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Fernanda F. Ferreira - TXI Abcesso e fístula anal Abcesso anal: · Cav. em que se forma secreção purulenta na região anal ou vizinhança · Em geral, é causado pela infecção de pequenas gl. Existentes no interior do canal anal · Podem também ser originados de uma fissura anal infectada e também pela presença de corpo estranho no reto ou canal anal (espinhas de peixe, ossos de galinha ou outro tipo de corpo estranho) Fístula anorretal: · Trajeto comunicando o canal anal à margem do ânus · Passaria despercebido se não fosse a drenagem de secreção purulenta através de um ou mais orifícios nessa região ou a dor quando ocrre obstrução do mesmo · Freq. Como resultado de um abcesso que se formou nessa região · Não se pode prever quando um abcesso irá formar fístula, podendo ocorrer em cerca de metade ou mais dos casos de abcesso anal · Outra causa comum de fístula anal são a doença de crohn, tb e doenças infl. intestinais Epidemiologia: · Prevalência desconhecida · Desconforto anorretal rel. com hemorroidas · A incidência de uma fístula anal que se desenvolve a apartir de um abcesso anal varia de 15-38% · A idade média para a apresentação do abcesso anal e doença de fístula é de 40 anos ( variação de 20-60anos) · Homens adultos têm duas vezes mais chances de desenvolver abecesso e/ou fístula em comparação com mulheres Etiologia: - Gl. Da cripta anal infectada - Outras: · Doença de Crrohn · Lesão obstétrica · Retite por radiação · Corpos estranhos retais · Doenças infeciososas · Malignidade Patogênese: · As fístulas criptogl. Originam-se de uma gl, da cripta anal infecção · Existem tipicamnete 8-10 gl. Da cripta anal dispostas circunferencialmente dentro do canal ao nível da linha dentada · As gl. Penetram no esficter interno e terminal no plano interesficteriano · Uma fistula anorretal é a conexão entre duas estruturas epiteliais e conecta o abcesso anala faz gl. Da cripta anal infectada à pele perirretal, e ocasionalmnete, a outros órgãos pélvicos Quadro clínico: · Um abcesso anorreal não cicatrizante após a drenagem ou com drenagem purulenta cRônica e uma lesão semelhante a uma pústula na região perianal ou nádega · Os pacientes sentem dor retal intermitente, principalmente, durante a defecação, mas também quando ficam sentados ou em atividade · Os pacientes também podem apresentar drenagem perianal intermitente e fétida e prurido *fistula desde a pele até próximo a linha pectinea Exame físico: · A pele perianal pod estar escoriada e infl. · A abertura externa pode ser visualizada ou palpada: endurecimento logo abaixo da pele se a abertura externa for incompleta ou fechada às cegas. A abertura externa pode estar infl., sensível e/ou drenando fluido purulento. Um cordão palpável que vai da abertura externa ao canal anla pode estar presente · Uma fístula pode ser explorada com uma sonda de fístula por um clíncico experiente, tomando cuidado para evitar a criação de uma passagem falsa ao penetrar na parede da fístula . A sonda é inserida suavemente na abertura externa na pele perianak e passada através da abertura interna no ânus ou reto · A abertura interna do ânus pode ser aval. pelo anuscopio, enquanro um sigmoidoscópioo pode ser necessário para visualizar a abertura interna no ret. Em alguns casos, a abertura inyerna pode ser palpada no exame toque retal Classificação: · Parks, Gordon e Hardscastle · Trajeto anatômico e é útil para prever a complexidade do procedimento operatório para tratar a fístula · As fístulas anais são classificadas em termos de sua rel. com os mm. Do esficter anal: · Interesfincteriana – a fístula começa na linha dentada e termina na borda anal, seguindo ao longo do plano interesfincteriano entre os esficteres anais interno e externo, e termina na pele perinal Parks 1 · Transesfincteriana – a fístula segue através do esficter externo para a fossa isquiorretal, abrange uma parte do esfincter externo e interno, e termina na pele sobre a nádega – Parks 2 · Supraesficteriana – a fistula se origina na cripta anal e circunda todo o aparelho esficteriano e termina na fossa isquiorretal – Parks 3 · Extrasfincteriana – a fistula geralmente é muito alta no canal anal, localizada proximal à linha dentada. Ela brange todo o aparelho esfincteriano, incluindo os elevadores, e termina na pele que recobre as nádegas (Parks 5). Geralmente não tem origem criptoglandular, mas podem resultar de trauma, corpos, estranhos retais, doenças de Crohn ou lesão iatrogênica · Superficial não foi incluida na classificação de Parks – não envolve nenhum m. do esficter *fistula tem rel. muito intima com o esficter interno, m. elevador do ânus, então cuidado para manter eles funcionantes Diag. · História · Exame físico Diag. Diferencial: · Abcesso anal: é uma manifestação aguda do proc. Infeccioso perirrtal. A maioria das fístulas resulta de um abcesso e aprox. metade dos abcessos resulta em fístula. Podem estar assoc. a febre, mas geralmente não a fistulas · Fissura anal: é uma ruptira linear superficial no revertimento anoderma do canal anal distal a linha dentada e ocorre mais comumente na linha média posterior. A maioria das fissuras anais é cauasa por taruma no cnala anal, p.ex. após evacuações duras e a dor é mais intensa do que em fistulas · Ulcera anal ou feridas – podem ser causadas por doenças granulomatosas · Hidradenite: é uma doença oclusiva folicular crônica que envolve a pele intertriginosa nas regiões axilar, virilha, perinal, perineal e inframamária · Doença pilonidal Trat. – abcesso: · Drenagem · Calor local · Atb Trat. - fístula perianal: · Tart. Convencional é cx. E consiste na abertura do trajeto fistuloso (fistulotomia) ou ressecção do mesmo (fistulectomia) · O tamnaho e o tipo da cx. Dependerá do tipo de fístula · Em alguns casos é aplicado um cordão de fio cirúrgico ou de algodão chamado sedenho, com o objetivo de poupar o m. esficter inter do ânus de ser seccionado *fio gera reação infl. cicatrização ao redor do fio e o organismo vai expulsando o fio mas essa fibrose vai protegendo a fissura esfincteriana 3