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Apostila Direito do Consumidor - AV1 - COMPLETO

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Publicidade enganosa: acontece, por exemplo, 
quando alguém quer vender “gato por lebre”. Onde 
o fornecedor mente sobre o produto para fazer 
com que o comprador efetue a compra. 
Publicidade abusiva: é quando existe uma produção 
publicitaria pejorativa, por exemplo, comercial que 
perpetua uma situação racista ou propagandas 
coercitivas para menores, os influenciando 
diretamente a compra. 
Métodos coercitivos e desleais: a situação se 
exemplifica como quando um comprador vai a uma 
farmácia e essa afirma que é possível realizar o 
pagamento com desconto se ele cadastrar o seu 
CPF. Onde o medicamento que, com desconto, custa 
R$60, em outro estabelecimento custa o mesmo valor de 
qualquer forma. A farmácia aumentou o preço para 
forçar que o comprador ofereça suas informações. 
Cláusulas abusivas (teoria da base objetiva): Art. 
6º, inc. V “a modificação das cláusulas contratuais 
que estabeleçam prestações desproporcionais ou 
sua revisão em razão de fatos supervenientes 
que as tornem excessivamente onerosas”. 
Ex.: Carlos financiou um carro em dez/19 e devido a 
pandemia que se iniciou em 2020 ficou impossibilitado de 
continuar cumprindo com a obrigação do pagamento das 
parcelas do financiamento, pois seu restaurante fechou 
durante o lockdown, assim Carlos se tornou oneroso ao 
banco fiador. Logo pediu para que fossem aumentadas o 
número de parcelas e reduzido o seu valor. 
 
 
 
9 
Atenção: é importante NÃO confundir a teoria da 
base objetiva (CDC) com a teoria da imprevisão (CC). 
 
Teoria da 
Imprevisão (CC) 
 
Teoria da Base Objetiva 
do Negócio Jurídico 
(CDC) 
 
Art. 478. Art. 6º, inc. V. 
Fato superveniente im-
previsível e extraordinário. 
 
Apenas fato super-
veniente. 
 
Extrema vantagem para o 
credor. 
 
Não exige. 
 
Implica resolução (revisão 
somente com a anuência 
do credor). 
 
Implica revisão (resolução 
somente quando não 
houver possibilidade de 
revisão). 
 
 
 
 
4. Prevenção e reparação de danos: 
disposto no artigo 6º, inciso VI, do CDC “a 
efetiva prevenção e reparação de danos 
patrimoniais e morais, individuais, coletivos e 
difusos”. 
 
O Estado tem obrigação de prevenir danos ao 
consumidor, essa afirmação tem previsão legal, por 
exemplo, no artigo 8 do Código do Consumidor. 
 
Art. 8° Os produtos e serviços colocados no 
mercado de consumo não acarretarão riscos à 
saúde ou segurança dos consumidores, exceto os 
considerados normais e previsíveis em decorrência 
de sua natureza e fruição, obrigando-se os 
fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as 
informações necessárias e adequadas a seu 
respeito. 
 
• Por exemplo, um creme de depilação, que 
não é danoso, mas algum consumidor pode 
ser alergia a algum elemento da composição, 
por isso deve estar claro na embalagem 
certas informações. 
 
Art. 9° O fornecedor de produtos e serviços 
potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou 
segurança deverá informar, de maneira ostensiva e 
adequada, a respeito da sua nocividade ou 
periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras 
medidas cabíveis em cada caso concreto. 
 
• Ex.: produto estético com ácido. 
 
 
Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no 
mercado de consumo produto ou serviço que sabe 
ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade 
ou periculosidade à saúde ou segurança. 
 
• De NENHUMA maneira poderá o fornecedor 
colocar a comércio produto que apresente 
um grau muito alto de nocividade. 
 
5. Prevenção e reparação de danos: 
disposto no artigo 6º, inciso X, do CDC “a 
adequada e eficaz prestação dos serviços 
públicos em geral”. PU. “A informação de que 
trata o inciso III do caput deste artigo deve 
ser acessível à pessoa com deficiência, 
observado o disposto em regulamento”. 
Aplica-se a serviços públicos??? É preciso analisar o 
caso concreto, se a remuneração do serviço público 
for feita mediante tarifa é possível aplicar o artigo 
do CDC exposto acima, já se a remuneração for por 
meio de tributo não é aplicável. 
 
