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Universidade Estácio de Sá
Curso de Nutrição
EXAMES BIOQUÍMICOS
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL
Michele Maciel dos Santos Mota
Matrícula: 202001134859
Manaus/AM
2021
DESENVOLVIMENTO
CREATININA
A creatina é sintetizada a partir de aminoácidos no rim, fígado e pâncreas. Em seguida, a creatina é transportada no sangue para outros órgãos, onde ocorre síntese de creatinina. O exame da creatinina é um dos métodos mais usados para avaliação da função renal, ou seja, é um exame importante para avaliar se os rins estão funcionando. Os valores de creatinina podem estar alterados não apenas como um produto da massa muscular, mas influenciados também pela composição muscular, atividade física, alimentação e estado de saúde. Apesar de ser uma proteína produzida pelo próprio organismo, a creatinina também pode ser obtida por meio dos alimentos ricos em proteína, como carnes, peixes, ovos, leite e derivados. Por isso, pacientes com insuficiência renal crônica devem evitar o consumo excessivo desses alimentos. Os valores de referência são: 
· Homens: 0,7 a 1,3 mg/dL
· Mulheres: 0,6 a 1,1 mg/dL 
FERRITINA
É produzida pelo fígado, responsável pelo armazenamento do ferro no organismo. O exame de ferritina tem como objetivo verificar a falta ou excesso de ferro. A ferritina é um reagente de fase aguda que, juntamente com a transferrina e seu receptor, coordena a defesa celular contra o estresse oxidativo e a inflamação. A ferritina elevada não significa necessariamente que a pessoa está com sobrecarga de ferro, mas também pode significar que está em vigência de um processo inflamatório agudo ou crônico, doenças do fígado (cirrose, esteatose, hepatites), obesidade, diabetes, entre outras doenças. As principais causas da ferritina baixa são anemia ferropriva, hipotireoidismo, sangramento gastrointestinal, alimentação pobre em ferro e vitamina C. A alimentação pode influenciar na ferritina, caso esteja muito alta, é bom evitar alimentos como: carne vermelha, fígado, coração de galinha; evitar consumo de bebidas alcoólicas; não ingerir suplementos vitamínicos ou comprimidos que contenham ferro, caso, esteja baixa então é bom consumir esses alimentos.
Valor de referência: 
· Homens: 23 a 336 ng/mL 
· Mulheres: 11 a 306 ng/mL
FERRO
O ferro é um elemento essencial. É necessário para a produção de hemácias normais. Faz parte da hemoglobina, a proteína das hemácias que transporta oxigênio dos pulmões para o resto do corpo. Ferro sérico mede a quantidade de ferro livre no sangue. A homeostasia do ferro é regulada estritamente em nível de sua absorção intestinal e liberação dos macrófagos. O nível sérico de ferro reflete o Fe 3+ ligado à transferrina, e não a Hb livre no soro. Normalmente, perde-se uma pequena quantidade de ferro todos os dias e, se a ingestão for menor, desenvolve-se a deficiência. A alimentação comum possui ferro suficiente para repor a perda diária normal e evitar sua deficiência e anemia por deficiência de ferro. Em algumas ocasiões, há aumento da necessidade de ingestão desse metal.
Valores de referência:
· Mulheres: 28 a 170 µg/dℓ
· Homens: 45 a 182 µg/dℓ
TRANSAMINASE GLUTÂMICO-OXALOACÉTICA (TGO) e TRANSAMINASE GLUTÂMICOPIRÚVICA (TGP)
São enzimas que residem no fígado e são indicadores de possíveis problemas hepáticos. Com o exame de TGO e TGP, é possível identificar e acompanhar doenças presentes no fígado. Quando a dosagem está normal, a maior parte destas enzimas se encontram dentro das células do fígado. Já quando a dosagem apresenta resultados incomuns, as enzimas são derramadas no sangue.  
TGO e TGP acima de 150 U/L indicam doenças do fígado, necessitando de exames complementares para se definir quais são. Se os valores estiverem acima de 1000 U/L, o indicativo é para hepatites virais, isquêmicas ou por drogas. A TGO pode variar em média entre 5 a 40 unidades por litro de soro e TGP pode variar em média entre 7 a 56 unidades por litro de soro.
GLICOSE, INSULINA E GLUCAGON
A glicemia mede a quantidade de um tipo de açúcar, denominado glicose. A glicose provém de carboidratos e constitui a principal fonte de energia usada pelo corpo. Os níveis de glicose são regulados pela insulina e pelo glucagon.
No organismo humano, observa-se, algumas vezes, o aumento dos níveis de glicose no sangue, uma situação conhecida como hiperglicemia. Essa alta da glicose pode indicar diabetes, uma doença em que a insulina não é suficiente no organismo ou não é utilizada adequadamente pelo corpo. Existe ainda uma situação conhecida como hipoglicemia, em que os níveis de glicose estão abaixo do normal. Esse problema pode desencadear mal-estar, causando, por exemplo, tontura e visão embaçada. Valores de referência para glicose:
· Normoglicêmica (níveis normais de glicose no organismo): < 100 mg/dL;
· Pré-diabetes ou risco aumentado para diabetes mellitus: ≥ 100 e <126 mg/dL;
· Diabetes estabelecido: ≥ 126 mg/dL.
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, e tem como função metabolizar a glicose (açúcar no sangue) para produção de energia. O Exame Insulina é usado para medir os níveis de insulina no sangue. O resultado dele ajuda no diagnóstico de insulinoma, que são tumores endócrinos, além de identificar resistência à insulina e insulina elevada, problemas que podem evoluir para doenças crônicas, como o diabetes.
Quando os níveis sanguíneos de glicose se elevam após uma refeição, a insulina é liberada permitindo que a glicose entre nas células. O consumo em excesso de alimentos, principalmente carboidratos de alto índice glicêmico, como doces e produtos feitos com farinhas refinadas, geram uma superestimulação do pâncreas, que libera quantidades enormes de insulina em resposta à rápida entrada de açúcar no sangue. Esse processo é conhecido como pico de insulina.
