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Afeccoes do sistema digestorio equino

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AFECÇÕES DO SISTEMA DIGESTÓRIO DE EQUINOS 
 
DOENÇA MECANISMO DE AÇÃO SINAIS CLÍNICOS DIAGNÓTICO TRATAMENTO 
 
PONTAS DENTÁRIAS 
 
- Pontas dentárias da maxila crescem voltadas 
para bochecha. 
- Pontas dentárias da mandíbula crescem 
voltadas para língua. 
 
 
 
 
 
Causa: baixo consumo de feno e ração→ 
menor tempo de mastigação→ redução do 
desgaste dentário→ formação de pontas 
dentárias→ úlceras. 
- Equinos são hipsiodontes: crescimento e 
desgaste dentário constante. 
- Resistência à 
embocadura 
- Redução do consumo 
de alimento 
- Deixa cair o alimento 
- Mudança no padrão 
mastigatório 
- Mudança no ruído 
mastigatório 
- Palpação externa da boca 
- Inspeção oral 
- Desgaste das pontas 
- Anual para população em geral e semestral 
para animais problemáticos 
 
 
OBSTRUÇÃO ESOFÁGICA 
 
- Caráter emergencial 
 
- Causas: acúmulo de comida, caroço de 
frutas, neoplasias, desidratação, afecções 
dentárias, sedação, jejum prolongado, 
recuperação anestésica, mastigação 
insuficiente. 
 
- Sialorreia 
- Disfagia 
- Refluxo de conteúdo 
alimentar pelas narinas 
- Tosse 
- Sudorese 
- Extensão de pescoço 
durante a tentativa de 
deglutição 
- Exploração completa da cavidade 
oral 
- Enfisema subcutâneo e 
crepitação: ruptura esofágica 
- Endoscopia com gancho 2m 
- US 
- Impossibilidade de passagem de 
sonda nasogástrica 
- Estenose no pós-desobstrução 
 
- Lavagens esofágicas com água morna 
- Escopolamina ou Hioscina 
- Sedação com detomidina e xilazina 
- Butorfanol 
- Anestesia geral e esofagotomia 
 
Complicações: pneumonia aspirativa, 
pleurite, estenose esofágica. 
GASTRITE/ÚLCERAS GÁSTRICAS 
 
- Inflamação da mucosa gástrica (acomete mais 
a região não glandular) 
- Causa: estresse (garanhões; trabalho 
excessivo; aerofagia; confinamento 
prolongado), jejum prolongado, excesso de 
anti-inflamatório. 
 
- Perda de peso e apetite 
- Bruxismo 
- Cólica (logo após se 
alimentar) 
- Potro vira a barriga para 
cima (suspeitar de 
gastrite) 
 
- Histórico e sinais clínicos 
- Gastroscopia 
- Retirar a causa do estresse 
- Protetores gástricos: antiácidos 
- Antagonista H2: cimetidina e ranitidina (saiu 
do mercado) 
- Inibidores de bomba de prótons (omeprazol; 
sulcrafato; pantoprazol) 
 
SOBRECARGA GÁSTRICA 
 
- Dilatação gástrica: acúmulo excessivo de gás 
associada a fermentação. 
- Compactação gástrica: acúmulo excessivo do 
alimento e/ou ressecamento do alimento. 
 
 
- Dor intensa e 
irresponsiva a 
analgésico 
 
 
- Ausência de alterações na 
abdominocentese 
- Ausência de alterações na palpação 
retal (depende) 
- Sondagem nasogástrica e lavagem gástrica 
(diminuir a dor) 
- Antiácidos e protetores de mucosa 
- Fluidoterapia (caso de desidratação) 
- Cálcio e lidocaína para aumentar a 
motilidade do animal 
 
 
SÍNCROME CÓLICA OU ABDOMEN AGUDO 
 
- Grupo de desordens manifestadas por sinais 
clínicos de dor abdominal. Estes sinais são 
geralmente decorrentes de disfunção do trato 
gastrointestinal, entretanto, algumas doenças 
com origem em outros órgãos (não TGI) podem 
causar sinais clínicos de dor abdominal. 
- Uma das maiores causas de óbito na espécie 
equina. 
 
FATORES PREDISPONENTES 
 
- Anatômicos: cárdio vigoroso (não eructam); 
pequeno volume gástrico; inserção esofágica 
oblíqua (quando o estômago distende, ele 
comprime o esôfago); área não glandular 
gástrica; longo intestino delgado. 
- Manejo: fornecimento de grande volume de 
carboidrato; diminuição da quantidade de 
volumosos; diminuição acentuada do 
número de refeições; exposição a 
verminoses. 
- Fisiológico: digestão química anterior a 
microbiana (grande volume de fibras 
chegando no ID, aumenta o peristaltismo 
podendo ocasionar volvo. No equino a fibra 
só é digerida no ceco); baixo limiar a dor; 
estresse. 
 
