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Apostila Direito do Consumidor - AV1 - COMPLETO

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Direitos básicos do 
Consumidor 
 
Princípios no CDC: 
1. Princípio da Vulnerabilidade: disposto no 
artigo 4º, inciso I, do CD diz 
“reconhecimento da vulnerabilidade do 
consumidor no mercado de consumo”. Assim 
entende-se que o consumidor é a parte 
mais frágil na relação de consumo. 
Para pessoa física há presunção 
absoluta da vulnerabilidade, já para 
pessoa jurídica é preciso analisar o 
caso concreto. 
Importante ressaltar que a Vulnerabilidade se difere 
de Hipossuficiência, conceituando: a vulnerabilidade é 
fenômeno de direito material (com presunção 
absoluta) e a hipossuficiência é fenômeno de direito 
processual (com presunção relativa). Não confundir! 
Das espécies de vulnerabilidade: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• A vulnerabilidade técnica consiste na 
fragilidade do consumidor no que se 
trata à ausência de conhecimentos 
técnicos sobre o produto ou serviço 
adquirido/contratado no mercado de 
consumo. 
 
 
 
 
 
• Já a vulnerabilidade jurídica ou científica 
envolve a debilidade do consumidor em 
relação à falta do conhecimento sobre 
a matéria jurídica ou a respeito de 
outros ramos científicos como da 
economia ou da contabilidade. 
 
 
 
 
 
 
• Em relação a vulnerabilidade fática ou 
socioeconômica é onde nos deparamos 
com a fragilidade do consumidor no 
aspecto econômico. É abrangente, 
aberta e alcança situações também no 
caso concreto. 
 
 
 
 
 
• A vulnerabilidade informacional refere-
se à importância das informações a 
respeito dos bens de consumo e sobre 
sua influência cada vez maior no poder 
de persuadir o consumidor no momento 
de escolher o que comprar ou 
contratar no mercado consumidor. 
 
 
 
 
2. Princípio da Informação e 
Transparência: disposto no artigo 6º, 
inciso III, do CD diz “a informação adequada 
Vulnerabilidade 
Jurídica/científica 
Informacional 
Fática/econômica 
Técnica 
Vulnerabilidade técnica: consumidor é 
frágil nos conhecimentos técnicos do 
produto/serviço. 
Vulnerabilidade jurídica ou científica: 
consumidor é frágil nos conhecimentos 
jurídicos e dos demais ramos científicos. 
Vulnerabilidade informacional: consumidor 
é frágil em relação às informações 
veiculadas do produto/serviço. 
Vulnerabilidade fática ou socioeconômica: 
consumidor é frágil no aspecto 
econômico e demais situações fáticas. 
 
 
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e clara sobre os diferentes produtos e 
serviços, com especificação correta de 
quantidade, características, composição, 
qualidade, tributos incidentes e preço, bem 
como sobre os riscos que apresentem”. 
Ex.: .só falar o preço por direct seria uma 
violação desse princípio. 
 
3. Princípio da boa-fé: é um dos princípios 
basilares do direito do consumidor. Se 
subdivide em dois tipos: 
 
• A boa-fé objetiva: que tem seu foco 
nas regras de conduta, ou seja, analisa 
a relação no plano dos fatos, de forma 
objetiva, para então concluir se os 
sujeitos da relação atuaram ou não com 
boa-fé. Ela deve estar presente em 
todos os momentos da relação de 
consumo com o dever de cuidar e 
respeitar as transações. 
**Na boa-fé objetiva é como se existisse um modelo de conduta 
moral, quando foge disso há a quebra, assim, ferindo a boa-fé. 
• Já a boa-fé subjetiva: tem seus 
holofotes voltados para questões 
internas, psicológicas do sujeito de 
direito. Busca saber se o titular de um 
direito tinha ciência ou não da existência 
do vício que estada por trás da prática 
de determinado ato jurídico. 
 