A prática regular de atividades físicas e uma alimentação adequada, sem excesso de carboidratos e gorduras, são as principais estratégias para evitar desequilíbrios nos valores da insulina. Além disso, é ideal evitar dieta com excesso de sódio (sal), não fumar, não fazer uso excessivo de álcool e ter um sono reparador.
Valores de referência: 
· Normal: inferior a 140 mg/dl;
· Resistência à insulina: entre 140 e 199 mg/dl; 
· Diabetes: igual ou superior a 200 mg/dl.
O Glucagon é um hormônio produzido pelo corpo (pelas células alfa do pâncreas) que tem um efeito oposto ao da insulina (produzido pelas células beta do pâncreas), ou seja, aumenta o açúcar no sangue. É um dos hormônios responsáveis pela homeostase da glicose. Ele promove a liberação da glicose no sangue quando o nível detectado está abaixo do normal.
O valor normal para este teste será um índice inferior a 208,0 pg/mL. Um valor indicativo da presença de glucagonoma é a concentração sanguínea de glucagon em torno de 1000 pg/mL.
Quando os níveis de glicose aumentam, como após a alimentação, verifica-se o aumento da secreção de insulina. Entretanto, quando os níveis de glicose caem, entra em ação o glucagon, que garante a liberação da glicose que está armazenada no corpo.
CORTISOL
O cortisol é produzido no córtex da glândula suprarrenal (ou adrenal) especificamente na zona fasciculada. Estimula a formação de carboidratos a partir de proteínas e outras substâncias, processo chamado de gliconeogênese. Esse hormônio também diminui a utilização de glicose pelas células, aumenta o armazenamento de glicogênio pelo fígado, mobiliza ácidos graxos que serão úteis na produção de glicose e impede o desenvolvimento de inflamações.
Alimentos ricos em triptofano são: arroz integral, soja, oleaginosas, carne, ovos, leite e derivados. A vitamina B5 é importante para regular o cortisol, pois o nutriente é um cofator para a produção de serotonina. Por isso, consuma damasco, amêndoa, leite, salmão, gérmen de trigo e farinha de aveia. É muito importante você evitar o consumo de substâncias estimulantes como cafeína, e limitar o consumo do álcool, pois em altas doses podem elevar o cortisol. ⠀
Os valores de referência variam conforme a hora do dia em que a coleta de é feita:
· Entre 7 e 9 horas:5,4 a 25,0 µg/dL;
· Entre 16 e 17 horas: 2,4 a 13,6 µg/dL. 
HOMOCISTEÍNA
É um aminoácido localizado no plasma do sangue, relacionado ao surgimento de doenças cardiovasculares como AVC, doença coronariana ou infarto cardíaco, pois seus níveis em grande escala podem alterar os vasos sanguíneos.
Normalmente valores pouco abaixo do valor padrão não são preocupantes, mas quando a homocisteína é muito baixa pode resultar em problemas, já que a produção de antioxidantes é menor, fazendo com que as substâncias tóxicas acumulem no organismo. O recomendado é consumir menos alimentos que contém alto teor de vitamina B6 e B12, como peixes, abacate e vegetais, e alimentos ricos em folato, como feijão e lentilha, por exemplo.
Homocisteína alta pode ser provocada pelo alto consumo de proteínas, que pode causar lesões nas paredes dos vasos sanguíneos e leva ao surgimento de doenças cardiovasculares. Também pode ocorrer o aumento devido a doenças como psoríase e hipotireoidismo, além do uso de alguns remédios. A recomendação para que a quantidade do aminoácido diminua no sangue é ingerir mais alimentos com vitaminas B6 ou B12, como salmão e bife de fígado.
	Valores de referência:
· Homens: de 7,71 a 22,33 micromol/L;
· Mulheres: de 5,75 a 18,89 micromol/L
CURVA GLICÊMICA
Alimentos com fibras e gorduras tendem a ter um IG mais baixo. Esse exame é feito a partir da análise da concentração de glicose no sangue em jejum e depois da ingestão de um líquido açucarado fornecido pelo laboratório. Assim, o médico pode avaliar como o organismo funciona frente a elevadas concentrações de glicose
Valores de referência da curva glicêmica
· Normal: inferior a 140 mg/dl;
· Tolerância diminuída à glicose: entre 140 e 199 mg/dl;
· Diabetes: igual ou superior a 200 mg/dl.
HEMOGLOBINA GLICADA
É um exame capaz de medir o índice glicêmico no organismo, ou seja, os níveis de açúcar presentes no sangue. O exame serve para controlar o diabetes já existente e para diagnosticar a pré-diabetes e diabetes de pacientes que ainda não sabem que têm a doença. É um exame eficaz de avaliar os níveis médios da glicose sanguínea nos últimos 2 ou 3 meses.
Quanto mais elevada for a glicemia, maior será a formação de hemoglobina glicada. Portanto, pacientes com diabetes descontrolado têm hemoglobina A1c elevada, enquanto pacientes com diabetes bem controlado têm valores de hemoglobina A1c dentro da faixa considerada adequada.
Valor de referência pacientes saudáveis:
· Nível normal = 4,5 a 5,6%;
· Pré-diabetes = 5,7 a 6,4%;
· Diabetes = superior a 6,5%
Valor de referência pacientes diabéticos:
· Nível controlado = 6,5 a 7,0%
 Há alguns alimentos capazes de auxiliar a diminuir os níveis de açúcar no sangue que são: abacate, ovos, espinafre, brócolis, amêndoas, lentilha, entre outros.
TSH
O hormônio (TSH) é produzido pela hipófise e tem como finalidade estimular a tireoide a produzir os hormônios T3 e T4. Quando os valores de TSH se encontra aumentado no sangue, significa que a concentração de T3 e T4 no sangue está baixa. Já quando se encontra em baixas concentrações, T3 e T4 estão presentes em altas concentrações no sangue. O exame TSH serve para avaliar a função da tireoide e normalmente é pedido pelo clínico geral ou endocrinologista, para avaliar se esta glândula está funcionando corretamente, e em caso de hipotireoidismo, hipertireoidismo, ou no seguimento em caso de câncer diferenciado de tireoide, como o folicular ou papilífero, por exemplo.