- Dor abdominal 
- Disfunção do TGI 
ATENDIMENTO DE CÓLICA 
 
1. Sondagem nasogástrica 
2. Acesso e fluidoterapia 
3. Exame clínico (lavagem 
de estômago, palpação 
retal) 
 
 
CÓLICA ESPASMÓDICA 
 
- Contração intestinal excessiva que provoca dor. 
Causa: desconhecida 
- Babesia, erliquia, teleria, leptospirose 
(hemoparasitoses) promovem 
hiperbilirubinemia: excesso da bilirrubina, 
provocando uma mucosa ictérica. 
 
- Hiper ou ausência de 
motilidade 
- Dor moderada a severa 
 - Buscofin (hioscina; dipirona) 
DUODENO JEJUNITE PROXIMAL OU ENTERITE 
ANTERIOR 
 
- Inflamação do duodeno e porção proximal do 
jejuno. 
- Conteúdo volta para o estômago podendo levar 
a um rompimento. 
 
- Causa: irritação do intestino devido a 
conteúdo fermentado; consequência da 
sobrecarga gástrica; pós-operatório em 
afecções de intestino delgado. 
 
- Depressão 
- Desidratação 
- Mucosas congestas 
- Aumento do TPC 
- Endotoxemia 
- Sondagem nasogástrica: presença 
de refluxo enterogástrico. 
- Abdominocentese: líquido 
alaranjado e turvo com lactato e 
proteína aumentados 
- Palpação retal: intestino delgado 
(estará duro) palpável. 
 
- Manter o animal sondado: retirar o refluxo 
periodicamente. 
- Estimulantes de motilidade: cálcio, 
potássio, magnésio, metoclopramida (para o 
refluxo), lidocaína (abre os canais de cálcio, 
ajuda na motilidade), e neostigmina. 
- Analgesia: flunixin meglumine 
- Fluidoterapia 
- Anti-endotoxêmico: flunixin meglumine 
- Antibiótico devido a salmonela: penicilina 
benzatina (GRAM+) e gentamicina (GRAM -) -
não faz IM, deve colocar no soro. 
 
TROMBOEMBOLISMO VERMINÓTICO 
 
- Obstrução das veias e artérias mesentéricas, 
promovendo isquemia. 
 
- Causa: Strongylus vulgaris 
 
 
 - Enterectomia 
- Pentaciclina 
- AAS (ácido acetilsalicílico) 
- Heparina (ajuda no trombo) 
PROCESSOS OBSTRUTIVOS 
INTESTINO DELGADO 
- Intestino delgado não se lava, apenas 
intestino grosso. 
- Dor leve a moderada - Sondagem nasogástrica: presença 
de refluxo enterogástrico 
- Manter o animal sondado: retirar o refluxo 
periodicamente. 
 
- Processos obstrutivos: afecções nas quais há 
oclusão total ou parcial do lúmen intestinal, sem 
interrupção do fluxo sanguíneo. 
Causas: problemas de mastigação; alimentos 
excessivos fibrosos; aumento do tempo de 
trânsito; consumo de água reduzido; mau 
posicionamento intestinal; corpos estranhos; 
verminoses (parascaris); neoplasias. 
 
- Processos obstrutivos do intestino delgado: 
compactação, neoplasia, aderência, corpo 
estranho. 
- Sem alteração vascular. 
 
- Compactação de 
intestino delgado 
- Distensão abdominal 
- Abdominocentese: líquido amarelo 
ouro com lactato de proteína 
normais. 
- Palpação retal: intestino delgado 
palpável 
 
- Estimulante de motilidade: cálcio, potássio 
e magnésio, e metoclopramida e lidocaína. 
- Analgesia 
- Fluidoterapia 
- Não fazer laxantes 
 
Cirúrgico: enterotomia. 
PROCESSOS OBSTRUTIVOS 
INTESTINO GROSSO 
 
 
 
 
 
 
 
 
*EXEMPLOS DE PROCESSOS OBSTRUTIVOS 
ABAIXO* 
 
 
 - Dor leve a severa - Sondam nasogástrica: ausência de 
refluxo enterogástrica, pode haver 
refluxo para o ID devido a 
compressão no intestino grosso. 
- Abdominocentese: líquido amarelo 
ouro com lactato e proteína normais. 
- Palpação retal: mau 
posicionamento; distensão de 
alça; massas obstrutivas. 
 
- Estimulante de motilidade: lidocaína 
- Sedativos 
- Fluidoterapia 
- Opioides 
- Anti-inflamatório. 
 
- Piora do quadro é indicativo de cirurgia. 
ENCARCERAMENTO EM LIGAMENTO 
NEFROESPLENICO 
 
- O cólon maior pode se deslocar tanto para 
direta quanto para a esquerda, porém quando 
ocorre o deslocamento para o lado esquerdo (ou 
flexura pélvica) pode haver o aprisionamento no 
ligamento nefroesplênico (fenda natural entre o 
baço e o rim esquerdo). 
- Afecção não estrangulativa. 
- Rim direito (não palpa). 
 
