado em minutos, ou seja, imediato. São exemplos de situações de emergência; perda de consciência sem recuperação, dificuldade respiratória de forma aguda acompanhada de arroxeamento, chiado, dor intensa súbita no peito acompanhada de suor frio, falta de ar e vômitos; dificuldade de movimentação ou de fala repentina; grande hemorragia; quadro alérgico grave com placas vermelhas, tosse, falta de ar e inchaço; movimentos descoordenados em todo o corpo ou parte dele acompanhado de desvio dos olhos, repuxo da boca com salivação excessiva (baba); aumento súbito da pressão arterial, acompanhado de dores de cabeça de forte intensidade. Acidentes domésticos graves com fraturas e impossibilidade de locomoção do enfermo, queda de grandes alturas, choque elétrico, afogamentos e intoxicações graves. O profissional de saúde ajuíza atenção em suas ações quando estão em situações de urgência e emergência. Quando comparamos os conceitos podemos relacionar suas diferenças, como por exemplo, as urgências são urgentes e não emergentes a emergência deve se “sobressair” frente a uma urgência. A emergência tem risco de morte, já a urgência não. A urgência requer cuidado mediato e a emergência requer cuidado imediato. E pronto-socorro? Você sabe o conceito? Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Pronto-Socorro pode ser entendido como a área física destinada ao atendimento de urgências e emergências já definidos previamente ou não, e neste local que os pacientes são encaminhados para um primeiro atendimento independente do seu estado de saúde. É o estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência a doentes, com ou sem risco de vida, cujos agravos à saúde necessitam de atendimento imediato. Funcionam durante as 24 horas do dia e dispõe apenas de leitos de observação. Todo pronto-socorro tem que ter necessariamente, um local destinado dentro da sua área física para o atendimento de urgência e emergência, este local chama-se Sala de Urgência. Esta, no entanto, deve estar equipada com os recursos mínimos e primordiais para o atendimento ao paciente em situações de emergência. Deve estar localizada em pontos estratégicos de fácil acesso para as ambulâncias e carros de resgate além de ter recursos humanos qualificados e disponíveis em todas as situações. 1-Política Nacional de Atenção às Urgências A Política Nacional de Atenção às Urgências foi criada por meio da portaria nº 1.863/GM em 29 de setembro de 2003. Ela estabelece uma rede de assistência regionalizada e hierarquizada, proporcionando articular os serviços de saúde, definir fluxo e proporcionar referências resolutivas a assistência a saúde. Antes de existir esta política cada município e cidade se organizavam para definir estratégias de assistência em urgência e emergência no seu estado. Com esta portaria ficou definido no âmbito nacional, a implantação dos serviços de atendimento móvel de urgências nos municípios de forma regionalizada. Em 2008, a portaria nº 2.972 de 09 de dezembro, orientou a continuidade do Programa de Qualificação da Atenção Hospitalar de Urgência e Emergência na rede do SUS. Desde então os atendimentos passaram a ter quatro estratégias base como: Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 - Organização de redes; - Humanização no atendimento aos pacientes; - Qualificação e educação permanente dos profissionais e -Implementação e operação da central de regulação médica de urgência. O desenvolvimento social e industrial brasileiro trouxe mudanças do perfil epidemiológico de saúde no Brasil nos últimos anos, segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde houve uma alta morbimortalidade relacionada às violências e acidentes de trânsito até os 40 anos e acima desta faixa uma alta morbimortalidade relacionada às doenças do aparelho circulatório. Pensando nesta mudança de característica de saúde da população, o Ministério da Saúde decidiu revogar a portaria nº 1.863/GM e Reformular a Política Nacional de Atenção às Urgências, instituindo a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da portaria nº 1.600/GM, de 7 de julho de 2011. 1) EBSERH/HE-UFPEL/AOCP/2015 É correto afirmar que, conforme a Portaria GM Nº1.863, de 29 de setembro de 2003, a Política Nacional de Atenção às Urgências deve ser instituída a partir dos seguintes componentes fundamentais: Adoção de estratégias promocionais de qualidade de vida, excluindo A) as responsabilidades de toda a sociedade. Organização da assistência, independente das redes loco-regionais B) de atenção à saúde. Extinção das Centrais de Regulação Médica das Urgências, C) integradas ao Complexo Regulador da Atenção no SUS. Capacitação e educação continuada apenas dos profissionais de D) nível superior que atuem no atendimento às urgências. Orientação geral segundo os princípios de humanização da E) atenção. Comentários: A portaria de nº 1863, de 29 de setembro de 2003 elabora a Política Nacional de Atenção às Urgências a ser implantada em todas as Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão. Nosso primeiro assunto foi sobre esta portaria, a qual deu início a reorganização dos serviços em urgências. Na questão 04 estão descritos alguns componentes com palavras opostas ao que diz a portaria. A resposta certa é a letra E que descreve de forma íntegra o item 5 do artigo 3°. Os outros itens estão errados por se tratar de distorções em relação a portaria. Sublinhei o que está relacionado aos outros itens para que fique claro o erro da questão. Art. 3° Definir que a Política Nacional de Atenção às Urgências, de que trata o artigo 1º desta Portaria, deve ser instituída a partir dos seguintes componentes fundamentais: 1. Adoção de estratégias promocionais de qualidade de vida, buscando identificar os determinantes e condicionantes das urgências e por meio de ações transitórias de responsabilidade pública, sem excluir as responsabilidades de toda a sociedade; 2. Organização de redes de locos regionais de atenção integral às urgências, enquanto elos da cadeia de manutenção da vida, tecendo-as em seusdiversos componentes: 2.a - componente Pré-Hospitalar Fixo: unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família, equipes de agentes comunitários de saúde, ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapias, e Unidades Não-Hospitalares de Atendimento às Urgências, conforme Portaria GM/MS nº 2048, de 05 de novembro de 2002. 2.b – componente Pré-Hospitalar Móvel: - SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgências e os serviços associados de salvamento e resgate, sob-regulação médica de urgências e com número único nacional para urgências medicas – 192; 2.c – componente Hospitalar: portas hospitalares de atenção às urgências das unidades hospitalares gerais de tipo I e II e das unidades hospitalares de referência tipo I, II e III, bem como toda a gama de leitos de internação, passando pelos leitos gerais e especializados de retaguarda, de longa permanência e os de terapia semi-intensiva e intensiva, mesmo que esses leitos estejam situados em unidades hospitalares que atuem sem porta aberta às urgências; 2.d – componente Pós-Hospitalar: modalidades de Atenção Domiciliar, Hospitais-Dia e Projetos de Reabilitação Integral com componente de reabilitação de base comunitária; 3. Instalação e operação das Centrais de Regulação Médica das Urgências, integradas ao Complexo Regulador da Atenção no SUS; Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 4. Capacitação e educação continuada das equipes de saúde de todos os âmbitos da atenção, a partir de um enfoque estratégico promocional, abarcando toda a gestão e atenção pré-hospitalar fixa e móvel, hospitalar e pós-hospitalar, envolvendo os profissionais de nível superior e os de nível técnico, em acordo com as diretrizes do SUS e alicerçada nos pólos de educação permanente em saúde; 5. Orientação geral segundo os princípios de humanização da atenção. Gabarito: E 2) EBSERH/IADES/UFBA/2014 (com adaptações) De acordo com a Portaria no 2.071/2003, o Comitê Gestor Nacional de Atenção às Urgências será coordenado pelo (a), EXCETO: a) Departamento de Atenção Básica (DAB/SAS/MS). b) Departamento de Atenção Especializada (DAE/SAS/MS). c) Conselho Nacional de Saúde (CNS/MS). d) Coordenação Nacional de Urgência e Emergência (DAE/SAS/MS). e) Rede Brasileira de Cooperação em Urgência e Emergência (RBCE) Comentários: Portaria nº 2072, de 30 de outubro de 2003, em seu Art. 1º Instituir, no âmbito da Coordenação-Geral de Urgência e Emergência/DAE/SAS/MS, o Comitê Gestor Nacional da Atenção às Urgências. Art. 2º Estabelecer que o Comitê de que trata o artigo 1º desta Portaria será composto por representantes das Entidades/Instituições a seguir relacionadas, atuando sob a coordenação da primeira: I - Coordenação-Geral de Urgência e Emergência - DAE/SAS/MS; II - Departamento de Atenção Básica - DAB/SAS/MS; III - Departamento de Atenção Especializada – DAE/SAS/MS; IV - Departamento de Ações Programáticas Estratégicas – DAPE/SAS/MS; V - Secretaria Executiva – SE/MS; VI - Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde - SGTES/MS; VII - Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos - SCTIE/MS; VIII - Secretaria de Vigilância em Saúde – SVS/MS; IX - Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS/MS; X - Conselho Nacional de Saúde – CNS/MS; XI - Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS); Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 XII - Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS); XIII - Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (ABRASCO); XIV - Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM); XV - Associação Médica Brasileira (AMB); XVI - Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn); XVII - Associação Brasileira de Hospitais Universitários e de Ensino (ABRAHUE); XVIII - Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB); XIX - Corporação dos Bombeiros; XX - Polícia Rodoviária Federal; XXI - Defesa Civil; XXII - Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN); XXIII - Conselho Nacional de Trânsito; XXIV - Ministério da Defesa; XXV - Ministério dos Transportes; XXVI - Ministério da Justiça; XXVII - Secretaria Especial dos Direitos Humanos; XXVIII - Ministério das Cidades; e XXIX – Rede Brasileira de Cooperação em Urgência e Emergência - RBCE. Este item traz a Coordenação Nacional de Urgência e Emergência (DAE/SAS/MS) mais o correto e Conselho Nacional de Saúde – CNS/MS; Gabarito: D 3) MAS/PREF.LONDRINA/PR/ENFERMEIRO/2013 A Portaria Ministerial nº 1.863/GM, de 29 de setembro de 2003, institui a Política Nacional de Atenção às Urgências, a ser implantada nas unidades Federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão. Com base nessa Portaria, analise as afirmativas abaixo. I. Desenvolver estratégias promocionais da qualidade de vida e saúde capazes de prevenir agravos, proteger a vida, educar para a defesa da saúde e recuperar a saúde, protegendo e desenvolvendo a autonomia e a equidade de indivíduos e coletividades. II. Integrar o complexo regulador do Sistema único de Saúde, promover intercâmbio com outros subsistemas de informações setoriais, implementando Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 e aperfeiçoando permanentemente a produção de dados e democratização das informações com a perspectiva de usá-las para alimentar estratégias promocionais. III. Elaborar os planos de atenção para atendimento aos eventos e/ou grandes aglomerados e organizar o acolhimento do paciente no serviço receptor definido. IV. Garantir a contra-atualização de serviços de saúde de acordo com a demanda institucional. Assinale a alternativa correta. a) Somente a afirmativa I é correta b) Somente as afirmativas I, II, III são corretas. c) Somente as afirmativas II e III são corretas. d) Somente a afirmativa IV é correta. e) Somente as afirmativas III e IV são corretas. Comentários: A portaria nº 1863, de 29 de setembro de 2003 Institui a Política Nacional de Atenção às Urgências, a ser implantada em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão. No seu artigo 2° aborda sobre a organização conforme abaixo: Art. 2° Estabelecer que a Política Nacional de Atenção às Urgências composta pelos sistemas de atenção às urgências estaduais, regionais e municipais, deve ser organizada de forma que permita: 1 - garantir a universalidade, eqüidade e a integralidade no atendimento às urgências clínicas, cirúrgicas, gineco-obstétricas, psiquiátricas, pediátricas e as relacionadas às causas externas (traumatismos não intencionais, violências e suicídios); 2 - consubstanciar as diretrizes de regionalização da atenção às urgências, mediante a adequação criteriosa da distribuição dos recursos assistenciais, conferindo concretude ao dimensionamento e implantação de sistemas estaduais, regionais e municipais e suas respectivas redes de atenção; 3 - Desenvolver estratégias promocionais da qualidade de vida e saúde capazes de prevenir agravos, proteger a vida, educar para a defesa da saúde e recuperar a saúde, protegendo e desenvolvendo a autonomia e a eqüidade de indivíduos e coletividades; Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentadosProf. Regina de Souza Barros/Aula 00 4 - fomentar, coordenar e executar projetos estratégicos de atendimento às necessidades coletivas em saúde, de caráter urgente e transitório, decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidades públicas e de acidentes com múltiplas vítimas, a partir da construção de mapas de risco regionais e locais e da adoção de protocolos de prevenção, atenção e mitigação dos eventos; 5 - contribuir para o desenvolvimento de processos e métodos de coleta, análise e organização dos resultados das ações e serviços de urgência, permitindo que a partir de seu desempenho seja possível uma visão dinâmica do estado de saúde da população e do desempenho do Sistema Único de Saúde em seus três níveis de gestão; 6 - integrar o complexo regulador do Sistema Único de Saúde, promover intercâmbio com outros subsistemas de informações setoriais, implementando e aperfeiçoando permanentemente a produção de dados e democratização das informações com a perspectiva de usá-las para alimentar estratégias promocionais; 7 - qualificar a assistência e promover a capacitação continuada das equipes de saúde do Sistema Único de Saúde na Atenção às Urgências, em acordo com os princípios da integralidade e humanização. Gabarito: B 4- EBSERH/HUPES/UFBA/ENFERMEIRO/2015 A Portaria no 1.864/2003, que trata da implantação de serviços de atendimento móvel de urgência em municípios e regiões de todo o território nacional, define que as despesas de custeio desse componente serão de responsabilidade compartilhada, de forma tripartite, entre a União, os estados e os municípios. A esse respeito, é correto afirmar que corresponde à União a seguinte porcentagem do valor estimado para esses recursos: a) 25%. b) 50%. c) 75%. d) 80% Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barro/Aula 00 e) 100% Comentários: Portaria Nº 1.864, de 29 de setembro de 2003, Institui o componente pré-hospitalar móvel da Política Nacional de Atenção às Urgências, por intermédio da implantação de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência em municípios e regiões de todo o território brasileiro: SAMU- 192. No Art. 4º diz: “Definir que