Logo Passei Direto
Buscar

pre-teste-do-atls-avaliacao-de-trauma-e-emergencias-medicas

User badge image
fred m

em

Ferramentas de estudo

Passei Direto Aniversário

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Questões resolvidas

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Prévia do material em texto

PRÉ Teste DO ATLS - ddd
medicina (Universidade Paulista)
messages.pdf_cover_qr_code_label
messages.studocu_not_sponsored_or_endorsed_by_college
PRÉ Teste DO ATLS - ddd
medicina (Universidade Paulista)
messages.pdf_cover_qr_code_label
messages.studocu_not_sponsored_or_endorsed_by_college
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-paulista/medicina/pre-teste-do-atls-avaliacao-de-trauma-e-emergencias-medicas/131635600?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-paulista/medicina/5866862?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-paulista/medicina/pre-teste-do-atls-avaliacao-de-trauma-e-emergencias-medicas/131635600?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-paulista/medicina/5866862?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
1-1. Um homem de 22 anos está hipotenso e
taquicárdico após ser vítima de um ferimento por
arma de fogo no ombro esquerdo. Sua Pressão
Arterial (PA) inicial era de 80 x 40 mmHg. Após a
reposição volêmica inicial, sua PA subiu para 122 x 84
mmHg. Sua Frequência Cardíaca (FC) agora é de 100
bpm e a Frequência Respiratória (FR) de 28 rpm. Foi
realizada uma drenagem torácica por diminuição dos
murmúrios vesiculares (MV) neste hemitórax com
saída de pequena quantidade de sangue e sem fuga
aérea. Após a drenagem torácica, qual o próximo
passo a ser realizado:
a. Reavaliar o tórax.
b. Realizar uma ortografia.
c. Realizar uma Tomografia Computadorizada (TC) de
tórax.
d. Obter análise da uma gasometria arterial.
e. Realizar um ecocardiograma transesofágico
A alternativa correta é: a. Reavaliar o tórax.
Justificativa: Esse é um caso de trauma torácico
penetrante com instabilidade hemodinâmica inicial
(PA 80x40 mmHg) que respondeu bem à reposição
volêmica (PA 122x84 mmHg, FC 100 bpm). Foi
realizado um dreno torácico devido à hipoventilação
ou diminuição dos murmúrios vesiculares no
hemitórax esquerdo. O dreno mostrou pequena
quantidade de sangue e ausência de fuga aérea, ou
seja, não houve indicação de hemotórax maciço nem
de pneumotórax hipertensivo ou aberto.
Nessa situação, o próximo passo é reavaliar o tórax,
conforme as diretrizes do ATLS (Advanced Trauma
Life Support). Isso significa observar sinais clínicos de
melhora ou piora, auscultar os MV, avaliar expansão
pulmonar e checar a funcionalidade do dreno
torácico. Essa reavaliação é essencial para guiar os
passos seguintes — seja a necessidade de exames de
imagem mais avançados, como uma tomografia, ou
uma intervenção mais invasiva, caso o quadro se
deteriore.
Por que não as outras alternativas:
 b. Realizar uma ortografia: provavelmente se
referia a uma arteriografia, mas essa não é
indicada neste momento, pois não há
evidência de sangramento ativo ou lesão
vascular significativa após a estabilização.
 c. Realizar uma Tomografia Computadorizada
(TC) de tórax: pode ser útil, mas não é o
próximo passo imediato. Primeiro deve-se
fazer a reavaliação clínica pós-drenagem.
 d. Obter análise de uma gasometria arterial:
pode ser realizada posteriormente, mas
também não é o próximo passo prioritário
imediato após a drenagem e melhora
hemodinâmica.
 e. Realizar um ecocardiograma
transesofágico: esse exame é reservado para
suspeita de lesão cardíaca, tamponamento ou
avaliação detalhada do mediastino — o que
não é o caso mais urgente aqui após a
estabilização inicial e drenagem.
1-2. Um trabalhador de uma construção caiu de
uma altura de 2 andares de um edificio e
apresenta fratura bilateral de calcâneo. Na
emergência de um hospital ele esta consciente,
alerta, com sinais vitais normais, se queixando de
dor intensa nos 2 calcâneos e na região lombar
inferior. Os pulsos pediosos estão cheios e ele
não apresenta nenhuma outra deformidade. A
hipótese diagnóstica mais provável será
confirmada por qual exame:
a. Angiografia.
b. Pressão compartimental.
c. Uretrografia retrógrada.
d. Exame ultrassonografia (US) com doppler.
e. Radiografia (RX) da coluna inteira.
A alternativa correta é: e. Radiografia (RX) da coluna
inteira.
Justificativa: O paciente sofreu uma queda de altura
e apresenta fratura bilateral de calcâneo. Esse tipo
de fratura, especialmente quando bilateral, está
fortemente associado a lesões na coluna
lombossacra, principalmente fraturas de compressão
vertebral, como em L1-L2 ou na transição
toracolombar.
O paciente refere dor na região lombar inferior, o
que reforça a suspeita de fratura vertebral associada.
Portanto: O exame indicado para confirmar essa
hipótese diagnóstica (lesão de coluna associada à
fratura de calcâneo) é a radiografia da coluna inteira,
começando pela coluna lombar, mas
preferencialmente estendendo-se para toda a coluna
caso haja suspeita de outras lesões.
Por que não as outras alternativas?
 a. Angiografia: indicada para suspeita de
lesão vascular, o que não está presente aqui
(pulsos distais normais).
 b. Pressão compartimental: usada para
diagnóstico de síndrome compartimental,
que não é sugerida neste caso (sem edema,
tensão ou sinais de isquemia).
 c. Uretrografia retrógrada: indicada quando
há suspeita de lesão uretral, geralmente em
traumas pélvicos com sangue no meato
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
uretral, hematoma perineal, etc., o que não é
o caso aqui.
 d. Ultrassonografia com Doppler: utilizada
para avaliação de fluxo vascular, TVP ou
outras alterações vasculares — não se aplica
neste cenário sem sinais de isquemia ou
trombose.
1-3. Qual das alternativas é correta em relação a
reanimação inicial no paciente traumatizado?
a. Um paciente com ferimento por arma de fogo em
tronco e hipotensão deve receber reposição volêmica
com cristaloides até a normalização da PA.
b. A evidência de uma melhora da perfusão após a
reposição volêmica pode incluir uma melhora na
pontuação da Escala de Coma de Glasgow (ECG)
durante a reavaliação.
c. Transfusão Maciça é definida como transfusão de
mais de 10 concentrados de hemácias e plasma nas
primeiras 24 horas após o trauma.
d. A administração do Ácido Tranexâmico dentro de
12h após a lesão está associada a uma melhora na
sobrevida.
e. Reposição volêmica é bem mais importante do que
o controle da hemorragia nos pacientes vítimas de
trauma.
A alternativa correta é: b. A evidência de uma
melhora da perfusão após a reposição volêmica pode
incluir uma melhora na pontuação da Escala de Coma
de Glasgow (ECG) durante a reavaliação.
Justificativa da alternativa correta: Durante a
reavaliação da resposta à reposição volêmica, é
fundamental observar sinais de melhora da perfusão,
que incluem:
 Normalização da pressão arterial e frequência
cardíaca,
 Melhora da perfusão periférica (reperfusão
cutânea, enchimento capilar),
 Melhora do nível de consciência,
frequentemente quantificada pela Escala de
Coma de Glasgow (ECG).
Portanto, se a ECG melhora após a reposição,vertebral. É essencial na avaliação inicial de trauma
com possível lesão medular.
Análise das alternativas:
a. Provavelmente apresentará Choque Neurogênico
– Falso. Choque neurogênico está relacionado a
lesões em níveis cervicais ou torácicos altos (acima de
T6). Lesões abaixo de T6, como em T10, raramente
causam disfunção autonômica que leve à hipotensão
com bradicardia.
b. É necessário obter exame de imagem de toda a
coluna vertebral antes da transferência – Falso.
Embora seja importante investigar toda a coluna em
casos de trauma, isso não deve atrasar a
transferência se o centro receptor tem maior
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
capacidade. A prioridade é manter imobilização
adequada durante a transferência.
c. Dada a altura da lesão, seria de se esperar a
extensão dos joelhos – Falso. Lesões em T10 resultam
em paralisia dos membros inferiores, incluindo a
musculatura extensora dos joelhos (inervada por L2-
L4), portanto, não se espera extensão preservada.
e. A presença do reflexo bulbo cavernoso indica um
prognóstico melhor – Falso. O reflexo bulbo
cavernoso serve para determinar o fim do choque
medular (fase aguda de inatividade medular reflexa),
mas sua presença não está diretamente associada a
prognóstico funcional.
Resumo: A mobilização segura da paciente com
suspeita de lesão medular deve ser feita com técnica
adequada, como o rolamento em bloco com 4
pessoas, que previne movimentos perigosos da
coluna durante a avaliação e transporte.
1-35. Um paciente traumatizado chega à emergência
com estridor respiratório e suspeita de lesão em
coluna cervical. Sua saturação de oxigênio é de 88%
com alto fluxo de oxigênio ofertado em uma máscara
não reinalante. O próximo passo mais apropriado é:
a. Aplicar tração cervical.
b. Realizar imediatamente uma traqueostomia.
c. Drenar o tórax bilateralmente.
d. Manter uma oferta de oxigênio a 100% e obter RX
da coluna cervical imediatamente.
e. Restringir a movimentação da coluna cervical e
estabelecer uma via aérea definitiva.
Resposta correta: e. Restringir a movimentação da
coluna cervical e estabelecer uma via aérea
definitiva.
Justificativa: A presença de estridor respiratório
indica obstrução parcial das vias aéreas superiores, o
que representa risco iminente de insuficiência
respiratória. O paciente encontra-se hipoxêmico
(saturação de 88%) mesmo com oxigênio em alto
fluxo, o que reforça a gravidade da obstrução. Em
pacientes com suspeita de lesão cervical, a via aérea
deve ser rapidamente protegida, mas sempre com
imobilização adequada da coluna cervical, utilizando
a técnica de intubação com restrição manual dos
movimentos do pescoço. O controle imediato da via
aérea é essencial, pois a progressão da obstrução
pode levar à parada respiratória.
Análise das alternativas:
a. Aplicar tração cervical – não é indicada no
atendimento inicial e não trata a obstrução de via
aérea.
b. Realizar imediatamente uma traqueostomia – é
uma medida extrema, reservada para casos em que
não se consegue estabelecer a via aérea por métodos
convencionais.
c. Drenar o tórax bilateralmente – não há indícios
clínicos de pneumotórax, e essa conduta não trata a
obstrução das vias aéreas superiores.
d. Obter RX da coluna cervical – o exame pode ser
necessário posteriormente, mas não deve atrasar o
manejo da via aérea, que é prioritário.
Resumo: Em paciente com estridor, hipoxemia e
suspeita de lesão cervical, a prioridade é proteger a
via aérea com intubação orotraqueal, mantendo
estabilização manual da coluna cervical.
1-36. Quanto a aplicação da "Regra do 9" para
crianças:
a. Não se aplica, não é confiável.
b. O corpo é proporcionalmente maior em crianças do
que adultos.
c. A cabeça é proporcionalmente maior em crianças
do que adultos.
d. As pernas são proporcionalmente maiores em
crianças do que adultos.
e. Os braços são proporcionalmente maiores em
crianças do que adultos.
