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Resumão do Sistema Endócrino

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Resumão do Sistema Endócrino
	Coordenação das funções corporais por mensageiros químicos
· Tipos de mensageiros químicos incluem neurotransmissores (liberação na junção sináptica, no terminal de axônios, com ação local), hormônios endócrinos (liberadas no sangue circulante e atuantes em outros locais do corpo), hormônios neuroendócrinos (secretados por neurônios no sangue circulante, atuando em outros locais do corpo), hormônios parácrinos (agem sobre células-alvo vizinhas de tipo diferente da célula secretora), autócrinos (afetam as mesmas células que produziu) e citocinas (secretados no líquido extracelular, podem atuar como hormônios autócrinos, parácrinos ou endócrinos).Figura 1: Observe as glândulas que fazem parte do sistema endócrino.
· Sistemas de mensageiros químicos interagem entre si, para manter a homeostasia. Um hormônio é liberado devido a um sinal neural, e os hormônios podem controlar a síntese de outros hormônios. Alguns agem sobre vários tipos de células (por exemplo, a tiroxina, que atua aumentando o metabolismo geral de muitas células), enquanto outros hormônios atuam sobre tecidos-alvo (como o hormônio adrenocorticotrópico, que atua especificamente no córtex adrenal).
Estrutura química e síntese de hormônios
1. Hormônios polipeptídicos
· Secretados por hipófise anterior (adenohipófise) e posterior (neurohipófise), pâncreas, paratireoide, etc.
· Variam entre 3 e 200 aminoácidos, podendo ser peptídios (menos de 100aa) ou proteínas (mais de 100aa).
· Hidrossolúveis, entram facilmente na circulação.
· Sintetizados no RE rugoso das células endócrinas na forma de pré-pró-hormônio (cadeia biologicamente inativa), sendo posteriormente clivados em pró-hormônios, que são transferidos para o complexo de Golgi. No complexo de Golgi, há a clivagem dos pró-hormônios em hormônios biologicamente ativos e seu empacotamento em vesículas secretoras, onde ficam até o momento em que haja necessidade de secreção. A secreção ocorre quando vesículas secretoras se fundem com a membrana e o conteúdo é expelido para o líquido intersticial ou corrente sanguínea, por exocitose.
o Estímulo para exocitose → influxo de cálcio provocado pela despolarização da membrana, ou estimulação de um receptor endócrino que causa aumento de AMPc, ativando proteinoquinases que iniciam secreção do hormônio.
2. Esteroides
· Secretados por córtex adrenal, ovários, testículos e placenta.
· Estrutura química semelhante à do colesterol, possuindo três anéis ciclo-hexila e um anel ciclopentila.
· São lipossolúveis, não ficando armazenados na célula (pois assim que sintetizados, simplesmente se difundem pela membrana). Entretanto, há grandes depósitos de ésteres de colesterol em vacúolos do citoplasma, que podem ser rapidamente mobilizados para síntese de esteroides.
3. Derivados do aminoácido tirosina (hormônios aminados)
· Secretados pela tireoide e medula adrenal.
· Formado pela ação de enzimas em compartimentos citoplasmáticos das células glandulares.
· Tireoide – hormônio é sintetizado e incorporado a moléculas de tireoglobulina, que ficam armazenadas em grandes folículos na tireoide. Para secreção hormonal, as aminas são clivadas da tireoglobulina, e o hormônio livre é liberado na corrente sanguínea. No sangue, os hormônios da tireoide se combinam com proteínas plasmáticas, em especial a globulina de ligação à tiroxina, que libera lentamente os hormônios para os tecidos- alvo.
· Catecolaminas (epinefrina e norepinefrina) – formadas na medula adrenal, ficam em vesículas pré-formadas, armazenadas até o momento da secreção (exocitose das vesículas).
	Secreção hormonal, transporte e depuração de hormônios do sangue
· Cada hormônio apresenta características diferentes de início e duração da ação – liberação pode ser imediata ou após horas (geralmente quando envolve expressão de um gene), e a duração pode ser de segundos a horas.
