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<p>Pratica Trabalhista</p><p>Nome: Thifany Galante de Oliveira</p><p>Matricula:202002135255</p><p>Direito – Noturno</p><p>10º Semestre</p><p>Caso: 0102</p><p>AO DOUTO JUIZO DA __ VARA DO TRABALHO DE SETE LAGOAS/ MG</p><p>NELSON AVIZ, técnico de informática, nacionalidade..., estado civil..., n° da identidade..., CPF..., n° da CTPS..., n° do PIS..., nome da mãe..., data de nascimento..., endereço completo com CEP..., endereço eletrônico..., vem, perante Vossa Exa., por intermédio de seu advogado que esta subscreve, com endereço profissional..., endereço eletronico..., com fulcro nos arts. 840 e 769 da CLT e Art 319 do CPC, propor,</p><p>RECLAMAÇÃO TRABALHISTA</p><p>Em face da EMPRESA ALFA LTDA, inscrita no CNPJ n°..., com sede a Rua... nº... bairro... CEP... titular do endereço eletronico..., pelos fatos e fundamentos que passa a expor:</p><p>1. DA PRELIMINAR</p><p>1.1 - GRATUIDADE DE JUSTIÇA</p><p>Requer a Vossa Excelência a concessão do benefício da gratuidade de justiça, tendo em vista a situação de hipossuficiência do reclamante, pois não percebia proventos iguais ou superiores a 40% do limite máximo dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), conforme dispõe o parágrafo 3º, art. 790 da CLT.</p><p>2. DO MÉRITO</p><p>2.1 - DA REVERSÃO DA DISPENSA POR JUSTA CAUSA</p><p>O Reclamante foi dispensado por justa causa, apesar de não ter feito nada de errado, fazendo-se contar em sua CTPS o registro de que o fato foi motivado por conduta inadequada.</p><p>Ocorre que não foi infomada expressamente qual a conduta que teria sido praticada pelo reclamante de forma inadequada que justificasse a dispensa motivada.</p><p>Dessa forma, requer a anulação da justa causa, visto que não fora apresentada pela Reclamada motivo que se enquadre no art. 482, da CLT.</p><p>2.2 - DA RETIFICAÇÃO DA CTPS.</p><p>O reclamante exercia a função de técnico de informática, com salários de R$ 1.200,00, no entanto, em sua CTPS está anotada a função de auxiliar de serviços gerais.</p><p>Não obstante, observa-se que na convenção coletiva da categoria exercida pelo reclamante (técnico de informática) que o piso normativo para a função desempenhada de fato é de R$ 1.800,00.</p><p>Nesse sentido, requer as diferenças salariais diante do piso salarial apresentado, condenando a reclamada ao pagamento das diferenças de todo o período em que o reclamante exerceu a função de técnico de informática e a retificação de sua CTPS, a fim de que conste o valor da remuneração e a função correta, conforme preceitua o art. 29 da CLT.</p><p>2.3 - DAS VERBAS RESCISÓRIAS</p><p>O Reclamante foi dispensado de forma motivada e recebeu apenas o saldo salarial do último mês.</p><p>Entretanto, após o afastamento da justa causa, são devidas as verbas rescisórias contratuais de:</p><p>a. AVISO PRÉVIO indenizado de 30 dias com a integração desse período no seu tempo de serviço e reflexos nas verbas contratuais e rescisória, de acordo com o Art. 487, da CLT, a razão de R$ xxxxx.</p><p>b. FÉRIAS PROPORCIONAIS de 5/12 AVOS, acrescido do terço constitucional, nos termos das Súmulas 171 e 328, do TST, Art. 7º XVII, CF/88 e Art. 130, da CLT, a razão de R$....</p><p>c. 13° SALÁRIO PROPORCIONAL de 4/12, nos termos do Art. 3º, da Lei nº 4.090/61, calculado sobre a remuneração do mês da rescisão, a razão de R$ xxxxx.</p><p>d. LIBERAÇÃO DAS GUIAS DO SAQUE DO FGTS E MULTA DE 40%, conforme estabelece o Art. 18, da Lei nº 8036/90, a razão de R$ xxxxx.</p><p>Diante o exposto, requer a procedência dos pedidos das verbas rescisórias descritas acima.</p><p>2.4 - DEVOLUÇÃO DOS DESCONTOS DO FGTS</p><p>O Reclamante apresentou cópias dos contracheques em que consta descontos do FGTS.</p><p>No entanto, a obrigação de pagamento do correspondente a 8% para o FGTS é da Reclamada (empregador), nos termos do Art. 15, da Lei nº 9.036/90.</p><p>Ante o exposto, requer a devolução dos descontos efetuados a título de FGTS de todo o período em que ocorreram, conforme o princípio da intangibilidade salarial e Art. 7°, X, da CF/88 e Art. 462, da CLT, a razão de R$ ....</p><p>2.5 - DA SUPRESSÃO DO INTERVALO INTRAJORNADA</p><p>O reclamante cumpriu jornada de trabalho de segunda-feira a sábado, das 20h às 5h, com intervalo de 20 minutos para a refeição.</p><p>Entretanto, o reclamante fazia jus a um intervalo mínimo de 1 (uma) hora, tendo em vista a duração do trabalho exceder 6 (seis) horas, nos termos do Art. 71, da CLT.</p><p>Dessa forma, a reclamada teve suprimido 40 minutos do seu descanso Logo, requer-se o pagamento de natureza indenizatória do período suprimido, com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração hora normal de trabalho, conforme Art. 71, § 4º, da CLT.</p><p>2.6 – DO ADICIONAL NOTURNO</p><p>O reclamante laborava das 20h às 5h. Período esse, que se enquadra parcialmente como trabalho noturno, nos termos do Art. 73, §2º, da CLT, o qual estabelece o período noturno, aquele compreendido entre às 22h e às 5h do dia seguinte.</p><p>Dessa forma, requer o provimento do adicional noturno, com o adicional de 20% sobre as horas referentes a jornada exercida após as 22h, como dispõe o Art. 7º, IX, da CF/88 e o Art. 73, da CLT, a razão de R$ ....</p><p>2.7 - DO DANO EXTRAPATRIMONIAL</p><p>O reclamante exibiu sua CTPS na qual consta na parte destinada a anotações gerais, de que foi dispensado por justa causa, em razão de conduta inadequada, como descrito anteriormente.</p><p>A Consolidação da Leis do trabalho, em seu Art. 29, §4º expressa a vedação ao empregador em efetuar anotações desabonadoras à conduta do empregado em sua CTPS, o que não foi observado pela reclamada.</p><p>Acreditando que seja afastada a dispensa por justa causa, pelas razões de fato e de direito anteriormente expostas, requer a condenação da reclamada ao pagamento de danos morais pela anotação de penalidade na CTPS, conforme os Art. 29, §4º e Art. 223-C, da CLT, a razão de R$ ....