Resposta correta: c. A cabeça é proporcionalmente
maior em crianças do que adultos.
Justificativa: A "Regra dos 9" é um método rápido
utilizado para estimar a superfície corporal queimada
(SCQ) em pacientes com queimaduras. Em adultos,
cada região corporal representa uma porcentagem
fixa (ex: cabeça = 9%, cada braço = 9%, cada perna =
18%, tronco anterior = 18%, etc.).
Contudo, em crianças, a proporção corporal é
diferente. A cabeça representa uma porcentagem
maior da superfície corporal total, enquanto as
pernas representam menos em comparação aos
adultos. Por isso, a regra dos 9 precisa ser ajustada
em crianças, e geralmente se utiliza a tabela de Lund-
Browder, que leva em consideração essas diferenças
proporcionais de acordo com a idade.
Análise das alternativas:
a. Incorreta – a regra pode ser aplicada com ajustes;
não é inválida.
b. Incorreta – o corpo como um todo não é
proporcionalmente maior, há diferenças entre
segmentos.
c. Correta – a cabeça é proporcionalmente maior em
crianças.
d. Incorreta – as pernas são proporcionalmente
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
menores em crianças.
e. Incorreta – os braços têm proporção semelhante ou
ligeiramente menor.
Resumo: A principal diferença anatômica relevante na
estimativa de SCQ em crianças é que a cabeça
representa uma fração maior da superfície corporal
total.
1-37. Um homem jovem saudável é trazido a
emergência após um acidente automobilístico. Seus
Sinais Vitais são: PA de 84 x 60 mmHg, FC de 123
bpm, ECG de 10 pontos (A02 RV3 RM5). O paciente
geme quando palpamos sua pelve. Após o início da
reposição volêmica, o próximo passo é:
a. Estabilizar a pelve.
b. Transferir para um Centro de Trauma.
c. Obter um RX de pelve
d. Inserir uma Sonda Vesical de Demora (SVD).
e. Repetir o exame da pelve.
Resposta correta: a. Estabilizar a pelve.
Justificativa: O paciente apresenta sinais de choque
(PA baixa, taquicardia), e a pelve dolorosa à
palpação, sugerindo fratura instável da pelve, uma
causa importante de hemorragia grave oculta no
trauma. A estabilização imediata da pelve é uma
conduta crítica após a reposição volêmica inicial para
tentar reduzir o sangramento venoso e controlar o
espaço potencial para hemorragia.
As formas de estabilização incluem:
 Cinto pélvico comercial (pelvic binder),
 Lençol amarrado firmemente ao redor dos
grandes trocânteres,
 Fixadores externos (em ambiente cirúrgico).
Análise das alternativas:
a. Correta – estabilizar a pelve é o passo imediato
mais importante após a reposição volêmica inicial.
b. Incorreta – a transferência pode ser necessária, mas
só após estabilização inicial e medidas de controle do
sangramento.
c. Incorreta – o RX é útil, mas não deve preceder a
estabilização em um paciente instável com suspeita
de fratura pélvica.
d. Incorreta – a SVD pode ser contraindicada se
houver suspeita de lesão uretral, o que é comum em
trauma pélvico. Deve-se primeiro examinar o meato
uretral (sangue?) e considerar a uretrografia
retrógrada.
e. Incorreta – repetir o exame físico não traz benefício
imediato; a instabilidade pélvica já foi detectada.
Resumo da conduta: Após identificar instabilidade
hemodinâmica e suspeita de fratura pélvica,
estabilizar a pelve é a prioridade para reduzir
sangramento.
1-38. Qual das situações a seguir requer
administração de imunoglobulina anti-Rh para as
mulheres vítimas de trauma?
a. Teste de gravidez negativo, Rh negativo e trauma
de tronco.
b. Teste de gravidez positivo, Rh positivo e trauma de
tronco.
c. Teste de gravidez positivo, Rh negativo e trauma
de tronco.
d. Teste degravidez positivo, Rh positivo e fratura
isolada de punho.
e. Teste de gravidez positivo, Rh negativo e fratura
isolada de punho.
Resposta correta: c. Teste de gravidez positivo, Rh
negativo e trauma de tronco.
Justificativa: A imunoglobulina anti-Rh (Rho(D)) deve
ser administrada em mulheres grávidas Rh negativas
que sofreram qualquer evento que possa causar
passagem de hemácias fetais Rh positivas para a
circulação materna, o que pode levar à aloimunização
materna e, em gestações futuras, à doença
hemolítica do recém-nascido.
O trauma de tronco em gestantes é uma situação
clássica de risco para hemorragia fetomaterna,
mesmo na ausência de sintomas clínicos, portanto,
indica a administração profilática da imunoglobulina
anti-Rh, se a mulher for Rh negativa.
Análise das alternativas:
a. Incorreta – se o teste de gravidez é negativo, não há
feto para ser protegido, portanto, não há indicação da
imunoglobulina, mesmo com Rh negativo e trauma.
b. Incorreta – mulher Rh positiva não precisa de
imunoglobulina anti-Rh.
c. Correta – gestante Rh negativa com trauma de
tronco = indicação clássica de profilaxia com
imunoglobulina anti-Rh.
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
d. Incorreta – mulher Rh positiva não precisa de
imunoglobulina, e a fratura de punho não representa
risco de hemorragia fetomaterna.
e. Incorreta – embora Rh negativo, uma fratura
isolada de punho não oferece risco significativo de
hemorragia fetomaterna, portanto, não há indicação
de imunoglobulina.
Resumo da conduta: Em gestantes Rh negativas com
trauma de tronco ou abdome, deve-se administrar
imunoglobulina anti-Rh para evitar isoimunização.
1-39. Uma mulher de 22 anos, consciente, foi
esfaqueada no tórax esquerdo, na altura do 3ª
espaço intercostal na linha axilar anterior. Na
admissão da emergência, 15 minutos após o
incidente, ela está alerta e consciente. Sua FC é de
100 bpm, PA de 80 x 60 mmHg, FR de 20 rpm. Um RX
de tórax diagnostica um hemotórax extenso a
esquerda. Uma drenagem torácica é realizada a
esquerda, com saída imediata de 1.600 ml de
sangue. O próximo passo para esta paciente é:
a. Realizar uma toracoscopia.
b. Realizar uma ortografia.
c. Inserir um 2° dreno de tórax à esquerda.
d. Preparar para uma toracotomia exploradora.
e. Realizar TC de tórax.
Resposta correta: d. Preparar para uma toracotomia
exploradora.
Justificativa:
Essa paciente apresenta hemotórax maciço, que é
definido como drenagem imediata de mais de 1.500
mL de sangue pelo dreno torácico, ou sangramento
contínuo >200 mL/h por 2 a 4 horas. Trata-se de uma
emergência cirúrgica, pois o sangramento ativo indica
lesão vascular de grande calibre ou lesão de órgãos
intratorácicos com risco iminente de choque
hemorrágico e morte.
Neste caso, a paciente teve drenagem imediata de
1.600 mL, o que ultrapassa o critério para hemotórax
maciço. Ela também está hipotensa (PA de 80 x 60
mmHg), confirmando a gravidade do quadro.
Portanto, o próximo passo imediato é a realização de
toracotomia exploradora, preferencialmente em
centro cirúrgico com equipe de trauma preparada.
Análise das alternativas:
a. Incorreta – a toracoscopia é indicada para
diagnóstico ou manejo de complicações crônicas,
como hemotórax retido. Não é conduta para
hemotórax maciço agudo.
b. Incorreta – ortografia (provavelmente erro de
digitação, talvez referindo-se a "aortografia") não é
indicada de imediato nesse cenário. O diagnóstico já
foi estabelecido e há indicação cirúrgica.
c. Incorreta – um segundo dreno pode ser útil em
hemotórax retido, mas não substitui toracotomia em
casos com drenagem >1.500 mL.
d. Correta – toracotomia é a conduta indicada frente a
hemotórax maciço com instabilidade hemodinâmica.
e. Incorreta – a TC só é feita em pacientes estáveis.
Neste caso, a instabilidade e o volume de sangue
drenado indicam urgência cirúrgica.
Resumo da conduta:
Paciente com hemotórax maciço → drenagem >1.500
mL → toracotomia de urgência.
1-40. Um menino de 6 anos de idade está andando
na rua quando é atingido pelo parachoque de um
SUV há 32 km/h. Qual das afirmações a seguir é
VERDADEIRA sobre este paciente?
a. É possível um tórax instável
b. É esperada uma contusão cardíaca sintomática.
C. Uma contusão pulmonar pode estar presente sem
sinais de fraturas de arcos costais
d. A transecção da aorta torácica é mais comum do
que em adultos.
e. Fraturas de arcos costais são comumente achados
em crianças com este mecanismo de trauma.
Resposta correta: c. Uma contusão pulmonar pode
estar presente sem sinais de fraturas de arcos costais
Justificativa:
Em crianças, a parede torácica é mais complacente
(ou seja, mais flexível e elástica) do que em adultos.
Isso permite que o tórax sofra compressões
importantes sem fraturar as costelas, transmitindo,
no entanto, a energia diretamente para os órgãos
internos, como os pulmões, levando a contusão
pulmonar.
Portanto, é possível que haja lesões pulmonares
significativas mesmo sem fraturas de arcos costais,
principalmente em traumas de alta energia, como
atropelamentos.
Análise das alternativas:
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
a. Incorreta – um tórax instável (ou tórax flácido)
exige fraturas de múltiplas costelas consecutivas em
dois pontos distintos. É raro em crianças devido à
flexibilidade da caixa torácica.
b. Incorreta – a contusão cardíaca sintomática é mais
comum em traumas de alta energia com impacto
direto no tórax anterior, como colisões com o volante.
Não é o mais esperado neste cenário.
c. Correta – contusões pulmonares são comuns em
crianças após trauma torácico mesmo na ausência de
fraturas costais, devido à complacência torácica.
d. Incorreta – a transecção da aorta torácica é mais
comum em adultos, especialmente em traumas de
desaceleração, como acidentes automobilísticos com
impacto súbito.
e. Incorreta – como mencionado, fraturas costais são
menos comuns em crianças, pois suas costelas são
mais elásticas.
Resumo:
Trauma torácico em crianças → parede torácica
complacente → lesão interna sem fratura → contusão
pulmonar sem fratura costal é possível.
EXTRA
1. Um homem de 24 anos, previamente saudável, é
admitido no pronto-socorro após acidente
automobilístico. Está consciente, orientado,
apresenta frequência cardíaca de 118 bpm, pressão
arterial de 100/60 mmHg, frequência respiratória de
24 irpm, saturação de O2 de 96% em ar ambiente e
temperatura de 36,5°C. Ao exame físico, refere dor
abdominal difusa, com sensibilidade aumentada e
defesa involuntária. O exame FAST é positivo para
líquido livre na cavidade peritoneal. Qual deve ser a
conduta inicial mais adequada para este paciente?