· Hipotireoidismo: Na maioria das vezes o TSH alto indica que a tireoide não está produzindo hormônio suficiente, e por isso a hipófise, tenta compensar isso aumentando os níveis de TSH no sangue para que a tireoide exerça sua função de forma adequada. Uma das características do hipotireoidismo é o TSH alto e o T4 baixo, e pode indicar hipotireoidismo subclínico quando o TSH está alto, mas o T4 está dentro do normal. Saiba o que é o T4.
· Hipertireoidismo: O TSH baixo normalmente indica que a tireoide está produzindo T3 e T4 de forma excessiva, aumentado estes valores, e por isso a hipófise diminui a liberação do TSH para tentar regular a função da tireoide. Entenda o que é o T3.
· Tumor na hipófise também pode causar o aumento ou diminuição do TSH. 
· Valor de referência: 0,34 a 5,60 UI/Ml
TIROXINA TOTAL E T4 LIVRE
O exame T4 tem como objetivo avaliar o funcionamento da tireoide por meio da dosagem do hormônio T4 total e T4 livre.
Tanto o T4 livre quanto o T4 total são utilizados para avaliar a função da tireoide, ou seja, verificar se a glândula produz quantidade normal e suficiente de hormônios para fornecer energia para as atividades metabólicas do organismo. O T4 total corresponde à quantidade total de hormônio produzido, sendo avaliado tanto a quantidade que está conjugada a proteínas quanto a que está livre circulante no sangue. No entanto, a dosagem de T4 total pode ser um pouco inespecífica, pois pode haver interferência com as proteínas que o hormônio pode se ligar.  T4 livre, por outro lado, já é mais específico, sensível e permite avaliar melhor a tireoide, pois é dosada somente a quantidade de hormônio que está funcional e ativa no organismo.
Valores de referência T4 livre:
· Adultos: 0,58 a 1,64 ng/dℓ 
· Mulheres grávidas: Primeiro trimestre: 0,73 a 1,13 ng/dzl 
· Segundo trimestre: 0,54 a 1,18 ng/dzl 
· Terceiro trimestre: 0,56 a 1,09 ng/dzl
Valores de referência T4 Total: 
· 6,09 a 12,23 µg/dℓ
 
T3 LIVRE
O valor de referência de T3 total é entre 80 e 180 ng/dL e de T3 livre é entre 2,5 - 4,0 ng/dL, podendo variar de acordo com o laboratório.
Os valores de T3 variam de acordo com a saúde da pessoa, podendo estar aumentado, diminuído ou normal:
T3 alto: Normalmente confirma o diagnóstico de hipertireoidismo, sendo indicativo de doença de Graves, principalmente;
T3 baixo: Pode indicar tireoidite de Hashimoto, hipotireoidismo neonatal ou hipotireoidismo secundário, sendo necessário a realização de exames complementares para confirmar o diagnóstico. 
Para regular a tireoide, é importante ter uma alimentação rica em iodo, selênio e zinco, nutrientes importantes para o bom funcionamento desta glândula e que pode ser encontrado em alimentos como peixes, frutos do mar e castanha-do-pará. Soja e seus derivados, como leites, farinhas e queijos, são alimentos que devem ser evitados por quem possui hipotireoidismo.
ALBUMINA
A albumina é a proteína mais importante, constituindo 55 a 65% da proteína plasmática total. Cerca de 300 a 500 g de albumina estão distribuídos pelos líquidos corporais, e o fígado de um adulto de porte médio sintetiza aproximadamente 15 g por dia. A meia vida da albumina é de cerca de 20 dias, com degradação diária de 4% do reservatório total de albumina.
O exame da albumina é feito com o objetivo de verificar o estado nutricional geral do paciente e identificar possíveis problemas renais ou hepáticos, isso porque a albumina é uma proteína produzida no fígado e é necessário para diversos processos no organismo, como transporte de hormônios e nutrientes e para regular o pH e manter o equilíbrio osmótico do organismo, o que acontece por meio da regulação da quantidade de água no sangue.
· Valor de referência: 3,5 – 4,7 g/dL.
PRÉ – ALBUMINA
É uma proteína depletada precocemente em estado hiper metabólico, uma vez que tem uma vida média de dois dias e uma reserva corporal bem pequena. Esta proteína é sintetizada no fígado. A pré-albumina é um bom indicador do estado nutricional do paciente. A sua concentração sérica diminuirá em caso de doença hepática, de subnutrição proteica ou em caso de fase inflamatória aguda.
· Valor de referência: de 20 a 36 mg/dL.
PROTEÍNA TRANSPORTADORA DE RETINOL
É um marcador bastante sensível do estado nutricional porque possui uma meia-vida de 12 horas. 
A proteína transportadora de retinol (RBP) transporta, dos hepatócitos para todos os tecidos do organismo, a vitamina A (na forma de retinol). A própria RBP é transportada pela transtiretina (pré-albumina). Em condições normais uma fração de RBP (10%) não ligada à transtiretina é filtradanos glomérulos, sendo quase totalmente reabsorvida pelas células tubulares proximais. Lesões a esse nível promovem o aumento da excreção de proteínas de baixo peso molecular pela urina.
· Valor de referência até 0,4 mg/L. 
	Tanto a albumina, pré – albumina e proteína transportadora de retinol são exames que indicam se os pacientes podem apresentar uma má nutrição.
PROTEÍNA TOTAL
A proteína sérica total refere-se à soma da concentração das proteínas circulantes. A determinação da proteína total no soro é um exame de sangue que mede as quantidades de proteína total, albumina e globulina no sangue.
Valores de referência:
· 0 a 7 dias: > 4,6 a 7,0 g/dℓ 
· 7 dias a 1 ano: 4,4 a 7,5 g/dℓ
· 1 a 3 anos: 5,5 a 7,5 g/dℓ 
· 3 anos até a idade adulta: 6,0 a 8,0 g/dℓ.
Esse exame ajuda no diagnóstico e tratamento de doenças que acometem o fígado, os rins ou a medula óssea, bem como outros distúrbios metabólicos ou nutricionais. É usado na triagem para deficiências nutricionais.
