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Delvacyr Bastos Costa
Apresenta:
Delvacyr Bastos Costa – prdelvacyr@hotmail.com
DISCIPULADO CRISTÃO
O Discipulado e a Missão da Igreja
Uma das razões que nos estimula a falar e
estudar sobre o tema discipulado, é a crise
por que passa a Igreja Evangélica Brasileira
em seu âmbito eclesiástico, denominacional
e geográfico com respeito a sua Missão. Pela
experiência e observação somos levados a
pensar que o momento da igreja brasileira
em sua geração é por demais delicado.
Isso porque, vemos as igrejas locais
procurando ansiosamente meios de
crescimento numérico, muitas delas,
sinceramente, buscando cumprir o mandato
de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas que em
sua caminhada, tem abandonado princípios
inegociáveis da Escritura Sagrada,
resultando em uma situação de "stress"
espiritual para a comunidade, a diluição da fé
e o enfraquecimento qualitativo e orgânico
dos crentes.
Que é mandamento de Nosso Senhor que
cresçamos em número, ninguém duvida,
contudo, seria pertinente levantarmos
algumas ponderações:
1. Qual a verdadeira motivação dos líderes
das igrejas locais na busca ansiosa de um
crescimento na igreja?
2. Estamos observando um crescimento
equilibrado nas igrejas locais?
3. Qual o estilo de vida que Deus tem
requerido de sua igreja na missão?
4. Até que ponto podemos dizer que há um
verdadeiro crescimento em nossas igrejas
locais?
Nas palavras de um missiólogo norte-
americano compreendemos muito bem o
que a igreja evangélica brasileira está
realizando em seus dias. Ele afirma que
"a Igreja nasceu como um fato na
Palestina, veio para a Grécia e tornou-se
uma idéia, foi para Roma e tornou-se uma
Instituição, foi para os Estados Unidos e
tornou-se um empreendimento, veio para
o Brasil e tornou-se um evento".
Atualmente, a Igreja Brasileira está
sofrendo, porque não acata o
Discipulado como o verdadeiro estilo de
vida cristão. Os crentes não são
desafiados a fazer discípulos, e por
assim dizer, estão tranqüilos com
respeito a sua maneira de ser
Definições Gerais
Para que compreendamos o que vem a ser
Discipulado, necessitamos recorrer à
etimologia de algumas palavras que se nos
apresentam nas Escrituras, com respeito a
este fato. Necessitamos definir Discipulado
em termos gerais e específicos, na busca
dos vários significados que o original grego
que no ajuda a discernir o assunto que
desejamos tratar.
A primeira palavra que nos traz à mente a
idéia de Discipulado é "Akolouqew"
(Akolouteo). Traduzida por seguir, denota a
ação de uma pessoa respondendo ao
chamado do Mestre e cuja sua vida inteira é
reformulada no sentido da obediência.
A segunda palavra encontrada é "maqhthj",
(Mathetes) "discípulo". É aquela pessoa que
ouve o chamado do Mestre e se junta a ele.
É um aprendiz.
Outra palavra relacionada
ao Discipulado é
"mimeomai" (mimeomai),
"imitar". O verbo enfatiza
a natureza de um tipo
especial de
comportamento,
modelado em outra
pessoa.
Bases Bíblicas e Históricas
Moisés e Josué
Eli e Samuel
Elias e Elizeu
Elizeu e Geazi
Jesus e os doze
Paulo e Timóteo
Áquila e Priscila
Discipulado e Plantação de Igrejas 
O propósito do Ministério Paulino era sempre
o de plantar novas igrejas. O princípio
fundamental para a fundação de igrejas era o
Discipulado.
O crente que tenha recebido cuidadosa e
conveniente instrução bíblica e treinamento
garantem sua integração plena na vida da
Igreja. Aqui está o segredo de uma igreja
crescente. Dentro da plantação de igrejas,
um dos aspectos mais esquecidos, é o
aspecto pessoal da Integração onde
atualmente deveria ser o ponto mais forte
da Igreja e centro de toda a atenção.
O grande problema das igrejas é o que
podemos chamar de orfandade espiritual.
Os recém-convertidos são simplesmente
deixados de lado e os que
permanecessem na igreja tornam-se
órfãos espirituais.
1. A necessidade do Aconselhamento. É a 
condição básica para gerar um "filho".