as despesas de custeio deste componente serão de responsabilidade compartilhada, de forma tripartite, entre a União, Estado e Municípios, correspondendo à União 50% do valor estimado para estes custos”. Gabarito: B 2- Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde. (Portaria nº 1.600/GM, de 7 de julho de 2011) A Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde tem por objetivo criar um elo com todos os serviços de saúde disponíveis, com a finalidade de articular, ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna. Esta rede estabelece o acolhimento com classificação do risco, que identificará os pacientes que necessitam de atendimento imediato. A qualidade e a resolutividade na atenção constituem a base do processo e dos fluxos assistenciais de toda Rede e priorizará as linhas de cuidados cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica. Para que a Rede de assistência seja eficaz ela deve ter como componente de apoio todas as esferas assistências como: cuidados com a Promoção, Prevenção e Vigilância à Saúde; Atenção Básica em Saúde; Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e suas Centrais de Regulação Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Médica das Urgências; Sala de Estabilização; Força Nacional de Saúde do SUS; Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas; Hospitalar e Atenção Domiciliar. A Portaria 2.048 do Ministério da Saúde propõe a implantação nas unidades de atendimento de urgências o acolhimento e a classificação de risco, este processo deve ser realizado por profissional de saúde, de nível superior, mediante treinamento específico e utilização de protocolos pré-estabelecidos e tem por objetivo avaliar o grau de urgência das queixas dos pacientes, colocando-os em ordem de prioridade para o atendimento. O Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR) se mostra como um instrumento reorganizador dos processos de trabalho na tentativa de melhorar e consolidar o Sistema Único de Saúde. Aqui cito alguns exemplos de classificação de risco e conceitos: Fonte: www.cep28.org.br Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 http://www.portalsatc.com/site/interna Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Fonte: guiamanchesterlivroclassificador.2011 Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 5-AOCP/EBSERH/ENFERMEIRO (HUJB – UFCG)/2017 Sobre o conteúdo incluso na Portaria nº 1.600/2011, que reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde, assinale a alternativa correta. a) Prioriza as linhas de cuidados cardiovascular, respiratória e traumatológica. b) As Unidades de Pronto Atendimento devem prestar o primeiro atendimento em casos agudos e agudizados de natureza clínica e primeiro atendimento nos traumas, excluindo-se casos de natureza cirúrgica. c) O componente hospitalar é constituído exclusivamente por Pronto-Socorro e UTI. d) Força Nacional do SUS, Unidades de Pronto atendimento e Atenção domiciliar integram a Rede de Atenção às Urgências. e) Acolhimento com classificação de risco constituem uma das bases dos fluxos assistenciais apenas das UPAs, Pronto-Socorro e SAMU. Comentários: Vamos aos itens: a) Prioriza as linhas de cuidados cardiovascular, respiratória e traumatológica. Incorreto. Prioriza as linhas cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica. b) As Unidades de Pronto Atendimento devem prestar o primeiro atendimento em casos agudos e agudizados de natureza clínica e primeiro atendimento nos traumas, excluindo-se casos de natureza cirúrgica. Incorreto. Não se exclui casos de natureza cirúrgica. c) O componente hospitalar é constituído exclusivamente por Pronto-Socorro e UTI. Incorreto. O componente hospitalar é constituído por todas a parte de apoio diagnostico e atendimento cirúrgico. d) Força Nacional do SUS, Unidades de Pronto atendimento e Atenção domiciliar integram a Rede de Atenção às Urgências. Correto. e) Acolhimento com classificação de risco constituem uma das bases dos fluxos assistenciais apenas das UPAs, Pronto-Socorro e SAMU. Incorreto. Os ACCR constituem bases para fluxo de toda rede de atendimento. Gabarito: D Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/EnfermagemTeoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 6-IBFC/PREF. SP/ANALISTA DE SAÚDE-ENFERMEIRO/2016 A Classificação de risco pode evitar a peregrinação de mulheres nos serviços de atenção obstétrica. Viabiliza o acesso qualificado e o atendimento com resolutividade, em tempo adequado para cada caso. Assinale a alternativa correta sobre essa Classificação; a) Parturientes com rebaixamento do nível de consciência ou alteração importante do estado mental devem ser classificadas nas cores laranja/amarela. b) Parturiente com perda de líquido amniótico espesso e esverdeado deve ser classificada na cor verde. c) Multíparas no período expulsivo devem ser classificadas na cor amarela. d) Gestante de terceiro, com relato de ausência de movimentos fetais nas últimas 12 horas deve ser classificada na cor verde. e) Gestantes que buscam o serviço de saúde para solicitar licença maternidade ou trocar exames ou receitas devem ser classificadas na cor azul. Comentários: Segundo o fluxograma da gestante devemos buscar o máximo de informações e avaliar o risco com critério estabelecido, a questão que está correta é a que avalia que inexiste gravidade como no caso de atestados, licenças, de trocas de exames que são classificados como azul. Gabarito: E 7-FCC/TRT - 3ª Região (MG)/Analista Judiciário – Enfermagem/ 2015 A Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde prioriza as linhas de cuidados cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica e dentre os componentes que a constitui estão: a) Unidades de Terapia Intensiva e Unidades Básicas de Saúde. b) Estatística em Saúde e Atenção Hospitalar. c)Prevenção e Unidades Ambulatoriais. d)Atenção Domiciliar e Sala de Estabilização. e)Unidades de Pronto Atendimento (UPA 48 horas) e Salas de Triagem. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Comentários: A portaria Nº 1.600, de 7 de julho de 2011 Reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). Observe o que diz o artigo 4°desta portaria: § 4º A Rede de Atenção às Urgências priorizará as linhas de cuidados cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica. Art. 4º A Rede de Atenção às Urgências é constituída pelos seguintes componentes: I - Promoção, Prevenção e Vigilância à Saúde; II - Atenção Básica em Saúde; III - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e suas Centrais de Regulação Médica das Urgências; IV - Sala de Estabilização; V - Força Nacional de Saúde do SUS; VI - Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas; VII - Hospitalar; e VIII - Atenção Domiciliar. Gabarito: D 8-FCC/TRT - 20ª REGIÃO (SE)/Analista Judiciário – Enfermagem/2016 Para implementação da Rede de Atenção às Urgências e Emergências − RUE de forma a articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna em todo o território nacional, deve-se considerar algumas diretrizes, dentre elas: a) Triagem realizada por qualquer profissional da saúde, desde que devidamente qualificado. b) Humanização da atenção, garantindo a efetivação de um modelo centrado nas práticas clínicas paliativas e baseado no grau de complexidade das necessidades da comunidade. c) Regulação do acesso aos serviços de saúde. d) Ampliação do acesso, com acolhimento, aos casos crônicos e em todos os pontos de atenção. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 80 0 00000000000 - DEMO ==0== 0 Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros 䛻 Aula 00 e) Formação de relações verticalizadas, articulação e integração entre os pontos de atenção, tendo a atenção especializada como centro de comunicação principal. Comentários: A portaria Nº 1.600, de 7 de julho de 2011 Reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). No manual instrutivo da Rede de Atenção às Urgências e Emergências no Sistema Único de Saúde (SUS) temos as principais diretrizes: Fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_instrutivo_rede_atencao_urgencias.pdf Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros 䛻 Aula 00 Gabarito: C 9-EBSERH/HU/UFGD/ENFERMEIRO/2014 De acordo com a Portaria N°. 1.600/2011, que reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS), constituem-se em diretrizes da Rede de Atenção às Urgências, EXCETO: A)Garantia da universalidade, equidade e integralidade no atendimento com prioridade às urgências clínicas, com gestão de práticas nas linhas de cuidado ao infarto agudo do miocárdio e ao acidente vascular cerebral. B)Regionalização do atendimento às urgências com articulação das diversas redes de atenção e acesso regulado aos serviços de saúde. C)Atuação territorial, definição e organização das regiões de saúde e das redes de atenção a partir das necessidades de saúde destas populações, seus riscos e vulnerabilidades específicas. D)Atuação profissional e gestora visando ao aprimoramento da qualidade da atenção por meio do desenvolvimento de ações coordenadas, contínuas e que busquem a integralidade e longitudinalidade do cuidado em saúde. E)Articulação interfederativa entre os diversos gestores desenvolvendo atuação solidária, responsável e compartilhada. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Comentários: A questão 04 é muito parecida com a questão 03, porém a banca examinadora faz uma reflexão sobre as diretrizes e tenta induzir o candidato ao erro pois há a seguinte afirmação na letra A: “Garantia da universalidade, equidade e integralidade no atendimento com prioridade às urgências clínicas, com gestão de práticas nas linhas de cuidado ao infarto agudo do miocárdio e ao acidente vascular cerebral.” Veja o que trata a portaria em seu artigo 2 item II: Garantia da universalidade, equidade e integralidade no atendimento às urgências clínicas, cirúrgicas, gineco- obstétricas, psiquiátricas, pediátricas e às relacionadas a causas externas (traumatismos, violências e acidentes); fica evidente que a letra A esta errada pois detalha causas de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular o que não está descrito na portaria. Gabarito: A. 10- EBSERH/UFRN/IADES/ENFERMEIRO/2014 As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência devem estar instaladas em unidades hospitalares estratégicas para a Rede de Atenção às Urgências. Considerando que essas unidades devem se enquadrar em determinados requisitos, assinale a alternativa que indica um deles. a) Possuírem, no mínimo, 200 leitos cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos (SCNES). b) Serem instituições de referência municipal para a Rede de Atenção às Urgências e habilitadas em uma das seguintes linhas de cuidado: cardiovascular, neurologia /neurocirurgia, pediatria ou traumato-ortopedia. c) Serem instituições de referência regional para a Redede Atenção às Urgências e habilitadas em uma das seguintes linhas de cuidado: cardiovascular, neurologia/neurocirurgia, pediatria ou traumato-ortopedia. d) Organizarem o trabalho das equipes multiprofissionais de forma vertical, utilizando prontuário único compartilhado por toda a equipe. e) Serem instituições hospitalares públicas (estaduais/municipais), particulares ou filantrópicas, que desempenhem um papel de referência regional, realizando, no mínimo, 10% dos atendimentos oriundos de outros municípios, registrados no Sistema de Informação Hospitalar (SIH). Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Comentários: Como já foi visto a portaria Nº 2.395, DE 11 DE OUTUBRO DE 2011 que trata sobre a Organização dos Componentes Hospitalares da Rede de Atenção às Urgências no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), em especifico no capitulo II traz as características das portas de entrada conforme abaixo: CAPÍTULO II - DAS PORTAS DE ENTRADA HOSPITALARES DE URGÊNCIA Art. 5º Para efeito desta Portaria, são Portas de Entrada Hospitalares de Urgência os serviços instalados em uma unidade hospitalar para prestar atendimento ininterrupto ao conjunto de demandas espontâneas e referenciadas de urgências clínicas, pediátricas, cirúrgicas e/ou traumatológicas. § 1º Atendimento ininterrupto é aquele que funciona nas 24 (vinte e quatro) horas do dia e em todos os dias da semana. § 2º As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência, objeto desta Portaria, devem estar instaladas em unidades hospitalares estratégicas para a rede de atenção às urgências. § 3º As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência de atendimento exclusivo de obstetrícia e psiquiatria não estão incluídas no conjunto de Portas de Entrada Hospitalares de Urgência previstas nesta Portaria. Art. 6º São consideradas unidades hospitalares estratégicas para a Rede de Atenção às Urgências aquelas que se enquadrarem nos seguintes requisitos: Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 I - ser referência regional, realizando no mínimo 10% (dez por cento) dos atendimentos oriundos de outros Municípios, conforme registro no Sistema de Informação Hospitalar (SIH); II - ter no mínimo 100 (cem) leitos cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos (SCNES); III - estar habilitada em pelo menos uma das seguintes linhas de cuidado: a) cardiovascular; b) neurologia/neurocirurgia; c) pediatria; e d) traumato-ortopedia. § 1º As instituições hospitalares que não se enquadrarem estritamente nos requisitos estabelecidos neste artigo, mas que, excepcionalmente, forem consideradas estratégicas para a referência regional no Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências poderão se beneficiar dos investimentos estabelecidos nesta Porta-ria. § 2º A caracterização de unidades hospitalares como excepcionalmente estratégicas para a referência regional do Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências será pactuada na Comissão Intergestores Regional (CIR) e na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e avaliada pelo Ministério da Saúde. Art. 7º As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência localizadas nas unidades hospitalares estratégicas poderão apresentar, ao Ministério da Saúde, projeto para readequação física e tecnológica, no valor de até R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais). § 1º A readequação física pode se dar por reforma ou por ampliação. Gabarito: C Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 11-IBFC/EBSERH/ENFERMEIRO - SAÚDE DO TRABALHADOR/2017 Sobre a Política Nacional de Atenção às Urgências, analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. ( ) A organização da Rede de Atenção às Urgências tem a finalidade de articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna. ( ) A Rede de Atenção às Urgências deve ser implementada, imediatamente, em todo território nacional, independente dos critérios epidemiológicos e de densidade populacional. ( ) O acolhimento com classificação do risco, a qualidade e a resolutividade na atenção constituem a base do processo e dos fluxos assistenciais de toda Rede de Atenção às Urgências e devem ser requisitos de todos os pontos de atenção. ( ) A Rede de Atenção às Urgências priorizará as linhas de cuidados cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica. A sequência correta é: a) V,V,V,V b) V,F,V,F c) F,V,F,V d) V,F,F,F e) V,F,V,V Comentários: O item 2 está incorreto, pois os critérios epidemiológicos e de densidade populacional são considerados para implementação da Rede de Atenção às Urgências. Gabarito: E Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 12-ENFERMEIRO - EBSERH/HDT-UFT/AOCP/2015 Analise as assertivas sobre as modelagens de acolhimento e assinale a alternativa que aponta as corretas I. Acolhimento pela equipe de referência do usuário: em unidades com mais de uma equipe, o enfermeiro e/ou técnico de enfermagem de determinada equipe fica(m) na linha de frente do acolhimento, atendendo por demanda espontânea de todas as áreas/equipes da unidade. II. Equipe de acolhimento do dia: a principal característica é que cada usuário é acolhido pelos profissionais de saúde de suas equipes de referência. III. Acolhimento misto (equipe de referência do usuário + equipe de acolhimento do dia): estipula-se determinada quantidade de usuários ou horário até onde o enfermeiro de cada equipe acolhe a demanda espontânea. IV. Acolhimento coletivo: no primeiro momento do funcionamento da unidade, toda equipe se reúne com os usuários que vieram à unidade de saúde por demanda espontânea e, nesse espaço coletivo, fazem-se escutas e conversas com eles. (A) Apenas I e II. (B) Apenas II, III e IV. (C) Apenas III e IV. (D) Apenas I e IV. (E) Apenas II e III. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Comentários: Os únicos modelos de acolhimento corretos são o misto e o coletivo que atendem a demanda de forma humanizada e qualificada Acolhimento misto (equipe de referência do usuário + equipe de acolhimento do dia): estipula-se determinada quantidade de usuários ou horário até onde o enfermeiro de cada equipe acolhe a demanda espontânea. Acolhimento coletivo: no primeiro momento do funcionamento da unidade, toda equipe se reúne com os usuários que vieram à unidade de saúde por demanda espontânea e, nesse espaço coletivo, fazem-se escutas e conversas com eles. Gabarito: C 13-IDECAN/PREFEITURA DE MIRAÍ – MG/ ENFERMEIRO/2016 O acolhimento com Classificação de Risco faz parte do Programa Nacional de Humanização. O Protocolo de Manchester é um dos diversos protocolos que estão sendo adotados pelos serviços de saúde e trabalha com fluxogramas associados a temposde espera simbolizados por cores. Tal protocolo preconiza que o tempo-alvo previsto para atendimento do paciente de acordo com a classificação recebida nas cores vermelha, laranja, amarela, verde e azul deve ser, respectivamente, imediato, em até a)5, 30, 60 e 120 minutos. b)15, 45, 60 e 90 minutos c)30, 60, 90 e 120 minutos. d)10, 60, 120 e 240 minutos. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Comentários: Segundo o Protocolo de Manchester que trabalha com fluxogramas associados a tempos de espera simbolizados por cores, logo: vermelho: imediato laranja: 10 minutos amarelo: 60 minutos verde: 120 minutos azul: 240 minutos Gabarito: D 14- ENFERMEIRO - EBSERH/HU-UFG/AOCP/2015 Um paciente que chega a uma unidade de Pronto Atendimento é avaliado de acordo com os critérios do acolhimento com classificação de risco da política nacional de humanização e o Enfermeiro define o caso como prioridade 1 – urgência, atendimento o mais rápido possível. Nessa situação, a cor correspondente é (A) vermelho. (B) preto. (C) verde. (D) amarelo. (E) azul. Comentários: Muito cuidado com esse tipo de questão! Dos itens declarados nas alternativas o examinador quer que você erre, lembre-se disso, logo você marcaria a letra A pensando no paciente mais grave, contudo vermelho não é o mais rápido possível e sim imediato, prioridade 0, a resposta correta é a classificação amarela, onde o paciente deve ser atendido o mais rápido possível. Gabarito: D Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 É de extrema importância que você leia essas portarias na íntegra, pois assim você terá uma melhor interação com o assunto e pode esclarecer alguns questionamentos. Seguem os links para apreciação: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2003/prt1863_26_09_2003.html http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt1600_07_07_2011.html http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt2972_09_12_2008.html Bom, agora que você já tem uma noção de como pode ser cobrado esse assunto no seu concurso, no final da aula colocarei mais questões para que você possa treinar, mas agora vamos continuar, ainda temos mais assuntos importantes, sei que as portarias são longas e cansativas, mas fazem parte da caminhada para a sua vitória, então sempre que desanimar lembre- se que a recompensa é muito gratificante! 3-Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência por meio da Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002. O Ministério da Saúde juntamente com os municípios e as secretarias de saúde dos estados vem desenvolvendo diversas melhorias para a assistência à urgência e emergência no Brasil. Várias ações foram realizadas como: a criação de mecanismos para a implantação de Sistemas Estaduais de Referência Hospitalar, realização de investimentos relativos ao custeio e Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 adequação física e de equipamentos dos serviços integrantes destas redes, na área de assistência pré-hospitalar, nas Centrais de Regulação, na capacitação de recursos humanos, na edição de normas específicas para a área e na efetiva organização e estruturação das redes assistenciais na área de urgência e emergência entre outros. Tendo em vista a grande área territorial do País com distâncias significativas entres os estados e municípios e a grande dificuldade de estabelecer uma rede de serviços vinculada com diferentes complexidades, capazes de garantir uma cadeia de reanimação e estabilização para os pacientes graves e uma cadeia de cuidados imediatos e resolutivos para os pacientes agudos não graves, além de garantir o acolhimento, primeira atenção qualificada e resolutiva para as pequenas e médias urgências, dentro do Sistema Único de Saúde, através do acionamento e intervenção das Centrais de Regulação Médica de Urgências. Considerando toda essa realidade física do Brasil e suas dificuldades, em 2002 o Ministério da Saúde aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência por meio da Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002. A Portaria nº 2048 tem o objetivo de esclarecer as atividades técnicas, administrativas de cada estância, juntamente com seu papel executor, e como tudo irá funcionar. É dividida em sete capítulos que envolvem desde dimensionamento e organização assistencial, a regulação médica das urgências e emergências, atendimento pré-hospitalar fixo, atendimento pré-hospitalar móvel até núcleos de educação em urgências. Pronto, você já sabe do que se trata esta portaria e de como ela funciona, assim fica mais fácil entendê-la e interpretá-la. A seguir vou colocar alguns pontos importantes e que sempre são cobrados em provas. O texto compreende a íntegra da portaria, porém com alguns destaques e comentários espero que você consiga entender as características e a estrutura desta portaria. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002. Art. 1º Aprovar, na forma do Anexo desta Portaria, o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. § 1º O Regulamento ora aprovado estabelece os princípios e diretrizes dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, as normas e critérios de funcionamento, classificação e cadastramento de serviços e envolve temas como a elaboração dos Planos Estaduais de Atendimento às Urgências e Emergências, Regulação Médica das Urgências e Emergências, atendimento pré-hospitalar, atendimento pré-hospitalar móvel, atendimento hospitalar, transporte inter-hospitalar e ainda a criação de Núcleos de Educação em Urgências e proposição de grades curriculares para capacitação de recursos humanos da área; § 2º Este Regulamento é de caráter nacional devendo ser utilizado pelas Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na implantação dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, na avaliação, habilitação e cadastramento de serviços em todas as modalidades assistenciais, sendo extensivo ao setor privado que atue na área de urgência e emergência, com ou sem vínculo com a prestação de serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde. Art. 2º Determinar às Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios em Gestão Plena do Sistema Municipal de Saúde, de acordo com as respectivas condições de gestão e a divisão de responsabilidades definida na Norma Operacional de Assistência à Saúde – NOAS-SUUS 01/2002, a adoção das providências necessárias à implantação dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, à organização das redes assistenciais deles integrantes e à organização/habilitação e cadastramento dos serviços, em todas as modalidades assistenciais, que integrarão estas redes, tudo em conformidade com o estabelecido no Regulamento Técnico Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 aprovado por esta Portaria, bem como a designação,em cada estado, do respectivo Coordenador do Sistema Estadual de Urgência e Emergência. § 1º As Secretarias de Saúde dos estados e do Distrito Federal devem estabelecer um planejamento de distribuição regional dos Serviços, em todas as modalidades assistenciais, de maneira a constituir o Plano Estadual de Atendimento às Urgências e Emergências conforme estabelecido no Capítulo I do Regulamento Técnico desta Portaria e adotar as providências necessárias à organização/habilitação e cadastramento dos serviços que integrarão o Sistema Estadual de Urgência e Emergência; Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência Regulamento Técnico Com o objetivo de aprofundar este processo de consolidação dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, aperfeiçoando as normas já existentes e ampliando o seu escopo, é que está sendo publicado o presente Regulamento Técnico. A implantação de redes regionalizadas e hierarquizadas de atendimento, além de permitir uma melhor organização da assistência, articular os serviços, definir fluxos e referências resolutivas é elemento indispensável para que se promova a universalidade do acesso, a equidade na alocação de recursos e a integralidade na atenção prestada. Assim, torna-se imperativo estruturar os Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência de forma a envolver toda a rede assistencial, desde a rede pré-hospitalar, (unidades básicas de saúde, programa de saúde da família (PSF), ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapias, unidades não hospitalares), serviços de atendimento pré-hospitalar móvel (SAMU, Resgate, ambulâncias do setor privado, etc.), até a rede hospitalar de alta complexidade, capacitando e responsabilizando cada um destes componentes da rede assistencial pela atenção a uma determinada parcela da demanda de urgência, respeitando os limites de sua complexidade e capacidade de resolução. Estes diferentes níveis de atenção devem relacionar- se de forma complementar por meio de mecanismos organizados e regulados Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 de referência e contra referência, sendo de fundamental importância que cada serviço se reconheça como parte integrante deste Sistema, acolhendo e atendendo adequadamente a parcela da demanda que lhe acorre e se responsabilizando pelo encaminhamento desta clientela quando a unidade não tiver os recursos necessários a tal atendimento. CAPÍTULO I PLANO ESTADUAL DE ATENDIMENTO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS O Sistema Estadual de Urgência e Emergência deve ser implementado dentro de uma estratégia de “Promoção da Qualidade de Vida” como forma de enfrentamento das causas das urgências. Deve valorizar a prevenção dos agravos e a proteção da vida, gerando uma mudança de perspectiva assistencial – de uma visão centrada nas consequências dos agravos que geram as urgências, para uma visão integral e integrada, com uma abordagem totalizante e que busque gerar autonomia para indivíduos e coletividades. Assim, deve ser englobada na estratégia promocional a proteção da vida, a educação para a saúde e a prevenção de agravos e doenças, além de se dar novo significado à assistência e à reabilitação. As urgências por causas externas são as mais sensíveis a este enfoque, mas não exclusivamente. As urgências clínicas de todas as ordens também se beneficiam da estratégia promocional. Feita a leitura qualificada da estrutura e deficiências do setor, deve ser elaborado um Plano Estadual de Atendimento às Urgências e Emergências que deve estar contido no Plano Diretor de Regionalização (PDR), com programação de ações corretivas com respectivo cronograma de execução e planilha de custos, destinados à correção das deficiências encontradas na estruturação das grades assistenciais regionalizadas e hierarquizadas, que serão discutidas, avaliadas e priorizadas a fim de comporem o Plano Diretor de Investimentos (PDI). Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 A elaboração dos referidos planos deve estar baseada na proposta de estruturação das redes regionalizadas de atenção da NOAS 01/2002, segundo as seguintes atribuições / complexidade / distribuição: 1 - Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB): devem se responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço. Suas atribuições e estruturação estão especificadas no Capítulo III – item 1 do presente Regulamento. 2 - Municípios Satélite, que realizam a atenção básica ampliada (PABA): devem desempenhar a mesma função dos municípios PAB, além de contar com área física específica para observação de pacientes, até 8 horas. 3 - Municípios Sede de Módulo Assistencial, que realizam a atenção básica ampliada (PABA) e os procedimentos hospitalares e diagnósticos mínimos da média complexidade (M1): devem contar, além das estruturas já mencionadas acima, com Unidades Não Hospitalares de Atendimento às Urgências, conforme especificações do Capítulo III – item 2 e/ou Unidades Hospitalares Gerais de Tipo I, conforme especificações do Capítulo V – item I-A-a. Neste nível assistencial, devem ser constituídos os Serviços de Atendimento Pré-hospitalar Móvel, de caráter municipal ou modular, e/ou Serviço de Transporte Inter- hospitalar, para garantir o acesso aos serviços de maior complexidade dos pólos microrregionais, macrorregionais e estaduais. 4 - Municípios Pólo Microrregional, que realizam procedimentos médios da média complexidade (M2): devem contar, além das estruturas já mencionadas acima, com Unidades Hospitalares Gerais de Tipo II, conforme especificações do Capítulo V – item I-A-b. Neste nível assistencial, devem ser estruturados Serviços de Atendimento Pré-hospitalar Móvel municipal ou microrregional, dependendo das densidades populacionais e distâncias observadas. 5 - Municípios Pólo Regional, que realizam os demais procedimentos mais complexos da média complexidade (M3): devem contar, além das estruturas já Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 mencionadas acima, com Unidades Hospitalares de Referência Tipo I e II, conforme especificações do Capítulo V – item I-B-a e I-B-b. Neste nível devem ser estruturadas as Centrais Reguladoras Regionais de Urgências, que vão ordenar os fluxos entre as micro e macro regiões, devendo o transporte inter- hospitalar ser garantido pelo Serviço de Atendimento Pré-hospitalar móvel da micro/macro região solicitante. 