A) Tomografia computadorizada de abdome com
contraste
B) Laparotomia exploradora imediata
C) Lavado peritoneal diagnóstico
D) Observação clínica com controle seriado de sinais
vitais e novo FAST em 1 hora
E) Radiografia de abdome em decúbito dorsal
Resposta correta: B) Laparotomia exploradora
imediata
A presença de dor abdominal difusa associada a sinais
de irritação peritoneal (como a defesa involuntária) e
um FAST positivo indicam fortemente a possibilidade
de lesão intra-abdominal com sangramento ativo ou
perfuração de víscera oca. Nesse contexto, o paciente
apresenta sinais de instabilidade hemodinâmica leve
(taquicardia com pressão limítrofe) e abdome
cirúrgico. A conduta indicada é a laparotomia
exploradora imediata, sem necessidade de exames
adicionais que retardariam o tratamento definitivo. A
tomografia computadorizada de abdome com
contraste está indicada em pacientes estáveis e sem
sinaisperitoneais. O lavado peritoneal diagnóstico
caiu em desuso com a ampla disponibilidade do FAST
e da tomografia. A observação clínica com controle
seriado seria adequada apenas em pacientes
hemodinamicamente estáveis, sem sinais de irritação
peritoneal e com FAST duvidoso ou negativo. A
radiografia de abdome tem baixa sensibilidade para
detecção de lesões abdominais em trauma e não tem
papel na avaliação inicial de trauma abdominal
fechado com suspeita de lesão intra-abdominal.
2. Um homem de 35 anos é levado ao pronto-socorro
após queda de altura de aproximadamente 4 metros.
Chega consciente, mas agitado. Apresenta
frequência cardíaca de 128 bpm, pressão arterial de
88/60 mmHg, frequência respiratória de 30 irpm e
saturação de O2 de 94% em ar ambiente. Ao exame
físico, há têmpera e distensão abdominal, com ruídos
hidroaéreos ausentes. O FAST é positivo para líquido
livre. Qual a conduta prioritária?
A) Infusão de cristaloide seguida de tomografia
computadorizada
B) Realização de radiografia de bacia e pelve
C) Laparotomia exploradora imediata
D) Lavado peritoneal diagnóstico
E) Colocação de sonda nasogástrica e observação
Resposta correta: C) Laparotomia exploradora
imediata
Paciente com sinais de instabilidade hemodinâmica
(hipotensão e taquicardia), abdome agudo (distensão,
ausência de ruídos, têmpera) e FAST positivo. O
conjunto de achados confirma a necessidade de
intervenção cirúrgica imediata, não havendo tempo
para exames complementares. A tomografia está
contraindicada em pacientes instáveis com abdome
cirúrgico. Radiografia de pelve é indicada para
suspeita de fratura pélvica com instabilidade
hemodinâmica, mas neste caso, o abdome é a fonte
mais provável do choque. O lavado caiu em desuso e,
com FAST positivo e sinais clínicos compatíveis, o
exame é redundante. A sonda nasogástrica não muda
a conduta e a observação não é indicada em abdome
cirúrgico com instabilidade.
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
3. Um homem de 28 anos é atendido no pronto-
socorro após ferimento por arma branca em região
toracoabdominal direita, na linha médio clavicular,
ao nível do 7º espaço intercostal. Está consciente,
com frequência cardíaca de 110 bpm, pressão
arterial de 105/70 mmHg, frequência respiratória de
22 irpm, saturação de 97% e dor localizada no local
do ferimento. O FAST mostra pequena quantidade
de líquido livre em espaço de Morrison. Qual deve
ser a conduta inicial?
A) Observação e controle de sinais vitais
B) Laparoscopia diagnóstica
C) Laparotomia exploradora
D) Lavado peritoneal diagnóstico
E) Tomografia computadorizada com contraste
Resposta correta: C) Laparotomia exploradora
Ferimentos penetrantes em região toracoabdominal,
especialmente na linha médio clavicular ao nível do 7º
espaço intercostal, podem atingir tanto cavidade
abdominal quanto torácica. A presença de líquido livre
em espaço de Morrison no FAST sugere
hemoperitônio, e o paciente, embora estável,
apresenta lesão com potencial de evolução. A conduta
é laparotomia exploradora, pois há alto risco de lesão
de órgão intra-abdominal. A observação não é
apropriada diante de evidência objetiva de lesão intra-
abdominal (FAST positivo), mesmo que em pequena
quantidade. A laparoscopia é uma opção em centros
experientes e estáveis, mas a presença de líquido livre
torna a exploração cirúrgica mais apropriada. O
lavado peritoneal diagnóstico é redundante, pois o
FAST já confirmou líquido intra-abdominal. A
tomografia pode ser útil, mas a decisão por cirurgia
baseia-se nos achados do FAST e no tipo de ferimento,
o que torna o exame desnecessário.
4. Um homem de 42 anos é encontrado inconsciente
após colisão de alta energia. É trazido pelo SAMU,
intubado no local por Glasgow 6. Apresenta pressão
arterial de 90/60 mmHg, frequência cardíaca de 130
bpm. À inspeção, há enfisema subcutâneo em
hemitórax direito e ausência de murmúrio vesicular
no mesmo lado. A saturação de O2 está em 88% com
oxigênio suplementar. Qual é a conduta imediata
indicada?
A) Radiografia de tórax
B) Tomografia de tórax com contraste
C) Toracotomia de urgência
D) Punção torácica com agulha seguida de drenagem
E) Intubação seletiva do brônquio esquerdo
Resposta correta: D) Punção torácica com agulha
seguida de drenagem
Este paciente apresenta sinais clínicos compatíveis
com pneumotórax hipertensivo: instabilidade
hemodinâmica, hipoxemia, ausência de murmúrio
vesicular, enfisema subcutâneo e mecanismo de
trauma compatível. O tratamento é imediato, com
punção com agulha no segundo espaço intercostal,
linha médio clavicular, seguida de drenagem torácica
definitiva. Radiografia ou tomografia causariam atraso
em uma situação emergencial. A toracotomia está
indicada em hemotórax maciço ou instabilidade após
drenagem. A intubação seletiva não trata o problema
e poderia agravá-lo ao ventilar ainda mais o pulmão
comprometido.
5. Um motociclista de 20 anos é levado ao pronto-
socorro após colisão com poste. Encontra-se
inconsciente, com respiração irregular e apneia
intermitente. Apresenta Glasgow 5, pupilas
anisocóricas e bradicardia. A pressão arterial está em
190/100 mmHg. Qual deve ser a conduta imediata
neste caso?
A) Manter oxigenoterapia por máscara não reinalante
B) Realizar tomografia de crânio urgente
C) Iniciar manitol em bolus intravenoso
D) Intubação orotraqueal e hiperventilação leve
E) Administração de solução hipertônica 3%
Resposta correta: D) Intubação orotraqueal e
hiperventilação leve
Paciente com sinais de herniação cerebral iminente:
rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 5),
anisocoria, bradicardia e hipertensão arterial (tríade
de Cushing). A prioridade é garantir via aérea e reduzir
a pressão intracraniana. A intubação orotraqueal com
hiperventilação leve (PaCO₂ entre 30-35 mmHg) é a
medida inicial indicada. O manitol pode ser usado
após estabilização das vias aéreas, mas não substitui a
necessidade de controle imediato da ventilação. A
tomografia de crânio é necessária, mas só após
estabilização inicial. Solução hipertônica também é
uma opção terapêutica, mas, assim como o manitol,
não deve preceder a garantia da via aérea.
Oxigenoterapia isolada é insuficiente neste contexto.
6. Um homem de 45 anos é atropelado e chega ao
pronto-socorro com rebaixamento do nível de
consciência (Glasgow 7), sinais de fratura pélvica,
taquicardia (FC 132 bpm), pressão arterial de 80/50
mmHg e extremidades frias. O FAST é negativo. Qual
é a conduta mais apropriada nesse momento?
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
A) Tomografia computadorizada de corpo inteiro
B) Laparotomia exploradora
C) Estabilização pélvica externa e reposição volêmica
D) Lavado peritoneal diagnóstico
E) Intubação orotraqueal e ventilação mecânica
Resposta correta: C) Estabilização pélvica externa e
reposição volêmica
O paciente apresenta sinais de choque e fratura
pélvica, com FAST negativo. A fonte provável de
sangramento é a pelve. Nestes casos, a conduta inicial
é estabilizar a pelve (com lençol ou fixador externo) e
iniciar reposição volêmica com cristaloides e
hemoderivados. A laparotomia não está indicada
diante de FAST negativo e sem sinais de abdome
agudo. A tomografia está contraindicada neste
momento devido à instabilidade hemodinâmica. O
lavado peritoneal diagnóstico perdeu espaço com o
uso do FAST. A intubação pode ser necessária, mas a
prioridade é o controle da fonte de sangramento.
7. Um homem de 30 anos é levado ao pronto-socorro
após colisão frontal entre veículos. Está consciente,
mas com dispneia intensae uso de musculatura
acessória. Apresenta frequência respiratória de 34
irpm, frequência cardíaca de 122 bpm, pressão
arterial de 110/70 mmHg e saturação de 90% em ar
ambiente. Ao exame, há movimento paradoxal do
hemitórax esquerdo. Ausculta pulmonar com
murmúrio presente bilateralmente. Qual o
diagnóstico mais provável e conduta inicial?
A) Pneumotórax hipertensivo; punção com agulha
B) Hemotórax; drenagem torácica imediata
C) Contusão pulmonar; oxigenoterapia e analgesia
D) Fratura de costela simples; analgesia apenas
E) Tamponamento cardíaco; pericardiocentese
Resposta correta: C) Contusão pulmonar;
oxigenoterapia e analgesia
O movimento paradoxal do tórax indica tórax instável,
geralmente decorrente de múltiplas fraturas costais, e
frequentemente associado à contusão pulmonar. A
conduta inicial inclui oxigenoterapia, controle da dor
(preferencialmente com bloqueio intercostal ou
analgesia regional) e, se necessário, suporte
ventilatório. O murmúrio vesicular presente
bilateralmente e ausência de desvio de traqueia ou
jugulares distendidas tornam pneumotórax
hipertensivo e tamponamento cardíaco improváveis.
O hemotórax exigiria hipersonoridade ou ausência de
som à ausculta, o que não é mencionado.
8. Um homem de 60 anos é levado ao pronto-socorro
após acidente automobilístico. Está consciente, com
queixa de dor cervical e parestesias em membros
superiores. Apresenta FC 90 bpm, PA 140/80 mmHg,
FR 18 irpm. Ao exame, há dor à palpação da coluna
cervical e rigidez dos músculos cervicais. Qual a
conduta mais adequada neste momento?
A) Radiografia de coluna torácica
B) Retirada do colar cervical para exame neurológico
completo
C) Imobilização com colar cervical rígido e tomografia
de coluna cervical
D) Administração de corticosteroides intravenosos
E) Observação clínica por 24 horas
Resposta correta: C) Imobilização com colar cervical
rígido e tomografia de coluna cervical
Paciente com dor cervical após trauma de alta energia
e alterações neurológicas (parestesias), o que
configura risco de lesão medular cervical. A conduta
inicial deve incluir imobilização rigorosa com colar
cervical rígido e realização de tomografia da coluna
cervical, que é mais sensível que a radiografia. A
retirada do colar está contraindicada até exclusão de
lesão instável. Corticoides não fazem parte do manejo
padrão. A observação sem exames seria negligente.
