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Dengue
SOLÂNGELA SILVA DE OLIVEIRA SOUSA – TÉCNICA EM ENFERMAGEM - QUIXERAMOBIM
A dengue é uma doença causada por quatro diferentes sorotipos (DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4) de um vírus do gênero Flavivírus e é transmitida, principalmente, pela picada do mosquito do gênero Aedes.
Dentre os sintomas da dengue clássica, podemos citar febre alta de surgimento repentino (39º a 40°), dores de cabeça, atrás dos olhos e no corpo, manchas e coceira na pele, náuseas, vômitos e tontura. Na dengue hemorrágica, por sua vez, há dores abdominais intensas e contínuas, vômitos que não cessam, sangramentos na boca, nariz e gengiva, sede, dificuldade respiratória, sonolência e agitação. Esses sintomas tornam-se mais graves rapidamente, provocando até mesmo choque e a morte do paciente.
O diagnóstico normalmente é feito pela análise dos sintomas do paciente, principalmente em casos de surto da doença. Alguns exames, no entanto, podem auxiliar no diagnóstico da dengue, como é o caso da prova do laço e do hemograma. A prova do laço consiste na contagem, em uma área determinada, de pontos vermelhos na pele. O hemograma, por sua vez, apesar de não ser um teste específico, pode levar à constatação de trombocitopenia (contagem baixa de plaquetas), um indicativo de dengue. 
A confirmação da dengue é realizada através de alguns testes laboratoriais, tais como método de isolamento e testes sorológicos. Todos os exames citados devem ser feitos após alguns dias do início dos sintomas e sua finalidade principal é descobrir qual vírus está provocando a enfermidade.
Feito o diagnóstico, o tratamento, que não é específico, deverá ser iniciado. Ele é realizado apenas para controlar os sintomas e impedir que formas mais graves instalem-se. É recomendado o uso de antitérmicos para controlar a febre e analgésicos para controlar a dor. É fundamental que não sejam usados salicilatos e anti-inflamatórios não hormonais, uma vez que podem desencadear hemorragias e acidose. Além da medicação, duas recomendações são primordiais: repouso e hidratação.

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