6 - Municípios Pólo Estadual, que realizam procedimentos de Alta Complexidade: devem contar, além das estruturas já mencionadas acima, com Unidades Hospitalares de Referência Tipo III, conforme as especificações do Capítulo V – item I-B-c. Devem também ter estruturadas as Centrais Estaduais de Regulação, que vão ordenar os fluxos estaduais ou interestaduais da alta complexidade. 7 - Salas de Estabilização: após a estruturação da rede assistencial acima mencionada, devem ser cuidadosamente observados os claros assistenciais ainda existentes, devidos a grandes distâncias, como ao longo das estradas e em regiões muito carentes, e nestas localidades devem ser estruturadas salas ou bases de estabilização, que devem ser estruturadas com, no mínimo, o mesmo material e medicamentos especificados para a atenção primária à saúde e que devem contar com retaguarda ininterrupta de profissionaltreinado para o atendimento e estabilização dos quadros de urgências mais frequentes. 15- FUMARC/PREF.B.H/MG/ENFERMEIRO/2011 Sobre Portaria nº 2048/GM em 5 de novembro de 2002, que aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, marque a alternativa FALSA. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 a) Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB): devem se responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço. b) Os profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF) estão isentos de atender quaisquer urgências nas unidades básicas de saúde, uma vez que estas equipes se destinam a atenção primária. c) São unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências aquelas que devem funcionar nas 24 horas do dia além de estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1). d) No Atendimento Pré-Hospitalar os recursos humanos que compõe a equipe de profissionais oriundos da saúde são: Coordenador do Serviço (profissional da saúde), Responsável Técnico (Médico), Responsável de Enfermagem. Comentários: Vamos analisar cada assertiva separadamente: Item A (Correta). No capítulo I da portaria n.º 2.048, o qual descreve sobre o plano estadual de atendimento às urgências e emergências diz no item 1- Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB) devem se responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço. Item B (Incorreta). No capítulo III, da portaria n°2.048 no artigo 1° descreve as urgências e emergências e a atenção primária à saúde e o programa de saúde da família; As atribuições e prerrogativas das unidades básicas de saúde e das unidades de saúde da família em relação ao acolhimento/atendimento das urgências de baixa gravidade/complexidade devem ser desempenhadas por todos os municípios brasileiros, independentemente de estarem qualificados para atenção básica (PAB) ou básica ampliada (PABA), conforme detalhamento abaixo: 1.1 - Acolhimento dos Quadros Agudos: Dentro da concepção de reestruturação do modelo assistencial atualmente preconizado, inclusive com a implementação do Programa de Saúde da Família, é fundamental que a atenção primária e o Programa de Saúde da Família se responsabilizem pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos ou crônicos agudizados de sua área de Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 cobertura ou adstrição de clientela, cuja complexidade seja compatível com este nível de assistência. Item C (Correta). No capítulo III, da portaria n°2.048 no artigo 2° unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências diz: “Estas unidades, que devem funcionar nas 24 horas do dia, devem estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1). Pelas suas características e importância assistencial, os gestores devem desenvolver esforços no sentido de que cada município sede de módulo assistencial disponha de, pelo menos uma, destas Unidades, garantindo, assim, assistência às urgências com observação até 24 horas para sua própria população ou para um agrupamento de municípios para os quais seja referência”. Item D (Correta). No capítulo IV da portaria n°2.048, traz sobre o atendimento pré-hospitalar móvel conforme abaixo: Os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com equipe de profissionais oriundos da área da saúde e não oriundos da área da saúde. Considerando-se que as urgências não se constituem em especialidade médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que venham a atuar nos Serviços de Atendimento Pré- hospitalar Móvel (oriundos e não oriundos da área de saúde) devam ser habilitados pelos Núcleos de Educação em Urgências, cuja criação é indicada pelo presente Regulamento e cumpram o conteúdo curricular mínimo nele proposto - Capítulo VII. 1.1 – Equipe de Profissionais Oriundos da Saúde: A equipe de profissionais oriundos da área da saúde deve ser composta por: - Coordenador do Serviço: profissional oriundo da área da saúde, com experiência e conhecimento comprovados na atividade de atendimento pré-hospitalar às urgências e de gerenciamento de serviços e sistemas; - Responsável Técnico: Médico responsável pelas atividades médicas do serviço; - Responsável de Enfermagem: Enfermeiro responsável pelas atividades de enfermagem; - Médicos Reguladores: médicos que, com base nas informações colhidas dos usuários, quando estes acionam a central de regulação, são os responsáveis pelo gerenciamento, definição e operacionalização dos meios disponíveis e necessários para responder a tais solicitações, utilizando-se de protocolos técnicos e da faculdade de arbitrar sobre os equipamentos de saúde do sistema necessários ao adequado atendimento do paciente; Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 - Médicos Intervencionistas: médicos responsáveis pelo atendimento necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte; - Enfermeiros Assistenciais: enfermeiros responsáveis pelo atendimento de enfermagem necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte; - Auxiliares e Técnicos de Enfermagem: atuação sob supervisão imediata do profissional enfermeiro; Gabarito: B CAPÍTULO II A REGULAÇÃO MÉDICA DAS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS É baseada na implantação de suas Centrais de Regulação, é o elemento ordenador e orientador dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. As Centrais, estruturadas nos níveis estadual, regional e/ou municipal, organizam a relação entre os vários serviços, qualificando o fluxo dos pacientes no Sistema e geram uma porta de comunicação aberta ao público em geral, através da qual os pedidos de socorro são recebidos, avaliados e hierarquizados. A central de regulação e integrada com as unidades de saúde acolhendo a população identificando a demanda e direcionando-a para os locais adequados à continuidade do tratamento. Ao médico regulador devem ser oferecidos os meios necessários, tanto de recursos humanos, como de equipamentos, para o bom exercício de sua função, incluída toda a gama de respostas pré-hospitalares previstas neste Regulamento e portas de entrada de urgências com hierarquia resolutiva previamente definida e pactuada, com atribuição formal de responsabilidades. Portanto este capítulo determina as competências técnicas, gestoras, regulação do setor privado e de outras entidades militares e estabelece o papel e integração entre os serviços de saúde. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 CAPÍTULO III Neste capítulo a portaria define o que compõe o atendimento pré- hospitalar fixo, de quem é a responsabilidade e como irá funcionar, recursos necessários, dimensionamento, organização Assistencial, definição das atribuições da atenção primaria, programasaúde da família unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências. ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR FIXO O Atendimento Pré-Hospitalar Fixo é aquela assistência prestada, num primeiro nível de atenção, aos pacientes portadores de quadros agudos, de natureza clínica, traumática ou ainda psiquiátrica, que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, provendo um atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde hierarquizado, regulado e integrante do Sistema Estadual de Urgência e Emergência. Este atendimento é prestado por um conjunto de unidades básicas de saúde, unidades do Programa de Saúde da Família (PSF), Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapia, unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências e pelos serviços de atendimento pré-hospitalar móvel. AS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS E A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE E O PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA. As atribuições e prerrogativas das unidades básicas de saúde e das unidades de saúde da família em relação ao acolhimento/atendimento das urgências de baixa gravidade/complexidade devem ser desempenhadas por todos os municípios brasileiros, independentemente de estarem qualificados para atenção básica (PAB) ou básica ampliada (PABA). Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 UNIDADES NÃO HOSPITALARES DE ATENDIMENTO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS Estas unidades, que devem funcionar nas 24 horas do dia, devem estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1). Pelas suas características e importância assistencial, os gestores devem desenvolver esforços no sentido de que cada município sede de módulo assistencial disponha de, pelo menos uma, destas Unidades, garantindo, assim, assistência às urgências com observação até 24 horas para sua própria população ou para um agrupamento de municípios para os quais seja referência. As unidades devem estar aptas a prestar atendimento resolutivo aos pacientes acometidos por quadros agudos ou crônicos agudizados, pois são estruturas de complexidade intermediária. Sua missão compreende descentralizar o atendimento de pacientes com quadros agudos de média complexidade; Dar retaguarda às unidades básicas de saúde e de saúde da família; Diminuir a sobrecarga dos hospitais de maior complexidade que hoje atendem esta demanda; Ser entreposto de estabilização do paciente crítico para o serviço de atendimento pré-hospitalar móvel entre outros. As Unidades Não Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências devem possuir retaguarda de maior complexidade previamente pactuada, com fluxo e mecanismos de transferência claros, mediados pela Central de Regulação, a fim de garantir o encaminhamento dos casos que extrapolem sua complexidade. Além disso, devem garantir transporte para os casos mais graves, através do serviço de atendimento pré-hospitalar móvel, onde ele existir, ou outra forma de transporte que venha a ser pactuada. Também devem estar pactuados os fluxos para elucidação diagnóstica e avaliação especializada, além de se dar ênfase especial ao redirecionamento dos pacientes para a rede básica e Programa de Saúde da Família, para o adequado seguimento de suas patologias de base e condições de saúde, garantindo acesso não apenas a Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 ações curativas, mas a todas as atividades promocionais que devem ser implementadas neste nível de assistência. CAPÍTULO IV ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL Neste capítulo é definido o que compreende o serviço pré-hospitalar móvel, a sua integração com a rede de urgência e emergências, central de regulação médica além do detalhamento do papel da equipe profissional sendo da área da saúde ou não e a capacitação específica dos profissionais de transporte aeromédico. Descreve os tipos de ambulâncias e veículos que prestam esse tipo de assistência além de tribulação e medicamentos. O nível pré-hospitalar móvel na área de urgência, e o atendimento que procura chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, inclusive as psiquiátricas), que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, sendo necessário, portanto, prestar-lhe atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde devidamente hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde. Podemos chamá-lo de atendimento pré- hospitalar móvel primário quando o pedido de socorro for oriundo de um cidadão ou de atendimento pré-hospitalar móvel secundário quando a solicitação partir de um serviço de saúde, no qual o paciente já tenha recebido o primeiro atendimento necessário à estabilização do quadro de urgência apresentado, mas necessite ser conduzido a outro serviço de maior complexidade para a continuidade do tratamento. É entendido como uma atribuição da área da saúde, sendo vinculado a uma Central de Regulação, com equipe e frota de veículos compatíveis com as necessidades de saúde da população de um município ou uma região, podendo, portanto, extrapolar os limites municipais. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 O serviço deve contar com a retaguarda da rede de serviços de saúde, devidamente regulada, disponibilizada conforme critérios de hierarquização e regionalização formalmente pactuados entre os gestores do sistema loco- regional. Os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com equipe de profissionais oriundos da área da saúde e não oriundos da área da saúde. Considerando-se que as urgências não se constituem em especialidade médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que venham a atuar nos Serviços de Atendimento Pré- hospitalar Móvel (oriundos e não oriundos da área de saúde) devam ser habilitados pelos Núcleos de Educação em Urgências. “...1 - Equipe Profissional Os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com equipe de profissionais oriundos da área da saúde e não oriundos da área da saúde. Considerando-se que as urgências não se constituem em especialidade médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que venham a atuar nos Serviços de Atendimento Pré- hospitalar Móvel (oriundos e não oriundos da área de saúde) devam ser habilitados pelos Núcleos de Educação em Urgências, cuja criação é indicada pelo presente Regulamento e cumpram o conteúdo curricular mínimo nele proposto - Capítulo VII. 1.1 – Equipe de Profissionais Oriundos da Saúde A equipe de profissionais oriundos da área da saúde deve ser composta por: - Coordenador do Serviço: profissional oriundo da área da saúde, com experiência e conhecimento comprovados na atividade de atendimento pré- hospitalar às urgências e de gerenciamento de serviços e sistemas; - Responsável Técnico: Médico responsável pelas atividades médicas do serviço; - Responsável de Enfermagem: Enfermeiro responsável pelas atividades de enfermagem; Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícioscomentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 - Médicos Reguladores: médicos que, com base nas informações colhidas dos usuários, quando estes acionam a central de regulação, são os responsáveis pelo gerenciamento, definição e operacionalização dos meios disponíveis e necessários para responder a tais solicitações, utilizando-se de protocolos técnicos e da faculdade de arbitrar sobre os equipamentos de saúde do sistema necessários ao adequado atendimento do paciente; - Médicos Intervencionistas: médicos responsáveis pelo atendimento necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte; - Enfermeiros Assistenciais: enfermeiros responsáveis pelo atendimento de enfermagem necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte; - Auxiliares e Técnicos de Enfermagem: atuação sob supervisão imediata do profissional enfermeiro; OBS: As responsabilidades técnicas poderão ser assumidas por profissionais da equipe de intervenção, sempre que a demanda ou o porte do serviço assim o permitirem. 