9. Um jovem de 19 anos é encontrado inconsciente
após ser atropelado. Apresenta-se com Glasgow 6,
pressão arterial de 70/40 mmHg, frequência cardíaca
de 140 bpm, pupilas isocóricas e lentas. Há fratura
exposta em membro inferior direito. O FAST é
negativo. Qual deve ser a principal suspeita
etiológica para o choque?
A) Choque neurogênico
B) Hipovolemia por fratura de ossos longos
C) Hipovolemia por sangramento intra-abdominal
oculto
D) Tamponamento cardíaco
E) Embolia pulmonar traumática
Resposta correta: B) Hipovolemia por fratura de
ossos longos
A fratura exposta de fêmur é uma importante fonte
de sangramento, especialmente em pacientes
politraumatizados. Com FAST negativo e ausência de
lesão torácica mencionada, o foco provável do choque
hipovolêmico é o membro inferior. O choque
neurogênico não cursa com taquicardia, e o
tamponamento cardíaco cursaria com jugulares
distendidas e alterações no pulso. A embolia
pulmonar traumática é rara no cenário agudo.
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
10. Um homem de 50 anos é vítima de queda de laje
e apresenta dor torácica intensa, taquicardia e
hipotensão. No exame, há turgência jugular, ausculta
cardíaca abafada e hipotensão arterial. O
eletrocardiograma mostra baixa voltagem e
alternância elétrica. Qual é o diagnóstico mais
provável e conduta imediata?
A) Pneumotórax hipertensivo; drenagem torácica
B) Contusão miocárdica; monitorização e analgesia
C) Tamponamento cardíaco; pericardiocentese
imediata
D) Infarto agudo do miocárdio; trombólise
E) Hemotórax maciço; toracotomia de urgência
Resposta correta: C) Tamponamento cardíaco;
pericardiocentese imediata
O conjunto de hipotensão, turgência jugular e bulhas
cardíacas abafadas compõe a tríade de Beck,
característica do tamponamento cardíaco. A
alternância elétrica no ECG reforça o diagnóstico. A
conduta imediata é a pericardiocentese para
descompressão. O pneumotórax hipertensivo
apresenta ausência de murmúrio e desvio traqueal. A
contusão cardíaca não costuma cursar com esse
padrão clínico, e o infarto seria diagnóstico diferencial
com outros achados.
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
	Justificativa: Esse é um caso de trauma torácico penetrante com instabilidade hemodinâmica inicial (PA 80x40 mmHg) que respondeu bem à reposição volêmica (PA 122x84 mmHg, FC 100 bpm). Foi realizado um dreno torácico devido à hipoventilação ou diminuição dos murmúrios vesiculares no hemitórax esquerdo. O dreno mostrou pequena quantidade de sangue e ausência de fuga aérea, ou seja, não houve indicação de hemotórax maciço nem de pneumotórax hipertensivo ou aberto.
	Por que não as outras alternativas:
	Justificativa: O paciente sofreu uma queda de altura e apresenta fratura bilateral de calcâneo. Esse tipo de fratura, especialmente quando bilateral, está fortemente associado a lesões na coluna lombossacra, principalmente fraturas de compressão vertebral, como em L1-L2 ou na transição toracolombar.
	Portanto: O exame indicado para confirmar essa hipótese diagnóstica (lesão de coluna associada à fratura de calcâneo) é a radiografia da coluna inteira, começando pela coluna lombar, mas preferencialmente estendendo-se para toda a coluna caso haja suspeita de outras lesões.
	Por que não as outras alternativas?
	Justificativa da alternativa correta: Durante a reavaliação da resposta à reposição volêmica, é fundamental observar sinais de melhora da perfusão, que incluem:
	Por que as outras alternativas estão incorretas:
	Justificativa: No traumatismo cranioencefálico (TCE) grave, o passo inicial mais importante é seguir o protocolo do ABC da abordagem primária do ATLS (Advanced Trauma Life Support):
	Análise das alternativas incorretas:
	Justificativa: Um homem de 70 kg possui um volume sanguíneo estimado de ~5 litros. Uma perda de 2 litros equivale a cerca de 40% do volume total, o que o classifica como uma hemorragia classe III segundo o ATLS (Advanced Trauma Life Support).
	Hemorragia Classe III (perda de 30–40% do volume sanguíneo):
	Por que a letra C está correta?
	Por que as outras estão erradas?
	Resumo:
	Justificativa: Durante a gravidez, principalmente a partir do segundo trimestre, ocorre uma expansão fisiológica do volume plasmático de até 40-50%, enquanto o volume de hemácias aumenta cerca de 20-30%. Isso resulta em:
	Justificativa: Em pacientes adultos queimados, o principal objetivo da reposição volêmica é garantir perfusão tecidual adequada e prevenir lesão renal aguda. O parâmetro clínico mais sensível e confiável para isso é o:
	Débito urinário ≥ 0,5 mL/kg/h em adultos
	Análise das outras opções:
	Justificativa: O choque é definido como uma condição de insuficiência circulatória aguda, onde a oferta de oxigênio aos tecidos é menor que a demanda metabólica, resultando em hipoperfusão tecidual.
	Exemplos de evidência de perfusão tecidual inadequada:
	Por que as outras estão erradas?
	Justificativa:
	Análise das alternativas:isso
reflete melhora na perfusão cerebral, sendo um
indicador indireto de eficácia da reanimação.
Por que as outras alternativas estão incorretas:
 a. "Reposição volêmica com cristaloides até a
normalização da PA": incorreto, pois a
conduta atual em pacientes com hemorragia
ativa (como em ferimento por arma de fogo
com hipotensão) é fazer reposição controlada
(hipotensão permissiva) até o controle da
fonte de sangramento, evitando aumento da
pressão que pode agravar a hemorragia.
 c. "Transfusão maciça é mais de 10 CH e
plasma nas primeiras 24h": errado. A
definição correta é transfusão de ≥10
concentrados de hemácias (CH) em 24h ou ≥4
CH em 1 hora com sangramento ativo. O
protocolo envolve CH, plasma e plaquetas em
proporção próxima de 1:1:1, mas a alternativa
mistura os componentes.
 d. "Ácido tranexâmico dentro de 12h":
incorreto, pois o benefício do ácido
tranexâmico é comprovado quando
administrado nas primeiras 3 horas após o
trauma. Após esse período, pode até
aumentar o risco de eventos
tromboembólicos.
 e. "Reposição volêmica é mais importante que
controle da hemorragia": errado. O controle
da hemorragia é prioridade absoluta,
especialmente no trauma penetrante com
choque. A reposição é um suporte
temporário.
1-4. Na condução do paciente com traumatismo
cranioencefálico (TCE) grave, o passo inicial mais
importante é
a. Garantir uma oxigenação adequada.
b. Obter um RX da coluna cervical.
c. Manter suporte circulatório adequado.
d. Controlar o sangramento do couro cabeludo.
e. Calcular a pontuação na ECG.
A alternativa correta é: a. Garantir uma oxigenação
adequada.
Justificativa: No traumatismo cranioencefálico (TCE)
grave, o passo inicial mais importante é seguir o
protocolo do ABC da abordagem primária do ATLS
(Advanced Trauma Life Support):
1. A – Airway (vias aéreas) com proteção da
coluna cervical,
2. B – Breathing (respiração e oxigenação),
3. C – Circulation (circulação e controle de
hemorragias).
No TCE grave, o cérebro lesionado é extremamente
vulnerável à hipóxia e hipoxemia, que agravam o
dano neurológico primário, podendo levar à lesão
cerebral secundária, muitas vezes irreversível. Por
isso, garantir oxigenação adequada é o passo inicial
prioritário.
Análise das alternativas incorretas:
 b. Obter um RX da coluna cervical: deve ser
feito, mas somente após a estabilização
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
inicial das vias aéreas, respiração e
circulação. Ou seja, é parte da avaliação
secundária.
 c. Manter suporte circulatório adequado: é
essencial, mas vem depois da via aérea e
respiração na sequência do ABC.
 d. Controlar o sangramento do couro
cabeludo: importante, mas não é prioritário
em relação à oxigenação, e geralmente é de
origem venosa, raramente sendo causa de
instabilidade hemodinâmica grave.
 e. Calcular a pontuação na ECG: a Escala de
Coma de Glasgow é útil para classificar a
gravidade do TCE (grave = ECG ≤ 8), mas não é
uma intervenção imediata e não antecede a
estabilização clínica.
1-5.Um homem saudável de 70 kg perde cerca de 2
litros de sangue. Qual das afirmações abaixo se
aplica a este doente:
a. Sua pressão de pulso estará alargada.
b. Seu débito urinário estará no limite inferior da
normalidade.
c. Ele terá taquicardia, mas sem alteração na PA
sistólica.
d. A gasometria arterial irá mostrar um déficit de base
entre -6 e -10 mEq/L
e. Sua PA sistólica estará mantida, mas com elevação
da PA diastólica.
A alternativa correta é: c. Ele terá taquicardia, mas
sem alteração na PA sistólica.
Justificativa: Um homem de 70 kg possui um volume
sanguíneo estimado de ~5 litros. Uma perda de 2
litros equivale a cerca de 40% do volume total, o que
o classifica como uma hemorragia classe III segundo o
ATLS (Advanced Trauma Life Support).
Hemorragia Classe III (perda de 30–40% do volume
sanguíneo):
 Volume perdido: 1.5–2 litros
 Frequência cardíaca (FC): >120 bpm
(taquicardia importante)
 Pressão arterial sistólica: pode estar normal
ou começar a cair, mas inicialmente pode ser
mantida por mecanismos compensatórios,
especialmente vasoconstrição e aumento da
resistência periférica.
 PA diastólica: geralmente aumenta, levando à
redução da pressão de pulso.
 Débito urinário: cai para 5–15 mL/h
 Estado mental: ansioso, confuso
 Pele: pálida, fria, diaforética
Por que a letra C está correta?
“Ele terá taquicardia, mas sem alteração na PA
sistólica.”
 Em perdas de até 40% do volume sanguíneo, o
organismo ainda pode manter a pressão sistólica
próxima ao normal por mecanismos compensatórios
(liberação de catecolaminas, vasoconstrição).
A taquicardia é um dos primeiros sinais clínicos,
antes mesmo da hipotensão sistólica se instalar.
Por que as outras estão erradas?
 a. "Pressão de pulso alargada"
✖ Errado. A pressão de pulso se estreita, pois
a PA sistólica se mantém e a diastólica se
eleva por vasoconstrição.
 b. "Débito urinário no limite inferior da
normalidade" Errado. O débito urinário já
estará reduzido abaixo do normal (normal =
0,5–1 mL/kg/h → esse paciente teria 40–50% do volume. Com 2 L
(40%), o déficit de base pode estar entre -2 e
-6 mEq/L, não tão grave ainda.
 e. "PA sistólica mantida, mas elevação da PA
diastólica"
Parcialmente verdade, mas essa descrição
define pressão de pulso estreita, não é o que
se pede como afirmação mais aplicável ao
quadro clínico (taquicardia é mais precoce e
universal).
Resumo:
 Perda de 2 L de sangue (~40%) = choque
classe III
 Sinais principais: taquicardia >120 bpm, PA
sistólica ainda compensada inicialmente
 Resposta correta: c. Ele terá taquicardia, mas
sem alteração na PA sistólica.
