A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
4 pág.
Hérnias

Pré-visualização | Página 1 de 1

Hérnias 
- hérnia: ruptura 
- as hérnias formam- se pela 
protusão (deslocamento para a 
frente) do conteúdo abdominal e 
através dos orifícios naturais ou 
adquiridos no arcabouço do 
músculo aponeurótico da parede 
abdominal 
Obs.: aponeurose é uma membrana 
fibrosa, que serve para a inserção 
dos músculos 
- ao passar pelo anel herniário (um 
orifício causado pelo 
enfraquecimento da parede 
abdominal, composta por músculos 
e aponeuroses), o peritônio protuso 
recebe o nome de saco herniário e 
é revestido apenas por pele e tecido 
celular subjacente 
- RELEMBRANDO: camadas da 
parede abdominal 
 Pele 
 Fáscia superficial 
 Músculos 
 Fáscia transversal 
 Gordura extraperitoneal 
(fáscia extraperitoneal) 
 Peritônio 
 
- as hérnias incisionais são aquelas 
que se originam como resultado da 
cicatrização deficiente de incisões 
cirúrgicas
 
- 5% hérnias femorais 
- Fatores de risco: história familiar, 
sexo masculino, Idade (70- 80 
anos), doenças colagenosas, fumo, 
aumento da pressão abdominal 
(DPOC- tosse crônica, HPB- 
hiperplasia prostática benigna, 
ascite) 
- Fatores de risco- hernias 
incisionais: fatores cirúrgicos 
(técnica cirúrgica, complicações da 
ferida), desnutrição, corticoide, 
obesidade 
- a doença herniaria é altamente 
incapacitante 
- as complicações próprias da 
hérnia, como o encarceramento 
(abaulamento torna- se 
permanente) e o estrangulamento 
(quando o conteúdo herniário fica 
estrangulado, comprometendo o 
fluxo sanguíneo e podendo levar a 
isquemia e gangrena) aumentam a 
morbidade de forma significativa 
- Etiopatogenia: 
- o desenvolvimento de uma hérnia 
depende de fatores predisponentes 
(congênitos, anatômicos ou 
adquiridos) e desencadeantes 
- os fatores congênitos incluem a 
persistência do conduto peritônio- 
vaginal: Durante a gestação, existe 
uma comunicação da cavidade 
abdominal com a bolsa escrotal nos 
meninos e com os grandes lábios 
vaginais nas meninas. Essa 
comunicação se dá por uma 
projeção do peritônio (tecido que 
reveste a cavidade abdominal) 
chamada conduto peritônio-
vaginal ou processo vaginal, 
através do qual o testículo desce 
até a 35a semana de gestação nos 
meninos. Até o 9o mês, o processo 
vaginal se fecha, restando um 
pequeno resquício dele em seu 
ponto mais distante 
chamado túnica vaginal. Algumas 
crianças apresentam falha nesse 
processo de fechamento, gerando 
hérnia inguinal, hidrocele ou mais 
raramente cisto de cordão. 
 
- fatores congênitos: a persistência 
do conduto peritônio- vaginal e as 
doenças genéticas (síndrome de 
Marfan, Ehlers- Danlos e Hurler- 
Hunter) 
- Fatores anatômicos: 
- a cavidade abdominal tem uma 
pressão positiva (5-7 mmHg) e é 
contida por diversas estruturas 
(diafragma, diafragma pélvico, 
músculos da parede abdominal e 
vértebras lombares) 
- o músculo oblíquo externo e suas 
aponeuroses recobrem boa parte do 
abdômen (inclusive a parte inferior 
do abdômen) 
 
- a aponeurose do músculo oblíquo 
externo recobre todo o canal 
inguinal, por onde passa o funículo 
espermático 
- o canal inguinal vai de lateral para 
medial, obliquamente, de dentro 
para fora. É uma comunicação entre 
a parede abdominal e o testículo 
 No período embrionário, o 
testículo é formado dentro da 
cavidade abdominal e 
próximo a 30° semana ele 
começa a descer para a 
bolsa escrotal, através de 
uma estrutura chamada 
conduto peritônio vaginal 
 Esse conduto se oblitera 
 A partir de então, a única 
comunicação entre o 
testículo e a cavidade 
abdominal é o canal inguinal, 
por onde passa o funículo 
espermático, o ducto 
deferente e outras estruturas 
 Nas mulheres, no canal 
inguinal passa apenas o 
ligamento redondo do útero 
 Essa é uma explicação do 
porquê os homens têm muito 
mais hérnia 
 
 
- a aponeurose do musculo oblíquo 
externo se espessa e se liga na 
espinha ilíaca antero- superior até o 
tubérculo púbico, formando o 
ligamento inguinal 
- o ligamento inguinal é um 
espessamento fibroso e é o que 
limita o canal inguinal inferiormente 
- abaixo do ligamento inguinal, 
existe um outro orifício, o canal 
femoral (onde surgem as hérnias 
femorais) 
 
- As hérnias inguinais surgem acima 
do ligamento inguinal, enquanto as 
hérnias femorais surgem abaixo 
- Afastando o funículo espermático, 
podemos perceber que o que 
recobre o canal inguinal é a fáscia 
transversalis (por isso essa é uma 
região de fraqueza, pois o canal 
inguinal em si já é uma região de 
fraqueza e a parede posterior dele é 
apenas uma fina camada de fáscia 
transversalis, ou seja, não tem 
nenhuma estrutura rígida 
recobrindo) 
 
- óstio miopectíneo: região inguino- 
femoral é uma grande área de 
fraqueza (propensa a ter hérnias) 
 
- as hérnias inguinais diretas 
surgem na região do Trígono 
inguinal de Hesselbach (região de 
fraqueza na parede abdominal) 
 Essa hérnia direta ocorre por 
um defeito direto da parede 
abdominal 
 medialmente aos vasos 
epigástricos inferiores 
 
- as hérnias inguinais indiretas 
fazem um “atalho” através do canal 
inguinal, lateralmente aos vasos 
epigástricos 
 
- RESUMINDO: as hérnias inguinais 
diretas se manifestam através do 
Trígono inguinal de Hesselbach, 
enquanto as hérnias inguinais 
indiretas se manifestam através do 
canal inguinal 
 
- Hérnia Umbilical: ocorre uma 
fraqueza na parede e o conteúdo 
abdominal se extravasa 
- se ocorrer na linha média acima do 
umbigo -> hérnia epigástrica