Prévia do material em texto
PRÉ Teste DO ATLS - ddd medicina (Universidade Paulista) messages.pdf_cover_qr_code_label messages.studocu_not_sponsored_or_endorsed_by_college PRÉ Teste DO ATLS - ddd medicina (Universidade Paulista) messages.pdf_cover_qr_code_label messages.studocu_not_sponsored_or_endorsed_by_college messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-paulista/medicina/pre-teste-do-atls-avaliacao-de-trauma-e-emergencias-medicas/131635600?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-paulista/medicina/5866862?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-paulista/medicina/pre-teste-do-atls-avaliacao-de-trauma-e-emergencias-medicas/131635600?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-paulista/medicina/5866862?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd 1-1. Um homem de 22 anos está hipotenso e taquicárdico após ser vítima de um ferimento por arma de fogo no ombro esquerdo. Sua Pressão Arterial (PA) inicial era de 80 x 40 mmHg. Após a reposição volêmica inicial, sua PA subiu para 122 x 84 mmHg. Sua Frequência Cardíaca (FC) agora é de 100 bpm e a Frequência Respiratória (FR) de 28 rpm. Foi realizada uma drenagem torácica por diminuição dos murmúrios vesiculares (MV) neste hemitórax com saída de pequena quantidade de sangue e sem fuga aérea. Após a drenagem torácica, qual o próximo passo a ser realizado: a. Reavaliar o tórax. b. Realizar uma ortografia. c. Realizar uma Tomografia Computadorizada (TC) de tórax. d. Obter análise da uma gasometria arterial. e. Realizar um ecocardiograma transesofágico A alternativa correta é: a. Reavaliar o tórax. Justificativa: Esse é um caso de trauma torácico penetrante com instabilidade hemodinâmica inicial (PA 80x40 mmHg) que respondeu bem à reposição volêmica (PA 122x84 mmHg, FC 100 bpm). Foi realizado um dreno torácico devido à hipoventilação ou diminuição dos murmúrios vesiculares no hemitórax esquerdo. O dreno mostrou pequena quantidade de sangue e ausência de fuga aérea, ou seja, não houve indicação de hemotórax maciço nem de pneumotórax hipertensivo ou aberto. Nessa situação, o próximo passo é reavaliar o tórax, conforme as diretrizes do ATLS (Advanced Trauma Life Support). Isso significa observar sinais clínicos de melhora ou piora, auscultar os MV, avaliar expansão pulmonar e checar a funcionalidade do dreno torácico. Essa reavaliação é essencial para guiar os passos seguintes — seja a necessidade de exames de imagem mais avançados, como uma tomografia, ou uma intervenção mais invasiva, caso o quadro se deteriore. Por que não as outras alternativas: b. Realizar uma ortografia: provavelmente se referia a uma arteriografia, mas essa não é indicada neste momento, pois não há evidência de sangramento ativo ou lesão vascular significativa após a estabilização. c. Realizar uma Tomografia Computadorizada (TC) de tórax: pode ser útil, mas não é o próximo passo imediato. Primeiro deve-se fazer a reavaliação clínica pós-drenagem. d. Obter análise de uma gasometria arterial: pode ser realizada posteriormente, mas também não é o próximo passo prioritário imediato após a drenagem e melhora hemodinâmica. e. Realizar um ecocardiograma transesofágico: esse exame é reservado para suspeita de lesão cardíaca, tamponamento ou avaliação detalhada do mediastino — o que não é o caso mais urgente aqui após a estabilização inicial e drenagem. 1-2. Um trabalhador de uma construção caiu de uma altura de 2 andares de um edificio e apresenta fratura bilateral de calcâneo. Na emergência de um hospital ele esta consciente, alerta, com sinais vitais normais, se queixando de dor intensa nos 2 calcâneos e na região lombar inferior. Os pulsos pediosos estão cheios e ele não apresenta nenhuma outra deformidade. A hipótese diagnóstica mais provável será confirmada por qual exame: a. Angiografia. b. Pressão compartimental. c. Uretrografia retrógrada. d. Exame ultrassonografia (US) com doppler. e. Radiografia (RX) da coluna inteira. A alternativa correta é: e. Radiografia (RX) da coluna inteira. Justificativa: O paciente sofreu uma queda de altura e apresenta fratura bilateral de calcâneo. Esse tipo de fratura, especialmente quando bilateral, está fortemente associado a lesões na coluna lombossacra, principalmente fraturas de compressão vertebral, como em L1-L2 ou na transição toracolombar. O paciente refere dor na região lombar inferior, o que reforça a suspeita de fratura vertebral associada. Portanto: O exame indicado para confirmar essa hipótese diagnóstica (lesão de coluna associada à fratura de calcâneo) é a radiografia da coluna inteira, começando pela coluna lombar, mas preferencialmente estendendo-se para toda a coluna caso haja suspeita de outras lesões. Por que não as outras alternativas? a. Angiografia: indicada para suspeita de lesão vascular, o que não está presente aqui (pulsos distais normais). b. Pressão compartimental: usada para diagnóstico de síndrome compartimental, que não é sugerida neste caso (sem edema, tensão ou sinais de isquemia). c. Uretrografia retrógrada: indicada quando há suspeita de lesão uretral, geralmente em traumas pélvicos com sangue no meato messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd uretral, hematoma perineal, etc., o que não é o caso aqui. d. Ultrassonografia com Doppler: utilizada para avaliação de fluxo vascular, TVP ou outras alterações vasculares — não se aplica neste cenário sem sinais de isquemia ou trombose. 1-3. Qual das alternativas é correta em relação a reanimação inicial no paciente traumatizado? a. Um paciente com ferimento por arma de fogo em tronco e hipotensão deve receber reposição volêmica com cristaloides até a normalização da PA. b. A evidência de uma melhora da perfusão após a reposição volêmica pode incluir uma melhora na pontuação da Escala de Coma de Glasgow (ECG) durante a reavaliação. c. Transfusão Maciça é definida como transfusão de mais de 10 concentrados de hemácias e plasma nas primeiras 24 horas após o trauma. d. A administração do Ácido Tranexâmico dentro de 12h após a lesão está associada a uma melhora na sobrevida. e. Reposição volêmica é bem mais importante do que o controle da hemorragia nos pacientes vítimas de trauma. A alternativa correta é: b. A evidência de uma melhora da perfusão após a reposição volêmica pode incluir uma melhora na pontuação da Escala de Coma de Glasgow (ECG) durante a reavaliação. Justificativa da alternativa correta: Durante a reavaliação da resposta à reposição volêmica, é fundamental observar sinais de melhora da perfusão, que incluem: Normalização da pressão arterial e frequência cardíaca, Melhora da perfusão periférica (reperfusão cutânea, enchimento capilar), Melhora do nível de consciência, frequentemente quantificada pela Escala de Coma de Glasgow (ECG). Portanto, se a ECG melhora após a reposição,vertebral. É essencial na avaliação inicial de trauma com possível lesão medular. Análise das alternativas: a. Provavelmente apresentará Choque Neurogênico – Falso. Choque neurogênico está relacionado a lesões em níveis cervicais ou torácicos altos (acima de T6). Lesões abaixo de T6, como em T10, raramente causam disfunção autonômica que leve à hipotensão com bradicardia. b. É necessário obter exame de imagem de toda a coluna vertebral antes da transferência – Falso. Embora seja importante investigar toda a coluna em casos de trauma, isso não deve atrasar a transferência se o centro receptor tem maior messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 capacidade. A prioridade é manter imobilização adequada durante a transferência. c. Dada a altura da lesão, seria de se esperar a extensão dos joelhos – Falso. Lesões em T10 resultam em paralisia dos membros inferiores, incluindo a musculatura extensora dos joelhos (inervada por L2- L4), portanto, não se espera extensão preservada. e. A presença do reflexo bulbo cavernoso indica um prognóstico melhor – Falso. O reflexo bulbo cavernoso serve para determinar o fim do choque medular (fase aguda de inatividade medular reflexa), mas sua presença não está diretamente associada a prognóstico funcional. Resumo: A mobilização segura da paciente com suspeita de lesão medular deve ser feita com técnica adequada, como o rolamento em bloco com 4 pessoas, que previne movimentos perigosos da coluna durante a avaliação e transporte. 1-35. Um paciente traumatizado chega à emergência com estridor respiratório e suspeita de lesão em coluna cervical. Sua saturação de oxigênio é de 88% com alto fluxo de oxigênio ofertado em uma máscara não reinalante. O próximo passo mais apropriado é: a. Aplicar tração cervical. b. Realizar imediatamente uma traqueostomia. c. Drenar o tórax bilateralmente. d. Manter uma oferta de oxigênio a 100% e obter RX da coluna cervical imediatamente. e. Restringir a movimentação da coluna cervical e estabelecer uma via aérea definitiva. Resposta correta: e. Restringir a movimentação da coluna cervical e estabelecer uma via aérea definitiva. Justificativa: A presença de estridor respiratório indica obstrução parcial das vias aéreas superiores, o que representa risco iminente de insuficiência respiratória. O paciente encontra-se hipoxêmico (saturação de 88%) mesmo com oxigênio em alto fluxo, o que reforça a gravidade da obstrução. Em pacientes com suspeita de lesão cervical, a via aérea deve ser rapidamente protegida, mas sempre com imobilização adequada da coluna cervical, utilizando a técnica de intubação com restrição manual dos movimentos do pescoço. O controle imediato da via aérea é essencial, pois a progressão da obstrução pode levar à parada respiratória. Análise das alternativas: a. Aplicar tração cervical – não é indicada no atendimento inicial e não trata a obstrução de via aérea. b. Realizar imediatamente uma traqueostomia – é uma medida extrema, reservada para casos em que não se consegue estabelecer a via aérea por métodos convencionais. c. Drenar o tórax bilateralmente – não há indícios clínicos de pneumotórax, e essa conduta não trata a obstrução das vias aéreas superiores. d. Obter RX da coluna cervical – o exame pode ser necessário posteriormente, mas não deve atrasar o manejo da via aérea, que é prioritário. Resumo: Em paciente com estridor, hipoxemia e suspeita de lesão cervical, a prioridade é proteger a via aérea com intubação orotraqueal, mantendo estabilização manual da coluna cervical. 