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Parvovirose em canino no município de 
Sinop - MT
Introdução
Conclusão
Resultados
Materiais e Métodos
Discussão
A Parvovirose é uma doença infectocontagiosa causada pelo Parvovírus Canino
tipo 2. Este, é um importante agente causador de enterite em cães jovens do
mundo inteiro. O vírus é caracterizado por causar enterite grave, vômito, diarreia
hemorrágica e choque (FLORES, 2007). Está amplamente difundido no meio
ambiente, sendo transmitido através de contato direto com animais infectados e
fômites, justificando sua alta morbidade, e também alta mortalidade. Após a
ingestão, o vírus se replica no tecido linfóide da região da orofaringe, nos
linfonodos mesentéricos e no timo. A viremia subsequente pertence a difusão do
vírus, que ataca principalmente células que apresentam alto índice proliferativo
como o epitélio das criptas do jejuno e do íleo, o tecido linfopoiético e medula
óssea (SANTOS, 2011). As lesões observadas macroscopicamente incluem
congestão, edema de mucosa e placas de Peyer proeminentes em intestino,
congestão de grau variável em mucosa de estômago, linfonodos mesentéricos
aumentados e atrofia em timo. Microscopicamente, as lesões intestinais se
caracterizam por necrose epitelial, com as criptas remanescentes repletas de
restos celulares, também foi encontrado aplasia de medula óssea e timo,
congestão difusa leve no pâncreas, coração, pulmões e linfonodos; observou-se
infiltrado inflamatório nos rins e hemorragia multifocal leve no fígado. O presente
trabalho tem como objetivo relatar um caso de parvovirose canina no município
de Sinop-MT e evidenciar suas alterações macroscópicas e microscópicas.
O cadáver de um canino, jovem, sem raça definida, macho foi examinado.
Na necropsia foram encontradas as seguintes alterações macroscópicas:
secreção mucopurulenta em mucosa ocular e nasal; serosa intestinal com
textura áspera. Ao corte foram observadas áreas hemorrágicas difusas na
mucosa do intestino delgado, placas de Peyer evidentes e conteúdo
diarréico amarelado com filetes de fibrina; linfadenomegalia mesentérica;
timo diminuído de tamanho; tonsilas palatinas aumentadas. Ao exame
microscópico se observou intestino delgado com necrose epitelial extensa,
atrofia e fusão de vilosidades, necrose de criptas com formação de células
sinciciais e múltiplos agregados bacterianos aderidos a superfície necrótica.
Na medula óssea se observou hipoplasia de tecido hematopoiético e
congestão moderada, no baço havia necrose linfóide acentuada e hipoplasia
folicular. No pulmão e fígado havia congestão difusa moderada.
importância para o diagnóstico assertivo. Sendo assim, para o
diagnóstico deste caso, foram utilizados os achados macroscópicos e
alterações histopatológicas como as descritas por Santos (2011), que
relata efusão fibrinosa, nas vísceras, conteúdo de consistência mucóide
ou fluida com exsudação fibrinosa, e na maioria dos casos fracamente
hemorrágico. A congestão e o edema da mucosa são acentuados e as
placas de Peyer proeminentes; linfadenomegalia em linfonodos
mesentéricos; timo atrofiado; tonsilas palatinas aumentadas. Ainda
segundo Santos (2011), microscopicamente, as lesões intestinais se
traduzem por necrose epitelial, desnudamento e atrofia das vilosidades
e colapso do estroma da lâmina própria. No tecido linfóide a principal
alteração microscópica observada é a linfocitólise que compromete a
camada cortical do timo e os centros germinativos dos linfonodos, o
que resulta em acentuada depleção linfóide (SANTOS, 2011). Os
principais achados microscópicos encontrados foram: necrose epitelial
extensa no intestino delgado, atrofia e fusão de vilosidades, nas células
sinciciais da medula óssea se observou hipoplasia e congestão; no
baço necrose aumentada de folículos e hipoplasia de tecido linfóide.
Comparando-se estes com os achados descritos por Santos (2011)
identificamos semelhanças com as lesões características da
Parvovirose canina.
Um canino foi encaminhado para o Laboratório de Patologia Animal para a
realização de exame de necropsia. O animal não possuía histórico clínico.
Durante o exame macroscópico foram feitas anotações e fotografias das
alterações observadas. Fragmentos de tecidos foram coletados e
armazenados em formol a 10% para fixação, posteriormente submetidos a
processamento rotineiro histopatológico e corado pela técnica de
hematoxilina e eosina (HE).
Relacionando os achados macroscópicos e microscópicos aos relatos
de literatura, constatou-se que a morte do animal ocorreu devido a
infecção pelo vírus da Parvovirose canina.
Parvovirose em canino no município de 
Sinop-MT
Menezes G.V., Guirau G.V.F., Inoue G.P., Naves J.V.M., Machado J.Z., Costa L.L., Antoniassi N.A.B
Pesquisa Veterinária Brasileira 37(Supl.):00-00. Laboratório de Patologia Animal, Universidade 
Federal de Mato Grosso, Campus Sinop, Avenida Alexandre Ferronato 1200, Setor Industrial, MT 
78550-000, Brasil. E-mail: naassi@gmail.com
Termos de indexação 
Doença canina, enterite viral, parvovirose
A parvovirose canina é considerada uma das principais causas de diarréia
de origem infecciosa em cães com idade inferior a seis meses,
apresentando uma incidência elevada no Brasil e no mundo, pois possui alta
morbidade e mortalidade (FLORES, 2011). A investigação das lesões
macroscópicas e microscópicas causadas pela enfermidade são de suma
Figura 01: fragmento intestinal mostrando fusão e necrose de criptas.
Figura 02: serosa intestinal com textura áspera.