</p><p>3 - DOS PEDIDOS</p><p>Pelo exposto, pede a procedência dos pedidos e requer:</p><p>a. A notificação do reclamado para apresentar defesa no prazo legal.</p><p>b. O acolhimento da preliminar para deferimento da gratuidade de justiça.</p><p>c. A anulação da justa causa, visto que não foi apresentado pela Reclamada motivo que se enquadre no rol taxativo previsto no Art. 482, da CLT.</p><p>d. O pagamento das diferenças de todo o período em que o reclamante exerceu a função de técnico de informática e a retificação de sua CTPS, a fim de que conste o valor da remuneração e a função corretas, conforme o Art. 29, da CLT, a razão de R$ xxxxx.</p><p>e. O pagamento das verbas rescisórias contratuais devidas, quais sejam:</p><p>1) AVISO PRÉVIO indenizado de 30 dias com a integração desse período no seu tempo de serviço e reflexos nas verbas contratuais e rescisória, de acordo com o Art. 487, da CLT, a razão de R$ xxxxx.</p><p>2) FÉRIAS PROPORCIONAIS de 5/12 AVOS, acrescido do terço constitucional, nos termos das Súmulas 171 e 328, do TST, Art. 7º XVII, CF/88 e Art. 130, da CLT, a razão de R$ xxxxx.</p><p>3) 13° SALÁRIO PROPORCIONAL de 4/12, nos termos do Art. 3º, da Lei nº 4.090/61, calculado sobre a remuneração do mês da rescisão, a razão de R$ xxxxx.</p><p>4) LIBERAÇÃO DAS GUIAS DO SAQUE DO FGTS E MULTA DE 40%, conforme estabelece o Art. 18, da Lei nº 8036/90, a razão de R$ xxxxx.</p><p>f. A devolução dos descontos efetuados a título de FGTS de todo o período em que ocorreram, conforme o princípio da intangibilidade salarial e Art. 7°, X, da CF/88 e Art. 462, da CLT, a razão de R$ ...</p><p>g. O pagamento de natureza indenizat��ria do período suprimido, com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração hora normal de trabalho, conforme Art. 71, § 4º, da CLT, a razão de R$ xxxxx.</p><p>h. O provimento do adicional noturno, com o adicional de 20% sobre as horas referentes a jornada exercida após as 22h, como dispõe o Art. 7º, XI, da CF/88 e o Art. 73, da CLT, a razão de R$ xxxxx.</p><p>i. A condenação da reclamada ao pagamento de danos morais pela anotação de penalidade na CTPS, conforme os Art. 29, §4º e Art. 223-C, da CLT e Art. 8° da Portaria nº 41, do MT, a razão de R$ xxxxx.</p><p>j. A condenação da reclamada ao pagamento de custas e honorários, no importe de 15%, nos termos do Art. 791-A, da CLT.</p><p>4 – DAS PROVAS</p><p>Requer a produção de todos os meios de provas admitidos em direito, especialmente pelo</p><p>depoimento pessoal, prova documental e testemunhal.</p><p>Da-se à causa o valor de R$ ....</p><p>Termos em que pede deferimento</p><p>LOCAL, DATA</p><p>ADVOGADO...</p><p>OAB...</p><p>Caso: 0102</p><p>AO DOUTO JUÍZO DA __ VARA DO TRABALHO DE PARAUAPEBAS/PR</p><p>Tito, nacionalidade..., estado civil..., motoboy, filho de..., portador da cédula de identidade RG nº..., inscrito no CPF sob o nº..., residente e domiciliado à Rua... CEP..., com CTPS sob o nº..., série..., data de nascimento..., com endereço eletrônico..., vem, respeitosamente, através de seu advogado que esta subscreve, conforme artigo 840 § 1º da CLT, propor RECLAMAÇÃO TRABALHISTA, em face de Pizzaria Gourmet Ltda, inscrita no CNPJ sob o nº ..., com sede à Rua... bairro... cidade de Parauapebas/PR, CEP..., pelos fatos e fundamentos a seguir.</p><p>1. DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA.</p><p>O reclamante requer o deferimento a gratuidade da justiça, vez que não pode arcar com o ônus de despesas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo do próprio sustento e o de sua família, nos termos do artigo 790 § 3º da CLT.</p><p>2. DOS FATOS.</p><p>O reclamante foi admitido pela reclamada em 15/12/2018, exercendo a função de motoboy, na cidade de Parauapebas/Pará, realizando entregas de pizzas em domicilio e outros tipos de massas aos clientes da reclamada, seis vezes por semana das 18h00 às 03h30, com intervalo de 40 minutos para refeição, com folga às segundas-feiras e uma vez por mês aos domingos.</p><p>No mês de agosto de 2019, o Reclamante fez a entrega de uma pizza na casa de um cliente, sem saber que o cozinheiro da Pizzaria se confundiu no preparo da pizza e assou uma pizza de calabresa, e o cliente era alérgico à esse produto. Ao ver a Pizza errada, o cliente começou a xingar o Reclamente e a ameaça-lo, por fim, soltou seus cães de guarda dando ordem para que os cachorros o atacassem. O reclamante foi mordido e arranhado pelos animais, sendo lesiosnado gravemente.</p><p>Em razão disso, o Reclamante precisou se afastar por 30 (trinta) dias para recuperação, recebendo o benefício previdenciário do INSS. Ainda, chegou a gastar R$ 30,00 na compra de vacina antirrábica, recomendado pelo médico, sendo obrigado a tomar, pois não sabia se os cachorros eram vacinados.</p><p>Em 20 de setembro de 2019, após obter alta do INSS, Tito retornou à empresa e foi dispensado, recebendo suas verbas rescisórias. Nos contra cheques constam mensalmente o pagamento do salário mínimo na coluna de créditos e o desconto de INSS na coluna de descontos, sendo que no mês de março de 2019 houve uma dedução de R$ 31,80 (trinta e um reais e oitenta centavos) a título de contribuição sindical, sem que tivesse autorizado o desconto.</p><p>3. DOS FUNDAMENTOS</p><p>3.1 DA JORNADA DE TRABALHO.</p><p>O Reclamante laborava de terça-feira a domingo, das 18:30h às 03:30h, excedendo o limite máximo estabelecido de 44h semanais, conforme estabelecido na CLT em seu artigo 58 e na CRFB/88 em seu art. 7º, inciso XIII.</p><p>Por esse motivo, requer que a Reclamada realize o pagamento das horas extras.</p><p>3.2 DO ADICIONAL NOTURNO</p><p>O reclamante trabalhava das 18h às 3h30min, com intervalo de 40 minutos para refeição. Assim, é devido ao reclamante o pagamento do adicional noturno do período das 22h às 3h30min, como disposto no art. 73, §4º da CLT e acrescido de 20% sobre o valor da hora normal do empregado.