Direitos no CDC: 
 
Art. 6º São direitos básicos do consumidor: 
 
I. a proteção da vida, saúde e segurança contra os 
riscos provocados por práticas no fornecimento de 
produtos e serviços considerados perigosos ou 
nocivos; 
 
II. a educação e divulgação sobre o consumo adequado 
dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade 
de escolha e a igualdade nas contratações; 
 
III. a informação adequada e clara sobre os 
diferentes produtos e serviços, com especificação 
correta de quantidade, características, 
composição, qualidade, tributos incidentes e preço, 
bem como sobre os riscos que apresentem; 
 
IV. a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, 
métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem 
como contra práticas e cláusulas abusivas ou 
impostas no fornecimento de produtos e serviços; 
 
V. a modificação das cláusulas contratuais que 
estabeleçam prestações desproporcionais ou sua 
revisão em razão de fatos supervenientes que as 
tornem excessivamente onerosas; 
 
VI. a efetiva prevenção e reparação de danos 
patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; 
 
VII. o acesso aos órgãos judiciários e administrativos 
com vistas à prevenção ou reparação de danos 
patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou 
difusos, assegurada a proteção Jurídica, 
administrativa e técnica aos necessitados; 
 
VIII. a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive 
com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no 
processo civil, quando, a critério do juiz, for 
verossímil a alegação ou quando for ele 
hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de 
experiências; 
 
IX. (Vetado); 
 
X. a adequada e eficaz prestação dos serviços 
públicos em geral. 
 
Parágrafo único. A informação de que trata o inciso III do 
caput deste artigo deve ser acessível à pessoa com 
deficiência, observado o disposto em regulamento. 
 
1. Direito à libertade de escolha e 
igualdade nas contratações: disposto no 
artigo 6º, inciso II, do CDC, diz “a educação e 
divulgação sobre o consumo adequado dos 
produtos e serviços, asseguradas a liberdade 
de escolha e a igualdade nas contratações”. 
Ex.: numa cidade só ter internet oi velox seria a 
quebra desse princípio em partes, a liberdade seria 
contratar ou não o servido, mas não teria a liberdade 
de escolha entre outros serviços. 
Ex2.: se o vendedor se recusar a fornecer ou favorecer um 
consumidor em detrimento ao outro, também seria uma 
quebra desse princípio. 
 
 
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2. Direito ao acesso à justiça: disposto no 
artigo 6º, inciso VII, do CDC, diz “o acesso aos 
órgãos judiciários e administrativos com 
vistas à prevenção ou reparação de danos 
patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou 
difusos, assegurada a proteção Jurídica, 
administrativa e técnica aos necessitados”. 
 
É direito básico do consumidor cumprindo papel de 
uma atuação mais efetiva do Poder Público na 
defesa da parte mais fraca da relação de consumo, 
com o propósito específico de reequilibrar uma 
relação jurídica desigual. 
No tocante ao acesso do vulnerável às vias judiciais, 
destaca-se o exposto no art. 5º do CDC, onde é 
elencado os instrumentos para a execução da 
Política Nacional das Relações de Consumo, dentre os 
quais cita-se: 
 Manutenção de assistência jurídica gratuita; 
 
 Instituição de Promotorias de Justiça de 
Defesa do Consumidor; 
 
 Criação de delegacias de polícia 
especializadas nas infrações penais de 
consumo; 
 
 Criação de Juizados Especiais e Varas 
Especializadas para a solução de litígios de 
consumo. 
 
• 
 
• Furto de veículo em estacionamento:
 
Súmula 130/STJ: “A empresa responde, perante o cliente, 
pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em seu 
estacionamento”. 
 
• Instituições financeiras: 
 
Súmula nº 297/STJ: “O Código de Defesa do Consumidor é 
aplicável às instituições financeiras” 
 
• Transporte aéreo internacional: 
 
STF – Tema 210 (Repercussão geral): “Nos termos do artigo 
178, da CF/88, as normas e os tratados internacionais 
limitadores da responsabilidade das transportadoras aéreas 
de passageiros, especialmente as Convenções de Varsóvia e 
Montreal, têm prevalência em relação ao Código de Defesa 
do Consumidor”. 
 
3. Proteção contra práticas abusivas: 
disposto no artigo 6º, inciso IV, do CDC “a 
proteção contra a publicidade enganosa e 
abusiva, métodos comerciais coercitivos ou 
desleais, bem como contra práticas e 
cláusulas abusivas ou impostas no 
fornecimento de produtos e serviços”. 
 
As práticas abusivas previstas pelo CDC se 
subdividem em três, essas

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