UREIA
O catabolismo das proteínas e dos ácidos nucleicos resulta na formação de ureia e amônia. A ureia é sintetizada principalmente no fígado, e > 90% são excretados pelos rins.
· Valores de referência: 7 a 23 mg/dℓ.
O aumento de ureia na circulação pode ocorrer quando há problema renal ou excesso de produção de ureia pelo fígado devido ao consumo excessivo de compostos nitrogenados ou carência de alimentos ricos em carboidratos, na alimentação de ruminantes.
TRIGLICERÍDEOS
Os triglicerídeos, que são um tipo de gordura, constituem uma importante fonte de energia para o corpo. Os triglicerídeos são, em sua maioria, armazenados no tecido adiposo como glicerol, monoglicerídeos e ácidos graxos, os quais são convertidos pelo fígado em triglicerídeos. Após a ingestão de alimento, observam-se níveis aumentados de triglicerídeos no sangue. Os triglicerídeos provenientes do intestino circulam pelo sangue até o tecido adiposo para armazenamento, e são transportados, em sua maioria, por lipoproteínas no sangue.
Os valores referência desejáveis são: 
· < 150 mg/dL com jejum
· < 175 mg/Dl sem jejum.
Os níveis elevados de triglicerídeos no sangue estão associados ao risco aumentado de doença cardiovascular e arteriosclerose.
O excesso de carboidratos, como massas, açúcares e bebidas alcoólicas, é a principal causa de hipertrigliceridemia. A falta de atividade física pode contribuir para a elevação dos níveis sanguíneos de triglicérides.
Existe uma condição rara, a hipertrigliceridemia familiar, que é genética e não guarda relação estreita com a alimentação, mesmo podendo ser agravada por maus hábitos de vida. A elevação dos níveis de triglicérides ocorre por uma mutação genética e as taxas de triglicérides são extremamente elevadas.
Alimentação saudável com mais fibras e menos carboidratos simples, atividade física regular e redução de bebidas alcoólicas são imprescindíveis para o controle dos níveis de triglicérides. O consumo de ômega 3, presente em peixes e oleaginosas, auxilia no combate aos excessos de triglicerídeos. Em alguns casos é necessário o uso de medicamentos para controle da hipertrigliceridemia.
COLESTEROL TOTAL
Esteroide transportado na corrente sanguínea como lipoproteína. É necessário para o funcionamento das membranas celulares e como precursor dos ácidos biliares, progesterona, vitamina D, estrogênios, glicocorticoides e mineralocorticoides. O colesterol total é a soma de todos os valores de colesterol que podem ser medidos no sangue, que são o HDL, o LDL e o VLDL.
O valor de referência desejável para o colesterol total é abaixo de 190 mg/dL.
COLESTEROL LDL
O colesterol LDL é uma lipoproteína de baixa densidade, conhecido popularmente como colesterol “ruim”. Quando os níveis estão elevados também aumenta o risco de desenvolver doenças coronárias, como por exemplo: insuficiência arterial, infarto do miocárdio ou derrame cerebral.
Os níveis adequados do colesterol LDL em pessoas saudáveis deverão estar abaixo dos 130 mg/dL sangue e para as pessoas que apresentam algum quadro de risco os níveis não deverão ultrapassar os 70 mg/dL.
COLESTEROL HDL 
É uma lipoproteína de alta densidade, conhecido popularmente como colesterol “bom” que nos protege do LDL (colesterol “ruim”). Tem como função extrair o colesterol LDL das artérias e levá-lo até o fígado onde ele será quebrado e excretado posteriormente. Por isso, quanto maiores forem os níveis de HDL, menor será o risco de contrair doenças cardiovasculares.
Os níveis adequados de colesterol HDL devem ser superiores a 40 mg/dL de sangue.
COLESTEROL VLDL
É lipoproteínas de muita baixa densidade, produzido no fígado e tem como sua principal função transportar os triglicerídeos pela corrente sanguínea. VLDL está diretamente ligado à quantidade de triglicérides e os seus níveis são diretamente influenciados pela dieta que fazemos.
Os valores considerados normais devem ser estar em torno de 200mg/dL; ligeiramente altos quando estão entre 200 e 239 mg/dL e altos quando estão acima de 240 mg/dL.
Uma alimentação equilibrada e saudável, junto à prática da atividade física pode, além de ajudar a controlar o peso, manter o colesterol dentro dos níveis recomendados. Alguns alimentos ajudam a controlar o colesterol, tais como: alimentos como os óleos vegetais (óleo de soja e azeite de oliva), peixes, nozes e castanhas apresentam grande quantidade de gordura insaturada, que, quando consumidos com moderação, podem contribuir para a redução do colesterol total e do LDL e aumento do HDL.
PROTEÍNA C – REATIVA
A proteína C reativa (PCR) é uma proteína de fase aguda induzida por citocinas, útil para a detecção e avaliação de infecções, lesão tecidual e distúrbios inflamatórios. É uma substância natural produzida pelo fígado. Uma quantidade elevada normalmente causa inflamação no corpo, o que resulta em um risco elevado para doenças cardíacas. Os seus níveis de PCR são influenciados pela genética, fatores de estilo de vida, alimentação e toxinas ambientais, portanto, para diminuí-los, é necessário lidar com o máximo desses elementos possível.
O valor de referência para a PCR, tanto em homem quanto em mulheres, é de até 3,0 mg/L ou 0,3 mg/dL. 
Alguns alimentos ajudam a reduzir a inflamação responsável pelos níveis elevados de PCR, tais como gordura saudáveis como ômega 3; frutas e vegetais ricos em vitaminas e outros nutrientes que têm efeitos antiflamatórios no corpo. 
Alguns alimentos devem ser evitados, como por exemplo, os alimentos refinados e feitos com ingredientes refinados, pois podem ser bastante prejudiciais, portanto, o ideal é eliminar o máximo que puder da alimentação para reduzir a PCR.
SÓDIO
O sódio é importante para a manutenção da saúde e tem como principais funções: 
· Garantir equilibrado o pH do sangue;
· Favorecer os impulsos nervosos e a contração dos músculos;
· Melhorar a qualidade os impulsos elétricos do coração;
· Equilibrar a quantidade de água no corpo;
· Favorecer o funcionamento dos rins.
