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Caso Clínico - Gestante

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Arlinda Marques Moitinho Dourado – Medicina 2021 1 
 
 
 
Perguntas norteadoras: 
1.Qual seria a conduta para cada uma das gestantes descrita acima, considerando suas queixas. 
2. Qual seria a classificação de risco gestacional para cada uma delas. 
 
 1. Paula, 32 anos, G2/P1/A0, IG 10sem, não aceitação da gravidez por situação conjugal não segura, informa que o 
companheiro está desempregado: 
-Me disseram que hoje vou fazer um teste aqui no posto. Mas, eu acredito que não será necessário, pois, eu estou 
com o teste da gravidez positivo. Qual teste seria este? Minha primeira gravidez foi tranquila, mas, essa... não estou 
aguentando mais tanto enjoo e vômito. Dizem que vai passar, está difícil... posso tomar alguma coisa? Sem falar que 
sinto azia, e estou mais presa e com muitos gases. Isto é normal? 
Não tem como comprovar antecedentes de vacinas. 
Paula tem 32 anos, já está na sua segunda gestação e não teve nenhum aborto, segue com 10 semanas de gestação. 
 
No posto é necessário que seja realizado os exames de triagem de pré-natal, é recomendado que o seu parceiro 
também realize os testes. 
 
HIV/HILV 
O HIV é uma infecção sexualmente transmissível (DST), que também pode ser contraída pelo contato com o sangue 
infectado e de forma vertical. Ou seja, a mulher que é portadora do vírus HIV o transmite para o filho, durante a 
gravidez. Caso o resultado da gestante der positivo, a mãe recebe um coquetel para reduzir a quantidade de vírus 
em seu organismo, o que diminui o risco de transmissão para o bebê. 
 
Toxoplasmose Congênita IGG/IGM 
A toxoplasmose congênita é uma infecção causada a partir da transmissão vertical, ou seja, entre mãe e filho ainda 
intraútero. Quando uma gestante adquire a infecção pelo parasita Toxoplasmose gondii e o parasito se multiplica na 
placenta, infectando também o feto, a criança apresentará toxoplasmose congênita. Neste caso, o desenvolvimento 
fetal pode ser comprometido e a criança pode nascer com manifestações variáveis, dependendo do período 
gestacional em que ocorreu a infecção. 
 
Rubéola IGG/IGM 
A rubéola possui uma particularidade que a torna uma importante preocupação de saúde pública: ela é 
extremamente perigosa para o feto quando adquirida pela mãe durante a gravidez, principalmente nos três 
primeiros meses de gestação. Por este motivo, deve sempre fazer parte dos exames solicitados durante o pré-natal. 
 
Citomegalovírus IGG/IGM 
O citomegalovírus, conhecido como CMV, é um vírus da família da Herpes. A infecção pelo CMV durante a gravidez 
não costuma causar sintomas na mãe, mas é muito perigoso para o feto, pois está associada a um maior risco de má 
formação congênita ou grave infecção nos primeiros meses de vida. 
 
Sífilis 
É uma infecção sexualmente tranmissível (IST), ou doença sexualmente transmissível (DST), causada pela bactéria 
treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, 
latente e terciária). As consequências da sífilis materna sem tratamento incluem aborto, nascimento prematuro, 
recém-nascido com sinais clínicos de Sífilis Congênita ou, mais frequentemente, bebê aparentemente saudável que 
desenvolve sinais clínicos posteriormente. 
 
HbsAg 
Caso Clínico Gestante 
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O vírus da hepatite B pode provocar inflamação crônica do fígado. Ele pode ser transmitido para o bebê durante o 
parto, e pode também provocar parto prematuro. Por isso, grávidas fazem um teste de hepatite B nos exames de 
sangue de rotina do pré-natal. Se o exame mostrar presença do vírus, o tratamento e medidas preventivas evitam 
problemas pra mãe e para o bebê. Se o exame não apontar imunidade contra o vírus, a grávida toma três doses de 
vacina contra hepatite B. A vacina é segura para gestantes e é fornecida gratuitamente pelo SUS. 
 
Hepatite C 
A hepatite C na gravidez pode ser transmitida para o bebê no momento do parto normal ou durante a 
amamentação. 
 
Com as queixas de enjoo e vômitos possa ser que ela esteja com hiperemese gravídica. Apesar que esses sintomas 
são comuns durante o primeiro trimestre de gestação principalmente durante o período da manhã. 
 