1-6. A hipervolemia fisiológica da gravidez possui um
significado clínico na condução da gestante
gravemente ferida em razão de:
a. Reduz a necessidade de hemotransfusão.
b. Resulta num hematócrito elevado.
c. Complicar a condução de um TCE contuso.
d. Reduz a necessidade volêmica na ressuscitação
e. Aumenta o volume de perda sanguínea necessária
para causar hipotensão na gestante.
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
A alternativa correta é: e. Aumenta o volume de
perda sanguínea necessária para causar hipotensão
na gestante.
Justificativa: Durante a gravidez, principalmente a
partir do segundo trimestre, ocorre uma expansão
fisiológica do volume plasmático de até 40-50%,
enquanto o volume de hemácias aumenta cerca de
20-30%. Isso resulta em:
 Hemodiluição fisiológica (hematócrito um
pouco reduzido)
 Hipervolemia compensatória
Essa hipervolemia permite que a gestante tolere
maiores perdas sanguíneas sem apresentar queda da
pressão arterial, o que mascara sinais precoces de
choque hipovolêmico.
Por isso, uma gestante pode perder mais de 1.500 mL
de sangue sem manifestar hipotensão, o que retarda
o diagnóstico clínico de hemorragia significativa.
Análise das outras alternativas:
 a. Reduz a necessidade de hemotransfusão
✖ Falso — embora a gestante tolere mais
perda inicialmente, se o sangramento for
grave, a necessidade de transfusão continua
presente, muitas vezes até aumentada pelo
risco obstétrico.
 b. Resulta num hematócrito elevado
✖ Falso — ocorre o oposto: há hemodiluição
fisiológica → hematócrito reduzido.
 c. Complicar a condução de um TCE contuso
✖ Falso — a hipervolemia não interfere
diretamente no manejo do TCE. O que pode
complicar são alterações na pressão venosa
ou na perfusão,mas não é o ponto principal.
 d. Reduz a necessidade volêmica na
ressuscitação
✖ Falso — a necessidade de volume pode até
aumentar porque o volume de sangue total é
maior e a perda pode ser subestimada
clinicamente.
1-7. O melhor parâmetro para avaliação da reposição
volêmica no paciente adulto queimado é:
a. Débito urinário de 0,5 ml/kg/h.
b. Normalização da PA.
c. Normalização da FC
d. Normalização da Pressão Venosa Central.
e. Administrar 4 ml/kg/% de superfície corporal
queimada/24h de solução cristaloide.
A alternativa correta é: a. Débito urinário de 0,5
mL/kg/h.
Justificativa: Em pacientes adultos queimados, o
principal objetivo da reposição volêmica é garantir
perfusão tecidual adequada e prevenir lesão renal
aguda. O parâmetro clínico mais sensível e confiável
para isso é o:
Débito urinário ≥ 0,5 mL/kg/h em adultos
 É um indicador direto de perfusão renal, que
reflete adequadamente o estado volêmico.
 É fácil de monitorar continuamente com
sonda vesical.
 É mais fidedigno do que PA, FC ou PVC
isoladamente, que podem ser influenciados
por múltiplos fatores no paciente queimado.
Análise das outras opções:
 b. Normalização da PA
Pode ocorrer tardiamente, não é um
indicador precoce de perfusão adequada.
 c. Normalização da FC
A frequência cardíaca pode estar elevada por
dor, estresse, ansiedade ou sepse — não é
específica de hipovolemia corrigida.
 d. Pressão Venosa Central (PVC)
É uma medida menos confiável de reposição
volêmica e não reflete diretamente perfusão
renal ou tecidual.
 e. Administrar 4 mL/kg/% SCQ
Essa é a fórmula de Parkland para calcular o
volume a ser administrado inicialmente, não
é um parâmetro de avaliação da eficácia da
reposição.
1-8.O diagnóstico de choque deve incluir:
a. Hipoxemia.
b. Acidose.
c. Hipotensão.
d. Aumento da Resistência Vascular.
e. Evidência de perfusão tecidual inadequada.
A alternativa correta é: e. Evidência de perfusão
tecidual inadequada.
Justificativa: O choque é definido como uma condição
de insuficiência circulatória aguda, onde a oferta de
oxigênio aos tecidos é menor que a demanda
metabólica, resultando em hipoperfusão tecidual.
Portanto, o que define o diagnóstico de choque não é
necessariamente a pressão arterial ou oxigenação
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
arterial, mas sim a evidência clínica ou laboratorial
de má perfusão tecidual.
Exemplos de evidência de perfusão tecidual
inadequada:
 Extremidades frias e cianóticas
 Enchimento capilar lento
 Pele pálida, pegajosa
 Débito urinário reduzido (o hospital atual tem
capacidade cirúrgica e o paciente não está estável
para transporte.
d. Administrar mais cristaloide – sem controle da
fonte do sangramento, a reposição volêmica isolada é
ineficaz e pode piorar a coagulopatia.
e. Realizar um ecocardiograma transesofágico – não é
prioritário em contexto de instabilidade por
hemorragia abdominal com indicação cirúrgica clara.
Resumo: Em pacientes com hemorragia intra-
abdominal e instabilidade hemodinâmica, a conduta
imediata é a laparotomia exploradora. Medidas
diagnósticas ou de suporte não devem atrasar o
controle cirúrgico do sangramento.
1-12. Qual das afirmações sobre o trauma na
gestante é verdadeira?
a. O feto está em perigo apenas nos traumas
abdominais mais graves.
b. Perda do líquido amniótico é uma indicação para a
internação hospitalar
c. As indicações para o lavado peritoneal diagnóstico
(LPD) são diferentes das indicações nas mulheres não
grávidas.
d. No trauma penetrante, lesões nas vísceras ocas são
mais comuns na gravidez avançada do que nos
estágios iniciais da gravidez.
e. A avaliação secundária segue um padrão diferente
do que a avaliação secundária nas pacientes não
grávidas.
Resposta correta: b. Perda do líquido amniótico é
uma indicação para a internação hospitalar.
Justificativa: A perda de líquido amniótico após um
trauma em gestantes representa risco de ruptura de
membranas, trabalho de parto prematuro, infecção e
sofrimento fetal. Por isso, é uma condição que exige
vigilância hospitalar, mesmo que outros parâmetros
maternos estejam normais. A observação prolongada
permite avaliação da vitalidade fetal, controle do risco
de descolamento prematuro de placenta e
monitoramento de complicações obstétricas.
Análise das alternativas:
a. O feto está em perigo apenas nos traumas
abdominais mais graves – incorreta. Mesmo traumas
leves podem provocar sofrimento fetal, descolamento
de placenta ou trabalho de parto prematuro.
c. As indicações para o lavado peritoneal diagnóstico
(LPD) são diferentes das indicações nas mulheres não
grávidas – incorreta. As indicações são semelhantes,
embora se prefira tomografia ou ultrassom por serem
menos invasivos.
d. No trauma penetrante, lesões nas vísceras ocas são
mais comuns na gravidez avançada do que nos
estágios iniciais da gravidez – incorreta. Com o
crescimento uterino, as vísceras sólidas tornam-se
menos expostas, e o útero passa a ser a estrutura
mais vulnerável.
e. A avaliação secundária segue um padrão diferente
do que a avaliação secundária nas pacientes não
grávidas – incorreta. A abordagem primária e
secundária no trauma segue os mesmos princípios do
ATLS, com adaptações apenas para monitoramento
fetal.
Resumo: A perda de líquido amniótico após trauma
em gestantes exige internação hospitalar devido ao
risco de complicações obstétricas mesmo que a mãe
esteja estável.
1-13. A primeira manobra para melhorar a
oxigenação após um trauma torácico é:
a. Intubar o paciente.
b. Avaliar a gasometria arterial.
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
c. Administrar oxigênio suplementar.
d. Avaliar a necessidade de drenagem torácica.
e. Fazer um RX de tórax.
Resposta correta: c. Administrar oxigênio
suplementar.
Justificativa: Em pacientes vítimas de trauma torácico,
a prioridade imediata é garantir oxigenação
adequada. A administração de oxigênio suplementar
deve ser feita o quanto antes, independentemente da
saturação inicial, pois pode haver hipoxemia oculta,
especialmente em casos de contusão pulmonar,
pneumotórax ou hemotórax. Essa medida simples
pode estabilizar a oxigenação enquanto se realiza a
avaliação e o manejo definitivo das lesões torácicas.
Análise das alternativas:
a. Intubar o paciente – só é indicada em casos de
insuficiência respiratória grave ou rebaixamento do
nível de consciência, não como primeira medida.
b. Avaliar a gasometria arterial – é útil para avaliação
da função respiratória, mas não é uma intervenção
terapêutica imediata.
d. Avaliar a necessidade de drenagem torácica – deve
ser feita após estabilização inicial e administração de
oxigênio, baseada em sinais clínicos e radiológicos.
e. Fazer um RX de tórax – essencial na avaliação do
trauma torácico, mas não precede a administração de
oxigênio em pacientes com suspeita de hipóxia.
Resumo: Em qualquer paciente com trauma torácico,
a primeira medida deve ser a administração imediata
de oxigênio suplementar para melhorar a oxigenação
enquanto outras etapas diagnósticas e terapêuticas
são conduzidas.
1-14. Um homem de 25 anos, ferido em um acidente
automobilístico foi admitido na emergência. Suas
pupilas reagem lentamente a luz e ele abre os olhos
ao estímulo doloroso. Ele não obedece a comandos,
mas geme esporadicamente. Há uma deformidade
em seu braço direito, que não reage aos estímulos de
pressão, porém sua mão esquerda tem movimento
intencional de defesa aos estímulos. Ambas as
pernas estão rigidamente estendidas. Sua pontuação
na ECG (Abertura Ocular - AO; Resposta Verbal - RV;
Resposta Motora - RM) é de:
a. A01 RV1 RM1
b. AO2 RV1 RM1.
c. AO2 RV2 RM3,
d. AO2 RV2 RMS.
e. AO3 RV4 RM5.
Resposta correta: c. AO2 RV2 RM3.
Justificativa: A Escala de Coma de Glasgow (ECG)
avalia abertura ocular (AO), resposta verbal (RV) e
resposta motora (RM). O paciente abre os olhos
apenas ao estímulo doloroso, o que corresponde a
AO2. Ele geme esporadicamente, ou seja, emite sons
incompreensíveis, o que indica RV2. Em relação à
resposta motora, há movimento de retirada com a
mão esquerda, o que configura resposta flexora de
retirada à dor, classificada como RM3. A ausência de
resposta no braço direito e a rigidez das pernas são
indicativos de lesão neurológica grave, mas o escore
considera a melhor resposta motora observada, que é
a da mão esquerda.
Análise das alternativas:
a. AO1 RV1 RM1 – incorreta, pois o paciente abre os
olhos à dor (não é AO1) e emite gemidos (não é RV1).
b. AO2 RV1 RM1 – incorreta, pois a resposta verbal é
melhor que 1 (há emissão de sons), e há movimento
de retirada à dor.
d. AO2 RV2 RM5 – incorreta, pois RM5 seria
movimento localizado à dor, e o paciente não
obedece a comandos nem localiza estímulo com
precisão.
Resumo: A melhor resposta do paciente é abertura
ocular ao estímulo doloroso (AO2), emissão de sons
incompreensíveis (RV2) e retirada à dor com um dos
membros (RM3).