Discipular sem aconselhamento, pode
gerar vidas desequilibradas e desajustadas
espiritualmente. É o que vemos acontecer
atualmente nas comunidades. Ou o crente
será um fundamentalista ou um liberal
tanto teológico como ético.
2. A necessidade de Alimentação.
O Discipulado sugere uma alimentação
sistemática (I Pe 2.2). A carnalidade e
imaturidade espiritual dos Coríntios era gerada
pela ausência de alimento (I Co 3.2). Para um
Discipulado, efetivo uma alimentação
progressiva é essencial. Os hebreus estavam
também passando por este mal. Pelo tempo
decorrido já deveriam ser mestres, mas
importante seria que o escritor voltasse aos
rudimentos e às bases elementares da fé
cristã. (Hb 5.11-14)
3. A necessidade de Proteção.
O Discipulado visa também o cuidado com a sua
vida pessoal. Jesus já afirmava isto aos discípulos
quando falava dos falsos profetas (Mt 7.15-20).
Paulo enquanto está finalizando seu sermão aos
presbíteros de Éfeso também tem o cuidado de
alertá-los (Atos 20.29,30). Um dos deveres do
discipulador é ensinar ao convertido como enfrentar
as tentações com a Palavra. Os que não recebem o
devido cuidado podem tornar-se crentes
delinqüentes. Estes naturalmente causarão tropeço
a muitos. (I Cor 10.32; 2 Cor 6.3).
Pastores X Leigos
Já se disse que 40% dos que se batizam anualmente se perdem para
o programa e influência da igreja em 10 anos. O Dr. Roland Q.
Leavell fez, em termos de percentagem, o seguinte quadro da
situação das igrejas norte-americanas:
5% dos membros da igreja não mais existem
10% não são localizados
20% nunca oram
25% nunca lêem a Bíblia
30% nunca vão à igreja
40% nunca contribuem para nenhum fim
50% nunca vão à Escola Bíblica Dominical
60% nunca vão aos cultos da noite
70% nunca se comprometem em qualquer atividade da igreja
80% nunca vão às reuniões de oração
90% nunca fazem culto doméstico
95% nunca levam uma alma a Jesus
99% nunca acompanham o desenvolvimento das pessoas que
conseguem levar a Cristo.
RAZÕES PARA INVESTIR-SE NO DISCIPULADO
1º. Foi o método usado por Jesus.
2º. Discipular é uma das maneiras mais
estratégicas para se ter um ministério pessoal
ilimitado.
3º. Discipular é o mais flexível dos ministérios.
4. Discipular é a maneira mais rápida e segura
de mobilizar todo o corpo de Cristo para
evangelizar.
5º. Discipular tem um potencial de mais longo
alcance para produzir frutos do que qualquer
outro ministério.
6º. Discipular propicia à igreja local líderes
leigos centralizados em Cristo e orientados para
a Palavra.
A ESCOLHA DE UM DISCÍPULO
Tenha um alto padrão
1.Ele deseja conhecer intimamente a Deus.
2. Ele está disponível.
3. Ele é submisso.
4. Ele é fiel.
5. Ele procura fazer discípulos.
Ore diligentemente.
Jesus escolheu os doze discípulos somente
depois de passar “a noite orando a Deus” (Lc
6.12).
A seleção de um discípulo exige oração
diligente. Junto com seus líderes espirituais,
peça a Deus que o leve à pessoa a quem ele
quer que você faça discípulo.
Selecione com cuidado.
Jesus demonstrou compromisso para com a
seleção de qualidade escolhendo apenas
alguns homens dentre as multidões (Lc 6.13).
Alguns que quiseram estar com ele receberam
a resposta de que não poderiam (Lc 8.38-39).
Os que eram por demais confiantes, tinham
prioridades erradas ou estavam presos a afetos
antigos, foram excluídos (Lc 9.57-62). Ao
concentrar-se em alguns indivíduos, Jesus
resistiu à tentação de sobrecarregar-se a ponto
de não poder ministrar efetivamente.
O PRÉ-DISCIPULADO (Aconselhamento).
