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LÍNGUA PORTUGUESA
Página ...................................................................................................... 05 a 51
01
MATEMÁTICA
Página .......................................................................................................53 a 70
02
HISTÓRIA
Página ....................................................................................................71 a 100
03
GEOGRAFIA
Página ...................................................................................................101 a122
04
INFORMÁTICA
Página ...................................................................................................123 a196
05
legislação
Página ..................................................................................................197 a 255
06
SUMÁRIO
Direção:
Ronaldo Ligieri / Luciana Guerra
Cordenação:
Valceli Carvalho/ Thais Oliveira
Design e Diagramação:
Kamila Oliveira
Revisão:
Guilherme Bento / Valceli Carvalho
Conteúdo Didático:
Lingua Portuguesa: Maria Lúcia/ Adílio Soares
Matemática: Carlos Eduardo Assis
História: Cleyton Bastos
Geografia: André Pescarmona
Informática: Juliana Alves
Legislação: Mohamad Ahmad
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
PÁG. 6VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
1. Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários)
Página .....................................................................................................................................................................07 a 08
2. Sinônimos e antônimos
Página ..............................................................................................................................................................................09
3. Sentido próprio e fi gurado das palavras
Página ..............................................................................................................................................................................09
4. Pontuação
Página .....................................................................................................................................................................09 a 11
5. Classes de palavras
5.1. Substantivo ..................................................................................................................................................11 a 13
5.2. Adjetivo .........................................................................................................................................................13 a 15
5.3. numeral ......................................................................................................................................................... 15 a 16
5.4. pronome ....................................................................................................................................................... 16 a 27
5.5. verbo ..............................................................................................................................................................27 a 30
5.6. advérbio ....................................................................................................................................................... 30 a 32
5.7. preposição ................................................................................................................................................... 32 a 33
5.8. conjunção .................................................................................................................................................... 33 a 38
6. Concordância verbal e nominal
Página ..................................................................................................................................................................... 38 a 39
6.1. Concordância Nominal ............................................................................................................................39 a 43
7. Regência verbal e nominal
Página ..................................................................................................................................................................... 43 a 48
8. Colocação pronominal
Página ............................................................................................................................................................................. 48
9. Crase
Página .....................................................................................................................................................................49 a 51
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Aconselhamos sempre durante a leitura de um texto estabelecer um diálogo, relações com seus
conhecimentos prévios, buscar conclusões; localizar e sublinhar informações relevantes, em se-
guida compará-las para identifi car as mais importantes e resumir o texto a partir desses e outros
levantamentos. Interpretar requer compreender e reproduzir as ideias do texto lido.
Mais Sugestões
Pesquise, também, os seguintes assuntos gramaticais:
Identifi car ou indentifi car? Mortadela ou mortandela? Iogurte ou iorgurte? Agente e a gente. Re-
buliço e reboliço. História e estória. “M” antes de P e B. “S” com som de z, entre vogais. Separação
silábica: ditongos, hiatos, SS, RR, NHA, LHE. Tem e têm. Onde e aonde. “Acerca de”, “Há cerca de” e
“cerca de”. “Entorno de” e “em torno de”. Tem e têm. Mais, más e mas. Acidente e incidente. Aspi-
ração e inspiração. Vestígio, indício e prova. Suspeito, investigado e Réu. Menos ou menas? Entre
outros.
ANEXO I
Por: Mariana do Carmo Pacheco
Guia rápido: Novo Acordo Ortográfi co
O Novo Acordo Ortográfi co passou a ser obrigatório em janeiro de 2016.
Assinado em 1990, o Acordo Ortográfi co visa à padronização da ortografi a da língua portuguesa.
Os países Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e
Timor-Leste, que formam a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), assinaram o tra-
tado e cada um determinou prazos para que a reforma entrasse em vigor em seus territórios. Em
Portugal, as novas regras entraram em vigor no ano de 2009, já aqui, no Brasil, o prazo sofreu al-
gumas alterações. Inicialmente, em território brasileiro, a renovação ortográfi ca entraria em vigor
em janeiro de 2013. Porém, o governo brasileiro decidiu estender o período para implementação.
A presidente Dilma, então, decidiu que janeiro de 2016 seria o momento certo para tornar obri-
gatórias as novas regras do acordo ortográfi co. Ainda que tenha sido dado mais tempo para que
nós, falantes da língua portuguesa aqui no Brasil, nos adequássemos à reforma, muitos ainda têm
dúvidas em relação às mudanças realizadas.
ANEXO II
Por que ideia não tem mais acento?
Juliana Ravelli do Diário do Grande ABC
[...] Ideia perdeu o acento por causa das mudanças nas regras de acentuação do novo Acordo
Ortográfi co estabelecido entre os integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
De acordo com a norma, o acento agudo (´) deixa de ser usado nos ditongos (encontro entre duas
vogais na mesma sílaba) ei e oi das palavras paroxítonas (em que a penúltima sílaba é pronuncia-
da de forma mais forte). Assim, jiboia, paleozoico, asteroide, estreia, diarreia, entre outras, também
perderam o acento.
[...] Quem tiver dúvidas sobre a grafi a das palavras deve sempre consultar o dicionário. No site
(www.academia.org.br) da Academia Brasileira de Letras - instituição brasileira mais importante
ligada à Língua Portuguesa - é possível conferir como se escreve corretamente o vocabulário.
Confi ra algumas regras da nova ortografi a
Há regras que tiram o acento agudo (´) de outras palavras. É o caso das paroxítonas (a penúltima sí-
laba é pronunciada de forma mais forte) em que as letras i e u formam hiato (quando duas ou mais
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1. Leiturae interpretação de diversos tipos de textos (lite-
rários e não literários)
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PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
vogais estão unidas, mas em sílabas separadas) e depois de um ditongo (encontro entre duas
vogais na mesma sílaba).
Feiúra – feiura; Taoísmo – taoismo; O acento circunfl exo (^) não será mais usado em palavras ter-
minadas em oo, oos e nos plurais dos verbos crer, dar, ler, ver e derivados. Mas, atenção: o acento
dos plurais de ter e vir ainda valerá (têm, vêm). Vôo – voo; Crêem – creem. Entre as regras que
têm tirado o sono de muita gente está o uso do hífen (tracinho que separa palavras compostas).
Segundo uma das normas, deixará de ser usado quando a primeira palavra terminar em vogal e a
segunda começar com as consoantes s ou r. Também desaparece quando a primeira termina em
vogal e a segunda começa com vogal diferente. Contra-regra – contrarregra; Anti-social – antisso-
cial; Extra-escolar – extraescolar; O trema (dois pinguinhos em cima da letra u) deixou de ser usa-
do. Só aparece em nomes próprios de origem estrangeira, como Müller. Freqüência – frequência;
Linguiça – linguiça. Há verbos escritos da mesma forma que substantivos e preposições. Na regra
antiga, usamos o acento diferencial para não confundi-los. Na nova ortografi a, ele deixará de exis-
tir. Pára (verbo parar) - para (verbo fi ca igual à preposição).
Atenção: a regra que gerou a pergunta do título deste texto é válida somente para palavras paroxí-
tonas. Assim, continuam sendo acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.
Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus, chapéu, chapéus, anéis, dói, céu, ilhéu.
BIBLIOGRAFIA
Diário Ofi cial Poder Executivo, Seção I, Vol. 126 – Nº 211 – São Paulo, 10 de novembro de 2016,
quinta-feira, pág. 135 à 140.
MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais-Ensino Médio-2000. Disponível em:
portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf. Acesso em 21-12-16.
CUNHA, Celso & CINTRA, Luis F. Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 5.ed. Rio
de Janeiro: Lexicon, 2008.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. 48.ed.rev. – São Paulo:
Companhia Editorial Nacional, 2008.
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 38 ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: Nova Fron-
teira, 2015.
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 1999.
ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática normativa da língua portuguesa. Rio de Janeiro: José
Olympio, 1996.
SOUZA, Jésus Barbosa de; CAMPEDELLI, Samira Youssef. Minigramática. 2 ed. São Paulo: Editora
Saraiva, 2000.
FIGUEIREDO , Cleber Renato Martins; TIMOTEO, Franklin Cortez Fernandes. Verbo. Corumbá-MS,
2009. Disponível em: fzetroc.blogspot.com.br/2009/06/verbo-pesquisa-realizada-pelos.html.
Acesso em 23-12-16.
brasilescola.uol.com.br/
conjuga-me.net/
migalhas.com.br/
ciberduvidas.iscte-iul.pt/
soportugues.com.br/
educacao.uol.com.br/
infoescola.com/
youtube.com/
recantodasletras.com.br/
veja.abril.com.br/
dilsoncatarino.blogspot.com.br/
portugues.uol.com.br/
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
LÍNGUA PORTUGUESA01
• Sinônimos são palavras de sentido igual ou semelhante. Exemplos:
CASA – moradia, habitação TERNURA – carinho, afeto JUBILOSAMENTE – alegremente ROUBAR -
furtar.
• Antônimos são palavras que têm signifi cado oposto. Exemplos:
MAGRO – gordo NOTURNO – diurno GRANDE – pequeno BOM - mau.
• Homônimos são palavras que têm a mesma pronúncia e, às vezes, a mesma grafi a, mas o signi-
fi cado é diferente. Exemplos:
São: sadio, verbo ser, santo.
Manga: fruta, de camisa.
Senso: juízo - Censo: recenseamento.
Acender: pôr fogo em - Ascender: subir, elevar-se.
Apreçar: dar preço a avaliar - Apressar: acelerar.
Seção/secção: divisão, departamento - Sessão: reunião, assembleia - Cessão: doação.
2. Sinônimos e antônimos
3. Sentido próprio e fi gurado das palavras
Ele é o cabeça da turma. (sentido conotativo). João machucou a cabeça. (sentido denotativo)
• Quando empregamos a palavra no seu sentido real temos denotação. É usada na linguagem
científi ca, informativa, sem preocupação literária. Ex: A margem esquerda do rio estava cheia de
garrafas.
• Quando empregamos a palavra no sentido fi gurado, poético temos conotação. É usada na lin-
guagem literária. Ex: João vivia à margem da sociedade.
4. Pontuação
Usamos como sinais de pontuação:
Ponto (.) Vírgula (,) Ponto-e-vírgula (;) Ponto de interrogação (?) Ponto de exclamação (!)
Dois pontos (:) Reticências (...) Aspas (“ ”) Travessão (-) Parênteses ( ), entre outros.
a) Ponto (.)
Indica o término de uma ideia.
Ex: Todos saíram logo após o jantar.
b) Ponto-e-vírgula (;)
É usada para:
• Separar orações de um período longo;
• Separar os diversos itens enunciados.
Ex: A aluna saiu tarde da escola; fi cou conversando com a professora.
c) Ponto de interrogação (?)
É usado para indicar pergunta direta. Exs: Onde você mora? Ainda é cedo?
d) Ponto de exclamação (!)
É usado para frases que indicam admiração, surpresa, espanto. Pode vir depois de interjeições,
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PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
PÁG. 10VÍDEO AULA:
vocativos e frases imperativas. Exs: Que linda garota! Silêncio! Garotos! Estudem bastante!
e) Dois Pontos (:)
São usados antes de uma citação, fala de personagens, enumerações e antes das orações apositi-
vas. Ex: O Regimento Escolar diz: “todos devem usar uniformes”. Na sala havia: cadeira, mesa e sofá.
f ) Reticências (...)
Usamos quando queremos indicar interrupção do pensamento dúvida ou corte de alguma frase e
retirar palavras ou trecho de um texto. Ex: Deixe-me analisar ... a resposta está correta.
g) Aspas (“ ”)
Usamos para destacar palavras estrangeiras ou gírias, artigos de jornais, título de poemas, ex-
pressões, antes e depois de citações de frases que pertencem a outros. Ex: Todos assistiram a um
“show” maravilhoso.
Os alunos diziam: “precisamos falar com a Diretora”.
Quanto ao uso de aspas, sugere-se pesquisar, também: A diferença entre uso e citação em rela-
ção a termos, palavras ou expressões curtas. A regra da ABNT para citações com até três linhas. A
diferença entre citação direta e paráfrase.
h) Travessão (-)
Usamos para destacar partes da frase, de modo semelhante aos parênteses, e nos diálogos para
indicar mudança de interlocutor. Ex: - O que você fez? - perguntou Ana.
Lendo os livros - continuou Maria – percebo que a história se repete.
i) Parênteses ()
Usamos para intercalar no texto uma informação, comentário ou explicação secundária. Ex: Já
assisti a muitos fi lmes (mais de vinte) sobre o mesmo tema.
j) Vírgula (,)
Usamos para indicar uma pequena pausa na leitura.
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A vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis ...
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser uma solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Usamos:
• Nas datas: Rio de Janeiro, 11 de julho de 2011.
• Nas enumerações: O caderno, o lápis e a caneta estão na bolsa.
• Para separar apostos, vocativos, adjuntos adverbiais, orações intercaladas e explicativas. Ex: Ma-
ria, fi lha de João, mora em Fortaleza. Minto, Jandira, Maria mudou-se para Olinda faz dois anos.
• Antes de conjunção adversativa ou conclusiva, se expressar relação entre sentenças. Exs.: Eu vou,
mas você não vai. Eu irei muitas vezes ao teatro, portanto você também poderá ir.
Não se usa vírgula:
a) Antes da conjunção aditiva “e”. Ex. errado: João estudou os documentos,e devolveu ao juiz.
b) Entre o sujeito e o verbo/predicado. Ex. errado: O jovem, foi com sede demais ao pote.
c) Entre o verbo e seus complementos (objeto direto ou indireto). Ex. errado: O jovem foi, com
sede demais ao pote.
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5. Classes de palavras
SUBSTANTIVO
Do latim: aquilo que tem substância, isto é, que existe por si mesmo, e não de forma acidental,
no sentido aristotélico dos termos substância e acidente. Não obstante, na atualidade, são classi-
fi cados como substantivos termos que designam qualidades consideradas por Aristóteles como
meros acidentes sem substância, isto é, sem a capacidade de existirem por si mesmos, desvincula-
dos de outro ser/coisa, como, por exemplo, a feiura. Por isso, atualmente se convencionou defi nir
“substantivo” como a palavra que dá nome aos seres, coisas, ideias, e a antiga divisão aristotélica
foi acomodada, embora sem a mesma precisão conceitual, na atual divisão entre substantivos
concretos e abstratos.
• Os substantivos são classifi cados em: simples, composto, primitivo, derivado, comum, próprio,
concreto e abstrato; e podem ser fl exionados em gênero, número e grau.
- Gênero: feminino ou masculino;
- Número: singular ou plural;
- Grau: diminutivo ou aumentativo, ex.:
CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
• Simples: quando temos apenas um radical. Exs.: caneta, chuva.
• Composto: quando é formado por mais de um radical. Exs.: porta-canetas, guarda-chuva.
• Primitivo: quando não se origina de outra palavra. Exs.: ferro, livro.
• Derivado: quando se origina de outra palavra. Exs.: ferreiro, livraria.
PÁG. 12VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
PÁG. 12VÍDEO AULA:
• Comum: quando nomeia diferentes seres de uma mesma “espécie”. Exs.: menina, rio, cidade,
humanidade.
• Próprio: quando dá nome a um ser/coisa/ideia em particular. Exs.: Lúcia, São Paulo.
• Concreto: nomeiam seres que possuem existência própria, ou seja, não dependem de outros
seres para existirem. Os substantivos concretos nomeiam pessoas, lugares, animais, vegetais, mi-
nerais e coisas. Exs.: prédio, país, lagoa.
• Abstrato: nomeia seres cuja existência depende da existência de outro ser. Para que haja o pen-
samento é necessário que alguém pense, portanto pensamento é um substantivo abstrato. Para
que haja a corrida é necessário que alguém corra, portanto a corrida é substantivo abstrato. São
substantivos abstratos:
1. Qualidades: beleza, vício, inteligência, bondade, fé.
2. Ações: corrida, assassinato, encontro, colheita.
3. Estados: vida, sonho, clareza, ilusão.
4. Sentimentos: vergonha, amor, culpa, satisfação.
5. Sensações: fome, calor, aspereza, incômodo.
Observe a classifi cação dos substantivos da seguinte oração:
“Paulo é um menino que guarda o lápis no porta-canetas.”
- Paulo: substantivo simples e próprio;
- menino: substantivo simples e comum;
- lápis: substantivo simples e comum;
- porta-canetas: substantivo composto e comum.
PLURAL DOS SUBSTANTIVOS
A formação do plural depende de circunstâncias variadas.
Substantivos Simples
• Terminados em vogal: acrescenta-se a desinência nominal de número “S”. Exs.: pá = pás; saci =
sacis; chapéu = chapéus; degrau = degraus.
• Terminados em “r”, “s” ou “z”: acrescenta-se “ES”. Exs.: açúcar = açúcares; vez = vezes; mês =
meses.
• Terminados em “ão”:
a) Fazem o plural em “ões”: gavião = gaviões; formão = formões; folião = foliões; questão = ques-
tões
b) Fazem o plural em “ães”: escrivão = escrivães; tabelião = tabeliães;
capitão = capitães; sacristão = sacristães
c) Fazem o plural em “ãos”: artesão = artesãos; cidadão = cidadãos;
cristão = cristãos; pagão = pagãos
LÍNGUA PORTUGUESA01
Há substantivos simples que admitem mais de uma forma para o plural: exs.:
aldeão = aldeões/aldeães/ aldeãos;
ancião = anciões/anciães/ anciãos;
pião = piões/piães/piãos;
vilão = vilões/ vilães/ vilãos;
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
charlatão = charlatões/ charlatães;
cirurgião = cirurgiões/cirurgiães.
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• Terminados em “L”:
a)Terminados em “al”, “El”, “ol” ou “ul”: troca-se o “L” por “IS”:
vogal = vogais; animal = animais; papel = papéis; anel = anéis;
paiol = paióis
b) Terminados em “il”: Se palavras oxítonas: troca-se a terminação
“L” por “S”: cantil = cantis; canil = canis; barril = barris
- se palavras paroxítonas ou proparoxítonas: troca-se a terminação “IL” por “EIS”: fóssil = fósseis
Para memorizar
Projetil (oxítona) = projetis-projétil (paroxítona) = projéteis
Reptil (oxítona) = reptis
Réptil (paroxítona) = répteis
• Terminados em “M”: troca-se o “M” por “NS”: item = itens; nuvem = nuvens; álbum = álbuns
• Terminados em “N”: soma-se “S” ou “ES”: hífen = hífens ou hífenes (em desuso)
• Terminados em “X”: fi cam invariáveis: o tórax = os tórax; a fênix = as fênix
- independente de serem oxítonas ou paroxítonas: os xérox, uns Xerox.
As cores podem aparecer como substantivos ou adjetivos. Exs.:
“O mosaico de azuis, naquele nascer de noite, atenuava qualquer dor.” = substantivo, nomes das
cores.
“O céu azul-clarinho, tão limpo quanto a infância daquela menina.” = adjetivo, característica do
céu.
PLURAL DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS
É preciso observar a morfologia das palavras que formam os substantivos compostos.
• Substantivo + substantivo: Ex.: tenente-coronel = tenentes-coronéis
• Adjetivo + substantivo: Ex.: pequeno-burguês = pequenos-burgueses
• Numeral + substantivo: Ex.: segunda-feira = segundas-feiras
• Substantivo + pronome: Ex.: pai-nosso/padre-nosso = pais-nossos/padres-nossos
• Verbo + verbo: Ex.: o ganha-perde = os ganha-perde
• Verbo + advérbio: Ex.: o bota-fora = os bota-fora
• Verbo + substantivo: Ex.: beija-fl or = beija-fl ores
• Advérbio + adjetivo: Ex.: abaixo-assinado = abaixo-assinados
• Interjeição + substantivo: Ex.: ave-maria = ave-marias
ADJETIVO
É a palavra variável que se relaciona com o substantivo, atribuindo-lhe uma característica.
Ex.: Ela é uma mulher gentil.
Substantivo: mulher; adjetivo: gentil
FLEXÃO DO ADJETIVO
Os adjetivos podem fl exionar-se em gênero, número e grau.
PÁG. 14VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
PÁG. 14VÍDEO AULA:
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• Gênero: Quanto ao gênero, os adjetivos dividem-se em uniformes e biformes.
a) Uniformes: são aqueles que têm uma única forma tanto para o masculino quanto para o femi-
nino.
Exs.: A porta azul. O lençol azul.
b) Biformes: são aqueles que possuem uma forma para o feminino e outra para o masculino.
c) Exs.: A menina cristã. O menino cristão. A cadela preta. O cachorro preto.
• Número: A formação do plural dos adjetivos simples é semelhante com a dos substantivos.
Ex.: feroz = ferozes; igual = iguais
Observação: Quando o adjetivo é composto, geralmente, forma o plural variando apenas o segun-
do elemento. Ex.: mal-educado: meninos mal-educados (no caso, “mal” é advérbio e, logo, invari-
ável).
• Grau: O grau do adjetivo mostra a intensidade das qualidades atribuídas aos substantivos. O
adjetivo pode ser:
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de superioridade, formas sintéticas, herdada do
latim.
São eles: bom-melhor; pequeno-menor; mau-pior; alto-superior; grande-maior; baixo-inferior.
As formas menor e pior são comparativos de superioridade, pois equivalem a “mais pequenos” e
“ mais mau”, respectivamente.
“Bom”, “mau”, “grande” e “pequeno” têm formas sintéticas (melhor, pior, maior e menor), porém,
em comparações feitas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar as formas
analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais pequeno.
Pedro é melhor (do) que Paulo - Comparação de dois elementos. Pedro é mais bem valorizado (do)
que remunerado – comparação de duas qualidades de um mesmo elemento.
a) comparativo: quando a mesma característica é comparada entre dois ou mais seres, ou duas ou
mais características são atribuídas comparadas no mesmo ser.
b) superlativo: quando se expressaqualidades num grau muito elevado ou em grau máximo, mui-
tas vezes, destacando-se determinada característica em relação a, ou sem relação com, um grupo
de elementos.
O Grau Comparativo pode ser:
- de igualdade: Ex.: Ela é tão bonita quanto eu.
- de superioridade analítico: Ex.: Ela é mais bonita do que eu.
- de superioridade sintético: Ex.: Julia é menor que Andressa.
- de inferioridade. Exs.: Sou menos simplista do que simples. Sou menos sábio do que você.
O Grau Superlativo divide-se em Relativo ou Absoluto.
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser é intensifi cada em relação a um con-
junto de seres.
Essa relação pode ser:
- Superioridade: mostra um elemento superior em relação a um grupo.
Ex.: Ela era a mais bonita das cabrochas dessa ala.
- Inferioridade: mostra um elemento inferior em relação a um grupo. Ex.: Ela é a menos feia de
todas.
- Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um ser é intensifi cada, sem relação com
outros seres.
O Superlativo absoluto sintético pode apresentar duas formas: uma erudita, de origem latina,
outra popular, de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo latino
+ um dos sufi xos-íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo: fi delíssimo, facílimo, paupérrimo. Já a forma
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
popular é constituída do radical do adjetivo português + o sufi xo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
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Apresenta-se nas formas:
- Analítica: a intensifi cação se faz com o auxílio de palavras que dão ideia de intensidade (ad-
vérbios), muito, extremamente, excepcionalmente, etc., antepostos ao adjetivo. Ex.: A aluna é
muito inteligente.
- Sintética: a intensifi cação se faz por meio do acréscimo de sufi xos. Exs.: Sofi a é sapientíssima.
Amábile é amabilíssima.
NUMERAL
É a palavra que se refere ao(s) substantivo(s) de modo quantifi cador ou ordenador.
Os numerais classifi cam-se em:
1) Cardinais 2) Ordinais 3) Multiplicativos 4) Fracionários
a) Cardinais: um, dois, três...
Indicam quantidades, contagem ou medida do substantivo, ou quantidades em si mesmas. É o
número básico.
Ex.: Encontrei três notas na enxurrada.
Onde um mais um devem ser mais que dois?
b) Ordinais:
Indicam a ordem em que um substantivo se coloca no interior da série:
primeiro, segundo terceiro...
Exs.: Hoje, você não é a primeira da minha lista, é a única.
c) Multiplicativos: duplo, dobro, triplo, tríplice, quádruplo...
Indicam a multiplicação das quantidades, ou, em quantas vezes a quantidade foi aumentada.
Ex.: É normal que, a princípio, um tenha o dobro do sentimento do outro.
Quando a grafi a se dá por números, 1, 1°, 1/3°, não é classifi cada como numeral, mas, sim, como
algarismo.
d) Fracionários:
Indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão dos substantivos: meio, metade, terço, quarto, dois
sextos...
Ex.: Ao terço, originalmente, se chamou terço por constituir um terço do rosário. Não obstante,
após a inclusão dos Mistérios da Luz, pelo Papa João Paulo II, o terço, embora conserve o nome,
passou a corresponder a um quarto do rosário.
Além das referidas classes, existem outros termos considerados numerais por denotarem quanti-
dades. Exs.: novena, trezena, quarentena, década, dúzia, par, ambos(as).
Flexão dos Numerais
Cardinais:
• São invariáveis.
Exceções:
Variam em gênero: um/uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
diante.
PÁG. 16VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Variam apenas em número: milhão, bilhão, trilhão, etc. apenas variam em número: milhões,
bilhões, trilhões, etc.
Ordinais:
Variam em gênero e número. Ex.: primeiro (a), primeiros (as)
Multiplicativos:
• Em funções substantivas, são invariáveis. Ex.: Fizeram o triplo de pãezinhos de queijo, pois havia
o triplo de pessoas na casa.
• Em funções adjetivas, fl exionam-se em gênero e número. Ex.: Precisou tomar doses duplas de
morfi na.
Fracionários:
• Flexionam-se em gênero e número. Exs.: um terço/dois terços; uma terça parte/duas terças partes
Outras considerações:
Década, dúzia, milheiro, novena, par, entre outros, fl exionam-se somente em número: uma dúzia,
duas dúzias; um milheiro, dois milheiros; uma dezena, duas dezenas, um par, dois pares, etc.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade. Exs.:
Me empresta cenzinho aí. Obra de primeiríssima qualidade! A equipe está em risco de cair para a
segundona. (= segunda divisão de torneio).
LÍNGUA PORTUGUESA01
“Ambos/ambas” signifi ca “um e outro/os dois” – “uma e outra/as duas” e são largamente emprega-
dos com função anafórica, isto é, para retomar pares de seres já mencionados. Ex.: “Terra e Netuno
pertencem ao sistema solar. Ambos possuem coloração azulada quando vistos do espaço.”
Importante: a expressão “ambos os dois” é considerada redundante pela maioria dos gramáticos
consultados, apesar de alguns defenderem sua admissibilidade como atribuidora de ênfase.
Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os
ordinais até décimo e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:
Para se referir a leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em
diante: Ex.: Artigo 1.° Capítulo 20 (vinte), Artigo 1º (primeiro), Inciso 10 (dez), Parágrafo 9.° (nono)
Artigo 21 (vinte e um).
PRONOME
“Pro” é um prefi xo latino que pode signifi car “que na está na direção de”, “que aponta para” ou
“que substitui a”, por exemplo, na Etimologia latina da palavra “provocar” temos “pro” + “vocare”
(chamar), de modo que uma provocação amorosa, por exemplo, substitui um chamado amoroso
explícito ou propriamente dito. Assim, temos que “pronome” pode ser defi nido como 1) termo
que “está na direção” ou acompanha um nome/substantivo, qualifi cando-o, especifi cando-o ou
indeterminando-o 2) termo que se refere a, aponta para ou substitui um nome/substantivo.
Exemplos.:
Seus olhos voadores entre o baile das copas com o vento invisível, sobre o azul e branco sereno.
Eles passaram a visitar as divagações dos meus dias ocos. = Substituição.
PÁG. 17
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
PÁG. 17VÍDEO AULA:
Os olhos que visitavam minhas divagações eram a temporalmente lindos. = Referência.
Esses olhos cuja inocência extraiu pureza dos banhos de dor. = Especifi cação/Qualifi cação/Deter-
minação.
A maioria dos pronomes não possuem signifi cados sozinhos, mas completam-se através das pes-
soas do discurso às quais se referem. Por isso, apresentam formas específi cas para cada pessoa do
discurso.
Veja-se:
1- Minha mulher estava satisfeita quando eu parti dessa vida. - minha/eu: pronomes de 1ª pessoa
= quem fala.
2- Tua vida tornara-se vazia quando tu foras levado. - tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = a quem se
fala.
3- Quando ela fi cou sem você, a chama dela estacionou-se. Ela/dela: pronomes de 3ª pessoa = de
quem se fala.
Os pronomes são palavras variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em número (singular
ou plural). Assim, espera-se que a referência através do pronome seja coerente em termos de gê-
nero e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando este se apresenta
ausente no enunciado.
Observe:
[Fala-se de Roberta]: “Ele quer participar do desfi le da nossa escola neste ano.”
[nossa: pronome que qualifi ca “escola” = concordância adequada]
[neste: pronome que determina “ano” = concordância adequada]
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância inadequada]
Os pronomes classifi cam-se como: pessoais, possessivos, demonstrativos, indefi nidos, relati-
vos e interrogativos.
Pronomes Pessoais
Substituem os substantivos e indicam diretamente as pessoas do discurso.
Eu ou nós = Quem fala ou escreve.
Tu, vós, você ou vocês = Com quem se fala.
Ele, ela, eles ou elas =De quem se fala.
Os pronomes pessoais podem ser do caso reto ou do caso oblíquo.
Pronome Pessoal Reto
É aquele que, na sentença, exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito. Ex.: Eu lhe ofertei
fl ores, mas você as desprezara.
Flexionam-se em número, gênero (apenas na 3ª pessoa) e, principalmente, em pessoa: 1ª pessoa
do singular: eu; 2ª pessoa do singular: tu; 3ª pessoa do singular: ele/ela; 1ª pessoa do plural: nós;
2ª pessoa do plural: vós; 3ª pessoa do plural: eles/elas.
É comum a omissão do pronome reto, visto que as próprias formas verbais trazem desinências
(terminações) que indicam os pronomes correspondentes. Ex.: Apaixonei por causa do modo
como fui tratada. (Eu).
LÍNGUA PORTUGUESA01
O uso desses pronomes como complementos verbais é considerado inadequado na língua-pa-
drão. No lugar de “Trombei ele na rua”, “beijei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”, na língua
formal o correto é usar os pronomes oblíquos correspondentes:” Trombei-o na rua”, “beijei-a na
praça”, “Trouxeram-me até aqui”.
PÁG. 18VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Pronome Pessoal Oblíquo
Exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou indireto) ou complemento nominal.
Ex.: “Ofertaram-me rosas.” = a preposição “a” está oblíqua, oculta, subentendida. “Ofertar” = verbo
transitivo indireto. “Quem oferta, oferta alguma coisa a/para alguém. “Ofertaram rosas a mim.”
De acordo com a acentuação tônica, os pronomes oblíquos podem ser átonos ou tônicos.
Pronome Pessoal Oblíquo Átono
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são precedidos de preposição, e possuem
acentuação tônica fraca. Ex.: Ele me deu um presente.
1ª pessoa do singular (eu): me; 2ª pessoa do singular (tu): te; 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a,
lhe; 1ª pessoa do plural (nós): nos; 2ª pessoa do plural (vós): vos; 3ª pessoa do plural (eles, elas): os,
as, lhes.
LÍNGUA PORTUGUESA01
Na norma padrão, usa-se o pronome pessoal oblíquo da terceira pessoa, “lhe” ou “o/a”, quando o
interlocutor for tratado por “você”, e o pronome pessoal oblíquo da segunda pessoas, “te”, se ele
for tratado por tu.
Exemplos: “Eu te amo, és linda”. Ou: “Eu a amo, você é linda”. Outro: “Eu te peço, não me abando-
nes”. Ou “Eu lhe peço, não me abandone”. Para decidir entre “o/a” e “lhe”, o que se leva em conta é
se o verbo é transitivo direto, caso em que se adota a primeira opção, ou indireto.
“Lhe” é pronome de objeto indireto.
“As famílias dessas pessoas não têm o direito de ver punidos os brutais assassinos que lhes priva-
ram de entes queridos?”
Não são poucos os que hesitam no momento de escolher entre o “lhe” e as formas “o” e “a”, todos
pronomes pessoais do caso oblíquo átonos. É bom lembrar que todas essas formas pertencem à
terceira pessoa do discurso e se empregam, bem como seus plurais, na posição de complementos
verbais. Em outras palavras, embora seja muito comum na oralidade, uma frase como “Encontrei
ela na rua”, a norma culta ainda a condena, porque o pronome do caso reto (“ela”) deve ocupar
apenas a posição de sujeito, não a de objeto, como faz nessa construção. A questão será, então,
escolher o pronome oblíquo adequado.
Ora, “encontrar” é um verbo transitivo direto (encontrar algo ou alguém), portanto os pronomes
que o completam são “o”, “a”, “os” e “as”.
No lugar de “encontrei ela”, “encontrei-a”. Os pronomes “lhe” e “lhes” substituem o objeto indireto
dos verbos que regem complemento encabeçado pela preposição “a”.
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se apresenta na forma contraída, ou seja, houve a
união entre o pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar diretamente uma
preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na oração.
Assim “obedeceu ao regulamento” equivale a “obedeceu-lhe”, por exemplo. Os verbos que admi-
tem dois objetos normalmente se constroem com um só pronome átono (“entregou o documento
a ele” equivale a “entregou-lhe o documento” ou a “entregou-o a ele”). Existe a possibilidade de
fazer a substituição simultânea dos dois objetos por pronomes átonos, o que, entretanto, gera
formas hoje inusuais (“entregou-lho”, em que “lho” é a contração do pronome “lhe” com o pronome
“o”).
O fato é que, na prática, o pronome “lhe”, cada vez mais, vem universalizando-se tanto na posição
de objeto indireto (que lhe é própria) como na de objeto direto, quando este é representado por
uma pessoa. A norma culta, porém, ainda não acolhe esse uso. Cumpre, então, distinguir os verbos
transitivos diretos dos transitivos indiretos, o que nem sempre é tão fácil. O que pode ajudar é
apassivar o verbo - se isso for possível, estaremos diante de um transitivo direto: uma pessoa é pri-
vada de algo, outra pessoa é benefi ciada por outrem, há quem seja favorecido por algo etc. Nes-
PÁG. 19
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
ses casos, estamos diante de transitivos diretos, que não admitem o “lhe”. Assim: privou-o, benefi -
ciou-o, favoreceu-o etc.
Abaixo, o fragmento corrigido: As famílias dessas pessoas não têm o direito de ver punidos os
brutais assassinos que as privaram de entes queridos?
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos diretos como objetos indiretos.
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como objetos diretos.
LÍNGUA PORTUGUESA01
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se com os pronomes o, os, a, as, origi-
nando formas como mo, mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-los, no-la, vo-lo, vo-los,
vo-la, vo-las.
Exs.: exemplos que seguem:
1) Entregaste o pacote?
2) Não relataram a novidade a vocês?
3) Sim, entreguei–to ainda há pouco.
4) Não, não no-la contaram.
Com exceção do texto bíblico, no português do Brasil, essas combinações não costumam ser usa-
das; até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.
Os pronomes o, os, a, as modifi cam-se em algumas terminações verbais. Quando o verbo termina
em “z”, “s” ou “r”, o pronome fi ca: lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação verbal é
suprimida. Exs.: fi z + o = fi -lo; fazeis + o = fazei-lo; comer + a = comê-la.
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume as formas no, nos, na, nas. Exs.: viram
+ o: viram-no; repõe + os = repõe-nos; retém + a: retém-na; tem + as = tem-nas.
Pronome Pessoal Oblíquo Tônico:
São sempre precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de e com, por isso,
compõem objetos indiretos. Têm acentuação tônica forte:
1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo; 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo; 3ª pessoa do
singular (ele, ela): ele, ela; 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco; 2ª pessoa do plural (vós): vós,
convosco; 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas.
As únicas formas próprias do pronome tônico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti).
As demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
ATENÇÃO: Na língua formal, depois de preposições, usam-se pronomes pessoais do caso oblíquo,
e não caso reto. Exs.:
Não havia mais nada entre ti e mim.
Que linda esta Pitaya que você trouxe para mim.
2) Porém, os pronomes pessoais do caso oblíquo funcionam como agentes da passiva. Pronomes
que funcionam como sujeitos agentes são sempre do caso reto.
DICAS: Quando aparecem imediatamente antes de verbos, os pronomes geralmente serão do
caso reto.
Exs.: Não havia mais nada para você e eu fazemos ali.
Que linda esta Pitaya que você trouxe para eu comer. A faca escorregou sobre ela sem eu precisar
me esforçar.
“Mim não faz nada. Em ti eu faço tudo.”
Obs.: Note-se que, embora anteposto a um verbo (esforçar), empregou-se um pronome oblíquo
átono (me), na dica do quadro acima. Não obstante, esse emprego está correto, pois, no caso, o
sujeito agente (quem se esforça) é “eu”.
A combinação da preposição “com” e alguns pronomes originou as formas especiais comigo, con-
tigo, consigo, conosco e convosco. Tais pronomesoblíquos tônicos frequentemente exercem a
PÁG. 20VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
função de adjunto adverbial de companhia. Ex.: Ele carregava o documento consigo.
Importante: as formas “conosco” e “convosco” devem ser substituídas por “com nós” e “com
vós” quando os pronomes pessoais forem reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios,
todos, ambos ou algum numeral. Exs.:
Você viajará com nós todos. Estávamos com vós outros quando chegaram as fl echas. Ele disse
que iria com nós três.
Pronome Pessoal Oblíquo Refl exivo
Funcionam como objetos direto ou indireto, mas se referem ao sujeito da oração, indicando que o
sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo verbo (Voz Refl exiva):
1ª pessoa do singular (eu): me, mim. Exs.: Eu não me vanglorio disso. Olhei para mim no espelho
e não gostei do que vi.
2ª pessoa do singular (tu): te, ti. Exs.: Assim tu te prejudicas. Conhece a ti mesmo.
3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. Exs.: Guilherme já se preparou. Ela deu a si um
presente. Antônio conversou consigo mesmo.
1ª pessoa do plural (nós): nos. Ex.: Lavamo-nos no rio.
2ª pessoa do plural (vós): vos. Ex.: Vós vos benefi ciastes com a esta conquista.
3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo. Exs.: Eles se conheceram. Elas deram a si um dia
de folga.
A Segunda Pessoa Indireta:
A chamada segunda pessoa indireta se manifesta quando utilizamos pronomes que, apesar de
indicarem nosso interlocutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa. É
o caso dos dos chamados pronomes de tratamento, conforme quadro abreviativo à frente:
Pronomes de Tratamento:
Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. Atualmente, “O se-
nhor” e “a senhora” são empregados no tratamento cerimonioso; e “você” ou “vocês” no tratamen-
to familiar. Você e vocês são largamente empregados no português do Brasil; em algumas regiões,
a forma tu é de uso frequente, em outras, é muito pouco empregada. Já a forma vós tem uso
restrito à linguagem litúrgica, ultra formal ou literária.
Um “abc” de Curiosidades
a) Vossa Excelência ou Sua Excelência?
Os pronomes de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em relação à pessoa com
quem falamos. Ex.: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.
Os pronomes de tratamento que possuem “Sua (s)” são empregados quando se fala a respeito
da pessoa. Ex.: Todos os membros da C.P.I. afi rmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da
República, agiu com propriedade.
LÍNGUA PORTUGUESA01
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos in-
terlocutores. Ao tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endere-
çando à excelência que esse deputado supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
b) 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento se dirijam à 2ª pessoa, toda a concordância
deve ser feita com a 3ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos
empregados em relação a eles devem fi car na 3ª pessoa. Ex.: Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte
das suas promessas, para que seus eleitores lhe fi quem reconhecidos.
c) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos, por exemplo, uma dissertação de concur-
so, nos dirigimos a alguém, e não é permitido mudar, ao longo do texto, a pessoa do tratamento
escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos a escrever na terceira pessoa do sin-
gular (Ele), acompanhada do pronome “se”, com função indeterminadora do sujeito (Precisa-se,
costuma-se, etc.), não poderemos passar a usar a primeira pessoa do singular (nós): “Precisamos”,
“costumamos”, etc.
Exemplos de coloquiais frequentes que são considerados errados na norma padrão da Lín-
gua Portuguesa:
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus braços. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus braços. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus braços. (correto)
Pronomes Possessivos
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de pos-
se de algo (coisa possuída).
Por exemplo: Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
Observe o quadro:
LÍNGUA PORTUGUESA01
Note que:
A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a que se refere; o gênero e o número con-
cordam com o objeto possuído.
Por exemplo:
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento difícil.
Observações:
1 - A forma seu não é um possessivo quando resultar da alteração fonética da palavra senhor.
Por exemplo:
- Muito obrigado, seu José.
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. Podem ter outros empregos, como:
a) indicar afetividade.
Por exemplo:
- Não faça isso, minha fi lha.
b) indicar cálculo aproximado.
Por exemplo:
PÁG. 22VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Ele já deve ter seus 40 anos.
c) atribuir valor indefi nido ao substantivo.
Por exemplo:
Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o pronome possessivo fi ca na 3ª pessoa.
Por exemplo:
Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo concorda com o mais próximo.
Por exemplo:
Trouxe-me seus livros e anotações.
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos átonos assumem valor de possessivo.
Por exemplo:
Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
Pronomes Demonstrativos
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a posição de uma certa palavra em re-
lação a outras ou ao contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, tempo ou discurso.
No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro está perto da pessoa que fala.
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o carro está perto da pessoa com quem falo,
ou afastado da pessoa que fala.
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro está afastado da pessoa que fala e
daquela com quem falo.
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto por meio de correspondência, que é
uma modalidade escrita de fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los pode
causar ambiguidade.
Exemplos:
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar informações sobre o concurso vestibular.
(trata-se da universidade destinatária).
Reafi rmamos a disposição desta universidade em participar no próximo Encontro de Jovens. (tra-
ta-se da universidade que envia a mensagem).
No tempo:
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este refere-se ao ano presente.
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse refere-se a um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se referindo a um passado distante.
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou invariáveis, observe:
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
o (s), a (s): quando estiverem antecedendo o que e puderem ser substituídos por aquele(s), aque-
la(s), aquilo.
Por exemplo:
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que te indiquei.)
mesmo (s), mesma (s):
Por exemplo:
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 23
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
próprio (s), própria (s):
Por exemplo: Os próprios alunos resolveram o problema.
semelhante (s):
Por exemplo: Não compre semelhante livro.
tal, tais:
Por exemplo: Tal era a solução para o problema.
Note que:
a) Não raro os demonstrativos aparecem na frase, emconstruções redundantes, com fi nalidade
expressiva, para salientar algum termo anterior. Por exemplo:
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. Desfrutar das belezas brasileiras,
isso é que é sorte!
b) O pronome demonstrativo neutro o pode representar um termo ou o conteúdo de uma oração
inteira, caso em que aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
Por exemplo:
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c) Para evitar a repetição de um verbo anteriormente expresso, é comum empregar-se, em tais
casos, o verbo fazer, chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de).
Por exemplo: Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fi zesse.
Diz-se corretamente:
Não sei que fazer. Ou: Não sei o que fazer.
Mas:
Tenho muito que fazer. (E não: Tenho muito o que fazer.)
d) Em frases como a seguinte, este refere-se à pessoa mencionada em último lugar, aquele à men-
cionada em primeiro lugar.
Por exemplo:
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos: aquele casado, solteiro este. [ou então:
este solteiro, aquele casado.]
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
Por exemplo:
A menina foi a tal que ameaçou o professor?
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com pronome demonstrativo: àquele,
àquela, deste, desta, disso, nisso, no, etc.
Por exemplo:
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
Pronomes Indefi nidos
São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou
expressando quantidade indeterminada.
Por exemplo: Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-plantadas.
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa de quem se fala (uma terceira pessoa, por-
tanto) de forma imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano que seguramente
existe, mas cuja identidade é desconhecida ou não se quer revelar.
Classifi cam-se em:
Pronomes Indefi nidos Substantivos: assumem o lugar do ser ou da quantidade aproximada de
seres na frase.
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 24VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo.
Por exemplo:
Algo o incomoda?
Quem avisa amigo é.
Pronomes Inde� nidos Adjetivos
qualifi cam um ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade aproximada.
São eles: cada, certo(s), certa(s).
Por exemplo:
Cada povo tem seus costumes.
Certas pessoas exercem várias profi ssões.
Note que:
Ora são pronomes indefi nidos substantivos, ora pronomes indefi nidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), demais, mais, menos, muito(s),
muita(s), nenhum, nenhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), tanta(s), todo(s), toda(s), um,
uns, uma(s), vários, várias.
Por exemplo:
Poucos vieram para o passeio.
Poucos alunos vieram para o passeio.
Os pronomes indefi nidos podem ser divididos em variáveis e invariáveis. Observe o quadro:
LÍNGUA PORTUGUESA01
São locuções pronominais indefi nidas:
Cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for, seja
qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou ou-
tra, etc.
Por exemplo:
Cada um escolheu o vinho desejado.
Indefi nidos Sistemáticos
Ao observar atentamente os pronomes indefi nidos, percebemos que existem alguns grupos que
criam oposição de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido afi rmativo, e ne-
nhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade afi rma-
tiva, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém, que se referem a
pessoa, e algo/nada, que se referem a coisa; certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
Essas oposições de sentido são muito importantes na construção de frases e textos coerentes,
pois delas muitas vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos expostos. Observe
nas frases seguintes a força que os pronomes indefi nidos destacados imprimem às afi rmações de
que fazem parte: Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado prático. Certas pessoas
conseguem perceber sutilezas: não são pessoas quaisquer.
PÁG. 25
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Pronomes Relativos
São pronomes relativos aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os
quais se relacionam. Introduzem as orações subordinadas adjetivas.
Por exemplo: O racismo é um sistema que afi rma a superioridade de um grupo racial sobre outros.
(que afi rma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada adjetiva).
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema “e introduz uma oração subordinada. Diz-se
que a palavra “sistema” é antecedente do pronome relativo “que”.
Os pronomes relativos “que” e “qual” podem ser antecedidos pelos pronomes demonstrativos “o”,
“a”, “os”, “as” (quando esses equivalerem a “isto”, “isso”, “aquele(s)”, “aquela(s)”, “aquilo”.).
Por exemplo: Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso.
Por exemplo: Quem casa, quer casa.
LÍNGUA PORTUGUESA01
Observe o quadro abaixo:
Note que:
a) O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo univer-
sal. Pode ser substituído por “o qual”, “a qual”, “os quais”, “as quais” quando seu antecedente for
um substantivo.
Por exemplo:
O trabalho que eu fi z refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fi z referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos: por isso, são utili-
zados didaticamente para verifi car se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter várias
classifi cações) são pronomes relativos. Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por
motivo de clareza ou depois de determinadas preposições:
Por exemplo:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. (O uso de
“que” neste caso geraria ambiguidade.)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois
de “sobre”.)
c) O relativo “que” às vezes equivale a “o que”, “coisa que” e se refere a uma oração.
Por exemplo:
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural.
Obs.: os pronomes relativos podem vir precedidos de preposição de acordo com a regência ver-
bal dos verbos da oração.
Por exemplo:
Havia condições com que não concordávamos. (concordar com)
Havia condições de que desconfi ávamos. (desconfi ar de)
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, mas com o consequente. Equivale a
PÁG. 26VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
“do qual”, “da qual”, “dos quais”, “das quais”.
Por exemplo:
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
(antecedente) (consequente)
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente um pronome indefi nido: tanto (ou
variações) e tudo:
Por exemplo:
Emprestei tantos quantos foram necessários.