1-15. Uma mulher de 20 anos está na 32ª semana de
gestação quando é esfaqueada na região superior do
hemitórax direito. Na emergência sua PA é de 80 x
60 mmHg. Ela está ofegante para respirar,
extremamente ansiosa e gritando por ajuda. O
murmúrio vesicular é diminuído no hemitórax
direito. O primeiro passo a ser realizado é:
a. Intubar a paciente.
b. Inserir uma cânula orofaríngea.
c. Realizar uma descompressão torácica por agulha
ou digital.
d. Deslocar manualmente o útero gravídico para a
esquerda.
e. Iniciar reposição volêmica com cristaloide por 2
acessos periféricos calibrosos.
Resposta correta: c 
Justificativa: A paciente apresenta sinais clínicos
compatíveis com pneumotórax hipertensivo:
hipotensão, dispneia, ansiedade extrema e diminuição
do murmúrio vesicular em um hemitórax após trauma
torácico penetrante. Essa condição é uma emergência
que exige descompressão torácica imediata, sem
aguardar exames. A descompressão pode ser feita por
agulha (segunda linha hemiclavear) ou digital (se for
possível acesso cirúrgico imediato). A reversão rápida
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
do colapso pulmonar é essencial para restaurar a
hemodinâmica e a oxigenação.
Análisedas alternativas:
a. Intubar a paciente – a via aérea está pérvia, e a
intubação não trata a causa da instabilidade, podendo
até agravar o quadro se não for precedida pela
descompressão.
b. Inserir uma cânula orofaríngea – desnecessário,
pois a paciente está consciente e verbalizando.
d. Deslocar manualmente o útero gravídico para a
esquerda – é importante para melhorar o retorno
venoso em gestantes, mas não resolve a causa
imediata da instabilidade.
e. Iniciar reposição volêmica com cristaloide por 2
acessos periféricos calibrosos – será necessário, mas
não é a prioridade absoluta diante de um
pneumotórax hipertensivo.
Resumo: Em gestante com trauma torácico e sinais de
pneumotórax hipertensivo, a descompressão torácica
imediata é a primeira medida, pois trata a causa
potencialmente letal da instabilidade.
1-16. Qual dos achados em um paciente adulto
requer conduta imediata durante a avaliação
primária?
a. Abdome distendido.
b. ECG de 11 pontos.
c. Temperatura axilar de 36.5°C
d. Deformidade na coxa direita.
e. FR = 40 гр.
Resposta correta: e 
Justificativa: A avaliação primária no trauma segue o
protocolo do ABCDE (vias aéreas, respiração,
circulação, estado neurológico e exposição). A
frequência respiratória de 40 rpm indica um padrão
respiratório anormal, sugestivo de insuficiência
respiratória iminente, hipoxemia, acidose metabólica
compensada ou lesão neurológica central. Esse é um
sinal de gravidade que exige intervenção imediata
para garantir oxigenação e ventilação adequadas,
podendo requerer suporte ventilatório ou controle de
lesões torácicas.
Análise das alternativas:
a. Abdome distendido – importante na avaliação
secundária e pode sugerir sangramento intra-
abdominal, mas não é prioridade maior que
alterações respiratórias graves.
b. ECG de 11 pontos – refere-se à pontuação da Escala
de Coma de Glasgow, que é avaliada na letra D do
protocolo, após vias aéreas e respiração.
c. Temperatura axilar de 36,5°C – valor normal, sem
implicações imediatas.
d. Deformidade na coxa direita – pode indicar fratura,
mas não é prioritária se não houver instabilidade
hemodinâmica ou risco imediato de vida.
Resumo: Frequência respiratória de 40 rpm
representa risco iminente à vida e exige intervenção
imediata, sendo prioridade absoluta na avaliação
primária do trauma.
1-17. O passo imediato mais importante a fazer na
conduta de um pneumotórax aberto é:
a. Intubar o paciente.
b. Fechar cirurgicamente a ferida.
c. Introduzir um dreno torácico pela ferida aberta.
d. Colocar um curativo oclusivo sobre a ferida
e. Iniciar reposição volêmica por 2 acessos calibrosos
com solução cristaloide.
Resposta correta: d. 
Justificativa: O pneumotórax aberto, também
conhecido como "ferida aspirativa", ocorre quando há
uma comunicação direta entre o espaço pleural e o
meio externo, permitindo a entrada de ar durante a
inspiração e causando colapso pulmonar. A conduta
imediata é aplicar um curativo oclusivo que funcione
como válvula unidirecional (geralmente selado em
três lados), permitindo a saída de ar, mas impedindo
sua entrada, evitando assim a evolução para um
pneumotórax hipertensivo. Isso estabiliza o paciente
até que o dreno torácico possa ser inserido em local
apropriado.
Análise das alternativas:
a. Intubar o paciente – pode ser necessário
posteriormente, mas não resolve o colapso pulmonar
e não é a primeira medida.
b. Fechar cirurgicamente a ferida – é uma conduta
definitiva, mas não imediata.
c. Introduzir um dreno torácico pela ferida aberta – o
dreno deve ser inserido em local adequado
(geralmente no 5º espaço intercostal na linha axilar
média), e não pela ferida.
e. Iniciar reposição volêmica – pode ser importante se
houver choque, mas a estabilização ventilatória vem
primeiro.
Resumo: No pneumotórax aberto, a primeira medida
é o curativo oclusivo em três lados, para impedir
entrada de ar e evitar colapso pulmonar progressivo.
1-18. Qual das seguintes situações é uma
contraindicação para a administração do toxóide
tetânico?
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
a. História de reação alérgica ou neurológica grave
ao produto.
b. Efeitos colaterais localizados.
c. Espasmos musculares.
d. Gravidez.
e. Todas as acima.
Resposta correta: a
Justificativa: A única contraindicação absoluta para a
administração do toxoide tetânico é a ocorrência
prévia de reação alérgica grave (como anafilaxia) ou
neurológica severa (como encefalopatia) após uma
dose anterior da vacina. Nesses casos, a revacinação
representa risco significativo. Já condições como
gravidez, espasmos musculares ou efeitos colaterais
locais não contraindicam o uso do toxoide, sendo
inclusive recomendada a imunização durante a
gestação para proteção neonatal.
Análise das alternativas:
b. Efeitos colaterais localizados – são comuns (dor,
eritema, edema) e não contraindicam a aplicação.
c. Espasmos musculares – podem estar associados a
suspeita de tétano, o que reforça a necessidade da
vacinação.
d. Gravidez – não só não é contraindicação como é
uma das indicações formais.
e. Todas as acima – incorreta, pois apenas a
alternativa A representa contraindicação verdadeira.
Resumo: Apenas reações graves anteriores ao
toxoide, especialmente anafilaxia ou eventos
neurológicos severos, contraindicam sua nova
administração.
1-19. Um homem de 56 anos tem impacto violento
com o volante do seu caminhão durante um acidente
automobilístico. Na chegada a emergência, ele está
diaforético e se queixando de dor torácica. Sua PA é
de 60 x 40 mmHg e sua FR é de 40 rpm. Qual dos
achados a seguir melhor diferencia o tamponamento
cardíaco do pneumotórax hipertensivo como causa
desta hipotensão?
a. Taquicardia.
b. Volume de pulso.
c. Murmúrio vesicular.
d. Pressão de pulso.
e. Pressão venosa jugular.
Resposta correta: c. Murmúrio vesicular.
Justificativa: Tanto o tamponamento cardíaco quanto
o pneumotórax hipertensivo podem causar
hipotensão grave, taquicardia, pressão venosa jugular
elevada e desconforto respiratório. No entanto, o
murmúrio vesicular é o principal achado clínico que
ajuda a diferenciar essas duas emergências. No
pneumotórax hipertensivo, haverá redução ou
ausência de murmúrio vesicular no hemitórax
afetado, geralmente associado a hipertimpanismo à
percussão e desvio traqueal. Já no tamponamento
cardíaco, o murmúrio vesicular geralmente está
preservado bilateralmente, pois o problema é no
espaço pericárdico e não no parênquima pulmonar.
Análise das alternativas:
a. Taquicardia – presente em ambos.
b. Volume de pulso – geralmente reduzido nos dois
quadros.
d. Pressão de pulso – estreita nos dois casos.
e. Pressão venosa jugular – elevada em ambos os
quadros, por obstrução ao retorno venoso.
Resumo: A ausculta pulmonar com redução unilateral
do murmúrio vesicular é o dado clínico mais útil para
diferenciar pneumotórax hipertensivo de
tamponamento cardíaco.
O quadro clínico do tamponamento cardíaco é
caracterizado por sinais e sintomas de choque
obstrutivo, causados pelo acúmulo de líquido
(geralmente sangue em traumas) no espaço
pericárdico, que impede o enchimento adequado do
coração durante a diástole, levando à queda do débito
cardíaco.
Os principais achados clínicos são:
1. Hipotensão arterial – ocorre pela redução do
débito cardíaco secundária à compressão do coração
pelo líquido pericárdico.
2. Turgência jugular – resultado do aumento da
pressão venosa central, pois o sangue não consegue
retornar adequadamente ao coração.
3. Bulhas cardíacas abafadas – devido à presença de
líquido no saco pericárdico, que impede a transmissão
normal dos sons cardíacos.
Esses três achados compõem a Tríade de Beck,
clássicado tamponamento cardíaco.
Outros sinais e sintomas incluem:
 Taquicardia – compensatória à hipotensão.
 Pulso paradoxal – queda maior que 10 mmHg
da pressão sistólica durante a inspiração.
 Dispneia e taquipneia – por baixo débito e
congestão sistêmica.
 Extremidades frias e tempo de enchimento
capilar aumentado – sinais de hipoperfusão.
 Diminuição da amplitude de pulso – pulso
fino e fraco.
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
Em contexto de trauma (como em acidentes
automobilísticos ou ferimentos penetrantes), o
tamponamento é uma emergência com risco
imediato de morte, exigindo alívio rápido da pressão
pericárdica, geralmente por pericardiocentese ou
toracotomia de emergência se o paciente estiver
instável ou em parada.
1-20. A intubação brônquica seletiva do brônquio
fonte direito ou esquerdo pode
facilmente ocorrer durante a intubação de crianças
porque:
a. A traqueia é relativamente mais curta.
b. A distância dos lábios até a laringe é relativamente
mais curta.
c. O uso de tubos com cuff elimina este problema.
d. Os brônquios fonte são menos angulados em
relação a traqueia.
e. Existe pouco atrito entre o TOT e a parede da
traqueia.
Resposta correta: a. A traqueia é relativamente mais
curta.
Justificativa: Em crianças, a traqueia é mais curta e
estreita do que em adultos, o que facilita que o tubo
orotraqueal (TOT) avance além da carina e entre
inadvertidamente em um dos brônquios principais,
geralmente o direito por ser mais alinhado com a
traqueia. Isso leva a uma intubação brônquica
seletiva, ventilando apenas um pulmão e causando
hipoventilação do outro, podendo resultar em
hipoxemia, barotrauma e assimetria na ausculta.
Análise das alternativas:
b. A distância dos lábios até a laringe ser mais curta é
verdadeira, mas não é o fator determinante para a
intubação seletiva.
c. O uso de tubos com cuff não impede a intubação
seletiva – ela depende da profundidade da inserção,
não da presença de cuff.
d. Os brônquios fonte não são menos angulados – o
direito continua sendo mais reto, predispondo à
intubação seletiva direita.
e. Atrito com a parede traqueal não é um fator
relevante para esse problema.