Quando você achar que encontrou um
discípulo em potencial, desenvolva com
ele um relacionamento de pré-discipulado
antes de convidá-lo para tornar-se
discípulo. O pré-discipulado é o
treinamento de um discípulo em potencial
“quanto à maneira por que deveis viver e
agradar a Deus” (I Ts 4.1). Esta relação
traz duas vantagens:
1.Capacita-o a crescer da infância espiritual
através da meninice e,
2. Permite que você avalie a profundidadede
sua consagração.
Observe de perto
Tome a iniciativa
Faça o convite
Explique o relacionamento
Comunique a visão
Deixe que ele decida
Depois de explicar detalhadamente as
implicações do discipulado, dê a seu discípulo em
potencial uma ou duas semanas para orar, a fim
de decidir sobre fazer ou não tal compromisso.
Não tente forçar uma resposta positiva. É muito
importante dar a ele a liberdade de escolha. Só o
Espírito Santo pode chamar uma pessoa para
uma relação de discipulado. Se ele não estiver
pronto para tal compromisso, é melhor que você
saiba disso antes de investir horas nele.
Fatores que tornam o Aconselhamento 
Pessoal importante
1. A vulnerabilidade do novo convertido.
2. O potencial de transformação do novo
convertido.
3. Com um trabalho de aconselhamento o
discipulado é mais bem feito.
4. O aconselhamento pessoal é o melhor
meio de chegar-se à multiplicação espiritual.
CINCO OBJETIVOS DO 
ACONSELHAMENTO
1. Ajudar o novo convertido a obter certeza
de sua salvação e de sua aceitação perante
Deus.
2. Ajudá-lo a observar o seu momento
devocional diário.
3. Ajudá-lo a entender os princípios básicos
da vida abundante em Cristo.
4. Ajudá-lo a integrar-se na vida de uma
igreja de sua comunidade.
5. Ajudá-lo saber falar a outros de sua fé.
ELEMENTOS DE UM PROGRAMA 
COMPLETO DE DISCIPULADO
1. Aconselhamento Pessoal
2. Aconselhamento em Grupo
3. Estudo Individual.
DISCIPULADO
PRIMEIRA FASE – Evangelização
É imprescindível que falemos de Cristo aos
outros. Os métodos de evangelismo podem
ser os mais variados, mas a mensagem é
uma só. Quando falamos de Cristo, no poder
do Espírito Santo, começamos logo a ver os
resultados. Quando uma pessoa arrepende-
se e recebe a Cristo como seu Salvador e
Senhor, inicia-se a segunda fase no processo
de multiplicação.
Eu
Atividade chave: testemunhar
EU Novo crente 1
Atividades chaves:
Testemunhar
Aconselhar
Atividades chaves:
Testemunhar
Aconselhar
Fazer Discipulos
Se conseguirmos um discípulo multiplicador
por ano (o que não é um alvo impossível),
que crescimento terá a propagação do
evangelho num período de seis anos, como
resultado de nosso trabalho?
Suponhamos que cada discípulo consiga fazer um 
contato evangelístico por semana:
1º ano:
Início do ano - Um discípulo (eu).
Final do ano - Dois discípulos (eu e mais um)
Contatos evangelísticos - aproximadamente 50.
2º ano:
Início do ano - Dois discípulos.
Final do ano - Quatro discípulos.
Contatos evangelísticos - aproximadamente 100.
3º ano:
Início do ano - Quatro discípulos.
Final do ano - Oito discípulos.
Contatos evangelísticos - Aproximadamente 200.
4º ano:
Início do ano - Oito discípulos.
Final do ano - Dezesseis discípulos.
Contatos evangelísticos - Aproximadamente 400.
5º ano:
Início do ano - Dezesseis discípulos.
Final do ano - Trinta e dois discípulos.
Contatos evangelísticos - Aproximadamente 800.
6º ano:
Início do ano - Trinta e dois discípulos.
Final do ano - Sessenta e quatro discípulos.
Contatos evangelísticos - Aproximadamente 1.600.
III. A Época do Cristianismo
- Os dias do Novo Testamento
- Após os dias do Novo Testamento
Se num período de seis anos alguém fizer
apenas seis discípulos, essa pessoa terá dado
origem a sessenta e quatro discípulos e terá
feito a mensagem do evangelho chegar a
aproximadamente 3150 pessoas. Se continuar
o processo até completar dez anos, terá
formado pessoalmente 10 discípulos e
evangelizado cinqüenta pessoas por ano, mas
terá, indiretamente causado a formação de
1024 discípulos e o índice de 25.000 pessoas
evangelizadas. Não se trata de um jogo de
números, mas de um resultado lógico de um
trabalho fiel para o Senhor.
