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Anatomia da ATM 
 
 ATM 
 
Desenvolvimento 
1. Endocondral e intramembranosa 
2. Originado do primeiro arco braquial 
3. Sexta a vigésima semana embrionária, período 
crítico. 
Anatomia 
 
1. Superfícies articulares : Cabeça da 
mandíbula , fossa articular e eminência 
articular. 
2. Disco articular 
3. Membrana sinovial 
4. Sinóvia 
5. Componentes extra-articulares: Cápsula 
articular, ligamento lateral 
(temporomandibular) e ligamento 
esfenomandibular. 
 
 Faces Articulares Ósseas da ATM 
Temporal 
 
Limites 
Anterior: Eminência/Tubérculo articular. 
Posterior: Parte timpânica do temporal 
Medial: Espinha do esfenóide 
Lateral: Crista que une o tubérculo da raiz do zigoma 
ao tubérculo pós-glenoide 
Superior: O osso é delgado e separa a fossa mandibular 
da fossa média do crânio . 
 
Limite anterior: Fossa mandibular/ Tubérculo 
articular. 
 
Depressão óssea posterior ao tubérculo articular, de 
forma elipsóide. Localizada no osso temporal, onde se 
aloja o côndilo da mandíbula. 
 Dayanne Souto – Odontologia 
Mandíbula 
 
Anatomia 
Côndilo: saliência elipsóide 
15-20 cm de largura e 8 a 10 cm de diâmetro 
ântero posterior 
Apresenta dois pólos: medial e lateral . Sendo 
o ultimo palpável 
 
 
Superfície anterior-superior 
Superfície posterior 
Pólo medial 
Polo lateral (palpável) 
 
 Cartilagem Articular da ATM 
 
 
 
 Tecido fibroso revestem as superfícies ósseas 
articulares (avascular). 
 Especializado em receber as forças 
mastigatórias. 
 Espessa em pontos de maior atrito: vertente 
posterior da eminência articular e superfície 
anterior do côndilo 
 
 
Externa: Tecido conjuntivo denso 
Intermediaria: Células precursoras 
Interna: Fibrocartilagem 
 
 Disco articular da ATM 
 
 
 
 Superfícies ósseas incongruentes – 
articulação instável 
 Placa fibrocartilaginosa (disco) 
 Adaptar as superfícies articulares e 
absorver choques. 
 
 
 Na região ântero-medial o disco se fixa ao 
feixe superior do músculo pterigóideo lateral. 
 Região medial e lateral: ligamentos colaterais: 
lateral e medial. 
 Posteriormente , a fusão com a cápsula é 
intermediada pelo coxim retrodiscal, uma 
camada bem vascularizada e inervada , de 
tecido conjuntivo frouxo com fibras elásticas . 
 
 
 
 Dayanne Souto – Odontologia 
 
 Membrana Sinovial da ATM 
 
 
 
 Reveste internamente a cápsula articular e os 
compartimentos 
 Lubrificação e nutrição da ATM 
 Proteção biológica 
 Rico em Ácido Hialurônico 
 
 Cápsula Articular 
 
 
 Cone de tecido fibroso que envolve toda a 
articulação retendo o líquido sinovial . 
 É formada por feixes profundos (cápsula ao 
disco) e superficiais (temporal e mandíbula) 
 
 Ligamento Temporomandibular 
 
 
Ligamento intra-articulares – Limita os 
movimentos do disco pra fora do côndilo (movimento 
anterior e posterior) – Colateral lateral e medial. 
Ligamentos extra-articulares – Ligamento lateral 
e medial. 
Ligamentos acessórios – Reforçam e garantem a 
estabilidade da ATM , mas não atuam nos movimentos 
mandibulares. 
 
1- Ligamento estilomandibular : processo estilóide 
borda do ramo e ângulo 
2- Ligamento esfenomandibular: espinha do esfenóide 
e língula da mandíbula. 
3- Rafe pterigomandibular. 
 
 Músculos da ATM 
 
 
Elevadores: Masseter, Temporal e Pterigoideo 
medial 
Abaixadores: Ventre anterior do digástrico, milo-
hióideo e geni-hióideo. 
Extensores: Pterigoideo lateral, fazem a extensão do 
côndilo e disco da ATM. 
 