(antecedente)
Ele fez tudo quanto havia falado.
(antecedente)
f) O pronome “quem” refere-se a pessoas e vem sempre precedido de preposição.
Por exemplo:
É um professor a quem muito devemos.
(preposição)
g) “Onde”, como pronome relativo, sempre possui antecedente e só pode ser utilizado na indica-
ção de lugar.
Por exemplo:
A casa onde morava foi assaltada.
h) Na indicação de tempo, deve-se empregar “quando” ou “em que”.
Por exemplo:
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no exterior.
i) Podem ser utilizadas como pronomesrelativos as palavras:
- Como (= pelo qual)
Por exemplo:
Não me parece correto o modo como você agiu semana passada.
- Quando (= em que)
Por exemplo:
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
j) Os pronomes relativos permitem reunir duas orações numa só frase.
Por exemplo:
O futebol é um esporte.
O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
k) Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode ocorrer a elipse do relativo “que”.
Por exemplo:
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, (que) fumava.
Importância nada relativa
Os pronomes relativos são peças fundamentais à boa articulação de frases e textos: sua capacida-
de de atuar como pronomes e conectivos favorece a síntese e evita a repetição de termos.
Pronomes Interrogativos
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou indiretas. Assim como os pronomes
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 27
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
PÁG. 27VÍDEO AULA:
indefi nidos, referem-se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes interrogativos:
que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).
Por exemplo:
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas preferes.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos passageiros desembarcaram.
Pronomes Substantivos e Pronomes Adjetivos
Pronomes Substantivos são aqueles que substituem um substantivo ao qual se referem.
Por exemplo:
Nem tudo está perdido. (Nem todos os bens estão perdidos.)
Aquilo me deixou alegre.
Obs.: ao assumir para si as características do nome que substitui, o pronome seguirá todas
as demais concordâncias (gênero - número - pessoa do discurso - marca de sujeito inanima-
do - marca de situação no espaço).
Pronomes Adjetivos são aqueles que acompanham o substantivo com o qual se relacionam,
juntando-lhe uma característica.
Por exemplo:
Este moço é meu irmão.
Alguma coisa me deixou alegre.
Observação: a classifi cação dos pronomes em substantivos ou adjetivos não exclui sua clas-
sifi cação específi ca.
Por exemplo:
Muita gente não me entende. (muita = pronome adjetivo indefi nido).
Trouxe o meu ingresso e o teu. (meu = pronome adjetivo possessivo / teu = pronome substantivo
possessivo).
LÍNGUA PORTUGUESA01
VERBO
É a palavra variável que indica uma ação, um estado ou fenômeno da natureza.
Ex.: Pedro corre bastante.
Ex.:
1) Pedro está feliz
2) O dia amanheceu
3) Eu fui à feira da Rua Quinze
Você sabe qual o item do Edital que mais elimina candidatos?
O tempo.
Há quem termine e pare de examinar a prova cedo demais.
Há quem acabe “chutando” questões às quais não sobrou tempo sequer para uma leitura atenta.
Sugere-se a seguinte destinação aproximada do tempo:
2min48s, em média, para casa questão. Total = 2h20min.
1h para compor o rascunho (passar a limpo).
20min para preenchimento do gabarito, cabeçalhos, eventuais idas ao toaletes e/ou consumo de
água e/ou alimentos.
Total: 4h.
Inicialmente não perca muito tempo com questões complicadas a você.
Sinalize diferenciadamente a alternativa que você pretende assinalar, mas para qual houve dúvida.
Preencha o gabarito ao término da prova (às vezes uma questão posterior auxilia a resolução de
uma anterior).
Se sobrar tempo, retorne às questões geradoras de dúvidas.
Há quem prefi ra iniciar a prova pela redação, e há quem leia primeiro os textos temáticos e crê que
PÁG. 28VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
PÁG. 28VÍDEO AULA:
o inconsciente trabalhará na organização das ideias enquanto se resolve a parte objetiva, dei-
xando a redação por último. O mais importante, em ambos os casos, é fazê-la sem a capacidade
de concentração estar desgastada, devido ao peso dessa parte da prova de conhecimentos (50
pontos).
LÍNGUA PORTUGUESA01
Modos do Verbo: Indicativo, substantivo e imperativo.
Tempos do Verbo: Presente, pretérito e futuro.
Formas nominais: Infi nitivo, gerúndio e particípio.
MODOS VERBAIS
Os modos verbais são: indicativo, subjuntivo e imperativo.
a) INDICATIVO: indica uma certeza. Ex.: Pedro trabalha na loja.
b) SUBJUNTIVO: indica uma possibilidade, ou seja, incerteza ou um desejo. Ex.: Se Pedro traba-
lhasse de forma correta, não teria sido demitido .
c) IMPERATIVO: indica uma ordem ou pedido. Ex.: Trabalhe bastante Pedro.
TEMPO VERBAL
Os tempos verbais são: presente, passado/pretérito e futuro.
a) Presente: indica uma ação atual. Ex.: Pedro trabalha na loja.
b) Passado ou pretérito: indica uma ação que já ocorreu. Ex.: Pedro trabalhava na loja.
c) Futuro: indica uma ação que ocorrerá/poderá ocorrer. Ex.: Pedro trabalhará na loja./Pedro tra-
balhará na loja, hoje?
FORMAS NOMINAIS DO VERBO
a) Infi nitivo. Exs.: amar, vender, sorrir.
b) Gerúndio. Exs.: amando, vendendo, sorrindo.
c) Particípio. Exs.: trabalhado, vendido, sorrido.
https://m.youtube.com/watch?v=Bw8hzEbqqy8&list=RDBw8hzEbqqy8#
MODO VERBAL INDICATIVO:
a) No tempo presente - Ex.: Pedro trabalha na loja.
b) No pretérito imperfeito - Ex.: Pedro trabalhava na loja quando foi surpreendido.
c) No pretérito perfeito (simples) - Ex.: Pedro trabalhou na loja ontem à noite.
d) No pretérito perfeito (composto) - Ex.: Pedro tem trabalhado na loja.
e) No pretérito mais-que-perfeito - Ex.: Pedro trabalhara na loja o ano passado.
f ) No futuro do presente (simples) - Ex.: Pedro trabalhará na loja.
g) No futuro do presente (composto) - Ex.: antes de Maria chegar, Pedro já terá terminado o tra-
balho.
h)No futuro do pretérito (simples) - Ex.: se Maria e Pedro tivessem dinheiro, viajariam nas férias.
i) No futuro do pretérito (composto) - Ex.: se Maria e Pedro tivessem ganho esse salário, teriam
viajado nas férias.
Você conhece o site: conjuga-me.net/?
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
MODO VERBAL SUBJUNTIVO:
a) Presente - Ex.: Eu quero que vocês saiam.
b) Pretérito imperfeito - Ex.: Ele esperava que Pedro trouxesse os cadernos.
c) Pretérito perfeito (composto) - Ex.: Embora Pedro tenha estudado bastante, não passou na pro-
va.
d) Pretérito mais-que-perfeito (composto) - Ex.: Embora a prova já tivesse começado, Pedro e Ma-
ria puderam entrar na sala.
e) Futuro do presente - Ex.: Quando ele trouxer os cadernos, copiará as lições.
f ) Futuro do presente (composto) - Ex.: Quando ele tiver saído da escola, nós o encontraremos.
MODO VERBAL IMPERATIVO:
a) Afi rmativo - Ex.: Faça a lição corretamente. b) Negativo - Ex.: Não desacate a autoridade.
LÍNGUA PORTUGUESA01
A palavra radical, do latim, signifi ca “aquilo que tem raiz”, e refere-se, aqui, à parte do verbo nor-
malmente se repete em todos os modos tempos. Ex.: “Cant”.
Isso é relevante, na Etimologia, p. ex., para conhecimento dos prefi xos e sufi xos.
CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS:
Regular, irregular, anômalo, defectivo, abundante e auxiliar
a) Regular é aquele que ao ser conjugado não sofre alterações no radical.
Ex.: Cantar: canto, cantas, canta, cantamos, cantais e cantam.
b) Irregular é aquele que ao ser conjugado sofre alterações no radical.
Ex.: Dar: dou – dás – dá – damos – dais e dão.
c) “Anômalo” quer dizer quer dizer diferente, sem regra, irregular. “a”, prefi xo grego corresponden-
te ao “des” latino, isto é, “sem”, “destituído” + nomus = regra/nome.
Desse modo, os verbos anômalos possuem vários radicais originários.
Ex.: Ser: sou, és, é, somos, sois e são (presente do indicativo); fui, foste, foi ... (pretérito perfeito);
era, eras, era ... (pretérito imperfeito).
Todos os exemplos fornecidos aqui não têm conjunção na primeira pessoa do presente do indica-
tivo. Também em nenhuma pessoa do presente do subjuntivo.
d) Defectivo é aquele que ao ser conjugado não apresenta todos os tempos, modos ou pessoas.
Ex.: Colorir: Eu _______; Tu ______; Ele(a) _______; Nós colorimos; Vós coloris; Eles (as) _______.
(Presente do Indicativo).
e) Verbos Abundantes são aqueles que têm duas oumais formas equivalentes, ainda que uma de-
las, aos poucos, caia em desuso, como é o caso do verbo haver em suas formas havemos/hemos,
em que a segunda é pouco utilizada:
Eu hei, tu hás, ele (a) há, nós havemos/hemos, vós haveis/heis e eles (as) hão. Na Língua Portu-
guesa, a maioria dos casos de abundância se dão no particípio.
Exs.: salvar: salvo e salvado. Morrer: morto e morrido.
f ) São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo
principal, quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infi ni-
tivo, gerúndio ou particípio. Exs.: ser, estar, ter e haver.
PÁG. 30VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
• João está lendo o livro.
• João vai ler o livro.
• João tinha lido o livro.
Podem aparecer ligados ou não por preposição: Pedro esteve a ler o livro/Pedro esteve lendo o
livro.
LÍNGUA PORTUGUESA01
Abolir, falir, doer, reaver, abolir, banir, brandir, carpir, colorir, delir, explodir, ruir, exaurir, demolir,
puir, delinquir, fulgir (resplandecer), aturdir, extorquir, retorquir, ungir, entre outros.
Note-se o predomínio de verbos da terceira conjugação, terminados em “ir”.
VOZES DO VERBO
Quando falamos de vozes do verbo estamos nos referindo à relação que o sujeito mantém com o
verbo. As vozes do verbo são: ativa, passiva e refl exiva.
a) Voz Ativa: é quando o sujeito pratica a ação expressa pelo verbo. Ex.: Pedro leu o livro A Ilha
Perdida.
Sujeito Agente: Pedro - Ação Verbal: leu
b) Voz passiva: é quando o sujeito recebe a ação expressa pelo verbo. Ex.: O livro A Ilha Perdida foi
lido pelo Pedro.
Sujeito Paciente: O livro A Ilha Perdida - Ação Verbal: foi lido
Agente da Passiva: pelo Pedro
Observação: a voz passiva pode ser analítica e sintética.
• Voz passiva analítica: é quando temos o verbo auxiliar mais o verbo principal no particípio.
Ex.: O livro foi lido pelo Pedro, ou, O livro será lido pelo Pedro.
• Voz passiva sintética: é quando temos o verbo principal seguido do pronome apassivador se.
Ex.: Construiu-se uma nova biblioteca no bairro.
c) Voz Refl exiva: é quando o sujeito pratica e sofre a ação do verbo. Ex.: Pedro se admira com o
resultado das provas.
Sujeito ativo: Pedro. Pronome refl exivo: se. Verbo Intransitivo: admira
1° Identifi que o verbo/locução verbal acompanhado ou não de pronome oblíquo/apassivador/
refl exivo.
2° Identifi que o sujeito fazendo a seguinte pergunta àquele(a) verbo/expressão: “Quem?”
3° Perceba se o sujeito sofre (voz passiva) ou realiza (voz ativa) a ação verbal.
Por exemplo, na frase: “Ele me roubou de mim?”
1° Identifi que o verbo, “roubou”, no caso, precedido do pronome oblíquo “me”.
2° Identifi que o sujeito respondendo à perguntando “Quem” feita para a expressão “me roubou”:
“Quem me roubou?”. Resposta: “Ele” = sujeito.
3° Identifi que se o sujeito (“Ele”) sofre (é roubado) ou realiza (rouba) a ação. Resposta: “Ele me rou-
ba” = voz ativa.
ADVÉRBIO
É a palavra invariável que modifi ca um verbo, um adjetivo ou o próprio advérbio.
Os advérbios se classifi cam em: afi rmação, dúvida, intensidade, lugar, modo, negação e tempo.
PÁG. 31
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Observe os exemplos:
a) Os garotos estudam bastante.
• Verbo: estudam
• Advérbio de intensidade: bastante
Observe que o advérbio está modifi cando um verbo.
b) Os garotos são muito bonitos. Adjetivo: bonitos.
Advérbio de intensidade: muito.
Observe que o advérbio está modifi cando um adjetivo.
c) Os garotos chegaram cedo demais. Advérbio de tempo: cedo.
Advérbio de intensidade: demais.
Observe que o advérbio está modifi cando o próprio advérbio.
d) Os garotos falam baixo. Verbo: falam
Observe de que maneira os garotos falam? Adjetivo: baixo
Observe que baixo é um adjetivo, porém nesta oração tem valor de de um advérbio de modo.
LOCUÇÃO ADVERBIAL
e) Os garotos chegaram à noite. Verbo: chegaram
Lucução adverbial: à noite
Observe que na expressão à noite há duas palavras que exercem a mesma função de um advérbio.
Neste caso temos uma locução adverbial.
GRAU DOS ADVÉRBIOS
• Comparativo
• Superlativo
f ) Os garotos andam mais depressa que(do) o professor.
Observe a expressão: mais depressa que, esta variação chamamos de fl exão do advérbio ou seja
grau dos advérbios, neste caso temos um comparativo de superioridade.
• Comparativo
g) De superioridade: mais cedo, mais baixo que (ou do que)
h) De inferioridade: menos cedo, menos baixo (ou do que)
i) De igualdade: tão cedo quanto, tão baixo quanto ( ou como)
• Superlativo
j) Absoluto sintético. Ex: A moça falava muito baixo.
k) Absoluto analítico. Ex: A moça falava baixíssimo.
CLASSIFICAÇÃO DOS ADVÉRBIOS
• Advérbios de Modo: assim, bem, mal, debalde (inutilmente), depressa, devagar, melhor, pior,
levemente, tristemente, bondosamente, generosamente e outros terminados em mente. Ex: O
professor gosta de quem fala bem.
• Advérbios de Lugar: abaixo, acima, adentro, adiante, afora, aí, além, algures (em algum lugar),
ali, aquém, atrás, cá, dentro, embaixo, externamente, lá, longe, perto. Ex: Observei um pássaro lá
na árvore.
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 32VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
• Advérbios de Tempo: afi nal, agora, amanhã, amiúde (de vez em quando), ontem, breve, cedo,
constantemente, depois, enfi m, entrementes (enquanto isso), hoje, imediatamente, jamais, nun-
ca, outrora, primeiramente, tarde, provisoriamente, sempre, sucessivamente, já. Ex: Amanhã leva-
rei os cadernos.
• Locuções Adverbiais de Tempo: às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em
quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em
dia.
• Advérbios de Negação: não, tampouco (também não). Ex: Ele não sabe como aconteceu o aci-
dente.
• Locuções Adverbiais de Negação: de modo algum, de jeito nenhum, de forma nenhuma.
• Advérbios de Dúvida: acaso, casualmente, porventura, possivelmente, provavelmente, talvez,
quiçá. Ex: Talvez o garoto queira participar do campeonato.
• Locuções Adverbiais de Dúvida: por certo, quem sabe.
• Advérbios de Intensidade: assaz (bastante, sufi cientemente), bastante, demais, mais, menos,
muito, quanto, quão, quase, tanto, pouco.
Ex: As crianças estavam muito agitadas.
• Locuções Adverbiais de Intensidade: em excesso, de todo, de muito, por completo.
• Advérbios de Afi rmação: certamente, certo, decididamente, efetivamente, realmente, deveras
(realmente), decerto, indubitavelmente, etc. Ex: Realmente há muitas pessoas nas ruas.
• Locuções Adverbiais de Afi rmação: sem dúvida, de fato, por certo, com certeza.
• Advérbios Interrogativos: onde (lugar), quando (tempo), como (modo), por que (causa). Exs:
Veja por que não concordo com a notícia. Quando fazes aniversário?
LÍNGUA PORTUGUESA01
PREPOSIÇÃO
Palavra invariável que liga duas outras palavras de forma que a segunda explica ou completa a
primeira.
Ex: Campo de futebol.
As preposições podem ser:
a) Essenciais
b) Acidentais
a) As preposições essenciais: a, ante, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante,
por, sem, sob, sobre, trás.
b) As preposições acidentais.
São palavras que pertencem a outras classes de palavras que funcionam como preposições. Exs.:
conforme, consoante, que, segundo, como, salvo, visto, exceto, senão, etc. Ex: Falei conforme o
combinado.
PÁG. 33
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Locuções prepositivas:
Ocorrem quando usamos duas ou mais Palavras que funcionam como preposições. Ex: Trabalho
perto de sua casa.
Veja algumas locuções prepositivas: abaixo de, acerca de, acima de, além de, ao redor de, apesar
de, dentro de, depois de, diante de, em cima de, por trás de, em face de, junto a, etc.
Observe que as locuções prepositivas sempre terminam com uma preposição.
COMBINAÇÃO E CONTRAÇÃO
Ao estudarmos preposições devemos observar que ocorre a combinaçãoe a contração.
• A combinação ocorre quando a preposição se junta a outras palavras e não perde nenhum fo-
nema.
Ex: ao = preposição a + artigo defi nido o aonde = preposição a + advérbio onde
• A contração ocorre quando a preposição se junta a outras palavras e sofre a perda de um fone-
ma.
Ex: do = preposição de + artigo defi nido o nesta = preposição em + pronome demonstrativo esta
à = preposição a + artigo defi nido a.
LÍNGUA PORTUGUESA01
CONJUNÇÃO
É a palavra ou locução que liga duas orações. Exs: Levantei cedo e fui caminhar no parque. Todos
levantaram quando o rei entrou.
As conjunções são divididas em:
a) coordenativas: Aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
b) subordinativas: Causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecuti-
vas, fi nais, proporcionais, temporais e integrantes.
• Conjunções coordenativas: são aquelas que ligam duas palavras ou orações independentes.
Ex: Levantei cedo e fui caminhar no parque.
a) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de acrescentamento ou adição: e, nem
(= e não), não só..., mas também, não só...como também, bem como, não só...mas ainda. Ex: Estes
alunos brincam e estudam.
b) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de contraste ou compensa-
ção: são: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.
Ex: Corremos muito, mas chegamos atrasados.
Observação: as conjunções “e”, “antes”, “agora”, “quando”. São adversativas quando equivalem a
“mas”.
Exs: Marta fala, e não faz. O bom pai não proíbe, antes orienta.
c) Alternativas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha, indican-
do fatos que se realizam separadamente: são: ou, ou...ou, ora, já...já, quer...quer, seja...seja, talvez...
talvez. Ex: Ou peço agora, ou fi co sem presente de aniversário.
d) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou conse-
quência: logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim. Ex: Paulo estava
bem preparado para a prova, portanto não fi cou nervoso.
PÁG. 34VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
e) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifi ca a ideia nela con-
tida: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. Ex.: Não demore, que o fi lme já vai começar.
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
a) CAUSAIS: iniciam uma oração subordinada indicando causa: porque, pois, porquanto, como,
pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que, etc. Ex: Maria viajara para
Brasília porque estava só.
b) COMPARATIVAS: iniciam uma oração que encerra o segundo membro de uma comparação, de
um confronto: como, mais...que, menos...que, tão...como. Ex: A aluna foi mais esperta que o aluno.
LÍNGUA PORTUGUESA01
Algumas vezes o uso da palavra “COMO” pode confundir, devido às diversas funções sintáticas e
semânticas que ela pode assumir. Vejamos aqui algumas delas:
Verbo “COMER”, conjunto na 1ª pessoa: Em algumas ocasiões, “COMO” é um verbo, e signifi ca
comer, alimentar-se.
Ex.: Eu como frutas e verduras todos os dias.
ADVÉRBIO INTERROGATIVO DE MODO: nesse caso, aparecerá sempre em início de frases inter-
rogativas diretas, e irá se referir ao modo do verbo. Ex.: Como terminaremos o trabalho?
ADVÉRBIO EXCLAMATIVO DE INTENSIDADE: servirá para intensifi car a ação verbal. Ex.: Como
você cresceu!
PREPOSIÇÃO: a preposição COMO tem o signifi cado de: na qualidade de, com caráter de, na posi-
ção de.
Ex.: Como fi lho de Deus, eu tenho o dever de amá-lo.
PALAVRA EXPLICATIVA: quando está introduzindo uma explicação ou exemplifi cação e tem o
sentido de: a saber, assim como, isto é.
Ex.: Algumas pessoas tem dons muito especiais, como o médico, a enfermeira, o bombeiro, etc.
PALAVRA DE REALCE: Quando é utilizado para realçar algum termo da frase, é opcional e pode
ser retirado sem prejudicar a estrutura sintática. Ex.: Sentiu como um pressentimento de que iria
perder o vôo, e decidiu sair com urgência.
CONJUNÇÃO:
a) CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA: serve para introduzir as Orações Subordinadas, e assume al-
guns signifi cados diferentes, dependendo da oração da qual faz parte:
ADVERBIAL TEMPORAL: pode ser substituída por quando ou logo que. Ex.: O artista, como ouviu
aplausos, entrou em cena rapidamente.
ADVERBIAL CAUSAL: assume a mesma função do por que. Ex.: Como foi visto entrando na loja,
o ladrão desistiu do roubo.
ADVERBIAL COMPARATIVA: é a função mais recorrente. Ex.: Ela era branca como o pai, mas os
cabelos eram negros como os da mãe.
ADVERBIAL CONFORMATIVA: tem valor de conforme. Ex.: Como combinamos, a festa encerrará
antes da meia noite.
PÁG. 35
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
b) CONJUNÇÃO COORDENATIVA: serve para introduzir as Orações Coordenadas, e assume o
valor de uma conjunção aditiva:
Ex.: Tanto a fi lha como o pai são torcedores do mesmo time.
c) CONCESSIVAS: iniciam uma oração subordinada em que se admite um fato contrário à ação
principal, mas incapaz de impedi-la: embora, ainda que, mesmo que, posto que, bem que, se bem
que, apesar de que, nem que, que, etc. Ex: João conseguiu um ótimo salário embora não seja in-
teligente.
d) CONDICIONAIS: iniciam uma oração subordinada em que se indica uma hipótese ou uma con-
dição necessária para que seja realizado ou não o fato principal: se, caso, quando, contanto que,
salvo se, sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que, etc. Ex: Iremos ao cinema
amanhã, se fi zer bom tempo.
e) CONFORMATIVAS: iniciam uma oração subordinada em que se exprime a conformidade de
um pensamento com o da oração principal: com, conforme, segundo, consoante, etc. Ex: Todos
fi zeram a lição conforme havíamos previsto.
f ) CONSECUTIVAS: iniciam uma oração na qual se indica a consequência do que foi declarado na
anterior.
São: que (precedido das palavras tal, tanto, tão ou tamanho, presentes ou latentes na oração an-
terior), de forma que, de maneira que, de modo que, de sorte que. Ex: Estávamos tão alegres que
sorriamos.
g) FINAIS: iniciam uma oração subordinada que indica a fi nalidade da oração principal. São: para
que, a fi m de que, que, etc. Ex.: Andava devagar a fi m de que pudesse admirar a paisagem.
h) PROPORCIONAIS: iniciam uma oração subordinada em que se menciona um fato realizado ou
para realizar-se simultaneamente com o da oração principal: à medida que, ao passo que, à pro-
porção que, enquanto, tanto mais... quanto menos, tanto menos...quanto mais, etc. Ex: À medida
que estudamos, adquirimos mais conhecimento.
i) TEMPORAIS: iniciam uma oração subordinada indicadora de circunstância de tempo. São:
quando, antes que, depois que, até que, logo que, sempre que, assim que, desde que, cada vez
que, apenas, senão que, etc. Ex: Os estudantes voltam para casa quando anoitece.
j) INTEGRANTES: Iniciam orações que integram, que completam outra chamada principal. Quan-
do o verbo exprime uma certeza, usa-se que; quando incerteza, se. Ex: Eu sei que ela virá. Não sei
se ela virá.
Cotidianamente, estabelecemos contato com orações nas quais a palavra “se” encontra-se presen-
te, como por exemplo: Expressões que mediante a oralidade se tornam triviais, visto que apenas
são proferidas pelo emissor sem que este se atenha a uma análise minuciosa em relação à sua
empregabilidade. Entretanto, quando estudadas de acordo com a morfologia e a sintaxe, perce-
bemos que exercem distintas funções, levando em consideração o contexto em que se encontram
inseridas. Desta feita, analisaremos cada caso de modo particular para que possamos compreen-
der melhor como essas ocorrências se efetivam e, sobretudo, pelo fato de que elas compõem a
maioria dos conteúdos gramaticais requisitados em vestibulares e concursos. Razão pela qual se
tornam passíveis de total atenção.
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 36VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2ºREVISÃO _____/_____/_____
Quando analisada de acordo com sua classe morfológica, o termo em estudo adquire as se-
guintes classifi cações: Substantivo: Neste caso, aparece antecedido de um determinante (artigo,
pronome etc.) ou especifi ca outro substantivo.
Ex.: Este “se” não está classifi cado corretamente.
No intuito de reconhecer a devida ocorrência, recomenda-se mudar o verbo para a voz passiva
analítica
Conjunção: Quando assim classifi cado, se caracteriza apenas como subordinativas, assumindo
as devidas posições:
LÍNGUA PORTUGUESA01
a) Conjunção subordinativa integrante – Introduz uma oração subordinada substantiva.
Ex: Analisamos se as propostas eram convenientes. = Oração subordinada substantiva objetiva
direta.
b) Conjunção subordinativa causal – relaciona-se a “já que”, “uma vez que”. Se não tinha compe-
tência para o cargo, não poderia ter aceitado a proposta. = Oração subordinada adverbial.
c) Conjunção subordinativa condicional – estabelece um sentido de condição, podendo equiva-
ler-se a “caso não”.
Ex: Se tivéssemos saído mais cedo, poderíamos aproveitar mais o passeio. = Or. subordinada ad-
verbial condicional.
Pronome: Integrando a classe dos pronomes oblíquos, pode também assim ser classifi cado:
a) PRONOME APASSIVADOR – Relaciona-se a verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e
indiretos, estando na voz passiva sintética.
Ex: Fiscalizaram-se várias CNHs. - Fazendo tal permutação, obteríamos: Várias CNHs foram fi scali-
zadas.
Nota importante: De modo a identifi car tal classifi cação, basta substituirmos o “se” por alguém
ou ninguém. Exs: Precisa-se de funcionários qualifi cados. Alguém precisa de funcionários qualifi -
cados.
b) ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO – Relaciona-se a verbos intransitivos, transitivos
indiretos ou de ligação, uma vez conjugados na 3ª pessoa do singular.
c) PARTE INTEGRANTE DO VERBO – integra verbos essencialmente pronominais, ou seja, aque-
les que necessariamente trazem para junto de si o pronome oblíquo, denotando quase sempre
sentimentos e atitudes próprias do sujeito. São eles: queixar-se, arrepender-se, vangloriar-se, sub-
meter-se, dentre outros. Ex: Os garotos queixaram-se do mau atendimento.
d) PRONOME REFLEXIVO – Neste caso, dependendo da predicação a que se relaciona o verbo,
o pronome “se” pode exercer a função de objeto direto, indireto ou sujeito de um infi nitivo, assu-
mindo o sentido de “a si mesmo”. Ex: A garota penteou-se diante do espelho.
e) PRONOME REFLEXIVO RECÍPROCO – Podendo também funcionar como objeto direto ou
indireto, o pronome “se” corresponde a outro. Tal reciprocidade refere-se à ação do próprio sujeito.
Ex: Inacreditavelmente, aqueles amigos parecem respeitar-se.
PÁG. 37
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
f) PARTÍCULA DE REALCE OU EXPLETIVA – Assim como retrata a própria nomenclatura (realce),
tal classifi cação permite que o pronome seja retirado da oração sem para que isso haja alteração
de sentido. Neste caso, liga-se a verbos intransitivos, indicando uma ação proferida pelo sujeito.
Ex: Toda plateia riu-se diante das travessuras do palhaço trapalhão.
Notamos que o discurso seria perfeitamente compreensível caso retirássemos o “se”.
g) CONFORMATIVAS: iniciam uma oração subordinada em que se exprime a conformidade de
um pensamento com o da oração principal: com, conforme, segundo, consoante, etc. Ex: Todos
fi zeram a lição conforme havíamos previsto.
h) CONSECUTIVAS: iniciam uma oração na qual se indica a consequência do que foi declarado na
anterior.
São: que (precedido das palavras tal, tanto, tão ou tamanho, presentes ou latentes na oração an-
terior), de forma que, de maneira que, de modo que, de sorte que. Ex: Estávamos tão alegres que
sorriamos.
i) FINAIS: iniciam uma oração subordinada que indica a fi nalidade da oração principal. São: para
que, a fi m de que, que, etc. Ex.: Andava devagar a fi m de que pudesse admirar a paisagem.
j) PROPORCIONAIS: iniciam uma oração subordinada em que se menciona um fato realizado ou
para realizar-se simultaneamente com o da oração principal: à medida que, ao passo que, à pro-
porção que, enquanto, tanto mais... quanto menos, tanto menos...quanto mais, etc. Ex: À medida
que estudamos, adquirimos mais conhecimento.
k) TEMPORAIS: iniciam uma oração subordinada indicadora de circunstância de tempo. São:
quando, antes que, depois que, até que, logo que, sempre que, assim que, desde que, cada vez
que, apenas, senão que, etc. Ex: Os estudantes voltam para casa quando anoitece.
l) INTEGRANTES: Iniciam orações que integram, que completam outra chamada principal. Quan-
do o verbo exprime uma certeza, usa-se que; quando incerteza, se. Ex: Eu sei que ela virá. Não sei
se ela virá.
Dá-se o nome de conjunção integrante a cada uma das conjunções que iniciam as orações su-
bordinadas com função sintática de sujeito, objeto direto ou indireto, predicativo, complemento
nominal, ou aposto de outra oração (são elas: que, se). Veja alguns exemplos:
1) É preciso que os alunos estudem muito para conseguir a aprovação.
O princípio é o verbo. Há três verbos nesse período: ser, estudar e conseguir.
Analisemos o verbo ser:
Ser sempre é verbo de ligação, a não ser que participe de uma locução verbal, o que não acontece
no período apresentado. Como ser é verbo de ligação, preciso é predicativo do sujeito, uma vez
que todo verbo de ligação liga o sujeito ao seu predicativo, à sua qualidade.
Qual é, porém, o sujeito do verbo ser?
Para descobrir, basta perguntar ao verbo Que é preciso? Resposta: que os alunos estudem muito...
O sujeito do verbo ser é uma oração, visto que há um verbo em seu interior, portanto o sujeito é
denominado de oração subordinada substantiva subjetiva. Esta oração é encabeçada pelo vocá-
bulo que, que é uma conjunção integrante.
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 38VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
2) Nunca se pergunta a um atleta da Irlanda se é católico ou protestante...
O princípio é o verbo. Há dois verbos: perguntar e ser.
Analisemos o verbo perguntar:
Observe que perguntar está acompanhado do pronome “se”.
Perguntar, na frase apresentada, é um verbo transitivo direto e indireto, pois quem pergunta, per-
gunta algo a alguém. Sempre que um verbo transitivo direto (ou transitivo direto e indireto) com
objeto direto estiver acompanhado do pronome se, este será denominado de partícula apassiva-
dora, e o objeto direto se transformará em sujeito.
Qual é, porém, o objeto direto do verbo perguntar?
É a oração se é católico ou protestante: Quem pergunta, pergunta algo; nunca se pergunta o quê?
Resposta: “se é católico ou protestante”. Mais uma vez há uma oração subordinada substantiva
subjetiva. Esta oração é encabeçada pelo vocábulo se, que é uma conjunção integrante.
LÍNGUA PORTUGUESA01
6. CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL
CONCORDÂNCIA VERBAL
O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.
• Concordância verbal com sujeito simples.
Exs:
a) Eles falaram com os pais - 3º pessoa do plural
b) Eu falei com meus pais. - 1º pessoa do singular
c) Você está alegre – 2ª pessoa do singular
• Concordância verbal com sujeito composto
- Quando o verbo precede um sujeito composto, este irá para o plural ou concordará com o ele-
mento (substantivo) mais próximo. Exs:
Já falaram o aluno e a professora. Já falou o aluno e a professora.
- Quando o sujeito for composto por pessoas gramaticais diferentes o verbo vai para o plural, de
acordo com a seguinte hierarquia: a primeira pessoa do plural prevalece sobre a segunda pessoa,
que por sua vez, prevalece sobre a terceira.
Exs: Eu e tu escreveremos uma carta. Eu = 1º pessoa; Tu = 2º pessoa. Prevalece: Nós = 1º pessoa do
plural.
Nós e eles escrevemos uma carta. Nós = 1º pessoa; Eles = 3º pessoa. Prevalece o nós = 1º pessoa
no plural.
Tu e ele escrevereis uma carta. Tu = 2º pessoa; Ele = 3º pessoa. Prevalece o vós = 2º pessoa no
plural.- Quando o sujeito for um substantivo coletivo, o verbo concordará em número e grau. Ex: Um
bando atacou o parque. A gente foi ao parque. Bandos de aves sobrevoaram o parque.
Observe: Se o sujeito coletivo for especifi cado com substantivo no plural o verbo fi cará no singular
ou plural.
Exs: Um bando de andorinhas sobrevoou o parque. /Um bando de andorinhas sobrevoaram o
parque. A multidão de fãs gritou. /A multidão de fãs gritaram.
- Quando o sujeito for tudo, nada ou ninguém o verbo fi cará no singular mesmo que haja vários
elementos do sujeito composto. Ex: Caderno, lápis, borracha, tudo me ajuda ao escrever = tudo
(isso) Português, matemática, geografi a, nada me assusta. = nada (disso)
PÁG. 39
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
- Mas se tivermos o verbo ser este concordará com o predicativo.
Ex: Nas histórias tudo são ilusões.
- Nas indicações de hora e distância, o verbo ser concorda com a expressão numérica. Ex: É uma da
manhã. É um metro de distância. São duas da tarde. São três metros de distância.
- Quando o verbo for impessoal (haver no sentido de existir, fazer no sentido de tempo) virá sem-
pre na terceira pessoa.
Exs: Faz três horas que você ligou. Há várias pessoas na sala.
Não esqueça que o verbo existir nunca é impessoal. Exs: Haverá alunos excelentes no futuro. Exis-
tirão alunos excelentes no futuro.
- Quando o sujeito for constituído pelo pronome relativo que o verbo concordará com o antece-
dente deste pronome.
Exs: Fui eu que andei no parque. Foram elas que andaram no parque.
- Quando o sujeito for constituído pelo pronome relativo que o verbo concordará com o antece-
dente deste pronome.
Exs: Fui eu que andei no parque. Foram elas que andaram no parque.
- Quando o sujeito for constituído pelo pronome relativo quem o verbo poderá concordar com
o pronome ou com seu antecedente. Exs: Fui eu quem falou com o diretor = (3ª pessoa). Fui eu
quem falei com o diretor. (1ª pessoa).
- Concordância na voz passiva sintética (verbo+se) Exs: Discutiu-se a questão na escola. Discuti-
ram-se as questões na escola.
Observação: o verbo apassivado pela partícula se concorda com o sujeito paciente. Ex: Precisa-se
de ajudante.
Observação: o “se” é índice de indeterminação do sujeito.
CONCORDÂNCIA NOMINAL
Chamamos de concordância nominal a adequação entre o gênero e o número de um substantivo
com as fl exões correspondentes de seus modifi cadores.
Em regra geral, o adjetivo e as palavras adjetivas devem concordar em gênero e número com o
nome a que se referem:
mulher bonita – homem bonito
mulheres bonitas – homens bonitos
Contudo, existem os casos especiais de concordância nominal, ou seja, casos particulares aos
quais devemos estar sempre atentos. São eles:
1. Substantivo + Substantivo... + Adjetivo
Quando o adjetivo posposto se refere a dois ou mais substantivos, concorda com o último ou vai
facultativamente:
• para o plural, no masculino, se pelo menos um deles for masculino;
• para o plural, no feminino, se todos eles estiverem no feminino.
Exemplos:
Ternura e amor humano.
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 40VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Ternura e amor humanos.
Carne ou peixe cru.
Peixe ou carne crua.
Carne ou peixe crus.
2. Adjetivo + Substantivo + Substantivo + ...
Quando o adjetivo anteposto se refere a dois ou mais substantivos, concorda com o mais próximo.
Exemplos:
Mau lugar e hora.
Má hora e lugar.
3. Substantivo + Adjetivo + Adjetivo + ...
Quando dois ou mais adjetivos se referem a um substantivo, este vai para o singular ou plural.
Exemplos:
Estudo as línguas inglesa e portuguesa.
Estudo a língua inglesa e (a) portuguesa.
Os poderes temporal e espiritual.
O poder temporal e (o) espiritual.
4. Ordinal + Ordinal + ... + Substantivo
Quando dois ou mais ordinais vêm antes de um substantivo, determinando-o, este concorda com
o mais próximo ou vai para o plural.
Exemplos:
A primeira e segunda lição.
A primeira e segunda lições.
5. Substantivo + Ordinal + Ordinal + ...
Quando dois ou mais ordinais vêm depois de um substantivo, determinando-o, este vai para o
plural.
Exemplo: As cláusulas terceira, quarta e quinta.
6. Um e outro / Nem um nem outro + Substantivo
Quando as expressões “um e outro”, “nem um nem outro” são seguidas de um substantivo, este
permanece no singular.
Exemplos:
Um e outro aspecto.
Nem um nem outro argumento.
De um e outro lado.
7. Um e outro + Substantivo + Adjetivo
Quando um substantivo e um adjetivo vêm depois da expressão “um e outro”, o substantivo vai
para o singular e o adjetivo para o plural.
Exemplos:
Um e outro aspecto obscuros.
Uma e outra causa juntas.
8. “O (a) mais ... possível” - “Os (as) mais ... possíveis” - “O (a) pior ... possível” - “Os (as) piores
...” - “O (a) melhor ... possível” - “Os (as) melhores ... possíveis”
O adjetivo “possível”, nas expressões “o mais ...”, “o pior ...”, “o melhor ...” permanece no singular.
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 41
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Com as expressões “os mais ...”, “os piores ...”, “os melhores ...”, vai para o plural.
Exemplos:
Os dois autores defendem a melhor doutrina possível.
Estas frutas são as mais saborosas possíveis.
Eles foram os mais insolentes possíveis.
Comprei poucos livros, mas são os melhores possíveis.
9. Particípio + Substantivo
O particípio concorda com o substantivo a que se refere.
Exemplos:
Feitas as contas ...
Vistas as condições ...
Restabelecidas as amizades ...
Postas as cartas na mesa ...
Salvas as crianças ...
Observação:
“Salvo”, “posto” e “visto” assumem também papel de conectivos, sendo, por isso, invariáveis:
Salvo honrosas exceções.
Posto ser tarde, irei.
Visto ser longe, não irei.
10. Anexo / bastante / incluso / leso / mesmo / próprio + Substantivo
Essas palavras concordam com o substantivo a que se referem.
Exemplos:
Vão anexas as cópias.
Recebi bastantes fl ores.
Vão inclusos os documentos.
Cometeu um crime de lesa-pátria.
Cometeu um crime de leso-patriotismo.
Ele mesmo falou aquilo.
Ela mesma falou aquilo.
Elas próprias falaram aquilo.
11. Meio (= metade) + Substantivo
O adjetivo “meio” concorda com o substantivo a que se refere.
Exemplos:
Meias medidas.
Meio litro.
Meia garrafa.
12. Meio (= um tanto) + Adjetivo
O advérbio “meio”, que se refere a um adjetivo, permanece invariável.
Exemplos:
Ela parecia meio encabulada.
Janela meio aberta.
Observações:
1. Na fala, observam-se exemplos do advérbio “meio” fl exionado. Tal fato pode ser explicado pelo
fenômeno da “concordância atrativa”, ou por infl uência do adjetivo a que se refere: “Ela está meia
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 42VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
cansada”.
LÍNGUA PORTUGUESA01
Dessa concordância existem exemplos entre os clássicos: “Uns caem meios mortos”. (Camões)
2. Em “meio-dia e meia”, “meia” concorda com a palavra “hora”, oculta na expressão “meio-dia e
meia (hora)”. Essa é a construção recomendada pela maioria dos manuais de cultura idiomática.
A construção “meio-dia e meio” também ocorre na fala; a forma “meio” permanece no masculino,
por atração ou infl uência da forma masculina “meio-dia”.
3. A palavra “meio” funciona como elemento de justaposição em “meias-luas”, “meios-termos”,
“meios-tons”, “meia-idade”, etc.
13. Verbo transobjetivo + predicativo do objeto + objeto + objeto
Verbo transobjetivo + objeto + objeto + predicativo do objeto
Verbo transobjetivo é o verbo que pede, além de um complemento-objeto, uma qualifi cação para
esse complemento (= predicativo do objeto). Nesse caso, o predicativo concorda com o(s) objetos.
14. Casa, página (+ número) + numeral
Na enumeração de casas e páginas, o numeral concorda com a palavra oculta “número”.
Exemplos:
Casa dois.
Página dois.
15. Substantivo + é bom / é preciso / é proibido
Em construções desse tipo, quando o substantivo não está determinado, as expressões “é bom”,“é
preciso”, “é proibido” permanecem no singular.
Exemplos:
Maçã é bom para a saúde.
É preciso cautela.
É proibido entrada.
Observação:
Quando há determinação do sujeito, a concordância efetua-se normalmente:
É proibida a entrada de meninas.
16. Pronome de tratamento (referindo-se a uma pessoa de sexo masculino) + verbo de liga-
ção + adjetivo masculino
Quando um adjetivo modifi ca um pronome de tratamento que se refere a pessoa do sexo mascu-
lino, vai para o masculino.
PÁG. 43
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Exemplos:
Sua Santidade está esperançoso.
Referindo-se ao Governador, disse que Sua Excelência era generoso.
17. Nós / Vós + verbo + adjetivo
Quando um adjetivo modifi ca os pronomes “nós / vós”, empregados no lugar de “eu / tu”, vai para
singular.
Exemplos:
Vós (= tu) estais enganado. | Nós (= eu) fomos acolhido muito bem. | Sejamos (nós = eu) breve.
LÍNGUA PORTUGUESA01
7. REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
É a relação de subordinação que se estabelece entre um verbo ou um nome e seus complementos.
Regentes: são termos que pedem complementos.
Regidos: são termos que complementam o sentido dos primeiros.
A regência pode ser: Verbal ou Nominal.
REGÊNCIA VERBAL
Quando o termo regente é o verbo. Estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos
que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva, pois oferece opor-
tunidade de conhecermos as diversas signifi cações que um verbo pode assumir com a simples
mudança ou retirada de uma preposição. Observe:
A mãe agrada o fi lho. -> agradar signifi ca acariciar.
A mãe agrada ao fi lho. -> agradar signifi ca “causar agrado ou prazer”, satisfazer.
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de “agradar a alguém”.
O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo
da regência verbal (e também nominal). As preposições são capazes de modifi car completamente
o sentido do que está sendo dito.
Vejo os exemplos:
a) Cheguei ao metrô
b) Cheguei no metrô
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo caso, é o meio de transporte por mim
utilizado. A oração “Cheguei no metrô”, popularmente usada a fi m de indicar o lugar a que se vai,
possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem divergências
entre a regência coloquial, cotidiana de alguns verbos, e a regência culta.
Para se estudar a regência verbal, costuma-se agrupar os verbos de acordo com sua transitivida-
de. A transitividade, todavia, não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes
formas em frases distintas.
Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É importante, no entanto, destacar alguns
detalhes relativos aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
a) Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais de lugar. Na língua culta, as preposi-
ções usadas para indicar destino ou direção são: a, para.
Exemplos: Fui ao teatro.
PÁG. 44VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Adjunto Adverbial de Lugar
Ricardo foi para a Espanha.
Adjunto Adverbial de Lugar
Obs.: “Ir para algum lugar” enfatiza a direção, a partida.” Ir a algum lugar” sugere também
o retorno.
Importante: reserva-se o uso de “em” para indicação de tempo ou meio. Veja:
Cheguei a Roma em outubro. Adjunto Adverbial de Tempo
Chegamos no trem das dez. Adjunto Adverbial de Meio
b) Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por em ou a.
Por Exemplo: Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último jogo.
Verbos Transitivos Diretos
Os verbos transitivos diretos são complementados por objetos diretos. Isso signifi ca que não exi-
gem preposição para o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses verbos, deve-
mos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses pronomes
podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no,
na, nos, nas (após formas verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e lhes são, quando
complementos verbais, objetos indiretos.
São verbos transitivos diretos, dentre outros:
abandonar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, adorar, alegrar, ameaçar,
amolar, amparar, auxiliar, castigar, condenar, conhecer, conservar, convidar, defender, eleger, esti-
mar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o verbo amar:
Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a.
Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para indicar posse (caso em que
atuam como adjuntos adnominais).
Exemplos:
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
Verbos Transitivos Indiretos
Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos indiretos. Isso signifi ca que esses
verbos exigem uma preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os pronomes pes-
soais do caso oblíquo de terceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos são lhe, lhes
(ambos para substituir pessoas). Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como complementos
de verbos transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não representam pessoas, usam-se
pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos lhe, lhes.
São verbos transitivos indiretos, dentre outros:
a) Consistir
Tem complemento introduzido pela preposição “em”.
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 45
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Por Exemplo: A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para todos.
b) Obedecer e Desobedecer:
Possuem seus complementos introduzidos pela preposição “a”.
Por Exemplo:
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
Eles desobedeceram às leis do trânsito.
c) Responder
Tem complemento introduzido pela preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar
“a quem” ou “ao que” se responde.
Por Exemplo:
Respondi ao meu patrão.
Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto quando exprime aquilo a que se responde,
admite voz passiva analítica. Veja:
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
d) Simpatizar e Antipatizar
Possuem seus complementos introduzidos pela preposição “com”.
Por Exemplo:
Antipatizo com aquela apresentadora.
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam para uma minoria privilegiada.
Verbos Transitivos Diretos ou Indiretos
Há verbos que admitem duas construções, uma transitiva direta, outra indireta, sem que isso im-
plique modifi cações de sentido. Dentre os principais, temos:
Abdicar: Abdicou as vantagens do cargo. / Abdicou das vantagens do cargo.
Acreditar: Não acreditava a própria força. / Não acreditava na própria força.
Almejar: Almejamos a paz entre as nações. / Almejamos pela paz entre as nações.
Ansiar: Anseia respostas objetivas. / Anseia por respostas objetivas.
Anteceder: Sua partida antecedeu uma série de fatos estranhos. / Sua partida antecedeu a uma
série de fatos estranhos.
Atender: Atendeu os meus pedidos. / Atendeu aos meus pedidos.
Atentar: Atente esta forma de digitar. / Atente nesta forma de digitar. / Atente para esta forma
de digitar.
Cogitar: Cogitávamos uma nova estratégia. / Cogitávamos em uma nova estratégia.
Consentir: Os deputados consentiram a adoção de novas medidas econômicas. / Os deputados
consentiram na adoção de novas medidas econômicas.
