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Controle interno na gestão pública - um estudo de caso da controladoria geral municipal no estado de Alagoas

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O texto da LAI, Lei n°12.527 de 2011, informa que todos os órgãos da administração pública, direta ou indireta, e instituições privadas sem fins lucrativos que usufruem de orçamento público são subordinados a seu regime. Deste modo estão sujeitas a fornecer informações de seus atos praticados quando solicitados por algum cidadão ou instituição. Ela ainda fornece informações sobre a forma de acesso ao que foi solicitado, locais de disponibilização e eventual atualização das informações. Vale ressaltar que as informações antes de ser enviadas ou apresentadas para o solicitante deve antes passar por atualização. Também é apresentado formas de solicitação, prazos de envio do solicitado e ainda procedimentos para negativa da solicitação (BRASIL, 2011).
Além disso, a Lei de Acesso à Informação, Lei n°12.527 de 2011, trata de fornecer informações das ações do governo para a população por meio de solicitação feita pelo interessado ao órgão competente, geralmente é feita por meio eletrônico (e-mail, site, etc.) ou pessoalmente no órgão responsável informando o motivo da solicitação e um meio de recebimento do mesmo, sem necessidade de apresentar nome ou qualquer outro dado adicional e, previsto por lei, sem obrigação de ser mencionado esses dados (BRASIL, 2011).
A forma social de controle, de acordo com os autores, é um método técnico que a sociedade obteve para realizar sua busca pelos atos da administração pública, buscar respostas para o que julgou duvidoso e estar mais próximo do gestor, acompanhando seus 4 anos no poder.
2.2.2 CONTROLE EXTERNO
O controle externo, segundo Lima (2011), pode ser entendido como o conjunto das ações de controle realizadas por uma estrutura organizacional, contemplando nela procedimentos, atividades e recursos próprios, alheios a estrutura controlada, que visa a fiscalização, verificação e correção dos atos. 
Carvalheiro e Flores (2007) mencionam que o controle externo é exercido pelo poder legislativo com auxílio do tribunal de contas. Os autores ainda citam que “o controle externo tem como principal finalidade verificar a probidade da administração, a guarda, a administração e o emprego legal do erário e o cumprimento da lei orçamentária” (CARVALHEIRO; FLORES 2007, p.16).
Lima (2011) ainda descreve que:
O objeto do controle externo são os atos administrativos em todos os poderes constituídos nas três esferas de governo e atos de gestão de bens e valores públicos [...] o controle externo da Administração Pública, realizado pelas instituições a quem a Constituição atribuiu essa missão, é exigência e condição do regime democrático, devendo, cada vez mais, capacitar-se tecnicamente e converter-se em eficaz instrumento da cidadania, contribuindo para o aprimoramento da gestão pública. (LIMA, 2011, p. 9).
O controle externo é realizado por três entidades da administração pública, o parlamento, pelo controle parlamentar direto, pelos tribunais de contas, incluindo o TCU (Tribunal de Contas da União), TCE (Tribunal de Contas do Estado) de todos os estados e o TCM (Tribunal de Contas do Município) quando houver e por fim o controle jurisdicional (AMORIM; DINIZ ;LIMA, 2017).
Lima (2011) menciona que, previsto na Carta Magna brasileira, o legislativo, através dos parlamentares, exerce o controle externo da administração pública, auxiliado pelo tribunal de contas da união. Ainda acrescenta que os parlamentares têm a possibilidade de interrupção dos atos e contratos de execução, o recebimento de petições, queixas e representações dos administrados e convocação de qualquer autoridade ou pessoa para depor, entre outros.
Relatam Amorim, Diniz e Lima (2017) que o controle externo exercido pelo tribunal de contas da união é voltado para os atos da administração pública, pois possui poderes únicos e diferentes das outras instituições, tendo em vista que é dotado de autonomia, estruturas e competências equivalentes ao poder judiciário. Eles ainda mencionam que o tribunal de contas desenvolve uma fiscalização que ajuda o poder legislativo observando a contabilidade, a movimentação financeira, orçamentárias, patrimoniais e operacionais da administração pública.