</p><p>Deste modo, requer o pagamento do adicional noturno das 22h às 3h30min, acrescido de 20% em relação à hora normal.</p><p>3.3 DAS GORJETAS</p><p>O Reclamante recebia em média R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais) mensais por suas entregas como forma de bonificação.</p><p>Posto isso, requer a ratificação da sua CTPS para que conste a média das gorjetas recebidas, conforme preceitua o artigo 29§ 1 da CLT, e a integração das gorjetas espontaneamente concedidas pelos clientes a remuneração, como prevê o artigo 457 da CLT.</p><p>3.4 DO DESCONTO DE CONTRIBUIÇÃO SINDICAL</p><p>No contracheque do reclamante, constam o pagamento do salário mínimo nacional na coluna de créditos e o desconto de INSS na coluna de descontos, sendo que no mês de março de 2019 houve um dedução de R$ 31,80 (trinta e um reais e oitenta centavos) a titulo de contribuição sindical sem que tivesse autorizado.</p><p>A Reclamada agiu erroneamente, considerando que não pode existir o desconto da contribuição sindical sem autorização expressa, conforme dispõe os arts. 545, 578, 579 e 582, todos da CLT.</p><p>Portanto, requer a devolução do valor pago.</p><p>3.5 DA INDENIZAÇÃO POR DANO EXTRAPATRIMONIAL</p><p>O Reclamante sofreu acidente em decorrência ao ataque dos cães do cliente, ficando lesionada gravemente, tendo sua integridade afetada e um abalo psicológico e emocial afetados pelo acidente.</p><p>Neste caso, faz juz a reparação dos danos de natureza extrapatrimonial, conforme arts conforme arts. 186 e 927 do CC e art 223 alineas B, C e G da CLT.</p><p>Então, requer o pagamento da indenização por danos morais em decorrência do acidente.</p><p>3.6 DA REINTEGRAÇÃO</p><p>O Reclamante requer a sua reintegração ao emprego pela estabilidade não observada em razão do acidente de trabalho, conforme art. 118 e art. 21, inciso II, aline a, ambos da Lei 8.213/91 e súmula 378, I e II do TST.</p><p>3.7 DO ADICIONAL DE PERICULOSIDADE</p><p>O Reclamante trabalhava como motoboy, fazendo uso de motocicleta para esta atividade, atividade essa considerada como situação de periculosidade, conforme art. 193 § 4º da CLT.</p><p>Portanto, conforme preceitua o art. 193 § 1º da CLT, o reclamante faz juz ao adicional de 30% sobre o seu salário, requerendo assim o pagamento.</p><p>3.8 DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS</p><p>O Reclamante se encontra assistido por advogado regularmente constituído por meio de procuração, e nos termos do art. 791-a da CLT são devidos os honorários sucumbenciais.</p><p>Assim, requer a condenação da Reclamada ao pagamento de 15%, conforme determinação legal.</p><p>4. DOS PEDIDOS</p><p>Ante o exposto, requer</p><p>A) A Concessão dos benefícios da Justiça Gratuita.</p><p>B) Pagamento dos 20 minutos de horas extras do intervalo intrajornada, suprimido de R$...</p><p>C) Pagamento do adicional noturno e periculosidade R$...</p><p>D) A Reitegração das gorjetas na CTPS, no valor de R$</p><p>E) Devolução dos descontos sindicais não autorizados, no valor de R$...</p><p>F) Indenização por danos extrapatrimonias e emergentes, no valor de R$...</p><p>G) A reintegração no emprego em razão da estabilidade devido ao acidente, com o deferimento da tutela de urgência para a reintegração imediata do Reclamante.</p><p>H) Pagamento dos honorários advocatícios sucumbenciais.</p><p>Protesta por todos os meios de prova admitidos em direito, em especial a prova documental, testemunhal e depoimento pessoa da Reclamada.</p><p>Dá-se a causa o valor de R$...</p><p>Termos em que,</p><p>Pede deferimento.</p><p>Local, data</p><p>Advogado...</p><p>OAB...</p><p>Caso: 0107</p><p>AO DOUTO JUÍZO DA 80ª VARA DO TRABALHO DA COMARMA DE CUIABA/MT</p><p>Processo nº 1000/2018</p><p>Tecelagem Fio de Ouro S.A, inscrita no CNPJ sob o nº..., localizada na Rua... vem respeitosamente, perante Vossa Excelência, por meio de seu advogado que esta subscreve e procuração anexa, com endereço profissional à Rua..., onde recebe as intimações e notificações, com fulcro no art. 847 da CLT e art. 5º, LV da Constituição Federal, ofertar CONTESTAÇÃO em face da Reclamação Trabalhista ajuizada por Joana da Silva, já qualificada nos autos, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.</p><p>1. DOS FATOS.</p><p>Trata-se de Reclamação Trabalhista movida por Joana da Silva, que foi empregada da Reclamada de 10/05/2008 a 29/09/2019.</p><p>Na inicial a Reclamante pleiteia por pagamento de indenização por dano moral alegamdo ser vítima de doença profissional, juntando laudos de ressonância magnética da coluna vertebral com o diagnóstico de doença degenerativa. Alega ainda em sua inicial que a empresa fornecia plano odontológico gratuitamente, requerendo, então, a sua integração, para todos os fins como salário utilidade, juntando cópia do cartão do plano odontológico que lhe foi entregue pela Reclamada em sua admissão. Além disso, afirma que nos últimos dois anos, a Reclamada fornecia a todos os empregados</p><p>uma cesta básica mensal, suprimida a partir do dia 01/08/2018, violando, segundo a Reclamante, direito adquirido, requerendo o pagamento nos meses de agosto e setembro de 2018, com isso juntou a cópia da convenção coletiva que vigorou de julho de 2016 a julho de 2018, na qual consta a obrigação da Reclamada fornecer uma cesta básica aos seus colaboradores a cada mês, e para a Reclamante, como não foi entabulada nova convenção desde então, sustende que a convenção prorrogou-se automaticamente. Ademais, relata que no ano de 2018 permanecia duas vezes na semana por mais uma hora na sede da Reclamada para participar de um culto ecumênico, caracterizando tempo à disposição da Reclamada, e sustenta que deveria ser remunerado como hora extra. Outrossim, afirma ainda que foi coagida moralmente a pedir demissão, pois, se não o fizesse, a Reclamada alegaria dispensa por justa causa, pleiteando pela anulação do seu pedido de demissão. Também, na inicial a Reclamante reclama que foi contratada como cozinheira, mas que segundo ela, era obrigada, desde o início de seu contrato, ao preparar os alimentos, a coloca-los em uma bandeija e levar a refeição para os 05 empregados do setor. Segundo a Reclamante, esse procedimento caracteriza-se como acumulo funcional, requerendo então o pagamento de um plus salarial de 30% sobre o valor do seu salário. Por fim, a Reclamante em sua inicial formulou um pedidio de adicional de insalubridade, sem a devida fundamentação na causa de pedir.