Deparar: Deparamos uma bela paisagem em nossa trilha. / Deparamos com uma bela paisagem
em nossa trilha.
Gozar: Gozava boasaúde. / Gozava de boa saúde.
Necessitar:Necessitamos algumas horas para preparar a apresentação./Necessitamos de algumas
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 46VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
horas para preparar a apresentação.
Preceder: Intensas manifestações precederam a mudança de regime./ Intensas manifestações
precederam à mudança de regime.
Presidir: Ninguém presidia o encontro. / Ninguém presidia ao encontro.
Renunciar: Não renuncie o motivo de sua luta. / Não renuncie ao motivo de sua luta.
Satisfazer: Era difícil conseguir satisfazê-la. / Era difícil conseguir satisfazer-lhe.
Versar: Sua palestra versou o estilo dos modernistas. / Sua palestra versou sobre o estilo dos
modernistas.
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados de um objeto direto e um indireto.
Merecem destaque, nesse grupo:
Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a
pessoas.
LÍNGUA PORTUGUESA01
Com os verbos agradecer, perdoar e pagar (à pessoa) deve sempre aparecer como objeto indireto,
mesmo que na frase não haja objeto direto.
Veja os exemplos:
a) A empresa não paga aos funcionários desde setembro.
b) Já perdoei aos que me acusaram.
c) Agradeço aos eleitores que confi aram em mim.
Veja os exemplos:
Agradeço aos ouvintes a audiência.
Objeto Indireto Objeto Direto
Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao pecador.
Objeto Direto Objeto Indireto
Paguei o débito ao cobrador.
Objeto Direto Objeto Indireto
O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com particular cuidado.
Observe:
Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Mais Verbos
Ela aspirou perfume na loja.
(aspirou = cheirou) – Objeto direto Ela aspirou ao cargo de diretor.
(aspirou= desejou, pretendeu) – Objeto indireto
Aspirar
• Quando tem o sentido de sorver, tragar, inspirar, é transitivo direto e exige complemento sem
o uso de preposição.
• Quando tem o sentido de pretender, desejar, almejar, é transitivo indireto e necessita do uso
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
da preposição (A).
Assistir
O verbo em questão pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. Quando tem sentido de ver,
é verbo transitivo indireto
Exemplo: Eu assisti ao jogo. Eles assistiram ao fi lme.
- Quando tem sentido de morar, residir, também é verbo transitivo indireto.
Exemplo: Eu assisto em Fortaleza.
- Quando tem sentido de ajudar, é verbo transitivo direto. Exemplo: O médico assistiu o doente.
Preferir
Esse verbo não admite “que”, “do que”, nem palavras ou expressões enfáticas, como “muito, muito
mais, mil vezes...”
Exemplo: Prefi ro fi car aqui sozinho a sair com pessoas inconvenientes.
LÍNGUA PORTUGUESA01
Nos sentidos de ser transportado, ter decorrido um espaço de tempo, o verbo “Ir” é Intransitivo.
Os documentos que vão em anexo devem ser analisados com atenção
Foram dez anos em vão.
O verbo “Ir” será Transitivo indireto nos sentidos de deslocar-se de um lugar a outro:
Ele vai a São Paulo duas vezes por mês. (não há atenção de permanecer)
Meu dentista foi para o Rio de Janeiro. (há intenção de permanecer)
Eu vou de avião.
Querer
Não exige preposição quando signifi ca “desejar”.
Exige a preposição a quando signifi ca “gostar”, “ter afeto”.
Visar
Não exige preposição quando signifi ca “apontar” ou “pôr o visto” Exige a preposição a quando
signifi ca “ter em vista”, “desejar”.
Na generalidade dos dicionários de referência consultados (Aurélio, Priberam, Houaiss, Infopédia),
o verbo congratular surge apenas como transitivo direto (ex.: «Congratulou-o pelo êxito da mis-
são» – Aurélio), ou como pronominal («Congratulei-me por aquela noite inesquecível» – Houaiss).
Em parte alguma encontro contextualização possível para a sua ocorrência enquanto transitivo
indireto, tal como surge exposto no exemplo sugerido pela prezada consulente. Assim, no enun-
ciado em análise, o verbo deveria ser aplicado com a sua formulação pronominal:
«A Escola Joaquim Domingos e o comerciante congratulam-se com o progresso da cidade», ou,
se o contexto assim o permitir, como transitivo direto: «A Escola Joaquim Domingos e o comer-
ciante congratulam o progresso da cidade.
REGÊNCIA NOMINAL
Regência Nominal é o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou ad-
vérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposi-
ção. No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes apresentam exa-
tamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de um verbo signifi ca,
nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo:
Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela
preposição “a”.
PÁG. 48VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.
Apresentamos a seguir alguns substantivos, adjetivos e advérbios acompanhados da preposição
ou preposições que os regem. Observe-os atentamente e procure, sempre que possível, associar
esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.
Observe:
• Contente (com, em, de, por)
Ex: Ficamos contentes por você.
• Aliada (de)
Ex: Internet é a mais nova aliada de estudantes.
• Capaz (de, para)
Ex: Maria é capaz de tudo.
• Amor a
Ex: Tenha amor a seus cadernos.
cruel com, para, para com fácil de, para suspeito de útil a, para, ânsia de, por confi ança em gosto
por, longe de, perto de, contrariamente a relativamente a favoravelmente a (Obs.: os advérbios
terminados em “mente” tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a).
LÍNGUA PORTUGUESA01
8. COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Quando estudamos colocação pronominal estamos falando da posição dos pronomes átonos.
Os pronomes átonos são:
singular: me, te, se, o, a, lhe
plural: nos, vos, se, os, as, lhes
Os pronomes átonos podem aparecer:
a) Antes do verbo (Próclise).
b) Depois do verbo (Ênclise).
c) No meio do verbo (Mesóclise).
Próclise
Ocorre a próclise quando houver:
a) Antes do verbo palavra negativa ou advérbio. Exs: Não me fale isto. Nunca te esquecerei.
b) Pronomes e conjunções subordinativas. Exs: Aquilo te transforma. O presente que me deu será
inesquecível.
c) O verbo no gerúndio precedido da preposição em. Ex: Em se tratando de jogos, você é o máxi-
mo.
Ênclise
Ocorre a ênclise quando:
a) O verbo está no infi nitivo. Ex: Irei encontrá-lo amanhã.
b) O verbo está no imperativo afi rmativo. Ex: Diga-me as palavras corretas.
c) O verbo está no gerúndio sem preposição. Ex: Trabalhava, observando-me o tempo todo.
Mesóclise
Ocorre a mesóclise quando:
a) O verbo está no futuro do presente do indicativo. Ex: Lembrar-me-ei das suas palavras
b) O verbo está no futuro do pretérito do indicativo. Ex: Lembrar-lhe-ia das palavras, se pudesse.
PÁG. 49
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
9. Crase
Crase é a contração/união da preposição “a” com outro “a”, que pode ser artigo, pronome demons-
trativo ou o “a” inicial dos pronomes “aquele/a” e “aquilo”.
- Quando essa união se dá entre a preposição a e um artigo a, usa-se o acento grave ou acento
indicativo de crase ( ` ).
Observe os exemplos: Irei à festa. Irei a a festa. Vamos à cidade. Vamos a a cidade.
Dirija-se àquele rapaz. Dirija-se a aquele rapaz.
SEMPRE OCORRE CRASE:
a) nas expressões que indicam as horas. Ex.: Cheguei às dez horas na escola.
b) na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda esteja oculta.
Ex.: Vestia-se à baiana – Vestia-se à moda baiana. Deu um drible à Alex [raro caso em que a crase
pode aparecerantes de palavra masculina]. Deu um drible à moda Alex.
c) Nas locuções adverbiais, conjuntivas e prepositivas quando a palavra principal for feminina.
• Locuções adverbiais: à noite, à tardinha, à força, etc. Ex.: Fizeram tudo à noite.
• Locuções conjuntivas: à medida que, à proporção que, etc. Ex.: À medida que a noite chega, a dor
aumenta.
• Locuções prepositivas: à custa de, à frente de, etc. Ex.: Vivia à custa da irmã.
d) Nos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo que vêm após a preposição a.
Ex.: Dirigiu-se àquele rapaz.
e) Antes do pronome demonstrativo a (as). Ex.: Esta bolsa é igual à que comprei.
f ) Antes dos pronomes relativos a qual ou as quais. Ex.: A casa à qual iremos é excelente.
A CRASE É FACULTATIVA
a) Quando há pronomes possessivos no singular. Ex.: Faço referência a/à minha irmã.
b) Com a preposição até. Ex.: Iremos até à/a praça.
c) Quando há nomes próprios femininos de pessoas que permitem o artigo. Ex.: Falamos tudo à/a
Ana.
NÃO SE USA CRASE
a) Quando há palavras masculinas. Ex: Todos chegaram a cavalo.
b) Quando há substantivos femininos no plural, com sentido geral. Ex.: Todos foram a belas praias.
c) Quando há palavras: casa (residência), terra (contrário de bordo). Ex.: Voltamos a casa cedo.
A canoa chegou a terra.
d) Quando há pronomes de tratamento. (Exceção: senhora, senhorita e dona quando acompanha-
do de adjetivo). Ex.: Solicito a Vossa Excelência.
e) Quando há expressões repetitivas. Ex.: A escola foi crescendo dia a dia.
f ) Quando há verbos. Ex.: Os alunos estavam dispostos a trabalhar.
g) Quando há nomes de lugares (países, cidades, etc.) que não admitem o artigo. Ex.: Iremos a
Brasília.
Observação: Iremos à bela Brasília. (quando vier modifi cado por um adjetivo) ou Irei à Bahia/Itália.
(voltei da Bahia/Itália). Irei a Brasília/Campinas. (voltei de Brasília/Campinas).
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 50VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
TÓPICOS DIVERSOS E CORRELATOS
SUJEITO
É o termo da oração a respeito do qual se declara alguma coisa. Classifi cação do sujeito:
• Simples: apresenta apenas um só núcleo. Ex: João está feliz.
• Composto: apresenta dois ou mais núcleos. Ex: A caneta e o lápis estão sobre a mesa.
• Oculto: é quando conseguimos identifi car, mas não está explicitamente representado na oração.
Ex: Estávamos em casa. (nós)
• Indeterminado: o sujeito existe, mas não pode ser identifi cado. Ex: Pegaram a caneta. (alguém)
• Oração sem sujeito: fenômeno da natureza. Ex: Choveu muito ontem.
PREDICADO
É aquilo que se declara do sujeito.
Ex: João está feliz. Classifi cação do predicado:
Verbal: quando o sujeito pratica uma ação.
Ex: João trabalhou muito.
Nominal: quando indica um estado do sujeito.
Ex: João está feliz.
Verbo-nominal: quando indica uma ação e um estado do sujeito.
Ex: João estudou bastante e estava feliz.
ADJUNTO ADNOMINAL E ADVERBIAL
• Adnominal: é toda palavra ou expressão que acompanha o substantivo e o determina e carac-
teriza. Ex: A aluna bonita tem um caderno verde.
• Adverbial: é a função que o advérbio ou a locução adverbial exercem dentro de uma oração. Ex:
Os alunos chegaram ontem. - ontem adjunto adverbial de tempo.
VOCATIVO
É o termo que serve para indicar apelo ou chamado.
Ex: Marta, você fez a lição?
APOSTO
É o termo da oração que tem a função de explicar, esclarecer ou identifi car o nome ou a expressão.
Deve vir entre vírgulas, as quais funcionam como travessões ou parênteses. Para identifi car um
aposto, sugere-se tentar ler a frase sem o trecho entre vírgulas, e constatar se ela não perde o
sentido.
Ex: Araticum, cujo licor é uma delícia, era fruta abundante no escasso cerrado brasileiro.
Textos: dissertativo, narrativo e descritivo
a) Dissertativo:
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto. Ao produzir um texto dissertativo
argumentativo não esqueça das três partes essenciais: Introdução, desenvolvimento e conclusão.
Introdução: após compreender o tema, formule uma pergunta que será o parágrafo introdutório,
a resposta da sua pergunta requer um segundo ou mais parágrafos (desenvolvimento); Para ter-
minar você precisa concluir suas ideias, ou seja, argumentos então volte a sua pergunta (introdu-
ção) e apresente uma proposta sobre o tema.
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 51
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
b) Narrativo:
O principal objetivo do texto narrativo é contar algum fato envolvendo personagens, ações, carac-
terização do espaço onde ocorrem os fatos e um narrador, personagem ou não, desfecho em que
uma solução momentânea é encontrada.
c) Descritivo
Texto descritivo é aquele que permite que o ser descrito seja identifi cado pelo que ele tem em
particular, de característico em relação aos outros seres da mesma espécie. Há textos descritivos-
-narrativos estes apresentam as características dos textos descritivos mas, também há marcas de
textos narrativos, tais como sequência temporal ou a mudança de estado.
LÍNGUA PORTUGUESA01
PÁG. 53
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
PÁG. 54VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
1. Números inteiros: operações e propriedades
Página .................................................................................................................................................................... 55 a 57
2. Números racionais, representação fracionária e decimal: operações e propriedades
Página ............................................................................................................................................................................. 57
3. Mínimo múltiplo comum
Página ..................................................................................................................................................................... 57 a 59
4. Razão e proporção
Página .....................................................................................................................................................................60 a 61
5. Porcentagem
Página ..............................................................................................................................................................................61
6. Regra de três simples
Página .................................................................................................................................................................... 61 a 62
7. Média aritmética simples
Página ..............................................................................................................................................................................62
8. Equação do 1º grau
Página ..............................................................................................................................................................................63
9. Sistema de equações do 1º grau
Página ..............................................................................................................................................................................63
10. Sistema métrico: medidas de tempo, comprimento, superfície e capacidade
Página .................................................................................................................................................................... 63 a 64
11. Relação entre grandezas: tabelas e gráfi cos
Página .................................................................................................................................................................... 64 a 65
12. Noções de geometria: forma, perímetro, área, volume, teorema de Pitágoras
12.1. Forma e perímetro........................................................................................................................................... 65
12.2. Área ..............................................................................................................................................................65 a 67
12.3. Volume ................................................................................................................................................................ 67
12.4 . Teorema de Pitágoras .................................................................................................................................... 68
13. Raciocínio lógico
Página .....................................................................................................................................................................69 a 70
14. Resolução de situações-problema
Página ..............................................................................................................................................................................70
MATEMÁTICA02
PÁG. 55
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
MATEMÁTICA02
NÚMEROS INTEIROS
Os números inteiros são os números reais, positivos e negativos, representados no conjunto da se-
guinte maneira: Z={..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3,...}, na qual os pontos signifi cam a infi nidade dos números
anteriores e posteriores existentes.
Os números inteiros são representados pela letra Z (maiúscula). Os números inteiros negativos são
sempre acompanhados pelo sinal (-), enquanto os números inteiros positivos podem vir ou não
acompanhados de sinal (+). O zero é um número neutro, ou seja, não é um número nem positivo
e nem negativo.
Assim, os números inteiros pertencem ao conjunto dos Números Naturais (representado pela letra
N, ou seja 0, 1, 2, 3, …) junto com os números negativos.
Veja a representação da reta numérica dos inteiros:
1. Números inteiros: operações e propriedades
OPERAÇÕES COM
NÚMEROS INTEIROS
Adição e Subtração
Existe um processo que simplifi ca o cálculo de adições e subtrações com números inteiros. Obser-
ve os exemplos seguintes:
Exemplo 1:
Calcular o valor da seguinte expressão: 10 - 7 - 9 + 15 - 3 + 4
Solução:
Faremos duas somas separadas
• Uma só com os números positivos: 10 + 15 + 4 = +29
• Outra só com os números negativos: (-7) + (-9) + (-3) = -19
Agora calcularemos a diferença entre os dois totais encontrados: +29 - 19 = +10
Exemplo 2:
Calcular o valor da seguinte expressão: -10 + 4 - 7 - 8 + 3 - 2
1º passo: Achar os totais (+) e (-):
(+): +4 + 3 = +7
(-): -10 - 7 - 8 - 2 = -27
2º passo: Calcular a diferença dando a ela o sinal do total que tiver o maior módulo:
-27 + 7 = - 20
Atenção
É preciso dar sempre ao resultado o sinal do número que tiver o maior valor absoluto!
Multiplicação e divisão
Nas multiplicações e divisões de dois números inteiros é preciso observar os sinais dos dois termos
PÁG. 56VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
da operação:
Regra de Sinais
Exemplos:
(+ 2) . (+ 4) = + 8
(- 4) . (- 10) = + 40
(- 20) : (- 2) = + 10
(+ 15) : (+ 3) = + 5
(+ 6) . (– 7) = – 42
(– 12) . (+ 2) = – 24
(+ 100) : (– 2) = – 50
(– 125) : (+ 5) = - 2
MATEMÁTICA02
Atenção
Em relação à multiplicação e à divisão, podemos estabelecer a seguinte regra geral:
1- Se os dois números possuírem o mesmo sinal, o resultado será positivo
2- Se os dois números possuírem sinais diferentes, o resultado será negativo.
PROPRIEDADES
Propriedades da Adição
1) Fechamento: a soma de dois números inteiros é sempre um número inteiro
Exemplo (-4) + (+7) =( +3)
2) Comutativa: a ordem das parcelas não altera a soma.
Exemplo: (+5) + (-3) = (-3) + (+5)
3) Elemento neutro: o número zero é o elemento neutro da adição.
Exemplo: (+8) + 0 = 0 + (+8) = +8
4) Associativa: na adição de três números inteiros, podemos associar os dois primeiros ou os dois
últimos, sem que isso altere o resultado.
Exemplo: [(+8) + (-3) ] + (+4) = (+8) + [(-3) + (+4)]
Propriedades da Multiplicação
1)Comutativa: a ordem dos fatores não altera o produto (resultado). No exemplo abaixo, – 3 e +
5 são os fatores.
(- 3) . (+ 5) = - 15
(+ 5) . (- 3) = - 15
2)Elemento Neutro: Na multiplicação, o elemento neutro é o número 1. Qualquer número mul-
tiplicado por 1 resulta nele mesmo. Nesse caso, um dos fatores sempre será o número + 1. Veja
exemplos:
(+ 8) . (+ 1) = + 8
(- 100) . (+ 1) = - 100
3)Associativa: A associação dos fatores não modifi ca o produto. Os fatores no exemplo a seguir
são: - 3, + 5 e - 2.
(- 3 . + 5) . - 2 = (- 15) . ( - 2) = + 30
- 3 . (+ 5 . - 2) = (- 3) . ( - 10) = + 30
4)Distributiva: Realizamos o produto do termo externo ao parênteses com os termos internos do
parênteses. Observe os exemplos abaixo:
(- 2) . [( (+ 3) + (+ 4)] =
= (- 2) . (+ 3) + (- 2) . (+ 4) =
= (- 6) + (- 8) =
Em + (- 8), devemos realizar o produto de + 1 . (- 8) = - 8
PÁG. 57
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
= – 6 – 8 =
= – 14
[(+ 5) - (– 6)] . (+ 2) =
= (+ 5) . (+ 2) - (- 6) . (+ 2) =
= (+ 10) - (- 12) =
Em - (- 12), devemos realizar o produto de – 1 . (- 12) = + 12
= + 10 + 12 =
= + 22
MATEMÁTICA02
2. NÚMEROS RACIONAIS
Os Números Racionais são os números representados por frações ou números decimais, compos-
tos de números inteiros. Observe que o conjunto dos Números Racionais, representado pela letra
maiúscula Q, é formado pelos conjunto dos Números Naturais N = {0, 1, 2, 3, 4, 5,...} e dos Números
Inteiros Z={..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3,...}.
Fração:
É um número que exprime uma ou mais partes iguais em que foi dividido um inteiro.
Sendo “1”o numerador que representa quantidades de parte de um todo e ”4” o denominador que
representa em quantas partes foi dividida um inteiro.
OPERAÇÕES:
Adição e Subtração
Frações com mesmo numerador – conservamos o denominador e efetuamos a soma ou a subtra-
ção dos numeradores.
Frações com denominadores diferentes – Devemos inicialmente reduzi-las ao menor denomina-
dor comum para, em seguida, efetuar a adição ou a subtração.
Para reduzi-las ao menor denominador em comum temos que achar o MMC.
Como calcular o Mínimo Múltiplo Comum (MMC)
1° Decompor os números em fatores primos ( 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, ...)
2° Multiplicar todos fatores primos; o produto desses fatores será o MMC.
Exemplo:
3. MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM
PÁG. 58VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Vamos calcular o MMC de 3 e 4 - mmc (3,4) = 12
MATEMÁTICA02
Multiplicação
Multiplique na horizontal as frações e se possível simplifi que-as.
Divisão
Inverta a segunda fração e troque o sinal de divisão para multiplicação, faça o produto e simplifi -
que se possível.
REPRESENTAÇÃO
FRACIONÁRIA E DECIMAL
Toda fração decimal pode ser escrita em forma de número decimal.
NÚMEROS DECIMAIS
ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO
DE NÚMEROS DECIMAIS
Posicionar a vírgula embaixo da vírgula e efetuar a adição ou a subtração.
Exemplos:
a) 12,5 + 2,24 = b)100 – 98,76 =
12,50 100,00
+ 2,24 - 98,76
14,74 001,24
MULTIPLICAÇÃO
DE NÚMEROS DECIMAIS
PÁG. 59
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
MATEMÁTICA02
Faça a multiplicação, após, conte o número de casas depois da vírgula (1) +(1) = (2) e ande com a
vírgula por três casas decimais no resultado.
Exemplo:
a) 33,5 x 1,2 =
33,5 (1)
x 1,2 (1)
670
3350
40,20 (2)
Para multiplicar um número decimal por 10, 100, 1000, basta deslocar a vírgula para a direita tan-
tas casas decimais quantos forem os zeros.
Exemplos:
a) 0,8 x 10 = 8 b)0,524 x 100 = 52,4
DIVISÃO
DE NÚMEROS DECIMAIS
1° Igualar as casas decimais do dividendo e do divisor;
2° Efetuar a divisão dos números naturais obtidos, desprezando as vírgulas.
Exemplo:
a) 6: 0,012 = 500
6 000 0012
000 500
Para dividir um número decimal por 10, 100, 1000, basta deslocar a vírgula para a esquerda tantas
casas decimais quantos forem os zeros.
Exemplos:
a)32,4: 10 = 3,24 b)526,8: 100 = 5,268
PÁG. 60VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2ºREVISÃO _____/_____/_____
4. RAZÃO E PROPORÇÃO
RAZÃO
Razão é a relação existente entre dois valores de uma mesma grandeza (ou seja, objetos, pessoas,
estudantes, colheradas, unidades de qualquer dimensão idêntica), expressa geralmente como “a
para b”, a:b ou a/b.
Quando comparamos duas medidas, dois valores ou até duas grandezas, estamos determinando
uma relação entre dois números que os representam. Quando essa relação é determinada por
uma divisão, chamamos de razão.
Exemplos: A razão entre 15 e 3 é igual a 15/3 =5;
A razão entre 4 e 12 é igual a 4/12 = 1/3.
Exemplo em um problema:
1) Se a área de um retângulo mede 300 cm² e a área de um outro retângulo mede 210 cm², ao
fazermos a razão das áreas, temos:
Estamos calculando o quanto a área menor representa da maior. Em outras palavras, a área menor
representa 0,7, ou 70%, da área maior. Isso é uma comparação muito signifi cativa e fácil de ser
feita.
2) Uma escola tem 1200 m² de área construída e 3000 m² de área livre. A razão da área construída
para a área livre é:
Isso signifi ca que a área construída representa 0,4, ou 40%, da área livre
PROPORÇÃO
Proporção é a igualdade entre razões.
Os números a, b, c e d, todos diferentes de zero, formam nesta ordem, uma proporção se, e so-
mente se, a razão a : b for igual à razão c : d.
Indicamos esta proporção por:
MATEMÁTICA02
Chamamos aos termos a e d de extremos e aos termos b e c chamamos de meios.
Veja que a razão de 10 para 5 é igual a 2 (10 : 5 = 2).
A razão de 14 para 7 também é igual a 2 (14 : 7 = 2)
Podemos então afi rmar que estas razões são iguais e que a igualdade abaixo representa uma pro-
porção:
Lê-se a proporção acima da seguinte forma:
“10 está para 5, assim como 14 está para 7”
Exemplo
1) Para fazer 600 pães, são gastos, em uma padaria, 100 Kg de farinha. Quantos pães podem ser
feitos com 25kg de farinha?
Estabelecemos a seguinte relação:
600 -------------- 100
x -------------- 25
PÁG. 61
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Porcentagem é a quantidade considerada em cada cento.
18% signifi ca que foram consideradas 18 unidades em cada 100.
25% signifi ca que foram consideradas 25 unidades em cada 100.
MATEMÁTICA02
5. PORCENTAGEM
Por cento signifi ca em cada 100. O símbolo % indica uma divisão por 100.
Exemplos:
6. REGRAS DE TRÊS SIMPLES
Consiste em um processo para resolver problemas que envolvam quatro (dois pares de grande-
zas) valores dos quais se conhecem três. Daí o nome regra de três. Os problemas envolvem gran-
dezas diretamente ou inversamente proporcionais.
1° Organizar as grandezas; 2° Comparar; 3° Montar a proporção; 4° Resolver.
Exemplos:
1) Um muro de 5m é construído em 6 horas de trabalho, se quadruplicarmos o tempo de constru-
ção, quantos metros de muro poderão ser feitos nesse período?
Solução: Grandezas
Quanto maior for o tempo de trabalho, mais muro poderá ser feito, logo a proporção é diretamen-
te proporcional. Como indicam as setas no mesmo sentido.
5 6
- = -
x 24
6.x= 5.24
6.x = 120
x = 120/6
x= 20 metros
2) Em um acampamento com 12 escoteiros, tem-se alimentos para 6 dias; tendo chegado ao
acampamento mais 6 escoteiros, quanto tempo durará esses alimentos?
PÁG. 62VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Quanto maior for o número de escoteiros, por menos dias o alimento será sufi ciente, logo a pro-
porção é inversamente proporcional. Como indicam as setas em sentidos contrários.
12 6
- = -
18 x
18.x= 6 . 12
18.x = 72
x = 72 /18
x= 4 dias
MATEMÁTICA02
7. MÉDIA ARITMÉTICA SIMPLES
A média aritmética é a soma total dos termos dividida pelo número total de termos.
Exemplos:
1) Em uma escola, a média fi nal a ser alcançada por qualquer aluno no intuito de obter aprovação
é 7,0. Carlos obteve as seguintes notas na disciplina de Matemática durante o ano letivo:
1º Bim 5,5
2º Bim 7,0
3º Bim 9,0
4º Bim 8,0
Vamos calcular a média fi nal de Carlos, para isso devemos somar as notas obtidas nos bimestres e
dividir o total pelo número de bimestres.
Concluímos que a média fi nal de Carlos foi 7,4, sendo aprovado na disciplina de Matemática.
2) A tabela ao lado informa a cotação do dólar (moeda estrangeira) durante uma determinada
semana. De acordo com a tabela informativa, determine o valor médio da moeda estrangeira na
semana, sempre lembrando que esse valor é cotado de acordo com a moeda nacional: o Real.
O dólar obteve um valor médio de R$ 2,25 na semana especifi cada.
PÁG. 63
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
8. EQUAÇÃO DO 1° GRAU
Equação é toda sentença matemática que exprime uma relação de igualdade, na qual cada letra
representa um número desconhecido que é chamado de incógnita ou variável.
A equação geral dá-se por ax + b = 0, onde a e b ≠ 0.
Exemplos:
x + 2 = 0
3y = 9
Veja:
8a – 9 = 2a + 11 → onde 8a – 9 é igual ao 1° membro e 2a + 11 é igual ao 2° membro.
MATEMÁTICA02
a
4
= 2
Importante lembrar:
Equação = conceito de igualdade.
Variável ou incógnita = Símbolo que representam números.
Símbolos podemos atribuir letras ou fi guras geométricas.
Raiz = conjunto solução torna verdadeira a sentença.
Exemplo 1:
x + 2 = 0
x = 2 – 0
x=2
S={ 2 }
Exemplo 2:
8a – 9 = 2a + 11
8a – 2a = 11 + 9
6a = 20
a = 20/6
a= 10/3
S = { 10/3 }
9. SISTEMAS DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU
Resolução pelo método da adição (ou subtração): some os elementos de cada coluna
1) x + y = 7
x – y = 1
Solução: 2x - 0y = 8 → 2x = 8 → x =4, agora, substitua este resultado em: x + y = 7 Portanto, 4 + y
= 7 → y = 7 – 4 = 3
S= (4,3)
2) x + y = 8
2x+y=11
Solução: x - 0y = 3 → x =3, agora, como x + y = 8, portanto 3 + y = 8 → y = 8 -3 = 5 S=(3,5)
{
{
10. SISTEMAS MÉTRICO
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PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
TEMPO (hora, minuto e segundo) 1h = 60min = 3600seg
1/60h = 1min = 60seg
Exemplos
1) 22min 32seg + 24min 43seg + 1h 30min 13seg = 1h 76min 88s = 2h 17min 18seg
22 min 32 seg 76 min = 1h + 16 min
24 min 43 seg 88 seg = 1 min + 18 seg 2 h 17 min 18 seg
2 h 17 min 18 seg 1 min + 16 min = 17 min
+1h 30 min 13 seg
1h 76 min 88 seg
2)2h 9min 21seg – 2h 6min 32seg = 0h 2min 49seg
MATEMÁTICA02
24 min 43 seg 88 seg = 1 min + 18 seg 2 h 17 min 18 seg
COMPRIMENTO, SUPERFÍCIE,
VOLUME, MASSA E CAPACIDADE
11. RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS: Tabelas e Gráfi cos
Entendemos por grandeza tudo aquilo que pode ser medido, contado. As grandezas podem ter
suas medidas aumentadas ou diminuídas.
Alguns exemplos de grandeza: o volume, a massa, a superfície, o comprimento, a capacidade, a
velocidade, o tempo, o custo e a produção.
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
É comum ao nosso dia-a-dia situações em que relacionamos duas ou mais grandezas. Por exem-
plo:
-Em uma corrida de “quilômetros contra o relógio”, quanto maior for a velocidade, menor será o
tempo gasto nessa prova. Aqui as grandezas são a velocidade e o tempo.
-Num forno utilizado para a produção de ferro fundido comum, quanto maior for o tempo de uso,
maior será a produção de ferro. Nesse caso, as grandezas são o tempo e a produção.
MATEMÁTICA02
12. NOÇÕES DE GEOMETRIA
Perímetro
É a soma dos comprimentos de todos os lados do polígono.
Área
É igual ao produto do comprimento pela largura.
Exemplo:
A=1un . 1un = 1un2
PÁG. 66VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
MATEMÁTICA02
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PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Seja um triângulo retângulo de lados a, b e c:
a2 = b2 + c2
Exemplo1:
Se b=3m e c = 4m, calcule o lado a:
Solução, pelo Teorema de Pitágoras:
a2 = 32 + 42
a2= 9 + 16
a2 = 25
a= √25
a= 5 m
Calcule o Perímetro e a Área do triângulo retângulo
2P = soma dos lados = a + b + c = 5 + 3 + 4 = 12m
Área = b . c / 2 = 3 . 4 /2 = 12 / 2 = 6m2
Exemplo 2:
Um garoto observa uma coruja no alto de um poste de 8 metros de altura. A sombra projetada
desse poste no chão possui comprimento de 6 metros naquele horário. Sabendo que o poste for-
ma um ângulo de 90° com o solo, qual é a distância do garoto até a coruja?
A distância do garoto até a coruja é exatamente a hipotenusa do triângulo cujos catetos são o pró-
prio poste e sua sombra. Desse modo, sendo essa distância igual a x, pelo Teorema de Pitágoras,
teremos:
x2 = 82 + 62
x2 = 64 + 36
x2 = 100
x = √100
x = 10 metros
Exemplo3:
A diagonal de um retângulo sempre determina dois triângulos retângulos. Portanto, os muros
frontal e lateral desse lote podem ser considerados catetos, e a diagonal é a hipotenusa. Sabendo
que a medida do muro lateral de um lote é justamente a distância do portão até o muro do fundo,
utilizaremos o Teorema de Pitágoras para calculá-la.
Seja o comprimento do muro lateral igual a x, pelo teorema de Pitágoras,
202 = 122 + x2
400 = 144 + x2
400 – 144 = x2
x2 = 256
x = √256
x = 16 metros
TEOREMA DE PITÁGORAS
MATEMÁTICA02
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
13. RACIOCÍNIO LÓGICO
Raciocínio lógico é um processo de estruturação do pensamento de acordo com as normas da
lógica que permite chegar a uma determinada conclusão ou resolver um problema.
Frequentemente, o raciocínio lógico é usado para fazer inferências, sendo que começa com uma
afi rmação ou proposição inicial, seguido de uma afi rmação intermediária e uma conclusão. Assim,
ele também é uma ferramenta analítica e sequencial para justifi car, analisar, argumentar ou con-
fi rmar alguns raciocínios. É fundamentado em dados que podem ser comprovados, e por isso é
preciso e exato.
É possível resolver problemas usando o raciocínio lógico. No entanto, ele não pode ser ensinado
diretamente, mas pode ser desenvolvido através da resolução de exercícios lógicos que contri-
buem para a evolução de algumas habilidades mentais.
Exemplo 1:
MATEMÁTICA02
RESOLUÇÃO:
O exercício consiste em descobrir quais os pontos que devem ser desenhados no dominó em
branco.
As peças obedecem uma sequência lógica; observe que os números da parte superior são meno-
res (em uma unidade) que os números da parte inferior, portanto a parte inferior da última peça
do dominó deve ser preenchida com o número 4. Portanto, E.
Exemplo 2:
Assinale a opção que completa a sequência:
2 – 3 – 4 – 11 – 12 – 13 – 17 – 18 – ( ___ )
a) 24 b) 20 c) 23 d) 19 e) 25
RESOLUÇÃO:
A sequência é formada pela série de três números consecutivos, portanto o próximo é o 19. Por-
tanto, D.
Exemplo 3:
Todos os marinheiros são republicanos. Assim sendo:
a) O conjunto dos marinheiros contém o conjunto dos republicanos;
b) O conjunto dos republicanos contém o conjunto dos marinheiros;
c) Todos os republicanos são marinheiros;
d) Algum marinheiro não é republicano
PÁG. 70VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
RESOLUÇÃO:
Portanto, B.
MATEMÁTICA02
14. RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA
Os problemas matemáticos são responsáveis pelas inúmeras dúvidas presentes entre os alunos. A
grande questão é relacionar as informações fornecidas com os símbolos matemáticos, adequados
para a solução dos problemas. O aluno precisa entender a situação, identifi cando a operação mais
adequada para a resolução, e isso depende de uma leitura segura e de um processo interpretativo.
Através de exemplos, demonstraremos como realizar essa leitura interpretativa, selecionando as
palavras-chave, bem como utilizando as operações adequadas.
Exemplo 1
Carlos comprou uma televisão no valor de R$ 950,00, dividida em 10 prestações iguais. Ao pagar a
4º prestação, recebeu de presente de seu avô, o restante do dinheiro para a quitação do aparelho.
Quanto Carlos recebeu?
O valor do aparelho é igual a R$ 950,00.
Carlos resolveu dividir o televisor em 10 prestações iguais, então devemos realizar uma operação
de divisão: 950: 10 = 95 reais.
Carlos efetuou o pagamento de 4 prestações, dessa forma, ainda faltam 6. São as prestações res-
tantes que o avô de Carlos resolveu pagar. Portanto, 95 * 6 = 570 reais.
Carlos recebeu R$ 570,00 de seu avô.
Exemplo 2
João tinha uma quantia, gastou 35% e ainda fi cou com R$ 97,50. Qual o valor que João tinha ini-
cialmente?
Quando trabalhamos com porcentagem, sempre precisamos nos lembrar de que o valor corres-
ponde a 100%. Dos 100%, João gastou 35%, então: 100% – 35% = 65%.
Os 65% restante, correspondem a R$ 97,50. Dessa forma, temos que:
PÁG. 71
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
PÁG. 72VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
1. História Geral
1.1. Primeira Guerra Mundial
Página .....................................................................................................................................................................73 a 76
1.2. O nazifascismo e a Segunda Guerra Mundial
Página .....................................................................................................................................................................76 a 80
1.3. A Guerra Fria
Página .................................................................................................................................................................... 81 a 86
1.4. Globalização e as políticas neoliberais
Página .................................................................................................................................................................... 86 a 87
2. História do Brasil
Página .................................................................................................................................................................... 87 a 91
2.1. A Revolução de 1930 e a Era Vargas
Página ..................................................................................................................................................................... 91 a 94
2.2. As Constituições Republicanas
Página ..................................................................................................................................................................... 94 a 97
2.3. A estrutura política e os movimentos sociais no período militar
Página ..................................................................................................................................................................... 97 a 99
2.4. A abertura política e a redemocratização do Brasil
Página .................................................................................................................................................................. 99 a 100
HISTÓRIA03
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
HISTÓRIA03
PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918)
INTRODUÇÃO
A Primeira Guerra Mundial foi o primeiro confl ito armado de proporções mundiais ocorrido
na História, confl ito esse que se iniciou no dia 28 de julho de 1914 e se estendeu até 11 de no-
vembro de 1918.
O confl ito teve como estopim o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro
do Império Austro-Húngaro, por um nacionalista sérvio, durante a visita de Francisco Ferdi-
nando e de sua esposa à cidade de Sarajevo. O atentado foi cometido por Gavrilo Princip, inte-
grante do grupo nacionalista sérvio Mão Negra, episódio que fi cou conhecido como o
Atentado de Sarajevo.
O assassinato de Francisco Ferdinando pode ser explicado como o resultado do choque entre a
política expansionista do Império Austro-Húngaro e o projeto de formação da Grande
Sérvia,que tinha como objetivo o fi m da infl uência do Império Austro Húngaro sob a região dos
Bálcãs e a unifi cação de todos os territórios ocupados por populações de origem Sérvia (Pan Es-
lavismo).
1. HISTÓRIA GERAL
1.1. PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Após o assassinato de Francisco Ferdinando, o Império Austro-Húngaro exige imediata reparação
do governo sérvio, o que não é atendido. Diante da recusa, o Império Austro Húngaro declara
guerra à Sérvia.
Por si só, o assassinato de Francisco Ferdinando não seria sufi ciente para levar a uma guerra de
proporções mundiais. Ocorre que, em razão da política de alianças vigente na Europa naquele
período, rapidamente o confl ito atinge o restante dos países europeus, como veremos a seguir.
POLÍTICA DE ALIANÇAS
Para entendermos a Política de Alianças acima mencionada, devemos lembrar que de 1870 a
1914, a Europa viveu um período de relativa estabilidade, conhecido como Belle Époque. Essa es-
tabilidade era apenas aparente, pois havia intensa disputa comercial entre as potências industriais
europeias pelos mercados consumidores e fornecedores de matérias-primas da África e Ásia.
A essa disputa deu-se o nome de colonialismo, fenômeno que se verifi cou durante todo o século
XIX, e que consistia na ocupação dos continentes africano e asiático, especialmente por parte dos
Impérios da Grã-Bretanha (Inglaterra) e da França.
Vale lembrar que a Alemanha e a Itália acabaram se lançando tardiamente ao colonialismo,
tendo em vista que, somente na metade do século XIX é que esses países se unifi caram e
se transformaram em estados-nações, possibilitando com isso sua industrialização. Também, en-
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PODCAST:
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frentaram a resistência de França e Grã-Bretanha. Fato que marcará o nascimento da política de
alianças, tendo a França e Grã-Bretanha, de um lado, e a Alemanha e a Itália, de outro.
É importante também mencionar o revanchismo francês, nascido a partir da derrota da França
na Guerra Franco-Prussiana (1870-71). Essa guerra consistiu em uma disputa entre a França e o
Reino da Prússia (que posteriormente se transforma em Alemanha) pela região da Alsácia-Lorena,
rica em minérios de ferro e carvão. O confl ito teve como desfecho a vitória dos alemães, que ane-
xaram a Alsácia-Lorena a seu território. Com a derrota na guerra franco-prussiana, os franceses
passam a alimentar um forte sentimento de revanche contra os alemães, aliando-se à Grã-Breta-
nha, que estava sofrendo com a concorrência dos produtos da indústria alemã.
Por fi m, o Império Russo também aderiu à aliança entre os franceses e os ingleses, pois tinha inte-
resse em combater a expansão da Alemanha e do Império Austro Húngaro, ambos motivados
pelo pangermanismo, ideia que defendia a unifi cação de todos os territórios em que houvesse
população de origem germânica. Estava, portanto, formada a Tríplice Entente, composta por
Grã-Bretanha, Rússia e França.
Por sua vez, a Tríplice Aliança se formou a partir da união entre a Alemanha e o Império Austro-
-Húngaro, ambos motivados pelo pangermanismo, que tinha como objetivo a união dos povos
de origem germânica. O pangermanismo acabava entrando em choque com o pan-eslavismo,
que pretendia a união dos povos eslavos, dentre eles o povo sérvio. Foi a partir daí que nasceu o
choque entre o Império Russo e o Império Austro-Húngaro, e é nesse contexto em que ocorre o
assassinato de Francisco Ferdinando e desencadeia-se o maior confl ito armado já visto na história
até então.
Importante também mencionar que o Império Otomano e a Bulgária aliaram-se à Alemanha (Trí-
plice Aliança), pois alimentavam ressentimentos contra o Império Russo e a Sérvia, respectiva-
mente.
Devemos, ainda, fi car atentos à posição da Itália no confl ito. Inicialmente, a Itália se posiciona a
favor dos alemães, na Tríplice Aliança. Só que, em 1915, os italianos mudam de lado, passando
para a Tríplice Entente, após um acordo com a Grã-Bretanha, que prometeu a anexação das “pro-
víncias irridentas” (Trieste, Ístria e Trentino) ao território italiano, territórios estes que pertenciam
ao Império Austro-Húngaro.
Os EUA somente ingressaram na Guerra no ano de 1917, em razão de interesses comerciais
com a Inglaterra e a França.
A rivalidade Naval e Bélica entre o Reino Unido e a Alemanha, retratada na Charge publicada na revista “Simplicissi-
mus” (1912/Alemanha)
HISTÓRIA03
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VÍDEO AULA:
PODCAST:
GUERRA DE TRINCHEIRAS
Inicialmente, imaginava-se que a I GM teria curta duração, mas não foi o que ocorreu. Em linhas
gerais, a Primeira Guerra Mundial apresentou duas grandes fases: 1914 – a Guerra de Movimento e,
de 1915 em diante, a Guerra de Trincheiras. A primeira fase estava relacionada ao Plano Schlieff en:
Estratégia alemã elaborada em 1905 que previa guerra em duas frentes, concentrando o esforço
bélico primeiramente no Ocidente e depois no Oriente, sem dividi-las. Começaria com uma rápida
ofensiva esmagadora contra a França, derrotando-a, em seguida o grosso das operações militares
seria a frente Oriental, contra a Rússia, acreditando-se que teriam uma vitória em poucos meses.
Nos dois primeiros anos, a guerra desenvolvia-se apenas em lutas por posições, com poucos
avanços de qualquer dos lados. As trincheiras eram valas com aproximadamente 2 metros de pro-
fundidade cavadas na terra, construídas em zigue-zague.
BATALHAS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Para a execução da ofensiva ocidental, os Alemães invadiram a França, atravessando o território
Belga. Esse foi o pretexto para que a Inglaterra declarar guerra à Alemanha. Os alemães marcha-
ram em direção à Paris, surpreendendo as tropas Francesas. A França salvou-se do ataque alemão
na Batalha do Marne (1914).
Com o fracasso do Plano Sclieff en, terminava a Guerra do Movimento, iniciando a Guerra de Po-
sição ou das Trincheiras. Outras posições entraram no confl ito, pelo Lado Entente: Japão(1914),
Itália(1915), Romênia(1916), Grécia(1917). E nos Impérios Centrais(Alemanha e Áustria-Hungria):
Turquia(1914) e Bulgária(1915).
DESFECHO DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Em 1917, dois fatos foram fundamentais para o desfecho do confl ito: a retirada Russa e a entrada
dos EUA na I GM.
A retirada Russa, em razão das pesadas baixas sofridas pelos russos e da grave crise econômica
que atingiu o país, levando à Revolução Socialista Russa, que ocorreu precisamente no ano de
1917. Com o Tratado de Brest-Litovski, de 1918, era ofi cial a saída dos russos da Guerra. Após
esse acontecimento, os alemães realizaram uma grande ofensiva na frente ocidental da guerra,
antes da chegada dos efetivos norte-americanos. Apesar disso, o ataque não foi sufi ciente para
quebrar a resistência anglo-francesa, de modo que, em julho de 1918, a Entente lança uma con-
traofensiva, já com o apoio das tropas norte-americanas.
Com o apoio dos norte-americanos, a Entente rapidamente irá alcançar a vitória sobre o Império
Otomano e sobre a Bulgária.
Em seguida, as tropas italianas derrotam o Império Austro-Húngaro, na batalha de Vittorio Veneto
e, por derradeiro, o Império Alemão mergulha numa profunda crise, com rebeliões no Exército,
greves operárias e falta de alimentos, que acabam levando à renúncia do imperador Guilherme II,
à Proclamação da República Alemã e à rendição dos alemães no confl ito.
A guerra teve como saldo a morte de aproximadamente 10 milhões de pessoas, o triplo de feridos,
além de arrasar campos agrícolas, destruir inúmeras indústrias, e gerar grandes prejuízos econô-
micos.
TRATADO DE VERSALHES E CONSEQUENCIAS DA GUERRA
Em janeiro de 1918, o presidente dos EUA Woodrow Wilson apresenta um plano de paz que acaba
sendo rechaçado pelas potências vitoriosas, pois não responsabilizava, nem aplicava punições à
Alemanha. Esse plano fi cou conhecido como os 14 pontos de Wilson.
Em junho de 1919, os países vencedores elaboraramo Tratado de Versalhes, impondo à Alemanha
uma série de medidas gravosas, como perda dos territórios da Alsácia-Lorena, perda das colônias
alemãs para a Inglaterra e a França e transferência da propriedade de navios mercantes e locomo-
HISTÓRIA03
PÁG. 76VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
tivas alemães aos países vitoriosos. Além disso, a Alemanha deveria pagar uma indenização de
269 milhões de marcos-ouro aos países vencedores, além de ser obrigada a manter efetivo militar
sempre inferior ao número de 100 mil soldados.
Os alemães não tiveram outra alternativa senão a de assinar o Tratado de Versalhes, apesar de
suas humilhantes imposições, que acabarão por alimentar o revanchismo alemão, que terminará
desencadeando a Segunda Guerra Mundial. Outro país que se sentiu bastante prejudicado com o
Tratado de Versalhes foi a Itália, que não viu concretizadas suas pretensões imperialistas.
O Tratado de Versalhes também cria a chamada Liga das Nações, que tinha como objetivo impedir
a realização de uma nova Guerra. Mas, como veremos, a Liga fracassará nessa missão, com a Eclo-
são de Segunda Guerra Mundial. Vale mencionar que, de certo modo, a Liga das Nações já nasce
morta, pois ela não integrava a Rússia, os EUA e a Alemanha, principais protagonistas da Segunda
Guerra Mundial.
Devemos também mencionar o Tratado de Saint German, que desmembra o Império Aus-
tro-Húngaro e retira da Áustria sua saída para o mar, além de obrigá-la ao reconhecimento da
independência da Polônia, Tchecoslováquia, Hungria e Iugoslávia.
