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Assistência Pré-Natal - Resumo + Questões

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O objetivo da assistência pré-natal é assegurar o nascimento de uma criança saudável, reduzindo-se tanto quanto 
possível os riscos para a mãe. Toda a assistência deve se embasar na prevenção, na identificação precoce ou no 
tratamento específico das gestantes classificadas como de alto risco. Para que isso ocorra, é importante que o 
pré-natal seja de início precoce e o acompanhamento seja contínuo. 
A consulta pré-natal é composta de anamnese, exame físico e avaliação dos exames complementares. As 
consultas são divididas em primeira consulta e acompanhamento. A primeira consulta é o contato inicial da 
gestante com seu obstetra, momento em que serão estabelecidas as relações de confiança e empatia, além da 
investigação e coleta de todo o histórico médico e familiar da paciente, de maneira que – se bem feito – nos 
próximos encontros, atentaremos principalmente para o que aconteceu entre uma consulta e outra. 
Segundo o Ministério da Saúde (MS), o número mínimo é de 6 consultas, sendo preferencialmente uma no 1° 
trimestre, duas no 2° e três no 3° (1, 2, 3). No entanto, o ideal seria realizar de acordo com o seguinte esquema: 
o Até a 28ª semana = mensal 
o 28ª – 36ª semana = quinzenal 
o 36ª – 41ª semana = semanal 
 
➔ NÃO EXISTE ALTA DO PRÉ NATAL! 
➔ Gestantes de alto risco necessitam de retornos mais frequentes de acordo com a doença de base. 
 
A consulta pré-concepcional seria ideal, para avaliarmos algumas situações previamente - como sorologias, 
vacinas, comorbidades, hábitos e alimentação, medicamentos, condições de trabalho, além da avaliação do 
parceiro – mas infelizmente ainda é algo pouco feito na prática. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Paciente engravidou com DIU. Qual a conduta? 
 
 
 
 
 
 
o Idade materna 
• ↑ risco = idade < 15 anos 
> 35 anos 
o Intervalo interpartal (ideal > 2 anos) 
o Investigar hipertensão e diabetes (ideal engravidar com HbA1c < 6) 
o Identificar anemia 
o Investigar doenças neuropsiquiátricas (o uso de alguns anticonvulsivantes influi na 
suplementação do ácido fólico) e tireoidopatias (↑risco de abortamento) 
o Questionar acerca de cirurgias prévias, sejam elas ginecológicas ou não (miomectomia com 
cicatriz longitudinal, por exemplo, contraindica o parto vaginal) 
o Paciente estava em uso de método contraceptivo quando engravidou? 
 
 
 
GESTAÇÃO TÓPICA? 
Retirar o DIU 
Conduta específica 
A não retirada do DIU implica 
em maior risco de abortamento. 
PONTOS IMPORTANTES 
No geral, consiste na 
resolução da gestação. 
 
SINTOMAS GRAVÍDICOS 
1º TRIMESTRE 2º TRIMESTRE 3º TRIMESTRE 
Dor na mama ↓Síndromes dispépticas Dor lombar (postura) 
Cefaleia Fraqueza e desmaio (hipotensão) Varizes 
Náuseas e vômitos Dor abdominal, cólica, 
flatulência e constipação 
Hemorroidas 
Tontura Sangramento gengival e epistaxe Cloasma gravídico 
Pirose e sialorreia Dispneia Estrias 
Perda de peso ↑número de micções Desconforto para dormir 
Diminuição da libido Cãibras Dispneia 
Sangramento Corrimento vaginal Edema 
 Pica ou malácia Ganho de peso 
 Sonolência 
 
EXAME FÍSICO 
• Estatura x Peso 
• PA, pulso 
• Cabeça e pescoço (dentes, tireoide) 
• IMC 
o Normal = 20 -25 
o Abaixo do peso < 20 
o Sobrepeso > 25 
o Obesidade > 30 
• Batimentos cardíaco fetais (BCF) 
o Sonar – a partir da 12ª semana 
o Pinard – a partir da 20ª semana 
EXAMES COMPLEMENTARES 
1ª Consulta 
• Hemograma 
• Glicemia de jejum 
• Urina I 
• Urocultura + antibiograma 
• Tipo ABO, fator Rh e coombs indireto 
Exames sorológicos 
• Sífilis (VDRL e FTA-Abs) 
• HIV (ELISA e teste rápido) 
• Toxoplasmose (IgM e IgG) → a toxoplasmose pode causar várias malformações fetais 
• Hepatite B (HBsAg, anti-HBs e anti-HBc) 
• Rubéola (IgM e IgG) 
• Hepatite C (anti-HCV) 
• Citomegalovírus (IgM e IgG) 
Não preconizados pelo MS 
(marcados em rosa) 
Devemos ter um cuidado especial, pois infecção 
dentária pode causar trabalho de parto prematuro. 
Se a mãe contrair hepatite C, isso não contraindica a amamentação, desde que não haja nenhuma fissura ou ferida 
mamária. Além disso, o IgG+ para citomegalovírus não é garantia de imunidade eterna, pois pode haver reinfecção! 
 