</p><p>2. DA PRELIMINAR</p><p>2.1 INÉPCIA DA INICIAL - AUSÊNCIA DE CAUSA DE PEDIR - ADICIONAL DE PERICULOSIDADE</p><p>O artigo 840, § 1º da CLT, dispõe que um dos requisitos da petição inicial é uma breve exposição dos fatos que resulte o litígio, sendo vedada a formulação de pedido desprovido de causa de pedir. Caso ocorra, a inicial será considerada inépta, consoante o disposto no art. 330, § 1º, inc I do Código de Processo Civil.</p><p>No caso em epígrafe, a Reclamante postula por pedido de adicional de periculosidade, sem, contudo, articular os fundamentos de fato e de direito que amparam a sua pretensão. Resta pois, ausente a causa de pedir.</p><p>Logo, requer a extinção do processo sem resolução de mérito, quanto a este pedido, com fulcro nos artigos 485 inc I, 337, inc. IV e art. 330, § 1º, inc. I, ambos do Código de Processo Civil.</p><p>3. PREJUDICIAL DE MÉRITO</p><p>3.1 PRESCRIÇÃO QUINQUENAL PARCIAL</p><p>A reclamante iniciou seu contrato no dia 10/05/2008 até a data de 29/9/2018, no entanto, a reclamação trabalhista foi ajuizada na data de 15/10/2018, ou seja, totalizando mais de 10 (dez) anos, ultrapassando o período prescricional de 05 (cinco) anos, isto é, ocorreu a prescrição quinquenal parcial no dia 15/10/2023.</p><p>Diante disso, requer o acolhimento da prescrição quinquenal para todos os pedidos anteriores a data de 15/10/2013, com base no art. 7º, XXIX da Constituição Federal e art. 11 da CLT.</p><p>4. DO MÉRITO.</p><p>4.1 DO DANO MORAL - DOENÇA PROFISSIONAL.</p><p>O art. 20 § 1ª, alínea a, da Lei mº 8.213/91, dispõe que a respeito das doenças degenerativas, essas doenças provenientes de lesões nas células não serão consideradas como doenças de trabalho.</p><p>Apesar disso, na Reclamação Trabalhista, a reclamante alega ser vítima de doença profissional, juntando laudos de ressonância magnética da coluna vertebral, com o diagnóstico de doença degenerativa.</p><p>Posto isso, a reclamada requer seja julgado improcedente o pedido de indenização por dano moral, com base no dispositivo supracitado.</p><p>4.2 DA NÃO INTEGRALIZAÇÃO AO PLANO ODONTOLÓGICO.</p><p>O art. 428, § 2º, IV e § 5º da CLT, não permite que o plano odontológico ou assistência odontológica sejam considerados salário do empregado.</p><p>No entanto, na inicial, a reclamante solicita a integralização do plano odontológico como salário utilidade, porém, o benefício não está caracterizado como possível prestação ou assistência que possa ser incluída no salário utilidade.</p><p>Logo, requer a improcedência do pedido da reclamante.</p><p>4.3 DA CESTA BÁSICA.</p><p>O art. 614, § 3º da CLT, dispõe a proibição de convenção ou acordo coletivo por mais de 02 (dois) anos, sendo vedada a ultratividade.</p><p>Na presente reclamação, a Reclamante requer o pagamento das cestas básicas rerefente aos meses de agosto e setembro de 2018, direito esse adquirido pela convenção coletiva, conforme cópia juntada por ela, que teve seu período de vigência entre 1 de julho de 2016 a 1 de julho de 2018, não havendo nova convenção coletiva que preside o pagamento da cesta básica aos colaboradores.</p><p>Postanto, a reclamada cumpriu com o pagamento durante toda a vigência da convenção, a não continuação do pagamento do benefício está amplamente amparada por lei.</p><p>Desta forma, requer seja julgado improcedente o pedido da reclamante, tendo em vista que a Reclamada agiu conforme a lei.</p><p>4.4 DO NÃO CABIMENTO DE HORAS EXTRAS.</p><p>O art. 4 § 2º, I da CLT, dispõe que não se considera tempo à disposição do empregador as práticas religiosas, e por não se considerar tempo à disposição, não serão considerados como horas extraordinárias o período em que o empregado exceder a jornada de trabalho.</p><p>A reclamante relata que tem direito ao pagamento de 2 (duas) horas extras, provenientes de participação em cultos ecumênicos por 2 (duas) vezes na semana, com duração de 1h casa, juntando ainda a circular da empresa que informava a todos os empregados que poderiam participar dos cultos que ocorreriam todos os dias ao fim do expediente.</p><p>Pelo fato de a participação ser facultativa pela parte do empregado, não se caracteriza tempo a disposição, logo, requer seja julgado improcedente o pedido da reclamante.</p><p>4.5 DA INEXISTÊNCIA DE COAÇÃO.</p><p>O art. 818 da CLT estabelece que o ônus da prova é do autor quanto ao fato constitutivo de seu direito.</p><p>Na inicial, a reclamante pugna pela anulação de seu pedido de demissão, alegando ter sido coagida pela Reclamada, caso não fizesse seria demitida por justa causa.</p><p>No entanto, conforme pedido de demissão escrito a próprio punho (anexo) e documento com a quitação dos direitos de ruptura considerando um pedido de demissão, não há o que se falar em coação.</p><p>Incube a trabalhadora comprovar que sofreu coação moral, sendo que não comprovou qualquer fato, na forma do art. 818, inc I da CLT. Por esse motivo, requer a improcedência do pedido.</p><p>4.6 DA INEXISTÊNCIA DE ACUMULO FUNCIONAL</p><p>O parágrafo único do art. 456 da CLT, estabelece que, caso não haja prova ou cláusula expressa, o empregado se obrigou a realizar qualquer serviço compatível com a sua condição pessoal.</p><p>Na inicial, é alegado pela Reclamante o aculo de função, sendo contratada para o cargo de cozinheira, mas, desde o início do contrato, após preparar os alimentos, colocava-os em uma bandeija e levava a refeição para os 05 (cinco) empregados do setor.