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HIPERTENSÃO ARTERIAL

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ANA CAROLINA DE MELO - XXXI 
 
HIPERTENSÃO 
 
♡ Pressão arterial: 
 É o produto do débito cardíaco pela resistência 
vascular periférica. É a pressão que o sangue exerce 
sobre a parede das artérias. A pressão arterial normal 
é de 120x80 mmHg. 
 
PA = DC x RVP 
 
As artérias são muito complacentes e as arteríolas 
apresentam uma alta resistência ao fluxo, este 
mecanismo converte o sangue gerado pelo coração 
em um fluxo constante pelos capilares. O sistema 
venoso, recolhe o sangue dos capilares e o devolve 
para o coração, com o intuito de manter o débito 
cardíaco e a pressão arterial. 
 
• Pressão sistólica: quantidade de sangue que é 
ejetado pelo coração a cada batimento, a frequência a 
força com que ele é ejetado e a elasticidade da aorta 
e grandes artérias. Ela aumenta com a idade, pois a 
parede das artérias se torna mais rígida. 
 
• Pressão diastólica: reflete o fechamento da valva 
aórtica, a energia que foi armazenada do sistema 
elástico das grandes artérias durante a sístole e a 
resistência ao fluxo através das arteríolas para os 
capilares. 
 
♡ Débito cardíaco: 
 O bombeamento de sangue pelo coração depende 
dos batimentos por minuto (frequência cardíaca) e do 
volume de sangue ejetado por batimento (volume 
sistólico). 
DC = FC x VS 
 
 O volume sistólico é de 70 a 80 mL por batimento e 
a frequência cardíaca em repouso em um adulto é de 
70 bpm. 
DC = 70 x 70 
DC = 5000 ml ou 5 L 
 
 
♡ Resistencia vascular periférica: 
 Está relacionada com a constrição dos vasos 
sanguíneos, que gera uma certa resistência, 
dificultando ou facilitando a passagem do sangue. 
 
 
REGULAÇÃO DA PRESSÃO SANGUÍNEA 
 
Existem alguns mecanismos que regulam a pressão 
arterial, eles podem ser de curta ou longa duração. 
 
Curta duração 
 
Atuam durante minutos ou horas, pretendem corrigir 
os desequilíbrios temporários da pressão sanguínea, 
como durante o exercício físico. Se baseia em 
mecanismos neurais e humorais. 
 
♡ Mecanismos neurais: 
Os centros de controle vasomotor e cardíaco (centro 
cardiovascular), estão localizados na formação 
reticular da medula oblonga e no terço inferior da 
ponte. 
O centro cardiovascular transmite impulsos 
parassimpáticos para o coração através do nervo vago 
e impulsos simpáticos para o coração e vasos 
sanguíneos por meio da medula espinhal e nervos 
periféricos simpáticos. 
A estimulação vagal do coração produz uma redução 
na frequência e na contratilidade cardíaca. A atividade 
simpática aumentada produz uma constrição das 
pequenas artérias e arteríolas levando a um aumento 
da resistência vascular periférica. 
arterial 
 
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ANA CAROLINA DE MELO - XXXI 
 
O controle da pressão sanguínea pelo SNA é mediado 
por reflexos circulatórios intrínsecos (barorreceptores 
e quimiorreceptores), extrínsecos e centros 
superiores. 
 
 
 
• Barorreceptores: sensíveis a pressão, localizados 
nas paredes do seio carótico e aórtico, localizados 
entre o coração e o encéfalo. Eles respondem a 
alterações na distensão da parede vascular enviando 
impulsos aos centros cardiovasculares no tronco 
encefálico para promover as mudanças necessárias na 
frequência cardíaca e no tono da musculatura lisa 
vascular. 
 
• Quimiorreceptores: células quimiossensíveis que 
monitoram a quantidade de oxigênio, dióxido de 
carbono e íons hidrogênio no sangue. Localizados nos 
corpos carotídeos, na bifurcação das duas artérias 
carótidas comuns e nos corpos aórticos da aorta. 
Os proprioceptores monitoram os movimentos das 
articulações e músculos e geram influxos para o centro 
cardiovascular, durante a atividade física. 
 
 
 
♡ Mecanismos humorais: 
O sistema renina-angiotensina aldosterona tem um 
papel muito importante da regulação da pressão 
sanguínea. 
 