Resumo: A principal razão da maior incidência de
intubação seletiva em crianças é a curta extensão da
traqueia, o que torna mais fácil a passagem
inadvertida do tubo além da carina.
1-21. Um homem de 23 anos recebeu 4 facadas na
região superior do tórax direito durante uma briga e
foi trazido de ambulância para um hospital com tota
capacidade cirúrgica. Todas as lesões são acima do
mamilo. Ele está intubado, com o tórax direito já
drenado e iniciado reposição volêmica por 2 acessos
periféricos calibrosos. O exame ultrassonográfico do
FAST não mostra líquido intraperitoneal. Sua PA é de
60 x 0 mmHg, a FC é de 160 bpm, FR de 14 rpm
(ventilando com FiO2 100%) e débito de 1.500ml de
sangue pelo dreno torácico. O próximo passo mais
apropriado para este paciente é:
a. Realizar um LPD.
b. Fazer uma TC de tórax.
c. Realizar uma angiografia.
d. Levar o paciente imediatamente para a sala
cirúrgica.
e. Transferir imediatamente o paciente para um
Centro de Trauma.
Resposta correta: d. Levar o paciente imediatamente
para a sala cirúrgica.
Justificativa: O paciente apresenta choque
hemorrágico grave, com pressão arterial de 60 x 0
mmHg, frequência cardíaca de 160 bpm e
sangramento maciço pelo dreno torácico (1.500 ml
inicialmente). Esses dados indicam hemotórax
maciço, uma urgência cirúrgica. O hemotórax maciço
é definido pela drenagem imediata de mais de 1.500
ml de sangue ou por drenagem contínua > 200 ml/h
por 2 a 4 horas.
Diante desse quadro, a única conduta que pode
controlar a hemorragia e salvar o paciente é a
toracotomia de emergência. Investigações adicionais
como TC, LPD ou angiografia não são apropriadas em
pacientes instáveis com sangramento ativo
importante.
Análise das alternativas:
a. LPD não tem utilidade aqui, pois o sangramento é
torácico, não abdominal.
b. TC é contraindicada em pacientes instáveis
hemodinamicamente.
c. Angiografia pode ser útil em pacientes estáveis com
sangramento arterial contido, o que não é o caso.
e. Transferência é inviável, já que o paciente está
instável e o hospital atual tem capacidade cirúrgica.
Resumo: Choque hemorrágico + hemotórax maciço =
toracotomia imediata.
1-22. Um homem de 39 anos é admitido na
emergência após uma colisão automobilística. Ele
está cianótico, com esforço respiratório e ECG de 6
pontos. Sua barba dificulta a oclusão da máscara de
oxigênio em seu rosto. O próximo passo mais
apropriado é:
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
a. Realizar uma cricotireoidostomia cirúrgica.
b. Tentar uma intubação nasal.
c. Ventilar com bolsa-máscara-válvula (BMV) até que
uma lesão cervical seja descartada.
d. Restringir a mobilidade da coluna cervical e tentar
a intubação orotraqueal com duas pessoas.
e. Ventilar o paciente com BMV até que sua barba
seja raspada para melhor oclusão da máscara.
Resposta correta: d. Restringir a mobilidade da
coluna cervical e tentar a intubação orotraqueal com
duas pessoas.
Justificativa: O paciente apresenta quadro de
insuficiência respiratória aguda, com cianose, esforço
respiratório e pontuação baixa na Escala de Coma de
Glasgow (ECG 6), o que indica rebaixamento do nível
de consciência. Nessa situação, a via aérea definitiva
com proteção das vias aéreas deve ser rapidamente
assegurada, preferencialmente por intubação
orotraqueal.
Devido ao potencial trauma cervical, a coluna deve ser
imobilizada manualmente durante a intubação,
utilizando a técnica de duas pessoas: uma estabiliza a
coluna cervical enquanto a outra realiza a intubação.
Análise das alternativas:
a. Cricotireoidostomia cirúrgica é indicada quando a
via aérea definitiva não pode ser obtida de forma
segura e rápida — não é a primeira escolha nesse
caso.
b. Intubação nasal é contraindicada em pacientes com
TCE ou trauma facial, além de ser menos eficaz e
demorada.
c. BMV com máscara mal adaptada (devido à barba) é
ineficaz e pode agravar a hipoxemia.
e. Raspagem da barba antes da ventilação é uma
medida demorada e inadequada em uma emergência
respiratória.
Resumo: Em paciente com rebaixamento do nível de
consciência, esforço respiratório e risco de trauma
cervical, o manejo imediato da via aérea é a intubação
orotraqueal com proteção da coluna.
1-23. Um paciente é trazido a emergência após uma
colisão automobilística. Ele esta consciente e não há
nenhum trauma aparente. Ele dá entrada com colar
cervical e imobilizado em prancha rígida. Sua PA é de
60 x 40 mmHg e FC 70 bpm. Sua pele está quente.
Qual das afirmações é VERDADEIRA?
a. Drogas vasoativas não tem nenhuma função na
conduta deste paciente.
b. A hipotensão deve ser controlada somente com
reposição volêmica.
C. RX de flexão e extensão da coluna cervical devem
ser solicitadas precocemente
d. Lesões intra-abdominais podem ser descartadas
como a causa da hipotensão
e. Flacidez dos membros inferiores (MMII) e perda
dos reflexos profundos tendinosos são achados
esperados.
Resposta correta: e. 
Justificativa: O quadro descrito sugere choque
neurogênico, que ocorre em pacientes com lesão
medular aguda, especialmente nas lesões cervicais ou
torácicas altas. Caracteriza-se por hipotensão com
bradicardia (FC de 70 bpm mesmo com PA de 60 x 40
mmHg), devido à perda do tônus simpático. A pele
quente e seca é outro indicativo, pois há
vasodilatação periférica. Além disso, a flacidez
muscular e a arreflexia são manifestaçõesneurológicas comuns associadas à lesão medular
aguda.
Análise das alternativas:
a. Drogas vasoativas têm papel fundamental no
choque neurogênico, especialmente para restaurar o
tônus vascular e melhorar a perfusão.
b. A reposição volêmica isolada é insuficiente e pode
agravar o edema medular.
c. RX dinâmicos (flexão/extensão) são contraindicados
na fase aguda até que a lesão medular esteja
descartada com exames apropriados.
d. Lesões intra-abdominais não podem ser
descartadas apenas com base nos sinais clínicos —
mas o conjunto clínico aponta para etiologia
neurogênica.
e. Está correta: flacidez dos MMII e perda dos reflexos
tendinosos profundos são compatíveis com lesão
medular aguda.
Resumo: Hipotensão com bradicardia, pele quente e
flacidez de MMII indicam choque neurogênico
secundário à lesão medular aguda. A flacidez e a
arreflexia são achados esperados.
1-24. Qual dos seguintes métodos é o mais efetivo
para o tratamento inicial por congelamento?
a. Calor úmido.
b. Amputação precoce.
c. Acolchoamento e elevação do membro.
d. Vasodilatadores e heparina.
e. Aplicação tópica de sulfadiazina de prata.
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
Resposta correta: a. Calor úmido.
Justificativa: O tratamento inicial mais efetivo do
congelamento (frostbite) envolve o aquecimento
rápido e controlado da área acometida,
preferencialmente por imersão em água morna (37°C
a 39°C), ou seja, calor úmido. Essa abordagem é
comprovadamente eficaz para restaurar a perfusão
tecidual e minimizar lesões celulares permanentes.
Deve-se evitar fontes de calor seco ou direto (como
fogueiras ou aquecedores), pois áreas congeladas têm
sensibilidade reduzida e o risco de queimaduras é
elevado.
Análise das alternativas:
b. Amputação precoce é contraindicada. A viabilidade
dos tecidos deve ser reavaliada após dias ou semanas,
não sendo uma conduta imediata.
c. Acolchoamento e elevação do membro podem ser
úteis após o reaquecimento, mas não substituem o
aquecimento inicial.
d. Vasodilatadores e heparina podem ter papel em
casos selecionados, mas não fazem parte do
tratamento inicial padrão.
e. A aplicação tópica de sulfadiazina de prata é usada
em queimaduras e feridas infeccionadas, não sendo
apropriada como primeira medida em congelamento.
Resumo: O tratamento inicial mais eficaz do
congelamento é o reaquecimento rápido com calor
úmido por imersão em água morna, o que restaura a
circulação e reduz lesões.
1-25. A perna de um homem de 32 anos ficou presa
embaixo do carro capotado por cerca de 2 horas
antes de ser extricado do local. Na chegada a
emergência, seu membro inferior direito (MID) está
frio, mosqueado, com sensibilidade e função motora
ausentes. Apesar de apresentar sinais vitais normais,
o pulso não é palpável abaixo da artéria femoral e os
grupos musculares desta extremidade estão duros e
rígidos. Durante a conduta deste paciente, qual das
opções a seguir tem a melhor chance de salvar este
membro?
a. Colocar a tração esquelética.
b. Administrar anticoagulantes.
C. Administrar terapia trombolítica.
d. Chamar o cirurgião para realizar uma fasciotomia
no MID
e. Transferir o paciente para um Centro de Trauma há
120 km de distância
Resposta correta: d
Justificativa: O quadro clínico descrito é compatível
com síndrome compartimental aguda, uma
emergência cirúrgica caracterizada por aumento da
pressão dentro dos compartimentos musculares,
levando à isquemia tecidual. Os sinais clássicos
incluem dor intensa (inicialmente), rigidez, ausência
de pulso distal, frieza, parestesia, paralisia e palidez.
No caso apresentado, a perna ficou comprimida por
tempo prolongado, o que favorece esse diagnóstico. A
fasciotomia de urgência é o único tratamento eficaz
capaz de salvar o membro, ao liberar a pressão
intracompartmental e restaurar a perfusão.
Análise das alternativas:
a. Tração esquelética não tem papel no manejo da
síndrome compartimental.
b. Anticoagulantes não tratam o problema de pressão
intracompartmental e podem piorar o sangramento
local.
c. Terapia trombolítica é indicada em tromboses
arteriais, não na síndrome compartimental causada
por esmagamento.
e. Transferência para outro centro com esse quadro
implica atraso crítico na abordagem cirúrgica,
podendo resultar em perda do membro.
Resumo: Na síndrome compartimental, a fasciotomia
imediata é o único tratamento eficaz e deve ser feita
sem demora.
1-26. Um paciente dá entrada na emergência após
ser espancado na cabeça e face com um taco de
madeira. Ele está comatoso e tem uma fratura com
afundamento em crânio. Sua face está edemaciada e
com equimoses. Ele apresenta respiração ruidosa e
vômito no seu rosto e roupas. O próximo passo mais
apropriado após ofertar oxigênio suplementar e
fazer a anteriorização da mandíbula é:
a. Solicitar uma TC.
b. Passar uma sonda nasogástrico (SNG).
c. Aspirar a orofaringe.
d. Realizar um RX em perfil da coluna cervical
e. Ventilar o paciente com bolsa-válvula-máscara
(BVM).
