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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ 
CAMPUS BRAGANÇA 
FACULDADE DE LETRAS 
 
 
 
 
ESTEFANY VITORIA NASCIMENTO FIGUEIRA 
 
 
 
 
 
PRODUÇÃO DE FICHA DE LEITURA DO TEXTO: “Três caminhos na Filosofia da 
Linguagem (Martins, 2004)”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BRAGANÇA – PA 
 2021 
 
 
Três Caminhos da Filosofia da Linguagem 
 Ao tratar dos "Três Caminhos da Filosofia da Linguagem", Helena Martins, demonstra como, 
conforme diz o título, três paradigmas atuais sobre entendimento da linguagem - realismo, 
mentalismo e pragmatismo. 
REALISMO: Há a verdade, que prevalece sobre o consenso. No sofismo, há uma oposição entre 
aquilo que é dito e aquilo que não é dito; não há espaço para a verdade (ou, melhor dizendo, a 
verdade é o consenso), pois a linguagem só trata “do que é”. No realismo, há oposição entre 
aquilo que é verdadeiro e aquilo que é falso – é possível a linguagem dizer algo que não é. A 
verdade ou a falsidade é verificada pela confirmação no real. 
MENTALISMO: Realismo e mentalismo são primos carnais. A diferença reside no “tipo de 
entidade extralinguística que se supõe em cada caso constituir o significado das expressões”. 
No mentalismo, entre a linguagem e o real, há a alma (ou a mente). O “mundo das ideias” de 
Platão, onde se encontram as essências que orientam nossa observação das coisas do mundo, 
é substituído pelo intelecto humano. 
 O pragmatismo se aproxima do sentido popular, segundo o qual um sujeito "pragmático" é 
aquele que tem o hábito mental de reduzir o sentido dos fenômenos à avaliação de seus 
aspectos úteis, necessários, limitando a especulação aos efeitos práticos, de valor utilitário, do 
pensamento 
Reflexo dos três paradigmas nas teorias e disciplinas da Linguística • O paradigma 
realista-mentalista foi hegemônico durante muitos séculos. No século XX, o realismo pode ser 
associado ao Estruturalismo, enquanto o mentalismo ainda é o pilar do Gerativismo. Todas as 
perspectivas calcadas na enunciação (que surgiram como contraposição aos estruturalismos) 
privilegiam o paradigma sofista, chamado modernamente de pragmático. 
 A autora aponta que as diferentes filosofias da 
linguagem surgidas respondem à questão do sentido que, por sua vez, geram discussões sobre 
a linguagem, as quais estavam subordinadas à busca pela verdade. A Filosofia nos oferece três 
ângulos principais sob os quais se entende que a linguagem humana significa quando: 
Identifica parcelas da realidade 
Representa acontecimentos mentais compartilhados entre falantes e ouvintes. 
É usada ou vivenciada no fluxo das práticas e costumes de uma comunidade linguística, 
histórica e culturalmente determinada. 
 A diferença entre os ângulos parece se dar não pela exclusão de quaisquer dimensões, mas 
antes pela tendência alternada de eleger-se uma delas como condição mais nuclear para o 
sentido. 
 A Filosofia busca, a partir de um método racional, a "verdade". As três tendências apontadas 
são ângulos não necessariamente excludentes para pensar a questão do sentido. A primeira 
coisa a reconhecer nessas posições é sua incontornável complexidade, o fenômeno da 
linguagem exige um tratamento complexo. A Filosofia ocidental se debruça sobre a linguagem, 
sempre mostrando interesse pela questão do sentido. 
 As palavras não tem o poder de comunicar, na realidade, nós nos comunicamos através dos 
significados que habitam nas palavras, porém, o significado sozinho não faz comunicação, é 
 
necessário que tenha a união de diversos significados de forma coerente para que haja 
entendimento na comunicação, assim, temos a unidade de sentido. 
 Os sentidos seriam, portanto, modos de apresentação dos objetos do mundo e o valor de 
verdade de uma expressão estaria associado a quão bem a sentença apresenta os objetos aos 
quais pretende se referir. 
 Os significados contribuem para a produção e transmissão dos sentidos, isso nos leva a 
pensar sobre a natureza e o uso da linguagem. 
Psicossociológica - A comunicação ocorre via expressão dos sentidos, que são produzidos em 
nossa mente, assim, quando falamos do mundo, na realidade estamos falando de nossas idéias 
sobre o mundo, por tanto, a linguagem refere-se ao nosso universo psicológico. 
 Quanto ao uso da linguagem, trata-se de entender como os usuários de uma linguagem 
aprendem e utilizam em sua comunicação com os outros, bem como o que significa 
comunicar. Aprendizagem da linguagem, atos de fala e criação da linguagem são tópicos 
recorrentes nesta área. A compreensão da linguagem toca alguns elementos da filosofia da 
mente, uma vez que trata de como a mente do falante e do ouvinte que interpreta o falando 
se relacionam com a linguagem. 
 A questão da relação entre linguagem e realidade, investigações geralmente chamadas de 
"teorias da referência", envolve as questões relacionando a linguagem, a verdade e o mundo, 
trata-se de investigar qual tipo de significado pode ser verdadeiro ou falso. Entre outras 
questões, investiga-se o caso em que sentenças sem significado possam ser verdadeiras ou 
falsas, ou se sentenças podem expressar verdade sobre coisas inexistentes, como as sentenças 
que se relacionam com personagens fictícios e erros de referências. 
 Quanto à natureza do significado, trata-se de entender o sentido de "significar". Na busca por 
melhor compreender a questão, teremos a natureza da sinonímia, as origens do significado e 
qual o modo pelo qual conhecemos um significado. Ainda, filósofos da linguagem trabalharão 
para compreender como sentenças significativas derivam seu significado de partes menores, 
as palavras de uma frase, para apresentar significados mais amplos, bem como se o significado 
das frases é redutível ao significado das palavras.

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