Por fi m, é importante observar que o fi m da Primeira Guerra Mundial assinala também a diminui-
ção da importância da Europa como o centro do mundo, emergindo nesse período os EUA como
a principal potência mundial.
HISTÓRIA03
1.2. O NAZIFASCISMO E A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
INTRODUÇÃO
Vimos que, ao fi nal da IGM, os EUA saíram bastante fortalecidos, enquanto a Europa ainda amar-
gava os prejuízos do confl ito.
Nos primeiros anos do pós-IGM, os EUA viviam uma processo de intensa prosperidade econômi-
ca, levando ao crescente aumento da produção. É nesse período em que fi ca famosa a expressão
American way of life, que mostrava como o estilo americano de vida era próspero.
Ocorre que, no fi m da década de 20, a economia norte-americana viverá um processo de supera-
quecimento de sua economia, ou seja, uma crise de superprodução, que culminará com o Crack
da Bolsa de Nova York no ano de 1929, levando ao colapso do liberalismo econômico.
Sabemos que a crise econômica de 1929 se deu em virtude da superprodução e da especulação
fi nanceira nos EUA, atingindo rapidamente o restante do mundo, gerando inúmeras falências,
greves e instabilidade política ao redor do mundo.
Um dos países que mais atingidos pela crise de 1929 foi a Alemanha, que ainda sofria com os
gravames impostos no Tratado de Versalhes. É nesse cenário em que emergirão as ideias do nazis-
mo, que se utilizará da grave crise econômica como arma para derrubar a República de Weimar e
subir ao poder. Em 1933, o presidente alemão Paul Von Hindenburg nomeia Hitler como primeiro
ministro, que assume o cargo com maioria nazista no parlamento alemão. Uma das primeiras me-
didas de Hitler foi incendiar o Reichstag (parlamento) e botar a culpa nos comunistas. Em 1934,
Hindenburg falece e Hitler assume como chefe de estado e de governo, implantando um regime
totalitário na Alemanha. Ele afi rmava que a crise econômica alemã era decorrente do Tratado de
Versalhes e da conspiração internacional dos fi nancistas judeus. Para resolver o problema do
desemprego, Hitler implantará uma política de investimentos em grandes obras públicas e
construção de grandes fábricas de armamentos. De 1933 a 1939 a Alemanha Nazista irá implantar
um modelo expansionista, militarista, racista e nacionalista que acabará levando à eclosão
da II GM.
Outro país que também foi atingido em cheio pelos efeitos da crise de 1929 foi a Itália. Vimos que,
apesar de vencedora na IGM, a Itália acabou sendo prejudicada pelo Tratado de Versalhes, vendo
frustrados seus projetos imperialistas. Não bastasse isso, os prejuízos decorrentes da IGM eram
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
imensos, o que fez o país mergulhar em uma crise econômica. Nesse contexto, surgem dois par-
tidos com propostas antagônicas: o Partido Comunista e o Partido Fascista. Com o apoio da bur-
guesia, o Partido Fascista promove a Marcha sobre Roma demonstrando a grande adesão aos
ideais do Fascismo pelo povo. Pressionado, o rei italiano Vitor Emanuel III demite o primeiro mi-
nistro italiano e entrega o cargo a Benito Mussolini, que instalará um governo totalitário na Itália.
A aparência de uma monarquia parlamentarista, mas é Mussolini que detinha o poder(Duce – O
condutor supremo da Itália).
A crise econômico-fi nanceira na Itália agravou-se por dois motivos:
Protestos populares com os operários tomando as fabricas e camponeses ocupando terras;
Burguesia se sentindo ameaçada com o avanço do Comunismo.
Interessante observar que apenas a URSS saiu ilesa dessa crise, uma vez que seu modelo
econômico estava baseado na planifi cação da economia pelo estado, e não no modelo liberal
clássico.
Ainda no contexto da crise econômica de 1929, devemos apontar New Deal (novo acordo) ado-
tado pelo presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt, consistente em uma série de
medidas de estímulo à economia, baseadas nas ideias do economista John Maynard Keynes, se-
gundo as quais a solução para a crise econômica estava na intervenção estatal na economia.
É curioso notar que a solução democrática, a solução nazifascista e a solução soviética para a crise
de 1929 tinham em comum a crítica ao liberalismo clássico e defendiam uma maior intervenção
do Estado na economia. Politicamente, porém as diferenças eram radicais.
Por fi m, devemos ainda lembrar da política expansionista japonesa no extremo oriente, que inva-
de e ocupa militarmente diversos territórios na China e em ilhas do pacífi co. Há que se observar
que o Japão, nesse período, tinha um governo inspirado no nazi-fascismo e tinha interesses em
comum com a Alemanha, pois ambos desejavam o enfraquecimento da infl uência da URSS, o que
fez com que os dois países assinassem o Pacto Anti-Komintern (palavra russa para Interna-
cional Comunista) no ano de 1936, que também será assinado pela Itália no ano de 1937. Com isso
está formado o bloco das potências do eixo.
A ECLOSÃO DO CONFLITO
A eclosão da Segunda Guerra Mundial se deu com a invasão da Polônia pelas tropas de Hitler em
1º de setembro de 1939.
Vale mencionar que a Alemanha Nazista, anteriormente a esse fato, vinha praticando uma política
expansionista e de militarização que violava o Tratado de Versalhes. Apesar disso, a Liga das Na-
ções fazia “vista grossa”, pois, naquele momento, França e Inglaterra acreditavam que seria interes-
sante o fortalecimento da Alemanha como forma de conter o avanço do comunismo na Europa.
Essa postura da Liga das Nações era chamada de Política de Apaziguamento. Seu principal defen-
sor era o primeiro ministro britânico Chamberlain. Um exemplo dessa postura da Liga das Nações
foi a retomada da região da Renânia pelos alemães, sem qualquer sanção pela Liga das Nações.
Note-se que a Renânia era uma região desmilitarizada que havia fi cado sob ocupação francesa
como forma de indenização pela I GM. Mesmo assim, não houve qualquer protesto dos franceses
perante a Liga.
Outro episódio em que vemos o total descaso da Liga das Nações foi na anexação da Áustria pela
Alemanha Nazista. A união se deu sob o pretexto de que se tratava de povos germânicos. Apro-
veitando-se ainda da Política de Apaziguamento, Hitler consegue também incorporar a região
dos sudetos, onde havia a presença de minorias germânicas, destruindo a Tchecoslováquia, que
se opôs à empreitadanazista.
Por fi m, somente com a invasão alemã à Polônia é que os ingleses e franceses reagirão, declarando
guerra à Alemanha. O principal objetivo da invasão à Polônia era recuperar os territórios
perdidos na IGM.
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OFENSIVA DAS POTÊNCIAS DO EIXO
(Eixo: Alemanha, Itália e Japão)
Para que a invasão à Polônia obtivesse total êxito, Hitler fez um pacto com a URSS de não agressão
entre os dois países. Esse pacto recebeu o nome de Pacto Ribbentrop-Molotov. Tal pacto tinha
evidente caráter protelatório, postergando o confl ito entre Alemanha e URSS, uma vez que Hitler
tinha claras intenções de invadir a URSS, como ele mesmo defendera em seu livro Mein Kumpf,
onde Hitler defendia a necessidade de expurgar a ameaça comunista. Assim, Hitler ocupou a par-
te ocidental do território polonês, enquanto que a URSS ocupou a parte oriental e os dois países
mantiveram, ainda que provisoriamente, o pacto de não agressão.
HISTÓRIA03
As tropas alemãs avançaram espantosamente depressa, derrotando as tropas polonesas em pou-
cas semanas, empregando um estilo de ataque que fi cou conhecido como Blitzkrieg (Guerra Re-
lâmpago).
Na sequência, após o sucesso da invasão da Polônia, os alemães rapidamente iniciam uma nova
ofensiva, desta vez dirigida contra a Noruega e a Dinamarca. Mais uma vez, as tropas nazistas
se saem extraordinariamente bem, garantindo com essas conquistas o abastecimento de aço à
indústria bélica alemã.Em seguida, em mais uma incursão bem sucedida, os alemães ocupam a
Bélgica e a Holanda, facilitando com isso a conquista da França em 1940 que passou a ter grande
parte de seu território ocupado pelas forças nazistas, inclusive Paris. Na parcela restante do terri-
tório francês fi xou-se um estado colaboracionista, conhecido como Republica de Vichy, admi-
nistrado pelo general Henry Petain, que era aliado dos alemães.
O pacto Ribbentrop-Molotov somente será violado por Hitler em junho de 1941, através da cha-
mada Operação Barbarossa, que tinha por fi nalidade invadir o território russo, rico em petróleo,
item indispensável para o prosseguimento da guerra.
Inicialmente, a incursão alemã foi bem sucedida, tendo as tropas nazistas chegado a sitiar Lenin-
grado. Entretanto, ao fi nal do ano de 1941, durante o rigoroso inverso russo, as tropas do Exército
Vermelho russo conseguem forçar o recuo dos alemães.
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Paralelamente, temos o ataque aéreo surpresa do Japão à base norte-americana de Pearl Harbor,
situada no Pacífi co. Até então os americanos haviam permanecidos neutros no confl ito. Esse ata-
que foi motivado pelo confl ito de interesses entre o desejo de expansão dos japoneses no Pací-
fi co e as constantes intervenções norte-americanas na região. Vale ressaltar que, após a invasão
japonesa à Indo-China, os americanos impuseram sanções econômicas ao Japão, o que terminou
desencadeado o ataque surpresa a Pearl Harbor, que fi nalmente arrasta os EUA à II GM.
HISTÓRIA03
OFENSIVA DAS POTÊNCIAS ALIADAS
(Aliados: Inglaterra, EUA e URSS)
A entrada dos EUA e da URSS na II GM se deu quase que simultaneamente e foi decisiva para dar
novos rumos ao confl ito. Até então a ofensiva das potências do eixo encontrou pouca resistência
na França e na Inglaterra e nos demais países.
A partir de 1942, a guerra começa a se tornar favorável aos aliados, com as derrotas do japoneses
no mar e com a resistência soviética no território da URSS. No ano de 1943, os aliados também
conseguem deter as tropas alemãs e italianas na frente africana (Afrika Korps), permitindo o in-
gresso dos aliados na Itália.
Na frente oriental, as tropas soviéticas conseguem esmagar as tropas alemãs na Batalha de Kur-
sk, em julho de 1943. No mesmo ano, é realizada a Conferência de Teerã, onde ocorre a célebre
reunião entre Stalin, Winston Churchill e Roosevelt, em que é fi xada a estratégia do desembarque
aliado na região da Normandia (Dia D).
No dia 6 de junho de 1944, os aliados promovem um maciço desembarque de tropas, com apoio
da Marinha e da Aeronáutica na região francesa da Normandia. Iniciando a ofensiva aliada so-
bre o território ocupado da França. Apesar da dura resistência alemã, a incursão é bem sucedida.
Paralelamente, na frente oriental, o Exercito Russo também se sai bem, retomando os territórios
ocupados pelos alemães no leste europeu.
Pressionada pelas tropas anglo-americanos na frente ocidental e pelas tropas russas na frente
oriental, a Alemanha irá capitular, assinando sua rendição em 07 de maio de 1945, alguns dias
após o suicídio de Adolf Hitler. A guerra ainda se estendeu por mais dois meses no Pacífi co. Os
kamikazes japoneses causavam inúmeras baixas aos navios aliados. Diante da perspectiva de pro-
longamento do confl ito, os americanos decidiram utilizar bombas atômicas. As cidades atingidas
foram Hiroshima e Nagasaki. Em Hiroshima, o número de mortos foi de cerca de 140 mil pessoas.
Já em Nagasaki, esse número chegou a mais de 70 mil mortes.
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Em 02 de setembro de 1945, o Japão assina sua rendição, marcando o fi m da Segunda Guerra
Mundial.
HISTÓRIA03
O ACERTO DE CONTAS
Em fevereiro de 1945, realiza-se a Conferência de Yalta, onde é criada a ONU (Organização
das Nações Unidas). Nessa conferência, a Europa é divididas em “zonas de infl uência”, entre os EUA
e a URSS. O Leste Europeu fi cou sob a infl uência da URSS e a Europa ocidental sob infl uência dos
EUA.
Em agosto de 1945, é realizada a Conferência de Potsdam que divide o território alemão em qua-
tro áreas, cada uma delas fi cando sob a administração de EUA, França, Inglaterra e URSS. Fixou-se
que a Alemanha deveria pagar uma indenização de 20 bilhões de dólares. Foi criado também nes-
sa conferência o Tribunal de Nuremberg para punir os criminosos de guerra nazistas.
Ao fi nal da Segunda Guerra Mundial duas potências emergirão: de um lado a URSS, de ideologia
socialista, e de outro lado, os EUA, de ideologia capitalista. Esses dois países protagonizarão a
chamada Guerra Fria.
Churchill (Reino Unido), Roosevelt (EUA) e Stalin (União Soviética): as grandes potências encontra-se na Conferência
de Yalta (1945).
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1.3. GUERRA FRIA
INTRODUÇÃO – ANTECEDENTES HISTÓRICOS
Para entendermos a Guerra Fria, devemos nos lembrar de dois antecedentes históricos: A Revolu-
ção Russa de 1917 e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultu-
ra. Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos
para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolu-
tista, concentrando poderes em suas mãos.
No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido
Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. É nesse contexto que
surgem os sovietes (organizações de trabalhadores), que funcionavam como verdadeiros comitês
de greves. O principal partido por detrás das manifestações era o Partido Operário Social Demo-
crata Russo (POSDR). Importante mencionarmos a dissidência no POSDR entre os mencheviques
(minoria), que defendia que a revolução deveria se dar através da participação na política, sendo
favorável à formação de uma república capitalista, e os bolcheviques (maioria), que defendia a
implantação do socialismo através da revolução.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a Rússia foi atingida por grave crise econômica. Faltavam
alimentos, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo assim, Nicolau
II manteve a Rússia em uma guerra mundial extremamente custosa.Os gastos com a guerra e os
prejuízos fi zeram aumentar ainda mais a insatisfação com o czar, gerando diversos protestos e
greves de trabalhadores urbanos e rurais pelo território russo. Ocorreram, ainda, motins dentro
do exército russo. As manifestações populares pediam democracia, mais empregos, melho-
res salários e o fi m da monarquia czarista. Em 1917, o governo de Nicolau II foi retirado do poder,
instalando-se um governo provisório, através da chamada Revolução Branca, conduzida pelo
menchevique Kerenski, que tinha por fi nalidade estabelecer uma república de cunho liberal.
A REVOLUÇÃO VERMELHA DE OUTUBRO DE 1917
Com Kerenski no poder pouca coisa havia mudado na Rússia. Os bolcheviques, liderados por Lê-
nin, organizaram uma nova revolução que ocorreu em outubro de 1917. Prometendo paz, terra,
pão, liberdade e trabalho, Lênin assumiu o governo da Rússia e implantou o socialismo, na chama-
da Revolução Vermelha. As terras foram redistribuídas para os trabalhadores do campo, os bancos
foram nacionalizados e as fábricas passaram para as mãos dos trabalhadores. Lênin também
retirou a Rússia da Primeira Guerra Mundial no ano de 1918.
Após a revolução, foi implantada a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Seguiu-se
um período de grande crescimento econômico, principalmente após a NEP (Nova Política
Econômica). Ao fi nal da Segunda Guerra Mundial, a URSS tornou-se uma grande potência eco-
nômica e militar, rivalizando com os EUA.
Apesar do progresso econômico, pouco mudou no que diz respeito à democracia. O Partido
Comunista reprimia qualquer manifestação considerada contrária aos princípios socialistas.
Ainda, falando de antecedentes históricos da Guerra Fria, devemos nos lembrar das duas confe-
rências realizadas no fi nal da IIGM e que foram decisivas para os acontecimentos posteriores:
CONFERÊNCIA DE YALTA – Realizada em Fevereiro de 1945, antes do fi m da II GM – Criação da
ONU – Leste Europeu sob predomínio da URSS.
CONFERÊNCIA DE POTSDAM – Realizada em Agosto de 1945. Contou com a presença de Stalin,
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Clement Attlee e Harry Truman. Estabeleceu a divisão do território alemão em quatro zonas: fran-
cesa, inglesa, americana e soviética. A cidade de Berlim, apesar de situada na parte oriental da
Alemanha, também seria dividida em quatro zonas. Em 1949, as zonas americana e inglesa fundi-
ram-se e deram origem à República Federal da Alemanha, na parte ocidental. No mesmo ano, os
soviéticos criaram a República Democrática Alemã, na porção oriental. Em 1961, criou-se o MURO
DE BERLIM, construído por iniciativa do governo da Alemanha Oriental, como forma de im-
pedir a fuga dos habitantes da parte oriental para os “bolsões capitalistas” na parte ocidental da
cidade.
Essa divisão do mundo em dois blocos com ideologias diferentes é o que levou à denominação
Guerra Fria, consistente em um clima de tensão existente entre os países dos dois blocos. Não
houve confronto direto entre EUA e URSS, mas acreditava-se que a qualquer momento poderia
eclodir uma terceira guerra mundial, com consequências devastadoras para a humanidade, em
virtude do imenso potencial bélico desses dois países.Os EUA, com recursos materiais, fi nanceiros
e tecnológicos, uma nação detentora da Bomba Atômica. Para a União Soviética, reconstrução
nacional e corrida nuclear.
Nas palavras de Winston Churchill, do Báltico até o Adriático caiu uma “cortina de ferro” cortan-
do o continente europeu. Para Churchill, não era essa exatamente a Europa libertada pela qual os
aliados tanto lutaram.
GUERRA FRIA
1. A DOUTRINA TRUMAN, A CRIAÇÃO DA CIA EM 1947 E O PLANO MARSHALL
Em marco de 1947, o presidente norte-americano Harry Truman proferiu um discurso ao Congres-
so dos EUA defendendo que iria apoiar todos os países que quisessem resistir à aproximação
com o Bloco Socialista. Em outras palavras, Truman defendia que os EUA assumissem um
papel antissocialista, combatendo a qualquer custo a expansão do comunismo. A esse conjunto
de ideias deu-se o nome de Doutrina Truman.
Ainda em 1947, o presidente norte-americano Harry Truman cria a CIA, que tinha por fi nalida-
de infi ltrar espiões na URSS para descobrir o que acontecia nos países do bloco socialista. Essa
missão era, nas palavras de um ex-diretor da CIA (Richard Helms), tanto difícil quanto mandar um
homem para Marte.
Diante das difi culdades de vigiar a URSS, a CIA passou a intervir diretamente na política de
diversos países, procurando destruir qualquer possibilidade de aproximação desses países com
o Bloco Socialista.
No mesmo ano, os EUA desenvolveram um plano econômico de investimento na recuperação
dos países arrasados pela II GM. Esse plano foi elaborado pelo secretário de estado norte-ame-
ricano George Marshall, e fi cou conhecido como Plano Marshall. Esses investimentos visavam
recuperar as economias de mercado dos países envolvidos na IIGM, como forma de garantir que
tais países se mantivessem no bloco capitalista.
Em 1949, ainda seguindo a linha da doutrina Truman, foi fundada a OTAN, Organização do Tratado
do Atlântico Norte. Consistiu em uma aliança político militar entre EUA, França, Bélgica, Canadá,
e demais países da Europa ocidental como forma de intimidar o bloco socialista.
É também nesse período que se inicia nos EUA o “macarthismo”, plano desenvolvido pelo sena-
dor americano Joseph McCarthy que instituiu uma perseguição aos simpatizantes do comunismo
nos EUA. Surgindo o Comitê contra as atividades Antiamericanas. Essa perseguição fi cou conheci-
da como “caça às bruxas”, levando inclusive à prisão de atores e diretores de Hollywood.
CONSEQUÊNCIAS: Crise dos Mísseis em Cuba | Muro de Berlim | Guerras do Vietnã | Afeganistão
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HISTÓRIA03
2. CRIAÇÃO DO PACTO DE VARSÓVIA E DO COON.
Por sua vez, a URSS, em resposta à doutrina Truman, criou o Pacto de Varsóvia, no ano de 1955,
consistente em uma aliança militar com os países do Leste Europeu e com a Alemanha Oriental.
No ano de 1949, é criado também o Comecon – Conselho para Assistência Econômica Mútua,
como contrapartida ao plano Marshall – destinado a promover autossufi ciência econômica do
bloco socialista.
3. CORRIDA ARMAMENTISTA
Diante das tensões entre os dois blocos, inicia-se uma corrida armamentista entre as duas potên-
cias hegemônicas, que ampliam seus arsenais bélicos, inclusive com armas nucleares.
REVOLUÇÃO CHINESA
Até o Século XIX, a China conseguiu manter-se como o principal país asiático, período em que
foi governada pela dinastia manchu. No século XIX, a China foi obrigada a ceder territórios para
a Inglaterra, França, Rússia e Japão, gerando diversas revoltas populares. Em 1911, o Kuomitang,
partido nacionalista chinês, proclama a República, mas devido ao imenso território chinês, a Re-
pública não subsiste, instalando-se, em 1925, um governo autoritário na China, sob a liderança de
Chiang Kai-shek, contra o Partido Comunista e rompendo com a frente única.
Durante o período entre guerras, a China sofreu com a política expansionista japonesa, que ane-
xou a parte oriental da China com facilidade. Enquanto isso, na porção ocidental surge a liderança
de Mao Tse-Tung, do Partido Comunista Chinês, pregando a resistência contra os japoneses e a
distribuição de terras aos camponeses.
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Com a rendição japonesa em 1945, Chiang Kai-shek não consegue conter as ofensivas do Partido
Comunista Chinês, apesar do apoio norte-americano, até que em 1º de outubro de 1949 é procla-
mada a República Popular da China, sob a direção de Mao Tsé-Tung. Chiang Kai-shek foge para a
Ilha de Formosa (Taiwan), onde organiza a República da China, apoiada pelos EUA.
MaoTsé-Tung celebra um tratado de amizade com a URSS em 1950, mas, com a morte de Stalin
em 1953 Mao Tse-Tung afasta-se dos soviéticos, isolando a China. A partir desse período a China
mergulhará em uma série de crises econômicas, sendo qualquer tipo de protesto reprimido pelo
governo de Mao. Em 1976, Mao Tse-Tung morre, assumindo Deng Xiaoping, que promove lenta
abertura da economia chinesa ao capitalismo. Apesar disso, o país continua, até os dias de hoje,
bastante longe da democracia.
GUERRA DA CORÉIA
Por ocasião do fi nal da IIGM, EUA e URSS estabeleceram uma divisão do mundo em áreas de in-
fl uência capitalista e socialista. Um dos países em que foi estabelecida essa divisão foi a Coréia. O
país foi dividido de forma que ao norte do paralelo 38ºN estabeleceu-se a República Popular De-
mocrática da Coréia, de infl uência socialista, enquanto que ao sul do referido paralelo instalou-se
a República da Coréia, sob infl uência dos países capitalistas.
No ano de 1950, a Coréia do Norte, apoiada pela China e pela URSS ataca a Coréia do Sul, tomando
a capital Seul. A ONU condena o ataque e envia forças militares para auxiliar a Coréia do Sul, conse-
guindo repelir os invasores. A guerra, no entanto, se estende, pois as forças americanas resolvem
invadir a porção norte. Após milhares de mortes de ambos os lados, as duas Coreias assinam um
acordo de paz em julho de 1953, mantendo a divisão das Coreias no paralelo 38ºN.
COEXISTÊNCIA PACÍFICA – A trégua assinada em Panmujon no ano de 1953 aproximou os chefes
de estado soviético e norte-americano. Vale ressaltar que Stalin faleceu nesse mesmo ano,
que também foi o ano da eleição de Dwight Eisenhower. Essa reaproximação resultou na doutri-
na da coexistência pacífi ca, segundo a qual socialismo e capitalismo deveriam conviver de
forma pacífi ca. Isso seria indispensável para que fosse evitada uma Terceira Guerra Mundial, com
consequências catastrófi cas para a humanidade, considerando que ambos os lados possuíam um
imenso arsenal atômico.
REVOLUÇÃO CUBANA
Até a década de 1950, Cuba era um país marcado por profunda desigualdade social. De um lado,
a maioria da população camponesa, vivendo em extrema pobreza e completamente esquecida
pelo governo e, de outro lado, uma minoria endinheirada, vivendo nos luxuosos cassinos e hotéis
de Havana.
Além disso, Cuba, desde sua independência era um país subordinado aos interesses dos EUA. A
Emenda Platt, incorporada à Constituição Cubana de 1902, assegurava aos norte- americanos o
poder de intervir na ilha e de manter uma base militar em Guantánamo. No ano de 1952, antes da
realização das eleições o General Fulgêncio Batista liderou um golpe de estado, implantando uma
ditadura em Cuba. O governo de Batista mostrou-se bastante corrupto e violento, despreocupado
em resolver o problema do analfabetismo e da miséria.
Nesse contexto, surge um grupo de jovens revolucionários liderados por Fidel Castro, que no ano
de 1953 executam um ataque ao quartel de Moncada, na cidade cubana de Santiago. Esse ataque
foi malsucedido, gerando a prisão de Fidel Castro. Em 1955, Fidel é libertado e exila-se no México,
de onde iniciará seus planos para um novo ataque ao governo de Batista.
No ano de 1956, Fidel Castro e Che Guevara formam um Exército Independente e instalam-se
na Sierra Maestra, de onde iniciaram uma série de conquistas, sempre com grande apoio popular.
Em 1º de janeiro de 1959, Fulgêncio Batista foge para a República Dominicana e Fidel Castro assu-
me o poder implantando o Socialismo em Cuba.
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Dentre as primeiras medidas adotadas por Fidel encontram-se a realização de reformas agrárias
que prejudicaram os interesses norte-americanos na ilha. No ano de 1961, os EUA patrocinam
cubanos anti-castristas para a realização de uma invasão, que fi cou conhecida como Invasão à
Baía dos Porcos, mas o ataque foi um tremendo fracasso.
HISTÓRIA03
Os EUA, temerosos com a repercussão da Revolução Cubana na América Latina, passam a intervir
politicamente e mandar auxílio econômico aos países latino-americanos, como forma de evitar
novas revoluções socialistas no continente americano. Além disso, os EUA expulsam Cuba da OEA
(Organização dos Estados Americanos) e iniciam forte embargo econômico à ilha.
Em 1962, Cuba passa a integrar o Comecon e a União Soviética celebra um acordo com o governo
cubano, visando à instalação de mísseis nucleares na ilha. Imediatamente os EUA decretam
um bloqueio naval a Cuba e, após tensas negociações, a URSS concorda em retirar seus mísseis da
ilha.
Com o colapso da URSS na década de 1990, Cuba sofre séries crises econômicas, em face do em-
bargo dos EUA à ilha. Fidel Castro, contudo, mantém-se no poder até 2006, quando se afasta por
problemas de saúde. Seu irmão Raul Castro assume interinamente até 2008, quando fi nalmente
Fidel se afasta defi nitivamente. Raul Castro toma posse como presidente de Cuba no ano de 2008
e enfrenta, desde então o desafi o de promover de forma gradual a abertura econômica de Cuba.
GUERRA DO VIETNÃ
No ano de 1963, a política da coexistência pacífi ca foi colocada de lado, com a Guerra do Vietnã. Os
EUA deram apoio militar e econômico ao Vietnã do Sul, que estava sob o governo anticomunista
de Ngo Dinh Diem. O governo de Diem sofria com a resistência dos vietcongs, guerrilheiros que
desejavam a unifi cação do Vietnã do Sul com o Vietnã do Norte, sob o regime socialista. No ano de
1963, o Diem é assassinado e os EUA passam a intervir diretamente no confl ito, enviando tropas
para dar apoio ao Vietnã do Sul.
Durante o confl ito, que durou mais de uma década, os EUA enviaram cerca de meio milhão de
soldados ao Vietnã, mas não conseguiram impedir a unifi cação dos dois países sob o regime so-
cialista.
COLAPSO DA URSS E FIM DA GUERRA FRIA
A URSS vivenciou desde sua criação até sua extinção um crescente processo de centralização ad-
ministrativa e econômica, gerando diversos problemas como a inefi ciência do setor público e a
queda da produtividade. Acresça-se a isso os investimentos na corrida armamentista e espacial
que geraram grandes gastos públicos e poucos retornos à economia da URSS. Por fi m, devemos
ainda lembrar que a partir de 1973 tivemos a crise internacional do petróleo, contribuindo para
acelerar o colapso da URSS.
É nesse contexto que, em 1985, Mikhail Gorbatchev assume a presidência da URSS, propondo um
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pacote de reformas políticas e econômicas que fi cou conhecido como Perestroika (reestruturação
econômica) e Glasnost (abertura política). Inicialmente Gorbatchev encaminhou essas reformas
de modo lento e gradual, apesar da grande pressão da população soviética para uma abertura
completa e implantação de uma democracia. Em 1991, Boris Yeltsin assume a presidência da URSS
ampliando as reformas iniciadas por Gorbatchev. Em agosto de 1991, setores conservadores do
Partido Comunista e das forças armadas tentaram um golpe para restabelecer o modelo ante-
rior às reformas, mas Yeltsin conseguiu frustrar o golpe com o apoio popular. Fortalecido, Yeltsin
proclamou a independência da Rússia e das demais repúblicas soviéticas, extinguindo a URSS e
criando a CEI (Comunidade dos Estados Independentes) e pondo fi m ao Pacto de Varsóvia.
Desde então a Rússia e os demais países que compunham a URSS vem tentando encontrar espaço
na economia mundial, enfrentando diversas difi culdades para isso. O fato é que, desde as refor-
mas iniciadas por Gorbatchev, assistiu-se à derrocada da Guerra Fria e ao colapso dos regimes
socialistas pelo mundo.
O grande marco para o encerramento da Guerra Fria foi a queda do muro de Berlim e a reunifi ca-
ção da Alemanha, inaugurando-se um novo período na história mundial, que costuma ser desig-
nado como Nova Ordem Mundial.
HISTÓRIA03
1.4. GLOBALIZAÇÃOE AS POLÍTICAS NEOLIBERAIS
Populares ajudam a derrubar o muro que separava a cidade de Berlim, na Alemanha: era o fi m da “Guerra Fria”.
Com o fi m da Guerra Fria, inaugura-se um novo período que vem recebendo o nome de Nova Or-
dem Mundial. Vimos que a economia mundial vivenciou uma crise internacional com o choque do
petróleo, fato esse que contribuiu para o colapso na União Soviética. A queda do muro de Berlim
serviu como marco para o fi m da Guerra Fria, encerrando com o clima de tensão entre as o capita-
lismo e socialismo e a bipolarização do mundo entre EUA e URSS.
Nesse novo cenário internacional, vemos o triunfo do capitalismo sobre o socialismo. Inclusive
países como China e Cuba, que ainda se afi rmam socialistas, vêm aos poucos vivenciando
um processo de abertura econômica. Apesar de triunfante, o capitalismo adquire uma nova rou-
pagem: o neoliberalismo. Para entendermos o neoliberalismo, devemos distinguir três diferentes
momentos na história do capitalismo: o liberalismo econômico clássico, o intervencionismo e
o neoliberalismo.
O liberalismo clássico consiste na defesa de uma economia regida pelo mercado, baseada na lei
da oferta e da procura. Esse modelo econômico entra em decadência com a crise de 1929.
Substituindo o liberalismo, surge o intervencionismo ou keynesianismo, modelo econô-
mico que visa à regulamentação do mercado. É a partir desse modelo que nasce o Welfare State,
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estado de bem estar social. Esse modelo entra em crise com o choque do petróleo na década de
1970.
A partir da década de 1990, ganha espaço o neoliberalismo, que defende menor parti-
cipação do estado na economia. No campo político, seus principais defensores foram a
primeira ministra britânica Margaret Thatcher e o ex-presidente norte-americano Ronald Reagan.
Esse modelo vem sendo seguido em diversos países do mundo contemporâneo. As reformas
defendidas pelo neoliberalismo, como as Reformas Trabalhista e Previdenciária, vem provocando
diversas ondas de protestos pelo mundo, como a França, Grécia etc.
Com o fi m da Guerra Fria, os Estados Unidos afi rmam-se como a maior potência mundial, inau-
gurando a chamada Pax Americana, expressão que designa a hegemonia dos EUA no cenário
internacional. Contra essa hegemonia surge um novo inimigo: o Terrorismo. Nesse contexto,
devemos recordar do atentado terrorista às Torres Gêmeas, em Nova York, EUA, em 11 de se-
tembro de 2001. Durante uma década, os americanos perseguiram o líder Osama Bin Laden, que
foi capturado e morto por tropas americanas no ano de 2011.
Ainda, falando sobre os aspectos da Nova Ordem Mundial, devemos destacar que a globalização,
a integração econômica das bolsas de valores, e a multipolarização do mundo, através da for-
mação de blocos econômicos, como o NAFTA, o MERCOSUL, a ALCA, a União Europeia, a APEC e
etc. A globalização consiste em um processo de integração do espaço mundial, caracterizando- se
pelo fl uxo de capitais, serviços, produtos, tecnologias e pessoas.
Por fi m, devemos nos lembrar que o Brasil vem exercendo um papel destacado na Nova Ordem
Mundial. A política externa brasileira vem adotando medidas que ressaltam o crescimento da im-
portância do país no cenário internacional. Nosso país tem sido apontado como uma das princi-
pais economias emergentes no planeta, compondo o grupo do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China),
além de fazer parte do G-20.
HISTÓRIA03
2. História do Brasil
2.1. A Revolução de 1930 e a Era Vargas
Inicialmente, devemos observar que estamos tratando do período vai de 1930 a 1945. Vale lem-
brar que o Brasil está em uma fase de consolidação da República, que fora proclamada em 15 de
novembro de 1889.
Após a Proclamação da República, houve um período de relativa estabilidade política, chamado
de República Velha. Nessa fase, o poder político fi cou nas mãos da oligarquia cafeeira, que
usava a máquina pública tão somente para tratar de seus interesses, esquecendo-se das demais
classes sociais existentes, em especial das classes urbanas, que estavam em franca expansão.
A expansão das classes urbanas e a política oligárquica vigente na República Velha começaram
a criar um clima de tensão, que abalará as estruturas políticas vigentes. É nesse contexto que
ocorre a chamada “Revolução de 30” e que sobre ao poder Getúlio Vargas, que governa o Brasil
durante 15 anos consecutivos.
Veremos um pouco dos precedentes históricos da Revolução de 30. Precedentes históricos são
os fatos apontados como desencadeadores de um evento ou marco histórico, isto é, fatos que
antecederam um acontecimento histórico e que podem ser tidos como causa desse mesmo acon-
tecimento. Podemos apontar os seguintes precedentes históricos à Revolução de 1930:
A) REPUBLICA VELHA – “POLÍTICA DO CAFÉ COM LEITE”
Com a Proclamação da República em 1889, o cenário político brasileiro é controlado por uma
oligarquia (governo exercido por alguns). Nesse período, os Presidentes da República eram to-
dos provenientes da elite latifundiária brasileira, ou seja, donos das grandes terras, especialmente
Fazendas de Café.
Nesse período, os estados de Minas Gerais e São Paulo se revezavam na Presidência da República.
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PODCAST:
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Era a chamada “Política do Café com Leite”, pois o Estado de São Paulo era o principal produtor de
café e o Estado de Minas, o principal produtor de leite. Esse revezamento somente era possível
graças ao sistema eleitoral brasileiro da República Velha em que o voto era aberto, o que per-
mitia o chamado voto de “cabresto ”.
B) TENENTISMO – Outro importante precedente histórico da Revolução de 1930 foi o tenentismo,
movimento formado por militares descontentes com os rumos da política nacional. Esse grupo
foi muito importante para o sucesso da Revolução de 1930, uma vez que essa “revolução” foi, em
verdade, um golpe de estado dado por Getúlio Vargas graças ao apoio dos militares.
HISTÓRIA03
A Revolta dos 18 do Forte (1922)
O movimento tenentista buscava, principalmente, a moralização das instituições republicanas,
o nacionalismo econômico e a valorização da classe.
VOTO DE CABRESTO – expressão usada para se referir a práticas políticas abusivas, como a com-
pra de votos.
média urbana. Além disso, também podemos mencionar que uma das principais bandeiras do
tenentismo era o voto secreto.
Um dos episódios defl agrados pelo movimento tenentista foi a Revolta do Forte de Copacaba-
na em 1922, ou Revolta dos 18 do Forte (18 era o número de militares que participou do
levante).
Quando falamos em tenentismo, também devemos nos lembrar da Coluna Prestes (1925/27),
que foi um movimento armado que percorreu todo o interior do Brasil, do Rio Grande do Sul à
Região Norte, difundindo os ideais tenentistas. Ela recebeu esse nome em homenagem a um de
seus principais idealizadores, o então capitão Luis Carlos Prestes, apelidado de “Cavaleiro da Es-
perança”.
A importância do tenentismo foi a de preparar o caminho para a Revolução de 1930. O te-
nentismo pode ser considerado como o braço armado daqueles que queriam uma mudança
na estrutura política oligárquica vigente no Brasil, simbolizada pela Política do “Café com Leite”.
C) MOVIMENTOS SOCIAIS URBANOS da República Velha - (Revolta da Vacina, Revolta da Chibata
e Greves Gerais) – Ainda falando sobre os precedentes históricos da Revolução de 1930, devemos
mencionar os movimentos sociais urbanos que ocorreram na República Velha.
Podemos destacar três movimentos: Revolta da Vacina, Revolta da Chibata e Greves Gerais.
Trataremos, sucintamente, de cada um deles:
REVOLTA DA VACINA, 1904 – Foi um levante popular contra a Política de saneamento no Rio de
Janeiro. Essa política buscava combater epidemias, como a Varíola e a Febre Amarela, muito
comuns na cidade naquele período.Para isso, o governo federal editou uma lei tornava a vacina-
ção obrigatória, além de adotar outras medidas antipopulares, como a desapropriação e demo-
lição de imóveis populares para construção de avenidas e esgoto. O principal idealizador dessa
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PODCAST:
política foi o médico e sanitarista Oswaldo Cruz.
REVOLTA DA CHIBATA, 1910 – Revolta de militares da Marinha do Brasil contra castigos
corporais (chibatadas) e contra o serviço militar obrigatório – viaturas recolhiam mendigos para
prestarem serviço militar.
Greves Gerais –Estamos tratando do início do processo de industrialização no Brasil. As primei-
ras fábricas são instaladas nas grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. Surge pela pri-
meira vez uma classe operária urbana, também chamada de proletariado (imigrantes italianos
e japoneses - Anarco-sindicalismo) – Esses trabalhadores são submetidos a péssimas condições
de trabalho, como jornadas de trabalho intensas, sem descanso semanal, sem férias ou aposenta-
doria. Greves - A “questão social” (greves) é tratada como “caso de polícia” (frase de Washington
Luis, Presidente da República em 1926) – repressão violenta. Essas greves representam uma de-
manda social totalmente nova, demanda esta que será encampada por Getúlio Vargas, que será o
pioneiro em “conceder” direitos trabalhistas a essa nova classe social.
D) CRISE ECONÔMICA DE 1929 – Crack da bolsa da Nova Iorque – Na República Velha, a econo-
mia brasileira baseava-se, sobretudo, na monocultura de café. Em 1929, tivemos um período de
superprodução de café, havendo mais oferta do produto do que a efetiva demanda. Esse período
coincidiu com a crise econômica mundial de 1929, o que levou o preço do café a despencar no
mercado internacional, colocando a economia brasileira em colapso, e dando fi m á hegemonia
dos cafeicultores na economia nacional.
HISTÓRIA03
A REVOLUÇÃO DE 1930
Nessa parte da aula, veremos mais detalhadamente a “Revolução de 1930”. Até agora estávamos
enumerando os precedentes históricos e as causas que desencadearam essa “revolução”.
Antes, porém, precisamos fazer uma observação importante. Sempre que falarmos em “Revolu-
ção de 1930”, devemos usar as aspas, pois não podemos considerá-la propriamente como uma
revolução no sentido usado pelos historiadores e sociólogos.
Para esses estudiosos, a palavra revolução se refere a uma transformação radical da socie-
dade, que atinge defi nitivamente o modo de vida das pessoas, o que, de modo algum, ocorreu
durante o movimento político de 1930.
A razão pela qual a palavra revolução não é adequada ao movimento de 1930 se dá pelo fato de
que ela não provocou uma alteração profunda nas estruturas sociais e econômicas brasilei-
ras então vigentes. Pelo contrário, Getúlio Vargas manteve durante todo o seu governo um
pacto com a oligarquia nacional, o que pode ser facilmente constatado, se considerarmos que
Getúlio Vargas foi quem fomentou a política de proteção ao café, ao determinar que o governo
federal comprasse centenas de toneladas de sacas de café para, em seguida, queimá-las, prote-
gendo com isso o preço do produto no mercado internacional.
Por outro lado, embora não tenha provocado uma transformação radical da sociedade brasileira,
a “Revolução” de 1930 teve seus méritos, pois conseguiu colocar na pauta da política na-
cional demandas até então esquecidas, como é o caso dos direitos trabalhistas e a substitui-
ção do modelo econômico brasileiro, baseado na monocultura do café, por um novo modelo,
baseado na valorização da indústria e do comércio.
Dessa forma, é correto afi rmar que a “Revolução de 1930” representa muito mais um processo
de transformação do Brasil do que uma revolução propriamente dita, processo este conduzido
por um político extremamente hábil, que soube conciliar os interesses da oligarquia nacional
com as demandas das camadas sociais menos favorecidas. Por esse motivo, é que é comum a
afi rmação de que Vargas era o “pai dos pobres e a mãe dos ricos”.
Feitas essas considerações iniciais, passemos à análise do processo político que levou ao golpe de
estado desferido por Getúlio Vargas em 03 de outubro de 1930. Vimos que na República Velha
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vigorava a chamada Política do Café com Leite, por meio da qual os candidatos à Presidência da
República, apoiados pelos estados de São Paulo e de Minas Gerais, se revezavam no Poder. Esses
candidatos eram apoiados pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) e pelo Partido Republi-
cano Paulista (PRP).
Ocorre que, no ano de 1929, houve um “racha” entre esses dois partidos. Isso porque o então Pre-
sidente da República, Washington Luís, apoiado pelos paulistas, decidiu indicar como seu suces-
sor outro paulista, Julio Prestes, em vez de indicar um político mineiro, como seria o espera-
do. Essa conduta gerou revolta no Partido Republicano Mineiro, que passou para a oposição,
unindo-se a estados como Rio Grande do Sul e Paraíba na chamada Aliança Liberal, pondo fi m à
“Política do Café com Leite”.
Os paulistas, portanto, lançaram como candidato às eleições presidenciais de 1930, o paulista
Julio Prestes, enquanto que os mineiros aliaram-se ao Rio Grande do Sul e à Paraíba, apoiando
a candidatura do gaúcho Getúlio Vargas ao cargo de Presidente da República, e a do paraibano
João Pessoa como Vice.
HISTÓRIA03
Revolução 1930 Getúlio Vargas Palácio do Catete, Rio de Janeiro.
As eleições foram realizadas em 1º de março de 1930, apontando Julio Prestes como vencedor.
A Aliança Liberal (partido que apoiava Getúlio Vargas) não se conformou com o resultando ale-
gando que houve fraude nas eleições. A vitória de Júlio Prestes levou alguns tenentes,
como Juarez Távora e João Alberto, a darem início a uma conspiração para evitar a posse de Julio
Prestes, ganhando rapidamente a adesão de alguns políticos, como Antonio Carlos Andrade,
governador de Minas Gerais.
O estopim do movimento se deu em 26 de julho de 1930, com o assassinato de João Pessoa
(candidato a Vice da coligação partidária de GV), por motivações políticas, iniciando- se, em
seguida, rebeliões em alguns estados como Rio Grande do Sul e Paraíba.
Por fi m, em 03 de novembro de 1930, uma junta militar depõe o Presidente Washington Luis e
impede a posse de Julio Prestes, passando o poder a Getúlio Vargas provisoriamente.
Getulio Vargas sobe ao poder em 1930, e nele permanece por 15 anos, sucessivamente como
chefe de um governo provisório, presidente eleito pelo voto indireto e ditador. Deposto em 1945,
voltaria a presidência pelo voto popular em 1950, não chegando ao fi m do mandato – por suici-
dar-se em 1954.
GOVERNO PROVISÓRIO
Com o golpe de estado de 03 de novembro de 1930, Getúlio Vargas assume a Presidência da
República com amplos poderes. Vale lembrar que Vargas assume o poder em um “estado de com-
promisso”, pois ele busca conciliar os interesses das oligarquias nacionais (em especial a cafe-
eira), bem como atender aos reclames das classes urbanas, do proletariado, da burguesia e do
Exército.
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Dentre os fatos que mais marcaram esse primeiro período inicial da Era Vargas, podemos destacar:
DEFESA DA CAFEICULTURA – Adoção de medidas para a valorização do café. O governo compra
toneladas de café para, em seguida, queimá-las, protegendo, com isso, o preço do produto no
mercado internacional.
ESTÍMULO À ATIVIDADE INDUSTRIAL – Com a crise econômica internacional, muitos produtos
que o Brasil importava passaram a faltar no mercado. Além disso, havia a necessidade de libertar a
economia internacional da monocultura do café, produto que havia perdido seu valor no merca-
do internacional. Portanto, a crise de 1929 encerrou o chamado ciclo do café.
A solução encontradapor Vargas para a economia nacional foi estimular a indústria. A indús-
tria nesse período era voltada à Substituição das importações, pois o Brasil passou a produzir os
produtos que antes eram importados de outros países.
É também nesse período que se inicia a migração nordestina para o sudeste, para preencher a
carência de mão de obra na indústria.
Vargas foi pioneiro na concessão de direitos trabalhistas a esses trabalhadores. Importante
mencionar que as conquistas trabalhistas no Brasil foram um “movimento de cima para baixo”. Isso
porque Vargas foi aos poucos conferindo aos trabalhadores os direitos trabalhistas, como uma es-
pécie de benevolência, isto é, como se estivesse fazendo um favor aos trabalhadores. Essa política
trabalhista liquidou com as condições de existência de um “sindicalismo autônomo” no Brasil. Ele
criou estruturas sindicais rígidas, de forma a poder controlar os sindicatos dos trabalhadores.
HISTÓRIA03
2.2. As Constituições Republicanas
A chamada “revolução de 1932” se deu em virtude da demora do governo provisório em
convocar uma assembleia constituinte para elaborar uma nova constituição. A Constituição que,
em tese, estava em vigor era ainda a primeira constituição republicana, de 1891. Mas ela “funcio-
nava apenas no papel”, pois Vargas governava com amplos poderes, sem respeito à legalidade e à
separação de poderes.
Diante dessa situação, a elite paulista levanta bandeira da legalidade, realizando diversos comí-
cios exigindo a convocação de uma assembleia constituinte. Vale lembrar que, como bem observa
o historiador Boris Fausto, a elite paulista resolve “levantar essa bandeira”, pois estava ressentida
com a Revolução de 30, que, além de acabar com a Política do Café com Leite, ainda eliminou a
autonomia que os estados gozavam na República Velha, destituindo os governos estaduais e as
respectivas assembleias legislativas, nomeando interventores para o governo dos estados.
Acresce, ainda, o descontentamento dos paulistas com a nomeação de um “forasteiro” para ser
interventor de São Paulo. Vargas nomeia um tenente pernambucano, João Alberto Lins de Barros,
para o cargo. Diante desse quadro, inicia-se em São Paulo uma campanha para a convocação de
uma assembleia constituinte para a elaboração de uma constituição para o Brasil. O movimento
paulista começa com a realização de grandes comícios realizados em praças públicas. Vargas ten-
ta amenizar a situação nomeando um interventor paulista para o governo de São Paulo, Pedro
de Toledo, mas isso não é sufi ciente para diminuir o descontentamento dos paulistas contra o
governo provisório, pois as interferências do governo federal em São Paulo são constantes. Vargas
interfere na nomeação do secretariado do governo de São Paulo, não deixando com que Pedro de
Toledo a faça livremente.
