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Atividade de Campo (Semana 4) - Direito ao esquecimento trabalho de campo

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TEORIA DO DIREITO CIVIL I 
FABIANA SIQUEIRA FARIAS
MATRICULA:201903204186
CAMPUS:SULACAP
Atividade de Campo (Semana 4) 
Direito ao Esquecimento
Atividade de Campo (Semana 4) - Direito ao esquecimento
Com base nos estudos realizados nas aulas 1 a 4, responda de forma objetiva e fundamentada às questões formulada
a)     Qual a natureza jurídica do direito a ser esquecido?
b)    É possível estabelecer previamente o que deve ser esquecido?
c)     Este direito é aplicável no nosso ordenamento jurídico?
d)    Como se aplicar o princípio da Dignidade da Pessoa Humana com a liberdade de informação e demais direitos e garantias fundamentais?
e)     Embora o caso Aída Curi não verse sobre conteúdo disponibilizado na Internet, a decisão final do Supremo Tribunal Federal poderá impactar em publicações através dos meios digitais, como jornais, sites de pesquisas, blogs entre outros?
a) Resposta:
A natureza jurídica é do direito fundamental, pois decorre dos direitos da inviolabilidade da vida privada, honra e imagem.
No Brasil o direito ao esquecimento possui assento constitucional e legal, considerando que é uma consequência do direito a vida privada, intimidade e honra assegurados pela CF/1988(ART 5ºINC X) e pelo CC/02 Art. 21 
b) Resposta:
Não, apenas em uma petição inicial, podemos informar ao magistrado o que deverá ser esquecido, o juiz julgara se tal seria ou não procedente ou improcedente,isso dependerá de cada caso concreto. Pode ocorrer interesse histórico ou de interesse público, que não podem se opor a proteção descrita no direito à honra, do direito da personalidade e o princípio da dignidade da pessoa humana, é estabelecido juridicamente no direito a ser esquecido poder de controlar fatos pretéritos, que afetem a imagem, honra, reputação, condição social, estado de saúde do corpo e mente.
 O poder de controlar fatos pretéritos, que afetem a imagem, honra, reputação, condição social, estado de saúde do corpo e mente.
Inciso X do art.5º CF/88 direito a honra, Capítulo II – dos direitos da personalidade do código civil;
Título I – dos princípios fundamentais. Art. 1º, inciso III da CRFB/88; dignidade da pessoa humana
c) Resposta:
Sim, encontra suporte na nossa Constituição Federal e no código civil, entretanto, o termo Direito a ser esquecido só foi mencionado na lei 12.965/2014.
Lei 12.965/2014 
Inciso X do art.5º CRFB/88 direito a honra
Capítulo II – dos direitos da personalidade do código civil;
Título I – dos princípios fundamentais. Art. 1º, inciso III da CRFB/88 dignidade da pessoa humana
d) Resposta:
Esse é o grande paradoxo que envolve a colisão entre os direitos ora em estudo: apesar de se situarem no âmbito dos valores mais importantes do ordenamento jurídico brasileiro, ocupando o ponto mais alto da hierarquia jurídica, podem eles ser restringidos no caso de o seu exercício ameaçar a coexistência de outros valores constitucionais.
Como é sabido, o art. 5º da Constituição Federal dá idêntica guarida ao direito à vida privada e à intimidade e, ainda, à livre manifestação do pensamento, ao acesso à informação e à livre expressão da atividade de comunicação. Já em seu art. 220, ao cuidar da comunicação social, a Carta Magna dispôs que nenhuma lei poderá constituir embaraço à plena liberdade de informação, observado o inciso X do art. 5º, que trata do direito à privacidade. Da mesma forma, porém, ressalvou os incisos IV, V, XIII e XIV, que cuidam, justamente, da liberdade de pensamento e de informação. Não se pode dizer, portanto, que, pela ressalva ao inciso X, a Constituição, no art. 220, tenha estabelecido menor gradação hierárquica da liberdade de imprensa em face do direito à privacidade. Sem contar que tal dispositivo é pertinente tão-só à elaboração da legislação ordinária.
não se pode afirmar a prevalência, em abstrato, de um desses direitos sobre o outro, sendo certo que a vida privada e a intimidade dos indivíduos não podem ser violadas, injustificadamente, sob o mero fundamento da garantia da livre informação ou da liberdade de imprensa, e que tampouco a liberdade de informação pode ser restringida sob o argumento de que a pessoa humana tem direito absoluto à não divulgação de sua privacidade.
Ao se confrontar com a colisão de tais direitos, o aplicador do Direito deve proceder a uma análise do caso concreto, utilizando-se da técnica da ponderação dos interesses em jogo, baseando-se, sempre, nos princípios da proporcionalidade, da razoabilidade, da necessidade, e, sopesados os direitos, decidir qual a melhor solução para o caso em estudo.
Enunciado 531 do CJF
Art.21 do Código civil
Inciso X do art.5º CRFB/88 direito a honra
Capítulo II – dos direitos da personalidade do código civil;
Título I – dos princípios fundamentais. Art. 1º, inciso III da CRFB/88; dignidade da pessoa humana
e) Resposta:
O STF confirma a existência da finalidade social por parte do programa de tv, o interesse público no acesso a informação, ausência de aferimento de lucro da Ré com a veiculação da imagem da falecida e divulgação do fato ilícito não contendo estado vexatório, depreciativo ou constrangedor. 
Com isso haverá impacto em novas publicações através dos meios de comunicações, não será no âmbito da história de Aída Curi, no que se refere a possível exploração e negativação de sua imagem, o que foi relatado pelos seus familiares em petição, mas, o impacto será inerente a tantos outros casos semelhantes ao da Aída Curi, explorando com essa decisão, o conceito “direito ao esquecimento”, o caso gerou repercussão geral, esta decisão do STF vai abarcar tantas outras que estavam aguardando solução, e vai direcionar as intenções futuras de ajuizamento de ações deste tipo, norteando suas decisões nos tribunais.