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O QUE SÃO SINTOMA, S INAL E SÍNDROME? 
 
SINTOMA 
Compreende as queixas do paciente relativas 
à doença. São dados subjetivos. 
Exemplos: dor de ouvido; dor abdominal; dor 
ao urinar. 
SINAL 
Do latim signale, tudo o que podemos verificar 
no paciente através dos nossos sentidos. 
Exemplos: telarca; ginecomastia. 
SÍNDROME {SÍNDROMA} 
Do grego syndromé, síndrome ou síndroma 
são ambas nomes femininos. A síndrome 
compreende um conjunto de sinais e sintomas 
ligados a uma entidade mórbida que consta no 
quadro geral de uma doença. Exemplos: 
síndrome nefrótica; síndrome pneumônica. 
MATERIAL MÍNIMO NECESSÁRIO PARA O 
EXAME FÍSICO 
• balança pesa-bebê; • balança digital para 
adulto; • régua para medir a estatura com a 
criança deitada, até os 2 anos de idade; • 
régua fixa na parede, para verificação da 
estatura em crianças com mais de 2 anos de 
idade, acompanhada de um esquadro, se ficar 
em pé; • fita métrica; • termômetro; • lanterna; 
• abaixador de língua; • martelo e estilete; • 
otoscópio; • oftalmoscópio; • aparelho de 
pressão; • jogo de manguitos 
 
ultra-som (método Doppler) - permite 
detectar com bastante fidelidade a passagem 
do fluxo sangüíneo, no momento em que a 
pressão arterial sistólica vence a resistência 
imposta pelo manguito previamente 
insuflado; • estetoscópio com diafragmas 
pequeno e grande, bem como uma campânula 
(cone) - existe também um estetoscópio 
eletrônico para quem tem déficit de audição; • 
diapasão; • alfinete e algodão; • lupa. 
O exame físico consta de ectoscopia e exame 
dos sistemas (demais capítulos). No exame 
dos sistemas, será seguida a seqüência: 
inspeção, palpação, percussão, ausculta, 
olfato, usando-se, na maioria das vezes, 
instrumentos e aparelhos simples. 
E a apreciação visual do aspecto, da forma, da 
cor, do tamanho e dos movimentos da 
superfície externa do corpo, bem como de 
algumas cavidades acessíveis. Deve-se 
prestar atenção a como a criança interage 
com o meio ambiente. ' As vezes a inspeção é 
realizada com a criança deitada em decúbito 
dorsal, no colo materno, outras vezes, 
sentada e até em pé. Com o passar do tempo, 
pelo entrosamento pediatra-criança, 
conseguimos o exame com ela em decúbito 
dorsal na mesa de exame clínico. Um lactente, 
um pré-escolar, escolar ou um adolescente, 
se menino, deve ficar de cueca e, se menina, 
com um avental adequado e de calcinha. 
 
Como o RN e o lactente não falam, e o pré-
escolar, se já fala, não é capaz de fornecer 
muitos subsídios, uma cuidadosa inspeção 
dará muitas e valiosas informações. 
 
TIPOS DE PALPAÇÃO 
• com a mão espalmada, usando a palma de 
uma das mãos ou as duas; 
• com uma das mãos superposta à outra; 
• com as mãos espalmadas, usando-se 
apenas as polpas digitais e a parte ventral dos 
quirodáctilos; 
• bimanual - com as mãos espalmadas, 
oblíquas; 
• palpação em pinça feita com o polegar e o 
indicador; 
• digitopressão - polpa dos polegares ou do 
indicador, na avaliação de edema ou dor; 
• em garra 
 
 
 
A percussão pode ser: 
• direta- a ponta dos quirodáctilos golpeia 
diretamente ·~ . a reg1ao que se quer percutir; 
• digitodigital - o terceiro quirodáctilo da mão 
direita bate no terceiro quirodáctilo da mão 
esquerda, que é o único a tocar a região que 
está sendo examinada; com o cotovelo fixo, 
move-se a articulação do pulso; 
• punhopercussão - com a mão fechada, 
golpeia-se, com a borda cubital, a região a ser 
examinada; 
• com a borda da mão - mãos e quirodáctilos 
estendidos, golpeia-se, com a borda ulnar, a 
região a ser examinada; 
• tipo piparote - com uma das mãos, golpeia-
se o abdome por piparote, ficando a outra 
espalmada na região contralateral, 
procurando captar as ondas líquidas que se 
chocam contra a parede abdominal. Coloca-
se uma mão auxiliar na linha mediana do 
abdome, a qual elimina a vibração através da 
parede abdominal. 
APARELHO RESPIRATÓRIO 
Durante muitos anos, o pediatra realizava a 
ausculta colocando o ouvido em contato 
direto com o tórax do paciente, com um pano 
fino e liso entre os dois. Hoje, pouquíssimos 
médicos utilizam essa técnica de ausculta, 
valendo-se mais do estetoscópio. Auscultam-
se as faces anterior, posterior, laterais e as 
fossas supraclaviculares, verificando o 
murmúrio vesicular normal ou suas 
alterações. Nos recém-nascidos e nos 
lactentes, o exame é realizado em decúbito 
dorsal; no pré-escolar, no escolar e no 
adolescente, deitados, sentados ou em pé 
 