Essa intervenção gera uma série de protestos em São Paulo. Em uma dessas manifestações,
realizada em 23 de maio de 1932, partidários do governo de Getúlio Vargas assassinaram cinco
estudantes paulistas, cujos nomes eram Martins, Miragaia, Dráusio, Camargo e Alvarenga. É daí
que surge a sigla MMDC (ou MMDCA), iniciais dos nomes dos estudantes assassinados, que será
usada nas bandeiras e cartazes com a propaganda da revolução constitucionalista.
REVOLUÇÃO CONSTITUCIONAL DE 1932 EM SÃO PAULO
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PODCAST:
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A morte dos estudantes paulistas em 23 de maio de 1932 serve de estopim para o início do
movimento armado em São Paulo contra o governo de Getúlio Vargas e a favor da elaboração
de uma nova Constituição.
Em 9 de julho de 1932 eclode a luta armada que se estenderá até 2 de outubro do mesmo ano,
com a derrota das forças paulistas pelas forças militares do Governo Federal.
Apesar da derrota dos paulistas, a revolução de 1932 teve como mérito a promulgação de uma
nova constituição para o Brasil em 16 de julho de 1934.
HISTÓRIA03
Cartazes utilizado pelos revolucionários de 1932.
Governo Constitucionalista (1934-1937)
Podemos destacar as seguintes características da Constituição de 1934:
a) Voto secreto;
b) Voto feminino;
c) Criação da Justiça do Trabalho;
d) Criação da Justiça Eleitoral;
e) Nacionalização das Riquezas do subsolo;
f ) Direitos Trabalhistas.
A Constituição de 1934, inspirada na Constituição alemã de Weimar, teve o mérito de incluir em
seu bojo questões sociais, como os direitos dos trabalhadores, que fi caram esquecidas durante a
República Velha.
Durante o governo constitucional de Vargas, podemos destacar o surgimento de dois grupos
políticos antagônicos (polarização ideológica):
1. INTEGRALISMO: Movimento inspirado pelas ideias do fascismo. Seu principal líder era Plínio
Salgado, jornalista e político de SP. Os seus membros eram conhecidos como camisas verdes, pois
usavam uniformes dessa cor. O movimento difundia o nacionalismo, era a favor do totalitarismo e
do regime de partido único. Antidemocrática.
2. ANL (ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA) – Grupo de oposição ao Governo Vargas. Inspi-
rados nos ideais marxistas. Defendiam a reforma agrária. Movimento de Massas. Como Getúlio era
contrário a essas ideias, acabou por colocar a ANL na ilegalidade. Essa atitude levou os membros
da ANL se aliarem para planejarem um golpe contra Getúlio Vargas, chamada de Intentona Co-
munista (1935).
A intentona comunista (ou revolta vermelha de 1935) foi um levante contra o governo de Getúlio
Vargas. Seu principal dirigente foi o tenente Luis Carlos Prestes, agora convertido ao comunismo.
Houve a participação também de Olga Benário, militante russa e companheira de Prestes.
A intentona comunista não teve sucesso e foi reprimida pelo governo Vargas, servindo ainda
de pretexto para que Vargas implantasse o chamado Estado Novo, de feições claramente ditato-
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rias.
Os integralistas se aproveitam da intentona comunista para criar temor na população brasileira,
especialmente da classe média, forjando um documento falso, chamado Plano Cohen. Esse falso
plano dava ideia de que os comunistas tentariam um novo golpe contra o governo, golpe esse
que teria proporções muito maiores que a intentona comunista. Contando com apoio dos integra-
listas e dos militares, Vargas dá um novo golpe de estado em 1937, impedindo a realização das
eleições que ocorreriam em 1938, inaugurando o Estado Novo.
Em 1937 também foi criada a DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda: Divulgação em
rádio, cinema, teatro, imprensa e a criação da Hora do Brasil, conhecido como Voz do Brasil.
ESTADO NOVO (1937-1945)
A intentona deu o pretexto que Getúlio e a cúpula do Exército precisavam para a instituição de
um estado totalitário. O Congresso Nacional é fechado e, em 10 de novembro de 1937, Vargas ou-
torga uma nova Constituição, redigida por Francisco Campos. Essa constituição fi cou conhecida
como “A Polaca”, pois foi inspirada na constituição fascista polonesa. Ela promoveu uma grande
centralização do poder nas mãos do Executivo, pondo fi m às eleições diretas, à liberdade
partidária e ao direito de greve, bem como submetendo à imprensa à censura.
Nesse período, Vargas acentua o nacionalismo, como forma de propaganda política. Ele exalta os
grandes progressos no campo econômico, bem como as conquistas no campo trabalhista.
Vargas usava a imprensa para fazer propaganda de seu governo, usando do grande carisma e ape-
lo que tinha junto às massas (Populismo)- com isso o surgimento do Salário Mínimo.
É durante o Estado Novo que haverá o maior desenvolvimento da indústria nacional. Nesse pe-
ríodo, são criadas indústrias de base, como a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), FNM (Fábrica
Nacional de Motores) e a Vale do Rio Doce.
Com a Constituição de 1946, Dutra afastava-se da carta de 1937, optando pelo liberal-democráti-
co e abrindo caminhopara a comunidade do modelo corporativo. O Brasil tornou-se Republica
Federativa: UNIÃO, ESTADOS E MUNICIPIOS. E fi xaram os três poderes: Executivo, Legislativo
e Judiciário. Caberia o Congresso Nacional, da Camara dos Deputados e Senadores. E o Presiden-
te seria eleito pelo Voto Direto e secreto, fi cando no máximo 5 anos no poder.
No capitulo referente a Cidadania: O voto era obrigatório: Aos Brasileiros, alfabetizados, maiores
de 18 anos, de ambos os sexos, dando o fi m, a de 1934, que só podiam mulheres que exercessem
função publica remunerada.
Já no de Divorcio: Ficou defi nido como que a família se constituía pelo casamento de vinculo
indissolúvel.
E no de Direto a Greve: “É RECONHECIDO O DIREITO DE GREVE, CUJO EXERCÍCIO A LEI REGULA-
RÁ”. Ou seja, prejudicaria os trabalhadores.
SEGUNDA GUERRA MUNDIAL – Iniciou-se em 1939. Até 1943, Getúlio, embora mostrasse
simpatia às potências do eixo (Alemanha, Itália e Japão), manteve-se neutro. Somente em 4e é
que Getúlio se inclina às potências aliadas (EUA, Inglaterra, França e URSS), com o afundamento
de navios mercantes brasileiros por submarinos alemães.
Importante mencionar que alguns historiadores defendem que, na verdade, o afundamento dos
navios brasileiros teria sido uma “armação” dos EUA para que o Brasil se posicionasse a favor dos
aliados. O interesse norte-americano no Brasil era por questões estratégicas. Os americanos
precisavam de uma base de apoio no nordeste brasileiro e chegaram a ameaçar uma invasão no
nordeste, caso o governo de Vargas não se posicionasse a favor dos Aliados. Força Expedicionária
Brasileira.
O fato é que a opinião pública fi cou convencida de que os alemães foram os responsáveis pelo
ataque, o que fez com que o Brasil declarasse guerra às potências do eixo em 1942.
HISTÓRIA03
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Somente dois anos depois (mais precisamente em setembro de 1944) é que o Brasil enviou suas
praças (FEB – Força Expedicionária Brasileira) ao sul da Itália para combater na II Guerra Mundial.
Uma curiosidade sobre a FEB é o seu símbolo, consistente em uma cobra “fumando”. Esse
símbolo foi escolhido, pois alguns afi rmavam que era “mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil
entrar na guerra”. Em 1945, termina a II Guerra Mundial com a vitória dos aliados, merecendo des-
taque a atuação dos “pracinhas da FEB” nas campanhas de Monte Castello e Fornovo
HISTÓRIA03
“Cobra fumante” Símbolo da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
CRISE DO ESTADO NOVO
O fi nal da II Guerra Mundial foi decisivo para o fi m do Estado Novo. Isso porque os pracinhas brasi-
leiros da FEB lutaram contra o regime fascista e, incoerentemente, o Brasil tinha um governo fun-
dado sobre os moldes do fascismo. A vitória dos aliados na II GM é apontada como o fator externo
para o fi m do Estado Novo.
Diante dessa situação, Getúlio tenta se apoiar em uma espécie de mobilização popular, lançando
o movimento chamado “Queremismo”, que pretendia que Getúlio continuasse no poder. Isso de-
sagradou as forças militares, que, no mesmo ano (1945) dá um golpe preventivo, depondo Getúlio
Vargas e garantindo a realização de eleições. Os principais candidatos são o Marechal Eurico Gas-
par Dutra e o Brigadeiro Eduardo Gomes. Dutra é eleito, convocando em
1946 uma Assembleia Constituinte.
Getúlio não se afasta totalmente da vida política. Em 1951, Vargas se elegerá novamente Presi-
dente da República pela via democrática, mas acaba cometendo o suicídio no ano de 1954, por
razões políticas.
2.3. A estrutura política e os movimentos sociais no período
militar
REGIME MILITAR (1964-1985)
INTRODUÇÃO: PRÉ -“REVOLUÇÃO DE 64”
Com o fi m da Era Vargas em 1945, tivemos o encerramento de um hiato autoritário e a redemo-
cratização do Brasil, cuja principal causa foi a derrota das ditaduras nazifascistas na II GM, o que
enfraqueceu o governo totalitário de Vargas (Estado Novo).
Vargas é deposto através de um golpe militar “preventivo”, visando garantir a realização das elei-
ções em 1945, que tem como vitorioso Eurico Gaspar Dutra.
A) GOVERNO DE EURICO GASPAR DUTRA (1945-1950)
Sucintamente, podemos destacar as seguintes marcas do Governo de Eurico Gaspar Dutra:
1. Governo marcado pelo “entreguismo”- abertura da economia nacional a empresas multina-
cionais.
2. Cinco temas básicos: Saúde, Alimentação, Transporte, Energia, Abertura da Economia nacional
para empresas internacionais.
3. Desvalorização da indústria nacional.
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Após o governo de Dutra, tivemos novas eleições diretas em 1950. Nessas eleições Getúlio
Vargas é eleito democraticamente, tendo como principal promessa de campanha o resgate da
valorização da indústria nacional.
B) SEGUNDO GOVERNO VARGAS (1950-1954)
O Governo de Vargas, nesse período é marcado pelo nacionalismo e populismo. Campanha “O
Petróleo é nosso”. Criação da Petrobrás. Proibição de multinacionais explorarem e refi narem
petróleo.
O governo de Vargas nesse período é marcado pela disputa política com João Goulart, ministro
do trabalho. “Jango” promete aumentar o salário mínimo em 100%. Getúlio Vargas demite Jan-
go. A imprensa começa a criticar Getúlio.
HISTÓRIA03
Carlos Lacerda, governador do estado da Guanabara, começa a fazer duras críticas a GV.
Logo em seguida, ele sofre um atentado – Atentado da Rua Tonelero, em que morre um major da
aeronáutica, que fazia a segurança de Carlos Lacerda. Com as investigações, chega-se a Gregório
Fortunato, segurança particular de GV. Diante das acusações de ser mandante do atentado contra
Lacerda e das pressões políticas, especialmente dos militares, Getúlio Vargas se suicida em 1954.
Com a morte de GV, assume Café Filho, vice-presidente, que convoca novas eleições diretas em
1955. Nesse pleito, vence Juscelino Kubistchek.
“Deixo à sanha dos meus inimigos, o legado da minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer, por
este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que preten-
dia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos
e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.”
C) GOVERNO JUSCELINO KUBISTCHEK (1955-1960)
O Governo Juscelino Kubistchek é marcado pelo desenvolvimentismo, impulsionado pela gran-
de oferta de crédito no mercado internacional. O lema de JK era “Crescer 50 anos em 5”. É nessa
época que há a construção de Brasília (marcha para o centro-oeste). Há um intenso crescimento
da economia nacional, mas também grande endividamento externo.
Crítica à construção de Brasília: A retirada da capital do Rio de Janeiro para Brasília, acaba afastan-
do os centros urbanos do centro político do país, ou seja, faz com que a sociedade civil se sepa-
rasse da classe política.
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Crítica à construção de Brasília: A retirada da capital do Rio de Janeiro para Brasília, acaba afastan-
do os centros urbanos do centro político do país, ou seja, faz com que a sociedade civil se sepa-
rasse da classe política.
Em 1960, ocorrem novas eleições, sendo eleito Jânio Quadros e João Goulart (“Jango”), como vice.
D) GOVERNO JANIO QUADROS (FEVEREIRO DE 1961 ATÉ AGOSTO DE 1961)
Jânio é eleito com o projeto de “varrer a corrupção” do Brasil. Ele toma diversas medidas populistas
e moralistas: proíbe o uso de biquínis, briga de galo, corrida de cavalo e lança-perfume.
Jânio reata relações diplomáticas com a China e com a URSS. Condecoração de Che Guevara.
“Jango”, vice-presidente, foi visitar a China comunista. Esse período era o auge da Guerra Fria,
período em que há a bipolarização do mundo entre EUA e URSS.
Por causa da aproximação de Janio com os países comunistas, ele começa a sofrer duras críticas e
pressão dos militares.
Como elenão tinha apoio do Congresso, acaba renunciando ao cargo em agosto de 1961.
HISTÓRIA03
Jânio Quadros, na campanha que o levaria à Presidência da República, em 1960.
Quando Jânio renuncia ao cargo, Jango estava na China (país Comunista). Os militares começam
a divulgar que Jango não assumiria a presidência da república.
Jango desvia sua rota, entrando no Brasil pelo RS, para fugir dos militares. Leonel Brizola, cunhado
de Jango, o apoia, montando a chamada “cadeia de legalidade”, movimento a partir do RS, pelo
respeito à Constituição, que visava garantir que Jango assumisse a Presidência.
Os militares permitiram que Jango assumisse, mas criaram um artifício para que ele não pudesse
governar. Esse artifício consistiu em uma emenda constitucional instituindo o parlamentarismo
no Brasil. Jango assume apenas como chefe de estado. Tancredo Neves assume como chefe de
governo. Dividiu-se o poder para evitar que Jango pudesse governar, pois, de acordo com os mili-
tares, ele seria um comunista.
Em fevereiro de 1963, houve consulta popular, na qual o parlamentarismo foi abandonado, vol-
tando o presidencialismo. Jango governa até 31 de março de 1964. Neste período, Jango assume
como chefe de estado e chefe de governo.
Jango lança as denominadas “Reformas de Base”. Eram cinco:
1. REFORMA EDUCACIONAL - proibição da existência de escolas particulares, determinando que
15% dos lucros nacionais deveriam ser investidos em educação
2. REFORMA URBANA – quem tivesse mais de um imóvel urbano sofreria desapropriação do
imóvel excedente, pelo valor venal do bem
3. REFORMA RURAL – propriedades rurais com mais de 600 hectares seriam desapropriadas para
Reforma agrária.
4. REFORMA TRIBUTÁRIA – impostos seriam progressivos, proporcionais ao lucro pessoal.
5. REFORMA ELEITORAL – os analfabetos passaram a ter o direito de votar.
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VÍDEO AULA:
PODCAST:
HISTÓRIA03
Aprova a Lei de Remessa de Lucros – A lei proibia que as empresas multinacionais retirassem seus
ganhos do Brasil. Tudo deveria ser reinvestido dentro do Brasil.
Todas essas medidas descontentam a classe média. Jango assina a Reforma Agrária no chamado
comício dos 100 mil, ocorrido no RJ. Contra essas Reformas ocorrem diversas passeatas no Brasil –
passeata da família, com Deus, pela liberdade (Direita), apoiada pelos militares.
Em 1º de abril de 1964, os militares deram um golpe e depuseram “Jango” do poder, sob o pretexto
de afastar a chamada “ameaça comunista”. Inaugura-se um novo hiato autoritário no Brasil.
Devemos mencionar que existiam dois grupos militares: Os chamados militares da Escola de Sor-
bonne - grupo mais intelectualizado) e os militares “linha-dura”. Os mais intelectualizados busca-
vam conferir alguma legitimidade ao golpe militar e aos poucos assegurar a redemocratização
do país. Já os militares ‘linha-dura’ eram mais radicais, defendendo a manutenção do regime nos
moldes ditatoriais.
Em 15 de abril de 1964, assume Castelo Branco, que pertencia ao primeiro grupo, e afi rmava que
a intervenção militar tinha apenas caráter temporário e preventivo.
Em 1964, Castelo Branco edita o AI-1 (ato institucional nº 1), que tinha força constitucional.
Em tese, continuava em vigor a Constituição de 1946, mas na prática o que valia como constitui-
ção era o AI 1.
O AI-1 depõe “Jango” e inaugura a Ditadura Militar. A justifi cativa para o AI-1 era que os comunistas
queriam tomar o poder no Brasil, tratava-se de salvar o Brasil dos comunistas. O AI-1 tinha prazo
de validade (01 ano). Esse ato decretou o Estado de Sítio no país. Todos os direitos civis foram
suspensos. Houve toque de recolher. Permitia-se prisão sem mandado judicial. Havia censura em
todos os meios de comunicação.
O AI-2, lançado em 1965, permite o bipartidarismo. Os dois partidos existentes são a Arena (alian-
ça renovadora nacional – que apoia os militares) e o MDB (movimento democrático brasileiro).
Durou até 1979. Pertenciam à Arena: Marco Maciel, José Sarney, ACM, Maluf. Pertenciam ao MDB:
Mário Covas, FHC, Itamar Franco, Ulisses Guimarães.
Em 1966, é editado o AI-3. Estabelece eleições indiretas para governadores e vice- governadores.
Em dezembro de 1966, o AI-4 convoca uma Assembleia Nacional Constituinte. O Congresso estava
fechado desde 1964. O AI-4 convoca o Congresso Nacional e fi xa um prazo para aprovar um pro-
jeto de constituição. O Congresso trabalha de dez-66 até janeiro de 67, aprovando a Constituição
de 1967. O Congresso estava proibido de emendar o projeto que veio do executivo. Mesmo assim,
o Congresso conseguiu aprovar duas emendas: cria a proibição do Chefe do Executivo fechar o
Congresso e cria a imunidade parlamentar.
A) GOVERNO CASTELO BRANCO (1964 – 1967)
Consolidação da “revolução” e afastamento da ameaça comunista;
Intenção – Governar provisoriamente e redemocratizar o Brasil;
Pressão da “Linha-Dura”;
Atos Institucionais.
AI-1 (1964) Redigido por Francisco Campos
Poderes excepcionais ao Poder Executivo;
Subtraiu autonomia ao Poder Legislativo;
Direitos civis suspensos;
Censura.
AI-2 (1965)
Institui o bipartidarismo – ARENA e MDB;
PERÍODO MILITAR (1964-1985)
PÁG. 98VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Crimes políticos julgados pela Justiça Militar
AI-3 (1966)
Eleições indiretas para governadores e vices.
JUNHO DE 66 – Atentado do Aeroporto de Guararapes – Recife – matar o candidato General Costa
e Silva.
DEZEMBRO 66 – Castelo Branco “convoca” Assembleia Nacional Constituinte para elaborar a
Constituição de 1967. – “Promulgação” apenas formal. Congresso não tinha ampla autonomia.
Mesmo assim, consegue aprovar duas emendas: Proibição de fechar o Congresso e Imunidade
Parlamentar.
A) GOVERNO COSTA E SILVA (1967 - 1969)
Assume em 15 de março de 67, tendo como vice o civil Pedro Aleixo;
Entra em vigor a CF 67;
Indica Antonio Delfi m Neto para ser ministro da fazenda;
Aumento do investimento estrangeiro no Brasil;
Lei de Segurança Nacional – crime de opinião, político e de subversão.
1968 – Onda de protestos contra o regime
Greve em Osasco 1968;
Invasão da UnB;
Morte de estudante durante repressão à manifestação no
Restaurante Calabouço;
Passeata dos cem mil no RJ;
Frente Ampla – Carlos Lacerda, JK e “Jango”;
Sequestro do embaixador americano pelo MR-8;
Rapto do Cônsul Japonês;
Guerrilhas – Carlos Lamarca – desertor do Exército;
Atentado ao Gasômetro: Caso Para-SAR (Brigadeiro João Paulo
Burnier x Aviador Sérgio Miranda de Carvalho;
Boicote ao 7 de setembro em 68 – Deputado Márcio Moreira Alves;
Confronto entre estudantes da USP x Mackenzie ligados ao
C.C.C.
Estabelece a chamada “linha-dura” – recrudescimento do regime;
Criação do SNI “Polícia Política”;
Conselho Superior da Censura (Estadão publica poesias de Camões);
ESQUADRÕES DA MORTE (Tortura);
GRUPOS DE REPRESSÃO:
OBAN (Governador de SP Abreu Sodré) e DOPS (Depto Ordem Política e Social);
Exílio de artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque, Geraldo Vandré.
B) GOVERNO DA JUNTA GOVERNATIVA PROVISÓRIA (1969)
Aurélio Lira (Exercito), Marcio de Sousa Melo (Aeronáutica) e
Augusto Hamann Rademaker (Marinha)
Em 28 de agosto de 1969, Costa e Silva é acometido de trombose grave, sendo substituído por
uma junta militar Pedro Aleixo não assumiu, pois foi o único membro do Conselho de Segurança
Nacional a votar contra o AI-5.
Mantém a “Linha Dura”
C) GOVERNO MÉDICI (1969-1974)
Assume em 30 de outubro de 1969.
Intensifi ca o combate aos grupos opositores;
Slogans e Propaganda institucional;
Repressão - Tortura – Extinção da Guerrilha do Araguaia;
HISTÓRIA03
PÁG. 99
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Milagre Econômico – PND (1972-74) – crescer aproveitando a conjuntura internacional
(Delfi m Neto: “primeiro crescer, depois distribuir”);
Obras Faraônicas (Ponte Rio-Niterói, Transamazônica, Hidrelétricas Itaipu,
Tucuruí) Grandes Estatais;
Crise Internacional do Petróleoem 1973 – Confl ito do Yom Kippur.
D) GOVERNO GEISEL (1974-1979)
Assume o governo num cenário de recessão econômica – fi m do milagre econômico.
Greves no ABC Paulista;
O Regime perde o apoio do governo americano (Jimmy Carter 1977);
“Distenção” – abrandar alguns aspectos da ditadura, para uma “abertura lenta, gradual e segura”;
Transição sem acerto de contas com o passado;
Eleição para o Senado – Dos 22 senadores, 16 eram da oposição (MDB);
Militares editam Lei Falcão – visava impedir a politização das eleições. Proibia propaganda políti-
ca, apenas a foto e currículo do candidato;
Assassinato do jornalista Vladimir Herzog no II Exército em SP. Protestos;
Geisel fecha o Congresso e edita o Pacote de Abril;
Um terço dos senadores eleitos indiretamente (senadores biônicos);
Eleições indiretas para governadores.
Em 17 de outubro de 1978, a Emenda Constitucional nº 11 revogou o AI-5
E) GOVERNO FIGUEIREDO (1979-1985)
Hiperinfl ação– Overnight;
Paralisação das obras;
Pluripartidarismo;
Lei da Anistia recíproca (1979);
Abertura Política;
Campanha das “Diretas Já” em 1984 (Emenda Dante Oliveira) Rejeitada a PEC;
Realização de Eleições Indiretas (Vitória de Tancredo Neves)
Em 08 de maio de 1985, o Congresso aprova a Emenda Constitucional acabando com o Re-
gime Militar.
HISTÓRIA03
2.4. A abertura política e a redemocratização do Brasil
REDEMOCRATIZAÇÃO (1985 – AOS DIAS ATUAIS)
Tancredo Neves tinha prometido que convocaria uma Assembleia Nacional Constituinte.
No dia 14 de Março de 1985, véspera da posse de Tancredo, ele é internado por problemas de
saúde. Surgem duas posições:
1. Sarney não pode assumir a presidência, devendo ser assumida por Ulisses Guimarães, que era
presidente da Câmara.
2. Sarney deveria tomar posse, mesmo que o presidente não pudesse tomar posse.
PÁG. 100VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Houve uma reunião entre Sarney, Ulisses e os ministros militares. Assume Sarney em 15 de março
de 1985 como vice. No dia 21 de abril de 1985, morre Tancredo Neves, assumindo Sarney de-
fi nitivamente como presidente da república.
Sarney monta uma comissão para elaborar um projeto de constituição – Comissão “Afonso
Arinos”.
Alguns defendiam uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva, eleita apenas para elaborar a
nova Constituição. Outros defendiam que o Congresso deveria ser investido do poder constituinte
originário.
A tese vitoriosa foi a segunda, ou seja, o Congresso foi investido do Poder Constituinte. Em 15 de
novembro de 1986, foi eleito o Congresso Nacional Constituinte – poder constituinte originário +
poder constituído legislativo (difere da assembleia nacional constituinte, que tem como atribui-
ção exclusiva elaborar a constituição.
Os trabalhos do Congresso Constituinte iniciaram-se em 01 de fevereiro de 1987 e encerraram-se
em 05 de outubro de 1988, com a promulgação da CRFB/88. Os membros do Congresso Nacional
Constituinte continuaram exercendo mandato como deputados federais e senadores.
Muitos apontam que vários defeitos da CRFB/88 decorrem disso, pois houve elaboração de nor-
mas constitucionais em causa própria.
Outra falha que costuma ser lembrada é que vários senadores que participaram do Congresso
Constituinte foram eleitos em 1982, o que retiraria a legitimidade da constituição, pois eles não
foram eleitos para a fi nalidade de elaboração da Constituição.
A Nova Constituição manteve a forma Republicana de governo: Sistema Presidencialista, divisão
harmônica dos três poderes. O voto secreto é obrigatório para ambos os sexos, de 18 a 70 anos
e facultativo, dos 16 aos 18, bem como para analfabetos. Eleições diretas de dois turnos, para
Presidente, Governador e Prefeito – em cidades com mais de 200 mil eleitores. No terreno social, ga-
rantiram-se a livre criação de sindicatos, a ampliação do direito a greve, a ampliação de licença-ges-
tante para 120 dias e as férias remuneradas com acréscimo de 1/3 do salário.
HISTÓRIA03
PÁG. 101
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
PÁG. 102VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
3. Geografi a Geral
3.1. A nova ordem mundial ....................................................................................................................................103
3.1.2. O espaço geopolítico ................................................................................................................................... 103
3.1.3. Globalização .................................................................................................................................................. 103
3.2. Os principais problemas ambientais ............................................................................................... 104 a 105
4. Geografi a do Brasil
4.1. A natureza brasileira (relevo, hidrografi a, clima e vegetação)
Página .................................................................................................................................................................105 a 113
4.1.1. Relevo .................................................................................................................................................... 106 a 108
4.1.2. Clima ..................................................................................................................................................... 108 a 112
4.1.3. Hidrografi a e vegetação ................................................................................................................. 112 a 103
4.2. A população: crescimento, distribuição, estrutura e movimentos
Página ............................................................................................................................................................... 113 a 116
4.3. As atividades econômicas: industrialização e urbanização, fontes de ener-gia e agropecuária
Página ............................................................................................................................................................... 116 a 118
4.4. Os impactos ambientais
Página ............................................................................................................................................................... 118 a 122
GEOGRAFIA04
PÁG. 103
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
A GLOBALIZAÇÃO E A INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL
O comércio internacional é a atividade econômica representada pela compra (importação) e ven-
da (exportação) de produtos e serviços entre os países.
Nas últimas décadas, observa-se um aumento acelerado das transações comerciais mundiais en-
tre todos os países que compõem o sistema fi nanceiro e comercial do planeta. Tal fato é causado,
principalmente, pela atuação e pela expansão das multinacionais. Um dos grandes responsáveis
por esse crescimento foi a redução das barreiras protecionistas em vários países. Com a diminuição
de alguns impostos que incidiam sobre as mercadorias comercializadas, foi facilitado o trânsito de
peças e equipamentos entre as fi liais das grandes corporações, instaladas em diversos locais, con-
sequentemente, aumentando o comércio e o acesso aos mais diversos mercados consumidores.
Geralmente, a participação dos países na corrente de negócios mundial está diretamente rela-
cionada ao tamanho de sua economia. Embora possuam menos de 16% da população mundial,
Estados Unidos, Japão e os países da Europa Ocidental lideram o comércio mundial, chegando a
atingir cerca de 65% desse comércio.
Uma das consequências da implantação da política neoliberal no Brasil foi a abertura do mercado
interno às importações. Para captar recursos fi nanceiros no exterior e pagar a dívida externa o Bra-
sil precisou realizar privatizações, caso da Cia Vale do Rio Doce, Eletrobrás, Telebrás, entre outras
estatais que foram privatizadas nos últimos anos pelo Brasil.
Aabertura do mercado interno para as empresas multinacionais trouxe consigo outro fenôme-
no que merece ser destacado. Trata-se da “Guerra Fiscal” entre os estados, que buscam conceder
incentivos fi scais para que grandes multinacionais se instalem em seus territórios, gerando uma
desconcentração industrial. São exemplos dessa política a instalação da fábrica da Ford, na Bahia,
da Renault no Paraná, da Peugeot e da Citroen em Porto Real, no interior do RJ. As regiões brasilei-
ras podem ser destacadas a partir de seus principais produtos industriais:
Região Sudeste - O Sudeste, apesar da queda, continua sendo a região mais importante em ter-
mos de produção industrial. Destacam-se as sub-regiões:
*Vale do Paraíba, ABCD e os Tecnopolos de São José dos Campos (Aeronáutica) e Campinas.
*Produção siderúrgica em Volta Redonda e no quadrilátero ferrífero em MG.
*Fábrica da Fiat em Betim – MG, Frigorífi cos (triângulo mineiro = Uberaba, Uberlândia), Mercedes
em Juiz de Fora - MG e Laticínios no Sul de Minas.
*Produção de petróleo na Bacia de Campos – RJ.
Região Sul – Possui uma grande participação na produção industrial brasileira.
*Montadoras de automóveis (Renault e Volkswagen – PR), Polo petroquímico em Canoas (RS) e
Araucária (PR).
*Produção têxtil e de softwares– Vale do Itajaí (Blumenau, Joinville, Itajaí e Brusque).
Região Centro-oeste – Mitsubishi e Hyundai em GO, Alimentos, Bebidas e a forte expansão da
fronteira agroindustrial, principalmente com o cultivo da soja.
Região Nordeste – Ford-BA, Indústria têxtil, calçados e produção de açúcar e álcool.
Região Norte – Importante ressaltarmos a importância da Zona Franca de Manaus, criada pelo
Regime Militar para desenvolver a Região Norte. Trata-se de um pólo de montagem de produtos
tecnológicos. Também merece nossa atenção o extrativismo e a mineração (Ex: Serra dos Carajás
– PA). Por fi m, também devemos mencionar a expansão das plantações de soja e criação de gado,
que vêm gerando problemas ambientais, tais como o desmatamento.
GEOGRAFIA04
3. Geografi a Geral
3.1. A nova ordem mundial, o espaço geopolítico e a globa-
lização
PÁG. 104VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
3.2. Os principais problemas ambientais
A Revolução Industrial deu início à contaminação ambiental de forma exponencial e inúmeras
catástrofes ambientais foram ocorrendo com repercussões de ordem local, regional e global. Nos
processos industriais, os insumos utilizados são provenientes dos recursos naturais e, devido aos
processos empregados, geram resíduos que contaminam o meio ambiente. Tais processos po-
dem provocar, além do esgotamento dos recursos naturais, contaminações que afetam o meio
ambiente e a saúde humana. Ao explorarmos o meio ambiente buscando um benefício privado
causando diversos impactos ambientais, podemos afetar o bem estar de outras pessoas que não
têm relação com quem esteja gerando os impactos.
De acordo com a Convenção sobre Diversidade Biológica, biodiversidade ou diversidade biológi-
ca é “a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os
ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos que
fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies de ecossis-
temas”.
Com a crescente discussão sobre as questões ambientais, iniciada por volta da década de 1960
e desenvolvida nas décadas seguintes, consolidou-se uma nova visão de desenvolvimento, que
não se limitava somente ao ambiente natural, mas incluía também aspectos socioculturais, onde a
qualidade de vida do ser humano passava a ser uma condição para o progresso. Assim, o conceito
de desenvolvimento sustentável passou a se basear na utilização consciente dos recursos naturais
e da sua preservação para as gerações futuras.
Um princípio aparentemente simples popularizou-se tanto que hoje há um número incontável
de interpretações, reforçando sua importância porque traz ao processo de desenvolvimento os
limites de uso dos recursos naturais.
A passagem de um modelo de desenvolvimento predatório para um sustentável inclui, entre ou-
tras questões, modifi car a nossa relação com a natureza, não apenas como fonte de matérias-pri-
mas, mas como ambiente necessário à existência humana. Nesse processo, torna-se fundamental
o manejo racional dos recursos naturais, a modifi cação da organização produtiva e social, a alte-
ração das práticas produtivas predatórias e o surgimento de novas relações sociais, cujo principal
objetivo deixe de ser apenas o lucro, e se estenda ao bem-estar dos seres. Resumidamente, o
conceito se baseia no equilíbrio entre três eixos principais do sentido de sustentabilidade: cresci-
mento econômico, preservação ambiental e equidade social.
Na Conferência Rio 92, o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável participou
da temática empresa e meio ambiente. O Conselho de reunião se deu com importantes líderes
empresariais de diversos países, os quais posteriormente elaboraram um documento sobre de-
senvolvimento sustentável voltado ao meio empresarial e intitulado Mudando o rumo: uma pers-
pectiva global do empresariado para o desenvolvimento e o meio ambiente.
GEOGRAFIA04
PÁG. 104VÍDEO AULA:
Poluição urbana: fábricas, automóveis, indústrias e residências são fontes de gases e resíduos po-
luentes. Fenômeno importante a ser estudado é a “inversão térmica”, que ocorre quando as cama-
das da atmosfera se invertem, fi cando as mais frias próximas ao solo e as mais quentes elevadas,
difi cultando a circulação de ar e concentrando poluição. Outro ponto importante são as “ilhas de
calor”, que ocorrem quando o centro da cidade, por ter muito concreto e prédios, torna-se mais
quente que as áreas ao redor.
Poluição das águas: grande quantidade de lixo, derramamentos de combustíveis e tráfego de na-
vios poluem as águas marinhas. Agrotóxicos e fertilizantes poluem o campo. Na cidade, a água é
muito desperdiçada e ainda sofre com diversos tipos de poluição gerados pela atividade indus-
trial.
Aquecimento global: é o problema ambiental global mais discutido. Atrelado à intensifi cação da
PÁG. 105
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
GEOGRAFIA04
industrialização, o efeito estufa, potencializado pela queima de combustíveis fósseis, tem colabo-
rado com o aumento da temperatura no globo terrestre nas últimas décadas. Pesquisas recentes
indicaram que o século XX foi o mais quente dos últimos 500 anos. Pesquisadores do clima afi r-
mam que, num futuro próximo, o aumento da temperatura provocado pelo efeito estufa poderá
ocasionar o derretimento das calotas polares e o aumento do nível dos mares. Como consequên-
cia, muitas cidades litorâneas poderão desaparecer do mapa.
Desmatamento: grande emissor de CO2, responsável pela perda da biodiversidade e pela devas-
tação da Mata Atlântica e das Araucárias. Ocorre, por exemplo, com a constituição de cidades,
grandes poluidoras dos rios e do ar que avançam sobre mananciais (reduzindo a quantidade de
água potável disponível) e sobre áreas remanescentes de vegetação. É crescente também o pro-
cesso de desertifi cação por conta da pecuária sobre regiões fragilizadas.
Adaptado: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/problemas-ambientais-resumo-dicas-e-
-questoes-de-vestibular/
Com a crescente discussão sobre as questões ambientais, iniciada por volta da década de 1960
e desenvolvida nas décadas seguintes, consolidou-se uma nova visão de desenvolvimento, que
não se limitava somente ao ambiente natural, mas incluía também aspectos socioculturais, onde a
qualidade de vida do ser humano passava a ser uma condição para o progresso. Assim, o conceito
de desenvolvimento sustentável passou a se basear na utilização consciente dos recursos naturais
e da sua preservação para as gerações futuras.
Um princípio aparentemente simples, popularizou-se tanto que hoje há um número incontável
de interpretações,reforçando sua importância porque traz ao processo de desenvolvimento os
limites de uso dos recursos naturais.
A passagem de um modelo de desenvolvimento predatório para um sustentável inclui, entre ou-
tras questões, modifi car a nossa relação com a natureza, não apenas como fonte de matérias-pri-
mas, mas como ambiente necessário à existência humana. Nesse processo, torna-se fundamental
o manejo racional dos recursos naturais, a modifi cação da organização produtiva e social, a alte-
ração das práticas produtivas predatórias e o surgimento de novas relações sociais, cujo principal
objetivo deixe de ser apenas o lucro, e se estenda ao bem-estar dos seres.
Resumidamente, o conceito se baseia no equilíbrio entre três eixos principais do sentido de sus-
tentabilidade: crescimento econômico, preservação ambiental e equidade social.
4. Geografi a do Brasil
4.1. A natureza brasileira (relevo, hidrografi a, clima e vege-
tação)
FORMAÇÃO DO PLANETA
A origem do Universo, assim como a do planeta Terra, remonta há bilhões de anos. Embora a Terra
tenha se esfriado após um período incandescente, ela continua em transformação constante, vis-
to que atividades geológicas, como terremotos e vulcanismo, estão sempre se manifestando na
crosta. Essas atividades geológicas são determinadas por dois mecanismos térmicos: um interno
e outro externo.
TECTÔNICA DE PLACAS
De acordo com essa teoria, a superfície do planeta é dividida por placas (denominadas placas tec-
tônicas) e estas deslizam por razão da movimentação das correntes de convecção no interior da
Terra. O calor oriundo do núcleo da Terra esquenta o manto e faz os materiais nele presentes subi-
rem. Essas partes esfriam e voltam a descer. São essas correntes que movimentam lentamente as
placas que formam a crosta da Terra. Tais movimentações permitiram a formação dos continentes
a partir da Pangeia, continente que existiu há 200 milhões de anos.
PÁG. 106VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
GEOGRAFIA04
FORMAÇÃO DO RELEVO
A crosta terrestre se encontra em constante modifi cação em razão da atuação de forças internas
(agentes endógenos) e externas (agentes exógenos).
Agentes Endógenos: Os agentes endógenos estão relacionados aos movimentos das placas tec-
tônicas. São exemplos de agentes endógenos o tectonismo, o vulcanismo e os terremotos.
Vulcanismo: Pode ser defi nido como a atividade de expulsão do material magmático do interior
da crosta terrestre para a superfície. Os vulcões correspondem a pontos de saída do magma que
ascende até a superfície por meio de aberturas ou fendas existentes na crosta em regiões instá-
veis. No oceano, onde o magma ascende nas bordas tectônicas divergentes, o material magmáti-
co cria um novo assoalho oceânico.
O Brasil foi palco de diversas atividades vulcânicas, sendo Fernando de Noronha um exemplo
disso. Na região Sul do Brasil houve um dos maiores derrames basálticos do mundo, abrangendo
uma área que engloba desde o estado de São Paulo até o do Rio Grande do Sul, o que deu origem
ao solo denominado terra roxa, muito importante para o desenvolvimento do país no período da
cultura cafeeira.
A maior concentração de vulcões se dá na região denominada Círculo de Fogo do Pacífi co. Região
que concentra cerca de 80% dos vulcões do planeta.
CÍRCULO DE FOGO DO OCEANO PACÍFICO
Abalos sísmicos: Terremotos podem ser provocados pela acomodação de camadas, vulcanismo
e principalmente pela movimentação tectônica.
Acomodação de camadas: Os desmoronamentos internos podem ser provocados pela dissolu-
ção das rochas, pela circulação da água subterrânea ou pela acomodação dos sedimentos com-
pactados. No Brasil, esse tipo de tremor tem sido registrado de forma esporádica nos estados de
Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Ceará.
Vulcanismo: As atividades vulcânicas, ao liberar enorme quantidade de energia por meio de
erupções, podem provocar violentos tremores.
PÁG. 107
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Tectônica de placas: é responsável pelos grandes abalos da crosta terrestre.
Agentes Exógenos: Na contínua transformação da crosta terrestre, os agentes externos são con-
siderados elementos muito importantes. Atuando em conjunto na superfície terrestre, modifi cam
suas formas, originando novas paisagens no decorrer da história geológica do planeta.
Intemperismo: Corresponde ao processo pelo qual as rochas são desgastadas na superfície do
globo terrestre. Esse processo pode ser infl uenciado por vários fatores, entre eles:
GEOGRAFIA04
• Clima: Devido à variação da temperatura e da distribuição das chuvas, determinando o tipo e a
velocidade do intemperismo numa dada região.
• Relevo: O tipo de inclinação do relevo, que pode favorecer ou não a penetração de água.
• Constituição mineralógica: Tipo de rocha.
• Estrutura da rocha: Se a rocha possui muitos poros ou fraturas, que podem permitir uma maior
permeabilidade de líquidos.
• Tempo: Velocidade com a qual a rocha intemperiza.
PÁG. 108VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
GEOGRAFIA04
Intemperismo químico: Promove a quebra da estrutura química dos minerais que compõem a
rocha. Seu principal agente é a água, que provoca uma reação química nas rochas. Esse tipo de
intemperismo ocorre quando os minerais de uma rocha são quimicamente alterados ou dissolvi-
dos. Nas áreas equatoriais e tropicais, quentes e úmidas, o intemperismo químico é mais intenso e
produz formas de relevo mais arredondadas, como os mares de morros, presente em praticamen-
te toda região costeira do Brasil e recoberto pela Mata Atlântica.
Intemperismo físico: Ocorre quando a rocha é fragmentada por processos mecânicos que não
alteram a sua constituição química. É típico de áreas sujeitas a climas polares, áridos e semiáridos.
RELEVO
Há quatro formas fundamentais de relevo: as cadeias de montanhas, os planaltos, as depressões
e as planícies. As cadeias de montanhas são grandes elevações da superfície apresentando relevo
acidentado, originados dos dobramentos modernos, que sofreram pouca ação erosiva. Os planal-
tos também são porções de terra elevadas, mas são formações mais antigas, sofrendo maior des-
gaste ao longo do tempo, variando entre morros arredondados e chapadas (porções da superfície
elevadas e planas). As planícies são áreas baixas e relativamente planas, formadas, normalmente,
próximo a cursos d’água. As depressões são áreas que fi cam entre regiões de planaltos ou abaixo
do nível do mar, tendo sido rebaixadas por processos erosivos.
CLIMA
Para o estudo dos fenômenos climáticos é necessário saber as diferenças entre tempo e clima. Po-
de-se defi nir clima como a sucessão habitual dos estados do tempo em um determinado lugar, já
o tempo pode ser defi nido como o estado momentâneo da atmosfera em um determinado lugar.
O entendimento e a caracterização do clima de um lugar dependem do estudo do comportamen-
to do tempo durante pelo menos 30 anos. Nesse intervalo de tempo são analisadas as variações
da temperatura, de umidade, do tipo de precipitação (precipitação líquida, neve ou granizo), da
sucessão das estações úmidas e secas, entre outros fatores.
Quase a totalidade do território brasileiro situa-se na zona tropical, o que faz com que nosso país
tenha climas com temperaturas mais elevadas.
Massas de ar: O constante deslocamento das massas de ar atmosférico explica grande parte dos
fenômenos climáticos, já que elas são responsáveis pela sucessão habitual dos tipos de tempo
que caracterizam o clima de um lugar.
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As massas de ar são infl uenciadas pelas características de sua região de origem e das regiões que
elas atravessam durante seu deslocamento.
No subcontinente sul-americano, apenas duas regiões funcionam como fontes de massa de ar: a
Amazônia ocidental, sobrea qual se forma a massa Equatorial continental (mEc), quente e úmida,
e a planície do chaco, centro de origem da massa Tropical continental (mTc), quente e seca.
As três outras massas que exercem infl uência sobre os climas brasileiros são formadas sobre o
oceano. A massa Equatorial atlântica (mEa), quente e úmida, atua principalmente no Meio Norte e
no litoral amazônico. A massa Tropical atlântica (mTa), quente e úmida, infl uencia o clima da costa
oriental brasileira e tem grande penetração para o interior do território durante o verão. A massa
Polar atlântica (mPa), fria e úmida, origina-se na latitude da Patagônia e atua no Brasil meridional.
No inverno, pode alcançar a Amazônia, ocasionando o fenômeno conhecido como “friagem”.
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CLIMAS BRASILEIROS
• Equatorial: Possui, em geral, as maiores médias térmicas anuais do planeta, devido à intensida-
de de insolação que as baixas latitudes recebem. Apresenta uma pequena amplitude térmica diá-
ria e anual. Caracteriza-se por intensas precipitações de chuvas e pela ausência de estação seca. A
grande quantidade de chuva resulta do mecanismo da convecção dos ventos.
• Tropical: Diferencia-se do equatorial pela alternância entre uma estação chuvosa e outra seca.
As chuvas concentram-se no verão.
• Tropical úmido: Abrange parte do território brasileiro próximo ao litoral, com médias térmicas e
índices pluviométricos elevados. A massa de ar que exerce maior infl uência nesse clima é a Tropi-
cal atlântica (mTa). Característica marcante desse tipo climático é a mais alta umidade, se compa-
rada ao clima Tropical típico: verão (chuvoso) e inverno (menos chuvoso).
• Semiárido: Distingue-se pelas baixas precipitações entre 250 e 500 mm/ano. No clima semiárido
brasileiro, a existência do Planalto da Borborema contribui para a baixa pluviosidade do Sertão
nordestino, sendo uma barreira para a atuação das massas de ar tropicais úmidas vindas do ocea-
no. Apresenta elevadas amplitudes térmicas anuais.
• Subtropical: Classifi cado como área de transição entre os climas das Zonas Temperada e Tropi-
cal, apresenta temperaturas altas no verão e inverno ameno, controlado pela atuação das massas
de ar polares, com chuvas bem distribuídas, não ocorrendo estação seca, fato explicado pela ação
de massas de ar tropicais oceânicas e das chuvas frontais provocadas pelos avanços da massa
polar.
•Tropical de altitude: Apresenta características semelhantes ao clima Tropical, exceto a diferença
que se tem nas temperaturas mais amenas, já que o fator altitude infl uencia as médias térmicas
que oscilam de 17 ºC a 22 ºC.
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FENÔMENO EL NIÑO
El Niño é o nome dado ao fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas das
porções central e leste do Oceano Pacífi co, nas imediações da América do Sul, atingindo principal-
mente a costa peruana. Esse fenômeno dura de 12 a 18 meses, em média, em intervalos de 2 a 7
anos, com diferentes intensidades. Quando o El Niño atua, ocorrem diversas mudanças no clima.
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LA NIÑA
O fenômeno La Niña, ou Anti-El Niño, corresponde ao resfriamento anormal das águas do Oceano
Pacífi co Equatorial Central e Oriental. Quando La Niña se instala, os ventos alísios fi cam mais inten-
sos que a média climatológica, o que contribui para a ocorrência de diversas alterações climáticas
ao redor do mundo.
Principais efeitos do La Niña no Brasil:
• Região Sul – Passagens rápidas de frentes frias sobre a região, com tendência de diminuição da
precipitação nos meses de setembro a fevereiro, principalmente no Rio Grande do Sul, além do
centro-nordeste da Argentina e do Uruguai.