1-36. Quanto a aplicação da "Regra do 9" para crianças: a. Não se aplica, não é confiável. b. O corpo é proporcionalmente maior em crianças do que adultos. c. A cabeça é proporcionalmente maior em crianças do que adultos. d. As pernas são proporcionalmente maiores em crianças do que adultos. e. Os braços são proporcionalmente maiores em crianças do que adultos. Resposta correta: c. A cabeça é proporcionalmente maior em crianças do que adultos. Justificativa: A "Regra dos 9" é um método rápido utilizado para estimar a superfície corporal queimada (SCQ) em pacientes com queimaduras. Em adultos, cada região corporal representa uma porcentagem fixa (ex: cabeça = 9%, cada braço = 9%, cada perna = 18%, tronco anterior = 18%, etc.). Contudo, em crianças, a proporção corporal é diferente. A cabeça representa uma porcentagem maior da superfície corporal total, enquanto as pernas representam menos em comparação aos adultos. Por isso, a regra dos 9 precisa ser ajustada em crianças, e geralmente se utiliza a tabela de Lund- Browder, que leva em consideração essas diferenças proporcionais de acordo com a idade. Análise das alternativas: a. Incorreta – a regra pode ser aplicada com ajustes; não é inválida. b. Incorreta – o corpo como um todo não é proporcionalmente maior, há diferenças entre segmentos. c. Correta – a cabeça é proporcionalmente maior em crianças. d. Incorreta – as pernas são proporcionalmente messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd menores em crianças. e. Incorreta – os braços têm proporção semelhante ou ligeiramente menor. Resumo: A principal diferença anatômica relevante na estimativa de SCQ em crianças é que a cabeça representa uma fração maior da superfície corporal total. 1-37. Um homem jovem saudável é trazido a emergência após um acidente automobilístico. Seus Sinais Vitais são: PA de 84 x 60 mmHg, FC de 123 bpm, ECG de 10 pontos (A02 RV3 RM5). O paciente geme quando palpamos sua pelve. Após o início da reposição volêmica, o próximo passo é: a. Estabilizar a pelve. b. Transferir para um Centro de Trauma. c. Obter um RX de pelve d. Inserir uma Sonda Vesical de Demora (SVD). e. Repetir o exame da pelve. Resposta correta: a. Estabilizar a pelve. Justificativa: O paciente apresenta sinais de choque (PA baixa, taquicardia), e a pelve dolorosa à palpação, sugerindo fratura instável da pelve, uma causa importante de hemorragia grave oculta no trauma. A estabilização imediata da pelve é uma conduta crítica após a reposição volêmica inicial para tentar reduzir o sangramento venoso e controlar o espaço potencial para hemorragia. As formas de estabilização incluem: Cinto pélvico comercial (pelvic binder), Lençol amarrado firmemente ao redor dos grandes trocânteres, Fixadores externos (em ambiente cirúrgico). Análise das alternativas: a. Correta – estabilizar a pelve é o passo imediato mais importante após a reposição volêmica inicial. b. Incorreta – a transferência pode ser necessária, mas só após estabilização inicial e medidas de controle do sangramento. c. Incorreta – o RX é útil, mas não deve preceder a estabilização em um paciente instável com suspeita de fratura pélvica. d. Incorreta – a SVD pode ser contraindicada se houver suspeita de lesão uretral, o que é comum em trauma pélvico. Deve-se primeiro examinar o meato uretral (sangue?) e considerar a uretrografia retrógrada. e. Incorreta – repetir o exame físico não traz benefício imediato; a instabilidade pélvica já foi detectada. Resumo da conduta: Após identificar instabilidade hemodinâmica e suspeita de fratura pélvica, estabilizar a pelve é a prioridade para reduzir sangramento. 1-38. Qual das situações a seguir requer administração de imunoglobulina anti-Rh para as mulheres vítimas de trauma? a. Teste de gravidez negativo, Rh negativo e trauma de tronco. b. Teste de gravidez positivo, Rh positivo e trauma de tronco. c. Teste de gravidez positivo, Rh negativo e trauma de tronco. d. Teste degravidez positivo, Rh positivo e fratura isolada de punho. e. Teste de gravidez positivo, Rh negativo e fratura isolada de punho. Resposta correta: c. Teste de gravidez positivo, Rh negativo e trauma de tronco. Justificativa: A imunoglobulina anti-Rh (Rho(D)) deve ser administrada em mulheres grávidas Rh negativas que sofreram qualquer evento que possa causar passagem de hemácias fetais Rh positivas para a circulação materna, o que pode levar à aloimunização materna e, em gestações futuras, à doença hemolítica do recém-nascido. O trauma de tronco em gestantes é uma situação clássica de risco para hemorragia fetomaterna, mesmo na ausência de sintomas clínicos, portanto, indica a administração profilática da imunoglobulina anti-Rh, se a mulher for Rh negativa. Análise das alternativas: a. Incorreta – se o teste de gravidez é negativo, não há feto para ser protegido, portanto, não há indicação da imunoglobulina, mesmo com Rh negativo e trauma. b. Incorreta – mulher Rh positiva não precisa de imunoglobulina anti-Rh. c. Correta – gestante Rh negativa com trauma de tronco = indicação clássica de profilaxia com imunoglobulina anti-Rh. messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 d. Incorreta – mulher Rh positiva não precisa de imunoglobulina, e a fratura de punho não representa risco de hemorragia fetomaterna. e. Incorreta – embora Rh negativo, uma fratura isolada de punho não oferece risco significativo de hemorragia fetomaterna, portanto, não há indicação de imunoglobulina. Resumo da conduta: Em gestantes Rh negativas com trauma de tronco ou abdome, deve-se administrar imunoglobulina anti-Rh para evitar isoimunização. 1-39. Uma mulher de 22 anos, consciente, foi esfaqueada no tórax esquerdo, na altura do 3ª espaço intercostal na linha axilar anterior. Na admissão da emergência, 15 minutos após o incidente, ela está alerta e consciente. Sua FC é de 100 bpm, PA de 80 x 60 mmHg, FR de 20 rpm. Um RX de tórax diagnostica um hemotórax extenso a esquerda. Uma drenagem torácica é realizada a esquerda, com saída imediata de 1.600 ml de sangue. O próximo passo para esta paciente é: a. Realizar uma toracoscopia. b. Realizar uma ortografia. c. Inserir um 2° dreno de tórax à esquerda. d. Preparar para uma toracotomia exploradora. e. Realizar TC de tórax. Resposta correta: d. Preparar para uma toracotomia exploradora. Justificativa: Essa paciente apresenta hemotórax maciço, que é definido como drenagem imediata de mais de 1.500 mL de sangue pelo dreno torácico, ou sangramento contínuo >200 mL/h por 2 a 4 horas. Trata-se de uma emergência cirúrgica, pois o sangramento ativo indica lesão vascular de grande calibre ou lesão de órgãos intratorácicos com risco iminente de choque hemorrágico e morte. Neste caso, a paciente teve drenagem imediata de 1.600 mL, o que ultrapassa o critério para hemotórax maciço. Ela também está hipotensa (PA de 80 x 60 mmHg), confirmando a gravidade do quadro. Portanto, o próximo passo imediato é a realização de toracotomia exploradora, preferencialmente em centro cirúrgico com equipe de trauma preparada. Análise das alternativas: a. Incorreta – a toracoscopia é indicada para diagnóstico ou manejo de complicações crônicas, como hemotórax retido. Não é conduta para hemotórax maciço agudo. b. Incorreta – ortografia (provavelmente erro de digitação, talvez referindo-se a "aortografia") não é indicada de imediato nesse cenário. O diagnóstico já foi estabelecido e há indicação cirúrgica. c. Incorreta – um segundo dreno pode ser útil em hemotórax retido, mas não substitui toracotomia em casos com drenagem >1.500 mL. d. Correta – toracotomia é a conduta indicada frente a hemotórax maciço com instabilidade hemodinâmica. e. Incorreta – a TC só é feita em pacientes estáveis. Neste caso, a instabilidade e o volume de sangue drenado indicam urgência cirúrgica. Resumo da conduta: Paciente com hemotórax maciço → drenagem >1.500 mL → toracotomia de urgência. 1-40. Um menino de 6 anos de idade está andando na rua quando é atingido pelo parachoque de um SUV há 32 km/h. Qual das afirmações a seguir é VERDADEIRA sobre este paciente? a. É possível um tórax instável b. É esperada uma contusão cardíaca sintomática. C. Uma contusão pulmonar pode estar presente sem sinais de fraturas de arcos costais d. A transecção da aorta torácica é mais comum do que em adultos. e. Fraturas de arcos costais são comumente achados em crianças com este mecanismo de trauma. Resposta correta: c. Uma contusão pulmonar pode estar presente sem sinais de fraturas de arcos costais Justificativa: Em crianças, a parede torácica é mais complacente (ou seja, mais flexível e elástica) do que em adultos. Isso permite que o tórax sofra compressões importantes sem fraturar as costelas, transmitindo, no entanto, a energia diretamente para os órgãos internos, como os pulmões, levando a contusão pulmonar. Portanto, é possível que haja lesões pulmonares significativas mesmo sem fraturas de arcos costais, principalmente em traumas de alta energia, como atropelamentos. Análise das alternativas: messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd a. Incorreta – um tórax instável (ou tórax flácido) exige fraturas de múltiplas costelas consecutivas em dois pontos distintos. É raro em crianças devido à flexibilidade da caixa torácica. b. Incorreta – a contusão cardíaca sintomática é mais comum em traumas de alta energia com impacto direto no tórax anterior, como colisões com o volante. Não é o mais esperado neste cenário. c. Correta – contusões pulmonares são comuns em crianças após trauma torácico mesmo na ausência de fraturas costais, devido à complacência torácica. d. Incorreta – a transecção da aorta torácica é mais comum em adultos, especialmente em traumas de desaceleração, como acidentes automobilísticos com impacto súbito. e. Incorreta – como mencionado, fraturas costais são menos comuns em crianças, pois suas costelas são mais elásticas. Resumo: Trauma torácico em crianças → parede torácica complacente → lesão interna sem fratura → contusão pulmonar sem fratura costal é possível. EXTRA 1. Um homem de 24 anos, previamente saudável, é admitido no pronto-socorro após acidente automobilístico. Está consciente, orientado, apresenta frequência cardíaca de 118 bpm, pressão arterial de 100/60 mmHg, frequência respiratória de 24 irpm, saturação de O2 de 96% em ar ambiente e temperatura de 36,5°C. Ao exame físico, refere dor abdominal difusa, com sensibilidade aumentada e defesa involuntária. O exame FAST é positivo para líquido livre na cavidade peritoneal. Qual deve ser a conduta inicial mais adequada para este paciente? A) Tomografia computadorizada de abdome com contraste B) Laparotomia exploradora imediata C) Lavado peritoneal diagnóstico D) Observação clínica com controle seriado de sinais vitais e novo FAST em 1 hora E) Radiografia de abdome em decúbito dorsal Resposta correta: B) Laparotomia exploradora imediata A presença de dor abdominal difusa associada a sinais de irritação peritoneal (como a defesa involuntária) e um FAST positivo indicam fortemente a possibilidade de lesão intra-abdominal com sangramento ativo ou perfuração de víscera oca. Nesse contexto, o paciente apresenta sinais de instabilidade hemodinâmica leve (taquicardia com pressão limítrofe) e abdome cirúrgico. A conduta indicada é a laparotomia exploradora imediata, sem necessidade de exames adicionais que retardariam o tratamento definitivo. A tomografia computadorizada de abdome com contraste está indicada em pacientes estáveis e sem sinaisperitoneais. O lavado peritoneal diagnóstico caiu em desuso com a ampla disponibilidade do FAST e da tomografia. A observação clínica com controle seriado seria adequada apenas em pacientes hemodinamicamente estáveis, sem sinais de irritação peritoneal e com FAST duvidoso ou negativo. A radiografia de abdome tem baixa sensibilidade para detecção de lesões abdominais em trauma e não tem papel na avaliação inicial de trauma abdominal fechado com suspeita de lesão intra-abdominal. 