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Pr�stat� � Toqu� Reta�:
Anatomi�
A próstata é uma glândula única em forma de rosca, aproximadamente do
tamanho de uma bola de golfe. Ela mede cerca de 4 cm de um lado a outro,
aproximadamente 3 cm de cima a baixo, e cerca de 2 cm de anterior a
posterior. Encontra-se inferiormente à bexiga urinária e circunda a parte
prostática da uretra. A próstata aumenta de tamanho lentamente desde o
nascimento até a puberdade. Em seguida, se expande rapidamente até
aproximadamente os 30 anos de idade; após esse período, seu tamanho
normalmente permanece estável até os 45 anos, quando podem ocorrer
novos aumentos.
Fisiologi�:
A próstata secreta um líquido leitoso e ligeiramente ácido (pH de
aproximadamente 6,5) que contém diversas substâncias. O ácido cítrico do
líquido prostático é usado pelos espermatozoides para a produção de ATP
por meio do ciclo de Krebs. Várias enzimas proteolíticas, como o antígeno
prostático específico (PSA), pepsinogênios, lisozima, amilase e hialuronidase,
que por fim quebram as proteínas de coagulação das glândulas seminais. A
função da fosfatase ácida secretada pela próstata é desconhecida. A
plasmina seminal do líquido prostático é um antibiótico que pode destruir as
bactérias. A plasmina seminal pode ajudar a diminuir a quantidade de
bactérias que ocorrem naturalmente no sêmen e no sistema genital inferior
da mulher. As secreções da próstata entram na parte prostática da uretra por
meio de diversos canais prostáticos. As secreções prostáticas constituem
aproximadamente 25% do volume do sêmen e contribuem para a motilidade e
viabilidade dos espermatozoides.
Semiologi� d� Toqu� Reta�:
O toque retal é usado principalmente para rastrear o câncer de próstata e
também está indicado para tumorações pélvicas e estabelecer estadiamento
do câncer genital. Para realizá-lo, o paciente fica em posição genitupeitoral e
lateral de Sims. O toque está dividido em SIMPLES e COMBINADO.
Simples:
Uso de campos e foco de luz, luvas lubrificadas e dedo indicador.
Antes de introduzir o dedo, palpa-se a área e depois realiza-se a introdução
lateralmente. O toque simples avalia: tônus do esfíncter anal, paredes,
conteúdo da ampola retal e presença ou ausência de retrocele.
Combinado:
Uso de campos e foco de luz, luvas lubrificadas e dedo indicador. Avaliação
de estruturas internas, com auxílio das 2 mãos. Identificar o relevo do colo
uterino (nas mulheres), avaliar útero e anexos quando indicado. Avaliação de
septo reto-vaginal.
Ao fim do exame, deve-se descartar adequadamente o material usado,
comunicar ao paciente o término do exame e higienizar as mãos.
Cânce� colorreta�:
É o terceiro câncer mais frequente no mundo. É mais incidente entre 50 e 70
anos, com aumento do risco a partir dos 40. O rastreio é feito a partir dos 50
anos. 15% dos casos são genéticos.
Fatore� d� risc�:
Hábitos de vida e dieta:
Gordura animal, carnes, principalmente vermelha, processados,
industrializados. Baixo consumo de frutas e vegetais, obesidade,
sedentarismo. A questão das carnes está relacionada aos nitritos e nitratos e
hidrocarbonetos aromáticos. Outro fator é a deficiência de vitamina B12.
Quadr� Clínic�:
Pode ser assintomático, mas também:
→ Sangue oculto em fezes
→ Dor abdominal
→ Alterações no hábito intestinal
→ Hematoquezia ou melena
→ Fraqueza e anemia
→ Perda de peso
obs: Tumores de cólon direito costumam cursar com ANEMIA e tumores de
cólon esquerdo costumam cursar com OBSTRUÇÃO com endurecimento
fecal.
Metástase�:
Fígado, pulmão e peritônio. As metástases podem causar sintomas como
tosse e distensão abdominal.