</p><p>No entanto, a suposta segunda função apresentada pela reclamante é de compatibilidade com o cargo profissional e sua condição pessoal, ou seja, não há o que se falar em acumulo de função, logo requer a improcedência do pedido.</p><p>5. DOS PEDIDOS.</p><p>Ante o exposto, requer.</p><p>a) Acolhimento da preliminar de inépcia.</p><p>b) Pronuncia da Prescrição</p><p>c) Improcedência dos pedidos;</p><p>d) Pagamento dos honorários advocaticios sucumbenciais</p><p>Protesta por todos os meios de prova admitidos em direito.</p><p>Dá-se a causa o valor de R$...</p><p>Termos em que,</p><p>Pede deferimento.</p><p>Local, data</p><p>Advogado...</p><p>OAB...</p><p>Caso: 0108</p><p>AO DOUTO JUÍZO DA 50ª VARA DO TRABALHO DE JOÃO PESSOA</p><p>Processo nº ...</p><p>Reclamante: Hamilton</p><p>Reclamado: Sociedade Empresária Loteria Alfa LTDA.</p><p>Sociedade Empresária Loteria Alfa LTDA, inscrita no CNPJ sob o nº..., localizada na Rua... vem respeitosamente, perante Vossa Excelência, por meio de seu advogado que esta subscreve e procuração anexa, com endereço profissional à Rua..., onde recebe as intimações e notificações, com fulcro no art. 847 da CLT e art. 5º, LV da Constituição Federal, ofertar CONTESTAÇÃO em face da Reclamação Trabalhista ajuizada por Hamilton, já qualificado nos autos, pelos fatos e fundamentos</p><p>a seguir expostos.</p><p>1. DOS FATOS</p><p>Hamilton ajuizou Reclamação Trabalhista em face do ora recorrente, pleiteando por adicional de periculosidade; reintegração ao emprego; horas extras; horas de sobreaviso; ticket previsto na norma coletiva; vale transporte do período em que trabalho em home office e integração do vale-cultura ao seu salário. No vertente caso, a referida Reclamação não deve prosperar conforme os fundamentos a seguir expostos.</p><p>2. PRELIMINARES.</p><p>2.1 INÉPCIA DO PEDIDO DE HORAS SOBREAVISO.</p><p>Na inicial o Reclamante requer o pagamento de horas sobreaviso, relatando que trabalhou na empresa de 13 de janeiro de 2010 à 25 de março de 2022, com jornada de trabalho de segunda-feira à sexta-feira das 7h às 14h, com intervalo de 1h para refeição, sendo sempre cumpridor de suas tarefas e prestativo para com os prepostos da empresa</p><p>No entanto, não existe caracterização do sobreaviso que fundamentaria o pedido do reclamante, assim, ausente a causa de pedir.</p><p>O art. 330, § 1º, inciso I do Código de Processo Civil, estabelece que a petição inicial será considerada inépcia quando não apresentar o pedido ou a causa de pedir do autor.</p><p>Conclui-se, portanto, que a petição inicial é inépta, por estar ausente a causa de pedir, o que, conforme previsão legal deve acarretar a extinção do processo, sem resolução de mérito, conforme arts. 330, inciso I e art. 485, inciso I, ambos do Código de Processo Civil.</p><p>3. PREJUDICIAL DE MÉRITO</p><p>3.1 PRESCRIÇÃO PARCIAL.</p><p>Nos termos do art. 7º, inciso XXIX, da CRFB/88 em consonância com o art. 11 da CLT e com base na Súmula 308, inciso I do TST, as verbas trabalhistas prescrevem em 5 anos, contados da data do ajuizamento da ação.</p><p>Sendo assim, requer que seja reconhecida a prescrição das pretensões anteriores a cinco anos do ajuizamento da ação, isto é, considerando que a reclamação trabalhista foi ajuizada no dia 30 de abril de 2018, devem ser declaradas prescritas as pretensões anteriores a 30/04/2014.</p><p>4. DO MÉRITO</p><p>4.1 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE</p><p>A Súmula 364, I, do TST estabelece que o empregado tem o direito ao adicional de periculosidade se for exposto a condições de risco de forma permanente ou intermitente, não sendo devido em situações de risco ou quando o contato com o agente perigoso é habitual, mas por tempo extremamente reduzido.</p><p>Na inicial, o reclamante postula por adicional de periculosidade afirmando que uma vez na semana permanecia em área de risco (subestação de emergercia) por 10 (dez) minutos. No entanto, não faz juz ao referido adicional porque o tempo que passava em situação de risco era reduzido, caracterizando assim, contato eventual.</p><p>Diante o exposto, requer a improcedência do pedido de periculosidade.</p><p>4.2 DA REINTEGRAÇÃO</p><p>A súmula 369, inciso V do TST preve que o registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado não lhe assegura a estabilidade.</p><p>No entanto, o reclamante postula pela sua reintegração ao empregado, pelo motivo de duas semanas após receber o aviso prévio, decidiu-se inscrever numa chapa como candidato a presidente do sindicato dos empregados em lotéricas.</p><p>Diante o exposto, sendo indevida a sua reintegração, requer a improcedência do pedido.</p><p>4.3 DA JORNADA DE TRABALHO.</p><p>O inciso XIII do artigo 7º da Constitução Federal do Brasil, estabelece que a duração do trabalho normal não pode ser superior a 08h diárias e 44h semanais.</p><p>Na inicial, o reclamante reclama por horas extras por cumprir uma jornada de trabalho de segunda-feira à sexta-feira, das 7h às 14h, com intervalo de 1h para refeição.</p><p>Contudo, o pedido de horas extras se mostra indevido, haja vista que a jornada cumprida não excede o horário seja o semanal, seja o diário.</p><p>Assim, requer a improcedência do pedido de horas extras.</p><p>4.4 DO TICKET ALIMENTAÇÃO.</p><p>O § 1º do art. 611 da CLT dispõe que é facultado aos sindicatos representativos de categorias profissionais celebrarem acordos coletivos, com uma ou mais empresas.</p><p>O reclamante requer o benefício de ticket-alimentação, alegando que existe o benefício previsto em acordo coletivo assinado pela Sociedade Empresária Beta LTDA, mas que nunca recebeu o benefício.</p><p>Posto isso, de fato existe o acordo coletivo, porém o acordo não fora assinado pela reclamante, por isso requer a improcedência do pedido de ticket alimentação.</p><p>4.5 DO VALE TRANSPORTE.</p><p>O art. 1º da Lei nº 7.418/1985 e o art. 2º do Decreto nº 95.247/87 instituem o vale-tranposrte sendo um benefício que o empregador pode antecipar ao trabalhador para despesas de deslocamento entre a residência e o trabalho.