O exame de sódio pode ser feito para determinar se a doença/estado clínico que compromete o cérebro, pulmões, fígado, coração, rins, tireoide ou glândulas adrenais esteja causando ou sendo agravada pelo excesso ou deficiência de sódio. Quando as concentrações de sódio são baixas, então é denominada de hiponatremia. Se tiver concentração elevada é denominada de hipernatremia.
O excesso de sódio causa retenção de líquidos e por isso a pessoa pode ficar inchada, com as pernas pesadas, cansadas e com celulite. Além disso, aumenta o risco de hipertensão, derrame, problemas renais e osteoporose.
A melhor forma de diminuir o consumo de sódio diariamente é não consumindo refrigerantes, e usando menos sal para temperar. 
· Valores de referência: 135 a 145 mmol/ℓ 
· Valores críticos: < 121 ou > 158 mmol/l.
ZINCO
O zinco é um mineral muito importante para a manutenção da saúde. A ingestão do zinco é importante pois ajuda na absorção da vitamina A, estimula a função da tireoide, protege contra infecções porque atua no sistema imune, previne a diabetes tipo 2 e aparecimento de câncer.A ingestão de zinco apresenta correlação muito próxima com a ingestão de proteína; em consequência, trata-se de um importante componente de morbidade nutricional relacionada no mundo inteiro
As principais fontes de zinco são os alimentos de origem animal como ostra, camarão, e as carnes de vaca, frango, peixe e fígado. Gérmen de trigo, grãos integrais, castanhas, cereais, legumes e tubérculos também são ricos em zinco.
Os valores de referência do zinco no sangue são de 70 a 120 ug/dL e até 900 ug/g na urina.	
POTÁSSIO
O potássio é um mineral essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso, muscular, cardíaco e para o equilíbrio do pH no sangue.
Uma dieta rica em potássio se associa a diversos benefícios para a saúde, como diminuição da retenção de líquidos, regulação da pressão arterial e diminuição do risco de infarto. Este mineral é possível se obter através do consumo de carnes, grãos e frutos secos.
O valor de referência do potássio no sangue é entre 3,5 mEq/L e 5,5 mEq/L.
MAGNÉSIO
O magnésio é um mineral essencial utilizado no organismo para funções como produção de proteínas, bom funcionamento do sistema nervoso, controle do açúcar no sangue e controle da pressão arterial. Além disso, ele facilita a transmissão de impulsos nervosos e regula as contrações musculares.
A deficiência de magnésio pode causar alterações no sistema nervoso, insuficiência cardíaca, osteoporose, pressão alta, entre outros sintomas.
 	Os alimentos ricos em magnésio são principalmente as sementes, como a semente de linhaça e a de gergelim, as oleaginosas, como as castanhas e o amendoim.
· Valores de referência: De 1,9 a 2,5 mg/ dL
· Valores críticos: < 1,0 e > 4,9 mg/dL
FOSFATASE ALCALINA
 A fosfatase alcalina é uma enzima encontrada em diversos tecidos do corpo, com concentrações maiores no fígado e nos ossos. É geralmente utilizado para investigar doenças no fígado ou nos ossos, quando estão presentes sinais e sintomas como dor no abdômen, urina escura, icterícia ou deformações e dor ósseas, por exemplo. Pode também ser realizado como exame de rotina, juntamente com outros exames, de forma a avaliar a saúde do fígado.
Valores de referência:
· 0 a 1 ano: 150 a 350 U/L
· 1 a 16 anos: 30 a 300 UI/L
· > 16 anos: 30 a 115 UI/L
Para diminuir a fosfatase alcalina através de mudanças alimentares deve-se reduzir alimentos ricos em zinco; consumir alimentos ricos em cobre; incorporar alimentos que ajudam a controlar os níveis de enzimas como: laticínios, peixes.
CÁLCIO
É um mineral essencial para a construção e manutenção dos ossos e dos dentes, além de ser muito importante para a contração muscular e transmissão dos impulsos nervosos.
· Valores de referência: 8,7 a 10,7 mg/dL 
· Valores críticos: < 6,6 ou > 12,9 mg/Dl
Os alimentos ricos em cálcio como leite, queijo e iogurte devem ser consumidos diariamente no café da manhã ou nos lanches. Na hora do almoço e do jantar também é importante consumir alimentos ricos em cálcio de origem vegetal como brócolis e folhas de caruru, por exemplo. Além disso deve-se também ingerir alimentos como peixe, ovo e carne pois têm vitamina D que aumenta a absorção de cálcio
Alguns compostos dificultam a absorção de cálcio quando são consumidos na mesma refeição e por isso não é aconselhado comer alimentos ricos em ferro, como carnes vermelhas, gema de ovo e beterraba na mesma refeição que contém cálcio. Outros alimentos que também não devem ser consumidos na mesma refeição são leite, suco e iogurte de soja, sementes, castanhas, feijão, espinafre e batata doce.
ÁCIDO FÓLICO
É uma vitamina solúvel em água, também conhecida como vitamina b9. O organismo não consegue armazenar essa vitamina por muito tempo, por isso, é preciso fazer reposição diária. Têm como funções fabricar céluas sanguíneas, curar ferimentos, ajudar a produzir músculos. O ácido fólico é fundamental para a formação do DNA e RNA e para o bom funcionamento do metabolismo. 
A sua falta, ou o seu excesso, podem desencadear problemas de saúde. Uma das fontes de ácido fólico mais abundantes são todas as folhas verdes escuras, com destaque para espinafre, brócolis, couve, alface e salsa. Os cereais integrais, feijões, cogumelos, fígado de galinha, ovo, levedura de cerveja e gérmen de trigo também possuem boas quantidades do nutriente.
Frutas como abacate, manga, laranja, tomate, melão, e banana também devem entrar no cardápio para aqueles que querem equilibrar os índices de ácido fólico no organismo. 
