A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
17 pág.
SP1- Proliferação celular, HPV E CÂNCER UTERINO

Pré-visualização | Página 2 de 5

de RAS, as mutações ativadoras 
de BRAF estimulam cada uma dessas cinases à jusante e, finalmente, 
ativam os fatores de transcrição. 
 
As mutações de PI3K afetam as subunidades catalíticas e geralmente 
resultam em um aumento na atividade enzimática 
 
 Alterações nas Tirosina cinases não Receptoras 
Tirosina cinases não receptoras são ativadas através de mutações pontuais 
que anulam a função de domínios reguladores negativos que normalmente 
mantêm a atividade de enzima em cheque. 
 
 Fatores de Transcrição 
Os fatores de transcrição desta classe incluem os produtos dos proto-
oncogenes MYC, MYB, JUN, FOS, e REL. Deles, o MYC é o geralmente 
envolvido nos tumores humanos, e, portanto, se justifica a realização de 
uma breve revisão da sua regulação e função. 
 
O oncogene MYC 
O MYC ativa a expressão de diversos genes que estão envolvidos no 
crescimento celular, regula a expressão de telomerase e é um dos poucos 
fatores de transcrição que podem agir em conjunto para reprogramar as 
células somáticas em células-tronco multipotentes. 
 
A desregulação dele envolve alterações genéticas do próprio MYC. 
Mutações oncogênicas que envolvem componentes de vias de sinalização a 
montante elevam os níveis de proteína do MYC aumentando a transcrição 
do MYC, melhorando a tradução de mRNA do MYC, e/ou estabilizando as 
proteínas do MYC. Assim, as sinalizações Transformam células, por meio 
de regulação positiva do MYC 
 
 
 
 Genes supressores do tumor: 
 
As mutações que afetam os genes supressores de tumor geralmente causam 
uma “perda de função” e, na maioria dos casos, ambos os alelos devem ser 
danificados antes que a transformação possa ocorrer. 
Freios na proliferação celular, e anomalias nesses genes levam à insuficiência 
da inibição de crescimento, uma outra marca fundamental da carcinogênese. 
 
RB, Reguladora do Ciclo Celular 
- Quando hipofosforilada, a RB exerce efeitos antiproliferativos por ligação e 
inibição de fatores de transcrição E2F que regulam genes necessários para que 
as células passem através do ponto de checagem do ciclo celular da fase G1-
S. A sinalização normal de fatores de crescimento leva à hiperfosforilação e 
inativação da RB, promovendo assim a progressão do ciclo celular. 
 
-O efeito antiproliferativo da RB é anulado nos cânceres através de uma 
variedade de mecanismos, incluindo: 
1) Mutações de perda de função que afetam a RB 
2) Amplificações de genes dos genes CDK4 e ciclina D 
3) Perda de inibidores de cinase dependentes de ciclina (p16/INK4a) 
4) Oncoproteínas virais que se ligam e inibem a RB (proteína E7 do HPV) 
 
P53 
A proteína p53 é o monitor central do estresse na célula e pode ser ativada 
por anóxia, sinalização inadequada por oncoproteínas mutadas ou danos no 
DNA. A p53 controla a expressão e a atividade das proteínas envolvidas na 
interrupção do ciclo celular, reparoreparo de DNA, senescência celular e 
apoptose. 
 
Os danos no DNA são detectados por complexos contendo cinases da família 
ATM/ATR; essas cinases fosforilam a p53, liberando-a de seus inibidores, como 
o MDM2. Em seguida, a p53 ativa e regula positivamente a expressão de 
proteínas tais como o inibidor da cinase dependente de ciclina p21, causando 
assim a interrupção do ciclo celular no ponto de checagem G1-S. Essa pausa 
permite que as células reparem os danos no DNA. 
 
Se o dano no DNA não puder ser reparado, a p53 induz eventos adicionais que 
levam à senescência celular ou à apoptose. 
 
A maioria dos cânceres humanos demonstram mutações de perda de função 
bialélica no gene TP53. Os raros pacientes com síndrome de Li-Fraumeni 
herdam uma cópia defeituosa do gene TP53 e apresentam uma incidência 
muito alta de uma grande variedade de tipos de câncer. 
 
Assim como a RB, a p53 é inativada por oncoproteínas virais, tais como a 
proteína E6 do HPV . 
 
