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HISTÓRIA DO DIREITO-
DIREITO HEBRAICO E 
DIREITO GREGO
I – O DIREITO HEBRAICO 
• Direito baseado em Regras e preceitos religiosos 
• Direito profundamente ligado ao sagrado 
• TANAK ( Antigo Testamento) – Eixo Motriz 
• Torah- ( Pentateuco) Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio
• NEEBIN ( Livro dos Profetas)
• KETUBIN ( Escritos ) 
LIVRO DO DEUTERONÔMIO – PRECEITOS 
• TORAH- 613 leis .
365 preceitos negativos 
248 preceitos positivos 
• Direito Hebraico – Deriva da Ética Hebraica – 10 mandamentos ( a legislação 
Mosaica )
• Plenitude da Ideia de Justiça Divina 
• Ramos do Direito- Direito Penal, Direito Civil e Direito Comercial 
• Direito Penal – Visava uma adequada apuração dos Fatos 
O DIREITO NA GRÉCIA 
ANTIGA 
O DIREITO NA GRÉCIA ANTIGA 
• Problemas para o estudo- Fontes Fragmentárias 
• Divisão da sociedade ateniense: Eupátridas; Georgóis e Thetas
• Princípio- Direito consuetudinário; ritualístico 
• Consciência de uma lei natural eterna, imutável – Ideia embrionária do Direito Natural 
• Organização Clássica – Cidades Estados ( Pólis) Constituição e ordenamentos jurídicos próprios.
PRINCIPAIS PERSONAGENS 
Sólon ( 638 – 558 a.C) Estadista, Legislador e poeta –1) Decretou a Seisachtéia – a abolição de 
escravidão por dívidas 2) Fez uma reforma timocrática/censitária – com ampla participação 
política 
Dracon ( século VII a.C) – Legislador de Atenas – Código Draconiano – Severidade das penas 
Clístenes ( 565- 492 aC) Político/Legislador – Pai da Democracia – Participação popular na 
Eclésia ( assembleia popular 
O DIREITO VISTO PELOS AUTORES CLÁSSICOS 
• SÓCRATES (470 - 399 a. C)
• - Não deixou registros, apenas discípulos;
• Sócrates pregava a obediência às leis é a condição necessária, mas não suficiente para realizar
a justiça (ideia do bem), dizia que “era a única possibilidade de fazer justiça, pois não se faz
justiça com as próprias mãos, pois ao desrespeitar já esta se cometendo uma injustiça”
• Conflito entre a justiça e a segurança jurídica, respeito às leis positivas.
• O Julgamento de Sócrates
• Com a utilização de seu método, criou muitas inimizades. Acabou por ser, pela acusação de
não reconhecer os deuses do Estado, introduzir novas divindades e corromper a juventude.
• Após um julgamento conturbado acabará por ficar com duas opções, ou a pena de morte, ou
ser alimentado no Pritaneu, enquanto fosse vivo, como herói ou benemérito da cidade.
• Vendo-se entre a morte e as impossíveis recompensas, para não abrir mão de sua própria
consciência, Sócrates optara pela morte.
PLATÃO (429 - 347 A. C)
Grande discípulos de Sócrates- Foi quem escreveu tudo o que conhecemos sobre a filosofia de
Sócrates.
• A República
• - Principal livro de Platão;
• - Trata de um projeto de como deveria ser uma sociedade justa e perfeita.
• - O nome República é uma adaptação feita pelos Romanos do que anteriormente era Dipoliteia
perité tes dikes, que significava estudo da polis sob a justiça.
• Defendia que uma sociedade justa era uma sociedade estratificada em três classes:
• 1. Filósofos – razão – direção;
• 2. Guerreiros – força, coragem, defesa, ordem;
• 3. Trabalhadores – sensibilidade, nutrição, economia.
• Os filósofos seriam os responsáveis pela direção, pelo governo, pela elaboração das leis,
representariam simbolicamente a razão, a cabeça.
• Desse modo, os filósofos não se deixariam enganar pelas aparências, pois teriam a via
inteligível do conhecimento mais desenvolvida, por isso conseguem, mesmo desconfiando das
aparências, enxergar a ideia do bem, do eidos, o que faria com que estivessem mais aptos a
elaborar boas leis.
• Os guerreiros representariam a força, coragem deste Estado e cuidariam da defesa e da ordem
que mantém a organização interna, como o corpo.
• Os trabalhadores seriam responsáveis pela produção de matérias, bens, alimentos, riquezas,
comércio, construções, funcionando como a base.
CONCEPÇÃO ORGÂNICA DE JUSTIÇA
• Não tinha igualdade, nem liberdade – Arete.
• Sendo assim, para Platão a Justiça seria o equilíbrio dessa sociedade, o equilíbrio entre as
partes. Os indivíduos para ele seriam como células de um corpo e quando uma não realiza sua
função prejudica o corpo, com isso seria necessário elimina-la (eugenia – busca o
melhoramento da raça).
• A justiça não começa com os indivíduos, é uma concepção orgânica de justiça, porém acaba
chegando neles.