FATORES PERTINENTES AO 
DISCIPULADO
Existem fatores a se considerar para obter-se
o êxito desejado no discipulado.
1º. Relacionamento com Cristo
2º. Dedicação pessoal.
3º. Concentração de esforços
4º. Duração
5º. Ensino e preparação
6º. Ambiente
A PESSOA DO DISCIPULADOR
Existem algumas coisas que o discipulador
precisa cultivar para obter êxito em seu
trabalho de aconselhamento e discipulado.
1º. Ser acessível e interessado.
2º. Crer na importância do aconselhamento pessoal.
3º. Vontade de ser usado por Deus.
4º. Colocar-se a disposição de Deus.
5º. Vida coerente com a pregação.
6º. Crescer em Cristo.
7º. Aceitar a si mesmo como é.
O NOSSO RELACIONAMENTO COM O 
DISCIPULO
Existem alguns fatores importantes em
nosso relacionamento com o novo
convertido. São eles:
1º. Criar uma atmosfera de interesse em amor.
2º. Cultivar o relacionamento 
em torno de Cristo.
3º. Ser perseverante.
4º. Passar bons períodos de tempo 
em companhia dele.
5º. Interessar-se por ele, e não apenas 
por sua vida espiritual.
6º. Guardar na memória o que ele nos contar.
7º. Exercer um papel de liderança.
OBJETIVOS DO DISCIPULADO
OS PASTORES
1º. Certeza da salvação e de nossa 
posição em Cristo.
2º. Observância dos 
fatores fundamentais. 
3º. Estabilidade nas doutrinas básicas.
4º. Cultivando a semelhança de Cristo.
5º. Independência na aplicação e 
aproveitamento da palavra de Deus.
6º. Reprodução dos primeiros objetivos na 
vida de outra pessoa.
O CONTEÚDO DO DISCIPULADO.
1. Área devocional - Relaciona-se com o
crescimento espiritual e a formação da
semelhança de Cristo na vida do novo
convertido.
2. Área doutrinária - Está ligada à transmissão
de conhecimentos bíblicos e doutrinários ao
novo convertido.
3. Área do discipulado - Diz respeito à
transmissão de técnicas para o serviço cristão
no que se relaciona com o testemunho do
evangelho, ensino e aconselhamento de outros
crentes.
FATORES MOTIVADORES NO TRABALHO 
DE DISCIPULADO
1. Orar por ele.
2. Amar.
3. Dar bom exemplo. 4. Reconhecer o progresso 
feito. 
5. Repreender quando 
necessário.
6. Ensinar de maneira 
eficiente.
7. Esperar resultados. 8. Ter objetivo definidos.
9. Participação.
10. Entusiasmo
11. Autenticidade.
Conclusão
Esta matéria nos estimula a procurar
biblicamente as causas do crescimento e
missão da igreja e responde-las através do
Discipulado. O grande desafio da igreja é
ainda hoje, o moldar vidas segundo o
caráter de Jesus Cristo. O Discipulado
Missionário, se assim podemos nomeá-lo,
ainda não está satisfazendo biblicamente o
Senhor da Seara.
Ao analisarmos todos os pontos essenciais da
vida de Cristo, somos inarredavelmente
levados a procurar reavaliar a vida cristã e,
sobretudo, através de uma autocrítica,
desafiados a tornar nossas comunidades,
igrejas de discipuladores. Carecemos de
pessoas fiéis e idôneas, que possam
transmitir a outras este caráter de Cristo, não
apenas pela verbalização, mas também com
a vida. A igreja necessita de um
arrependimento verdadeiro e mudança de
vida.
Deve tornar a vida mais simples e menos
rebuscada, mais cheia de frutos de vida e
menos ativista, mais cristã e menos
institucionalizada. Se acreditarmos no
Discipulado, seremos os primeiros a mudar,
e se isto acontecer de fato, cumpriremos
cabalmente a Grande Comissão não como
um programa a mais, mas como um estilo de
vida, para a Glória e Honra de Nosso Senhor
Jesus Cristo.
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Delvacyr Bastos Costa
Contato: prdelvacyr@hotmail.com

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