Quanto a azia, é comum por conta da ação hormonal no sistema gastrointestinal, além de acontecer o relaxamento 
do esfíncter gastroesofágico. O colón fica atônico por conta da ação hormonal, o que explica as queixas de 
constipação e gases. 
 
Ela deve tomar as vacinas: hepatite B, dT, DTpa além da vacina da influenza. 
 
 
 2. Roberta, 38 anos, DUM informada: 26/11/2020, G4-P1-A2. Ensino fundamental completo, atividade laboral 
diarista. Na consulta anterior está anotado que apresentou em 01 de janeiro, sangramento de pequena intensidade 
de cor marrom e que parou com repouso: 
-Doutora, estou com corrimento vaginal desde o início da gestação, mas acho que não é doença, pois não coça, nem 
cheira ruim. Uma outra coisa estranha é o fato de estar salivando tanto, a sensação que tenho é que vou acabar 
babando de tanta saliva. (risos) Isso é normal? Afinal de contas, estou com quanto tempo de gestação? 
Ao exame ginecológico foi observado corrimento esbranquiçado sem sintomatologia associada. 
Roberta tem 38 anos, já teve 3 gestações anteriores, entretanto sofreu 2 abortos. 
DUM: 26/11/2020 
HOJE: 03/06/2020 
IG: 27 SEMANAS 
DATA PROVAVEL DO PARTO: 02/09/2021 
 
 3. Luciana, 28 anos, G2/P1/A0, IG: 18 sem. Demonstra preocupação porque na gestação atual vem apresentando 
quadro que não teve em gestação anterior: -Tenho ficado muito incomodada com uma fraqueza e tontura. Não dura 
muito, mas fico com medo sabe? Eu me alimento bem, então não sei por que acontece isso. Pode me explicar? 
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Também tenho cansado muito e não estou aguentando fazer muito esforço. Minha pressão às vezes baixa. Minha 
sogra diz que eu estou pálida e que preciso fazer exames. Também gostaria de saber quando vou ganhar meu bebê? 
 
Luciana tem 28 anos, 1 gestação anterior, sem caso de abortamento e atualmente está com 18 semanas de 
gestação. 
 
Como atualmente ela está com 18 semanas e uma gestação dura aproximadamente 40 semanas, seu parto irá 
acontecer daqui a 22 semanas. 
 
Durante a gravidez existe uma demanda maior de hemácias, Sulfato Ferroso: tem a função de surpir a deficiência 
de ferro no sangue e prevenir a Anemia Ferropriva, que é a anemia mais comum durante a gestação, portando o 
suplemento deve ser tomado pela mulher durante toda a gravidez e até após o parto, ou seja, durante o puerpério. 
 
4. Rafaela, 30 anos, G2/P0/A1, IG 36sem, 03 dias. Gestação normal. Informa ter tido uma perda gestacional recente 
há 01 ano: 
-Minha situação pode parecer absurda, tenho até vergonha de falar. Eu tenho vontade de ter relações e meu marido 
não quer. Fico imaginando coisas sabe? Ele diz que tem medo de machucar o bebê? Isso acontece mesmo? Também 
estou nervosa com a proximidade do parto. Às vezes sinto umas cólicas no pé da barriga. Como vou saber que já 
estou entrando em trabalho de parto? 
 
O sexo não prejudica o bebê, pois não o incomoda ou machuca, nem causa aborto, além disso, o sexo durante a 
gravidez é inclusive benéfico tanto para a mãe como para o bebê, que sente a alegria e satisfação sentidas pela mãe 
nesses momentos. Além de que o bebê está protegido pela bolsa amniótica dentro do útero, e o penis não consegue 
passar pelo colo uterino que permanece fechado. 
 
 Existem três sinais distintos que indicam que o trabalho de parto começou: 
 
Contrações regulares: Nos estágios iniciais, geralmente ocorrem em intervalos de 15 a 20 minutos e duram entre 30 
e 45 segundos. Conforme o trabalho de parto avança, essas contrações ficam mais frequentes e duram em torno de 
60 segundos. Na fase em que sentir de 2 a 3 contrações em 10 minutos e que duram por volta de 45 segundos ou 
mais, a gestante deve procurar o hospital e avisar seu médico. As contrações se mantêm constantes, mesmo quando 
a grávida