2. Um homem de 35 anos é levado ao pronto-socorro após queda de altura de aproximadamente 4 metros. Chega consciente, mas agitado. Apresenta frequência cardíaca de 128 bpm, pressão arterial de 88/60 mmHg, frequência respiratória de 30 irpm e saturação de O2 de 94% em ar ambiente. Ao exame físico, há têmpera e distensão abdominal, com ruídos hidroaéreos ausentes. O FAST é positivo para líquido livre. Qual a conduta prioritária? A) Infusão de cristaloide seguida de tomografia computadorizada B) Realização de radiografia de bacia e pelve C) Laparotomia exploradora imediata D) Lavado peritoneal diagnóstico E) Colocação de sonda nasogástrica e observação Resposta correta: C) Laparotomia exploradora imediata Paciente com sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão e taquicardia), abdome agudo (distensão, ausência de ruídos, têmpera) e FAST positivo. O conjunto de achados confirma a necessidade de intervenção cirúrgica imediata, não havendo tempo para exames complementares. A tomografia está contraindicada em pacientes instáveis com abdome cirúrgico. Radiografia de pelve é indicada para suspeita de fratura pélvica com instabilidade hemodinâmica, mas neste caso, o abdome é a fonte mais provável do choque. O lavado caiu em desuso e, com FAST positivo e sinais clínicos compatíveis, o exame é redundante. A sonda nasogástrica não muda a conduta e a observação não é indicada em abdome cirúrgico com instabilidade. messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 3. Um homem de 28 anos é atendido no pronto- socorro após ferimento por arma branca em região toracoabdominal direita, na linha médio clavicular, ao nível do 7º espaço intercostal. Está consciente, com frequência cardíaca de 110 bpm, pressão arterial de 105/70 mmHg, frequência respiratória de 22 irpm, saturação de 97% e dor localizada no local do ferimento. O FAST mostra pequena quantidade de líquido livre em espaço de Morrison. Qual deve ser a conduta inicial? A) Observação e controle de sinais vitais B) Laparoscopia diagnóstica C) Laparotomia exploradora D) Lavado peritoneal diagnóstico E) Tomografia computadorizada com contraste Resposta correta: C) Laparotomia exploradora Ferimentos penetrantes em região toracoabdominal, especialmente na linha médio clavicular ao nível do 7º espaço intercostal, podem atingir tanto cavidade abdominal quanto torácica. A presença de líquido livre em espaço de Morrison no FAST sugere hemoperitônio, e o paciente, embora estável, apresenta lesão com potencial de evolução. A conduta é laparotomia exploradora, pois há alto risco de lesão de órgão intra-abdominal. A observação não é apropriada diante de evidência objetiva de lesão intra- abdominal (FAST positivo), mesmo que em pequena quantidade. A laparoscopia é uma opção em centros experientes e estáveis, mas a presença de líquido livre torna a exploração cirúrgica mais apropriada. O lavado peritoneal diagnóstico é redundante, pois o FAST já confirmou líquido intra-abdominal. A tomografia pode ser útil, mas a decisão por cirurgia baseia-se nos achados do FAST e no tipo de ferimento, o que torna o exame desnecessário. 4. Um homem de 42 anos é encontrado inconsciente após colisão de alta energia. É trazido pelo SAMU, intubado no local por Glasgow 6. Apresenta pressão arterial de 90/60 mmHg, frequência cardíaca de 130 bpm. À inspeção, há enfisema subcutâneo em hemitórax direito e ausência de murmúrio vesicular no mesmo lado. A saturação de O2 está em 88% com oxigênio suplementar. Qual é a conduta imediata indicada? A) Radiografia de tórax B) Tomografia de tórax com contraste C) Toracotomia de urgência D) Punção torácica com agulha seguida de drenagem E) Intubação seletiva do brônquio esquerdo Resposta correta: D) Punção torácica com agulha seguida de drenagem Este paciente apresenta sinais clínicos compatíveis com pneumotórax hipertensivo: instabilidade hemodinâmica, hipoxemia, ausência de murmúrio vesicular, enfisema subcutâneo e mecanismo de trauma compatível. O tratamento é imediato, com punção com agulha no segundo espaço intercostal, linha médio clavicular, seguida de drenagem torácica definitiva. Radiografia ou tomografia causariam atraso em uma situação emergencial. A toracotomia está indicada em hemotórax maciço ou instabilidade após drenagem. A intubação seletiva não trata o problema e poderia agravá-lo ao ventilar ainda mais o pulmão comprometido. 5. Um motociclista de 20 anos é levado ao pronto- socorro após colisão com poste. Encontra-se inconsciente, com respiração irregular e apneia intermitente. Apresenta Glasgow 5, pupilas anisocóricas e bradicardia. A pressão arterial está em 190/100 mmHg. Qual deve ser a conduta imediata neste caso? A) Manter oxigenoterapia por máscara não reinalante B) Realizar tomografia de crânio urgente C) Iniciar manitol em bolus intravenoso D) Intubação orotraqueal e hiperventilação leve E) Administração de solução hipertônica 3% Resposta correta: D) Intubação orotraqueal e hiperventilação leve Paciente com sinais de herniação cerebral iminente: rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 5), anisocoria, bradicardia e hipertensão arterial (tríade de Cushing). A prioridade é garantir via aérea e reduzir a pressão intracraniana. A intubação orotraqueal com hiperventilação leve (PaCO₂ entre 30-35 mmHg) é a medida inicial indicada. O manitol pode ser usado após estabilização das vias aéreas, mas não substitui a necessidade de controle imediato da ventilação. A tomografia de crânio é necessária, mas só após estabilização inicial. Solução hipertônica também é uma opção terapêutica, mas, assim como o manitol, não deve preceder a garantia da via aérea. Oxigenoterapia isolada é insuficiente neste contexto. 6. Um homem de 45 anos é atropelado e chega ao pronto-socorro com rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 7), sinais de fratura pélvica, taquicardia (FC 132 bpm), pressão arterial de 80/50 mmHg e extremidades frias. O FAST é negativo. Qual é a conduta mais apropriada nesse momento? messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd A) Tomografia computadorizada de corpo inteiro B) Laparotomia exploradora C) Estabilização pélvica externa e reposição volêmica D) Lavado peritoneal diagnóstico E) Intubação orotraqueal e ventilação mecânica Resposta correta: C) Estabilização pélvica externa e reposição volêmica O paciente apresenta sinais de choque e fratura pélvica, com FAST negativo. A fonte provável de sangramento é a pelve. Nestes casos, a conduta inicial é estabilizar a pelve (com lençol ou fixador externo) e iniciar reposição volêmica com cristaloides e hemoderivados. A laparotomia não está indicada diante de FAST negativo e sem sinais de abdome agudo. A tomografia está contraindicada neste momento devido à instabilidade hemodinâmica. O lavado peritoneal diagnóstico perdeu espaço com o uso do FAST. A intubação pode ser necessária, mas a prioridade é o controle da fonte de sangramento. 7. Um homem de 30 anos é levado ao pronto-socorro após colisão frontal entre veículos. Está consciente, mas com dispneia intensae uso de musculatura acessória. Apresenta frequência respiratória de 34 irpm, frequência cardíaca de 122 bpm, pressão arterial de 110/70 mmHg e saturação de 90% em ar ambiente. Ao exame, há movimento paradoxal do hemitórax esquerdo. Ausculta pulmonar com murmúrio presente bilateralmente. Qual o diagnóstico mais provável e conduta inicial? A) Pneumotórax hipertensivo; punção com agulha B) Hemotórax; drenagem torácica imediata C) Contusão pulmonar; oxigenoterapia e analgesia D) Fratura de costela simples; analgesia apenas E) Tamponamento cardíaco; pericardiocentese Resposta correta: C) Contusão pulmonar; oxigenoterapia e analgesia O movimento paradoxal do tórax indica tórax instável, geralmente decorrente de múltiplas fraturas costais, e frequentemente associado à contusão pulmonar. A conduta inicial inclui oxigenoterapia, controle da dor (preferencialmente com bloqueio intercostal ou analgesia regional) e, se necessário, suporte ventilatório. O murmúrio vesicular presente bilateralmente e ausência de desvio de traqueia ou jugulares distendidas tornam pneumotórax hipertensivo e tamponamento cardíaco improváveis. O hemotórax exigiria hipersonoridade ou ausência de som à ausculta, o que não é mencionado. 8. Um homem de 60 anos é levado ao pronto-socorro após acidente automobilístico. Está consciente, com queixa de dor cervical e parestesias em membros superiores. Apresenta FC 90 bpm, PA 140/80 mmHg, FR 18 irpm. Ao exame, há dor à palpação da coluna cervical e rigidez dos músculos cervicais. Qual a conduta mais adequada neste momento? A) Radiografia de coluna torácica B) Retirada do colar cervical para exame neurológico completo C) Imobilização com colar cervical rígido e tomografia de coluna cervical D) Administração de corticosteroides intravenosos E) Observação clínica por 24 horas Resposta correta: C) Imobilização com colar cervical rígido e tomografia de coluna cervical Paciente com dor cervical após trauma de alta energia e alterações neurológicas (parestesias), o que configura risco de lesão medular cervical. A conduta inicial deve incluir imobilização rigorosa com colar cervical rígido e realização de tomografia da coluna cervical, que é mais sensível que a radiografia. A retirada do colar está contraindicada até exclusão de lesão instável. Corticoides não fazem parte do manejo padrão. A observação sem exames seria negligente. 