</p><p>O reclamante postula pelo pagamento de vale transporte pelo período em que trabalhou em home-office.</p><p>Entretanto, o pagamento é indevido, tendo em vista que ao trabalhar de home office o reclamante não precisou se deslocar para a empresa, não fazendo jus a esse direito. Requer assim, a improcedência do pedido de vale transporte.</p><p>4.6 DO VALE CULTURA.</p><p>O inciso VII do § 2º do artigo 458 da CLT proíbe que o vale cultura seja considerado salário.</p><p>Na inicial, o reclamante ao aduzir que recebia vale-cultura no valor de R$ 30,00 mensais, pede a integraçãoo do vale cultura ao seu salário, mas a integração do vale cultura é indevida, por expressa vedação legal.</p><p>Com isso, requer a improcedência do pedido de integração do vale cultura.</p><p>5. DOS PEDIDOS.</p><p>Ante o exposto, requer.</p><p>e) Acolhimento da preliminar de inépcia.</p><p>f) Pronuncia da Prescrição</p><p>g) Improcedência dos pedidos;</p><p>h) Pagamento dos honorários advocaticios sucumbenciais.</p><p>Protesta por todos os meios de prova admitidos em direito.</p><p>Dá-se a causa o valor de R$...</p><p>Termos em que,</p><p>Pede deferimento.</p><p>Local, data</p><p>Advogado...</p><p>OAB...</p><p>Caso: 0109</p><p>AO DOUTO JUÍZO DA 50ª VARA DO TRABALHO DE JOÃO PESSOA – PB</p><p>Processo nº.: 98.765</p><p>FLORICULTURA FLORES BELAS LTDA, sociedade empresária de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº..., com sede na ... nº ..., bairro ..., na cidade de ..., CEP ..., endereço eletrônico ..., por meio de seu advogado que esta subscreve (procuração anexa) vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fulcro no art. 847, parágrafo único, da CLT c/c art.335 e Art. 343, ambos do CPC/15, ofertar</p><p>CONTESTAÇÃO C/C RECONVENÇÃO</p><p>em face da Reclamação Trabalhista proposta por Estela, já devidamente qualificada nos autos, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.</p><p>1. DOS FATOS.</p><p>A Reclamante trabalhou na empresa Reclamada no período de 25.10.2012 à 29.12.2017, onde exercia a função de floricultora e tinha jornada de segunda a sexta-feira, das10h às 20h, com 2h de intervalo, e aos sábados, das 16h as 20h e ganhava mensalmente o valor correspondente a dois salários mínimos, sendo dispensada sem justa causa.</p><p>2. PRELIMINAR.</p><p>2.1 DA INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DA JUSTIÇA DO TRABALHO.</p><p>A reclamante requer a aplicação da penalidade disposta no Art. 49 da CLT contra os sócios da ré. Alega que foi obrigada a assinar um documento autorizando asubtração mensal, contra a sua vontade, para aderir ao desconto para plano de saúde.</p><p>Ocorre que, nos termos do Art. 114, IX, da CF/88, compete à Justiça do Trabalho processar e julgar controvérsias decorrentes da relação de trabalho, não abrangendo penalidade criminal, sendo esta incompetente para tal.</p><p>Ademais, segundo o Art. 337, II, do CPC/15, cabe ao réu, antes de discutir o mérito alegar a incompetência absoluta e relativa. Isto posto, o pedido de aplicação de penalidade criminal contra os sócios da ré não pode ser requerido, em razão da incompetência absoluta da Justiça do Trabalho.</p><p>3. PREJUDICIAL DE MÉRITO.</p><p>3.1 PRESCRIÇÃO PARCIAL.</p><p>Nos termos do art. 7º, inciso XXIX, da CRFB/88 em consonância com o art. 11 da CLT e com base na Súmula 308, inciso I do TST, as verbas trabalhistas prescrevem em 5 anos, contados da data do ajuizamento da ação.</p><p>Sendo assim, requer que seja reconhecida a prescrição das pretensões anteriores a cinco anos do ajuizamento da ação, isto é, considerando que a reclamação trabalhista</p><p>foi ajuizada no dia 27 de fevereiro de 2018, devem ser declaradas prescritas as pretensões anteriores a 27/02/2013</p><p>4. DO MÉRITO.</p><p>4.1 DO PLANO DE SAÚDE</p><p>O artigo 818, inciso I da CLT estabelece que o ônus da prova é do reclamante em relação ao fato constitutivo do seu direito.</p><p>Ademais a Orientação Jurisprudêncial 160 do TST estabelece que é invalida a presunção de vício de consentimento quando o empregado concorda com descontos salariais no momento da admissão.</p><p>No entanto, a Reclamante em sua inicial afirma que foi obrigada a aderir ao desconto para o plano de saúde, tendo assinado na admissão contra a sua vontade, um documento autorizando a subtração mensal, sendo que, no ato da admissão, a Reclamante assinou o documento de plano de saúde, conforme documentação anexo.</p><p>Isto posto, o desconto a título de plano de saúde ocorreu conforme a lei, sem padecer de qualquer vício de vontade em relação à assinatura, já que é válida a autorização de desconto feita no momento da admissão, cabendo a Reclamante o ônus de provar qualquer ilegalidade nesse sentido, não devendo assim prosperar a sua alegação.</p><p>4.2 DO ADICIONAL DE PENOSIDADE.</p><p>A Reclamante em sua inicial, pleiteia pelo recebimento de adicional de penosidade, na razão de 30% sobre o salário base, porque enquanto realizava o seu trabalho, era constantemente furada pelos espinhos das flores que manuseava.</p><p>Contudo, apesar de ser previsto no art. 7º, XXIII da CF/88, o adicional de remuneração para atividades penosas ainda não foi regulamentado, assim, o pedido de pagamento de penosidade não deve prosperar, uma vez que não há previsão legal na CLT e não existe regulamentação em lei especial.</p><p>4.3 DAS HORAS EXTRAS.</p><p>O inciso XIII do artigo 7º da Constitução Federal do Brasil, estabelece que a duração do trabalho normal não pode ser superior a 08h diárias e 44h semanais.</p><p>Além disso, o art. 58 da CLT dispõe que a duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada não excederá de 8h diárias.</p><p>Vale frisar que o art. 71 § 2º da CLT dispõe que os intervalos não serão computados na duração do trabalho.