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Manejo Reprodutivo Fêmeas

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Manejo reprodutivo de fêmeas
Leitoa: fêmea que vai ser reprodutora, 
mas que não chegou no cio ainda, pode 
ser sinônimo de marrã. 
Matriz: já pariu. 
Marrãs pré-púberes, marrãs púberes em 
preparação para a cobertura, fêmeas 
gestantes e lactantes e fêmeas 
desmamadas. 
Tem como objetivo obter reprodutores 
geneticamente superiores, repor 
produtores com idade avançada e com 
baixo desempenho reprodutivo. 
 Aquisição sistemática de fêmeas de 
reposição 
 Reposição com animais da própria 
granja (não pode vender a matriz 
para outras pessoas): possui 
vantagens sanitárias, o 
melhoramento é só por 
inseminação artificial e é preciso 
manter as avós 
 Aquisição de outros planteis: 
ausência da mantença de um 
plantel de reposição, 
consanguinidade no plantel, bom 
melhoramento genético, porém 
possui desvantagem do custo e da 
sanidade (uma opção é colocar em 
quarentena) 
30 – 40% é a taxa de reposição anual 
normal (1/3 será de primíparas), as causas 
podem ser por morte natural, danos de 
aprumos, problemas reprodutivos, falta de 
aptidão materna e idade. 
Cio no prazo esperado, que seja coberta 
com ótima condição física, alto número 
de leitões do 1° parto, boa capacidade de 
amamentação, desmamada com boa 
condição física e tenha no mínimo 6 
partos na granja. 
 É quando acontece o 1° cio (160 -
180 dias) 
 O estímulo é feito com o contato 
com o macho com mais de 10 
meses de idade para estimular a 
puberdade da leitoa, a leitoa deve 
ter contato 2 vezes ao dia por 15 
minutos por dia. 
 
 A inseminação não é feita no 1° cio, 
pois ela precisa ganhar peso e 
desenvolver o útero 
 Idade: 220 a 240 dias 
 Peso: 130 a 160 kg (dependendo da 
genética). 
 A partir d 2° cio, preferencialmente 
no 3° cio 
 Associar a maturidade hormonal da 
fêmea com reservas corporais de 
tecido magro e gordura, alto 
número de ovulações, 
espaçamento uterino adequado 
 O peso corporal é um fator 
importante do desempenho da 
primípara, se tem o peso ideal ela 
tem uma boa lactação, retorna ao 
cio com mais facilidade e tem bom 
desempenho no 2° parto 
 O intervalo de desmame e o cio é 
de até 7 dias, pode ocorrer uma 
demora maior no aparecimento do 
cio devido a problemas de manejo, 
fisiológicos e nutricionais. 
Tem duração de 21 dias (18 a 24 dias), a 
fêmea suína é poliéstrica não estacional, 
apresenta ovulação espontânea 
 Pró-estro: ocorre em média de 2 a 
4 dias antes do início efetivo do cio, 
ocorre edema e hiperemia da 
vulva, secreção vulvar de muco 
aquoso, nervosismo e redução do 
apetite, salta sobre outras porcas, 
procura proximidade do macho, 
mas não permite a cobertura. 
 Estro: varia entre 24 e 96 horas (a 
média é de 43 a 60 horas), as 
marrãs apresentam o estro mais 
curto, a fêmea aceita a monta do 
macho, imobilidade e postura típica 
(RTM- Reflexo de tolerância ao 
macho), é preciso de 1 macho para 
cada 25 fêmeas, permanece 
parada quando o criador pressiona 
o lombo e flanco, diminuição do 
edema e hiperemia, secreção mais 
espessa, urina frequentemente, 
orelhas eretas, emissão de 
grunhidos 
 
 Ovulação: acontece sempre no 
terço final do cio, em média 36 a 
48 horas após o seu início, o 
espermatozoide fica viável por 24 
horas por isso é bom detectar o 
RTM/ RTH e fazer a inseminação 
esperar pelo menos três 
inseminações a cada 12 horas 
(confirmando sempre a 
receptividade da fêmea) 
 Metaestro 
 Diestro 
 
 
 Intervalo entre desmama e estro 
(intervalo ideal 7 dias) 
 Estresse crônico 
 Estímulo do varrão 
 
 
Deve ser feito o diagnóstico de cio, deve 
ser diagnosticado duas vezes ao dia em 
um intervalo de 12 horas, com auxílio do 
cachaço, a fêmea pode apresentar RTM 
e não apresentar RTH, máxima 
estimulação das fêmeas em cio, contato 
naso-nasal em gaiolas. 
 Quanto maior o número de 
cobertura por estro maior será a 
oportunidade da fêmea ser coberta 
antes do período de ovulação 
 Para marrãs: a primeira 
inseminação no máximo após os 
primeiros sinais de cio (melhor 
fazer assim que identificar o RTM), 
segunda inseminação 24 horas 
após o início do cio, terceira 
inseminação 36 horas após o início 
do cio. 
 
 
O procedimento é feito obrigatoriamente 
com o macho posicionado próximo a 
fêmea. 
 Realizar a limpeza da vulva com 
papel toalha, não utilizar água ou 
outro líquido. 
 Desembrulhar a pipeta e lubrificar 
com um pouco de gel ou sêmen. 
 Durante a inseminação estimular a 
fêmea e fazer movimento 
semelhantes de um macho. 
 
 Após esvaziar completamente a 
bisnaga, deixar a pipeta na fêmea 
para impedir refluxo. 
 Realizar todas as anotações 
necessárias 
Consiste no emprego de um cateter 
com diâmetro aproximadamente de 3 
mm, que é introduzido pelo interior da 
pipeta tradicional, tem como vantagem a 
 
redução em até 10 vezes o volume da 
dose, redução do número de 
espermatozoides na dose e potencializa o 
uso de machos geneticamente 
superiores, porém tem necessidade de 
treinamento e supervisão periódica, 
aumenta os gastos no processo (cateter) 
e as marrãs possuem dificuldade de 
passagem do cateter. 
 Manter a fêmea calma e sem muita 
movimentação 
 A fêmea não deve ser estressada 
nas primeiras 4 semanas, 
normalmente elas ficam em baias 
individuais. 
 Verificar o retorno ao estro a partir 
do 18° dia pós inseminação 
 Manter as baias e gaiolas limpas, 
evitar o estresse ambiental 
 Alimentar corretamente