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Prof. Ms. Eng. Edson Q. Moreno. Interação Humano-Computador. PROIBIDA REPRODUÇÃO DESTE MATERIAL 1 PROJETO DE INTERFACE COM O USUÁRIO CAPÍTULO 04 – AVALIAÇÃO DE IHC Sumário 4.1 Visão geral: o que, por que e quando avaliar 4.2 Observação e monitoramento do uso 4.3 Captura da opinião dos usuários 4.3.1 Técnicas utilizadas na captura da opinião dos usuários 4.4 Avaliação interpretativa 4.5 Avaliação preditiva 4.1 VISÃO GERAL: O QUE, POR QUE E QUANDO AVALIAR Após a análise do projeto, a próxima etapa do desenvolvimento é a avaliação do projeto de interface. A principal métrica da qualidade a ser observada no projeto de interface do usuário é a usabilidade. A Engenharia de Usabilidade se refere a conceitos e técnicas para análise, síntese e avaliação de usabilidade em sistemas (PREECE, 2002, apud MARTINS, 2011). A usabilidade a ser avaliada no projeto diz respeito à relação do software com as tarefas dos usuários e com objetivo de confirmar o nível em que os requisitos da organização e dos usuários foram alcançados, fornecendo também informações para o refinamento do projeto. Na figura abaixo Patel (2018) sugere como elaborar um Teste de Usabilidade. Vale a pena saber. Em Fonte consulte o site de Neil Patel Figura: Design de interface do usuário. Fonte: PATEL, Neil.Teste de usabilidade: O Que É e Como Fazer Passo a Passo. Disponível em https://neilpatel.com/br/blog/teste-de- usabilidade/. Acesso em 29/01/2021. Prof. Ms. Eng. Edson Q. Moreno. Interação Humano-Computador. PROIBIDA REPRODUÇÃO DESTE MATERIAL 2 4.2 OBSERVAÇÃO E MONITORAMENTO DO USO Usabilidade é a capacidade do produto de software de ser compreendido, aprendido, operado e atraente ao usuário, quando usado sob condições específicas. As especificações são abstrações dos usuários, que são aqueles que irão operar o sistema. Veja bem: O cliente é àquele que entende do negócio disponibilizado pelo software, porém nem sempre entende das operações no software dispostas para o negócio. O analista deve ter habilidade e sutileza para extrair informações durante uma conversa com o usuário. Podem ser empregadas várias técnicas para elicitar os requisitos de interface do usuário ou simplesmente elicitar os requisitos do usuário na característica de design de interface. Lembre-se: O usuário quer se acostumar com o software. O software quando bem usado traz velocidade ao conhecimento. No monitoramento do uso algumas das características básicas do gênero humano são medidas em graus de satisfação do usuário, tais como: curiosidade, comunicação, aprendizado, criação, produção, controle e diversão. No acesso a web a característica curiosidade, por exemplo, pode ser avaliada pelo número de visitas a um determinado site, página ou uma determinada matéria contida em uma página web específica. Os índices de avaliação das características comunicação ou aprendizado podem vir decorrentes do tempo que o usuário permaneceu na página. Essas medidas e avaliações podem ser obtidas com uso de ferramentas, tais como o Google Analytics, visto na Figura abaixo. Além de muitos outros dados sobre as páginas web de um site, pelo Google Analytics é possível obter dados estatísticos de visitas a páginas, figuras, matérias e outras coisas mais. Figura: Quantidade de acesso durante um determinado período. Fonte: NOGUEIRA, Ana. Google Analytics: visão geral, público alvo 1. Disponível em https://blog.hotmart.com/pt-br/google-analytics/, 03/09/2019. Acesso em 29/01/2021. Prof. Ms. Eng. Edson Q. Moreno. Interação Humano-Computador. PROIBIDA REPRODUÇÃO DESTE MATERIAL 3 No acesso a uma determinada aplicação, uma medida de índice de satisfação do usuário e registros de acessos com problemas no software, são medidas essenciais de usabilidade. O controle pode vir do número de ligações dos usuários ao suporte técnico. 4.3 CAPTURA DA OPINIÃO DOS USUÁRIOS O objetivo da captura da opinião dos usuários ou coleta de dados é reunir informações suficientes, relevantes e apropriadas, de forma que um conjunto de requisitos estáveis possa ser produzido. Para projetar algo que realmente dê suporte às atividades das pessoas, devemos conhecer quem são nossos usuários-alvo e que tipo de suporte um produto interativo poderia oferecer de maneira útil. Essas necessidades constituem as bases dos requisitos do produto e sustentam o design e o desenvolvimento subsequentes. 4.3.1 Técnicas utilizadas na captura da opinião dos usuários Questionários dirigidos; Organizar reuniões, entrevistas, brainstorming ou grupos focais (workshops) e consequentemente a criação da lista de requisitos. O workshop de requisitos consiste na realização de reuniões estruturadas, com perguntas abertas e delimitadas entre os analistas de requisitos do projeto e representantes do cliente; A observação natural fornece uma visão mais rica, implica em passar algum tempo com os stakeholders enquanto realizam suas tarefas diárias, observando o trabalho como ele realmente acontece em seu ambiente natural; Estudos de documentação que é o estudo de procedimentos e regras que frequentemente são escritas em manuais e constituem-se em boas fontes de dados sobre os passos envolvidos em uma atividade e as regulamentações que governam determinada tarefa; Storyboarding e Prototipação são usados para avaliar a interface do usuário, os problemas de comunicação com outros produtos e a possibilidade de atendimento aos requisitos de desempenho. 