· A concentração de hormônios necessária para controle da maioria das funções metabólicas e endócrinas é incrivelmente pequena. A concentração pode variar entre 1 picograma (1x10-12g) até, no máximo, alguns microgramas. Mesmo essas quantidades pequenas podem exercer efeito potente.
· Controle por feedback da secreção hormonal
· Feedback negativo → impede hiperatividade dos sistemas hormonais. Isso ocorre pois o estímulo gera a liberação do hormônio, e os produtos decorrentes da ação do hormônio suprimem sua liberação adicional, ou seja, mandam um “sinal negativo”. Geralmente, é medida não a secreção do hormônio, mas sim o grau de atividade desse hormônio no tecido-alvo: quando há determinado nível de atividade desse hormônio no tecido, manda-se o feedback negativo que lentifica sua secreção.
· Feedback positivo → pode levar a surtos de secreção hormonal, pois ocorre quando a ação biológica do hormônio causa sua secreção adicional – resultado faz com que aumente ainda mais a secreção. Exemplo é o hormônio luteinizante (LH), que atua sobre ovários estimulando secreção de estrogênio, e a presença de estrogênio causa ainda mais secreção de LH, até atingir determinada concentração de LH que provoca desencadeamento de um feedback negativo que reduz sua secreção.
· Além dos controles por feedback, existem variações cíclicas na liberação do hormônio, influenciada por alterações sazonais, etapas do desenvolvimento (adolescência, envelhecimento), ciclo circadiano e sono. Isso ocorre principalmente por alterações da atividade das vias neurais, envolvidas no controle da liberação dos hormônios.
· Transporte de hormônios no sangue → hormônios hidrossolúveis (peptídeos e catecolaminas) ficam dissolvidos no plasma, difundem-se dos capilares para o líquido intersticial do tecido-alvo, e então para células-alvo. Hormônios lipossolúveis (esteroides e tireoidianos) circulam no sangue ligados a proteínas plasmáticas, sendo que nessa forma não conseguem se difundir facilmente pelos capilares, ficando biologicamente inativos e em um estágio de “reservatório”. São liberados lentamente, reabastecendo a concentração de hormônios livres quando estes se ligam a receptores ou são eliminados da circulação.
· “Depuração” de hormônios do sangue → a concentração do hormônio no sangue é influenciada pela intensidade de secreção e de remoção (depuração) do sangue. A depuração metabólica é expressa em número de mililitros de plasma depurado do hormônio por minuto, dependendo de: velocidade de desaparecimento do hormônio no plasma e concentração plasmática do hormônio. (Deputação metabólica = velocidade do desaparecimento / concentração do hormônio). Depuração de hormônios hidrossolúveis é alta (angiotensina II, por exemplo, dura mais ou menos 1 minuto), ao passo que hormônios ligados a proteínas plasmáticas são removidos do sangue com menor velocidade, podendo permanecer minutos ou até vários dias (hormônios da tireoide duram de 1 a 6 dias).
· Formas de depuração do hormônio do plasma: destruição metabólica pelos tecidos (endocitose do complexo hormônio-receptor pela própria célula-alvo, que “digere” o hormônio); ligação com tecidos; excreção na bile pelo fígado; excreção na urina pelos rins.
· Problemas na depuração metabólica geram altos níveis hormonais no sangue – ex: doença hepática.
	Mecanismos de ação dos hormônios
· Ligação a receptores hormonais → receptores podem estar localizados na membrana celular (hormônios proteicos, peptídicos e catecolamínicos), citoplasma (receptores primários para esteroides) ou núcleo (receptores para hormônios da tireoide, podendo também ficar associados a algum cromossomo). Cada célula tem entre 2.000 a 100.000 receptores, sendo que há receptores específicos para um só hormônio. Ligação desencadeia cascata de reações na célula, que amplificam de modo que pequenas concentrações de hormônio geram grandes efeitos.
· O número e a sensibilidade dos receptores hormonais são regulados – não há uma quantidade constante, pois as proteínas do receptor podem ser inativadas/destruídas, ou então fabricadas novas proteínas.
· Regulação para baixo (down-regulation): quando aumento da concentração de hormônio
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