9. Um jovem de 19 anos é encontrado inconsciente após ser atropelado. Apresenta-se com Glasgow 6, pressão arterial de 70/40 mmHg, frequência cardíaca de 140 bpm, pupilas isocóricas e lentas. Há fratura exposta em membro inferior direito. O FAST é negativo. Qual deve ser a principal suspeita etiológica para o choque? A) Choque neurogênico B) Hipovolemia por fratura de ossos longos C) Hipovolemia por sangramento intra-abdominal oculto D) Tamponamento cardíaco E) Embolia pulmonar traumática Resposta correta: B) Hipovolemia por fratura de ossos longos A fratura exposta de fêmur é uma importante fonte de sangramento, especialmente em pacientes politraumatizados. Com FAST negativo e ausência de lesão torácica mencionada, o foco provável do choque hipovolêmico é o membro inferior. O choque neurogênico não cursa com taquicardia, e o tamponamento cardíaco cursaria com jugulares distendidas e alterações no pulso. A embolia pulmonar traumática é rara no cenário agudo. messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 10. Um homem de 50 anos é vítima de queda de laje e apresenta dor torácica intensa, taquicardia e hipotensão. No exame, há turgência jugular, ausculta cardíaca abafada e hipotensão arterial. O eletrocardiograma mostra baixa voltagem e alternância elétrica. Qual é o diagnóstico mais provável e conduta imediata? A) Pneumotórax hipertensivo; drenagem torácica B) Contusão miocárdica; monitorização e analgesia C) Tamponamento cardíaco; pericardiocentese imediata D) Infarto agudo do miocárdio; trombólise E) Hemotórax maciço; toracotomia de urgência Resposta correta: C) Tamponamento cardíaco; pericardiocentese imediata O conjunto de hipotensão, turgência jugular e bulhas cardíacas abafadas compõe a tríade de Beck, característica do tamponamento cardíaco. A alternância elétrica no ECG reforça o diagnóstico. A conduta imediata é a pericardiocentese para descompressão. O pneumotórax hipertensivo apresenta ausência de murmúrio e desvio traqueal. A contusão cardíaca não costuma cursar com esse padrão clínico, e o infarto seria diagnóstico diferencial com outros achados. messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd Justificativa: Esse é um caso de trauma torácico penetrante com instabilidade hemodinâmica inicial (PA 80x40 mmHg) que respondeu bem à reposição volêmica (PA 122x84 mmHg, FC 100 bpm). Foi realizado um dreno torácico devido à hipoventilação ou diminuição dos murmúrios vesiculares no hemitórax esquerdo. O dreno mostrou pequena quantidade de sangue e ausência de fuga aérea, ou seja, não houve indicação de hemotórax maciço nem de pneumotórax hipertensivo ou aberto. Por que não as outras alternativas: Justificativa: O paciente sofreu uma queda de altura e apresenta fratura bilateral de calcâneo. Esse tipo de fratura, especialmente quando bilateral, está fortemente associado a lesões na coluna lombossacra, principalmente fraturas de compressão vertebral, como em L1-L2 ou na transição toracolombar. Portanto: O exame indicado para confirmar essa hipótese diagnóstica (lesão de coluna associada à fratura de calcâneo) é a radiografia da coluna inteira, começando pela coluna lombar, mas preferencialmente estendendo-se para toda a coluna caso haja suspeita de outras lesões. Por que não as outras alternativas? Justificativa da alternativa correta: Durante a reavaliação da resposta à reposição volêmica, é fundamental observar sinais de melhora da perfusão, que incluem: Por que as outras alternativas estão incorretas: Justificativa: No traumatismo cranioencefálico (TCE) grave, o passo inicial mais importante é seguir o protocolo do ABC da abordagem primária do ATLS (Advanced Trauma Life Support): Análise das alternativas incorretas: Justificativa: Um homem de 70 kg possui um volume sanguíneo estimado de ~5 litros. Uma perda de 2 litros equivale a cerca de 40% do volume total, o que o classifica como uma hemorragia classe III segundo o ATLS (Advanced Trauma Life Support). Hemorragia Classe III (perda de 30–40% do volume sanguíneo): Por que a letra C está correta? Por que as outras estão erradas? Resumo: Justificativa: Durante a gravidez, principalmente a partir do segundo trimestre, ocorre uma expansão fisiológica do volume plasmático de até 40-50%, enquanto o volume de hemácias aumenta cerca de 20-30%. Isso resulta em: Justificativa: Em pacientes adultos queimados, o principal objetivo da reposição volêmica é garantir perfusão tecidual adequada e prevenir lesão renal aguda. O parâmetro clínico mais sensível e confiável para isso é o: Débito urinário ≥ 0,5 mL/kg/h em adultos Análise das outras opções: Justificativa: O choque é definido como uma condição de insuficiência circulatória aguda, onde a oferta de oxigênio aos tecidos é menor que a demanda metabólica, resultando em hipoperfusão tecidual. Exemplos de evidência de perfusão tecidual inadequada: Por que as outras estão erradas? Justificativa: Análise das alternativas:isso reflete melhora na perfusão cerebral, sendo um indicador indireto de eficácia da reanimação. Por que as outras alternativas estão incorretas: a. "Reposição volêmica com cristaloides até a normalização da PA": incorreto, pois a conduta atual em pacientes com hemorragia ativa (como em ferimento por arma de fogo com hipotensão) é fazer reposição controlada (hipotensão permissiva) até o controle da fonte de sangramento, evitando aumento da pressão que pode agravar a hemorragia. c. "Transfusão maciça é mais de 10 CH e plasma nas primeiras 24h": errado. A definição correta é transfusão de ≥10 concentrados de hemácias (CH) em 24h ou ≥4 CH em 1 hora com sangramento ativo. O protocolo envolve CH, plasma e plaquetas em proporção próxima de 1:1:1, mas a alternativa mistura os componentes. d. "Ácido tranexâmico dentro de 12h": incorreto, pois o benefício do ácido tranexâmico é comprovado quando administrado nas primeiras 3 horas após o trauma. Após esse período, pode até aumentar o risco de eventos tromboembólicos. e. "Reposição volêmica é mais importante que controle da hemorragia": errado. O controle da hemorragia é prioridade absoluta, especialmente no trauma penetrante com choque. A reposição é um suporte temporário. 1-4. Na condução do paciente com traumatismo cranioencefálico (TCE) grave, o passo inicial mais importante é a. Garantir uma oxigenação adequada. b. Obter um RX da coluna cervical. c. Manter suporte circulatório adequado. d. Controlar o sangramento do couro cabeludo. e. Calcular a pontuação na ECG. A alternativa correta é: a. Garantir uma oxigenação adequada. Justificativa: No traumatismo cranioencefálico (TCE) grave, o passo inicial mais importante é seguir o protocolo do ABC da abordagem primária do ATLS (Advanced Trauma Life Support): 1. A – Airway (vias aéreas) com proteção da coluna cervical, 2. B – Breathing (respiração e oxigenação), 3. C – Circulation (circulação e controle de hemorragias). No TCE grave, o cérebro lesionado é extremamente vulnerável à hipóxia e hipoxemia, que agravam o dano neurológico primário, podendo levar à lesão cerebral secundária, muitas vezes irreversível. Por isso, garantir oxigenação adequada é o passo inicial prioritário. Análise das alternativas incorretas: b. Obter um RX da coluna cervical: deve ser feito, mas somente após a estabilização messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 inicial das vias aéreas, respiração e circulação. Ou seja, é parte da avaliação secundária. c. Manter suporte circulatório adequado: é essencial, mas vem depois da via aérea e respiração na sequência do ABC. d. Controlar o sangramento do couro cabeludo: importante, mas não é prioritário em relação à oxigenação, e geralmente é de origem venosa, raramente sendo causa de instabilidade hemodinâmica grave. e. Calcular a pontuação na ECG: a Escala de Coma de Glasgow é útil para classificar a gravidade do TCE (grave = ECG ≤ 8), mas não é uma intervenção imediata e não antecede a estabilização clínica. 1-5.Um homem saudável de 70 kg perde cerca de 2 litros de sangue. Qual das afirmações abaixo se aplica a este doente: a. Sua pressão de pulso estará alargada. b. Seu débito urinário estará no limite inferior da normalidade. c. Ele terá taquicardia, mas sem alteração na PA sistólica. d. A gasometria arterial irá mostrar um déficit de base entre -6 e -10 mEq/L e. Sua PA sistólica estará mantida, mas com elevação da PA diastólica. A alternativa correta é: c. Ele terá taquicardia, mas sem alteração na PA sistólica. Justificativa: Um homem de 70 kg possui um volume sanguíneo estimado de ~5 litros. Uma perda de 2 litros equivale a cerca de 40% do volume total, o que o classifica como uma hemorragia classe III segundo o ATLS (Advanced Trauma Life Support). Hemorragia Classe III (perda de 30–40% do volume sanguíneo): Volume perdido: 1.5–2 litros Frequência cardíaca (FC): >120 bpm (taquicardia importante) Pressão arterial sistólica: pode estar normal ou começar a cair, mas inicialmente pode ser mantida por mecanismos compensatórios, especialmente vasoconstrição e aumento da resistência periférica. PA diastólica: geralmente aumenta, levando à redução da pressão de pulso. Débito urinário: cai para 5–15 mL/h Estado mental: ansioso, confuso Pele: pálida, fria, diaforética Por que a letra C está correta? “Ele terá taquicardia, mas sem alteração na PA sistólica.” Em perdas de até 40% do volume sanguíneo, o organismo ainda pode manter a pressão sistólica próxima ao normal por mecanismos compensatórios (liberação de catecolaminas, vasoconstrição). A taquicardia é um dos primeiros sinais clínicos, antes mesmo da hipotensão sistólica se instalar. Por que as outras estão erradas? a. "Pressão de pulso alargada" ✖ Errado. A pressão de pulso se estreita, pois a PA sistólica se mantém e a diastólica se eleva por vasoconstrição. b. "Débito urinário no limite inferior da normalidade" Errado. O débito urinário já estará reduzido abaixo do normal (normal = 0,5–1 mL/kg/h → esse paciente teria 40–50% do volume. Com 2 L (40%), o déficit de base pode estar entre -2 e -6 mEq/L, não tão grave ainda. e. "PA sistólica mantida, mas elevação da PA diastólica" Parcialmente verdade, mas essa descrição define pressão de pulso estreita, não é o que se pede como afirmação mais aplicável ao quadro clínico (taquicardia é mais precoce e universal). Resumo: Perda de 2 L de sangue (~40%) = choque classe III Sinais principais: taquicardia >120 bpm, PA sistólica ainda compensada inicialmente Resposta correta: c. Ele terá taquicardia, mas sem alteração na PA sistólica. 