 
2. Conceitue neoplasia, metaplasia, displasia, aplasia 
e anaplasia 
Conceito de neoplasia 
Neoplasia significa “novo crescimento”, e um novo crescimento é denominado de 
neoplasma. O neoplasma é uma massa anormal de tecido, cujo crescimento é 
excessivo e não coordenado com aquele dos tecidos normais, e persiste da mesma 
maneira excessiva após a interrupção do estímulo que originou as alterações. 
 Nomenclatura: muda se for benigno, maligno, tecido alvo ou tipo celular 
afetado. 
 Ritmo de crescimento próprio 
 Invasão local (malignos) 
 Metástase: por cavidades, superfícies corporais, vias linfáticas e 
hematogênicas (malignos) 
Significa um novo crescimento, denominado neoplasma, termo tumor era aplicado 
ao edema causado pelo neoplasma, no entanto acabou tendo a mesma atribuição que 
esse. 
 Distúrbio do crescimento celular que é desencadeado por uma série de 
mutações adquiridas que afetam uma única célula e sua progênie clonal 
 Tumores tem dois componentes básicos: (1) células neoplásicas clonais que 
constituem o parênquima tumoral, (2) estroma reativo feito de tecido 
conjuntivo, vasos sanguíneos e números variáveis de células do sistema imune 
inato e adaptativo. 
 Quanto a classificação, é baseada no parênquima, porém seu crescimento e 
disseminação estão baseados no estroma 
 Pode ser com consistência mole, sem de tecido conjuntivo em abundância, 
ou com aspecto mais pedroso chamados de desmoplasmas 
 
 Tumores Benignos: 
 Possui aspectos micro e macroscópicos são considerados relativamente 
inocentes, significando que ele permanece localizado, não se disseminará 
para outras áreas e geralmente pode ser removido por cirurgia local 
 São designados ligando o sufixo -oma ao nome do tipo de célula a partir do 
qual se origina o tumor, porém podem classificados com base em suas células 
de origem, outros no padrão microscópico, e ainda outros em sua 
arquitetura macroscópica 
 Exemplo, câncer em tecidos fibrosos → Fibroma, já um cartilaginoso → 
Condroma 
 Adenoma → aplicado a uma neoplasia epitelial benigna derivada de 
glândulas, 
 Papiloma → Neoplasias com projeções micro e macro visíveis a partir de 
superfícies epiteliais 
 Cistadenomas → Formam grandes massas císticas como nos ovários 
 Pólipo → projeção macroscopicamente visível acima da superfície mucosa e 
se projeta como nos intestinos, com presença de glândulas denomina-se 
adenomatoso 
 
 Tumores Malignos: 
 Derivados da palavra caranguejo por aderirem em qualquer superfície 
 Tumores malignos podem invadir e destruir as estruturas adjacentes e se 
disseminar para áreas distantes (metastatizar), levando à morte. 
 surgem em tecidos mesenquimais sólidos são geralmente chamados de 
sarcomas (do grego sar = carnosa; e.g. fibrossarcoma, condrossarcoma, 
leiomiossarcoma, rabdomiossarcoma), 
 os que surgem de células formadoras de sangue são as leucemias 
(literalmente, sangue branco) ou linfomas (tumores de linfócitos ou seus 
precursores). 
 As neoplasias malignas de origem nas células epiteliais, derivadas de qualquer 
uma das três camadas germinativas (endoderme, mesoderme e ectoderme) , 
são denominadas carcinomas. 
 Adenocarcinoma → crescimento celular com padrão glandular 
 
 Tumores Mistos: 
 Diferenciação divergente de um único clone neoplásico cria um tumor 
misto 
 Esses tumores contêm componentes epiteliais esparsos em meio a um estroma 
mixóide que pode conter ilhas de cartilagem ou osso. Todos esses elementos 
surgem de um único clone capaz de produzir tanto células epiteliais quanto 
mioepiteliais; portanto, a designação de preferência para tais neoplasias é 
adenoma pleomórfico 
 Teratoma → contém células maduras ou imaturas ou tecidos 
reconhecidamente pertencentes a mais de uma camada germinativa, se 
origina de células germinativas totipotentes, normalmente presentes nos 
ovários e nos testículos 
 
Conceito de metaplasia 
Metaplasia é uma alteração reversível na qual um tipo celular diferenciado (epitelial 
ou mesenquimal) é substituído por outro tipo celular. Ela representa uma substituição 
adaptativa de células sensíveis ao estresse por tipos