ARISTÓTELES (384 – 322 A. C)
ÉTICA A NICÔMACO
• Importante obra de Aristóteles, onde o livro V é um dos mais importantes.
• O homem só existe dentro da Polis, ‘zoon politikon’ é a organização a partir das leis. Afirma que a Polis
é ontologicamente anterior à própria existência do homem, que só se desenvolve em meio político.
• Tudo tem uma essência que é determinada por um fim, de acordo com a teleologia.
• A finalidade do homem é a felicidade (eudaimonia), no entanto, para Aristóteles a felicidade não é o
estado de felicidade, o sentimento, e sim a ação, a atividade através da qual o homem realiza
plenamente as suas aptidões, a prática de virtudes (que para ele é a excelência, Arete).
• As virtudes aqui são sempre o meio termo, a moderação (sophorosýse), assim, tanto se exceder quanto
se abster em algo é um vicio, e a virtude é o equilíbrio, dessa forma pode-se dizer que a justiça, para
Aristóteles, é o equilíbrio.
• Além disso, as virtudes são divididas entre:
• 1. Dianoéticas – as que são mais teóricas, racionais como arte, ciência, sabedoria, intelectos
e prudência (phróneses).
• Prudência que para ele é a capacidade de moderação intelectual de distinguir o certo, errado, justo e
injusto, é a existência de que nos organizemos em sociedade.
• 2. Éticas – as que vem do étos (caráter que é conseguido através do hábito, por exemplo, 
escovar os dentes, que se desenvolve com a repetição):
• I. Temperança – moderação entre dor e prazer, experiência – arte da moderação;
• II. Fortaleza ou coragem – moderação entre coragem e covardia;
• III. Generosidade – moderação entre ser avarento e pródigo;
• IV. Justiça – moderação do justo.
JUSTIÇA POLÍTICA
• 1. Natural (physikon dikaion) – tendências universais variáveis à todos os seres humanos, porém sofrem
influencias culturais podendo sofrer modificações, portanto não são imutáveis como as leis da natureza.
• Compara o fogo com o braço direito, pois o fogo será o mesmo em qualquer lugar, porque depende da
combustão, das leis naturais, já o braço direito é mais desenvolvido na maior parte dos seres humanos, ou seja, é
uma tendência e não uma lei natural, podendo se modificar, por exemplo, um destro se esforçando pode se
tornar ambidestro.
• 2. Convencional (nomikon dikaion) – normas baseadas na pura convenção para dar bases à ordem, por exemplo,
dirigir no Brasil e na Inglaterra. Modos de aplicação de justiça:
• 1. Distributiva: “a cada um segundo seu mérito”. O critério para determinar o mérito varia. Numa aristocracia é a
excelência, numa politéia é a liberdade, numa oligarquia é a riqueza ou berço, dessa forma, pode-se concluir que
é distribuída do Estado para os indivíduos, considerando o mérito de cada um. (Proporção geométrica, por
exemplo, a pratica de um crime x fará com que o sujeito receba a pena de 2x para desestimulá-lo de cometer
crimes, o mesmo acontece com as boas ações dos indivíduos, então se fez uma boa ação é premiado).
• 2. Corretiva (comutativas): “que cada um dê ou receba o que a parte contrária deve dar ou receber”. Relação de
coordenação, equilíbrio dos indivíduos:
• I. Voluntária – a relação ocorre sem problemas e por livre vontade.
• II. Involuntária – é quando há um desequilíbrio, um abuso, o Estado equilibra pela força que tem. (Proporção
aritmética).
FORMAS DE GOVERNO 
• Formas boas: Monarquia, Aristocracia e “Politéia” (constituição). Formas corrompidas: Tirania, 
Oligarquia e Democracia.
• Monarquia é bom desde que o monarca governe visando o interesse público, o problema é 
que ele pode se corromper e o governo virar uma Tirania, governandoe visando os próprios 
interesses.
• Aristocracia é o governo da excelência, dos melhores público, quando visão o interesse público 
vira uma Oligarquia.
• Politéia é a forma de governo popular, ou seja, os próprios cidadãos que governariam, quando 
isso se corrompe vira uma Democracia, não visando o interesse público, pois as pessoas 
podem ser manipuladas e vir a acontecer algo que não é certo, como, por exemplo, a morte de 
Sócrates.
•
• Aristóteles é o primeiro a esboçar a separação dos “poderes” – no sentido de funções
(Política, livro VI, capítulo XI):
• - Assembleia Popular – elaboração das leis (legislativo hoje);
• - Magistratura administrativa – escolhem-se os competentes, aptos para administrar
(executivo hoje);
• - Magistratura jurídica – conselho dos anciãos, mais experientes, visando dirimir conflitos
(judiciário hoje). (Magistratura como sendo cargo político)
• Dimensões da ação humana
• 1. Theoria – atividade contemplativa, que não modifica o mundo a princípio;
• 2. Poiésis – técnica, atividade, prática, tem efeito no mundo (organização, produção);
• 3. Praxis – mistura theoria e poiésis, uma coisa esta junto com a outra, as duas acontecem
juntas, a ação e o pensamento, é a essência do zoon politikon.

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