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Monitoramento Anestésico - Questionário

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Monitoramento Anestésico
1. Qual é o objetivo da monitorização intraoperatória do paciente?
O objetivo da monitorização intraoperatória do paciente é avaliar continuamente seu estado fisiológico e os efeitos da cirurgia e dos agentes anestésicos.
2. Quais são os quatro parâmetros do paciente que devem ser obrigatoriamente avaliados de forma contínua, de acordo com a American Society of Anesthesiologists? Com que frequência deve-se aferir a pressão arterial intraoperatória? 
A American Society of Anesthesiologists ordena que, durante todos os tipos de anestesia, a oxigenação, ventilação, circulação e temperatura do paciente sejam avaliadas continuamente. Na anestesia geral, a concentração de oxigênio (O2) dos gases administrados deve ser monitorada. Com todos os anestésicos, deve-se fazer uma aferição quantitativa da oxigenação sanguínea (oximetria de pulso). A ventilação durante a anestesia geral deve ser avaliada qualitativamente e, se possível, quantitativamente. A colocação do aparelho respiratório deve ser verificada para identificação de dióxido de carbono (CO2) nos gases expirados. A medição contínua e quantitativa de CO2 deve ser utilizada até a remoção do aparelho. Na anestesia regional, os sinais clínicos de ventilação devem ser monitorados. Para todos os pacientes, a pressão arterial e frequência cardíaca devem ser avaliadas a cada 5 minutos. A temperatura deve ser monitorada sempre que alterações clinicamente significativas forem pretendidas, antecipadas ou suspeitas. 
3. Todos os monitores requerem calibração?
Todos os monitores requerem calibração. Alguns monitores requerem calibração manual, alguns são autocalibrantes e alguns são calibrados empiricamente.
SISTEMA RESPIRATÓRIO
4. Cite dois tipos de sensores de oxigênio em uso atualmente. Quais as diferenças entre eles? 
Sensores de oxigênio amperométricos e paramagnéticos estão em uso. Os sensores de oxigênio amperométricos requerem calibração e apresentam resposta lenta a alterações. Os sensores de oxigênio paramagnéticos são autocalibrantes e apresentam resposta rápida a alterações. Esta resposta rápida a alteração permite a medição do teor de oxigênio inspirado e expirado.
5. Qual é a utilidade clínica de se medir a concentração de oxigênio expirado?
A medição da concentração de oxigênio expirado (FEO2) permite quantificar a pré-oxigenação/desnitrogenação antes da indução da anestesia e também permite uma estimativa aproximada do consumo de oxigênio. A desnitrogenação é alcançada quando a FEO2 é superior a 85% ou quando atinge o platô para esse paciente. O valor de 85% é determinado a partir da equação do gás alveolar, PAO2 = FIO2 (Patm - Pvapor) - PaCO2/QR, onde PAO2 = concentração de O2 alveolar, FIO2 = FIO2 ajustada pelo anestesista, Patm = pressão atmosférica em mm Hg (760 mm Hg ao nível do mar), Pvapor = pressão de vapor d’água (47 mm Hg a 37 °C), PaCO2 = 40 mm Hg e QR = quociente respiratório (0,8). Resolver a equação produz uma PAO2 de 663 mm Hg, que é 87% de 760 mm Hg. A comparação entre FIO2 e FEO2também permite a estimativa aproximada do consumo de oxigênio se forem medidas simultaneamente à ventilação minuto (VM): consumo de O2 = (FIO2- FEO2) x VM.
6. Qual lei da física é usada na oximetria de pulso? Quais comprimentos de onda são usados? 
A lei de Beer é usada como o princípio básico da oximetria de pulso. A lei de Beer estabelece que a atenuação da luz está relacionada às propriedades do material através do qual a luz está viajando. Dois comprimentos de onda são usados para a oximetria de pulso convencional: vermelho a 660 nm e infravermelho a 940 nm.
7. Como se calibra um oxímetro de pulso? 
Os oxímetros de pulso são calibrados empiricamente com o auxílio de voluntários humanos e uso da razão de absorções coletada de uma tabela eletrônica para a leitura da porcentagem de saturação.
8. Na oximetria de pulso, quando a razão de absorção é igual a 1,0, ou seja, quando é a mesma tanto em vermelho quanto em infravermelho, qual porcentagem de saturação de O2 o oxímetro exibirá? 