1-6. A hipervolemia fisiológica da gravidez possui um significado clínico na condução da gestante gravemente ferida em razão de: a. Reduz a necessidade de hemotransfusão. b. Resulta num hematócrito elevado. c. Complicar a condução de um TCE contuso. d. Reduz a necessidade volêmica na ressuscitação e. Aumenta o volume de perda sanguínea necessária para causar hipotensão na gestante. messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd A alternativa correta é: e. Aumenta o volume de perda sanguínea necessária para causar hipotensão na gestante. Justificativa: Durante a gravidez, principalmente a partir do segundo trimestre, ocorre uma expansão fisiológica do volume plasmático de até 40-50%, enquanto o volume de hemácias aumenta cerca de 20-30%. Isso resulta em: Hemodiluição fisiológica (hematócrito um pouco reduzido) Hipervolemia compensatória Essa hipervolemia permite que a gestante tolere maiores perdas sanguíneas sem apresentar queda da pressão arterial, o que mascara sinais precoces de choque hipovolêmico. Por isso, uma gestante pode perder mais de 1.500 mL de sangue sem manifestar hipotensão, o que retarda o diagnóstico clínico de hemorragia significativa. Análise das outras alternativas: a. Reduz a necessidade de hemotransfusão ✖ Falso — embora a gestante tolere mais perda inicialmente, se o sangramento for grave, a necessidade de transfusão continua presente, muitas vezes até aumentada pelo risco obstétrico. b. Resulta num hematócrito elevado ✖ Falso — ocorre o oposto: há hemodiluição fisiológica → hematócrito reduzido. c. Complicar a condução de um TCE contuso ✖ Falso — a hipervolemia não interfere diretamente no manejo do TCE. O que pode complicar são alterações na pressão venosa ou na perfusão,mas não é o ponto principal. d. Reduz a necessidade volêmica na ressuscitação ✖ Falso — a necessidade de volume pode até aumentar porque o volume de sangue total é maior e a perda pode ser subestimada clinicamente. 1-7. O melhor parâmetro para avaliação da reposição volêmica no paciente adulto queimado é: a. Débito urinário de 0,5 ml/kg/h. b. Normalização da PA. c. Normalização da FC d. Normalização da Pressão Venosa Central. e. Administrar 4 ml/kg/% de superfície corporal queimada/24h de solução cristaloide. A alternativa correta é: a. Débito urinário de 0,5 mL/kg/h. Justificativa: Em pacientes adultos queimados, o principal objetivo da reposição volêmica é garantir perfusão tecidual adequada e prevenir lesão renal aguda. O parâmetro clínico mais sensível e confiável para isso é o: Débito urinário ≥ 0,5 mL/kg/h em adultos É um indicador direto de perfusão renal, que reflete adequadamente o estado volêmico. É fácil de monitorar continuamente com sonda vesical. É mais fidedigno do que PA, FC ou PVC isoladamente, que podem ser influenciados por múltiplos fatores no paciente queimado. Análise das outras opções: b. Normalização da PA Pode ocorrer tardiamente, não é um indicador precoce de perfusão adequada. c. Normalização da FC A frequência cardíaca pode estar elevada por dor, estresse, ansiedade ou sepse — não é específica de hipovolemia corrigida. d. Pressão Venosa Central (PVC) É uma medida menos confiável de reposição volêmica e não reflete diretamente perfusão renal ou tecidual. e. Administrar 4 mL/kg/% SCQ Essa é a fórmula de Parkland para calcular o volume a ser administrado inicialmente, não é um parâmetro de avaliação da eficácia da reposição. 1-8.O diagnóstico de choque deve incluir: a. Hipoxemia. b. Acidose. c. Hipotensão. d. Aumento da Resistência Vascular. e. Evidência de perfusão tecidual inadequada. A alternativa correta é: e. Evidência de perfusão tecidual inadequada. Justificativa: O choque é definido como uma condição de insuficiência circulatória aguda, onde a oferta de oxigênio aos tecidos é menor que a demanda metabólica, resultando em hipoperfusão tecidual. Portanto, o que define o diagnóstico de choque não é necessariamente a pressão arterial ou oxigenação messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 arterial, mas sim a evidência clínica ou laboratorial de má perfusão tecidual. Exemplos de evidência de perfusão tecidual inadequada: Extremidades frias e cianóticas Enchimento capilar lento Pele pálida, pegajosa Débito urinário reduzido (o hospital atual tem capacidade cirúrgica e o paciente não está estável para transporte. d. Administrar mais cristaloide – sem controle da fonte do sangramento, a reposição volêmica isolada é ineficaz e pode piorar a coagulopatia. e. Realizar um ecocardiograma transesofágico – não é prioritário em contexto de instabilidade por hemorragia abdominal com indicação cirúrgica clara. Resumo: Em pacientes com hemorragia intra- abdominal e instabilidade hemodinâmica, a conduta imediata é a laparotomia exploradora. Medidas diagnósticas ou de suporte não devem atrasar o controle cirúrgico do sangramento. 1-12. Qual das afirmações sobre o trauma na gestante é verdadeira? a. O feto está em perigo apenas nos traumas abdominais mais graves. b. Perda do líquido amniótico é uma indicação para a internação hospitalar c. As indicações para o lavado peritoneal diagnóstico (LPD) são diferentes das indicações nas mulheres não grávidas. d. No trauma penetrante, lesões nas vísceras ocas são mais comuns na gravidez avançada do que nos estágios iniciais da gravidez. e. A avaliação secundária segue um padrão diferente do que a avaliação secundária nas pacientes não grávidas. Resposta correta: b. Perda do líquido amniótico é uma indicação para a internação hospitalar. Justificativa: A perda de líquido amniótico após um trauma em gestantes representa risco de ruptura de membranas, trabalho de parto prematuro, infecção e sofrimento fetal. Por isso, é uma condição que exige vigilância hospitalar, mesmo que outros parâmetros maternos estejam normais. A observação prolongada permite avaliação da vitalidade fetal, controle do risco de descolamento prematuro de placenta e monitoramento de complicações obstétricas. Análise das alternativas: a. O feto está em perigo apenas nos traumas abdominais mais graves – incorreta. Mesmo traumas leves podem provocar sofrimento fetal, descolamento de placenta ou trabalho de parto prematuro. c. As indicações para o lavado peritoneal diagnóstico (LPD) são diferentes das indicações nas mulheres não grávidas – incorreta. As indicações são semelhantes, embora se prefira tomografia ou ultrassom por serem menos invasivos. d. No trauma penetrante, lesões nas vísceras ocas são mais comuns na gravidez avançada do que nos estágios iniciais da gravidez – incorreta. Com o crescimento uterino, as vísceras sólidas tornam-se menos expostas, e o útero passa a ser a estrutura mais vulnerável. e. A avaliação secundária segue um padrão diferente do que a avaliação secundária nas pacientes não grávidas – incorreta. A abordagem primária e secundária no trauma segue os mesmos princípios do ATLS, com adaptações apenas para monitoramento fetal. Resumo: A perda de líquido amniótico após trauma em gestantes exige internação hospitalar devido ao risco de complicações obstétricas mesmo que a mãe esteja estável. 1-13. A primeira manobra para melhorar a oxigenação após um trauma torácico é: a. Intubar o paciente. b. Avaliar a gasometria arterial. messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 c. Administrar oxigênio suplementar. d. Avaliar a necessidade de drenagem torácica. e. Fazer um RX de tórax. Resposta correta: c. Administrar oxigênio suplementar. Justificativa: Em pacientes vítimas de trauma torácico, a prioridade imediata é garantir oxigenação adequada. A administração de oxigênio suplementar deve ser feita o quanto antes, independentemente da saturação inicial, pois pode haver hipoxemia oculta, especialmente em casos de contusão pulmonar, pneumotórax ou hemotórax. Essa medida simples pode estabilizar a oxigenação enquanto se realiza a avaliação e o manejo definitivo das lesões torácicas. Análise das alternativas: a. Intubar o paciente – só é indicada em casos de insuficiência respiratória grave ou rebaixamento do nível de consciência, não como primeira medida. b. Avaliar a gasometria arterial – é útil para avaliação da função respiratória, mas não é uma intervenção terapêutica imediata. d. Avaliar a necessidade de drenagem torácica – deve ser feita após estabilização inicial e administração de oxigênio, baseada em sinais clínicos e radiológicos. e. Fazer um RX de tórax – essencial na avaliação do trauma torácico, mas não precede a administração de oxigênio em pacientes com suspeita de hipóxia. Resumo: Em qualquer paciente com trauma torácico, a primeira medida deve ser a administração imediata de oxigênio suplementar para melhorar a oxigenação enquanto outras etapas diagnósticas e terapêuticas são conduzidas. 1-14. Um homem de 25 anos, ferido em um acidente automobilístico foi admitido na emergência. Suas pupilas reagem lentamente a luz e ele abre os olhos ao estímulo doloroso. Ele não obedece a comandos, mas geme esporadicamente. Há uma deformidade em seu braço direito, que não reage aos estímulos de pressão, porém sua mão esquerda tem movimento intencional de defesa aos estímulos. Ambas as pernas estão rigidamente estendidas. Sua pontuação na ECG (Abertura Ocular - AO; Resposta Verbal - RV; Resposta Motora - RM) é de: a. A01 RV1 RM1 b. AO2 RV1 RM1. c. AO2 RV2 RM3, d. AO2 RV2 RMS. e. AO3 RV4 RM5. Resposta correta: c. AO2 RV2 RM3. Justificativa: A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia abertura ocular (AO), resposta verbal (RV) e resposta motora (RM). O paciente abre os olhos apenas ao estímulo doloroso, o que corresponde a AO2. Ele geme esporadicamente, ou seja, emite sons incompreensíveis, o que indica RV2. Em relação à resposta motora, há movimento de retirada com a mão esquerda, o que configura resposta flexora de retirada à dor, classificada como RM3. A ausência de resposta no braço direito e a rigidez das pernas são indicativos de lesão neurológica grave, mas o escore considera a melhor resposta motora observada, que é a da mão esquerda. Análise das alternativas: a. AO1 RV1 RM1 – incorreta, pois o paciente abre os olhos à dor (não é AO1) e emite gemidos (não é RV1). b. AO2 RV1 RM1 – incorreta, pois a resposta verbal é melhor que 1 (há emissão de sons), e há movimento de retirada à dor. d. AO2 RV2 RM5 – incorreta, pois RM5 seria movimento localizado à dor, e o paciente não obedece a comandos nem localiza estímulo com precisão. Resumo: A melhor resposta do paciente é abertura ocular ao estímulo doloroso (AO2), emissão de sons incompreensíveis (RV2) e retirada à dor com um dos membros (RM3). 