16-FUNDAÇÃO HEMOMINAS/IBFC/ ENFERMEIRO/2013 De acordo com a portaria n.º 2.048/MS, de 5/11/2002, os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com equipe de profissionais oriundos da área da saúde e não oriundos da área da saúde. Assinale a alternativa correta: a) Técnico de Enfermagem não faz parte da equipe de profissionais oriundos da área da saúde nos serviços de atendimento pré-hospitalar móvel por se tratar de atividades independentes e que necessitam de supervisão direta do médico. b) A equipe de profissionais oriundos da área da saúde é composta apenas por 3 integrantes: um Coordenador do Serviço (profissional oriundo da área da saúde, com experiência e conhecimento comprovados na atividade de atendimento pré-hospitalar às urgências e de gerenciamento de serviços e sistemas), um Responsável Técnico (médico responsável pelas atividades Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 médicas do serviço) e um Responsável de Enfermagem (Enfermeiro responsável pelas atividades de enfermagem). c) O Técnico de Enfermagem faz parte da equipe de profissionais oriundos da área da saúde, sendo que uma de suas competências/atribuições é prestar cuidados diretos de enfermagem a pacientes em estado grave, sob supervisão direta ou à distância do profissional médico. d) Uma das competências/atribuições do Técnico de Enfermagem é assistir ao enfermeiro no planejamento, programação, orientação e supervisão das atividades de assistência de enfermagem. e) Comentários: De acordo com a portaria n.º 2.048/MS, de 5/11/2002, temos: Equipe Profissional: Os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com equipe de profissionais oriundos da área da saúde e não oriundos da área da saúde. Considerando-se que as urgências não se constituem em especialidade médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que venham a atuar nos Serviços de Atendimento Pré- hospitalar Móvel (oriundos e não oriundos da área de saúde) devam ser habilitados pelos Núcleos de Educação em Urgências, cuja criação é indicada pelo presente Regulamento e cumpram o conteúdo curricular mínimo nele proposto - Capítulo VII. 1.1 – Equipe de Profissionais Oriundos da Saúde: A equipe de profissionais oriundos da área da saúde deve ser composta por: - Coordenador do Serviço: profissional oriundo da área da saúde, com experiência e conhecimento comprovados na atividade de atendimento pré- hospitalar às urgências e de gerenciamento de serviços e sistemas; - Responsável Técnico: Médico responsável pelas atividades médicas do serviço; - Responsável de Enfermagem: Enfermeiro responsável pelas atividades de enfermagem; - Médicos Reguladores: médicos que, com base nas informações colhidas dos usuários, quando estes acionam a central de regulação, são os responsáveis pelo gerenciamento, definição e operacionalização dos meios disponíveis e necessários para responder a tais solicitações, utilizando-se de Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 protocolos técnicos e da faculdade de arbitrar sobre os equipamentos de saúde do sistema necessários ao adequado atendimento do paciente; - Médicos Intervencionistas: médicos responsáveis pelo atendimento necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte; - Enfermeiros Assistenciais: enfermeiros responsáveis pelo atendimento de enfermagem necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte; - Auxiliares e Técnicos de Enfermagem: atuação sob supervisão imediata do profissional enfermeiro; OBS: As responsabilidades técnicas poderão ser assumidas por profissionais da equipe de intervenção, sempre que a demanda ou o porte do serviço assim o permitirem. Além desta equipe de saúde, em situações de atendimento às urgências relacionadas às causas externas ou de pacientes em locais de difícil acesso, deverá haver uma ação pactuada, complementar e integrada de outros profissionais não oriundos da saúde – bombeiros militares, policiais militares e rodoviários e outros, formalmente reconhecidos pelo gestor público para o desempenho das ações de segurança, socorro público e salvamento, tais como: sinalização do local, estabilização de veículos acidentados, reconhecimento e gerenciamento de riscos potenciais (incêndio, materiais energizados, produtos perigosos) obtenção de acesso ao paciente e suporte básico de vida. Gabarito: D Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 45 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 DEFINIÇÃO DOS VEÍCULOS DE ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL Define-se ambulância como um veículo (terrestre, aéreo ou aquaviário) que se destine exclusivamente ao transporte de enfermos. As Ambulâncias são classificadas em: TIPO A – Ambulância de Transporte: veículo destinado ao transporte em decúbito horizontal de pacientes que não apresentam risco de vida, para remoções simples e de caráter eletivo. Fonte: http://www.fabricapickupcia.ind.br TIPO B – Ambulância de Suporte Básico: veículo destinado ao transporte inter-hospitalar de pacientes com risco de vida conhecido e ao atendimento pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, não classificado com potencial de necessitar de intervenção médica no local e/ou durante transporte até o serviço de destino. Fonte: http://circuitomt.com.br/editorias/cidades Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 TIPO C - Ambulância de Resgate: veículo de atendimento de urgências pré- hospitalares de pacientes vítimas de acidentes ou pacientes em locais de difícil acesso, com equipamentos de salvamento (terrestre, aquático e em alturas). Fonte: http://emergencia2000.pt/ TIPO D – Ambulância de Suporte Avançado: veículo destinado ao atendimento e transporte de pacientes de alto risco em emergências pré- hospitalares e/ou de transporte inter-hospitalar que necessitamde cuidados médicos intensivos. Deve contar com os equipamentos médicos necessários para esta função. Fonte: http://www.manchetemedica.com.br TIPO E – Aeronave de Transporte Médico: aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 asa rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação Civil - DAC. Fixa Rotativa Fonte:http://www.brplanosdesaude.com.br Fonte: http:/entusiastanoar.blogspot.com.br TIPO F – Embarcação de Transporte Médico: veículo motorizado aquaviário, destinado ao transporte por via marítima ou fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos necessários ao atendimento de pacientes conforme sua gravidade. Fonte: http://www.ebah.com.br VEÍCULOS DE INTERVENÇÃO RÁPIDA: Estes veículos, também chamados de veículos leves, veículos rápidos ou veículos de ligação médica são utilizados para transporte de médicos com equipamentos que possibilitam oferecer suporte avançado de vida nas ambulâncias do Tipo A, B, C e F. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 48 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Fonte: http://equipetatica.blogspot.com.br OUTROS VEÍCULOS: Veículos habituais adaptados para transporte de pacientes de baixo risco, sentados (ex. pacientes crônicos) que não se caracterizem como veículos tipo lotação (ônibus, peruas, etc.). Este transporte só pode ser realizado com anuência médica. 17- CIAS/SAMU/MG/ENFERMEIRO/2013 As ambulâncias do TIPO B são equipadas para imobilização e remoção de vítimas de trauma, dentre os materiais citados a seguir, assinale o único que NÃO é equipamento de remoção: a) Prancha longa. b) Colar cervical. c) Colete salva vidas. d) Colete imobilizador dorsal. Comentários: A Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002, capítulo iv que trata do atendimento pré-hospitalar móvel no item 3 definição dos materiais e Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 49 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 equipamentos das ambulâncias: As ambulâncias deverão dispor, no mínimo, dos seguintes materiais e equipamentos ou similares com eficácia equivalente: 3.2 - Ambulância de Suporte Básico (Tipo B): Sinalizador óptico e acústico; equipamento de rádio-comunicação fixa e móvel; maca articulada e com rodas; suporte para soro; instalação de rede de oxigênio com cilindro, válvula, manômetro em local de fácil visualização e régua com dupla saída; oxigênio com régua tripla (a- alimentação do respirador; b- fluxômetro e umidificador de oxigênio e c - aspirador tipo Venturi); manômetro e fluxômetro com máscara e chicote para oxigenação; cilindro de oxigênio portátil com válvula; maleta de urgência contendo: estetoscópio adulto e infantil, ressuscitador manual adulto/infantil, cânulas orofaríngeas de tamanhos variados, luvas descartáveis, tesoura reta com ponta romba, esparadrapo, esfigmomanômetro adulto/infantil, ataduras de 15 cm, compressas cirúrgicas estéreis, pacotes de gaze estéril, protetores para queimados ou eviscerados, cateteres para oxigenação e aspiração de vários tamanhos; maleta de parto contendo: luvas cirúrgicas, clamps umbilicais, estilete estéril para corte do cordão, saco plástico para placenta, cobertor, compressas cirúrgicas e gazes estéreis, braceletes de identificação; suporte para soro; prancha curta e longa para imobilização de coluna; talas para imobilização de membros e conjunto de colares cervicais; colete imobilizador dorsal; frascos de soro fisiológico e ringer lactato; bandagens triangulares; cobertores; coletes refletivos para a tripulação; lanterna de mão; óculos, máscaras e aventais de proteção e maletas com medicações a serem definidas em protocolos, pelos serviços. As ambulâncias de suporte básico que realizam também ações de salvamento deverão conter o material mínimo para salvamento terrestre, aquático e em alturas, maleta de ferramentas e extintor de pó químico seco de 0,8 Kg, fitas e cones sinalizadores para isolamento de áreas, devendo contar, ainda com compartimento isolado para a sua guarda, garantindo um salão de atendimento às vítimas de, no mínimo, 8 metros cúbicos. Gabarito: C. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 50 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 18- CISSUL/SAMU/MG/ENFERMEIRO/2013 “Sinalizador óptico e acústico; equipamento de radiocomunicação em contato permanente com a central reguladora; maca com rodas; suporte para soro e oxigênio medicinal.” De acordo com a Portaria GM 2048, essa é a definição dos materiais e equipamentos da ambulância de transporte: a) TIPO A. b) TIPO B. c) TIPO C. d) TIPO F. Comentários: A Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002, capítulo IV que trata do atendimento pré-hospitalar móvel no item 3 definição dos materiais e equipamentos das ambulâncias: 3 – DEFINIÇÃO DOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS DAS AMBULÂNCIAS As ambulâncias deverão dispor, no mínimo, dos seguintes materiais e equipamentos ou similares com eficácia equivalente: 3.1 - Ambulância de Transporte (Tipo A): Sinalizador óptico e acústico; equipamento de rádio-comunicação em contato permanente com a central reguladora; maca com rodas; suporte para soro e oxigênio medicinal. Gabarito: A Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 51 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 19- FUMARC/PREF. BH-MG/ENFERMEIRO/2011 Leia e analise as afirmativas abaixo: I. Quanto aos tipos de ambulância que a portaria 2.048 de 05 de novembro de 2002 determina que a do tipo F seja uma aeronave de Transporte Médico, aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação Civil – DAC. II. Quanto ao número de profissionais em cada ambulância do atendimento pré-hospitalar móvel a portaria 2.048 de 05 de novembro de 2002 determina que a equipe da ambulância do Tipo A deve conter dois profissionais, sendo um o motorista e o outro um Técnico ou Auxiliar de enfermagem. III. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências devem possuir Rotinas de Funcionamento e Atendimento escritas, atualizadas a cada ano e assinadas pelo Responsável Técnico pela Unidade. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 52 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 IV. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências devem possuir um prontuário para cada paciente com as informações completas do quadro clínico e sua evolução, todas devidamente escritas, de forma clara e precisa, datadas e assinadas pelo profissional responsável pelo atendimento. Marque a opção CORRETA: a) As afirmativas I,II, III, e IV estão corretas. b) Apenas as afirmativas I, II e IV estão incorretas. c) Apenas as afirmativas I e III estão incorretas. d) Apenas a afirmativa I está correta. Comentários: Vamos analisar cada assertiva separadamente: Item I (Incorreta) – No capitulo IV artigo 2° definição dos veículos de atendimento pré-hospitalar móvel. Diz: TIPO F – Embarcação de Transporte Médico: veículo motorizado aquaviário, destinado ao transporte por via marítima ou fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos necessários ao atendimento de pacientes conforme sua gravidade. Embarcação de Transporte (Tipo F): Este veículo motorizado aquaviário, destinado ao transporte por via marítima ou fluvial, poderá ser equipado como indicado para as Ambulâncias de Tipo A, B, ou D, dependendo do tipo de assistência a ser prestada. Item II (Correta) – No capitulo IV artigo 5° da portaria n°2048 diz: ”Considerando-se que as urgências não se constituem em especialidade médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que venham a atuar como tripulantes dos Serviços de Atendimento Pré-Hospitalar Móvel devam ser habilitados pelos Núcleos de Educação em Urgências, cuja criação é indicada pelo presente Regulamento e cumpram o conteúdo curricular mínimo nele proposto - Capítulo VII. 5.1 - Ambulância do Tipo A: 2 profissionais, sendo um o motorista e o outro um Técnico ou Auxiliar de enfermagem. 5.2 - Ambulância do Tipo B: 2 profissionais, sendo um o motorista e um técnico ou auxiliar de enfermagem. 5.3 - Ambulância do Tipo C: 3 profissionais militares, policiais rodoviários, bombeiros militares, e/ou outros profissionais reconhecidos pelo gestor público, sendo um motorista e os outros dois profissionais com capacitação e certificação em salvamento e suporte básico de vida. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 53 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 5.4 - Ambulância do tipo D: 3 profissionais, sendo um motorista, um enfermeiro e um médico. 