APARELHO CARDIOVASCULAR 
A ausculta cardíaca é realizada com o 
paciente em várias posições: decúbito dorsal, 
decúbito lateral, sentado, em pé e de cócoras, 
em focos mitral, tricúspide, aórtico e 
pulmonar. Verificar a intensidade, a 
freqüência e a qualidade dos sons. 
ABDOME 
A ausculta deve ser realizada em todos os 
quadrantes. Verificar os ruídos peristálticos 
 
(normais, aumentados, diminuídos ou 
ausentes), os sopros (arteriais ou venosos), 
atritos (peritonite, peri-hepatite ou 
periesplenite), batimentos cardiofetais, esses 
com o estetoscópio de Pinard, a partir do 5. 0 
mês de gestação, ou mediante o aparelho de 
Sonar, um pouco mais cedo 
OLFATO 
Embora possa ser um dos menos 
importantes, é de muita ajuda no diagnóstico: 
cheiro de rato, na fenilcetonúria; de acetona, 
na cetoacidose diabética; de urina, na uremia, 
e outros. 
E a fase inicial do exame físico, em que se 
avalia o paciente como um todo. Verificam-se 
a atitude, a marcha, o biotipo, os movimentos, 
o peso, a estatura, a temperatura, a fala, o 
psiquismo, para uma visão global do paciente, 
de acordo com a idade. , E importante a 
experiência individual, que demanda tempo. A 
razão e o bom senso não substituem a 
experiência. 
IMPRESSÃO INICIAL 
Observar o aspecto geral do paciente ao 
chegar. Se ele está ativo, hipoativo, no colo da 
mãe ou responsável, deambulando ou não, na 
maca, suas condições de higiene. Se houver 
alteração de consciência, verificar se está 
sonolento, torporoso ou em coma. 
ALTITUDE 
A posição que o paciente adota com a 
finalidade de se sentir confortável (ver Cap. 
6). Em geral, é a postura que lhe convém, 
mudando de posição de acordo com o 
momento. Essas posições adotadas nos são 
de grande auxílio no diagnóstico da doença. A 
atitude atípica é aquela em que não há 
preferência de posição por parte do paciente. 
A atitude típica é aquela que nos sugere um 
desconforto. As principais atitudes típicas 
são: 
 Atitude Ortopnéica. E aquela adotada 
por pacientes com dispnéia. Sentam-
se no leito apoiados nos braços e com 
o auxílio de almofadas. Essa posição 
facilita o funcionamento da 
musculatura auxiliar e torna mais 
fácil a circulação no , cérebro e nos 
centros respiratórios. E verificada 
nas doenças pulmonares e cardíacas 
 
 Atitude Genupeitoral (Prece 
Maometana). Geralmente as dores 
fazem com que os pacientes adotem 
essa posição, que os alivia. E 
observada nos casos de abdome 
agudo e de pericardite 
 
 Atitude de C6coras. Sentado sobre os 
calcanhares, observada 
principalmente em pacientes com 
tetralogia de Fallot 
 
 Atitudes Antálgicas. Existe uma 
grande variedade de atitudes 
antálgicas, como a colocação da mão 
sobre o local que dói (mão sobre o 
coração, sobre a fronte), em decúbito 
lateral sobre o local dolorido, nos 
casos de derrame pleural agudo, 
pneumonias, tentando minimizar a 
dor. Nos casos de pontadas, é 
 
colocada sobre o local afetado. Nas 
afecções dolorosas do fígado, a 
posição preferida é o decúbito lateral 
esquerdo, ao contrário da 
hepatomegalia sem dor, em que a 
atitude será o decúbito lateral direito. 
O decúbito ventral é o preferido nas 
dores abdominais intensas, e o 
decúbito dorsal, nos casos de 
peritonite, havendo flexão dos 
membros inferiores sobre o local 
afetado 
 
 Contraturais. Também têm uma 
grande variedade; a mais comum é a 
posição em opistótono.Nessas 
atitudes, é necessário palpação das 
massas musculares e tentar a 
mudança de posição do paciente, 
para uma melhor avaliação. Essas 
contraturas são verificadas nos 
casos de tétano, de meningite, de 
intoxicações medicamentosas 
(metoclopramida) e outros. 
 