Anamnes�, exame� � Exam� Físic�:
Sinais clínicos a serem notados: ascite, linfonodos palpáveis, hepatomegalia,
exame de abdomem, pélvico e de tórax. Investigação da história familiar.
Marcador CEA (antígeno carcinoembrionário). Hemograma com sinais de
anemia.
Tratament�:
O tipo mais comum de tumor colorretal é o ADENOCARCINOMA. O
tratamento é a ressecção cirúrgica, podendo ser ampliada (do segmento
colônico envolvido), juntamente com a remoção dos linfonodos da área de
drenagem. Ressecção em monobloco de órgão ou estrutura aderida ao tumor.
A remoção é de no mínimo 12 linfonodos. Outra opção é a ressecção
laparoscópica (menor morbidade e menor tempo de reparação).
Quimioterapia de forma adjuvante em casos de metástase.
Cânce� d� Pr�stat�:
A próstata normal tem superfície lisa, com consistência emborrachada e com
formato bem delimitado em 2 lobos e um sulco ao meio. Quando há
neoplasia, ela se apresenta endurecida. A neoplasia da próstata envolve
várias classificações para guiar o processo:
1 - Estágio A → confinado à próstata e nenhum linfonodo palpável
2 - Estágio B → linfonodo palpável confinado à glândula
3 - Estágio C → extensão local
4 - Estágio D → linfonodos regionais ou metástases à distância
Classificaçã� d� Gleaso�:
1 a 5 grau de diferenciação do tumor (do mais para menos)
Somando-se, adquire-se pontuação de 2 a 10:
2 a 4: bom prognóstico
7 a 10: piores prognósticos
Epidemiologi�:
É o câncer mais comum em homens
Mais comum em idade avançada (> 50 anos). Baixa incidência em asiáticos e
hispânicos.
Fatores de risco:
Descendência africana ou caribenha, História familiar (duplica risco quando
presente em parente de 1 grau), obesidade, tabagismo, ISTs, inflamação
prostática (prostatite), vasectomia, dieta rica em carne vermelha, laticínios
ricos em gordura e pobre em frutas e legumes.
Quadr� Clínic�:
Geralmente silencioso até atingir estágios avançados. Pode haver dor óssea,
fraturas patológicas, obstrução do fluxo por crescimento local. Ao toque retal
percebe-se maior firmeza na área, endurecimento, fixa, com extensão tumoral
para vesículas seminais.
Diagn�stic�:
Medição de PSA (antígeno prostático específico) → apesar de controverso
(apenas 20% com níveis elevados (4 a 20 mg/mL)). Para o homem em alto risco,
há recomendação do teste aos 40/45 anos. O rastreamento para maiores de
75 anos não é recomendado. Fosfatase ácida prostática para avaliar doença
não localizada. Biópsia transretal e PAAF podem confirmar o diagnóstico.
As indicações para biópsia: nível anormal de PSA, toque anormal ou biópsia
anterior com neoplasia intraepitelial prostática ou atipia prostática. Exames
de imagem: varredura óssea para avaliação de metástases. TC, RM e US para
avaliar a extensão.
Diagn�stic� diferencia�:
Hipertrofia benigna - prostatite - cálculos de próstata
Tratament�:
Carcinoma localizado (T1 - T2): cirurgia radical, radioterapia e observação
vigilante (pacientes acima de 75 anos). Prostatovesiculectomia retropúbica
(PTR). → pode causar incontinência urinária, disfunção erétil, estenose de
uretra, lesão retal e complicações gerais de grandes cirurgias.
Doença localmente avançada (T3 - T4): monoterapia é ineficaz, combinar
bloqueio hormonal e cirurgia radical ou RXT (radioterapia externa)
Doença Metastásica: tratamento de suspensão androgênica (padrão ouro),
orquiectomia bilateral.
Outros tratamentos: Análogos do hormônio liberador de LH (LHRH), cuidados
paliativos.

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