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Patologia Reparo Tecidual Reparo Reparo é o nome que damos para cura, sendo que muitos livros usam os termos reparo e cura como sinônimos e servem para restaurar a arquitetura do órgão e tecido que sofreu algum dano, principalmente devido ao fato de que as células dos locais onde ocorreram danos sofreram morte celular, precisando ser substituídas. O processo de reparo depende muito do tipo de tecido, do órgão acometido e da extensão da área atingida, sendo que uma área lesada pode ser reparada por regeneração ou cicatrização. A regeneração é muito comum em tecidos e órgãos em que é possível ter proliferação das células residuais, logo, células que não sofreram lesão acabam por substituir por proliferação as células que foram lesionadas. Isso só ocorre em tecidos e órgãos com uma boa capacidade de proliferação, como pele, mucosas e fígado. Já a cicatrização ocorre quando a área lesionada é maior, onde o processo de proliferação não é eficiente por si só e acaba ocorrendo a deposição de tecido conjuntivo. Regeneração É a proliferação de células residuais (não lesadas) e maturação de células-tronco residuais. A regeneração depende do tipo de tecido que estamos falando. a) Células Lábeis b) Células Estáveis c) Células permanentes (perenes) Regeneração Hepática O fígado, quando sofre uma perda, começa um processo de proliferação para sua restauração. No fígado, temos macrófagos residentes, chamados de Células de Kuppfer que, quando ativadas através de TNF pelos hepatócitos adjacentes, produzem IL-6 e atuarão sobre os hepatócitos remanescentes, tornando-os capazes de sofrer regeneração, fazendo uma transição de G0 para G1. Nessa nova fase, os hepatócitos conseguem responder aos fatores de crescimento através de receptores de membrana, dentre esses fatores temos o HGF, o EGF e o TGF-α. Cicatrização A cicatrização irá ocorrer todas as vezes que a regeneração não for efetiva ou possível de acontecer, ocorrendo então a deposição de tecido conjuntivo na região lesada, tendendo a formar um tecido de granulação e posteriormente sofrer uma contração. Temos basicamente dois tipos de cicatrização, sendo a de primeira ou segunda intenção. A cicatrização de primeira intenção ocorre quando há lesão apenas de tecido epitelial. A de segunda intenção é muito mais intensa, havendo uma maior probabilidade de apresentar uma infecção. Independente do tipo de cicatrização, todas elas envolvem uma lesão que produzirá uma inflamação, induzindo a proliferação celular, o processo de angiogênese e a maturação de TC. Etapas para formação da cicatriz O tecido intacto sofrerá uma lesão tecidual, que acarretará na formação de uma inflamação, sendo esse mecanismo importante para que haja eliminação de células mortas e possíveis patógenos invasores. Após o processo inflamatório há a deposição de tecido de granulação, que são fibroblastos que chegam no local e fazem o processo de deposição de TC na ferida, além da angiogênese e leucócitos. Com o tempo, o TC sofrerá o processo de maturação, substituindo o tipo de colágeno do tipo 3 para o tipo 1. Depois dessa maturação, o TC sofrerá um processo de contração, no objetivo de aproximar o máximo possível as bordas dessas feridas. Anormalidades do reparo tecidual O reparo tecidual é muito importante para evitar patologias, porém, pode haver deficiência ou excesso desse reparo, levando a anormalidades nesse processo. Quando há deficiência no reparo pode ocorrer deiscência na ferida e ulceração. Já no caso de excesso do reparo, ocorre cicatriz hipertrófica ou queloide. Pode ocorrer ainda uma contratura, que é uma deformidade da ferida.