Região Sudeste – Temperaturas próximas da média climatológica ou ligeiramente abaixo da mé-
dia, durante o inverno.
• Região Nordeste – Chegada de frentes frias, principalmente no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas.
• Região Norte – Tendência a chuvas abundantes no norte e no leste da Amazônia, somada à pos-
sibilidade de chuvas acima da média sobre a região semiárida do Nordeste do Brasil.
EFEITO ESTUFA
Embora muitas pessoas atribuam ao efeito estufa a responsabilidade do aquecimento do planeta,
hoje é sabido, com base em dados científi cos, que tal efeito físico é indispensável para a via hu-
mana na Terra, pois, em condições normais, ele equilibra a temperatura planetária. O problema
verifi cado na atualidade é a intensifi cação desse efeito.
Esse fenômeno decorre da ação bloqueadora dos gases da atmosfera sobre o calor emitido pela
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superfície terrestre, possibilitando a manutenção da temperatura da Terra. É importante dirigir a
atenção a dois conceitos que, muitas vezes, são utilizados como sinônimos por engano: o de efei-
to estufa e o de aquecimento global. O efeito estufa é um fenômeno natural necessário à nossa
sobrevivência. Quando os raios solares são absorvidos pela superfície do planeta, parte deles é
liberada como irradiação infravermelha. Alguns gases presentes na atmosfera, como metano e
gás carbônico, aprisionam esses raios, mantendo, assim, a temperatura do ambiente em valores
que propiciam a vida. Já o aquecimento global deriva de um aumento da temperatura da Terra em
decorrência da intensifi cação do efeito estufa.
VEGETAÇÃO BRASILEIRA
Domínio Amazônico – acreditava-se que a região amazônica fosse uma extensa planície predo-
minante de terras baixas, hoje, sabe-se esta planície corresponde a apenas 5% do que se supu-
nha, pois, as terras baixas também formam planaltos e depressões. Seus rios atuam como impor-
tantes agentes de sedimentação e erosão e seu elemento marcante é a fl oresta amazônica com
sua grande variedade de espécies e sua umidade excessiva típica do clima equatorial.
Domínio do Cerrado - abrange a maior parte da porção central do país e é próprio de climas tro-
picais alternadamente úmidos e secos. Seu solo é pobre e requer técnicas de correção da acidez
(calagem) para o desenvolvimento da agricultura. É o solo, e não o tipo climático, o responsável
pelas características da vegetação do cerrado (segundo alguns estudiosos).
Domínio da Caatinga – predomínio do clima quente e seco. Seu solo é pouco profundo, e, para
reter a umidade durante longos períodos de estiagem, as árvores perdem suas folhas e adquirem
um cor branco-acinzentada. A rede hidrográfi ca é formada por rios temporários, pois as chuvas
são irregulares e os solos não permitem a formação de grandes lençóis.
Domínio dos Mares de Morros – disposto sobre as encostas de planaltos, recoberta em grande
parte pela Mata Atlântica. O termo mares de morros, deve-se à forma de desgaste das rochas cris-
talinas. A ação das chuvas e a umidade típica do clima tropical litorâneo fazem da água o principal
agente modelador atribuindo lhe formas arredondadas.
Domínio das Araucárias – caracterizado pelas folhas pontiagudas, em forma de agulhas, este
domínio tem sido devastado para dar lugar ao extrativismo e à agropecuária em todos os estados
do sul do país. Abrange planaltos e chapadas dispostos sobre os terrenos de rochas areníticas (se-
dimentares) e basálticas (magmáticas). As araucárias estão normalmente associadas a elevações e
encostas. A maior parte do solo é de grande fertilidade. As chuvas ao longo de todo o ano abaste-
cem os rios, afl uentes do Paraná e Uruguai.
Domínio das Pradarias – característico da região do extremo sul do país (Pampas), onde existem
as coxilhas, pequenas colinas arredondadas cobertas por gramíneas.
HIDROGRAFIA BRASILEIRA
Por bacia hidrográfi ca entende-se o conjunto de um rio principal e todos os seus afl uentes.
Bacia Amazônica – é a maior bacia hidrográfi ca do mundo. Tem grande potencial de navegação.
A bacia amazônica possui o maior potencial hidrelétrico do país, mas a produção de energia é
pequena, poisessa bacia fi ca distante dos grandes centros consumidores.
Bacia do Tocantins-Araguaia – Está situada na Amazônia Oriental. Nela, situa-se a usina hidrelé-
trica de Tucuruí, a maior usina totalmente brasileira.
Bacia do São Francisco – Nasce na Serra da Canastra (MG) e estende-se por todo o Nordeste,
desaguando no Atlântico. Tem grande potencial hidrelétrico, onde situam-se as usinas de Sobra-
dinho (PE/BA), Paulo Afonso (AL/BA), entre outras.
Bacia Platina – Reúne as bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai que se juntam no estuário da
Prata e deságuam no oceano Atlântico.
Bacia do Paraná – É a bacia que tem o maior potencial hidrelétrico aproveitado. Isso porque, além
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de se situar em regiões planálticas (que possuem maior quedas d’água), também está mais próxi-
ma aos grandes centros urbanos. É onde se situa a Usina de Itaipu (usina binacional – BRA e PAR),
uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo.
Bacia do Paraguai – É uma bacia de planície, situada em grande parte no Pantanal. Tem grande
potencial para navegação, pois possui menos quedas d’água.
Bacia do Uruguai – Nasce com os rios Canoas e Pelotas (situados na divisa de SC e RS e segue até a
divisa do Brasil com a Argentina e com o Uruguai. Composta por rios de planalto.
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4.2. A população: crescimento, distribuição, estrutura e mo-
vimentos
URBANIZAÇÃO E A DINÂMICA POPULACIONAL NO BRASIL.
A urbanização brasileira começou somente por volta de 1940, tendo um crescimento acelerado
nas décadas seguintes. Como refl exo da industrialização do país, a economia e a urbanização pas-
saram a estar cada vez mais interligadas.
Na década de 1950, o índice de urbanização alcançava menos de 40% sobre o total da população
do país. No fi nal da década de 1960 e no início da década de 1970, o processo de urbanização se
consolidou e o Brasil passou a ter mais de 50% de sua população residindo em cidades.
Em 1990, a urbanização alcançou o índice de 77%. Em 2008, de acordo com o IBGE, 83,8% da po-
pulação brasileira era urbana.
Na realidade, esses números devem ser bem diferentes, uma vez que o Brasil considera urbano
todo morador de sedes de municípios, independentemente da população total, da densidade
demográfi ca do local, de aspectos estruturais (como rede de esgoto, atividades econômicas pre-
dominantes) e de outros elementos que caracterizam uma cidade. Dessa forma, é de se imaginar
que a verdadeira população urbana brasileira seja menor do que aquela apresentada ofi cialmente
pelo IBGE.
Após a segunda metade do século XX, constatou-se um crescimento nas taxas de urbanização em
todas as regiões do Brasil. Esse fenômeno é signifi cativo, mas apresenta diferentes índices regio-
nais, refl exo das diferenças da divisão social e territorial do trabalho.
Devido às desigualdades existentes no país, a rede urbana brasileira, que envolve as relações en-
tre o campo e as ci dades e entre os diferentes tipos de cidades, é bastante distinta em todas as
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regiões.
No Sul e no Sudeste, a rede urbana é bem elaborada, refl exo do dinamismo dos diversos tipos de
trabalho e do maior desenvolvimento industrial, que asseguraram uma rede urbana mais intensa
e complexa.
A rede urbana do Nordeste é defi nida pelas atividades econômicas mais concentradas na Zona
da Mata, região litorânea, onde se localizam as principais cidades (como Recife e Salvador), as
indústrias, as rodovias, os aeroportos, os portos e as principais atividades terciárias. Já no Norte e
no Centro-Oeste, a rede urbana é mais desarticulada, com pequena malha de transportes, poucas
cidades com relevância nacional e baixa concentração urbana ou industrial.
O crescimento populacional brasileiro, de modo geral, se destacou principalmente dos anos 40
aos anos 60, quando as taxas de fecundidade atingiram cerca de 6,3 fi lhos por mulher. Desde en-
tão essas taxas vêm caindo, como se verifi ca no quadro ao lado:
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A queda da taxa de fecundidade costuma ser associada com o desenvolvimento de um país. Em
ge-ral, países ricos têm baixa taxa de fecundidade, aproximadamente um fi lho por mulher. Nesses
países, verifi ca-se o envelhecimento da população, fenômeno que ocorre em razão da baixa taxa
de fecundidade e do aumento da população acima de 60 anos, que pode ser explicado, entre ou-
tros fatores, o aumento da expectativa de vida e de saúde existentes nesses países, fazendo com
que o número de pessoas com mais de 60 anos aumente.
O fenômeno do envelhecimento populacional pode ser verifi cado pelos gráfi cos.
O aumento da expectativa de vida e o envelhecimento populacional vêm causando problemas
no sistema previdenciário brasileiro e de outros países. Isso porque há uma queda da
população eco-nomicamente ativa (PEA) e um aumento do número de benefi ciários da previdên-
cia, que acabam vivendo mais tempo pelo aumento da expectativa de vida, gerando um défi cit
no sistema previdenciário.
O ideal é que a taxa seja de dois fi lhos por mulher – taxa de reposição populacional. Dessa forma, é
possí-vel manter estável a proporção entre a PEA (população economicamente ativa) e o número
de pessoas com mais de 60 anos.
Por fi m, é importante mencionar que as taxas de fecundidade variam conforme a região do país.
Por exemplo, nas regiões sul e sudeste a taxa de fecundidade é menor que 2, enquanto que nas
regiões norte e nordeste a taxa é maior que 2. Da mesma forma, a expectativa de vida também
apresenta variações conforme a região considerada. Enquanto as regiões sul e sudeste apresen-
tam expectativa de vida superior a 70 anos, as demais regiões apresentam expectativa inferior a
70 anos.
O crescimento populacional brasileiro a partir dos anos 50 foi marcado pela formação de grandes
cidades que concentram a maior parcela da riqueza nacional. Esse crescimento se deu em um
processo muito acelerado, o que acabou provocando problemas com o inchaço das metrópoles,
como a falta de higiene, saneamento básico, carência de moradias e defi ciência nos transportes
públicos.
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Formou-se no eixo Rio-São Paulo uma verdadeira megalópole, que concentra boa parte da popu-
lação nacional, além das principais indústrias do Brasil.
Por derradeiro devemos mencionar que a partir da década de 1950 intensifi cou-se no Brasil o
processo de urbanização. Com a industrialização do país e o êxodo rural, houve uma inversão na
composição populacional, verifi cando-se um número maior de pessoas vivendo nas cidades e
uma minoria vivendo em zonas rurais. Atualmente, mais de 80% da população brasileira vive na
zona urbana.
HOMEM versus NATUREZA
Dois fatores são os principais responsáveis pelo aumento da degradação ambiental: a industriali-
zação e a urbanização. Na verdade, a Revolução Industrial intensifi cou a exploração da natureza e
a degradação do meio ambiente, tanto, que o atual conceito de poluição só pôde ser empregado
em toda sua extensão a partir da segunda metade do século XX.
São efetivamente as cidades industrializadas (promotoras do maior processo de urbanização) e
suas periferias as áreas que mais contribuem para a degradação do meio ambiente. Cabe salientar
que não apenas as grandes metrópoles estão sujeitas a sérios problemas ambientais, mas tam-
bém as pequenas cidades e são justamente estas que abrigam a maioria da população mundial.
Nos países pobres, principalmente na África, Ásia e na América Latina, essas pequenas cidades
não contam com recursos sufi cientes para o desenvolvimento de infraestrutura de saneamento
básico, coleta de lixo e mesmo de moradia que atenda às necessidades da população.
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Assemelhando-sea um ecossistema, a cidade consome grandes quantidades de matéria-prima,
produtos agrícolas, produtos industrializados e uma grande quantidade de energia. Por outro
lado, gera uma quantidade enorme de subprodutos, tais como lixos (sólidos), esgotos (líquidos),
gases e fumaças (gasosos), causando uma série de problemas e desequilíbrios ao meio ambiente.
Esses problemas podem ser locais, mas muitas vezes extrapolam os limites das cidades, causando
problemas regionais e / ou mesmo globais.
Por exemplo, uma indústria pode lançar em um rio águas com temperatura de 50 °C, ou seja, aci-
ma da média da temperatura normal. Se isso ocorrer, será uma forma de poluição consentida se,
para aquele rio, no parâmetro temperatura, o padrão (máximo) de lançamento for 55 °C.
O ambiente urbano é um dos mais poluídos. Entende-se por poluição a introdução no ambiente
de qualquer material ou energia que possa alterar as propriedades biológicas, físicas ou químicas
desse meio, afetando, ou podendo afetar, a “saúde” das espécies animais ou vegetais que depen-
dam desse ambiente ou tenham contato com ele. Nas grandes cidades, podem ser encontrados
em grande quantidade quase todos os tipos de poluição: sonora, visual, atmosférica, hídrica, do
solo, da água, além da presença de lixo. A poluição do ar nas áreas urbanas, por exemplo, tem
como principais responsáveis os meios de transporte, as instalações industriais, as termoelétricas
e as incinerações de lixo.
O crescimento populacional urbano, principalmente nos países subdesenvolvidos, e a falta de
recursos fi nanceiros, políticos e legais (leis de proteção ao meio ambiente), acarretam verdadeira
degradação do ambiente urbano e queda da qualidade de vida de milhões de pessoas em todo
o mundo.
O destino do lixo urbano sólido, apenas para citar um dos inúmeros dramas ambientais das gran-
des cidades, é um problema cuja solução se torna cada vez mais difícil, principalmente nos países
com recursos fi nanceiros escassos. A precariedade das condições fi nanceiras e higiênico-sanitá-
rias (principalmente dos países subdesenvolvidos), o esgotamento da capacidade dos aterros sa-
nitários ainda vigentes e a difi culdade de se encontrar novas áreas, próximas às cidades, para
depósitos de lixo, são problemas administrativos dos grandes centros urbanos
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4.3. As atividades econômicas: industrialização e urbaniza-
ção, fontes de energia e agropecuária
O papel do meio ambiente na geopolítica mundial.
A questão ambiental tem ocupado um papel cada vez mais relevante nas relações internacionais
contemporâneas.
A negociação e a implementação de tratados, acordos, convenções e a realização de reuniões
internacionais com agendas amplas e complexas – como a RIO-92 – dão contornos a um sistema
internacional multilateral imerso em confl itos e contradições. Novos processos emergem no cerne
da dinâmica capitalista e contribuem para uma nova geopolítica global, como o fi m da Guerra
Fria, a reestruturação produtiva, a globalização econômico-fi nanceira, a propagação da ideologia
neoliberal e os avanços tecnológicos e científi cos, principalmente no campo da biotecnologia.
Algumas temáticas ambientais, cujos impactos extrapolam as fronteiras dos Estados Nacionais,
têm surgido com maior destaque na política internacional e infl uenciado a (re)confi guração da
geopolítica mundial. Nesse sentido, podemos mencionar, na esteira do agravamento da crise am-
biental mundial, problemas como a diminuição da camada de ozônio, a mudança do clima global,
a perda da biodiversidade, a poluição dos ambientes marítimos e a devastação das fl orestas, além
dos múltiplos desafi os relacionados à água e à energia. A geopolítica contemporânea caracte-
riza-se, dessa maneira, pelo que Marília Steinberger defi niu como “relações de poder de vários
atores sobre o território”, extrapolando a perspectiva clássica de poder centrado exclusivamente
no Estado.
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A geopolítica contemporânea e o meio ambiente se entrecruzam, não somente nas tensões em
relação ao território em si, mas também no tocante às (im)possibilidades de seu uso. O território
entendido a partir de uma dimensão de fonte e de estoque de recursos naturais – o que no capita-
lismo é indispensável para garantir o lucro a partir da realização contínua dos ciclos de produção,
distribuição, circulação e consumo – traduz-se na possibilidade de acesso ou de restrição, preva-
lecendo, muitas vezes, a ideia de natureza como “capital de realização atual ou futura”, segundo
expressão usada por Bertha Becker.
Em outras palavras, a partir do controle do território, lócus estratégico de poder, é possível – ao
mesmo tempo e de maneira dialética – permitir ou impedir o uso de riquezas naturais, normati-
zando também atitudes e comportamentos, segundo análise feita por Paulo César da Costa Go-
mes.
Podemos considerar que poder e território – o último entendido em suas dimensões não só ma-
terial, mas também simbólica – possuem interfaces que dialogam e se interpenetram, estando
cada vez mais imbricados perante à crise ambiental. A apropriação e o uso das riquezas naturais
passam a ser almejados por distintos atores, cada qual com suas intencionalidades e perspectivas
de ação.
Um exemplo são os debates sobre “bens públicos globais”, correspondentes a riquezas naturais
que deveriam ser compartilhadas entre todos os seres humanos independentemente das fron-
teiras políticas e jurisdicionais existentes. Se, por um lado, considera a amplitude da escala dos
problemas ambientais, a idéia de proteção compartilhada de riquezas naturais globais desperta,
por outro, várias divergências políticas entre os países na medida em que esbarra no conceito tra-
dicional de soberania internacional e na autonomia de organização do uso do território.
Essa discussão tem se mostrado particularmente presente em relação à Amazônia, ensejando re-
petidas declarações por parte de representantes brasileiros – inclusive do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva – de que a Amazônia brasileira pertence aos brasileiros.
Ao ser considerado elemento proeminente na defi nição dos contornos da geopolítica mundial, o
meio ambiente projeta um cenário de desafi os e possibilidades para o Brasil, que se constitui em
global player (ator global) no que concerne à temática ambiental, mas que ainda busca se afi rmar
como tal. O Brasil ocupa uma posição de relevância na geopolítica mundial por deter um grande
território, a maior biodiversidade do planeta, áreas extensas de fl orestas e reservas de água doce.
Entretanto, a busca de uma inserção mais efetiva e articulada do Brasil, nas discussões da agenda
ambiental internacional, esbarra nas assimetrias de poder entre os países desenvolvidos e em
desenvolvimento.
O Brasil tem buscado desempenhar papel mais signifi cativo, por exemplo, no que diz respeito à
produção dos agrocombustíveis. Essa questão suscita muitas controvérsias, ao tratar, simultanea-
mente, de três grandes desafi os da atualidade: segurança energética, mudança climática e com-
bate à fome e à pobreza. Para o Brasil, o grande dilema, em âmbito interno, é conciliar a necessida-
de de desenvolvimento econômico e social, sem prejudicar a conservação dos recursos naturais.
No plano internacional, o desafi o é provar que a produção de biocombustíveis do Brasil atende a
requisitos de sustentabilidade social e ambiental, o que vem sendo questionado por acadêmicos,
organismos internacionais, ONGs e diversos países, principalmente, os produtores de petróleo
que se benefi ciam do predomínio da matriz energética de base fossilista. Os interesses econômi-
cos são o “pano de fundo” mais amplo dessa e de outras problemáticas ambientais, infl uenciando
sobremaneira os contornos da geopolítica global.
RODRIGUES, Rafael Jacques.
Mestre em Geografi a pela UFMG e bacharel em Relações Internacionais pela PUC Minas. Artigo publicado
em UFMG diversia,Revista da Universidade Federal de Minas Gerais, ano 07, n. 14, 2008. Meio Ambiente.
(Adaptação).
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O RURAL BRASILEIRO
A modernização e a capitalização da economia rural estão associadas ao desenvolvimento urbano
e industrial. No plano espacial, essa ligação se exprime por meio do preço da terra.
O alto preço da terra, por sua vez, condiciona o desenvolvimento da produtividade das atividades
agropecuárias. A produção – voltada para o mercado interno ou para a exportação – incorpora
máquinas e insumos agrícolas e utiliza recursos avançados da pesquisa agropecuária.
Nas regiões interiores os preços da terra são muito menores. Esse é o domínio da pecuária tradi-
cional, extensiva, baseada no uso de pastagens naturais de campos, cerrados ou caatingas e numa
baixa densidade de animais. Nos vales dos rios e junto às estradas, aparecem zonas de lavouras
camponesas em pequenos estabelecimentos.
O Centro-Sul e o Nordeste são polos de onde partem fl uxos migratórios em direção às fronteiras
agrícolas. Trata-se de excedentes populacionais expulsos da economia rural dessas áreas, os quais
se instalam em terras distantes como posseiros ou pequenos proprietários.
A concentração da propriedade da terra é um dos traços marcantes da economia rural brasileira,
sendo um dos piores países em termos de distribuição de terras, cujas origens remontam ao mo-
delo de colonização aplicado ao território lusitano na América. Os pequenos estabelecimentos
rurais (com menos de 100 hectares) perfazem quase 90% dos estabelecimentos, mas representam
menos de 25% dos estabelecimentos. No extremo oposto, os grandes estabelecimentos rurais
(com 1.000 hectares ou mais) perfazem cerca de 1% do número total de estabelecimentos, mas
abrangem quase 50% da área agrícola.
O agronegócio (agrobusiness) são cadeias produtivas, formadas por dezenas de agentes econô-
micos integrados por diversos mecanismos como cooperativismo, associativismo, parcerias, e
outros contratos voltados à produção agrícola. Sua abrangência se dá não somente a produção
agrícola em si, mas também seus produtos fi nais e os insumos, como fertilizantes, rações, defensi-
vos vegetais, tratores, colheitadeiras, equipamentos, máquinas, o suco industrializado, etc.
Entre os principais produtos agrícolas produzidos no Brasil podemos citar a soja, laranja, café, açú-
car, algodão, arroz, carnes, etc.
Com o processo de descolonização em andamento, após a Segunda Grande Guerra, os países de-
senvolvidos criaram uma estratégia de elevação da produção agrícola mundial denominada Re-
volução Verde – uma das maiores transformações ocorridas na agricultura a partir dos anos 1950.
Tal conceito buscava combater a miséria e a fome nos países subdesenvolvidos. Porém, por trás
desse “objetivo nobre”, existia um objetivo maior, que era aumentar o consumo e a utilização de
produtos e técnicas criados pelos países desenvolvidos. Dessa forma, divulgaram-se várias medi-
das que objetivavam aumentar a produção e a produtividade da agricultura nos países do Terceiro
Mundo.
A mais importante inovação trazida pela Revolução Verde foram as sementes híbridas de cereais,
conhecidas como variedade de alto rendimento. A princípio, houve aumento de produção, mas,
após alguns anos, verifi cou-se que a Revolução Verde não contribuiu para erradicar a fome; pelo
contrário, nos países subdesenvolvidos, essa Revolução intensifi cou a desigualdade. Os grandes
produtores tiveram acesso ao “pacote tecnológico”, e os pequenos fi caram alijados dos benefícios.
Além disso, o aumento de produção desencadeou a redução dos preços das mercadorias agríco-
las a valores impraticáveis para os pequenos agricultores.
Essa nova situação de mercado contribuiu para que ocorresse a venda ou mesmo o abandono
de pequenas propriedades, que, aos poucos, foram agregadas pelos latifundiários às suas terras.
Dessa forma, embora a Revolução Verde tenha contribuído para o aumento da produção de ali-
mentos no mundo, os problemas tangentes à concentração de renda se intensifi caram no Brasil e
em outros países.
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4.4. Os impactos ambientais
Há registros, segundo o IBAMA, de que as áreas protegidas existem desde o ano 250 a.C., quando
na Índia já se protegiam certos animais, peixes e áreas fl orestadas. Mas foi somente no fi nal do
século XIX, que surgiram as primeiras áreas legalmente protegidas para a preservação dos ecos-
sistemas e das paisagens naturais. Temos como a primeira área de preservação mundialmente
defi nida, o Parque Nacional de Yellowstone, criado em 1872, nos Estados Unidos.
Este parque foi criado como reduto de vida selvagem, local onde as crescentes populações urba-
nas pudessem desfrutar do contato com a natureza “intocada” em seus momentos de lazer. Para
tanto, a legislação criada para esta área de conservação e demais que se seguiram a esta (nos Esta-
dos Unidos e depois pelo mundo) não previa a ocupação humana em tais espaços, pois o objetivo
de criação destas áreas era a preservação da fl ora e da fauna ali existentes.
Na área escolhida, teoricamente desocupada, a presença humana se limitava (e se limita) à con-
templação da natureza, sem causar qualquer movimento no sentido de modifi car o que está sen-
do protegido.
No Brasil, o ano de 1937, é a data de criação do primeiro parque nacional, o Parque Nacional de
Itatiaia, no Rio de Janeiro. A importação da ideia de preservação da natureza advinda dos Estados
Unidos (como área que não compatibiliza preservação da natureza e ocupação humana) e aplica-
da na íntegra no Brasil, em várias partes do mundo (América do Sul e Central, África e Ásia), acar-
retou diversas consequências negativas, pois nessas partes do mundo as fl orestas eram (e ainda
são) habitadas por diversos povos que delas dependem para sobrevier.
Assim, com a criação de áreas de conservação (Unidades de Conservação) um número imenso
de famílias, de tribos indígenas e demais agrupamentos sociais foram expulsos de suas terras em
nome da preservação da natureza. Os confl itos instalados por conta disso foram inúmeros. A gran-
de maioria dessa população não detinha título de propriedade da terra, tendo o direito de ocupá-
-la por estar ali há várias gerações.
Com o passar do tempo, por pressão de movimentos de defesa das comunidades tradicionais,
essa concepção de incompatibilidade entre preservação da natureza e presença humana come-
çou a ser revista.
Começou-se a perceber, conforme afi rmam moradores de áreas protegidas, que a preservação foi
possível em função do modo de vida dessas populações, pois a preservação da fl oresta para essas
comunidades é uma questão de sobrevivência. Assim, os ambientes em que vivem se mantiveram
preservados não por força de alguma lei ou dos movimentos ambientais, mas porque se esses
ambientes forem destruídos o seu modo de vida desaparece.
A legislação atual defi ne e procura garantir os direitos de permanência destas comunidades nas
áreas em que vivem, mas foi, somente, recentemente que foram criadas as Reservas Extrativistas
e outros tipos de áreas de proteção com o intuito de garantir a permanência e a sobrevivência
destas comunidades dentro das áreas de preservação, como veremos adiante.
Comunidades tradicionais - O conceito de comunidades tradicionais é relativamente novo, tan-
to na esfera governamental quanto na esfera acadêmica ou social. A expressão comunidades ou
populações tradicionais surgiu no seio da problemática ambiental, no contexto da criação das
unidades de conservação, para dar conta da questão das comunidades tradicionalmente residen-
tes nestas áreas. São chamadas “tradicionais” por manterem muitos aspectos culturais seculares e
praticarem, sobretudo, a agricultura ou a pesca voltada à subsistência.
De acordo com um mapeamento realizado pelo Banco Mundial (em 1992), sãoapenas alguns paí-
ses (no citado mapeamento constavam 12 países, somente) detentores de mega diversidade (Mé-
xico, Colômbia, Equador, Peru, Brasil, Congo, Madagascar, Índia, Bangladesh, China, Indonésia e
Austrália). Com exceção da Austrália, os demais países, por conta de sua situação econômica, não
GEOGRAFIA04
PÁG. 120VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
investem grandes somas de dinheiro, em desenvolvimento de centros de pesquisas e a verba
destinada a isso, mesmo nas universidades que mantêm centros de estudos e pesquisa não é
sufi ciente para que estes países façam uso satisfatório de sua biodiversidade para esta fi nalidade.
Como podemos observar no mapa a seguir, grande parte do território brasileiro não possui mais
suas vegetações nativas.
GEOGRAFIA04
Biopirataria
Em termos gerais, a biopirataria consiste no ato de aceder a ou transferir recurso genético (animal
ou vegetal) ou conhecimento tradicional associado à biodiversidade, sem a expressa autoriza-
ção do Estado de onde fora extraído o recurso ou da comunidade tradicional que desenvolveu
e manteve determinado conhecimento ao longo dos tempos. Podemos considerar ainda que a
biopirataria pode ser conceituada como a exploração, a manipulação, a exportação de recursos
biológicos, com fi ns comerciais, em contrariedade às normas da Convenção sobre Diversidade
Biológica, de 1992.
A biopirataria está intrinsecamente ligada à ideia de contrabando de espécimes da fl ora e da fau-
na com apropriação de seus princípios ativos e monopolização desse conhecimento, por meio do
sistema de patentes (registros de propriedade).
PÁG. 121
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
GEOGRAFIA04
Questões ambientais urbanas
Atualmente várias entidades ambientais e o Ministério de Meio Ambiente (MMA) discutem a im-
portância de não jogar lixo nas ruas, rios e córregos, e também de repensar a questão, reduzir os
resíduos produzidos e, inclusive, recusar produtos que possam prejudicar o espaço em que vive-
mos. Tais medidas denominam-se os 5 Rs: reduzir, reciclar, reutilizar, repensar e recusar.
As principais formas de destino fi nal do lixo no Brasil são as seguintes: lixão a céu aberto, aterros,
aterros sanitários controlados, incineração, compostagem, reciclagem etc.. Entretanto, ainda pre-
dominam as duas primeiras.
Por isso, ainda é comum existirem lixões a céu aberto, tanto de lixo produzido pela população em
geral, quanto de resíduos encaminhados pela própria prefeitura a partir da coleta realizada.
No caso dos municípios brasileiros, desde 2011, existe o Plano Nacional dos Resíduos Sólidos
(PNRS), elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), e que obriga as prefeituras a dar um
destino adequado aos resíduos.
Há casos pelo Brasil, de antigos lixões aterrados de forma inadequada, ocupados, posteriormente,
por populações mais pobres, correndo o risco de afundamentos, deslizamentos e, também, explo-
sões, já que, o lixo confi nado produz o gás chamado metano (CH4).
Do ponto de vista urbano, a questão da água é um tema bastante complexo, pois, existem múlti-
plos usos da água, não somente os urbanos.
Entre eles, destacamos: o uso do consumo humano domiciliar; o uso das indústrias; para irrigação
na agricultura; para os animais beberem; o uso da água para atividade de lazer; para produção de
energia elétrica; como forma de transporte etc..
Desse modo, existem disputas sobre os diferentes usos da água e mesmo para o consumo, ob-
serva-se que há uma tensão entre os diversos interesses desse consumo e dos territórios que o
disputam.
Assim, há fatores de ordem natural em relação a esta questão: caso da dinâmica da bacia hidro-
gráfi ca, da quantidade de pluviosidade (chuva) existente, bem como de fatores de ordem social,
econômica e política.
Há casos, por exemplo, de águas que seriam, em princípio, potáveis para consumo humano e que,
no entanto, devido à poluição e à contaminação, fi cam inapropriadas. Esta contaminação e polui-
ção poderão ser provenientes de indústrias, de esgotos domiciliares, de resíduos sólidos e líquidos
que são lançados nos efl uentes, de modo que impossibilitam ou encarecem o uso da água.
Assim como a gestão do consumo da água é complexa, há também outro problema no Brasil que
é a falta de redes de esgotos na maior parte das cidades brasileiras.
Saneamento Básico:
Saneamento é o conjunto de medidas que visa preservar ou modifi car as condições do meio am-
biente com a fi nalidade de prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade de vida
da população e à produtividade do indivíduo e facilitar a atividade econômica. No Brasil, o sanea-
mento básico é um direito assegurado pela Constituição e defi nido pela Lei nº. 11.445/2007 como
o conjunto dos serviços, infraestrutura e Instalações operacionais de abastecimento de água, es-
gotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas
pluviais.
Embora atualmente se use no Brasil o conceito de Saneamento Ambiental como sendo os 4 ser-
viços citados acima, o mais comum é que o saneamento seja visto como sendo os serviços de
acesso à água potável, à coleta e ao tratamento dos esgotos.
Referências:
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (MMA). A política dos 5 R’s. Brasília, s/d. Disponível em: http://
www.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/item/9410-a-pol%C3%ADtica-dos-5-r-s.
Acesso em 10/10/2014.
PÁG. 122VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
CUSTÓDIO, Vanderli. Escassez de água e inundações na Região Metropolitana de São Paulo. São
Paulo: Humanitas / FAPESP, 2012.
ALMEIDA, J. A problemática do desenvolvimento sustentável. In: BECKER,
Dinizar F. (org.) Desenvolvimento sustentável: necessidade e/ou possibilidade.
3.ed. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2002.
GEOGRAFIA04
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
PÁG. 124VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
1. MS-Windows 10
Página ............................................................................................................................................................... 125 a 154
2. MS-Word 2010
Página ............................................................................................................................................................... 154 a 166
3. MS-Excel 2010
Página ............................................................................................................................................................... 166 a 180
4. MS-PowerPoint 2010
Página ................................................................................................................................................................ 180 a 188
5. Correio Eletrônico
Página ............................................................................................................................................................................188
6. Internet
Página ............................................................................................................................................................... 188 a 196
informática05
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 10
O Windows é um sistema operacional gráfi co, desenvolvido pela Microsoft ®, que utiliza imagens,
ícones, menus e outros aparatos visuais para ajudá-lo a controlar seu computador. Ele é respon-
sável por gerenciar todos os hardware, software e oferecer a interação através de telas, ou seja,
interfaces para o usuário.
O Windows 10 para residência veio apenas com duas versões: Home e Pro, que incluem: Menu
Iniciar personalizável, Windows Defender e fi rewall do Windows, Inicialização rápida com o Hi-
berboot e o InstantGo que são recursos que trabalham junto com a hibernação para que o Boot
e desligamentodo computador se tornem mais rápidos, Suporte para TPM (Trusted Platform Mo-
dule) é um microchip desenvolvido para fornecer informações básicas relacionadas à segurança,
principalmente envolvendo chaves de criptografi a. Geralmente, o TPM é instalado na placa-mãe
do computador e se comunica com o restante do sistema usando um barramento de hardware,
Economia de bateria e Windows Update.
As novidades são:
1 - Microsoft Edge ( Browsers) – Padrão é o Edge e o alternativo é o Internet Explorer.
No Edge é possível fazer anotações isso não signifi ca alterar as confi gurações.
Exemplo: Posso colocar um bigode em uma imagem.
2 - Cortana – Interage com Edge – é verbalizada essa interação objetivo eliminar o teclado e o
mouse, ela abre o buscador Bing.
3 - Windows Hello - A forma de você se autenticar, antes havia as contas de usuário agora com o
Hello é feito através de biometria, leitura de íris e face, mas é necessário um hardware (para fazer
a identifi cação física)um software(para fazer a tradução de tudo isso).
4– Menu Iniciar – no Windows 8 ela retirou para migrar para dispositivos móveis, ele volta no
Windows 10 ( barra de pesquisa fi xada na barra de tarefas, e o menu iniciar ao invés de somente
a lista de software ele abre também os blocos dinâmicos (que você pode Personalizar colocar os
aplicativos que você mais utiliza e pode também aumentar e diminuir o tamanho e reordenar).
5– Plataforma Unifi cada – Microsoft essa plataforma para ser utilizada tanto no desktop, tablet
e smartphone. Windows 10 é sistema operacional unifi cado.
6– Múltiplas Áreas de Trabalho – tem a possibilidade de criar várias áreas de trabalho para o
mesmo usuário. ( exemplo: Pode criar uma área para você ter seus jogos, e outra para você traba-
lhar com seus aplicativos e documentos).
7– Botão “Task View” – Faz a troca rápida entre essas áreas de trabalho ( fi ca localizado na barra
de tarefas ao lado direito do campo de pesquisa.(apresenta a miniatura de todas as áreas)
8– Explorador de arquivos – é nome dado no Windows 10 para o Windows Explorer, antes você
tinha o painel de navegação e do outro o de conteúdo, no Windows 10 você terá dentro do explo-
rador as pastas frequentes e recentes (para dinamizar).
9– Nova Windows Store – é a loja de apps da Microsoft, ela já existia no Windows 8 e 8.1 e foi dada
uma turbinada(são duas características: baixar programas específi cos para arquitetura de 32 bits
e outra permite que você tenha uma parte da windows store coorporativa, ou seja, comercial) no
Windows 10.
10– Backup “Windows 7” – o Windows 10 vai utilizar a mesma ferramenta de backup do Windows
7.
INFORMÁTICA05
O Windows Hello é uma maneira mais pessoal de entrar em seus dispositivos Windows 10. Basta
seu olhar ou touch. Você receberá segurança de nível empresarial sem precisar digitar uma senha.
Em Windows Hello , você verá opções para face, impressão digital ou íris se o computador tiver um
leitor de impressão digital ou uma câmera compatível. Depois de tudo confi gurado, basta você
passar o dedo ou olhar rapidamente para entrar.
WINDOWS HELLO
PÁG. 126VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
ÁREA DE TRABALHO
É a tela principal do sistema, sobre a qual fi cam todos os outros elementos gráfi cos, como janelas,
ícones, atalhos e barras. A área de trabalho abrange toda a área útil do monitor de vídeo. A Área
INFORMÁTICA05
de trabalho é composta pela maior parte de sua tela, em que fi cam dispostos alguns ícones. Uma
das novidades do Windows 10 é múltiplas áreas de trabalho que podem ser criadas ou gerencia-
das através do botão (Visão de Tarefas) ao clica neste item no conto inferior direito é possível
clicar no ícone e adicionar mais área de trabalhos virtuais. (Atalho: +Ctrl+D).
ÁREA DE TRABALHOS VIRTUAIS
ATALHOS DE TECLADO DAS ÁREAS DE TRABALHO VIRTUAIS
PÁG. 127
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
- ÍCONES
São símbolos (ou imagens) que facilitam a associação de objetos a arquivos ou pastas. Para qual-
quer programa, podemos ter um ícone específi co. A maioria deles já tem um padrão, mas, se o
usuário quiser (em alguns casos), pode alterá-los colocando outro ícone.
- ATALHO
INFORMÁTICA05
É uma forma direta de acessar objetos dos quais precisamos com mais freqüência. Atalhos são
representados por ícones e podem estar na área de trabalho, na barra de tarefas do Windows ou
mesmo em qualquer pasta do sistema. Podemos ter atalhos para arquivos, programas, pastas ou
mesmo para endereços da internet. Atalhos são identifi cáveis pela presença de uma seta no canto
inferior esquerdo de seus ícones.
- BARRA DE TAREFAS
A barra de tarefas é a barra longa horizontal na parte inferior da tela. Diferentemente da área de
trabalho, que pode fi car obscurecida devido às várias janelas abertas, a barra de tarefas está quase
sempre visível. Se ela estiver debloqueada é possível aumentar a altura da barra e movimentar nos
4 cantos da tela.
- A linha azul abaixo de alguns ícones indica que a janela esta aberta.
- A ordem dos botões pode ser alterada, só clicar e manter pressionado o botão do mouse em
cima dos ícones e arrastar para um lado ou para o outro.
- Os botões dos programas podem ser acessados pressionando a tecla + Núm. de Teclado,
exemplo: para abrir o Wordpad, basta clica a tecla + 6.
- Ela possui três seções principais:
• O botão Iniciar , que abre o menu Iniciar;
• O campo de pesquisa , agora é possível tanto pesquisar no com-
putador quanto na web;
• Botões dos programas em execução ou atalhos;
• A área de notifi cação, que inclui um relógio e ícones (pequenas imagens) que comunicam o sta-
tus de determinados programas e das confi gurações do computador.
PÁG. 128VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
- MOSTRAR ÁREA DE TRABALHO (AERO PEEK)
Para ver a área de trabalho sem fechar as janelas abertas, minimize todas as janelas de uma vez
clicando no botão Mostrar área de trabalho ao lado da área de notifi cação ao fi nal da barra de
tarefas (Atalho: + D).
- PROPRIEDADES DA BARRA DE TAREFAS
INFORMÁTICA05
- MENU INICIAR
PÁG. 129
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
O menu Iniciar (Atalho: ou CTRL + ESC) dá acesso a todos os programas instalados no compu-
tador. É possível personalizar este menu fi xando programas ou movendo e reagrupando blocos,
também é possível redimensionar para aumenta-lo.
A parte superior do menu iniciar apresenta a imagem e o nome do usuário conectado ao com-
putador, neste ícone são possíveis executar diversas funções como: Bloquear, Sair e Alterar conta.
Os programas relacionados na parte esquerda do menu podem apresentar uma seta apontando
para direita que já apresentam opções relacionadas ao programa.
Fixe aplicativos no menu Iniciar para ver atualizações dinâmicas do que está acontecendo ao seu
redor, como novos emails, seu próximo compromisso ou a previsão do tempo no fi m de semana.
Quando você fi xa um aplicativo, ele é adicionado ao menu Iniciar como um novo bloco.
INFORMÁTICA05
PÁG. 130VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
O agrupamento de programas já é possível no menu Iniciar para um fácil acesso aos programas
preferidos. Depois de fi xar um aplicativo, mova-o para um grupo. Para criar um novo grupo de
blocos, mova o bloco de um aplicativo para cima ou para baixo até aparecer um divisor de grupo
e solte o bloco. Mova aplicativos para dentro ou para fora do grupo da maneira que quiser. Os
aplicativos desta área podem ser dinâmicos, ou seja, quando o menu iniciar esta aberto você pode
observar os mesmos se atualizando, por exemplo um bloco pode ser um site de notícias e com
isso a cada atualização do site você verá no menu iniciar.
Para nomear seu novo grupo,selecione o espaço aberto acima do novo grupo e digite um nome.
Veja o menu Iniciar em tela inteira.
INFORMÁTICA05
Se você deseja apenas redimensionar um pouco o menu Iniciar para torná-lo mais alto ou mais
largo, selecione a borda superior ou lateral e arraste-a.
Se você clicar com o botão direito do mouse sobre o menu Iniciar, será aberto um menu Suspenso
conforme imagem abaixo:
PÁG. 131
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
- EXPLORADOR DE ARQUIVOS
O nome do novo gerenciar de Arquivos e Pastas do Windows 10, tem as mesmas funções do nosso
conhecido Windows Explorer (Windows 7) só que barras de ferramentas mais intuitivas. Antes de
falar sobre o EXPLORADOR DE ARQUIVOS, vamos falar sobre os conceitos de Unidades de Discos,
Pastas e Arquivos.
- UNIDADES DE DISCOS (MEMÓRIAS AUXILIARES)
São as memorias onde as informações são gravadas, armazenadas de forma defi nitiva, ou seja, to-
dos os seus arquivos e pastas fi cam armazenados nestas memórias. As unidades de discos podem
aparecer no seu Windows de três formas: Fixa (Ex: HD, Winchester, Disco Rígido, Disco Duro e etc.),
Removível (Ex: Pen-Drive, Hd Externo, Cartão de Memória, CD, DVD e o antigo Disquete) e Unidade
de Rede, são as unidades que o computador pode acessar de outro computador da rede. Essas
unidades de disco são reconhecidas por letras no seu Explorador de Arquivos (C:;D:;E:).
Para receber os arquivos e/ou pastas é necessário preparar a unidade de disco, o processo de pre-
paração se chama Formatar, neste processo são defi nidas as regras que o sistema operacional irá
utilizar para gerenciar os dados (arquivos e/ou pastas) armazenados nesta unidade de disco, essas
regras são conhecidas como SISTEMAS DE ARQUIVOS.
- SISTEMAS DE ARQUIVOS
As regras que o sistema operacional utiliza para ler e gravar as informações em um disco é cha-
mado de Sistema de Arquivos. Cada sistema operacional tem o seu (ou “os seus”). No Windows,
usamos o FAT, FAT32, ExFAT e o NTFS, e um dia usávamos o FAT. Para CD, as regras usadas pelo
Windows (e outros sistemas) são CDFS, ISO9660 (mais usado hoje) e Joliet (Microsoft).
Cada unidade de disco, seja uma partição ou um disco real, tem que ter apenas UM SISTEMA DE
ARQUIVOS. Ou seja, se você tem um disco com 3 partições, cada uma delas pode ter um e somen-
te um sistema de arquivos. Porém, podem ser diferentes entre si.
INFORMÁTICA05
PÁG. 132VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Mas, o que é PARTIÇÃO? As unidades de disco (HD, disquete) servem para guardar as informações
que necessitamos para trabalharmos no computador. Como exemplo, o Windows 10 precisa estar
em um HD para poder gerenciar o computador.
Esses equipamentos têm uma forma muito peculiar de armazenar informações, fazendo uso de
uma estrutura muito interessante: Trilhas e setores.
Trilhas são os círculos concêntricos que formam o disco e setores são pequenas unidades de ar-
mazenamento de dados, organizados nessas trilhas. Quer dizer: setores são efetivamente onde os
dados dos arquivos são armazenados e trilhas são reuniões concêntricas de setores. As trilhas con-
têm os setores. Esses conceitos servem para entender como um disco é preparado para receber as
informações. Porém, cada informação será gravada em um cluster. Um cluster é uma reunião de
setores que é endereçada de forma individual. É a menor unidade de alocação de arquivos em um
disco. Assim, um arquivo vai ocupar, no mínimo, um cluster. Se o arquivo for menor que o espaço
do cluster, ele o ocupará por inteiro. Se o arquivo for maior que o cluster, vai ocupar mais de um.
Eu posso também ter, em um mesmo HD (fi sicamente), mais de uma unidade de disco (lógica).
Nós chamamos de partição. Uma partição é uma divisão de um disco rígido em partes distintas.
O sistema operacional enxerga cada partição de um disco como se fosse um disco independen-
te. Para serem utilizadas, as partições devem ser formatadas. O processo de formatação organiza
uma partição com um determinado Sistema de Arquivos. Um Sistema de Arquivos contém regras
e padrões previamente estabelecidos para que o sistema operacional possa gerenciar os dados
armazenados. São estes:
INFORMÁTICA05
PÁG. 133
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
- ARQUIVOS OU PASTAS
Arquivo é apenas a nomenclatura que usamos para defi nir Informação Gravada. Quando digita-
mos um texto ou quando desenhamos uma fi gura no computador, o programa (software) respon-
sável pela operação nos dá o direito de gravar a informação com a qual estamos trabalhando e,
após a gravação, ela é transformada em um arquivo e colocada em algum lugar em nossos discos.
Pasta é o nome que damos a certas “gavetas” no disco. Pastas são estruturas que dividem o disco
em várias partes de tamanhos variados, como cômodos em uma casa. Uma pasta pode conter
arquivos e outras pastas. As pastas são comumente chamadas de Diretórios, nome que possuíam
antes.
Os arquivos ou pastas no Windows podem ter nomes de até 260 caracteres. Depende do tama-
nho do caminho completo para o arquivo (como C:\Arquivos de Programa\fi lename.txt). Alguns
caracteres são considerados especiais e, por isso, não podem ser utilizados para atribuir nomes a
arquivos e pastas. São eles:
\ / : * ? “ < > |
Precisamos entender que as extensões de arquivos são apenas indicativos de seu formato. No
Windows, as extensões são utilizadas para associar os arquivos aos programas que devem ser
abertos para executá-los. Por padrão, o Windows oculta as extensões dos arquivos conhecidos (o
sistema considera que um arquivo conhecido é aquele que já tem um programa associado). As-
sim, arquivos associados ao Excel, por exemplo, aparecerão apenas com o nome, sem a extensão.
Quando estão dessa forma, não conseguimos renomear sua extensão. Vejamos alguns tipos de
extensões importantes:
ALGUMAS PERGUNTAS FREQUENTES:
O que é uma extensão de nome de arquivo?
Uma extensão de nome de arquivo é um conjunto de caracteres que ajuda Windows a entender
qual tipo de informação está em um arquivo e qual programa deve abri-lo. Ela é chamada de ex-
tensão porque aparece no fi nal do nome do arquivo, após um ponto. No nome de arquivo meuar-
quivo.txt, a extensão é txt. Ela diz ao Windows que esse é um arquivo de texto que pode ser aberto
por programas associados a essa extensão, como WordPad ou Bloco de Notas.
Como posso controlar quais programas são associados a uma extensão de nome de arqui-
vo?
