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Cirurgias Periodontais: Gengivectomia e gengivoplastia

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Clinica 
 
 
 
 
 
Objetivos das Cirurgias Periodontais 
 
• Acesso melhor para a terapia periodontal básica (raspagem e alisamento radicular). 
• Morfologia gengival que facilite o controle de biofilme pelo paciente (hiperplasia 
gengival). 
• Reinserção periodontal (cirurgias de enxertos, aumento de coroa clínica). 
 
Anamnese 
Histórico médico 
 * Verificar as condições sistêmicas dos pacientes, se estão compensadas ou não. 
 * Verificar as medicações em uso. 
 
Obs.: 95% das cirurgias periodontais serão eletivas. 
 
• Verificar relatos de eventos incomuns no atendimento odontológico, como 
sangramento persistente, tonturas, cefaleia, alergias. 
• Aferir a PA do paciente 
• Se houver necessidade, solicitar exames complementares (hemogramas, 
glicemia, TP, TTP, INR e radiografias). 
• Verificar se será necessário realizar uma profilaxia antibiótica (pacientes que 
tenham risco ter uma bacteremia). 
 
Exame Clínico Periodontal 
Antes de realizar qualquer cirurgia periodontal, deve-se verificar a saúde oral do paciente. 
Grandes quantidades de biofilme podem dificultar a cicatrização pós cirurgia periodontal, ou 
seja, as cirurgias ocorrerão somente após a adequação do meio. 
 
 
Gengiva Inserida 
Fornece proteção à margem gengival, por ser um tecido altamente queratinizado. 
 
Controle de Biofilme e de Infecção 
É necessário esse controle para conseguir trabalhar: 
 - Real posição da margem gengival 
 - Menos chances de infecção no local da cirurgia 
 - Não haver intercorrências cirúrgicas. 
 
Planejamento Cirúrgico 
Seleção da técnica mais adequada para o caso. 
Prognóstico da cicatrização 
Orientação do caso e da técnica selecionada ao paciente (avaliar individualidades e 
limitações). 
 
Conhecimento anatômico da área operada 
Maxila 
Linha do sorriso 
Seio maxilar 
Feixe vaso nervoso palatino 
Forame incisivo 
 
! Deve-se tomar cuidado ao realizar enxertos nessas regiões. 
 
Mandíbula 
Inserções musculares 
Nervo mentoniano 
Artéria facial 
Nervo lingual 
Artéria lingual 
Glândulas submandibular e sublingual 
 
Paramentação e Biossegurança 
Antissepsia das mãos 
EPIs 
Solicitar o kit cirúrgico. 
Antissepsia intra (clorexidina 0,12%) e extra oral (clorexidina 2%) 
 
Instrumental adequado (seleção e organização) 
Manter a mesa cirúrgica organizada. 
Verificar condição de afiação antes da cirurgia iniciar. 
Manter a pedra de afiar na mesa cirúrgica. 
 
Obs.: Sempre manter o campo bem iluminado, e evitar ficar mexendo no refletor. 
 
O instrumental afiado diminui: 
• Desconforto para o paciente. 
• Tempo operatório. 
• Desgaste do operador 
 
Minimizar a tensão e ansiedade do paciente 
Operar suave e cuidadosamente, evitando movimentos intempestivos. 
Sempre avisar dos movimentos que serão feitos, para o paciente não ser pego de surpresa. 
Observar o paciente em todos os momentos. 
Realizar uma anestesia eficaz, para reduzir a dor do paciente. (troncular ou infiltrativa, e 
complementar com anestesia próximo às papilas). 
 
 
 
 
Gengivectomia e Gengivoplastia 
 
*São procedimentos diferentes, mas que muitas vezes estão associados 
*Gengivectomia tinha como conceito antigo: remoção de bolsas periodontais. 
*Era um procedimento delineado para tratamento cirúrgico das periodontites. 
 
Gengivectomia 
Remoção excisional dos tecidos gengivais para eliminação do excesso gengival (hiperplasia) 
Remoção de tecidos moles sem expor crista óssea (remoção de falsas bolsas) 
Eliminação completa de tecido em excesso 
Promover profundidade de sondagem ideal 
 
Indicações terapêuticas 
Hiperplasia gengival - falsas bolsas periodontais 
• Hiperplasias gengivais inflamatórias 
• Hiperplasias gengivais medicamentosas (anti-hipertensivos, imunossupressores, 
anticonvulsivantes) 
• Fibromatose gengival hereditária 
• Necessidade de exposição da coroa/correção de defeitos estéticos 
 
Estética do sorriso 
Comprimento dos dentes 
Erupção passiva alterada 
• Anomalia de desenvolvimento que ocorre desde a erupção dos dentes. 
• Revestimento de parte das coroas anatômicas pela gengiva. 
• Dentes com formato quadrado e gengiva espessa. 
 
