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2 Disturbios hipertensivos na gestação

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mesmo que seja 
necessário a indução, desde que as condições 
fetais permitam 
o Pré-natal de 7 em 7 dias 
o Aferição diária da PA 
o Evitar massas, doces, gordura, frituras, 
refrigerante 
o Ganho ponderal de no máximo 500g por 
semana 
o Não há necessidade de restrição sódica 
o Evitar fumo e cafeína 
o Repouso de preferencia em decúbito lateral 
esquerdo 
o O tratamento anti-hipertensivo não altera o 
curso da doença ou reduz a morbimortalidade 
perinatal. Pode diminuir a perfusão 
uteroplacentária ou mascarar um aumento da 
pressão arterial, que é uma medida sensível da 
piora da doença. Desta forma, o tratamento 
anti-hipertensivo nas formas leves da doença 
não está indicado 
o A administração de corticoides visando 
acelerar a maturidade pulmonar fetal e 
prevenção da doença de membrana hialina 
deve ser estimulada, devido aos elevados 
índices de parto prematuro. Recomenda-se 
que seja administrada a todas as gestantes 
com pré-eclâmpsia com menos de 34 semanas 
▪ Dexametasona 6 mg IM a cada 12 hrs por 
48 hrs 
▪ Betametasona 12 mg IM a cada 24 hrs por 
48 hrs 
o Avaliação do bem-estar materno: 
▪ Ganho ponderal 
▪ PA 
▪ Hemograma e contagem de plaquetas 
▪ Ureia, creatinina e ácido úrico sérico 
▪ Transaminases hepáticas e LDH 
▪ EAS 
▪ Proteinúria de 24 horas 
o Avalição do bem-estar fetal: 
▪ Movimentação fetal 
▪ Crescimento uterino e volume de liquido 
amniótico: rastreamento de Crescimento 
Intrauterino Restrito (CIUR) e 
oligrodramnia 
▪ Cardiotocografia: semanalmente a partir 
de 30-32 semanas 
▪ USG (perfil biofísico fetal) e 
dopplervelocimetria: solicitar na época do 
diagnostico e repetir, se normal, uma vez 
por mês 
▪ Indicativos de gravidade: centralização, 
diástole zero, oligodramnia moderada ou 
acentuada e CIUR grave 
o Se houver persistência da hipertensão arterial 
(PAD ≥ 100mmHg) nas consultas ambulatoriais 
subsequentes ou durante a internação, 
presença de sinais clínicos de agravamento ou 
evidencias de sofrimento fetal, deve ser 
realizada a interrupção imediata da gestação 
o Interrupção da gestação como medida para se 
evitar uma hemorragia cerebral materna, ou 
sério dano a outros órgãos vitais é o 
tratamento padrão! 
o Em gestações prematuras pode-se tentar uma 
conduta conservadora com estabilização 
materna, utilização de corticoides e posterior 
interrupção da gestação 
o Manter a paciente em DLE e dorso elevado 
o Assegurar a permeabilidade das vias aéreas 
o Proteger a língua com canula de Guedel 
o Realizar nebulização com oxigenação (5L a 
10L/min) 
o Fornecer assistência ventilatória quando 
necessário 
o Instalar monitor cardíaco 
o Manter acesso venoso calibroso com soro 
glicosado a 5% 
o Evitar administraçao inadequada de fluidos 
o Colher amostras de sangue para avaliação 
laboratorial 
o Colher urina e manter sondagem vesical de 
demora 
o Sulfato de magnésio: prevenir ou controlar as 
convulsões. Não tem ação anti-hipertensiva. 
Não previne a progressão da doença. Deve ser 
prontamente administrado em todo quadro de 
eclâmpsia ou pré-eclâmpsia grave com sinais 
de iminência de eclâmpsia. Recomenda-se, 
ainda, que também seja administrado no início 
do trabalho de parto ou indução, durante o 
uso de corticoides nas gestantes previamente 
à interrupção e anteriormente à cesariana em 
pacientes com quadros graves. Deve ser 
mantido por 24 horas após o parto (até 48 
horas), quando o risco de crises convulsivas se 
torna baixo, ou por 24 horas quando utilizado 
durante a gestação 
▪ Pritchard (1955): dose de ataque com 4 g 
IV (lento) associada a 10 g IM, seguida por 
dose de manutenção com 5 g IM a cada 4h 
(quando não se dispõe de bomba de 
infusão) 
▪ Zuspan (1966): a dose é de 4 g IV (lento) 
que deve ser infundida em 20 minutos, 
seguida de 1 a 2 g/h também IV (solução a 