2º Trimestre 
• TOTG 75g, se na 1ª medição glicemia foi abaixo de 92 
• Coombs indireto, se gestante for Rh negativo (podemos repetir mensalmente) 
3º Trimestre 
• Hemograma 
• Coombs indireto 
• VDRL 
• HIV 
• Hepatite B 
• Toxoplasmose, se suscetível 
• Urocultura 
• Streptococcus do grupo B (35-37 semanas) → se positivo – devemos fazer a profilaxia 
 
*NÃO OBRIGATÓRIOS 
• USG obstétrico → é um exame não obrigatório para pacientes de risco habitual 
o Se for escolher um período para fazer apenas uma ultrassonografia o ideal é que seja entre a 
16ª e a 20ª semana, pois ainda é possível calcular uma idade gestacional confiável e 
conseguimos detectar malformações fetais. 
• Colpocitologia oncótica 
• Exame de secreção vaginal 
• Parasitológico de fezes 
• Eletroforese de hemoglobina 
NIPT (Exame pré-natal não invasivo) é um exame de alto custo que detecta, por meio do sangue materno, 
aneuploidias fetais, como as trissomias dos cromossomos 21, 18 e 13. 
A história obstétrica atual inclui a estimativa da idade gestacional, data provável do parto e intercorrências na 
gestação. O cálculo da data provável do parto é feito com base no conhecimento da data da última 
menstruação (DUM), é o que chamamos de Regra de Näegele, bastante utilizada. Há também a regra de 
McDonald, que utiliza a altura uterina (AU) como base para o cálculo da idade gestacional, sendo assim menos 
confiável. Além disso, esse dado corresponde à idade gestacional de cerca da 20ª a 36ª semana. 
A datação acurada da gestação é crucial no acompanhamento do pré-natal, especialmente para determinação do 
início da monitorização fetal. A idade gestacional menstrual deve ser confirmada por meio da ultrassonografia 
no primeiro trimestre. Alguns fatores podem contribuir para erro de data, como incerteza da DUM, ciclos 
menstruais irregulares, gestação em uso de anticoncepcionais hormonais ou com intervalo menor que 3 meses 
da sua suspensão, ou gestação no curso do aleitamento materno. 
 
 
 
 
 
Regra de Näegele 
 
Adicionam-se 7 dias ao primeiro dia da última 
menstruação e subtraem-se 3 meses do mês. 
o Por exemplo, se a data da última 
menstruação foi 16 de julho, a data 
provável do parto será 23 de abril; 
o A data da última menstruação de 5 de 
novembro dá uma data provável do parto 
em 12 de agosto do ano seguinte. 
 
𝐼𝐺 =
𝐴𝑈 𝑥 8
7
 
IG = Idade gestacional (em semanas) 
AU = altura uterina (em centímetros) 
 
Regra de McDonald 
 
 
SUPLEMENTOS 
• Sulfato ferroso (a partir do 2° trimestre, pois pode causar desconforto gástrico) 
o Dose profilática – 40 a 60mg Fe/dia 
o Dose terapêutica (em casos de anemia) – 3x dose profilática 
• Ácido fólico (3 meses antes da concepção) – prevenção dos defeitos de fechamento do tubo neural 
o Dose = 0,4 – 0,8mg/dia 
o Fatores de risco = 4 - 5 mg/dia 
• Cálcio (previne pré-eclâmpsia) 
o Recomendado para pacientes com baixa ingesta de cálcio e com risco de hipertensão 
o Não temos dose bem estabelecida 
 
VACINAS 
• Influenza (anual) 
• Hepatite B 
o O esquema mínimo consiste em 3 doses. Se a gestante não tiver sido vacinada anteriormente, 
pode iniciar ou completar o esquema durante a gravidez. 
• dTPa (difteria, tétano, pertussis acelular) 
o 3 doses na vida 
o O reforço de dT é a cada 10 anos na população normal 
o Toda gestante, porém, deve tomar a dTPa em cada gestação, a partir da 20ª semana 
o Nos casos em que a gestante nunca havia sido vacinada contra essas doenças, ela fará o seguinte 
esquema: 2 doses de dT, 1 de dTPa, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. 
• Febre amarela 
o Normalmente contraindicada em gestantes, porém, em situações em que o risco da infecção 
supera os riscos potenciais da vacinação, pode