Referindo aos autores, a forma externa de controle trabalha para manter intacto o patrimônio público, proteger o dinheiro público e promover responsabilidade por parte dos gestores na execução de seu trabalho.
2.2.3 CONTROLE INTERNO
Segundo Fernandes, Borges e Leite Junior (2017), órgãos de  controle interno são, segundo padrões constitucionais, entidades que devem estar inseridas nas organizações públicas, assim como uma Controladoria Geral de Município, com  independência e autonomia para desenvolver seu trabalho, cumprir com sua finalidade e exercer livremente suas funções que abrangem apontamento de falhas, apuração de irregularidades, indicação das melhores práticas de gestão e orientação da atuação de gestores.
Moreira, Dias e Souza (2017) descrevem que o controle interno pode ser exercido por diversas formas, quer seja por hierarquia, por órgãos especializados dentro do mesmo poder, e de outro por meio da administração direta sobre a indireta dentro do mesmo poder.
De acordo com José Filho (2008) controle interno pode ser: 
O conjunto de normas, rotinas e procedimentos, adotados pelas próprias Unidades Administrativas tais como Manual de rotinas, segregação de funções, determinação de atribuições e responsabilidades, rodízio de funcionários, limitação de acesso aos ativos, limitação ao acesso aos sistemas de computador e treinamento de pessoal, com vistas a impedir os erros, a fraude e a ineficiência. (JOSÉ FILHO, 2008, p.91).
Enfatizam Fernandes, Borges e Leite Junior (2017) que a Constituição Federal de 1988 impõe o controle interno como uma atribuição à administração pública levando em consideração o volume do erário advindo principalmente das arrecadação de impostos cobrados, e deve se prestar contas da gestão desses recursos aos contribuintes observando os princípios da economicidade, legalidade e eficiência, entre tantos outros.
 Moreira, Dias e Souza (2017) contribuem elucidando que o controle interno é realizado por meio de inúmeras estruturas organizacionais que foram instituídas no âmbito da entidade controladora (gestão), compreendendo assim, um conjunto de atividades, planos, métodos e procedimentos que são estruturados e integrados.
Carvalheiro e Flores (2007) dizem que, o controle interno no espaço municipal é exercido pelo legislativo e executivo, estar ligada ao gabinete do prefeito com o objetivo de que todos os outros secretários possam ser passíveis de fiscalização, pois o controle interno é mais do que fiscalização. Castro (2013), descreve que o controle interno é para ser uma ferramenta que funciona como um mecanismo e auxílio ao administrador público e como instrumento de defesa do cidadão. O autor ainda descreve que o controle fornece a garantia que os objetivos das organizações públicas sejam alcançados e que as ações sejam desenvolvidas de maneira econômica, eficiente e eficaz.
No espaço municipal a Controladoria Geral do Município é o órgão central de controle interno, ela é um órgão administrativo responsável pelo trabalho contábil, de informações monetárias, físicas e indicadores de desempenho ligado a qualidade da gestão municipal (CAVALHEIRO; FLORES, 2007). Os autores ainda mencionam que o controlador geral no município deve ter visão e amplo conhecimento de administração pública, e sua formação profissional de forma multidisciplinar em contabilidade, direito, administração e economia para o exercício da função de forma satisfatória. 
Em análise dos autores, o controle interno, na gestão municipal é uma ferramenta pioneira para o executivo desenvolver uma administração consciente, transparente e responsável, beneficiando a própria gestão e, objetivamente, aos cidadãos.
2.3 O MUNICÍPIO DE ARAPIRACA E A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
O município de Arapiraca possui, segundo Xavier e Dornelas (2012), localização estratégica no estado de Alagoas para ter assumido o posto de segundo maior município do

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