Quando a razão de absorção 660/940 nm no oxímetro de pulso for 1,0, isto é, igual em vermelho e infravermelho, o oxímetro de pulso exibirá uma saturação de O2 de 85%.
9. Como a carboxi-hemoglobina, a meta-hemoglobina, corantes e artefatos de movimento afetam as leituras do oxímetro de pulso?
Carboxi-hemoglobina, meta-hemoglobina, corantes e artefatos de movimento afetam as leituras do oxímetro de pulso. Como a carboxi-hemoglobina absorve a luz de forma semelhante à oxi-hemoglobina, a leitura será artificialmente alta (ou seja, exibirá um número mais próximo de 100% do que o valor verdadeiro). Como a meta-hemoglobina absorve a uma razão de 1, a tendência será uma saturação de 85%. Isso resulta em um menor valor observado se o paciente estiver bem oxigenado e em um maior valor observado em pacientes hipóxicos. Os corantes produzem um erro semelhante ao observado para a meta-hemoglobina (tendência para 85%), mas como os corantes são rapidamente retirados da circulação, este erro é apenas transitório. Artefatos de movimento produzirão ruído no numerador e denominador e forçarão o valor da razão para 1,0, também com a tendência de leitura de 85% no oxímetro de pulso.
10. Como os diferentes tipos de hemoglobina (p. ex., carboxi-hemoglobina, meta-hemoglobina) podem ser medidos? 
Diversos tipos de hemoglobina podem ser medidos pela adição de comprimentos de onda adicionais. Um oxímetro típico com dois comprimentos de onda só pode medir oxi-hemoglobina e desoxi-hemoglobina. Com a adição de múltiplos comprimentos de onda, pode-se medir a carboxi-hemoglobina (especialmente em pacientes queimados que inalaram fumaça) e a meta-hemoglobina (após toxicidade por benzocaína ou outros fármacos). Oxímetros de pulso mais recentes, com oito comprimentos de onda, estão disponíveis e podem detectar todas as saturações.
11. Descreva algumas formas de avaliação da ventilação sem o uso de monitores eletrônicos. 
A profundidade, padrão e frequência da ventilação podem ser avaliados por observação, tanto no tórax do paciente quanto no balão de reinalação do aparelho de anestesia. A auscultação com o estetoscópio também pode determinar a frequência e a profundidade. Um médico treinado pode diagnosticar broncoespasmo ao escutar chiado ou sons respiratórios diminuídos, intubação endobrônquica ou pneumotórax ao escutar sons respiratórios unilaterais e edema pulmonar ao escutar estertores. 
12. Quais são algumas das possíveis causas para o aumento das pressões nas vias aéreas? 
O aumento das pressões nas vias aéreas pode ser devido a um aumento da resistência ao fluxo de ar ou a uma redução da complacência da parede torácica. As causas do aumento das pressões nas vias aéreas podem incluir broncoespasmo, intubação endobrônquica, pneumotórax, edema pulmonar, tubo ou circuito endotraqueal dobrado ou válvula com defeito. 
13. O que é pressão de platô e como é medida? 
A pressão de platô é a pressão no circuito respiratório quando os gases param de se mover. A pressão de platô é um reflexo da complacência da parede torácica/pulmonar. Para medir a pressão de platô durante a ventilação controlada por volume, uma pausa ao final da inspiração deve ser definida.
14. Quando é clinicamente útil medir a pressão de platô?
A pressão de platô reflete a complacência da parede torácica/pulmonar. A diferença entre o pico de pressão inspiratória e a pressão de platô reflete apenas a resistência nas vias aéreas. Durante incidentes que envolvem aumento das pressões nas vias aéreas sem causa definida, a medição das alterações na pressão de platô em relação à pressão nas vias aéreas pode ajudar a determinar se o aumento das pressões nas vias aéreas se deve a complacência da parede torácica/pulmonar ou a resistência nas vias aéreas. 
15. Quais são algumas das possíveis causas para a diminuição das pressões nas vias aéreas? 
As causas da diminuição das pressões nas vias aéreas incluem desconexões do circuito, vazamentos no circuito, extubação traqueal, falha no fornecimento de gases frescos,