</p><p>Posto isso, na inicial, a reclamante reclama por horas extras com adicional de 50% por cumprir uma jornada de trabalho de segunda-feira à sexta-feira, das 10 às 20h, com intervalo de 2h para refeição e aos sábados das 16h às 20h, sem intervalo.</p><p>Assuim, o pedido de horas extras se mostra indevido, haja vista que a jornada cumprida não excede o horário semanal nem o diário, requer então a improcedência do pedido de horas extras.</p><p>4.4 DA MULTA DO ART. 477, § 8º DA CLT.</p><p>O Art. 477 § 6º da CLT estabelece que o pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou recebido de quitação deverá ser efetuado até dez dias contados a partir do término do contrato de trabalho.</p><p>Na inicial a reclamante alega que o pagamento das verbas resilitórias extrapolou o prazo legal, vez que, foi creditada em sua conta somente após 20 dias a comunicação do aviso prévio.</p><p>No entanto, é improcedente o pedido de pagamento da multa prevista no art. 477 § 8 da CLT vez que o pagamento foi efetuado dentro do prazo legal.</p><p>5. DA RECONVENÇAO</p><p>O art. 343 do Código de Processo Civil de 2015 trata da reconvenção, que é a possibilidade do réu apresentar uma pretensão própria na mesma ação em que demandado, o que assim faz pelas razões de fato de direito a seguir.</p><p>A reclamante ao ser notificada do aviso prévio teve uma reação violenta, gritando e dizendo-se injustiçada, sendo necessário que a seguranã a contivesse e acompanhasse até a porta de saída. Quando deixava o prédio, a reclamante correu e pegou uma pedra que arremessou violentamente contra o prédio da Reclamada, vindo a quebrar uma das vidraças.</p><p>A reclamada gastou R$ 300,00 (trezentos reais) na recolocação do vidro atingido, confome nota fiscal anexa.</p><p>Conforme disposto no Art. 186 do CC, aquele que por ação, violar o direito e causar dano a outrem, comete ilícito, já o Art. 927 do mesmo diploma legal, assegura que,aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.</p><p>Sendo assim, requer o valor de R$ 300,00, relativo ao vidro quebrado pela Reclamante.</p><p>5.1 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.</p><p>O art. 791-A, da CLT, dispõe que ao advogado serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% e o máximo de 15 % sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do provento econômico obtido ou, não sendo possível mensura-lo, sobre o valor atualizado da causa.</p><p>Ademais, o art. 791-4 § 5º da CLT, dispoõe que são devidos honorários de sucumbência na reconvenção.</p><p>Assim, requer sejam arbitrados honorários de sucumbência tanto na ação principal como na reconvenção, nos termos supracitados.</p><p>6. DOS PEDIDOS</p><p>Ante o exposto, requer:</p><p>A) Acolhimento da preliminar de inépcia.</p><p>B) Pronuncia da Prescrição</p><p>C) Improcedência dos pedidos;</p><p>D) Pagamento dos honorários advocaticios sucumbenciais.</p><p>Em sede de reconvenção, requer:</p><p>A) O recebimento das razãoes da reconvenção, com seu devido processamento, conforme art. 343 do CPC/15 e a procedência da reconvenção para receber o valor de R$ 300,00 relativo ao vidro quebrado pela Autora, nos termos do art. 186 e art. 927, ambos do CC.</p><p>B) A intimação da Reclamante para apresentar resposta, nos termos do art. 343, § 1º do CPC/15</p><p>C) Honorários de sucumbência na ação principal e na reconvenção, nos termos do art. 791-A, § 5º da CLT.</p><p>Protesta por todos os meios de prova admitidos em direito.</p><p>Dá-se a causa o valor de R$. 300,00 (trezentos reais)</p><p>Termos em que,</p><p>Pede deferimento.</p><p>Local, data</p><p>Advogado...</p><p>OAB...</p><p>CASO 0111</p><p>AO DOUTO JUÍZO DA 100ª VARA DI TRABALHO DE MACEIÓ/AL</p><p>Processo nº...</p><p>Sociedade empresária Omega, já qualificado nos autos em epígrafe, em que pleiteia Fabiano também já devidamente qualificado, vem respeitorsamente, perante Vossa Excelência, por intermédio de seu advgodado que esta subscreve (procuração anexa), com endereço profissional à Rua..., onde recebe intimações e notificações, com fulcro no art. 895, I da CLT, INTERPOR:</p><p>RECURSO ORDINÁRIO</p><p>Para o Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da... Região.</p><p>Encontram-se presentes todos os pressupostos de admissibilidade do presente recurso, dentre os quais se destacam:</p><p>a) Depósito Recursal devidamente recolhido no importe de R$..., conforme guia anexa;</p><p>b) Custas devidamente recolhidas de acordo com o art. 789 $1º• da CLT em razão de R$... conforme guias anexas dentro do prazo recursal.</p><p>Diante o exsposto, requer o recebimento recurso, com posterior notificação do recorrido para apresentação das Contrarrazões ao Recurso Ordinário no prazo de 8 (oito) dias, conforme dispõe o art. 900 da CLT e a porterios remessa ao Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da...Região.</p><p>Termos em que,</p><p>Pede deferimento.</p><p>Local, data</p><p>Advogado...</p><p>OAB...</p><p>RAZÕES.</p><p>AO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA... REGIÃO</p><p>RAZÕES DO RECURSO ORDINÁRIO</p><p>Processo nº...</p><p>I - PREJUDICAL DE MÉRITO.</p><p>1.1 - PRESCRIÇÃO PARCIAL.</p><p>A sociedade empresária Ômega postulou por meio de seu advogado em razões finais a prescrição parcial, entretanto o Magistrado não acolheu sob o argumento de que a descrita prescrição deveria ter sido arguida em contestação e concluiu com a preclusão do feito.</p><p>A sentença não merece ser mantida, pois de acordo com a súmula 153 do TST, a prescrição poderá ser arguida em instância ordinária, desta forma não há que se falar em preclusão do feito.</p><p>Diante o exposto, requer a reforma da sentença a fim de que considere a prescrição parcial nos moldes do art. 11, caput, da CLT; art. 7º, XXIV, da CF e súmula 308 do TST, e por consequência, que considere prescritos todos os pleitos formulados anteriores à 30/10/2012.</p><p>2 – PRELIMINAR DE MÉRITO</p><p>2.1 – INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA</p><p>A sentença determinou o recolhimento do INSS relativo ao período trabalhado mês a mês, para fins de aposentadoria.