Restauradora 
• Feito quando há necessidade de remover um tecido gengival que impede a 
restauração adequada de uma cavidade. 
• Nesse caso, paciente tinha indicação de um acesso endodôntico. 
• Foi necessário remover o excesso gengival dentro da cavidade. 
 
Correção de defeitos gengivais 
Sequelas da GUN (necroses papilares). 
Invaginações teciduais após movimentação ortodôntica. 
 
Contraindicações 
Debilidades sistêmicas não compensadas que inviabilizariam qualquer cirurgia. 
Quando há necessidade de manipular ou examinar a superfície óssea remanescente. 
Tecidos edemaciados/flacidez 
Falta de controle de biofilme 
 
Técnica Cirúrgica 
1. Anestesia 
▪ Infiltrativa e próximo às papilas. 
 
2. Marcação de pontos sangrantes 
▪ Pontos sangrantes na mesial, centro e distal são feitos na gengiva, para o 
operador saber a região que será feita a incisão. 
▪ Primeiro é feito uma sondagem para saber a extensão da bolsa, já tentando 
descobrir a junção cemento esmalte. 
▪ Depois, traz a sonda para a região externa da gengiva e mede a quantidade de 
mm que foi encontrada na bolsa e é feito um ponto sangrante. Ex.: Na 
sondagem foi encontrado 5 mm, logo também deverá ser medido externamente 
5 mm, e é feito o ponto. 
▪ Esses pontos darão o desenho da gengiva que será retirada. 
▪ Sonda Crane Kaplan é semelhante a uma pinça, mas não é usada na clínica. 
 
 
 
 
 
 
3. Incisão primária 
▪ É utilizado o bisturi de Kirkland ou o bisturi Bard Parker + lâmina 15c. 
▪ Essa incisão deve ser em bisel, porque a gengiva e o dente se continuam em 
ângulo 0. 
▪ A incisão deve ser feita em rampa (bisel externo, 45º), logo o bisturi deve estar 
posicionado com a ponta virada para a coroa do dente. 
▪ O início da incisão deve ser feita cerca de 0,5 a 1 mm abaixo do ponto 
sangrante. 
▪ A incisão deve seguir os pontos sangrantes que foram marcados 
 
4. Incisão secundária 
▪ É feito com o bisturi de Orban 
▪ Deve ser introduzido no ângulo de 45º nas regiões interproximais para remover 
os excessos de papila. 
 
 
 
5. Remoção do tecido gengival 
▪ É removido com curetas periodontais 
 
6. Raspagem 
▪ Remover tecido de granulação e cálculo que estavam abaixo do tecido 
hiperplasiado. 
▪ Eliminar outros fatores retentivos 
 
7. Limpeza do campo operatório 
▪ Soro fisiológico e gaze 
▪ Remoção de granulação residual 
 
 
Após a gengivectomia, acabam ficando irregularidades na gengiva do paciente, sendo 
necessário realizar uma gengivoplastia. 
 
Gengivoplastia 
Recontorno da gengiva para criar contornos fisiológicos/estéticos. 
Manter ângulo de 0º com a superfície dentária. 
Contorno deve ser feito acompanhando o colo dos dentes. 
 
Técnica Cirúrgica 
Instrumentais 
1. Gengivótomo de Kirkland (trabalhando horizontalmente fazendo uma raspagem) 
 * São removidos os excessos mais grosseiros. 
2. Alicate periodontal ou de cutícula 
 * É removido os excessos pequenos. 
 * Deve-se ter um domínio da técnica para retirar a quantidade de tecido correta. 
3. Tesouras delicadas (goldman-fox ou castroviejo) 
4. Brocas diamantadas de granulação fina com refrigeração, 3118F (deve-se ter um bom 
controle de mão) 
 
9. Toalete 
Gaze úmida com soro fisiológico 
Hemostasia com gaze 
 
10. Colocação de cimento cirúrgico 
Inserção em regiões interdentais 
Proteção da ferida 
Opcional 
É recomendado nos primeiros 3 dias, mas depende do profissional. 
 
Cimento Cirúrgico 
Funções 
• Hemostasia 
• Proteção da ferida cirúrgica 
• Conforto ao paciente. 
 
Obs.: O cimento não irá ajudar na cicatrização. Em alguns casos, pode atrapalhar a 
cicatrização, porque ele pode dificultar a higienização oral. 
 
Características