1-15. Uma mulher de 20 anos está na 32ª semana de gestação quando é esfaqueada na região superior do hemitórax direito. Na emergência sua PA é de 80 x 60 mmHg. Ela está ofegante para respirar, extremamente ansiosa e gritando por ajuda. O murmúrio vesicular é diminuído no hemitórax direito. O primeiro passo a ser realizado é: a. Intubar a paciente. b. Inserir uma cânula orofaríngea. c. Realizar uma descompressão torácica por agulha ou digital. d. Deslocar manualmente o útero gravídico para a esquerda. e. Iniciar reposição volêmica com cristaloide por 2 acessos periféricos calibrosos. Resposta correta: c Justificativa: A paciente apresenta sinais clínicos compatíveis com pneumotórax hipertensivo: hipotensão, dispneia, ansiedade extrema e diminuição do murmúrio vesicular em um hemitórax após trauma torácico penetrante. Essa condição é uma emergência que exige descompressão torácica imediata, sem aguardar exames. A descompressão pode ser feita por agulha (segunda linha hemiclavear) ou digital (se for possível acesso cirúrgico imediato). A reversão rápida messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd do colapso pulmonar é essencial para restaurar a hemodinâmica e a oxigenação. Análisedas alternativas: a. Intubar a paciente – a via aérea está pérvia, e a intubação não trata a causa da instabilidade, podendo até agravar o quadro se não for precedida pela descompressão. b. Inserir uma cânula orofaríngea – desnecessário, pois a paciente está consciente e verbalizando. d. Deslocar manualmente o útero gravídico para a esquerda – é importante para melhorar o retorno venoso em gestantes, mas não resolve a causa imediata da instabilidade. e. Iniciar reposição volêmica com cristaloide por 2 acessos periféricos calibrosos – será necessário, mas não é a prioridade absoluta diante de um pneumotórax hipertensivo. Resumo: Em gestante com trauma torácico e sinais de pneumotórax hipertensivo, a descompressão torácica imediata é a primeira medida, pois trata a causa potencialmente letal da instabilidade. 1-16. Qual dos achados em um paciente adulto requer conduta imediata durante a avaliação primária? a. Abdome distendido. b. ECG de 11 pontos. c. Temperatura axilar de 36.5°C d. Deformidade na coxa direita. e. FR = 40 гр. Resposta correta: e Justificativa: A avaliação primária no trauma segue o protocolo do ABCDE (vias aéreas, respiração, circulação, estado neurológico e exposição). A frequência respiratória de 40 rpm indica um padrão respiratório anormal, sugestivo de insuficiência respiratória iminente, hipoxemia, acidose metabólica compensada ou lesão neurológica central. Esse é um sinal de gravidade que exige intervenção imediata para garantir oxigenação e ventilação adequadas, podendo requerer suporte ventilatório ou controle de lesões torácicas. Análise das alternativas: a. Abdome distendido – importante na avaliação secundária e pode sugerir sangramento intra- abdominal, mas não é prioridade maior que alterações respiratórias graves. b. ECG de 11 pontos – refere-se à pontuação da Escala de Coma de Glasgow, que é avaliada na letra D do protocolo, após vias aéreas e respiração. c. Temperatura axilar de 36,5°C – valor normal, sem implicações imediatas. d. Deformidade na coxa direita – pode indicar fratura, mas não é prioritária se não houver instabilidade hemodinâmica ou risco imediato de vida. Resumo: Frequência respiratória de 40 rpm representa risco iminente à vida e exige intervenção imediata, sendo prioridade absoluta na avaliação primária do trauma. 1-17. O passo imediato mais importante a fazer na conduta de um pneumotórax aberto é: a. Intubar o paciente. b. Fechar cirurgicamente a ferida. c. Introduzir um dreno torácico pela ferida aberta. d. Colocar um curativo oclusivo sobre a ferida e. Iniciar reposição volêmica por 2 acessos calibrosos com solução cristaloide. Resposta correta: d. Justificativa: O pneumotórax aberto, também conhecido como "ferida aspirativa", ocorre quando há uma comunicação direta entre o espaço pleural e o meio externo, permitindo a entrada de ar durante a inspiração e causando colapso pulmonar. A conduta imediata é aplicar um curativo oclusivo que funcione como válvula unidirecional (geralmente selado em três lados), permitindo a saída de ar, mas impedindo sua entrada, evitando assim a evolução para um pneumotórax hipertensivo. Isso estabiliza o paciente até que o dreno torácico possa ser inserido em local apropriado. Análise das alternativas: a. Intubar o paciente – pode ser necessário posteriormente, mas não resolve o colapso pulmonar e não é a primeira medida. b. Fechar cirurgicamente a ferida – é uma conduta definitiva, mas não imediata. c. Introduzir um dreno torácico pela ferida aberta – o dreno deve ser inserido em local adequado (geralmente no 5º espaço intercostal na linha axilar média), e não pela ferida. e. Iniciar reposição volêmica – pode ser importante se houver choque, mas a estabilização ventilatória vem primeiro. Resumo: No pneumotórax aberto, a primeira medida é o curativo oclusivo em três lados, para impedir entrada de ar e evitar colapso pulmonar progressivo. 1-18. Qual das seguintes situações é uma contraindicação para a administração do toxóide tetânico? messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 a. História de reação alérgica ou neurológica grave ao produto. b. Efeitos colaterais localizados. c. Espasmos musculares. d. Gravidez. e. Todas as acima. Resposta correta: a Justificativa: A única contraindicação absoluta para a administração do toxoide tetânico é a ocorrência prévia de reação alérgica grave (como anafilaxia) ou neurológica severa (como encefalopatia) após uma dose anterior da vacina. Nesses casos, a revacinação representa risco significativo. Já condições como gravidez, espasmos musculares ou efeitos colaterais locais não contraindicam o uso do toxoide, sendo inclusive recomendada a imunização durante a gestação para proteção neonatal. Análise das alternativas: b. Efeitos colaterais localizados – são comuns (dor, eritema, edema) e não contraindicam a aplicação. c. Espasmos musculares – podem estar associados a suspeita de tétano, o que reforça a necessidade da vacinação. d. Gravidez – não só não é contraindicação como é uma das indicações formais. e. Todas as acima – incorreta, pois apenas a alternativa A representa contraindicação verdadeira. Resumo: Apenas reações graves anteriores ao toxoide, especialmente anafilaxia ou eventos neurológicos severos, contraindicam sua nova administração. 1-19. Um homem de 56 anos tem impacto violento com o volante do seu caminhão durante um acidente automobilístico. Na chegada a emergência, ele está diaforético e se queixando de dor torácica. Sua PA é de 60 x 40 mmHg e sua FR é de 40 rpm. Qual dos achados a seguir melhor diferencia o tamponamento cardíaco do pneumotórax hipertensivo como causa desta hipotensão? a. Taquicardia. b. Volume de pulso. c. Murmúrio vesicular. d. Pressão de pulso. e. Pressão venosa jugular. Resposta correta: c. Murmúrio vesicular. Justificativa: Tanto o tamponamento cardíaco quanto o pneumotórax hipertensivo podem causar hipotensão grave, taquicardia, pressão venosa jugular elevada e desconforto respiratório. No entanto, o murmúrio vesicular é o principal achado clínico que ajuda a diferenciar essas duas emergências. No pneumotórax hipertensivo, haverá redução ou ausência de murmúrio vesicular no hemitórax afetado, geralmente associado a hipertimpanismo à percussão e desvio traqueal. Já no tamponamento cardíaco, o murmúrio vesicular geralmente está preservado bilateralmente, pois o problema é no espaço pericárdico e não no parênquima pulmonar. Análise das alternativas: a. Taquicardia – presente em ambos. b. Volume de pulso – geralmente reduzido nos dois quadros. d. Pressão de pulso – estreita nos dois casos. e. Pressão venosa jugular – elevada em ambos os quadros, por obstrução ao retorno venoso. Resumo: A ausculta pulmonar com redução unilateral do murmúrio vesicular é o dado clínico mais útil para diferenciar pneumotórax hipertensivo de tamponamento cardíaco. O quadro clínico do tamponamento cardíaco é caracterizado por sinais e sintomas de choque obstrutivo, causados pelo acúmulo de líquido (geralmente sangue em traumas) no espaço pericárdico, que impede o enchimento adequado do coração durante a diástole, levando à queda do débito cardíaco. Os principais achados clínicos são: 1. Hipotensão arterial – ocorre pela redução do débito cardíaco secundária à compressão do coração pelo líquido pericárdico. 2. Turgência jugular – resultado do aumento da pressão venosa central, pois o sangue não consegue retornar adequadamente ao coração. 3. Bulhas cardíacas abafadas – devido à presença de líquido no saco pericárdico, que impede a transmissão normal dos sons cardíacos. Esses três achados compõem a Tríade de Beck, clássicado tamponamento cardíaco. Outros sinais e sintomas incluem: Taquicardia – compensatória à hipotensão. Pulso paradoxal – queda maior que 10 mmHg da pressão sistólica durante a inspiração. Dispneia e taquipneia – por baixo débito e congestão sistêmica. Extremidades frias e tempo de enchimento capilar aumentado – sinais de hipoperfusão. Diminuição da amplitude de pulso – pulso fino e fraco. messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd Em contexto de trauma (como em acidentes automobilísticos ou ferimentos penetrantes), o tamponamento é uma emergência com risco imediato de morte, exigindo alívio rápido da pressão pericárdica, geralmente por pericardiocentese ou toracotomia de emergência se o paciente estiver instável ou em parada. 1-20. A intubação brônquica seletiva do brônquio fonte direito ou esquerdo pode facilmente ocorrer durante a intubação de crianças porque: a. A traqueia é relativamente mais curta. b. A distância dos lábios até a laringe é relativamente mais curta. c. O uso de tubos com cuff elimina este problema. d. Os brônquios fonte são menos angulados em relação a traqueia. e. Existe pouco atrito entre o TOT e a parede da traqueia. Resposta correta: a. A traqueia é relativamente mais curta. Justificativa: Em crianças, a traqueia é mais curta e estreita do que em adultos, o que facilita que o tubo orotraqueal (TOT) avance além da carina e entre inadvertidamente em um dos brônquios principais, geralmente o direito por ser mais alinhado com a traqueia. Isso leva a uma intubação brônquica seletiva, ventilando apenas um pulmão e causando hipoventilação do outro, podendo resultar em hipoxemia, barotrauma e assimetria na ausculta. Análise das alternativas: b. A distância dos lábios até a laringe ser mais curta é verdadeira, mas não é o fator determinante para a intubação seletiva. c. O uso de tubos com cuff não impede a intubação seletiva – ela depende da profundidade da inserção, não da presença de cuff. d. Os brônquios fonte não são menos angulados – o direito continua sendo mais reto, predispondo à intubação seletiva direita. e. Atrito com a parede traqueal não é um fator relevante para esse problema. Resumo: A principal razão da maior incidência de intubação seletiva em crianças é a curta extensão da traqueia, o que torna mais fácil a passagem inadvertida do tubo além da carina. 