 - Palpação retal: ligamento nefro 
esplênico preenchido, 
esplenomegalia, distensão gasosa 
de alças. 
- US: impossibilidade de visualizar o 
rim esquerdo, esplenomegalia, cólon 
dorsal apresentando aumento da 
mucosa. 
Clínico 
 
//////// 
- Epinefrina: promove contração esplênica 
(do baço) para retirar a alça. 
 
Cirúrgico 
 
 
 
 
 
 
 
COMPACTAÇÃO DO INTESTINOGROSSO 
 
- Obstrução luminal por massas desidratadas 
por ingesta que causam obstrução simples no 
lúmen intestinal e que, geralmente, não causam 
necrose. 
- Acomete principalmente a flexura pélvico, 
porém pode acometer qualquer segmento (ceco, 
cólon menor, cólon dorsal direito (não palpável). 
 - Dor leve a modera 
- Progressão lenta 
 
- Palpação retal: presença de massa 
compactada em flexura pélvica ou 
ceco (apenas fluidoterapia e 
estimulantes). 
- Sondagem sem reflexo ou fezes. 
 
- Manter o animal sondado para hidratação 
enteral (4l de fluido) 
- Laxantes: sulfato de magnésio. 
- Estimulantes de motilidade: cálcio, 
potássio e lidocaína. 
- Analgesia 
- Fluidoterapia 
 
SABLOSE 
 
- Irritação e/ou obstrução do sistema 
gastrointestinal por ingestão de areia. 
- Locais de ação: segmentos intestinais de baixo 
trânsito devido a fermentação (ceco e cólon). 
 
- Fatores predisponentes: pasto muito baixo; 
cocho de cimento queimado; poços e 
açudes muitos rasos; parorexia. 
 
- Diarreia (por irritação): 
com sangue oculto 
- Obstrução intestinal: 
distensão e dor 
- Anorexia 
- Histórico (cólicas intermitentes, 
época do ano, sintomas em outros 
animais) 
- Sondagem: refluxo escuro ou areia 
- Paracentese: líquido amarelo turbo 
- Palpação retal: intestino deslocado 
ventralmente, areia nas fezes. 
 
Clínico 
 
- Fluidoterpia 
- Humectol 
- Carboximetilcelulose (mucilagem) via 
sonda 
- Estimulantes de motilidade 
- Dor: anti-inflamatório 
ENTERÓLITOS 
 
- Concentrações mineralizadas encontradas no 
intestino grosso. 
- Geralmente acomete o cólon dorsal direito. 
- Causam obstruções na flexura pélvica e cólons. 
- Geralmente não são palpáveis. 
- São concentrações minerais (fosfato, 
magnésio, amônia, cálcio etc.) depositados 
em camadas concêntricas ao redor de um 
núcleo central (pedra, metais, barbantes) 
- Fatores desencadeantes: água dura 
(mineralizada), excesso de minerais (cocho 
de cimento queimado), acesso a corpo 
estranho. 
 Cirúrgico 
 
- Enterotomia 
FITOBEZOAR 
 
- Estruturas sólidas, cúbicas ou ovoides, 
originadas a partir de resíduos de vegetais ricos 
em fibras não digeríveis. 
- Colón menor. 
 
 - Celiotomia 
PROCESSOS ESTRANGULATIVOS 
 
- Afecções nas quais há oclusão total do lúmen 
intestinal e com interrupção do fluxo sanguíneo. 
- Causas: torções (torção em raiz de 
mesentérico), encarceramentos (forame 
epiploico, anel inguinal), vólvulos e 
intussuscepção (ileocecal, mais comum) 
- Fatores que alteram a motilidade intestinal: 
infestações crônicas de Anaplocephala 
perfoliata ou mudanças abruptas de dieta. 
- Oclusão vascular: verminose 
 
- Dor severa e 
irresponsiva a 
analgésico. 
- Distensão abdominal, 
endotoxemia e 
desidratação. 
- Sondagem nasogástrica: presença 
de refluxo nasogástrico (delgado) ou 
ausência de refluxo enterogástrico 
(cólon). 
- Abdominocentese: líquido 
avermelhado com lactato e proteína 
aumentada. 
Cirúrgico 
- Correção do posicionamento 
- Enterectomia e enteroanatomose 
ENTETOCOLITE 
 
- Inflamação do cólon, podendo ocorrer 
ulcerações em sua mucosa. 
- Causa: clostridiose; salmonelose; 
erlichiose; strongylus; associada a 
antibióticos (desbalanceamento da 
microbiota intestinal, mais comum). 
 - Cultura e antibiograma das fezes 
- Parasitológico de fezes 
- US 
- Exames laboratoriais: sequestro 
de leucitos, aumento de 
fibrinogênio, hipoproteinemia. 
 
- Fluidoterapia 
- Antibióticos 
- Anti-inflamatório 
- Carvão ativado 
- Plasma 
- Probióticos e prebioticos 
 
EXAME CLÍNICO

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