4.4 AVALIAÇÃO INTERPRETATIVA A pesquisa interpretativa ilustrada por Fortunato (2020) na Figura abaixo, envolve a coleta e interpretação de dados qualitativos, das ações e intenções dos usuários reais do sistema. É uma abordagem da natureza do ambiente de uso daqueles que vão operar e gerenciar o software. Prof. Ms. Eng. Edson Q. Moreno. Interação Humano-Computador. PROIBIDA REPRODUÇÃO DESTE MATERIAL 4 Figura: Avaliação qualitativa. Fonte: FORTUNATO, 2020. Para a coleta de dados são usados métodos de investigação (inquiry), tais como: questionários dirigidos, brainstorming, workshops e etnografia. Os dados coletados podem ser: aspectos culturais, paradigmas organizacionais, modelos de documentos, textos, figuras, produções intelectuais, uso da marca e outras características do ambiente de uso e que expressão o comportamento e interação do usuário. A interpretação dos dados conduz a análise das opiniões expectativas e interatividade dos usuários, que podem ser apresentadas com protótipos, casos de uso e diagramas de atividade da UML. 4.5 AVALIAÇÃO PREDITIVA “A análise preditiva é o uso de técnicas de análise avançadas que utilizam dados históricos para descobrir insights em tempo real e prever eventos futuros” IBM (2021). “Ao avaliar, os analistas neste tipo de técnica aplicam seu conhecimento a respeito de usuários típicos, normalmente utilizando heurísticas, com o objetivo de prever problemas de usabilidade” SABADIN (2016). À avaliação preditiva não depende da participação do usuário. São definidos especialistas no papel de representantes do usuário, que questionam sobre os aspectos de uso da interface e tecnologia disponível. Saiba mais: FORTUNATO, Caíque. Framework DECIDE e Avaliação. Disponível em https://medium.com/caiquefortunato/framework-decide-e- avalia%C3%A7%C3%A3o-92ee269e4c55, 09/03/2020. Acesso em 26/01/2021. Prof. Ms. Eng. Edson Q. Moreno. Interação Humano-Computador. PROIBIDA REPRODUÇÃO DESTE MATERIAL 5 Isto é uma característica atrativa para o empresário, porque é uma técnica de baixo custo denominada “avaliação heurística”. A avaliação heurística são procedimentos dirigidos por conceitos referentes ao conhecimento, da qual se verifica se um projeto de interface está em acordocom as expectativas do usuário. Sabadin (2016) cita, por exemplo, as heurísticas aplicáveis em situações de navegação em um site da internet, na busca de informação: Heurística de similaridade – busca de algo semelhante a uma mesma classe do objeto pretendido. Heurística de familiaridade – busca do objetivo pretendido pela sua funcionalidade. Heurística de importância – procura do objeto pretendido por outros objetos e funcionalidades que estão em evidência. Heurística de contexto – busca de um contexto semelhante ao contexto do objeto pretendido. A experiência da avaliação preditiva desenvolve percepções capazes de automatizar tarefas subsequentes, orientando a próxima interação, identificando possíveis falhas futuras e execução de tarefas em paralelo. “Jakob Nielsen em colaboração com Rolf Molich em 1990 evoluiu o conceito de “avaliação heurística” para regras gerais de avaliação do design de interação” CARVALHO (2020). Carvalho (2020) cita as 10 Heurísticas de Nielsen para avaliar a interface: 1. Visibilidade do status do sistema. 2. Compatibilidade entre o sistema e o mundo real. 3. Controle de liberdade para o usuário. 4. Consistência e padrões. 5. Prevenção de erros. 6. Reconhecimento em vez de memorização. 7. Eficiência e flexibilidade de uso. 8. Estética e design minimalista. 9. Ajude os usuários a reconhecerem, diagnosticarem e recuperarem-se de erros. 10. Ajuda e documentação Saiba mais: CARVALHO, Henrique. 10 Heurísticas de Nielsen para avaliar a interface. Site: Vida de Produto, 04/08/2020. Disponível em https://vidadeproduto.com.br/heuristicas-de- nielsen/#:~:text=%2010%20Heur%C3%ADsticas%20de%20Nielsen%20%201%20Visibi lidade,as%20fun%C3%A7%C3%B5es%20do%20sistema%20por%20engano...%20Mor eAcesso em 02/02/2021. Prof. Ms. Eng. Edson Q. Moreno. Interação Humano-Computador. PROIBIDA REPRODUÇÃO DESTE MATERIAL 6 BIBLIOGRAFIA BELINI, André Luís. Processos avaliativos em IHC. São Paulo: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, 07/2015. Disponível em https://profandreluisbelini.files.wordpress.com/2015/07/aula-15-processos-avaliativos-em- ihc.pdf. Acesso em 31/01/2021. CARVALHO, Henrique. 10 Heurísticas de Nielsen para avaliar a interface. Site: Vida de Produto, 04/08/2020. Disponível em https://vidadeproduto.com.br/heuristicas-de- nielsen/#:~:text=%2010%20Heur%C3%ADsticas%20de%20Nielsen%20%201%20Visibilidade ,as%20fun%C3%A7%C3%B5es%20do%20sistema%20por%20engano...%20MoreAcesso em 02/02/2021. FERNANDES, Leandro Augusto Frata. Interface Homem/Máquina. 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