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Puericultura

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da criança. A atitude de estabelecer canais de comunicação que permitam 
a construção de parcerias entre eles é importante e facilita as relações, a divisão de tarefas e as 
responsabilidades	
Perguntas abertas facilitam a compreensão dos motivos para a consulta, além de permitirem que o 
profissional explore condições que não tenham sido bem explicadas. Exemplos: “o que você gostaria de 
me contar hoje?” ou “ocorreu alguma mudança importante na família desde a nossa última 
consulta?” ou, ainda, “existe algo no comportamento do fulano que os preocupa?”	
• É importante ainda evitar abordagens intrusivas ou interpretativas que não propiciem a descrição 
natural dos fatos: “ele está dormindo mal?” ou “por que você não o trouxe antes?” 
• Além disso, vale lembrar habilidades que facilitam a comunicação: saber ouvir, ter empatia, demonstrar 
interesse, valorizar questionamentos, informar claramente, certificar-se de ter sido entendido, resumir o que 
foi combinado até a próxima consulta 
Exame físico 
Um exame físico completo da criança deve ser realizado na primeira consulta com um(a) médico(a) ou um(a) 
enfermeiro(a). A repetição do exame completo em todas as consultas não está justificada	
Merecem discussão alguns procedimentos específicos que são frequentemente recomendados para o exame físico da 
criança nos primeiros 10 anos de vida:	
Dados antropométricos 
Ausculta cardíaca 
Não há evidências contra ou a favor da ausculta cardíaca e da palpação de pulsos em crianças. Alguns protocolos 
sugerem a realização da ausculta cardíaca e da palpação de pulsos no mínimo três vezes no primeiro semestre de vida, 
devendo-se repetir os procedimentos no final do primeiro ano de vida, na idade pré-escolar e na entrada da escola	
Avaliação da audição 
Teste da orelhinha (amigos não entendi ) 
Posição para dormir 
 Os pais e cuidadores devem ser alertados quanto ao risco de morte súbita de crianças no primeiro ano de vida, 
sobretudo nos primeiros 6 meses. Eles devem receber a orientação de que a melhor maneira de prevenir casos assim é 
colocando a criança para dormir de “barriga para cima” (posição supina), e não de lado ou de bruços. A cama ou o 
berço deve ser firme, e não deve haver lençóis ou cobertores frouxos ou objetos macios em volta da criança