Valores de referência:
· Deficiente: inferior a 3,4 ng/mL; 
· Limítrofe: de 3,4 a 5,4 ng/mL; 
· Normal: superior a 5,4 ng/mL
ÁCIDO ÚRICO
É uma substância produzida pelo organismo. Ela se deve à quebra das purinas, proteínas existentes em muitos alimentos. Depois de utilizadas pelo organismo, as purinas são degradadas (destruídas) e transformadas em ácido úrico. O exame de ácido úrico avalia as quantidades dessa substância no sangue. 
De uma maneira geral, o mais indicado para o tratamento no controle do índice de ácido úrico é preferir alimentos menos industrializados, seguir uma dieta balanceada e saudável, rica em leite e derivados, frutas e verduras e esquecer o consumo de bebidas alcoólicas – incluindo a cerveja, que é rica em purina. 
Os valores de referência são:
· Mulheres: 2,4 a 5,7 mg/dL;
· Homens: 3,4 a 7,0 mg/dL.
ÁCIDO ASCÓRBICO
O ácido ascórbico, também conhecido como Vitamina C, é indispensável para a síntese do colágeno; ajudar na manutenção das funções glandulares e do crescimento; manutenção dos tecidos; prevenir o câncer; aumentar a imunidade e protege contra infecções. 
Os valores normais de vitamina C (ácido ascórbico) devem ser entre - De 0,4 a 2,0 mg/dL
As principais fontes são: frutas cítricas frescas (laranja, limão, tomate abacaxi, mamão papaia) e vegetais frescos (repolho, couve-flor, espinafre, pimentão verde).. L. A dosagem de ácido ascórbico, ou vitamina C, é útil na avaliação nutricional e na detecção de estados de deficiência dessa vitamina. 
ERITROGRAMA
É a parte do hemograma que avalia as células vermelhas do sangue. Os eritrócitos, também conhecidos como hemácias ou glóbulos vermelhos, são contados e sua quantidade é comparada com valores de referências para homem pode apresentar entre 4,5 e 6 milhões de hemácias por mm3 de sangue, enquanto uma mulher adulta varia entre 4 e 5,5 milhões/mm3. 
O hematócrito representa a porcentagem do volume ocupado pelas hemácias no volume total de sangue. Os valores de referência são 36 – 48 % para mulheres e 40 – 52% para homens.
A Hemoglobina está presente no interior das hemácias e é responsável por transportar as moléculas de oxigênio através da corrente sanguínea. Também define a presença de anemias e forte correlação com hematócrito. Valores de referência: 
· Mulheres – 12-16g/% 
· Homens – 13,5-18g/%.
Existem outros 4 índices avaliados em um eritrograma: VCM, HCM, CHCM e RDW.
VCM – Volume Corpuscular Médio – avalia o tamanho (volume) das hemácias. Alterações para mais indicam macrocitose VCM > 100: anemia macrocítica e alterações para menos indicam microcitose VCM< 80: anemia microcítica
HCM – Hemoglobina Corpuscular Média – reflete a quantidade média de Hemoglobina nas hemácias (paralela ao VCM). Glóbulos grandes tem mais hemoglobina e pequenos tem menos. Valores de referência:
· HCM > 32: anemia macrocítica
· HCM < 2: anemia microcítica
CHCM – Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média – índice colorimétrico; concentração de Hemoglobina das hemácias e do hematócrito; indica normo, hipo ou hipercromia. Somente com níveis de Hb < 8,5 g/dL ocorre diminuição da CHCM
· CHCM > 38: anemia hipercrômica
· CHCM < 32: anemia hipocrômica
RDW – Red blood cell Distribution Width – índice de Anisocitose; reflete as variações no tamanho das hemácias
RDW normal: homogeneidade, os eritrócitos apresentam-se com mesmo tamanho.
RDW baixo: heterogeneidade – Anisocitose – presença concomitante de células pequenas (micróticos) e células grandes (macrócitos)
· RDW < 11,0: Anisocitose
LEUCOGRAMA
Representa os glóbulos brancos que são as células responsáveispela defesa do organismo. 
O leucograma é um exame importante para ajudar a verificar a imunidade da pessoa e como o organismo consegue reagir a diferentes situações, como infecções e inflamações. Quando a concentração de leucócitos está elevada, a situação é denominada leucocitose, e o inverso, leucopenia.
As células de defesa do organismo são os neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos, sendo responsáveis por funções diferentes no organismo, como:
· Neutrófilos: São as células sanguíneas mais abundantes do sistema de defesa, sendo responsável pelo combate a infecções, podendo ser indicativo de infecção por bactérias quando os valores se encontram aumentados. Os bastões ou bastonetes são os neutrófilos jovens e que normalmente são encontrados no sangue quando há infecções em fase aguda. Os neutrófilos segmentados são os neutrófilos maduros e mais encontrados no sangue;
· Linfócitos: Os linfócitos são responsáveis pelo combate a vírus e tumores e produção anticorpos. Quando aumentados, podem indicar uma infecção viral, HIV, leucemia ou rejeição de um órgão transplantado, por exemplo;
· Monócitos: São as células de defesa responsáveis for fagocitar microrganismos invasores, sendo também chamados de macrófagos. Atuam contra vírus e bactérias sem distinção;
· Eosinófilos: São as células de defesa ativadas em caso de alergia ou em infecções por parasitas;
· Basófilos: São as células de defesa ativadas em caso de inflamação crônica ou alergia prolongada e, em condições normais, só é encontrado até 1%.
Valores de referência:
	Leucograma
	Valores normais
	Leucócitos totais
	6.000 – 10.000 céls/mm3
	Neutrófilos Segmentados
	50 – 60%
	Neutrófilos Bastonados
	0%
	Linfócitos
	20 – 33%
	Monócitos
	3 – 7%
	Eosinófilos
	1 – 3%
	Basófilos
	0 – 1%
	Mielócitos
	0%
VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS: A, D, E E K
São lipossolúveis, solúveis em gorduras, as vitaminas A, D, K, armazenadas no fígado, e a vitamina E, que é distribuída para todos os tecidos de gordura no corpo. As substâncias lipossolúveis não são facilmente excretadas pelo organismo e tendem a se acumular provocando intoxicação se ingeridas em excesso.