5.5 - Aeronaves: o atendimento feito por aeronaves deve ser sempre considerado como de suporte avançado de vida e: - Para os casos de atendimento pré-hospitalar móvel primário não traumático e secundário, deve contar com o piloto, um médico, e um enfermeiro; Item III (Incorreta) – No capitulo IV há no item 2.1.3 Rotinas de Funcionamento e Atendimento que diz: ‘’A Unidade deve possuir Rotinas de Funcionamento e Atendimento escritas, atualizadas a cada 04 anos e assinadas pelo Responsável Técnico pela Unidade. As rotinas devem abordar todos os processos envolvidos na assistência que contemplem desde os aspectos organizacionais até os operacionais e técnicos. Deve haver também uma rotina de manutenção preventiva de materiais e equipamentos. Item IV (Correta) – No capitulo IV no item 2.1.4 - Registro de Pacientes: A Unidade deve possuir um prontuário para cada paciente com as informações completas do quadro clínico e sua evolução, todas devidamente escritas, de forma clara e precisa, datadas e assinadas pelo profissional responsável pelo atendimento. Os prontuários deverão estar devidamente ordenados no Serviço de Arquivo Médico. Informações Mínimas do Prontuário: a - Identificação do paciente; b - Histórico Clínico; c - Avaliação Inicial; d - Indicação do procedimento cirúrgico se for o caso; e - Descrição do ato cirúrgico se for o caso; f - Descrição da evolução e prescrições; g - Condições na alta hospitalar ou transferência; Gabarito: C. CAPÍTULO V ATENDIMENTO HOSPITALAR UNIDADES HOSPITALARES DE ATENDIMENTO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS O presente Regulamento Técnico está definindo uma nova nomenclatura e classificação para a área de assistência hospitalar de urgência e emergência. Refletindo sobre a regionalização proposta pela NOAS e sobre a estrutura dos prontos socorros existentes no país, adota-se a seguinte Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 54 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 classificação/estruturação, partindo da premissa que nenhum pronto socorro hospitalar poderá apresentar infraestrutura inferior à de uma unidade não hospitalar de atendimento às urgências e emergências. As Unidades Hospitalares de Atendimento em Urgência e Emergência serão classificadas segundo segue: A - Unidades Gerais: a - Unidades Hospitalares Gerais de Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo I; b - Unidades Hospitalares Gerais de Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo II. B - Unidades de Referência: a - Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo I; b - Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo II; c - Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo III. Toda equipe da Unidade deve ser capacitada nos Núcleos de Educação em Urgências e treinada em serviço e, desta forma, capacitada para executar suas tarefas. No caso do treinamento em serviço, o Responsável Técnico pela Unidade será o coordenador do programa de treinamento dos membros da equipe. Uma cópia do programa de treinamento (conteúdo) ou as linhas gerais dos cursos de treinamento devem estar disponíveis para revisão; deve existir ainda uma escala de treinamento de novos funcionários. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 55 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 CAPÍTULO VI TRANSFERÊNCIAS E TRANSPORTE INTER-HOSPITALAR Dentro da perspectiva de estruturação de Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, com universalidade, atenção integral e equidade de acesso, de caráter regionalizado e hierarquizado, de acordo com as diretrizes do SUS, os serviços especializados e de maior complexidade deverão ser referência para um ou mais municípios de menor porte. Assim, estes municípios menores devem se estruturar para acolher os pacientes acometidos por agravos de urgência, de caráter clínico, traumato- cirúrgico, gineco-obstétrico e psiquiátrico, sejam estes adultos, crianças ou recém-nascidos realizar a avaliação e estabilização inicial destes e providenciar sua transferência para os serviços de referência loco regionais, seja para elucidação diagnóstica através de exames especializados, avaliação médica especializada ou internação. O transporte inter-hospitalar refere-se à transferência de pacientes entre unidades não hospitalares ou hospitalares de atendimento às urgências e emergências, unidades de diagnóstico, terapêutica ou outras unidades de saúde que funcionem como bases de estabilização para pacientes graves, de caráter público ou privado e tem como principais finalidades: a - A transferência de pacientes de serviços de saúde de menor complexidade para serviços de referência de maior complexidade, seja para elucidação diagnóstica, internação clínica, cirúrgica ou em unidade de terapia intensiva, sempre que as condições locais de atendimento combinadas à avaliação clínica de cada paciente assim exigirem; b - A transferência de pacientes de centros de referência de maior complexidade para unidades de menor complexidade, seja para elucidação diagnóstica, internação clínica, cirúrgica ou em unidade de terapia intensiva, seja em seus municípios de residência ou não, para conclusão do tratamento, sempre que a condição clínica do paciente e a estrutura da unidade de menor Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br56 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 complexidade assim o permitirem, com o objetivo de agilizar a utilização dos recursos especializados na assistência aos pacientes mais graves e/ou complexos. Este transporte poderá ser aéreo, aquaviário ou terrestre, de acordo com as condições geográficas de cada região, observando-se as distâncias e vias de acesso, como a existência de estradas, aeroportos, helipontos, portos e condições de navegação marítima ou fluvial, bem como a condição clínica de cada paciente, não esquecendo a observação do custo e disponibilidade de cada um desses meios. O transporte inter-hospitalar, em qualquer de suas modalidades, de acordo com a disponibilidade de recursos e a situação clínica do paciente a ser transportado, deve ser realizado em veículos adequados e equipados de acordo com o estabelecido no Capítulo IV deste Regulamento. CAPÍTULO VII NÚCLEOS DE EDUCAÇÃO EM URGÊNCIAS Os Núcleos de Educação em Urgências devem se organizar como espaços de saber interinstitucional de formação, capacitação, habilitação e educação continuada de recursos humanos para as urgências, sob a administração de um conselho diretivo, coordenado pelo gestor público do SUS, tendo como integrantes as secretarias Estaduais e Municipais de saúde, hospitais e serviços de referência na área de urgência, escolas de bombeiros e polícias, instituições de ensino superior, de formação e capacitação de pessoal na área da saúde, escolas técnicas e outros setores que prestam socorro à população, de caráter público ou privado, de abrangência municipal, regional ou estadual. São objetivos operacionais dos Núcleos de Educação em Urgências: - Promover programas de formação e educação continuada na forma de treinamento em serviço a fim de atender ao conjunto de necessidades diagnosticado em cada região, fundamentando o modelo pedagógico na problematização de situações; Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 57 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 - Capacitar os recursos humanos envolvidos em todas as dimensões da atenção regional, ou seja, atenção pré-hospitalar. - unidades básicas de saúde, unidades de saúde da família, pré-hospitalar móvel, unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências e ambulatórios de especialidades; atenção hospitalar e atenção pós-hospitalar. - internação domiciliar e serviços de reabilitação, sob a ótica da promoção da saúde; - Estimular a criação de equipes multiplicadoras em cada região, que possam implementar a educação continuada nos serviços de urgência; - Congregar os profissionais com experiência prática em urgência, potencializando sua capacidade educacional; - Desenvolver e aprimorar de forma participativa e sustentada as políticas públicas voltadas para a área da urgência; - Certificar anualmente e recertificar a cada dois anos os profissionais atuantes nos diversos setores relativos ao atendimento das urgências. Essa portaria, GM/MS no 2.048/2002, compreende uma das mais importantes e vem sendo muito cobrada em diversos concursos de enfermagem independente da área de atuação. Foi apresentada a portaria de forma resumida e comentada destacando os pontos primordiais em cada capítulo, baseado em questões de provas de concursos anteriores, mesmo assim é necessário que o aluno tenha conhecimento da portaria. Como DICA proponho que você leia a portaria na íntegra além da explanação dessa aula, pois são muitos detalhes que cabem a atenção. Assim ficará ainda mais fácil o entendimento do assunto. Ok? Segue o link: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2002/prt2048_05_11_2002.ht ml Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 58 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Para a melhor fixação do conteúdo é fundamental fazer exercícios e observar como esse assunto será cobrado. Então vamos praticar! 20-IPSEMG/ENFERMEIRO/2013 A Portaria nº 2.048/GM de 5 de Novembro de 2002 aprova, em seu anexo, o regulamento técnico dos sistemas estaduais de urgência e emergência. Sobre a referida portaria, assinale a alternativa INCORRETA. A)A abertura de qualquer serviço de atendimento às urgências e emergências deverá ser precedida de consulta ao gestor do SUS, de nível local ou estadual. B)As unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências devem funcionar nas 24 horas do dia e devem estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade. C)Considera-se como nível pré-hospitalar móvel na área de urgência, o atendimento que procura chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua saúde. D)Compete ao enfermeiro do serviço de atendimento pré-hospitalar móvel exercer a regulação médica do sistema e conhecer a rede de serviços da região. Comentários: Vamos avaliar as alternativas separadamente: Item A correto. Art. 2º § 2º da portaria nº 2.048/GM diz: “ A abertura de qualquer Serviço de Atendimento às Urgências e Emergências deverá ser precedida de consulta ao Gestor do SUS, de nível local ou estadual, sobre as normas vigentes, a necessidade de sua criação e a possibilidade de cadastramento do mesmo, sem a qual o SUS não se obriga ao cadastramento. Item B correto. No capitulo III 2- Unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências “Estas unidades, que devem funcionar nas 24 Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 59 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 horas do dia, devem estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1)..” Item C correto. No capítulo IV atendimento pré-hospitalar móvel: Considera- se como nível pré-hospitalar móvel na área de urgência, o atendimento que procura chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, inclusive as psiquiátricas), que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, sendo necessário, portanto, prestar-lhe atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde devidamente hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde. Item D incorreto. No capítulo IV atendimento pré-hospitalar móvel: Enfermeiro responsável pelas atividades de enfermagem, - Médicos Reguladores: médicos que, com base nas informações colhidas dos usuários, quando estes acionam a central de regulação, são os responsáveis pelo gerenciamento, definição e operacionalização dos meios disponíveis e necessários para responder a tais solicitações, utilizando-se de protocolos técnicos e da faculdade de arbitrar sobre os equipamentos de saúde do sistema necessários ao adequado atendimento do paciente; - Enfermeiros Assistenciais: enfermeiros responsáveis pelo atendimento de enfermagem necessário para a reanimação e estabilização do paciente, no local do evento e durante o transporte; Gabarito: D. 21- EBSERH/HU/IADES/ENFERMEIRO/2013 Um dos componentes iniciais da Política Nacional de Atenção às Urgências foi a implantação do SAMU, que é contatado pelo número 192 e presta atendimento em ambulâncias de suporte avançado e suporte Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 60 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentadosProf. Regina de Souza Barros/Aula 00 básico de vida. A sigla SAMU significa: A) Serviço de Atendimento Médico de Urgência. B) Serviço de Atendimento Mútuo de Urgência. C) Serviço de Avaliação Móvel de Urgência. D) Serviço de Avaliação Médica de Urgência. E) Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Comentários: O examinador nessa questão tenta confundir os candidatos mais desatentos, não é o seu caso que vai ler a questão e resolvê- lá com calma e atenção lembrando que: A Portaria N° 1.863/GM no seu Art. 3° Define que a Política Nacional de Atenção às Urgências, de que trata o artigo 1º desta Portaria, deve ser instituída a partir dos seguintes componentes fundamentais: 2. Organização de redes e locos regionais de atenção integral às urgências, enquanto elos da cadeia de manutenção da vida, tecendo-as em seus diversos componentes: 2.b Componente Pré-Hospitalar Móvel: - SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgências e os serviços associados de salvamento e resgate, sob-regulação médica de urgências e com número único nacional para urgências medicas – 192; Gabarito: E. 22-CESGRANRIO/SEPLAG/ENFERMEIRO/2011 A Portaria GM/MS no 2.048/2002 define, em seu Capítulo III, que o atendimento pré-hospitalar fixo é a assistência prestada, num primeiro nível de atenção, aos pacientes portadores de quadros. a) graves de natureza clínica b) crônicos de natureza cirúrgica c) crônicos de doenças cardiovasculares d) crônicos de natureza clínica e psiquiátrica Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 61 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 e) agudos de natureza clínica, traumática ou ainda psiquiátrica. Comentários: A Portaria GM/MS no 2.048/2002 define, em seu Capítulo III, o ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR FIXO que diz: O Atendimento Pré-Hospitalar Fixo é aquela assistência prestada, num primeiro nível de atenção, aos pacientes portadores de quadros agudos, de natureza clínica, traumática ou ainda psiquiátrica, que possa levar a sofrimento, sequelas ou mesmo à morte, provendo um atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde hierarquizado, regulado e integrante do Sistema Estadual de Urgência e Emergência. Este atendimento é prestado por um conjunto de unidades básicas de saúde, unidades do Programa de Saúde da Família (PSF), Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapia, unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências e pelos serviços de atendimento pré- hospitalar móvel (que serão abordados no Capítulo IV). Gabarito: E. 23- SAMU/PREF.PR/ENFERMEIRO/2013 A Portaria 2048/GM aponta a seguinte definição: "Os Núcleos de Educação em Urgências devem se organizar como espaços de saber interinstitucional de formação, capacitação, habilitação e educação continuada de recursos humanos para as urgências, sob a administração de um conselho diretivo, coordenado pelo gestor público do SUS, tendo como integrantes as secretarias Estaduais e Municipais de saúde, hospitais e serviços de referência na área de urgência, escolas de bombeiros e polícias, instituições de ensino superior, de formação e capacitação de pessoal na área da saúde, escolas técnicas e outros setores que prestam socorro à população, de caráter público ou privado, de abrangência municipal, regional ou estadual". A partir desta definição aponte a alternativa que aborda um dos princípios norteadores dos Núcleos de Educação em Urgências: a) Promover programas de formação e educação continuada na forma de treinamento em serviço a fim de atender ao conjunto de necessidades Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 62 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 diagnosticado em cada região, fundamentando o modelo pedagógico na problematização de situações. b) A educação continuada como estratégia permanente de acreditação dos serviços, articulada ao planejamento institucional e ao controle social. c) Buscar a nucleação pública dos recursos educativos em saúde. d) Certificar anualmente e recertificar a cada dois anos os profissionais atuantes nos diversos setores relativos ao atendimento das urgências. Comentários: A portaria 2.048/2002 capítulo VII trata sobre núcleos de educação em urgências: 1.1 - Definição: Os Núcleos de Educação em Urgências devem se organizar como espaços de saber interinstitucional de formação, capacitação, habilitação e educação continuada de recursos humanos para as urgências, sob a administração de um conselho diretivo, coordenado pelo gestor público do SUS, tendo como integrantes as secretarias Estaduais e Municipais de saúde, hospitais e serviços de referência na área de urgência, escolas de bombeiros e polícias, instituições de ensino superior, de formação e capacitação de pessoal na área da saúde, escolas técnicas e outros setores que prestam socorro à população, de caráter público ou privado, de abrangência municipal, regional ou estadual. 