Na atitude em opistótono, o paciente, 
em decúbito dorsal, praticamente 
fica apoiado em dois pontos - cabeça 
e calcanhares - com contratura de 
todos os músculos do corpo, 
assemelhando-se a um arco. 
 
A atitude em ortótono caracteriza-se 
pelo paciente também em decúbito 
dorsal, imóvel e rígido no leito, que 
apresenta contratura generalizada 
dos músculos. A um simples toque 
exacerbam-se as contraturas, 
podendo provocar dor, até mesmo 
convulsão. 
As posições em prostótono e 
pleurotótono são raras; na primeira 
se observa um encurvamento com 
concavidade para cima e na segunda, 
com encurvamento lateral. 
 
 Em Gatilho. E a posição adotada 
quando o paciente apresenta 
contratura dos músculos da nuca e 
da região dorsal. A cabeça fica 
voltada para trás, o tronco, arqueado, 
e os membros inferiores fletidos 
(processos de irritação meníngea) 
MARCHA 
Deve ser observada a entrada do paciente 
para seu atendimento ou então o médico pede 
a ele que caminhe para analisar-lhe a marcha 
e os pés (pés supinados, pronados, planos). As 
características da marcha podem nos facilitar 
o diagnost1co. Vejamos os principais tipos de 
marcha: 
MARCHA ATÁXICA. 
As pernas são projetadas para a frente , e 
para os lados, elevam-se e caem, tocando o 
calcanhar. E desdobrada em tabética e 
cerebelar. 
• tabética - com o olhar dirigido ao solo. 
Encontrada nas lesões posteriores da 
medula; • cerebelar (ébrio) - andar titubeante, 
em ziguezague. Encontrada nas lesões 
cerebelares. 
MARCHA ESCARVANTE OU PARÉTICA 
O paciente levanta em demasia a perna, 
tocando o solo com a ponta e a borda externa 
do pé. Encontrada nas lesões dos nervos 
periféricos 
 
MARCHA EM FOICE (NAS HEMIPLEGIAS). 
O paciente, para deslocar o membro inferior 
paralisado, descreve um arco de concavidade 
interna, o pé se arrasta no chão, tocando o 
solo com a sua borda externa e a ponta 
inclinando o tronco para o lado oposto à 
hemiplegia. 
MARCHA ANSERINA OU DO PATO. 
O paciente caminha inclinando o tronco para 
a direita e para a esquerda, assemelhando-se 
aos patos. Encontrada nas miopatias. 
MARCHA DOS PASSOS MIÚDOS. 
Comum em adultos com doença de Parkinson 
ou arteriosclerose cerebral avançada. 
MARCHA DO SAPO. 
Encontrada nos casos de distrofia muscular 
progressiva. A criança anda de cócoras 
apoiada, nas maos. 
MARCHA CLAUDICANTE 
Encontrada nos casos em que existe dor ao 
andar. 
 
BIOTIPO 
• longilíneo 
• normolíneo 
• brevilíneo 
O longilíneo caracteriza-se por apresentar os 
membros predominando sobre o tronco, que é 
afilado e chato, pescoço longo e delgado. O 
normolíneo caracteriza-se pelo equilíbrio 
entre o tronco e os membros. O brevilíneo 
apresenta membros curtos, tórax alargado e 
pescoço curto. 
TEMPERATURA 
Axilar - 35,5ºC a 37ºC • bucal - 0,5ºC maior do 
que a axilar • retal- 0,5º a 1 ºC maior do que a 
axilar 
Hipertermia, quando a temperatura está 
acima de 37ºC, e hipotermia, quando a 
temperatura está abaixo de 35,5ºC. 
Podemos ter os seguintes padrões de febre: 
• contínua - a temperatura é mantida elevada, 
com variações inferiores a 1 ºC; 
• intermitente - o paciente tem febre 
interrompida por períodos de apirexia; 
• remitente a temperatura flutua, mas não 
volta ao normal, com variações maiores que 1 
ºC; 
• recorrente ou recidivante - o paciente se 
apresenta apirético por períodos de dias ou 
semanas. 
FALA 
 