Vitamina A - Importante oxidante que protege células contra radicais livres. Principais fontes: frutas e vegetais de cor forte, como cenoura, abóbora, brócolis e espinafre e gorduras amarelas de alimentos animais como fígado, ovos e leite. . Em crianças, a carência de vitamina A causa distúrbios de crescimento e esqueléticos, alterações da mucosa intestinal, xeroftalmia e maior propensão para infecções respiratórias. Em adultos, a deficiência de visão noturna é o sintoma mais comum. Por outro lado, o excesso de vitamina A pode ser tóxico, ocasionando hipertensão intracraniana, dores ósseas e descamação cutânea.
· 1 a 6 anos - 0,2 a 0,4 mg/L
· 7 a 12 anos - 0,3 a 0,5 mg/L 
· Maiores de 13 anos e adultos - 0,3 a 0,7 mg/L
Vitamina D - É sintetizada com a ajuda dos raios solares e imprescindível para a produção de insulina e a manutenção do sistema imunológico. Ajuda na absorção do cálcio. Principais fontes: peixes gordos como o atum e o salmão.
· Maior do que 20 ng/mL é o desejável para população geral saudável;
· Entre 30 e 60 ng/mL é o recomendado para grupos de risco como idosos, gestantes, pacientes com osteomalácia, raquitismos, osteoporose, hiperparatireoidismo secundário, doenças inflamatórias, doenças autoimunes e renal crônica e pré-bariátricos;
· Entre 10 e 20 ng/mL é considerado baixo com risco de aumentar remodelação óssea e, com isso, perda de massa óssea, além do risco de osteoporose e fraturas;
· Menor do que 10 ng/mL muito baixa e com risco de evoluir com defeito na mineralização óssea, que é a osteomalácia, e raquitismo.
Vitamina K - Componente na formação de 13 proteínas essenciais para a coagulação do sangue e envolvida na construção dos ossos. Principais fontes: alimentos verdes, como vegetais de folhas e legumes (couve, couve de Bruxelas, brócolis, salsa). Os valores normais de vitamina K (filoquinona) devem ser entre 0,1 mg/L e 2,1 mg/L.
Vitamina E (tocoferol) - Forte antioxidante contra radicais livres; previne o câncer e doenças cardiovasculares; protege o sistema reprodutor; previne catarata; reforça o sistema imunológico; melhora a ação da insulina. Principais fontes: óleos (girassol, amendoim), sementes de girassol, amêndoas, amendoim, vegetais de folhas verde-escuras.
· Prematuros é normal de: 2,5 a 3,7 mg/L
· Pacientes entre 1 e 12 anos: 3,0 a 9,0 mg/L
· Pacientes entre 13 a 19 anos: 6,0 a 10,0 mg/L. 
· Pacientes adultos: 5,0 a 20,0 mg/L é normal.
VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS COMPLEXO B (1,2,3,5,6,7,9 e 12)
Outro grupo é o das hidrossolúveis, ou solúveis em água, como as vitaminas C e as do complexo B (1, 2, 3, 5, 6, 8 e 9), que permanecem no corpo por um pequeno período antes de serem excretadas pelos rins e, por essa razão, devem ser ingeridas diariamente. A B12 também é hidrossolúvel, mas permanece armazenada no fígado.
Vitamina B1 (Tiamina) - mantém o sistema nervoso e circulatório saudáveis; auxilia na formação do sangue e no metabolismo de carboidratos; previne o envelhecimento; melhora a função cerebral; combate a depressão e a fadiga; converte o açúcar no sangue em energia. Principais fontes: vegetais de folhas (alface romana, espinafre), berinjela, cogumelos, grãos de cereais integrais, feijão, nozes, atum, carne bovina e de aves. 
· Valores de referência: 16,0 a 48,0 ng/mL
Vitamina B2 (Riboflaviana) - ligada à formação de células vermelhas do sangue e anticorpos; envolvida na respiração e processos celulares; previne catarata; ajuda na reparação e manutenção da pele e na produção do hormônio adrenalina. Principais fontes: vegetais, grãos integrais, leite e carnes. 
· Valores de referência: 1,0 a 19,0 mcg/L
Vitamina B3 (Nicotinamida) - aumenta a circulação; reduz triglicérideos e colesterol; ajuda no funcionamento adequado do sistema nervoso e imunológico; regula o açúcar no sangue; protege o corpo contra poluentes e toxinas. Principais fontes: carnes magras de bovinos e de aves, fígado, leite, gema de ovos, cereais integrais, vegetais de folhas, cenoura, batata-doce, frutas secas, tomate, abacate. 
· Valores de referência: 8,0 a 52,0 mcg/L
Vitamina B5 (Ácido pantotênico) – desempenha funções como: ajudar na formação de células vermelhas do sangue e na desintoxicação química; ajudar na construção de anticorpos; reduzir colesterol e triglicérides; ajudar nas disfunções hormonais. O ácido pantotênico é amplamente distribuído nos alimentos de uma forma geral, e é particularmente abundante em alimentos de origem animal, legumes e cereais integrais. A deficiência dietética em humanos é rara. 
Valores de referência:
· Superior a 10 anos: 37 a 147 ug/L. 
· Inferior ou igual a 1 ano: 3.45 a 825 ug/L. 
· Superior a 1 ano até 10 anos: 3.45 a 229.2 ug/L.
Vitamina B6 (Piridoxina) - reduz o risco de doenças cardíacas; ajuda na manutenção do sistema nervoso central e no sistema imunológico; reduz espasmos musculares; alivia enxaquecas e náuseas; reduz o colesterol; melhora a visão; previne aterosclerose e câncer. Alguns alimentos que contêm vitamina B6 são: cereais integrais, semente de girassol, feijões, aves, peixes, frutas e vegetais. A determinação da vitamina B6, ou piridoxina, é útil para o diagnóstico de deficiência dessa vitamina, que pode ser decorrente de alcoolismo crônico, desnutrição, anemia, má absorção ou uso de certos medicamentos. 
· Valores de referência: 8,7 - 27,2 ng/mL
Vitamina B7 (Biotina) - auxilia no crescimento celular, produção de ácidos graxos e redução de açúcar no sangue; combate infecções; promove a saúde das glândulas sudoríparas, do tecido nervoso, da medula óssea, das glândulas sexuais e células sanguíneas; previne a calvície; alivia dores musculares; baixa a intolerância à insulina em diabéticos. Principais fontes: carne de aves, fígado, rins, gema de ovo, couve-flor, ervilha.