1.2 - Princípios Norteadores São princípios norteadores dos Núcleos de Educação em Urgências: - a organicidade com o processo de formulação de políticas públicas para a atenção integral às urgências, buscando organizar o sistema regional de atenção às urgências a partir da qualificação assistencial com equidade; - a promoção integral da saúde com o objetivo de reduzir a morbimortalidade regional, preservar e desenvolver a autonomia de indivíduos e coletividades, com base no uso inteligente das informações obtidas nos espaços de atendimento às urgências, considerados observatórios privilegiados da condição da saúde na sociedade; - a educação continuada como estratégia permanente de acreditação dos serviços, articulada ao planejamento institucional e ao controle social; Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 63 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 - a transformação da realidade e seus determinantes, fundamentada na educação, no processamento de situações - problema, extraídas do espaço de trabalho e do campo social. 1.3 - Objetivos Estratégicos: São objetivos estratégicos dos Núcleos de Educação em Urgências: - Constituírem-se em núcleos de excelência regional, estadual e nacional, para a formação de profissionais de saúde a serem inseridos na atenção às urgências; - Elaborar, implantar e implementar uma política pública, buscando construir um padrão nacional de qualidade de recursos humanos, instrumentalizada a partir de uma rede de núcleos regionais, os quais articulados entre si poderão incorporar paulatinamente critérios de atenção e profissionalização às urgências; - Buscar a nucleação pública dos recursos educativos em saúde; - Articular, processar e congregar as dificuldades e necessidades das instituições membro para alcançarem as suas metas, a fim de constituir Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência; - Ser espaço interinstitucional combinando conhecimentos e meios materiais que permitam abarcar a dimensão qualitativa e quantitativa das demandas de educação em urgências, potencializando as capacidades e respondendo ao conjunto de demandas inerentes a um sistema organizado de atenção; - Ser estratégia pública privilegiada para a transformação da qualificação da assistência às urgências, visando impactos objetivos em saúde populacional; - Constituir os meios materiais (área física e equipamentos) e organizar corpo qualificado de instrutores e multiplicadores, que terão como missão, entre outras,produzir os materiais didáticos em permanente atualização e adaptação às necessidades das políticas públicas de saúde e dos serviços / trabalhadores da saúde; Gabarito: B. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 64 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 24- FUMARC/BH/ENFERMEIRO/2011 Segundo a Portaria n°2048 de 5 de Novembro de 2002 , algumas competências/atribuições são necessárias ao enfermeiro do atendimento pré hospitalar móvel, EXCETO: a) Prestar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica a pacientes graves e com risco de vida. b) Realizar partos sem distócia. c) Realizar manobras de extração manual de vítimas. d) Recepção dos chamados de auxílio, análise da demanda e classificação em prioridades de atendimento. Comentários: Segundo a Portaria n°2048 de 5 de Novembro de 2002 capítulo IV -Perfil dos Profissionais Oriundos da Área da Saúde e respectivas Competências/Atribuições: 1.1.1.2 - Enfermeiro: Profissional de nível superior titular do diploma de Enfermeiro, devidamente registrado no Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição, habilitado para ações de enfermagem no Atendimento Pré- Hospitalar Móvel, conforme os termos deste Regulamento, devendo além das ações assistenciais, prestar serviços administrativos e operacionais em sistemas de atendimento pré-hospitalar. Requisitos Gerais: disposição pessoal para a atividade; equilíbrio emocional e autocontrole; capacidade física e mental para a atividade; disposição para cumprir ações orientadas; experiência profissional prévia em serviço de saúde voltado ao atendimento de urgências e emergências; iniciativa e facilidade de comunicação; condicionamento físico para trabalhar em unidades móveis; capacidade de trabalhar em equipe; disponibilidade para a capacitação discriminada no Capítulo VII, bem como para a recertificação periódica. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 65 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Competências/Atribuições: supervisionar e avaliar as ações de enfermagem da equipe no Atendimento Pré-Hospitalar Móvel; executar prescrições médicas por telemedicina; prestar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica a pacientes graves e com risco de vida, que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas; prestar a assistência de enfermagem à gestante, a parturiente e ao recém-nato; realizar partos sem distócia; participar nos programas de treinamento e aprimoramento de pessoal de saúde em urgências, particularmente nos programas de educação continuada; fazer controle de qualidade do serviço nos aspectos inerentes à sua profissão; subsidiar os responsáveis pelo desenvolvimento de recursos humanos para as necessidades de educação continuada da equipe; obedecer a Lei do Exercício Profissional e o Código de Ética de Enfermagem; conhecer equipamentos e realizar manobras de extração manual de vítimas. Gabarito: D. 24- EBSERH/UFSCAR/ENFERMEIRO/2015 De acordo com a Política Nacional de Atenção às Urgências é o estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar. O enunciado se refere: a) ao Centro Integrado de Atendimento Emergencial. b) ao Serviço Móvel de Urgência. c) à Central de Regulação de Leitos. d) aos Serviços Especiais de Acesso Aberto. e) à Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h). Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 66 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Comentários: Portaria nº 1.600, de 7 de julho de 2011 reformula a política nacional de atenção às urgências e institui a rede de atenção às urgências no sistema único de saúde (sus). Em seu capítulo II trata dos componentes da rede de atenção às urgências e seus objetivos. No Art. 10. As Componentes Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas estão assim constituídas: I - A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h) é o estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar, devendo com estas compor uma rede organizada de atenção às urgências; Gabarito: E. 25- FEAES/FOFIPA/ENFERMEIRO/2015 O SAMU é o componente da rede de atenção às urgências e emergências que objetiva ordenar o fluxo assistencial e disponibilizar atendimento precoce e transporte adequado, rápido e resolutivo às vítimas acometidas por agravos à saúde de natureza clínica, cirúrgica, gineco-obstétrica, traumática e psiquiátricas mediante o envio de veículos tripulados por equipe capacitada, acessado pelo número: a) 190 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a morbimortalidade. b) 100 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a morbimortalidade. c) 191 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a morbimortalidade. d) 192 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a morbimortalidade. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 67 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Comentários: Usando de base o Manual instrutivo da Rede de Atenção às Urgências e Emergências no Sistema Único de Saúde (SUS) / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada. No seu capítulo 3 traz: 3.3 Serviços de Atendimento Móvel às Urgências 3.3.1 Samu É o componente da rede de atenção às urgências e emergências que objetiva ordenar o fluxo assistencial e disponibilizar atendimento precoce e transporte adequado, rápido e resolutivo às vítimas acometidas por agravos à saúde de natureza clínica, cirúrgica, gineco-obstétrica, traumática e psiquiátrica mediante o envio de veículos tripulados por equipe capacitada, acessado pelo número “192” e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a morbimortalidade. O Samu é normatizado pela Portaria MS/GM nº 1.010, de 21 de maio de 2012. Gabarito: D. Vamos nos concentrar e dividir as matérias nos cronogramas semanais, não esqueça organização faz parte do caminho para a aprovação, até a próxima aula!!! Sem revisão não há salvação!!!!!! LISTA DE QUESTÕES 1) EBSERH/HE-UFPEL/AOCP/2015 É correto afirmar que, conforme a Portaria GM Nº1. 863, de 29 de setembro de 2003, a Política Nacional de Atenção às Urgências deve ser instituída a partir dos seguintes componentes fundamentais: A) Adoção de estratégias promocionais de qualidade de vida, excluindo as responsabilidades de toda a sociedade. B) Organização da assistência, independente das redes loco- regionais de atenção à saúde. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 68 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 Extinção das Centrais de Regulação Médica das Urgências, C) integradas ao Complexo Regulador da Atenção no SUS. Capacitação e educação continuada apenas dos profissionais de D) nível superior que atuem no atendimento às urgências. Orientação geral segundo os princípios de humanização da E) atenção. 2) EBSERH/IADES/UFBA/2014 (com adaptações) De acordo coma Portaria no 2.071/2003, o Comitê Gestor Nacional de Atenção às Urgências será coordenado pelo (a), EXCETO: a) Departamento de Atenção Básica (DAB/SAS/MS). b) Departamento de Atenção Especializada (DAE/SAS/MS). c) Conselho Nacional de Saúde (CNS/MS). d) Coordenação Nacional de Urgência e Emergência (DAE/SAS/MS). e) Rede Brasileira de Cooperação em Urgência e Emergência (RBCE). 3) MAS/PREF.LONDRINA/PR/ENFERMEIRO/2013 A Portaria Ministerial nº 1.863/GM, de 29 de setembro de 2003, institui a Política Nacional de Atenção às Urgências, a ser implantada nas unidades Federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão. Com base nessa Portaria, analise as afirmativas abaixo. I. Desenvolver estratégias promocionais da qualidade de vida e saúde capazes de prevenir agravos, proteger a vida, educar para a defesa da saúde e recuperar a saúde, protegendo e desenvolvendo a autonomia e a equidade de indivíduos e coletividades. II. Integrar o complexo regulador do Sistema único de Saúde, promover intercâmbio com outros subsistemas de informações setoriais, implementando e aperfeiçoando permanentemente a produção de dados e democratização das informações com a perspectiva de usá-las para alimentar estratégias promocionais. III. Elaborar os planos de atenção para atendimento aos eventos e/ou grandes aglomerados e organizar o acolhimento do paciente no serviço receptor definido. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 69 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 IV. Garantir a contratualização de serviços de saúde de acordo com a demanda institucional. Assinale a alternativa correta. a) Somente a afirmativa I é correta b) Somente as afirmativas I, II, III são corretas. c) Somente as afirmativas II e III são corretas. d) Somente a afirmativa IV é correta. e) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 4) EBSERH/HUPES/UFBA/ENFERMEIRO/2015 A Portaria no 1.864/2003, que trata da implantação de serviços de atendimento móvel de urgência em municípios e regiões de todo o território nacional, define que as despesas de custeio desse componente serão de responsabilidade compartilhada, de forma tripartite, entre a União, os estados e os municípios. A esse respeito, é correto afirmar que corresponde à União a seguinte porcentagem do valor estimado para esses recursos: a) 25%. b) 50%. c) 75%. d) 80% e) 100% 5)IBFC/PREF. SP/ANALISTA DE SAÚDE-ENFERMEIRO/2016 A Classificação de risco pode evitar a peregrinação de mulheres nos serviços de atenção obstétrica. Viabiliza o acesso qualificado e o atendimento com resolutividade, em tempo adequado para cada caso. Assinale a alternativa correta sobre essa Classificação; a) Parturientes com rebaixamento do nível de consciência ou alteração importante do estado mental devem ser classificadas nas cores laranja/amarela. b) Parturiente com perda de líquido amniótico espesso e esverdeado deve ser classificada na cor verde. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 70 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 c) Multíparas no período expulsivo devem ser classificadas na cor amarela. d) Gestante de terceiro, com relato de ausência de movimentos fetais nas últimas 12 horas deve ser classificada na cor verde. e) Gestantes que buscam o serviço de saúde para solicitar licença maternidade ou trocar exames ou receitas devem ser classificadas na cor azul. 6) EBSERH/HU-UFES/ENFERMEIRO/2014 De acordo com a Portaria GM nº 1.600, de 7 de julho de 2011, que reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde, devem ser priorizadas as linhas de cuidados. Cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica. Cardiovascular, respiratória e traumatológica. Cardiovascular, neuroendócrina e cerebrovascular. Cerebrovascular, respiratória e traumatológica. Cerebrovascular, respiratória e cardiovascular. 7) PREFEITURA DE PALMEIRA/ENFERMEIRO/2012 Constituem-se diretrizes da Rede de Atenção às Urgências, EXCETO: A)Humanização da atenção garantindo efetivação de um modelo centrado no usuário e baseado nas suas necessidades de saúde. B)Garantia de implantação de modelo de atenção de caráter multiprofissional, compartilhado por trabalho em equipe, instituído por meio de práticas clínicas cuidadoras e baseado na gestão de linhas de cuidado. C)Municipalização do atendimento em serviços que possuam recursos adequados constituindo atenção terciária à saúde em nível municipal. D)Atuação territorial, definição e organização das regiões de saúde e das redes de atenção a partir das necessidades de saúde destas populações, seus riscos e vulnerabilidades específicas. E)Monitoramento e avaliação da qualidade dos serviços através de Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 71 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 indicadores de desempenho que investiguem a efetividade e a resolutividade da atenção. 