Disfonia ou Afonia. 
 E qualquer dificuldade na emissão vocal que 
impeça a produção natural da voz. Tal 
dificuldade pode manifestar-se através de 
uma série ilimitada de alterações, como: 
esforço à emissão, dificuldade em manter a 
voz, variação na qualidade vocal, cansaço ao 
falar, variação na freqüência fundamental 
habitual ou na intensidade, rouquidão, falta de 
volume e projeção, perda da eficiência vocal 
e pouca resistência ao falar, entre outras. A 
disfonia é, na verdade, um sintoma. Pode ser 
classificada em três • categorias: 
1. DISFONIAS FUNCIONAIS. 
2. DISFONIAS ORGANOFUNCIONAIS. 
3. DISFONIAS ORGÂNICAS. 
AFONIA DE CONVERSÃO. 
Fala articulada ou fonação sussurrada. E 
considerada uma disfonia psicogênica. 
Auditivamente, observamos ausência total de 
qualquer som, estando apenas presente a 
articulação dos sons da fala. 
DISARTRIA. 
 O termo significa "inabilidade para articular 
distintamente". Na Fonoaudiologia, "disartrià' 
é definida como "um grupo de distúrbios da 
fala resultante de uma lesão no mecanismo 
neurológico (central e/ ou periférico) que 
regula os movimentos da fala, caracterizado 
por lentidão, fraqueza, imprecisão e/ou 
incoordenação (voz arrastada)". 
DISFASIA. 
Aparece com completa normalidade do 
aparelho fonador e dos músculos da fonação, 
dependendo de uma perturbação na 
elaboração cortical da fala. O retardo no 
desenvolvimento da fala, na criança, pode 
indicar uma anormalidade neurológica. 
DISLALIA. 
Transtorno ou distúrbio na articulação dos 
fonemas por alterações funcionais dos órgãos 
periféricos da fala. Essas perturbações 
podem ser ocasionadas por problemas 
orgânicos, funcionais ou emocionais, 
ocorrendo sob a forma de troca ou 
substituição, acréscimo ou omissão dos 
fonemas. 
DISLEXIA. 
Incapacidade de aquisição do simbolismo 
escrito ou lido, apesar do bom nível mental e 
de boas condiçoes sensoriais. O termo 
"dislexià' é aplicável a uma situação na qual a 
criança é incapaz de ler com a mesma 
facilidade com a qual lêem os seus iguais. 
Deve ser incluída como distúrbio de 
aprendizagem. As manifestações dessa 
alteração no aprendizado da leitura e da 
escrita podem vir sob forma de: • Desvios de 
forma: 
1. trocas, omissões ou inversões grafêmicas; 
2. trocas de natureza perceptual auditiva; 
3. trocas de natureza perceptual visual. • 
Desvios no conteúdo da leitura e da escrita: 
Ex.: dificuldade de compreensão e elaboração 
gráfica (dificuldade de interpretação de texto 
e redação). 
DISGRAFIA. 
Alteração no formato, direção e/ ou sentido do 
traçado dos grafemas que de qualquer forma 
 