Sobre Recall: 
 
CDC. Art. 10. (...) 
§1° O fornecedor de produtos e serviços que 
posteriormente à sua introdução no mercado de 
consumo, tiver conhecimento da periculosidade que 
apresentem, deverá comunicar o fato 
imediatamente às autoridades competentes e aos 
consumidores, mediante anúncios publicitários. 
O recall é o procedimento onde o consumidor é 
chamado de volta ao fornecedor para algum reparo 
no produto. Ex.: defeito nos bancos de carro que ao 
ser baixado ricocheteia e acaba por decepar parte 
do dedo de quem realizava a ação, depois do defeito 
ser constatado (e algumas ações ajuizadas) os 
 
 
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consumidores são chamados de volta a 
concessionária para o reparo. 
 
Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade 
competente e aos consumidores a nocividade ou 
periculosidade de produtos cujo conhecimento seja 
posterior à sua colocação no mercado: 
 
Pena – Detenção de seis meses a dois anos e multa. 
 
• E se houver recusa do consumidor ao 
recall? 
Nesse caso se vier a acontecer um acidente por 
conta do defeito, apesar do consumidor ter 
assumido o risco recusando-se ao recall, ele 
pode ingressar com ação contra o fornecedor, 
pois este não fica isento de culpa (princípio da 
boa-fé OBJETIVA). O consumidor também é 
culpado, pois não fez o reparo, assume junto 
com o fornecedor. 
 
Da responsabilidade 
civil 
 
O Código do Consumidor nos apresenta em seus 
artigos 12 ao 25 as possibilidades da autuação de 
responsabilidade civil ao serviço e ao produto, essas 
podendo ser por vício ou por fato. Vejamos a seguir 
alguns conceitos importantes e logo a pois 
destrincharemos cada uma das responsabilidades 
previstas pelo CDC. 
 
 
Vício x Defeito 
 
No vício, independentemente de ser um produto ou 
serviço, o problema fica limitado ao bem de consumo, 
sem outras repercussões. Ou seja, o vício é, por 
exemplo, o mau funcionamento intrínseco ao 
produto (ou serviço), como o pisca alerta sem 
funcionar ou uma máquina de cortar cabelo também 
sem funcionar. 
 
• Prejuízo intrínseco. 
Já no defeito (ou fato, como também é chamado) há 
outras decorrências, como é o caso de outros danos 
materiais, de danos morais e de danos estéticos. Em 
suma o defeito é um vício acrescido de uma situação 
que possa gerar risco ao consumidor, por exemplo, 
a máquina de cortar cabelo que não funcionava 
passa a vazar corrente ou o carro que além de sem 
funcionar o pisca alerta, fica sem freio. 
 
• Prejuízo extrínsecos; 
• Defeito também pode ser chamado de fato; 
• No defeito a responsabilidade direta é do 
fabricante. 
 
Classificações do Defeito: 
 
a) Defeito de concepção: é o defeito na 
criação, ou seja, no projeto, na fórmula do 
produto. Sendo assim um defeito inevitável 
e universal; 
 
b) Defeito de Fabricação: é aquele que se 
verifica no processo de fabricação do bem. 
É um defeito inevitável e pontual, pois só 
afeta alguns produtos; 
 
c) Defeito de Comercialização (ou defeito de 
informação): se manifestam na 
apresentação do produto, ou seja, na falta 
de informação. Ex.: não colocar na 
embalagem que o produto tem glúten. 
 
• 
 
Súmula 387 STJ: “É lícita a cumulação das 
indenizações de dano estético e dano moral”. 
 
Súmula 402 STJ: “O contrato de seguro por danos 
pessoais compreende os danos morais, salvo cláusula 
expressa de exclusão”. 
 
Solidariedade x Subsidiariedade 
 
Na solidariedade é possível acionar apenas uma dar 
partes da obrigação ou, se desejar, pode acionar 
todas. Numa relação obrigacional existe o polo 
passivo A, B e C (fornecedores) e o consumidor, ele 
 
 
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(consumidor) poderá acionar apenas o A ou B ou B, 
bem como poderá acionar A, B e C de uma só vez. 
Ex.: da compra de um celular decorre um defeito o 
consumidor poderá acionar a loja (A), a assistência 
(B) ou a marca (C). 
 
Já na subsidiariedade só é possível acionar os 
ajuizados pela ordem, no caso se o consumidor quer 
acionar diretamente B ele não pode, pois na

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