Valores de referência:
· Pediátrico (<12 anos): 100,0 a 2460,2 pg/mL 
· Adulto (>ou=12 anos): 221,0 a 3004,0 pg/mL
Vitamina B9 (ácido fólico) - manutençãodos sistemas imunológico, circulatório e nervoso; antitóxico; ajuda a combater o primeiro infarto, o câncer de mama e de cólon, parasitas intestinais e envenenamento alimentar; diminui o risco de aterosclerose; promove a saúde dos cabelos e da pele; reforça o sistema imunológico e o sistema nervoso central. Principais fontes: fígado, rins, vegetais de folhas verdes, couve-flor. - 
Valores de referência:
· Deficiente: inferior a 3,4 ng/mL; 
· Limítrofe: de 3,4 a 5,4 ng/mL; 
· Normal: superior a 5,4 ng/mL.
- Vitamina B12 (Cobalamina) - auxilia na síntese das células vermelhas do sangue; manutenção do sistema nervoso; ajuda no crescimento e desenvolvimento do corpo. Principais fontes: fígado, rins, carnes, peixes, ovos, leite, queijo. 
Valores de referência:
· Normal: maior que 300 ng/L 
· Limitrofe: 190 até 300 ng/L 
· Deficiente: menor que 190 ng/L.
EAS E EPF
EAS (Elementos Anormais do Sedimento) é um exame de urina solicitado para identificar alterações no sistema urinário e renal, como, infecções urinárias e problemas nos rins, como pedras nos rins e insuficiência renal, por exemplo. Assim, o exame EAS serve para analisar alguns aspectos físicos, químicos e a presença de elementos anormais na urina, como:
· Aspectos físicos: cor, densidade e aspecto;
· Aspectos químicos: pH, nitritos, glicose, proteínas, cetonas, bilirrubinas e urobilinogênio;
· Elementos anormais: sangue, bactérias, fungos, protozoários, espermatozoides, filamentos de muco, cilindros e cristais.
Além disso, no exame de urina é verificada a presença e quantidade de leucócitos e células epiteliais na urina. Os valores de referência do exame de urina tipo 1 devem ser:
· pH: 5,5 e 7,5;
· Densidade: de 1,005 a 1,030
· Características: Ausência de glicose, proteínas, cetonas, bilirrubina, urobilinogênio, sangue e nitrito, alguns (poucos) leucócitos e raras células epiteliais.
Se o exame de urina revelar nitrito positivo, presença de sangue e numerosos leucócitos, por exemplo, pode ser indicativo de infecção urinária, mas só o exame de urocultura é que confirma a presença ou não de infecção. 
O exame parasitológico de fezes (EPF) procura detectar a presença de elementos que advertem a existência de vermes no intestino. Existem dois tipos de vermes que podem resistir no intestino humano, a partir do ponto de vista morfológico:
· Protozoários: são compostos apenas por uma célula (unicelulares). Existem os patogênicos para o homem e aqueles que não causam doenças e que primeiramente não precisam ser tratados.
· Helmintos: são compostos por várias células, e possuem dimensões variadas. A partir de alguns centímetros, podendo chegar até alguns metros.
Sobre o resultado, caso não seja descoberta a presença de larvas, parasitas ou ovos na amostra analisada, no exame estará impresso negativo. Caso contrário estará descritos os nomes dos parasitas descobertos na amostra
HORMÔNIOS MASCULINOS E FEMININOS QUE PODEM SER DOSADOS NA PRÁTICA CLÍNICA
A testosterona é o principal hormônio masculino. Ela dá ao homem suas características masculinas e estimula a produção de espermatozoides pelos testículos. Dessa forma, ela é a principal responsável pela fertilidade do homem. É uma substância produzida nos testículos, nas células de Leydig e nas glândulas adrenais nos homens e, nas mulheres, é produzida nos ovários e também nas glândulas adrenais, porém, é produzida em menores quantidade.
Se ela não estiver em sua dosagem adequada no sangue, pode gerar uma série de efeitos, como perda da libido e de massa muscular e óssea, dificuldade de ereção, fadiga, distúrbios de humor, memória e sono e, finalmente, infertilidade.
Alguns alimentos podem ajudar a aumentar os níveis de testosterona, como: alimentos ricos em zinco (ostras, fígado, feijão, castanha) e alimentos ricos em vitamina D (salmão, sardinhas, ovos).
	Os hormônios femininos são: FSH, LH, estradiol e progesterona
O FSH ou hormônio folículo-estimulante é secretado pela hipófise e estimula a produção de estrogênios nos ovários. A principal função do hormônio é a de estimular o crescimento dos folículos no momento correto do ciclo menstrual. Se os níveis de FSH estiverem mais altos do que o normal, a reserva ovariana pode estar baixa. Por outro lado, níveis muito baixos de FSH podem ser indício de distúrbio no hipotálamo e/ou na hipófise.  
O hormônio luteinizante (LH) tem como principal função promover o amadurecimento do folículo dominante e assim provocar a ovulação. O LH é secretado pela hipófise e um distúrbio em sua produção pode desencadear quadro de anovulação, impossibilitando a fecundação.
Já o estradiol, principal estrogênio, é produzido pelos ovários antes da ovulação e sua principal função é preparar o endométrio para receber o embrião. Sua dosagem aumenta naturalmente ao longo do crescimento dos folículos. Assim como ocorre com os níveis baixos de LH, uma deficiência na produção de estradiol pode levar à anovulação. Para melhorar as funções ovarianas e otimizar as funções estrogênicas é recomendável consumer alimentos ricos em zinco, como: frutos do mar e peixes.
O último hormônio fundamental para o corpo feminino e para a fertilidade é a progesterona, que também é responsável pela preparação do endométrio para que o embrião possa se fixar. A tendência é que os níveis de progesterona aumentem após a ovulação e reduzam caso não haja a fecundação. Se houver a fecundação, a produção de progesterona se mantém para que a gestação se desenvolva.
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