 Movimentos Mandibulares 
 
 
 Dayanne Souto – Odontologia 
 
A articulação temporomandibular executa dois tipos 
de movimentos, rotação e translação. 
Movimento de rotação - A rotação ocorre quando 
o côndilo se movimenta em torno de um eixo fixo, se 
articulando contra a superfície inferior do disco 
articular, portanto, este movimento ocorre na 
cavidade ou compartimento articular inferior da 
articulação. O movimento de rotação da mandíbula 
pode ocorrer nos planos horizontal, frontal (vertical) 
e sagital. O movimento mandibular em torno do eixo 
horizontal pode ocorrer na abertura e no fechamento 
da boca. É chamado de movimento de dobradiça, no 
qual se observa o movimento de ambas as 
articulações em volta de um único eixo de rotação. 
Este movimento raramente ocorre durante o 
funcionamento normal. O movimento em volta do 
eixo frontal ocorre quando a mandíbula se desloca 
lateralmente, assim, um côndilo de desloca em direção 
à eminência articular e o outro permanece no eixo de 
rotação frontal. Devido à inclinação da eminência 
articular, o movimento lateral da mandíbula está 
associado ao movimento do côndilo orbitante para 
baixo (côndilo contrário ao lado para o qual a 
mandíbula se deslocou), gerando outro eixo terminal 
de rotação no plano sagital. 
Movimento de translação: A translação pode ser 
definida como um movimento de um corpo em que 
todas as partes têm, em cada instante, a mesma 
velocidade e direção. A translação ocorre na cavidade 
ou compartimento articular superior entre a 
superfície superior do disco articular e a superfície 
inferior da fossa articular. Durante os movimentos 
normais, a mandíbula está rotacionando em torno de 
um ou mais eixos e cada um dos eixos esta 
transladando. Isso resulta em movimentos 
extremamente complexos nos quais ambas as 
articulações sempre estão em atividade simultânea, 
porém raramente os movimentos são idênticos e 
conjuntos 
São movimentos executados pela mandíbula: 
 
Lateralidade: Gibbs (1986); afirma que devido a 
forma anatômica da ATM, a mandíbula não apresenta 
movimento de lateralidade pura; dessa forma, esta 
ação é desenvolvida com os côndilos deslizando para 
frente e para o lado, o que caracteriza na verdade 
uma lateroprotrusão.Uma lateroprotrusão esquerda é 
iniciada com o relaxamento das fibras posteriores do 
músculo temporal direito, permitindo que o côndilo 
direito fique livre para ser tracionado pelos músculos 
pterigoideos laterais (feixe inferior), 
predominantemente o direito. 
 Em outras palavras, se o mento translada para a 
esquerda é o músculo pterigóideo lateral do lado 
direito que traciona o côndilo direito para diante. O 
movimento do côndilo direito ocorre para baixo, para 
frente e para medial. No lado que a mandíbula está 
sendo movimentada, o côndilo esquerdo sofre tração 
através das fibras posteriores do temporal esquerdo e 
contração moderada do pterigóideo lateral (feixe 
superior), também esquerdo. Na execução deste 
movimento, cuja base funcional é o ciclo mastigatório, 
os músculos elevadores mantêm uma leve contração 
com o objetivo de estabilizar a mandíbula no plano 
transversa 
 
Protusão e retrusão : Segundo Madeira (2001); 
para que ocorra o movimento de protrusão, a 
mandíbula se abaixa ligeiramente tirando os dentes de 
oclusão e então projeta-se para frente com o côndilo 
e disco saindo da fossa mandibular e deslizando na 
vertente posterior do tubérculo articular. A 
protrusão simétrica da mandíbula é garantida pela 
contração dos músculos pterigóideos laterais. Os 
músculos elevadores, principalmente o temporal, são 
coadjuvantes deste movimento, no sentido de manter 
a mandíbula elevada enquanto ela se desloca para 
frente. 
No movimento inverso, o de retrusão, trabalham os 
músculos digástrico e porção posterior do temporal, 
ambos retrusores da mandíbula. Os músculos geni-
hioideo e milo-hioideo participam deste movimento 
com menos força. 
 
 Dayanne Souto – Odontologia 
 Vascularização 
 
1. Artéria temporal superficial (posteriormente) 
2. Artéria meníngea média (anteriormente) 
3. Artéria maxilar (inferiormente) 
4. Artéria auricular profunda, timpânica anterior 
e faríngea ascendente ( medial e 
profundamente) 
5. Vasos nutrícios provenientes da a.alveolar 
inferior (cabeça da mandíbula) 
 Inervação 
 
1. V par craniano (trigêmio) 
2. Ramos do mandibular fornecem inervação 
aferente 
3. Maior parteproveniente do nervo 
auriculotemporal após ele sair do nervo 
mandibular em sentido laterossuperior em 
direção aos tecidos retrodiscais . 
4. Cápsula e ligamentos ricos em fibras nervosas 
de origem simpática 
 