• Renina: enzima sintetizada e armazenada e liberada 
pelas células justaglomerulares dos rins em resposta 
ao aumento da atividade do sistema nervoso 
simpático ou diminuição da pressão sanguínea, no 
volume de líquido extracelular ou na concentração de 
sódio extracelular. 
Grande parte da renina que é liberada, deixa o rim e 
entra na corrente sanguínea, onde atua para converter 
o angiotensinogenio (proveniente do fígado) em 
angiotensina I, que posteriormente é convertida em 
angiotensina II nos pulmões, por meio da ECA – 
enzima conversora de angiotensina (presente no 
endotélio pulmonar). 
• Angiotensina II: forte vasoconstrictor, que leva a um 
aumento da resistência vascular periférica (regulação 
curta duração); reduz a excreção de sódio pelos 
túbulos proximais dos rins; estimula a secreção de 
aldosterona, que aumenta a retenção de sal e água 
pelos rins (regulação de longa duração). 
• Vasopressina: hormônio antidiurético (ADH), é 
liberada pela hipófise posterior em resposta a redução 
do volume de sangue e da pressão sanguínea, 
aumento da osmolaridade dos líquidos corporais. Tem 
efeito vasoconstrictor direto, principalmente sobre os 
vasos da circulação esplanica, que supre as vísceras 
abdominais. 
 
Longa duração 
 
Os mecanismos neurais e hormonais atuam 
rapidamente, porém são incapazes de manter o efeito 
por um longo período. 
A regulação de longa duração depende dos rins e de 
sua capacidade de regulação do volume extracelular. 
Quando os fluídos extracelulares estão em excesso 
(devido ao aumento da ingesta de sal e água), a 
pressão arterial se eleva, e a frequência com que o sal 
e a água são excretados aumenta. 
(Fluxogramas em anexo - 2) 
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ANA CAROLINA DE MELO - XXXI 
 
CONCEITO E COMPLICAÇÕES 
 
 A hipertensão arterial é uma condição clínica 
multifatorial, caracterizada por elevação sustentada 
da pressão arterial (PA≥ 140 e/ou 90 mmHg). 
 Geralmente está associada a alterações funcionais 
e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, 
rins e vasos sanguíneos) e alterações metabólicas, 
com aumento do risco de eventos cardiovasculares, 
fatais e não fatais. 
 As patologias mais comumente associadas aos 
níveis elevados da pressão arterial, são: acidente 
vascular encefálico, infarto agudo do miocárdio, 
insuficiência cardíaca, doença renal crônica, doença de 
Alzheimer e demência vascular. 
 
RASTREIO 
 
 A primeira verificação da pressão arterial deve ser 
realizada em ambos os braços, sendo considerada a 
medida de maior valor. O braço com maior valor 
aferido deve ser utilizado como referencia nas 
próximas medidas. 
 
 De acordo com a média dos valores pressóricos, a 
PA deve novamente ser verificada: 
• A cada dois anos, se PA menor que 120/80 mmHg. 
• A cada ano, se PA entre 120 – 139/ 80 – 89 mmHg 
nas pessoas sem outros fatores de risco para doença 
cardiovascular. 
• Em mais dois momentos em um intervalo de 1-2 
semanas, se PA maior ou igual a 140/90 mmHg ou PA 
entre 120-139/80 mmHg na presença de outros 
fatores de risco para doença cardiovascular. 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
 
Consiste na média aritmética da PA maior ou igual a 
140/90 mmHg, verificado pelo menos três dias 
diferentes, com intervalo mínimo de uma semana 
entre as medidas. 
A constatação de um valor elevado em apenas um dia, 
mesmo que em mais de uma medida, não é suficiente 
para estabelecer o diagnóstico de hipertensão. 
 
♡ Ampa (automedida da pressão arterial) é realizada 
pelo paciente ou familiares, fora do consultório, 
geralmente no domicílio. 
Na suspeita de Hipertensão arterial do avental branco 
ou hipertensão mascarada, sugerida pelas medidas do 
Ampa, recomenda-se a realização da Monitorização 
Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA)ou 
monitorização residencial de pressão arterial (MRPA). 
 
♡ MAPA é feita por aparelhos validados que 
empregam o métodos oscilométrico. Afere a pressão 
dezenas de vezes nas 24 horas, registrando o 
comportamento da pressão arterial durante o período 
do sono. 
 
♡ MRPA é feita, preferencialmente por manômetros