Resposta correta: c. Aspirar a orofaringe
Justificativa: O paciente apresenta rebaixamento do
nível de consciência, fratura craniana com
afundamento e evidências de vômito, além de
respiração ruidosa, o que indica risco iminente de
obstrução de via aérea e broncoaspiração. Após
fornecer oxigênio suplementar e realizar manobras
manuais para abertura das vias aéreas, o próximo
passo prioritário é aspirar a orofaringe para remover
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
secreções e vômito, garantindo a permeabilidade da
via aérea e prevenindo aspiração pulmonar. Essa
conduta é parte essencial da avaliação e estabilização
da via aérea em pacientes comatosos com risco de
aspiração.
Análise das alternativas:
a. Solicitar TC é importante, mas não precede a
estabilização da via aérea.
b. A passagem de SNG é contraindicada em fraturas
de base de crânio (alto risco de passagem para a
cavidade intracraniana).
d. RX de coluna cervical pode ser necessário, mas
apenas após estabilização da via aérea.
e. Ventilar com BVM pode ser necessário, mas não
deve ser feita antes da aspiração, pois há risco de
empurrar conteúdo gástrico aspirado para os
pulmões.
Resumo: Em paciente comatoso, com vômito e
respiração ruidosa, o primeiro passo após oxigênio e
manobras básicas de via aérea é aspirar a orofaringe
para evitar aspiração e garantir ventilação eficaz.
1-27. Um homem de 22 anos apresenta um
ferimento por arma de fogo no tórax esquerdo e é
levado a um pequeno hospital comunitário, sem
capacidade cirúrgica É realizada uma drenagem
torácica na emergência, com saida de 700 ml de
sangue. O Centro de Trauma aceita a transferência
do doente. Pouco antes do paciente ser colocado na
ambulância para sua transferência, sua PA cai para
80 x 68 mmHg e sua FC aumenta para 136 bpm. O
próximo passo deve ser:
a. Fechar o dreno de tórax.
b. Cancelar a transferência do paciente.
c. Realizar uma toracotomia na emergência.
d. Repetir a avaliação primária e manter a
transferência.
e. Atrasar a transferência até que o médico do
hospital consiga falar com um cirurgião torácico.
Resposta correta: d. Repetir a avaliação primária e
manter a transferência
Justificativa: O paciente com ferimento por arma de
fogo no tórax já apresentou sangramento importante
(700 ml pelo dreno) e agora está com sinais de
instabilidade hemodinâmica (hipotensão e
taquicardia). Em hospitais sem capacidade cirúrgica, a
prioridade é estabilizar o paciente dentro do possível
e garantir sua transferência o mais rápido possível
para um centrocom suporte cirúrgico. Antes da
remoção, uma nova avaliação primária deve ser feita
para identificar rapidamente causas reversíveis de
deterioração (como drenagem excessiva,
pneumotórax hipertensivo, tamponamento,
deslocamento de tubo, etc.). Se não houver
contraindicação imediata à transferência, ela deve ser
mantida sem atrasos.
Análise das alternativas:
a. Fechar o dreno de tórax é contraindicado, pois
pode levar a um pneumotórax hipertensivo.
b. Cancelar a transferência atrasa o acesso à cirurgia,
que é essencial nesse caso.
c. Realizar uma toracotomia na emergência só é
indicado em casos de parada cardíaca traumática com
tempo curto de colapso, o que não se aplica aqui.
e. Atrasar a transferência para aguardar contato com
cirurgião não é justificável diante da instabilidade e da
ausência de recursos cirúrgicos no hospital.
Resumo: Em hospital sem suporte cirúrgico, diante de
instabilidade em paciente com ferimento torácico,
deve-se repetir a avaliação primária, estabilizar
conforme possível e manter a transferência imediata
para o centro especializado.
1-28. Um homem de 64 anos se envolveu numa
colisão automobilística em alta velocidade e é
ressuscitado inicialmente num pequeno hospital sem
capacidade cirúrgica. Ele tem um TCE contuso com
ECG de 13 pontos. Possui mediastino alargado no RX
de tórax com fraturas do 2º ao 4° arcos costais
esquerdos, mas sem pneumotórax. Após o início da
reposição volêmica, sua PA é de 110 x 74 mmHg, FC
de 100 bpm, e FR de 18 rpm. Ele apresenta
hematúria macroscópica e fratura pélvica. Você
decide transferir o paciente para uma unidade que
seja capaz de oferecer um nível maior de cuidado.
Este hospital fica a 128 km de distância. Antes de
transferir o paciente você, deve fazer primeiro:
a. Intubar o paciente.
b. Fazer um LPD ou FAST.
c. Fazer a drenagem torácica.
d. Ligar para o Hospital de Referência e falar com o
cirurgião de plantão.
e. Discutir com os familiares a conveniência de se
transferir este paciente.
Resposta correta: d. Ligar para o Hospital de
Referência e falar com o cirurgião de plantão.
Justificativa: Antes de transferir qualquer paciente
gravemente traumatizado, especialmente quando
envolve longa distância (128 km), é essencial que o
hospital de destino esteja ciente da chegada do
paciente e que haja coordenação com a equipe que
irá recebê-lo. O contato direto com o cirurgião ou
responsável de plantão no hospital de referência
garante que a equipe esteja preparada, reduz atrasos
e possibilita orientações adicionais para a
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pre-teste-do-atls-ddd
transferência segura. Esse é um princípio fundamental
do atendimento ao trauma: não transferir sem
comunicação e aceitação prévia do hospital receptor.
Análise das alternativas:
a. Intubação não é indicada de rotina em paciente
com ECG 13 e estabilidade hemodinâmica.
b. LPD ou FAST já seriam úteis durante a avaliação
inicial, mas não são obrigatórios antes da
transferência neste contexto de estabilidade relativa.
c. Drenagem torácica só seria indicada se houvesse
pneumotórax ou hemotórax – o que não está
presente neste paciente.
e. Discutir com os familiares é importante, mas não
substitui a obrigatoriedade de comunicação prévia
com o hospital de referência.
Resumo: A transferência de um politraumatizado
estável deve sempre ser precedida de contato direto
com o hospital receptor, garantindo aceitação e
preparo para o atendimento definitivo.
Esse paciente provavelmente apresenta lesão de
aorta torácica, além de traumatismo cranioencefálico
leve (ECG 13), fraturas costais, fratura pélvica, e
hematúria macroscópica (indicando possível lesão
renal ou do trato urinário).
Vamos detalhar os achados clínicos:
 Mediastino alargado no RX de tórax em
paciente politraumatizado é um achado
clássico que sugere lesão da aorta torácica,
especialmente após colisão em alta
velocidade.
 Fraturas de arcos costais superiores (2º ao
4º) também aumentam a suspeita de lesão de
grandes vasos torácicos.
 Hematúria macroscópica e fratura pélvica
indicam lesão urológica ou renal, associada a
trauma contuso.
 TCE com ECG 13 sugere lesão neurológica leve
a moderada, mas ele está estável (PA 110 x 74
mmHg), mantendo boa perfusão cerebral até
o momento.
Diagnósticos prováveis:
 Lesão de aorta torácica (urgência cirúrgica).
 TCE leve.
 Fratura pélvica com lesão do trato urinário.
 Trauma torácico com fraturas costais.
Conduta: A principal preocupação imediata é a lesão
de aorta, que é potencialmente fatal e exige centro
especializado com suporte cirúrgico vascular ou
endovascular. Por isso, o paciente deve ser
transferido com urgência, após comunicação e
aceitação do hospital de referência. A estabilidade
relativa permite essa transferência com segurança,
desde que monitorado.
1-29. Uma hemorragia com perda de 20% da volemia
do paciente está comumente associada com:
a. Oligúria.
b. Confusão.
c. Hipotensão.
d. Taquicardia.
e. Necessidade de hemotransfusão.
Análise das alternativas:
a. Oligúria – geralmente aparece a partir da classe III
(perda de 30 a 40%).
b. Confusão – sinal de hipoperfusão cerebral, mais
comum em perdas maiores (classe III ou IV).
c. Hipotensão – só ocorre de forma significativa a
partir da classe III.
e. Necessidade de hemotransfusão – costuma ocorrer
em perdas maiores que 30% (classe III ou IV).
Resumo: Em perdas de até 20% da volemia, o sinal
mais frequente é a taquicardia compensatória, sem
alterações significativas da PA ou do nível de
consciência.
1-30. Qual das afirmações sobre acesso intraósseo
(10) é VERDADEIRA?
a. Apenas soluções cristaloides podem ser infundidas
com segurança pelo 10
b. A aspiração de medula óssea confirma a
localização correta da agulha de 1O.
c. O 10 é a via de escolha para reposição volêmica em
crianças.
d. O 10 pode ser usado indefinidamente. 
e. Edema nos tecidos moles adjacentes a punção 10
não é uma razão para descontinuar a infusão por esta
via.
Resposta correta: b. A aspiração de medula óssea
confirma a localização correta da agulha de IO.
Justificativa: O acesso intraósseo (IO) é um método
eficaz e seguro para administração de fluidos,
medicamentos e sangue, especialmente em situações
de emergência quando o acesso venoso é difícil. A
aspiração de medula óssea ou a fácil infusão de
líquido sem extravasamento confirma a correta
posição da agulha dentro da cavidade medular. A
técnica pode ser utilizada em adultos e crianças, mas
não é a via de escolha rotineira, sendo indicada em
situações críticas.
messages.downloaded_by
lOMoARcPSD|68598115
Análise das alternativas:
a. Apenas soluções cristaloides podem ser infundidas
com segurança pelo IO – incorreta. Podem ser
infundidos cristaloides, coloides, sangue e
medicamentos, inclusive drogas vasoativas.
c. O IO é a via de escolha para reposição volêmica em
crianças – incorreta. É uma via alternativa quando não
se consegue acesso venoso rapidamente.
d. O IO pode ser usado indefinidamente – incorreta. O
uso é temporário, geralmente por no máximo 24 a 48
horas, até obtenção de outro acesso venoso
adequado.
e. Edema nos tecidos moles adjacentes à punção IO
não é uma razão para descontinuar a infusão –
incorreta. Edema ou extravasamento são sinais de
mal posicionamento e são indicações para suspender
o uso da via.
Resumo: A aspiração de medula óssea confirma o
posicionamento correto da agulha intraóssea e é
critério fundamental para segurança da infusão.
1-31. Uma mulher jovem apresenta um TCEgrave
após um acidente de carro. Na emergência tinha uma
ECG de 6 pontos (AO1 RV2 RM3). Sua PA é de 140 x
90 mmHg e FC de 80 bpm. Está intubada e conectada
ao ventilador mecânico. Suas pupilas estão isocóricas
com 3mm de diâmetro e fotorreagentes. Não há
mais nenhuma lesão visível. O princípio mais
importante a se seguir na conduta do TCE é:
a. Evitar hipotensão.
b. Administrar diurético osmótico.
c. Tratar agressivamente esta hipertensão sistêmica.
d. Reduzir a necessidade metabólica cerebral.
e. Diferenciar entre hemorragia intracerebral e edema
cerebral.
Resposta correta: a. Evitar hipotensão.
Justificativa: Em pacientes com Traumatismo
Cranioencefálico (TCE) grave, o fator mais crítico para
melhorar o prognóstico neurológico é a manutenção
da perfusão cerebral adequada. Isso depende
diretamente da pressão arterial sistêmica. Estudos
mostram que mesmo um episódio único de
hipotensão (PAS

Mais conteúdos dessa disciplina