Cada programa instalado no seu computador foi projetado para abrir um ou mais tipos de arquivo
INFORMÁTICA05
PÁG. 134VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
em particular, cada um sendo identifi cado por uma extensão de nome de arquivo. Se houver
mais de um programa no computador capaz de abrir um tipo de arquivo, um programa será
defi nido como o padrão. Para alterar o programa que é aberto automaticamente ao clicar duas
vezes em um arquivo, consulte Alterar o programa que abre um tipo de arquivo.
Como posso ver as extensões no nome do arquivo?
O Windows oculta as extensões de nome de arquivo para facilitar a leitura dos nomes dos arqui-
vos, mas você pode optar por deixá- las visíveis. Para saber como fazer isso, consulte Mostrar ou
ocultar as extensões de nome de arquivo.
Como altero uma extensão de nome de arquivo?
Geralmente, as extensões de nome de arquivo não devem ser alteradas porque você pode não
ser capaz de abrir ou editar o arquivo após a alteração. Entretanto, algumas vezes a alteração da
extensão do nome do arquivo pode ser útil — como quando você precisar alterar um arquivo de
texto (.txt) para um arquivo HTML (.html) para que possa exibi-lo em um navegador da Web.
INFORMÁTICA05
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
- ESTRUTURA DE PASTAS DO WINDOWS 10
Quando o Windows 10 é instalado, seus arquivos são copiados paraas unidades de disco rígido do
computador normalmente representado pela letra C: nesta unidade são criadas algumas pastas
para guardar arquivos.
Arquivos de Programas - Esta pasta contem diversas outras, cada uma com os arquivos dos aplica-
tivos instalados no Windows. Programas como Offi ce, Outlook, Adobe, Jogos, Programas antivírus
e demais aplicativos.
Arquivos de Programas (X86) - Esta pasta contem diversas outras, cada uma com os arquivos dos
aplicativos instalados no Windows, ela só existe se o sistema operacional for 64 Bits e foram insta-
lados programados de 32 bits.
Usuários – Pasta onde são armazenadas as confi gurações, arquivos e informações de cada usuário.
Ex: Área de Trabalho, Contatos, Documentos, Downloads, Favoritos, etc.
Windows – Esta pasta guarda os arquivos de confi guração e de programas do sistema operacional.
- RENOMEANDO / COPIANDO / RECORDANDO E COLOCANDO ARQUIVOS E PASTAS
As principais operações com arquivos e pastas, nós poderemos fazer utilizando o Windows Explo-
rer:
No Windows 10 o ato de mover ou copiar um arquivo ou pasta pode ser realizado simplesmente
com a ação de arrastar o conteúdo com o mouse.
Se o arquivo for arrastado com o mouse (botão principal) da pasta de origem para a pasta de des-
tino e as duas pastas estão na mesma unidade de disco o resultado desta ação será a retirada do
arquivo da pasta de origem e será guardado na pasta de destino, ou seja, o arquivo será movido.
Ex: O arquivo Provas.doc que esta dentro da pasta C:\Questões\ se for arrastado para a pasta C:\
Concursos\ o resultado desta ação será a movimentação do arquivo da pasta Questões para a
pasta Concursos.
Se o arquivo for arrastado com o mouse da pasta de origem para a pasta de destino e as duas pas-
tas estão em unidades diferentes de discos, o resultado desta ação será a geração de uma copia
do na pasta de destino, ou seja, o arquivo será copiado. Ex: O arquivo Provas.doc que esta dentro
da pasta C:\Questões\ se for arrastado para a pasta F:\Concursos\ o resultado desta ação será a
geração de uma cópia do arquivo da pasta Questões para a pasta Concursos.
Combinando o arrastar do mouse com o teclado.
Se o arquivo/pasta for arrastado com o mouse (botão principal) junto desta ação a tecla SHIFT for
pressionada o resultado é sempre mover o arquivo/pasta para ao destino.
Se o arquivo/pasta for arrastado com o mouse (botão principal) junto desta ação a tecla CTRL for
INFORMÁTICA05
PÁG. 136VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
pressionada o resultado é sempre a criação de uma cópia para o arquivo/pasta no destino.
Se o arquivo/pasta for arrastado com o mouse (botão principal) junto desta ação a tecla ALT for
pressionada o resultado é sempre a criação de um atalho para o arquivo/pasta no destino.
Se o arquivo/pasta for arrastado com o botão auxiliar ao fi nal da ação será aberto um menu solici-
tando a confi rmação da operação.
Outra novidade no Windows nas ações de copiar/recortar e colar arquivos e pastas é que nesta
ação é possível pausar a cópia, conforme tela abaixo:
Se o arquivos copiado ou recortado já existe no local de destino a tela abaixo será exibida para que
o usuário possa escolher a ação:
Antes de decidir a opção correta é possível comparar os itens copiados para Substituir ou Ignorar
de forma classifi cada.
INFORMÁTICA05
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
- INTERFACE
- Agora vamos conhecer a tela do Explorador de Arquivos.
INFORMÁTICA05
PÁG. 138VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
PESQUISAR
O Windows 10 apresenta uma maneira mais fácil de localizar arquivos e pastas no computador
local, computador da rede, unidades removíveis, ou seja, em todas as unidades de disco que se
tem acesso.
A pesquisa pode ser realizada em diversos locais como apresentado na imagem acima. Em “Pes-
quisar novamente em” é possível buscar até na internet.
Ao fi nal da pesquisa é possível selecionar o item listado e clicar em “Abrir local de arquivo” para
o Explorador de arquivo mostrar a pasta e o caminho completo onde o arquivo localizado esta
armazenado.
Você pode usar o ponto de interrogação (?) como curinga para um único caractere, e um asterisco
(*) como curinga para qualquer número de caracteres.
Exemplo:
a*.txt (busca todos os arquivos que começam com a letra a e termina com .txt
aulas.txt √ (será encontrado) atividades.txt √ (será encontrado) provas.txt × (não será encontrado)
via? em.txt (busca todos os arquivos que começam com via e termina com em.txt e um único ca-
ractere qualquer no lugar da interrogação)
viagem.txt √ (será encontrado) viajem.txt √ (será encontrado) viagemm.txt × (não será encontra-
do)
Então como podemos pesquisar por múltiplas extensões? Para isso, você terá que colocar no cam-
po de pesquisa: “Ext: .txt OU Ext:
.exe OU Ext: .pdf “.
O Windows organiza ou indexa (um termo mais técnico) os locais de pesquisas para que a resposta
seja mais rápida em uma pesquisa, quando o local que esta sendo pesquisada não esta indexado
uma barra amarela é apresentada indicando que a busca pode demorar mais que o normal.
- LIXEIRA
A maior diferença no Windows 10 em relação ao 7, não é a lixeira, e sim que a confi rmação para
enviar um item para a lixeira vem desmarcado, ou seja, se na ação de exclusão o item vai para a
lixeira não é aberta nenhuma tela de confi rmação.
Ações de Exclusão: Arrasta o item para cima da lixeira, selecionar o item e clicar com o botão direi-
to do mouse e escolher a opção excluir e selecionar o item e pressionar a tecla DEL. Qualquer uma
dessas ações com a tecla SHIFT pressiona junto o item é excluído de forma defi nitiva.
Arquivos excluídos de PEN-DRIVE, UNIDADE DE REDE, CD-RW ou DVD-RW não vai para a lixeira a
exclusão é feita de forma defi nitiva, pressionando o SHIFT ou não.
Figura que representa a
lixeira vazia.
INFORMÁTICA05
Figura que representa a
lixeira cheia.
PÁG. 139
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Selecionando a opção Propriedades do item acima será exibida a janela abaixo:
Esta janela representa um clique com o
botão direito do mouse sobre o ícone
da lixeira na área de trabalho.
Nesse caso a lixeira estava no modo
cheio.
Você pode alterar as confi gurações da Lixeira para que elas se ajustem à sua forma de trabalhar.
Por exemplo, se você raramente esvazia a Lixeira porque prefere guardar os arquivos descartados,
é possível aumentar o tamanho máximo de armazenamento da Lixeira. Também é possível ativar
a caixa de diálogo de confi rmação de exclusão exibida sempre que você envia arquivos para a Li-
xeira, ou até mesmo optar por não mover os arquivos para a Lixeira e removê-los defi nitivamente
do computador. O espaço reservado para a lixeira é defi nido em megabytes. Se excluir um arquivo
maior que o espaço reservado este é excluído de forma defi nitiva após a confi rmação da ação.
- ONEDRIVE
OneDrive é o armazenamento online gratuito que vem com sua conta da Microsoft. Salve seus
arquivos lá e você poderá acessá- los de seu computador, tablet ou telefone
INFORMÁTICA05
PÁG. 140VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
- AS NOÇÕES BÁSICAS
Para salvar um documento com o qual você está trabalhando no OneDrive, selecione uma pasta
do OneDrive na lista de locais de salvamento. Para mover arquivos para o OneDrive, abra o Explo-
rador de Arquivos e arraste-os para uma pasta do OneDrive.
- SEM INTERNET? NÃO TEM PROBLEMA.
Os arquivos que você salva no OneDrive estão disponíveis online em OneDrive.com e offl ine em
seu computador. Isso signifi ca que você pode usá-los a qualquer momento, mesmo quando não
estiver conectado à Internet. Quando você se reconectar, o OneDrive atualizará as versões online
com as alterações feitas offl ine.
- PRINCIPAIS PROGRAMAS
Além de conhecer os principais componentes do Windows, precisamosnos concentrar nos
programas que acompanham o sistema Windows 10. São eles:
- ACESSÓRIOS
- Bloco de Notas (Arquivos somente texto .txt)
- Conexão de Área de Trabalho Remota (Acessar outro computador na rede e ver a área de
trabalho dele)
- Diário do Windows (Opção para digitação de textos como um diário)
- Ferramenta de Captura (Capturar parte da tela, ou seja, copiar parte de uma tela)
- Gravador de Passos (Fazer o Windows gravar tudo que esta acontecendo, como câmera de
segurança)
- Internet Explorer (Navegador/Browser)
- Mapa de Caracteres (Símbolos que podem ser adicionados)
- Notas Autoadesivas (Os famosos post-it na sua área de trabalho)
- Painel de entrada de expressões
- Paint (Ferramenta de desenho)
- Visualizador XPS (Visualizar de arquivo XPS = PDF)
- Windows Fax and Scan (Enviar fax e scanear conteúdos)
- WordPad (Primo pobre do Word, processador de textos com menos recursos)
- Calculadora
Tipos:
• Padrão
• Cientifi ca
• Programador
• Cálculo de data
PÁG. 141
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Conversor
• Volume
• Comprimento
• Peso e massa
• Temperatura
• Energia
• Área
• Velocidade
• Tempo
• Potência
• Dados
• Pressão
• Ângulo
- FACILITADOR DE ACESSO
- Lupa (Aumentar área que circunda o mouse)
- Narrador (Ler os textos disponíveis na tela)
- Reconhecimento de Fala (Reconhecer a fala do usuário)
- Teclado Virtual (Teclado que aparece na tela do seu computador, como se fosse um touch)
- SISTEMA DO WINDOWS
- Dispositivos (Exibir dispositivos, ou seja, os hardware do seu computador)
- Executar (Executar comandos, abrir arquivo ou acessar páginas da internet digitando suas
vontades)
- Explorador de Arquivos (Gerenciador de arquivos e pastas)
- Gerenciador de Tarefas (Controlar os programas em execução, ou seja, “travou ?” é aí que
fi naliza)
- Meu Computador (igual ao Explorador de Arquivos)
- Painel de Controle (Janela com opções de confi guração do sistema operacional)
- Programas Padrão (Indicar seus programas preferidos para determinação como ouvir mú-
sica)
- Prompt de Comando (Sistema operacional modo texto, ou seja, você digita os comandos e
não clica)
- Windows Defender (Ferramenta contra malware: vírus, worms, spyware entre outros)
- Central da Ações (Mensageiro do Windows, ou seja, local onde você encontra os alertas,
mensagens e informações do sistema)
- WINDOWS POWERSHELL
- Windows PowerShell (Prompt de Comando mais avançado)
- Windows PowerShell ISE
- BLOCO DE NOTAS
O Bloco de Notas é um programa de edição de texto básico que pode ser utilizado para criar docu-
mentos sem formatações e recursos especais. Um arquivo de texto é um tipo de arquivo normal-
mente identifi cado pela extensão .txt.
INFORMÁTICA05
PÁG. 142VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
- WORDPAD
Sempre falo em sala de aula que este é o “primo pobre do Word” é um editor de textos próprio do
Windows 10 só que com menos recursos que o Word do suíte Microsoft Offi ce.
- DIÁRIO DO WINDOWS
A principal função do Diário do Windows é usar a caneta eletrônica para fazer anotações no Tablet
PC, mas você também pode adicionar um texto digitado ou um texto de um documento ou de
outro arquivo para marcação no Diário.
- GRAVADOR DE PASSOS
Você pode usar o Gravador de Passos para Reprodução de Problemas para capturar automatica-
mente os passos executados em um computador, incluindo uma descrição do texto de onde você
clicou e uma imagem da tela durante cada clique (chamado de captura de tela). Depois de captu-
rar esses passos, você pode salvá-los em um arquivo que pode ser utilizado por um profi ssional de
suporte ou alguém que possa ajudá-lo com o problema do computador.
INFORMÁTICA05
PÁG. 143
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
- PAINT
Paint é um programa de desenho que pode ser usado para criar desenhos ou editar imagens di-
gitais. Também é possível usar o Paint para salvar arquivos de imagem com formatos de arquivo
diferentes.
- PAINEL DE ENTRADA DE EXPRESSÕES
O Painel de Entrada de Matemática usa o reconhecedor de matemática embutido no Windows
10 para reconhecer expressões matemáticas manuscritas. Você pode então inserir a matemática
reconhecida em um programa de computação ou de edição de texto.
- FERRAMENTAS
Dá-se o nome de Ferramentas a um conjunto de programas utilitários que vêm junto com o Win-
dows. Esses programas visam “consertar” certos problemas do computador e melhorar seu de-
sempenho.
- PROMPT DE COMANDO
Prompt de Comando é um recurso do Windows que oferece um ponto de entrada para a digitação
de comandos do MS-DOS (Microsoft Disk Operating System) e outros comandos do computador
é o sistema operacional em modo texto sem cor e os aparatos acostumados. O mais importante é
INFORMÁTICA05
PÁG. 144VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
o fato de que, ao digitar comandos, você pode executar tarefas no computador sem usar a in-
terface gráfi ca do Windows. O Prompt de Comando é normalmente usado apenas por usuários
avançados.
- Windows PowerShell
É um novo prompt de comando do Windows, muito mais poderoso que o cmd.exe (Prompt de Co-
mando), voltado à automatização, via scripts e canalização de objetos por uma sequência de co-
mandos, para manutenção de sistemas por parte de administradores, além de um controle maior
do sistema.
- Verifi cação de Erros
A principal função do Verifi cação de Erros é procurar e corrigir, quando possível, erros na superfí-
cie de gravação das unidades de disco magnéticas. Esses erros podem ser falhas na gravação das
informações ou até mesmo defeitos estruturais na superfície de um determinado setor.
A Verifi cação de Erros deve alertar ao Windows sobre a existência dos erros e corrigi-los quando
for possível. Caso o Verifi cação de Erros encontre um setor defeituoso que não possa ser corrigi-
do, ele marca o referido local como Setor Interditado e o setor não será mais usado pelo sistema
operacional. Na verdade, todo o CLUSTER no qual o setor está localizado será interditado – é o que
chamamos de BadBlock.
INFORMÁTICA05
PÁG. 145
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
- Desfragmentar e otimizar unidades
Ferramenta que organiza os clusters de uma unidade de disco. O que realmente o desfragmen-
tador faz é reunir os clusters (blocos) que fazem parte de um mesmo O Desfragmentador une os
pedaços dos arquivos de forma que os blocos do arquivo fi quem em sequência, para facilitar a
leitura por parte do dispositivo mecânico que guia o braço da cabeça de leitura/gravação da uni-
dade de disco.
- Limpeza de disco
É um utilitário que vasculha as unidades do computador à procura de arquivos que possam ser
apagados pelo usuário para liberar mais espaço. O utilitário de Limpeza de Disco sugere que po-
dem ser apagados os arquivos que estão na lixeira, os arquivos temporários da Internet e os arqui-
vos temporários que o sistema operacional Windows não apagou.
INFORMÁTICA05
PÁG. 146VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Ao clica na opção Limpar arquivos do sistema é apresentada a guia Mais Opções. Essa guia in-
clui duas maneiras adicionais de liberar ainda mais espaço em disco: Programas e Recursos onde
você pode desinstalar os programas que não usa mais e Restauração do Sistema e Cópias de
Sombra. Essa opção permite excluir todos os pontos de restauração com exceção do mais recente
no disco.
- Agendador de tarefas
Se você costuma usar um determinado programa regularmente, poderá usar o Assistente de
Agendador de Tarefas para criar uma tarefa que abre o programa para você automaticamente de
acordo com a agenda que você escolher. Por exemplo, se você usa um programa fi nanceiro em
um determinado dia de cada mês, poderá agendar uma tarefa que abra o programa automatica-
mente para que você não corra o risco de esquecer.
- Gerenciadorde tarefas
O Gerenciador de tarefas é uma ferramenta que nos permite controlar as aplicações que estão
sendo executadas nesse momento, o rendimento de nosso computador, a conexão de rede, além
de podermos saber quais usuários tem uma sessão iniciada, através dele podemos fechar qual-
quer aplicação que esteja aberta, mesmo que a mesma esteja travada, para abrir o Gerenciador de
tarefas. Se um programa no seu computador parar de responder, o Windows tentará encontrar o
problema e corrigi-lo automaticamente. Se você não quiser esperar, poderá fi nalizar o programa
usando o Gerenciador de Tarefas.
INFORMÁTICA05
PÁG. 147
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
- ReadyBoost
O ReadyBoost pode acelerar o seu computador usando espaço de armazenamento na maioria
das unidades fl ash USB e cartões de memória fl ash. Quando você conecta um dispositivo de ar-
mazenamento compatível com ReadyBoost ao computador, a caixa de diálogo Reprodução Auto-
mática oferece a opção de acelerar o computador usando o ReadyBoost. Se você selecionar essa
opção, poderá escolher o quanto de memória do dispositivo usar para esse fi m.
- Restauração do Sistema
Este recurso permite que o Windows retorne a um estado anterior caso haja algum problema de
funcionamento causado pela instalação de algum programa. A restauração de sistema retorna,
normalmente, ao estado do Windows quando este foi instalado no computador. Caso o usuário
queira que o Windows retorne a um estado mais recente, deve criar um Ponto de Restauração.
Uma vez criado o ponto de restauração, o Sistema pode ser recuperado a qualquer momento e
retornar àquele estado exato.
- Histórico de Arquivos
É o nome da ferramenta de sistema responsável pela criação e restauração de backups no sistema
operacional Windows 10. Substituiu a antiga ferramenta conhecida como Backup e Restauração
utilizada até a versão do Windows 7.
- Windows Store ou Loja
Local onde é possível adquirir novos aplicativos para o Windows. O Windows 10 vem com óti-
mos aplicativos nativos, incluindo o Skype e o OneDrive, mas isso é apenas o começo. A Loja tem
milhares de outros para ajudar você a manter contato e fazer o que for necessário, além de mais
jogos e entretenimento do que nunca, muitos deles grátis!
Área de Transferência
É um recurso utilizado pelo sistema operacional para o armazenamento de pequenas quantida-
des de dados para transferência entre documentos ou aplicativos, através das operações de Cor-
tar, copiar e colar.
Windows Defender
O Windows Defender é uma funcionalidade do Windows 10 que ajuda a proteger o seu computa-
dor fazendo análises regulares ao disco rígido do seu computador e oferecendo-se para remover
qualquer vírus e spyware ou outro software potencialmente indesejado que encontrar. Também
INFORMÁTICA05
PÁG. 148VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
oferece uma proteção que está sempre ativa e que vigia locais do sistema, procurando alterações
que assinalem a presença de spyware e comparando qualquer arquivo inserido com uma base de
dados do spyware conhecido que é constantemente atualizada.
Firewall
Um fi rewall é uma primeira linha de defesa contra muitos tipos de malware (programa malicioso).
É um aplicativo do Windows que protege as portas do seu computador contra acessos não auto-
rizadas ou saídas de informações também não autorizadas.
Confi gurada como deve ser, pode parar muitos tipos de malware antes que possam infectar o seu
computador ou outros computadores na sua rede.
O Windows Firewall, que vem com o Windows 10, está ligado por omissão e começa a proteger o
seu PC assim que o Windows é iniciado.
Foi criado para ser fácil de usar, com poucas opções de confi guração e uma interface simples.
Mais efi ciente que o Firewall nas versões anteriores do Windows, a fi rewall do Windows 10 ajuda-o
a proteger-se restringindo outros recursos do sistema operacional se comportarem de maneira
inesperada – um indicador comum da presença de malware.
Central de ações
Recurso que pode ser acessado através do atalho na área de notifi cação ( )
que promete manter o usuário informado sobre tudo o que está acontecendo em seu PC, concen-
trando em um único lugar todas as notifi cações do Windows e aplicativos instalados. Além disso,
a central também oferece informações sobre o recebimento de novos e-mails, mensagens instan-
tâneas, atualizações do Facebook e muito mais.
Recurso que pode ser acessado através do atalho na área de notifi cação ( )
INFORMÁTICA05
PÁG. 149
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Sessão de Ações rápidas:
- CONFIGURAÇÕES
Apesar de ainda existe o painel de controle no Windows 10, a nova janela de Confi gurações do
Windows 10 foi projetada para ser bem mais amigável e parecida com o Painel de Controle. Ao
abri-la, o usuário se depara com ícones autoexplicativos e seções que abordam todos os ajustes
que você porventura queira fazer no seu computador: customizações do sistema, dispositivos co-
nectados, redes sem fi o, personalização visual, perfi s, idiomas, recursos de acessibilidade, opções
de privacidade e ferramentas de backup, recuperação e atualização.
Há uma série de ajustes técnicos que não podem ser feitos na nova janela de Confi gurações –
como opções relacionadas a energia, fi rewall do sistema operacional, ferramentas administrativas
do disco rígido, personalizações de áudio (tanto de reprodução quanto de gravação) e gerencia-
mento das fontes instaladas na máquina.
Quando você precisar verifi car sua impressora, mouse, conexão à internet, ou então personalizar
sua tela de fundo, entre outras coisas, basta acessar o menu Confi gurações. As opções de ajuste
encontradas no app são as seguintes:
INFORMÁTICA05
PÁG. 150VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
INFORMÁTICA05
Cada botão disponível no app reúne um conjunto de confi gurações que vão mudar a maneira
como seu PC funciona. Quando você tiver dúvidas sobre onde encontrar alguma confi guração
específi ca no seu Windows 10, basta consultar este guia e utilizar o atalho Ctrl+F para localizá-la
no texto. Veja quais são as opções de ações encontradas no app Confi gurações e o que é possível
fazer em cada uma delas:
SISTEMA
Tela: Permite que você encontre ferramentas para ajustar o monitor do seu computador (orien-
tação, tamanho do texto, brilho, etc). A opção "Confi gurações de vídeo avançadas", localizada no
canto inferior da janela direito, permite alterar a resolução de tela.
Notifi cações e ações: Nesta seção é possível gerenciar as notifi cações do sistema e de aplicativos
específi cos, bem como escolher as ações rápidas que serão exibidas na Central de Ações e selecio-
nar os ícones que aparecem na barra de tarefas.
Aplicativos e recursos: Aqui é possível desinstalar ou mover aplicativos de uma unidade para
outra.
Multitarefas: Traz opções de ajuste das janelas durante o modo multitarefa, além de trazer op-
ções de confi guração das áreas de trabalho virtuais.
Modo Tablet: Se você está utilizando um dispositivo híbrido, não deixe de verifi car as confi gura-
ções do Modo Tablet, ativando o modo touch-friendly e outras opções úteis que tornarão a inte-
ração com o seu display sensível ao toque muito mais satisfatória.
Economia de bateria: Além de verifi car o uso da bateria e o tempo restante estimado, neste menu
também é possível confi gurar seu notebook ou tablet para ativar a economia de bateria automati-
camente se ela estiver abaixo de uma determinada porcentagem
– assim como acontece com smartphones e tablets.
Energia e suspensão: Para otimizar ainda mais o uso da bateria, use este menu para confi gurar
o tempo em que a tela fi cará ativa e também o tempo de uso antes que o computador seja auto-
maticamente suspenso.
Armazenamento: Descubra o que está ocupando espaço no seu computador, aquantidade de
espaço restante que você tem no seu HDD ou SSD e altere o local em que novos apps, músicas,
documentos, fotos e vídeos serão salvos por padrão.
PÁG. 151
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Mapas offl ine: Este pode parecer um recurso um tanto inútil se você não estiver usando um ta-
blet, mas se você estiver preocupado com o uso de dados, então ele pode ser extremamente
bem-vindo. Baixe mapas de diversas regiões do mundo para acessá-los sem a necessidade de uma
conexão com a internet.
Aplicativos padrão: Este menu ajuda a confi gurar quais aplicativos são usados para quais tarefas,
oferecendo a possibilidade de acessar a loja do Windows para encontrar uma alternativa ou sele-
cionar um que já tenha sido instalado.
Sobre: Aqui você vai encontrar o nome do seu PC, grupo de trabalho e a versão do Windows que
está sendo executada, juntamente com informações sobre CPU e RAM. As informações são prati-
camente as mesmas encontradas anteriormente por meio de um clique com o botão direito em
Computador, no Windows Explorer, e a escolha da opção Propriedades.
DISPOSITIVOS
Impressoras e scanners: Permite adicionar novos hardwares, além de confi gurar seu dispositivo
para evitar o download de drivers, informações e apps durante o uso de planos de internet limita-
dos. A opção “Confi gurações relacionadas” abre janelas do antigo Painel de Controle.
Dispositivos conectados: Supervisiona outros tipos de hardware, exceto impressoras e scanners,
que já estejam conectados.
Bluetooth: Gerencie dispositivos Bluetooth e confi gurações relacionadas
Mouse e touchpad: Permite ajustes simples, como a escolha do principal botão do mouse e tem-
po de atraso antes do início dos cliques no touchpad.
Digitação: Confi gurações relacionadas à verifi cação e correção ortográfi ca.
Reprodução automática: Permite confi gurar este recurso e defi nir padrões de ação para drives
removíveis e cartões de memória. Você pode defi nir o Explorador de Arquivos para exibir os ar-
quivos sempre que você inserir um cartão de memória, por exemplo, ou até mesmo importar
automaticamente o conteúdo para seu computador.
REDE E INTERNET
Wi-Fi: Exibe as confi gurações de conexões de rede sem fi o, bem como confi gurações relacionadas
(opções de adaptador, opções avançadas de compartilhamento, etc).
Modo avião: Um simples interruptor permite parar toda a comunicação sem fi o do dispositivo.
INFORMÁTICA05
PÁG. 152VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Uso de dados: Exibe a quantidade de dados consumidos pelo PC nos últimos 30 dias, bem como
sua fonte (Wi-Fi ou Ethernet). Clique em "Detalhes de Uso" para ver informações sobre o consumo
de dados de cada aplicativo instalado na máquina.
VPN: Se você estiver usando uma VPN (Rede Privada Virtual), confi gure-a clicando em "+ Adicio-
nar uma conexão VPN" e insira os detalhes relevantes.
Conexão discada: No caso improvável de você estar usando uma conexão discada à Internet,
você pode confi gurá-la neste menu.
Ethernet: Esta seção oferece ferramentas adequadas para confi gurar sua conexão de rede local.
Proxy: Permite ajustar confi gurações de proxy manuais ou automáticas.
- PERSONALIZAÇÃO
Tela de fundo: Aqui você pode selecionar uma nova imagem para sua tela de fundo, bem como
ajustá-la para preencher a tela, fi car centralizada, lado a lado, entre outras opções.
Cores: Escolha a cor de destaque na tela de fundo, do menu Iniciar, barra de tarefas e Central de
Ações. Também é possível optar por deixá-los transparentes.
Tela de bloqueio: A imagem de fundo da tela de bloqueio também pode ser facilmente defi nida
neste menu, que traz ainda opções para escolher aplicativos que serão exibidos na tela de blo-
queio. Ao todo, oito aplicativos podem ser destacados nesta seção, sendo que um deles pode
oferecer informações mais detalhadas.
Temas: Oferece acesso ao menu que permite escolher um tema para alterar a tela de fundo da área
de trabalho, a cor e os sons de uma só vez.
Iniciar: Aqui você pode escolher mostrar os aplicativos mais utilizados, juntamente com aplicativos
adicionados recentemente. Você também pode escolher quais pastas aparecem no menu Iniciar.
INFORMÁTICA05
PÁG. 153
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Backup e Restauração
Acionar o programa para controle de backup e restauração de sistema ou arquivos.
Barra de Tarefas e Menu iniciar
Permite confi gurar as opções da Barra de Tarefas e do Menu Iniciar, bem como bloquear a barra de
tarefas, ocultar ou mostrar o relógio na área de notifi cação, defi nir se a barra de tarefas vai fi car na
frente das demais janelas ou não.
Central de Facilidade de Acesso
Esta versão do Windows apresenta a Central de Facilidade de Acesso, um local centralizado para
confi gurações e programas de acessibilidade que anteriormente eram encontrados em Opções
de Acessibilidade. A Central de Facilidade de Acesso também oferece um novo questionário que
você pode usar para ver sugestões de recursos de acessibilidade que podem ser úteis.
Use o computador sem tela. O Windows é fornecido com um leitor básico de tela chamado Nar-
rator, que lê em voz alta o texto mostrado na tela. O Windows também tem confi gurações para
fornecer descrições de áudio sobre vídeos e controlar a maneira como as caixas de diálogo são
mostradas
Torne o computador mais fácil de ver. Há várias confi gurações disponíveis para facilitar a vi-
sualização das informações na tela. Por exemplo, a tela pode ser ampliada, as cores podem ser
ajustadas para facilitar a visualização e a leitura da tela, e animações e imagens de plano de fundo
desnecessárias podem ser removidas.
Use o computador sem mouse ou teclado. O Windows inclui um teclado virtual que você pode
usar para digitar. Você também pode usar o Reconhecimento de Fala para controlar o computador
com comandos de voz, além de ditar texto para programas.
Facilite o uso do mouse. Você pode alterar o tamanho e a cor do ponteiro do mouse e usar o
teclado para controlar o mouse.
Facilite o uso do teclado. Você pode ajustar a maneira como o Windows responde à entrada do
mouse ou do teclado para facilitar o pressionamento de combinações de teclas e a digitação, e
para ignorar teclas pressionadas por engano.
Use textos e alternativas visuais aos sons. O Windows pode substituir dois tipos de informações
de áudio por itens visuais equivalentes. É possível substituir os sons do sistema por alertas visuais
e exibir legendas de texto para o diálogo falado em programas de multimídia.
Facilite a concentração em tarefas de leitura e digitação. Há várias confi gurações que podem
ajudar a facilitar a concentração na leitura e na digitação. Você pode usar o Narrator para ler as
PAINEL DE CONTROLE
INFORMÁTICA05
PÁG. 154VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
informações da tela, ajustar a maneira como o teclado responde a determinados pressionamentos
de tecla e controlar se determinados elementos visuais serão exibidos.
Além da Central de Facilidade de Acesso, o Windows conta com três programas que podem facili-
tar a interação com seu computador.
Lupa. A Lupa é um programa que amplia a tela do computador, facilitando a leitura.
Narrator. O Narrator é um programa que lê em voz alta o texto exibido na tela.
Teclado Virtual. O Teclado Virtual é um programa que permite o uso do mouse ou de outro dis-
positivo para interagir com um teclado exibido na tela.
Contas de Usuários
Permite gerenciar os usuários do computador, determinando se o usuário poderá executar al-
gumas tarefas ou não. Uma conta de usuário é o conjunto de informações que diz ao Windows
quais arquivos e pastas o usuário poderá acessar, quais alterações poderá efetuar no computador
e quais são suas preferências pessoais. Cada pessoa acessa sua conta com um nome de usuário e
uma senha.
Há dois tipos principais de contas:
• Administrador:Criada quando o Windows é instalado, Ele lhe dá acesso completo ao compu-
tador.
Usuário padrão: Os usuários de conta padrão podem utilizar a maioria dos softwares e alterar as
confi gurações do sistema que não afetem outros usuários ou a segurança do computador.
Controle dos Pais
Ajuda a controla o modo como as crianças usam o computador. Por exemplo, você pode defi nir li-
mites para a quantidade de horas que seus fi lhos podem usar o computador, os jogos que podem
jogar e os programas que podem executar.
Aparência e Personalização: Nesta opção você pode controlar toda a aparência de seu com-
putador, o modo como sua tela será exibida. Poderá alterar o tema, o Plano de fundo da Área de
trabalho, ajustar a Resolução da tela etc.
Relógio, Idioma e Região: Nesta opção você poderá alterar a Data e hora, Fuso horário e muitos
outros.
Facilidade de Acesso: Permite que o Windows sugira confi gurações, poderá Otimizar a exibição
visual, Alterar confi guração do mouse etc.
Grupo Doméstico
Para facilitar o compartilhamento de arquivos e impressoras na rede doméstica, a Microsoft criou
o recurso dos grupos domésticos. Uma vez criado o grupo, torna-se muito mais ágil e simples o
compartilhamento de músicas, vídeos, documentos e fotos entre computadores. Permite tam-
bém a proteção por senhas e o controle do conteúdo compartilhado.
MS-Word 2010: estrutura básica dos documentos, edição e formatação de textos, cabeçalhos,
parágrafos, no grupo Fontes, colunas, marcadores simbólicos e numéricos, tabelas, impres-
são, controle de quebras e numeração de páginas, legendas, índices, inserção de objetos, cam-
pos predefi nidos, caixas de texto.
O que é o Word?
O Microsoft Word 2010 é um programa de processamento de texto, projetado para ajudá-lo a criar
documentos com qualidade profi ssional. Com as melhores ferramentas de formatação de docu-
mento, o Word o ajuda a organizar e escrever seus documentos com mais efi ciência. Ele também
inclui ferramentas avançadas de edição e revisão para que você possa colaborar facilmente com
outros usuários.
Fonte: http://offi ce.microsoft.com/pt-br/word-help/tarefas-basicas-no-word-2010-HA101830016.aspx
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PÁG. 155
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Edição e Formatação de Textos
Você pode criar um texto do zero, bastando para isso clicar no menu Arquivo, e depois em novo.
Assim como abrir um arquivo já existente, clicando no menu Arquivo, e Abrir, podendo alterar o
seu conteúdo conforme necessite.
Cabeçalho
Cabeçalho é uma formatação, que padroniza páginas de um texto tanto a borda superior, quanto
a inferior nos rodapés, inserindo características profi ssionais.
Para inserir cabeçalho, no MS-Word 2010, clique no menu Inserir, e o botão Cabeçalho
INFORMÁTICA05
PÁG. 156VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Parágrafo
Com a formatação do parágrafo, é possível alterar a distância entre às linhas de um texto, alterar o
espaçamento antes ou após os parágrafos, defi nir espaçamento simples como padrão para todos
os documentos.
Para formatar o parágrafo, clique na guia Layout da Página, e para maximizar o grupo Parágrafo,
clique na seta, na parte inferior, direito do menu (conforme imagem abaixo).
Após clicar no botão para maximizar o grupo Parágrafo, será exibido o menu Parágrafo.
Fonte
No Word 2010, assim como em versões anteriores, é possível alterar o tipo, o tamanho, cor e ca-
racterísticas especiais.
Para formatar um textos, basta selecionar o texto a ser alterado, e na guia Página Inicial, no grupo
Fonte, escolher a alteração que deseja realizar.
Coluna
Em um texto, gerado a partir do MS-Word 2010, pode inserir colunas em texto, conforme sua ne-
cessidade.
Para isso, selecione o texto que deseja inserir colunas, e ao observar o menu Layout de Página, no
grupo Confi gurar Página, clique no botão Colunas , e selecione a quantidade, Uma,
Duas, ou Três, ou se deseja uma coluna dividida em Dois, com tamanhos diferentes, clique nos
botões Esquerda ou Direita.
grupo Confi gurar Página, clique no botão Colunas , e selecione a quantidade, Uma,
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Caso deseje mais que a quantidade disponível, ou alterar o tamanho das colunas, clique em Mais
Colunas
Marcadores Simbólicos e Numéricos
Podemos no MS-Word 2010, inserir símbolos ou números, nos parágrafos, para melhorar a leitura
do texto, por tópicos.
Caso deseje utilizar símbolos, para padronizar os parágrafos, selecione o texto
ou posicione no local onde será digitado o texto, e na guia Página Inicial, no grupo Parágrafo,
clique no botão Marcadores , caso deseje outro símbolo, alterar o nível da lista, ou alterar
o alinhamento dos marcadores, clique na seta para baixo á direita do botão Marcadores , e
selecione o outro tipo de Marcador Simbólico, conforme imagem abaixo:
INFORMÁTICA05
PÁG. 158VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Optando por uma lista numérica, selecione o texto ou posicione no local onde será digitado o
texto, e na guia Página Inicial, no grupo Parágrafo, clique no botão Numeração
Optando por uma lista numérica, selecione o texto ou posicione no local onde será digitado o
, caso deseje
outro caractere, alterar o nível de lista, alterar o alinhamento da numeração, ou defi nir o valor ini-
cial da numeração, clique na seta á direita do botão Numeração , e selecione o outro tipo de
Numeração, conforme imagem abaixo:
Tem outra opção para listagem de parágrafo, e no caso é a mistura entre Marcadores Simbólicos
e numeração, e para esse caso, faça igual nos procedimentos anteriores, selecione o texto ou po-
sicione no local onde será digitado o texto, e na guia Página Inicial, no grupo Parágrafo, clique no
botão Lista de Vários Níveis
sicione no local onde será digitado o texto, e na guia Página Inicial, no grupo Parágrafo, clique no
e selecione o outro tipo de Marcador Simbólico ou Numeração,
conforme imagem abaixo:
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PÁG. 159
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Impressão
Para imprimir o conteúdo gerado no MS-Word, clique no menu Arquivo, e Imprimir (ou clicar no
conjunto de atalhos de teclado, Ctrl+p), e será exibido a tela abaixo:
Existem várias possibilidades de imprimir, para começar tem uma opção na guia arquivo, no gru-
po Imprimir, chamado Cópias, em que você seleciona ou digita a quantidade de cópias necessá-
rias, e clique em Imprimir.
Logo abaixo, tem a opção Impressora, que você seleciona a impressora que deseja imprimir o do-
cumento, e clique em Imprimir.
Na opção Confi gurações, tem uma série de opções de escolha por páginas para selecionar, como
Intervalo Personalizado, uma pagina específi ca, páginas selecionadas por Agrupamentos, a orien-
tação da página como Retrato ou Paisagem, o tamanho da folha, às confi gurações das páginas,
quantidade de páginas por folha, e etc, conforme imagem abaixo:
INFORMÁTICA05
PÁG. 160VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Tabela
A maneira mais rápida de adicionar uma tabela é selecionar o tamanho desejado na grade Tabela.
1. Clique na guia Inserir, clique em Tabela e mova o cursor sobre a grade até realçar os números
corretos de linhas e colunas.
2. Clique e a tabela será mostrada no documento.
As guias Design de Ferramentas de Tabela e Layout também são mostradas, com opções para que
você escolha diferentes cores, estilos de tabela e bordas.
Outras maneiras de adicionar uma tabela
A grade insere uma tabela básica. Se você precisar fazer algo diferente, há três maneiras de criar
uma tabela.
Para obter mais controle sobre o tamanho da tabela, clique na guia Inserir, no grupo Tabela e em
Inserir Tabela. Depois, você pode defi nir o número exato de linhas e colunase usar as opções de
comportamento de AutoAjuste para ajustar o tamanho da tabela.
Se houver texto que fi caria melhor em formato de tabela, o Word poderá transformá-lo em uma
tabela.
Se as informações forem muito complicadas para se ajustarem a uma grade básica, a ferramenta
Desenhar Tabela o ajudará a desenhar exatamente a tabela desejada.
Converter texto em tabela
É possível usar modelos de tabelas para inserir uma tabela com base em uma galeria de tabelas
INFORMÁTICA05
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
pré-formatadas. Os modelos de tabela contêm dados de amostra para ajudá-lo a visualizar qual
será a aparência da tabela quando adicionar seus dados.
1.No texto que você quer converter, insira uma tabulação ou uma vírgula em cada lugar em que
quiser iniciar uma nova coluna.
2. Insira uma marca de parágrafo em cada lugar em que você quiser iniciar uma nova linha.
3. Selecione o texto.
4. Clique na guia Inserir, no grupo Tabela e em Converter Texto em Tabela.
5. Na caixa de diálogo Converter Texto em Tabela, em Separar texto em, clique em Tabulação ou
Vírgula.
Desenhar uma tabela
Se quiser uma tabela com linhas e colunas de tamanhos diferentes, você poderá usar o cursor para
desenhá-la. Veja como:
1. Clique no local em que você deseja criar a tabela.
2. Clique na guia Inserir, no grupo Tabela e em Desenhar Tabela.
O ponteiro muda para um lápis.
3. Desenhe um retângulo para criar as bordas da tabela. Em seguida, desenhe linhas para colunas
e linhas dentro do retângulo.
4. Para apagar uma linha, clique na guia Design de Ferramentas de Tabela, em Borracha e na linha
que você quer apagar.
Fonte: http://offi ce.microsoft.com/pt-br/word-help/insira-uma-tabela-converta-texto-em-uma-tabela-ou-desenhe-uma-tabela-
-HA010370560.aspx
INFORMÁTICA05
PÁG. 162VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Controle de Quebras
O controle de quebras no Windows 2010, serve para evitar fazer um mal comum em textos contí-
nuos, que ao invés de fazer uma divisão no texto, com um monte de “Enters” (vários parágrafos),
você determina onde será feito a quebra no texto. Para isso, identifi que o trecho do texto, onde
será feita a separação, e na guia Layout de Página, Confi gurar Página, clique no botão Quebra será feita a separação, e na guia Layout de Página, Confi gurar Página, clique no botão Quebra
.
Caso você deseje inserir uma quebra, em um texto, em coluna, clique na seta á direita do botão Caso você deseje inserir uma quebra, em um texto, em coluna, clique na seta á direita do botão
, e na janela exibida, selecione a opção Coluna.
E após a quebra da coluna, será iniciada a coluna seguinte.
Numeração de Páginas
Utilizamos a mesma área usada para inserir Cabeçalho e Rodapé, conforme vimos antes, para in-
serir a Numeração de Página, em um texto. E neste caso para inserir, no menu Inserir, Cabeçalho e
Rodapé, clique no botão Número de Página.
Então é exibida uma janela com algumas possibilidades de inserção de número na página.
INFORMÁTICA05
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Conforme for deslizando o mouse, sobre as opções, verá que tem uma vasta quantidade de op-
ções de modelos de inserir de Numeração Páginas, e as principais são:
No Início da Página
ções de modelos de inserir de Numeração Páginas, e as principais são:
(Cabeçalho), deslize o mouse, por sobre a janela, e selecio-
ne a opção que mais achar interessante, com a posição a direita, a esquerda, com contorno, e etc.
No Fim da Página (Rodapé), deslize o mouse, por sobre a janela, e selecione a
opção que mais achar interessante, com a posição a direita, a esquerda, com contorno, e etc.
INFORMÁTICA05
PÁG. 164VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
E uma opção um pouco mais elaborada, na Margem da Página , ou seja, nas
laterais, deslize o mouse, por sobre a janela, e selecione a opção que mais achar interessante, com
a posição acima, abaixo, com contorno, e etc.
Legendas
Uma legenda é um rótulo numerado, como Figura 1, que pode ser adicionado a uma fi gura, uma
tabela, uma equação ou outro objeto.
Fonte: http://offi ce.microsoft.com/pt-br/word-help/adicionar-legendas-no-word-HA102227021.aspx
Para inserir uma legenda em um, selecione a equação, tabela, fi gura ou outro objeto, na guia Re-
ferência, no grupo Legendas clique no botão Inserir Legenda.
Além de inserir Legenda, no grupo Legendas, como: Inserir Índices de Ilustrações, Atualização de
Tabela e Referência Cruzada.
Índices
É possível inserir índices no texto, e separar os parágrafos por níveis, para isso basta selecionar o
INFORMÁTICA05
PÁG. 165
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
texto que deseja incluir Índice, na guia Referência, no grupo Sumário, clique no botão Sumário.
Caso deseje inserir modelo diferente do que foi inserido, na guia Referência, no grupo Sumário,
clique, clique na seta abaixo do botão Sumário.
Inserção de objetos
É possível em inserir outros objetos em um texto, conforme imagem:
Se quiser inserir uma imagem, selecione o local no texto onde será inserido, na guia inserir, no
grupo Ilustrações, clique no botão imagem.
Será aberto uma janela Inserir Imagem, para escolher a imagem que deseja inserir, selecione a
imagem, e clique no botão Inserir.
INFORMÁTICA05
PÁG. 166VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Caso deseje inserir outros objetos, existem ainda as opções: Clip-Art, Formas, SmartArt, Gráfi co e
Instantâneo.
Campos predefi nidos
Caixas de texto
Dentro de um texto, ainda tem a opção de inserir Caixa de Textos, assim como é feito nos jornais,
revistas e etc.
Para inserir, selecione a área do texto onde deseja inserir, na guia Inserir, no grupo Texto, clique no
botão Caixa de Entrada.
Além de inserir Caixa de Texto, existem as opções: Partes Rápidas, WordArt, Letra Capitular, Linha
e Assinatura, Data e Hora e Inserir Objeto.
MS-Excel 2010: estrutura básica das planilhas, conceitos de células, linhas, colunas, pastas e gráfi -
cos, elaboração de tabelas e gráfi cos, uso de fórmulas, funções e macros, impressão, inserção
de objetos, campos predefi nidos, controle de quebras e numeração de páginas, obtenção de
dados externos, classifi cação de dados.
Planilha eletrônica, planilha de cálculo (português brasileiro) ou folha de cálculo (português europeu) é um tipo
de programa de computador que utiliza tabelas para realização de cálculos ou apresentação de
dados. Cada tabela é formada por uma grade composta de linhas e colunas. O nome eletrônica
INFORMÁTICA05
PÁG. 167
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
se deve à sua implementação por meio de programas de computador. Para identifi carmos uma
célula, normalmente utilizamos o nome da coluna seguido do nome da linha. Por exemplo, se to-
marmos a coluna de nome A e a linha de número 10, neste cruzamento teremos a célula A10. As
planilhas são utilizadas principalmente para aplicações fi nanceiras e pequenos bancos de dados.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Planilha_eletr%C3%B4nica
Estrutura Básica das Planilhas
1) Célula – é a intersecção de uma coluna com uma linha.
2) Coluna – no MS Offi ce Excel 2010 há 16.384 colunas as quais por padrão são nomeadas com le-
tra (A, B, C…) que fi cam na parte superior, mas se o usuário preferir poderá trocá-las por números
modifi cando o estilo de referência L1C1, intituladas de A até XFD.
3) Linha – no lado esquerdo vertical da área de trabalho podemos encontrar uma sequência nu-
mérica que totaliza 1.048,576 linhas.
4) Barra de Fórmulas - é uma barra, a qual pode ser expandida e/ou recolhida, onde podemos
digitar e/ou editar as fórmulas existentes na planilha. Nela encontramos:
Botão inserir função (fx) – é um botão quepermite acesso ao assistente de função;
Caixa de Nome – é uma caixa de texto localizado ao lado esquerdo da barra de fórmulas que ser-
ve para visualizarmos o endereço de uma célula e/ou renomeá-las. Ex.: A1.