comprometa a decodificação do produto 
gráfico. Ex.: letra em garrancho. 
 DISORTOGRAFIA. 
Trocas, omissões e inversões grafêmicas. São 
muito freqüentes nas crianças na idade 
escolar quando ainda estão aprendendo a ler 
e a escrever, não representando 
necessariamente um distúrbio. A 
disortografia está relacionada às dificuldades 
do aprendizado do próprio idioma. 
ESTADO PSÍQUICO 
Nas desordens de consciência, a alteração 
psíquica se encontra exagerada ou diminuída. 
A depressão da consciência pode ser 
expressa como sonolência, estupor ou coma. 
A sonolência é o grau mais leve de depressão. 
Nesse caso, os pacientes dormem sempre e 
ao despertarem logo voltam a dormir. 
No estupor, os pacientes não reagem aos 
estímulos externos e, mesmo com os olhos 
abertos, não têm consciência do meio 
ambiente. No coma, há perda total da 
consciência. Ocorre perda da inteligência, da 
motilidade e da sensibilidade (térmica, tátil e 
dolorosa). Nessa condição, pode ocorrer a 
emissão de uma palavra ou outra, sendo 
freqüente a perturbação esfincteriana. & 
causas mais comuns de coma são: as sepses, 
as meningites, os distúrbios metabólicos, as 
intoxicações medicamentosas e a uremia, 
entre outras. Na perversão ou no exagero da 
atividade psíquica verificase o delírio. Nesse 
caso, ocorre alucinação. Pode ocorrer o 
delírio furioso, caracterizado pela 
agressividade. No delírio tranqüilo ocorre 
alucinação sem agressividade. 
Na sala de parto, deve-se receber o RN sob 
calor radiante, envolto em campos estéreis, 
preferencialmente pré-aquecidos.Esses 
procedimentos minimizam a perda de calor 
para o ambiente, especialmente se estiver 
refrigerado, reduzindo assim o risco de 
hipotermia. 
Ele deve ser seco com o campo estéril, e o 
campo úmido deve ser descartado após o 
procedimento. Sempre sob calor radiante, o 
médico deve observar a cor; habitualmente 
está completamente róseo, ou tem as 
extremidades cianóticas. Um RN pálido ou 
com cianose generalizada está grave e deve 
receber oxigênio imediatamente. 
A postura em flexão indica bom tônus. 
Observar a seguir os movimentos 
respiratórios: a freqüência respiratória 
esperada é entre 40 e 60 incursões por 
minuto, que podem ser irregulares, 
especialmente em RN prematuros. 
Pode ser necessária a realização da 
aspiração das vias respiratórias superiores, 
sempre iniciada pela boca, após a palpação do 
palato para avaliação de sua completa 
integridade. Nesse momento, também é 
possível avaliar a permeabilidade das cóanas. 
A imperfuração unilateral em geral não é 
acompanhada por sinais de insuficiência 
respiratória. Avaliar a fácies e definir se é 
típica, indicando alguma síndrome 
cromossômica. O exame do precórdio é 
 
realizado a seguir, cabendo ao examinador 
avaliar a atividade do precórdio, a freqüência 
e o ritmo cardíacos e a qualidade dos sons, 
incluindo a presença de sopros. Cabe 
ressaltar que, devido à presença fisiológica 
do canal arterial, nesse momento algumas 
patologias cardíacas ainda podem se 
apresentar compensadas. A freqüência 
cardíaca situa-se entre 120 e 160 batimentos 
por minuto. Segue-se a palpação dos pulsos 
femorais e braquiais, avaliando sua amplitude 
e simetria. 
A seguir é realizada a inspeção do abdome, 
que deve ser globoso e ter parede íntegra. O 
abdome escavado sugere a presença de 
hérnia diafragmática, que em geral é 
acompanhada de grave insuficiência 
respiratória, indicando intubação orotraqueal 
imediata. Os principais defeitos da parede 
abdominal são a onfalocele e a gastrosquise. 
Ambas levam à exposição das alças 
intestinais e vísceras abdominais, 
necessitando da proteção com compressas 
estéreis úmidas em solução fisiológica até a 
correção cirúrgica, que deve ser precoce. O 
cordão umbilical, de consistência gelatinosa - 
geléia de Wharton-, tem em seu interior duas 
artérias e uma veia, que são inspecionadas 
após a ligadura do cordão. Ainda na palpação, 
segue-se a manobra de Ortolani, utilizada 
para o diagnóstico da luxação congênita de 
quadril. 
Na avaliação da genitália, deve ser possível a 
definição do sexo. A aparência confusa da 
genitália externa, a chamada genitália 
ambígua, deve ser comunicada à família 
imediatamente, por necessitar de posterior 
confirmação do sexo genético através da 
pesquisa da cromatina sexual. Em recém-
nascidos de ambos os sexos, o ânus deve ser 
inspecionado e seu aspecto observado, com o 
orifício central cercado pelas pregas de 
mucosa que indicam a presença de feixes 
musculares na região. Considera-se a 
introdução de um cateter de calibre #4 ou #6, 
com gel anestésico, naqueles casos em que 
há dúvidas sobre a permeabilidade anal. 
Finalmente, o recém-nascido deve ser 
pesado, sendo o peso percentil 50 para RN a 
termo entre 3.000 e 3.500 g. É fisiológica a 
perda de até 1 Oo/o do peso no RN a termo e 
15o/o no pré-termo, em virtude da contração 
do volume extracelular. O peso do nascimento 
deve ser recuperado até o 10.0 dia de vida 
para o RN a termo e 15.0 para o RN pré-termo. 
A estatura é obtida com a régua 
antropométrica, devendo-se estender os 
membros inferiores do RN, que, pela postura 
fisiológica em flexão, oferecerá resistência ao 
procedimento. Nunca é demais ressaltar que 
os exames de rastreamento realizados 
durante o pré-natal, como ultra-sonografia 
morfológica e ecocardiograma, não 
substituem o criterioso exame clínico à beira 
do leito.

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