1-21. Um homem de 23 anos recebeu 4 facadas na região superior do tórax direito durante uma briga e foi trazido de ambulância para um hospital com tota capacidade cirúrgica. Todas as lesões são acima do mamilo. Ele está intubado, com o tórax direito já drenado e iniciado reposição volêmica por 2 acessos periféricos calibrosos. O exame ultrassonográfico do FAST não mostra líquido intraperitoneal. Sua PA é de 60 x 0 mmHg, a FC é de 160 bpm, FR de 14 rpm (ventilando com FiO2 100%) e débito de 1.500ml de sangue pelo dreno torácico. O próximo passo mais apropriado para este paciente é: a. Realizar um LPD. b. Fazer uma TC de tórax. c. Realizar uma angiografia. d. Levar o paciente imediatamente para a sala cirúrgica. e. Transferir imediatamente o paciente para um Centro de Trauma. Resposta correta: d. Levar o paciente imediatamente para a sala cirúrgica. Justificativa: O paciente apresenta choque hemorrágico grave, com pressão arterial de 60 x 0 mmHg, frequência cardíaca de 160 bpm e sangramento maciço pelo dreno torácico (1.500 ml inicialmente). Esses dados indicam hemotórax maciço, uma urgência cirúrgica. O hemotórax maciço é definido pela drenagem imediata de mais de 1.500 ml de sangue ou por drenagem contínua > 200 ml/h por 2 a 4 horas. Diante desse quadro, a única conduta que pode controlar a hemorragia e salvar o paciente é a toracotomia de emergência. Investigações adicionais como TC, LPD ou angiografia não são apropriadas em pacientes instáveis com sangramento ativo importante. Análise das alternativas: a. LPD não tem utilidade aqui, pois o sangramento é torácico, não abdominal. b. TC é contraindicada em pacientes instáveis hemodinamicamente. c. Angiografia pode ser útil em pacientes estáveis com sangramento arterial contido, o que não é o caso. e. Transferência é inviável, já que o paciente está instável e o hospital atual tem capacidade cirúrgica. Resumo: Choque hemorrágico + hemotórax maciço = toracotomia imediata. 1-22. Um homem de 39 anos é admitido na emergência após uma colisão automobilística. Ele está cianótico, com esforço respiratório e ECG de 6 pontos. Sua barba dificulta a oclusão da máscara de oxigênio em seu rosto. O próximo passo mais apropriado é: messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 a. Realizar uma cricotireoidostomia cirúrgica. b. Tentar uma intubação nasal. c. Ventilar com bolsa-máscara-válvula (BMV) até que uma lesão cervical seja descartada. d. Restringir a mobilidade da coluna cervical e tentar a intubação orotraqueal com duas pessoas. e. Ventilar o paciente com BMV até que sua barba seja raspada para melhor oclusão da máscara. Resposta correta: d. Restringir a mobilidade da coluna cervical e tentar a intubação orotraqueal com duas pessoas. Justificativa: O paciente apresenta quadro de insuficiência respiratória aguda, com cianose, esforço respiratório e pontuação baixa na Escala de Coma de Glasgow (ECG 6), o que indica rebaixamento do nível de consciência. Nessa situação, a via aérea definitiva com proteção das vias aéreas deve ser rapidamente assegurada, preferencialmente por intubação orotraqueal. Devido ao potencial trauma cervical, a coluna deve ser imobilizada manualmente durante a intubação, utilizando a técnica de duas pessoas: uma estabiliza a coluna cervical enquanto a outra realiza a intubação. Análise das alternativas: a. Cricotireoidostomia cirúrgica é indicada quando a via aérea definitiva não pode ser obtida de forma segura e rápida — não é a primeira escolha nesse caso. b. Intubação nasal é contraindicada em pacientes com TCE ou trauma facial, além de ser menos eficaz e demorada. c. BMV com máscara mal adaptada (devido à barba) é ineficaz e pode agravar a hipoxemia. e. Raspagem da barba antes da ventilação é uma medida demorada e inadequada em uma emergência respiratória. Resumo: Em paciente com rebaixamento do nível de consciência, esforço respiratório e risco de trauma cervical, o manejo imediato da via aérea é a intubação orotraqueal com proteção da coluna. 1-23. Um paciente é trazido a emergência após uma colisão automobilística. Ele esta consciente e não há nenhum trauma aparente. Ele dá entrada com colar cervical e imobilizado em prancha rígida. Sua PA é de 60 x 40 mmHg e FC 70 bpm. Sua pele está quente. Qual das afirmações é VERDADEIRA? a. Drogas vasoativas não tem nenhuma função na conduta deste paciente. b. A hipotensão deve ser controlada somente com reposição volêmica. C. RX de flexão e extensão da coluna cervical devem ser solicitadas precocemente d. Lesões intra-abdominais podem ser descartadas como a causa da hipotensão e. Flacidez dos membros inferiores (MMII) e perda dos reflexos profundos tendinosos são achados esperados. Resposta correta: e. Justificativa: O quadro descrito sugere choque neurogênico, que ocorre em pacientes com lesão medular aguda, especialmente nas lesões cervicais ou torácicas altas. Caracteriza-se por hipotensão com bradicardia (FC de 70 bpm mesmo com PA de 60 x 40 mmHg), devido à perda do tônus simpático. A pele quente e seca é outro indicativo, pois há vasodilatação periférica. Além disso, a flacidez muscular e a arreflexia são manifestaçõesneurológicas comuns associadas à lesão medular aguda. Análise das alternativas: a. Drogas vasoativas têm papel fundamental no choque neurogênico, especialmente para restaurar o tônus vascular e melhorar a perfusão. b. A reposição volêmica isolada é insuficiente e pode agravar o edema medular. c. RX dinâmicos (flexão/extensão) são contraindicados na fase aguda até que a lesão medular esteja descartada com exames apropriados. d. Lesões intra-abdominais não podem ser descartadas apenas com base nos sinais clínicos — mas o conjunto clínico aponta para etiologia neurogênica. e. Está correta: flacidez dos MMII e perda dos reflexos tendinosos profundos são compatíveis com lesão medular aguda. Resumo: Hipotensão com bradicardia, pele quente e flacidez de MMII indicam choque neurogênico secundário à lesão medular aguda. A flacidez e a arreflexia são achados esperados. 1-24. Qual dos seguintes métodos é o mais efetivo para o tratamento inicial por congelamento? a. Calor úmido. b. Amputação precoce. c. Acolchoamento e elevação do membro. d. Vasodilatadores e heparina. e. Aplicação tópica de sulfadiazina de prata. messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd Resposta correta: a. Calor úmido. Justificativa: O tratamento inicial mais efetivo do congelamento (frostbite) envolve o aquecimento rápido e controlado da área acometida, preferencialmente por imersão em água morna (37°C a 39°C), ou seja, calor úmido. Essa abordagem é comprovadamente eficaz para restaurar a perfusão tecidual e minimizar lesões celulares permanentes. Deve-se evitar fontes de calor seco ou direto (como fogueiras ou aquecedores), pois áreas congeladas têm sensibilidade reduzida e o risco de queimaduras é elevado. Análise das alternativas: b. Amputação precoce é contraindicada. A viabilidade dos tecidos deve ser reavaliada após dias ou semanas, não sendo uma conduta imediata. c. Acolchoamento e elevação do membro podem ser úteis após o reaquecimento, mas não substituem o aquecimento inicial. d. Vasodilatadores e heparina podem ter papel em casos selecionados, mas não fazem parte do tratamento inicial padrão. e. A aplicação tópica de sulfadiazina de prata é usada em queimaduras e feridas infeccionadas, não sendo apropriada como primeira medida em congelamento. Resumo: O tratamento inicial mais eficaz do congelamento é o reaquecimento rápido com calor úmido por imersão em água morna, o que restaura a circulação e reduz lesões. 1-25. A perna de um homem de 32 anos ficou presa embaixo do carro capotado por cerca de 2 horas antes de ser extricado do local. Na chegada a emergência, seu membro inferior direito (MID) está frio, mosqueado, com sensibilidade e função motora ausentes. Apesar de apresentar sinais vitais normais, o pulso não é palpável abaixo da artéria femoral e os grupos musculares desta extremidade estão duros e rígidos. Durante a conduta deste paciente, qual das opções a seguir tem a melhor chance de salvar este membro? a. Colocar a tração esquelética. b. Administrar anticoagulantes. C. Administrar terapia trombolítica. d. Chamar o cirurgião para realizar uma fasciotomia no MID e. Transferir o paciente para um Centro de Trauma há 120 km de distância Resposta correta: d Justificativa: O quadro clínico descrito é compatível com síndrome compartimental aguda, uma emergência cirúrgica caracterizada por aumento da pressão dentro dos compartimentos musculares, levando à isquemia tecidual. Os sinais clássicos incluem dor intensa (inicialmente), rigidez, ausência de pulso distal, frieza, parestesia, paralisia e palidez. No caso apresentado, a perna ficou comprimida por tempo prolongado, o que favorece esse diagnóstico. A fasciotomia de urgência é o único tratamento eficaz capaz de salvar o membro, ao liberar a pressão intracompartmental e restaurar a perfusão. Análise das alternativas: a. Tração esquelética não tem papel no manejo da síndrome compartimental. b. Anticoagulantes não tratam o problema de pressão intracompartmental e podem piorar o sangramento local. c. Terapia trombolítica é indicada em tromboses arteriais, não na síndrome compartimental causada por esmagamento. e. Transferência para outro centro com esse quadro implica atraso crítico na abordagem cirúrgica, podendo resultar em perda do membro. Resumo: Na síndrome compartimental, a fasciotomia imediata é o único tratamento eficaz e deve ser feita sem demora. 