</p><p>Entretanto, conforme estabelece a súmula 368, I do TST a Justiça do Trabalho será competente quanto à execução das contribuições previdenciárias</p><p>somente quando for de sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. Sendo assim, a sentença do caso em tela não tem cunho condenatório e portanto a Justiça do Trabalho não é competente.</p><p>Diante o exposto, requer que seja declarado a incompetência absoluta quanto ao recolhimento do INSS, conforme dispõe Súmula Vinculante 53 do STF, Súmula 368, I, TST, art. 876, § único, CLT, e o art. 114, VIII, da CRFB/88.</p><p>2.2 – COISA JULGADA</p><p>A recorrente teve seu pedido rejeitado em preliminar, pois em síntese foi desconsiderado que a empresa havia feito um acordo em outro processo movido pelo mesmo empregado em juízo, na qual pagou o prêmio de assiduidade, condenando-a novamente ao pagamento dessa parcela.</p><p>A sentença não merece ser mantida, pois foi feito um acordo, homologado em juízo, na qual foi pago à época o prêmio e conforme dispõe o art. 831, § único, CLT, o termo que for lavrado no caso de conciliação será irrecorrível.</p><p>Diante o exposto, requer a reforma da sentença sem resolução de mérito, para que declare a coisa julgada quanto ao pedido de pagamento de assiduidade, conforme art. 337, VII do CPC e art. 485, V, CPC.</p><p>2.3 – LITISPENDÊNCIA</p><p>A sentença rejeitou a preliminar suscitada pelo recorrente e desconsiderou que em relação as diárias postuladas, o autor tinha, comprovadamente, outra ação em curso com o mesmo tema, e que se encontrava em grau de recurso.</p><p>De acordo com os art. 337, VI, do CPC, opera-se a litispendência quando a mesma ação é proposta repetidamente. Portanto, estamos diante da repetição do pedido das diárias, pois o pedido está sendo apreciado pelo Judiciário em outro processo.</p><p>Diante o exposto, requer a extinção do processo sem resolução de mérito quanto ao pedido das diárias postuladas por litispendência, conforme artigos 337, VI e 485, V ambos do CPC.</p><p>3 – MÉRITO</p><p>3.1 – REINTEGRAÇÃO</p><p>A sentença deferiu a reintegração do recorrido, pois ele foi eleito presidente da Associação de Leitura dos empregados da empresa, entidade criada pelos próprios empregados e que a dispensa ocorreu no decorrer do mandato do reclamante.</p><p>A sentença não merece ser mantida, conforme dispõe o art. 543, § 3º da CLT, eis que a vedação da dispensa do empregado é somente nas hipóteses descritas no artigo e o recorrido possuía a função de Presidente Associação de Leitura dos empregados da empresa não possuindo estabilidade provisória prevista em lei ou norma coletiva.</p><p>Diante o exposto, requer a reforma da sentença para que não considere o recorrido com estabilidade e por consequência que mantenha a demissão.</p><p>3.2 – DANO MORAL</p><p>A sentença deferiu o pedido de dano moral do recorrido, porque houve atraso no pagamento do salário dos últimos 3 (três) meses do contrato de trabalho e com isso o recorrido apresentou certidão do Serasa demonstrando a inserção do nome do recorrido no rol dos maus pagadores em novembro de 2015.</p><p>A sentença não merece ser mantida, pois o atraso se deu somente nos últimos 3 (três) meses do contrato de trabalho, ou seja, no ano de 2017, entretanto o documento apresentado para comprovar o dano foi do ano de 2015 (documento de certidão do Serasa, novembro de 2015).</p><p>Assim, conclui-se que o documento apresentado não poderá ser usado para configuração do dano haja vista a divergência dos períodos e a não comprovação do prejuízo.Diante o exposto, requer a reforma da sentença para que se retire a condenação do Dano Moral do recorrido.</p><p>3.3 – CARTA DE REFERÊNCIA</p><p>A sentença deferiu a entrega de uma carta de referência para facilitar ao recorrido a obtenção de nova colocação no mercado de trabalho.</p><p>Entretanto conforme o art. 5º, II, CRFB/88, ninguém será obrigado a fazer ou deixar desfazer alguma coisa senão em virtude de Lei, e a Carta de referência não está prevista em Lei.</p><p>Diante o exposto, requer a reforma da sentença para que seja julgado improcedente o pedido de entrega de carta de referência.</p><p>3.4 – PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS</p><p>A sentença deferiu o pagamento da participação nos lucros prevista na convenção coletiva da categoria nos anos de 2012 e 2013, pois confessadamente não havia sido paga.</p><p>A sentença não merece ser mantida, pois o contrato do recorrido estava suspenso no período de referência em razão de doença (código B-31), assim a participação nos lucros é indevida porque ele não colaborou para lucratividade por estar afastado conforme estabelece o art. 476, art. 1º Lei 10.101/00, e a Súmula 451 TST.</p><p>Diante o exposto, requer a reforma da sentença para que julgue improcedente o pedidode participação dos lucros conforme explanado acima.</p><p>3.5 – FÉRIAS</p><p>A sentença deferiu ao recorrido o pagamento de férias sob a justificativa de que o empregado não fruiu 30 dias úteis no ano de 2016, como garante a Lei. A sentença não merece prosperar, pois o conforme o art. 130, I da CLT as férias não são fruídas em dias úteis e sim em dias corridos.</p><p>Diante o exposto, requer a reforma da sentença para que julgue improcedente o pedidode pagamento de férias em dias úteis.</p><p>4 – REQUERIMENTOS FINAIS</p><p>Diante o exposto, requer que o presente recurso seja conhecido bem como acolhimento da prejudicial, o acolhimento das preliminares e no mérito seu provimento com a total reforma do julgado conforme fundamentado. Requer ainda, a condenação do recorrido ao pagamento dos honorários advocatícios a razão de 15%, conforme estabelece o art. 791-A, da CLT.</p><p>Dá-se a causa o valor de R$....</p><p>Termos em que,</p><p>Pede deferimento.</p><p>Local, data</p><p>Advogado...</p><p>image1.png</p>

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