8) EBSERH/HU/UFGD/ENFERMEIRO/2014 De acordo com a Portaria N°. 1.600/2011, que reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS), constituem-se em diretrizes da Rede de Atenção às Urgências, EXCETO: A)Garantia da universalidade, equidade e integralidade no atendimento com prioridade às urgências clínicas, com gestão de práticas nas linhas de cuidado ao infarto agudo do miocárdio e ao acidente vascular cerebral. B)Regionalização do atendimento às urgências com articulação das diversas redes de atenção e acesso regulado aos serviços de saúde. C)Atuação territorial, definição e organização das regiões de saúde e das redes de atenção a partir das necessidades de saúde destas populações, seus riscos e vulnerabilidades específicas. D)Atuação profissional e gestora visando ao aprimoramento da qualidade da atenção por meio do desenvolvimento de ações coordenadas, contínuas e que busquem a integralidade e longitudinalidade do cuidado em saúde. E)Articulação interfederativa entre os diversos gestores desenvolvendo atuação solidária, responsável e compartilhada. 9)EBSERH/UFRN/IADES/ENFERMEIRO/2014 As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência devem estar instaladas em unidades hospitalares estratégicas para a Rede de Atenção às Urgências. Considerando que essas unidades devem se enquadrar em determinados requisitos, assinale a alternativa que indica um deles. a) Possuírem, no mínimo, 200 leitos cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos (SCNES). b) Serem instituições de referência municipal para a Rede de Atenção às Urgências e habilitadas em uma das seguintes linhas de cuidado: cardiovascular, neurologia /neurocirurgia, pediatria ou traumato-ortopedia. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 72 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 c) Serem instituições de referência regional para a Rede de Atenção às Urgências e habilitadas em uma das seguintes linhas de cuidado: cardiovascular, neurologia/neurocirurgia, pediatria ou traumato-ortopedia. d) Organizarem o trabalho das equipes multiprofissionais de forma vertical, utilizando prontuário único compartilhado por toda a equipe. e) Serem instituições hospitalares públicas (estaduais/municipais), particulares ou filantrópicas, que desempenhem um papel de referência regional,realizando, no mínimo, 10% dos atendimentos oriundos de outros municípios, registrados no Sistema de Informação Hospitalar (SIH). 10) FUMARC/PREF.B.H/MG/ENFERMEIRO/2011 Sobre Portaria nº 2048/GM em 5 de novembro de 2002, que aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, marque a alternativa FALSA. a) Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB): devem se responsabilizar pelo acolhimento dos pacientes com quadros agudos de menor complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço. b) Os profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF) estão isentos de atender quaisquer urgências nas unidades básicas de saúde, uma vez que estas equipes se destinam a atenção primária. c) São unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências aquelas que devem funcionar nas 24 horas do dia além de estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade (M1). d) No Atendimento Pré-Hospitalar os recursos humanos que compõe a equipe de profissionais oriundos da saúde são: Coordenador do Serviço (profissional da saúde), Responsável Técnico (Médico), Responsável de Enfermagem. 11)FUNDAÇÃO HEMOMINAS/IBFC/ ENFERMEIRO/2013 De acordo com a portaria n.º 2.048/MS, de 5/11/2002, os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel devem contar com equipe de profissionais oriundos da área da saúde e não oriundos da área da saúde. Assinale a alternativa correta: Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 73 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 a) Técnico de Enfermagem não faz parte da equipe de profissionais oriundos da área da saúde nos serviços de atendimento pré-hospitalar móvel por se tratar de atividades independentes e que necessitam de supervisão direta do médico. b) A equipe de profissionais oriundos da área da saúde é composta apenas por 3 integrantes: um Coordenador do Serviço (profissional oriundo da área da saúde, com experiência e conhecimento comprovados na atividade de atendimento pré-hospitalar às urgências e de gerenciamento de serviços e sistemas), um Responsável Técnico (médico responsável pelas atividades médicas do serviço) e um Responsável de Enfermagem (Enfermeiro responsável pelas atividades de enfermagem). c) O Técnico de Enfermagem faz parte da equipe de profissionais oriundos da área da saúde, sendo que uma de suas competências/atribuições é prestar cuidados diretos de enfermagem a pacientes em estado grave, sob supervisão direta ou à distância do profissional médico. d) Uma das competências/atribuições do Técnico de Enfermagem é assistir ao enfermeiro no planejamento, programação, orientação e supervisão das atividades de assistência de enfermagem. 12)CIAS/SAMU/MG/ENFERMEIRO/2013 As ambulâncias do TIPO B são equipadas para imobilização e remoção de vítimas de trauma, dentre os materiais citados a seguir, assinale o único que NÃO é equipamento de remoção: a) Prancha longa. b) Colar cervical. c) Colete salva vidas. d) Colete imobilizador dorsal. 13)CISSUL/SAMU/MG/ENFERMEIRO/2013 “Sinalizador óptico e acústico; equipamento de radiocomunicação em contato permanente com a central reguladora; maca com rodas; suporte para soro e oxigênio medicinal.” De acordo com a Portaria GM 2048, essa é a definição dos materiais e equipamentos da ambulância de transporte: Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 74 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 a) TIPO A. b) TIPO B. c) TIPO C. d) TIPO F. 14)FUMARC/PREF. BH-MG/ENFERMEIRO/2011 Leia e analise as afirmativas abaixo: I. Quanto aos tipos de ambulância que a portaria 2.048 de 05 de novembro de 2002 determina que a do tipo F seja uma aeronave de Transporte Médico, aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação Civil – DAC. II. Quanto ao número de profissionais em cada ambulância do atendimento pré-hospitalar móvel a portaria 2.048 de 05 de novembro de 2002 determina que a equipe da ambulância do Tipo A deve conter dois profissionais, sendo um o motorista e o outro um Técnico ou Auxiliar de enfermagem. III. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências devem possuir Rotinas de Funcionamento e Atendimento escritas, atualizadas a cada ano e assinadas pelo Responsável Técnico pela Unidade. IV. As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências devem possuir um prontuário para cada paciente com as informações completas do quadro clínico e sua evolução, todas devidamente escritas, de forma clara e precisa, datadas e assinadas pelo profissional responsável pelo atendimento. Marque a opção CORRETA: a) As afirmativas I, II, III, e IV estão corretas. b) Apenas as afirmativas I, II e IV estão incorretas. c) Apenas as afirmativas I e III estão incorretas. d) Apenas a afirmativa I está correta. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 75 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 15)IPSEMG/ENFERMEIRO/2013 A Portaria nº 2.048/GM de 5 de Novembro de 2002 aprova, em seu anexo, o regulamento técnico dos sistemas estaduais de urgência e emergência. Sobre a referida portaria, assinale a alternativa INCORRETA. A)A abertura de qualquer serviço de atendimento às urgências e emergências deverá ser precedida de consulta ao gestor do SUS, de nível local ou estadual. B)As unidades não hospitalares de atendimento às urgências e emergências devem funcionar nas 24 horas do dia e devem estar habilitadas a prestar assistência correspondente ao primeiro nível de assistência da média complexidade. C)Considera-se como nível pré-hospitalar móvel na área de urgência, o atendimento que procura chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua saúde. D)Compete ao enfermeiro do serviço de atendimento pré-hospitalar móvel exercer a regulação médica do sistema e conhecer a rede de serviços da região. 16)EBSERH/HU/IADES/ENFERMEIRO/2013 Um dos componentes iniciais da Política Nacional de Atenção às Urgências foi a implantação do SAMU, que é contatado pelo número 192 e presta atendimento em ambulâncias de suporte avançado e suporte básico de vida. A sigla SAMU significa: A) Serviço de Atendimento Médico de Urgência. B) Serviço de Atendimento Mútuo de Urgência. C) Serviço de Avaliação Móvel de Urgência. D) Serviço de Avaliação Médica de Urgência. E) Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. 17)CESGRANRIO/SEPLAG/ENFERMEIRO/2011 A Portaria GM/MS no 2.048/2002 define, em seu Capítulo III, que o atendimento pré-hospitalar fixo é a assistência prestada, num primeiro nível de Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 76 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 atenção, aos pacientes portadores de quadros. a) graves de natureza clínica b) crônicos de natureza cirúrgica c) crônicos de doenças cardiovasculares d) crônicos de natureza clínica e psiquiátrica e) agudos de natureza clínica, traumática ou ainda psiquiátrica. 18)SAMU/PREF.PR/ENFERMEIRO/2013 A Portaria 2048/GM aponta a seguinte definição: "Os Núcleos de Educação em Urgências devem se organizar como espaços de saber interinstitucional de formação, capacitação,habilitação e educação continuada de recursos humanos para as urgências, sob a administração de um conselho diretivo, coordenado pelo gestor público do SUS, tendo como integrantes as secretarias Estaduais e Municipais de saúde, hospitais e serviços de referência na área de urgência, escolas de bombeiros e polícias, instituições de ensino superior, de formação e capacitação de pessoal na área da saúde, escolas técnicas e outros setores que prestam socorro à população, de caráter público ou privado, de abrangência municipal, regional ou estadual". A partir desta definição aponte a alternativa que aborda um dos princípios norteadores dos Núcleos de Educação em Urgências: a) Promover programas de formação e educação continuada na forma de treinamento em serviço a fim de atender ao conjunto de necessidades diagnosticado em cada região, fundamentando o modelo pedagógico na problematização de situações. b) A educação continuada como estratégia permanente de acreditação dos serviços, articulada ao planejamento institucional e ao controle social. c) Buscar a nucleação pública dos recursos educativos em saúde. d) Certificar anualmente e recertificar a cada dois anos os profissionais atuantes nos diversos setores relativos ao atendimento das urgências. 19)FUMARC/BH/ENFERMEIRO/2011 Segundo a Portaria n°2048 de 5 de Novembro de 2002 , algumas Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 77 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 competências/atribuições são necessárias ao enfermeiro do atendimento pré hospitalar móvel, EXCETO: a) Prestar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica a pacientes graves e com risco de vida. b) Realizar partos sem distocia. c) Realizar manobras de extração manual de vítimas. d) Recepção dos chamados de auxílio, análise da demanda e classificação em prioridades de atendimento. 20)EBSERH/UFSCAR/ENFERMEIRO/2015 De acordo com a Política Nacional de Atenção às Urgências é o estabelecimento de saúde de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar. O enunciado se refere: a) ao Centro Integrado de Atendimento Emergencial. b) ao Serviço Móvel de Urgência. c) à Central de Regulação de Leitos. d) aos Serviços Especiais de Acesso Aberto. e) à Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 h). 21)FEAES/FOFIPA/ENFERMEIRO/2015 O SAMU é o componente da rede de atenção às urgências e emergências que objetiva ordenar o fluxo assistencial e disponibilizar atendimento precoce e transporte adequado, rápido e resolutivo às vítimas acometidas por agravos à saúde de natureza clínica, cirúrgica, gineco-obstétrica, traumática e psiquiátrica mediante o envio de veículos tripulados por equipe capacitada, acessado pelo número: a) 190 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a morbimortalidade. b) 100 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a morbimortalidade. c) 191 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a morbimortalidade. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 78 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 d) 192 e acionado por uma Central de Regulação das Urgências, reduzindo a morbimortalidade. 1-E 9-A 17-C 25-E 2-D 10-C 18-C 26-D 3-B 11-E 19-C 4-B 12-C 20-D 5-D 13-D 21-E 6-E 14-D 22-E 7-A 15-B 23-B 8-C 16-D 24-D Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 2.048, de 05 de Novembro de 2002. Aprova o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 2.923, de 09 de Junho de 1998. Institui o Programa de Apoio à Implantação dos Sistemas Estaduais de Referência Hospitalar para atendimento de Urgência e Emergência. BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 2.925, de 09 de Junho de 1998. Cria mecanismos para a Implantação dos Sistemas Estaduais de Referência Hospitalar em Atendimento de Urgências e Emergências. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 79 de 80 0 00000000000 - DEMO Urgência e Emergência/Enfermagem Teoria e exercícios comentados Prof. Regina de Souza Barros/Aula 00 BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 1.863, de 29 de Setembro de 2003. Institui a Política Nacional de Atenção às Urgências, a ser implantada em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão. BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 1.864, de 29 de Setembro de 2003. Institui o componente pré-hospitalar móvel da Política Nacional de Atenção às Urgências, por intermédio da implantação de Serviços de Atendimento Móvel de Urgências em municípios e regiões de todo o territó- rio brasileiro: SAMU – 192. BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 2.072, de 30 de Outubro de 2003. Institui o Comitê Gestor Nacional de Atenção às Urgências. BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 2.657, de 16 de Dezembro de 2004. Estabelece as atribuições das centrais de regulação médica de urgências e o dimensionamento técnico para a estruturação e operacionalização das Centrais SAMU-192. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução CFM no 1451, de 10 de março de 1995. Define os conceitos de urgência e emergência e equipe médica e equipamentos para o pronto socorro. CHAPLEAU,W. Manual Instrutivo da Rede de Atenção as Ugências e Emergências no Sistema Único de Saúde(SUS).Brasília:editora do Ministério da Saúde ,2013. MICHAELIS. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 2002. NUNES, T.A.; MELO, M.C.B.; SOUZA C. (orgs.). Urgência e Emergência Pré- hospitalar. Belo Horizonte: Editora Folium. 2 ed. 2010. 330 p. SANTOS, Nívea Cristina Moreira Enfermagem de pronto atendimento: urgência e emergência.1.ed.-- São Paulo: Érica,2015. Prof.Regina de Souza Barros www.estrategiaconcursos.com.br 80 de 80 0 00000000000 - DEMO