 Distúrbios Funcionais 
 
Eventos 
Locais: Um evento local pode ser representado por 
qualquer mudança no estímulo sensorial ou 
proprioceptivo, como a colocação de uma coroa sem 
a oclusão adequada 
Sistêmicos: Para alguns pacientes os eventos que 
alteram a função normal ocorrem de forma sistêmica , 
ou seja , todo o corpo e/ou o sistema nervoso central 
(SNC) está envolvido 
Tolerância Fisiológica: Devemos compreender que 
nem todos os individuis respondem da mesma 
maneira um mesmo evento. Essa variação reflete o 
que pode ser considerado como tolerância fisiológica 
individual. Cada paciente tem a capacidade de tolerar 
certos eventos sem nenhum efeito adverso. 
 Fisiopatologias das DTM’S 
 
 
 Aspectos imaginológicos 
 
 
Os recursos imaginológicos empregados no 
diagnóstico de patologias da ATM são variáveis. 
 Artrocentese 
 
 
A artrocentese da articulação temporomandibular 
(ATM) é um procedimento cirúrgico, minimamente 
invasivo, realizado sob anestesia geral, indicado para 
tratamento de desordens internas, deslocamento 
anterior de disco (com ou sem redução) e limitação 
de abertura bucal de ordem articular, em casos onde 
não há remissão da sintomatologia com tratamentos 
mais conservadores. Consiste na lavagem do espaço 
articular superior da ATM, sem visão direta do 
mesmo, por meio de inserção de agulhas e irrigação 
com soro fisiológico, com a finalidade primária de 
eliminar tecidos necrosados, resíduos de sangue e 
mediadores da inflamação. 
 Indicações 
 Distúrbios internos da ATM refratários ao 
tratamento clinico. 
 Deslocamento anterior do disco com ou sem 
redução 
 Aderências 
 Sinovite/capsulite 
 Casos agudos de artrite reumatóide 
 Artralgia traumática 
Tratamento paliativo de dor . 
 
 Dayanne Souto – Odontologia 
 
 Deslocamento de Disco 
 
Podem resultar em: 
 Diminuição do espaço articular 
 Compressão articular 
 Estalidos 
 Artrite 
 Reabsorção condilar 
 Disco cronicamente deslocado pode se 
deformar , surgir aderências ou ser perfurado. 
 
Sintomas 
 Variados ( dor articular e facial e limitação da função 
mandibular) 
 
Direção do deslocamento 
 Pode ocorrer em qualquer direção , ântero-medial 
(principalmente). 
 
Deslocamento com redução x sem redução 
 São chamados de deslocamentos com redução 
quando em algum momento da movimentação 
condilar é adquirida a posição côndilo-disco 
normal;sem deslocamento quando durante toda a 
função o disco permanece fora de posição. 
 
Sinais clínicos 
Com redução- Desvio da linha média dentária em 
abertura com estalido (posição côndilo-disco 
favorável) ; estalido recípocro (menos intenso) no 
final do fechamento quando o disco está novamente 
deslocado. 
Sem redução- Durante a abertura bucal, a 
translação condilar força o disco a frente do côndilo, 
geralmente, causando limitação de abertura bucal em 
graus variados.Desvio de mento ao lado afetado em 
abertura , restrição de movimento de lateralidade ao 
lado contralateral. 
 
Tratamento 
Clínico 
Antrocentese 
Cirurgia aberta 
 Luxação Recidivante 
 
Perda parcial ou total do contato entre as superfícies 
articulares devido a hiperextensão dos movimentos 
articulares. Durante esse episódio há estiramento 
ligamentar. 
 
 Etiologia 
 Características anatômicas de eminência 
 Espasmo muscular 
 Laxidão ligamentar 
 Hipermobilidade associada a síndromes 
 
Manobra de Nelaton: pressione seus dentes pré-
molares para baixo, ao mesmo tempo, a parte de 
baixo do queixo para cima e para trás. 
 Dayanne Souto – Odontologia 
 
 Anquilose da ATM 
 
Definição: Fusão do côndilo mandibular com o osso 
temporal que resulta em dificuldade ou impedimento 
de executar os movimentos mandibulares. 
Etiologia 
Infecção orofacial 
Trauma 
Crianças: otite média,trauma no parto , traumas 
intracapsulares 
Adultos: trauma condilar 
 
Segundo Erol , et al., doenças sistêmicas como 
espondilite anquilosante, psoríase, osteoartrite e 
artrite reumatóide juvenil podem levar a anquilose 
pela degeneração das estruturas articulares. 
 
Classificação segundo Sawhney 
Tipo I: fibroadesões 
Tipo II: fusão óssea, côndilo remodelado , pólo medial 
intacto. 
Tipo III: bloco anquilótico (ramo fusionado do arco), 
pólo medial intacto. 
Tipo IV: Bloco anquilótico fundido à base do crânio. 
 
 Dayanne Souto – Odontologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Minhas Anotações Pessoais