1-26. Um paciente dá entrada na emergência após ser espancado na cabeça e face com um taco de madeira. Ele está comatoso e tem uma fratura com afundamento em crânio. Sua face está edemaciada e com equimoses. Ele apresenta respiração ruidosa e vômito no seu rosto e roupas. O próximo passo mais apropriado após ofertar oxigênio suplementar e fazer a anteriorização da mandíbula é: a. Solicitar uma TC. b. Passar uma sonda nasogástrico (SNG). c. Aspirar a orofaringe. d. Realizar um RX em perfil da coluna cervical e. Ventilar o paciente com bolsa-válvula-máscara (BVM). Resposta correta: c. Aspirar a orofaringe Justificativa: O paciente apresenta rebaixamento do nível de consciência, fratura craniana com afundamento e evidências de vômito, além de respiração ruidosa, o que indica risco iminente de obstrução de via aérea e broncoaspiração. Após fornecer oxigênio suplementar e realizar manobras manuais para abertura das vias aéreas, o próximo passo prioritário é aspirar a orofaringe para remover messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 secreções e vômito, garantindo a permeabilidade da via aérea e prevenindo aspiração pulmonar. Essa conduta é parte essencial da avaliação e estabilização da via aérea em pacientes comatosos com risco de aspiração. Análise das alternativas: a. Solicitar TC é importante, mas não precede a estabilização da via aérea. b. A passagem de SNG é contraindicada em fraturas de base de crânio (alto risco de passagem para a cavidade intracraniana). d. RX de coluna cervical pode ser necessário, mas apenas após estabilização da via aérea. e. Ventilar com BVM pode ser necessário, mas não deve ser feita antes da aspiração, pois há risco de empurrar conteúdo gástrico aspirado para os pulmões. Resumo: Em paciente comatoso, com vômito e respiração ruidosa, o primeiro passo após oxigênio e manobras básicas de via aérea é aspirar a orofaringe para evitar aspiração e garantir ventilação eficaz. 1-27. Um homem de 22 anos apresenta um ferimento por arma de fogo no tórax esquerdo e é levado a um pequeno hospital comunitário, sem capacidade cirúrgica É realizada uma drenagem torácica na emergência, com saida de 700 ml de sangue. O Centro de Trauma aceita a transferência do doente. Pouco antes do paciente ser colocado na ambulância para sua transferência, sua PA cai para 80 x 68 mmHg e sua FC aumenta para 136 bpm. O próximo passo deve ser: a. Fechar o dreno de tórax. b. Cancelar a transferência do paciente. c. Realizar uma toracotomia na emergência. d. Repetir a avaliação primária e manter a transferência. e. Atrasar a transferência até que o médico do hospital consiga falar com um cirurgião torácico. Resposta correta: d. Repetir a avaliação primária e manter a transferência Justificativa: O paciente com ferimento por arma de fogo no tórax já apresentou sangramento importante (700 ml pelo dreno) e agora está com sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão e taquicardia). Em hospitais sem capacidade cirúrgica, a prioridade é estabilizar o paciente dentro do possível e garantir sua transferência o mais rápido possível para um centrocom suporte cirúrgico. Antes da remoção, uma nova avaliação primária deve ser feita para identificar rapidamente causas reversíveis de deterioração (como drenagem excessiva, pneumotórax hipertensivo, tamponamento, deslocamento de tubo, etc.). Se não houver contraindicação imediata à transferência, ela deve ser mantida sem atrasos. Análise das alternativas: a. Fechar o dreno de tórax é contraindicado, pois pode levar a um pneumotórax hipertensivo. b. Cancelar a transferência atrasa o acesso à cirurgia, que é essencial nesse caso. c. Realizar uma toracotomia na emergência só é indicado em casos de parada cardíaca traumática com tempo curto de colapso, o que não se aplica aqui. e. Atrasar a transferência para aguardar contato com cirurgião não é justificável diante da instabilidade e da ausência de recursos cirúrgicos no hospital. Resumo: Em hospital sem suporte cirúrgico, diante de instabilidade em paciente com ferimento torácico, deve-se repetir a avaliação primária, estabilizar conforme possível e manter a transferência imediata para o centro especializado. 1-28. Um homem de 64 anos se envolveu numa colisão automobilística em alta velocidade e é ressuscitado inicialmente num pequeno hospital sem capacidade cirúrgica. Ele tem um TCE contuso com ECG de 13 pontos. Possui mediastino alargado no RX de tórax com fraturas do 2º ao 4° arcos costais esquerdos, mas sem pneumotórax. Após o início da reposição volêmica, sua PA é de 110 x 74 mmHg, FC de 100 bpm, e FR de 18 rpm. Ele apresenta hematúria macroscópica e fratura pélvica. Você decide transferir o paciente para uma unidade que seja capaz de oferecer um nível maior de cuidado. Este hospital fica a 128 km de distância. Antes de transferir o paciente você, deve fazer primeiro: a. Intubar o paciente. b. Fazer um LPD ou FAST. c. Fazer a drenagem torácica. d. Ligar para o Hospital de Referência e falar com o cirurgião de plantão. e. Discutir com os familiares a conveniência de se transferir este paciente. Resposta correta: d. Ligar para o Hospital de Referência e falar com o cirurgião de plantão. Justificativa: Antes de transferir qualquer paciente gravemente traumatizado, especialmente quando envolve longa distância (128 km), é essencial que o hospital de destino esteja ciente da chegada do paciente e que haja coordenação com a equipe que irá recebê-lo. O contato direto com o cirurgião ou responsável de plantão no hospital de referência garante que a equipe esteja preparada, reduz atrasos e possibilita orientações adicionais para a messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd transferência segura. Esse é um princípio fundamental do atendimento ao trauma: não transferir sem comunicação e aceitação prévia do hospital receptor. Análise das alternativas: a. Intubação não é indicada de rotina em paciente com ECG 13 e estabilidade hemodinâmica. b. LPD ou FAST já seriam úteis durante a avaliação inicial, mas não são obrigatórios antes da transferência neste contexto de estabilidade relativa. c. Drenagem torácica só seria indicada se houvesse pneumotórax ou hemotórax – o que não está presente neste paciente. e. Discutir com os familiares é importante, mas não substitui a obrigatoriedade de comunicação prévia com o hospital de referência. Resumo: A transferência de um politraumatizado estável deve sempre ser precedida de contato direto com o hospital receptor, garantindo aceitação e preparo para o atendimento definitivo. Esse paciente provavelmente apresenta lesão de aorta torácica, além de traumatismo cranioencefálico leve (ECG 13), fraturas costais, fratura pélvica, e hematúria macroscópica (indicando possível lesão renal ou do trato urinário). Vamos detalhar os achados clínicos: Mediastino alargado no RX de tórax em paciente politraumatizado é um achado clássico que sugere lesão da aorta torácica, especialmente após colisão em alta velocidade. Fraturas de arcos costais superiores (2º ao 4º) também aumentam a suspeita de lesão de grandes vasos torácicos. Hematúria macroscópica e fratura pélvica indicam lesão urológica ou renal, associada a trauma contuso. TCE com ECG 13 sugere lesão neurológica leve a moderada, mas ele está estável (PA 110 x 74 mmHg), mantendo boa perfusão cerebral até o momento. Diagnósticos prováveis: Lesão de aorta torácica (urgência cirúrgica). TCE leve. Fratura pélvica com lesão do trato urinário. Trauma torácico com fraturas costais. Conduta: A principal preocupação imediata é a lesão de aorta, que é potencialmente fatal e exige centro especializado com suporte cirúrgico vascular ou endovascular. Por isso, o paciente deve ser transferido com urgência, após comunicação e aceitação do hospital de referência. A estabilidade relativa permite essa transferência com segurança, desde que monitorado. 1-29. Uma hemorragia com perda de 20% da volemia do paciente está comumente associada com: a. Oligúria. b. Confusão. c. Hipotensão. d. Taquicardia. e. Necessidade de hemotransfusão. Análise das alternativas: a. Oligúria – geralmente aparece a partir da classe III (perda de 30 a 40%). b. Confusão – sinal de hipoperfusão cerebral, mais comum em perdas maiores (classe III ou IV). c. Hipotensão – só ocorre de forma significativa a partir da classe III. e. Necessidade de hemotransfusão – costuma ocorrer em perdas maiores que 30% (classe III ou IV). Resumo: Em perdas de até 20% da volemia, o sinal mais frequente é a taquicardia compensatória, sem alterações significativas da PA ou do nível de consciência. 1-30. Qual das afirmações sobre acesso intraósseo (10) é VERDADEIRA? a. Apenas soluções cristaloides podem ser infundidas com segurança pelo 10 b. A aspiração de medula óssea confirma a localização correta da agulha de 1O. c. O 10 é a via de escolha para reposição volêmica em crianças. d. O 10 pode ser usado indefinidamente. e. Edema nos tecidos moles adjacentes a punção 10 não é uma razão para descontinuar a infusão por esta via. Resposta correta: b. A aspiração de medula óssea confirma a localização correta da agulha de IO. Justificativa: O acesso intraósseo (IO) é um método eficaz e seguro para administração de fluidos, medicamentos e sangue, especialmente em situações de emergência quando o acesso venoso é difícil. A aspiração de medula óssea ou a fácil infusão de líquido sem extravasamento confirma a correta posição da agulha dentro da cavidade medular. A técnica pode ser utilizada em adultos e crianças, mas não é a via de escolha rotineira, sendo indicada em situações críticas. messages.downloaded_by lOMoARcPSD|68598115 Análise das alternativas: a. Apenas soluções cristaloides podem ser infundidas com segurança pelo IO – incorreta. Podem ser infundidos cristaloides, coloides, sangue e medicamentos, inclusive drogas vasoativas. c. O IO é a via de escolha para reposição volêmica em crianças – incorreta. É uma via alternativa quando não se consegue acesso venoso rapidamente. d. O IO pode ser usado indefinidamente – incorreta. O uso é temporário, geralmente por no máximo 24 a 48 horas, até obtenção de outro acesso venoso adequado. e. Edema nos tecidos moles adjacentes à punção IO não é uma razão para descontinuar a infusão – incorreta. Edema ou extravasamento são sinais de mal posicionamento e são indicações para suspender o uso da via. Resumo: A aspiração de medula óssea confirma o posicionamento correto da agulha intraóssea e é critério fundamental para segurança da infusão. 1-31. Uma mulher jovem apresenta um TCEgrave após um acidente de carro. Na emergência tinha uma ECG de 6 pontos (AO1 RV2 RM3). Sua PA é de 140 x 90 mmHg e FC de 80 bpm. Está intubada e conectada ao ventilador mecânico. Suas pupilas estão isocóricas com 3mm de diâmetro e fotorreagentes. Não há mais nenhuma lesão visível. O princípio mais importante a se seguir na conduta do TCE é: a. Evitar hipotensão. b. Administrar diurético osmótico. c. Tratar agressivamente esta hipertensão sistêmica. d. Reduzir a necessidade metabólica cerebral. e. Diferenciar entre hemorragia intracerebral e edema cerebral. Resposta correta: a. Evitar hipotensão. Justificativa: Em pacientes com Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave, o fator mais crítico para melhorar o prognóstico neurológico é a manutenção da perfusão cerebral adequada. Isso depende diretamente da pressão arterial sistêmica. Estudos mostram que mesmo um episódio único de hipotensão (PAS