5) Planilhas ou Guias – por padrão uma pasta de trabalho é criada com três guias as quais são
nomeadas como plan 1, plan 2, plan 3…; mas caso deseje que elas tenha um nome personalizado
basta alterá-lo.
6) Botão Inserir Planilha – este botão está localizado ao lado da guia plan 3 e serve para a inser-
ção de uma nova guia. É mais uma novidade nessa versão.
7) Barra de Status – o seu ponto forte é agilizar o calculo de alguns valores sem empregar fórmu-
las para isso. Também, encontramos o botão gravar macro localizado do lado esquerdo e a direita
a barra deslizante de Zoom.
INFORMÁTICA05
PÁG. 168VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
8) Barra de Rolagem (Vertical e Horizontal) - serve para que o usuário possa se movimentar na
horizontal e vertical quando a planilha (página) for muito grande.
9) Botão do Excel - Tem função próximo a o que tem o Botões de Controle do Aplicativo, em um
menu. Exceto: Expandir a Faixa de Opções (Control+F1), Ajuda do Microsoft Excel Offi ce
10) Barra de Ferramentas de Acesso Rápido - encontra-se ao lado do botão Microsoft Offi ce e
poderá ser localizada tanto acima, quanto abaixo das guias.
10) Faixa de Opções - é uma faixa que contem três componentes básicos: Guias, Grupos e Co-
mandos.
Guias – são sete guias que representam as principais tarefas a serem executadas no Excel e fi ca
localizada na parte superior abaixo do botão Microsoft Offi ce. São elas: Início, Inserir, Layout de
Página, Fórmulas, Dados, Revisão e Exibição.
Grupos – cada guia possui grupos com itens reunidos relacionados a categorias específi cas. Exem-
plo: Fonte, tabelas, comentários, zoom, etc.
Comandos – são botões ou caixas que permitem inserir informações.
11) Botões de Controle do Aplicativo – no canto superior, á direita da janela os encontramos. Os
que estão na barra de título se referem ao programa e os da faixa de opções à pasta de trabalho.
Eles são formados pelos botões minimizar, maximizar e/ou restaurar e fechar.
Minimizar - é um botão com o formato de um sinal de menos (-) e sua função é transformar a
janela ativa do MS Offi ce Excel em um botão na barra de tarefas do Windows Maximizar e/ou
Restaurar - e um botão com formato de retângulo e serve para ampliar a janela ativa do MS Offi -
ce Excel fazendo com que ela ocupe todo o espaço da área de trabalho do Windows. Já o botão
restaurar (grafi camente representado por dois retângulos) faz o oposto, ou seja, retorna a janela
ao tamanho original;
Fechar – é um botão em forma de X que serve para fechar a janela ativa, ou seja, desativar o pro-
grama.
Botões de Controle da Pasta de Trabalho:
Minimizar - tem a mesma função que o da barra de título, citado acima, mas, nesse caso, transfor-
ma a pasta de trabalho num botão na área de trabalho do aplicativo.
Maximizar e/ou Restaurar - serve para ampliar a pasta de trabalho ativa fazendo com que ela
ocupe todo o espaço da área de trabalho do aplicativo. Já o botão restaurar faz o oposto, ou seja,
retorna a janela ao tamanho original;
Fechar – serve para fechar a pasta de trabalho, mas permitindo que o MS Offi ce Excel fi que ativo
para a abertura de novas pastas.
12) Barra de Título – nela encontra-se o nome da pasta de trabalho (pasta 1) e aplicativo (Micro-
soft Excel) e após ser salva, o nome da pasta de trabalho será trocado por outro determinado pelo
usuário.
Fonte: http://walthermenezes.wordpress.com/pacote-offi ce/excel-2007/area_trabalho
Entre os cenários comuns para usar o Excel estão:
• Contabilidade Você pode usar os recursos de cálculo efi cazes do Excel em muitas demonstrações
fi nanceiras — por exemplo, uma demonstração de fl uxo de caixa, uma demonstração de resulta-
dos ou uma demonstração de lucros e perdas.
• Elaboração orçamentária não importa se as suas necessidades são pessoais ou comerciais, você
pode criar qualquer tipo de orçamento no Excel — por exemplo, um plano de orçamento de
marketing, um orçamento de evento ou um orçamento de aposentadoria.
• Cobrança e vendas O Excel também é útil para gerenciar dados de cobrança e vendas, e você
pode criar facilmente os formulários necessários — por exemplo, notas fi scais de venda, guias de
remessa ou ordens de compra.
• Geração de relatórios você pode criar vários tipos de relatórios no Excel que refl etem sua análise
INFORMÁTICA05
PÁG. 169
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
dos dados ou resumem os dados — por exemplo, relatórios que medem o desempenho do pro-
jeto, mostram a variação entre os resultados estimados e os reais ou relatórios que podem ser
usados para prever dados.
• Planejamento O Excel é uma excelente ferramenta para criar planos profi ssionais ou planeja-
dores úteis — por exemplo, um plano de aula semanal, um plano de pesquisa de marketing, um
plano tributário no encerramento do ano ou planejadores que ajudam a organizar refeições se-
manais, festas ou férias.
• Controle Você pode usar o Excel para controlar os dados de um quadro de horários ou uma lis-
ta — por exemplo, um quadro de horários para controlar o trabalho ou uma lista de estoque que
controla os equipamentos.
• Usando calendários Devido ao seu espaço semelhante a uma grade, o Excel é muito efi ciente
para criar qualquer tipo de calendário — por exemplo, um calendário acadêmico para controlar
as atividades durante o ano letivo ou um calendário de ano fi scal para controlar eventos e etapas
de projetos de negócios.
Localizar e aplicar um modelo
O Excel 2010 permite que você aplique modelos internos, aplique seus próprios modelos perso-
nalizados e pesquise vários modelos no Offi ce.com. O Offi ce.com fornece uma ampla seleção de
modelos populares do Excel, incluindo orçamentos.
Para localizar um modelo no Excel 2010, siga este procedimento:
1. Na guia Arquivo, clique em Novo.
2. Em Modelos Disponíveis, siga um destes procedimentos:
• Para reutilizar um modelo usado recentemente, clique em Modelos Recentes, clique no modelo
desejado e clique em Criar.
• Para usar seu próprio modelo já instalado, clique em Meus Modelos, selecione o modelo dese-
jado e clique em OK.
• Para localizar um modelo no Offi ce.com, em Modelos do Offi ce.com, clique em uma categoria
de modelo, selecione o modelo desejado e clique em Baixar para baixar o modelo do Offi ce.com
para o computador.
Observação Você também pode procurar modelos no Offi ce.com a partir do Excel. Na caixa Pes-
quisar no Offi ce.com se há modelos, digite um ou mais termos de pesquisa e clique no botão de
seta para pesquisar.
INFORMÁTICA05
PÁG. 170VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Criar uma nova pasta de trabalho
1. Clique na guia Arquivo e clique em Novo.
2. Em Modelos Disponíveis, clique em Pasta de Trabalho em Branco.
3. Clique em Criar.
Salvar uma pasta de trabalho
1. Clique na guia Arquivo.
2. Clique em Salvar como.
3. Na caixa de diálogo Salvar como, na lista Salvar como tipo, selecione Pasta de Trabalho do
Excel.
4. Na caixa Nome do arquivo, digite um nome para a pasta de trabalho.
5. Clique em Salvar para concluir.
Inserir dados em uma planilha
1. Clique na célula onde você deseja inserir dados.
2. Digite os dados na célula.
3. Pressione Enter ou Tab para se mover para a célula seguinte.
Formatar números
1. Selecione as células que você deseja formatar.
2. Na guia Página Inicial, no grupo Número, clique no Iniciador de Caixa de Diálogo ao lado de
Número (ou apenas pressione CTRL+1).
3. Na lista Categoria, clique no formato que deseja usar e ajuste as confi gurações, se necessário.
Por exemplo, se estiver usando o formato Moeda, você poderá selecionar um símbolo de moeda
diferente, mostrar mais ou menos casas decimais ou alterar a maneira como os números negativossão exibidos.
Aplicar bordas de célula
1. Selecione a célula ou o intervalo de células ao qual você deseja adicionar uma borda.
2. Na guia Página Inicial, no grupo Fonte, clique na seta ao lado de Bordas e clique no estilo de
borda desejado.
INFORMÁTICA05
PÁG. 171
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Aplicar sombreamento de célula
1. Selecione a célula ou o intervalo de células ao qual você deseja aplicar o sombreamento de
célula.
2.Na guia Página Inicial, no grupo Fonte, clique na seta ao lado de Cor de Preenchimento
e, em Cores do Tema ou Cores Padrão, clique na cor desejada.
Utilização das funções do Excel
Excel põe à sua disposição mais de 200 funções para te ajudar em cálculos especializados para:
fi nanças, matemáticas, estatísticas, testes lógicos, etc...
Uma função sempre começa pelo sinal "=" seguido do nome da função e de parênteses nos
quais se encontram dados que o Excel utilizará para calcular a função.
A função SOMA
Esta função adiciona uma lista de números. Clicando no botão Soma automática (?), a fórmula
=Soma() aparece na barra de fórmula e na célula onde você estava posicionado, antes de clicar no
botão. Se o trecho que aparece, por padrão, não for aquele que você quer, selecione outro com o
mouse.
A função MÉDIA
Ela permite o cálculo do valor médio de uma lista de números.
=MÉDIA(número1; número2;...)
INFORMÁTICA05
PÁG. 172VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
A função MÁXIMO
Ela permite dar o maior número de lista de argumentos;
=MÁXIMO(número1; número2;...)
A função MINIMO
Ela permite dar o menor número da lista de argumentos;
= MINIMO (número1; número2;...)
NOTA :
Quando há dois pontos (:) entre as referências de uma célula em uma função, o Excel usa as células
indicadas, assim como todas aquelas que se encontram entre os dois, para executar o cálculo.
=SOMA(A1:A4) equivale a =A1+A2+A3+A4
Quando há um ponto e vírgula (;) entre as referências de uma célula em uma função, o Excel usa
cada uma das células para executar o cálculo.
=SOMA(A1;A4) equivale a =A1+A4
A função SI
Ela especifi ca um teste lógico a ser executado:
=SI(teste_lógico;valor_si_vrai;valeur_si_faux)
Suponhamos que a célula A1 contenha uma nota. Podemos escrever na célula B1:
SI(A1>=10;"Aprovado":"Reprovado")
• SI A1 for superior ou igual a 5 Então B1 será defi nido como "Aprovado" Se não será defi nido como
"Reprovado".
• SI A1 contiver a nota 4 Então B1 será defi nido como Reprovado (teste falso)
• SI A1 contiver a nota 6 Então B1 será defi nido como Aprovado (teste verdadeiro)
Erros comuns nas fórmulas
Erro #####
Indica que a coluna não é larga o sufi ciente para exibir o resultado do cálculo.
INFORMÁTICA05
PÁG. 173
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Erro #VALOR!
Uma célula usada nesta fórmula contém dados, que o Excel não pode utilizar no cálculo (ex: uma
das células contém texto, em vez de números).
Erro #DIV/0!
Esse erro indica que a fórmula divide um número por zero (o Excel considera que uma célula vir-
gem contém o valor zero).
Erro #NOME?
A fórmula está usando um nome de função ou uma referência de célula que o Excel não reconhe-
ce ( a função =MÉDIA se escreve assim, e não =MED, por exemplo).
INFORMÁTICA05
PÁG. 174VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
A função DATA
Esta função reconstitui uma data a partir de uma dia, mês e ano.
Sintaxe da função DATA:
=Date(Ano;Mês;Dia)
Fonte: http://pt.kioskea.net/faq/7798-utilizacao-das-funcoes-do-excel
Gravar uma macro
Quando você grava uma macro, o gravador de macro grava todas as etapas necessárias para con-
cluir as ações a serem executadas por essa macro. A navegação na Faixa de Opções não é incluída
nas etapas gravadas.
OBSERVAÇÃO A Faixa de Opções é um componente da Interface de usuário do Microsoft Offi ce
Fluent.
1. Se a guia Desenvolvedor não estiver disponível, faça o seguinte para exibi-la:
1. Clique no na guia Arquivo, em seguida, clique em Opções do Excel.
2. Na categoria Popular, em Opções principais para o trabalho com o Excel, marque a caixa de
seleção Mostrar guia Desenvolvedor na Faixa de Opções e clique em OK.
2. Para defi nir o nível de segurança temporariamente e habilitar todas as macros, faça o seguinte:
1. Na guia Desenvolvedor, no grupo Código, clique em Segurança de Macro.
INFORMÁTICA05
PÁG. 175
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
2. Em Confi gurações de Macro, clique em Habilitar todas as macros (não recomendável; códi-
gos possivelmente perigosos podem ser executados) e em OK.
OBSERVAÇÃO Para ajudar a impedir a execução de códigos potencialmente perigosos, convém
retornar para qualquer uma das confi gurações que desabilitam todas as macros depois de termi-
nar de trabalhar com macros. Para obter mais informações sobre como alterar as confi gurações,
consulte Alterar as confi gurações de segurança de macros no Excel.
1. Na guia Desenvolvedor, no grupo Código, clique em Gravar Macro.
2. Na caixa Nome da macro, insira um nome para a macro.
OBSERVAÇÃO O primeiro caractere do nome da macro deve ser uma letra. Os demais caracteres
podem ser letras, números ou caracteres sublinhados. Espaços não podem ser usados em um
nome de macro; um caractere sublinhado funciona da mesma forma que um separador de pala-
vras. Se usar um nome de macro que também seja uma referência de célula, você poderá receber
uma mensagem de erro informando que o nome da macro é inválido.
3. Para atribuir uma tecla de atalho de combinação com CTRL para executar a macro, na caixa
Tecla de atalho, digite a letra minúscula ou maiúscula que deseja usar.
OBSERVAÇÃO A tecla de atalho substituirá todas as teclas de atalho padrão equivalentes do Excel
enquanto a pasta de trabalho que contém a macro estiver aberta. Para obter uma lista de teclas
de atalho de combinação com CTRL já atribuídas no Excel, consulte Teclas de atalho e de função
do Excel.
4. Na lista Armazenar macro em, selecione a pasta de trabalho onde deseja armazenar a macro.
DICA Se quiser que uma macro fi que disponível sempre que você usar o Excel, selecione Pasta de
Trabalho Pessoal de Macros. Quando você seleciona Pasta de Trabalho Pessoal de Macros, o
Excel cria uma pasta de trabalho pessoal de macros oculta (Personal.xlsb), se ela ainda não existir,
e salva a macro nessa pasta de trabalho. No Windows Vista, essa pasta de trabalho é salva em C:\
Users\nome do usuário\AppData\Local\Microsoft\Excel\pasta XLStart. No Microsoft Windows XP,
ela é salva em C:\Documents and Settings\nome do usuário\Application Data\Microsoft\Excel\
pasta XLStart. As pastas de trabalho na pasta XLStart são abertas automaticamente sempre que o
Excel é iniciado. Se você quiser que uma macro na pasta de trabalho pessoal de macros seja execu-
tada automaticamente em outra pasta de trabalho, deverá salvar essa pasta de trabalho na pasta
XLStart, para que ambas as pastas de trabalho sejam abertas quando o Excel for iniciado.
5. Na caixa Descrição, digite uma descrição da macro.
6. Clique em OK para iniciar a gravação.
7. Execute as ações que deseja gravar.
8. Na guia Desenvolvedor, no grupo Código, clique em Parar Gravação .
DICA Você também pode clicar em Parar Gravação à esquerda da barra de status.
Fonte: http://offi ce.microsoft.com/pt-br/excel-help/criar-ou-excluir-uma-macro-HP010014111.aspx
Imprimir uma planilha
1. Clique na planilha ou selecione as planilhas que você deseja visualizar.
2. Clique em Arquivo e clique em Imprimir.
Atalho do teclado Você também pode pressionar CTRL+P.
Observação A janela de visualização será exibida em preto e branco, mesmo que as planilhas
incluam cor, a menos que você tenha confi gurado para imprimir em uma impressora colorida.
3. Para visualizar as páginas seguintes e anteriores, na parte inferior da janela Visualização de Im-
pressão,clique em Próxima Página e Página Anterior.
4. Para defi nir as opções de impressão, siga este procedimento:
• Para alterar a impressora, clique na seta suspensa em Impressora e selecione a impressora de-
sejada.
• Para fazer as alterações de confi guração de página, incluindo alteração de orientação de página,
INFORMÁTICA05
PÁG. 176VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
tamanho de papel e margens de página, selecione as opções desejadas em Confi gurações.
• Para dimensionar toda a planilha para que se ajuste a uma única página impressa, em Confi gu-
rações, clique na opção desejada na caixa suspensa de opções de dimensionamento.
5. Para imprimir a pasta de trabalho, siga um destes procedimentos:
• Para imprimir uma parte de uma planilha, clique nela e selecione o intervalo de dados que deseja
imprimir.
• Para imprimir toda a planilha, clique nela para ativá-la.
6. Clique em Imprimir.
Ativar e usar um suplemento
1. Clique na guia Arquivo.
2. Clique em Opções e clique na categoria Suplementos.
3. Próximo à parte inferior da caixa de diálogo Opções do Excel, verifi que se Suplementos do
Excel está selecionado na caixa Gerenciar e clique em Ir.
4. Na caixa de diálogo Suplementos, selecione os suplementos que você deseja usar e clique em
OK.
5. Se o Excel exibir uma mensagem informando que não pode executar esse suplemento e solici-
tar que você o instale, clique em Sim para instalar os suplementos.
Fonte: http://offi ce.microsoft.com/pt-br/excel-help/tarefas-basicas-no-excel-2010-HA101829993.aspx
Pastas e Gráfi cos
Elaboração de Tabelas e Gráfi cos
1. Em uma planilha, selecione o intervalo de células que você deseja incluir na tabela. As células
podem estar vazias ou podem conter dados.
2. Na guia Página Inicial, no grupo Estilos, clique em Formatar como Tabela e clique no estilo
de tabela desejado.
3. Se o intervalo selecionado contiver dados que você deseja exibir como cabeçalhos da tabela,
marque a caixa de seleção Minha tabela tem cabeçalhos na caixa de diálogo Formatar como
Tabela.
1. Para criar um gráfi co, selecione os dados dos quais deseja gerar um gráfi co.
2. Na guia Inserir, no grupo Gráfi cos, clique no tipo de gráfi co que você deseja usar e clique em
um subtipo de gráfi co.
3. Use Ferramentas de Gráfi co para adicionar elementos como títulos e rótulos de dados e para
alterar o design, layout ou formato do gráfi co.
INFORMÁTICA05
PÁG. 177
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Uso de Fórmulas
Clique na célula, em que deseja inserir a fórmula, digite um sinal de igual (=) para iniciar a fórmula.
Digite uma combinação de números e operadores; por exemplo, 2+5. Use o mouse para selecio-
nar outras células (inserindo um operador entre elas). Por exemplo, selecione B1 e digite um sinal
de mais (+), selecione C1 e digite + e selecione D1. E pressione ENTER ao acabar de digitar para
concluir a fórmula.
Funções e Macros
Impressão
Existem várias possibilidades de imprimir, para começar tem uma opção na guia arquivo, no gru-
po Imprimir, chamado Cópias, em que você seleciona ou digita a quantidade de cópias necessá-
rias, e clique em Imprimir.
Logo abaixo, tem a opção Impressora, que você seleciona a impressora que deseja imprimir o do-
cumento, e clique em Imprimir.
Na opção Confi gurações, tem uma série de opções de escolha por páginas para selecionar, como
Intervalo Personalizado, uma pagina específi ca, páginas selecionadas por Agrupamentos, a orien-
tação da página como Retrato ou Paisagem, o tamanho da folha, às confi gurações das páginas,
quantidade de páginas por folha, e etc, conforme imagem abaixo:
INFORMÁTICA05
PÁG. 178VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
Inserção de objetos
É possível inserir outros objetos em um planilha, conforme imagem:
Se quiser inserir uma imagem, selecione o local no texto onde será inserido, na guia Inserir, no
grupo Ilustrações, clique no botão imagem
Será aberto uma janela Inserir Imagem, para escolher a imagem que deseja inserir, selecione a
imagem, e clique no botão Inserir.
Caso deseje inserir outros objetos, existem ainda as opções: Clip-Art, Formas, SmartArt, Gráfi co, e
Instantâneo.
Campos Predefi nidos
Controle de Quebras
Para inserir controle de Quebras, faça os seguintes procedimentos:
1) Na guia Layout de Página, no grupo Confi gurar Página, clique no botão Quebras, e Inserir Que-
bra de Página.
Caso deseje remover, faça os mesmos procedimentos para inserir, mas selecione a opção Remover
Quebra de Página.
INFORMÁTICA05
PÁG. 179
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Numeração de Páginas
Para inserir numeração de página, faça os seguintes procedimentos:
1) Na guia Inserir, no grupo Texto, clique no botão Cabeçalho e Rodapé.
2) No grupo Elementos de Cabeçalho e Rodapé, selecione a opção Número de Página 2) No grupo Elementos de Cabeçalho e Rodapé, selecione a opção Número de Página
.
Obs. Caso deseje inserir ao lado da página, a quantidade total, para inserir textos informando a pa-
gina, que esta, mais a quantidade total, logo após inserir o Número de Página
Obs. Caso deseje inserir ao lado da página, a quantidade total, para inserir textos informando a pa-
e
o texto, Número de Páginas
gina, que esta, mais a quantidade total, logo após inserir o Número de Página
Ex. Página 1 de 50.
Obtenção de Dados Externos
Para realizar obtenção de dados externos, bastar seguir o seguinte procedimento:
Clique na guia Dados, e localize o grupo Obter Dados Externos.
Selecione o tipo de arquivo que deseje importar, e as opções disponíveis são: do Access, da Web,
de Texto, de Outras Fontes ou Conexões Existentes.
Filtrar dados
1. Selecione os dados que deseja fi ltrar.
2. Na guia Dados, no grupo Classifi car e Filtrar, clique em Filtrar.
3. Clique na seta no cabeçalho da coluna para exibir uma lista em que é possível escolher fi ltros.
4.Para selecionar por valores, na lista, desmarque a caixa de seleção (Selecionar Tudo). Isso remo-
verá as marcas de seleção de todas as caixas de seleção. Selecione somente os valores que deseja
ver e clique em OK para ver os resultados.
Classifi car dados
Para classifi car rapidamente os dados, siga este procedimento:
1. Selecione um intervalo de dados, como A1:L5 (várias linhas e colunas) ou C1:C80 (uma única
coluna). O intervalo pode incluir títulos criados para identifi car colunas ou linhas.
2. Selecione uma única célula na coluna em que você deseja classifi car.
3. Clique em
2. Selecione uma única célula na coluna em que você deseja classifi car.
para executar uma classifi cação em ordem crescente (de A a Z ou do menor para
o maior número).
INFORMÁTICA05
PÁG. 180VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
4. Clique em para executar uma classifi cação em ordem decrescente (de Z a A ou do maior
para o menor número).
Para classifi car por critérios específi cos, siga este procedimento:
1. Selecione uma única célula em qualquer parte do intervalo que você deseja classifi car.
2. Na guia Dados, no grupo Classifi car e Filtrar, clique em Classifi car.
A caixa de diálogo Classifi car é exibida.
3. Na lista Classifi car por, selecione a primeira coluna que você deseja classifi car.
4. Na lista Classifi car em, selecione Valores, Cor da Célula, Cor da Fonte ou Ícone de Célula.
5. Na lista Ordem, selecione a ordem que você deseja aplicar à operação de classifi cação — em
ordem alfabética ou numérica, crescente ou decrescente (ou seja, texto de A a Z ou de Z a A; nú-
meros do menor para o maior ou do maior para o menor).
MS-PowerPoint 2010: estrutura básica das apresentações, conceitos de slides, anotações, régua,
guias, cabeçalhos e rodapés, noções de edição e formatação de apresentações, inserção de obje-
tos, numeração de páginas, botões de ação, animação e transição entre slides.
O PowerPoint 2010 é um aplicativovisual e gráfi co, usado principalmente para criar apresenta-
ções. Com ele, você pode criar, visualizar e mostrar apresentações de slides que combinam texto,
formas, imagens, gráfi cos, animações, tabelas, vídeos e muito mais.
Fonte: http://offi ce.microsoft.com - criar uma apresentacao basica do powerpoint
Estrutura Básica das Apresentações
1) Botão do Offi ce - PowerPoint - Tem função próximo a o que tem o Botões de Controle do
Aplicativo, só que em um menu.
2) Barra de Ferramentas de Acesso Rápido - encontra-se ao lado do botão Microsoft Offi ce e
poderá ser localizada tanto acima, quanto abaixo das guias.
3) Barra de Título – nela encontra-se o nome da pasta de trabalho (pasta 1) e aplicativo (Microsoft
PowerPoint) e após ser salva, o nome da pasta de trabalho será trocado por outro determinado
pelo usuário.
INFORMÁTICA05
PÁG. 181
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
4) Faixa de Opções - Guias – são sete guias que representam as principais tarefas a serem execu-
tadas no Excel e fi ca localizada na parte superior abaixo do botão Microsoft Offi ce. São elas: Início,
Inserir, Layout de Página, Fórmulas, Dados, Revisão e Exibição.
5) Faixa de Opções - é uma faixa que contem dois componentes básicos: Grupos e Comandos.
Grupos – cada guia possui grupos com itens reunidos relacionados a categorias específi cas. Exem-
plo: Fonte, tabelas, comentários, zoom, etc.
Comandos – são botões ou caixas que permitem inserir informações.
6) Botões de Controle do Aplicativo – no canto superior, á direita da janela os encontramos. Eles
são formados pelos botões minimizar, maximizar e/ou restaurar e fechar.
Minimizar - é um botão com o formato de um sinal de menos (-) e sua função é transformar a
janela ativa do MS Offi ce Excel em um botão na barra de tarefas do Windows
Maximizar e/ou Restaurar - e um botão com formato de retângulo e serve para ampliar a janela
ativa do MS Offi ce Excel fazendo com que ela ocupe todo o espaço da área de trabalho do Win-
dows. Já o botão restaurar (grafi camente representado por dois retângulos) faz o oposto, ou seja,
retorna a janela ao tamanho original;
Fechar – é um botão em forma de X que serve para fechar a janela ativa, ou seja, desativar o pro-
grama.
7) Painel de Navegação – Exibe os slides, de uma forma mais ampla, onde é possível localizar
conteúdos específi cos de um slide, na apresentação.
8) Barra de Status – o seu ponto forte é agilizar o calculo de alguns valores sem empregar fórmu-
las para isso. Também, encontramos o botão gravar macro localizado do lado esquerdo e a direita
a barra deslizante de Zoom.
9) Barra de Rolagem (Vertical e Horizontal) - serve para que o usuário possa se movimentar na
horizontal e vertical quando a planilha (página) for muito grande.
10) Slide – Pode conter texto, formas, imagens, gráfi cos, animações, tabelas, vídeos e muito mais,
em uma apresentação.
Fonte: http://walthermenezes.wordpress.com – Windows Explorer
Anotações – No PowerPoint, serve quando você deseja incluir informações específi cas em cada
Slide, no modo de apresentação Slide.
Criar anotações
Use o painel de anotações na exibição Normal para gravar anotações sobre os slides. Para ir para o
modo de exibição Normal, na guia Exibir, no grupo Modos de Exibição de Apresentação, clique
em Normal.
Painel de anotações (circulado em vermelho) no modo de exibição Normal Você pode digitar e
formatar suas anotações enquanto trabalha na exibição Normal, mas para ver como as anotações
INFORMÁTICA05
PÁG. 182VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
serão impressas e o efeito geral da formatação de qualquer texto, como as cores da fonte, alterne
para o modo de exibição Anotações. Também é possível verifi car e alterar os cabeçalhos e rodapés
de suas anotações no modo de exibição Anotações.
Cada anotação mostra uma miniatura do slide, juntamente com as anotações que acompanham
esse slide. No modo de exibição Anotações, você pode aprimorar suas anotações com gráfi cos,
imagens, tabelas ou outras ilustrações.
1- As anotações incluem suas anotações e cada slide da apresentação.
2- Cada slide é impresso em sua própria página.
3- Suas anotações acompanham o slide.
4- Você pode adicionar dados, como gráfi cos ou imagens, às suas anotações.
Imagens e outros objetos adicionados no Modo de Anotações são exibidos nas anotações im-
pressas, mas não na tela no modo de exibição Normal.
As alterações, adições e exclusões realizadas nas anotações aplicam-se apenas às anotações e ao
texto das mesmas no modo de exibição Normal.
Se desejar aumentar, reposicionar ou formatar a área de imagem do slide ou a área das anotações,
faça suas alterações no modo de exibição Anotações.
Você não pode desenhar ou colocar imagens no painel de anotações no modo de exibição Nor-
mal. Alterne para o modo de exibição Anotações e desenhe ou adicione a imagem.
Criar mais espaço para as anotações
Uma página de anotações padrão consiste em uma miniatura de slide na metade superior da pá-
gina e uma seção igualmente dimensionada para anotações na metade inferior da página.
Se metade de uma página não for espaço sufi ciente para suas anotações, siga um destes procedi-
mentos para adicionar mais espaço para anotações:
• Para adicionar mais espaço em uma única página de anotações, siga este procedimento:
INFORMÁTICA05
PÁG. 183
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
1. No modo de exibição Normal, no painel que contém as guias Estrutura de Tópicos e Slides, na
guia Slides, clique no slide ao qual deseja adicionar mais espaço para anotações.
2. No menu Exibir, no grupo Modos de Exibição de Apresentação, clique em Anotações.
3. Siga um destes procedimentos:
• Para excluir a miniatura do slide, na página de anotações, clique no slide e pressione DELETE.
• Para diminuir o tamanho da miniatura de slide nas anotações, arraste uma alça de dimensiona-
mento na miniatura do slide.
4. Na borda superior do espaço reservado de anotações, arraste a alça de dimensionamento para
ampliar o espaço reservado de anotações para ocupar o espaço de página de que você precisa.
Adicionar arte ou formatação a todas as anotações
Para adicionar arte, como uma forma ou uma imagem, ou formatar todas as anotações da apre-
sentação, altere as Anotações Mestras. Por exemplo, para colocar um logotipo da empresa ou
outra arte em todas as anotações, adicione a arte às Anotações Mestras. Se você desejar alterar o
estilo da fonte de todas as anotações, altere o estilo nas Anotações Mestras. Você pode alterar a
aparência e a posição da área do slide, área de anotações, cabeçalhos, rodapés, números de pági-
na e data.
Imprimir anotações com miniaturas de slide
Você pode imprimir anotações com uma miniatura do slide para distribui-las à sua audiência ou
para ajuda-lo a preparar sua apresentação.
OBSERVAÇÃO Você pode imprimir apenas uma miniatura de slide com anotações por página
impressa.
1. Abra a apresentação para a qual deseja imprimir anotações com miniaturas de slide.
2. Clique na guia Arquivo.
3. No lado esquerdo da guia Arquivo, clique em Imprimir.
4. Em Confi gurações, clique na seta ao lado de Slides em Página Inteira e, em Layout de Impressão,
clique em Anotações.
5. Para especifi car a orientação da página, clique na seta ao lado de Orientação Retrato e depois
clique em Orientação Retrato ou Orientação Paisagem na lista.
6. Caso queira imprimir anotações e miniaturas de slide em cores, selecione uma impressora colo-
rida. Clique na seta ao lado
7. de Escala de cinza e, em seguida, clique em Cor na lista.
INFORMÁTICA05
PÁG. 184VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
8. Clique em Imprimir.
Imprimir anotações sem miniaturas de slide
OBSERVAÇÃO Você pode imprimir apenas uma anotação por página impressa.
1. Abra a apresentação para a qual deseja imprimir anotações sem miniaturas de slide.
2. Abracada slide no Modo de Anotações. Para chegar a esse modo, no menu Exibir, no grupo
Modos de Exibição de Apresentação, clique em Anotações.
3. Exclua a miniatura de slide de cada uma das anotações. Para fazer isso, nas anotações, clique na
miniatura de slide e pressione DELETE.
4. Clique na guia Arquivo.
5. No lado esquerdo da guia Arquivo, clique em Imprimir.
6. Em Confi gurações, clique na seta ao lado de Slides em Página Inteira e, em Layout de Im-
pressão, clique em Anotações.
7. Para especifi car a orientação da página, clique na seta ao lado de Orientação Retrato e depois
clique em Orientação Retrato ou Orientação Paisagem na lista.
8. Caso queira imprimir anotações e miniaturas de slide em cores, selecione uma impressora colo-
rida. Clique na seta ao lado de Escala de cinza e, em seguida, clique em Cor na lista.
9. Clique em Imprimir.
Fonte: http://offi ce.microsoft.com - criar e imprimir anotacoes
Régua – Para exibir a régua, no Powerpoint:
1. clique na guia Exibição, no grupo Mostrar, marque a Opção Régua .
Cabeçalhos e Rodapés - Cabeçalho é uma formatação, que padroniza páginas de um texto tanto
a borda superior, quanto a inferior nos rodapés, inserindo características profi ssionais.
Para inserir cabeçalho, no MS-PowerPoint 2010, no menu Inserir, e no grupo texto, clique no botão
e o botão Cabeçalho .
Noções de edição e formatação de apresentações - O Microsoft PowerPoint 2010 oferece uma
série de tipos de arquivo que você pode usar para salvar; por exemplo, JPEGs (.jpg), arquivos Por-
table Document Format (.pdf ), páginas da Web (.html), Apresentação OpenDocument (.odp), in-
clusive como vídeo ou fi lme etc.
INFORMÁTICA05
PÁG. 185
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
Também é possível abrir vários formatos de arquivo diferentes com o PowerPoint 2010, como
Apresentações OpenDocument, páginas da Web e outros tipos de arquivos.
OBSERVAÇÕES
• O PowerPoint 2010 não oferece suporte ao salvamento no formato de arquivo do PowerPoint 95
e versões anteriores.
• Para saber mais sobre quais formatos de arquivo estão disponíveis para salvar ou abrir no Power-
Point 2010, consulte Formatos de arquivos aos quais o PowerPoint 2010 oferece suporte.
• Para obter mais informações sobre os recursos que podem ser alterados quando você salva um
PowerPoint 2010 no PowerPoint 2003 ou anterior, consulte Recursos alterados quando você abre
uma apresentação do PowerPoint 2010 no PowerPoint 2003 ou em uma versão anterior.
• Para saber mais sobre como salvar uma apresentação em um CD ou enviá-la para alguém que
não tenha o PowerPoint, consulte o tópico Empacotar uma apresentação para CD.
• Ao abrir ou salvar documentos no formato Apresentação OpenDocument (.odp), é possível que
alguma formatação seja perdida e o comportamento de alguns recursos fi que limitado ou indis-
ponível.
O que você deseja fazer?
________________________________________
• Salvar uma apresentação em outro formato de arquivo
• Abrir uma apresentação em outro formato de arquivo
________________________________________
Salvar uma apresentação em outro formato de arquivo
1. No PowerPoint 2010, abra a apresentação que deseja salvar em um formato de arquivo diferen-
te.
2. Clique na guia Arquivo.
3. Clique em Salvar Como.
4. Na caixa Nome do arquivo, insira um novo nome para a apresentação, ou não tome nenhuma
ação para aceitar o nome de arquivo sugerido.
5. Na lista Salvar como tipo, selecione o formato de arquivo desejado e, em seguida, clique em
Salvar.
OBSERVAÇÃO Para obter mais informações sobre como escolher um formato de arquivo, consul-
te Formatos de arquivos para os quais o PowerPoint 2010 oferece suporte.
IMPORTANTE
• Se você salvar sua apresentação do PowerPoint 2010 em um formato de arquivo de uma versão
INFORMÁTICA05
PÁG. 186VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
anterior do PowerPoint, talvez a formatação e os recursos exclusivos do PowerPoint 2010 não se-
jam mantidos. Para obter mais informações, consulte Determinar se uma apresentação do Power-
Point 2010 é compatível com o PowerPoint 2003 ou anterior.
Abrir uma apresentação em outro formato de arquivo
1. Clique na guia Arquivo.
2. Clique em Abrir.
3. No painel Navegação, clique na pasta, unidade ou mídia removível (por exemplo, unidade fl ash,
CD ou DVD) ou em um local da Internet que contenha o arquivo a ser aberto.
4. Clique em Todas as Apresentações do PowerPoint e selecione Todos os Arquivos.
DICA Por padrão, os arquivos que você vê na caixa de diálogo Abrir são arquivos de apresenta-
ção do PowerPoint.
5.
6. Localize e clique no arquivo e em Abrir.
Fonte: http://offi ce.microsoft.com – abrir ou salvar uma apresentação em um formato de arquivo diferente
Inserção de objetos – Na guia Inserir, tem 6 tipos de objetos que podem ser inseridos, que são:
Tabelas, Imagens, Ilustrações, Links, Texto, Símbolos e Mídia.
Para inserir uma uma tabela:
3. Na guia Inserir, no grupo Tabelas, com o botão esquerdo do mouse clicado, arraste o ponteiro
na quantidade de linha e colunas que deseja que
4. tenha a tabela, e solte o botão.
Abrir uma apresentação em outro formato de arquivo
INFORMÁTICA05
PÁG. 187
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
1.
Numeração de páginas - Para inserir cabeçalho, no MS-PowerPoint 2010, no menu Inserir, e no
grupo texto, clique no botão e o botão Cabeçalho , selecionar a opção Número de Slide, e
clicar em Aplicar a todos
Botões de ação - Essa ferramenta do PowerPoint, serve para quando você clicar, ou passar com o
mouse por cima de algum objeto, execute uma ação.
Para adicionar uma ação, e uma planilha, siga o seguinte procedimento:
1. Na guia Inserir, no grupo Links, clique no Botão Ação
Para adicionar uma ação, e uma planilha, siga o seguinte procedimento:
INFORMÁTICA05
PÁG. 188VÍDEO AULA:
PODCAST:
1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
2. Selecione a opção Hiperlink para, selecione o slide que deseja usar, ou o fi nal da apresentação,
ou uma das outras opções, e clique em OK.
Animação – Esta guia permite que o slide que será exibido, realize algum procedimento, ao ser
exibido.
Para usar, faça o seguinte procedimento:
1. Na guia Animações, no grupo Animação, clique em um dos possíveis Botões: Visualização, do
grupo Animação, e selecione a ação que deseja que o slide apareça.
Transição entre slides - Esta guia permite que o intervalo entre os slides, que será exibido, realize
algum procedimento, ao ser exibido.
Para usar, faça o seguinte procedimento:
1. Na guia Transições, no grupo Transição para este Slide, clique em um dos Botões, que deseja.
Correio Eletrônico: uso de correio eletrônico, preparo e envio de mensagens, anexação de arqui-
vos.
Correio Eletrönico
A História do correio, vem do início da década de 70, em que um engenheiro da Computação, Ray
Tomlinson, da empresa Bolt Beranek e Newman (BBN), observando a necessidade da conversa
entre desenvolvedores, do sistema Arpanet, que trocavam dados de estudos, desenvolve um sis-
tema de troca de mensagens.
Tomlinson também trabalhava no projecto CPYNET, usado para transferência de fi cheiros entre
computadores ligados em rede. Decidiu juntar os dois programas. O primeiro endereço criado foi
tomlinson@bbn-tenexa, onde tomlinson é o usuário, e bbn-texena o domínio (empresa detém
que detém servidores mx, necessários para envio e recebimento de e-mail).
Uso de Correio Eletrônico
E-Mail (correio eletrônico), é o método para enviar e receber mensagem, utilizando a internet ou
redes internas de empresa, também conhecido como intranets.
Para utilizar o e-mail, é necessário que se tenha um endereço. Por exemplo:
josemberg.anjos@gmail.com
Em que josemberg.anjos, é o usuário, e gmail.com, é o domínio.
Preparo e Envio de Mensagens
Anexação de Arquivos
Fonte: http://www.lacconcursos.com.br
Internet: Navegação Internet, conceitos de URL, links, sites, buscae impressão de páginas.
Internet é um sistema global de redes de computadores interligadas que utilizam o conjunto de
protocolos padrão da internet (TCP/IP ) para servir vários bilhões de usuários no mundo inteiro.
INFORMÁTICA05
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1º REVISÃO _____/_____/_____ 2º REVISÃO _____/_____/_____
VÍDEO AULA:
PODCAST:
É uma rede de várias outras redes, que consiste de milhões de empresas privadas, públicas, aca-
dêmicas e de governo, com alcance local e global e que está ligada por uma ampla variedade de
tecnologias de rede eletrônica, sem fi o e ópticas. A internet traz uma extensa gama de recursos de
informação e serviços, tais como os documentos inter-relacionados de hipertextos da World Wide
Web (WWW), redes peer-to-peer e infraestrutura de apoio a e-mails.
As origens da internet remontam a uma pesquisa encomendada pelo governo dos Estados Uni-
dos na década de 1960 para construir uma forma de comunicação robusta e sem falhas através
de redes de computadores. Embora este trabalho, juntamente com projetos no Reino Unido e na
França, tenha levado a criação de redes precursoras importantes, ele não criou a internet. Não há
consenso sobre a data exata em que a internet moderna surgiu, mas foi em algum momento em
meados da década de 1980.
O fi nanciamento de um novo backbone para os Estados Unidos pela Fundação Nacional da Ciên-
cia nos anos 1980, bem como o fi nanciamento privado para outros backbones comerciais, levou
a participação mundial no desenvolvimento de novas tecnologias de rede e da fusão de muitas
redes distintas. Embora a internet seja amplamente utilizada pela academia desde os anos 1980,
a comercialização da tecnologia na década de 1990 resultou na sua divulgação e incorporação
da rede internacional em praticamente todos os aspectos da vida humana moderna. Em junho
de 2012, mais de 2,4 bilhões de pessoas — mais de um terço da população mundial — usaram os
serviços da internet; cerca de 100 vezes mais pessoas do que em 1995. O uso da internet cresceu
rapidamente no Ocidente entre da década de 1990 a início dos anos 2000 e desde a década de
1990 no mundo em desenvolvimento. Em 1994, apenas 3% das salas de aula estadunidenses ti-
nham internet, enquanto em 2002 esse índice saltou para 92%.
A maioria das comunicações tradicionais de mídia, como telefone, música, cinema e televisão es-
tão a ser remodeladas ou redefi nidas pela internet, dando origem a novos serviços, como o proto-
colo de internet de voz (VoIP) e o protocolo de internet de televisão (IPTV). Jornais, livros e outras
publicações impressas estão se adaptando à tecnologia web ou são reformulados para blogs e
feeds. A internet permitiu e acelerou a criação de novas formas de interações humanas através
de mensagens instantâneas, fóruns de discussão e redes sociais. O comércio on-line tem crescido
tanto para grandes lojas de varejo quanto para pequenos artesãos e comerciantes. Business-to-bu-
siness e serviços fi nanceiros na internet afetam as cadeias de abastecimento através de indústrias
inteiras.
A internet não tem governança centralizada em qualquer aplicação tecnológica ou políticas de
acesso e uso; cada rede constituinte defi ne suas próprias políticas. Apenas as defi nições de exces-
so dos dois principais espaços de nomes na internet — o espaço de endereçamento Protocolo de
Internet e Domain Name System — são dirigidos por uma organização mantenedora, a Corpora-
ção da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN). A sustentação técnica e a padroni-
zação dos protocolos de núcleo (IPv4 e IPv6) é uma atividade do Internet Engineering Task Force
(IETF), uma organização sem fi ns lucrativos de participantes internacionais vagamente fi liados,
sendo que qualquer pessoa pode se associar contribuindo com a perícia técnica.
Fonte: http://pt.wikipedia.org - Internet
Navegação Internet
Para navegar no internet, é necessário ter um computador conectado na rede de internet, direta
ou indiretamente. Hoje em dia, maioria das instituições públicas e privadas dispõe de conexões
com a internet. Caso não tenha ligações com tais instituições, podemos assinar uma conta no
servidor da rede, disponível comercialmente. Desta forma, podemos conectar no servidor das ins-
tituições ou servidores comerciais através de um moden e, navegar no mundo virtual da internet.
Conceitos de URL
URL é o endereço de um recurso disponível em uma rede, seja a rede internet ou intranet, e signi-
fi ca em inglês Uniform Resource Locator, e em português é conhecido por Localizador Padrão de
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Recursos.
Em outras palavras, url é um endereço virtual com um caminho que indica onde está o que o usu-
ário procura, e pode ser tanto um arquivo, como uma máquina, uma página, um site, uma pasta
etc. Url também pode ser o link ou endereço de um site.
O URL é composto do para comunicação, HTTP, e um protocolo para transferir arquivos na inter-
net, o FTP que é uma forma rápida de transferir arquivos na internet etc.
A URL é uma norma da RFC, com o número 1738, adicionada no começo da década 90.
Encurtador de URL
Para melhorar o acesso aos sites, foi desenvolvido um encurtador de URL (do inglês URL shortener)
é uma ferramenta que compacta links muitos extensos. Compartilhar links muito grandes pode
ser um problema, e por esse motivo, a divulgação de conteúdo online é mais fácil quando os links
são mais curtos. Existem várias ferramentas que funcionam como encurtadores de URL, como o
TinyURL, Bitly, Goo.gl, etc.
Fonte: http://www.signifi cados.com.br - url
Busca
São também conhecidos como motores de busca (search engines), são sites que podem realizar
pesquisa sobre outros sites, documentos, imagens, vídeos, e outras informações que estejam dis-
poníveis na internet.
Os principais sites de buscas, são Google, Bind/MSN, Yahoo, e etc.
Impressão de Páginas
Hardware - são as partes concretas de uma máquina, como o gabinete, o teclado, o mouse, a im-
pressora, o disco rígido, a memória, entre outros itens utilizados na fabricação de um computador
ou equipamentos eletrônicos. Esses elementos se comunicam com os demais através do barra-
mento, um dos componentes da placa-mãe.
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Componentes do Computador
Gabinete (Sistema Central)
É uma caixa de metal com elementos de plástico que pode ser vertical ou horizontal responsável
por armazenar a CPU, o disco rígido, o driver de CD/DVD, saídas para a impressora, caixas de som,
etc. Um dos principais elementos que ela armazena é a fonte de alimentação que converte a cor-
rente alternada para contínua com o objetivo de alimentar os componentes do computador. Por
isso, ela deve ser conectada à placa-mãe, ao cooler, aos drives e ao HD. O gabinete do computador
pode ser em forma de:
Desktop: é o gabinete que fi ca na horizontal (geralmente se coloca o monitor em cima dele);
Torre: é o gabinete que fi ca na posição vertical, que pode ser Mini Tower, Mid Tower ou Full Tower,
com 3, 4 e acima 4 baias (espaço que são inseridos os drivers) respectivamente;
Processador
O processador é chamado de CPU (unidade central de processamento) e está acoplado à placa-
-mãe. Ele é um pequeno chip que faz todo o controle das operações que serão realizadas pelo
computador. Quanto melhor o processador, maior agilidade as tarefas serão realizadas.
O processador é composto pelo cooler, um sistema capaz de controlar a sua temperatura padrão.
Se houver essa regulação, maior vida útil terá o chip e isso irá variar de acordo com o fabricante.
Todo processador é formado por um conjunto de pinos (contatos) que servem para serem conec-
tados em determinado tipo de placa-mãe. Os fabricantes mais conhecidos deste componente são
Intel e AMD.
Exemplo de processadores: Intel Core 2 Duo, Intel Core i7, AMD Athlon X2, AMD Phenom II, entre
outros.
Memórias
Memória RAM (Random Access