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PEÇA NÚMERO 7 - RAÍSSA EXCELENTÍSSIMO SR. DR. JUIZ DO TRABALHO DA 90ª VARA DO TRABALHO DE CURITIBA Raissa, já qualificada nos autos da reclamação trabalhista, que move contra a Mineradora Dinamite Ltda e Mineradora TNT Ltda, vem respeitosamente perante Vossa Excelência por intermédio de seu advogado que lhe subscreve, nos termos da procuração em anexo, com escritório profissional no endereço completo onde recebe intimação e notificações, com fundamento no artigo 895, I da CLT, interpor tempestivamente o presente RECURSO ORDINÁRIO para o Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região. Encontram-se presentes todos os pressupostos de admissibilidade do presente recurso, dentre os quais se destacam: a) Depósito Recursal: devidamente recolhido no importe de R$ , conforme guia anexa; e b) Custas: devidamente recolhidas de acordo com o art. 789, § 1º, da CLT, a razão de R$..., conforme guias anexas dentro do prazo recursal. Ante o exposto, requer o recebimento do presente recurso, com a posterior notificação dos recorridos para apresentação das Contrarrazões ao Recurso Ordinário no prazo de 8 (oito) dias conforme dispõe o art. 900 da CLT, e a posterior remessa ao Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região. Termos em que pede deferimento. Local, Data Advogado OAB/UF https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10651211/parágrafo-1-artigo-789-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943 AO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO Recorrente: Raíssa Recorridos: Mineradora Dinamite Ltda e Mineradora TNT Ltda Processo nº: 121314 Origem: 90ª Vara do Trabalho de Curitiba RAZÕES DO RECURSO ORDINÁRIO 1 - PRESCRIÇÃO PARCIAL: A Mineradora Dinamite Ltda e Mineradora TNT Ltda requereu que fosse reconhecida prescrição parcial em face das parcelas devidas, o que foi julgado procedente pelo magistrado. Ocorre que a data fixada se encontra equivocada, tendo em vista que a prescrição parcial atinge parcelas anteriores a 5 anos do ajuizamento da ação, conforme determina o art. 7º, XXIX, da CRFB/88 c/c art. 11, da CLT c/c Súmula 308, I, do TST. Assim, a prescrição deve ocorrer apenas em face das parcelas anteriores a 15/05/2012. Diante disto, requer a reforma da sentença a fim de que seja observado o prazo prescricional correto. 2 – ADICIONAL DE PERICULOSIDADE: Na sentença proferida pelo juízo a quo, foi deferido adicional de periculosidade no valor de 30% sobre o salário mínimo. Ocorre que, conforme determina o art. 193, § 1º da CLT c/c a Súmula 191 do TST, tal adicional incide sobre o salário básico, e não sobre o mínimo. Diante o exposto requer que a sentença seja reformada, condenando o recorrido a pagar o adicional de periculosidade no valor de 30% sobre o salário-base. 3 – ADICIONAL DE TRANSFERENCIA: Na sentença proferida pelo juízo a quo, foi deferido adicional de transferência no valor de 20% do salário e pelo prazo de 5 meses, tempo pelo qual durou o deslocamento com mudança de domicílio para trabalhar em outra unidade da empresa. Ocorre, que conforme determina o art. 469, § 3º da CLT, tal adicional deve ser de 25% sobre o salário recebido. Diante o exposto requer que a sentença seja reformada, condenando o recorrido a pagar o adicional de transferência no valor de 25% sobre o salário recebido. 4 – COMPUTO DO AVISO PREVIO NA DATA DE DISPENSA: Na sentença proferida pelo juízo a quo, foi indeferido o pedido de computo do período do aviso prévio no contrato de trabalho sob justificativa de o mesmo ter sido indenizado, e, portanto, não podendo ser considerado. Ocorre que, conforme determina o art. 487, § 1º da CLT c/c a OJ 82 do TST, o aviso prévio ainda que indenizado é computado para todos os fins, logo, projeta para o futuro o contrato de trabalho na quantidade de dias equivalentes ao aviso prévio. Diante o exposto requer que a sentença seja reformada, a fim de computar o período do aviso prévio indenizado no contrato de trabalho. 5 – DESCONTO DO EPI: Na sentença proferida pelo juízo a quo, foi indeferido o pedido de devolução dos valores descontados pelo fornecimento de EPI sob a justificativa de que por tratar-se de benefício ao empregado, não haveria ilegalidade em sua cobrança. Ocorre que, conforme determina o art. 166 da CLT, o fornecimento do EPI trata-se de uma obrigação do empregador a fim de evitar acidentes no local no trabalho e que, portanto, não pode ser repassada ao empregado. Diante o exposto requer a reforma da sentença, e consequentemente, a condenação ao empregado para restituir os valores descontados acrescidos de juros e correção monetária. 6 – ONUS DA PROVA – VALE TRANSPORTE: Na sentença proferida pelo juízo a quo, o juiz indeferiu o pagamento do vale transporte, justificando que o ônus da prova caberia a reclamante, e esta não apresentou provas de seu direito. Ocorre que, conforme determina o art. 373, II do CPC/15 c/c Súmula 460 do TST, por tratar-se de fato extintivo do direito da autora, caberia ao reclamado o ônus de provar que a reclamada não faria jus ao benefício, e não o contrário. Diante o exposto requer que seja reformada a sentença, reconhecendo que o ônus da prova caberia ao empregador, bem como sua condenação ao pagamento dos valores devidos referente ao vale transporte. 7 – RESPONSABILIDADE GRUPO ECONOMICO: Na sentença proferida pelo juízo a quo, o juiz reconheceu a existência do grupo econômico entre as empresas que figuravam no polo passivo, e por este motivo condenou a sociedade empresária Mineradora TNT Ltda. de forma subsidiária. Ocorre que, conforme determina o art. 2º, § 2º da CLT, quando se tratar de grupo econômico, haverá responsabilidade solidária e não subsidiaria. Diante o exposto requer a reforma da sentença a fim de que as empresas sejam condenadas de forma solidaria. 8 – REQUERIMENTOS FINAIS: Requer que o presente recurso ordinário seja conhecido e provido, a fim de reformar a sentença proferida pelo juízo a quo conforme as razoes expostas acima. Requer ainda, a condenação do recorrido ao pagamento dos honorários advocatícios a razão de 15%, conforme estabelece o art. 791-A, da CLT. Termos em que pede deferimento. Local, Data Advogado OAB/UF