50%) até 24 horas após o parto, em bomba 
de infusão 
▪ Sibai (1984): dose de ataque de 6 g IV 
(lento), seguida de dose de manutenção de 
2-3g por hora em bomba de infusão; 
▪ Pierce: dose de ataque de 4 a 6 g IV (lento), 
seguido de manutenção de 4 a 6 g a cada 
seis horas IV 
▪ Magnésio: quando disponível, a 
magnesemia deve ser solicitada, de forma 
a manter seus níveis séricos entre 4 a 7 
mEq/L 
▪ Qualquer sinal de intoxicação indica 
imediata suspensão da medicação e 
administração de gluconato de cálcio 1 g 
IV, infundido lentamente em três a cinco 
minutos 
o TTO da hipertensão: o objetivo do tratamento 
medicamentoso é manter a pressão sistólica 
entre 140 a 155mmHg e a diastólica entre 90 e 
100 mmHg 
▪ TTO agudo: hidralazina 5mg IV e repetida 
de 15 a 20min até estabilizar a PA. Após 
administrar 20 a 30mg sem melhora deve 
trocar a droga 
▪ TTO agudo: labetalol 20mg IV a cada 
10min, com aumentos graduais da dose e 
de forma escalonada, até a dose 
cumulativa de 300mg (ex: 20, 40, 80, 80 e 
80). Não disponível no Brasil 
▪ TTO agudo: pindolol 10 a 30mg/dia em 
duas ou três tomadas, com incrementos de 
5 a 10mg 
▪ TTO agudo: nifedipina 10mg sublingual a 
cada 30min. O uso concomitante com 
sulfato de magnésio deve ser evitado 
▪ TTO crônico: metildopa 250mg VO 2x/dia 
até dose máxima de 4g/dia 
▪ TTO crônico: hidralazina 25mg 2x/dia, 
máximo de 300mg/dia 
▪ TTO crônico: antagonistas de cálcio 
(Verapamil) 80mg/dia, dose máxima de 
240mg/dia 
▪ TTO crônico: labetalol 100mg 2x/dia, 
máximo de 2400 mg/dia (800 mg 8/8h) 
o Manter a paciente em DLE e dorso elevado 
o Manter acesso venoso com soro glicosado a 
5% 
o Hidralazina (pressão diastólica maior que 110 
em uso de metildopa) 5 mg IV a cada 15 
minutos 
o Reduzir os niveis pressóricos em 20-30% 
o Monitorização cuidadosa da PA 
o Cardiotocografia fetal 
o Outra opção medicamentosa: nitroprussiato 
de sódio 0,25 a 10 micrograma/kg/min (IV, 
ultima escolha, só pode ser usado até 4 ou 6 
horas por intoxicação pelo cianeto) 
o Terapia anti-hipertensiva e sulfato de 
magnésio (deve ser evitado IM) 
o Na presença de fetos com idade gestacional 
acima de 34 semanas, a conduta inclui a 
estabilização do quadro materno e a 
interrupção da gravidez 
o São indicações para interrupção da gravidez, 
após estabilização da paciente com anti-
hipertensivos e sulfato de magnésio: Idade 
Gestacional (IG) maior do que 32 ou 34 
semanas (depende da referência), disfunção 
de vários órgãos, CIVD, hemorragia ou infarto 
hepático, insuficiência renal, DPP, sofrimento 
fetal e impossibilidade de se avaliar o bem-
estar fetal 
o Em pacientes com menos de 34 semanas, deve 
se tentar estabilizar a paciente com o uso de 
sulfato de magnésio e anti-hipertensivos 
(hidralazina, labetalol ou nifedipina), fazer uso 
de glicocorticoides (para acelerar a maturação 
pulmonar fetal) e proceder à internação em 
centro terciário. Geralmente, após cerca de 
24h do uso do glicocorticoide, a conduta 
consiste na interrupção da gravidez 
o A cesariana não é a via de parto exclusiva. O 
parto vaginal é preferível em gestantes em 
trabalho de parto ou com amniorrexe 
prematura e com feto em apresentação 
cefálica, independente da idade gestacional. O 
parto pode ser induzido em mulheres com 
idade gestacional maior que 30-32 semanas 
com colo favorável. A cesarianase encontra 
indicada em fetos menores do que 30 semanas 
com colo desfavorável, na presença de CIUR e 
oligodrâmnia em fetos menores que 32 
semanas, assim como nas pacientes com 
diagnóstico ou suspeita de hematoma 
hepático, pelo maior risco de rotura durante o 
trabalho de parto. Acima de 34 semanas pode-
se iniciar a indução, com ou sem maturação do 
colo, com prostaglandinas 
 
CUIDADOS NA CESÁREA 
 
o Monitoração cuidadosa 
o Transfusão de plaquetas em caso < 50.000 
o Mediana infraumbilical em casos de CIVD 
o Extração fetal sem compressão uterina 
o Pós parto em UTI 
o Manutenção do MgSO4 por 24h